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António Arnaut

Foto: Manuel Moura (Agência Lusa)

O criador do Serviço Nacional de Saúde António Arnaut foi crítico ao apontar o dedo do Governo Socialista quanto à limitação por parte deste da isenção de taxas moderadoras aos utentes pensionistas e desempregados com rendimentos abaixo do Salário Mínimo Nacional.

Nas palavras do histórico Socialista: ” “Quando um Governo aumenta as taxas moderadoras é porque já ultrapassou as fronteiras da razoabilidade (…) se os sacrifícios fossem equitativamente repartidos, não seria necessário estendê-los às classes que são sacrificadas há milénios.”

Arnaut foi mais longe ao afirmar: “um governo socialista aumentar as taxas moderadoras é como se circulasse numa rua de sentido proibido. (…) a saúde é um direito fundamental” consagrado na Constituição da República como “tendencialmente gratuito e não tendencialmente pago.
“Um socialista ético não pode tomar uma medida destas. Esse aumento, apesar de reduzido, vai sobrecarregar muitas pessoas que contam o seu dinheiro por cêntimos.

Continuando a sua enorme luta por uma maior justiça social no nosso país, Antonio Arnaut também afirmou que “O princípio ético do Estado Social é de que cada um deve pagar impostos segundo as suas possibilidades. Deixaram-se imunes a estes sacrifícios os grandes capitalistas que auferem grandes rendimentos” e que “os mais carenciados, que precisam de mais proteção do Estado, continuam a ser sacrificados”.


António Arnaut continua a tentar alcançar aquele que foi o seu maior objectivo de vida: a prática de um modelo exemplar de justiça social em Portugal. António Arnaut é um dos grandes senhores da política Portuguesa. Humano, sincero, justo.  Um verdadeiro defensor daqueles que menos tem. Um homem com uma visão exímia do que é o verdadeiro socialismo. Uma visão futurista, inigualável no nosso país.

Conhecer a vida e obra de António Arnaut pelas palavras do seu neto (António Miguel Arnaut) é um verdadeiro deleite para mim. Os olhos do António reluzem de brilho quando se trata de defender as ideias que o seu avô tanto defendeu ao longo destes últimos 40 anos. Reluzem de um orgulho imenso.

O que é certo é que cada vez mais vejo no António um certo legado do seu avô. O António Miguel é uma das pessoas que mais prazer me deu conhecer na Academia Coimbrã. Sincero, amigo do seu amigo, humano, humilde e muito trabalhador. Qualidades que não só cativaram a minha estima como a minha amizade.

Sempre que o António necessitar da minha humilde ajuda, eu digo sim sem hesitar.

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