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Milão-São Remo

A primeira grande clássica da época. Segundo as crónicas que li, foi disputada sobre condições climatéricas terríveis. O sprinter Alemão Gerald Ciolek acabou por superar o grande dominador deste início de temporada (Peter Sagan). Ontem, na 1ª etapa da Volta à Catalunha, Bradley Wiggins deu um arzinho da sua graça na etapa que acabou por ser vencida por Gianni Meersman (Omega-Pharma Quickstep).

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Cavendish na Omega-Pharma

O “Expresso da Ilha de Man” anunciou hoje que não irá renovar com a Team Sky e que na próxima temporada irá correr pela Belga Omega-Pharma.

Numa época onde o projecto do ciclismo Britânico tinha apostado em Cavendish para uma época recheada de vitórias ao Sprint, contratando o atleta à extinta HTC-Highroad, as coisas não correram de feição em relação aquilo que tinha sido projectado. Cavendish falhou todos os objectivos principais para a época: ser o rei dos pontos na Volta à França, vencer a prova olímpica em Londres e tentar lutar pela vitória nos campeonatos do mundo de ciclismo que decorreram no passado mês em Valkenburg. No entanto, apesar dos objectivos principais terem saído gorados pelo sprinter britânico, Cavendish acaba o ano com algumas vitórias saborosas na clássica Milão – São Remo, na clássica Kuurne-Brussels-Kuurne, 2 etapas no Giro e 4 na Volta à França (perderia a camisola dos pontos para o portentoso Peter Sagan).

Entre as razões citadas do divórcio do Sprinter com a Sky, a principal terá sido o descontentamento do ciclista em relação ao seu papel na equipa e em relação ao planeamento desenvolvido pela equipa para conciliar os seus objectivos no Tour com os objectivos de Braddley Wiggins. Ou seja: Cavendish pretendia ser o chefe-de-fila máximo da equipa para 2013 mas a equipa, pela vitória de Wiggins no Tour 2012 decidiu de forma unanime em continuar a apostar no objectivo de levar o all-rounder Britânico à segunda vitória na prova francesa. A aliar a esse facto, a Sky também decidiu posicionar o Britânico como 3º na nomenclatura da equipa, pois também seria objectivo da equipa sacrificar os objectivos do sprinter no Giro ou na Vuelta em prol dos objectivos de Christopher Froome. Quanto ao Tour de 2012, Cavendish queixou-se da falta de apoio da equipa em relação aos seus objectivos.

Há que concordar, em pura opinião, que a Sky contratou Cavendish mas descurou a contratação dos seus principais lançadores de sprint: os Australianos Matthew Goss (rumou da HTC ao projecto do ciclismo Australiano da Orica-Greenedge) e Mark Renshaw (transferiu-se da HTC para a Holandesa Rabobank). Apesar da Sky ter bons lançadores de sprint como Geraint Thomas (um ciclista de velocidade com uma enorme experiência ao nível do ciclismo de pista) Ben Swift ou Michael Rogers, e de ter contratado outro escudeiro dos tempos de Cavendish na HTC (o fidelissimo Bernard Eisel), nada se comparava ao comboio que a HTC fazia para servir o Britânico com a tripla Eisel-Goss-Renshaw.

A aliar a tudo isto, a própria Sky acaba por ficar bem servida ao nível de sprints pois ainda tem o Norueguês Edvald Boasson Hagen. O próprio Ben Swift, apesar de ter corrido maioritariamente esta época com a 2ª formação da equipa em provas menores, está para mim, pela sua idade (24 anos), prontíssimo para lutar pela vitória em etapas de alto nível mundial.

Cavendish ruma à Omega-Pharma-Quickstep Pro Cycling Team, equipa que surgiu das cinzas da cisão entre a Omega-Pharma e a Lotto e a junção com a Quickstep (antiga Mapei) onde decerto será a estrela principal da equipa que conta com grandes nomes do ciclismo como Tom Boonen (poderá ser uma ajuda muito preciosa para Cavendish), Dario Cataldo, Sylvain Chavanel, Gerald Ciolek (outro nome forte dos sprints a nível mundial), Kevin De Weert, Tony Martin e os irmãos Peter e Martin Velits. 

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os 10 melhores do ano para a Biciclismo

O Site Biciclismo.com, portal espanhol especializado na modalidade, está a promover um concurso na sua página de facebook para a nomeação dos 10 melhores ciclistas do ano 2012.

Bastará aos utilizadores deixar na barra de comentários os 10 nomes deste ano velocipédico. Eu já fiz a minha escolha e optei pelos seguintes 10: Rui Costa (Portugal\Movistar), Braddley Wiggins (Reino Unido\Team Sky), Peter Sagan (Eslováquia\Liquigás), Joaquin Rodriguez (Espanha\Team Katusha) Philippe Gilbert (Bélgica\BMC), Alexandre Vinokourov (Casaquistão\Astana), Christopher Froome (Reino Unido\Team Sky), John Degenkolb (Alemanha\Team Argus), Michelle Scarponi (Itália\Lampre), Ryder Hesjdal (Noruega\Garmin).

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Cavendish vence em Copenhaga

Mark Cavendish atingiu o ponto alto da sua época (e talvez o objectivo máximo da sua época a níveis pessoais) ao vencer esta tarde a prova de estrada de elites do campeonato do mundo de ciclismo em Copenhaga, Dinamarca.

Foi uma corrida bastante interessante em que Cavendish, de certa forma, se começou a habituar ao trabalho daqueles que irão correr a seu lado na próxima época na Team Sky, ou seja, a selecção Britânica que correu esta prova à excepção de David Millar.

À partida, muitas expectativas. Começando pelo traçado: Copenhaga apresentava um traçado de 262 km em circuito fechado, com os primeiros 28 quilómetros a serem corridos por fora do circuito. Um traçado, que como bem referiu o antigo ciclista Américo Silva aos microfones dos comentários do canal Eurosport, deixava a desejar até pelo ponto de vista dos regulamentos. Se no outro dia, o ciclista Rui Costa me tinha dito que o circuito era demasiado plano, facto que lhe diminuía as hipóteses de ser bem sucedido, Américo Silva afirmou que até do ponto de vista dos regulamentos da própria UCI este traçado deixava em dúvida o cumprimento das regras em relação à percentagem de piso plano e de subidas.

Itália, Bélgica, Espanha, Alemanha, Grã-Bretanha, Austrália e Holanda eram as principais selecções na contenda. Com o máximo de ciclistas presentes em relação às quotas apresentadas anualmente pela UCI para a prova, todas elas escalaram os seus alinhamentos tendo em conta o objectivo da vitória.

A Itália comandada por Paolo Bettini (antigo campeão do mundo e como se sabe o melhor corredor de clássicas da história do ciclismo) trazia Bennati para a vitória ao Sprint. A Espanha tinha em Óscar Freire o seu melhor homem para um sprint final (Freire foi a Copenhaga procurar estabelecer o record de vitórias na prova caso vencesse pela 4ª vez o título mundial) e outros homens como Rojas (alternativa a Freire no Sprint) Barredo e Flecha para as fugas e ataques nos quilómetros finais.

A Alemanha jogava para Ciolek, André Greipel e Danilo Hondo. A Grã-Bretanha montava cerco em redor de Cavendish, colocando Christopher Froome, Bradley Wiggins e David Millar a trabalhar para o sprinter. A Bélgica apostava em Phillipe Gilbert para o sprint final ou para um ataque mortífero do Belga durante a prova. Greg Van Avermaet era outra das alternativas dos belgas mas o corredor ficou desde logo muito cedo afastado da corrida devido a uma queda que afastaria também da discussão o campeão do mundo Thor Hushovd. A Holanda tinha em Bauke Mollema uma das suas hipóteses para a prova. Os Australianos tinham esperança nas prestações de Matthew Goss, Simon Gerrans e Stuart O´Grady.

Avulso, corriam por fora ciclistas de nações menos poderosas como Edvald Boasson Hagen da Noruega, Peter Sagan da Eslováquia, Rui Costa e Manuel Cardoso de Portugal, Fabian Cancellara da Suiça, Frank Schleck do Luxemburgo, Roman Feillu e Thomas Voeckler da França, entre outros…

A turma portuguesa, presente com 6 ciclistas (André Cardoso, Filipe Cardoso, Rui Costa, Ricardo Mestre, Manuel Cardoso e Nélson Oliveira) andou sempre no grupo principal, mas não conseguiu um resultado de destaque.

O começo da corrida trouxe a fuga do dia. 7 corredores de várias selecções tentaram a sua sorte desde muito cedo na prova: entre eles encontravam-se Andre Roux da França, Roman Kiserlovski da Croácia e Maxim Iglinsky do Casaquistão. Eram portanto homens menores da Astana que tentavam a surpresa.

A meio da tirada estes homens chegaram a ter 7 minutos de vantagem perante um pelotão comandado sempre pelos Britânicos e por Alemães. Para ser mais específico, mais por Britânicos do que por Alemães. Só nos últimos quilómetros finais, por atitude de tentativa de desgaste dos homens da Grã-Bretanha e por tentativa de colocar os seus sprinters bem posicionados para a entrada da recta da meta é que Italianos, Espanhois e Australianos tentaram assumir o topo do pelotão, mas sem efeito…

Pelo meio da prova, vários ciclistas tentaram a sua sorte (inclusive Rui Costa tentou sair) mas o resultado acabaria por ser sempre o mesmo: com maior ou menor esforço, a armada Britânica apanhava todas as investidas que saiam do pelotão de modo a levar Cavendish à meta.

Também pelo meio, uma queda a meio do pelotão fragmentou o mesmo em dois. Van Avermaet e Thor Hushovd iam mal colocados e acabaram por perder o contacto com os grupo dos favoritos muito cedo.

Nos quilómetros finais, as selecções mais poderosas (como referi) tentaram chegar-se à frente para lançar os seus favoritos. Com um excelente posicionamento, Geraint Thomas lançou em boa posição Mark Cavendish e o relampago não perdoou no sprint final perante a oposição de todos os outros candidatos principais, sucendo a Thor Hushovd na posse da camisola do arco iris.

O seu colega de equipa na HTC Matthew Goss deu a prata à HTC. O Alemão André Greipel (Omega Pharma-Lotto) deu o bronze à Alemanha depois de bater Cancellara por milímetros.

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A felicidade de Cobo

O Anglirú faz diferenças colossais. O caminho de cabras descoberto por um elemento da extinta equipa Once, alcatroado e inserido pela primeira vez na Vuelta de 1999 é de facto uma subida terrível (12 km a uma inclinação média de 9,9% com rampas duríssimas que vão dos 14% aos 24%) que está ao nível das 89 melhores subidas do Tour (Col du Telegraph, Col de La Madeleine, Mont Ventoux, LuzArdiden, Alpe D´Huez, Plateau de Beille, entre outras) e só passível de ganhos em território Espanhol com Arcalis e Sierra Nevada.

Foi aí que Juan José Cobo, experiente trepador da Geox que até esta volta tinha como grandes resultados da sua carreira (uma vitória na Volta ao País Basco, um campeonato espanhol de contra-relógio sub-23, 2 etapas na Volta ao País Basco, um 3º lugar individual na Volta a Castilla y Léon com a vitória numa etapa, 1 etapa na Volta a Portugal, um 4º lugar individual na Volta a Portugal, 1 etapa na Volta a Burgos, 1 etapa no Tour, 1 etapa na Volta à Espanha e consequente 10º lugar individual) cavou as diferenças para Froome, Wiggins, Mollema, Monfort e outros…

A partir daí foi gerir a diferença na última semana de prova, onde Christopher Froome e a Sky (pelo tempo que Froome tinha a recuperar para Cobo) foram demasiados tímidos, o que de facto também acaba por ser compreensível visto que Froome acabou por ter nesta Volta um resultado bastante surpreendente tendo em conta os parcos resultados obtidos até ao dia de hoje.

Bradley Wiggins conseguiu o pódio. Justamente. O Britânico está a tornar-se mais regular na alta-montanha. Mesmo assim creio que não é ciclista para ir mais além do que a luta pela vitória no Giro e na Vuelta.

Bauke Mollema é um nome a ter em atenção. De todos os Holandeses, creio que o seu potencial é bem maior do que o de Gesink. Todavia, a Rabobank está muito bem servida para os próximos anos. Teve muita arte ao roubar a camisola verde a “Purito” Rodriguez na pedalada final em Madrid. Para além de ser um ciclista completo que pode discutir grandes voltas, é um homem a ter em conta para as clássicas, pelo seu potencial de finalização de etapas.

Maxime MonfortIgor Antón – O primeiro é um ciclista de valia. Em forma, poderá alcançar o top-10 do Tour facilmente. O segundo é um espectáculo. Venceu onde queria vencer, em Bilbao, sua terra natal. Deu uma alegria aos adeptos bascos equiparável à vitória num Tour, visto que a prova espanhola não tinha um final de etapa por terras bascas desde o incidente (ameaça de bomba) em 1978. Antón precisa de melhorar o contra-relógio para poder discutir a Vuelta. O resto está lá.

Vincenzo Nibali foi 7º e acabou por ser uma decepção. O contra-relógio continua a ser uma pedra no sapato no Italiano. Nesta Vuelta perdeu muito tempo no contra-relógio e não se evidenciou na alta-montanha. Poderá ir pelo mesmo caminho de Ivan Basso caso continue a mostrar uma postura defensiva na alta-montanha.

Janez Brajkovic – Para quem era candidato a vencer o Tour, a 22ª posição na Vuelta não confirma apenas o mau ano da Radioshack. Confirma que Brajkovic é overrated. Erros de casting de uma estrutura que no pós-armstrong estragou carreiras, tais como as de Kloden (será sempre um gregário de luxo, nunca um chefe-de-fila) e Yaroslav Popovych.

Tiago Machado foi 32º. Prometeu o top-20 e quiça algo mais no início da prova. Acabou por desaparecer dos grupos principais com o decorrer desta. Precisa de ser mais consistente e precisa sobretudo que lhe dêem mais espaço na Radioshack com a nova fusão com a Leopard, algo que decerto não vai acontecer porque Tiago deverá ser influente no trabalho para os irmãos Schleck. Nesse papel, talvez venha a lucrar como Azevedo lucrou com Armstrong.

Chavanel, Le Mevel, Moncoutie – Mais do mesmo. Aparecem, desaparecem. A camisola da montanha é o conforto dos ciclistas e equipas francesas.

Joaquin RodriguezLuis León-Sanchez – Não são corredores para vencer grandes provas por etapas. Está mais que visto. Mas são atletas de guardar nas equipa. Vencem muitas etapas, são importantes para a obtenção de pontos no ProTour.

Sérgio Paulinho – Por duas vezes teve a vitória em etapa na mão, por duas vezes fraquejou.

Castro SastreDavid BlancoDavid BernabéuJuan HorrachPablo Lastras – Sastre está claramente em final de carreira. Aos 36 anos, o seu nível exibicional desceu desde que venceu o Tour e nada me admira que perdure a bicicleta no final do ano. Os restantes fizeram mossa nas estradas portuguesas. Ficam-se mesmo por aí, por mais que a comunicação social eleve as suas competências.

Peter Sagan – Deu à liquigás o triunfo mais saboroso em Madrid. Tanto batalhou que acabou no pódio final como se pretendia. À equipa Italiana, faltou o sucesso de Nibali.

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Francesco Gavazzi vence na Vuelta

Depois da vitória de Froome em Peña Cabarga que aproximou (em 7 segundos) o ciclista da Sky da liderança de Cobo (2º em Peña Cabarga) hoje foi a vez de Francesco Gavazzi vencer na Vuelta (italiano da Lampre que esteve em destaque na Volta a Portugal com algumas vitórias em etapas) culminando em grande estilo uma fuga de vários ciclistas entre os quais novamente o Português Sérgio Paulinho, tendo sido novamente infeliz nos quilómetros finais da tirada.

A etapa entre Solaris e Noja tinha algumas dificuldades a meio do percurso, entre as quais uma contagem de 1ª categoria. Desde cedo, um grupo de fugitivos de 8 elementos com homens como Gavazzi, Paulinho, Joaquin Rodriguez, Gustov e Matteo Montaguti  (entre outros) trilhou o seu caminho sem grande oposição por parte do pelotão até à chegada, onde o italiano da Lampre foi mais forte.

No pelotão, o duo da frente da corrida chegou ao mesmo tempo. Mesmo com 13 segundos de atraso, Christopher Froome acredita que será possível roubar a camisola a Juan Cobo antes da etapa de consagração em Madrid. Resta-lhe portanto jogar amanhã ou no sábado.

Classificação Geral:

1º Juan José Cobo (EspanhaGeox)
2º Christopher Froome (Team SkyGrã-Bretanha) a 13s
3º Bradley Wiggins (Grã-BretanhaTeam Sky) a 1.41m
4º Bauke Mollema (HolandaRabobank) a 2,05m
5º Denis Menchov (RussiaGeox) a 3.48m
6º Maxime Monfort (BélgicaLeopard) a 4.13m
7º Vincenzo Nibali (ItáliaLiquigás) a 4.31m
8º Jurgen Van der Broeck (BélgicaOmega-Pharma Lotto) a 4.45m
9º Daniel Moreno (KatushaEspanha) a 5.20m
10º Mikel Nieve (EuskatelEspanha) a 5.33m

Nas outras camisolas:

– Com a fuga de hoje, Joaquin Rodriguez atingiu o seu objectivo e recuperou a camisola verde depois de a ter perdido ontem para Mollema. 8 pontos nos sprints especiais e 8 pontos na chegada valem com que “Purito” lidere a classificação com 106 pontos contra os 101 do Holandês. Juan Cobo tem 92. Iremos decerto assistir a uma enorme luta pelos sprints bonificados até ao final da prova entre estes dois ciclistas.

– Na montanha, Monteo Montaguti fez um assalto final à camisola de David Moncoutie. O italiano da AG2R andou na fuga com o propósito de pontuar na montanha que se foi ultrapassando no decorrer da etapa. Montaguti marcou 13 pontos. Moncoutie lidera com 63 com os 56 do italiano e os 42 de Cobo. Desengane-se quem pensa que esta luta está fechada. Amanhã e sábado ainda existem montanhas para ultrapassar e estes dois ciclistas irão fazer marcação cerrada entre si, sendo expectável que saiam em fuga.

– No prémio combinado, Cobo é 1º, Froome 2º e Mollema 3º.

– Por equipas, a Geox já assegurou praticamente a vitória. Tem 10 minutos de avanço para a Leopard e quase 18 para a Euskatel.

Em relação à etapa de amanhã (Noja-Bilbao):
– Etapa com grau médio de dificuldade com uma parte final onde até podem ser trilhadas diferenças. Começa com 2 contagens de 3ªa categoria e acaba com 2 de 2ª categoria, sendo que a última termina precisamente a 14km da meta. Será portanto um bom dia para Froome tentar o assalto à 1ª posição da prova assim como Mollema irá querer contrariar o actual 3º lugar de Wiggins.
Tem 2 sprints bonificados pelo meio.

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Haedo vence na Vuelta

Um final de doidos na 16ª etapa da Vuelta.

Joaquin “Purito” Rodriguez ficou preso numa queda colectiva na aproximação à meta. O camisola verde precisou do “reboque” dos seus colegas da Katusha até à meta.

Já dentro do último quilómetro, alguns candidatos à vitória na etapa enganaram-se na interpretação da sinalização e viraram à direita quando deveriam ter seguido pela esquerda. Culpa da organização, que não tapou a passagem. Quem aproveitou para vencer foi o sprinter argentino da Saxo Bank Juan Haedo, homem que nunca tinha vencido numa grande volta por etapas.

Na geral, tudo na mesma. Amanhã, tudo poderá ser decidido na etapa que termina em Peña Cabarga. É a última chegada em alto. No entanto, as etapas de quinta-feira, sexta-feira e sábado (Solares-Noja; Noja-Bilbao; Bilbao-Vitoria) também apresentam dificuldades no decorrer da etapa que poderão causar diferenças.

A etapa de amanhã terá 2 sprints bonificados (Wiggins e a Sky assim como Cobo e a Geox já disputaram os sprints bonificados com a ideia mútua de marcar e impedir a marcação por parte dos adversários) e 3 contagens de montanha: uma 3ª categoria, uma 2ª categoria e uma categoria especial com chegada em alto em Peña Cabarga.

Serão dias de tudo ou nada pela vitória.

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Cobo vence no Anglirú

parte 1

parte 2

Juan José Cobo deu show no Alto do Anglirú. Na etapa raínha da Vuelta deste ano, o homem da Geox deu um salto triunfal para a vitória na prova, roubando a camisola vermelha a Wiggins durante a subida final.

A história da etapa começa na subida anterior ao Anglirú. No alto do Cordal, regista-se logo a primeira baixa entre o top-10 da prova. O Sueco Kessiakoff da Astana ficou muito cedo em dificuldades e hipotecou a sua hipótese de chegar ao top-10. No Cordal saíram alguns ciclistas. Quase todos atrasados em relação ao líder Wiggins. Sastre e Moncoutie foram os homens mais importantes a sair. Moncoutie saiu com o proposito de reforçar a sua liderança no prémio da montanha.

Depois da descida para o Anglirú, foi a Liquigás de Vincenzo Nibali a pegar na corrida com uma aceleração protagonizada por Peter Sagan. O ciclista Italiano estava com ideias de atacar na subida e recuperar o tempo perdido na etapa de ontem, tempo que Nibali justificou por um erro pessoal na alimentação durante a parte final da etapa.

A 12 km do fim, na entrada oficial da subida do Anglirú, o grupo restrito de homens começa a perder as primeiras unidades. Chris Sorensen foi o primeiro a ceder terreno. Jurgen Van der Broeck da Omega-Pharma Lotto também ameaçava cair do grupo principal. No entanto, o experiente belga manteve-se entre os primeiros e acabou por fazer uma etapa interessante.

Sastre continuava com os seus ataques. Na altura, pensei que o veterano estaria interessado em vencer no alto do Anglirú. Tal ataque não seria mais do que uma tentativa de desgaste da Liquigás, pois o seu colega de equipa Juan José Cobo iria atacar de seguida. Denis Menchov da Geox também se encontrava num grupo onde Tiago Machado não era por mim identificado. Maxime Monfort era outra das ausências no grupo de Wiggins. O Belga fez no entanto uma excelente corrida pois conseguiu entrar nos primeiros da etapa. Já Wiggins ia bem acompanhado pelo seu gregário Christopher Froome. 1º e 2º da geral eram rodeados por homens como Cobo e Joaquin Rodriguez.

Quando se pensava que era altura do homem da Katusha lançar o seu ataque, começam os ataques decisivos desta etapa. Sastre ia lá na frente. Juan Manuel Garate da Rabobank saiu com o propósito de abrir caminho para um possível ataque de Bauke Mollema. Igor Antón saiu com o propósito de dar a vitória na etapa à Euskatel e Cobo saiu posteriormente com a vontade decidida de vencer a etapa e chegar à liderança da prova. Em poucos quilómetros, quando a etapa já ditava uma rampa de subida na ordem dos 20%, Cobo acabou por ficar sozinho a ganhar tempo a todos os outros concorrentes. Sastre, Garate e Antón seria ultrapassados pelo homem da Geox. Pelo meio, o Irlandês Daniel Martin da Garmin tambem iria tentar a sua sorte.

Com o ataque de Cobo, o grupo Wiggins acabou por ficar muito reduzido. Com ele seguiram Christopher Froome, Joaquin Rodriguez, Denis Menchov, Walter Poels da Vacansoleil e Vincenzo Nibali. O Italiano haveria de ser o primeiro a ceder. Mollema o 2º. Rodriguez iria ceder a cerca de 5 km da meta. Quem estava ligeiramente mais atrás do grupo Wiggins era Van der Broeck.

Com os olhos na vitória e uma cadência incrível, seria Juan José Cobo a vencer a etapa e a chegar à liderança. Cobo amealhou 48 segundos para Christopher Froome, que nos últimos quilómetros teve ordens para deixar Wiggins sozinho e avançar para perder o mínimo tempo possível para o ciclista espanhol da Geox, para Walter Poels e para Denis Menchov. Este último entrou no top-10, mas já não luta pela vitória na prova. Será o grande braço direito de Cobo para a defesa da vermelha na próxima quarta-feira, altura em que o pelotão ultrapassa a última grande dificuldade de montanha desta Vuelta.

A estes tempos somamos a bonificação de 20 segundos ganha por Cobo.

A 1,21 chegaram Wiggins e Antón. A 1,35m Rodriguez com Mollema, Monfort e Sergey Lagutin, ciclista Uzebeque da Vacansoleil.

Daniel Martin da Garmin perdeu 1,41m. Jurgen Van der Broeck chegou em 14º a 2.17m, tempo que lhe permite entrar no top-10. Seguiu-se a chegada de Vincenzo Nibali com 2.37 de atraso – o italiano pode estar fora da luta pelo pódio. 5 segundos depois chegou Jakob Fulsang.

Chris Sorensen chegou com 3,32 de atraso e disse adeus ao top-10. Sastre perdeu quase 4 minutos. Tiago Machado chegou na 27ª posição com quase 5 minutos e meio de atraso, sendo o primeiro Radioshack a entrar. A radioshack perdeu hoje hipóteses de chegar à liderança colectiva.

Haimar Zubeldia e Janez Brajkovic perderam 9.40. Até à hora deste post, a organização ainda não tinha actualizado as perdas de Kessiakoff.

Na classificação geral, as coisas ficaram assim ordenadas:

1º Juan José Cobo (EspanhaGeox)
2º Christopher Froome (Grã-BretanhaTeam Sky) a 20s
3º Bradley Wiggins (Grã-BretanhaTeam Sky) a 48s
4º Bauke Mollema (HolandaRabobank) a 1.46s
5º Maxime Monfort (BélgicaLeopard-Trek) a 2.37m
6º Denis Menchov (RússiaGeok) a 3.01m
7º Jakob Fulsang (DinamarcaLeopard-Trek) a 3.06m
8º Vincenzo Nibali (ItáliaLiquigás) a 3.27m
9º Jurgen Van der Broeck (BélgicaOmega-Pharma Lotto) a 3.58m
10º Walter Poels (HolandaVacansoleil) a 4.07m
11º Daniel Moreno (EspanhaKatusha) a 4.32m
13º Joaquin Rodriguez (EspanhaKatusha) a 5.17m
15º Chris Sorensen (DinamarcaSaxo Bank) a 6.08m
16º Daniel Martin (IrlandaGarmin) a 6.42m
20º Nicolas Roche (IrlandaAG2R) a 9.16m
21º Carlos Sastre (EspanhaGeox) a 10.07m
22º Janez Brajkovic (EslovéniaRadioshack) a 14.47m
26º Frederik Kessiakoff (SuéciaAstana) a 22.33m
28º Sylvain Chavanel (FrançaQuickstep) a 26.51m
29º Tiago Machado (PortugalRadioshack) a 28.56m

Juan José Cobo tem uma magra vantagem. Terá que se defender nas próximas etapas e se possível ganhar mais tempo para a dupla da Sky. Froome e Wiggins terão que fazer pela vida na próxima quarta-feira para poderem ousar chegar á vitória na prova. Caso contrário, só apenas um milagre nas etapas planas poderá garantir aos ciclistas britânicos a vitória na prova.

Bauke Mollema não é uma carta descartada para a vitória na geral, mas a vida do Holandês está muito difícil. Terá que fazer uma etapa fenomenal na quarta. O Holandês irá querer chegar ao pódio, tomando partido ora de Froome ora de Wiggins.

Com os olhos postos no pódio também estarão Denis Menchov (irá acompanhar Cobo na etapa de montanha e poderá subir mais na geral) e Maxime Monfort. Nibali e Fulsang serão homens que perderão mais tempo até Madrid e pelo meu prisma não tenho dúvidas ao excluí-los da possibilidade de atingirem o pódio final.

Jurgen Van der Broeck, Walter Poels, Daniel Moreno e Joaquin Rodriguez irão lutar pelo top-10. Poels é o único ciclista em que acredito não só manter-se nos 10 primeiros como até poder subir alguns lugares na classificação.

A radioshack deu novamente provas da péssima época que está a fazer. Brajkovic, Zubeldia e até Tiago Machado já andam fora do top-20. A instabilidade quanto ao futuro abala a equipa fundada por Lance Armstrong. Prova disso são as possíveis saídas de alguns ciclistas, entre os quais Paulinho, Zubeldia e Kloden.

Nas outras camisolas:

– Na verde, Rodriguez lidera com 90 pontos contra os 85 de Mollema, os 75 de Peter Sagan e os 71 de Walter Poels. A luta pela camisola está em aberto. Rodriguez não irá querer ficar fora do pódio final. Mollema, Sagan e Poels terão o mesmo intuito que o ciclista espanhol.

– Na montanha, Moncoutie marcou alguns pontos no Cordal e reforçou a sua liderança. Tem 60 pontos e vê o italiano Mattia Montaguti com 38, Daniel Moreno e Cobo com 32. Se nada de excepcional acontecer, o Francês da Cofidis irá levar a montanha para casa.

– No prémio combinado, Cobo é o novo líder. Mollema é 2º e Daniel Moreno o 3º.

– Por equipas, a Geox assegurou praticamente a vitória colectiva. Tem 6,49m de avanço para a Leopard e 25 minutos para a Euskatel.

Amanhã teremos o 2º dia de descanso.

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E Paulinho esteve tão perto

Depois do dia de descanso, a etapa 11 (com final em alto) prometia bastante. Os 167 km que ligavam Verin a Estación de Montaña Manzaneda prometiam mais uma vez a luta pela camisola vermelha, cuja pertença mudou no final da etapa entre ciclistas da Team Sky: Christophe Froome não aguentou a etapa e cedeu a camisola ao seu chefe-de-fila Braddley Wiggins.

A etapa em si foi protagonizada por uma fuga precoce de ciclistas mal-classificados na geral mas de enorme qualidade, onde um dos animadores chamou-se Sérgio Paulinho. O Português andou muito bem até que na súbida final parafraseando-o numa entrevista concedida ao Jornal Record acabou por “pagar o esforço”.

Como companheiros de fuga, Paulinho teve entre outros David Moncoutie, Luis León-Sanchez, Matteo Montaguti e Amets Txurruca. Como podereis ver nas imagens, foi o francês da Cofidis o vencedor da etapa, tendo deixado para trás toda a concorrência. Paulinho terminou na 5ª posição a quase 2 minutos.

Na luta dos homens da frente quem ganhou mais tempo para a geral foi Joaquin Rodriguez. Recuperado do desaire pessoal sofrido no contra-relógio, o espanhol da Katusha conseguiu ganhar 7 segundos a Wiggins, Cobo, Mollema, Kessiakoff, Nibali, Jurgen Van der Broeck e Haimar Zubeldia. Vantagem escassa a meu ver até para voltar ao top-10.

Janez Brajkovic continua a confirmar a época para esquecer. Ontem, perdeu 23 segundos para Rodriguez e 16 para o grupo do camisola vermelha. O esloveno arrisca-se a sair do top-10. Não foi o único a perder tempo. O Dinamarquês Jakob Fulsang perdeu 34 segundos para Rodriguez e 27 para o grupo Wiggins, terminando num grupo atrasado com o belga Maxime Monfort, Marzio Bruzeghin, Christopher Froome, Denis Menchov, Carlos Sastre, Michele Scarponi.

O Português Tiago Machado também baqueou nas suas intenções de assaltar o top-10 da prova, tendo perdido 1,05m para Rodriguez e 58 segundos para o grupo principal. O objectivo do top-10 estará muito mais difícil daqui em diante.

No entanto, a extrema competitividade da prova pode fazer com que tudo se altere a qualquer momento. Note-se a classificação geral até ao 14º que é Joaquin Rodriguez Oliver.

Classificação Geral após a 11ª etapa:

1º Braddley Wiggins (Grã-BretanhaTeam Sky)
2º Christopher Froome (Grã-BretanhaTeam Sky) a 7s
3º Vincenzo Nibali (ItáliaLiquigás) a 11s
4º Frederik Kessiakoff (SuéciaAstana) a 14s
5º Jakob Fulsang (DinamarcaLeopard-Trek) a 19s
6º Bauke Mollema (HolandaRabobank) a 47s
7º Maxime Monfort (BélgicaLeopard-Trek) a 1.06m
8º Juan José Cobo (EspanhaGeok) a 1.27m
9º Haimar Zubeldia (EspanhaRadioshack) a 1.53m
10º Janez Brajkovic (EslovéniaRadioshack) a 2.00m
11º Jurgen Van der Broeck (BélgicaOmega-Pharma Lotto) a 2.01m
12º Marzio Bruseghin (MovistarItália) a 2.22m
13º Denis Menchov (RússiaGeox) a 2.42m
14º Joaquin Rodriguez Oliver (EspanhaKatusha) a 2.56m
19º Tiago Machado (PortugalRadioshack) a 4.06m

Nas outras classificações:

– Joaquin Rodriguez Oliver reforçou a liderança nos pontos. Tem 81 pontos contra os 62 de Mollema e aumentou a vantagem em 6 pontos em virtude da sua classificação na etapa.

– Em virtude de ter entrado na fuga, o italiano da AG2R Matteo Montaguti marcou pontos para a montanha mas só lidera por 1 ponto. David Moncoutie tem 32 pontos contra os 33 do Italiano. Daniel Martin continua com 25 e Daniel Moreno com 20.

– Bauke Mollema continua a liderar na camisola do prémio combinado. Daniel Moreno é 2º e Joaquin Rodriguez 3º.

– Por equipas, a entrada de Paulinho na fuga e a sua classificação final permitiram à Radioshack voltar à liderança e gozar alguma vantagem para a Rabobank e Leopard-Trek. A diferença é de 2.08m para a equipa holandesa e de 2.23m para a equipa luxemburguesa.

A etapa de amanhã ligará Ponteareas a Pontevedra, sendo a etapa de descanso entre as montanhas galegas. Tem 2 contagens de 3ª categoria de fácil superação a meio da etapa e dois sprints especiais. Será uma etapa talhada para as fortes pontas finais de homens como Peter Sagan, Alessandro Petacchi, Luis León-Sanchez (caso decida entrar numa fuga) Pablo Lastras, Carlos Barredo, Sebastian Lang, Greg Van Avermaet, Tom Boonen, Stuart O´Grady ou Heinrich Haussler.

Por curiosidade só vi agora que alguns dos ciclistas que deram cartasforam desilusão do Tour deste ano estão na Vuelta, mas com um rendimento de descompressão. São os casos de Rein Taaramae da Cofidis (112º) Andreas Kloden (130º) e Kevin De Weert (138º). Deverá ser uma estratégia clara de treino em alta competição tendo em vista os mundiais de estrada da UCI.

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Quem és tu Christophe Froome?

É a interrogação que é feita por meio mundo ligado ciclismo.

O “semi-desconhecido” Christopher Froome da Team Sky (digo semi-desconhecido visto que na sua página da wikipédia diz que nasceu no Quénia, viveu na África do Sul mas tem nacionalidade Britânica e aos 27 anos a vitória mais importante que alcançou foi numa etapa da Volta ao Japão) lidera a Vuelta quando estão cumpridas 10 das 20 etapas. Hoje foi dia de descanso.

Froome surpreendeu todo o mundo do ciclismo ontem ao ser o único homem no contra-relógio em Salamanca a perder menos de 1 minuto (59 segundos precisamente) para o veloz Tony Martin da HTC. Outros contra-relogistas de classe como o seu companheiro de equipa Braddley Wiggins (perdeu 1.22m) Fabian Cancellara (1.27m) ou Janez Brajkovic (1.57) acabaram por perder mais tempo.

No contra-relógio, os Portugueses surpreenderam. Tiago Machado foi 7º a 1.37m de Martin, tempo que lhe garante para já o 16º lugar a 3.28m de Froome e a escasso minuto e quinze segundos do 10º classificado da prova, o seu companheiro de equipa Haimar Zubeldia.

O jovem bairradino Nélson Oliveira foi 12º no contra-relógio, confirmando as credenciais que o apontam como um dos melhores contra-relogistas do futuro do ciclismo mundial. Perdeu 2 minutos e 19 segundos para Martin.

Na geral individual, é este o panorama à 10ª etapa:

1º Christopher Froome (Grã-BretanhaTeam Sky)
2º Jakob Fulsang (DinamarcaTeam Leopard) a 12 s
3º Braddley Wiggins (Grã-BretanhaTeam Sky) a 20s
4º Vincenzo Nibali (ItáliaLiquigás) a 31s
5º Frederik Kessiakoff (SuéciaAstana) a 34s
6º Maxime Monfort (BélgicaLeopard-Trek) a 59s
7º Bauke Mollema (HolandaRabobank) a 1.07m
8º Juan José Cobo (EspanhaGeox) a 1.47m
9º Janez Brajkovic (EslovéniaRadioshack) a 2.04m
10º Haimar Zubeldia (EspanhaRadioshack) a 2.13m
11º Marzio Bruzeghin (ItáliaMovistar) a 2.15m
12º Jurgen Van der Broeck (BélgicaOmega Pharma-Lotto) a 2.21m
13º Denis Menchov (RússiaGeox) a 2.35m
14º Joaquin Rodriguez Oliver (EspanhaKatusha) a 3.23m
16º Tiago Machado (PortugalRadioshack) a 3.38m
17º Nicolas Roche (IrlandaAG2R) a 3.47m
19º Daniel Moreno (EspanhaKatusha) a 3.59m
22º Michele Scarponi (ItáliaLampre) a 4.22m
28º Carlos Sastre (EspanhaGeox) a 6.48m
33º Luis Léon-Sanchez (EspanhaRabobank) a 10.10m
34º David Moncoutie (FrançaCofidis) a 10.28m
36º Sylvain Chavanel (FrançaQuickstep) a 10.51m
39º Vladimir Karpets (RússiaKatusha) a 14.37m

Froome, Fulsang e Kessiakoff são para mim as grandes surpresas do top-10. Estão a fazer uma excelente Vuelta e pelo que tenho visto, os dois últimos arriscam-se a lutar pelo pódio. Já o actual líder da prova é um homem “semi-desconhecido” cujo potencial ninguém conhece muito bem – veremos se conseguirá aguentar o peso da camisola, a exigência e dureza da prova e a concorrência ou se este resultado foi fruto do acaso.

Maxime Monfort – Estará em grande condição de forma? Se estiver, é um sério candidato à vitória.

Bauke Mollema – Não é à toa que ocupa o 7º lugar da classificação. Na razia que acabou por constituir o Tour para a equipa da Rabobank, foi Mollema o único corredor da equipa a dar nas vistas. É um homem que se sente bem na média montanha e defende-se de forma razoável no contra-relógio. Já envergou a camisola vermelha e o minuto e sete segundos que o separa da liderança não é uma barreira intransponível.

Janez Brajkovic continua por perto. Tem andado algo escondido. No entanto, creio que até Joaquin Rodriguez que é 15º (já venceu nesta Vuelta e já envergou a camisola vermelha) tudo é possível.

Carlos Sastre – Devia mudar o nome para Carlos (De)Sastre. Depois da vitória no Tour e das sucessivas mudanças de equipa, não acerta uma para a caixa. Qualquer dia, anda por aí a correr em estradas portuguesas.

Luis-León Sanchez – Alguém não se apercebe que o espanhol não é corredor para as grandes voltas e que colocá-lo nas grandes voltas mesmo que seja para ganhar etapas é desperdício?

David Moncoutie e Sylvain Chavanel – Mais do mesmo; prometem muito e cumprem pouco. Ainda bem que os franceses tem uma geração melhor a despontar.

Vladimir Karpets – Horrível. Há 10 anos atrás era este o grande talento do ciclismo mundial. Uma carreira que não é mais do que um tiro ao lado.

Nas outras classificações:

– Fruto das vitórias que obteve em duas etapas, Joaquin Rodriguez Oliver da Katusha tem a camisola verde dos pontos. Lidera com 74 pontos contra os 62 pontos de Bauke Mollema e os 50 do Eslovaco Peter Sagan da HTC. Estamos perante uma classificação estranha onde o primeiro sprinter puro é o espanhol Pablo Lastras da Movistar na 6ª posição com 48 pontos.

– A camisola da montanha é pertença do Irlandês Daniel Martin da Garmin com 25 pontos. Lidera contra os 23 do italiano Matteo Montaguti AG2R com 23 pontos e os 20 de Daniel Moreno da Katusha. As grandes etapas de montanha ainda estão para vir.

– A camisola do Prémio Combinado pertence a Bauke Mollema da Rabobank.  O 2º é Joaquin Rodriguez e o 3º Daniel Moreno.

– Por equipas lidera a Leopard-Trek. Roubou a liderança à Radioshack após o contra-relógio. A equipa dos portugueses Tiago Machado, Nélson Oliveira e Sérgio Paulinho está a 7 segundos. A 2.07 está a Rabobank.

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Vuelta

Não tenho postado mas tenho mantido alguma atenção nas primeiras etapas da prova. Vamos na 6ª etapa.

Nibali, Chavanel, Sagan, Sastre, Joaquin Rodriguez Oliver, Daniel Moreno, Jakob Fulsang, Maxime Monfort, Jurgen Van der Broeck, Marzio Bruzeghin, Michele Scarponi, Haimar Zubeldia, Braddley Wiggins, Nicolas Roche, Tiago Machado, Carlos Sastre, David Moncoutie, Dennis Menchov, Christophe Le Mevel, Bauke Mollema, Luis Leon-Sanchez, Janez Brajkovic – uma 2ª linha do ciclismo mundial bastante interessante, excepto os casos de Sastre, Nibali, Chavanel, Zubeldia, Wiggins e Leon-Sanchez, que são atletas de 1ª linha das grandes provas.

Uns aparecem na Vuelta depois de azares no Tour, cass de Wiggins, Van der Broeck e Brajkovic.

Outros aparecem na Vuelta depois de terem andado desaparecidos no Tour, casos de Chavanel, Fulsang, Monfort, Zubeldia, Roche, Moncoutie, Mollema e Leon-Sanchez.

Outros aparecem na Vuelta depois de lhes terem negado a participação no Tour, casos de Sastre e Tiago Machado. Aproveitando o facto de ter mencionado o Português, este está a portar-se bastante bem e para já está na 23ª posição da geral a 1,43m de Chavanel, mostrando-se bastante em forma. É possível um lugar pelo menos no top-20 caso se mostre em estar perto do seu chefe-de-fila (Janez Brajkovic) nas etapas de montanha. O que acredito desde já serem os planos da Team Radioshack para o Português. 

Nelson Oliveira é o outro português em prova, também ele a correr pela Radioshack. O atleta da Anadia está muito atrasado na classificação com mais de 50 minutos para o líder. Não se pode pedir muito a quem aos 23 anos está a realizar a sua primeira grande volta da carreira. Nelson Oliveira correu quase toda a época pela equipa de estagiários sub-23 da Radioshack.

Outros aparecem mesmo para ganhar: Nibali, Joaquin Rodriguez e Daniel Moreno.

Chavanel está neste momento na liderança. É o novo Jalabert. No Tour, nicles de forma. Apareceu esporadicamente nas etapas de montanha, sempre em fugas, tentando pescar qualquer coisa. Na Vuelta, aparece com outro ânimo. Muito à semelhança daquilo que Jaja fazia.

Ainda a procissão vai no adro. Até ao 36º (Le Mevel) a diferença até Chavanel é de 3 minutos. Já passamos uma das dificuldades (Sierra Nevada-Baza) é certo. Faltam ainda etapas duríssimas como a 9 (Sierra de BejanLa Covatilla) a 10 (contra-relógio em Salamanca), a 11 (chegada a Estacion de Montaña Manzaneda) e a 15 (o terrível Anglirú)

Para já, tivemos o abandono de Matthew Goss e consequentemente de Cavendish. O Britânico ficou sem o seu lançador de sprints, o que comprova a minha teoria de que a Sky terá que mudar os seus estatutos na próxima época na próxima época: Cavendish não irá sem o australiano para a equipa cujos estatutos só permitem contratar ciclistas nascido na Grã-Bretanha. A HTC-Highroad despede-se das grandes provas por etapas com um amargo dissabor. A equipa extingue-se em Dezembro.

Estão os dados lançados.

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Extinção da HTC-Highroad

Nem as 5 vitórias em etapas de Mark Cavendish no Tour, a vitória de Tony Martin no contra-relógio em Grenoble e a vitória na classificação dos pontos no Tour do Britânico fizeram demover os patrocinadores da equipa que apanhou os restos da T-MobileDeutsche Telekom a terminar com a equipa.

A direcção da HTC-Highroad decidiu ontem por fim à sua equipa profissional de ciclismo. Uma decisão que há muito vinha sido veículada na comunicação social.

Assim sendo, corredores como Mark Cavendish (deverá assinar pelo projecto Britânico da Team Sky) Mark Renshaw (deverá rumar também à Sky) Matthew Goss, Tony Martin, Lars Bak, Alex Rasmussen, Bernard Eisel, Michael Albasini, Danny Pate, Marco Pinotti, Tejay Van Garderen, Peter Velits, Martin Velits estão livres para procurar uma nova equipa.

Se o Britânicos deverão trilhar o seu caminho pela Sky, Tony Martin já foi apontado a várias equipas como a BMC, GarminCérveloQuickstep (na próxima época) e Team Radioshack. Tejay Van Garderen também é apontado à equipa de Sérgio Paulinho.

Incógnita ainda é o futuro de Matthew Goss (excelente lançador de sprints, bom corredor de clássicas) Lars Bak e Bernard Eisel (excelentes gregários para sprinters) Michael Albasini (um bom contra-relogista) Pate, Pinotti e os irmãos Velits, que como se sabe, apesar da sua juventude são excelentes corredores de colinas e média montanha.

Segundo o que vi no ranking da UCI e como as regras do protour fazem com que quem se transfira possa transferir os pontos ganhos para o ranking para a equipa contratante, existem corredores muito apetecíveis para que as equipas que os contratem reforcem a sua posição no ranking Protour e como tal, obtenham mais facilmente as suas licenças.

São os casos de Tony Martin (11º do Ranking UCI com 227 pontos esta época) Matthew Goss (12º com 217 pontos) Mark Cavendish (19º com 152 pontos) e Marco Pinotti (30º com 110 pontos).

Esta época até estava a correr de feição à equipa ao nível de vitórias:

– A equipa do Giro venceu colectivamente o contra-relógio por equipas do Giro.
– Michael Albasini venceu o prémio da montanha da Volta ao País Basco.
– Mark Cavendish venceu 5 etapas do Tour, a camisola dos pontos da mesma prova e 2 etapas do Giro.
– O Alemão Jakob Degenkolb venceu 2 etapas do Critério Dauphinè-Libèrè.
– O Australiano Matthew Goss venceu o Milão-São Remo, 1 etapa do Paris-Nice, 1 etapa no Tour da Califórnia.
– O Alemão Bert Grabsch foi campeão nacional Alemão de contra-relógio e venceu uma etapa da Volta à Àustria.
– Tony Martin venceu uma etapa no Dauphinè-Libère, outra no Paris-Nice onde venceu a geral da prova, uma etapa na Volta ao País Basco e outra no Tour de France.
– O Checo Frantisek Rabon sagrou-se campeão de contra-relógio da República Checa assim como venceu na geral e uma etapa da Volta a Murcia.
– Mark Renshaw venceu a geral e uma etapa da Volta ao Qatar.
– O Neo-Zelandês Hayden Roulston tornou-se campeão nacional de estrada do seu país.
– O Bielorrusso Sivtsov foi campeão nacional de contra-relógio e 10º na geral do Giro.

Vitórias simples que somadas deram uma noção de competitividade à equipa. Talvez a competitividade da equipa seja mesmo o motivo que levou os seus patrocinadores a cancelar o patrocínio para a próxima época. Se é certo que a HTC foi até agora uma potência em bruto no que toca a discussão de vitórias em etapas em plano e em contra-relógios, sempre lhes faltou um homem que pudesse discutir grandes voltas. Não é portanto o caso de Tony Martin ou de Peter Velits. Martin terá que melhor em muito nas montanhas, assim como Velits para poderem um dia ousar discutir as grandes provas por etapas.

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Edvald Boasson Hagen vence pela 2ª vez

17 etapas, 4 vitórias em etapa de Norugueses. 2 de Thor Hushovd que venceu ontem e agora de Edvald Boasson Hagen da Team Sky.

Resumindo brevemente o que foi a corrida de hoje, pode-se dizer que começou com uma fuga de ciclistas mal posicionados na tabela classificativa. A etapa de apresentação aos Alpes era dura (muitas contagens de montanha numa etapa de rasga pernas) e uma subida de 2 ª categoria a acabar a etapa que poderia ser motivo para ataques pela geral, o que se veio a verificar (adiante veremos).

Num grupo muito numeroso de fugitivos incluiam-se nomes como Boasson Hagen, Sandy Casar (ainda não foi desta que conseguiu a tão desejada vitória para a Française des Jeux) Bauke Mollema da Rabobank (2º hoje numa nova investida por parte do homem da Rabobank, equipa que está a tentar colmatar a decepção na geral com uma vitória em etapa) Sylvain Chavanel (novamente sem sucesso!) os dois cazaques da Astana (Fofonov e Muratyev) entre outros…

Boasson Hagen provou então que era o ciclisma teoricamente mais forte do grupo, principalmente no toca à finalização de etapas, atacando a subida final com uma agressividade de pedalada que até a mim me causou espanto. Teremos aqui um excelente sucessor de Thor Hushovd no que toca a Campeonatos do Mundo UCI?

Lá atrás, ataques de Nicolas Roche e Kevin de Weert tendo em vista a reentrada no top-10 (ficaram a 4 minutos do primeiro mas ganharam muito tempo a Danielson, Roland, Jeanesson, Uran e Vanendert.

Quantos aos favoritos, formou-se um grupo que cortou a meta ao mesmo tempo com os irmãos Schleck, Alberto Contador, Cadel Evans (começa seriamente a tornar-se o favorito à vitória na geral; é uma lapa, não desarma da frente) Taaramae, Vanendert e Samuel Sanchez, tendo ganho tempo aos restantes do top-10 que não entraram neste grupo. Taamarae ganhou tempo a todos os candidatos à Juventude assim como Vanendert também reforçou o ataque ao top-10 apesar da ligeira perda de tempo para Roche e do facto de não ter pontuado na montanha.

Chegaram a 4.26 do vencedor. 8 segundos depois chegava Rigoberto Uran. Thomas Voeckler cedeu nesta etapa, chegando 27 segundos depois do grupo SchleckContadorSanchezEvans mas mantem a amarela para a etapa duríssima que os ciclistas tem amanhã. Chegou na companhia de Ivan Basso (irremediavelmente fora da discussão do Tour e do pódio) e Tom Danielson.

Assim na geral, existem mudanças:

1º Thomas Voeckler (FrançaEuropcar)
2º Cadel Evans (AustráliaBMC) a 1.18m
3º Frank Schleck (LuxemburgoLeopard-Trek) a 1.22m
4º Andy Schleck (LuxemburgoLeopard-Trek) a 2.36m
5º Samuel Sanchez (EspanhaEuskatel) a 2.59m
6º Alberto Contador (EspanhaSaxo Bank) a 3,15m
7º Damiano Cunego (LampreItália) a 3.34m
8º Ivan Basso (ItáliaLiquigás) a 3.49m
9º Tom Danielson (EUAGarmin) a 6.05m
10º Rigoberto Uran (ColômbiaSky) a 7.36m
11º Jean-Christophe Perraud (FrançaAG2R) a 7.53m
12º Kevin de Weert (BélgicaQuickstep) a 8.03m
(…)

Para a etapa de amanhã:

– Dia C para Contador, dia V para Voeckler, dia S para os irmãos Schleck e para Samuel Sanchez.
Contador precisará de recuperar distâncias para todos. O ataque terá que ser demolidor. Voeckler procurará defender ao máximo a amarela nas próximas 2 etapas para chegar em condições de disputar a prova no contra-relógio de sábado, Sanchez precisa de explorar a sua vantagem sobre os restantes na variante de contra-relógio para atacar amanhã e sexta e assim aproximar-se o suficiente da frente para tentar a investida final em Grenoble. Cadel Evans apenas terá que se limitar a seguir a roda daquele que lhe for mais vantajoso. Já os Schleck deverão atacar na máxima força amanhã. Para além de terem que recuperar a diferença perdida para Voeckler, terão forçosamente que construir uma almofada para o contra-relógio. Será tarefa difícil.

– Basso e Cunego na expectativa. Sabem que se seguirem a roda certa poderão ganhar tempo e alimentar a esperança de pódio.

– Haverá muita luta pelo top-10 da prova. Uran e Danielson tem a ameaça de De Weert, Roche, Vanendert, Perraud, Taaramae…

Nos pontos, tudo na mesma. Cavendish virtual vencedor.

Na montanha, tudo na mesma. Vanendert lidera mas terá que se defender muito bem amanhã.

Na Juventude, Uran perdeu para Taaramae e o Estoniano está agora apenas a 59 segundos. Tudo poderá mudar amanhã, sabendo que os dois andarão pela frente. Roland ficou agora a 2,27 mas não é descartável para amanhã onde estará novamente na protecção ao seu líder e camisola amarela. Jeanesson (3,17m) é uma carta fora do baralho nesta camisola.

Por equipas, a Garmin continua na liderança, dispondo dos 5 minutos de diferença para a Trek. Caso amanhã não perca muito terreno no fecho colectivo, será a equipa vencedora nesta classificação.

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E mais uma vez Hushovd!

I am Thor!

O deus da força da mitologia nórdica!

Hushovd, o campeão do mundo de ciclismo e um dos grandes animadores desta Volta à França em bicicleta. Na chegada a Pau, Hushovd garantiu a sua 2ª vitória numa etapa depois de ter andado fugido.

Devido a questões pessoais não posso apresentar um relato detalhado da etapa pois não a pude ver. Amanhã regressam (na alta montanha os meus comentários sobre a etapa).

Num dia de muita chuva (como indica o video) o destaque vai obviamente para o facto de Cadel Evans, Alberto Contador e Samuel Sanchez terem ganho tempo a toda a concorrência. Evans ganhou 3 segundos a Contador e Sanchez na chegada a Gap e 21 (18 para ContadorSanchez) para Thomas Voeckler (continua amarelanunca um francês esteve tão próximo de dar a alegria ao povo Francês como Voeckler nos últimos anos) Frank Schleck e Damiano Cunego. Ivan Basso perdeu 51 segundos para o australiano (48 para Contador e Sanchez30 para Frank, Voeckler e Cunego) e Andy Schleck chegou posteriormente a 5.32 de Hushovd, perdendo tempo relevante para Evans (1 minuto e 6 segundos, 1 e 3 para Contador e Sanchez, 48 segundos para Voeckler, Frank e Cunego e 15 segundos para Ivan Basso) o que revela que a corrida vai mesmo animar nos próximos dias nos Alpes!

Isto quer dizer que na geral:

1º Thomas Voeckler (FrançaEuropcar)
2º Cadel Evans (AustráliaBMC) a 1.45m
3º Frank Schleck (LuxemburgoLeopard-Trek) a 1.49m
4º Andy Schleck (LuxemburgoLeopard-Trek) a 3.03m
5º Samuel Sanchez (EspanhaEuskatel) a 3.26m
6º Alberto Contador (EspanhaTeam Saxo Bank) a 3.42m
7º Ivan Basso (ItáliaLiquigás) a 3.49m
8º Damiano Cunego (ItáliaLampre) a 3.51m
9º Tom Danielson (Estados UnidosGarmin) a 6.01m
10º Rigoberto Uran (ColômbiaTeam Sky) a 7.55m

Na camisola dos pontos, com as vitorias de Cavendish no domingo e Hushovd hoje, mais os sprints intermédios realizados, as contas parecem estar fechadas até Paris com a vitória de Cavendish.

Cavendish lidera com 319 pontos contra os 285 de José Joaquim Rojas (só a vitória em Paris com Cavendish a ter que ficar na 6ª posição no sprint e não poder marcar pontos é o exemplo da possibilidade mais franca de uma eventual vitória de Rojas). Phillipe Gilbert é 3º com 260 pontos e teria por exemplo que vencer em Paris sem que o Britânico pontuasse no resto da prova + uma pontuação expressiva nas etapas de montanha que se seguem ou no contra-relógio.

Na montanha, Jelle Vanendert é lider com 74 pontos, mais 2 que Samuel Sanchez, mas amanhã tudo se pode modificar nesta camisola caso o Belga não ande pelos lugares da frente nas subidas que os ciclistas irão realizar. O Espanhol poderá ter a camisola como bónus, se bem que ainda tem ali uma pontinha de aspirações à vitória na geral. Jeremy Roy é 3º com 45 pontos. Mesmo assim a classificação estará aberta até ao Alpe D´Huez. 

Na Juventude, liderança para o Colômbiano Uran que fecha o top-10. 1.07m para Taaramae, 1.58m para Roland, 2.10m para Jeanesson. Todos andarão pela frente. Uran tentará preservar a camisola assim como o lugar nos 10 melhores do Tour, Roland estará decerto na defesa da amarela de Voeckler como tem feito, Taaramae chegará nos 20 primeiros e Jeanesson ainda tem uma palavra a dizer nesta classificação.

Por equipas, a Garmin deu a sapatada que faltava para fechar a classificação. 7 são os minutos que tem de vantagem para a Leopard-Trek e 8 para a Europcar. Embora ainda haja montanha da rija pela frente, a Leopard-Trek acusa muitos problemas no 3º homem para fechar a classificação.

Para amanhã, espectáculo na primeira etapa de Alpes.

Gap – Pinerolo na distância de 179 km de altíssima dureza. 2 3ªas categorias logo a meio da etapa, uma 2ª sem tempo para descanso de pernas, uma 1ª categoria e outra 2ª categoria logo perto da meta que não será em alto. Uma etapa de rasga pernas em que os candidatos terão que se mexer para fazer a diferença, antes do GalibierSerre Chevalier (3 contagens de categoria especial nos últimos 81 km), Alpe D´Huez (1 1ª categoria e 2 categorias especiais numa etapa de 109 km que é quase sempre a subir) e o contra-relógio de sábado em Grenoble.

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Jelle Vanendert vence no Plateau de Beille

Algo tarde, mas aqui vão as minhas ilações sobre a etapa de ontem do Tour.

Não entrarei em pormenores extensivos como nos outros dias, visto que vi a etapa aos bocadinhos devido a afazeres pessoais.

Jelle Vanendert confirmou os credenciais de trepador mostrados na quinta-feira na subida a LuzArdiden, onde apenas foi superado por Samuel Sanchez. Em Plateau de Beille, na despedida do Tour da região dos Pirinéus, os papéis inverteram-se e seria o Belga da equipa de Phillipe Gilbert a deixar o espanhol na 2ª posição (tanto na etapa como na classificação da montanha que é agora liderada pelo Belga).

A etapa começou com uma fuga bastante numerosa que rapidamente se transformou em 2 grupos na frente da corrida. Entre os fugitivos encontrava-se o Português Rui Costa (alcançado apenas na subida de Plateau de Beille pelo grupo de Thomas Voeckler) Sandy Casar (andou metade do percurso na frente da corrida) Manuel Quinziato, Remy Di Gregório, Sylvain Chavanel, Jens Voigt, entre outros. Lá atrás, a Europcar controlava o ritmo do pelotão nas subidas de inferiores categorias e seria, já na subida para Plateau de Beille, rendida pela Leopard-Trek que paulatinamente foi colocando um ritmo muito duro na subida final, com vista à obvia selecção natural dos candidatos.

A própria Leopard-Trek, com Voigt na frente em posição intermédia, quiçá colocado desta forma à espera do seu líder na montanha final, acabaria por sofrer um revés com as duas quedas de Voigt, que haveria de voltar ao pelotão para endurecer o ritmo na subida para Plateau de Beille.

No final, o  Belga Vanendert (já muito atrasado na geral) haveria de ser o grande vencedor da etapa. A 21 segundos chegava Samuel Sanchez, comprovando que está muito forte na alta-montanha e ainda anda no Tour pela lutar pela vitória. O que é um dado meramente possível dado que o Espanhol é bastante melhor contra-relogista que todos os homens do top-10 excepto Cadel Evans.

A 46 segundos chegou Andy Schleck, que aproveitou para ganhar mais uns segundos ao seu irmão Frank, a Alberto Contador, a Thomas Voeckler (que continua com a camisola amarela) Basso, Cunego e Evans.

Voeckler continuou impressionante em Plateau de Beille, mostrando que a sua garra, concentração, esforço e motivação encontram-se totalmente nos píncaros. Muito ajudado novamente por elementos da sua equipa (Pierre Roland é o homem da Europcar que merece uma distinção pelo trabalho que tem feito para o seu líder) Voeckler mostrou um espírito de sacríficio enorme ao continuar firme na resposta aos ataques dos principais adversários e na defesa da camisola amarela.

Resta saber se o homem da Europcar (que está a excitar os franceses) consegue ultrapassar os Alpes. Se os Franceses já sonham com Voeckler de amarelo em Paris (recordo que os Franceses já não vencem o Tour desde 1985Bernard Hinault) já existem vozes dentro do pelotão e fora dele que admitem uma eventual vitória na prova do ciclista Franceses. Um deles é o próprio Lance Armstrong, que ontem twittou na sua página de twitter a seguinte declaração: “Se Voeckler acompanhar os líderes, pode vencer o Tour”.

Quem continuou sem atacar foi Alberto Contador. Segundo fonte da sua equipa (Saxo Bank) o Espanhol continua muito dorido de uma lesão no joelho direito, limitando-se ontem a responder aos ataques dos adversários e não atacar para se preservar para as etapas do Alpes. O que é certo e seguro é que se Contador quiser voltar a envergar a amarela em Paris terá que atacar de forma explosiva na chegada a Gap, facto que dificilmente irá acontecer.

Revendo os números da etapa de ontem:

1º Jelle Vanendert (BélgicaOmega Pharma-Lotto)
2º Samuel Sanchez (EspanhaEuskatel) a 21s
3º Andy Schleck (LuxemburgoLeopard-Trek) a 46s
4º Cadel Evans (AustráliaBMC) a 48s
5º Rigoberto Uran (ColômbiaTeam Sky) a 48s
6º Alberto Contador (EspanhaSaxo Bank) a 48s
7º Thomas Voeckler (FrançaEuropcar) a 48s
8º Frank Schleck (LuxemburgoLeopard-Trek) a 48s
9º Jean-Christophe Perraud (FrançaAG2R) a 48s
10º Pierre Roland (FrançaEuropcar)a 48s
11º Ivan Basso (ItáliaLiquigás) a 48s
12º Damiano Cunego (ItáliaLampre) a 1,29m
13º Tom Danielson (EUAGarmin) a 1.59m
14º Kevin De Weert (BélgicaQuickstep) a 1.59m
15º Rein Taaramae (EstóniaCofidis) a 2.23m
18º Haimar Zubeldia (EspanhaRadioshack) a 3.01m
21º Christophe Riblon (FrançaAG2R) a 3.55m
22º Sandy Casar (FrançaFDJ) a 3.55m
23º David Moncoutie (FrançaCofidis) a 3.55m
27º Arnold Jeanesson (FrançaFDJ) a 5.03m
33º Nicolas Roche (IrlandaAG2R) a 6.47m
34º Vladimir Karpets (RussiaKatusha) a 6.47m
36º Sylvain Chavanel (FrançaQuickstep) a 7.26m
37º Christian Vandevelde (EUAGarmin) a 7.31m
39º Levi Leipheimer (EUARadioshack) a 9.45m
53º Rui Costa (PortugalMovistar) a 12.08m
63º Robert Gesink (HolandaRabobank) a 14.59m
68º Phillipe Gilbert (BélgicaOmega Pharma Lotto) a 17.03m

Sinal Positivo:

– Jelle Vanendert. Aproveitou a ausência de Phillipe Gilbert na frente da corrida e de Van der Broeck por desistência para ser o homem da montanha da Omega-Pharma Lotto. Se em LuzArdiden perdeu no sprint para Samuel Sanchez, ontem saiu do grupo principal directinho para mais uma vitória da equipa Belga.

– Rigoberto Uran. Made in Colômbia. Temos trepador para o futuro e quiçá, o futuro vencedor da juventude desta volta tendo em conta os atrasos de Taaramae e Jeanesson.

– Thomas Voeckler e Pierre Roland. Incansáveis. Merecem o sucesso que estão a ter. Há 78 anos atrás jamais se pensaria que Voeckler era homem para incomodar os “deuses da montanha do pelotão internacional”. Roland está na luta pela juventude.

Sinal Negativo:

– Damiano Cunego: Disse adeus definitivamente ao top-3. Perdeu 41 segundos para os principais favoritos e não se dá bem com os contra-relógios. Muito dificilmente terá hipóteses de chegar ao pódio final.

– Arnold Jeanesson e Nicolas Roche: Os tempos acumulados na etapa de hoje retiram não só a hipótese de chegar ao top-10 aos dois ciclistas como deverá arredar o Francês da luta pela juventude que agora será a dois entre Taaramae e Uran. O Francês estava tão bem…

– Phillipe Gilbert: Desistiu definitivamente da geral para poupar forças para a etapa de hoje. A verde é o objectivo claro.

– Karpets, Kreuziger, Martin, Gesink, Vandevelde, Leipheimer: Mais uma montanhinha, mais uma voltinha, mais um atrasozinho! Deprimente. Da parte de todos.

Classificação geral:

1º Thomas Voeckler
2º Frank Schleck a 1.49m
3º Cadel Evans a 2.06m
4º Andy Schleck a 2.15m
5º Ivan Basso a 3.16m
6º Samuel Sanchez a 3.44m
7º Alberto Contador a 4.00m
8º Damiano Cunego a 4.01m
9º Tom Danielson a 5.46m
10º Kevin de Weert a 6.18m
11º Rigoberto Uran a 7.55m
13º Rein Taamarae a 9.02m
14º Pierre Roland a 9.20m
17º Arnold Jeanesson a 10.05m
18º Nicolas Roche a 10.56m
19º Sandy Casar a 11.54m
20º Jelle Vanendert a 12.06m

Nos pontos, Mark Cavendish continua a liderar com 264 pontos contra os 251 de José Joaquim Rojas. Phillipe Gilbert é 3º com 240. A etapa de hoje é fulcral para esta classificação. É a última oportunidade para os sprinters antes de Paris. 

Na montanha, novo lider como já tinha referido. Jelle Vanendert primeiro com 74 pontos contra os 72 de Samuel Sanchez. Jeremy Roy é 3º com 45 pontos numa classificação que será vencida por um dos dois primeiros.

Na juventude, Rigoberto Uran lidera com 1 minuto e 7 segundos de vantagem sobre Rein Taaramae, 1 e 25 sobre Pierre Roland da Europcar (entrou na luta pela juventude) e 2.10 sobre Arnold Jeanesson da Française des Jeux.

Por equipas, a Leopard-Trek ocupou novamente o seu lugar “por direito”. Tem 6 segundos de vantagem sobre a Europcar (anda a colocar muito bem os seus homens) e 2 minutos e 32 sobre a AG2R La Mondiale, que também anda a ter os seus homens pelos primeiros 3040 lugares, acabando por fechar rapidamente a sua classificação nesta categoria.

Em relação à etapa de hoje, Limoges a Montpellier numa etapa muito plana. A última oportunidade para os homens da verde marcarem diferenças entre si antes de Paris. A última diferença para os sprinters que ainda não marcaram a diferença neste tour, caso de Alessandro Petacchi.


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Thor Hushovd nas montanhas!

É um sprinter que ultrapassa bem as montanhas, é um sprinter bastante regular em provas de 3 semanas, é campeão do mundo, é campeão do mundo e entrou neste Tour para ajudar o seu colega de equipa Tyler Farrar sem sequer questionar o seu estatuto dentro da equipa, é um prazer assistir ao percurso da carreira deste ciclista.

Thor Hushovd. Por mais uma vez.

Numa etapa que se antevia novamente complicada, nada de mais. Pelo menos no que toca à classificação geral. Nem o terrível Col D´Aubisque (categoria especial) fez com que os principais protagonistas no que toca a classificação geral mexessem uma palha. Foi novamente palco (não usual) a luta dos sprinters e dos homens da combatividade.

Depois de uma etapa de montanha terrível como a de ontem, os principais favoritos entraram num “contrato de não agressão na etapa de hoje” de modo a poupar esforços para a etapa de amanhã, muito mais difícil ao nível de percurso do que a de hoje.

Assim, tal compromisso informal foi um passinho para que hoje surgissem fugas daqueles que tem algum talento mas que sofrem algum atraso na classificação-geral. Andreas Kloden poderia ser um nome a ter em conta para o dia de hoje, mas a corrida começou com o Alemão a fazer as malas para casa.

Deu-se azo a que muito longe da meta (antes do sprint intermédio do dia e do Col D´Aubisque) saísse um grupo numeroso de ciclistas em fuga com nomes interessantes pelo meio: Alessandro Petacchi, Thor Hushovd, Jerome Pineau, Edvald Boasson Hagen, Jeremy Roy e David Moncoutié. Todos com o intuito de vencer a etapa de hoje. Vários com o intuito de pontuar noutras categorias – no caso de Hushovd pressupunha-se que o Noruguês ia tentar juntar o útil ao agradável vencendo o sprint intermédio antes da montanha de categoria especial e tentar resistir ao terrível Aubisque para na descidaplano de 40 km até à meta tentar a vitória. Cedo se percebeu que Hushovd queria mesmo a etapa, estando-se “nas tintas para os pontos” do sprint intermédio onde nem sequer lançou sprint. Todavia, Hushovd haveria de fazer 9 pontos no sprint intermédio, acabaria por ganhar a etapa e ganhou a toda a concorrência neste capítulo juntando o útil ao agradável. Nada de mais, visto que dos sprinters (como referi) ele é sem dúvida o que passa melhor as montanhas. (Não considerando Gilbert como um Sprinter, está claro!)

Se o objectivo de Petacchi, Pineau, Moncoutié e Boasson Hagen era de vencer a etapa, Jeremy Roy tinha outro objectivo em mente para além da vitória desta: como ontem passou na frente no Tourmalet, queria obviamente passar na frente no Aubisque e retirar a vermelhinha às bolinhas a Samuel Sanchez, feito que acabou por efectuar pois passou em primeiro novamente numa montanha de categoria especial e marcou pontos para ultrapassar o espanhol. No entanto, Roy queria (para além da camisola da montanha e da juventude que é envergada pelo seu colega Arnold Jeanesson) vencer uma etapa para a Française des Jeux, colocando a cereja no topo do bolo de uma equipa que se tem mostrado muito acutilante e muito combativa, como sempre foi seu apanágio.

Com o Aubisque, o grupo começou a fragmentar-se: primeiro foi Hushovd a atacar no início da subida, tentando ganhar alguma distância que lhe permitisse equilibrar ao nível de forças com homens que são melhores que ele neste tipo de situações de corrida casos de Pineau, Moncoutié e Roy. Cedo, os dois franceses foram no encalço do Noruguês em pleno aubisque e o homem da Française des Jeux não teve meias medidas ao passar Hushovd e seguir rumo aos seus objectivos. Lá atrás, a Europcar impunha um ritmo baixissimo no pelotão que permitia aos 3 da frente gozar de uma vantagem que oscilava entre os 6 e os 8 minutos. À excepção da saída de Gilbert já depois do Aubisque, não houveram movimentações no pelotão.

Falando em Gilbert e recuando no “tempo da tirada”: no sprint especial intermédio que Boasson Hagen passou na frente, no pelotão Cavendish e Rojas fizeram-se aos pontos, com o homem da Movistar a levar um companheiro de equipa para tentar roubar pontos a Cavendish, o que não aconteceu por milimetros. O espanhol marcou 5 pontos no sprint contra 4 do Britânico. O que é certo é que enquanto se disputava o sprint, o Belga Gilbert manteve-se dentro do pelotão. Numa imagem posterior, viu-se Gilbert lá atrás a falar com o comissário de corrida, queixando-se de má sinalização da etapa, ou seja, que pensava que o sprint especial era um quilómetro mais à frente.

Dorido, o Belga lançou-se na descida para recuperar a perda e tentar ultrapassar os homens da fuga que se mantinham em posição intermédia, o que levou obviamente nos quilómetros finais a Europcar a acelerar um pouco o ritmo do pelotão para que Gilbert não ganhasse muito tempo. O Belga não só ultrapassou muita gente como acabou por entrar no top-10 da prova e ganhar pontos à concorrência mais directa pela camisola (exceptuando Thor Hushovd.

Na frente, Jeremy Roy foi novamente incansável. Perseguindo-o estava Thor Hushovd e David Moncoutié. O Francês da Cofidis rejeitou ajudar o Noruguês a apanhar o homem da Française des Jeux. Até que a 5 km da meta, com menos de 30 segundos a separar os 3 ciclistas, Moncoutié (com a ansia de disputar a etapa) passou uns segundinhos para a frente de Hushovd, momento que o Noruguês (de forma muito inteligente) capitalizou num furioso ataque final à etapa onde iria passar que nem um foguete por um fatigado Roy que voltou a morrer na praia na chegada a Lourdes. 

Resumindo e concluíndo: Hushovd venceu com distinção, deixando Moncoutié a 10 segundos e Roy a 26. Phillipe Gilbert chegou na 10ª posição a mais de 6 minutos e marcou alguns pontos para a verde. Ganhou também 48 segundos ao pelotão, cujo primeiro foi Rojas (marcou mais pontos contra Cavendish que entretanto tinha ficado para trás no Aubisque).

Hushovd cruza a meta em Lourdes:

Sérgio Paulinho chegou a 7 minutos e 52 segundos de Hushovd (entretanto o pelotão teve um corte em dois) sem que no entanto este corte de cerca de 15 segundos tivesse afectado qualquer top-10. Rui Costa perdeu 13 minutos hoje e confessou que é possível que volte ao ataque nos próximos dias para vencer outra etapa. Com a saída de Kloden da prova e com os paupérrimos resultados que a Radioshack está a acumular (não está na discussão por nenhuma classificaçãomesmo a por equipas será muito difícil) é provavel que Paulinho também tente a sua sorte para vencer uma etapa.

Na geral, destaque para a entrada directa de Phillipe Gilbert para o 9º lugar, relegando Nicolas Roche para o final do top-10.

Na classificação por pontos, Cavendish viu-se a sua vantagem diminuída: o homem da HTC (que se diz estar a caminho da Sky na próxima época caso a sua equipa feche portas este ano) está com 264 pontos contra os 251 de Rojas da Movistar, os 240 de Gilbert e os 192 de Hushovd (exceptuando o Noruguês, os outros dois estão ao alcance de Cavendish caso voltem a vencer uma etapa ou no caso do espanhol Rojas caso vença um sprint intermédio sem que o Britânico pontue).

Na montanha, como já tinha referido ascendeu Jeremy Roy. Lidera com 45 pontos. Coloco apenas em dúvida se voltará a envergar a camisola depois do dia de amanhã, visto que só tem 5 pontos de avanço para Samuel Sanchez e como já se desgatou muito nestas duas etapas não será homem para ter a mesma sorte e energia amanhã. Sanchez será obviamente um homem preocupado em atingir uma boa posição na geral, mas caso ande pela frente receberá a camisola de melhor trepador da prova como bónus. Outro candidato assumido a esta camisola é o Belga Jelle Vanendert, que soma actualmente 34 pontos e hoje até tentou atacar no Aubisque para ver se conseguia trazer uns pontos para a classificação.Frank Schleck com 24 pontos e com a hipotese de somar muitos mais nas etapas que se seguem, também pode ser (digamos que) um “candidato involuntário a esta camisola.

Na juventude, Arnold Jeanesson continua de branco, à mesma distância de Taaramae e Rigoberto Uran. Jeanesson é um ciclista incrível e à priori não mais deverá largar esta camisola até Paris. No entanto, Taaramae e Uran já provaram que andam sempre ali pelos 20 primeiros e podem a qualquer momento surpreender o homem da Française des Jeux.

Por equipas, a Garmin como ressalva da vitória clara do seu ciclista passou para o primeiro lugar colectivo. Dispõe de uma vantagem de 5 segundos para a Leopard-Trek e de 1,25m para a Europcar. Amanhã, com a etapa complicada que temos em mãos, a Leopard-Trek deverá recuperar novamente esta classificação pois será a primeira a fechar esta classificação que é constituída pelos tempos dos 3 melhores de cada equipa em cada etapa. A Garmin terá mais dificuldade em fechar esta categoria visto que exceptuando Danielson e Vandevelde não terá um 3º homem capaz de o fazer antes da Leopard.

Olhando para a etapa de amanhã:

– Marca a despedida do Tour das montanhas dos Pirinéus e abre caminho para as terríveis etapas dos Alpes. Mais uma etapa curtinha (168,5 km) que promete ser longa entre Saint-Gaudens e o alto do difícil Plateau de Beille.

Mais um inferno para ser ultrapassado: 6 contagens de montanha e 1 sprint especial depois da 1ª contagem de montanha de 2ª categoria. Depois da primeira contagem de 2ª categoria (Portet D´Aspet) teremos uma de 1ª (Col de la Core) outra de 2ª (Col de la trape) outra de 1ª (Col de Agnès) uma de 3ª em Port de Lers e uma longa descida para a subida até Plateau de Beille (categoria especial) com vários picos acima dos 11% de inclinação.

Será a corrida dos 8 da vida airada: por um lado os manos Schleck estarão com os seus joguinhos de ataque e contra-ataque, tentando descolar quem puderem e ganhar tempo que lhes permita amortizar perdas nos alpes e no contra-relógio de Grenoble. Por outro lado, Basso (como não ataca) quererá ir na roda de quem lhe favorecer mais (neste caso os irmãos Schleck visto que o seu nível de contra-relógio é igual) Cunego (idem aspas, até para chegar ao top-3, o seu objectivo) e Evans exactamente o mesmo visto que a situação de tabela classificativa é-lhe extremamente favorável visto que é o melhor contra-relogista de todos. Por outro lado, Contador terá que atacar para amortizar as perdas para todos ou então é um homem cada vez mais fora do baralho. É indispensável que amanhã surja a melhor Saxo Bank da época. Samuel Sanchez será o outsider nesta corrida: estará desde muito cedo por conta própria, é homem de ataques, precisa de ganhar tempo a todos e se o fizer também ficará em posição privilegiada pois é substancialmente melhor no contra-relógio.

Em posição desconfortável estará novamente Thomas Voeckler, o alento dos Franceses. Amanhã será um dia terrível para o Francês. Embora esteja melhor na montanha, voltará a precisar e muito da sua equipa para impor ritmo no pelotão e terá que se desdobrar aos ataques de todos os seus oponentes. Vamos ver se o Francês está ao nível de se impor nas 6 categorias de montanha que amanhã tem pela frente.

Quem também andará decerto pela frente é Tom Danielson, Rigoberto Uran, Jeanesson, Taaramae – todos a tentar a vitória na etapa. Amanhã também se pode dar azo a fuga de homens interessantes na montanha e afastados da geral caso estejam bem: casos de Kreuziger, Léon Sanchez, Leipheimer, Zubeldia – todos eles poderão almejar a vitória em Plateau de Beille caso escapem cedo do pelotão. Excluio desta lista Gesink, Chavanel, Casar, Arroyo e Leonardo Duque pois está bom de ver que já não andam na prova a fazer rigorosamente nada.

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Samuel Sanchez vence no alto de LuzArdiden

Com os bascos a inundarem os quilómetros finais da subida para LuzArdiden, Samuel Sanchez deu uma alegria aos seus adeptos, vencendo no alto da primeira etapa dos Pirinéus.

No dia nacional de França, Thomas Voeckler deu uma alegria aos franceses, fazendo uma excelente etapa e segurando a amarela por mais um dia.

Uma etapa muito dura, com uma contagem de 1ª categoria e duas de categoria especial: o inferno do Tourmalet, seguido de LuzArdiden. A selecção natural entre quem está e quem não está para discutir esta volta e muitos pontos para o prémio de melhor trepador.

Uma fuga de 6 ciclistas começou por animar a etapa. Entre os 6 ciclistas, o Britânico Geraint Thomas da Sky, um homem que à partida estava na luta pela camisola da juventude. A fuga, condenada ao insucesso na transição do Tourmalet para LuzArdiden, chegou a ter a meio da tirada uma vantagem de 7 minutos.

Na primeira contagem do dia, a de 1ª categoria, seria a Europcar do camisola amarela Thomas Voeckler a assumir as despesas da perseguição, num ritmo ainda lento e com uma espécie de “contrato entre os principais candidatos de não atacarem não só na 1ª contagem como no Tourmalet”, contrato esse que seria cumprido.

Com os sprinters, a descolarem muito cedo do pelotão, o líder da montanha à partida para este dia (Johnny Hoogerland) atacaria na contagem de 1º categoria, tendo em vista reforçar a liderança que acabaria por perder no fim da etapa para Samuel Sanchez. Hoogerland tinha vontade, mas cedo se percebeu que não é homem para andar por estes terrenos. Mesmo perante as limitações físicas claras, o líder da montanha levou consigo outro homem com desejo de atacar esta camisola: Sylvain Chavanel. O campeão Francês também haveria de ser facilmente alcançado e demonstrou que também não tem pernas para atacar esta camisola.

Com o grupo de 6 na frente (Gutierrez da Movistar, saía, reentrava) e os dois ciclistas no posto intermédio, rapidamente tiveram a companhia de Roman Kreuziger. O checo, irreconhecível nas primeiras 11 etapas (estava a cerca de meia hora de Voeckler) e com a ausência do seu líder Vinokourov, tentou saltar com o intuito não só de também ele lutar pela montanha como quiçá tentar a luta pela etapa. O checo também haveria de quebrar, mostrando-se muito frágil em relação a outras prestações em edições anteriores do Tour, onde foi top-10.

Cedo Hoogerland haveria de ceder ao ritmo de Kreuziger e Chavanel, que tentavam alcançar os homens da frente para pontuarem na 1ª categoria, feito que não iria conseguir pois no topo, seria Mangel a alcançar os 10 pontos da 1ª categoria.

Entretanto, no pelotão, o azar bateria à porta de Luis-León Sanchez a 70 km da meta com uma avaria que ao princípio até indiciava que o corredor da Rabobank estaria a passar mal. Sanchez viria a passar mal numa fase posterior, num dia muito negro para a Rabobank que também veria Gesink a descolar do grupo do camisola amarela muito cedo e não só a hipotecar a hipótese de ficar no top 10 como a perder definitivamente a camisola branca da juventude.

Por falar em azares, no início da descida para o Tourmalet, em menos de 1 km Geraint Thomas haveria de cair por duas vezes: a primeira quando se tentou desviar de um ponto molhado do terreno e a 2ª numa curva com pouca visibilidade. No entanto, em ambos os percalços, o Galês da Sky haveria de passar sem um arranhão e continuar na fuga.

Mais tarde, seria uma queda colectiva no sítio exacto onde Thomas tinha caído. Andreas Kloden acabaria por ficar com algumas marcas numa queda onde o amarela Voeckler também haveria de cair. O respeito imposto no pelotão pela Leopard-Trek para que ninguém atacasse até que Voeckler e Kloden reentrassem levou os dois a reentrarem  no pelotão, mas Kloden também haveria de ceder uns quilómetros mais tarde, já dentro da subida para o Tourmalet. O azar também bateria à porta de Peter Velits da HTC no Tourmalet, que depois de um furo na subida nunca mais viria reentrar no grupo principal. Hoje foi um dia negro para os homens da equipa de Cavendish, visto que tanto Velits como Tony Martin acabaram por perder muito tempo, Tony Martin ainda precisa de muito para poder andar a alto nível na montanha.

No ínicio da subida para o Tourmalet, a situação de corrida mantinha-se com Mangel, Roy, Thomas e 2 companheiros de fuga na frente, Kreuziger e Chavanel em posição intermédia e o pelotão lá atrás ainda liderado pela Europcar de Voeckler.O Tourmalet seria obviamente, pela sua dureza, a selecção natural de quem ficaria e de quem abandonaria a luta pela vitória ou por um lugar de destaque nesta volta.

Logo no ínicio da subida, ficaria Gesink. Carlos Barredo ainda ficou para trás para tentar ajudar o seu chefe-de-fila, mas cedo o Holandês pediu ao espanhol que avançasse para o grupo principal de modo a ajudar Luis-León Sanchez. Em vão, pois numa única etapa, a Rabobank perderia Gesink e Sanchez pela geral, Gesink e Sanchez pela vitória na etapa e Gesink pela luta na liderança da juventude.

Com a aceleração do pelotão no Tourmalet para fazer a selecção natural de candidatos a LuzArdiden, ficaria não só Sanchez para trás como homens como Vandevelde da Garmin, Tony Martin e Linus Gerdemann. Em posição intermédia, continuava Kreuziger e Chavanel, sendo que o Checo facilmente se iria despojar do campeão Francês em prol de uma tentativa de alcançar o grupo da frente e marcar pontos no Tourmalet para o prémio da montanha, o que não viria a acontecer pois seria Roy da Française des Jeux a marcar pontos e a vencer um prémio de 5 mil euros agregado à passagem na primeira posição nesta dura subida.

Sylvain Chavanel, haveria de rapidamente ser alcançado pelo grupo do camisola amarela e passado para trás deste. O campeão Francês não está em forma, definitivamente. Kloden também era a meio da subida para o Tourmalet um homem em apuros, ficando cada vez mais para trás. Ao princípio desconfiava-se de uma avaria mecânica visto que na descida para LuzArdiden Kloden (em conjunto com Karpets) viriam a entrar no grupo principal, mas a subida para a meta haveria de confirmar que Kloden está completamente fora da discussão pela Volta a França. Restavam portanto Leipheimer e Zubeldia da Radioshack neste grupo principal. O basco e o Norte-Americano ainda andaram por ali na subida final, mas com os esticões do fim de tirada haveriam também de perder mais tempo.

Ainda no Tourmalet começaria o carrossel Voigt. O veterano Alemão de 40 anos pode ser letal no trabalho para os irmãos Schleck visto que acelera bastante o pelotão neste tipo de etapas. Perdurou na frente durante largos quilómetros, até ser rendido por colegas de equipa, homens da Saxo Bank de Contador e homens da Europcar que ainda tinham pernas para segurar o seu líder.

Já no final do Tourmalet, Andy Schleck tem uma avaria mas desta feita ninguém ataca no pelotão. Mal Schleck reentra, existe o ataque de Ten Dam da Rabobank para salvar “a honra do convento da equipa Holandesa” num dia muito duro para os seus líderes.

Na descida para LuzArdiden, a situação de corrida era a seguinte: na frente Roy e Thomas. Intermédio Kreuziger, a seguir Ten Dam, depois o grupo Voeckler e Kloden mais atrás. Kloden viria a recolar na descida. A distância do grupo Voeckler para os homens da frente era de 30 segundos e a meio da descida, um momento que iria marcar a subida final e a própria etapa: Phillipe Gilbert (que incrivelmente ainda se mantinha por ali) arrisca na descida e ganha alguns segundos, levando consigo homens como Riblon e Samuel Sanchez. Ao princípio ganham cerca de 25 segundos, tempo que seria letal para Sanchez ampliar a sua vantagem na subida e assim ganhar a etapa.

Mesmo perante os 13,3 km de LuzArdiden a uma inclinação média de 8% e depois de um Tourmalet muito difícil, Gilbert estava a pagar a promessa das afirmações em que “queria estar na frente da corrida da montanha como teste às suas capacidades” – lá está claro também a ideia do Belga em estar na frente para ver se conseguia mais uns pontitos para a verde visto que os Sprinters há muito estavam para trás.

Com a subida final, Kreuziger seria rapidamente alcançado assim como Roy e Thomas. A aceleração lá atrás não perdoava aos escapados. No grupo Voeckler, estavam todos os candidatos excepto Kloden que logo no início da subida haveria de descolar definitivamente.

A 11 km da meta, os ciclistas começam a olhar uns para os outros. Podem surgir ataques a qualquer momento, o que não acontece até aos 3km finais. Samuel Sanchez aproveitava lá na frente na companhia de um homem da lotto amealhar o máximo de tempo possível não só para vencer a etapa como para reentrar na luta pela Volta à França.

A Liquigás passava para a frente do pelotão com Sylvestre Szmid. Esta passagem subita para a frente era indicador que Basso queria o ritmo certo e estava bem para atacar, acto que muito raramente faz na montanha apesar da sua qualidade inegável como um dos melhores trepadores da actualidade. Com a subida da Liquigás para o comando do grupo Voeckler, os dois homens da Radioshack presentes no grupo (Leipheimer e Zubeldia) começaram a perder terreno. A radioshack fora da competição.

Samuel Sanchez e o homem da lotto (Vandendert) continuavam na frente da corrida, com mais de 1 minuto de vantagem, o que era tempo suficiente para vencer no alto. Ou pelo menos pensava-se assim até ao ataque ded Frank Schleck. Gilbert e Ten Dam acabariam por ser apanhados pelo grupo do camisola amarela e ultrapassados pelo mesmo, se bem que o Belga acabaria por cruzar a meta muito perto do grupo principal. Foi uma excelente etapa do campeão de estrada da Bélgica. Ao mesmo tempo que Gilbert era alcançado pelo grupo do camisola amarela, descolava o Irlandês Nicolas Roche, filho do antigo vencedor do Tour nos anos 80 Stephen Roche. Christophe Riblon também descolava, assim como Ten Dam.

Até que veio o momento essencial da tirada: os ataques dos irmãos Schleck já perto da meta. Frank começou com 2 largos esticões que ameaçaram partir o grupo e fizeram a selecção final da subida para um grupo constituído por Contador, Evans, Andy Schleck, Ivan Basso, Damiano Cunego e Thomas Voeckler acompanhado do seu colega de equipa Pierre Roland, que fez um trabalho incansável para o seu líder de equipa. Daí que na linha de meta, assegurado o objectivo da manutenção da amarela, Voeckler tenha logo abraçado o seu colega de equipa por o ter acompanhado.

Os irmãos Schleck estavam obviamente ao ataque, sabendo que Contador não estava a passar bem. Ora Voeckler, ora Basso, ora Evans iam fazendo o elo de ligação do grupo a estes ataques. No entanto, à 3ª Frank haveria de descolar em busca do duo da frente, duo que chegou mesmo a ver a cerca de 500 metros da meta. Por momentos pensou-se que o mais velho dos Schleck seria capaz de discutir a vitória na etapa, só que um safanão do belga Vandedert em Samuel Sanchez (numa excelente leitura da corrida) acabaria por despertar o espanhol na linha de meta, após 6 horas de uma dura, muito dura etapa.

Numa de parada e resposta continuava o grupo lá de trás, até que o trio composto por Basso, Evans e Andy Schleck haveria de livrar-se de Alberto Contador e ganhar-lhe uns segundos.

Síntese da etapa feita, vamos ver as distâncias ao nível do cronómeto nesta primeira etapa de montanha:

1º Samuel Sanchez (EspanhaEuskatel)
2º Jelle Vanendert (BélgicaOmega Pharma-Lotto) a 7s
3º Frank Schleck (LuxemburgoLeopard-Trek) a 10s
4º Ivan Basso (ItáliaLiquigás) a 30s
5º Cadel Evans (AustráliaBMC) a 30s
6º Andy Schleck (LuxemburgoLeopard-Trek) a 30s
7º Damiano Cunego (ItáliaLampre) a 35s
8º Alberto Contador (EspanhaTeam Saxo Bank) a 43s
9º Thomas Voeckler (FrançaEuropcar) a 50s
10º Pierre Roland (FrançaEuropcar) a 50s
11º Tom Danielson (EUAGarmin) a 1.03m
12º Arnold Jeanesson (FrançaFDJ) a 1.19m
14º Levi Leipheimer (EUATeam Radioshack) a 1.25m
17º Nicolas Roche (IrlandaAg2R) a 2.02m
18º Laurens Ten Dam (HolandaRabobank) a 2.10m
20º Haimar Zubeldia (EspanhaTeam Radioshack) a 2.53m
24º Phillipe Gilbert (BélgicaOmega Pharma-Lotto) a 3.19m
25º Rein Taaramae (EstóniaCofidis) a 3.25m
28º David Moncoutie (FrançaCofidis) a 3.55m
31º Peter Velits (EslováquiaHTC) a 4.15m
32º Christophe Riblon (FrançaFDJ) a 4.15m
35º Vladimir Karpets (RussiaKatusha) a 4.57m
36º Geraint Tomas (Grã-BretanhaSky) a 5.20m
44º Andreas Kloden (AlemanhaRadioshack) a 8.26m
46º Maxime Monfort (BélgicaLeopard-Trek) a 8.26m
48º Tony Martin (AlemanhaHTC) a 9.03m
53º Christian Vandevelde (Estados UnidosGarmin) a 10.20m
60º Sylvain Chavanel (FrançaQuickstep) a 15.03m
73º Roman Kreuziger (Rep. ChecaAstana) a 17.28m
74º Luis-León Sanchez (EspanhaRabobank) a 17.28m
75º Sérgio Paulinho (PortugalRadioshack) a 17.28m
77º Robert Gesink (HolandaRabobank) a 17.44m
163º Rui Costa (PortugalMovistar) a 33.05m

Sinal positivo:

– Samuel Sanchez: Acreditou que era o seu dia depois de alguns azares na 1ª semana. Aproveitou a boleia de Gilbert na descida para se colocar em ponto intermédio entre os da frente e o grupo do camisola amarela e aproveitou claramente a confusão no grupo da frente nos quilómetros da frente para vencer a etapa e mostrar que está presente pelo menos para lutar pelo top-3. É um bom trepador e aguenta-se muito bem no contra-relógio. Vamos ver como se porta amanhã sem o efeito surpresa.

– Jelle Vanendert: Desconhecido de uma equipa que perdeu o seu chefe-de-fila (Van der Broeck) e que tem a sua grande inspiração na pele de Phillipe Gilbert. Andou por ali à procura de qualquer coisa e não fosse o facto de apanhar o campeão olímpico de estrada pela frente teria ganho mais uma etapa para a Omega-Pharma-Lotto.

– Frank Schleck: Se Andy está marcado, Frank avançou. Contador e os restantes tem um duplo problema com os irmãos Schleck: não podem acorrer ao ataque de um e depois ao outro. É desse facto que os luxemburgueses se aproveitam. Se Andy é o principal candidato, não dêem muita corda a Frank, pois não é muito diferente do seu irmão mais novo. Quase disputou com Sanchez o final de etapa, não fosse o Belga Vandendert ter lido bem a corrida e ter lançado o sprint mais cedo. Ganhou tempo à concorrência e está merecidamente na 2ª posição da prova.

– Ivan Basso, Andy Schleck e Cadel Evans: tiveram pernas, foram pacientes e livraram-se de Contador, ganhando-se 13 segundos. Qualquer segundo agora é precioso. Podemos contar com o Italiano e com o Australiano na discussão da prova. 

– Thomas Voeckler: o menino bonito dos Franceses por ora. Superou com distinção esta etapa e continua com uma margem interessante sobre os seus rivais. Vamos ver como se comporta amanhã. Se é certo que quebre fisicamente pois não é homem para aguentar a pressão nestes dias, o que é certo é que hoje com a ajuda do seu colega de equipa esteve à altura do desafio, respondendo rapidamente a todos os ataques da concorrência. É sério candidato ao Top-10.

– Arnold Jeanesson: excelente corrida do jovem francês que dentro em diante lutará pela juventude. É sério candidato a ostentar a branca na final em paris com a quebra de Gesink hoje e é um diamante em bruto que os franceses devem lapidar para o futuro do seu ciclismo.

Sinal Negativo:

Uma dose para Kloden, Vandevelde, Karpets, Gesink, León-Sanchez e Kreuziger. Se bem que o checo tem desculpa.
Não tiveram pernas. Estão fora. Kloden não creio que desista porque devido à redução pelo que passa a Radioshack é necessária a sua presença para tentar uma fuga ou uma etapa em que ande entre os melhores e tente almejar a vitória, de modo a salvar a honra da equipa de Armstrong. Karpets andará no mesmo objectivo, assim como León Sanchez. Gesink deverá abandonar para começar a preparar a Vuelta. Kreuziger também não tem margem de manobra: perante a desfalcadíssima Astana é um dos únicos homens capazes de vencer numa etapa.

Alberto ContadorTeam Saxo Bank: Acredito perfeitamente que as dores no joelho de que o Espanhol se tem queixado nos últimos tempos sejam motivo suficiente para não ter força para atacar e o impeçam de ir mais longe do que ido agora. No entanto, notou-se um Contador muito nervoso na 1ª semana aquando das quedas ligeiras que teve e nota-se um Contador algo desconfortável e lento a reagir aos ataques adversários. Se Contador quiser a 4ª, terá que atacar já amanhã. Para o seu estado actual em muito contribuiu a falta de ajuda da sua equipa, que até tem homens talhados para lhe fazer o serviço como Daniel Navarro, ou Richie Porte. No entanto, até a sua equipa desapareceu. Já que Contador não pode fazer a diferença por si, ao menos que a equipa o prepare nas subidas.

Classificação-geral:

1º Thomas Voeckler
2º Frank Schleck a 1,49m
3º Cadel Evans a 2.06m
4º Andy Schleck a 2.17m
5º Ivan Basso a 3.16m
6º Damiano Cunego a 3.22m
7º Alberto Contador a 4.00m
8º Samuel Sanchez a 4.11m
9º Tom Danielson a 4.35m
10º Nicolas Roche a 4.57m
11º Kevin DeWeert (BélgicaQuickstep) a 5.07m
12º Phillipe Gilbert a 5.24m
13º Arnold Jeanesson a 5.50m
14º Peter Velits a 6.03m
15º Haimar Zubeldia a 7.17m
16º Rein Taaramae a 7.23m
17º Levi Leipheimer a 7.51m

Para amanhã:

– Vamos ver novamente a prestação de Voeckler na alta-montanha. Poderá o Francês aguentar o peso da amarela, ou cedê-la aos irmãos Schleck, a Cadel Evans ou a Ivan Basso? Alberto Contador, pelo que tem mostrado não chegará a amarela amanhã. Teremos ataque de Contador? Voltaremos a ter uma postura de ataque dos irmãos Schleck?

– Estou curioso também para ver Samuel Sanchez amanhã. Acabou-se o efeito surpresa. Será o homem da Euskatel homem para andar entre os primeiros?

– Quanto à Radioshack: Será que depois de um dia mau poderemos ter Kloden ou Leipheimer dispostos a honrar a casa e vencer uma etapa? A mesma pergunta ponho à Rabobank.

Na camisola dos pontos, nenhuma alteração em relação a ontem. Cavendish primeiro com 260, Rojas 2º com 242 e Gilbert terceiro com 234.

Na camisola da montanha, Samuel Sanchez sucede a Johnny Hoogerland. Quiçá o bonus de hoje pela vitória no alto de LuzArdiden seja mais um objectivo para a equipa basca: levar Sanchez ao pódio como homem da montanha. Sanchez lidera com 40 pontos, Jelle Vanendert é 2º com 32 pontos e terá também a ambição de pontuar nas contagens de montanha e em 3º Jeremy Roy com 24 pontos, fruto da fuga de hoje.

Na Juventude, Arnold Jeanesson sucede a Robert Gesink. Está com 1 minuto e 37 de diferença para Rein Taaramae da Cofidis e a luta à priori será entre estes dois. À espreita, estará o Colombiano Rigoberto Uran da SAUR (a 2.05) e o seu colega de equipa Jerome Coppel a 3.17m. Robert Gesink disse adeus a esta camisola.

Por equipas, como se previa a Leopard-Trek passou para a frente. Soma 1 minuto e 5 perante a Europcar (muito dificilmente ficará em 2º amanhã) e 2 minutos e 21 segundos sobre a AG2R La Mondiale.

Amanhã, etapa de montanha entre Pau e Lourdes na distância de 152 km. Mais uma etapa duríssima nos Pirinéus, embora com menos dificuldade que a de hoje e sem chegada ao alto.
Nos primeiros 65 km, duas contagens de montanha e 1 sprint especial: uma de 3ª e uma de 2ª categoria. A meio da etapa, contagem especial no sempre difícil Col d´Aubisque, faltando depois uma descida e uma fase em plano de cerca de 40 km até à meta, sabendo que tudo se irá decidir no Col D´aubisque com um grupo já reduzido, podendo até eventualmente haver ciclistas a recuperar na descida.

É portanto uma etapa propícia a que um dos homens que perdeu hoje muito tempo acabe por tentar uma fuga.

Para finalizar, os highlights do fim da etapa de hoje no único vídeo para já disponível no Youtube. Se me for possível tentarei colocar um video mais alargado ainda esta noite:

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9ª etapa da volta à frança

Voeckler, José António Flecha e Luis León Sanchez. Um trio de respeito no que toca às competições das clássicas da primavera, um trio de muito respeito que é muito forte neste tipo de situações de corrida e que conseguiu brilhar no dia de hoje. Se bem que o espanhol da Sky teve um acidente caricato (mais à frente) que o impediu de estar na discussão de etapa.

León Sanchez (antigo nº1 mundial do ranking UCI) deu uma vitória à Rabobank numa etapa, mas um dos ídolos dos adeptos Franceses (Thomas Voeckler) deu a alegria de vestir a amarela. Embora Voeckler seja um excelente ciclista e tenha cavado um certo fosso em relação aos seguintes da tabela classificativa, não irá aguentar por muito a camisola mas poderá ter ganho aqui a oportunidade de quiçá entrar no top-10 da prova, caso o antigo campeão nacional Francês conseguir andar por perto dos principais candidatos nas etapas de montanha. E Voeckler é um ciclista que não se dá mal com a alta montanha.

Numa etapa muito longa com chegada a Saint-Fleur que apresentava de início alguma dureza (subidas de 2ª, 3ª e 4ª categoria na expressão ciclista de rasga pernas) estes homens entraram em fuga, mas Flecha  (bom finalizador como León-Sanchez) foi impedido de discutir a etapa devido a este caricato acidente:

Depois dos abandonos nos últimos dias, mais 4 quedas aparatosas hoje que tiraram 3 ciclistas da prova e 1 da discussão de etapa: 3 importantes abandonaram (Vinokourov, Zabriskie e Van Der Broeck) ou seja, tanto a Astana como a Omega-Pharma Lotto ficaram sem os seus chefes-de-fila como a Astana acabou por perder um bom ciclista para a montanha numa queda colectiva muito ríspida. David Zabriskie e Van der Broeck também sofreram lesões físicas graves, tendo que ser transportados para um hospital da região. A queda do Norte-Americano foi muito muito feia. (ver no fim do post)

Já José António Flecha foi completamente atropelado por um carro de corrida numa situação lamentável, em que a própria organização deveria indeminizar a sua equipa e o atleta pela sua perda nesta etapa e pelas sequelas que a queda poderá dar efeito. No vídeo nota-se perfeitamente que o carro que era guiado por um membro da direcção guinou bruscamente contra o ciclista espanhol.

Este dia também ficou marcado pelo protesto de vários profissionais e das suas equipas em relação às muitas quedas que tem marcado as primeiras etapas da prova. O pelotão chegou inclusive a parar. Tem sido enorme o nervosismo que se está a apoderar dos ciclistas, e nos percursos onde existe mais estreitamento nas estradas acabam por ser os percursos onde estes acidentes estão a acontecer, pois todas as equipas tentam a todo o custo colocar os seus líderes em posições favoráveis dentro do pelotão e acaba por não haver espaço para todos.

Resumindo e concluíndo:

León-Sanchez venceu a etapa e Voeckler alcançou a amarela. Sandy Casar foi 3º e no pelotão Gilbert foi amealhar mais uns pontos para a Verde num pelotão que chegou cortado. No grupo de sprint chegou Contador, irmãos Schleck, Cadel Evans, Damiano Cunego e Samuel Sanchez – todos perderam 3.59 para León-Sanchez e 3.54 para Voeckler.

Num 2º grupo, 8 segundos depois chegou outro grupo com Leipheimer, Roche, Gesink, Kloden e Basso, o que significa que perderam mais 8 segundos para os ciclistas do 1º grupo.

Num 3º grupo, meio minuto depois chegaram Vandevelde (a 4.31 de Sanchez) Karpets (a 4.35m) Egoi Martinez (a 4.39m)

Quanto a Portugueses: Sérgio Paulinho chegou a 6.39m na 71º posição e Rui Costa aproveitou o dia para descansar do esforço da etapa de ontem chegando em 132º a mais de 16 minutos, o que demonstra que o Português não tem objectivos expressos pela equipa em lutar por um lugar de excelência na classificação da juventude.

Na geral, Voeckler lidera com 1 minuto e 49 para León-Sanchez e com 2.26 para Cadel Evans. Os irmãos Schleck vem logo a seguir com 2.29m para Frank e 2.37 para Andy. Kloden é oitavo a 2.43.

Ivan Basso é 11º a 3.36m, Damiano Cunego 12º com mais 1 segundo que o seu compatriota, Robert Gesink 15º a 4.01m e Alberto Contador 16º com mais 1 segundo que o Holandês.

Christian Vandevelde é 19º a 4.53m e Samuel Sanchez fecha o top 20 já a 5.01m de Voeckler. Vladimir Karpets é 22º a 5.05m de Voeckler e Levi Leipheimer continua a acumular tempo, sendo 37º a mais de 7 minutos.

Quem continua a somar atraso atrás de atraso é David Moncoutie (47º a mais de 11 minutos e meio) Egoi Martinez (49º a mais de 13 minutos) John Gadret (60º a mais de 18 minutos) e David Arroyo que já perdeu mais de 24 minutos, espectando-se claro que Arroyo esteja aqui a preparar a Vuelta.

Quanto aos Portugueses, Rui Costa desceu à 62ª posição a quase 19 minutos da liderança enquanto Paulinho é 107º a mais de 36 minutos de Thomas Voeckler.

Nos pontos, Gilbert aumentou a sua vantagem com o sprint final no pelotão para Rojas. O Belga (agora sem a ausência do seu chefe-de-fila contará com a sua equipa para o guiar à vitória nesta camisola) tem 212 pontos contra os 172 de Rojas que não marcou um único ponto hoje e jamais deveria marcar visto que é um ciclista que não consegue andar na frente na montanha. Mark Cavendish também não marcou pontos e ficou com os seus 153. Hushovd também permaneceu nos 137 e a montanha que aí vem até pode ser benéfica a Gilbert para marcar pontos visto que é um ciclista que consegue suportar muito bem as montanhas. Já os outros andarão nos grupos dos sprinters e tenho duvidas que Cavendish fique até Paris. O único ciclista capaz de suportar muito bem as montanhas é Thor Hushovd, mas dificilmente deverá marcar muitos pontos nas etapas de montanha. Quem também está muito bem posicionado nesta classificação é Cadel Evans, com 135 pontos – sabendo que o Australiano deverá rodar na frente nas etapas de montanha, daqui pode vir uma ameaça aos sprinters que almejam a vitória na verde em Paris.

Na classificação da montanha, mudança de dono da camisola como se esperava: Johnny Hoogerland (o outro ciclista que caiu no acidente de Flecha) lidera com 22 pontos. Voeckler é 2º com 16 pontos e quem sabe se aqui não está um dos objectivos do Francês para as etapas de montanha, sabendo os antecedentes desta camisola e a pretensão que os ciclistas Franceses tanto tem por envergá-la visto que não são capazes de chegar à amarela. A camisola foi envergada nos últimos anos por Virenque (ciclista que mais venceu a categoria na história da prova) Jalabert ou Christophe Moreau.

Rui Costa é 4º na classificação da montanha com 5 pontos.

Na Juventude, Gesink lidera uma classificação que em princípio será sua dispondo de 51 segundos de vantagem para Taaramaid da Cofidis e 1 minuto e 20 para Arnold Jeanesson da Française des Jeux.

Para terminar, as quedas de David Zabriskie e Vino. Muito muito feias.

Com estas primeiras abordagens de montanha entramos no momento da decisão da prova, embora aa próxima etapa (será na terça-feira pois amanhã tratar-se à do primeiro dia de descanso da prova) seja muito idêntica à de hoje, excepto o facto de apenas ter 3ªs e 4ªs categorias a meio da tirada.

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