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NBA #26 – coisas de intervalo

A compra dos Kings por Chris Hansen e pelo CEO da Microsoft Steve Ballman não deixa muitas dúvidas de que o franchising irá de malas e bagagens para Seattle. Não consigo perceber como é que esta equipa está neste momento no penúltimo lugar da Conferência Oeste.

É certo que é uma equipa muito jovem e equipas jovens tem dois defeitos: gostam de atacar em demasia e como tal não defendem e cometem muitos erros imaturos com ou sem pressão. Isaiah Thomas, Jimmer Fredette, Tyreke Evans, DeMarcus Cousins, Jason Thompson, Marcus Thornton, Thomas Robinson e James Johnson são jogadores de 1º a 4º ano na liga e são desde o início da nova estratégia da equipa do estado da califórnia pedra basilar para uma estratégia de longo prazo que visava devolver a equipa aos playoffs.

Mesmo jogadores mais velhos como John Salmons, Chuck Hayes ou Francisco Garcia estão na sua 8ª época na liga e não podem ser considerados como veteranos da liga.

Se analisar passo a passo de uma forma rápida esta equipa creio que com uma estratégia mais ambiciosa e soluções de banco mais credíveis do que Garcia, Hayes e James Johnson, esta equipa estaria e deveria estar a lutar pelos playoffs. Talvez falte aqui uma estrela ou alguém que pegue no jogo da equipa nos momentos de pressão.

Bases a equipa tem. Um dos com maior potencial da liga. Isaiah Thomas é um jogador espectacular. Skills de base brilhante, é muito rápido nas transições, sabe ler o jogo, é audaz, tem um lançamento de longa distância fabuloso e uma confiança desmedida. Tanto a tem que é capaz de lançar 5 vezes de triplo seguidas, indiferentemente do sucesso em cada uma delas. Tyreke Evans foi um jogador que chegou à liga rotulado de craque. Escolhido pelos Kings na 4ª posição do draft de 2009, era dado como um dos bases do futuro. É um jogador inteligentíssimo e consegue meter em marcha no seu jogo o melhor de dois mundos: as incursões em layup e o lançamento exterior. Funciona muito bem com Thomas na medida em que um é rápido (e bom lançador) e o outro pode ser o destinatário de maior parte das suas assistências. No entanto, com uma equipa pouco ambiciosa, o jogador que se queria de 22 pontos de média está com 15 e poderá passar ao lado de uma grande carreira.

Ao nível de suplentes para a posição de base, a equipa dispõe de Jimmer Fredette e Marcus Thornton. 7.4 pontos no ano de rookie auspiciam que poderá ser um jogador de 15 no futuro. É mais lançador que passador mas tais atributos ainda poderão ser corrigidos. Marcus Thornton chegou a liga em 2009 pelas mãos dos Miami Heat na 49ª posição do draft mas não ficou muito tempo pela Flórida. É um jogador muito interessante e revela-se mais um daqueles casos de um jogador de fundo do draft pelo qual ninguém dava nada e afinal de contas até é jogador util para qualquer uma das equipas da liga. Tem 11 pontos de média esta época mas poderia facilmente subir os seus números aos 15 caso estivesse no banco de uma equipa competitiva.

Extremos: John Salmons. Salmons é um velho conhecido meu de Chicago. É um jogador que nota-se a olhos vistos que está a passar ao lado de uma boa carreira. Sem ser rápido, é elegante. Dono de uma técnica formidável e dono de um lançamento exterior (principalmente de 3 pontos) que quando engata é qualquer coisa de genial! No entanto é um jogador psicologicamente muito fraco. Faz 1 jogo excepcional a cada 5 maus. Treme como varas verdes nos momentos de pressão.

Francisco Garcia – Não é nem nunca será uma vedeta da liga. Aliás, só está a jogar ao nível do que se pretende para se jogar na liga desde que chegou a Sacramento. No entanto é um jogador que raramente compromete. Joga o que pode. Faz o que sabe. Lança qualquer coisita mas sempre que o faz, faz bem. Sabe enquadrar-se bem para lançar e raramente e não tem medo de o fazer qualquer que seja o defensor. 

Jogo interior – Uma dupla de postes interessante: Jason Thompson e DeMarcus Cousins. O primeiro é muito deselegante mas faz do físico e do atleticismo a sua arma. O 2º também revela muito pouca técnica e muito físico. A técnica de ambos ainda pode ser trabalhada. Cousins chegou à liga como 5º do draft de 2010. Cousins comete muitos erros. É muito imaturo e como tal muito faltoso e algo inconsequente no lançamento. Não é jogador para por a lançar a mais de 8 pés do cesto. No entanto fá-lo variadíssimas vezes ao jogo, ora à esquerda ora à direita. Se fosse seu treinador limitava-o à luta das tabelas, onde de facto é rei. Ganha muitos ressaltos e marca muitos pontos na tabela depois de ressaltos ofensivos. Para além disso é um defensor tremendo.

Uma das grandes vantagens dos Kings é precisamente a velocidade. Thomas e Evans incutem um jogo muito veloz à equipa. Isso permite à equipa ser muito forte do ponto de vista ofensivo. Porém, quem na NBA joga a mil, acaba por defender a 0. E o grande defeito desta equipa reside no facto de não defender nadinha. Acho que aqui reside o busílis da equipa. No entanto não percebo como é que esta equipa não rende. Não percebo de futurologia mas já vi muita NBA na minha vida. E isso faz-me crer que se Hansen e Ballman levarem a equipa para Seattle, Sacramento poderá nos próximos anos “mascarar-se de Seattle” e desempenhar o papel de uma cidade que viu uma equipa igualmente jovem e talentosa (como eram os Sonics de Durant) rumar a outra cidade (Oklahoma) e aí estabelecida conseguir as finais da liga.

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NBA 2012\2013 #9

1. Jogos da noite:

Dois fantásticos jogos de dois jogadores da casa (David Lee e Stephen Curry) não chegaram para anular um grande jogo do 5 habitual de Memphis. Stephen Curry fez 24 pontos (4-8 da linha de 3 pontos) e David Lee fez 14 pontos\10 ressaltos. Recorde-se que o antigo jogador dos Knicks tem sido especulado para uma possível troca da equipa com sede em Oakland (Califórnia) com Boston e com Dallas.

Do lado de Memphis, o 5 base composto por Mike Conley Jr, Tony Allen, Marc Gasol, Zach Randolph e Rudy Gay fizeram 75 dos 94 pontos da equipa, com especial incidência para os números de Randolph (19 pontos\12 ressaltos). Foi a 3ª ou 4ª vez que vi esta equipa de Memphis jogar. Ponto mais frágil para mim é a falta de soluções de banco. Ponto mais forte é o seu base. Mike Conley Jr dá muita estabilidade ao jogo ofensivo da equipa. Daí as subidas de rendimento de Rudy Gay e Zach Randolph.

Os Lakers estão mais longe dos playoffs. Depois de parciais onde perdiam por 12\15 pontos quase conseguiram a revancha no fim do jogo. Foram aniquilados pela inspiração de Tony Parker (24 pontos\6 assistências), pela garra de Tiago Splitter (14 pontos\14 ressaltos) na luta das tabelas contra um pobre jogo interior de Los Angeles constituído pelo rookie Robert Sacre na ausência de Dwight Howard e Jordan Hill e pelo trio mortífero que saiu do banco de Greg Popocyvh (Gary Neal com 12 pontos, Stephen Jackson com 14 pontos e Manu Ginobili com 19). Deste trio saiu grande percentagem da concretização de 3 pontos da equipa: os Spurs lançaram por 25 vezes fora do garrafão e concretizaram 12 desses triplos, o último deles vencedor por intermédio de Manu Ginobili.

Na ausência da linha interior da equipa (Howard, Hill e Gasol não alinharam; a vida de Mike D´Antoni em LA está cada vez mais complicada) Earl Clark fez máximo de carreira (22 pontos\13 ressaltos) e provou que pode ser uma alternativa muito válida para a equipa. Kobe assumiu o último lançamento como lhe competia e falhou. Mesmo assim voltou a carregar a equipa às costas na 2ª parte e fez 27 pontos. Metta World Peace (eu continuo a preferir chamar-lhe Ron Artest) também fez um jogo soberbo com 23 pontos, 8 ressaltos e 7 roubos-de-bola.

Steve Nash

Ainda nos Lakers é de referir que Steve Nash tornou-se esta semana o 5º jogador a ultrapassar as 10 mil assistências de carreira.

Kobe Bryant

Por isso é que nos jogos as coisas não saem bem…

3. Noutro assunto completamente à parte, Rajon Rondo juntou-se a Carmelo Anthony na lista dos castigados desta semana, depois da Liga ter examinado um encostão que o base dos Celtics deu a um árbitro no passado dia 6 no jogo de Boston em Atlanta. É a 3ª vez que o base dos Celtics é castigado esta época.

4. A venda dos Sacramento Kings: criou-se um movimento na cidade chamado Here To Stay que pede ao Director Comissário da Liga David Stern que alargue o prazo da venda da equipa para que um residente ou um grupo de residentes de Sacramento possa cobrir ou aumentar a oferta feita por Chris Hansen e Steve Ballman, dando a hipótese de Seattle entrar na competição por via de um novo franchising.

5. As 10 + do dia de ontem:

6. O nº1 de draft mais azarado da história da competição (Greg Oden) ainda não desistiu de um regresso à competição. Oden tem sido fustigado desde os primeiros dias na liga com uma lesão no joelho que o tornou inapto para a modalidade em 2009. Pelo que se fala poderá voltar agora à Liga e já tem pretendentes (Miami Heat).

Evans

7. Rumores de transferência.

Não sei qual é a estratégia a longo prazo de Memphis, não sei se estas eventuais investidas de Memphis são verdade e não sei qual é o cenário financeiro da equipa. Quer-me parecer que não seja uma equipa que viva muitas dificuldades financeiras visto que não gasta nem de perto nem de longe o tecto máximo permitido pela liga e só terá renovações de contrato dos seus atletas mais importantes em Novembro do próximo ano. Poderá portanto ser uma notícia que vise criar mais instabilidade ou motivação nas hostes de Sacramento. Sinceramente não estou a ver Memphis trocar Gay por Evans e não estou a ver um all-star como Rudy Gay a querer jogar num franchising que não tem qualquer tipo de ambição e ainda não sabe onde vai actuar no próximo ano. Também não acredito que Denver esteja interessada em levar Evans – a dupla Lawson e Galinari está a dar frutos.

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NBA 2012\2013 #7

Enquanto não sai a minha review sobre a conferência este (neste momento estou a ver o jogo entre Memphis Grizzlies e Golden State Warriors), ontem (quarta-feira) ficamos a saber de 3 acontecimentos muito importantes que vale a pena relatar:

1. Como já se previa, os Sacramento Kings poderão deixar de existir no fim da época. Nos últimos meses correu o rumo que a cidade de Seattle estaria a trabalhar árduamente para ter de volta a competição, 4 anos depois dos direitos da mítica equipa dos Sonics se ter mudado para Oklahoma. (uma estupidez a meu ver visto que a equipa, mesmo apesar dos contínuos maus resultados tinha na sua posse o talento de Kevin Durant). Se há alguns anos atrás se falava do interesse de cidades como Las Vegas ou San Francisco na recepção dos direitos de uma equipa da Liga, a notícia de hoje que dá conta da compra do franchising da califórnia por parte de um Seattler de nome Chris Hansen (pelos vistos nasceu em Seattle mas reside em San Francisco) e pelo patrão da Microsoft Steve Ballmer. Resta saber para onde irá este defunto franchising: se para a terra natal de Hansen, se para San Francisco, sendo que Seattle é o destino apontado pela imprensa norte-americana.

Relembrar os períodos áureos dos Sonics:

O título de 1979 contra os Washington Bullets (só mais tarde mudariam a sua designação para Wizards).

As finais de 1996. Gary Payton (a luva), um magnífico jogador (um dos melhores que vi a lançar de 3 pontos) ofuscado pelo maior (Michael Jordan). Vi os 6 impressionantes jogos desta final. Na altura, em diferido na RTP 2 e já com os comentários do Carlos Barroca. Foi o 4º título dos Bulls dos 6 na era Jordan.

Os Sonics venceram por 1 vez o campeonato, foram às finais mais 2 vezes e venceram 6 títulos de divisão. Por Seattle passaram jogadores como Fred Brown, Dennis Johnson, Lenny Wilkins, Nate McMillan, Shawn Kemp, Gary Payton, Ray Allen, Rashard Lewis ou Kevin Durant.

De Sacramento veio ainda o rumo (ESPN) que estaria a haver negociações entre os Kings e os Celtics para uma troca: o poste  DeMarcus Cousins poderá ir para Boston para reforçar o péssimo jogo interior da equipa de Doc Rivers em troca de Courtney Lee, Jared Sullinger, Jason Terry e Jeff Green. A confirmar-se esta troca, os Celtics ficam claramente a perder. Recebem alguém para uma posição onde realmente estão a ter dificuldades tanto do ponto de vista defensivo como ofensivo (Chris Wilcox é muito escasso para uma equipa com os objectivos dos Celtics) mas abdicam de todo o seu banco, principalmente de Jared Sullinger, jogador que tem algum futuro na Liga. Os Kings desmantelam por completo a evolução que foi feita nos últimos 3 anos em volta da dupla Tyreke Evans-Cousins.

2. Carmelo Anthony foi suspenso pela Liga por 1 jogo depois da discussão que teve com Kevin Garnett nos balneários depois do jogo de segunda-feira.

O jogador dos Knicks irá receber uma multa de 176700 dólares pelo incidente e irá falhar o jogo de hoje (quinta) contra Indiana. Já Garnett pode-se considerar reincidente neste tipo de quezílias. O poste de Boston já esteve envolvido num sururu no passado mês de Novembro no jogo contra os Brooklyn Nets em conjunto com o jogador dos Nets Kris Humphries e o base da sua equipa Rajon Rondo. Rondo foi suspenso devido a incidente. Garnett volta a escapar a um castigo e a Liga volta a agir mal visto que não castiga um jogador reincidente neste tipo de comportamentos e visto que quem “conhece” Garnett sabe o quão provocador consegue ser.

Love

3. O azar continua a perseguir Kevin Love e os Minnesota Timberwolves. Na época passada\início desta época, a equipa do estado de Minnesota não pode contar com Ricky Rubio (numa altura em que ainda lutava pelos playoffs) e a partir da lesão do espanhol tudo descambou, chegando inclusive a haver vias de facto a meio de um jogo entre Kevin Love e Juan José Barea.

Desta vez é Kevin Love. O maravilhoso poste (vencedor do concurso de triplos do all-star game de 2012) está novamente lesionado: em Dezembro ficou de fora alguns jogos por um problema num olho. Agora partiu uma mão e estará de fora pelo menos durante 2 meses. Para já penso que se afasta o cenário que era veículado por alguns órgãos de comunicação da cidade de Chicago que especulavam sobre a hipótese do all-star rumar a Chicago numa troca entre as duas equipas.
Os Wolves estão em 10º lugar na conferência com 16 vitórias e 16 derrotas e ainda tem hipóteses de lutar por uma vaga nos playoffs (Portland é 8ª com 19\15 de score).

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