Tag Archives: The Smiths

A Dança

1985. Programa de Chico Buarque e Caetano Veloso na Globo. Uma das primeiras aparições nacionais dos Legião Urbana de Renato Russo, o novo rock de Brasilia, pela porta da geração mpb. Chico e Caetano ficaram maravilhados com a dança ao estilo Ian Curtis (Joy Division) Morrissey (Smiths) feita por Russo. Cedo, os dois perceberam que ali estava a ser gravado um momento histórico da viragem da música brasileira: a geração mpb que tanto tinha ajudado a mudar o paradigma social da sociedade brasileira durante o período da ditadura militar estava a presenciar uma nova maneira de fazer música no Brasil. Em 1985, muito influenciados pela onda de Madchester, bandas como os Legião, os Capital Inicial, os Plebe Rude (Brasília) em conjunto com os colegas de São Paulo (Paralamas do Sucesso) e do Rio (Titãs) acabaram por “derrotar” a mpb e instituir uma nova fase de culto na música brasileira.

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The Smiths — “The Headmaster Ritual” — Álbum: Meat Is Murder (1985)

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são 19h e vi a França a querer vencer a Inglaterra

nestes dias que têm passado, duvido que alguém quisesse trocar a sua vida pela minha.

Disfrutem agora da genialidade de um dos maiores poetas vivos.

“I decree today that life
Is simply taking and not giving
England is mine – it owes me a living
But ask me why, and I’ll spit in your eye
Oh, ask me why, and I’ll spit in your eye
But we cannot cling to the old dreams anymore
No, we cannot cling to those dreams

Does the body rule the mind
Or does the mind rule the body ?
I don´t know….

Under the iron bridge we kissed
And although I ended up with sore lips
It just wasn’t like the old days anymore
No, it wasn’t like those days
Am I still ill ?
Oh …
Am I still ill ?
Oh …

Does the body rule the mind
Or does the mind rule the body ?
I don´t know…”

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Frases do dia

“Até a Lady Gaga me disse: “Ensinaste-me como é que isto se faz” Não faço a menor ideia do que é que ela queria dizer com isto. Sem amargura, digo que nada é novo”

“Gosto da ideia de mulheres no poder, mas estou cansado de ver cantoras que não são capazes de apresentar uma canção sem o auxílio de 750 bailarinos frenéticos fazendo o papel erótico. Na verdade é uma fraude; é o oposto do erotismo”

“Eu sou independente por natureza. Sou um artista independente mesmo que esteja numa editora grande. Mas a palavra indie já não tem qualquer sentido. Foi tão usada que as pessoas já pensam que só quer dizer ter cabelo verde”

by Morrissey (The Smiths) à revista Billboard.

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Cameron gosta de Morrissey; Marr não gosta de Morrissey; Marr não gosta de Cameron; Morrissey não gosta de Marr; Morrissey não gosta de Cameron!

O líder do Partido Conservador Britânico David Cameron afirmou publicamente que é fã dos Smiths.

Tal afirmação levou a que Johnny Marr e Morrissey chegassem ao fim de tantos anos a uma opinião consensual.

O guitarrista Johnny Marr (agora nos Modest Mouse) veio a público proibir o líder dos conservadores de gostar dos Smiths. Sabendo do assunto, Morrissey concordou com Marr e aproveitou para dar a sua achega: “«Para todos aqueles que expressaram o seu descontentamento com as palavras do Johnny, gostava de explicar porque razão considero que ele está certo: é verdade que a música é uma linguagem universal – a ÚNICA – e pode ser expressa por todos. No entanto, lembro-me que David Cameron caça veados – aparentemente por prazer(…)

não foi para essas pessoas que canções como Meat Is Murder ou The Queen Is Dead foram gravadas”

Acrescento: não foi para Cameron nem para muitos diabos que andam por aí nessas vidas de esquina da amargura.

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A geração Danoninho

Hoje a letra está formatada a cor-de-rosa porque sim, porque é uma cor que é fixe, baril, totil!

Os putos de hoje em dia são altos posers. A maioria, salvo excepções. A culpa é da merda da internet. Se não for da internet, a culpa é de quem eu quiser visto que eu neste espaço sou o único administrador, portanto, atribuo-a a quem me apetecer. Se a culpa é de um, o mal é do mesmo.

Os putos agora vem para a universidade com a mania que sabem tudo. São todos dotados de uma inteligência rara e de um falso bom gosto. Principalmente na musica. Aparecem aí aos magotes pelas ruas, vestidos com camisolas dos Ramones, dos Clash, dos Sex Pistols ou então com uma t-shirt estampada com o focinho do Kurt Cobain. Quando falam de musica, a sua arrogância no argumento topa-se a léguas. Pensam que sabem tudo, ousam fingir que são os maiores fãs de tudo e tentam explicar-nos as merdas como se nós (malta nos vinte e tais) fossemos equiparados aos paizinhos. (Explica-me então como se eu fosse tão burro que não soubesse mesmo nada nada!)
À primeira pergunta que faço para ver se os gajos puxam da tola, caem que nem patinhos e de facto demonstram a prova nítida que nada sabem e que tudo não passa de uma atitude falsa. De uma atitude clara de fazer transparecer uma atitude de poser.

Depois da fase das camisolas, começam a falar das guitarradas, das letras, das performances… Não percebem ponta, mas continuam a falar como se tivessem um doutoramento no assunto. São as interwebs e os média a funcionar ao topo. São capazes de ler a opinião de crítico A, de Crítico B mas não são capazes de meter a mão na testa e estabelecer um gosto, uma crítica própria que seja. Escondem-se por detrás da crítica da Blitz, do Ipsilon, da New Musical Express, da Rolling Stone ou da Pitchfork. O que é que me interessa saber disso se eu sou do tempo que a Radio Comercial era a única fonte de informação com que a minha geração tinha acesso ao que de bom saía lá fora? Não haviam interwebs, haviam gravadores de cassetes para gravar directamente da rádio. Muito raramente haviam 4 contos para comprar um álbum. De mês a mês no meu caso. Agora é tudo muito bonito. Vai-se a um site e faz-se download tão facilmente como se vai à mercadoria da esquina comprar um pacote de arroz.

A minha geração tinha mais apreço pela música que a actual tem nos tempos que correm. Eram tardes e tardes passadas à espera que um certo tema passasse na rádio. Ah, a radio, essa velha fonte de informação…
A própria rádio tem-se vindo a alterar ultimamente. Se antes, as playlists apresentavam uma certa diversificação e até o cunho pessoal do locutor ou da equipa de locutores, actualmente, nota-se que existe uma playlist forçada e um fenómeno de playlists completamente repetitivas. As últimas enjoam-me profundamente. Casos da Mega FM, da Cidade FM, da Comercial, da RFM. Se bem que para os tipos da RFM a música parou nos anos 90. Outras pelo contrário, continuam a fazer um bom serviço de divulgação de música: os casos da Antena 3, da TSF, da Antena 1 e em particular, da RUC entre nós…

Bem, no que diz respeito à música, os putos são a verdadeira geração danoninho. Consomem a música como se fosse um iogurte que os papás lhes trazem lá do supermercado. Ainda hei-de postar aqui a minha opinião dos putos quanto à literatura. Aí, o esforço de compreensão da minha parte será mais difícil visto que a Ministra da Cultura ainda está a pensar como os deve meter a ler.E que tal começar por  “uma super excitante Aventura no Ministério da Educação?”

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Desistam

Já me mete nojo ver os putos e os posers a falar dos Joy Division e da cena de “Madchester”. Mete-me um profundo asco vê-los destruir, vê-los tentar tornar mainstream aquilo que não é mainstream e que nunca o será. Parem de falar no Ian Curtis. Ele deixou bem vincado em vida que não fazia musica para ser adorada por toda a gente depois de morto. Vocês nem sabem sequer que antes de haver Joy Division, havia Warsaw. E que antes de Warsaw, haviam bandas como os Clash, como os New York Dolls, como os Velvet Underground, como os Television.


Vocês nem sabem que o nome Joy Division foi criado com base num clube nocturno que os soldados Alemães frequentavam em Paris durante a ocupação Francesa por parte do exército Alemão. Vocês nem sabem que a banda só lançou dois álbuns de originais e que o resto são singles lançados em vinyl. Por isso parem de ser como o Miguel Esteves Cardoso. Esse quando vêm falar de música, escreve sempre sobre o mesmo. Numa dinâmica de circulo. Quando escreve sobre o Ian Curtis não vêm falar do John Lennon. Quando não escreve sobre o Ian Curtis vêm falar do John Lennon.

Parem de falar nos Smiths. Parem de usar o argumento preconceituoso que o Morrissey usava a musica para sair do armário. Ele nunca escondeu que era homossexual. Parem de andar por aí a postar nos facebooks que a “Creep” é o melhor single de sempre dos Radiohead. Porque a “Creep” só é single no NL e no “Pablo Honey” que se diga de passagem que é uma das piores merdas de sempre da história da música. Para gente podre de bebeda que com a bebedeira acha genial a tudo o que é mau. Parem de andar por aí a gabar o “Ok Computer” como o melhor álbum de sempre alguma vez feito. Ouçam o “The Bends”, ouçam o “Kid A”, ouçam a merda que vocês quiserem. Longe de mim.

Por isso desistam…

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