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NBA 2012\2013 #46

1. Dos jogos que tenho visto ou posto os olhos nas últimas madrugadas:

Na madrugada de segunda para terça, primeiro e segundo da Conferência Oeste alinharam em San Antonio, Texas, para um jogo que se previa excitante. As duas equipas chegaram a esta partida empatadas na classificação, cabendo a quem ganhasse o jogo a liderança. Apesar de ainda faltarem 17 partidas para ambas as equipas até ao fim da temporada regular, o primeiro lugar do Oeste na fase regular não só dá direito a jogo 7 em casa em todas as rondas do playoff para o vencedor da conferência como ainda garante (em caso de melhor score dentro das 16 apuradas para o playoff o jogo 7 em casa nas finais; neste momento o melhor score da Liga é de Miami com 49 vitórias e 14 derrotas).

San Antonio Spurs e Oklahoma City Thunder alinharam AT&T Center quase na máxima força. Destaque do lado da equipa comandada por Greg Popovich para a ausência de vulto de Tony Parker e na equipa do estado do Oklahoma para as ausência de Perry Jones III, o rookie da equipa. Para remediar a ausência de Parker, Popovich chamou à titularidade Corey Joseph, base canadiano de 2º ano na liga apenas utilizado por 16 vezes esta temporada na equipa Texana. Popovich já promoveu à titularidade nesta época quase todos os jogadores que possui.

O jogo começou com um primeiro período exímio por parte dos Thunder. A equipa de Oklahoma chegou, viu e parecia vencer. Tudo muito fácil para a rotação de bola da equipa comandada por Scott Brooks. A 2 minutos do fim do 1º período os Thunder venciam por 27-18 com Russell westbrook a querer dar um ar da sua graça. No entanto, o base dos Thunder acabaria por fazer um jogo bastante inconstante, aparecendo e desaparecendo por completo em vários momentos da partida. Com muita apatia defensiva por parte dos spurs, Kevin Martin ia fazendo as delícias dos adeptos visitantes com triplos na lateral. Contudo, o base que veio para Oklahoma na troca feita com Houston (James Harden) acabaria por limitar o seu acto de lançamento ao primeiro período, onde somou 3 triplos (9 pontos).

No 2º período continua o desacerto defensivo dos spurs. A 8:46 do intervalo, Oklahoma chega aquela que é a sua vantagem máxima na partida: 41-29. Kevin Durant começa a dar um ar da sua graça com uns lançamentos a 14 pés do cesto. Durant irá acabar a partida com 26 pontos (7-13; apenas 1 triplo em 1 lançamento efectuado). Se pudesse atribuir o prémio de MVP da fase regular não hesitaria em atribui-lo ao extremo dos Thunder. Paragem no encontro promovida por Popovich e tudo muda de cenário. Danny Green entra na partida com 2 triplos seguidos para os Spurs. Green é o maior cliente desta equipa neste fundamental de jogo. Apesar de ter uma média pontual de apenas 10.6 pontos por jogo (não esquecer que a utilização média de Green é de 27.3 minutos por jogo e que o shooting guard é suplente de Ginobili) Green é um dos jogadores da liga com maior eficácia ao nível de 3 pontos: 44% (146-332 nos 64 jogos efectuados durante esta temporada). Se Green abriu o livro com os 2 triplos, os Spurs reaproximaram-se no marcador rapidamente com mais um triplo de Leonard. Em 1 minuto de jogo, os Thunder falharam 3 ataques e nesses 3 ataques, os Spurs marcaram 3 triplos, colocando o marcador em 41-38. Esta fase acabou por ser a fase de jogo em que westbrook se eclipsou da partida.

Depois da euforia provocada por Green e Leonard, veio a euforia de colectivo de Greg Popovich. E que colectivo. Não há um jogador deste rooster da equipa Texana que eu não diga que não queria numa equipa minha. Apareceu logo Splitter com duas incursões ao cesto onde mostrou o jogo de pés que tanto talento lhe granjeavam na europa. Splitter está finalmente no bom caminho para se tornar uma alternativa muito viável a Tim Duncan no jogo interior da equipa quando o veterano se retirar. O brasileiro melhorou os seus números e está a tornar-se um caso sério dentro da liga, visto que consegue 10 pontos\6 ressaltos em apenas 24 minutos de utilização em média.
Depois do show Splitter entras Gary Neal em cena. Com dois cestos seguidos, põe os Spurs em vantagem por 5 (49-44). Em coisa de 3\4 minutos, os Spurs viram por completo o rumo dos acontecimentos perante a apatia dos homens de Scott Brooks. Oklahoma reequilibra as coisas com 2 lances de Kendrick Perkins. O jogo está animado na fase final do 2º período, tendo os Spurs entre o minuto 9 e o minuto 1 (em contagem decrescente para o fim do período) obtido um parcial absolutamente ridículo de 25-6. Os Spurs chegam ao intervalo com 57-50. Do lado de Oklahoma pedia-se mais Ibaka, mais Durant e mais westbrook. Ambos viriam a dar uma boa resposta na 2ª parte. O Congolês esteve muito expressivo na luta dos ressaltos com 16 ressaltos e 13 pontos e ganhou claramente o duelo individual a Tim Duncan que no final contou com 13 pontos e 8 ressaltos. Com Splitter, 18 ressaltos. Porém, não há que tirar o mérito à grande época que o veterano campeão pelos Spurs está a fazer. Apesar de estar a ser poupado em várias partidas, este veterano que fará 37 anos no próximo 25 de Abril e que cumpre a sua 16ª temporada na liga continua a alto nível com médias de fazer inveja a muitos rookies e sophomores.

Os Thunder conseguiram algum acerto ofensivo no 3º período. No entanto, os Spurs foram controlando a vantagem que tinham ao intervalo. westbrook conseguiu recuperar o nível que tinha exibido no 1º período e nos 7 primeiros minutos do 3º tempo marcou tudo o que lançou, fazendo 13 pontos seguidos. Do lado dos Spurs, era Splitter quem brilhava. Foi à custa do grande jogo ofensivo do internacional brasileiro que os Spurs voltaram a ampliar a vantagem para a casa das dezenas. O antigo jogador do Saski Baskonia acabou a partida com 21 pontos e 10 ressaltos. No 4º e último período ainda se esperava uma resposta dos Thunder. Mesmo com a arbitragem a empurrar o jogo para baixo da casa da dezena com alguns erros que beneficiaram Oklahoma, a noite estava destinada ao grande jogo colectivo de San Antonio, ou melhor, ao expoente máximo daquilo que em basquetebol se chama jogo colectivo. E mais uma vez, o consagrado Popovich está de parabéns e tem a sua equipa bem encaminhada para a possibilidade de mais uma final da competição.

Nota final no 4º período para as duas tentativas de triplo protagonizadas por Serge Ibaka. Dei-me ao trabalho de procurar os números de Ibaka neste departamento. O meu espanto é que o Congolês naturalizado e internacional pela Espanha tem melhorado e muito neste departamento e pode tornar-se um triplista interessante. Na 1ªepoca na liga (09-10) em 73 jogos, o Congolês marcou apenas 1 triplo em 2 tentativas. Na época seguinte, apenas tentou a linha de 3 pontos por uma vez sem conseguir marcar esse triplo. Na época passada, tentou 3 triplos e conseguiu marcar um. Nesta época, imagine-se, já foi lá atrás tentar 45 triplos, tendo eficácia em 16. O pulo não é explicável pelo facto da equipa não ter lançadores e ter de automatizar Ibaka para um novo departamento de jogo até porque os Thunder tem o melhor lançador da actualidade (Kevin Durant) mas pode ser explicável pelo facto de alguém ligado ao departamento técnico ter visto que o jogador pode efectivamente melhorar o seu tiro de meia e longa distância. E de facto, nota-se a olhos vistos que o internacional espanhol deixou de ser um jogador que usava e abusava do físico no plano ofensivo para ser um jogador que atira mais e com mais eficácia. Em 62 jogos esta época, já marcou 350 dos 617 (56%) lançamentos efectuados quando em 66 da época passada apenas tentou 490 e concretizou 262 (53.5%).

Para finalizar esta partida, encontrei pelo youtube uns vídeos interessantes de Ibaka quando este em 2006\2007 ainda jogava pela equipa sub-20 do L´Hospitalet, da modesta cidade de Lobregat (Catalunha) que compete actualmente na LEB\Ouro (2ª liga espanhola):

Logo a seguir ao jogo entre Thunder e Spurs, resolvi ver um jogo que estava bastante curioso para ver. Os Knicks visitavam Oakland (Golden State warriors) poucos dias depois daquele magnífico jogo disputado no Madison Square Garden em que Stephen Curry marcou 54 pontos na vitória da equipa Californiana por 109-105:

No regresso de Carmelo Anthony após uma pequena paragem por problemas físicos, Curry não fez um jogo tão vistoso como o que tinha feito a 27 de Fevereiro em Nova Iorque mas, pode-se dizer que em conjunto com David Lee e com os seus colegas de equipa não foi nada meigo para os Knicks que saíram vergados do Oracle Arena com uma pesada derrota por 93-62.

Curry abre o jogo com 5 triplos. Parece que agora está na moda marcar triplos às pazadas e Deron williams que o diga depois daquela monumental sova de triplos que aplicou num destes dias. Quanto a D-will já lá vamos. Curry abriu com o fogo todo e voltou a coroar-se como o melhor triplista desta season. O base dos warriors marcou 6 em 10 tentativas e só nesta temporada já leva 198 em 439 tentativas. Bem me dizia o Eduardo Barroco de Melo que Curry é efectivamente o candidato em melhores condições para um dia bater o record de triplos marcados de Ray Allen. No entanto, ainda lhe faltam muitos (tem neste momento 570 na 4ª temporada na liga) para obter os 3135 triplos obtidos pelo veterano jogador dos Miami Heat. O que Curry começou (26 pontos) terminou David Lee. Uma carraça para os homens de interior da sua antiga equipa. Lee acabou o jogo com 21 pontos e 10 ressaltos. E logo desde aí, os dois disseram bem alto aos Knicks que não tencionavam discutir o jogo até ao fim. E assim, foi. Rapidamente os warriors aumentaram a sua vantagem para a casa dos 20 pontos e os Knicks não conseguiram entrar na partida. Melo acabou com 14 pontos e melhor que ele na equipa de Mike woodson só o pouco utilizado Chris Copeland com 15 pontos já nos minutos finais da partida. Os Knicks estão a passar por uma fase complicada da época. Apesar de estarem a vencer uns jogos, não estão a jogar grande coisa e já estão a fazer as contas para os playoffs. É que o rol de lesionados no seu seio já é grande: Stoudamire irá parar cerca de 6 semanas e não estará disponível para os jogos que falta jogar na fase regular e provavelmente para a primeira ronda dos playoffs. Rasheed wallace ainda não tem data prevista para regressar. Como se isso não bastasse, Carmelo anda a contas com uma lesão num joelho e segundo a imprensa norte-americana tem jogado com muitas dores e Jason Kidd rebentou de vez e é pouco utilizado na equipa. Para fazer face a estes contratempos, a direcção da equipa foi buscar um jogador que estava livre (Kenyon Martin, ex-clippers) mas o antigo poste que se destacou ao serviço de Nets e Nuggets entre 2000 e 2009 ainda não conseguiu sincronizar-se com o resto da equipa. Mais uma vez realço aquilo que escrevi sobre esta equipa dos Knicks na antevisão para esta temporada (arquivos no mês de Novembro de 2012) ao afirmar que a excessiva veterania dos Knicks poderia efectivamente ter um custo com o desenrolar da temporada.

Quem continua onfire são os Denver Nuggets. A equipa de George Karl está onfire e o veteraníssimo treinador que está à frente da equipa do Colorado desde 2005 começa a ter um equipão de futuro nas mãos, capaz até de vencer o título da NBA.

Contra os Suns, os Nuggets apresentaram o seu jogo habitual: a mil à hora com ataque total. E para isso nem necessitaram que Galinari puxasse dos galões pois contra os Suns (agora reforçados com Marcus Morris e o iraniano Hamed Hadadi; Marcus junta-se ao irmão gémeo Markieff Morris na equipa e tornam-se os primeiros gémeos a jogar juntos na mesma equipa da história da competição) pois nesta partida o italiano esteve bem discreto (apenas 5 pontos). Quem acabou por brilhar na partida foi o poste Kosta Koufos com 22 pontos e 10 ressaltos, o que acaba por realçar a qualidade deste plantel que muitas e boas soluções como Galinari, Kenneth Faried, Koufos, Ty Lawson (é para mim actualmente um dos bases que mais gosto ver jogar na NBA em conjunto com Mike Conley e Dwayne wade), André Iguodala, Corey Brewer, wilson chandler, André Miller, Evan Fournier (tem boas hipóteses singrar no futuro este rookie francês) e o internacional russo Timofey Mozgov.

Portland e Memphis também realizaram um dos melhores jogos desta semana. Os Blazers estão a tentar alcançar um lugar que lhes permita jogar os playoffs. Contra os Grizzlies (praticamente apurados para os playoffs e a atravessar a melhor fase da época com 12 vitórias em 13 partidas) a equipa do Oregon esteve perto da vitória. As duas principais vedetas desta temporada da equipa treinada por Terry Stots (LaMarcus Aldridge e Damien Lillard) fizeram dois senhores jogos: Aldridge fez 28 pontos e 10 ressaltos e Lillard fez 27 pontos. Contudo, o esforço dos dois de Portland foi insuficiente para travar a grande exibição colectiva dos Grizzlies. Marc Gasol com 20 pontos e Zach Randolph com 19 lideraram a equipa do Tennessee que conseguiu ter 5 jogadores acima dos dois digitos ao nível de pontos. O base ex-Toronto Raptors Jerryd Bayless fechou no último segundo a 5ª vitória consecutiva dos Grizzlies frente aos Blazers com dois lances livres.

Festa no reino do rei Jordan. Frente aos Celtics sem Rondo e Paul Pierce, os Bobcats deram um show que há muito não se via por aquelas bandas. Liderados por Gerald Henderson (35 pontos; 11 em 19 em lançamentos de campo) a equipa do estado da Carolina do Norte alcançou a 14ª vitória desta época. Apesar do último lugar da conferência este, a equipa que é detida pela antiga vedeta dos Bulls conseguiu por agora dobrar o número de vitórias que obteve na época passada. Para além do mais quebrou com estilo uma senda vitória da equipa de Doc Rivers. Desde que Rajon Rondo se lesionou no passado mês de Janeiro (entretanto a equipa adquiriu o base Jordan Crawford aos washington wizards) Doc Rivers conseguiu trabalhar muito bem a sua equipa para superar a ausência do seu líder e ao contrário do que todos os analistas previam até conseguiu tirar proveito da situação com uma série de 14 vitórias e 5 derrotas. Paul Pierce está temporariamente lesionado, sendo que irá voltar à competição em breve.

Quando toda a gente que segue a liga (eu inclusive) afirmava que os Celtics, então na 8ª e última posição de acesso aos playoffs do Este, poderiam começar a descambar graças à lesão de Rondo (aliado aos problemas de jogo interior da equipa e da falta de soluções para além de Kevin Garnett para o mesmo) e poderiam ceder essa posição para uns “crescentes” 76ers com a chegada de Andrew Bynum (a juntar à excelente temporada que malta como Jrue Holliday está a fazer) tudo saiu ao contrário: os Celtics começaram a ganhar mais partidas e os 76ers afastaram-se da luta dos playoffs de forma irremediável. O próprio Bynum, ainda a contas com a crónica lesão no joelho que o acompanha desde a sua passagem pelos LA Lakers “ameaçou voltar à liga com um novo penteado” mas dificilmente voltará aos grandes palcos da liga esta temporada segundo as notícias que correm.

Confiança em alta nas hostes de LA no regresso de Dwight Howard à casa que o viu nascer para a NBA. Em Orlando, Howard provou mais uma vez a crescente forma da equipa orientada por Mike D´Antoni e calou mais uma vez todos aqueles que especulavam sobre a sua condição física e sobre o seu rendimento durante a temporada nos Lakers. O poste marcou 39 pontos na vitória dos Lakers e conseguiu 16 ressaltos, secando por completo o seu opositor directo, o Montenegrino Nikola Vucicevic (apenas 6 pontos e 11 ressaltos). A lamentar o facto do poste dos Lakers ter sido um autêntico cristo carregado de faltas da equipa adversária. Lembro que Vucicevic está a ser uma das agradáveis revelações na liga. O poste rookie agarrou em definitivo a titular nos Magic numa época em Glen Davis finalmente prometia fazer algo de interessante na liga. Vou seguir com atenção o percurso deste jogador nos próximos meses. Quem esteve out foi Kobe Bryant. Depois de 4 jogos acima dos 30 pontos, com especial incidência para a reviravolta orquestrada pelo craque em Toronto, Bryant apenas somou 11 pontos fruto de um jogo muito desinpirado ao nível do lançamento (apenas 4 em 14). Quem também está em altas na equipa de LA é a dupla Antawn Jamison e Jodie Meeks. Perante a ausência de Pau Gasol (ainda não sabe se voltará a jogar esta época devido a um problema no pé direito) a dupla que costuma sair do banco de LA tem apontado mais de 10 pontos em quase todas as partidas.

Mike D´Antoni continua a ter o plantel incompleto. A juntar à lesão de Gasol existem ainda as lesões de Chris Duhon, Devin Ebanks e Jordan Hill, todos eles jogadores que dão algum jeito à equipa neste assalto final aos playoffs. Os Lakers conseguiram o mínimo que se lhes exigia que era um lugar nos playoffs. Não se pense que a missão deve terminar por aqui. Com um score de 34-32, os Lakers tanto podem subir como descer na classificação. Cabe à equipa vencer jogos para evitar surpresas que podem vir de baixo (Utah está com 33-32 e Dallas ainda tem uma réstia de esperança com 30-33) ou para conseguir subir mais um pouco na classificação e assim evitar na 1ª ronda dos playoffs equipas como Spurs, Clippers, Grizzlies e Thunder. Vai ser difícil suplantar scores como aquele que tem os Golden State warriors por exemplo (6ºs na conferência com 37-29) mas o 7º lugar de Houston (35-30) ainda está acessível aos Lakers.

Para finalizar, as palavras de Howard no final da partida que motivou o seu regresso à sua antiga casa de Orlando: “I think it was something I needed, to come back, and I think it was something that the city needed, too. It’s closure. We can all move on. We had eight great years. People are going to feel the way they feel. I totally understand that.”

Apesar da melhoria dos números e das exibições do poste no último mês da competição, ainda existem questões que estão a ser levantadas pela comunicação social Norte-Americana: a questão do lançamento de Howard. Howard é um jogador que usa e abusa da sua capacidade física para valer o seu jogo junto do cesto como qualquer poste. No entanto, tem uma das piores percentagens da liga ao nível do lançamento livre: 48,7% esta época sendo que a época onde realizou a melhor percentagem foi no ano de estreia em 2003\2004 com 67% o que já de si não é nada de extraordinário na liga. Pode-se dizer que é uma das piores 10 percentagens da história da modalidade. Para um jogador muito físico e achatado a ser constantemente travado em falta, este déficit é explorado pelas outras equipas. Howard está constantemente na linha de lance livre a falhar lançamentos e a entregar vantagens às equipas adversárias. Aos 27 anos isto representa um grande lapso por parte de todos os treinadores que passaram pela sua carreira e para mim é algo que muito dificilmente será corrigido no jogador nesta idade.

No jogo contra Orlando, o treinador dos Lakers Mike D´Antoni, quando contrastado com estes dados e com o facto do seu jogador na partida em questão ter lançado por 39 vezes da linha de lance livre com aproveitamento de 25 lances respondeu da seguinte maneira: “I hate it for the fans. They can come to practice for free and watch him shoot 40, 50 foul shots. They don’t even have to pay for the tickets. I’ll invite them all…”

A afirmação completa de Ricky Rubio (Minnesota Timberwolves) na Liga. Um mês depois destas duas equipas se terem defrontado em San António, com a 11ª vitória consecutiva para os Spurs na altura, os wolves exploraram bem o cansaço que a equipa texana trazia da noite anterior frente aos Thunder para carregar e bem no acelerador. Ainda sem a sua principal estrela (Kevin Love), a equipa orientada por Rick Adelman deu uma autêntica lição de basquetebol aos líderes da sua conferência. A jogar sem pressão, Ricky Rubio (2ª temporada) atingiu o seu primeiro triplo-duplo na NBA com 21 pontos, 13 ressaltos e 12 assistências. Rubio começa a ser um alvo apetecível para várias equipas grandes da liga, com destaque evidente para os Dallas Mavericks e para os New York Knicks.

Com Tim Duncan a descansar da noite anterior e Tony Parker lesionado, Gregg Popovich alterou novamente o seu 5 titular, promovendo à titularidade Stephen Jackson. Para além de Rubio, do banco da equipa de Minnesota saltaram inspiradíssimos Juan José Barea (17 pontos, 5 ressaltos e 5 assistências) e o russo Alexey Shved com 16 pontos e 7 assistências. O treinador Rick Adelman não podia estar mais contente no final da partida com o desempenho do seu pupilo espanhol: ” “Obviously RIcky was terrific. He just set the tone…..just the way he plays the game. Not many point guards get 12 defensive rebounds. He is playing with such resolve trying to get us over the hump.”

Ainda acerca deste jogo: apesar de serem a 3ª equipa com pior eficácia de lançamento (até porque estão a jogar sem o seu melhor lançador que é Kevin Love desde Janeiro) com 43.1% de época, os wolves terminaram a partida com 53.7% contra os míseros 35% dos spurs.

Dia de alegria para Chris Paul no plano individual, dia de tristeza para os Clippers no plano colectivo. O base all-star ultrapassou os 10000 pontos na liga mas a vitória dos Memphis fez a troca de lugares na classificação: os Grizzlies passam para 3ºs da conferência e os Clippers descem ao 4º lugar. Os Clippers vão perdendo algum gás nesta recta final de fase regular, numa época onde os objectivos estavam expressamente apontados à vitória na temporada regular da conferência oeste. Os Clippers ainda a lideraram no primeiro terço da fase regular mas tem vindo a cair lugares nesta recta final.

Mesmo apesar da saída de Rudy Gay para Toronto numa mega troca feita entre Grizzlies, Raptors e Detroit Pistons (José Gay foi para Toronto, Calderón saltou dos canadianos para Detroit e da equipa do estado do Michigan chegou a Memphis o campeão em 2004 pelos Pistons Tayshaun Prince) os Grizzlies não desarmam e assumem uma candidatura séria aos playoffs desta temporada. No passado mês de Fevereiro, a saída do all-star de Memphis para o Canadá deu-se devido a uma nova reestruturação financeira da equipa do estado do Tennessee. Com a eventualidade de extensão de contrato marcada para o início da próxima época, Gay poderia renovar a troco de um pacote de 100 milhões de dólares por 5 temporadas, ficando perto do max-salary que a liga permite. Com Zach Randolph com um salário de 16,5 milhões (o mesmo que Gay está a receber em Toronto) e com Marc Gasol e Mike Conley a receberem 20,9 milhões (ambos estão perto do prazo de extensão contratual) os Grizzlies teriam que gastar pelo menos 54,2 milhões (metade do tecto salarial da equipa sem pagamento de taxas suplementares à liga) em 4 jogadores, o que iria obstruir a construção de um plantel equilibrado para as próximas temporadas e acessível aos cofres da equipa de Memphis que como se sabe é das equipas que menos receitas próprias gera na liga. A contratação de Tayshaun Prince amenizou a saída de Gay. Os Grizzlies perderam aquele que era em todo o caso o seu jogador para os momentos de decisão, manteve o seu jogo interior intacto a partir da dupla Gasol-Randolph e acrescentou Prince, o último da geração campeã de Detroit a sair da equipa do estado Michigan, jogador cheio de experiência na competição e bom lançador.

Quanto a este jogo: a dupla Paul-Griffin fez um excelente jogo para o lado de Los Angeles. O poste somou 22 pontos enquanto o base somou 24 e 9 assistências. A má fase dos Clippers nesta altura da temporada também se poderá explicar pelas lesões. Vinny Del Negro não tem contado com jogadores com contributos muito interessantes na equipa como Caron Butler e Eric Bledsoe. No entanto, como o basket é um jogo colectivo, isso não chegou para parar o 5 inicial de Memphis, onde Conley esteve exímio com 17 pontos e 11 assistências, Gasol marcou 21 pontos (10 em 14 ao nível de lançamentos de campo) e Prince 18.

Mais um jogaço de Stephen Curry. 31 pontos obtidos, 15 deles através de 5 lançamentos de 3 pontos. David Lee continuou a demonstrar o belo momento de forma que atravessa com 20 pontos e 15 ressaltos. De realçar que Andrew Bogut tem sido titular na equipa de Oakland. O australiano voltou a jogar com regularidade depois de na época passada ter sido dado como inapto para a modalidade. De realçar que o internacional pelos aussies chegou à Califórnia no pacote da transferência de Monta Ellis para os Bucks. Bogut está a ser titular às custas da lesão do poste titular da equipa Andris Biedrins. Do lado de Detroit, José Calderón foi o melhor pontuador com 22 pontos.

Mais um regresso. Carmelo Anthony regressou a Denver e os Nuggets voltaram a cilindrar em casa.

Carmelo Anthony: “I think it was just time for me to give it time to get to the bottom of it. I’m going to get it drained. At this point that’s all it is, getting it drained. I was being naïve to myself and trying to psyche myself out saying, ‘I can do it, I can do it.’ It just comes to a point you have to figure it out.”

George Karl sobre Anthony e sobre a equipa construída após a saída da estrela para Nova Iorque: ” “I think it’s time to let everything go. It was probably too long in getting it [the game] here. There’s a portion that’s going to dislike Melo and there’s a portion that’s going to love Melo, but the majority people hopefully are excited about the team we have at hand.”

A surpresa da madrugada de ontem. Para muitos analistas da NBA, o dia foi passado a escrever sobre o péssimo momento da equipa de Chicago. Eu confesso que desisti de ver o jogo ao intervalo. É inadmissível para a qualidade dos Bulls chegar a meio do 2º período a perder por 30 com apenas 24 pontos marcados. É ainda mais inadmissível sofrer 121 pontos de uma equipa que está nos últimos lugares do Oeste e que como se sabe tem futuro incerto depois de ter sido vendida a dois investidores que a querem colocar em Seattle. Os playoffs estão à porta e como tal, urge uma mudança de atitude na equipa e essa mudança de atitude não passa pelo regresso de Derrick Rose. A equipa desde há 2 meses para cá está a jogar com um nível de intensidade muito baixo e muito atípico tendo em conta aquilo que foi feito na era Thibodeau. O próprio treinador de Chicago assim o afirmou no final da partida: “Our level of intensity was very poor.. Our readiness to play: very poor. I’m probably most disappointed in myself. My job is to have them ready. We can’t come out like that. That’s on me. That’s on me.” O discurso também foi identico por parte do poste Joakim Noah: “”I think we all got to look at each other in the mirror and just understand that we’re not competing the way we’re supposed to be competing.. We got a lot of guys out, and our margin for error is very small. And if we’re not going into games with the right mindset, then we have no chance.”

É certo que nos dias que correm está a ser muito espinhosa a missão de Tom Thibodeau. Desde há um mês para cá que não tem ao seu dispor todos os elementos do plantel. As lesões de Kirk Hinrich, Taj Gibson e Richard Hamilton tem complicado a vida ao treinador de Chicago. Por motivos financeiros (a equipa está a tentar preservar o seu cap salarial para 2014 e a direcção tem nas mãos alguns problemas como a extensão de contrato de Boozer o que pode motivar a troca do poste visto que irá auferir o salário máximo permitido pela liga caso renove) a equipa de Chicago optou por não contratar ninguém nos últimos dias de mercado. Limitou-se a acrescentar Daecquan Cook ao plantel mas o antigo shooting guard de Oklahoma City Thunder não tem jogado com regularidade e quando o faz não acrescenta muito à equipa. Lou Amundson esteve durante 10 dias à experiência em Chicago mas apenas alinhou numa partida durante esse período. Assinou recentemente até ao final da época pelos Hornets. Rose tarda em voltar à competição e muito se tem falado e escrito na imprensa sobre a eventualidade do jogador não voltar durante esta temporada, declarações que já foram desmentidas pelo jogador na sua página de facebook. Rose diz-se “em forma” e diz que todas as especulações que tem sido feitas em torno da sua ausência são falsas e provém de gente que não está a acompanhar o seu plano de recuperação. O que é certo é que com Rose ou sem Rose, os Bulls estão em vias de perder o seu objectivo mínimo que passava apenas por vencer a divisão central da conferência este (para os Pacers) e assim conquistar um dos 3 primeiros lugares da conferência. A ver vamos se os Bulls ainda se conseguem manter em 2º dada a pressão que neste momento está a ser feita pelos Bucks de Scott Skiles.

Sem DeMarcus Cousins (lesionado) os Spurs fizeram algo que há muito não se via contra os Bulls: marcar mais de 100 pontos. Marcaram 121 e deram a maior clivagem pontual da liga nesta temporada. Não deixa de ser um facto estranho para os Bulls. Se é certo que os Bulls sem Rose são uma equipa que tem dificuldades em atacar, é certo que a postura defensiva intensa inserida por Thibodeau como filosofia da equipa não está a resultar nesta temporada.

Os melhores marcadores da partida foram os bases de Sacramento Isaiah Thomas e Tyreke Evans com 22 e 26 pontos respectivamente. Carlos Boozer foi o melhor marcador dos Bulls com 19 pontos num jogo em que Noah pura e simplesmente não existiu.

Kobe ultrapassou novamente a barreira dos 30 mas o esforço do black mamba não chegou para o excelente jogo colectivo da equipa de Atlanta.

Com toda a pompa e circunstância, LeBron conduziu os campeões para a 20ª vitória seguida na liga. Imparáveis!

2. A celebrar o triunfo sobre os Knicks…

Nuggets

Boa disposição no banco de Denver!

Farried

Ainda em Denver: Kenneth Farried continua em altas! Depois ter recebido o prémio de MVP no jogo entre rookies e sophomores no último all-star game e de se ter tornado nos últimos dois anos peça chave no puzzle de Denver, recebeu ontem das mãos de dois administradores da Kia para o território Norte-Americano o “”Kia Community Assist Award” prémio que visa valorizar o jogador com as melhores práticas ao nível de acções comunitárias (NBA Cares) e filantrópicas. Eis o motivo do prémio: “Kia and the NBA are honoring Faried in part for his efforts to champion equality and bring awareness to the importance of respect and inclusion. Faried recently became a member of Athlete Ally, an organization that works to encourage acceptance of others and end homophobia in sports. In a show of support for equal rights, he attended the launch party for One Colorado to celebrate the passing of Senate Bill 11, The Colorado Civil Union Act. Faried supported the message of inclusion by participating as an honorary coach at the 2013 NBA Cares Special Olympics Unified Sports Basketball Game during NBA All-Star in Houston. He is also scheduled to participate in an upcoming Denver Nuggets Special Olympics clinic which will bring 125 athletes from Special Olympics Colorado to the Pepsi Center for a basketball clinic.”

3. As 10 jogadas da noite de 13 de Março:

Destaque para o nº8 com Ricky Rubio no seu melhor! Que passe monumental!

4. Os “timoneiros” das 20 vitórias seguidas de Miami:

james 4

O recorde de vitórias consecutivas de uma equipa na competição pertence à histórica equipa dos Lakers de 1971-1972 (campeã da liga nessa época). Essa equipa tinha como principal estrela Wilt Chamberlain e era treinada pelo lendário Bill Sharman. Acabou com um recorde de 69-13 só ultrapassado pelos Bulls na era Jordan com 70-12.

5. A foto da semana:

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6. Tabela classificativa das duas conferências:

este

Nesta recta final de temporada regular pouco há a decidir na Conferência Este:

1. Os Heat vão sagrar-se campeões de conferência. Como indica a cruzinha, já estão apurados para os playoffs.

2. Grande grande temporada de Indiana sem Danny Granger. A equipa de Frank Vogel está de parabéns. Vogel conseguiu contornar a ausência do extremo e a época menos conseguida de Roy Hibbert com uma filosofia de jogo ofensiva que atrai todos os amantes de basquetebol. Paul George é a peça chave no sucesso. Vencerão a divisão central sem espinhas!

3. Terceiro lugar dos Knicks. Tudo começou bem e tudo tenderá a acabar mal. As lesões de Stoudamire e Carmelo Anthony enfraqueceram a equipa. Tem os Brooklyn Nets “à pega” na luta pela vitória na divisão.

4. Chicago. A jogar como tem jogado, tem o 5º lugar ameaçado pelos Celtics e pelos Hawks quando nada o fazia prever. Ainda podem ser surpreendidos pelos Bucks na divisão central. Tem uma série de jogos no United Center a partir de amanhã contra Denver, Portland e Indiana. Vão apanhar os Nuggets na melhor fase da temporada, Portland necessitados de ganhar para ainda acalentarem o sonho dos playoffs e o terceiro jogo contra Indiana será o sim ou sopas quanto à vitória na divisão central.

5. Bucks tem o 8º lugar garantido. A não ser que Jennings e Ellis adormeçam e percam 10 jogos de rajada. Toronto melhorou e muito com a chegada de Rudy Gay mas já vai tarde nesta contenda. Contudo, fica o sinal de alarme para o ano. E qualidade (Gay, Bargnani, Rozan, Terence Ross) é coisa que abunda na única equipa Canadiana da Liga.

oeste

No oeste:

1. Continua em aberto a vitória na conferência. Apesar dos Spurs terem levado a melhor no último jogo realizado contra os Thunder, tudo pode acontecer.

Até ao final da temporada regular, os Thunder ainda irão receber San António a 4 de Abril em casa e terão de jogar jogos difíceis contra Dallas (fora) Denver (casa) Memphis (fora) Portland (casa e fora) Indiana (fora) Utah (fora) e Golden State (fora). Já a equipa do Texas, no seu calendário, tem agendadas partidas complicadas contra Dallas (casa; está a ser disputada a partida enquanto escrevo este post) Golden State (casa e fora) Utah (casa) Houston (fora) Denver (casa e fora) LA Clippers (fora) Miami (casa) Memphis (fora) Atlanta (casa) e LA Lakers (fora). Parece-me portanto que a equipa de Gregg Popovich tem de longe o calendário mais complicado do que resta jogar.

2. Quem ainda espreita a liderança é Memphis. Contudo, os Grizzlies tem que estar atentos aos jogos dos Clippers e dos warriors, principalmente dos warriors dada a sua forma actual.

3. Lakers, Utah, Dallas e Trail Blazers irão disputar a última vaga relativa aos playoffs. Estas equipas ainda tem que disputar alguns jogos entre si. A tarefa mais ingrata é claramente a de Portland dada a desvantagem que tem actualmente para a turma de LA.

7. Espectáculo de LeBron em Philadelphia:

8. Notícias\artigos de opinião:

8.1 Os 9 triplos de Deron williams na 1ª parte do jogo dos Nets contra os washington wizards.

8.2 O histórico base dos bad boys de Detroit Isiah Thomas escreve para o Hangtime sobre Derrick Rose.

8.3 Bobcats contratam o base Jannero Pargo para um contrato de 10 dias. Pargo é um base experiente tendo passado por Chicago por duas vezes e por LA (Lakers).

8.4 Nova Iorque e as lesões. Steve Aschburner para o Hangtime. Em Denver, a vítima foi Tyson Chandler. Chandler abandonou o pavilhão de muletas e vai parar por tempo indeterminado. Mais uma contrariedade para a equipa Nova Iorquina.

8.5 Sekou Smith

Sekou Smith via twitter lança a questão para o treinador dos Bulls Tom Thibodeau.

8.6. Daniel O´Brien para o Bleacher Report: as estrelas do futuro ficaram presas em equipas horríveis. O exemplo de André Drummond (Detroit Pistons) Marcus Morris (Phoenix Suns) ou Dion waiters (Cleveland Cavaliers) – não concordo no que diz respeito ao jogador e equipa do Ohio. Se há equipa que se está a reconstruir e que terá um futuro risonho (caso mantenha Irving, waiters e Ty Zeller) é os Cavs. Quanto a Morris e aos Suns, foi uma desilusão. Com a entrada de Dragic, Gortat e Beasley, os Suns prometiam lutar pelos playoffs. Com o desenrolar da época, estão a ser para mim a maior desilusão desta temporada em conjunto com os Minnesota Timberwolves.

8.7 Kobe, Jordan, James – continuam as indirectas – Desta vez foi LeBron James a afirmar que “não é Michael Jordan”

9. Para terminar, um momento de tensão protagonizado pelo poste dos Bucks Larry Sanders depois de ter sido expulso no jogo contra os wizards:

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NBA 2012\2013 #17 – Que tranquilidade

Há minutos em Toronto.

Hoje em Washington. Este auto-cesto de Taj Gibson espelha a paupérrima exibição feita pela equipa de Chicago.

Os Wizards continuam fortíssimos desde que John Wall voltou à competição. 6 vitórias em 9 jogos. Prenúncio de que se Wall tivesse alinhado desde o início seriam candidatos aos playoffs?

Os Bulls não jogaram nadinha. Não defenderam nada, não atacaram nada, não se esforçaram nada. E Washington, com 85 pontos, não fez um jogo por aí além.

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NBA 2012\2013 #16

Sem muito tempo para escrever pela liga, recorro às postagens do meu staff da Liga ESPN. Assim sendo:

1.

John Wall (#1 do draft de 2010) voltou nas últimas semanas à competição depois de ausência prolongada e para já tem-se mostrado em boa forma. Desde o seu regresso, em 7 jogos, o base conseguiu uma média pontual de 14.6 e 6.9 em assistências sendo que é espectável que eleve os seus números ainda mais. Os Wizards, últimos da conferência este, também ficaram a ganhar e muito com o seu regresso, tendo ganho 4 dos últimos 7 jogos.

Na partida contra Orlando, Wall mostra todos os seus skills de base e faz um ankle-breaking crossover que leva o adversário ao chão, assistindo depois para um cesto fácil do Francês Kevin Seraphin.

Escolha do Leandro Fonseca.

2.

Candidato a Slam Dunk do ano. Impressionante. Taj Gibson (Chicago Bulls) na cara de Anthony Tolliver (Atlanta Hawks) sem grande preparação para o efeito. Admirável a capacidade de elevação do poste-baixo da turma do estado Illinois. O jogo acabaria por dar uma vitória esclarecedora à equipa de Tom Thibodeau perante uns Atlanta Hawks que apenas fizeram 27 pontos na primeira parte.

Escolha de Eduardo Barroco de Melo.

3.

O Hugo Coelho Gomes fala do novo fenómeno da NBA: o fenómeno Lillardity. Como tal, cita um artigo publicado recentemente no Columbian acerca do jovem base rookie dos Portland Trail Blazers como leitura obrigatória. De facto é um excelente artigo sobre a vida e carreira daquele que cada vez mais tenho a certeza que será uma vedeta do futuro da NBA.

4.

Pela juventude com que entrou para a liga (19 anos) e pelo lugar em que foi escolhido pelos New Orleans Hornets no draft de 2010, Xavier Henry tinha todas as condições para ser um jogador aceitável na Liga. Os 3 primeiros anos nos Hornets tem provado que o base muito dificilmente conseguirá um lugar na Liga. A provar, este blooper descoberto pelo Eduardo Barroco de Melo no jogo contra os Philadelphia 76ers!

Quem não ficou muito contente com o “lançamento à padeiro” do base foi o treinador da equipa Byron Scott.

5. LeBron James, o jogador mais jovem de sempre a atingir os 20000 pontos. James tem neste momento 20077 pontos e está em 37º na lista de melhores pontuadores da história da Liga a 18317 pontos do melhor marcador de sempre (Kareem Abdul-Jabbar).

Créditos: Leandro Fonseca (pela pergunta no grupo privado se James era o mais novo de sempre a atingir a marca) e Eduardo Barroco de Melo pelo artigo que concedeu a resposta.

6.

Insólitos por Shaquille O´Neal para a NBA TV. O falhanço no Alley-Oop entre Jerry Bayless e Rudy Gay (Memphis Grizzlies) é demais (embora o base recrutado pela equipa do Tennessee aos Toronto Raptors esteja a realizar a melhor época da sua carreira), mas apanhado da NBA que é apanhado tem que conter um clássico protagonizado por JaVale McGee (Denver Nuggets), levando mais uma vez o treinador George Karl ao limite da loucura!

Escolha de Roger Forte.

7.

18 de Janeiro – Durant massacra por completo os Dallas Mavericks e dá mais uma vitória aos Oklahoma City Thunder. 52 pontos que constituem máximo de época e máximo de carreira para o base do líder da conferência oeste e melhor score do ano numa partida.
Incríveis números de Durant na temporada: 29.6 pontos de média (1º classificado da liga), 7.4 ressaltos por jogo, 4.4 assistências e 1.6 roubos de bola, 52% de lançamento de campo (2ª melhor percentagem de lançamento da liga) e 42.1% ao nível de lançamento de 3 pontos. Isto faz de Durant o melhor jogador ao nível de eficiência da Liga.

Escolha de Eduardo Barroco de Melo.

Ainda com Kevin Durant:

Voo sensacional para afundanço na vitória dos Thunder no Staples Center frente aos Clippers.

9. O Miguel Valente destaca as afirmações proferidas nos últimos dias pelo Espanhol Pau Gasol contra o treinador dos Lakers Mike D´Antoni. A porta da saída está novamente aberta para o espanhol que nos últimos jogos dos Lakers não tem actuado como poste-baixo mas sim como alternativa a Dwight Howard a poste-alto.

10.

O show de tripletas dado pela estrela dos Golden State Warriors Stephen Curry na vitória da equipa de Oakland frente aos Clippers. Curry fez 18 dos 28 pontos no 4º período.

Escolha de José Pita.

11.

LeBron James

Os habituais memes do Eduardo Barroco de Melo. Já que os membros da Liga andam numa de comparação entre LeBron James e Kobe Bryant, parece que os tijolos ao cesto não são só característica do craque dos Heat. Nas últimas partidas dos Lakers, Kobe anda a lançar tijolos de forma constante!

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NBA 2012\2013 #5

Agora sim, uma review minimamente completa do que se tem passado na liga, equipa a equipa. Peço desculpa por ter demorado tanto tempo (a época já vai com 1\4 dos jogos realizados para quase todas as equipas).

Começo pela conferência este, por ordem de classificação até ao momento. No post seguinte, abordarei a Conferência Oeste.

P.S: Derivado do facto de este post ter sido escrito por etapas durante uma semana e de não ter tido tempo para acabar este post, os resultados apresentados quanto ao score das equipas já não são os mesmos. Assim sendo, para não modificar a estrutura do post quanto a alguns dos seus conteúdos, apresento aqui o printscreen da tabela classificativa da Conferência Este da Liga no dia 9 de Janeiro de 2013:

nba 2

Para não estar a alterar o post por completo, ignorem portanto os resultados que se verificavam a 21 de Dezembro e tomem nota apenas do conteúdo prático que traço nas equipas.

New York Knicks

carmelo 2

Carmelo Anthony: showtime nesta fantástica equipa dos Knicks.

Se contra os Nets, Carmelo Anthony tinha fixado o seu máximo pontual de temporada nos 35 pontos, ontem, na reedição do duelo entre as duas equipas (como são da mesma conferência jogarão ainda mais 2 vezes uma contra a outra esta temporada), Melo foi ao novíssimo Barclays Center fazer uma exibição de gala com 45 pontos na vitória dos Knicks por 100-97:

Nota extra-basquetebol: a rivalidade entre estas duas equipas parece começar a construir-se. O video começa com uma interessante imagem. A conversa pré-jogo entre o realizador Spike Lee (adepto confesso dos Knicks; Lee costuma viajar com a equipa durante toda a época) e o co-proprietário dos Nets, o rapper Jay Z.

Com 21 jogos disputados até hoje, os Knicks lideram (sem grandes surpresas, para mim) a Conferência Este com um score de 16 vitórias e 5 derrotas. Como já tive oportunidade de dizer a um adepto dos Knicks num destes dias no café (Renato Nolasco), considero que esta equipa dos Knicks tem a fórmula necessária para vencer a fase regular da conferência este e, quem sabe, chegar às finais da competição. Deixemos para já os playoffs de fora, pela sua incerteza. É de relembrar, por exemplo, que os Bulls, vencedores da conferência na época passada perderam logo na primeira ronda dos mesmos para os Philadelphia 76ers, 8º classificado.

A equipa mais velha ao nível de idades deste ano (e da história da Liga) está com uma dinâmica fantástica. Arranque de sonho com 6 vitórias consecutivas, sendo que algumas delas foram de uma categoria muito interessante: Miami em casa (101-84, um autêntico massacre), dupla sobre Philadelphia em casa e fora por números expressivos (100-88 e 110-88), Dallas (104-94) e  San António (fora) para depois ir perder a Memphis, onde está a maior revelação desta temporada. Não é escândalo nenhum perder contra Memphis, seja em casa ou fora visto que é uma equipa que está a jogar a plenitude do seu basquetebol. Depois desta série, os Knicks já bateram os Nets por duas vezes. Pontos baixos: a derrota copiosa em Houston por 131-101 num jogo em que Chandler Parsons e James Harden estiveram absolutamente fantásticos com 64 pontos e a derrota em Chicago (sem Carmelo Anthony) onde os Knicks acumularam algum cansaço.

rasheed wallace 2

Mike Woodson está de parabéns, pelo facto de estar a tirar o máximo rendimento da sua equipa. Ao contrário do que se viu no ano passado na equipa, a equipa está menos dependente do poder de fogo de Carmelo Anthony (Anthony monopolizava quase por completo o jogo dos Knicks, facto que o obrigava a errar muitos lançamentos de campo) e o shooting forward beneficiou e muito do facto da equipa ter outras soluções ofensivas. Tanto que a sua média pontual subiu dos 22 para a casa dos 27 pontos por jogo e a sua percentagem de lançamento subiu dos 43% para os 47%. Nesta 3ª época em Nova Iorque, Carmelo atingiu finalmente o melhor do seu jogo, comparável apenas aos números das épocas 3, 4 e 7 em Denver. De onde vem este sucesso de Carmelo em particular e dos Knicks em particular? Uma melhor gestão de jogo por intermédio dos bases Kidd e Felton (a importância de ter um grande base na equipa; no ano passado até surgir Lin, os Knicks não tinham bases em derivado das lesões constantes de Baron Davis e Mike Bibby, jogando inclusive muitos jogos com o extremo rookie Schumpert a base) e uma melhor selecção de jogo, procurando o jogo interior de Chandler ou Rasheed Wallace (quem diria que voltaria à Liga para jogar bastante e ser decisivo; ainda mete de vez em quando aqueles triplos deliciosos) ou outros bons lançadores dos quais o seu plantel dispõe: Brewer, os próprios Kidd e Felton (fortíssimos como se sabe no lançamento de 3) JR Smith (está no auge da sua carreira mas é daqueles jogadores que só rende se sair do banco) e Steve Novak. A juntar a este sucesso, os Knicks ainda se podem gabar que tem dois jogadores muito importantes no estaleiro: o extremo Schumpert e o poste baixo Amar´e Stoudamire. Amar´e Stoudamire é a grande incógnita desta equipa. O que fazer com um all-star fustigado regularmente com as lesões? Sair do banco? Trocar? Trocar sabendo por exemplo que os Lakers querem trocar Gasol e os dois jogadores tem uma folha salarial idêntica?

Defensivamente a equipa revela algumas fragilidades. Tem bons defensores para jogo interior (Chandler é indiscutivelmente um dos melhores da Liga e Wallace sempre se safou) mas no entanto a sua defesa tem jogos onde deixa a desejar. Caso do jogo contra os Rockets e dos jogos contra Dallas. Uma ameaça a esta equipa dos Knicks são equipas que joguem de forma rápida, como é caso dos Clippers, Denver Nuggets, Memphis Grizzlies, Indiana Pacers e Timberwolves. Como os jogadores de Nova Iorque já não são novos, podem acusar alguma fadiga de forma precoce nesses jogos. Derivado desse facto, é também um desafio para a equipa técnica fazer com que as pernas dos veteranos não falhem nos momentos decisivos. É de relembrar que Kurt Thomas tem 40 anos, Wallace, Kidd e Camby 38. Ronnie Brewer veio a revelar-se uma boa contratação do ponto de vista defensivo. É um jogador que vem de uma equipa que aprimorou durante os últimos anos a defesa (Bulls) e é um jogador que demonstra muita agressividade a defender. Aqui está um artigo que demonstra o porquê dos Knicks terem contratado e bem o antigo SG\SF dos Bulls.

A chave deste primeiro lugar na conferência segundo Mike Woodson:

woodson

Outro dos factores de admirar nesta equipa e que subitamente se constituiu como mito é o valor dos ordenados desta equipa. Tenho ouvido muita gente dizer que os Knicks ultrapassam o tecto máximo da liga, fixado em 100 milhões de dólares por época. Tal não é verdade. Senão vejamos:

Knicks

Os supostos 24 milhões de dólares de ordenados de Stoudamire e Carmelo para esta época são mentira. A equipa gasta 80 milhões de dólares para esta época, sendo que ainda poderá facilmente encaixar mais uma vedeta a este rooster. Confesso que também fiquei surpreso com os salários de Kidd, Smith, Wallace e Brewer pois pensei que ganhassem ligeiramente mais. Kidd, com 3 milhões está contratado com o chamado “salário de veterano”, ou seja, 3 milhões por época. Nash por exemplo, recebe mais 1 milhão em LA.

Para finalizar, alguns dos momentos momentos dos Knicks neste início de temporada:

Miami Heat

James 3

A carneirada do costume. Pouco ou nada mudou em relação à época passada. A não ser uma ligeira subida de rendimento de Chris Bosh e a adição de um 4º all-star (Ray Allen). De resto, a dupla Wade-James continua a monopolizar o excessivo jogo de uma equipa que continua a ser orientada praticamente sem treinador.

2º lugar da conferência com 14 vitórias e 5 derrotas, sendo que os Heat poderão igualar os Knicks caso vençam as próximas duas partidas. Até agora, a equipa está a cumprir o seu estatuto de campeão: pontos altos nas vitórias em casa contra Boston (120-106) Denver (199-116) Phoenix (124-99) Spurs (105-100) e Brooklyn (102-89). Pontos baixos nas 2 derrotas contra os Knicks, sendo as duas copiosas (uma delas em casa por 20 pontos), em Washington, em Memphis (num jogo onde Rudy Gay esteve endiabrado) e Clippers. Tirando a derrota contra uma crescente equipa de Washington e os cabazes impostos pelos Knicks (que não se aceitam para uma equipa com este potencial) a época está a ser normal para Miami.

Ray Allen

A equipa de Erik Spoelstra em pouco mudou o jogo em relação às épocas passadas. O big-three constituído por Bosh, Wade e James continua a monopolizar o jogo da equipa, marcando mais de 70% dos pontos da equipa, Wade e James continuam a dar espectáculo e Ray Allen, embora saíndo de uma posição de banco, não veio para a Flórida passar férias. O shooting guarda continua a aplicar o melhor do seu jogo em Miami, o tiro exterior, onde esta época revela uma eficácia de 48% no lançamento de 3 pontos (36-76), ligeiramente superior aquela que tinha em Boston (45%). Se tivermos em comparação o que Allen fez nestes 19 jogos iniciais em matéria de 3 pontos (36-76), proporcionalmente, se mantiver a média de lançamento que tem apresentado, Allen poderá acabar a época regular com um score de 160-304, o que torna a eficácia maior tendo em comparação a época 2011\2012 onde o recordista de triplos marcados na liga apresentou um score de 168-378. Allen está a lançar menos mas a lançar muito melhor que nas épocas em Boston. E isso pode ser um factor bastante desiquilibrador para jogos onde Wade ou LeBron não alinhem, jogos esses que costumam ser muito complicados para a equipa de Miami pela preponderância da dupla no jogo ofensivo da equipa. Para já Ray Allen está a beneficiar e muito da inteligência de jogo de Wade e procura obviamente cortes que lhe permitam a sua posição ideal para 3 pontos: as linhas e aquele pontinho descaído para a direita onde costuma ser mortífero.

Mais 3 jogadores estão em destaque na equipa: Bosh (ler este artigo) deu um pulo muito interessante em relação ao desastre que foi a temporada regular da época passada. A todos os níveis. A eficácia de lançamento de campo subiu de 48.7 para 53% e já não temos aquelas séries de jogos em que Bosh conseguia apenas 1 cesto de campo em cada 10 lançamentos. Ao nível de ressaltos, uma melhoria de 2 décimas pontuais, e de abafos, passou dos 0.8 para 1.4 por jogo. Nota-se claramente um Bosh mais acutilante na luta das tabelas e mais assertivo no lançamento, principalmente no mid-range shot, onde Bosh apesar de não ser um dos melhores da liga na sua posição (Wallace, Love, Griffin, Randolph tem sido melhores) sempre foi uma área do seu jogo onde mal ou bem cumpriu e onde no passado esteve muito mal.

Outro dos jogadores que tem subido de rendimento nesta equipa é o sophomore Norris Cole. Ao ponto de já ter consolidado algum estatuto dentro da equipa. Cole apareceu no draft do ano passado e nos primeiros jogos da temporada passada prometia algo mais do que aquilo que as previsões de draft não confirmavam. No entanto, com o decorrer da época passou a ser menos utilizado até esta época. 19 minutos de utilização em média que para já não se traduzem em pontos (média de 5 pontos e 2.3 assistências) mas que se caracteriza em força de vontade por parte deste 2º anista da liga.

O terceiro é o veteraníssimo Rashard Lewis. Neste ano de reencontro com o seu antigo colega de Seattle Ray Allen, este veterano que cumpre a sua 15ª temporada na Liga não veio para Miami ganhar o salário de veterano para ficar no banco. Jogou 15 dos 19 jogos da equipa, 4 a titular e tem ajudado naquilo que pode. Ainda marca esporadicamente os seus títulos. Poderá ser muito importante na fase dos playoffs. Lewis e Cole vieram sem dúvida preencher uma lacuna que muita gente apontava a esta equipa: a falta de banco. Em conjunto com Allen, Shane Battier, Haslem, Joel Anthony e Mike Miller, já se pode dizer que esta equipa tem um 5 de banco.

Como referi nesta secção destinada aos Miami Heat, um dos pontos baixos foi precisamente a derrota frente aos Spurs. Isto porque Greg Popovich decidiu poupar as suas três vedetas devido ao desgaste da liga. Parker, Ginobili e Duncan já não são novos. No entanto, a atitude do consagrado treinador frente aos Heat valeu uma multa da Liga de 250 mil dólares porque há uma regra na Liga que uma equipa não poderá deixar muitos jogadores de fora por opção técnica para não tirar qualidade ao espectáculo. Que me lembre de algo semelhante, só no futebol. Na época passada, o treinador Irlandês Mick McCarthy  (Wolverhampton Wanderers) deixou de fora da convocatória 10 dos 11 titulares do jogo anterior da equipa e por semelhante regra, o clube foi multado pela FA. A decisão em relação a este comportamento da equipa texana causa-me uma opinião dual: se por um lado é o treinador que decide quem joga e deixar 3 jogadores (veteranos) de fora é uma decisão que se aceita pela preservação do seu estado físico (que já não é o de outros tempos), por outro lado temos que ver que a NBA é uma liga onde o espectador paga a peso de ouro para ver este tipo de jogos no pavilhão.

Antes dos highlights dos Heat, 3 notícias\opiniões:

Ray Allen

Rashard Lewis

Como explorar as 5 maiores dificuldades dos Heat

Videos:

LeBron James, desportista do ano para a Sports Illustrated, sobre a postura ofensiva da equipa.

Vitória em Denver (sem Dwayne Wade) depois de 10 derrotas consecutivas no Nevada contra os Nuggets.

James no seu show particular habitual.

Atlanta Hawks

3ºs da conferência este com um score de 12-6, o que me deixa algo intrigado. Deixa-me intrigado porque é uma equipa que teve mudanças significativas no seu jogo com a saída de Joe Johnson para Brooklyn e com a entrada de jogadores como Anthony Morrow, DeShawN Stevenson e Devin Harris.

Os Hawks perderam a sua maior estrela para Brooklyn. Joe Johnson era a luz da equipa. O lançador de serviço, a estrela à qual os companheiros endossavam a bola em altura de decisões. Com a saída de Johnson para Brooklyn acabava-se o big-three Johnson-Hortford-Josh Smith. Todavia, a estratégia dos Hawks em colmatar a saída de Johnson pela contratação de Morrow, Stevenson e Harris ainda não deu os frutos que deveria dar.

Anthony Morrow cumpre a sua 4ª época na Liga. Pela primeira vez, está numa equipa com objectivos explícitos: as meias-finais de conferência. Anthony Morrow é um jogador com uma técnica muito acima da média, lança bem e a sua técnica aliada ao drible fácil permite-lhe fazer drive-in para o cesto com alguma facilidade. É um jogador com um enorme leque de soluções ofensivas. Falta-lhe algum discernimento na hora de usar essas mesmas soluções, mas para já, em Atlanta, tem estado furos abaixo do que se esperava dele até porque está bem tapado pela dupla Louis Williams\Jeff Teague e por DeShawn Stevenson, tripla que não lhe garante muitos minutos de jogo.

O contrário é Stevenson. Andou perdido durante ano por Washington, Dallas e New Jersey. Chegou a Atlanta e a sua rodagem passou dos 18 para os 26 minutos em campo. A pontuação dos 2 para os 8 pontos por jogo. Stevenson é um veterano cheio de experiência e é um óptimo lançador. É uma boa situação de recurso até que a equipa consiga trazer um shooter parecido com Joe Johnson.

Harris: encolheu em tudo em relação a Utah. Utilizado em alternativa a Teague, passou dos 11 pontos de média para os 7, das 5 assistências para as 2.5. Também é um jogador com alguma técnica. Mas Teague assume-se neste momento como o grande patrão da equipa.

teague

Se a época passada provou que Teague poderia ser uma das vedetas emergentes da Liga, esta época prova um Teague ainda melhor, principalmente ao nível do que lhe é exigido: transporte de bola e shooting.

Com a saída de Johnson, existe algo que deve ser reparado em Atlanta: nenhum jogador ultrapassa a barreira pontual dos 20 pontos de média. Hortford voltou de uma grave lesão e tem jogado imenso (16.8 de média percentual e 10.8 de média de ressaltos). Há um ano atrás, por causa de uma lesão no joelho que o atirou para fora dos pavilhões durante 6 meses, muitos diziam que Hortford nunca voltaria a ser o Hortford do duplo-duplo (1o pontos\1o ressaltos) – pois bem, Hortford voltou e já não é o Hortford de média 11, é um Hortford completo de média 16.8 absolutamente gigante na luta das tabelas e concretizador mortífero in the paint.
De Chicago veio Karl Korver. Os Bulls mal aproveitaram Korver. De forma quase escondida lá entrava ele principalmente nos 3ºs e 4ºs períodos para meter os seus triplos decisivos. Dos 22 minutos de utilização em Chicago, Korver passou a 30 em Atlanta e é o motor do jogo exterior desta equipa na falta do triplista do costume (Joe Johnson). Defensivamente, é outro jogador incansável.
Louis Williams mais um shooter. Quando está em conjunto com Teague dentro de campo, estes dois imprimem um ritmo demoníaco ao jogo de Atlanta.

Josh Smith. Com a saída de Johnson ele é o nº1 da equipa. Tem estado à altura. Continua muito bom ao nível de lançamentos de campo, muito guerreiro (8 ressaltos em média) e melhorou significativamente o seu tiro exterior. Já lança com mais precisão de 3.

Em suma, estes Hawks, apesar de apresentarem algumas individualidades conseguem funcionar muito bem como colectivo. Essa está a ser a receita para este início de época.

Dossier de imprensa sobre os Hawks:

Maxwell Ogden do Bleacher Report acredita que os Hawks não devem fazer de Smith o próximo Joe Johnson. Isto porque o contrato de Smith termina em 2013 e poderá tornar-se free-agent. No entanto, Smith já veio afirmar que não pretende sair da equipa, estando em negociações para uma extensão de contrato.

O Georgiano Zaza Pachulia castigado em 1 jogo pela liga por este lance. O internacional Georgiano foi considerado reincidente neste tipo de lances.

Chicago Bulls

Boozer

Merecido. Confesso que quando Carlos Boozer mudou de Utah para os Bulls, fiquei bastante contente com a transferência. Num ano em que os Bulls pretendiam LeBron, Wade, Stoudamire ou Nowitzky para juntar a Rose, Boozer acabou por ser um mal menor para uma equipa que na altura estava em construção mas poderia ser completamente despedaçada caso um dos 4 primeiros fosse contratado. Boozer chegou a Chicago lesionado e demorou a encadear na equipa. Fez uma 2ª época melhor. Mesmo assim, para mim fã dos Bulls, as exibições do pf não me agradavam, pois era um Boozer completamente diferente daquele que tinha sido em Utah, com a singular excepção de ganhar 3 vezes mais em Chicago (tem um contrato de 100 milhões de dólares a 5 anos sendo que neste ano atinge o máximo desse contrato com um vencimento de 24 milhões de dólares). Em Utah via um Boozer que lançava de triplo (se fosse preciso), sempre na casa dos 20 pontos, muito forte nas incursões debaixo do cesto e dominador na luta das tabelas. Nos primeiros 2 anos de Chicago vi um Boozer muito irregular, com um lançamento à rectaguarda muito gasto. Parece ter recuperado os dias de Utah.

11-9 de score. Muito acima de qualquer previsão. 4º lugar na conferência não por mérito de score, mas pelo facto de liderar a sua divisão. Indiferentemente do score, a NBA obriga que os vencedores das 3 divisões por cada conferência fiquem obrigatoriamente numa das 4 primeiras posições. Com Milwaukee com 10-9 no seu máximo potencial e Indiana com 10-11 é provável que os Bulls somem mais um titulo na divisão central.

É uma equipa que está a aprender a jogar sem Rose. Hinrich renasceu em Chicago e está a cumprir bem a função para o qual foi contratado. Boozer, Deng e Hamilton são os marcadores de serviço. Os 3 estão a jogar bastante bem ao nível de Rose, diria que um furo acima em relação à época passada. Noah continua a ser a alma da equipa. É mais decisivo a todos os níveis que nos anos anteriores: os 13,9 pontos de média e 10.8 ressaltos assim o mostram.

Ao nível de banco, a equipa perdeu com as saídas de Watson, Korver, Brewer e Lucas III. Perdeu essencialmente ao nível de 3 pontos. É certo que contratou outros bons triplistas como Robinson e Bellinelli. Mas não são tão regulares quanto os que saíram. Ao nível de jogo interior, Gibson continua a cumprir como seu cumpriu. É um jogador com poucos recursos técnicos mas é muito lutador e raramente compromete. Asik rumou a Houston e a equipa ficou sem um poste suplente. Nazr Mohammed é muito escasso para ser substituto de Noah. O rookie Marquis Teague parece ter alguns dos dotes que fazem importante o irmão mas joga pouco. Thibodeau terá que o inserir com mais regularidade na rotação. Radmanovic até poderia ser um jogador especial nesta equipa pela capacidade de tiro exterior que ainda possui mas Thibodeau raramente o coloca em campo.

Robinson

Nate Robinson e Marco Belinelli entraram muito bem neste plantel. O baixinho é um exemplo para qualquer basquetebolista que não seja dotado de altura. Com 1,72 já ganhou de forma espectacular um concurso de afundanços. Tem uma mola nas pernas. É incrível a elevação deste jogador. Chega tão alto como um de 2,15.

Já o Italiano é um shooter nato. Dêem-lhe espaço que ele concretiza.

Pontos altos desta equipa para já: as vitórias caseiras contra Dallas (101-78) Philadelphia (83-78, para limpar o estigma da lesão de Rose e da eliminação nos playoffs do ano passado) e Nova Iorque (93-85). A vitória fora em Milwaukee.

Pontos baixos desta equipa: As derrotas caseiras contra Milwaukee (92-93 num jogo onde a meio do 3º período venciam por 27 pontos), New Orleans (82-89) e Indiana, onde a equipa foi absolutamente zero no ataque. O mesmo na derrota fora contra os Clippers (101-80) num jogo que ficou sentenciado no 2º período.

Rose:

Rose no Berto Center, centro de treinos dos Bulls. As mais recentes previsões indicam que o craque poderá estar de regresso no final do mês de Janeiro ou início de Fevereiro. Rose já treina sem limitações e faz treino de shooting nos dias de jogos.

Muito se tem perguntado e escrito sobre o dossier Rose. O que valerão os Bulls se Rose voltar em bem para o final da temporada? Na minha humilde opinião, os Bulls não tem capacidade para chegar à final de conferência esta época mas poderão complicar a vida a muito boa gente se chegarem aos playoffs. Mas não tem qualidade para chegar à final de conferência porque lhes falta banco. Até agora Thibodeau lançou 7 homens de banco: Nate Robinson, Bellinelli, Gibson e Butler com regularidade, Nazr Mohammed e Marquis Teague com alguma irregularidade e Radmanovic em 2 ou 3 jogos desta época. O banco de Chicago resume-se para já aos 4 primeiros, sendo que Bellinelli é inconstante e Butler tem vindo a crescer bastante mas de facto, ainda dá os primeiros passos a sério na Liga. Mohammed é carta fora do baralho. Teague é capaz de fazer coisas boas mas como rookie ainda tem que percorrer o seu caminho. Radmanovic, como anteriormente referi, é um desperdício de banco e bem que lhe podiam dar uns minutinhos para ver se daquela lentidão ainda saem uns triplos.

Algumas notícias recentes sobre os Bulls:

A lesão de Richard Hamilton. Está 4 semanas de fora.

Bradford Doolittle escreve sobre o segredo de sucesso de Thibodeau nos Bulls.

Nota pessoal: não querendo discordar de maneira alguma do autor do texto, quer-me parece pelos jogos que tenho visto que a equipa está a atacar muito mal e a defender com metade da agressividade que defendia no ano passado. Já não me recordo de tantos jogos na era Thibodeau em que a equipa não consegue ultrapassar os 90 pontos e já não me recordo também de jogos em que os adversários ultrapassavam a fasquia dos 95 no United Center.

Alex Kennedy sobre os Bulls no USA Today.

Videos:

O incrível comeback dos Bucks no United Center que impediu a 10ª vitória seguida dos Bulls contra o rival directo na divisão central.

seguido de um cabaz aos Dallas Mavericks (sem Nowitzky).

e aos Knicks sem Carmelo.

Philadelphia 76ers

Mesmo sem Andrew Bynum (numa das suas habituais ausências de rotina por causa da lesão no joelho que o assola há anos), e sem regresso previsto para o poste que veio de Los Angeles via Cleveland Cavaliers na troca entre Philadelphia, Cavs, Orlando e Lakers despoletada pela ida de Dwight Howard para a Califórnia, pode-se dizer para já que Doug Collins está a cumprir os objectivos que lhe foram designados pela direcção do franchising no início da temporada: uma vaga nos playoffs. No entanto, este 5º lugar de Philadelphia com um score de 12-9 não se pode considerar um feito despropositado em relação ao valor desta equipa pois é uma equipa com um jogo muito sui-géneris na Liga e com muito potencial.

A equipa de Doug Collins assenta nestes pilares: Spencer Hawes, Jason Richardson, Jrue Holiday, Evan Turner, Dorell Wright, Thaddeus Young e Nick Young.
Hawes um p.f com pouca técnica mas com muita capacidade de luta.
Richardson, um veterano que cumpre a sua 12ª temporada na liga. Está longe de ser o super Richardson que marcava 30 e 40 pontos por jogo esporadicamente em Phoenix, Charlotte e Orlando. No entanto é um jogador com uma capacidade de tiro que não é comum na liga. Prova disso são os 37 triplos que já marcou esta época.
Jrue Holliday é o patrão desta equipa. Os 18 pontos de média dão-lhe o estatuto de líder. Não é à toca. Jrue Holliday saltou do banco e assumiu-se como o timing-maker desta equipa. Quando aumenta a velocidade, a equipa responde-lhe nesse sentido. Marca muitos pontos fruto de arrancadas poderosas para o cesto mas ainda me parece algo verde a tomar decisões sobre pressão.
Evan Turner é outro explosivo e apesar de ter um bom lançamento ainda não está no auge daquilo que pode valer. Veio para a liga rotulado como um bom lançador de 3 pontos mais ainda não conseguiu confirmar essas credenciais.
Dorell Wright não melhorou nada desde que saiu de Golden State. É um shooter nato. Já tinha baixado muito as suas médias no 2º em Oakland. Em Philadelphia ainda não enquadrou nesta equipa e ainda não mostrou o seu ponto forte que é o lançamento de 3 pontos. É incrível ver um jogador com o seu talento não estar a jogar ao nível desse mesmo talento.
Thadeus Young, mais explosividade. É indiscutivelmente outro dos líderes desta equipa.

Esta equipa de Doug Collins funciona, fruto da sua imensa juventude, à base da rapidez e do jogo exterior. Poderá melhorar muito quando tiver jogo interior com Bynum. Bynum é menino para chegar e começar com duplos-duplos na casa dos 20 pontos e 10 ressaltos. Hawes neste momento é muito escasso no jogo interior.

Neste primeiro quarto de época, destacam-se como pontos altos da equipa as vitórias em Boston fora (106-100; sensacional jogo de Evan Turner com 25 pontos e 11 ressaltos) e casa (95-94; vitórias contra rivais directos podem resolver muita coisa no final da temporada) a derrota em Oklahoma por 116-109 (outro enorme jogo de Turner com 26 pontos acompanhado de Thaddeus Young com 29 pontos e 15 ressaltos). Pontos baixos as derrotas contra Detroit em casa (76-94) e Nova Iorque, onde o ataque da equipa pura e simplesmente não funcionou.

Brooklyn Nets

Deron Williams

O novo franchising da NBA, detido em co-propriedade pelo rapper Jay Z e pelo magnata russo Mikhail Prokorov, está a ter uma começo algo decepcionante, tendo em conta os objectivos da equipa e o que foi gasto em reforços: lutar pelos primeiros 4 lugares da conferência.

No último ano, a direcção dos Nets trouxe para equipa os seguintes jogadores: Gerald Wallace, Andray Blatche, Keith Bogans, Joe Johnson, Jerry Stackhouse e CJ Watson. Sem contar com os 3 rookies da equipa. A juntar aos bons jogadores que já possuia: o base all-star Deron Williams, DeMarshoon Brooks, Kris Humphries, Reggie Evans e Brook Lopez.

É certo que na NBA, as equipas demoram algum tempo a engrenar. Maior parte dos 10 jogadores que supra enunciei estão a jogar juntos pela primeira vez, sobre as ordens de Avery Johnson. E o próprio Avery Johnson está a aplicar um pouco do seu cunho profissional na equipa, ou seja, é uma equipa focada num excessivo basquetebol de ataque e é uma equipa que ainda apresenta muitas lacunas a defender. Das 9 derrotas averbadas até hoje, maior parte deram-se devido a maus jogos do ponto de vista defensivo. Outras derrotas deram-se devido ao facto desta equipa também se apresentar algo inconstante.

Os Nets são liderados por Deron Williams. Do All-Star que cumpre a sua 8ª temporada na Liga nada demais em relação aquilo que nos habituou: 16.8 pontos por jogo, 8,5 assistências por jogo (números ligeiramente abaixo daqueles que sempre apresentou). Deron Williams é aquele jogador que nos habituou a um estilo de líder. Tudo o que faz, faz bem. É indiscutívelmente (em conjunto com Chris) um dos melhores bases da nossa geração. Tem uma capacidade de liderança incrível, o que faz com que raramente falhe nas suas decisões de passe e lançamento.

A acompanhá-lo Joe Johnson. A mudança de Atlanta para Nova Iorque trouxe uma ligeira baixa nos seus números, facto que se deve considerar normal. Johnson ainda se está a adaptar à nova equipa. No entanto, oscila entre jogos onde é decisivo e outros onde tem sido demasiado perdulário. Os jogos onde tem andado escondido foram precisamente os jogos contra as outras equipas candidatas aos primeiros lugares de conferência.

Brook Lopez. Um início de época marcado por ligeiras lesões. Tem um potencial tremendo como sabemos, mas, é muito achatado a lesões. Está mais propenso ao ataque (18.5 pontos) do que à luta nas tabelas (6.8 ressaltos de média). É necessário para a equipa que comece a defender melhor de modo a eliminar os déficits defensivos que esta equipa apresenta.

Andray Blatche e Gerald Wallace. O primeiro subiu a fasquia em relação aquilo que fazia em Washington na última época. Sinal claro de que um jogador rende mais quando tem a seu lado melhores jogadores e uma equipa com objectivos. Está mais atlético e mais capaz de lançar a média distância. Está a esforçar-se muito mais do que se esforçava em Washington. Tem sido decisivo em algumas vitórias da equipa. O 2º está muito longe do Gerald Wallace de Charlotte. Pode-se dizer que está na curva descendente da carreira. Já não é o Gerald Wallace que lançava com efectividade de 3 pontos, comete muitos erros nas decisões de lançamento e não vai com tanta regularidade às tabelas, jogo onde se sentia como peixe na água. Para termos uma noção, o Wallace de Charlotte (antes dos Nets ainda passou por Portland) era o homem que na última época completa no franchising da Carolina do Norte (2009\2010) tinha algo como 456-943 em lançamentos de campo (48%), 52-140 em triplos e 762 ressaltos ganhos numa temporada. Nos 21 jogos realizados esta época, o extremo tem 52-119 (43,7%) em lançamentos de campo, 16-48 em triplos (lança menos mas com maior eficácia) e apenas 71 ressaltos.

Com algum destaque Kris Humphries, CJ Watson e Jerry Stackhouse. O primeiro é um jogador que não queria ter na minha equipa. Pouco móvel e conflituoso. O 2º perdeu alguma da preponderância que tinha em Chicago. Se em Chicago tinha o papel de 6th man, jogando em média 24 minutos por jogo, em Brooklyn a sua rodagem passou para 18 minutos. Se em Chicago era aquele jogador que oscilava entre jogos maus e jogos onde era capaz de derrubar a fasquia dos 25 pontos, em Brooklyn tem sido menos point-guard e mais shooting guard. Já leva 27 triplos este ano tomando em comparação que no passado em Chicago fez 64 em 49 jogos. Para bem da equipa de Avery Johnson, este homem tem que jogar mais. Stackhouse é outro que confirma que os veteranos estão de volta: em Atlanta pouco jogava. Em Brooklyn tem aparecido em todos os jogos, com mais de 10 minutos de utilização por partida. Contribui naquilo que pode para o poder ofensivo da equipa, tendo 6 pontos de média por jogo.

Outro factor deve ser levado em conta para este medíocre arranque dos Nets esta época: é para já a equipa do Oeste com maior número de jogos contra equipas de topo. Nos 21 jogos realizados, já jogou 2 vezes contra Miami, outras 2 contra Nova Iorque, outras 2 contra Boston, outras 2 contra os Lakers e 1 contra os Clippers. Tendencialmente isto faz com que estes 9 jogos sejam 9 jogos onde o risco de perder aumenta.

Como pontos altos da campanha dos Nets até agora estão as vitórias contra Orlando (fora\107-68), a vitória caseira contra os Clippers 86-76 onde Blatche e Humphries secaram por completo Blake Griffin, a vitória caseira contra os Knicks (96\89) onde Brook Lopes fez 22 pontos e 11 ressaltos e Deron Williams 16 pontos e 14 assistências, a vitória sem espinhas em Boston por 95-83 e até as derrota em Oklahoma, obrigando Kevin Durant ao seu melhor jogo (lá está, se não fosse a péssima atitude defensiva, venceriam este jogo) e Nova Iorque (esta semana), sendo que esta última apenas aconteceu porque Carmelo Anthony entrou em campo com o seu melhor jogo (45 pontos).

Como pontos baixos, as derrota em Miami por 103-33 (mau jogo colectivo) e 89-102 num jogo em que os Nets tiveram uma primeira parte de sonho e uma segunda parte de autêntico pesadelo e a derrota caseira contra Milwaukee por 88-97 (idem).

À semelhança dos Knicks, os Nets também não gastam mais do que o que está estabelecido nas regras da Liga:

Nets

Para finalizar algumas notícias e vídeos desta equipa:

Brook Lopez está novamente lesionado.

O departamento de média desta equipa tem sido extraordinário. Necessitava de ser, é certo. É uma equipa nova que precisa de ganhar nome e recrutar fans para poder por em marcha o seu projecto de futuro. Aqui ficam algumas imagens inside do franchising.

Kris Humphries, Rajon Rondo e Kevin Garnett pelos piores motivos. Rondo foi castigado pela 3ª vez este ano. Humphries saiu sem qualquer castigo ou multa. Gerald Wallace foi multado em 35 mil dólares e Garnett em 25 mil. Concordo com a decisão de castigo a Rondo, com a multa a Wallace, mas não posso concordar que Humphries não tenha sido expulso pela duríssima falta de cometeu e Garnett também não tivesse um castigo desportivo pela reacção que teve ao adversário.

Os nets perderam mas fica aqui o espectáculo proporcionado pelas duas equipas. 117-111 com um Durant de high-level.

Boston Celtics

Rajon Rondo

Como já tinha escrito num dos primeiros posts desta série, esta época será muito complicada para a equipa de Doc Rivers.

Primeiro, pela saída de Ray Allen para os Heat. Os Celtics perderam efectivamente metade do seu poder ao nível de jogo exterior.

Segundo, pela veterania dos seus membros. Garnett e Pierce já não tem o vigor de outros dias. E a direcção de Boston sabia que tinha que renovar o plantel da equipa. Contudo, não o fez a tempo e as suas maiores vedetas tem um valor quase nulo ao nível de trocas.

Terceiro, por alguma escassez de banco.

Na ordem do dia está Rajon Rondo. Tornou-se o verdadeiro patrão desta equipa. Triplos-duplos em muitos jogos. Organiza o jogo como ninguém. Os seus drive-in e layups são de assinatura. É a alma da equipa. No entanto, neste início de época, apesar de muitas vitórias caírem para a equipa por seu intermédio, já foi castigado por 3 vezes e isso pode reflectir-se na trajectória da equipa ao nível de classificação. Toda a gente que vive o mundo da NBA sabe que o jogo de Rondo sai na perfeição quando este assume aquela veia provocadora. Porém, a Liga já não perdoa a Rondo tantas reincidencias em actos provocatórios e actos de agressão física. São 4 anos a insultar e agredir. Se os primeiros castigos resultaram em multas, o incidente com Humphries valeu 2 jogos de suspensão, suspensão que já não é inédita na carreira do base. Suspensões à parte, os seus números não mentem: 13.9 pontos, 12.9 assistências (1º neste capítulo na Liga) e 5.9 ressaltos. Percentagem de campo acima dos 50% (51,9%) sendo um dos poucos jogadores na Liga que consegue esta fasquia.

Nem só de Rondo vive esta equipa é certo. Pierce e Garnett também estão com bons números. O primeiro com 20 pontos de média, num dos melhores arranques de campeonato da sua carreira. Rapidamente Pierce começou a meter aos 30 por jogo, algo que não é usual pelo facto de ser um jogador que só atinge pico de forma lá para Fevereiro. O segundo com 16 pontos parece viver uma 2ª vida. Tem 54% de eficácia no lançamento, o que em grosso se traduz em 137-253 em lançamentos de campo. Esta está a ser uma das melhores épocas ao nível pessoal para o veterano de 17 temporadas na Liga.

De Dallas veio Jason Terry com a missão de fazer esquecer Ray Allen. Em Dallas, Terry foi por 3 vezes nomeado o melhor 6º jogador da liga. Tem um basquetebol extraordinário, rápido e com uma eficácia de tiro exterior impressionante. Ainda se está a adaptar à equipa. Caiu em 4 pontos a sua média de época, mas tendencialmente irá recuperar alguma falta de eficácia.

Brandon Bass. Jeff Green, Leandro Barbosa, Courtney Lee e Chris Wilcox. Tirando Lee, os restantes 4 são jogadores dos quais não aprecio. Green tem alguma preponderância no jogo da equipa pois é um extremo que acrescenta algum jogo interior à equipa. Bass é um p.f lento. Tem alguma eficácia no lançamento a média-distância mas tudo o que for a mais de 14 pés (medida americana) do cesto não entra. Barbosa tem dias. Wilcox é pura e simplesmente horrível e não consigo perceber como é titular. Não só não se impõe na luta das tabelas como o seu jogo ofensivo e defensivo é pautado por muitos erros imaturos.

Sullinger e Fab Melo. O primeiro começou a época lesionado mas já tem entrado na rotação com algum sucesso. O segundo continua sem jogar, o que é um facto que me intriga. Com um poste tão horrível como Wilcox, porque não dar algum espaço ao brasileiro?

Penso que este será o último ano desta fórmula para Doc Rivers. Urge-se renovação em Boston. Se por exemplo na divisão central, Chicago, Milwaukee e Indiana, indiferentemente do que façam ao nível de resultados, terão uma vaga nos 4 primeiros lugares caso vençam a divisão, no caso de Boston a coisa é diferente. Com a divisão praticamente entregue aos Knicks, qualquer derrota poderá resvalar numa saída da zona de playoffs. E uma eliminação precoce dos Celtics dos playoffs, aliada ao pouco poder monetário e de troca dos Celtics em virtude da veterania dos seus jogadores e salários altos poderá ter consequências futuras no franchising, apenas comparáveis aos 8 anos em que os Celtics estiveram sem pisar os playoffs no início deste século (2000-2008).

Perante este cenário, qualquer decisão para a direcção da equipa do Massachusets será complicada. Algumas notícias tem dado contra do interesse de Boston em desencadear uma série de trocas já pela altura do Natal. Umas dão conta no interesse em Anderson Varejao dos Cavaliers para o posto de poste. Apesar de Varejao ser um jogador experiente e furos acima de Chris Wilcox, creio que não iria acrescentar muito mais ao jogo de Boston pelo facto de também ele ser um jogador que deixa a desejar em muitos aspectos. Outras equacionam outros homens para o jogo interior dos Celtics: Drew Gooden, Pau Gasol, Josh Smith e Marcin Gortat. Gooden só pode ser brincadeira visto que já não joga desde o tempo em que esteve nos Bulls. Gasol está referenciado para várias trocas. O baixo nível de exibições que o espanhol tem feito nos Lakers (está com a pior média pontual e de ressaltos desde que chegou à NBA) poderão disparar o clique para a troca. No entanto, não vejo quem é que os Lakers estejam interessados em Boston. A não ser que seja o próprio Rondo, mas, nesse cenário, Boston perderia e muito. Pelo que vi, Boston tem cap salarial para incluir Gasol. Gortat está a fazer boas exibições numa equipa de Phoenix que finalmente poderá estar em condições de lutar por uma vaga nos playoffs. Não creio que a direcção da equipa do Arizone e o jogador pretendam efectuar uma troca com os Celtics.

Milwaukee Bucks

Scott Skiles cumpre. 7º lugar com score de 11-9, apenas a 1 vitória dos Bulls, líderes da divisão central.

jennings ellis

Brandon Jennings e Monta Ellis constituem uma das melhores duplas da NBA. Alta velocidade. Melhor melhor só a dupla Wade-James. A transferência do shooting guard de Oakland para Minnesota (que envolveu a saída de Andrew Bogut para a Califórnia onde não tem jogado devido a lesão; mais uma não é) acabou por ser excelente para o jogador, para Jennings e para as duas equipas. Ellis já era um diabrete à solta quando jogava com Stephen Curry. Em Brandon Jennings parece ter encontrado a sua alma gémea. Sintonia total. Os Bucks despacharam um dos seus maiores cancros: Bogut. Os Warriors foram buscar muitas picks de qualidade ao draft para construírem uma equipa de futuro.

Olhando para os números destes dois em particular: Ellis tem 18.6 pontos de média pontual e 5.7 ao nível de média de assistências por jogo. Jennings 17.3 de média percentual e 6.1 ao nível de assistências. A dinâmica deste duo é fantástica se reparmos que um joga para o outro. Tanto Jennings como Ellis pautam o jogo da equipa numa velocidade ímpar. As equipas com jogadores mais velhos terão muitas dificuldades contra esta equipa. Se Jennings é um jogador que cresceu imenso ao nível de condução de bola e avaliação de decisões (já não treme sobre pressão), Ellis é o showstopper da equipa: lança de todo o sítio, género e feitio e de vez em quando brinda-nos com aqueles afundanços de levantar pavilhão. Quando os dois estão muito marcados ou a fazer um mau jogo do ponto de vista de tiro, viram-se para o turco Ilyasova (tem estado pior ao nível de lançamento de 3 pontos) ou para Mike Dunleavy (42% no tiro de 3 pontos). Com o outro base da equipa, Beno Udrih, está apresentado o seu jogo exterior. O jogo exterior da equipa foi muito importante na vitória contra Chicago, no jogo que acima referi, onde os Bulls a ganhar por 27 a meio do 3º período foram perder. Quem apareceu? Ilyasova, com vários triplos decisivos.

Ao nível de jogo interior. Apesar de ser um extremo, é no jogo interior que Marquis Daniels (contratado a Boston) se sente confortável. A equipa possui Gooden e 4 postes altos de raiz: Dalembert, Udoh, Sanders e Luc Mbah a Moute. Todos eles são jogadores algo rudimentares ao nível técnico. Dalembert é desde há muitos anos um caso gritante. No entanto todos eles apresentam um espírito de sacríficio muito importante para os objectivos da equipa: Dalembert tem 6.1 pontos de média e 4.9 ressaltos por jogo, Mbah a Moute 10\5.5 e Sanders 7.7\7. Não havendo um titular, é caso para dizer que estes três se complementam muito bem e dão muitas opções válidas ao treinador. Udoh apesar de jogar com suplente de Gooden a poste baixo, faz 5.5 pontos de média por jogo.

Milwaukee possui um dos melhores rookies de 2012: Doron Lamb. É um jogador muito energético e com boa capacidade de lançamento. Scott Skiles já se apercebeu disso e tem dado 13 minutos de utilização em média ao antigo jogador da Universidade de Kentucky. Os números de Lamb não tem sido famosos mas tenderá a melhor no futuro. Tem o azar de ser base numa equipa que tem Jennings e Ellis.

A equipa de Milwaukee está de olho em Chicago. Qualquer deslize dos Bulls será a meu ver muito aproveitado por esta equipa. O primeiro lugar na divisão dá direito a lugar privilegiado aos playoffs, lugar que muito dificilmente teria acesso esta equipa pela via normal de classificação na tabela.

Alguns vídeos dos Bucks:

Indiana Pacers

Para já na 9ª posição, fora dos playoffs.

O início de temporada dos Pacers surpreende-me pela negativa. Esta equipa tem tudo para se posicionar entre o 4º e o 6º lugar da conferência. Tem muita juventude com alguma experiência de liga, talento, e acima de tudo soluções de valor nas 5 posicões do basquetebol.

No entanto tem sido um início muito complicado para a equipa sediada em Indianápolis. Danny Granger está lesionado e só voltará aos pavilhões no início de Fevereiro. 11 vitórias e 11 derrotas de score. Os Pacers ganham um jogo para depois perderem o seguinte. Não conseguiram até agora fazer mais de 2 vitórias seguidas. Tendo em conta que a tabela neste momento mostra que o 4º classificado (Bulls) tem um score de 12-9 e os Pacers que são 9ºs tem 11-11 tudo poderá mudar num instante. Em poucos jogos tanto os Bulls poderão estar fora dos lugares de acesso ao playoffs como os Pacers na 4ª posição.

Início de temporada marcado por algumas derrotas que não estariam nas contas da equipa treinada por Frank Vogel como a derrota em Charlotte (89-90) em casa contra Toronto (72-74). Todavia, uma vitória inesperada contra os Lakers.

É uma equipa que tem vindo a soltar-se mais com o decorrer do tempo. Nos primeiros 10 jogos a equipa não conseguia marcar mais de 90 pontos. Ultimamente já tem chegado aos 100 (contra Dallas 103; New Orleans 115). Tem tudo para ser uma equipa com um grande grau de pendor ofensivo. Marcadores de pontos não lhes falta: DJ Augustine (vindo de Charlotte) Paul George, Danny Granger, George Hill e David West. Com a ausência de Granger (jogador com uma média pontual na casa dos 22) é normal que a equipa se ressinta a nível ofensivo. Fazendo uma comparação dos Pacers com os Bulls (Derrick Rose de fora), ambas as equipas estão ressentidas do facto dos seus melhores marcadores estarem de fora. Para explicar este nível de irregularidade da equipa, acrescenta-se o facto desta equipa ser a equipa com mais turnovers na liga: 15.2 de média por jogo. São portanto 30 (mínimo) a 45 pontos que não entram por jogo por erros, principalmente dos seus bases.

O primeiro tem sido uma contratação furada. O Augustin que era indiscutível líder de Charlotte é um flop em Indiana. Dos 16 pontos de média em Charlotte, passou a 3.2 em Indiana. Com Granger lesionado, a missão de pontuar passa para George, Hill e West. George e Hill são jogadores de alta velocidade. Pecam por serem jogadores com um baixíssimo nível de decisão e esse é de facto um dos pontos que explica tanta irregularidade. Apesar de George ter uma média pontual de 16 e Hill de 14.7, as suas percentagens de lançamento deixam a desejar porque são jogadores que lançam em demasia sem muita consistência. No entanto, George já marcou 48 triplos este ano em 118 lançamentos e Hill 35 em 112.

Para dar alguma maturidade à equipa existe David West. Está a fazer uma excelente temporada, a melhor desde que saiu da companhia de Chris Paul em New Orleans, com números fantásticos: 17.5 de média pontual e 8.5 ressaltos. É candidato ao all-star deste ano pela conferência este.

Roy Hibbert 2

Falando do jogo interior da equipa, outro dos problemas que tem assolado esta equipa são as medíocre exibições de outra das suas estrelas: Roy Hibbert. Comparando com a época passada, Hibbert está longe do seu nível exibicional. Se no ano passado, Hibbert acabou com médias de 12.8\8.8\2 blocks per game, e se previa que a equipa de Indiana cresce muito na conferência este em virtude da maior maturidade dos seus jovens jogadores, esta época, depois de Hibbert ter estado com um pé fora de Indiana pelo facto do seu contrato estar a expirar e de ter renovado o seu contrato com a equipa, Hibbert apresenta números que não são de todo aqueles que a equipa esperava de si: 9.5 pontos (esperava-se que subisse a fasquia para os 15) 8.4 ressaltos (esperava-se que figurasse no top dos ressaltadores da liga). Algo imperceptível anda a abalar o poste. Falta-lhe concorrência no sector (Hansbrough e o contratado a Dallas Ian Mahimni são jogadores muito fracos para fazer sombra a Hibbert) e talvez ainda lhe esteja na ideia a possibilidade de ir procurar a vida noutro lado. No verão haviam várias possibilidades, entre as quais Chicago e Portland. Apenas a equipa do Oregon apresentou uma proposta no valor de 58 milhões de dólares por 3 temporadas, proposta que foi coberta de imediato pelos Pacers.

Uma eventual troca de Hibbert será muito complicada de gerir para os Pacers. É um jogador com uma qualidade imensa. Tem tudo para ser o melhor ou um dos melhores postes da liga desta geração. Tem atleticismo, corpo e técnica apurada de poste. Marca pontos e é um animal das tabelas. Neste momento, tomando em conta os 26 anos, a situação torna-se mesmo complicada. Hibbert terá que explodir. Se há altura para explodir, é agora essa altura. Se Indiana o trocar, corre o risco que o jogador vá explodir num rival de conferência. Se o deixar ficar, poderá ter o dissabor de Hibbert se tornar um flop futuro tendo em conta o ouro com que é remunerado. Penso que só o final da época poderá ser bom conselheiro para esta equipa.

Orlando Magic

Ano zero para a equipa da Flórida. Howard já se foi e os Magic, na minha opinião, não ficaram a ganhar em nada com a saída do poste. Por teimosia da sua direcção renovaram no ano passado o contrato com Howard para que este pudesse render algo que pudesse à equipa construir um plantel de futuro. Estas pretensões saíram goradas. No meio do cerco que fizeram ao jogador, os Lakers ainda ofereceram Gasol. Era de facto na altura uma boa proposta. Os Magic declinaram, talvez por questões económicas e pelo elevadíssimo salário do internacional espanhol. Agora, com a saída da sua antiga vedeta para LA a troco de uma mega troca que colocou Josh McRoberts, Arron Afflalo, Al Harrington e Etawn Moore, resta esperar que uma equipa jovem como é Orlando seja bem trabalhada.

O plantel de Orlando não é mau nem é bom.

Ao nível de bases, Jameer Nelson, JJ Redick, Moore e Afflalo dão conta do trabalho.

Nelson parecia eclipsado nos últimos anos da presença de Howard. Parece ter reencontrado o seu jogo. Se antigamente era um jogador que só jogava para Howard, o individualismo gerado pela saída do poste fez Nélson subir as suas exibições e os seus números.

Redick esteve a um passo de rumar a Chicago como free-agent. Não o fez porque o salário de renovação que os Magic lhe ofereceram foi elevadíssimo. Redick foi o melhor jogador do NCAA (campeonato profissional universitário) de 2005 por Duke. Nesse mesmo ano foi campeão universitário. Chegou à liga bem rotulado mas não se conseguiu impor. Só no ano passado conseguiu chegar a 6th man da equipa, o que se traduziu num salto na rotação de 22 para 27 minutos de utilização. Este ano é titular da equipa e puxou o seu jogo de 11.8 para 13.8 pontos por jogo e duplicou a sua capacidade de assistências de 2,5 para 5. Redick é dono de uma técnica invulgar, quase perfeita, tanto no transporte da bola como no acto de lançamento. Tem tudo para ser a vedeta da equipa este ano.

Afflalo é outro caso complicado. Técnica não lhe falta, até sobra. Capacidade de tiro exterior sublime. Em Denver toda a gente sabia que estava ali um jogador talentoso. Sendo um shooter nato e ligeiramente lento de movimentos não enquadrava no alto rimo de jogo que George Karl incute nas suas equipas. Tanto ele com o veterano shooter Al Harrington. Mudou para Orlando. Nota-se uma melhoria tal no seu jogo que chegou à Flórida e tornou-se logo o melhor pontuador da equipa com uma média de 16. Falta-lhe começar a acertar com os triplos. Tem 27 em 88 tentativas. No ano passado em Denver fez 88 em 212. Quando o fizer, será um jogador altamente letal.

Etawn Moore. Estará aqui o futuro da equipa? Este sophomore daria muito jeito a Boston. Nos 21 jogos de Orlando já marcou o dobro dos pontos (195), com 24 minutos de utilização do que nos 38 jogos de Boston (101) onde era utilizado durante 8 minutos de forma esporádica. É um lançador nato e só tenderá a melhorar.

Ao nível de jogo interior a história é outra. Howard não era só o jogo interior da equipa, era a canalização prática de todo o jogo da equipa. Sem esquecer os extremos (o velhinho Turkoglu ainda dá conta de algum jogo e Andrew Nicholson promete ser um dos rookies do ano), o jogo interior resume-se a Glen Davis, o baby shaq que andava muito escondido e mal aproveitado por Boston\sombra de Howard quando este precisava de descansar. Davis não é um primor de técnica. Mas tem caparro para aviar uns quantos. Não é o mais inteligente dos postes da liga, mas tem cabedal para se fazer valer nas tabelas contra os outros postes. Melhorou imenso desde que foi para Orlando e se calhar agora até daria jeito a Boston, que procura precisamente um bom poste. Está a fazer bons números e ainda aproveita o facto do jogo de Nelson estar formatado para servir Howard. A saída de Howard deu-lhe espaço e fez-lhe bem. Subiu 12 minutos na rotação, subiu 6 pontos de média em relação ao ano passado e tem empurrado a equipa nos momentos decisivos. Na 6ª época na liga duvido que lhe melhorem o lançamento, departamento do jogo onde ainda continua em déficit.

Com 8-13 de score ainda está tudo em aberto para os Magic. Não creio que consigam uma vaga nos playoffs. Os rivais directos são mais fortes. Já tiveram jogos esta época onde isso ficou provado nas derrotas contra Chicago e Boston. Para o ano logo se vê se conseguírem acrescentar mais alguma qualidade a este plantel.

Charlotte Bobcats

Neste quarto da época Jordan deve ser um proprietário mais satisfeito. Em 20 jogos, os seus Bobcats já venceram por 7 vezes e para já não varrem a lanterna vermelha da conferência. Já conseguíram mais de metade das vitórias do ano passado.

Apesar da equipa estar assente nos 275 milhões de dólares investidos pelo mítico Michael Jordan (recordo que os Bobcats são do Estado da Carolina do Norte, estado natal do antigo astro da modalidade), os últimos anos tem sido de autênticos dissabores para esta equipa. Sucessivas trocas e escolhas directivas que correram mal do ponto de vista desportivo e que deram azo às piores épocas de sempre da equipa (e quiçá das piores épocas de sempre de uma equipa na história da competição) e o próprio lock-out que ocorreu no início da competição na época passada, onde os Bobcats ocupavam na proa o rol de equipas que não conseguiam fazer face às suas despesas, chegaram inclusive a colocar em risco a participação da equipa na prova e a possibilidade dos direitos do franchising mudarem para outras cidades que se tem mostrado desejosas de receber a competição (ou de voltar a receber) como é o caso de Las Vegas, San Francisco e Seattle.

Nos 66 jogos da fase regular da época passada, os Bobcats alcançaram apenas 7 vitórias, tantas como as alcançadas já este ano em 25 jogos. Pior que as 7 vitórias (1 a cada 10 jogos) foi a figura muito triste protagonizada por uma equipa que muito dificilmente conseguiria vencer (digo na minha opinião) um dos mais importantes campeonatos europeus (Espanhol, Francês, Italiano, Russo, Turco, Lituano ou Grego).

Algo mudou neste verão em Charlotte. Jordan foi obrigado a reformular a equipa e com essa reformulação, iniciada pela ida de dois dos principais activos da equipa (Boris Diaw para os Spurs no final do prazo para trocas da época passada e DJ Augustin como free-agent para Indiana), que não só não estavam a render o esperado na equipa como libertaram algum cap salarial para a reconstrução da nova equipa, aliado à possibilidade uma escolha satisfatória no draft de 2012 (Michael Kidd-Gilchrist) fizeram com que a equipa tenha para já um comportamento muito mais satisfatório do que aquele que teve na época anterior. No entanto, esta equipa ainda terá que trilhar um longo caminho para estar em condições de lutar pelos playoffs.

Apesar da equipa ainda manter gente que não tem qualidade para jogar nesta liga (Reggie Williams, Hakim Warrick, Kemba Walker, o flop Tyrus Thomas, DeSagana Diop), o incremento de novos jogadores com alguma experiência (Ben Gordon, Brendan Haywood e Ramon Sessions) em conjunto com Gilchrist (para termos noção da entrada de rompante do antigo poste-baixo da Universidade de Kentucky que foi escolhido na posição 2 do draft deste ano, nos primeiros 25 jogos da equipa está com uma média pontual de 11 e 6.4 de ressaltos) e alguns jogadores interessantes como é o caso de Gerald Henderson e Bismark Byombo (precisam claramente de puxar mais por este jogador) fizeram com que a equipa tenha melhorado em muito o seu jogo em todos os sectores. Ramon Sessions, apesar de ser um base mediano é um bom organizador de jogo, Henderson e Gordon dão mais capacidade ao nível de tiro exterior, Gilchrist, Haywood e Byron Mullins dão um melhor jogo interior. Falta no entanto uma estrela a esta equipa, ou seja, alguém que seja capaz de decidir jogos e sobretudo banco. Falta essa estrela na medida em que os Bobcats já perderam alguns jogos (contra algumas importantes equipas na Liga) por diferenças pontuais residuais (abaixo de 6 pontos). Tendo uma estrela que assuma o jogo de forma decisiva nos momentos finais, mais jogos poderiam ter caído para esta equipa.

Para terminar, é de realçar que esta equipa começou muito bem nos primeiros 11 jogos da época com um score de 7-4. No entanto, já não vence desde 24 de Novembro, averbando 14 derrotas seguidas.

Detroit Pistons

Andre Drummond

André Drummond: o jogador mais jovem da NBA desta temporada. Um diamante em bruto que Detroit tem em mãos para explorar.

O caso dos Pistons é um caso mais complexo. Pode-se dizer que é um caso que cruza exemplos de outros casos particulares de outras equipas da conferência: Boston e Charlotte.

Os Pistons, apercebendo-se que tinham uma equipa excessivamente velha, sem valor de troca no mercado, com salários acima do normal para a veterania dos seus jogadores e sem resultados desportivos, decidiram apostar na juventude como forma de inverter os maus anos da equipa. Falamos de uma equipa que foi campeã da NBA em 2004 e que disputou uma final da competição em 2005. No entanto, os tempos dos 2ºs bad boys de Detroit já vai bem longe. Apesar de quase todos ainda jogarem em outras equipas da Liga (Rasheed Wallace, Richard Hamilton, Chancey Billups, Antonio McDyess), na equipa, dessa era só sobraram os veteranos Jason Maxiell e Tayshaun Prince. Ao contrário do exemplo de Boston (queimar a estratégia da equipa a partir de uma estratégia aversa a mudanças radicais), os Pistons decidiram sacrificar mais uma época onde até tinham cap para adicionar 2 ou 3 jogadores de qualidade e experiência para construir uma equipa praticamente de raiz.

Os Pistons tem vindo a fazer uma época bastante aceitável com uma equipa extremamente jovem. 7-21 de score é certo, mas, pelo que tenho visto, mesmo nas derrotas, tem feito jogos muito conseguidos do ponto de vista exibicional contra equipas de outras dimensões, casos das derrotas em Oklahoma (97-105) Orlando (106-110) Chicago (104-108) Philadelphia (97-104) Denver (94-101) Brooklyn (105-107). É uma equipa algo bipolar: tanto tem uma alta propensão ofensiva (ver no calendário o número de jogos que a equipa tem acima dos 100 pontos) como tem baixa propensão ofensiva noutros jogos (o que se pode explicar pela óptica da construção de uma equipa com jogadores que nunca tinham actuado juntos até esta época). Defensivamente é uma equipa bastante frágil e como tal precisa de ser trabalhada nos próximos meses.

Os Pistons são a equipa mais jovem desta liga. Pelo meio alguma mistura de veterania, casos de Charlie Villanueva, Jason Maxiell ou Corey Magette. Se olharmos para o seu plantel, rookies são 5 (Drummond, English, Singler, Middleton e Kravtsov), sophomores e 3ºs anistas 3 (Knight, Monroe e Jerebko) e até o líder da equipa (Rodney Stuckey) apenas cumpre a 6ª época na Liga. Destes 9 jogadores, Stuckey (regressou muito bem de uma lesão complicada que o afastou praticamente toda a temporada do ano passado) Drummond, Singler, Knight, Monroe e Jerebko tem influência no rendimento da equipa.

Falando de alguns:

Drummond – O BI deste poste engana. 19 aninhos. André Drummond pelo que vi vale ouro no futuro caso seja bem trabalhado. Este poste que veio da Universidade do Conneticut tem apenas o azar de ter como titular da sua posição outro jovem de ouro: Greg Munroe. Munroe é indiscutívelmente um dos líderes da equipa e a solução de futuro para a construção da equipa. Os seus números mostram isso (15.7 em pontos, 9.1 ressaltos) e pode-se dizer que neste momento, Munroe e Joakim Noah dos Bulls são os postes em melhor forma na liga neste início de temporada. Pelo que pude ver nos 2 ou 3 jogos que já vi da equipa, Drummond tem tudo de bom na posição: corpo, atleticismo, esforço, técnica acima da média. No entanto, não poderá viver na sombra da estrela da equipa e será bom para a equipa liderada por Lawrence Frank que trabalhe o jogador para a posição de poste baixo. Se essa missão tiver exito, meia equipa dos Pistons para os próximos 10 poderá estar construída.

Os bases Stuckey e Knight. Complementam-se. Stuckey é um excelente organizador de jogo. Nos primeiros anos da liga, os números de Stuckey e até o estilo de jogo que apresentava chegaram a motivar a imprensa norte-americana a escrever que Detroit poderia estar a ver nascer um novo Dwayne Wade nos seus braços. Prova disso a fantástica época 2009\2010 onde atingiu o seu máximo de temporada: 16.6 pontos. Stuckey é um bom organizador de jogo e é também ele um bom lançador. Teve algum azar com uma lesão no joelho que já o obrigou a parar muito tempo. Ainda este ano, na pré-época, a lesão quase o obrigou a falhar os primeiros jogos da temporada. Está lentamente a re-entrar no jogo. Leva 11.8 pontos de média nos 28 jogos realizados esta época e 4.2 de assistências. Está a lançar menos e melhor e a servir mais de organizador de jogo.
Já Brandon Knight é outra história. Depois de ter sido um dos rookies da época passada, com uma média pontual de 12.8, este jogador promete ser uma das referências da equipa para os próximos anos. Muito completo em tudo: organiza bem jogo, faz algumas assistências, lança bem tanto a meia-distância como de 3 pontos (41% de eficácia nos 3 pontos; 54-125 esta época em triplos) e promete não ficar por aqui. Já está nos 15 pontos de média.

Extremos: Villanueva, Prince e Jerebko – Os primeiros dois dispensam apresentações. Fortes no lançamento, aparecem com grandes exibições quando menos se espera. O 3º está a decair. Depois de 2 boas temporadas, esperava-se que este bom lançador pudesse dar o salto qualitativo para 12\13 pontos de média. Ficou-se pelos 6.8 actuais.

À semelhança de Charlotte esta é uma equipa que também precisa de adicionar à sua equipa alguém que consiga resolver jogos nos momentos de pressão.

Para finalizar, alguns momentos da grande estrela da equipa Greg Munroe durante esta temporada:

Em jeito de brincadeira, confesso que o segundo slam, protagonizado por Jason Maxiell (não acreditava que ele fosse capaz disto!!) me deixou um bocado parvo!

Jogo de carreira para Munroe contra Toronto na terça-feira.

Momento do jogo contra Chicago. O experiente Kirk Hinrich ficou muito mal na figura. A sua veterania já lhe devia ter dito que nestes momentos, as regras permitem que peça timeout ao árbitro. Nesta altura, Detroit ainda lutava pela partida. Não teve consequências para os Bulls ao nível de resultado na partida mas…

Cleveland Cavaliers

Kyrie Irving

Mais uma época para esquecer no Ohio.

Os Cavaliers são este senhor, praticamente sozinho.

Não digo totalmente sozinho visto que a equipa tem ali 2 ou 3 artistas capazes de fazer boas prestações. Nos 30 e poucos jogos realizados esta época já deu para perceber que Irving é mesmo craque. O nº1 do draft do ano passado está no entanto a passar um pouco ao lado da competição (à semelhança de John Wall nos Washington Wizards) derivado do facto da equipa ainda não ter adoptado uma estratégia de construção real de soluções de plantel que os possam levar a lutar por algo mais.

Apesar de ter falhado alguns jogos por lesão (1 mês de lesão), Kyrie Irving (ver posts das escolhas do staff) é um jogador do catano. Veloz, com um tiro excepcional e dono de uma vontade de vencer incrível, não tem sido poucas as vezes que o base da equipa do Estado do Ohio tem aparecido nas melhores jogadas do dia ou da semana com incríveis cavalgadas para o cesto, com triplos do meio da rua ou com buzzer-beats do arco da velha. Inserido numa equipa muito experiente no seu todo (já vamos a jogadores como Alonzo Gee, Daniel Gibson, Omar Casspi, Luke Walton, CJ Miles) as estatísticas do #2 subiram substancialmente: no ano de rookie “Uncle Drew” apresentava (em 51 jogos; parece que é achatado a ter pequenas lesões durante a época) uma média de 30 minutos de utilização com uma média pontual de 18.5 e 5.4 de assistências. Este ano, subiu 5 minutos na rotação da equipa, passou dos 18.5 para os 23.1 pontos de média e manteve o nível de assistências (5.4\5.6). Está portanto mais lançador e mais concretizador, principalmente de 3 pontos onde já se encontra com 41% de eficácia.

No entanto, Irving não está bem acompanhado.

Todos os jogadores que acima enunciei são jogadores com alguma experiência na Liga, mas tem números muito insuficientes.

Varejao

Começo por Anderson Varejão. O brasileiro está a ser cobiçado por várias equipas, fruto da boa época que está a realizar. Talvez a melhor desde que chegou à liga: na sua 9ª época na liga, este internacional brasileiro que chegou à NBA vindo do Barcelona, está com 14.1 pontos e uma média de 14.4 ressaltos\2.71 o que faz dele o melhor ressaltador da Liga e um dos melhores defensores (para mim) em conjunto com DeAndre Jordan (Clippers) e Joakim Noah (Bulls).

Os Cavs não abdicam dos seus números e principalmente da sua experiência de Liga. No entanto é público que Varejao anda a ser sondado por várias equipas, entre os quais os Boston Celtics e os Milwaukee Bucks.

Alonzo Gee. Mostra algum talento principalmente no jogo interior. 11.6 de média pontual em 33 minutos de utilização. Afirmou-se como titular numa equipa da liga depois de passagens algo inglórias por Sacramento e Washington. É um jogador a ter debaixo de olho pois facilmente poderá elevar a sua fasquia para os 13\14 pontos de média pontual.

Daniel Gibson. Aquando dos primeiros anos da Liga, quando em Cleveland alinhava um senhor chamado LeBron James, este base parecia mostrar que se poderia tornar num jogador all-star. Era claramente o nº3 da equipa (atrás de LBJ e Larry Hughes) e tinha uma capacidade fantástica nos triplos. Para termos uma noção desses tempos, na época 2007\2008 (quando os Cavs de LBJ lutavam pelo título) este senhor chegou a ter uma média de temporada nos 3 pontos de 44% (118-268). Foi-se apagando com o tempo. Continua a ter uma média interessante no tiro longo (39%-47\120) nos 23 minutos de utilização mas não passa mesmo disso.

CJ Miles: manteve a regularidade nos números nos tempos de Utah.

Luke Walton: pouco ou nada contribui e pouco ou nada melhorou desde os melhores tempos de LA.

Rookies:

Dion Waiters – este base recrutado no draft à Universidade de Syracuse era dos homens menos em destaque no draft apesar da sua 4ª posição. Está a confirmar que poderá ser o nº2 da equipa. Já é praticamente titular na equipa (30 minutos de utilização) e é bastante regular no seu lançamento. 14.1 de média pontual coloca o base como candidato a rookie do ano.

Tyler Zeller – agradável surpresa. Escolhido na posição 17 do draft, este antigo jogador da Universidade da Carolina do Norte que se revela muito hábil nas duas posições de poste poderá ser um jogador de futuro. Faz do corpo arma e tem boas percentagens de lançamento a meia distância (43%). 8.6 pontos por jogo de média e 5.6 ressaltos põe-no como jogador capaz de actuar no próximo jogo de all-star game entre rookies e sophomores. Promete.

Washington Wizards

Últimos com apenas 5 vitórias e 28 derrotas.

Pouco ou nada mudou em Washington.

Tirando o facto de John Wall estar lesionado e ainda não ter feito um único jogo, espanta-me como é que esta equipa está em último com a quantidade de talentos jovens que tem nas suas fileiras. Com jogadores como Bradley Beal, Kevin Seraphin, Jordan Crawford e Jan Vesely e outros mais experientes como Emeka Okafor, Trevor Ariza ou Nênê Hilário, 5 vitórias é muito pouco.

Começo pelos mais novos:

Bradley Beal – Uma aposta ganha. O 3º do draft deste ano é máquina. Com regularidade no lançamento de média e longa distância é o complemento perfeito para um base como Wall.

Kevin Seraphin – Os Bulls devem estar arrependidos de ter passado os seus direitos para Washington na libertação de Kirk Hinrich para Washington em 2009 (Washington despachou o base para Atlanta e passados 3 anos este voltou a Chicago como Free-Agent). O Francês encarreirou na equipa da capital e tem uma média pontual de 11.3\5.3 ressaltos, o que significa que poderia ter sido agora uma excelente alternativa de banco ao seu compatriota Joakim Noah.

Jordan Crawford – Dispensa apresentações. Lança muito e nem sempre é bem sucedido. Num dia em que esteja inspirado é menino para marcar 5 ou 6 triplos em tantas tentativas. Noutros é capaz de não acertar 1 em 10. Mas quando acerta é um perigo.

Jan Vezely – Este checo que chegou à NBA por via do Partizan de Belgrado ainda não conseguiu discernir que o rigor da liga Norte-Americana é superior ao da Europa. Este Checo era rotulado como craque na europa. Nos Wizards mal joga e é uma pena visto que segundo o que vi na Euroliga em 2010 é dotado de uma capacidade atlética notável.

Nênê – Trocado por JaVale McGee para dar um novo swing à equipa no jogo interior, tem fracasso a missão. Está uma sombra do que era em Denver. O brasileiro sempre foi lento mas em Washington joga à velocidade de carvão. Talvez anime quando Wall voltar à competição.

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NBA (últimas 2 semanas)

Muito sumariamente, estes 3 vídeos resumem os highlights da carreira dos Bulls nos últmos 6 jogos.

Em primeiro lugar, a derrota em Oklahoma City frente aos Thunder. Ainda sem Rose, os Bulls estiveram muito mal tanto defensivamente como ofensivamente. Num duelo que se previa intenso (muitos já dizem que será o duelo das finais deste ano) Kevin Durant e Russell Westbrook comeram de cebolada os frágeis Bulls.
No dia seguinte, Goran Dragic e Luis Scola haveriam de inflingir em Houston a 13º derrota aos Bulls, ajudando a imprensa a criticar um “estado terrível de forma” dos Bulls no fim da época regular.

2. Veio Boston pelo meio. Vitória muito sofrida. Knicks @ Madison Square Garden.

Rose volta. Carmelo começa em cheio a partida, atingindo 21 pontos ao intervalo. Depois de uma fase inicial em que os Knicks estiveram (a meio do 1º período) a vencer por 21 de diferença (27-6) os Bulls reequilibraram o marcador até ao intervalo e chegaram a estar a vencer por 10 no 4º período. Até que a 10 segundos do fim do tempo regular, Carmelo Anthony (43 pts) sacou de um triplo e empatou a partida. Do outro lado, o regressado Derrick Rose (28 pts num jogo que não foi propriamente espantoso) falhou o último lançamento.
No prolongamento, deu-se o mesmo. Chicago liderava e Carmelo arrumava com a questão no último segundo com outro triplo.

3. Knicks @ United Center. Sem Rose, os Bulls fizeram um jogo mais alegre e não permitiram veleidades aos Knicks.

Falando um pouco dos Knicks. A equipa já ultrapassou os tempos conturbados do mês de Março. Nos primeiros jogos de Abril, algumas vitórias recolocaram a equipa rumo aos playoffs, mesmo na ausência de Jeremy Lin e Amare Stoudamire. JR Smith tem pegado de estaca na equipa e tem-se denotado que Tyson Chandler está agora a encaixar na perfeição no jogo da equipa.

Os Knicks são 7ºs e passam a batata quente de Milwaukee para os 76ers. A equipa de Scott Skiles tem vindo a jogar muito bem. A sinergia entre Brandon Jennings e Monta Ellis foi imediata. Pena é que estes Bucks possam já não ir a tempo de apanhar o comboio dos playoffs.

4. Heat @ United Center

Muito se poderia perguntar e afirmar antes do início deste jogo. Muito mais se pode afirmar depois do fim deste. E eu escrevo esta parte desta crónica 2 minutos após o termino do mesmo, orgulhoso da luta que os meus Bulls empregaram durante a parte decisiva.

A perguntas como “Será que Rose alinha?” o início da partida respondeu-me favoravelmente. Alinhou depois de ter ficado de fora na vitória contra Nova Iorque. “Será que poderemos ver o melhor Rose da temporada?” – a resposta foi um não, um redondo não: Rose esteve horrível e não só em nada contribuiu para a vitória de Chicago como ainda estorvou os Bulls de talvez obterem uma vitória nos 48 minutos regulares. As grandes estrelas passam por maus momentos e Rose está a passar um desses maus momentos. Numa época em que já fez coisas brilhantes, já ficou 23 jogos de fora em 58 e teme-se que não apareça em forma nos playoffs. Rose já nos habituou a um grau de profissionalismo tremendo. Rose já nos habituou a sacar de momentos mágicos quando não pensamos que alguém em Chicago tenha capacidade para tal. Eu sinceramente acredito que Rose jogará em perfeitas condições nos playoffs.

Dwayne Wade e LeBron James novamente em Chicago. Numa casa onde Jordan foi rei, Jordan ainda reina. Wade bem queria Chicago, cidade onde nasceu. Preferiu a companhia de James do que se libertar como free-agent em 2010. Preferiu mal (do ponto de vista pessoal) mas bem do ponto de vista de um adepto Bulleano: não desprestigiando os dois grandes jogadores que são Wade e James, creio que Chicago não conseguiria duas épocas tão bons com 1 dos 2 jogadores no seu rooster.

Mau arranque dos Bulls. Algum nervosismo. Alguns turnovers. Miami a capitalizar a 10-2 nos primeiros 5 minutos da partida. Defesa agressiva dos Miami, principalmente a Rose, Deng e Boozer. Se o último fez uma partida incrível, o do meio fez uma partida intermitente e o primeiro não mais se voltou a encontrar na partida. Com Miami a capitalizar, a 2:06 do final do 1º período aparecer a maior vantagem dos Heat durante a 1ª parte: 22-13. Não é que Miami estivesse a ter um domínio expresso. Estava simplesmente a mostrar alguma eficácia contra um adversário que só a partir dos 2 minutos finais do 1º período é que acordou. Sentido o pulso ao jogo, Spoelstra ia dando minutos a jogadores pouco habituais no 1º período: Miller e Turiaf. Boozer ia a sendo a alma do negócio, colocando expressamente o resultado no final do primeiro período em agradáveis 19-22.

O 2º período começa com um backcourt escandaloso de Ronny Turiaf que não só não é assinalado como no decorrente da jogada ainda dá uma falta a Miami. Chicago entra a defender com mais garra. Com isto entra Karl Korver e CJ Watson e começa o “the korver watson show” com um triplo que dá empate a 24 e Watson dá vantagem logo a seguir: os shooters foram uma constante. Korver entrou pouco (deveria ter jogado mais face à falta de eficácia de Rose) e sempre que entrou fez um triplo (4 em toda a partida; 14 pontos). Já Watson obrigou nos minutos finais o seu treinador a encostrar Rose no lavar dos cestos das vindimas deste jogo e a assistir à vitória de Watson e dos seus companheiros de banco contra Miami. Os minutos que se seguiram foram de domínio dos homens da casa. A 4 minutos do fim Spoelstra é obrigado a travar a partida quando os Bulls fazem um 12-2 seguido, aumentando a vantagem para 36-27. Spoelstra fazia a melhor decisão de toda a primeira parte. A partir daí, os Bulls foram novamente irreconhecíveis até ao final do período, acumulando turnovers e erros de lançamento. Exceptuando Boozer (acaba com 15 pontos a primeira parte) era o King James quem mandava na bola (em Miami; ao estilo habitual) na partida. Daí até ao intervalo foi ver Miami trilhar uma vantagem de 5 pontos (41-36). A melhor notícia para Chicago ao intervalo seria dizer que Rose ainda não tinha marcado um único ponto em 8 lançamentos de campo. Numa circunstância destas, qualquer adepto de Chicago pensa que se Rose até ali não tinha feito um único ponto (primeira vez na carreira do base em que este chegava ao intervalo com tal proeza) na segunda parte tudo seria diferente e Rose era (à semelhança do que já fez em dezenas de partidas) de marcar uma dúzia de rajada.

Perante um 12-0 a findar a 1ª parte, Chicago volta com mais ambição para os períodos da decisão. Começa com um triplo de Deng. Os triplos foram uma constante no jogo de Chicago, principalmente em momentos de aperto. A equipa conseguiu 10 triplos em 16 tentativas, algo fantástico para a média da NBA. Já Miami também lançou muito (11) mas só concretizou 4, sendo que 3 foram do meio da rua por intermédio de LeBron James.

Com um maior ascendente de Chicago no início do 3º tempo, aos 5 minutos vem o primeiro e único lançamento concretizado por Rose. À 9ª tentativa. Pensava-se que o craque dos Bulls começaria a bombar. Errado. Nos 3 lançamentos seguintes (seguidos) Rose acabaria por tentar um triplo e dois layups mas sem sucesso. Estava na hora de questionar a fraca tomada de decisões do sr. Thibodeau. Com Rose e Hamilton a mais porque não colocar em campo novamente Korver e Watson? Thibodeau ouviu-me no 4º período e aí residiu um dos segredos da vitória.

Do outro lado, era James quem continuava a mandar. Deng estava a ser incapaz de seguir defensivamente a principal vedeta dos Heat, apostada essencialmente em brilhar a partir do catch and shoot. Thibodeau alterou a marcação a James a 5 minutos do fim do 3º período e colocou Hamilton em cima do mesmo. Hamilton surtiu efeitos pois James nunca mais voltaria a aparecer decisivamente na partida. Bosh estava a emergir com o desenrolar do jogo. Pode-se dizer que secou Joakim Noah na luta das tabelas (20 pontos e 8 ressaltos de Bosh contra os míseros 5\4 de Noah). Já Wade estava desaparecido desde os minutos iniciais e voltaria apenas a aparecer nos minutos finais (marcou 10 pontos no 1º período, 10 no último e 1 dos 2 de Miami no prolongamento).

Thibodeau seca James com 2 e a eficácia de Miami baixa consideravelmente até ao fim do período, onde vence por 62-60.

Início do 4º período: Cesto aqui, cesto acolá. Falhanço aqui, falhanço acolá. Foram assim os primeiros 5 minutos. Até que Korver reaparecer e faz dois triplos. Os Bulls já lideram por 76-74 a 4.42 do fim da partida. Os Bulls começam a adiantar-se com eficácia. 81-76 a 2.32 do fim obrigam Bosh a perder a cabeça e a ir aos 7.25 tentar um triplo sem eficácia. No entanto, punha-se o síndrome Carmelo no ar para os 2 minutos finais: com James e Wade em campo poderiam os Bulls descuidar-se como se tinham descuidado por duas vezes em Nova Iorque no passado domingo? A resposta viria nos minutos seguintes. Primeiro foi Wade a pegar na bola por duas vezes e a assumir com eficácia dois lançamentos de risco, um deles na cara do gigante Omer Asik. 81-80 para Chicago com Wade a assumir os últimos 5 lançamentos até então. Depois foi James a sair da marcação de Hamilton, a receber um ressalto de Bosh a lançamento de Wade e a conseguir a vantagem de 83-81 para Chicago com um triplo ao estilo downtown. Estava o caldo entornado.

Com Rose a tremer já dentro dos 2 minutos finais, Thibodeau pede dois timeouts de 30 segundos e tira o base do jogo, substituíndo-o por Watson. Foi o que se viu. James vai para a linha de lance livre e acerta apenas um. 84-81. Thibodeau coloca 4 triplistas (Watson, Korver, Hamilton e Deng; só faltava Lucas e Rose) e Boozer para o quer e viesse ou para uma estratégia de lançamento curto caso os cortes desejados para descobrir um triplista solto não resultasse. Os cortes foram bem efectuados e a 2.2 do fim Hamilton dá o empate a Chicago num triplo longe e descaído para a direita com Wade pendurado nos seus braços. O United Center vai ao rubro e Wade não consegue vencer a partida na reposição de bola.

Prolongamento.84-84.

Sem grande história. Bulls 12-2 Heat. Os Bulls iniciam com um lançamento à esquerda de Rose e com um mega abafo de Asik (preciosíssimo a defender) na cara de Wade. Gibson em contra-ataque afunda, sofre falta, converte o lance livre e põe o jogo a 5. James está a dormir e Wade tenta o tudo por tudo. O em 5 em lançamentos. Chicago controla e vence calmamente o jogo.

Ilações: muitas!

1. Novamente deverá ser repetido ao proprietário dos Heat que 3 não fazem uma equipa. Talvez seja melhor adicionar Dwight Howard, Kobe e mais uns quantos para se vencer um título. Se James, Bosh e Wade fizeram entre si 71 dos 86 pontos e 19 dos 41 ressaltos, os outros 6 utilizados fazem 15 pontos e 22 ressaltos, algo que é muito pouquinho para uma equipa que quer vencer um título.

Do outro lado, mais um banho colectivo. Se no 1º jogo contra Miami em Chicago já tinha sido um enorme banho colectivo com a agravante de ter sido um jogo onde John Lucas deu uma lição de humildade aqueles que acreditavam piamente que os Bulls estavam doidos em apostar nele para substituir Rose e Watson, neste jogo, o banco de Chicago faz 44 dos 96 pontos da equipa assim como 21 dos 45 ressaltos do colectivo.

2. Desilusão chamada Rose. Normal. Esperemos que recupere a forma a tempo das grandes decisões. Está mais lento a atacar o cesto. Nota-se nitidamente. 2 pontos, 1 em 13 ao nível de lançamentos de campo foram a prova de um jogo para esquecer.

3. Watson\Korver – Ainda bem que Thibodeau remendou o erro. Grandes exibições. Aquele triplo de Watson no fim é uma das obras primas da época Bulleana.

4. Boozer\Deng. Boozer está novamente um senhor jogador em Chicago. É um jogador que não me agrada muito mas tem mostrado níveis de eficácia tremendos, muitas vezes em lançamentos de média\longa distância. Já Deng está a crescer e é bom que cresça mais caso aconteça um mau cenário a Rose em tempos de playoff.

5. O primeiro lugar de Chicago está assegurado. Vamos ver quem calha na rifa aos Bulls. Se Orlando, se Nova Iorque, se Milwaukee. Os dois primeiros são mais que candidatos a tal.

Mesmo que existam dúvidas faço aqui a minha previsão:

Chicago tem um record de 45 vitórias e 14 derrotas. Faltam portanto 7 jogos para o fim da temporada regular. Chicago terá que jogar em Detroit, Charlotte, Miami e Indiana e terá que receber Dallas, Washington e Cleveland. Mesmo que Chicago perca 3 jogos num cenário ultra negativo (Miami, Indiana e Dallas) o record final será de 49-17.

Miami tem um record actual de 41 vitórias e 17 derrotas. Faltam 8 jogos para o fim da temporada regular para a equipa de Erik Spoelstra. Recebem em casa Chicago, Toronto, Washington e Houston. Jogam fora nos pavilhões de Nova Iorque, New Jersey, Boston e Washington. Se vencerem todas as partidas e Chicago perder (na pior das hipóteses os 3 jogos que acima enunciei) Miami consegue o primeiro lugar de conferência visto que tem um melhor record em casa do que a equipa do estado do Illinois.

Outros jogos da Liga nestas últimas duas semanas:

1 de Abril

Para aqueles que se mostrem mais interessados, aqui fica o video do jogo completo do dia 1 entre Heat e Boston Celtics.

Primeiro jogo de 2 no espaço de uma semana para as duas equipas.

Depois de um péssimo arranque de temporada, os Celtics estão a acabar em grande a fase regular. A meio da temporada, os homens de Doc Rivers estão suspeitosamente num frágil 8º lugar de conferências. Muitos cenários se começaram a traçar no mundo da NBA quanto ao futuro desta equipa. Eu inclusive, dei o meu bitaite em relação à estratégia que achava adequada para a equipa de Boston. O que é certo é que no mercado de transferências, a saída de Rajon Rondo foi equacionada (pelo seu valor actual de troca; talvez o único jogador de Boston que neste momento poderá ser trocado por 2 ou 3 bons jogadores) para servir de moeda de troca perante uma eventual remodelação da equipa. Ainda bem que a equipa do Massachussets assim não o fez. Rondo está a fazer uma época formidável e o boost final dos Celtics muito se deve a ele e a Paul Pierce, jogador que começou a época lesionado e que tem vindo gradualmente a voltar à sua antiga forma (e que forma!!).

Melhor que esse facto também é o facto do banco de Boston estar a jogar bastante melhor do que tinha vindo a fazer até então. Já se nota mais preponderância em jogadores como Greg Stiensma e Delonte West. O primeiro tem feito exímias partidas do ponto de vista defensivo.

Na Northbank arena, os Heat foram completamente silenciados por um banho de basquetebol dos Celtics. Os Heat marcaram apenas 72 pontos, tendo feito um parcial (o 3º) com apenas 12 pontos. Justificação? A aguerrida defesa dos Celtics que decidiu marcar individualmente LeBron James.
No ataque Rondo e Pierce estiveram sublimes. Quanto ao base, o seu treinador Doc Rivers mostrou-se contente com o trabalho que Rondo fez na partida. Segundo palavras do treinador dos Celtics: “”We told Rondo that we needed him to be a scorer. Not necessarily a playmaker; a scorer. And I thought he set the tone at the beginning of the game by doing that, and I thought that loosened it up for everybody else to get into the game. He was terrific.”
O base fez um fantástico triplo-duplo com 16 pontos, 11 ressaltos e 14 assistências. Já Paul Pierce fez 23 pontos e 7 ressaltos. Ainda em destaque esteve o power forward Brandon Bass. Bass tem andado muito eficiente do ponto de vista ofensivo. Prova disso foram os 16 pontos contra Miami e os 10 ressaltos.

Do lado de Miami, esta partida representou um pouco mais do mesmo: James e Wade contra tudo e contra todos. Bosh teve uma exibição para esquecer (apenas 4 pontos) tendo baqueado entre Bass e Garnett.

Boston ainda ameaça o 3º lugar de Indiana. Em 7 jogos, Boston terá que os vencer todos e esperar que Indiana faça apenas 2 vitórias nos mesmos.

Eis o jogo que fez estalar o verniz em Orlando.
Os Nuggets estão a fazer pela vida na Conferência Oeste. Em Orlando, a turma do Nevada venceu por 104-101 e agudizou a má relação existente e pública entre Dwight Howard e o seu treinador Jeff Van Gundy ao ponto de Van Gundy afirmar publicamente que para o ano não quer Howard na Flórida. Abre-se definitivamente uma janela de troca para o poste.

Denver vive no “fio da navalha” – a equipa tem talento e por muitas vezes já o referi. Não é fácil armar um colectivo com tanto talento e com tanto virtuosismo. No entanto, os resultados ficam escassos em relação ao potencial da equipa. Para a recta final, um record de 34-26 até poderia efectivamente ser um record confortável no Este (garantia o 7º e ainda dava para atacar o 6º e o 5º). No Oeste, a competição é mais equilibrada e joga-se tudo à minúcia, ao jogo. Atrás de Denver, estão Utah (31-28) e Phoenix (30-28) – Utah irá querer suar a camisola para conseguir um objectivo que seria impensável no início da época tomando em conta as capacidades da equipa. Já Phoenix, embalados por Steve Nash, também irão querer dar uma prenda de despedida ao seu veterano base.

Em Orlando, Ty Lawson (25 pontos; 22 na 2ª parte) catapultou os Denver para uma exibição suada. Arron Afflalo, André Miller e Al Harrington ajudaram. O suplente de luxo de Denver saltou do banco para marcar 18 pontos (2 triplos). Este banco de Denver é de facto uma ameaça: dois bons triplistas (Harrington e Miller) Corey Brewer e Wilson Chandler.

O grande medo que as equipas do Oeste deverão ter dos Nuggets reside no facto da equipa de George Karl ser muito imprevisível. Tanto é capaz do 8 como do 80.

Com Howard de fora por lesão, Orlando parece querer inventar no fim de época. Contra Denver apareceu Jameer Nelson. Fazia muito tempo que o base de Orlando não passava dos 20 pontos. Fez 27. Mas de nada lhes valeu.

2 de Abril

Não é fácil fazer o que Memphis foi fazer a Oklahoma. Ainda mais quando os Thunder vinham moralizados de uma vitória sobre Chicago.

Jogo muito equilibrado. Confesso que não sou grande admirador dos MarGrizzlies. Reconheço o valor de Gasol e de Gay. Esta partida provou-me que uma equipa não se faz com apenas 2 jogadores. OJ Mayo brilhou assim como todo o colectivo de Memphis. 7 jogadores ultrapassaram a casa dos 10 pontos e Mareese Speights esteve lá perto com 9 pontos e 13 ressaltos. Durant (21 pts) e Westbrook (19) foram insuficientes para travar a vitória dos Grizzlies, que, entram para a fase final da temporada regular num confortável 5º lugar de conferência que ainda pode ser 4º caso os Clippers desatinem nos próximos jogos.

Excluir adversários. Duas equipas que estão fora dos lugares de playoffs. No entanto, Utah ainda está na luta e Portland saiu fora depois desta partida. Paul Millsap com 33 pontos. É definitivamente a única estrela de Utah. Não é um jogador que aprecie por ser algo gordo e muito deficitário ao nível de argumentos técnicos. No entanto é um poço de força. É o que se precisa para o um poste-baixo.

3 de Abril

De finais de Fevereiro para cá, Cleveland não tem feito mais do que apanhar 30as e mais. Será manobra para descer posições e ir buscar outro bom jogador no draft?

Facto Curioso: Greg Popovich colocou os 13 atletas que compõem o rooster dos Spurs a jogar e todos marcaram pontos. O melhor marcador da equipa até acabou por ser o desconhecido Patty Mills, jogador australiano que os Spurs foram recrutar aos chineses do Xinjian Flying Tigers. Mills (que já actuou em Portland na época passada com médias pontuais de 2.8 em 64 jogos efectuados) fez 20 pontos (8 em 11 em lançamentos de campo) nos 18 minutos que teve no terreno. Novo Jeremy Lin mas desta feita Australiano?

Existem jogos onde a coisa até resulta. James com 41 pontos e Bosh com 17 na ausência de Wade. Ao mesmo tempo, em Orlando, nem os 31 pontos de Glen Davis (high-score career) livravam os Magic de uma derrota sem sentido contra o lar da 3ª idade da NBA, os Detroit Pistons.

4 de Abril

Taco a taco como nos velhos tempos!

Resumo exemplar do site da NBA:

THE FACTS: Paul Pierce missed a long jumper over Tim Duncan as time expired, as the San Antonio Spurs held on for their ninth straight win, 87-86, over the Boston Celtics. The visitors gutted out the victory despite only managing 28 second half points, as the Celtics’ defense clamped down after allowing 59 points before intermission. With San Antonio’s offense slowed, Boston fought back in the second half from a 17-point deficit to take the lead in the closing minutes. The Spurs regained control late however, with strong defense and a couple clutch baskets from Matt Bonner and Gary Neal. Duncan added 10 points and 16 points as the Spurs closed to just a game behind the Thunder for the top seed in the Western Conference. Avery Bradley had a game-high 19 points off the bench for the Celts, who had their five-game winning streak snapped.

QUOTABLE: “I thought I got a great shot, created some space right there at the free throw line. it’s just sometimes they fall and sometimes they don’t.”
— Pierce on his last-second miss.

THE STAT: The Spurs grabbed six of their 12 offensive rebounds in the fourth quarter, leading to seven pivotal second chance points in the frame.

TURNING POINT: With the Celtics leading by two with three minutes remaining in the contest, the Spurs countered with a 6-0 run, keyed by two crucial offensive rebounds from Manu Ginoboli and Duncan, which led to the second chance opportunities.

QUOTABLE II: “It was a great game, great game. We knew coming in here they’re a playoff caliber team and there always a tough challenge and it was a good game for us, a good challenge for us.”
— Duncan.

HOT: Bradley — Despite returning to the bench for the first time in seven games, the second-year guard continues to excel within the offense, scoring in double-digits for the fifth time in his past six games.

NOT: Spurs third quarter offense — San Antonio managed just nine points in the frame, and missed all eight of their 3-point attempts. Overall, they shot just 20 percent from the field.

48 minutos de cheirinho a playoffs na batalha de gigantones!

James e companhia não tremeram no final da partida no Oklahoma. 34 pontos (3 triplos; 10 em 20 em lançamentos de campo, 7 ressaltos e 10 assistências para o extremo. Números absolutamente formidáveis. 19 para Wade, 12 para Bosh.
Do lado de Oklahoma, 30 para Durant, 28 para Westbrook sendo que o base lançou muito mas concretizou pouco. Tirando a postura agressiva de Ibaka, Oklahoma está a incorrer gradualmente no guilty move dos Heat: Westbrook, sem no entanto desvalorizar a grande época que está a fazer, quase que rouba a bola a Durant para assumir tudo. Se Wade assume James nos momentos finais dos Heat, é Durant quem cobre a borrada de Westbrook durante as partidas. Individualmente, creio que Miami e Oklahoma tem de facto melhores jogadores que Chicago, exceptuando Deng e Rose. Colectivamente, Chicago é um assombro perante estas duas equipas.

Steve Nash mostra do que é feito. Fazer pela vida parte II!

Mais um jogo de cheirinho a playoffs. Se tudo correr bem, jogarão na 2ª ronda dos playoffs e irão colocar Los Angeles em pé de guerra.
Por mais jogo que tenha feito Bynum, Kobe, Paul, a única memória que irei levar deste jogo foi Gasol a levar com o remate impiedoso de Blake Griffin, lance que veremos de forma individual e personalizada mais à frente neste post.

Oklahoma gastou o gás que tinha contra Chicago. Mais uma vez Durant tentou limpar as borradas de Westbrook. 44 pontos do base contra os 21 do colega de equipa (7 em 26 lançamentos de campo). Não chegou perante os briosos Pacers que merecem na íntegra o espectacular 3º lugar do Este. A dupla Granger\Hibbert jogou q.b para bater fora a equipa que lidera o Oeste. Está a formar um bom colectivo e à semelhança do osso duro de roer que foi para Chicago na 1ª ronda dos playoffs do ano passado, poderá efectivamente surpreender este ano.

Afinal não é apenas Chicago quem dá banho de jogo colectivo a Miami. Memphis foi surpreender ao American Airlines Arena e venceu por 15, interrompendo uma série de invencibilidade dos Heat no seu reduto que já durava há 17 jogos.

Reparem no lance de contra-ataque no início do video: até LeBron deverá ter ficado corado com tanta astúcia por parte de Rudy Gay e Mike Conley.

Mais um jogo sensacional da dupla Dragic\Scola. 26 pontos e 11 assistências para o internacional sérvio e 25 pontos para o internacional Argentino. Houston está praticamente apurado para os playoffs e com muito mérito. Na casa dos Lakers, conseguiram 10 triplos em 17 tentativas.
Do lado dos Lakers, Bryant tentou levar a carroça as costas mas continua com aquela estranha mania de não passar a bola a ninguém.
Facto da noite: Metta World Peace (Ron Artest) renasceu do mundo dos mortos. Peace (Artest) tem destas coisas: anualmente há uma fase em que se extravasa e vira canguru. Marcou 23 pontos e teve a um palmito de decidir a contenda para o lado da equipa de Mike Brown.

Do banco de LA nem bom vento nem bom casamento. Com Gasol e Bynum a níveis regulares, 13 pontos e 20 ressaltos vindos do banco é pouquíssimo para quem quer lutar pelo título.

7 de Abril

1,2,3 – 3º jogo de sucesso para Memphis em duelos contra as equipas da frente. Se deixam Gay e Gasol embalar, Memphis poderá ser novamente surpresa nos playoffs.

Jared Dudley, extremo de Phoenix escreveu assim no seu twitter no domingo de páscoa: “I don´t care if is Kobe or Gasol or Bynum on the otherside, Suns rocked the game. Go Suns”

Por acaso até foi Gasol (30 pontos e 12 ressaltos) a tentar amenizar os estragos do “tomahawk colectivo” de Phoenix.
O recém contratado Devin Ebanks foi titular em Los Angeles, fazendo a sua estreia a titular na NBA à 2ª temporada. Ebanks teve a dura missão de substituir Kobe. Os adeptos dos Lakers deverão começar-se a mentalizar que os jogos dos Lakers, mal ou bem, passando ou não a bola, começarão a ser assim se Kobe saltar da carruagem e se não houver mestria para a contratação de um substituto.

9 de Abril

No 1º jogo entre Denver e Golden State, os Warriors levaram a melhor. Dois dias passaram e Denver não só esmagou a pobre equipa de Oakland como ainda deu um espectáculo para mais tarde recordar. O poste Kenneth Faried foi a estrela da companhia e realçou ainda mais aquilo que penso do seu potencial: é jogador!
Farried foi o 1º jogador da história da NBA a marcar 27 pts e 17 ressaltos em menos de 25 minutos de jogo – quarta-feira. Entra assim para os livros dos recordes com um que muito dificilmente será batido num futuro próximo.

Quando Kevin Seraphin (rookie dispensado por Chicago para Washington na temporada passada) dá baile aos pobres Van Gundy Boys!

Boston rung it twice! Está dado o aviso para os playoffs.

Segundo a parte inicial da crónica da NBA, foi assim:

“THE FACTS: The Boston Celtics proved what happened just nine days ago was no fluke.

The Celtics, after a slow start, recovered to defeat the Miami Heat 115-107 Tuesday at AmericanAirlines Arena. It was their second straight victory against the Heat.

Paul Pierce led the Celtics with 27 points while Kevin Garnett added 24 points, nine rebounds and two blocks. All five Boston starters scored in double-figures, including guard Rajon Rondo’s 18 points and 15 assists.

The Celtics won on the strength of a strong first quarter. They led by as many as 18 in the second quarter before holding off several Heat runs. Boston had an answer each time the Heat made a small push.

For Miami, it was the second loss at home in three games after falling to the Memphis Grizzlies April 7. Forward LeBron James led the Heat with 36 points, seven rebounds and seven assists, but his supporting cast wasn’t very much help. Chris Bosh and Dwyane Wade combined to shoot 14 of 34 from the field and finished with 33 points.

QUOTABLE: “They jumped on us early. I thought Avery’s (Bradley) two shots early in the game were huge for us because it kind of stemmed their run. Then we made a run, got a lead. They just kept throwing punches at us. We talk about it in a fighting term. We told them today before the game that if you’re in a boxing match, you have to expect to get hit.”
–Celtics coach Doc Rivers

THE STAT: The Celtics shot 60 percent from the field. Not only were they connecting on open shots, they also made several contested ones.

TURNING POINT: The Heat jumped to a fast 9-3 lead before the Celtics went on a 30-13 run to close the first quarter and take the lead for the good.

QUOTABLE II: “We’re not at a period of concern. The team played well. They (Celtics) shot the ball very well. When they shoot like that, it’s going to be tough to beat them.”
— Wade

HOT: Garnett showed glimpses of his younger days, playing dominant on both ends. He shot 11 of 14 from the field and grabbed nine rebounds. He also had two blocks and was disruptive in the paint on the defensive end.

NOT: Bosh continues to struggle against top-tier teams. He was a non-factor through three quarters before finally getting going in the fourth. By then, it was too late. He made just 5 of 13 shots and was outplayed by Boston forward Brandon Bass and center Greg Stiemsma.”

E Boston continuou a sua senda vitória num teste que tem que ser analisado com atenção visto que as duas equipas estão actualmente em rota de colisão para os playoffs. Atlanta teve a astúcia de ir fazer um bom jogo defensivo a Boston. Rajon Rondo estragou os planos de Joe Johnson e companhia com o seu 6º triplo-duplo da época (arrisca-se a ser o jogador da história com mais triplos-duplos obtidos daqui a uns anitos) ou seja com 10 pontos, 10 ressaltos e 20 incríveis assistências!

Para o sucesso de Rondo contribuíram de forma decisiva Garnett (atenção que Garnett está a melhorar de forma) com 22\12 e Bass com 21\10. O jogo interior dos Celtics está um mimo! E Pierce aparece como um joker. Falta apenas reabilitar Ray Allen. Esse de vez em quando aparece por si próprio!

CP3 ou como quem diz Chris Paul tem o dom de aparecer nestes moemntos. Mais um jogo que deve ser escapulizado ao pormenor!

Sem Kobe, em San Antonio, com 26 pontos de Metta World Peace e 30 ressaltos de Bynum, LA venceu por 14 em San Antonio. Será possível?!

Depois dos melhores jogos (na minha opinião) dos últimos 15 dias, passamos às melhores jogadas\momentos mais divertidos do mesmo espaço temporal:

OJ Mayo não é apenas notícia pelas boas prestações que está a ter ao serviço de Memphis. O 3º do draft de 2010 protagonizou esta cena hilariante no jogo contra Dallas, convencido que o “cesto era para ali” ou seja para o seu próprio cesto.

“Está a sacudir, está a rematá, para o meu amor Griffin passá”. Sobre o congolês naturalizado Espanhol Serge Ibaka de Oklahoma. Griffin remata de todos os cantos contra todos os adversários. Já começa a cheirar mal e qualquer dia alguém vai perder a cabeça e indicar a Griffin uma cama no hospital.

Clássico. Pelas nossas conta já é o 7º em cima do pobre catalão nesta temporada. No entanto neste em particular, Gasol não tem razão porque não é falta atacante. Gasol está dentro da área restritiva e não tem posição consolidada, mesmo perante o tapa na cara de Griffin. No entanto, como Griffin é menino bonito da Liga, não saiu uma técnica por ter ido fazer cara feia ao internacional espanhol.

Os fantásticos 43 pontos de Carmelo Anthony contra os Bulls!

Mais um especialista em dunks. Gerald Green foi um achado dos Nets na D-League. A contratos de 10 dias, Green mostrou capacidades para ficar na Liga e tem-se revelado uma das surpresas desta época.

Fotos magníficas destes últimos 15 dias:

O passado, o presente e o futuro dos grandes bases da Liga, Goran Dragic e Steve Nash.

CP3 clutch drive to win!

Notícias que marcaram a última semana:

1. Dwight Howard com uma hérnia discal irá falhar os últimos jogos da época regular e poderá não regressar na 1ª ronda dos playoffs.

2. Corrida ao prémio de MVP. Eis os nomeados.

3. Os New Orleans Hornets, equipa que até esta semana tinha uma participação na gestão da NBA deverá ter novo dono, sendo ele o proprietário dos Saints, equipa de futebol americano da cidade.

4. A liga livra-se do problema de New Orleans mas não se livra do problema de Sacramento. Os Kings poderão vir a desistir da competição caso se mantenha o dilema em relação ao seu futuro.

5. Jordan não desiste dos seus Bobcats e reafirma que não está disponível para vender a equipa.

Para finalizar, os grandes memes da NBA:

Nunca duvidei pelo crescimento da tua barriga. No entanto, continuas com o mau hábito que trouxeste de Denver de quilhar os meus Bulls de vez em quando.

OMG! They are ridding Chris Bosh!

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Bulls vencem Miami Heat

Sem Derrick Rose em campo (novamente lesionado) os Bulls bateram os Heat em casa num excelente ensaio para a previsão de final de conferência na conferência Este.

Um grande teste às capacidades de reacção do colectivo perante a ausência do seu melhor jogador. Um teste que foi superado com distinção.

Os Bulls lideraram praticamente toda a partida. Chegaram inclusive a ter uma vantagem solidificada na casa dos 15 pontos no 2º e 3º período.

Os Heat de Erik Spoelstra voltaram a confirmar que muitas (e boas) individualidades não fazem uma equipa. James continuo a monopolizar o jogo para si e incrivelmente (não é um dos mais brilhantes lançadores de lance livre da liga) apareceu em Chicago a cobrar faltas técnicas. Desta feita, James lançou muito e com relativa eficácia (14 em 25 de campo; 2 triplos em 3 tentativas). Fez 35 pontos. Já Dwayne Wade também foi bastante eficaz. O base, para além de 7 ressaltos conseguiu incríveis 36 pontos (16 em 26 em lançamentos de campo; 1 triplo em 3 tentativas). No entanto, os dois jogadores per se não foram suficientes para derrotar Chicago e foram sinónimo de uma equipa sem colectivo: 71 dos 102 pontos de Miami. Chris Bosh teve um jogo para esquecer. Foi bem tapado pelos postes de Chicago (fizeram um melhor jogo ofensivo do que defensivo). Bosh lançou muito mas com pouca eficácia (apenas 3 em 15) conseguindo 12 pontos. Juntos, James, Wade e Bosh fizeram 83 dos 102 pontos da equipa orientada por Erik Spoelstra.

Do lado de Chicago, o colectivo voltou a assumir preponderância perante a ausência de D-Rose e perante o alheamento ao jogo que teve por exemplo Luol Deng. O Sudanês com passaporte Britânico fez apenas 11 pontos, 9 dos quais resultantes de lançamentos de triplo. Na questão dos triplos, a equipa de Tom Thibodeau esteve extraordinariamente eficaz: 10 triplos em 19 tentativas. 3 de Deng, 3 de John Lucas (mais uma grande exibição deste jogador que usualmente só entra em campo quando um dos bases de Chicago não alinha; 24 pontos; 9 em 12 em lançamentos de campo) e 2 de Kyle Korver.

Carlos Boozer esteve bem defensivamente mas ofensivamente foi uma nulidade. Apenas 2 pontos para o power forward num jogo em que só lançou por 4 ocasiões. Joakim Noah com 14 pontos e 6 ressaltos esteve ao seu nível. Fez 6 incríveis abafos durante a partida, 4 dos quais a Bosh. Ronnie Brewer continuou a consolidar a sua posição no 5 inicial perante a ausência de Ric Hamilton: 12 pontos para o base num jogo em que mais uma vez não teve medo de assumir lançamentos difíceis em tempos de ataque difíceis.

Do banco de Chicago é de salutar a participação activa dos seus elementos. Ao contrário do banco de Miami (19 pontos para 6 atletas utilizados) os toiros que saltaram do banco (Asik, Butler, Lucas, Korver e Gibson) conseguiram obter um total de 56 pontos (quase metade do total da equipa) 19 ressaltos e 8 assistências.

A conclusão que se deve tomar é que Chicago deu uma lição de colectivo a Miami. Se com Rose ausente Chicago venceu Miami, é de esperar que nos playoffs (com a maior maturidade que a estrela está a ter esta época) com o factor casa no início da ronda resultante do 1º lugar na conferência este e com a consequente abertura de série em casa, Chicago possa ter todas as condições para dar o tão esperado payback da eliminação da época passada.

Vamos para outros assuntos:

Trocas, entradas e saídas.

Até há poucas horas atrás, existiu uma onda de trocas feitas em virtude de hoje às 3 da manhã ser o deadline final para trocas na Liga.

Antes das trocas. Em virtude de muitas lesões e da troca que foi feita entre Spurs e Golden State, o base T.J Ford (San Antonio Spurs) decidiu anunciar a sua retirada da Liga. O experiente base de 29 anos cansou-se das lesões que o tem afectado desde os tempos em que alinhava por Indiana. É uma pena. O base deixa para trás 8 épocas na Liga e um passado bastante interessante. Ford foi escolhido no draft de 2003 por Milwaukee e desde então representou os Bucks, Toronto, Indiana e agora San Antonio. Ford fez a sua melhor época em 2006\2007 onde atingiu 14.0 pontos de média e 7.3 assistências ao serviço de Indiana.

Quem não resistiu aos maus resultados foi Mike D´Antoni em Nova Iorque. Os Knicks estão com um loosing streak de 6 derrotas seguidas e voltaram a sair fora dos lugares de playoffs. D´Antoni já tinha o lugar tremido desde Janeiro. A direcção dos Knicks optou por despedir o treinador e nomear como treinador interino até ao final da temporada o adjunto principal Mike Woodson.

Ainda entre jogadores, Greg Oden (#1 do draft de 2008) foi despedido pelos Portland Trail Blazers. Oden foi o nº1 mais azarado da história da Liga. Em 2008 lesionou-se gravemente quando fazia a pré-época com a equipa de Portland. A lesão acabou por impedir o poste de competir no seu ano de estreia. Oden nunca mais recuperou.

Um dos primeiros a sambar neste último dia de trocas foi o poste brasileiro Nênê Hilário. Motivos económicos levaram Denver a trocá-lo para Washington inserido numa troca entre três equipas: Nenê e Brian Cook saltaram para Washington, os LA Clippers receberam Nick Young e os Wizards receberam o espantoso JaVale McGee e o francês Ronny Turiaf. Os Wizards ainda recebem nos próximos anos uma 2ª escolha de draft dos LA Clippers.

Nênê tinha assinado em Outubro durante o lock-out um vantajoso contrato com os Denver Nuggets. O Brasileiro passava a auferir um contrato de 67,5 milhões de dólares por 5 anos e havia a esperança que o novo contrato ajudasse às pretensões dos Denver Nuggets em chegar aos playoffs. Com o desenrolar da época Nênê não contribuiu para a obtenção de ditas esperanças por parte da equipa do Nevada. O poste não aumentou os seus números pessoais e derivado ao contrato que recebia e à sua idade (30 anos) os representantes de Denver reconheceram que estava na altura de despachar o brasileiro. Até porque na sua sombra, Denver conseguiu gerar um novo ícone: nada mais nada menos que Kenneth Faried. Agora terá a companhia de Javale McGee, poderoso defensor dos Wizards de 24 anos que está a fazer uma excelente época (4ª na Liga) com 11.8 pontos e 8.8 ressaltos e que ainda tem muita margem para evoluir em Denver. O 2º jogador é um conhecido da Liga: Ronny Turiaf, francês que já alinhou pelos Lakers. Em Washington, Turiaf não era muito utilizado.

Os Clippers recebem o base Nick Young, útil para colmatar a ausência de Chauncey Billups. Young era um dos jogadores em destaque na capital com 16.6 pontos de média. É um bom shooter de média e longa distância.

Esta transferência pode-se entender tomando em conta uma única observação: Denver assumiu o erro de renovar com Nênê. Contrato gigantesco para um jogador que nunca se assumiu definitivamente com uma grande estrela da actualidade da Liga. Necessidade de renovação do plantel. McGee é um jogador parecido com Nênê – não tão bom do ponto de vista ofensivo mas melhor defensivamente. A juntar a isso, Kenneth Farried será aposta de futuro e ganhará mais minutos. Denver também teve a necessidade de poupar na sua folha salarial, quem sabe para atacar um free-agent de topo no Verão.

Já Washington também continua na ideia de estabelecer uma equipa forte para o ano. Nênê junta-se a John Wall e Jordan Crawford. Com a vinda do brasileiro para a equipa da capital, os Wizards esperam também que os melhores free-agents do campeonato olhem para Washington com um olhar apelativo. Os Wizards aumentam ligeiramente a sua folha salarial com a entrada de Nênê mas no entanto continuam com espaço para a junção de dois bons extremos.

Os Clippers anexaram Nick Young pensando a curto prazo.

O adeus de Derek Fischer aos Lakers.

Derek Fischer diz adeus a uma equipa que o escolheu como 2ª pick de draft em 1996 (a primeira foi precisamente Kobe Bryant) e que o acolheu durante 14 temporadas (Fischer teve 2 anos em Golden State). O representante dos jogadores no sindicato de jogadores (ganhou notoriedade recentemente por ter sido o jogador presente nas negociações entre jogadores, patrões e equipas no lockout de 2011) já era, desde há alguns anos atrás, um jogador para empacotar numa possível troca. Tanto que Fischer aparecia na linha da frente para a equipa de LA despachar caso a liga tivesse aceite em primeiro lugar a troca de Chris Paul ou caso Orlando tivesse aceite a proposta por Dwight Howard.

No último dia de mercado, o veterano foi trocado para Houston em troca pelo poste Jordan Hill, jogador que cumpre a sua 3ª época na liga, no entanto, sem números brilhantes esta temporada (5 pontos de média; 4,8 ressaltos por jogo) + uma troca que os Lakers tem direito de Dallas pela saída de Lamar Odom para a equipa do Texas no início da temporada.

A troca de Fischer, dada a contratação de Ramon Sessions por parte dos Lakers (falarei mais à frente) acabou por ser um dado claro que os Lakers pretenderam poupar ao máximo no seu tecto salarial, de modo a atacar Dwight Howard no verão.

Para a história, Fischer leva os 5 títulos que conquistou em LA juntamente com Kobe.

Jordan Hill vai para os Lakers mas não será jogador para se aguentar por lá muito tempo. Hill será, assim como me palpita Sessions por um base melhorzito. Gasol ou Bynum também poderão ser outros nomes envolvidos na contratação de um bom jogador. Abrem-se portas para a entrada de Dwight Howard creio.

Quem também está de saída de Portland é o poste Marcus Camby.

Em Portland, Camby sempre mostrou estar muito longe do grande defensor que era nos anos de Knicks e nos anos de Denver. Este veterano poste de 38 anos (16ª temporada na Liga) ainda mostrou que é um exímio ressaltador, fazendo jogos por Portland onde conseguia as duas dezenas de ressaltos. Aliás, a sua média era de 8.8 por jogo. No entanto, Camby é um jogador tecnicamente limitado e nulo do ponto de vista ofensivo.

Apesar de estar na luta pelos playoffs, Portland decidiu despachar o poste por razões económicas. Quem sabe se a equipa do Óregon também não estará interessada em atacar Dwight Howard? Camby foi trocado para Houston por dois jogadores fraquíssimos (Hakeem Thabeet e Johnny Flynn) e pela 2ª escolha de Houston no draft deste ano.

Troca por troca entre Cleveland e Lakers.

Os Cavs enviam para Los Angeles Ramon Sessions (finalmente um base regular em LA; 10, 5 média de pontos e 5,5 assistências por jogo) e o extremo Christian Eyenga (para fazer número) e recebem dois jogadores interessantes que estavam muito parados em LA (Luke Walton e Jason Kapono) – pelo meio, LA recebe os direitos à primeira pick de draft de 2013 de Miami e os Cavaliers recebem o acesso à 1ª escolha de draft dos Lakers em 2012, protegida no entanto pelo efeito de lotaria. Nos drafts, a ordem das equipas é escolhida por lotaria ou seja, as 7 piores de cada conferência escolhem primeiro que as 8 melhores de cada conferência pelo sistema em que as primeiras podem ficar com as escolhas de 1 a 14 do draft enquanto as segundas só podem escolher da escolha 15 à escolha 30. Acontece que as equipas que ficaram de fora de playoff, para determinar a sua posição no draft são convidadas para a lotaria: são postas milhares de bolas num pote, de cor branca e vermelha. A cada equipa, segundo classificação na fase regular, são dadas tentativas de retirada das bolas vermelhas (em muito menor número que as brancas) até que quem retirar duas bolas vermelhas primeiro, assume a primeira posição de escolha no draft. Vou exemplificar: Charlotte é a pior equipa da Liga. Existem 2000 bolas brancas e 28 bolas vermelhas no pote, ou seja 2028 no total. Charlotte como a pior equipa do campeonato é convidada a tirar 228 bolas. Pode acertar nas duas vermelhas ou não. Toronto foi a equipa que ficou em 9º lugar da conferência este. Como é a melhor equipa entre as excluídas do playoff poderá acertar nas 2 bolas vermelhas em 35 tentativas e assim ganhar a primeira do draft.

Saliento novamente: neste processo as equipas que vão aos playoffs não poderão, por norma, ter as primeiras 14 escolhas do draft. No entanto, poderão ter caso tenham efectuado uma troca no passado onde outra equipa (no ano em questão até ficou nas 14 excluídas de playoff) se tenha comprometido a dar uma escolha entre a 1ª e a 14ª pick.

Marcus Camby não foi o único a dar à sola de Portland.

A política de redução de cursos e desmantelamento da actual equipa de Portland levou a direcção da equipa a enviar Gerald Wallace para os Nets a custo reduzido. Wallace chegou a Portland a meio da época passada vindo de Charlotte onde era a principal vedeta da equipa. Em Portland, Wallace manteve os mesmos números que tinha em Charlotte assim como os níveis exibicionais que apresentava o franchising da Carolina do Sul. É agora trocado por Mehmet Okur, Shawne Williams e a 1ª pick dos Nets no draft de 2012.

Do lado dos Trail Blazers penso que está explicada a troca.

Do lado dos Nets, esta troca deveu-se a dois motivos:

1º um fracasso numa nova investida sobre Dwight Howard

2º o facto de embora os Nets, pela sua classificação actual, poderem disputar as primeiras 10 escolhas no draft, preferiram apostar num veterano com qualidade do que jogar num rookie que iria demorar muitos anos para evoluir a um nível que permita uma equipa capaz de regressar aos píncaros da Liga.

Segundo uma análise da ESPN: “

The Nets, sources told ESPN.com’s Marc Stein, had been engaged in blockbuster trade talks with the Orlando Magic late Wednesday night in an effort to acquire center Dwight Howard. But they were dealt a devastating blow on Thursday morning when Howard changed his mind again and elected to waive his early termination option and stay in Orlando through 2012-13.

New Jersey’s strategy, sources told Stein, is to stockpile as many players and draft picks as possible — as well as maintaining salary-cap space — to make another trade run at Howard or another star to be determined in conjunction with the June draft — before star guard Deron Williams can become a free agent July 1.

The Nets had hoped to acquire Howard, who had demanded a trade to New Jersey back in December and wanted to partner with Williams when the team moves to Brooklyn next season, either via trade or as a free agent in the offseason, but it didn’t work out.

So they quickly moved on to their contingency plan to add Wallace.

“I’ll pass,” King replied when asked when he knew the Nets were out of the Howard sweepstakes.

Players and executives are not allowed to talk about players under contract with other teams, per NBA rules.

“I’m not gonna get into it. We were involved in a lot of things. Some things didn’t work out, but one thing we did do did work out,” King said. “I’m always one to look at the glass half full. We’re moving on. We got a starting small forward. I think he’s a good fit for us and that’s all I can focus on.”

Given that Howard is off the market, it’s up to the Nets to convince Williams not to leave. The Nets are confident they can re-sign the 27-year-old, who has said he intends to opt out of the final year of his contract and become a free agent at season’s end.

King said he spoke with Williams earlier Thursday and there was no discussions about him possibly opting out for 2012-13.

Williams has spoken highly of his relationship with Nets’ upper management and the bevy of marketing opportunities he’s had since he was traded to New Jersey. But he hates losing, and the move could be seen as the Nets trying to appease him and win now.”

Boca para o barulho.

Por vezes, nestes últimos dias destinados a trocas, o que custa é dar o primeiro passo. Stephen Jackson, os Milwaukee Bucks e os Golden State Warriors deram o primeiro passo. Incrível é que esse primeiro passo não só despoleta gaps nas equipas que tem que ser colmatados com trocas como ainda gera trocas dentro das próprias trocas.

Passo a explicar: a troca entre Milwaukee e Golden State é ridícula.

Milwaukee enviou para Golden State Stephen Jackson, veteraníssimo base de 34 anos e o poste australiano Andrew Bogut para Golden State. Do outro lado vieram Monta Ellis, Ekpe Udoh e Kwame Brown.

Vamos a factos: Jackson é a sombra daquilo que foi em Indiana e posteriormente em Golden State. Em Indiana, Jackson chegou a atingir a média de 18.1 pontos por jogo e 5 assistências. Em Golden State na época 2008\2009 levou os Warriors aos playoffs juntamente com Ellis, Baron Davis e Jason Richardson, tendo à altura um média de 20.7 pontos por jogo e 6,5 assistências. No ano seguinte transferiu-se para Charlotte, onde juntamente com Gerald Wallace fez 21.1 pontos de média. Em Milwaukee, nos 26 jogos realizados esta época estava com 10.5 pontos de média e nem sequer era titular.

Andrew Bogut é o prémio azar da NBA. O Australiano tem talento e esse talento é inegável. No entanto passa mais tempo na enfermaria do que em campo. Novamente operado ao joelho, Bogut só voltará a jogar no próximo ano.

Do outro lado vvem Monta Ellis, shooting guard de 27 anos que cumpre a sua 7ª época na Liga. Espectácular, versátil, atlético. Tem 21.1 pontos e 6.0 assistências de média numa equipa onde exceptuando Stephen Curry “joga para os pardais”. Vem também Kwame Brown e Udoh, dois suplentes pouco utilizados pela equipa. Brown só actuou 9 jogos esta época.

Ellis é uma excelente aquisição para o forcing final que os Bucks irão incutir para conseguirem uma vaga nos playoffs. E com Ellis até podem surpreender nos playoffs. Como em Golden State não valia a pena, Ellis mudou de ares para uma equipa mais competitiva onde poderá ter a vantagem de jogar com Brandon Jennings, um jogador muito parecido com Stephen Curry.

Já Golden State ficou a perder.

Isto porque Bogut não jogará esta época e até pode nunca mais jogar. E Stephen Jackson, apesar de ser amado em Oakland, não quis assinar pela equipa e entrou noutra troca, desta feita com San Antonio em que Jackson ruma ao Texas e do Texas vem Richard Jefferson (nulo em San Antonio) TJ Ford (para aumentar a confusão decidiu chegar a Oakland e anunciar a sua retirada de cena) e uma escolha no ano 2012 de San Antonio direitinha para Oakland.

Do ponto de vista de San Antonio, a troca é vantajosa. Chuta Jefferson que estava claramente a mais na equipa e ganha uma solução de banco melhor que o extremo. Poupa nos salários e isso é um facto bastante importante a ter em conta visto que como o big-three de San Antonio já está a entrar na “3ª idade do basket” quando mais se poupar em salários agora melhor se poderá proceder a uma renovação de plantel no futuro. Golden State fica a perder em todas as trocas. Perde a sua maior estrela. Ganha jogadores horríveis, não reconstrói a equipa e duvido que tenha poupado na folha salarial com as entradas e saídas.

Outras trocas menores:

Indiana Pacers: troca com Toronto. Os Pacers reforçam o banco com a entrada do Brasileiro Leandrinho Barbosa e Toronto recebe a 2ª escolha do draft de Indiana. Toronto poupa 8 milhões de dólares com a saída do brasileiro e continua a amealhar para voltar em grande lá para 2013.

Memphis Grizzlies: Manda o base Sam Young para Philadelphia (3,5 pontos de média) e adquire a 2ª escolha de draft dos 76ers assim como direitos a um jogador porto-riquenho chamado Ricky Sanchez que está a jogar em Porto Rico sob contrato dos Sixers e que é uma grande vedeta segundo o que pude ler.

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NBA (hoje parcialmente sem bulls)

Não é que eles não mereçam porque merecem!

Ainda mais nesta madrugada visto que venceram Nova Iorque com mais um saco de natal de Mr. Derrick Rose.

Facto incontornável.

Nos dias em que se festejavam os 50 anos do record de pontos numa partida de Wilt Chamberlain ao serviço de Philadelphia, ajudando a cimentar o debate promovido pela Liga entre alguns jogadores quanto à possibilidade de num futuro a médio prazo alguém bater o dito record onde Kobe Bryant dizia que seria praticamente impossível e Kevin Love acreditava que sim que era possível que algum jogador batesse o record de Chamberlain, Deron Williams, base all-star dos New Jersey Nets faz incríveis 57 pontos numa vitória contra Charlotte.

No entanto, apesar da péssima classificação no campeonato e péssimo score até agora acumulado pela equipa, Williams já começa a ver alguma luz no fundo do túnel na equipa cujo novo proprietário é Jay-Z. Senão vejamos o que faz esta dupla (MarShon Brooks e Gerald Green) no jogo de sábado frente a Houston:

De New Jersey para Minneapolis

Ricky Rubio fora de combate nos Wolves até ao final da temporada.

Enorme revés para a equipa de Kevin Love na fase crucial da temporada regular. Os Wolves ainda estão na luta por um lugar nos playoffs, estando actualmente no 9º lugar do este com um score de 20-21 contra o 22-20 de Houston.

No entanto, o voador Derrick Williams tem-se mostrado cada vez mais em forma, assim como o poste sérvio Nikola Pekovic. A lesão de Rubio poderá abrir portas para o rapidíssimo Juan José Barea (campeão no ano passado em Dallas) que, perante o cenário de várias lesões no início de época, só agora tem jogado com mais regularidade.

Voltando ao Este, mais precisamente a Washington.

Revelação da Liga

Jordan Crawford.

A par de John Wall, é Crawford quem tem mexido no marasmo que se tem tornado a equipa da capital.

Este jovem de 23 anos nascido em Detroit tem uma história caricata. Vem de uma academia militar (Hargrave Militar Academia, Virginia) não é alto (1,93m) ou pelo menos não é alto para o standard da NBA, jogou na Universidade por Xavier, uma equipa mediana de 1ª liga da NCAA. Lança de todo o lado (quando desata a marcar triplos é um caso sério) e é muito esguio a furar defesas. É sem dúvida uma das boas revelações desta época, precisamente a sua 2ª na Liga, visto que foi escolhido na 27ª posição do draft de 2010 como 2ª escolha dos Wizards (a 1ª foi Wall como nº1 do draft desse ano).

Ontem:

“Espectáculozão” de Kobe Bryant no clássico contra os Boston Celtics.

10 dos 24 pontos obtidos no 4º período, comandando os Lakers para mais uma vibrante vitória no Staples Center.

Facto dos factos: o 5 base de Boston jogou muito. Basta ver que Rondo fez 24 pontos e 10 assistências. Rondo tem continuado nos últimos dias a ser dado como possível moeda de troca para um “business” por dois bons jogadores da Liga. Tem-se falado numa possível troca com Joe Johnson de Atlanta.
Ray Allen com 17 pontos (3 triplos) Garnett com 14 pontos e 11 ressaltos, Paul Pierce com 13 pontos e 9 assistências, Brandon Bass com 15 pontos e 11 assistências. Do banco da equipa de Doc Rivers apenas 11 pontos.

Bryant aliou-se a Bynum, Gasol e imagine-se Metta World Peace (como quem diz Ron Artest na sua nova versão).
Bynum foi gigante na luta das tabelas, obtendo 20 pontos e 14 ressaltos. Gasol fez 13-13 e Artest (perdão Metta World Peace) fez 14 pontos (3 triplos à Artest e estava completamente endiabrado.

A falar nesse estupor ocorre-me agora colocar este video que vi por aí pelos youtubes:

Se visionarem no youtube, há comentários demoníacos a este vídeo.

Realço alguns:

1. Roflbrowser: “This motherfucker knows something we don´t know”

2. FIFO 32: “Cocaine is a hell drug”

3. Abdigafarfar: “It wasn’t Jesus that build the world in 7 days??”

4. New York City USA 7: “I think it’s strange for you to have so much dislike for someone you don’t even know. You call Artest a thug because of one incident and then say his good works are just PR. I happen to be from the same neighborhood he’s from and when he goes back he does a lot for the community and guess what? There aren’t any cameras around when he’s doing it. If the man wants to call himself World Peace then that’s his business. You should change your name to Judgmental Dumbass.”

5. Slaya 2006: “If someone threw a drink on me I would whoop their ass, period, I’m sure a pussy like you wouldn’t do anything. Just because you buy a ticket to watch a game doesn’t mean you have the right to abuse players. Secondly, that brawl was so many years ago and if you knew anything about the former Ron Artest you would know that he does a lot of good works off the basketball court. You are just a YouTube moron who doesn’t know his ass from his elbow or what the fuck he’s talking about.”

o que é certo é que com Jesus na vida de uma pessoa ou não, sinto saudades deste Artest (por acaso entrou na Liga pela mão do mentecapta do GM dos Bulls John Paxson) mais, digamos, viril:

Continuando por LA:

Continua a especulação acerca do futuro de Dwight Howard.

Os Lakers continuam a sonhar com o poste e tem até quarta-feira para pensar no seu futuro.
A curto-prazo, caso a equipa de Mick Brown queira lutar pelo título, pode avançar para uma troca com Orlando. Orlando poderá perder Dwight Howard, à semelhança do que aconteceu no verão de 2010 com Cleveland no caso de LeBron James, a custo zero para qualquer equipa visto que o jogador poderá optar por se tornar free-agent. Nesse cenário, Orlando terá poucas hipóteses de voltar á ribalta, dada a excessiva veterania do seu plantel e a falta de opções no mesmo para continuar a lutar entre as melhores do este.
A médio prazo, a equipa de Los Angeles luta com o que tem pelo título e abdica de Howard para já, podendo convencer o poste a trocar Orlando por LA no Verão, e podendo usar Pau Gasol como moeda de troca para a obtenção de uma base forte, outra das carências dos Lakers.
Orlando poderia eventualmente lucrar e reconstruir a sua equipa com uma troca por Bynum ou Gasol, acompanhados por um pacote de JJ Redick ou Jameer Nelson para os Lakers e de Derek Fischer, Steve Blake, Troy Murphy ou Metta World Peace para Orlando.

Quem também sonha com Howard é Dallas.

Dallas pode eventualmente querer o poste no fim desta época. No entanto, quanto a poder negocial para já, Dallas poderá abdicar de alguns jogadores como Lamar Odom, Jason Terry, DeShawn Stevenson, Rodrigue Beaubois ou Brendan Haywood. O poderio de Dallas é superior ao dos Lakers no que toca ao dossier Howard. No entanto, e perante as sucessivas lesões que tem afastado Jason Kidd, Steve Nash poderá trocar Phoenix por Dallas, equipa que já representou durante 4 anos, resolvendo assim dois gaps: a falta de ambição de Nash em Phoenix e a falta de uma base aos texanos. No entanto, a meu ver, Dallas deveria reforçar-se a curto prazo e tentar Howard. só no Verão.

Para não fugir muito ao tema, a deadline de trocas desta temporada está aí.

O prazo termina quarta-feira. Da Liga nada de especial. Algumas renovações contratuais como o caso de Erick Dampier em Atlanta e de algumas chamadas por parte de algumas equipas a jogadores da Development League para colmatar lesões.

Até ao fecho do mercado, pode surgir um grande negócio.

Boston poderá usar Rondo como moeda de troca para alguém grande. Rondo e mais alguém por Joe Johnson não faria sentido nas actuais linhas de Boston visto que no seu rooster tem dois dos melhores lançadores da Liga.

Nova Iorque ainda tem o trunfo Stoudamire. Howard está fora de mira por agora. No entanto Stoudamire por Gasol ainda é um negócio que se pode efectuar, sabendo que se tal acontecer, Howard é carta fora do baralho para o verão de LA.

Chicago poderá fazer uma ou outra troca menor dadas as lesões que tem assolado o seu rooster. Fala-se da possibiliade de assinar até ao final da época com o retirado Rasheed Wallace para melhorar o banco da equipa, ganhar experiência para os playoffs assim como um jogador propício para o choque e para os lançamentos de 3 pontos.

Miami não mexerá no seu plantel assim como Indiana, Philadelphia ou Atlanta, excepto caso se confirmem os rumores de uma troca com Boston.

Milwaukee poderá mover uma troca menor com alguns jogadores que tem e que têm algum mercado como o turco Ilyasova (será uma pena caso os Bucks troquem o atleta) Carlos Delfino ou Mike Dunleavy.

Toronto poderá perder DeRozan ou Calderón. Calderón é plano B em Dallas e em Los Angeles. Será uma troca a realizar por dois jogadores médios dos Mavs ou dos Lakers.

Boris Diaw poderá estar de saída de Charlotte. Charlotte começa a pensar na próxima época e pondera trocar o seu principal activo. Candidatos? Nets, Knicks e Bulls. Porquê dos Bulls? Precisam de mais um bom jogador de interior e podem facilitar a saída de Gibson e Asik para Charlotte de modo a obter uma compensação dos Bobcats que está pendente desde o negócio Tyrus Thomas. Quando o poste foi para Charlotte, a equipa da Carolina do Norte prestou-se a ceder uma escolha de draft na 1ª ronda entre 2012 e 2016. O que ocorre é que até 2015, a escolha de Draft será consentida apenas pela equipa cujo proprietário é Michael Jordan. A pressão de Chicago viria no sentido de ceder estes dois atletas numa troca com Diaw para não só reforçar o seu jogo interior como forçar que Jordan seja novamente amigo e ceda por exemplo um possível nº1 do draft no próximo ano a Chicago mediante óbvias compensações de Chicago no seu draft nos anos seguintes visto que Charlotte como detém o pior record da liga arrisca-se a ter a primeira pick do draft de 2012.

Em Detroit também já se pensa na nova temporada. Trocar Monroe para reconstruir a equipa ou esperar que o draft seja amigo? É uma dúvida que poderá ser resolvida até amanhã.

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Bulls vencem sacramento

Os últimos dias tem sido intensos em Chicago. Derrick Rose não jogou no Domingo em Boston e os Celtics capitalizaram para vencer tangencialmente os Bulls. Na segunda-feira, o point guarda fez uma nova ressonância magnética para afastar algumas desconfianças que a equipa médica da equipa de Chicago tinha sobre a sua lesão: confirmava-se a existência de espasmos dorsais, motivo que tem afastado o base da plenitude de rendimento nas últimas semanas.

Na Terça-feira os Bulls receberam os Celtics. A breve resumo, os primeiros três períodos mostraram mais do mesmo da equipa: resolver cedo. Mais do mesmo aplicado por exemplo na semana passada em jogos contra Nets, Bobcats e Hornets. No entanto, no 4º período Sacramento decidiu vender cara a derrota e ainda chegou a causar alguns constrangimentos na scoreboard aos homens de Thibodeau, como podemos inclusive ver pelo vídeo acima postado.

Do lado de Chicago, é de salutar que com a ausência de Rose, é Deng (novo all-star de Chicago) que tem pegado na equipa. Contra Sacramento, o shooting forward fez uma fantástica exibição. Diria melho: “uma exibição à Rose” com 23 pontos e 11 assistências. Alvo dessas assistências foram essencialmente os postes da equipa: Carlos Boozer (16 pontos) Joakim Noah (22 pontos, 11 ressaltos e 5 abafos) e Taj Gibson com 15 pontos. É de salutar que do banco de Chicago vieram 44 dos 121 pontos da equipa, destacando-se Gibson e Karl Korver (18 pontos) e John Lucas (9 pontos\9 assistências).

Hoje os Bulls recebem os Celtics no United Center. Prometo hoje que amanhã faço uma descrição mais pormenorizada da partida e faço um breve resumo aquilo que tenho visto da Liga.

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espantosos resultados

Os Bulls somam e seguem.

Na Sexta-Feira em Cleveland, frente a uma equipa que (dentro das possibilidades e opções do seu plantel) está a fazer um bom início de Liga, os Bulls recuperaram de uma derrota abismal no Tennessee na segunda frente a Memphis no primeiro jogo sem Derrick Rose com um estrondoso 114-75.

Duas ilações se podem tirar do jogo: os Bulls recuperaram do 3º desaire da temporada e ultrapassaram a ausência do seu líder e Cleveland mostrou que os bons resultados dependem em muito da boa prestação do seu rookie, o nº1 desta temporada Kyrie Irving, jogador cuja equipa tem como um valor de futuro e deverá constituir uma boa rede de jogadores válidos a seu lado nas próximas temporadas.

Com a ausência de Rose, Carlos Boozer e Luol Deng foram novamente a âncora da equipa para o sucesso. São dois jogadores que tem actuado de forma muito completa e tem mascarado algumas dificuldades da equipa. Deng fez um jogão com 19 pontos (9 em 15 em lançamentos de campo) 14 ressaltos e 5 abafos, enquanto o power forward fez 21 pontos em 8 ressaltos e tem-se mostrado temível no lançamento curto (aquele à rectaguarda em arco) onde consegue percentagens de 70% de média de eficácia.

Os bases CJ Watson e Ric Hamilton voltaram à equipa, ambos com números excelentes: Watson revela-se o nº6 que os Bulls sempre necessitaram e contra Cleveland fez 15 pontos e 7 assistências. Já o veterano Shooting Guard voltou com fantásticos 13 pontos. Já Joakim  Noah teve perto do duplo-duplo com 10 ressaltos e 8 pontos, mostrando que o Francês está lentamente a recuperar a forma. Noah haveria de se lesionar novamente e por precaução não foi utilizado ontem contra Charlotte.

Do banco de suplentes um inspiradíssimo Karl Korver apontou 14 pontos, tantos como Anderson Varejao que foi o melhor marcador de Cleveland. Irving com 13 pontos mostrou que ainda é muito verde para brilhar neste tipo de partidas. As fraquezas da equipa de Cleveland foi eficazmente escapulizadas pelos Bulls, não deixando a equipa do Ohio pontuar acima de 20 pontos no 2º, 3º e 4º parcial.

Em mais um regresso saudado de forma entusiática pelas pessoas de Chicago a Michael Jordan ao United Center (a gratidão de Chicago a Michael Jordan é algo eterno; Jordan é o actual proprietário dos Bobcats), a equipa de Charlotte provou mais dificuldades na arena dos Bulls que Cleveland tinha feito no Ohio no dia anterior.

Muitas lesões nos Bulls (Noah, Rose, Gibson e John Lucas) num jogo com um grau de dificuldade mais difícil que o anterior e desde logo uma nota que me parece importante mencionar: apesar das críticas que tenho feito neste espaço a Tom Thibodeau acerca das suas escolhas e do método de rotação\timing das substituições que tem vindo a fazer na equipa, depois do que vi ontem fiquei bastante agradado. Isto porquê? Com um plantel meio dizimado por lesões, Thibodeau apostou em Scalabrine no 2º e 4º período e em Mike James no 3º e 4º.

Fazendo um aparte: Mike James é aquele jogador que teve um percurso estranho na Liga. James, actualmente com 37 anos, chegou à Liga em 2001\2002 para os Miami Heat de Alonzo Mourning. Antes de chegar a Chicago, actuou nos Heat, Boston, Detroit (sagrou-se campeão ao lado de Hamilton, Prince, Rasheed Wallace, Ben Wallace, Antonio McDyer e Chauncey Billups), Milwaukee, Houston, Toronto, Minnesota, New Orleans e Minnesota. James é um autêntico globetrotter. Os seus anos áureos na Liga aconteceram entre 2003 e 2007 aquando das passagens por Detroit, Houston, Toronto e Minnesota. Em Detroit venceu o título, em Houston era titular numa equipa que tinha em grande forma jogadores como McGrady e Yao Ming, em Toronto com Chris Bosh era titular e obteve uma média final na season 056 com 20 pontos de média e 5,8 assistências em 79 jogos, transferindo-se para Minnesota para actuar também como titular ao lado de Kevin Garnett na época seguinte.

Contratado este ano por Chicago por apenas 10 dias face às lesões de Watson e Hamilton, já renovou o seu vínculo com a turma do Illinois e uma das coisas que explica isso não é apenas o facto de ser bastante experiente e ser contratado temporariamente (como muitos outros que actuam em ligas inferiores) para fazer banco face a problemas de lesões. Ontem, James foi chamado por Thibodeau numa altura complexa da partida contra Charlotte (os Bulls venciam por 4) e transformou o jogo de Chicago com 9 pontos e 10 assistências.

Já Scalabrine provou que também não anda ali só para treinar, cumprindo 5 minutos no jogo de ontem. Tom Thibodeau consegue ter o dom de conseguir transformar jogadores sem grande importancia na presença das suas stars em jogadores úteis na sua ausência.

Um jogo bastante interessante, com algumas mudanças de liderança (11) e que foi totalmente equilibrado até ao intervalo.

Do lado dos Bulls, nota de destaque para Boozer e Deng, principalmente na sua parte. O primeiro com 23 pontos e 9 ressaltos, o segundo com 22 pontos e 8 ressaltos: foram novamente a âncora da equipa na ausência de Derrick Rose.

Omer Asik fez de Joakim Noah e conseguiu 6 pontos e 15 incríveis ressaltos. O turco tem subido de rendimento na luta das tabelas. Ofensivamente continua a revelar muitas fragilidades.

Ric Hamilton fez 20 pontos e CJ Watson também se veio a revelar útil com 11 pontos e 10 assistências.

Do lado de Charlotte, algum talento mas não é o suficiente para levar a equipa aos playoffs esta época. Os Bobcats em Chicago foram liderados por Gerald Henderson com 22 pontos e 9 ressaltos. No entanto, Henderson só foi acompanhado pelo poste alto Byron Mullens, que ontem em Chicago fez 17 pontos e 5 ressaltos. DJ Augustin foi uma sombra daquilo que tem sido e em mais um regresso ao United Center (onde começou a sua carreira na NBA) o saltitão Tyrus Thomas foi completamente abafado pela dupla Deng\Boozer.

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pelas nbas

Há uma equipa lá para os lados de Chicago a dominar a conferência este e a calar a fanfarronice de LeBrons e companhias…

12 vitórias e 2 derrotas nos primeiros 14 jogos fazem do 1º mês da Liga um arranque de sonho por parte dos Bulls, que apesar da sua bipolaridade ao nível de jogo conseguem levar o barco a bom porto no fim de quase todas as partidas. Apenas Atlanta (com todo o mérito; já tinham ameaçado em Chicago e acabaram por vencer categoricamente no Alabama) e Golden State conseguiram bater os Bulls.

Na Sexta-Feira vitória concludente em Boston perante uns Celtics que ainda andam à procura do seu melhor basquetebol.

No jogo do TD Garden, os Bulls entraram muito bem na partida com um parcial de 26-13 muito à custa de um Carlos Boozer muito inspirado no lançamento curto e Luol Deng. Na 2ª parte, um parcial de 26-20 (com os Bulls a defender muito bem) levou o jogo para intervalo por 52-33, algo minimamente escandaloso para um jogo que se previa muito equilibrado.

Com a 2ª parte veio a bipolaridade da equipa de Tom Thibodeau. De um momento pro outro, um parcial de 15-26 levaria a que os Bulls no 4º período tivessem estado a vencer apenas por 3 pontos (71-68). Eis que aparece Derrick Rose com alguns cestos completando a vitória por 88-79.

Carlos Boozer com 12 pontos, 8 ressaltos e 5 assistências e Luol Deng com magníficos 21 pontos e incríveis 16 ressaltos (já não é o primeiro jogo que o Sudanês naturalizado Britânico faz números assim, provando ser o mais regular dos homens de Chicago neste início de época) também tiveram em destaque, destapando algumas dificuldades do banco de Chicago (Scalabrine, Lucas, Asik, Gibson e Korver) em marcar pontos e conseguir ressaltos e assistências: todos juntos não conseguiram mais do que 8 pontos, 3 ressaltos, 2 assistências e 1 abafo.

Da partida de Boston, Rose foi o melhor marcador com 25 pontos e para além desses 25 pontos, 7 assistencias. Tem sido o cunho pessoal de Rose: em quase todas as partidas não ultrapassa uma média de 20 pontos mas ao nível de assistências nunca faz menos de 7, chegando em alguns jogos a atingir 10\12.

Os Celtics, antecipando um breve resumo sobre algumas equipas que irei escrever no fim deste post, mostraram-se Muitíssimo irregulares contra Chicago. Esta equipa de Boston não está apenas a ser irregular, está a ser uma sombra daquilo que foi nas últimas 3 épocas. Contra Chicago destaque para boas exibições de Rajon Rondo e Ray Allen. Vindo de lesão, Paul Pierce está lentamente a ganhar forma e é bom que isso aconteça senão Boston arrisca-se claramente a ficar de fora do top-4 do Este (já nem digo a ter que penar para conseguir uma vaga nos playoffs pois creio que isso jamais acontecerá à equipa de Doc Rivers).

Kevin Garnett está profundamente acabado e o banco de Boston é muito mas mesmo muito fraquinho.

As soluções para a equipa do Norte a curto prazo estão esgotadas. Trocar uma das 4 estrelas será praticamente impossível, dado que Pierce é um jogador simbólico, Allen é aquele jogador que tanto desaparece na fase regular como volta a aparecer decisivamente nos playoffs, Garnett já não serve de moeda de troca para ninguém e Rajon Rondo está a tornar-se um dos melhores bases da liga senão o melhor. A vida está muito complicada para Boston e temo que depois de extinta esta fornada de jogadores, Rondo tenha que servir de moeda de troca por 2 ou 3 jogadores de nível muito aceitável para que a equipa não caia numa travessia do deserto nos próximos 5\6 anos. Caso contrário, Rajon Rondo deverá querer rumar a uma equipa que lute por títulos quando se tornar free-agent e Boston poderá ter uma nova travessia do deserto na Liga

A recuperar muito bem nesta 2ª época sem Bosh, Toronto causou muitas dificuldades a Chicago no sábado. Os Raptors assumem-se claramente como candidatos a uma vaga de playoffs.

As duas equipas praticaram um estilo de jogo muito defensivo, mas no entanto, quando toca a defender os Bulls voltaram a demonstrar que são uma equipa que consegue encurralar os adversários através deste tipo de táctica de jogo.

Pela 2ª vez na semana de jogos, Chicago não ultrapassou a fasquia dos 80 pontos marcados (já não o tinha feito perante a frágil equipa de Washington) mas também não concedeu mais que 70 pontos ao adversário.

Mais uma vez Chicago foi uma equipa avassaladora na luta das tabelas. Carlos Boozer voltou a fazer números brilhantes com 17 pontos e 13 ressaltos. O power forward está claramente a jogar ao nível dos melhores tempos de Utah, fazendo com que esta seja definitivamente a sua melhor fase até agora ao serviço dos Bulls. Começa-se a interrogar a hipótese de Chicago ter 3 all-stars no próximo mês de Fevereiro: Rose, Boozer e Deng, facto que a acontecer seria mais que merecido para aquilo que os jogadores estão a fazer.

Joakim Noah com 12 ressaltos em 25 minutos de utilização também esteve muito bem (foi poupado por Tom Thibodeau dado à fraqueza física que tem sofrido nos últimos dias) e Derrick Rose voltou a aparecer quando mais lhe competia. Rose não está com medo de assumir o jogo da equipa nos momentos cruciais e em contrapartida às últimas 3 épocas na Liga assume esse risco sem sentir a pressão. O base voltou a terminar o jogo com um duplo-duplo: 18 pontos e 11 assistências, fazendo com que a sua mão valesse efectivos 52 pontos dos 77 de Chicago.

Do banco com 21 pontos em conjunto, J0hn Lucas e Taj Gibson voltaram a contribuir de forma efectiva para mais uma vitória. Gibson tem jogado muito bem nas últimas partidas, sendo que nesta para além dos 11 pontos conseguiu ganhar 12 ressaltos e mostrou mais uma vez que apesar de ser um jogador tecnicamente muito imperfeito é um grande lutar. Saliente-se que os Bulls ganharam 59 ressaltos durante esta partida e os Raptors 57. As médias de lançamento não estiveram famosas com 40% para Chicago (4-15 em triplos por exemplo) e 34% para Toronto (3-10 em triplos).

Agora falando de outras equipas da Liga:

Philadelphia 76ers – 2º lugar por agora da conferência este. Mais uma vez esta equipa de Philadelphia tem o dom de superar as expectativas iniciais que lhes apontavam. Elton Brand começou mal mas está a jogar muito bem. Iguodala continua a ser o líder da equipa.

Indiana Pacers – 3º lugar da conferência com um score de 9-3 o que não deixa também de ser surpreendente. Granger, Collison e companhia beneficiaram em muito da chegada de David West à equipa. O power-forward é um jogador extremamente completo e ainda está a 50% do seu potencial.

Miami Heat – Mísero 6º lugar da Liga. É certo que LeBron e Wade tiveram 1 jogo de fora e Miami até conseguiu ganhar a Atlanta. Também é certo que LeBron e Wade tem jogado com algumas limitações físicas, o que é motivo mais que suficiente (conhecendo os restantes jogadores da equipa) para evidenciar muitas fraquezas na mesma quando estes jogadores não actuam em max-power. Chris Bosh está a fazer jogatanas dos diabos e a equipa ganhou um 4º jogador de luxo que é Norris Cole: o rookie tem estado muito bem, se bem que os primeiros jogos foram muito over-rated e tendencialmente Cole irá ter comportamento de rookie.

As fragilidades da equipa começam no treinador Erik Spoelstra. Uma equipa a sério com objectivos sérios de título não pode ter um treinador que não é mais do que alguém fictício na equipa. Os verdadeiros treinadores são LeBron e Wade. Isso faz com que a equipa jogue nos designios de esperar que estes dois resolvam todos os problemas. Perder em Denver com os Heat perderam foi um sinal de abalo psicológico na equipa e aqui está um sinal de que a tal maturidade de que LeBron falava no início da época não é de todo um facto consumado.

Miami está entre a espada e a parede. A equipa anda a gastar em demasia em relação às suas reais possibilidades financeiras. Só existe um caminho para esta época: ou ganham o título da NBA e tem o esperado retorno financeiro ou LeBron, Wade e Bosh irão zangar-se na próxima época e a hecatombe do dream-time pode ser uma realidade.

New York Knicks – A dependência de Carmelo Anthony tem os seus resultados. Os Knicks atacam apenas por um canal que é o de Carmelo e defendem mal e porcamente. Existem rumores que até ao final do mês os Knicks poderão dar Stoudamire a Orlando como moeda de troca por Howard. O poste está completamente irreconhecível: não ataca como atacava e não defende rigorosamente nada. Não sei se os números  que Amare (18.7 pontos por jogo\ 8 ressaltos\ 0.4 abafos; comparativamente à época passada são menos 7 pontos de média pontual) está a fazer  poderão convencer Orlando de que o jogador poderá ser uma alternativa para a re-construção da equipa de Orlando num momento em que os ânimos em torno de Howard refrearam com as boas exibições e resultados que a equipa de Orlando está a fazer (8\3 nos primeiros 11 jogos da temporada).

Outros dos aspectos negativos em torno dos Knicks é obviamente as suas soluções de banco – Renaldo Balkman, Toney Douglas, Jared Jeffries, Landry Fields e tantos outros que a equipa tem por lá não fazem um jogador decente e as duas contratações em free-agency para este departamento de jogo (Mike Bibby e Baron Davis) tem passado mais tempo no estaleiro do que em campo.

Cleveland – Kyrie Irving confirma-se como jogador de futuro. O nº1 do draft é uma maravilha, mas como todos os rookies precisa de crescer. No entanto, Cleveland poderá conseguir os playoffs apoiados no seu rookie.

Detroit – Com Ro Stuckey lesionado, é Greg Monroe quem leva a equipa às costas. O poste é uma desperdício nesta equipa. Mais um ano sem playoffs no Palace of Auburn Hills. A coisa começa a roçar o escândalo para uma equipa cujo historial aponta 5 títulos, 7 títulos de conferência e 15 de divisão no misto entre NBA, ABA e NBL desde 1941.

New Jersey\Washington – Absolutamente miseráveis. Não são competitivas sequer. Em maior parte dos jogos levam sacadas de 40 de diferença e já perderam o jogo no 1º período. Se repararem todos os jogos que estas equipas realizaram esta época, existem períodos onde nem conseguem chegar aos 10 pontos (-1 de ponto por minuto) – Deron Williams e John Wall (respectivamente Nets e Wizards) são bases de topo que arriscam-se a ser “ultrapassados pela história” caso continuem andar por ali muito tempo.

Oklahoma City Thunder – 1º lugar de conferência Oeste. Merecido. Westbrook, Durant, Ibaka e Harden dão show e são para mim os contenders nº1 à vitória na conferência na fase regular e nos playoffs.

LA Clippers – Chris Paul e Griffin estão a começar a entender-se, mas os Clipps ainda não são candidatos a nada. O casamento do base com o poste poderá acontecer na próxima época.

Utah – Surpreendente o 4º lugar na conferência com um score de 8-4. É uma equipa que a meu ver pouco tem. Raja Bell é um veterano que anda muito longe dos tempos de Phoenix, e o mesmo acontece com Devin Harris e Josh Howard. No entanto, sem haver grandes vedetas na equipa (arrisco-me a dizer que o líder da equipa é Paul Millsap com 15 pontos de média e 8 ressaltos de média) existem muitos lutadores na equipa como o próprio Millsap, CJ Miles, Derrick Favors e Gordon Hayward. Não tem vedetas mas tem um colectivo muito lutador.

O turco Enes Kanter, o tal rookie da equipa que dias antes do draft afirmou ser um poste resultante de uma mistura técnica\táctica e atlética de Dwight Howard com Stoudamire e Shaq não está a convencer. Nos primeiros 12 jogos da época, média pontual de 4.4 pontos por jogo e 5.20 ressaltos. Muito pouco para quem se gabou tanto e para quem entrou na Liga rotulado de vedeta.

LA Lakers – Kobe Bryant acima da fasquia dos 40 está a conseguir levar a equipa às costas. Voltamos ao tempo dos Lakers em que Odom, Radmanovic, Vujacic, Ariza, Bynum, Walton e Fischer eram muito bons jogadores mas era Kobe quem mandava no jogo de LA. Desta feita mudaram alguns dos intervenientes na team mas Kobe é o esteio que faz os LA sonhar com alguma coisa esta época, facto que desde já considero muito improvável.

Dallas Mavericks – A recuperar do “lock-out” que persistiu na equipa nos primeiros 6 jogos da época. 8-5 com Nowitzky, Terry e Kidd a aparecerem em destaque nos últimos jogos e com os reforços Carter e Odom lentamente a entrosarem-se na equipa. Cuidado com Dallas. São campeões e num golpe de teatro parecido com o da época passada podem repetir a gracinha pois tem qualidade para tal.

Portland – O caminho inverso. Grandes arranques iniciais, estão a perder o gás. De 1ºs passaram a 8ºs num ápice. E vamos lá ver se conseguem aguentar a posição pois atrás vem Memphis a tentar recuperar das derrotas iniciais e Phoenix, que apesar de não ter nada de jeito no global ainda tem um Steve Nash que por si só vale ouro.

Minnesota Timberwolves – Ricky Rubio é um artista, Kevin Love é outro grande artista mas a tal mudança que se esperava na equipa ainda não aconteceu. Se não chegarem aos playoffs Love é capaz de ir espalhar o seu amor na luta das tabelas para outro sítio bem mais quente como LA, Chicago ou Nova Iorque.

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somam e seguem (para já)

Para já.

Mais um bom teste dos meus Bulls, já a pensar em jogos grandes contra Miami, Boston, Knicks, Oklahoma City Thunder, Dallas e San Antonio.

Com Orlando a realizar um início de campeonato muito interessante tendo em conta os problemas que persistem no seio da equipa (apesar do facto de Dwight Howard estar a realizar partidas de alto nível com 20 pontos e 20 ressaltos, o poste quer mesmo abrir a todo o custo a janela de transferências) com um score de 5-2 nos primeiros 7 jogos, os Bulls foram a Orlando ganhar num jogo de altos e baixos.

Em conversa com o Hugo Coelho Gomes dois ou três dias antes da Liga começar, disse-lhe que os Bulls iam limpar os primeiros 9 jogos. Vamos no 8º e não errei por muito. 7-1 de score, algumas dificuldades e uma derrota em Golden State onde a equipa não jogou papel.

Ontem em Orlando, os ups and downs foram muitos mas a equipa conseguiu manter a vantagem até ao final.

Numa primeira parte bem disputada da qual os Bulls saíram para o intervalo a vencer confortavelmente, chegou um 3º período onde a turma de Chicago (muito balançada pelas tremendas exibições de Luol Deng e Karl Korver) chegou a ter uma vantagem de 17 pontos a meio do parcial e acabou por ver reduzida essa vantagem a 3 pontos graças a vários triplos de Jason Richardson e uma acção defesa\ataque eficaz de Dwight Howard. No 4º período a coisa lá se deu e os Bulls acabaram por vencer por 9.

Derrick Rose não fez o melhor dos jogos. Apenas 20 pontos num jogo em que acusou em demasia o facto de estar a actuar “semi-lesionado” de um ombro. Aliando ao facto de Dwight Howard ser um jogador que consegue neutralizar a partir do seu físico as investidas de Rose para o cesto, tudo fez com que o base não estivesse em tão clarividência na partida. No entanto, Rose admitiu humildemente que não está a jogar o seu melhor neste início de época e se o seu pior são 20 pontos nem quero imaginar o que ainda vem por aí.

Carlos Boozer tem sido nestes primeiros jogos uma agradável surpresa. Está mais calmo e mais certeiro a atirar. O seu lançamento em arco continua a ser esquisito mas o que interessa é que as bolas andam a parar dentro do cesto.

Joakim Noah é outra unidade em sub-rendimento. Poucos pontos, muitos ressaltos, muita garra e pouca uva. No entanto creio que o Francês também terá um acréscimo de performance com o decorrer da época.

Luol Deng esteve bem, como sempre. É o equilíbrio desta equipa. É o atirador desta equipa. Quando as coisas correm mal, Deng é aquele tipo a quem se deve passar a bola pois consegue sempre desencantar qualquer coisa. Daí que os seus 20 pontinhos de média por partida seja um factor decisivo para o equilíbrio pontual da equipa.

Karl Korver, apesar de ter sido pouco utilizado até ontem, demonstrou que tem espaço nesta equipa. Quando em dia sim no lançamento exterior é capaz de fazer aquilo que fez ontem: 6 triplos, quase todos decisivos pois concretizados em alturas em que Orlando tentava relançar a partida ou ameaçava a liderança.

John Lucas III – Aos 29 anos, este jogador de 5ª época não teve muitas oportunidades na NBA. Foi sucessivamente encostado para a D-League, até que Tom Thibodeau (sem Hamilton e sem CJ Watson) teve que o ir buscar ao banco para ser substituto de Rose. É mexido de mais para o meu gosto mas está a fazer boas exibições dentro do que lhe é pedido pelo seu papel da equipa. Penso que ganhou nos últimos jogos um lugar na rotação de Tom Thibodeau, ao contrário de Ronnie Brewer, um jogador que está claramente a mais na equipa.

Omer Asik – Muita altura, muita lentidão, pouco ritmo e muita ineficácia ofensiva. O turco não confirma os credenciais de NBA e não me espanta que qualquer dia seja espetado na D-League ou saia mesmo numa troca com Brewer e Gibson por algo melhorzito para compor o pobre banco da equipa.

Hoje, os Bulls deslocam-se a Atlanta para um jogo que se espera bem disputado, dado que as duas equipas já se defrontaram e Atlanta deu um show do caraças, estando inclusive a vencer por 17 a meio da partida.

Amanhã, farei um breve resumo deste jogo e tratarei de escrever mais qualquer coisa sobre as restantes equipas da Liga.

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Post-Christmas II

Com o Natal veio o tão ansiado regresso da NBA.

Logo no primeiro dia os meus Bulls foram ganhar com absoluta sorte ao terreno dos LA Lakers nos últimos segundos. No 2º jogo perderam (e muito bem) contra Golden State.

Quanto ao jogo dos Lakers, os Bulls podem-se gabar de ter consigo alcançar uma vitória que não foi justa e muito menos merecida. Não porque os Lakers tenham feito uma brilhante partida (não fizeram; perderam os primeiros jogos da temporada e vieram a realçar a minha opinião de que a transferência falhada de Dwight Howard e os jogadores que estão na corda bamba em LA podem ser factores que podem ter contrabalançado a equipa para algum nervosismo nesta temporada) mas porque os Bulls fizeram uma das piores partidas do ano de 2011 senão a pior.

Mesmo com a aquisição de Richie Hamilton, denotei neste dois jogos as mesmas deficiências que a equipa tinha na época passada: Hamilton melhorou claramente o transporte de jogo e a libertação de Rose para as tarefas que constituem o seu “habitat natural” e é um bom shooter, algo que a equipa precisava mas Rose continua apático e sem render os números que fizeram dele o melhor jogador da Liga na temporada regular 2010\2011. 22 pontos em LA, intermitentes entre o lançamento de triplos (Rose está a especializar-se no lançamento exterior e com distinção) e algumas incursões malucas para o cesto (umas entraram, caso da última que deu a vitória à equipa e outras ficaram pelo caminho). Contra Golden State os 13 pontos marcados pelo base são insuficientes para bater uma equipa que está em clara ascenção e que conta com um Monta Ellis muito motivado.

A construção de jogo dos Bulls continua a ser tosca, atabalhoada. A equipa não mede os timings de jogo: ora ataca demasiado rápido (chega inclusive a ter ataques de 7 e 8 segundos de posse de bola) ora não consegue construir situações de decalage que permitam a existência de um atirador solto e como tal, as jogadas vão-se perdendo e são gritantes períodos da partida em que os Bulls não metem um cesto de campo em 4\5 minutos.

A equipa vai do 8 ao 80. Tanto é capaz de iniciar jogos com parciais de 30 pontos por período como é capaz de marcar apenas 12 no 3º ou 4º período. Isso leva a que a equipa acorde muito tarde para as partidas, caso de LA, onde os Bulls a 8 minutos do fim tinham apenas 14 pontos marcados na 2ª parte e só uma estupenda atitude defensiva corolada por alguns triplos e algum nervosismo de LA nos minutos finais pode resultar numa vitória para os homens comandados por Tom Thibodeau.

Tom Thibadeau também entra neste meu rol de culpados: o técnico dos Bulls continua a insistir nas substituições automáticas e planeadas no post-game. Tal estratégia desiquilibra a equipa no início do 2º e do 4º período visto que o banco de Chicago é pouco rico em talento técnico e soluções que dêem pontos. CJ Watson e Karl Korver são excepções e nem sempre entram bem nas partidas. Gibson, Asik e Brewer são jogadores com limitações técnicas muito grandes, apesar da imensa luta que dão aos adversários que estão dentro de campo. Os Bulls fizeram muito mal em terem perdido o veterano Kurt Thomas e fizeram muito mal em não terem apostado na contratação de um bom free-agent de banco como Kirk Hinrich ou Jamal Crawford.

Passando a outros anotamentos que reparei sobre outras equipas da Liga:

1. LA Lakers – Kobe Bryant fez uma excelente exibição contra os Bulls e parece disposto a voltar a ser o líder que LA tão bem conhece. Um líder muito mal acompanhado é certo. Gasol continua um jogador apático. Blake e Fischer são más soluções para o lugar de base. Bynum não joga. Lamar Odom faz falta porque era um jogador regular que conseguia sempre os seus 15 pontos e 7 ressaltos de média por jogo. McRoberts é uma anedota nesta equipa dos Lakers. Batalha muito mas é um jogador muito imperfeito do ponto de vista técnico.

Depois, como se tal facto não bastasse, a escolha de técnico para os Lakers não foi propriamente a melhor: Mike Brown é aquele treinador sombra, quase inexistente. A sua personalidade enquanto treinador é ultra-liberal e isso faz com que não tenha muita mão sobre os jogadores. É um treinador conhecido por ser muito motivador e isso poderá ser bom para os Lakers, mas, já diz o ditado que em casa onde não há pão toda a gente ralha e ninguém tem razão.

2. Miami Heat – Duas sensacionais vitórias contra Dallas e Boston. Dois massacres de primeira parte nas respectivas partidas, contrabalançados por dois 4ºs períodos muito sôfregos, muito no espírito do que foi a equipa na época passada.

James, Wade e Bosh continuam a fazer os seus números espantosos e agora são acompanhados por James Jones e pelo rookie sensação Norris Cole, que na minha opinião irá saltar para o 5 titular em troca por Mario Chalmers até ao final do mês de Janeiro.

Vi uma entrevista com LeBron James onde este dizia que a equipa está mais motivada que nunca para conseguir os anéis esta temporada. James realçava que o passar dos anos e das experiências de final o tinham amadurecido, principalmente nos momentos em que este se possa encontrar sobre a pressão de obtenção de resultados.

3. Boston Celtics – Pelo que vi ontem, as transformações feitas na equipa melhoraram em muito o rendimento da turma de Doc Rivers. Perderam os dois primeiros jogos (Miami e Knicks) mas em ambos, a jogar fora e perante conceituadíssimos oponentes mostraram muita personalidade. Continuam a jogar sem o seu líder (Paul Pierce) e sinceramente, se fosse a Doc Rivers tratava de despachar dois jogadores que estão claramente a mais nesta equipa: Marquis Daniels e Jermaine O´Neal.

Brandon Bass foi uma excelente aquisição para esta equipa visto que se trata de um jogador que ao longo dos anos se tem demonstrado muito util do ponto de vista defensivo e do ponto de vista pontual. Lança bem a média distância e também se mostra forte no 1 contra 1.

Pela qualidade e veterania desta equipa, serão obviamente um osso duro de roer.

4. New York Knicks – Chandler, Stoudamire, Bibby, Baron Davis e a bola sempre nas mãos de Carmelo. Ou acabam com a Carmelo Anthony dependência ou serão exactamente iguais a Denver quando o astro lá jogava.

5. Orlando – Dwight Howard mostra sinais de revolta. Quer sair. A direcção de Orlando não o quer negociar e faz muito mal visto que para o ano Howard pode sair como free-agent e Orlando perde a oportunidade de o poder trocar por 2 ou 3 jogadores de médio\alto valor para reconstruir a sua equipa para o futuro. Por um lado compreendo a decisão do staff da equipa da Flórida: Ainda esperam que Howard os leve longe e outros como Turkoglu ou Richardson tenham prestações do “antigamente” e consigam convencer o astro a render o seu melhor. Mas por outro lado a não-saída de Howard implica obviamente que para o ano, do tudo se passe a nada e Orlando passe muitos e longos anos sem ir aos playoffs.

6. Minnesota: Rubio é a nova coqueluche da NBA, mas enganem-se aqueles que pensam que o espanhol começará a fazer milagres já é esta. Seria importante para a equipa que o estatuto de nova sensação do campeonato passasse a ser algo efectivo: Kevin Love está a jogar muito mas é free-agent no próximo ano. Uma ída aos playoffs e mais 2 ou 3 aquisições de banco poderiam convencer o poste a permanecer mais 2 ou 3 anos em Minnesota para se lutar por algo mais palpável.

7. Denver\Phoenix – Denver não irá aos playoffs. Felton praticamente sozinho. Phoenix até mete pena – Steve Nash efectivamente sozinho.

E para já são os comentários que me ocorrem!

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The Champ is here!

 

De todas as contratações que os Bulls poderiam fazer – free-agents como Jamal Crawford, Caron Butler, Tyson Chandler, Kirk Hinrich e de outros que se poderiam\podem tornar free-agents no próximo verão mas cuja troca exigia que os Bulls libertassem 1 ou 2 das suas estrelas (Chris Paul\Dwight Howard) – os Bulls optaram por deixar ir dois jogadores inúteis na equipa como Keith Bogans e Jannero Pargo e contratar apenas o velhinho Richard Hamilton.

 Para quem conhece a NBA nos seus meandros, o nome de Richard Hamilton diz muito da história da competição da última década. Campeão por Detroit em 2004, o jogador de 33 anos, escolhido no draft de 99 por Washington, carregou os Pistons durante vários anos e foi atleta all-star por 3 vezes. Para se ter a noção do jogador, pode-se dizer que a pior média pontual do base aconteceu na season 99\2000 (enquanto rookie) com 9 pontos de média em 71 jogos e a melhor aconteceu em 2005\2006 com 20.1 pontos. É portanto um atirador por natureza que em toda a sua carreira já leva mais de 18 mil pontos marcados na competição.

 Para quem conhece a actual natureza dos Bulls, Ric Hamilton será aquele jogador que vai colmatar as grandes lacunas da equipa. Primeiro porque vai ser o base transportador de bola que irá libertar Derrick Rose para o seu jogo (lançar, incorporar-se no meio das defesas adversárias nas suas rápidas acelerações de jogo) e será aquele base-shooter, muito viável tanto no lançamento curto como no lançamento de 3 pontos. Mesmo assim, os Bulls pecaram por não terem contratado mais um extremo para fazer banco. Uma equipa que pretende lutar pelo título terá que tter mais soluções de banco do que CJ Watson, Karl Korver, Taj Gibson e Omer Asik.

Neste último mês foram várias as ligações de jogadores que a imprensa desportiva norte-americana ligou aos Bulls. O primeiro nome foi obviamente o de Dwight Howard, o jogador mais cobiçado desta pré-época. Estando Dwight Howard mais linkado a equipas como os Lakers ou como os Nets, e tendo em conta o facto que o poste não foi para lado algum porque a direcção de Orlando assim o entendeu. Na contenda pelo concurso do poste, os Bulls não desmentiram que corriam por for a: Howard e a direcção de Orlando foram abordados e foi inclusive feita uma abordagem em que os Bulls abdicavam de qualquer jogador do seu plantel numa eventual troca, excepto dois jogadores: Carlos Boozer e Derrick Rose. Daí que a própria imprensa norte-americana tenha mencionado que caso os Lakers e os Nets não tivessem capacidades para trocar jogadores com Orlando (os Lakers ainda estavam numa posição negocial por Chris Paul e os Nets não tinham manifestamente jogadores que agradassem a Orlando) os Bulls poderiam avançar com uma proposta que continha a troca de Jason Richardson e Dwight Howard por três jogadores médios\bom: Joakim Noah, Taj Gibson e Luol Deng.

Caron Butler, Jamal Crawford, OJ Mayo, Vince Carter foram outros dos nomes linkados à equipa de Chicago. Butler acabou por escolher os Clippers, Crawford seria um jogador ideal para fazer de nº6 (primeiro a saltar do banco), OJ Mayo é um jogador medíocre e Vince Carter seria um erro enorme, mesmo apesar do facto do jogador mesmo a 50% das suas capacidades ainda ser um pontuador nato.

 Desta troca, como em qualquer troca da NBA, surgiriam prós e contras. Se Howard é claramente um monstro do jogo e iria acrescentar muito mais valor que Noah, principalmente do ponto de vista ofensivo (a combinação Boozer e Howard debaixo do cesto deveria ser qualquer coisa de explosivo) e se Jason Richardson é aquele jogador muito experiente, bom lançador mas também por outro lado um jogador que é muito inconsistente nas exibições, a perda de Deng resultaria na perda de um jogador que apresenta uma regularidade ofensiva ímpar na história dos Bulls (as médias anuais rondam entre os 17 e os 22 pontos) iria perder Noah que é o guerreiro da equipa e iria perder Taj Gibson, que apesar de não ser um jogador cujas características técnicas aprecie é também ele um bom lutador.

 Portanto, na minha opinião, os Bulls fizeram muito bem em contratar Richard Hamilton, até porque a free-agency de 2012 traz efectivamente muitas surpresas para rechear o plantel dos Bulls.

 A época para a equipa de Chicago começa no domingo. A abrir, um jogo em Los Angeles frente aos Lakers, equipa muito fustigada por esta pré-época.

Primeiro porque Kobe Bryant no lock-out ponderou efectivamente deixar a NBA e ir jogar para a Europa. Se outros jogadores como Rose, Williams, os irmãos Gasol, apenas manifestaram interesse em jogar na Europa momentaneamente enquanto não se obtinha um acordo concreto que fosse de encontro às pretensões dos jogadores, Kobe ponderou efectivamente jogar a tempo inteiro na Europa.

Em segundo lugar, porque viu abandonar um jogador importantíssimo na manobra da equipa: Lamar Odom. Lamar Odom foi dado como transferível. Um jogador da sua craveira que é dado como transferível e cuja troca (Paul; Howard) acaba por não se efectuar, tem toda a razão em abandonar a equipa.

Em terceiro lugar, porque Gasol e Bynum também foram dados como transferíveis nas tentativas de trocas que os Lakers batalharam e tal facto poderá mexer obviamente com o psicológico dos dois jogadores. É de relembrar que Gasol já falhou muito ao nível psicológico na época passada.

Em quarto lugar, o falhanço nas contratações de Howard e Chris Paul não acrescenta à equipa aquele incremento necessário para que as coisas corram bem.

Em quinto lugar, este ano será estranho. Phil Jackson abandonou o cargo de treinador, portanto é de esperar que os próprios lakers demorem alguns jogos até perceber aquilo que o novo técnico pretende. Até porque a pré-época foi algo planeado às três pancadas para todas as equipas.

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Chicago Bulls 103-82 Miami Heat

Uma autêntica lição de humildade, foi a lição que os Heat levaram do primeiro jogo das finais da Conferência Este.

Ter individualidades na Liga é extremamente importante. A NBA sempre nos habituou que as equipas vencedoras terão forçosamente que ter um jogador que apareça nos momentos decisivos, e que de certa forma, se distinga positivamente dos outros. No entanto, o basquetebol é um jogo colectivo e a Liga também sempre nos habituou a consagrar os grandes colectivos.

Neste caso concreto, tanto Miami como Chicago têm nos seus planteis grandes individualidades. Miami conta com o talento da tripla LeBron JamesDwayne WadeChris Bosh, um trio que é sem dúvida do melhor que temos na Liga. Chicago pode contar com Derrick Rose, Luol Deng, Joakim Noah e Carlos Boozer, um quarteto que não fica atrás ao nível de talento em relação ao big-three de Miami.

Na luta das tabelas, a diferença foi enorme. Miami obteve 36 ressaltos, Chicago 52. Dos 26 ressaltos ofensivos ganhos pelos jogadores dos Bulls muitos resultaram em pontos, alguns deles em pontos com falta e como tal direito a lance livre.

A grande diferença entre os Bulls e os Heat reside no colectivo. No colectivo, os Bulls são mais fortes e o jogo 1 provou definitivamente esta diferença.

A jogar num United Center em Polvorosa (há 13 longos anos que os Bulls não pairavam por estas andanças) Chicago deu mostras que tem argumentos para bater Miami, até agora, a equipa que mais se tinha evidenciado nas primeiras duas fases dos playoffs.

Numa primeira parte muito equilibrada onde perdurou a parada e resposta entre as duas equipas (ao intervalo, as equipas empatavam a 48 pontos) a 2ª parte mostrou uns Bulls inspiradíssimos e determinados em vencer o 1º jogo desta série.

No jogo interior, Chris Bosh fez uma exibição portentosa para o lado de Miami. Com 30 pontos e 9 ressaltos, o poste teve de ser bater contra a dupla Boozer (14 pontos9 ressaltos) e Joakim Noah (9 pontos14 ressaltos) sendo que os suplente Boozer em Chicago (Taj Gibson com 9 pontos e 7 ressaltos) apareceu do banco para baralhar as contas dos Heat que do banco não tiveram argumentos para fazer descansar Bosh (Jamal Magloire apenas marcou 2 pontos em 10 minutos de utilização.


No jogo exterior, Derrick Rose voltou a fazer uma joga impressionante. Abdicando muitas vezes de atacar o cesto para atirar de longa distância, Rose esteve concentradíssimo e atingiu a incrível marca de 28 pontos (1o em 22 de campo) perante um jogo pouco inspirado de LeBron James (15 pontos6 ressaltos6 assistências – 5 em 15 de campo) que sempre foi bem defendido por Luol Deng e de Dwayne Wade (18 pontos) que acabou por ser muito perdulário no lançamento (apenas 7 em 17 de campo). O Somali (de passaporte Britânico) acabaria por estar ao seu nível habitual, marcando 21 pontos.

O jogo exterior de Chicago voltou a marcar a diferença. Ao nível do lançamento de 3 pontos, os Bulls marcaram 10 em 21 enquanto os Heat acabaram por fazer 3 em 8.

Os bancos também acabaram por ter influência no jogo. Em Chicago, como já tinha destacado Gibson saiu em grande forma do banco (acabaria por fazer uma das jogadas da época nos minutos finais) e Ronnie Brewer com 8 pontos também acabaria por dar uma contribuição que no total se cifrou em 28 dos 103 pontos de Chicago. Do banco de Miami, 7 jogadores apenas marcaram 15 pontos.

Outro dos factos que explica o facto de Miami viver apenas das suas individualidades é a pouca capacidade argumentativa dos seus jogadores à excepção do seu big-three. Ao todo, Bosh, James e Wade marcaram 63 dos 82 pontos da equipa. Para bater Chicago é preciso fazer muito mais que esses números. E nesse campo Tom Thibodeau, analogamente aquilo que a equipa têm feito até agora, consegue armar muito bem os esquemas defensivos da equipa. A equipa contra Miami subiu muito, impedindo que James e Wade pudessem ter condições ideiais para armar os seus lançamentos. Para isso muito valeram as excelentes atitudes defensivas de Luol Deng e Derrick Rose.

O jogo 2 disputa-se na madrugada de quarta para quinta em Chicago.

No Oeste, depois de uma tarefa complicadíssima, Oklahoma bateu Memphis em 7º jogo e avança para as finais contra Dallas, que de forma surpreendente quebrou a armada de Los Angeles em 4 jogos.

Em disputa, as finais. Em disputa, duas equipas completamente antagónicas ao nível de idades mas repletas de talento. Se para alguns dos jogadores de Dallas esta pode ser a última oportunidade para chegar aos anéis de campeão (Nowitzky, Kidd, Marion, Terry, Chandler) para Oklahoma chegar às finais de conferência era um cenário completamente impensável nas previsões de início de época, mas o talento da equipa composta por jogadores como Kevin Durant, Russell Westbrook, Serge Ibaka, James Harden ou Kendrick Perkins e a maneira como estão a jogar é mais que suficiente para atingir as finais.

O jogo 1 disputa-se esta madrugada em Dallas.

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Está no papo

Os Bulls cada vez mais perto da vitória da fase regular da Conferência Este.

Contra uma equipa de Toronto bastante aguerrida, D-Rose foi maravilhoso. É inacreditável a capacidade atlética e o virtuosismo do base de Chicago. Se há umas semanas atrás achava que Rose ainda não era menino para receber o prémio de MVP da temporada, agora, será injusto se não receber.

Contra uma equipa de Toronto assente no jogo da dupla DeRozanBayless (ambos com 26 pontos) Rose fez uma exibição louca (36 pontos10 assistências3 abafos) sendo bem acompanhado de Boozer (18 pontos10 ressaltos) Luol Deng (17 pontos) e Taj Gibson (15 pontos9 ressaltos).

Com 6 jogos para o fim da fase regular os Bulls bastarão aos Bulls 3 vitórias para carimbar a vitória na conferência Este, onde Boston já caiu para o 3º lugar. Quinta-Feira há jogo grande no Northbank Arena em Boston frente aos Celtics, onde se promete um cheirinho a playoffs.

Outra das questões pendentes é o 1º lugar da Liga na fase regular, que como se sabe dá direito a 7º jogo em casa na final, caso a equipa que vença a fase regular vá às finais. Em queda livre ao nível de resultados, os Spurs somam 58 vitórias e 19 derrotas – os Bulls estão com 56 vitórias e 20 derrotas. Os Lakers ainda estão na luta com 55 vitórias e 21 derrotas.

Analisando passo a passo o calendário até final de Bulls e Spurs, a equipa do Texas terá à priori jogos mais acessíveis frente a Phoenix (2 vezes), Atlanta Hawks, Sacramento e Utah, recebendo os Lakers na penúltima jornada no jogo que decerto marcará o vencedor da conferência Oeste. Já os toiros de Chicago jogarão contra Phoenix, Boston, Cleveland, Knicks, Orlando e New Jersey Nets, sabendo que as partidas contra Boston, Orlando e Knicks são fora.

Neste final de fase regular, começam-se a delinear os cruzamentos nos playoffs. Na conferência Este está tudo decidido até ao 7º lugar (New York Knicks). O 8º e derradeiro lugar está a ser disputado ao rubro por Indiana, Charlotte e Milwaukee sendo que a equipa de Andrew Bogut e Brandon Jennings está perto de capotar nesta corrida. Mesmo Charlotte terá que vencer 3 dos 5 jogos que lhe restam, esperando 3 derrotas dos Pacers.

Caso se mantesse a condição ceteris paribus actual na conferência Este, os Bulls cruzariam com os Pacers, Miami enfrentava os Knicks, Boston os Philladelphia 76ers e Orlando cruza com Atlanta.

Na conferência Oeste, não obstante da luta de Lakers e San António pela vitória na conferência, Dallas, Oklahoma e Denver já consolidaram as posições seguintes. Portland, New Orleans e Memphis seguem-se na luta pelos lugares entre o 6º e o 8º e ainda na luta pelos playoffs, só um milagre irá colocar os Houston Rockets na fase final (terá que vencer pelo menos 4 dos 5 jogos que lhe restam e esperar que Memphis não vença 2 dos 5 jogos até ao final da fase regular). Phoenix e Utah já estão eliminados.

Mantendo-se a classificação actual, os Spurs cruzam com Memphis, os Lakers com New Orleans, os Dallas com Portland e Denver joga com Oklahoma.

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All-Star Weekend: Rookies vencem Sophomores


Foi um jogo interessante aquele que abriu as festividades do All-Star Weekend.

De um lado os Rookies (estreantes na Liga). Do outro lado, os Sophomores (jogadores de 2º ano).

Os Rookies venceram os Sophomores por 148- 140. A 2ª vitória consecutiva dos Rookies contra equipas de 2º ano.



Muito embora o MVP da partida (recorde de 22 assistências) tenha sido o #1 do draft do ano 2010 John Wall (Washington Wizards), o jogador que mais me encantou nesta partida foi James Harden dos Oklahoma City Thunders. O jogador de 21 anos foi o melhor marcador dos Sophomores com 3o pontos.

O melhor marcador da partida acabou por ser o rookie DeMarcus Cousins (Sacramento Kings) com 33 pontos. Outro jogador que me saltou à vista e o qual já acompanho ao nível de prestações nos LA Clippers é o extremo Blake Griffin. Tem tudo para se tornar dentro de 2 a 3 num dos melhores jogadores da Liga.

Chicago contribuiu com 1 jogador para este jogo. O extremo Taj Gibson foi titular pelos Sophomores e em 18 minutos de utilização marcou 8 pontos.

Hoje, a partir das 01:30 da manhã (com transmissão em directo na Sporttv) é a noite dos concursos técnicos (skills).

Estão previstos 4 concursos: lançamento por equipas (1 jogador masculino, 1 jogadora feminina e 1 antigo jogador da mesma equipacidade) concurso de skills para bases (Derrick Rose vai defender o título do ano passado) concurso de triplos e o espectacular concurso de afundanços.

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Chicago Bulls: sempre a somar!

Obrigado Sporttv! Valeu bem a pena esperar até às 2 e meia da manhã para ver os Bulls a derrotar os Mavericks em Dallas!

88-83 foi o resultado de um jogo, em que o extremo Taj Gibson foi a vedeta com máximos de carreira (17 pontos18 ressaltos) e teve direito até a lançar um enorme triplo no 4º período, o primeiro de Gibson na sua curta carreira de época e uns trocos.

Os Bulls desta época (ainda sem a vedeta Carlos Boozer que só irá regressar nos primeiros jogos de Dezembro) continuam mais do mesmo: fortes a defender (basta só dizer que Joakim Noah é 2º da Liga ao nível de ressaltos com 13.3 de média nos 11 jogos efectuados) trapalhões a atacar, com alguma falta de mentalidade (que é normal para jogadores cuja média de idades é das mais jovens da NBA) mas muito unidos e com muito espírito de entrega ao jogo.

Outro aspecto que assusta, é o facto dos Bulls terem sempre um mau período por jogo. Usualmente costuma ser o 3º.  À semelhança das últimas 56 épocas, as sucessivas formações parecem ser capazes do 8 ou do 80. Tem momentos em que realmente humilham adversários como a seguir “descambam” para momentos desastrosos. Certo é, a capacidade que esta equipa demonstra quando tem de batalhar com os grandes da NBA.

No jogo de ontem, Rose marcou 22 pontos (4º da Liga ao nível de pontos com 25.2 de média) e Deng não apareceu durante toda a partida. Mesmo apesar do jogador Britânico estar a fazer o seu melhor início de época na Liga (quase 20 pontos de média) na Comunicação Social de Chicago tem-se falado com insistência numa possível troca de Deng e James Johnson por Carmelo Anthony dos Denver Nuggets, que como se sabe, será um jogador livre na próxima temporada.

Resta apenas saber, se Chicago pretende Carmelo já esta época para lutar por algo importante, ou irá esperar mais 1 ano para juntar Carmelo a Rose, Noah, Boozer e Deng, de modo a construir uma equipa capaz de lutar pelo título. Na minha singela opinião, creio mais na 2ª opção.

Os Bulls seguem em 4º lugar na Conferência Este, correspondendo às expectativas geradas pelos analístas para esta época, com um score de 7 vitórias e 4 derrotas. O mesmo score basta para liderar uma Divisão Central que está muito perra. (Indiana em 6º com 5-5, Cleveland em 7º com 5-6, Milwaukee em 8º com 5-7 e Detroit em antepenúltimo com um score ultra negativo de 4-8)

O jogo de ontem também quebrou uma barreira histórica para o franchise de Chicago. Como os Bulls “se encontram na estrada” com 7 jogos seguidos fora contra equipas da Conferência Oeste, nos 3 jogos já realizados desta série venceram 2, feito que não conseguiam há precisamente 8 épocas. Restam portanto mais 4 jogos frente a Lakers, Phoenix, Denver e Sacramento.

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