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Em Almada…

Utentes do Hospital Garcia de Horta esperaram 14 e mais horas por uma consulta médica.

Utentes com graves problemas de saúde (desde um cidadão com um Acidente Vascular Cerebral até outro com problemas no sistema urinário) ficaram horas sem ter qualquer intervenção de especialidade por falta de médicos especialistas no hospital.

O cidadão que entrou com um Acidente Vascular Cerebral está em claro risco de vida, tendo demorado 3 horas a ser atendido a contar do momento em que tinha entrado na unidade hospitalar.

A Direcção Clínica do Hospital atira as desculpas de sempre: admitindo que existe falta de médicos no hospital, não estava à espera de uma enorme afluência de utentes no dia de ontem às urgências do hospital. Argumento básico de quem quer sacudir as culpas do capote.

Se há falta de médicos, porque é que não se contratam mais? Se há falta de médicos, porque é que não se abrem mais vagas nos cursos de Medicina espalhados pelo país? Num país que se considera de mundo civilizado, tomando em conta que os utentes tem os seus impostos em dia e ainda pagam taxas moderadoras para aceder ao Serviço Nacional de Saúde, acham admissível que hajam hospitais neste país que funcionam sempre o mínimo exigível de profissionais e sem um mínimo de eficácia no atendimento?

O Governo quer cortar a despesa. Que corte em todos os sectores menos na saúde. O acesso a um Serviço Público de Saúde de qualidade é um bem essencial dos cidadãos. Indispensável e eficaz.

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Oliver e Benji

Viu a minha mãe, viram os meus tios, viram os meus primos, vi eu e agora vê o meu irmão.

Costumo vir a casa todos os fins-de-semana. Depois do jantar, o meu irmão corre rapidamente para junto da televisão para ver mais um episódio de “Oliver e Benji”, desenhos animados criados por Yoichi Takahashi em 1981.

Em 1981 ainda faltavam 6 anos para o meu nascimento. A minha mãe ainda era uma adolescente. Mas o Oliver Tsubasa já passava na televisão, facto que ainda acontece passados 30 anos. A “história de dois desenhos animados que são craques no futebol” fez colar à TV dezenas de gerações. No entanto, houveram anos em que caíram no esquecimento, voltando a ser redescobertos recentemente. A canalha de hoje, adora. A minha geração idolatrava todas as fintas, todos os remates que batiam 5 vezes nos postes antes de entrar, as jogadas de área a área que demoravam um episódio e as enormes defesas de poste a poste de Benji que e guarda-redes imbatível.

A mensagem que passa para os miúdos continua super-actual: podem conseguir chegar a altos voos caso se esforcem, caso tenham paixão pelo jogo, garra, humildade, vontade de evoluir e vontade de vencer.

Sinto portanto a nostalgia própria do sentimento que estes desenhos animados tiveram em mim quando era miúdo. Lembro-me perfeitamente das manhãs em que estava colado ao antigo televisor Phillips dos meus avós a ver exactamente aquilo que 15 anos depois é (re) visto por mim e pelo meu irmão.

E isto, é sem sombra de dúvida, um verdadeiro exemplo de serviço público.

Na RTP 2, depois do almoço e do jantar.

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