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Francesco Gavazzi vence na Vuelta

Depois da vitória de Froome em Peña Cabarga que aproximou (em 7 segundos) o ciclista da Sky da liderança de Cobo (2º em Peña Cabarga) hoje foi a vez de Francesco Gavazzi vencer na Vuelta (italiano da Lampre que esteve em destaque na Volta a Portugal com algumas vitórias em etapas) culminando em grande estilo uma fuga de vários ciclistas entre os quais novamente o Português Sérgio Paulinho, tendo sido novamente infeliz nos quilómetros finais da tirada.

A etapa entre Solaris e Noja tinha algumas dificuldades a meio do percurso, entre as quais uma contagem de 1ª categoria. Desde cedo, um grupo de fugitivos de 8 elementos com homens como Gavazzi, Paulinho, Joaquin Rodriguez, Gustov e Matteo Montaguti  (entre outros) trilhou o seu caminho sem grande oposição por parte do pelotão até à chegada, onde o italiano da Lampre foi mais forte.

No pelotão, o duo da frente da corrida chegou ao mesmo tempo. Mesmo com 13 segundos de atraso, Christopher Froome acredita que será possível roubar a camisola a Juan Cobo antes da etapa de consagração em Madrid. Resta-lhe portanto jogar amanhã ou no sábado.

Classificação Geral:

1º Juan José Cobo (EspanhaGeox)
2º Christopher Froome (Team SkyGrã-Bretanha) a 13s
3º Bradley Wiggins (Grã-BretanhaTeam Sky) a 1.41m
4º Bauke Mollema (HolandaRabobank) a 2,05m
5º Denis Menchov (RussiaGeox) a 3.48m
6º Maxime Monfort (BélgicaLeopard) a 4.13m
7º Vincenzo Nibali (ItáliaLiquigás) a 4.31m
8º Jurgen Van der Broeck (BélgicaOmega-Pharma Lotto) a 4.45m
9º Daniel Moreno (KatushaEspanha) a 5.20m
10º Mikel Nieve (EuskatelEspanha) a 5.33m

Nas outras camisolas:

– Com a fuga de hoje, Joaquin Rodriguez atingiu o seu objectivo e recuperou a camisola verde depois de a ter perdido ontem para Mollema. 8 pontos nos sprints especiais e 8 pontos na chegada valem com que “Purito” lidere a classificação com 106 pontos contra os 101 do Holandês. Juan Cobo tem 92. Iremos decerto assistir a uma enorme luta pelos sprints bonificados até ao final da prova entre estes dois ciclistas.

– Na montanha, Monteo Montaguti fez um assalto final à camisola de David Moncoutie. O italiano da AG2R andou na fuga com o propósito de pontuar na montanha que se foi ultrapassando no decorrer da etapa. Montaguti marcou 13 pontos. Moncoutie lidera com 63 com os 56 do italiano e os 42 de Cobo. Desengane-se quem pensa que esta luta está fechada. Amanhã e sábado ainda existem montanhas para ultrapassar e estes dois ciclistas irão fazer marcação cerrada entre si, sendo expectável que saiam em fuga.

– No prémio combinado, Cobo é 1º, Froome 2º e Mollema 3º.

– Por equipas, a Geox já assegurou praticamente a vitória. Tem 10 minutos de avanço para a Leopard e quase 18 para a Euskatel.

Em relação à etapa de amanhã (Noja-Bilbao):
– Etapa com grau médio de dificuldade com uma parte final onde até podem ser trilhadas diferenças. Começa com 2 contagens de 3ªa categoria e acaba com 2 de 2ª categoria, sendo que a última termina precisamente a 14km da meta. Será portanto um bom dia para Froome tentar o assalto à 1ª posição da prova assim como Mollema irá querer contrariar o actual 3º lugar de Wiggins.
Tem 2 sprints bonificados pelo meio.

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Quem és tu Christophe Froome?

É a interrogação que é feita por meio mundo ligado ciclismo.

O “semi-desconhecido” Christopher Froome da Team Sky (digo semi-desconhecido visto que na sua página da wikipédia diz que nasceu no Quénia, viveu na África do Sul mas tem nacionalidade Britânica e aos 27 anos a vitória mais importante que alcançou foi numa etapa da Volta ao Japão) lidera a Vuelta quando estão cumpridas 10 das 20 etapas. Hoje foi dia de descanso.

Froome surpreendeu todo o mundo do ciclismo ontem ao ser o único homem no contra-relógio em Salamanca a perder menos de 1 minuto (59 segundos precisamente) para o veloz Tony Martin da HTC. Outros contra-relogistas de classe como o seu companheiro de equipa Braddley Wiggins (perdeu 1.22m) Fabian Cancellara (1.27m) ou Janez Brajkovic (1.57) acabaram por perder mais tempo.

No contra-relógio, os Portugueses surpreenderam. Tiago Machado foi 7º a 1.37m de Martin, tempo que lhe garante para já o 16º lugar a 3.28m de Froome e a escasso minuto e quinze segundos do 10º classificado da prova, o seu companheiro de equipa Haimar Zubeldia.

O jovem bairradino Nélson Oliveira foi 12º no contra-relógio, confirmando as credenciais que o apontam como um dos melhores contra-relogistas do futuro do ciclismo mundial. Perdeu 2 minutos e 19 segundos para Martin.

Na geral individual, é este o panorama à 10ª etapa:

1º Christopher Froome (Grã-BretanhaTeam Sky)
2º Jakob Fulsang (DinamarcaTeam Leopard) a 12 s
3º Braddley Wiggins (Grã-BretanhaTeam Sky) a 20s
4º Vincenzo Nibali (ItáliaLiquigás) a 31s
5º Frederik Kessiakoff (SuéciaAstana) a 34s
6º Maxime Monfort (BélgicaLeopard-Trek) a 59s
7º Bauke Mollema (HolandaRabobank) a 1.07m
8º Juan José Cobo (EspanhaGeox) a 1.47m
9º Janez Brajkovic (EslovéniaRadioshack) a 2.04m
10º Haimar Zubeldia (EspanhaRadioshack) a 2.13m
11º Marzio Bruzeghin (ItáliaMovistar) a 2.15m
12º Jurgen Van der Broeck (BélgicaOmega Pharma-Lotto) a 2.21m
13º Denis Menchov (RússiaGeox) a 2.35m
14º Joaquin Rodriguez Oliver (EspanhaKatusha) a 3.23m
16º Tiago Machado (PortugalRadioshack) a 3.38m
17º Nicolas Roche (IrlandaAG2R) a 3.47m
19º Daniel Moreno (EspanhaKatusha) a 3.59m
22º Michele Scarponi (ItáliaLampre) a 4.22m
28º Carlos Sastre (EspanhaGeox) a 6.48m
33º Luis Léon-Sanchez (EspanhaRabobank) a 10.10m
34º David Moncoutie (FrançaCofidis) a 10.28m
36º Sylvain Chavanel (FrançaQuickstep) a 10.51m
39º Vladimir Karpets (RússiaKatusha) a 14.37m

Froome, Fulsang e Kessiakoff são para mim as grandes surpresas do top-10. Estão a fazer uma excelente Vuelta e pelo que tenho visto, os dois últimos arriscam-se a lutar pelo pódio. Já o actual líder da prova é um homem “semi-desconhecido” cujo potencial ninguém conhece muito bem – veremos se conseguirá aguentar o peso da camisola, a exigência e dureza da prova e a concorrência ou se este resultado foi fruto do acaso.

Maxime Monfort – Estará em grande condição de forma? Se estiver, é um sério candidato à vitória.

Bauke Mollema – Não é à toa que ocupa o 7º lugar da classificação. Na razia que acabou por constituir o Tour para a equipa da Rabobank, foi Mollema o único corredor da equipa a dar nas vistas. É um homem que se sente bem na média montanha e defende-se de forma razoável no contra-relógio. Já envergou a camisola vermelha e o minuto e sete segundos que o separa da liderança não é uma barreira intransponível.

Janez Brajkovic continua por perto. Tem andado algo escondido. No entanto, creio que até Joaquin Rodriguez que é 15º (já venceu nesta Vuelta e já envergou a camisola vermelha) tudo é possível.

Carlos Sastre – Devia mudar o nome para Carlos (De)Sastre. Depois da vitória no Tour e das sucessivas mudanças de equipa, não acerta uma para a caixa. Qualquer dia, anda por aí a correr em estradas portuguesas.

Luis-León Sanchez – Alguém não se apercebe que o espanhol não é corredor para as grandes voltas e que colocá-lo nas grandes voltas mesmo que seja para ganhar etapas é desperdício?

David Moncoutie e Sylvain Chavanel – Mais do mesmo; prometem muito e cumprem pouco. Ainda bem que os franceses tem uma geração melhor a despontar.

Vladimir Karpets – Horrível. Há 10 anos atrás era este o grande talento do ciclismo mundial. Uma carreira que não é mais do que um tiro ao lado.

Nas outras classificações:

– Fruto das vitórias que obteve em duas etapas, Joaquin Rodriguez Oliver da Katusha tem a camisola verde dos pontos. Lidera com 74 pontos contra os 62 pontos de Bauke Mollema e os 50 do Eslovaco Peter Sagan da HTC. Estamos perante uma classificação estranha onde o primeiro sprinter puro é o espanhol Pablo Lastras da Movistar na 6ª posição com 48 pontos.

– A camisola da montanha é pertença do Irlandês Daniel Martin da Garmin com 25 pontos. Lidera contra os 23 do italiano Matteo Montaguti AG2R com 23 pontos e os 20 de Daniel Moreno da Katusha. As grandes etapas de montanha ainda estão para vir.

– A camisola do Prémio Combinado pertence a Bauke Mollema da Rabobank.  O 2º é Joaquin Rodriguez e o 3º Daniel Moreno.

– Por equipas lidera a Leopard-Trek. Roubou a liderança à Radioshack após o contra-relógio. A equipa dos portugueses Tiago Machado, Nélson Oliveira e Sérgio Paulinho está a 7 segundos. A 2.07 está a Rabobank.

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