Tag Archives: Tom Boonen

o mítico Tom Boonen

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Cavendish na Omega-Pharma

O “Expresso da Ilha de Man” anunciou hoje que não irá renovar com a Team Sky e que na próxima temporada irá correr pela Belga Omega-Pharma.

Numa época onde o projecto do ciclismo Britânico tinha apostado em Cavendish para uma época recheada de vitórias ao Sprint, contratando o atleta à extinta HTC-Highroad, as coisas não correram de feição em relação aquilo que tinha sido projectado. Cavendish falhou todos os objectivos principais para a época: ser o rei dos pontos na Volta à França, vencer a prova olímpica em Londres e tentar lutar pela vitória nos campeonatos do mundo de ciclismo que decorreram no passado mês em Valkenburg. No entanto, apesar dos objectivos principais terem saído gorados pelo sprinter britânico, Cavendish acaba o ano com algumas vitórias saborosas na clássica Milão – São Remo, na clássica Kuurne-Brussels-Kuurne, 2 etapas no Giro e 4 na Volta à França (perderia a camisola dos pontos para o portentoso Peter Sagan).

Entre as razões citadas do divórcio do Sprinter com a Sky, a principal terá sido o descontentamento do ciclista em relação ao seu papel na equipa e em relação ao planeamento desenvolvido pela equipa para conciliar os seus objectivos no Tour com os objectivos de Braddley Wiggins. Ou seja: Cavendish pretendia ser o chefe-de-fila máximo da equipa para 2013 mas a equipa, pela vitória de Wiggins no Tour 2012 decidiu de forma unanime em continuar a apostar no objectivo de levar o all-rounder Britânico à segunda vitória na prova francesa. A aliar a esse facto, a Sky também decidiu posicionar o Britânico como 3º na nomenclatura da equipa, pois também seria objectivo da equipa sacrificar os objectivos do sprinter no Giro ou na Vuelta em prol dos objectivos de Christopher Froome. Quanto ao Tour de 2012, Cavendish queixou-se da falta de apoio da equipa em relação aos seus objectivos.

Há que concordar, em pura opinião, que a Sky contratou Cavendish mas descurou a contratação dos seus principais lançadores de sprint: os Australianos Matthew Goss (rumou da HTC ao projecto do ciclismo Australiano da Orica-Greenedge) e Mark Renshaw (transferiu-se da HTC para a Holandesa Rabobank). Apesar da Sky ter bons lançadores de sprint como Geraint Thomas (um ciclista de velocidade com uma enorme experiência ao nível do ciclismo de pista) Ben Swift ou Michael Rogers, e de ter contratado outro escudeiro dos tempos de Cavendish na HTC (o fidelissimo Bernard Eisel), nada se comparava ao comboio que a HTC fazia para servir o Britânico com a tripla Eisel-Goss-Renshaw.

A aliar a tudo isto, a própria Sky acaba por ficar bem servida ao nível de sprints pois ainda tem o Norueguês Edvald Boasson Hagen. O próprio Ben Swift, apesar de ter corrido maioritariamente esta época com a 2ª formação da equipa em provas menores, está para mim, pela sua idade (24 anos), prontíssimo para lutar pela vitória em etapas de alto nível mundial.

Cavendish ruma à Omega-Pharma-Quickstep Pro Cycling Team, equipa que surgiu das cinzas da cisão entre a Omega-Pharma e a Lotto e a junção com a Quickstep (antiga Mapei) onde decerto será a estrela principal da equipa que conta com grandes nomes do ciclismo como Tom Boonen (poderá ser uma ajuda muito preciosa para Cavendish), Dario Cataldo, Sylvain Chavanel, Gerald Ciolek (outro nome forte dos sprints a nível mundial), Kevin De Weert, Tony Martin e os irmãos Peter e Martin Velits. 

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o talentoso purito rodriguez

Tenho visto as etapas da Vuelta. Excepto uma ou outra, tenho gostado do que estou a ver. Algumas notas muito breves:

1 – John Degenkolb – 4 viórias para este jovem Alemão de 23 anos. Degenkolb não tem oposição nas estradas espanholas. Ainda hoje vi Boonen e Greipel a correr nas estradas holandesas na Clássica dos Grandes Portos. Não é tirar mérito a Degenkolb. Com ou sem oposição, fazer 4 na Vuelta não está ao alcance de qualquer um, muito menos de um jovem que corre numa equipa da divisão Continental. (a Argos-Shimano). Com Boonen e Greipel a coisa poderia ser diferente. No entanto Degenkolb está aí para discutir os campeonatos do mundo muito em breve. É pena que o Alemão vá perder a camisola verde em Madrid para Purito Rodriguez ou Alberto Contador. Apesar das 4 etapas, os dois da frente irão marcar muitos pontos nas chegadas de montanha.

2. Philip Gilbert – Andou escondido durante a época 2012 e não parecia ser o super foguete de 2010 e 2011. Em Barcelona, no Parque Montjuic tudo se alterou. Para bem, o ciclismo precisa de homens como Gilbert, homens que dão espectáculo em qualquer terreno. A BMC agradece (Gilbert é um corredor que ganha 1,2 milhões de euros por ano) e para a selecção Belga, tendo em conta os próximos mundiais de estrada e os momentos de forma muito a desejar dos seus sprinters Van Avermaet e Tom Boonen. Ainda por cima, quando o traçado dos próximos mundiais é tão ao jeito do Belga.

3. Purito Rodriguez – Fantástico. É o meu favorito para esta Vuelta e, sem falsa modéstia, é o melhor trepador da actualidade. A forma como tem atacado as etapas e atacado nas etapas revela uma enorme vontade de vencer Alberto Contador. Essa vontade revelou-se ainda mais no contra-relógio da semana passada onde Purito perdeu pouco mais de 1 minuto para o homem da Saxo Bank quando toda a gente previa que perdesse pelo menos 3. Precisa claramente de experimentar o tour.

4. Alejandro Valverde – Na sua melhor forma. Na montanha tem estado soberbo, mesmo perante a ausência dos seus companheiros de equipa, incluíndo a decepção Cobo (relembro que é o vencedor em título da prova). Perdeu para Contador e Froome no contra-relógio mas na montanha tem minimizado as perdas para Contador e tem ganho tempo ao Inglês. Amanhã em Lagos de Covadonga irá por 1 de 2 caminhos: ou tem o seu habitual dia mau ou pode aproximar-se do duo da frente. Tenho em crença que o pódio não lhe escapa.

5. Christopher Froome – A sky tem feito o trabalho do costume. Uran e Henao tem puxado o seu líder na montanha. O Britânico está a pagar caro a forma evidenciada no Tour. Se estivesse na forma de Julho, Contador e Purito teriam que dobrar os actuais esforços para anular o homem da Team Sky.

6. Alberto Contador – Tem feito o que lhe compete. Ataca na montanha e dá espectáculo. Ganha no contra-relógio. Tem uma equipa a fazer um trabalho soberbo na montanha com os portugueses Bruno Pires e Paulinho a partir tudo dentro do grupo dos candidatos. Tudo bem feito, não fosse o facto dos homens da Katusha (Rodriguez e Moreno) não terem um único dia de deslize.

7- Rabobank – Ainda não é o ano de Gesink. O Holandês ainda é muito tenro em vários departamentos, principalmente no contra-relógio. No entanto a equipa holandesa está de parabéns com a inserção de 3 ciclistas nos 15 primeiros (Gesink, Ten Dam e Mollema). Já agora, Mollema promete para os próximos anos. Faz muito que o digo.

8. Maxime Monfort – Não há ninguém que trabalhe o psicológico deste ciclista belga? Talento não lhe falta. Experiência também não. O que é que está a falhar?

9. Andrew Talansky – 23 anos para este homem da Garmin. Mais um que vai dar que falar nos próximos anos. Peixe na água na alta montanha e na luta contra o cronómetro. Tem tudo para ser o norte-americano do futuro nas grandes provas.

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De Londres #5

Aos 38 anos e na sua despedida enquanto ciclista profissionais, eis que o Cazaque Alexandre Vinokourov consegue um dos maiores triunfos da sua longa e espectacular carreira.

O Cazaque venceu a prova olímpica de ciclismo de estrada, numa etapa que acabou por gorar as expectativas que os Britânicos tinham em ver Mark Cavendish vencer em casa.

1. Uma primeira nota sobre o percurso: 250 km de dificuldade fácil, divididos em 3 secções: uma primeira secção que saía de londres para um parque na periferia da capital inglesa, um circuito fechado de 9 voltas de 15 km dentro desse mesmo parque (havendo uma pequena subida de 2 km com inclinação de 6% a meio desse circuito) e o regresso à capital londrina nos últimos 50 km, estando instalada a meta junto ao bonito Palácio de Buckingham.

O percurso indiciava que as habituais fugas de início de etapa não teriam grande sucesso dado que o percurso era perfeito para roladores e indiciava uma discussão de etapa ao sprint. Para aqueles que quisessem fugir com sucesso, teriam que lançar o seu ataque na referida subida ainda dentro do circuito fechado, de preferência nas duas últimas voltas.

2. Os candidatos.

Dado que tudo apontava para uma discussão ao sprint, a lista de candidatos das várias selecções na contenda eram: Mark Cavendish (Grã-Bretanha) Thor Hushovd (Noruega) Tom Boonen (Bélgica) Peter Sagan (Eslováquia) Matthew Goss (Austrália) Tyler Farrar (Estados Unidos), André Greipel (Alemanha) e alguns outsiders como Fabien Cancellara (Suiça) Phillippe Gilbert (Bélgica) ou Alejandro Valverde (Espanha).

3. Previsão:

A equipa Britânica, constituída por Braddley Wiggins, David Millar, Christopher Froome, Ian Stannard, tentaria levar Mark Cavendish ao sprint final. O mesmo era expectável pelas restantes equipas de sprinters como a Austrália e a Alemanha. Homens como Gilbert e Cancellara, tentariam contrariar uma etapa em pelotão compacto através de ataques vindos de longe. Cancellara estava rotulado como um perigo, visto que caso conseguisse atacar, seria capaz de rolar num autêntico contra-relógio individual para a vitória.

4. Os Portugueses:

Rui Costa, apesar de não ser um favorito expresso às medalhas tentaria entrar numa fuga para poder estar em condições de lutar por uma medalha sem ter que discutir um sprint em pelotão compacto. Apesar da excelente época que está a fazer ter influência nas ambições do português por um grande feito nesta prova de estrada, Rui Costa sempre optou por um discurso ponderado onde afirmava “ser difícil conquistar uma medalha” a não ser que algo de extraordinário se desse na sua prestação.

Mesmo assim, o Português terminou a prova num honroso 12º lugar!

Manuel Cardoso, sprinter, queria obviamente um sprint massivo para se poder intrometer na luta de sprinters.

O jovem bairradino Nélson Oliveira de 23 anos, fazia a sua estreia numa prova olímpica, prometendo empenho e dignificação da camisola lusa.

5. A Corrida:

Depois de um início com alguns ataques, à entrada para o circuito fechado, o pelotão permitiu que alguns ciclistas em fuga obtivessem alguma vantagem. Entre os ciclistas fugidos estavam por exemplo Phillippe Gilbert e Vincenzo Nibali. A meio da prova, o Belga chegou inclusive a tentar uma fuga a solo durante vários quilómetros, sendo apanhado pelo pelotão a 50 km da meta. Entretanto, duas fugas interessantes viriam a marcar os últimos 70 km com o Português Rui Costa a ingressar nas mesmas:

1. Uma primeira com 6 atletas, entre os quais o Rui, em perseguição a Gilbert.

2. Uma outra de 25 ciclistas, com homens como Valverde, Gilbert, Costa, Stuart O´Grady, Alexandre Vinokourov, Fabien Cancellara, Kristoff, Fulsang, Luis León Sanchez, Roman Kreuziger, Sylvain Chavanel, Alexander Kolobnev, Janez Brajkovic e Robert Gesink. Estava aqui um grupo com gente muito interessante.

A 30 km, o grupo da frente tinha cerca de 1 minuto de vantagem para o pelotão, onde Ingleses e Alemães (sem ninguém na fuga e convencidos que anulariam a sua vantagem para conseguir a tão desejada chegada massiva) tentaram o tudo por tudo para anular a fuga, rolando a alta velocidade. No entanto, como se previa, a aliança saxónica seria incapaz de controlar toda a corrida, um pouco à imagem daquilo que os experts afirmavam: se alguém ganhasse vantagem nos quilómetros finais, equipas de 5 elementos não conseguiriam controlar a corrida na sua integra.

A 10 km da meta, o pelotão estoirou por completo e sabia-se que dos 25 homens da frente, 3 seriam medalhados. Até que a 5 km da meta, o medalhado de bronze de Sydney 2000 (quem não se lembra dessa prova e do ataque que Vino fez com os seus colegas alemães da T-Mobile Ullrich e Kloden, sendo medalhados os 3) Alexandre Vinokourov disferiu um ataque demolidor na companhia do ciclista colombiano da Sky Rigoberto Uran. Ao princípio, os 22 homens que restaram na fuga (entretanto Cancellara embateu contra as barreiras de protecção numa curva e perdeu contacto com o grupo da frente; o Suiço estava desolado no final visto que pode não participar na prova de contra-relógio, prova onde é candidato ao ouro) não se conseguiram organizar para tentar alcançar os dois da frente. O próprio Rui Costa, em declarações no fim da prova, na cauda do grupo estava à espera que se alcançasse o duo da frente para poder disferir um ataque junto à meta.

Nada feito. A 500 metros da meta, Vino sprintou para o ouro olímpico e Uran foi 2º. O Colombiano jamais seria apontado às medalhas (ao bom estilo colombiano, é um ciclista que tem características de trepador) e viu os holofotes da fama incidir sobre si em Londres, até porque a sua história de vida é extremamente interessante. 

No grupo lá de trás, o bronze acabaria por ser discutido ao sprint, tendo o Norueguês Kristoff (outro semi-desconhecido do pelotão internacional) surpreendido toda a concorrência.

6. Ilações finais:

Tremenda derrota para a Grã-Bretanha, para Cavendish, para a Alemanha e para os Espanhóis, que mais uma vez não conseguiram medalhar Alejandro Valverde.

Uma etapa atípica com vencedores muito atípicos.

Natação:

Passagem de testemunho na natação norte-americana. Ryan Lochte venceu os 400 metros estilos e derrotou um “decadente” Michael Phelps.

Já era previsível que Lochte vencesse a prova. 1ª medalha de ouro para o nadador. Phelps está longe da forma de há 4 anos atrás e para além de ter feito uma qualificação algo tosca, apenas conseguiu a 4ª posição na final.

Judo:

Susto para a Húngara Eva Csernoviczki na prova feminina de -48 kg

Na mesma prova onde o Brasil conseguiu a sua primeira medalha de ouro através de Sarah Menezes.

Portugueses:

Na Ginástica Artistica, Zoi Lima foi antepenúltima e falhou o acesso à final da prova.

No Judo, Joana Ramos foi eliminada na primeira ronda contra a campeã olímpica Priscilla Gneto num combate onde a atleta lusa baqueou no preciso momento em que comandava a luta.

Na Natação, Tiago Venâncio foi eliminado nas qualificações dos 200 metros livres.

 

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E Paulinho esteve tão perto

Depois do dia de descanso, a etapa 11 (com final em alto) prometia bastante. Os 167 km que ligavam Verin a Estación de Montaña Manzaneda prometiam mais uma vez a luta pela camisola vermelha, cuja pertença mudou no final da etapa entre ciclistas da Team Sky: Christophe Froome não aguentou a etapa e cedeu a camisola ao seu chefe-de-fila Braddley Wiggins.

A etapa em si foi protagonizada por uma fuga precoce de ciclistas mal-classificados na geral mas de enorme qualidade, onde um dos animadores chamou-se Sérgio Paulinho. O Português andou muito bem até que na súbida final parafraseando-o numa entrevista concedida ao Jornal Record acabou por “pagar o esforço”.

Como companheiros de fuga, Paulinho teve entre outros David Moncoutie, Luis León-Sanchez, Matteo Montaguti e Amets Txurruca. Como podereis ver nas imagens, foi o francês da Cofidis o vencedor da etapa, tendo deixado para trás toda a concorrência. Paulinho terminou na 5ª posição a quase 2 minutos.

Na luta dos homens da frente quem ganhou mais tempo para a geral foi Joaquin Rodriguez. Recuperado do desaire pessoal sofrido no contra-relógio, o espanhol da Katusha conseguiu ganhar 7 segundos a Wiggins, Cobo, Mollema, Kessiakoff, Nibali, Jurgen Van der Broeck e Haimar Zubeldia. Vantagem escassa a meu ver até para voltar ao top-10.

Janez Brajkovic continua a confirmar a época para esquecer. Ontem, perdeu 23 segundos para Rodriguez e 16 para o grupo do camisola vermelha. O esloveno arrisca-se a sair do top-10. Não foi o único a perder tempo. O Dinamarquês Jakob Fulsang perdeu 34 segundos para Rodriguez e 27 para o grupo Wiggins, terminando num grupo atrasado com o belga Maxime Monfort, Marzio Bruzeghin, Christopher Froome, Denis Menchov, Carlos Sastre, Michele Scarponi.

O Português Tiago Machado também baqueou nas suas intenções de assaltar o top-10 da prova, tendo perdido 1,05m para Rodriguez e 58 segundos para o grupo principal. O objectivo do top-10 estará muito mais difícil daqui em diante.

No entanto, a extrema competitividade da prova pode fazer com que tudo se altere a qualquer momento. Note-se a classificação geral até ao 14º que é Joaquin Rodriguez Oliver.

Classificação Geral após a 11ª etapa:

1º Braddley Wiggins (Grã-BretanhaTeam Sky)
2º Christopher Froome (Grã-BretanhaTeam Sky) a 7s
3º Vincenzo Nibali (ItáliaLiquigás) a 11s
4º Frederik Kessiakoff (SuéciaAstana) a 14s
5º Jakob Fulsang (DinamarcaLeopard-Trek) a 19s
6º Bauke Mollema (HolandaRabobank) a 47s
7º Maxime Monfort (BélgicaLeopard-Trek) a 1.06m
8º Juan José Cobo (EspanhaGeok) a 1.27m
9º Haimar Zubeldia (EspanhaRadioshack) a 1.53m
10º Janez Brajkovic (EslovéniaRadioshack) a 2.00m
11º Jurgen Van der Broeck (BélgicaOmega-Pharma Lotto) a 2.01m
12º Marzio Bruseghin (MovistarItália) a 2.22m
13º Denis Menchov (RússiaGeox) a 2.42m
14º Joaquin Rodriguez Oliver (EspanhaKatusha) a 2.56m
19º Tiago Machado (PortugalRadioshack) a 4.06m

Nas outras classificações:

– Joaquin Rodriguez Oliver reforçou a liderança nos pontos. Tem 81 pontos contra os 62 de Mollema e aumentou a vantagem em 6 pontos em virtude da sua classificação na etapa.

– Em virtude de ter entrado na fuga, o italiano da AG2R Matteo Montaguti marcou pontos para a montanha mas só lidera por 1 ponto. David Moncoutie tem 32 pontos contra os 33 do Italiano. Daniel Martin continua com 25 e Daniel Moreno com 20.

– Bauke Mollema continua a liderar na camisola do prémio combinado. Daniel Moreno é 2º e Joaquin Rodriguez 3º.

– Por equipas, a entrada de Paulinho na fuga e a sua classificação final permitiram à Radioshack voltar à liderança e gozar alguma vantagem para a Rabobank e Leopard-Trek. A diferença é de 2.08m para a equipa holandesa e de 2.23m para a equipa luxemburguesa.

A etapa de amanhã ligará Ponteareas a Pontevedra, sendo a etapa de descanso entre as montanhas galegas. Tem 2 contagens de 3ª categoria de fácil superação a meio da etapa e dois sprints especiais. Será uma etapa talhada para as fortes pontas finais de homens como Peter Sagan, Alessandro Petacchi, Luis León-Sanchez (caso decida entrar numa fuga) Pablo Lastras, Carlos Barredo, Sebastian Lang, Greg Van Avermaet, Tom Boonen, Stuart O´Grady ou Heinrich Haussler.

Por curiosidade só vi agora que alguns dos ciclistas que deram cartasforam desilusão do Tour deste ano estão na Vuelta, mas com um rendimento de descompressão. São os casos de Rein Taaramae da Cofidis (112º) Andreas Kloden (130º) e Kevin De Weert (138º). Deverá ser uma estratégia clara de treino em alta competição tendo em vista os mundiais de estrada da UCI.

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Cavendish e Evans vencem em Paris

E assim terminou a edição deste ano da Grand Boucle. Nos campos elísios em Paris, Mark Cavendish somou a sua 5ª vitória em etapas na edição deste ano e Cadel Evans da BMC logrou sagrar-se o primeiro australiano a vencer a maior prova da época ciclista internacional, obrigando a primeiro-ministro Australiano Julia Gilliard a cumprir o que tinha prometido ontem: conceder feriado nacional no dia 23 de Julho de todos os anos aos cidadãos Australianos pelo feito nacional do seu compatriota em França.

No dia da consagração dos dois atletas, os nossos portugueses em competição Sérgio Paulinho e Rui Costa tentaram a vitória na etapa e consequente ida ao pódio final da Volta à França mas sem sucesso: a HTC-Columbia lá atrás não dava hipótese a qualquer tentativa de fuga na tirada de 95 km que ligou Cretéil (sim, a pequena cidade nos arredores de Paris que é cheia de Portugueses e serve de abrigo à antiga equipa lusa em terras gaulesas dos Lusitanos de Saint-Maur que actualmente se chama Cretéil-Lusitanos) até Paris.

Depois das habituais voltas ao circuito habitual de Paris, Evans superiorizou-se no Sprint a Fabien Cancellara (saiu do Tour sem aparecer na corrida) Edvald Boasson Hagen, André Greipel e Tyler Farrar.

Depois do sensacional contra-relógio ontem em Grenoble, em que Cadel Evans voou para a vitória no Tour. Antes dos comentários finais sobre a classificação-geral, esta ficou assim ordenada na chegada a Paris:

1º Cadel Evans (AustráliaBMC)
2º Andy Schleck (LuxemburgoLeopard-Trek) a 1.34m
3º Frank Schleck (LuxemburgoLeopard-Trek) a 2.30m
4º Thomas Voeckler (FrançaEuropcar) a 3.20m
5º Alberto Contador (EspanhaSaxo Bank) a 3.57m
6º Samuel Sanchez (EspanhaEuskatel) a 4.55m
7º Damiano Cunego (ItáliaLiquigás) a 6.05m
8º Ivan Basso (ItáliaLampre) a 7.23m
9º Tom Danielson (EUAGarmin) a 8.15m
10º Jean-Christophe Perraud (AG2RFrança) a 10.15m
11º Pierre Roland (FrançaEuropcar) a 10.43m
12º Rein Taaramae (EstóniaCofidis) a 11.29m
13º Kevin De Weert (BélgicaQuickstep) a 16.29m
14º Jerome Coppel (FrançaSAUR) a 18.36m
15º Arnold Jeanesson (FrançaFDJ) a 21.20m

Há quantos anos é que a França não metia tantos no top-15 na geral final da prova?

Na classificação dos pontos, classificação muito renhida este ano devido às mudanças no sistema de pontuação, Mark Cavendish confirmou o favoritismo que lhe previa no meu post de previsão do Tour ao vencer esta categoria “categoricamente” com 5 vitórias em etapas. Todavia, a prova ficou marcada pela “ausência” de sprinters como Boonen ou Petacchi: estiveram em pouca evidência na prova.

Cavendish venceu com 334 pontos contra os 272 de José Joaquim Rojas da Movistar, 236 de Phillipe Gilbert da Omega Pharma-Lotto (esta equipa animou tanto a corrida que acabou por chegar a Paris sem um lugar no pódio final) 208 para Cadel Evans e 195 de Thor Hushovd.

Samuel Sanchez festeja a vitória da camisola da montanha em Paris. Um bom prémio para a atitude do atleta da Euskatel nas etapas de montanha. Sanchez, leva a camisola das bolinhas e a vitória em LuzArdiden numa prova onde não fosse uma 1ª semana de loucos poderia ter lutado pelo pódio.

Na montanha, Samuel Sanchez confirmou em Alpe D´Huez a vitória na classificação do melhor trepador do Grand Boucle.

Sanchez pontuou 108 pontos contra os 98 de Andy Schleck, os 74 de Jelle Vanendert da Omega Pharma-Lotto, os 58 de Cadel Evans e 56 de Frank Schleck numa categoria que este ano não teve grande interesse devido às mudanças executadas pela organização e mesmo pelo traçado da prova que não privilegiou a montanha como tem privilegiado.

Na habitual foto dos vencedores antes da partida para a última etapa, Pierre Roland mostrou a camisola branca com o símbolo da Europcar como vencedor do prémio da juventude. Se o principal candidato a esta camisola era naturalmente Robert Gesink, tendo como principal rival Roman Kreuziger da Astana, esta classificação acabou por ficar marcada pela intensa luta entre 4 ciclistas que vão dar bastantes cartas no futuro: Pierre Roland (vè o seu esforço e dedicação à preservação da amarela de Voeckler durante 11 dias premiado com a vitória na juventude) Rein Taaramae da Cofidis, Rigoberto Uran e Arnold Jeanesson. Todos poderão ser ciclistas com carreiras bastante interessantes.

Pierre Roland venceu a classificação com 46 segundos de vantagem para o Estoniano Rein Taaramae, 7 minutos e 53 para Jerome Coppel da SAUR e 10 minutos e 37 para Arnold Jeanesson da Française des Jeux.

Tal como tinha afirmado no post de preview, a Garmin apresentava-se nesta volta como a equipa mais completa entre as presentes. Completa porque tinha homens para tudo: Farrar e Hushovd para os sprints e fugas, Vandeveld e Danielson para a montanha. Se Christian Vandeveld desiludiu na alta montanha, Danielson foi destemido e assumiu os gastos da casa ficando no top-10 da prova. Farrar venceu uma etapa e para ele muito trabalhou Hushovd, que à sua conta também lucrou vencer duas etapas com a especialidade de uma delas ter sido em Lourdes depois da difícil passagem pelo Col D´Aubisque onde Hushovd provou ser um ciclista que passa muito bem as montanhas apesar de ser um sprinter, atacando sem dó nem piedade.

Colectivamente, a GarminCervélo, logo no primeiro ano da fusão entre as duas equipas venceu com 11 minutos e 4 segundos de vantagem sobre a Leopard-Trek e 11.20 sobre a AG2R.

Passando à minha opinião geral sobre a Volta:

– Ao nível de traçado o Tour ficou um pouco além das expectativas que desejava para esta edição. Muitas etapas planas acidentadas que desde cedo começaram a tirar candidatosanimadores das etapas de montanha de prova e que começaram a cavar fossos para os principais candidatos como Contador e Samuel Sanchez. Pelo mesmo raciocínio, se a montanha chegou tarde, chegou em força. 4 grandes etapas, 2 etapas de média dificuldade. Por uma questão de competitividade, deveriam ser mais as etapas de montanha, havendo espaçamento entre os pirinéus e os Alpes como se fazia antigamente.

Na geral:

– Muitos dissabores, muitas surpresas. Começando por Contador, acabando em Gesink. Começando pela vitória de Evans acabando no azarado Wiggins. Prefiro personalizaragrupar este comentário:

Abraço colectivo da BMC. Bem podem estar felizes. Evans é o abono de família para esta jovem equipa, da qual o Australiano não precisou para vencer o Tour. Mesmo que precisasse, eles não estariam lá.

Cadel Evans – Tem aqui o seu prémio de carreira. Não foi de todo o ciclista que mais fez para merecer a vitória, porque nesse campeonato quem acabaria por vencer seria um dos Schleck. Pelos menos foram os Luxemburgueses aqueles que mais tentaram a vitória e que mais jogaram ao ataque. No entanto, Evans aproveitou-se da regularidade para fazer forte o que por si e pela sua equipa (BMC) o fazia fraco. Sem equipa e sem argumentos para pedalar nos intensos ataques dos homens da Leopard-Trek geriu muito bem as diferenças que ia tendo para estes e para Alberto Contador. Em Grenoble não perdoou concretizar aquilo que já vinha tentando nos últimos 56 anos.

Andy SchleckFrank Schleck – Saem novamente do Tour como derrotados, ou moralmente, como os primeiros dos últimos. Mais uma vitória moral para os Luxemburgueses que teimam em executar na perfeição o seu jogo de corrida na montanha mas continuam a falhar de forma redundante nos contra-relógios. O treino pelo qual tem passado para melhorar a sua condição nesta variante assim como os seus resultados está a fazer efeito de ano para ano mas continua a ser escasso para vencer a Grand Boucle.

Alberto Contador – Ano difícil para Contador no ano da mudança da Astana para a Saxo Bank. Os intermináveis escândalos de doping que ainda o terão de levar à barra dos tribunais, a dúvida quanto à participação na Volta à França, a vitória folgorosa no Giro que lhe causou algum cansaço na preparação para o Tour, a mudança de equipa que se veio a provar que diminuiu em muito as chances do italiano revalidar o título visto que a sua nova equipa foi uma sombra daquilo que a poderosa Astana lhe oferecia nos últimos anos e sem dúvida a penosa lesão no joelho que o impedia de pedalar no seu estilo cómodo e veloz foram vários dos factores essenciais para a primeira grande derrota do Espanhol no Tour.

Contador nunca esteve ao seu nível, nunca atacou e nunca pode mostrar o seu enorme potencial enquanto ciclista. O 5º lugar é penoso para o Espanhol. E a Saxo Bank terá que pensar em contratar alguém que consiga estar com o homem na montanha, visto que Navarro e Porte falharam redondamente. 

Samuel Sanchez – Não fosse uma primeira semana azarada e o campeão olímpico de Pequim seria pódio com toda a certeza. Acordou na hora certa em LuzArdiden e nunca mais saiu da companhia dos grandes do pelotão internacional. Apanha a camisola da montanha como bónus e dá à Euskatel aquelas vitórias que continuam a moralizar a agora mais antiga equipa em actividade do pelotão internacional em continuar na sua política de investimento em ciclistas da casa.

Ivan BassoDamiano Cunego – O que escrevo para um serve para o outro. São corredores iguais. Sem tirar nem por. A única diferença é a da idade. Enorme potencial na montanha. Não atacam. Parecem não ter ambição e são ambos péssimos no contra-relógio. Não têm equipa que os leve lá acima e endureça o ritmo. Tem uma grande carreira que ficará para sempre recordada como aqueles que nunca levantaram uma palha para vencer um Tour.

Thomas Voekcler- No início da prova quem acreditava em Voeckler para o top-10? Ou se calhar para o top-20? Para a 4ª posição alguém? Não. Voeckler é um excelente ciclista e já tinha andado de amarela, mas, ninguém acreditava que o líder da Europcar voltaria a vestir a amarela e a resistir com ela envergada durante 11 longos dias com enormes etapas de montanha pelo meio. O espírito de sacríficio deste Francês para dar uma alegria aos seus compatriotas foi algo inacreditável e para isso muito contou com a ajuda do seu fiel escudeiro Pierre Roland. As etapas de montanha em que esteve na defesa intransigente da sua camisola elevaram-no ao nível de Virenque. Merecia o pódio.

Peter VeltisTony Martin – São bons ciclistas, ambos ainda muito roladores e muito frescos para atacar os primeiros lugares desta volta. Precisam de amadurecer e treinar em alta montanha para se afirmarem nas grandes voltas.

Vladimir Karpets – Mais uma decepção. Volta a confirmar que é um ciclista que passa ao lado de uma grande carreira.

Levi Leipheimer – O espelho da Radioshack durante a prova. Azarada, escondida, em baixo de forma, sem uma liderança firme após a saída de Brajkovic. Saisaem pela porta do cavalo e é melhor que preparem muito bem a Vuelta senão será uma época para esquecer tendo em conta o investimento feito.

Robert Gesink – Sempre admitiu que não era candidato e acabou mesmo por não o ser. Está a recuperar de lesão e usou o Tour para preparar a Vuelta, prova onde costuma estar forte. Creio que este ano não fugiu à regra. A Rabobank teve um Tour para esquecer – provavelmente um dos piores de sempre dos Holandeses.

Sandy CasarDavid MoncoutieSylvain Chavanel – Quantos mais velhos, estes Franceses não mudam o seu estilo de sempre. O único contra é que estão claramente piores ao nível de performances. Praticam a luta do gato e do rato, limitando-se a escapar e a tentar fazer a diferença vencendo uma ou outra etapa. Serão claramente engolidos pela nova geração do ciclismo Francês constituída por Jeanesson, Roland, Gadret, Riblon ou Perraud. No fim de contas, a sua tarefa também já está cumprida: aparar as pontas e fazer honras à casa na ligação de duas gerações que prometem ser mais importantes que a sua, ou como quem diz, ligar Virenque, Brochard, Jalabert e Moreau à nova geração talentosa que está a emergir no ciclismo Francês.

Luis León Sanchez – Quer andar na montanha mas não tem pernas. Corre bem colinas e devia dedicar-se mesmo a isso: clássicas! Jamais será um corredor da geral e devido a essa consciencialização é que homens como Bettini ou Bartoli nunca correram grandes provas.

Jens Voigt – Não é um homem importante para a geral, mas acaba por ser um homem importante para a geral. Contraditório mas explicável: não é homem de vencer, é homem de ajudar a vencer. 40 anos bem medidos no corpo de um ciclista que até tem umas vitórias muito interessantes como a própria geral da Volta à Alemanha. Até mete pena ver este homem sair, porque no fundo todos gostaríamos que fosse eterno.

Roman Kreuziger – Fez uma única aparição na montanha envolvido numa fuga. Não parece o mesmo corredor dos tempos da Liquigás. Também sofreu da patologia que está a afectar o desempenho da Astana. Deverá fazer melhor na Vuelta, ou pelo, esperemos que sim.

Andreas Kloden – Viu que não estava em forma, desistiu. A Vuelta será objectivo para o Alemão.

– Vinokourov, Wiggins, Brajkovic, Van der Broeck,  – Não chegaram a conhecer o sabor da prova por infelicidade nas primeiras etapas. Com os 4 em prova, a montanha seria bem mais animada, o top-10 diferente e a classificação da montanha ganharia mais vivacidade. Disso estou seguro.

Rui Costa – Cumpriu objectivos para a equipa, cumpriu objectivos para o país, cumpriu o seu objectivo. Venceu a sua etapa, atacou na montanha e ainda tentou a gracinha em Paris. Mais um corredor talhadinho para clássicas e cá entre nós, menino para seguir as pisadas de Paulinho nos Olímpicos e quiçá tentar a sua sorte nos mundiais, nas clássicas de colinas na Bélgica, pavé Francês ou em São Remo e San Sebastien. Ele já ameaçou nos últimos jogos olímpicos.

– Sérgio Paulinho: Muito apagado, cumprindo de certa maneira a espécie de fado que foi talhado para a sua equipa neste Tour após a perda dos seus líderes.

Na luta pela verde:

– Mark Cavendish – Palavras para quê? Se realmente a HTC não arranjar um patrocinador para o ano, não faltarão convites ao Britânico.

– José Joaquin Rojas – Uma agradável surpresa. Pode ser um nome interessante para os campeonatos do mundo.

– Phillipe Gilbert – Começou com a corda toda mas perdeu a pica quando começou a subir e rapidamente desistiu da ideia louca de apostar na geral. Não conseguiu a verde mas fica na história desta edição com uma excelente prestação. Também deverá atacar os campeonatos do mundo.

Thor Hushovd – É uma classe de ciclista, como já tinha referido num dos posts que escrevi sobre as suas vitórias em etapa.

Tyler Farrar – Venceu uma etapa, mas teve muito apagado no resto da prova. Nem com a ajuda de Hushovd conseguiu parar o furacão Cavendish.

André Greipel – O mesmo de Farrar, exceptuando o facto do Alemão ter vencido o seu rival e antigo colega de equipa por uma vez, facto que festejou como se de uma Volta se tratasse. Ficou muito tapado pelo protagonismo de Gilbert. 

Edvald Boasson Hagen – Cumpriu o que tinha a fazer. Certinho que nem um motor, tem um futuro enorme e brilhante pela frente. Candidato a campeão do mundo e quem sabe olímpico na companhia de Hushovd, está mais que visto.

Alessandro Petacchi, Stuart O´Grady e Tom Boonen – Estiveram em França nestas últimas duas semanas? Petacchi foi avistado uma vez. Na alta montanha, por mais estúpido que pareça!

Na montanha:

– Jelle Vanendert – O homem que surpreendeu meio mundo ao vencer na montanha e ser segundo noutra etapa atrás de Samuel Sanchez. Aproveitou o protagonismo que lhe foi concedido pela equipa após o abandono de Van der Broeck.

– Jeremy Roy – O mais combativo do Tour. Disso não tenho dúvida. Faltou apenas a vitória numa etapa. Leva 10 mil euros para casa por ter passado no Alto do Tourmalet e do Aubisque. Isto é, se não tiver que dividir os prémios com toda a equipa Française des Jeux.

Para terminar, aqui ficam em vídeo, os highlights da etapa de hoje assim como algumas opiniões expressas por membros da corrida à mesma. Para o ano há mais:

Cavendish fala da vitória em Paris:

Cadel Evans, visivelmente emocionado na chegada a Paris:

Andy Schleck cai de pé no Tour onde novamente se portou como um grande campeão:

Passagem de testemunho entre Contador e Evans:

Momentos felizes: a valente murraçada de Contador no “doutor” como sinal de amizade com o homem que lhe queria fornecer o doping:

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Cavendish a brilhar

À 5ª etapa, Mark Cavendish mostrou o porquê de ser o melhor sprinter da actualidade, triunfando na chegada a Cap Frehel.

Numa etapa corrida na região da Bretanha (a edição deste ano fez efectivamente questão de passar a caravana pela terra de Bernard Hinault) a antevisão desta tirada previa (apesar do percurso ser de dificuldade baixa) uma etapa que poderia trazer complicações devido ao vento (o traçado andou sempre paralelo à costa da Bretenha) e devido às imensas rotundas e curvas no traçado que poderiam ditar quedas ou quebras no pelotão.

Se ao nível de tempo esta etapa 5 não fez grandes mossas entre os principais candidatos à vitória, teve alguns momentos determinantes para a condição física e psicológica dos atletas. Desde logo, 3 candidatos à vitória e 1 sprinter tiveram quedas: os primeiros foram Janez Brajkovic e Robert Gesink, ainda bem longe da meta. O esloveno da Radioshack que era apontado como o principal chefe-de-fila da equipa acabou por ter alguns ferimentos que o impediram de continuar em prova. A liderança na equipa Norte-Americana passará agora para a dupla Kloden-Leipheimer, tal e qual eu previa nos últimos posts que escrevi sobre o Tour.(ver a antevisão). Já o Holandês da Rabobank não sofreu grande aparato e em poucos minutos estaria de volta ao pelotão.

Foto: The Huffington Post

Imagem da queda de Brajkovic, Gesink e Carlos Barredo. Com o Esloveno estendido no chão em dores pensou-se numa grave lesão. No entanto, o mesmo não acabou por ficar em prova sendo transportado de ambulância para o hospital mais próximo com algumas feridas nas coxas, nos braços e no sobrolho.

Depois foi Alberto Contador a cair. O espanhol também acabaria por recolar rapidamente ao pelotão, se bem que no momento da queda viu-se uma imagem de Contador algo nervoso. Com as quedas, o nervosismo apoderou-se do pelotão e os próximos seriam Tom Boonen (ficaria impedido de disputar o sprint final) John Gadret (a aposta da AG2R para a montanha) e Yaroslav Popovych da Radioshack, que entretanto seria rebocado por Sérgio Paulinho. O sprinter Belga ficou com algumas marcas no corpo pela queda. Gadret perdeu muito tempo na etapa de hoje.

Os quilómetros finais foram marcados também pelo risco dos chamados “abanicos” – por momentos, o vento forte que se fazia sentir poderia dar a noção de corte no pelotão. Tal não veio a acontecer.

Até que chegados ao quilómetro final, o camisola amarela Thor Hushovd bem tentou lançar o seu colega de equipa Tyler Farrar, mas Mark Cavendish haveria de fazer um sprint de trás para a frente, suplantando Rojas da Movistar e Phillipe Gilbert. A luta pela camisola verde, com a nova pontuação está claramente ao rubro e o Belga confirma estar dentro dessa luta em detrimento de um bom lugar na geral onde ele poderá claramente entrar pelo menos no top 20.

No que toca à camisola amarela, Thor Hushovd mantem-a e não é expectavel (em situação normal de corrida) que a perca nos próximos dois dias:

– 1 segundo separa-o do australiano Cadel Evans, 4 de Frank Schleck (3º) 10 de Andreas Kloden (5º) e também 10 do 6º que é Bradley Wiggins da Sky. Andy Schleck fecha o top 10 a 12 segundos do Norueguês que é campeão do mundo de estrada da UCI.
– No top 20 Levi Leipheimer é 14º a 18 segundos, Robert Gesink 15º a 20 segundos, Alexandre Vinokourov 16º a 32 segundos e Phillipe Gilbert 17º a 33.
– Mais atrasados estão Ivan Basso (21º a 1 minuto e 3 segundos) Damiano Cunego (25º a 1 minuto e 13) Alberto Contador (39 a 1.42m) mesmo tempo de Luis Leon-Sanchez (42º). Dois lugares mais atrás está Christian Vandeveld já a 1 minuto e 57.
– Samuel Sanchez já perdeu algum tempo nesta primeira semana. O líder da Euskatel está em 53º a 2 minutos e 37. John Gadret também saiu muito penalizado desta etapa: já está a mais de 7 minutos de Hushovd e muito dificilmente lutará por um lugar no top 10. Resta ao Francês lutar por uma vitória de etapa.

– Quanto aos Portuguêses, Rui Costa é 73º a sensivelmente 3 minutos e meio de Hushovd, enquanto Paulinho está na 131ª posição a mais de 9 minutos.

Na camisola verde, o Belga Phillipe Gilbert lidera com 120 pontos sendo o 2º o espanhol da Movistar Jose Joaquim Rojas com 112 pontos. Amanhã, devido ao novo sistema de pontuação, a camisola poderá novamente mudar de dono. Cadel Evans é 3º com 90 pontos, Cavendish 4º com 84 e Hushovd 4º com 82 pontos. Todos eles terão hipótese de chegar à verde amanhã.

Na camisola da montanha, Cadel Evans é o líder com 2 pontos. Seguem-se 5 ciclistas com 1. A etapa de amanhã tem uma 3ª categoria que poderá dar a liderança a um novo ciclista.

Na juventude, lidera Geraint Thomas da Sky.


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Le Tour de France 2011 (Preview)

Ultrapassadas algumas memórias passadas da competição, aceito o desafio lançado pelo meu amigo Aron Von Meurs para fazer um preview da edição deste ano do Tour de France, cuja apresentação das equipas realizou-se hoje e cuja competição começa no sábado (contrariamente ao tradicionalismo de começo de competição) com uma etapa em linha que liga Gois La Barre-de-Monts a Mont des Alouettes Les Herbiers.

Em primeiro lugar quanto às etapas:

– O Tour começa com uma etapa em linha e logo no domingo teremos o espectáculo de um contra-relógio por equipas que poderá estabelecer as primeiras diferenças entre favoritos. Serão 23 km em Les Essarts.

– Até à 12ª etapa nada de montanha. A 9 e 10  de Julho, as primeiras etapas acidentadas. No dia Nacional de França, a chegada à terrível estância de Sky de LuzArdiden no primeiro teste de alta-montanha nos Pirinéus. Na etapa seguinte, a Ligação entre Pau e Lourdes cruza os Pirinéus e no dia seguinte o mais duro dos testes com chegada final a Plateau de Beille. Estas 3 etapas farão perceber quem está e quem não está na prova.

– Nos Alpes, a chegada a Gap na 16ª etapa pode causar problemas assim como as etapas seguintes (Pinerolo, Serre Chevalier e o mítico Alpe D´Huez). Este ano a prova não vai ao terrível Mont Ventoux.

– Para terminar e antes da equipa da consagração, um contra-relógio de 42,5 km em Grenoble que promete ser de uma dureza ímpar.

Para fazer esta preview, em vez de enunciar os eventuais favoritos à vitória e às respectivas camisolas prefiro fazer uma cobertura equipa a equipa.

Assim sendo:


Alberto Contador parte o Tour de 2011, em busca da sua 4ª vitória na prova, num ano que foi muito conturbado para o ciclista Espanhol.

Primeiro pela mudança mais que prevista da Astana para a Team Saxo Bank, após a contratação (também prevista há muito) dos irmãos Schleck por parte de uma nova equipa do pelotão pro-tour chamada Team Leopard-Trek, cuja sede é no Luxemburgo.

Depois pelas sucessivas interrogações sobre a presença do Espanhol no Tour devido aos escândalos de doping em que pressupostamente existiram provas de que esteve envolvido, mas cujo ciclista espanhol saiu ilibado das acusações que pendiam sobre si. O arrastar das batalhas judiciais que Contador travou este ano só deram frutos quanto a uma participação no Tour há poucos meses atrás, mas nem por isso deixa cair o favoritismo principal do Espanhol à vitória até porque venceu a passada edição do Giro de Itália com uma facilidade que espantou toda a gente.

Atrás de si, traz uma excelente equipa da Team Saxo Bank, preparada para auxiliar o seu chefe de fila nesta missão. Bons aguadeiros como Benjamin Noval, Daniel Navarro, o Australiano Richie Porte (poderá ser o plano B da equipa caso Contador falhe na montanha, visto que o Australiano tem-se mostrado um ciclista bastante completo e embora tenha a missão de ajudar o espanhol à vitória neste Tour, andará sempre ali por perto à semelhança do trabalho que já tinha feito para Contador no Giro onde seria 7º classificado e camisola da Juventude) os irmãos Sorensen e Matteo Tosatto.

Uma equipa muito forte aquela que Contador leva para terras francesas. O seu director desportivo é o antigo ciclista Britânco Bradley McGee.

Inseparáveis. Irmãos Schleck.

Contra Contador, correrão os irmãos Schleck. Andy é o 2º favorito à conquista da prova e quererá desforrar-se da vitória do Espanhol do ano passado, tendo todas as capacidades para tal visto que é um excelente trepador como Contador e ao nível do contra-relógio as suas forças equilibram-se.

A sua nova equipa (Leopard-Trek) também apresenta uma equipa capaz de trabalhar em prol do seu líder, com Linus Gerdemann (um homem que para além de ter a missão de ajudar Schleck é capaz de ter ordens para fazer umas escapadas em algumas tiradas com o intuito de vencer etapas) Jens Voigt (um veterano de luxo para trabalhar para Contador e com a mesma missão de Gerdemann) Frank Schleck (inseparável do irmão) e o veterano sprinter Stuart O´Grady para as etapas em linha (poderá em muito beneficiar do excelente trabalho que Voigt faz no final dessas equipas) e para a discussão da camisola dos pontos, onde o Australiano não sendo um dos principais favoritos poderá muito bem ter uma palavra a dizer.

A Eskautel Euskadi aparece em cenário no Tour com Samuel Sanchez como chefe-de-fila. Sanchez é sempre um nome a ter em conta para a geral, mesmo sabendo que logo no 2º dia devido às condições da sua equipa deverá perder algum tempo no contra-relógio por equipas.

No entanto Samuel Sanchez está em grande forma, é um trepador nato e não se dá mal com contra-relógios longos. Já venceu a Vuelta e já provou ser capaz de bater Contador em várias ocasiões durante os últimos anos. Caso não lute pela geral por qualquer motivo que o impeça, é sempre um nome a ter em conta para vitórias individuais em tiradas de montanha.

Terá companhia de uma renovada Euskatel, que tem como 2º corredor Egoi Martinez. A equipa é dirigida por Igor Gonzalez Galdeano, outro ex-ciclista que conhece muito bem as etapas e a dureza do Tour.

A Omega Pharma-Lotto é uma equipa completamente virada para a discussão das etapas em linha e da camisola dos pontos. Aparecendo Jurgen Van Der Broeck como falso chefe-de-fila, as principais vedetas são o Sprinter André Greipel (um dos principais candidatos à vitória na camisola verde dos pontos) o Belga Phillipe Gilbert, que poderá ser candidato a fugir numa etapa e a vencer e que decerto será o melhor classificado da equipa na geral visto que é um homem que consegue andar sempre pelos 20 primeiros na montanha

A Rabobank traz Robert Gesink. O Holandês já provou em outras grandes voltas (caso das últimas 3 edições da Vuelta) ser um homem talhado para a discussão das mesmas. É um excelente trepador que pode andar ali pelas primeiras posições mas dúvido que seja capaz de lutar taco a taco pela vitória na geral visto que é pior no contra-relógio que Contador e Schleck. No entanto, as suas hipóteses de chegar ao pódio final em Paris são imensas: tanto nos 3 primeiros como com a camisola da Montanha envergada. Deverão ser esses os propósitos da equipa Holandesa para Gesink: camisola da montanha, lugar no pódio e vitórias individuais em etapas de montanha.

Para acompanhar o ciclista Holandês, a equipa montou uma interessante equipa que compõe Juan Manuel Garate, Carlos Barredo (corredor que pode surpreender numa fuga; se bem se lembram foi aquele que uma vez deu um murro no nosso ciclista Rui Costa) e Luis-Leon Sanchez que saiu da acabada Caisse D´Epargne para a Rabobank. O Espanhol poderá ter um contributo interessante para Gesink ou poderá ser alternativa a Gesink visto que também é um corredor que se safa muito bem na média e alta montanha. Leon Sanchez era até à uns meses atrás o líder do ranking UCI.

Thor Hushovd – Um dos melhores sprinters da última década. O meu favorito.

Outras das equipas mais fortes e sobretudo mais completas é a americana Garmin.

A Garmin traz como chefe-de-fila o experiente sprinter Norueguês Thor Hushovd. Embora os resultados de Hushovd tenham vindo a decair este ano após a vitória em 2010 no campeonato do mundo de estrada, o experiente sprinter de 32 anos é sempre favorito à vitória no sprint e à camisola verde. No entanto os resultados do Noruguês tem deixado a desejar no ano 2011 onde apenas ganhou a 4ª etapa da Volta à Suiça e ficou no 8º lugar do Paris-Roubaix e não existem certezas quanto à possibilidade de vermos um Hushovd ao seu melhor nível.

Se olharmos para os restantes nomes de Garmin vemos porque é que é a equipa mais completa da prova. Hushovd não é o único sprinter de renome na Garmin, existindo também as hipóteses Tyler Farrar (este em melhor forma depois de ter vencido uma etapa no Tirreno-Adriático, a classificação por pontos da Volta ao Algarve, o Troféu de Palma de Maiorca e de ter sido 3º na clássica Gent-Welwegem) e Ryder Hesjdal que em princípio trabalhará para Hushovd e Farrar não esquecendo que também é um bom rolador e um bom finalizador de etapas.

Ao nível da montanha e da classificação geral, os Norte-Americanos trazem Christian Vandevelde, David Zabriskie e David Millar. Vandevelde e Zabriskie são homens para andar nos terrenos mais duros e quiça espreitar a vitória em etapas de montanha e o top 5. Millar será aposta nos contra-relógios.

A Astana aparece com outra face no Tour deste ano após saída de Contador. Alexandre Vinokorouv, actual rosto da Astana teve de montar uma nova equipa de modo à equipa sem competitiva depois de anos em que ter super-esquadras com Contador, Armstrong, Kloden e Leipheimer.

Vinokourov será sempre um nome a ter em conta para as etapas de montanha, para a geral e para a equipa lutar por um ou outra etapa. No entanto, creio que toda a equipa estará em torno do verdadeiro líder que é o Checo Roman Kreuziger, um ciclista em ascensão no panorama ciclista mundial que já provou estar incluído no lote dos possíveis favoritos à vitória. Para o ajudar terá Vinokourov, Di Gregório, Fofonov e Paolo Tiralongo.

Kloden – Qual o seu papel na Radioshack. Suporte a Brajkovic, suporte a Leipheimer ou correrá por conta própria?

A seguir aparece a Radioshack, outra das fortíssimas formações nesta prova.

Basicamente, quase toda a Astana dos últimos 2 anos à excepção de Contador e do retirado Armstrong.

Uma equipa muito forte que promete dar luta na montanha. Como chefe de fila o Eslovaco Janez Brajkovic, à semelhança de Kreuziger outra das promessas confirmadas do ciclismo mundial. O Eslovaco tem imenso talento e pertence à nova geração de ciclistas daquele país, mas experiencias passadas na Vuelta mostraram que pode liderar provas por etapas mas que falha nos momentos decisivos. Veremos se Brajkovic (com a super equipa que dispõe) aguenta-se neste tour. A equipa não dependerá apenas de Brajkovic para atingir os seus objectivos (vencer o Tour, vencer o maior número de etapas) visto que tem homens como Levi Leipheimer, Andreas Kloden (qualquer um deles poderá discutir a prova) Christopher Horner, Murayev, Sérgio Paulinho, Popopych e Haimar Zubeldia – estes últimos trabalharão para os primeiros 3 mas qualquer um é capaz de dar ares da sua graça na prova numa vitória em etapa, por exemplo.

A Team Radioshack é de longe a equipa mais virada para a montanha. Johann Bruyneel assume o comando da equipa.

Rui Costa – espero que o possamos ver na montanha ou numa fuga. Esperamos que possa dar uma vitória numa etapa ao nosso país como deu Sérgio Paulinho no ano transacto.

A Movistar (ainda Caisse D´Epargne) surge à semelhança da sua antecessora como uma equipa outsider no meio de tanta qualidade que se pode evidenciar aqui no Tour.

David Arroyo é o seu líder. É um corredor que já fez sucesso em Portugal ao serviço da extinta LA-PECOL e da sua sucessora. Um bom corredor de montanha, razoável contra-relogista que poderá entrar facilmente no top 10 da prova. Mais que isso será pedir demasiado ao ciclista espanhol.

Para além de Arroyo, a Movistar tem alguns corredores interessantes como o Português Rui Costa, Imanol Erviti, Vasil Kirienka e Jose Joaquim Rojas, todos eles muito talhados para fugas (especialmente o Português e Rojas).


Segue-se a Liquigás de outro dos principais candidatos: Ivan Basso. Melhor, de um dos eternos candidatos: Ivan Basso. As características de Basso na montanha são inegáveis; no Contra-Relógio tem melhorado em muito. Este é um dos anos do “now or never” para o Italiano.

Para o secundar, estarão o polaco Maciej Bodnar, Fabio Sabatini e Sylvestre Szmid.

A AG2R Mondiale entra no Tour com o propósito do costume: vencer etapas! Para isso conta com o Irlandês Nicolas Roche (filho do mítico vencedor Stephen Roche) um homem talhado para fugas e que mesmo na média montanha não se dá nada mal.

Para a montanha, a AG2R apresenta dois homens: Christophe Riblon e John Gadret. Este último tem conseguido resultáveis bastante aceitáveis na alta montanha, estando no top 10 do Giro deste ano. Poderá ser um joker a usar para uma classificação no top 10 e quem sabe algumas vitórias na alta montanha.

A Sky apresenta-se com o chefe-de-fila do costume: o Britânico Braddley Wiggins – muito regular, Wiggins poderá intrometer-se na luta pelo pódio. Mais que isso creio ser improvável.

Na sua equipa tem Flecha (um especialista nas fugas e consequentemente excelente finalizador de etapas nesse aspecto) Simon Gerrans (idem aspas) o Sprinter Edvald Boasson Hagen (um homem que se pode intrometer nos Sprints e quiçá lutar pela verde) e Xavier Zandio, um homem para acompanhar Wiggins na montanha.

A Quickstep apresenta  novamente como seu chefe-de-fila Sylvain Chavanel, o homem em que todos os Franceses depositam a confiança de vitória no 14 de Julho, dia nacional Francês. Chavanel dispensa apresentações e todos sabemos o que é capaz de fazer. No entanto, creio que não será desta que os Franceses poderão sonhar em ver em Francês vestido de amarelo em Paris. Chavanel será um forte candidato à camisola de melhor trepador. 

A Quickstep tem também dois dos melhores sprinters em prova: Tom Boonen e Gerald Ciolek, dois favoritos a etapas discutidas ao sprint e à camisola verde.

A BMC tem Cadel Evans, outro dos crónicos candidatos ao Tour. Evans terá aqui também uma das últimas oportunidades de se consagrar vencedor em Paris. A sua equipa tem uma equipa interessada montada à sua volta com Burghardt, Hincapie, Moinard e Quinziato. Terão que se redobrar em esforços para levar o seu líder ao máximo onde puderem.

A Française Des Jeux não apresenta nada de novo. Uma equipa totalmente francesa com o líder a ser novamente Sandy Casar. Objectivo: vencer pelo menos uma etapa.

A Cofidis apresenta-se em prova com o Estoniano Rein Taraamae como chefe-de-fila. É mais um para se envolver nas lutas com os mais fortes dessa variante e quiçá trazer uma vitória de etapa para a equipa Francesa. Será muito difícil a tarefa do Estoniano tendo em conta nomes como Boonen, Cavendish, Petacchi, Ciolek…

Ao nível da montanha, a equipa poderá contar com o Colombiano Leonardo Duque (terá interesse na camisola da montanha e quiçá numa boa classificação na geral) e David Moncoutie, à partida um homem para ficar nos 20 primeiros e tentar a sua sorte numa fuga.

A Italiana Lampre apresenta-se com Damiano Cunego, outro dos homens a ter em conta para a montanha. As últimas prestações de Cunego no Tour deixaram a desejar. Vamos ver se é desta que o ciclista Italiano confirma as suas credenciais de trepador.

Petacchi é o homem da equipa para a luta pela vitória nas etapas em linha e quem sabe a camisola verde, se o Italiano desta vez tiver com disposição para ultrapassar as montanhas, coisa que raramente acontece.

O mesmo se pode dizer de Mark Cavendish, o principal candidato a limpar as primeiras etapas de Tour. Dispensa apresentações.

Numa equipa com bons ciclistas de trabalho (HTC Columbia) como Bernard Eisel (talvez mais que um homem de trabalho) Peter Velits (também finaliza muito bem) Mathew Goss (pode  ganhar uma etapa caso entre em fugas) Mark Renshaw e Tony Martin, a Columbia tentará sair do Tour com o máximo de vitórias possíveis. 

Para terminar, as 4 formações mais débeis do pelotão do Tour:

– a Francesa Team Europcar com Thomas Voeckler, um nome sempre a ter em conta para umas vitórias de etapa, visto que já chegou a andar de amarelo em duas edições do Tour.

– A Team Katusha líderada por Vladimir Karpets, talvez um dos ciclistas que mais potencial apresentava na última década e que passou ao lado de uma grande carreira. Karpets também é um nome a ter em conta para uma eventual etapa de montanha. A Katusha também traz Mikail Ignatiev e Alexandr Kolobnev, dois homens muito perigosos no que toca a fugas.

– A Vacansoleil e a SAUR-Sojasun, equipas que me são desconhecidas ao nível de potencial.

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