Tag Archives: Sílvio Berlusconi

tiros nos pés

O Partido da Liberdade Italiano sacou Monti, movido por uma jogada de bastidores do líder Berlusconi, que, depois de passar o testemunho a Monti pela sua demissão voltará a candidatar-se nas legislativas. Compreensível jogada do ponto de vista político, incompreensível do ponto de vista económico. Do ponto de vista político percebo o receio do PdL. Para governar necessitará sempre da ajuda da coligação com a Liga do Norte de Umberto Bossi e populista como é, o partido de extrema-direita não irá tolerar que Monti arraste italianos para a pobreza em prol das metas traçadas. Cerca de 15% dos italianos, segundo os últimos relatórios, foram arrastados para uma situação de emergência social. No entanto, Monti e a sua tecnocracia, infelizmente, foram um mal menor para a Itália e para já foram a solução para o reequilibrio da economia italiana, tendo como base o reequilibrio do mercado interno através do consumo interno e de uma política fiscal que levantou o imposto sobre o consumo e os impostos à classe média. E Monti, pela confiança que se traduziu nos mercados, ao contrário do exemplo Espanhol (que deve ser tomado em conta na mesma linha de raciocínio do italiano) conseguiu evitar o que espanha já teve que pedir: um pacote financeiro a Bruxelas para recapitalizar os seus bancos e criar um banco mau que possa servir de esgoto para os activos tóxicos que esses bancos actualmente possuem.

Mas Silvio Berlusconi é Silvio Berlusconi. É compreensível. Berlusconi é odiado por muitos milhões de italianos. Afinal de contas ele é dono de metade do país (0 6º italiano mais rico com uma fortuna consideravel de 6 mil milhões de euros) detendo participações na RAI, na Sky Itália, no Milan, na Eléctrica Italiana, o Grupo Mediaset (o maior grupo de publicidade e marketing de Itália), a editora Arnoldo Mondadori Editore (a maior editora de livros, jornais e revistas temáticas em Itália de onde faz parte por exemplo o Il Foglio, um jornal assumido à extrema-direita) a Fininvest (de onde faz parte os canais e os direitos televisivos da produtora Endemol) e a Mediolanum (uma das maiores holdings ao nível de seguros em Itália onde Berlusconi é accionista maioritário com 36%). Afinal de contas, o homem é dono de meia itália. E Monti é apenas um tecnocrata que cumpriu com distinção o serviço patriótico para o qual foi chamado.

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quid iuris?

Não sei o que será pior: se Berlusconi recandidato às legislativas italianas de 2013 se as pretensões do povo italiano em ter Berlusconi novamente no poder.

 

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Não é uma questão económica, é uma questão de igualdade

Bem que desconfiava que a fruta era muita…

1. O Governo Português continua empenhado em taxar o trabalho e não taxar o capital.

2. O Primeiro-Ministro Português não consegue ser claro a olhar o exemplo europeu, onde em França foram os ditos “ricos” que se disponibilizaram em pedir ao governo que criasse um imposto especial sobre as grandes fortunas e o exemplo Italiano onde o governo de Berlusconi não só irá taxar as grandes fortunas como irá taxar os ganhos bolsistas.

3. O Primeiro-Ministro Português não consegue perceber, que taxando ou não as grandes fortunas, os grandes detentores do capital no nosso país não aumentar a sua capacidade produtiva nos próximos anos (até porque os bancos irão colocar cada vez mais entraves ao fomento industrial por via do crédito) não irão aumentar o emprego e consequentemente tenderão a criar mais desemprego graças a uma lei que permite o despedimento de forma mais flexível e barata para o empregador.

4. O Primeiro-Ministro Português não consegue perceber que as multinacionais que laboram no nosso país, pela lógica de mercado tentarão fugir a qualquer instante para um mercado onde a produtividade seja igual à do nosso país e onde a mão-de-obra seja mais barata, de modo a que os custos variáveis da actividade produtiva sejam menores e essas empresas possam obter mais lucros.

5. O Governo Português sabe perfeitamente que os impostos sobre o trabalho irão diminuir em muito o poder de compra da população portuguesa. Como tal, o comércio sairá afectado. Não iremos assistir apenas ao fecho de portas de comerciantes, como dos seus fornecedores. Se por um lado entra uma receita extraordinária no estado para tapar buracos (criados por exemplo por um irresponsável governo regional da madeira) por outro lado, é uma medida que incentiva claramente a mais desemprego por falta de escoamento e venda de produtos.

6. Tais afirmações surgem no dia em que o governo prepara mais cortes nos Hospitais sobre sua gestão. Se eventualmente existisse a vontade de taxar os mais desfavorecidos para por exemplo financiar os serviços que são por norma utilizados pelos menos desfavorecidos e prover uma maior qualidade ao Serviço Nacional de Saúde, estou em crer que nenhum dos taxados se iria opor à colocação deste imposto extraordinário.


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Berlusconi: as ameaças e as apostas

Sílvio Berlusconi nunca esteve tão só e tão cercado de inimigos na sua Itália como se encontra agora.

Primeiro, a perda de apoio do partido de Gianfranco Fini na aliança do PDL (Partido da Liberdade) deixou Berlusconi a governar em minoria Parlamentar. 

Segundo, o escândalo “Rubygate” levou Berlusconi à barra dos tribunal por abuso sexual de menores.

Terceiro, as eleições municipais ditaram uma derrota histórica no bastião de Berlusconi em Milão.

Berlusconi sempre ironizou as 3 situações, afirmando que nenhum dos casos iria afectar a sua dominação política sobre o país. Em Nápoles, um dos seus co-partidários (Clemente Mastella) afirmou que se suicidava caso perdesse as eleições municipais. (foi inclusive criado um grupo no facebook acerca destas afirmações)

Perante a derrota nas municipais, “Il Cavalieri” respondeu ao seu jeito, atacando tudo e todos. Parece ser apanágio do primeiro-ministro Italiano atacar tudo e todos quando se sente apertado.

Na Roménia, Sílvio afirmou que os munícipes de Milão “vão-se arrepender” de ter dado a vitória ao partido de centro-esquerda.

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Julian Assange

Vai ser extraditado para a Suécia por crimes que só existem nas cabeças dos serviços secretos Norte-Americanos e dos homens forte da Administração Obama.

Tomando analogamente como exemplos os casos “Rubycuore” e as acusações que foram formadas em 2010 aos jogadores da Selecção Francesa, só me questiono porque é que as duas jovens suecas que denunciaram o criador da Wikileaks dos pressupostos crimes de violência sexual e não pedem à justiça sueca uma choruda indeminização, à semelhança daquilo que Karyma El Mahroug fez com Silvio Berlusconi e Zahia Dehar pediu no escândalo com os jogadores da Selecção Francesa? Afinal de contas, todos sabemos que existe alguém que está a “municiar financeiramente” o criador da Wikileaks…

Algo está a bater mal nesta história. E a verdade que se pode tirar como ilação de todo este processo é que Assange e que a sua criação apenas cometeram um crime, crime esse que todo o mundo sempre quis saber – as atrocidades cometidas pelos Norte-Americanos nos últimos 30 anos – e esse facto, é incómodo para caraças para alguém…

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Violação dos direitos humanos


Esperos que o governo Brasileiro seja forte e mantenha o seu princípio de soberania nacional no caso Cesare Battisti. Mesmo perante as ameaças de embargo que Berlusconi quer executar ao Brasil caso o Governo Brasileiro não queira extraditar o antigo líder da extrema-esquerda Italiana.

Battisti, pode ter usado de meios violentos para fazer vincar a sua ideologia, mas como ser humano não merece a terrível violação aos direitos humanos que o governo de Bersluconi o quer submeter.

A Itália pretende fazer extraditar Battisti para o condenar a uma pena de prisão perpétua sem direito a luz solar pelos crimes de homicídio qualificado de Pierluigi Torregiani e pelas penas que já lhe tinham sido decretadas em 1979 por assalto, receptação de armas e participação em grupo armado, às quais Battisti tinha fugido em 1981.

À Itália  (país que respeita o Direito Internacional e os Direitos do Homem) as Nações Unidas deveriam automaticamente abrir um processo para revisão de certas penas como esta que foi aplicada a Battisti. Condenar um homem a prisão perpétua com a privação de luz solar, é uma pena que representa uma grave violação à Declaração Universal dos Direitos do Homem no que toca ao seu artigo V e como tal, passível de sanções por parte da Organização Internacional em causa por intermédio da violação respeitante ao direito estabelecido no artigo V pelo artigo XXX da mesma carta.

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Berlusconi

Vamos lá ver se falamos Português em condições para ver se nos entendemos.

Que Berlusconi ía às putas toda a gente o sabe. Desta é que ninguém estava à espera.

Com a dissidência do partido de Fini do Forza Italia, toda a gente pensava que ia ser o “fini” da era Berlusconi no governo Italiano. Berlusconi sobreviveu…

Com um novo escândalo de prostituição de menores em festas privadas com a alta senhoria do Milan, da RAI e da eléctrica Italiana, o primeiro-ministro Italiano nunca esteve tão encostado à parede pela opinião pública, pela justiça e pelos partidos com assento parlamentar no país transalpino.

E parece que agora ainda não é o “fini” de Berlusconi.

Interrogado, Berlusconi ainda gozou com o assunto:” Eu, demitir-me? Estão loucos? Estou sereno e estou a divertir-me!” – disse.

A vida de um ditador a sério é mesmo assim: nunca morre cedo, nunca perde em eleições, nunca sai pela sua própria vontade, nunca tem vergonha de escândalos, nunca morre senão decapitado (Alessandra Mussolini dirige a Lazio mas nunca conheceu o seu principal fundador) nunca se demite quando a opinião pública lhe é desfavorável, e sobretudo, nunca aceita as opiniões 99% da população de um país.


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