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NBA

Vamos em primeiro lugar aos meus Bulls. 3 jogos muito interessantes (de analisar) antes da visita ao líder da conferência Oeste (Oklahoma City Thunder) que será amanhã pelas 17h (12 horas locais).

Os Bulls são a primeira equipa já apurada para os playoffs.

Derrota caseira frente a Denver na madrugada de quarta-feira. Um jogo péssimo dos Bulls a todos os níveis perante uma equipa (Denver Nuggets) que ainda está na corda bamba pelos playoffs no Oeste. Não consigo perceber como é que este colectivo de Denver (realço a palavra colectivo; tem bons jogadores como Wilson Chandler, Farried, Ty Lawson, Al Harrington, JaVale McGee, Arron Afflalo, Chris “Birdman” Anderson, Danilo Gallinari) chega a esta altura da época em 8º lugar na conferência quando tem potencial para ter uma fase regular muito mais descansada.

Um jogo péssimo por parte dos Bulls. No 7º jogo sem Rose (pergunta-se na América como é que estes Bulls conseguem manter tanta regularidade ao nível de vitórias sem a sua bússula) tudo correu mal aos Bulls. A equipa fez o pior jogo que tenha visto ao nível defensivo e ofensivo. Ao nível defensivo, pouca acutilança na marcação à zona fez com que os atirados de Denver brilhassem: Arron Afflalo (está a acabar a época em grande; é talvez a sua época mais regular na Liga) fez 22 pontos (8 em 12 em lançamentos de campo) e Ty Lawson fez 27 pontos e partiu tudo no United Center. Afflalo esteve a um passo de assinar pelos Bulls como free-agent no início desta temporada. O base de Denver fez 3 triplos muito importantes, acontecendo quase todos em jogadas em que Chicago reduzia a vantagem por intermédio de triplos. Metade da vitória de Denver no United center residiu na excelente participação dos seus bases. Quem também saiu bem do banco (como é seu apanágio) foi Al Harrington: 17 pontos, 3 triplos. Em matéria de triplos, Denver tivemos um jogo de eficácia alta: 8 triplos para Denver em 13 tentativas, incríveis 13 em 20 para os Bulls.

Na equipa de Chicago, se houve jogo em que Rose fez falta foi este contra Denver. A equipa jogou mal. CJ Watson e John Lucas não foram capazes de arranjar boas soluções de lançamento e cometeram imensos turnovers. No total, a equipa de Chicago fez 16 turnovers, pertencendo 9 a Watson e Luol Deng. Um dos turnovers que me saltou à vista durante a partida foi numa reposição de bola. Watson recebendo a bola de Deng deixou-a rolar pelo chão para não queimar tempo (existe uma regra na NBA que numa reposição de bola, enquanto esta não for tocada por um jogador antes do meio-campo faz com que o tempo geral e o tempo de ataque não avance) no fim do 3º período. Qual é o espanto que no momento em que Watson vai receber a bola, escorrega e faz com que a bola saia pela linha lateral.

Ao nível defensivo, os Bulls não conseguiram aplicar a sua lei aos Nuggets. Deixaram toda a gente lançar à vontade e ao nível de ressaltos, Denver conseguiu sacar 31 ofensivos.

Ao nível do ataque, faltou alguém que se destacasse. Faltou Rose. Watson foi o melhor pontuador com 17 pontos. Depois ficaram Boozer, Lucas e o rookie Jimmy Butler com 14 pontos. Butler esteve muito bem nesta partida, arriscando lançamentos difíceis em alturas em que a equipa tentava recuperar desvantagens de 9\10 pontos.

Para finalizar, Denver teve uma pontuação igual ou a cima de 25 pontos em todos os períodos. Não é fácil ganhar em Chicago. Não é fácil ultrapassar a barreira dos 100 pontos em Chicago.

Na madrugada de quinta-feira existiu um domínio total frente a Atlanta. A equipa recusou bem da derrota do dia anterior vencendo a equipa do estado da Geórgia por esclarecedores 98-77.

Depois de um primeiro parcial em que Atlanta levou a melhor por 23-21, os Bulls controlaram o resto do jogo e comodamente foram gerindo a sua vantagem na 2ª parte. Luol Deng voltou a fazer uma exibição à Deng com 22 pontos (5 triplos) Boozer fez 20 pontos e 9 ressaltos, chegando inclusive a dar uma jogada de puro espectáculo à rapaziada das bancadas onde perante a pressão de um jogador de Atlanta a 3 metros do cesto, rodou pela parte de fora e afundou na cara de Joe Johnson. Joe Johnson iria acabar por retribuir a gentileza com uma gravata (acidental é certo) no power-forward de Chicago. Quem também se evidenciou foi Taj Gibson. O power forward suplente de Chicago tem vindo a crescer muito nesta temporada. Já se deixou daqueles lançamentos estranhos a longa distância para os quais não está dotado e prefere atirar à direita a 2 metros onde é muito eficiente. Gibson também tem melhorado muito ao nível técnico e isso tem sido nítido nos últimos jogos dos Bulls.

Perante mais um jogo em que os Bulls fizeram muitos triplos (9) Atlanta fez uma exibição muito off. Apenas Josh Smith (19 pontos) e Jeff Teague (13 pontos e 8 assistências) tentaram lutar contra o domínio dos Bulls.

Frente aois Pistons e como a imagem mostra, Derrick Rose já aqueceu com a equipa assim como Richard Hamilton. No entanto os dois continuam a ser poupados pelo departamento médico da equipa. Será que teremos Rose amanhã contra Oklahoma?

Depois de um primeiro parcial de 28-25 para os da casa e dos Pistons ainda terem ameaçado que vinham a Chicago com vontade de vingar o rótulo de 2ª pior equipa da actualidade da NBA (a 1ª é definitivamente Charlotte) a equipa de Ben Gordon e companhia acabou por sair vergada a uma das piores prestações ofensivas da temporada. Dois períodos (2º e 4º) com apenas 10 pontos revelaram uma eficácia pobrezinha de 36% para a equipa do Michigan.

Os Bulls nem precisaram de puxar pela sua veia triplista (apenas 2 em 12 tentativas) para derrotar os pobres Pistons. Deng (20 pontos) Boozer (13 pontos e 11 ressaltos) e Noah (19\12) foram praticamente suficientes para vencer a partida.

Ainda sobre os Bulls, ocorre ler um bom artigo publicado por John Schumann no blog NBA Hang Time em que este analista realça a enorme resposta que o colectivo comandado por Tom Thibodeau dá na ausência do MVP da época regular 2010\2011. Nota para a percepção que Schumann faz para as combinações Boozer-Noah. É nítido que Boozer depende em muito das prestações de Noah. Se Noah estiver confiante na recepção de bolas dos bases e as encaminhar para o tiro a média distância de Boozer, o power forward faz grandes mas mesmo grandes exibições.

Outros jogos em destaque na Liga desde terça-feira:

Jogão em Milwaukee entre duas equipas que entram na fase final da época lugar com objectivos distintos. Atlanta (31-22) está em 6º na conferência este e já tem praticamente assegurada a sua vaga nos playoffs. No entanto, os Hawks irão querer uma posição mais confortável para evitar Miami, Chicago, Orlando ou até Boston que tem estado em crescendo nas últimas semanas.

Nesta partida em Milwaukee assistiu-se a uma enorme performance colectiva por parte das duas equipas fazendo lembrar um pouco daquilo que vão ser os jogos de playoff.

Em Atlanta, 6 jogadores ultrapassaram os 10 pontos ao nível de pontuação pessoal. Josh Smith teve uma exibição pessoal monstruosa, marcando 30 pontos e conquistando 18 ressaltos. Smith atirou de todo o lado e feitio, fazendo 14 em 26 ao nível de lançamentos de campo. Jeff Teague (15) e Ivan Johnson também estiveram em destaque com 17 e 15 respectivamente. Joe Johnson apenas fez 11 pontos e 8 ressaltos. No dia seguinte em Chicago também teria uma exibição para esquecer.

Em Milwaukee, as sinergias da transferência de Monta Ellis já se fazem sentir mas para já ainda não suficientes para afirmar que a equipa se qualifique para os playoffs. Os Bucks estão a melhor consideravelmente desde a entrada do extremo mas ainda continuam de fora dos lugares de acesso à fase final do campeonato. No entanto, prevê-se uma luta intensa com Nova Iorque se bem que os Nova Iorquinos tem para já 3 jogos de vantagem sobre a equipa de Scott Skiles.

No jogo frente aos Bucks, Monta Ellis superou Josh Smith com 33 pontos e fez ainda 8 assistências. Sem qualquer triplo pelo meio, diga-se. Ellis tem beneficiado do talento de Brandon Jennings. O base nesta partida fez 18\6.

Já no dia 24 em Houston, Dallas tinha vencido por 101-99 num jogo em que a decisão da partida arrastou-se até ao último segundo. Em Dallas a história foi diferente. Dallas começou mal (30-19 para Houston no 1º período) deu a volta no 2º e no 3º período e acabou por gerir a vantagem que tinha no 4º.

Os Rockets estão a aguentar-se dignamente na luta pelos playoffs (são 7ºs na conferência) mas ainda continuam com Kevin Martin ausente. Martin dificilmente voltará a jogar na fase regular. No derby do estado do texas contra Dallas, Luis Scola voltou a comandar as tropas com 22 pontos e 8 ressaltos. Foi extremamente interessante ver Scola a travar uma intensa batalha corpo-a-corpo com Dirk Nowitzky e Lamar Odom. No entanto Scola teve a ajuda de colegas como o extremo Chandler Parsons (15\9) e o base Goran Dragic (17 pontos\9 assistências).

Interessante é ver esta equipa de Houston. Ninguém dava nada por eles. No entanto com a contratação de Kevin Martin tudo se tem vindo a alterar. Luis Scola parece outro. O argentino sempre me causou boa impressão. Numa equipa a sério com objectivos é mais lutador que o habitual. Esta equipa de Houston poderá efectivamente crescer com a evolução dos jovens jogadores que possui: Courtney Lee é também ele um bom base e um bom lançador. Goran Dragic é uma pérola que dará cartas no futuro. Faz o trabalhinho de base como deve ser e é destemido na hora de atacar o cesto ora em incursões ora no tiro de longa distância. Chad Buddinger apesar de ser um jogador alto lento, é um excelente nº6 e é bastante atlético.
Não consigo é compreender como é que uma equipa que contrata um jogador como Marcus Camby continua a apostar em Dalembert para a sua titularidade. Dalembert é um jogador horrível e a cada ano que passa fica ainda mais molengão do que os tempos em que estava em Philadelphia.

No lado de Dallas, nesta partida, Dirk voltou a levar a equipa de Mark Cuban às costas. 21 pontos para o Alemão. Teve a colaboração dos elementos vindos do banco. Beaubois (14 pontos) e Brandon Wright (13) ajudaram Dallas a consolidar mais uma vitória.
Depois de assistir a esta partida dos campeões em título, fiquei mais convencido que Dallas terá capacidades para renovar o seu título. Não se trata apenas de Dirk, de Jason Terry, de Shaun Marion ou Jason Kidd. Trata-se de colocar o melhor plantel ao nível de soluções a mexer. Tirando os 4, há um Vince Carter irregular, um Lamar Odom que teima em aparecer (se bem que já tem feito algumas boas exibições) um Rodrigue Beaubois que tem mais para dar, um Brandon Haywood que tem lugar de caras na equipa titular (no lugar de Mahimni) e um Yi Jianlian cujo treinador continua a teimar em não dar hipóteses e que até poderia ser uma excelente solução para a equipa no jogo exterior.

Tim Duncan (26\11) e Tony Parker (24 pontos) para um lado. Shannon Brown (32 pontos) Marcin Gortat (21 pontos\14 ressaltos) e Steve Nash (16\8 assistências) no outro. Final de campanha feliz para os Spurs. 4 jogos em 5 noites com 4 vitórias.

Cabaz de Nova Iorque frente a Orlando. Será um escândalo se os Knicks não se posicionarem para os playoffs. No entanto, é cada vez mais nítida a possibilidade de termos Chicago a jogar contra Nova Iorque na 1ª ronda dos mesmos.
A vida em Nova Iorque está difícil. Isto porque Jeremy Lin e Amare Stoudamire estão lesionados. Jeremy Lin foi hoje operado ao joelho e arrisca-se a perder o resto da temporada. A pausa nunca será inferior a 6 semanas para Lin. Já Stoudamire está de fora por tempo indeterminado com uma lesão nas costas. Torna a vida mais difícil para Mike Woodson que tem visto o reforço JR Smith casar muito bem com o resto da equipa e que tem visto a dupla Bibby e Davis cada vez mais entrosada no jogo da equipa. O que não muda é a ganância de Carmelo Anthony.

Neste jogo frente a Orlando, a turma da Flórida fez um jogo muito pobrezinho a todos os niveis. Já os Knicks estiveram com muitas ganas na fase de atacar o cesto. Se bem que o fizeram de forma pouco eficaz, principalmente nos triplos com 12 em 34 tentativas. Carmelo fez 25 pontos e 6 assistências, o rookie Iwan Schumpert, a jogar a point-guard, também marcou 25 pontos (com 4 triplos e do banco saiu Steve Novak para ajudar a equipa com 16 pontos. Novak é outro exemplo igual a Lin. O exemplo de alguém que andava perdido no banco dos Knicks e que de um momento para o outro tornou-se pedra fundamental para alguns triunfos da equipa de Nova Iorque. Contra Orlando, Novak foi autor de 4 triplos. Apesar de ser um jogador que anda na Liga desde 2006 e de já ter jogado em Dallas e em San Antonio, só agora é que Novak se está a destacar qualquer coisita. 8.6 é a média pontual deste extremo em Nova Iorque, tomando em conta que nunca passou dos 5 pontos de média e que em Nova Iorque tem uma média de rotação de 17 minutos.

Minnesota viu-se à rasca para bater os Bobcats. No entanto Kevin Love (40 pontos e 19 ressaltos) fez um jogo monstruoso. Os Wolves continuam à rasca com as lesões. Rúbio já não volta mais esta temporada. Beasley tem um dedo do pé fracturado e Barea anda à rasca da bacia. Os Wolves tem alinhado com 8 jogadores.

Deron Williams (30 pontos e 9 assistências) continua a partir a loiça toda. Os Nets tem vindo a melhorar com o decorrer da época e para o ano até prometem qualquer coisinha. Já arrancaram tarde.

14º jogo seguido de Miami a vencer em casa. Desta vez vieram os rivais de Dallas e perderam graças a um show (finalmente!) colectivo de Miami, principalmente no 3º período.
Facto raro em Miami: Nenhum dos elementos do Big Three ultrapassaram os 20 pontos.
Facto raro em Miami parte 2: 6 jogadores ultrapassaram a barreira dos 10 pontos sendo eles o Big Three + Mario Chalmers, Udonis Haslem e Norris Cole.

Do lado de Dallas, pouquíssima defesa e pouquíssimo ataque. Dirk Nowitzky (25 pontos) disfarçou o dia mau da equipa.

Períodos desiquilibrados. 30-18 para os Lakers no 1º período. 34-19 para Oklahoma no 3º. Bynum (25\13) e Bryant algo inspirados num lado mas insuficientes para travar a vontade de vencer a qualquer custo de Rusell Westbrook no outro. Westbrook esteve simplesmente soberbo. Durant também esteve em destaque com 21 pontos e 11 ressaltos.

Cleveland está a dizer adeus aos playoffs. Não basta ter Kyrie Irving para se ter sucesso. Ultimamente tem sido cabaz atrás de cabaz. Irving fez 29 pontos. Do outro lado Irving e seus pares foram sugados por uma máquina devastadora que fez 124 pontos, liderada por Brandon Jennings (28 pontos) e Ilyasova (20 pontos e 10 ressaltos).

A diferença de ter um Dirk e de ter um Jameer Nelson e um Chris Anderson.

Bem disputado. Quando o fim chega e a pressão aperta, uns marcam e outros falham por duas vezes.

Para finalizar alguns memes da NBA:

Marca pontos como um cavalo. Ganha ressaltos como um cavalo. Mete triplos que nem um cavalo. E ainda dá nas fuças do Barea como um cavalo.

Convém também dizer que com tantos touros à volta torna-se difícil

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Título para Dallas!

Ao 6º jogo das finais, título para Dallas!

No princípio da época, ninguém mas mesmo ninguém previa um cenário final de campeonato que consagrasse como campeã a equipa do Estado do Texas, propriedade do efusivo Mark Cuban.

Nas palavras do comentador da Sporttv Luis Avelãs no final da partida de ontem “Esta vitória de Dallas é a vitória do tempo, da construção progressiva de uma equipa”. E o Mavs, tiveram esse mérito: há anos que lutavam por um campeonato, já tinham conseguido chegar às finais em 2006 (onde perderam na altura para Miami) e continuaram em busca de algo melhor do que vitórias em fases regulares de conferência Oeste e finais de conferência nos playoffs.

Até que o dia de ontem chegou, negando novamente o título a LeBron James.

Com a  liderança na série, Dallas tinha a hipótese de conquistar o primeiro título da sua história em Miami. Motivados, a turma de Rick Carlisle viu a equipa de Miami entrar melhor na partida. LeBron James, que tinha escrito na sua página pessoal de  twitter no dia da partida “now or never” entrou com a pica toda e nos primeiros minutos pontuou 9 pontos. Do lado de Dallas, Dirk Nowitzky (algo incomodado com as bocas que Wade e LeBron tinham mandado devido ao seu estado febril no jogo 4 em Dallas) não entrou bem e chegou a ter 1 lançamento em 12 tentativas a meio da partida. Nos minutos iniciais, quem “carregava o piano de Dallas” era o base porto-riquenho Barea, que à semelhança dos jogos anteriores voltou a fazer um excelente jogo 6.

Depois de um parcial inicial de 22-15 para Miami, entrou Jason Terry na partida. O 6º homem de Dallas voltou a ser determinante ao longo da partida. Rapidamente, Terry haveria de equilibrar a partida com 5 pontos seguidos. Triplo para aqui, triplo para ali, o 1º período do encontro fechava com Dallas na frente com 32-27 e 75% de eficácia no lançamento.

O início do 2º período haveria de ser catastrófico para os Heat. Em 3 minutos, Stevenson saíria do banco de Dallas para marcar 3 triplos. LeBron James estava apático e parecia estar a secar ao nível de pontos. Nos 3 minutos iniciais, Dallas (que a 9 minutos do fim do 2º período tinha pontos por todos os jogadores de banco utilizados) puxou o resultado por 40-28, sem que no entanto Dirk Nowitzky tivesse aparecido na partida (o Alemão haveria apenas de fazer 3 míseros pontos na 1ª parte).

Dallas apostava (e muito bem) no seu forte tiro exterior, enquanto Miami limitava-se a colocar a bola na mão das suas vedetas à espera que saísse magia.

O 40-28 marca um desconto de tempo pedido pelo técnico de Miami Erik Spoelstra e uma reviravolta espectacular no marcador, reviravolta essa que viria a marcar a partida pela negativa: Miami fez um parcial de 14-0 colmatado por um espectacular triplo do suplente Eddie House, que na euforia do lance fez um gesto nada positivo para o banco de Dallas que em peso levantou-se das cadeiras e entrou dentro do campo. O resultado do gesto viria a ser um “sururu” entre jogadores e elementos do staff técnico das duas equipas. A arbitragem, se tivesse cumprido as regras deveria ter expulsado (ejection) os intervenientes em campo da quezília assim como todos os suplentes que se levantaram no banco. Essa expulsão daria lugar a castigo para o próximo jogo. No entanto, a arbitragem optou por assinalar faltas técnicas a alguns dos intervenientes na discussão acalorada como Mário Chalmers e Udonis Haslem no lado de Miami (incível como House não levou técnica) e Stevenson no lado de Dallas (sendo que Chandler também merecia uma técnica).

A discussão parecia levar o jogo para picardias excusadas. No entanto os jogadores acalmaram e só foi marcada uma nova técnica a Dwayne Wade já no 3º período por ter reclamado com os árbitros de uma decisão.

Após o parcial de 14-0, o jogo equilibrou e até ao intervalo foi um jogo de parada e resposta. Miami apostava mais em Dwayne Wade e no lado dos Texanos, Dirk Nowitzky continuava a ser perdulário no acto do lançamento e Jason Kidd andava muito escondido da partida. Quem continuava on-fire era Jason Terry.

Dallas iria para o intervalo em vantagem com um dado estatístico muito proveitoso ao nível da eficácia no lançamento. Jason Terry era o sinal positivo da equipa com 19 pontos e apenas 2 lançamentos falhados em 10 (2 tentativas de triplo). Já Dirk Nowitzky era o sinal negativo com uma série de 11 lançamentos consecutivos falhados. Dwayne Wade acabaria a primeira parte com 14 pontos e LeBron (depois de um fantástico começo de partida) ia desaparecendo lentamente do jogo. Chris Bosh também não estava a ter a preponderância de outros dias.

A 2ª parte começaria com um lançamento concretizado de Nowitzky (o que era bom sinal para os Texanos) e com uma resposta de triplo de Chalmers, um dos melhores no lado dos Heat.

O 3º período mostrou uma nova debilidade para as equipas: a linha de lance livre. Mais perdulários os homens de Miami. No final da partida, os Heat saldaram-se em 13 lances livres falhados em 33 tentativas, enquanto Dallas acabaria por falhar 6 em 18.

Na luta das tabelas, Tyson Chandler, Dirk Nowitzky e Shaun Marion faziam o equilíbrio com Chris Bosh, Udonis Haslem e Dwayne Wade. Chandler era o mais lutador no lado de Dallas como é seu apanágio.

O jogo mantinha-se equilíbrado a 5 minutos do fim. 68-62 para Dallas. Nowitzky subia de rendimento, Kidd marcava 2 triplos de rajada e no lado de Miami, LeBron James tinha medo e não lançava. A equipa de Miami estava pouco agressiva no ataque e na defesa: precisava-se um melhor contributo de James e Wade. No 2º período, Jason Terry abrandou mas mesmo assim terminou a partida com 27 pontos.

No final do 3º período, novo triplo de Kidd e um lançamento do Francês Mahinmi colocavam Dallas a vencer por 9 na recta final do campeonato. Cheirava a título.

Dallas haveria de recomeçar a partida com aumento de vantagem. A 9 minutos do fim do jogo liderava por 12. Miami tinha que fazer pela vida e o melhor que conseguiu foi reduzir para 7 pontos a 5 minutos e meio do fim. Renascia a esperança que no fundo era uma esperança de pouca dura visto que nos minutos que se seguiram a bola queimava nas mãos das estrelas. Com o contar do relógio, Miami praticamente desistiu da partida e os Mavs foram campeões.

Individualmente:

– No lado de Dallas, Dirk Nowitzky começou mal (3 pontos na primeira parte1 em 12 nos lançamentos) mas acabaria a partida com 21 pontos (8 em 15 na 2ª parte). Foi considerado o MVP das finais, merecidamente, visto que nos jogos em Dallas carregou a equipa e teve o mérito de fazer uma excelente exibição no jogo em que alinhou doente.

– Shaun Marion deu o seu contributo habitual. 12 pontos, os lances esquisitos mas eficazes e muita luta nas tabelas com 8 ressaltos. Foi uma das peças chaves na conquista do título nas finais, pela agressividade, pela crença na vitória e por ter marcado bastantes pontos quando a equipa parecia estar algo adormecida. O título premeia uma carreira bastante interessante.

– Tyson Chandler. A grande contratação para esta época. Deu aos Dallas em um só ano, aquilo que Dampier não conseguiu em muitos anos. Dampier mudou-se de armas e bagagens para Miami no início da época e voltou a ver o título por um canudo, não tendo alinhado nas finais devido a lesão à semelhança de Zydrunas Ilgauskas.

– Jason Kidd. 9 pontos, 3 triplos, 8 assistências. Precisou do descanso ao intervalo para acertar o seu jogo.

– Jason Terry. Jet. O mago. Uma capacidade enorme para um 6º jogador de luxo. Foi decisivo em todos os jogos das finais. 27 pontos nesta partida, numa eficácia estonteante (11 em 16 em lançamentos de campo3 triplos).

– DeShawn Stevenson. Cedeu o lugar no 5 base a Barea e passou a render mais. Saiu do banco em todos os jogos para marcar triplos. É um lançador a ter em conta para o futuro. Neste jogo, 3 em 5 no lançamento de triplo valeu-lhe 9 pontos.

– Barea. Excelente completo a Kidd no transporte de bola e extremamente eficaz. Nesta partida somou 15 pontos (7 em 12) e mostrou-se mais uma vez afoito tanto no lançamento exterior como nas incursões para o cesto onde a altura do porto-riquenho pode ser um handicap.

Pela negativa, Peja Stojakovic e Brendan Haywood. Perante as soluções de Dallas, perderam lugar para Cardinal e Mahinmi que são jogadores com menos potencial mas que mostraram mais espírito de luta que o poste e que o extremo sérvio. Num título construído à base de um excelente jogo exterior, o melhor “shooter” de Dallas teve escassos segundos de utilização nos 6 jogos da final.

No lado de Miami:

– LeBron James. O maior derrotado da noite. Mais uma vez não conseguiu o seu objectivo, facto que regozijou todos os adeptos que não gostam da sua personalidade e principalmente todos os fans dos Cavaliers.

Fez 21 pontos e 6 assistências (9 em 15) mas precisava-se de um LeBron na casa dos 30 para uma vitória de Miami. Pecou por escasso e tremeu novamente na altura das decisões, optando por não encarar o cesto.

– Chris Bosh. 19 pontos (7 em 9 no lançamento). Com Bosh a lançar bem nesta partida, merecia mais bola. O vedetismo de James e Wade assim não o permitiu. Ganhou 8 ressaltos na intensa luta com Chandler.

– Wade. 17 pontos, 8 ressaltos, 6 assistências. É um jogador fantástico. Teve uma boa exibição colectiva, mas a equipa precisava de um ponto mais de pontos por parte de Dwayne Wade. Não foi nada eficaz na hora de atirar (6 em 16).

– Mario Chalmers. Subiu de rendimento de jogo para jogo e é claramente o 4º homem desta equipa de Miami. 17 pontos e uma clara demonstração de bravura e luta. Foi o base da equipa, perante a desilusão que é Mike Bibby.

No final a festa de Dallas:

No American Airlines Center.

Aos 38 anos, 17 épocas depois de Dallas (1994-96, 2008-), Phoenix e New Jersey, 10 All-Star Games, Rookie do Ano em 1995, 5 vezes o melhor assistente da NBA, um dos melhores marcadores de sempre de triplos, o jogo em actividade com mais triplos-duplos e um dos melhores de sempre nesse capítulo, 1409 jogos, 18758 pontos e 12793 assistências, Jason Kidd é finalmente campeão da NBA.

Agora falta Steve Nash.

Um prémio merecido para um dos melhores bases de sempre.

A NBA não termina por agora. Em breve, no dia 23, teremos a escolha anual de draft, assunto do qual escreverei nos próximos dias. Nos próximos dias também se começarão a falar em trocas e free-agents. A WNBA também já anda por aí e terá algumas transmissões na Sporttv ao longo do verão.

Quanto à competição a sério, essa volta a 30 de Outubro.

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Dallas Mavericks 86-83 Miami Heat

Ao 4º jogo da final, os Mavericks empataram a série 2-2.

Traçando um breve resumo sobre a partida, pode-se dizer que tivemos 4 períodos bem disputados entre as duas equipas, com a incerteza sobre o vencedor da partida a pairar até ao final.

Os Mavs a jogar em casa (depois de terem vencido um jogo fora e de terem perdido um jogo em casa) sabiam perfeitamente que uma derrota neste 4º jogo não acabaria com as suas hipóteses de chegar ao título (se vencesse Miami faria o 3-1) mas do ponto de vista psicológico, colocaria muitos entraves uma eventual reviravolta (o 5º jogo é em Dallas, o 6º e o 7º em Miami).

O jogo começou com um primeiro período equilibrado, que terminaria com as equipas empatadas a 21. Dirk Nowitzky e Chris Bosh começaram a todo o gás, marcando os primeiros pontos de ambas as equipas. Enquanto o Alemão limitou-se  a fazer as travessuras do costume (marcou os primeiros 6 pontos da equipa, desapareceu por completo da partida até ao último período onde pegou na bola e decidiu) o poste dos Heat fez um jogo bastante eficaz do ponto de vista do lançamento com 24 pontos (9 em 19 em lançamentos de campo).

A acompanhar Bosh esteve Dwayne Wade (32 pontos incríveis 13 em 20 em lançamentos de campo). Wade esteve muito bem no lançamento, aparecendo muitas vezes a finalizar debaixo do cesto. Já LeBron James fez um jogo muitos furos abaixo do seu potencial e daquilo que lhe é exigido. Com apenas 8 pontos (+ 9 ressaltos e 7 assistências) James não lançou muito (11 lançamentosalguma falta de confiança) e concretizou bastante pouco (apenas 3 lançamentos de campo em 45 minutos) – para além disso cometeu alguns turnovers (4).

Em todo o caso este jogo também se caracterizou pelo facto de ninguém do banco de Miami ter amenizado a falta de pontos de um dos seus elementos do big-three. Nos 83 pontos da equipa, 64 foram marcados pelas 3 vedetas.

O equilíbrio voltou a pautar o 2º período da partida, acabando os Heat por ir para intervalo com uma curta vantagem de 2 pontos.

O 3º período trouxe um maior domínio dos Heat. A turma da Flórida, inspirada pelo excelente jogo de Dwayne Wade chegou a ter uma vantagem de 9 pontos no 4º período. No entanto, duas belas jogadas de Jason Terry davam inspiração aos Dallas para lutar pelo campeonato.

Até que nos segundos finais, uma fase de valente confusão quando Dallas vencia por 2 pontos (nos últimos 3 minutos a bola teimava em não entrar nos 2 cestos) dava a oportunidade a Jason Terry de fechar a partida na linha de lance livre, após 10 pontos de Dirk Nowitzky no período.

O Alemão não esteve bem durante toda a partida. Depois de ter concretizado os primeiros 6 pontos da equipa desapareceu por completo da partida. Lançou muito e mal (6 em 19 em lançamentos de campo) e por 3 ou 4 vezes tentou o um para um contra Chris Bosh e acabou por perder a bola em drible para a defesa de Miami. Esteve muito eficaz na linha de lance livre (9 em 10) onde desiquilibrou o resultado para Dallas.

Jason Kidd também não se exibiu ao nível que a equipa pretende dele. O base falhou muitos passes, cometeu muitos turnovers (4) e não concretizou um único ponto (0-3 em lançamentos de triplo).

Shaun Marion e Tyson Chandler voltaram a ser decisivos para a turma de Dallas. O primeiro com 16 pontos, aproveitou as falhas defensivas do seu marcador directo (LeBron James) para concretizar bolas um tanto ou quanto bizarras do ponto de vista técnico. O poste fez o que lhe competia. Lutou debaixo das tabelas contra Bosh, Anthony ou Haslem. Se na primeira parte perdeu muitos ressaltos principalmente na defesa, na 2ª parte Chandler foi importante a ganhar ressaltos ofensivos (9 ressaltos ofensivos7 defensivos) para depois fazer a tapinha e acrescentar aos 16 ressaltos, 13 importantíssimos pontos.

Jason Terry saiu do banco para ser a alma que a equipa precisava para vencer. Terry não esteve bem até ao último período. No 4º, apareceu com 2 jogadas magníficas quando o marcador já descambava o jogo para o lado de Miami. Não esteve brilhante no lançamento (6 em 15) mas acabou o jogo com 17 pontos. Quem também saiu do banco para assumir um papel importante foi DeShawn Stevenson. Relegado para o banco por troca com Barea (o porto riquenho concretizou 8 importantes pontospoderia ter feito mais qualquer coisa em 3 lances onde fez tudo bem excepto o lançamento) o baseextremo entrou para concretizar 3 triplos importantíssimos para colocar Dallas em cima da vantagem de Miami.

Concluíndo, o jogo também fica marcado pela extrema ineficácia das equipas ao nível de triplos. Ao todo, Dallas lançou da linha de 3 pontos por 19 vezes concretizando 4 e Miami apenas concretizou 2 em 14 lançamentos. Algo atípico tendo em conta a qualidade dos lançadores das duas equipas.

Não foi um jogo bem jogado. As equipas demonstraram muito nervosismo durante toda a partida e sentiram a pressão na hora das decisões. Neste jogo, jogou-se mais com o coração e acabou por vencer uma equipa de Dallas que teve jogadores mais capazes de escolher bem as suas jogadas e o sítio dos seus lançamentos.

O 5º jogo disputa-se na madrugada de quinta para sexta e marca a despedida das finais de Dallas.

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Dallas Mavericks 86-88 Miami Heat

No 3º jogo das finais da NBA, Miami recuperou o jogo perdido em casa, indo vencer a Dallas por 88-86.

Devido a afazeres da minha vida pessoal, não vi o jogo na íntegra. No entanto, amigos afirmaram-me que o jogo andou muito na base dos jogos anteriores: Miami ganhou vantagem, ampliou vantagem até aos 15 pontos mas Dallas com esforço conseguia re-entrar na partida.

Ao nível de estatística:

– No lado de Miami, Dwayne Wade voltou a fazer um jogão com 29 pontos e 11 ressaltos. Chris Bosh teve um jogo melhorzito que o jogo 2 com 18 pontos mas continuou muito imperfeito no lançamento (7 em 18 tentativas) e o mesmo aconteceu com LeBron James: apesar dos 17 pontos e 9 ressaltos, o astro dos Heat acertou 6 em 14.
Destaque para o suplente Mário Chalmers que saltou do banco para marcar 4 triplos.

– No lado de Dallas, a eficácia total da equipa ao nível de lançamento foi horrível (28 em 708 em 21 em triplos). O colectivo de Dallas não funcionou: Dirk Nowitzky marcou 34 pontos, sendo o melhor marcador da partida, Jason Terry 15 (5 em 13 de campo) e Shaun Marion (apenas com 10 pontos) esteve uns furos abaixo dos 2 jogos anteriores.

O 4º jogo da final disputa-se esta madrugada em Dallas, com transmissão em directo na Sporttv às 2 da manhã.

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Miami Heat 83-85 Dallas Mavericks

Reviravolta do catano! É por este tipo de jogos que eu adoro a NBA.

A 7 minutos e meio do fim da partida, uma diferença de 15 pontos e um nível de jogo bastante aceitável colocavam a 2ª vitória nas finais nas mãos dos Miami Heat. Eis que em 7 minutos e meio, Dallas fez um parcial de 22-5 e empatou a série.

Uma equipa que perde um jogo destes a jogar em casa não merece o título da NBA.

Ao contrário daquilo que tinha acontecido no jogo 1, o 2º jogo entre estas duas equipas começou com uma qualidade ao nível de lançamento e pontuação muito alta. No 1º período, um jogo de parada e resposta colocava o marcador com uma igualdade a 28 pontos.

No 2º período, Dallas chegou a estar em vantagem por 9 pontos, sem que a sua maior estrela (Dirk Nowitzky) tivesse feito algo de extraordinário. Do outro lado, a dupla WadeJames ia dando espectáculo como fabulosas jogadas e fabulosos afundanços. Dwayne Wade chegaria rapidamente aos 20 pontos na partida enquanto na turma de Dallas (pelo menos no 2º período) o melhor marcador era o poste Tyson Chandler com 10 pontos.

No 3º período, os Heat tomaram de assalto a partida como lhes competia. Jogando muito bem no ataque, iam aproveitando o facto dos Mavericks cometerem muitos turnovers no ataque. Até que no 4º período tudo parecia encaminhado para a equipa de Miami – lentamente, Jason Terry e Shaun Marion marcaram uns pontos para nos minutos finais aparecer um inspiradíssimo Dirk Nowitzky que em dois lançamentos (um triplo e o lançamento final) resolveu a partida.

Do lado de Miami, Dwayne Wade fez uma partida como há muito não se via – 36 pontos (excelente do ponto de vista do lançamento de campo com 13 concretizados em 20 tentativas) 5 ressaltos e 6 assistências. LeBron James com 20 pontos e 8 ressaltos esteve bastante bem, tendo protagonizado excelentes afundanços ao longo da partida. No entanto as debilidades colectivas de Miami vieram ao de cima – Chris Bosh com apenas 12 pontos (4 em 16 de campo) fez um jogo para esquecer, sendo a sua falha pontual compensada pelos 14 pontos de Mike Bibby que finalmente fez um bom jogo nestes playoffs.

Miami lançou muito e mal. Os 8 jogadores utilizados concretizaram 34 lançamentos em 72 tentativas de campo. Nos triplos, conseguiram 9 em 30.

Do lado de Dallas, o primeiro aspecto que ressalta do seu jogo foi a quantidade de turnovers que equipa fez: 20. Jason Kidd e Dirk Nowitzky fizeram 5 cada um: o base com 5 passes errados e o gigante alemão com falhas na construção das suas jogadas individuais. Tendo em conta que Miami apenas fez 12 turnovers, os 20 de Dallas deram oportunidade a mais 16 pontos por parte da turma da Flórida.

Dirk Nowitzky não fez um jogo por aí além. Na 1ª parte, o alemão apenas concretizou 3 lançamentos do lado direito do campo. Concretizou 10 em 22 de campo. Foi muito bem defendido ora por Udonis Haslem, ora por Chris Bosh. No entanto, acabaria por ser o melhor marcador da turma de Dallas com 24 pontos (+ 11 ressaltos) tendo aparecido nos minutos finais quando a equipa mais precisava do seu jogo.

Shaun Marion fez uma exibição portentosa. O extremo está a jogar muito bem. A recuperação de Dallas no 4º período muito se deve à sua enorme concentração na hora de encarar o cesto. 20 pontos e 8 ressaltos. Tyson Chandler teve uma primeira parte excelente (11 pontos) mas desapareceu por completo na 2ª parte. Jason Terry saltou do banco para colaborar com 16 pontos e fez mais do que todos os seus companheiros de banco de Dallas.

A série viaja agora para Dallas. Serão 3 jogos seguidos em Dallas. A equipa de Rick Carlisle pode matar estas finais em casa caso vença os 3 jogos que dispõe em casa. Não creio neste cenário, até porque Miami nos habituou a ir ganhar jogos fora em todas as outras eliminatórias que disputou nos playoffs deste ano.

O próximo jogo será na madrugada de domingo para segunda.

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Miami Heat 92-84 Dallas Mavericks

Miami venceu justamente o 1º jogo das finais da NBA.

Depois de uma primeira parte algo atabalhoada, onde as equipas cometeram muitos erros (alguns turnovers; falha clara nos lançamentos) a pontuação ao intervalo acabou por ser baixa, mas com Dallas na frente por 1 ponto.

Na 2ª parte, o big-three de Miami explodiu rumo à vitória, acabando o 4º período em grande.

À semelhança das restantes eliminatórias nos playoffs, o big-three de Miami esteve completamente intratável: James fez 24 pontos9 ressaltos e 5 assistências, Chris Bosh fez 19 pontos e 9 ressaltos mas não esteve tão certeiro como nos jogos anteriores contra Chicago (5 em 18 em lançamento de campo) e Dwayne Wade fez uma 2ª parte bastante agradável (22 pontos10 ressaltos6 assistências).

Do lado de Dallas, apesar da extrema pressão defensiva da turma de Miami quando tinha a bola, Dirk Nowitzky foi o melhor marcador da partida com 27 pontos. Shaun Marion marcou 16 pontos e meteu bolas incríveis. Ao nível do lançamento de 3 pontos, a equipa texana fez um jogo bastante razoável com 9 triplos marcados em 22 tentativas – o jogo de Dallas depende em muito do jogo exterior.

O 2º jogo da final realiza-se esta madrugada em Miami.

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Chicago Bulls 103-82 Miami Heat

Uma autêntica lição de humildade, foi a lição que os Heat levaram do primeiro jogo das finais da Conferência Este.

Ter individualidades na Liga é extremamente importante. A NBA sempre nos habituou que as equipas vencedoras terão forçosamente que ter um jogador que apareça nos momentos decisivos, e que de certa forma, se distinga positivamente dos outros. No entanto, o basquetebol é um jogo colectivo e a Liga também sempre nos habituou a consagrar os grandes colectivos.

Neste caso concreto, tanto Miami como Chicago têm nos seus planteis grandes individualidades. Miami conta com o talento da tripla LeBron JamesDwayne WadeChris Bosh, um trio que é sem dúvida do melhor que temos na Liga. Chicago pode contar com Derrick Rose, Luol Deng, Joakim Noah e Carlos Boozer, um quarteto que não fica atrás ao nível de talento em relação ao big-three de Miami.

Na luta das tabelas, a diferença foi enorme. Miami obteve 36 ressaltos, Chicago 52. Dos 26 ressaltos ofensivos ganhos pelos jogadores dos Bulls muitos resultaram em pontos, alguns deles em pontos com falta e como tal direito a lance livre.

A grande diferença entre os Bulls e os Heat reside no colectivo. No colectivo, os Bulls são mais fortes e o jogo 1 provou definitivamente esta diferença.

A jogar num United Center em Polvorosa (há 13 longos anos que os Bulls não pairavam por estas andanças) Chicago deu mostras que tem argumentos para bater Miami, até agora, a equipa que mais se tinha evidenciado nas primeiras duas fases dos playoffs.

Numa primeira parte muito equilibrada onde perdurou a parada e resposta entre as duas equipas (ao intervalo, as equipas empatavam a 48 pontos) a 2ª parte mostrou uns Bulls inspiradíssimos e determinados em vencer o 1º jogo desta série.

No jogo interior, Chris Bosh fez uma exibição portentosa para o lado de Miami. Com 30 pontos e 9 ressaltos, o poste teve de ser bater contra a dupla Boozer (14 pontos9 ressaltos) e Joakim Noah (9 pontos14 ressaltos) sendo que os suplente Boozer em Chicago (Taj Gibson com 9 pontos e 7 ressaltos) apareceu do banco para baralhar as contas dos Heat que do banco não tiveram argumentos para fazer descansar Bosh (Jamal Magloire apenas marcou 2 pontos em 10 minutos de utilização.


No jogo exterior, Derrick Rose voltou a fazer uma joga impressionante. Abdicando muitas vezes de atacar o cesto para atirar de longa distância, Rose esteve concentradíssimo e atingiu a incrível marca de 28 pontos (1o em 22 de campo) perante um jogo pouco inspirado de LeBron James (15 pontos6 ressaltos6 assistências – 5 em 15 de campo) que sempre foi bem defendido por Luol Deng e de Dwayne Wade (18 pontos) que acabou por ser muito perdulário no lançamento (apenas 7 em 17 de campo). O Somali (de passaporte Britânico) acabaria por estar ao seu nível habitual, marcando 21 pontos.

O jogo exterior de Chicago voltou a marcar a diferença. Ao nível do lançamento de 3 pontos, os Bulls marcaram 10 em 21 enquanto os Heat acabaram por fazer 3 em 8.

Os bancos também acabaram por ter influência no jogo. Em Chicago, como já tinha destacado Gibson saiu em grande forma do banco (acabaria por fazer uma das jogadas da época nos minutos finais) e Ronnie Brewer com 8 pontos também acabaria por dar uma contribuição que no total se cifrou em 28 dos 103 pontos de Chicago. Do banco de Miami, 7 jogadores apenas marcaram 15 pontos.

Outro dos factos que explica o facto de Miami viver apenas das suas individualidades é a pouca capacidade argumentativa dos seus jogadores à excepção do seu big-three. Ao todo, Bosh, James e Wade marcaram 63 dos 82 pontos da equipa. Para bater Chicago é preciso fazer muito mais que esses números. E nesse campo Tom Thibodeau, analogamente aquilo que a equipa têm feito até agora, consegue armar muito bem os esquemas defensivos da equipa. A equipa contra Miami subiu muito, impedindo que James e Wade pudessem ter condições ideiais para armar os seus lançamentos. Para isso muito valeram as excelentes atitudes defensivas de Luol Deng e Derrick Rose.

O jogo 2 disputa-se na madrugada de quarta para quinta em Chicago.

No Oeste, depois de uma tarefa complicadíssima, Oklahoma bateu Memphis em 7º jogo e avança para as finais contra Dallas, que de forma surpreendente quebrou a armada de Los Angeles em 4 jogos.

Em disputa, as finais. Em disputa, duas equipas completamente antagónicas ao nível de idades mas repletas de talento. Se para alguns dos jogadores de Dallas esta pode ser a última oportunidade para chegar aos anéis de campeão (Nowitzky, Kidd, Marion, Terry, Chandler) para Oklahoma chegar às finais de conferência era um cenário completamente impensável nas previsões de início de época, mas o talento da equipa composta por jogadores como Kevin Durant, Russell Westbrook, Serge Ibaka, James Harden ou Kendrick Perkins e a maneira como estão a jogar é mais que suficiente para atingir as finais.

O jogo 1 disputa-se esta madrugada em Dallas.

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