Tag Archives: subsídio de natal

João Araújo Correia, como bem adivinhavas nem a Troika sabia da medida.

Parece que existe vida para além do Memorando de Entendimento. O Relvas já não pode justificar tudo com o dito memorando.

Ah, esqueci-me que o Relvas agora é Ministro dos Assuntos Sportinguistas.

E depois tens esta do Carlos Costa:

“Carlos Costa salientou, nomeadamente, que há “uma maior flexibilidade salarial tácita do que explícita” e que esta “está a suportar o reforço da competitividade externa”. O governador salientou que esta flexibilidade salarial é inclusive maior do que se pensa no âmbito das Pequenas e Médias Empresas (PME).”

ín Público na edição de hoje.

Definitivamente, ainda não chegou a Washington o novo Código do Trabalho. Será que foi de barco e o raminho se perdeu no caminho?

O argumento do Moedas é espectacular. Depreendo então que seja mais positivo para a competitividade da economia portuguesa baixar “tacitamente” os salários (com recurso por exemplo à praga do contrato a tempo incerto e dos recibos verdes) do que abrir linhas mais robustas de financiamento às PME´s ou incentivar a banca a abrir linhas de crédito.

Ah, pois… Esqueci-me que a banca portuguesa ainda anda a batalhar nos rácios de capital… e que o BES anda em manobras arriscadas…

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Passos Coelho dixit

“Repor os subsídios em 2014 poderia dar uma imagem precipitada de Portugal”

depois de

“Iremos regressar aos mercados em setembro de 2013”

depois de

“Iremos regressar aos mercados seguramente em 2014”

e com as eleições em 2015.

É negar o óbvio. Carregar até 2014 para dar panis et circensis em 2015, ano de eleições. Tão típico da política, principalmente da política portuguesa. Não se trata de uma observação senso comum. É uma linha doutrinária assente e vigente nos partidos do centrão.

Outra questão que coloco é: será constitucional reduzir de 14 para 12 salários por ano?

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Despedir por meia duzia de trocados!

Esta alteração às leis laborais, aprovadas hoje em Sede de Conselho de ministros que reduzem a indeminização dos trabalhadores em caso de despedimento por parte do patronato (apenas válido para os contratos celebrados após entrada em vigor da nova lei em Diário da República) e que reduzem as indeminizações a pagar ao trabalhador de 30 para 20 dias por cada ano de trabalho, adequam-se em que parte do discurso de Pedro Passos Coelho aquando da sua tomada de posse enquanto Primeiro-Ministro e do programa eleitoral deste governo?

Traçar linhas programáticas que vão contra os direitos adquiridos pelos trabalhadores após o 25 de Abril e que não passam de liberalismo económico puro e duro significa o mesmo que  eu li nas páginas 87 e 88 do programa governativo? Não me parece. Não é liberalizando o acesso ao despedimento fácil que se irá promover o combate à pobreza e exclusão social e acimentar a coesão social do povo Português.

Este governo começa a armar uma teia bastante interessante contra o Zé Povinho. Primeiro, o imposto sobre o subsídio de Natal, depois o recurso legal que permite o despedimento fácil e mais barato, o que é que se seguirá? O aumento do IVA? Já o sabemos? O aumento de impostos como o IMI? Já o esperamos. A tendência expressa para privatizar a área da saúde e obrigar os contribuíntes a exercer um seguro de saúde privado? Esperemos para ver.



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