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os 10 melhores do ano para a Biciclismo

O Site Biciclismo.com, portal espanhol especializado na modalidade, está a promover um concurso na sua página de facebook para a nomeação dos 10 melhores ciclistas do ano 2012.

Bastará aos utilizadores deixar na barra de comentários os 10 nomes deste ano velocipédico. Eu já fiz a minha escolha e optei pelos seguintes 10: Rui Costa (Portugal\Movistar), Braddley Wiggins (Reino Unido\Team Sky), Peter Sagan (Eslováquia\Liquigás), Joaquin Rodriguez (Espanha\Team Katusha) Philippe Gilbert (Bélgica\BMC), Alexandre Vinokourov (Casaquistão\Astana), Christopher Froome (Reino Unido\Team Sky), John Degenkolb (Alemanha\Team Argus), Michelle Scarponi (Itália\Lampre), Ryder Hesjdal (Noruega\Garmin).

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o talentoso purito rodriguez

Tenho visto as etapas da Vuelta. Excepto uma ou outra, tenho gostado do que estou a ver. Algumas notas muito breves:

1 – John Degenkolb – 4 viórias para este jovem Alemão de 23 anos. Degenkolb não tem oposição nas estradas espanholas. Ainda hoje vi Boonen e Greipel a correr nas estradas holandesas na Clássica dos Grandes Portos. Não é tirar mérito a Degenkolb. Com ou sem oposição, fazer 4 na Vuelta não está ao alcance de qualquer um, muito menos de um jovem que corre numa equipa da divisão Continental. (a Argos-Shimano). Com Boonen e Greipel a coisa poderia ser diferente. No entanto Degenkolb está aí para discutir os campeonatos do mundo muito em breve. É pena que o Alemão vá perder a camisola verde em Madrid para Purito Rodriguez ou Alberto Contador. Apesar das 4 etapas, os dois da frente irão marcar muitos pontos nas chegadas de montanha.

2. Philip Gilbert – Andou escondido durante a época 2012 e não parecia ser o super foguete de 2010 e 2011. Em Barcelona, no Parque Montjuic tudo se alterou. Para bem, o ciclismo precisa de homens como Gilbert, homens que dão espectáculo em qualquer terreno. A BMC agradece (Gilbert é um corredor que ganha 1,2 milhões de euros por ano) e para a selecção Belga, tendo em conta os próximos mundiais de estrada e os momentos de forma muito a desejar dos seus sprinters Van Avermaet e Tom Boonen. Ainda por cima, quando o traçado dos próximos mundiais é tão ao jeito do Belga.

3. Purito Rodriguez – Fantástico. É o meu favorito para esta Vuelta e, sem falsa modéstia, é o melhor trepador da actualidade. A forma como tem atacado as etapas e atacado nas etapas revela uma enorme vontade de vencer Alberto Contador. Essa vontade revelou-se ainda mais no contra-relógio da semana passada onde Purito perdeu pouco mais de 1 minuto para o homem da Saxo Bank quando toda a gente previa que perdesse pelo menos 3. Precisa claramente de experimentar o tour.

4. Alejandro Valverde – Na sua melhor forma. Na montanha tem estado soberbo, mesmo perante a ausência dos seus companheiros de equipa, incluíndo a decepção Cobo (relembro que é o vencedor em título da prova). Perdeu para Contador e Froome no contra-relógio mas na montanha tem minimizado as perdas para Contador e tem ganho tempo ao Inglês. Amanhã em Lagos de Covadonga irá por 1 de 2 caminhos: ou tem o seu habitual dia mau ou pode aproximar-se do duo da frente. Tenho em crença que o pódio não lhe escapa.

5. Christopher Froome – A sky tem feito o trabalho do costume. Uran e Henao tem puxado o seu líder na montanha. O Britânico está a pagar caro a forma evidenciada no Tour. Se estivesse na forma de Julho, Contador e Purito teriam que dobrar os actuais esforços para anular o homem da Team Sky.

6. Alberto Contador – Tem feito o que lhe compete. Ataca na montanha e dá espectáculo. Ganha no contra-relógio. Tem uma equipa a fazer um trabalho soberbo na montanha com os portugueses Bruno Pires e Paulinho a partir tudo dentro do grupo dos candidatos. Tudo bem feito, não fosse o facto dos homens da Katusha (Rodriguez e Moreno) não terem um único dia de deslize.

7- Rabobank – Ainda não é o ano de Gesink. O Holandês ainda é muito tenro em vários departamentos, principalmente no contra-relógio. No entanto a equipa holandesa está de parabéns com a inserção de 3 ciclistas nos 15 primeiros (Gesink, Ten Dam e Mollema). Já agora, Mollema promete para os próximos anos. Faz muito que o digo.

8. Maxime Monfort – Não há ninguém que trabalhe o psicológico deste ciclista belga? Talento não lhe falta. Experiência também não. O que é que está a falhar?

9. Andrew Talansky – 23 anos para este homem da Garmin. Mais um que vai dar que falar nos próximos anos. Peixe na água na alta montanha e na luta contra o cronómetro. Tem tudo para ser o norte-americano do futuro nas grandes provas.

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Le Tour de France 2011 (Preview)

Ultrapassadas algumas memórias passadas da competição, aceito o desafio lançado pelo meu amigo Aron Von Meurs para fazer um preview da edição deste ano do Tour de France, cuja apresentação das equipas realizou-se hoje e cuja competição começa no sábado (contrariamente ao tradicionalismo de começo de competição) com uma etapa em linha que liga Gois La Barre-de-Monts a Mont des Alouettes Les Herbiers.

Em primeiro lugar quanto às etapas:

– O Tour começa com uma etapa em linha e logo no domingo teremos o espectáculo de um contra-relógio por equipas que poderá estabelecer as primeiras diferenças entre favoritos. Serão 23 km em Les Essarts.

– Até à 12ª etapa nada de montanha. A 9 e 10  de Julho, as primeiras etapas acidentadas. No dia Nacional de França, a chegada à terrível estância de Sky de LuzArdiden no primeiro teste de alta-montanha nos Pirinéus. Na etapa seguinte, a Ligação entre Pau e Lourdes cruza os Pirinéus e no dia seguinte o mais duro dos testes com chegada final a Plateau de Beille. Estas 3 etapas farão perceber quem está e quem não está na prova.

– Nos Alpes, a chegada a Gap na 16ª etapa pode causar problemas assim como as etapas seguintes (Pinerolo, Serre Chevalier e o mítico Alpe D´Huez). Este ano a prova não vai ao terrível Mont Ventoux.

– Para terminar e antes da equipa da consagração, um contra-relógio de 42,5 km em Grenoble que promete ser de uma dureza ímpar.

Para fazer esta preview, em vez de enunciar os eventuais favoritos à vitória e às respectivas camisolas prefiro fazer uma cobertura equipa a equipa.

Assim sendo:


Alberto Contador parte o Tour de 2011, em busca da sua 4ª vitória na prova, num ano que foi muito conturbado para o ciclista Espanhol.

Primeiro pela mudança mais que prevista da Astana para a Team Saxo Bank, após a contratação (também prevista há muito) dos irmãos Schleck por parte de uma nova equipa do pelotão pro-tour chamada Team Leopard-Trek, cuja sede é no Luxemburgo.

Depois pelas sucessivas interrogações sobre a presença do Espanhol no Tour devido aos escândalos de doping em que pressupostamente existiram provas de que esteve envolvido, mas cujo ciclista espanhol saiu ilibado das acusações que pendiam sobre si. O arrastar das batalhas judiciais que Contador travou este ano só deram frutos quanto a uma participação no Tour há poucos meses atrás, mas nem por isso deixa cair o favoritismo principal do Espanhol à vitória até porque venceu a passada edição do Giro de Itália com uma facilidade que espantou toda a gente.

Atrás de si, traz uma excelente equipa da Team Saxo Bank, preparada para auxiliar o seu chefe de fila nesta missão. Bons aguadeiros como Benjamin Noval, Daniel Navarro, o Australiano Richie Porte (poderá ser o plano B da equipa caso Contador falhe na montanha, visto que o Australiano tem-se mostrado um ciclista bastante completo e embora tenha a missão de ajudar o espanhol à vitória neste Tour, andará sempre ali por perto à semelhança do trabalho que já tinha feito para Contador no Giro onde seria 7º classificado e camisola da Juventude) os irmãos Sorensen e Matteo Tosatto.

Uma equipa muito forte aquela que Contador leva para terras francesas. O seu director desportivo é o antigo ciclista Britânco Bradley McGee.

Inseparáveis. Irmãos Schleck.

Contra Contador, correrão os irmãos Schleck. Andy é o 2º favorito à conquista da prova e quererá desforrar-se da vitória do Espanhol do ano passado, tendo todas as capacidades para tal visto que é um excelente trepador como Contador e ao nível do contra-relógio as suas forças equilibram-se.

A sua nova equipa (Leopard-Trek) também apresenta uma equipa capaz de trabalhar em prol do seu líder, com Linus Gerdemann (um homem que para além de ter a missão de ajudar Schleck é capaz de ter ordens para fazer umas escapadas em algumas tiradas com o intuito de vencer etapas) Jens Voigt (um veterano de luxo para trabalhar para Contador e com a mesma missão de Gerdemann) Frank Schleck (inseparável do irmão) e o veterano sprinter Stuart O´Grady para as etapas em linha (poderá em muito beneficiar do excelente trabalho que Voigt faz no final dessas equipas) e para a discussão da camisola dos pontos, onde o Australiano não sendo um dos principais favoritos poderá muito bem ter uma palavra a dizer.

A Eskautel Euskadi aparece em cenário no Tour com Samuel Sanchez como chefe-de-fila. Sanchez é sempre um nome a ter em conta para a geral, mesmo sabendo que logo no 2º dia devido às condições da sua equipa deverá perder algum tempo no contra-relógio por equipas.

No entanto Samuel Sanchez está em grande forma, é um trepador nato e não se dá mal com contra-relógios longos. Já venceu a Vuelta e já provou ser capaz de bater Contador em várias ocasiões durante os últimos anos. Caso não lute pela geral por qualquer motivo que o impeça, é sempre um nome a ter em conta para vitórias individuais em tiradas de montanha.

Terá companhia de uma renovada Euskatel, que tem como 2º corredor Egoi Martinez. A equipa é dirigida por Igor Gonzalez Galdeano, outro ex-ciclista que conhece muito bem as etapas e a dureza do Tour.

A Omega Pharma-Lotto é uma equipa completamente virada para a discussão das etapas em linha e da camisola dos pontos. Aparecendo Jurgen Van Der Broeck como falso chefe-de-fila, as principais vedetas são o Sprinter André Greipel (um dos principais candidatos à vitória na camisola verde dos pontos) o Belga Phillipe Gilbert, que poderá ser candidato a fugir numa etapa e a vencer e que decerto será o melhor classificado da equipa na geral visto que é um homem que consegue andar sempre pelos 20 primeiros na montanha

A Rabobank traz Robert Gesink. O Holandês já provou em outras grandes voltas (caso das últimas 3 edições da Vuelta) ser um homem talhado para a discussão das mesmas. É um excelente trepador que pode andar ali pelas primeiras posições mas dúvido que seja capaz de lutar taco a taco pela vitória na geral visto que é pior no contra-relógio que Contador e Schleck. No entanto, as suas hipóteses de chegar ao pódio final em Paris são imensas: tanto nos 3 primeiros como com a camisola da Montanha envergada. Deverão ser esses os propósitos da equipa Holandesa para Gesink: camisola da montanha, lugar no pódio e vitórias individuais em etapas de montanha.

Para acompanhar o ciclista Holandês, a equipa montou uma interessante equipa que compõe Juan Manuel Garate, Carlos Barredo (corredor que pode surpreender numa fuga; se bem se lembram foi aquele que uma vez deu um murro no nosso ciclista Rui Costa) e Luis-Leon Sanchez que saiu da acabada Caisse D´Epargne para a Rabobank. O Espanhol poderá ter um contributo interessante para Gesink ou poderá ser alternativa a Gesink visto que também é um corredor que se safa muito bem na média e alta montanha. Leon Sanchez era até à uns meses atrás o líder do ranking UCI.

Thor Hushovd – Um dos melhores sprinters da última década. O meu favorito.

Outras das equipas mais fortes e sobretudo mais completas é a americana Garmin.

A Garmin traz como chefe-de-fila o experiente sprinter Norueguês Thor Hushovd. Embora os resultados de Hushovd tenham vindo a decair este ano após a vitória em 2010 no campeonato do mundo de estrada, o experiente sprinter de 32 anos é sempre favorito à vitória no sprint e à camisola verde. No entanto os resultados do Noruguês tem deixado a desejar no ano 2011 onde apenas ganhou a 4ª etapa da Volta à Suiça e ficou no 8º lugar do Paris-Roubaix e não existem certezas quanto à possibilidade de vermos um Hushovd ao seu melhor nível.

Se olharmos para os restantes nomes de Garmin vemos porque é que é a equipa mais completa da prova. Hushovd não é o único sprinter de renome na Garmin, existindo também as hipóteses Tyler Farrar (este em melhor forma depois de ter vencido uma etapa no Tirreno-Adriático, a classificação por pontos da Volta ao Algarve, o Troféu de Palma de Maiorca e de ter sido 3º na clássica Gent-Welwegem) e Ryder Hesjdal que em princípio trabalhará para Hushovd e Farrar não esquecendo que também é um bom rolador e um bom finalizador de etapas.

Ao nível da montanha e da classificação geral, os Norte-Americanos trazem Christian Vandevelde, David Zabriskie e David Millar. Vandevelde e Zabriskie são homens para andar nos terrenos mais duros e quiça espreitar a vitória em etapas de montanha e o top 5. Millar será aposta nos contra-relógios.

A Astana aparece com outra face no Tour deste ano após saída de Contador. Alexandre Vinokorouv, actual rosto da Astana teve de montar uma nova equipa de modo à equipa sem competitiva depois de anos em que ter super-esquadras com Contador, Armstrong, Kloden e Leipheimer.

Vinokourov será sempre um nome a ter em conta para as etapas de montanha, para a geral e para a equipa lutar por um ou outra etapa. No entanto, creio que toda a equipa estará em torno do verdadeiro líder que é o Checo Roman Kreuziger, um ciclista em ascensão no panorama ciclista mundial que já provou estar incluído no lote dos possíveis favoritos à vitória. Para o ajudar terá Vinokourov, Di Gregório, Fofonov e Paolo Tiralongo.

Kloden – Qual o seu papel na Radioshack. Suporte a Brajkovic, suporte a Leipheimer ou correrá por conta própria?

A seguir aparece a Radioshack, outra das fortíssimas formações nesta prova.

Basicamente, quase toda a Astana dos últimos 2 anos à excepção de Contador e do retirado Armstrong.

Uma equipa muito forte que promete dar luta na montanha. Como chefe de fila o Eslovaco Janez Brajkovic, à semelhança de Kreuziger outra das promessas confirmadas do ciclismo mundial. O Eslovaco tem imenso talento e pertence à nova geração de ciclistas daquele país, mas experiencias passadas na Vuelta mostraram que pode liderar provas por etapas mas que falha nos momentos decisivos. Veremos se Brajkovic (com a super equipa que dispõe) aguenta-se neste tour. A equipa não dependerá apenas de Brajkovic para atingir os seus objectivos (vencer o Tour, vencer o maior número de etapas) visto que tem homens como Levi Leipheimer, Andreas Kloden (qualquer um deles poderá discutir a prova) Christopher Horner, Murayev, Sérgio Paulinho, Popopych e Haimar Zubeldia – estes últimos trabalharão para os primeiros 3 mas qualquer um é capaz de dar ares da sua graça na prova numa vitória em etapa, por exemplo.

A Team Radioshack é de longe a equipa mais virada para a montanha. Johann Bruyneel assume o comando da equipa.

Rui Costa – espero que o possamos ver na montanha ou numa fuga. Esperamos que possa dar uma vitória numa etapa ao nosso país como deu Sérgio Paulinho no ano transacto.

A Movistar (ainda Caisse D´Epargne) surge à semelhança da sua antecessora como uma equipa outsider no meio de tanta qualidade que se pode evidenciar aqui no Tour.

David Arroyo é o seu líder. É um corredor que já fez sucesso em Portugal ao serviço da extinta LA-PECOL e da sua sucessora. Um bom corredor de montanha, razoável contra-relogista que poderá entrar facilmente no top 10 da prova. Mais que isso será pedir demasiado ao ciclista espanhol.

Para além de Arroyo, a Movistar tem alguns corredores interessantes como o Português Rui Costa, Imanol Erviti, Vasil Kirienka e Jose Joaquim Rojas, todos eles muito talhados para fugas (especialmente o Português e Rojas).


Segue-se a Liquigás de outro dos principais candidatos: Ivan Basso. Melhor, de um dos eternos candidatos: Ivan Basso. As características de Basso na montanha são inegáveis; no Contra-Relógio tem melhorado em muito. Este é um dos anos do “now or never” para o Italiano.

Para o secundar, estarão o polaco Maciej Bodnar, Fabio Sabatini e Sylvestre Szmid.

A AG2R Mondiale entra no Tour com o propósito do costume: vencer etapas! Para isso conta com o Irlandês Nicolas Roche (filho do mítico vencedor Stephen Roche) um homem talhado para fugas e que mesmo na média montanha não se dá nada mal.

Para a montanha, a AG2R apresenta dois homens: Christophe Riblon e John Gadret. Este último tem conseguido resultáveis bastante aceitáveis na alta montanha, estando no top 10 do Giro deste ano. Poderá ser um joker a usar para uma classificação no top 10 e quem sabe algumas vitórias na alta montanha.

A Sky apresenta-se com o chefe-de-fila do costume: o Britânico Braddley Wiggins – muito regular, Wiggins poderá intrometer-se na luta pelo pódio. Mais que isso creio ser improvável.

Na sua equipa tem Flecha (um especialista nas fugas e consequentemente excelente finalizador de etapas nesse aspecto) Simon Gerrans (idem aspas) o Sprinter Edvald Boasson Hagen (um homem que se pode intrometer nos Sprints e quiçá lutar pela verde) e Xavier Zandio, um homem para acompanhar Wiggins na montanha.

A Quickstep apresenta  novamente como seu chefe-de-fila Sylvain Chavanel, o homem em que todos os Franceses depositam a confiança de vitória no 14 de Julho, dia nacional Francês. Chavanel dispensa apresentações e todos sabemos o que é capaz de fazer. No entanto, creio que não será desta que os Franceses poderão sonhar em ver em Francês vestido de amarelo em Paris. Chavanel será um forte candidato à camisola de melhor trepador. 

A Quickstep tem também dois dos melhores sprinters em prova: Tom Boonen e Gerald Ciolek, dois favoritos a etapas discutidas ao sprint e à camisola verde.

A BMC tem Cadel Evans, outro dos crónicos candidatos ao Tour. Evans terá aqui também uma das últimas oportunidades de se consagrar vencedor em Paris. A sua equipa tem uma equipa interessada montada à sua volta com Burghardt, Hincapie, Moinard e Quinziato. Terão que se redobrar em esforços para levar o seu líder ao máximo onde puderem.

A Française Des Jeux não apresenta nada de novo. Uma equipa totalmente francesa com o líder a ser novamente Sandy Casar. Objectivo: vencer pelo menos uma etapa.

A Cofidis apresenta-se em prova com o Estoniano Rein Taraamae como chefe-de-fila. É mais um para se envolver nas lutas com os mais fortes dessa variante e quiçá trazer uma vitória de etapa para a equipa Francesa. Será muito difícil a tarefa do Estoniano tendo em conta nomes como Boonen, Cavendish, Petacchi, Ciolek…

Ao nível da montanha, a equipa poderá contar com o Colombiano Leonardo Duque (terá interesse na camisola da montanha e quiçá numa boa classificação na geral) e David Moncoutie, à partida um homem para ficar nos 20 primeiros e tentar a sua sorte numa fuga.

A Italiana Lampre apresenta-se com Damiano Cunego, outro dos homens a ter em conta para a montanha. As últimas prestações de Cunego no Tour deixaram a desejar. Vamos ver se é desta que o ciclista Italiano confirma as suas credenciais de trepador.

Petacchi é o homem da equipa para a luta pela vitória nas etapas em linha e quem sabe a camisola verde, se o Italiano desta vez tiver com disposição para ultrapassar as montanhas, coisa que raramente acontece.

O mesmo se pode dizer de Mark Cavendish, o principal candidato a limpar as primeiras etapas de Tour. Dispensa apresentações.

Numa equipa com bons ciclistas de trabalho (HTC Columbia) como Bernard Eisel (talvez mais que um homem de trabalho) Peter Velits (também finaliza muito bem) Mathew Goss (pode  ganhar uma etapa caso entre em fugas) Mark Renshaw e Tony Martin, a Columbia tentará sair do Tour com o máximo de vitórias possíveis. 

Para terminar, as 4 formações mais débeis do pelotão do Tour:

– a Francesa Team Europcar com Thomas Voeckler, um nome sempre a ter em conta para umas vitórias de etapa, visto que já chegou a andar de amarelo em duas edições do Tour.

– A Team Katusha líderada por Vladimir Karpets, talvez um dos ciclistas que mais potencial apresentava na última década e que passou ao lado de uma grande carreira. Karpets também é um nome a ter em conta para uma eventual etapa de montanha. A Katusha também traz Mikail Ignatiev e Alexandr Kolobnev, dois homens muito perigosos no que toca a fugas.

– A Vacansoleil e a SAUR-Sojasun, equipas que me são desconhecidas ao nível de potencial.

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