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Oscars 2011

Como já tinha escrito aqui a propósito da vitória de Colin Firth nos BAFTA, Colin Firth mereceu a estatueta. A sua brilhante interpretação em “O Discurso do Rei” vem colmatar uma série de grandes interpretações do Britânico. Faço menção de incluir a interpretação com que já nos tinha brindado em “Love Actually”, apesar de efectivamente esse filme não ser nada de extraordinário.

Quanto ao melhor filme, aceita-se a vitória do “Discurso do Rei”. Na minha opinião pessoal e considerando que vi 8 dos 10 filmes a concurso, creio que a vitória também assentaria na perfeição a “Black Swan”. Pela interpretação de Natalie Portman, pela graciosidade do argumento e pelo imenso “thrill” que o filme dá a quem o visualiza. “The Kids Are All Right” também é um excelente filme assim como “127 Days”. Pelos menos esses 4, mereceram o estatuto de nomeado.

No concurso de melhor realizador, Tom Hooper levou a melhor sobre David Fincher e sobre “The Social Network” – lembro-me perfeitamente que aqui http://joaorbranco.blog.com/wp-admin/post-new.phpquando escrevi uma pequena crónica do filme, apareceram logo vozes que me criticaram em relação ao desempenho de Fincher. A entrega das estatuetas acabaram por me dar razão – Fincher não mereceu o Oscar e “The Social Network” é na minha opinião o pior trabalho de um realizador que já nos brindou com uma pérola como “Fight Club” – aquele filme que é o filme da vida de muito boa gente.

“A Origem” foi buscar 4 estatuetas – Fotografia, Mistura de Som, Montagem de som e efeitos técnicos. Como a minha cara amiga Ana Margarida Mateus referiu numa postagem no facebook, os comentadores da TVI consideraram o filme como “um filme é um blockbuster intelectual”. Não gostei de tamanha depreciação. Dos filmes a concurso, “A Origem” é essencialmente o melhor filme do ponto de vista técnico e tem um argumento que é pura e simplesmente fantástico. Não é merecedor da categoria melhor filme ou melhor realizador, mas, merece os 4 galardões que recebeu nas categorias técnicas.

As categorias de melhor actor secundário passo à frente. Não analisei muito bem as prestações dos actores e actrizes nomeados. Quanto ao melhor filme estrangeiro, tenho-o aqui no PC, mas não tive tempo de o ver assim como não tive tempo de ver os outros 4 a concurso.

“Toy Story 3” levou o melhor filme de animação e melhor canção – merecidos.

“Inside Job – A verdade da crise” é fantástico e merece sem dúvida o galardão de melhor documentário. Recomendo que o vejam!

A melhor banda sonora original também foi bem entregue a “The Social Network” – Esqueci-me de referir na sua crónica que a banda sonora é um dos únicos pontos a favor do filme. Foi feita por Trent Reznik dos Nine Inch Nails e é pura e simplesmente sublime.


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BAFTA Awards


Os BAFTA Awards (British Academy Film and Television Awards) costumam (por norma) ser a antecâmara para a atribuição dos Óscares de Hollywood. Diz a experiência que quem vencer o BAFTA, vence no Kodak Center Theatre.

No prémio de melhor actor, Colin Firth (que já tinha recebido o prémio dos sindicatos Norte-Americanos há umas semanas atrás) fez com o que prémio ficasse em casa pelo brilhante papel que representou em “The King´s Speech”. Na minha opinião, já era hora de dar o Óscar ao moço…

O filme arrasou o outro grande candidato – “The Social Network” – vencendo a categoria de melhor filme, melhor actor, e melhor actoractriz secundário (Geoffrey RushHelena Bonham Carter) melhor argumento original, melhor filme Britânico do ano e melhor banda sonora. David Fincher acabaria por receber o prémio de melhor realizador por “The Social Network” que acabou por vencer também na categoria de melhor argumento adaptado.

O prémio de melhor actriz foi para Natalie Portman com o papel que representou em “Black Swan”.

Noutras categorias, o destaque vai obviamente para os 4 prémios recebidos do filme “The Origin” – melhores efeitos especiais, melhor qualidade sonora, melhor estrela em ascenção (Tom Hardy) e melhor design de produção, e para a vitória de “Toy Story 3” que deverá repetir essa vitória a 27 de Fevereiro em Los Angeles.

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Nomeações para os Óscares

Saíram há minutos as nomeações para a cerimónia dos Oscares 2011 que decorrerá no próximo dia 27 de Fevereiro no Kodak Center em Los Angeles.

Eis os nomeados para as categorias principais:

Melhor filme:

Black Swan’
‘The Fighter’
‘Inception’
‘The Kids Are All Right’
‘The King’s Speech’
‘127 Hours’
‘The Social Network’
‘Toy Story 3’
‘True Grit’
‘Winter’s Bone’

Melhor Realizador:

Darren Aronofsky em ‘Black Swan’
David O’Russell em ‘The Fighter’
Tom Hooper em ‘The King’s Speech’
David Fincher em ‘The Social Network’
Joel and Ethan Coen em ‘True Grit’

Melhor Actor:

Javier Bardem em ‘Biutiful’
Jeff Bridges em ‘True Grit’
Jesse Eisenberg em ‘The Social Network’
Colin Firth em ‘The King’s Speech’
James Franco em ‘127 Hours’

Melhor Actriz:

Annette Bening em ‘The Kids Are All Right’
Nicole Kidman em ‘Rabbit Hole’
Jennifer Lawrence em ‘Winter’s Bone’
Natalie Portman em ‘Black Swan’
Michelle Williams em ‘Blue Valentine’

Melhor Actor Secundário:

Christian Bale em ‘The Fighter’
John Hawkes em ‘Winter’s Bone’
Jeremy Renner em ‘The Town’
Mark Ruffalo em ‘The Kids Are All Right’
Geoffrey Rush em ‘The King’s Speech’

Melhor Actriz Secundária:

Amy Adams em ‘The Fighter’
Helena Bonham Carter em ‘The King’s Speech’
Melissa Leo em ‘The Fighter’
Hailee Steinfeld em ‘True Grit’
Jacki Weaver em ‘Animal Kingdom’

Melhor filme de animação:

‘How to Train Your Dragon’
‘Illusionist’
‘Toy Story 3’

Melhor Filme Estrangeiro:

‘Biutiful’ – México
‘Dogtooth’ – Grécia
‘In a Better World’ – Dinamarca
‘Incendies’ – Canadá
‘Outside the law’ – Argélia

Melhor Argumento Original:

‘Another Year’
‘The Fighter’
‘Inception’
‘The Kids Are All Right’
‘The King’s Speech’

Melhor Argumento adaptado:

‘127 Hours’
‘The Social Network’
‘Toy Story 3’
‘True Grit’
‘Winter’s Bone’

Melhor Documentário:

‘Exit through the Gift Shop’ – Banksy and Jaimie D’Cruz
‘Gasland’ – Josh Fox and Trish Adlesic
‘Inside Job’ – Charles Ferguson and Audrey Marrs
‘Restrepo’ – Tim Hetherington and Sebastian Junger
‘Waste Land’ – Lucy Walker and Angus Aynsley

entre outros…

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The Social Network

Ficha Técnica: The Social Network (2010)
Realizador: David Fincher
Origem: EUA (Massachussets)
Orçamento: 50 milhões de dólares
Companhia cinematográfica: ColumbiaMichael de Luca Productions
Duração: 121 minutos

Actores: Jesse Einsenberg, Rooney Mara, Andrew Garfield, Josh Pence, Armie Hammer e Justin Timberlake

Muitos de vós já se devem ter interrogado como foi criado o facebook, quem o criou e com que propósito o criou.

Mark Zuckerberg é obviamente o maior responsável pela maior rede social até hoje conhecida. O poder que o facebook tem no mundo é uma coisa completamente alucinante. A partir do facebook não só podemos revelar grande parte daquilo que andamos a fazer, delinear de certa maneira traços da nossa personalidade para que outros possam ver e ter disponível uma enorme rede de contactos que não só facilita disseminação de informação a todos os níveis (música, teatro, cinema, desporto, política, internet, social life, blogosfera) como é o motor para que em todas as áreas de interesse jovens possam entrar em contacto com pessoas consagradas e assim estabelecer uma ponte que lhes possa permitir um lançamento, como existe de facto nas áreas da literatura, da política, da música, do teatro, do cinema e até do futebol como foi o caso do meu amigo Samuel Garrido, que a partir do facebook concorreu a um concurso mundial da NIKE e desde aí conseguiu angariar mais de 10 mil pessoas para a sua página pessoal em menos de 4 meses.

No entanto, o filme (cuja história não é desde logo corroborada por Zuckerberg) dá-nos um argumento bastante interessante: até à primeira utilização da rede social, grande parte dos actuais utilizadores desconhecia o motivo que levou à criação da rede, o móbil e os métodos que Zuckerberg utilizou para criar. “The Social Network” dá-nos um ponto de vista que revela uma rede social construída à base de uma atitude “hacker” de Zuckerberg para se vingar da ex-namorada, um roubo de propriedade intelectual aos irmãos Winklevoss que tinham um projecto similar chamado Harvard Connection e um sucessivo rol de mentiras e chantagens por parte de Zuckerberg contra o seu único amigo e co-fundador do facebook Eduardo Saverin, envolvendo no seu seio um dos co-fundadores da Napster Sean Parker. Este último é interpretado na grande tela pelo cantoractor Justin Timberlake.

A personagem de Zuckerberg, interpretada por Jesse Eisenberg, mostra-nos um jovem odiado, solitário, arrogante q.b no que toca a relações e domínio da informática. Um puro NERD típico da América. O argumento também destaca um Zuckerberg, incapaz de ter o mínimo bom senso e ética nas suas relações pessoais e profissionais.

Na posição original de Zuckerberg, este veio a público contradizer toda a caracterização original das personagens presente no screenplay.

Depois de “roubar” a ideia dos irmãos Winklevoss e de Divya Narendra na Harvard Connection, Zuckerberg criou uma rede social capaz primeiro de albergar milhares de páginas pessoais de estudantes das Universidades Americanas da Ivy League, para depois as expandir para estudantes do ensino secundário americano e algumas empresas. Pelo meio, Zuckerberg deu um golpe de mestre na posição do amigo Eduardo Saverin, que nos primórdios da empresa (thefacebook)tinha investido 19 mil dólares, numa jogada com base na retirada de posição accionista deste na empresa em favor de pessoas como o polémio Sean Parker (ex-fundador do Napster) que entrou a meio do projecto, quando Zuckerberg mudou a sede do facebook para Palo Alto na Califórnia, de forma a atrair melhores investidores.

Entre a narração da versão da história e a descrição das personagens, David Fincher ainda nos dá o prazer de assistir a algumas “re-encenações” da batalha jurídica que ligou os irmãos Winklevoss, Darya Narenda e Eduardo Saverin a Mark Zuckerberg pela disputa dos direitos do facebook, em que Zuckerberg foi obrigado a pagar pesadas indeminizações aos proprietários da Harvard Connection e obrigado a restituir a quota no facebook a Eduardo Saverin, que ainda hoje aparece como co-fundador da empresa.

Ao nível de realização, é um filme mediano. Vale essencialmente pelo seu argumento. David Fincher, realizador que “já deu à luz filmes como Fight Club, Seven ou o Estranho Caso de Benjamin Button” parece ter entrado numa má fase. Se os primeiros dois filmes são idolatrados um pouco por todo o mundo pela sua qualidade tremenda em todos os aspectos, os últimos dois acabam por ser conhecidos em todo o mundo pela popularidade: o “Estranho caso de Benjamin Button” vale apenas pela tentativa de tentar impressionar as pessoas com uma narração de vida ao contrário, enquanto “The Social Network” apesar de não ser mau filme na minha opinião, acaba obrigatoriamente linkado à rede social cuja evolução pretende narrar.


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