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confusões (do futebol português)

Em 1997, os grandes clubes do futebol português de então acharam por bem retirar os ditos campeonatos profissionais da mão da Federação e modernizar toda a linha do futebol português com vista à criação de uma liga de clubes, que visava, como vigorava nas modificações feitas em vários organismos de outras ligas com maior poderio no futebol europeu, gerir os ditos campeonatos.

Com a mudança dos tempos e acarretando uma maior necessidade de profissionalização, determinados clubes lançaram-se imediatamente na constituição de Sociedades Anónimas Desportivas. As dos 3 grandes foram imediatamente cotadas em bolsa, dada a necessidade crescente de entrada de novos capitais nas suas gestões de modo a alimentar as suas enormes máquinas burocráticas e reduzir possíveis passivos de caixa das suas tesourarias em determinados momentos, assim, como linearmente, executarem truques de transferências de passivos e activos do clube das sociedades para os clubes e vice-versa.

A Liga, em 1997, ainda era jogada a 18. Muitos consideravam que se deveria diminuir o número de clubes para 16 por uma questão de espectacularidade e competitividade. Outros, consideravam que os 18 até deveriam ser alargados a 20, para que determinados clubes menos favorecidos pudessem usufruir de mais receitas.

Dos 18, passamos a 16 na época 2006\2007.

Como a FIFA e a UEFA não reconhecem como afiliadas as ligas de clubes e apenas as federações, os grandes campeonatos europeus (exceptuando a Inglaterra onde a FA sempre mandou nas competições) regrediram nestas evoluções traçadas nos anos 90 com um recúo do domínio das ligas em prol de um novo domínio das federações.

Como a FPF passou por um intenso celeuma nos últimos anos com a aprovação dos seus estatutos e regime jurídico, em Portugal, esta regressão foi tardia até ao momento em que Fernando Gomes, anterior presidente da Liga, para continuar a mandar no futebol português, saiu da Liga (que será praticamente exonerada dentro de anos) para a FPF.

Pelo meio, criou-se uma competição sem pés nem cabeça e muito menos competitividade e cariz distributor de dinheiro entre os clubes: a Taça da Liga.

Voltaremos, segundo dizem, ao modelo de 18 clubes + 22 na Liga Orangina na próxima época. Isso indica que este ano poderão não existir despromoções na principal liga do nosso país. No entanto coloca-se um problema: o que fazer se o Boavista obtiver razão na relação e no supremo tribunal de justiça?

Depois de vários anos em lutas judiciais graças à injusta despromoção na época 2005\2006, o Boavista de Álvaro Braga Júnior obteve razão na 1ª instância, tendo sido encaminhado o processo para a relação. Dúvido, conhecendo o caso, que a relação se pronuncie desfavoravelmente quanto às pretensões do clube do Bessa: voltar automaticamente à 1ª liga com o pagamento de uma indeminização que poderá ser superior a 25 milhões de euros pelos danos financeiros causados no clube ao longo destes anos em que o Boavista esteve arredado do principal escalão do futebol português.

Nessa situação, o Boavista poderá fazer com que 1 equipa desça da 1ª para a 2ª liga ou poderá impedir a subida de um da 2ª liga para a 1ª.

O futebol português não consegue, ao nível de clubes, manter uma linearidade. Nem consegue o futebol português nem a justiça portuguesa. Volto a 2006: em Itália, Luciano Moggi (antigo dirigente da Juventus) assim como outros dirigentes da Juventus e outros dirigentes de clubes como o Milan, a Lazio e a Fiorentina apareceram envolvidos no escândalo do Calciocaos. Alegados subornos a arbitros, jogadores e pagamentos feitos por casas de apostas a jogadores dos ditos clubes para viciar partidas em prol de um resultado que garantisse um enorme lucro para as ditas casas foram provados em tribunal em processos que duraram meia dúzia de meses. Moggi foi preso e impedido de exercer uma profissão ligada ao futebol durante 4 anos. A Juve perdeu os títulos de 2005 e 2006. A Lazio perdeu 12 pontos, a Fiorentina 9, o Milan 6.

O processo do Boavista arrasta-se vão fazer 6 anos.

Antes do Boavista, já o Gil Vicente tinha sido despromovido por causa ainda mais estúpida, fazendo utilizar um jogador contra uma regra que impede que um jogador amador assine um contrato profissional a meio da época. Falamos do caso Mateus. O Gil perderia razão ao avançar para os tribunais civis, facto que tanto a Liga como a FPF punem arduamente nos seus estatutos e condições de participação nos campeonatos profissionais.

Em Itália, antes do Calciocaos assistiram-se a duas situações: a primeira, em que a Fiorentina, banhada num passivo que em 2002 rondava os 250 milhões de euros tornou-se insolvente. A Fiorentina não tinha condições para exercer o dever de pagar os impostos que vinha acumulando ao estado italiano e os descontos dos seus atletas. Como tal, acabou por pedir insolvência, caíndo para a 4ª divisão italiana. Os Della Valle (familia proprietária da equipa viola) optaram por outra solução, extinguindo o nome do clube e começando outro do zero com outro nome mas com o mesmo símbolo, estádio e até com alguns resistentes da extinta Fiorentina como Torricelli e Angelo Di Livio. Patranhas à parte, a Fiorentina voltaria 2 anos depois ao principal escalão italiano, visto que tinha subido à 3ª divisão e depois à 2ª, sendo convidado a participar nessa época na primeira em troca com o Torino por causa de dívidas fiscais.

Em Itália, apesar da rectidão de algumas decisões dos tribunais e até da própria administração da Serie A, outros factores complicaram a justiça no futebol.

O Torino é o segundo exemplo. Em 2004\2005, o clube de Turim foi impedido de subir de divisão pelas ditas dívidas ao fisco. Subiu a Fiorentina por sua vez a convite da Liga.

Inglaterra tem dois casos mais crassos de má intervenção jurídica no futebol: o Chelsea de Roman Abrahamovic e na altura de José Mourinho esteve envolvido em duas polémicas.

A primeira quando aliciaram o olheiro do Tottenham Frank Arnesen a assumir o controlo do scouting dos Blues, facto que motivou o milionário Russo a dispender 15 milhões de indeminização ao Tottenham num acordo de cavalheiros para que os Spurs não processassem os Blues na justiça. Foram 5 milhões por cada ponto que o Chelsea poderia perder com o acto.

O segundo quando John Obi Mikel, na altura jogador do Lyn Oslo, assinou primeiro com o Manchester United e depois com o Chelsea, comprometendo-se com as duas equipas formalmente. O dinheiro falou mais alto e o Chelsea deu 15 milhões ao United, 5 milhões por cada ponto que poderia perder na justiça desportiva da FA.

Já o Portsmouth, insolvente e com dívidas ao fisco, começou a Championship da época transacta com menos 15 pontos depois de ter sido despromovido (dentro das 4 linhas) da Premier. O Leeds levou semelhante pena quando foi despromovido pela FA para a 3ª divisão há uns anos atrás.

Quem não se lembra por exemplo aquilo que fizeram a Farense, Campomaiorense e Boavista? Quem não se lembra por exemplo que nos anos 90, Benfica, Sporting e Porto também acumulavam dívidas ao fisco, saíndo completamente impunes ao nível desportivo do acto? Quem não se lembra do Sporting de João Rocha e Sousa Cinta ou do Benfica da Operação Coração ou do Porto da retrete de catroga e das Antas penhoradas?

Para finalizar, ainda a propósito das SAD. O Benfica, estatutariamente, não permite que um estrangeiro possua mais do que 49% de acções da sua SAD. A lei de constituição e participação social das SAD mudou e já permite que uma entidade que não o clube possua mais que 50% das acções da sua SAD e que um estrangeiro possua mais do que 33,3% das participações sociais. Dá-se por exemplo o Beira-Mar, onde o iraniano Majid Pishyar é dono de 85% das SAD dos clubes. Não é um bom exemplo do ponto de vista financeiro para o clube de Aveiro (nos próximos dias perceberão porquê) mas é a prova viva de que o futebol português já se moldou à exigência de entrada de petrodolares nos seus cofres para sanear as perturbadas contas dos clubes de 1ª liga. Um pouco à tendência do que é praticado em Inglaterra, Itália, França, Russia e Espanha nos últimos anos.

Onde é que quero chegar com isto tudo?

À não criação de modelos competitivos uniformes. As trocas e baldrocas são mais que muitas.

À não adequação das necessidades do futebol em relação às necessidades de investimento.

À proibição dos tribunais civis serem intrometidos em lutas de bastidores que precisam de ser resolvidas rapidamente por questões de segurança e calendarização das competições.

À diferença barbara entre o futebol português e outras ligas da europa.

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futeboladas

Começamos como habitual pela liga inglesa que neste fim-de-semana cumpriu a sua 27ª jornada:

Em Anfield, Liverpool e Arsenal defrontaram-se tendo os gunners vencido a emotiva partida por 2-1.

De um lado, o Liverpool pretendia vencer a partida para poder acalentar chances de poder chegar aos lugares europeus. A equipa de Kenny Dalglish está na 7ª posição com 39 pontos. De outro lado, o Arsenal vindo de uma surpreendente vitória contra o Tottenham no Emirates por 5-2, num jogo em que Robin Van Persie e Theo Walcott racharam por completo a defesa dos homens de Redknapp tenta manter o 4º lugar na tabela (lugar que lhe garante acesso ao playoff da Liga dos Campeões) tendo no entanto, derivado aos 4 pontos que o separam do Tottenham espreitar uma vaga directa na competição através do 3º lugar.

Como se pode verificar no video acima postado, o Liverpool entrou melhor na partida, tendo marcado primeiro num auto-golo do central Francês Laurent Koscielny. Apesar do azar latente do central francês no corte que pretendia efectuar, não deixa de ser um erro vindo de uma excelente jogada de contra-ataque do Liverpool onde dou especial revelo à brilhante desmarcação diagonal de Jordan Henderson para Jay Spearing.

Não se inferiorizando perante a desvantagem, o dominou o resto do jogo e por intermédio do inevitável Van Persie acabaria por dar uma remontada no jogo. Dois golos vindos de duas excelentes finalizações do holandês, que com estes dois golos subiu a sua fasquia de época para os 25 golos. Van Persie é o melhor marcador da Premier nesta temporada, facto que não deixa de ser triste para um jogador que apesar dos golos marcados vê a sua equipa muito longe dos primeiros 2 classificados. Todavia, o Arsenal está na 4ª posição, a 4 pontos do 3º que é o Tottenham e com 3 pontos de vantagem sobre o Chelsea

No outro jogo grande da jornada, o United continuou a peugada em relação ao seu rival City vencendo o Tottenham por 3-1 em White Hart Lane.

A equipa de Harry Redknapp até começou bem a partida mas cedo deu a entender que sofre do problema de não conseguir resistir nos jogos de maior pressão.

Sem Gareth Bale e contra um United em máxima força, os Spurs, como referi, até começaram melhor: na primeira parte Adebayor obrigou primeiro David De Gea a uma enorme defesa à entrada da área.
À passagem da meia-hora de jogo, Emmanuel Adebayor ainda introduziu a bola dentro da baliza do United mas o arbitro da partida considerou e bem que o togolês dominou a bola com o braço. Mesmo a acabar o primeiro tempo seria Wayne Rooney a inaugurar o marcador numa tremenda falha defensiva dos londrinos.

A 2ª parte iria arrancar com novas investidas dos Spurs. Adebayor por duas vezes mereceu o golo que Di Gea negou até ao fim. Depois seria Benoit Assou-Ekotto a rematar forte da esquerda para nova defesa do guardião espanhol, que, depois de um início de época algo conturbado está a merecer a titularidade. O próprio De Gea assumiu na antevisão à partida que é fã de Brad Friedel, veterano guarda-redes de 41 anos que este ano cumpre a época aos serviço dos Spurs. Não satisfeito, Assou-Ekotto tentou de livre e De Gea mais uma vez brilhou. Como quem não marca sofre, o United ampliou a vantagem mais duas vezes por intermédio de Ashley-Young. Iria restar o golo de consolação dos Spurs aos 87″ por via de Jermaine Defoe.

Creio que o Tottenham sai fora de corrida pelo título e terá que voltar às vitórias para manter o 3º lugar. Já o United joga na próxima quinta-feira contra o Athletic de Bilbao para a Liga Europa num teste que aguardo com algum interesse e entusiasmo.

Outros jogos:

Manchester City 2-0 Bolton – Em vésperas da Liga Europa (jogo contra o Sporting na quinta-feira) o City não deu espaços e venceu o Bolton por 2-0. Mesmo apesar do golo obtido na partida, Mario Balotelli deverá ter feito perder a cabeça dos dirigentes do City. Isto porque Balotelli foi apanhado na quinta-feira a sair de um clube de strip em Liverpool, violando novamente as regras relativas ao descanso impostas pelo clube. Os dirigentes do clube estarão a pensar em soluções para o Italiano que entre outras coisas é acusado de promover instabilidade no balneário junto do núcleo de jogadores ingleses (Lescott; Milner; Barry; Adam Johnson). Veio também à baila que o Milan estará disposto a abrir os cordões à bolsa para o contratar, podendo avançar em Junho com 60 milhões de euros para o efeito.

WBA 1-0 Chelsea – Mais uma derrota para o Chelsea. André-Villas Boas despedido.

Liga Italiana

Mais um intenso derby da capital romana.

O novo proprietário da Roma Thomas Di Benedetto voltou a sair com o sabor amargo da derrota frente ao eterno rival. Novamente por 2-1. Mudam apenas os intervenientes.

A Roma começou melhor a partida. A jogar com um meio-campo reforçado constituído por De Rossi, Fabio Simplício, Totti, Erik Lamella e Pjanic e apenas com Borini na frente, seria o antigo jogador do Chelsea (grande jogador por sinal) a criar a primeira onda de perigo numa cavalgada que seria parada com recurso a uma falta perigosa pelo central de 34 anos Biava. O arbitro da partida sancionou apenas com amarelo visto que a falta foi na linha lateral.

O mesmo não teve contemplações ao expulsar o guarda-redes internacional Holandês Maarten Stekelenburg minutos depois. No entanto, creio que existe uma simulação por parte do jogador da Lazio Stefano Mauri. Tudo corria bem à equipa de Edy Reja, treinador que já esteve demissionário mas cujo presidente da Lazio Claudio Lotito fez regressar à posição. Já com o romeno Bogdan Lobont na baliza dos Romanos em troca pelo internacional sub-20 argentino Erik Lamella, o brasileiro Hernandez inaugurou o marcador após conversão de grande penalidade.

A Roma não se ficou e tentou ir em busca do resultado. Totti foi um inconformado durante os 90 minutos mas seria sempre penalizado por entradas duríssimas por parte dos defensores da Lazio (André Dias; Biava; Scaloni). Aos 16″ seria Juan a ganhar uma bola perdida na área, a atirar ao poste e a bola caprichosamente a sobrar para Borini que não desperdiçou à frente das redes, mesmo com um defensor da Lazio a tirar a bola já dentro da baliza. Estava feito o empate. Entraram Ledesma e Hernanes no jogo. Os dois marcaram o ritmo da Lazio perante uma Roma que estava atrevida. Já na 2ª parte, depois de livre de Ledesma seria Mauri a empurrar a bola para o fundo das redes do rival fazendo o 2-1 final. A Roma ainda tentou tudo o que pode e viu a Lazio ficar também reduzida a 10 depois de expulsão de Lionel Scalloni. No entanto seria em vão: o jogo era da Lazio.

A Lazio mantem-se com esta vitoria dentro da luta pelo título. Os Laziale estão em 3ºs a 3 pontos da Juventus e a 6 pontos do Milan. A Roma está em apuros para conseguir o tão desejado lugar europeu: são 6ºs com menos 5 pontos que o Napoli, sabendo de antemão que o Napoli estava novamente a subir de forma.

Outra especulação que surgiu relativamente à Roma é a possibilidade de Luis Enrique substituir Pep Guardiola no comando técnico do Barcelona no final da temporada.

A jogar com um meio-campo alternativo composto por Sulley Muntari, Massimo Ambrosini, Antonio Nocerino e Urby Emanuelson a 10 (este jogador começou a defesa esquerdo, já jogou muitas partidas no meio-campo e aliás, no Milan até foi contratado para jogar a meio-campo, aparecendo agora como 10) Max Allegri foi à Sicília aproveitar o deslize caseiro da Juventus contra o Chievo no Dell´Alpi para renovar a primeira posição.

Allegri deverá ter ficado contente com o que viu. Vitória tranquila frente a um adversário que nem há um mês atrás foi ao Giuseppe Meazza empatar a 4 bolas contra o rival inter, com um hat-trick fabuloso de Zlatan Ibrahimovic. O Sueco voltou às grandes exibições e já leva 18 golos na Serie A deste ano. Quem também se destacou foi Robinho. O brasileiro tem respirado o seu melhor futebol nesta época.

O golo (parece-me irregular) do médio Paolo De Ceglie não foi suficiente para a Juventus ultrapassar o Chievo (está a fazer uma época muito tranquila sendo 8º classificado com 34 pontos). No entanto, os comandados de Antonio Conte podem-se queixar da falta de sorte provocada pela excelente exibição do guarda-redes do Chievo Stefano Sorrentino. De resto, mais uma grande exibição de Pirlo no meio-campo da Juve. Bom a desarmar e como sempre, cheio de classe a construir e a aparecer no sitio certo para o seu técnico tiro de meia distância.

outros jogos:

Parma 1-2 Napoli: Lavezzi resolveu aos 86″ um caso mal parado para a equipa de Walter Mazzarri. No entanto, em véspera de jogo europeu contra o Chelsea em Stamford, o Napoli está a subir de forma, está a subir na classificação (já ameaça o 4º lugar da udinese e o 3º da Lazio) e tem excelentes perspectivas de terminar a época em altas.

Fiorentina 2-0 Cesena – Balão de oxigénio para a equipa de Délio Rossi. Cavou 6 pontos para a linha-de-água. Dá para descansar e preparar melhor a batalha pela manutenção. O Cesena, último com 16 pontos, está claramente condenado. Já vê a manutenção a 13 pontos quando faltam 12 jornadas para o fim da prova.

Bologna 1-0 Novara – O mesmo do jogo anterior. O Bolonha também afastou-se dos lugares incómodos e o Novara, penúltimo com 17 pontos está cada vez mais condenado à descida à Série B.

Inter 2-2 Catania – Mais um jogo inenarrável da equipa de Ranieri. A Europa está por um fio e o Napoli já vai bem acima com 6 pontos de vantagem. André Villas-Boas pode ser soluções e recentemente, o Inter despertou o interesse pelo avançado internacional Bósnio Edin Dzeko.

Liga Espanhola:

Barcelona de “poucos gastos” antes do embate europeu frente ao Bayer de Leverkusen. 3-1 frente a um paupérrimo Sporting de Gijón, onde actua André Castro. Nem com o Barcelona reduzido a 10 devido à expulsão de Piqué. No fim da partida, Messi elogiou Cristiano Ronaldo afirmando que é o português quem tem feito a diferença de 10 pontos que existe entre catalães e madridistas.

Quem não se poupa é o Real de Mourinho. Mais um recital em Santiago Bernabéu. Desta feita, os espectadores foram os jogadores do Espanyol de Barcelona.
Ronaldo festejou o seu 30º golo na Liga e continua impressionante a marcar e a fazer jogar a equipa.
Sami Khedira marcou o 2º, Kaka o 4º e Gonzalo Higuaín voltou a dizer porque é que o Real não o deve vender, somando mais um bis. Higuaín foi posto na rota do Manchester City em troca com Kun Aguero.

Mourinho afirmou no sábado que acha que o argentino (pela sua garra e pela sua eficácia) é o melhor avançado do mundo e diz que este merece “ficar no real para sempre”, tal e qual como, segundo palavras do português, Esteban Granero.

Já Maradona, sogro de El Kun, afirma que o Real é o clube para qual o genro deveria jogar. Para advogar a sua posição, el Pibe diz que com Aguero, Ronaldo poderia chegar aos 60 golos na Liga visto que o Argentino é muito bom a prender as defesas contrárias. De facto.

Creio que Higuaín não deverá sair do Real. É de facto um killer à moda antiga e as estatísticas provam-no: Higuaín é o jogador que precisa de menos tempo e de menos toques na bola para fazer um golo. Com o Aguero, o Real não ficava a perder é certo: perderia em eficácia, ganharia um enorme desiquilibrador como o é Aguero.

Outros jogos:

Sevilla 1-1 Atlético de Madrid – Empate entre duas equipas que querem um lugar europeu mas que neste momento estão longe dos seus desejos. Sevilla e Atlético empataram no Sanchiz Pizjuán a 2 bolas com golos de dois antigos jogadores de equipas portuguesas: Toto Salvio para os madrilenos aos 9″ e Baba para os Sevilhanos aos 54. Mantem-se ambos na 10ª e 11ª posição com 33 pontos, a 4 de 5º (Athletic de Bilbao) e 6ª (Malaga). Ambos venceram.

José António Reyes voltou ao seu clube de origem e já recebeu rasgados elogios de Joaquin Caparrós que hoje apelidou o antigo jogador de Benfica, Arsenal, Real e Atlético de Madrid como “puro talento” – anotamento meu: um puro talento de preguiça!

Athletic Bilbao 2-0 Real Sociedad – Depois de alguns a jogar a Liga Europa e se o Athletic demonstrasse pretensões à Liga dos Campeões. Tal resultado poderá estar a caminho do país basco. O Athletic está a apenas 1 ponto do Levante e a 6 do 3º que é o Valência. O Levante joga em Málaga para a semana e o Athletic recebe o Osasuna (8º com menos 2 pontos) numa jornada que pode ser de confirmação para alguns ou de reviravolta nos lugares europeus.

Liga Francesa:

Paris St Germain 4-1 Ajaccio – Tarde de glória para os comandados de Carlo Ancelotti. Goleada por 4-1 com Menez, Matuidi, Thiago Motta e Javier Pastore no 11. O argentino haveria de marcar e partir tudo como é seu apanágio. O PSG voltou à liderança depois de ter visto o Montpellier empatar em Dijon. 1 ponto é a vantagem que os parisienses tem sobre a equipa do sul à passagem da 26ª jornada.

Lille 2-2 Auxerre – O campeão em título Lille poderá ter dito adeus ao título com o empate caseiro frente ao “aflito” Auxerre. Eden Hazard pôs o Lille em vantagem com 2 golos. Para os 10 minutos finais estariam guardados os golpes de teatro que iriam dar o pontinho aos homens comandados pelo antigo internacional francês Laurent Fournier com dois golos do lateral Hengbart e do central Ben Sahar. O Auxerre continua abaixo da linha de água, numa clara passagem do 8 ao 80 nesta temporada.

Fora dos lugares europeus continuam Lyon, Marseille e Bordéus. Todos perderam: os primeiros em Nancy por 2-0, os segundos em casa frente ao Toulouse e e os terceiros em casa frente ao Nice. O Lyon é 7º com 40 pontos, o Marseille 8º com 39 e o Bordéus 9º com 36.

Bundesliga:

À 24ª jornada, o cenário não poderia estar tão positivo para o Borussia de Dortmund e para o seu treinador Jurgen Klopp no plano traçado pela equipa para a renovação do título. Vitória por 2-1 em casa frente ao Mainz, com um golo de brilhante do polaco Kuba (tem um nome impressionantemente difícil de escrever) aos 26″. O Mainz ainda reagiu aos 74″ com um golo do internacional egípcio Mohammed Zidan mas aos 77″ seria o internacional Japonês Kagawa a dar a vitória aos homens de Dortmund, que, a esta fase da temporada jogam um futebol muito bonito.

Na Bayer Arena, o Leverkusen estragou os planos ao Bayern. Kiessling e Bellarabi deram o mote com dois fantásticos golos nos minutos finais. Bom prenúncio para um bom jogo em Nou Camp?

Outros jogos:

Freiburg 2-1 Schalke o4 – Quem saiu definitivamente das contas pelo título foi o Schalke. Os homens de Gelsenkirchen foram perder ao terreno do aflito Freiburn por 2-1 e agora estão a 11 pontos da liderança.

Na luta pela UEFA, o 5º (Werder Bremen) perdeu 1-0 contra o Hertha de Berlim no Olypiastadium enquanto o Estugarda (7º) foi golear o Hamburgo por 4-0 fora.

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futeboladas

Já vou um bocado tarde, mas ainda a tempo de fazer um pequeno review das jornadas das principais Ligas Europeias deste fim-de-semana, dos primeiros dois jogos dos oitavos-de-final da Champions (disputados esta noite) e dos primeiros jogos dos 16-avos de final da Liga Europa, onde o Braga, de forma surpreendente, cedeu um desaire caseiro frente ao Besiktas.

Começo pela “excitante” Liga Inglesa:

Tarde de glória para o Manchester United. Aos empurrões, o United lá vai conseguindo levar a água ao seu moínho. Vitória sobre o Liverpool num Old-Trafford cheio em tarde de liderança provisória e com muito sururu à mistura.

Ainda em mente o recente episódio do jogo da primeira volta protagonizado pelo Francês Patrice Evra e pelo Uruguaio Luis Suarez. Relembrando os mais desatentes: o Francês queixou-se no fim do jogo de Anfield que o Uruguaio, numa jogada mais viril que envolveu os dois atletas, apelidou-o de “preto” numa alegada boca que Suarez entendeu como “normal” no calão linguístico utilizado no Uruguai. Força disso, a FA decidiu instaurar um processo de investigação aos jogadores no qual Suarez se recusou a ser ouvido. A FA decidiu punir o extremo com 8 jogos de suspensão interna, mas por agora o caso está em recurso e Suarez tem sido utilizado por Kenny Dalglish.
Parte II em Old-Trafford: na apresentação das equipas, Évra estendeu a mão para cumprimentar o Uruguaio e Suarez deixou-o de mão estendida. Já o capitão dos Red Devils Rio Ferdinand (irmão de Anton Ferdinand que ao que se consta recebeu insultos racistas de John Terry num jogo entre QPR e Chelsea) deixou Suarez de mão estendida.

Apartes dentro de um clássico do futebol inglês. Dentro das 4 linhas, Rooney voltou a provocar estragos inaugurando o marcador para o United aos 47″. Aos 50″, o astro bisou na partida. Paul Scholes voltou a ser titular e tem-se mostrado como fulcral nesta nova empreitada do United. Se havia coisa que o United necessitava era de alguém que arrumasse a casa no meio-campo, algo que só o médio internacional inglês sabe fazer de forma eficaz. Destaque também para a exibição de Antonio Valência, assistente para o 2º golo de Rooney. Do lado do Liverpool, Suarez tentou mostrar mais um pouco da sua música futebolística mas o golo que marcou foi inútil para quebrar o ciclo de vitórias que o United apresenta. Exceptuando o fantástico jogo do passado fim-de-semana contra o Chelsea em Stamford onde o United empatou a 3 bolas, a turma de Sir Alex Ferguson não sabe o que é perder desde dia 31 de Dezembro quando concedeu uma derrota caseira frente ao Blackburn Rovers numa exibição de sonho do internacional Nigeriano Yakubu.

No final da partida, ainda no despique Suarez vs Evra, o que se seguiu foi isto:

Suspensão a Evra? Fica a pergunta no ar…

Continua o calvário de André Villas-Boas no comando do Chelsea na sua época de estreia do clube londrino. O mercado de inverno não reforçou com prendinhas o sapatinho do português e o Chelsea vai de mal a pior. Quem contaria no verão AVB à 25ª jornada a lutar pela Champions lado-a-lado com o experimental Arsenal de Wènger.

Em Goodison Park, mais do mesmo… Desacerto defensivo de David Luiz, Petr Cech com algumas culpas nos golos, Lampard é um jogador fisicamente acabado, o Chelsea sem capacidade para dar a volta a um mau início de jogo, a falhar muitos passes e com poucas ou nenhumas ocasiões de golo durante os 90″.
AVB disse na conferência de imprensa ter sido “o pior jogo da época dos Blues” – resta-nos saber a apreciação de AVB sobre muitas partidas dos seus jogadores…

Do lado do Everton, a capitalização de um mau momento dos Blues que já na semana anterior tinham permitido um empate ao United após larga vantagem. Tim Cahill e Marouane Fellaini estiveram on-fire. O Belga esteve exímio a secar o meio-campo do Chelsea e faz-me perguntar o que é que tem feito estes anos todos numa equipa sem grandes objectivos, como é de facto o Everton.

White Hart Lane continua com o sonho do título vivo. 5-0 num autêntico baile de futebol. O Tottenham continua a desperdiçar pontos onde não os devia desperdiçar como foi o caso do jogo de Liverpool.

Tudo bem feitinho, vantagem confortável muito cedo no jogo. Até deu para o novo reforço Louis Saha dar o jeito ao pé, 11 dias depois da sua chegada a Londres. Redknapp está nas suas 7 quintas: o plantel responde aos estímulos provocados pelo objectivo do título, o Tottenham assiste aos rivais de Manchester a ter que jogar na UEFA e no campeonato em simultâneo, Saha enquadrou na mouche com Adebayor e Eden Hazard, segundo imprensa inglesa, estará a caminho para tornar mais forte o plantel dos Spurs… As próximas jornadas serão cruciais para a equipa de Londres… Mal o menos, a Liga dos Campeões parece estar garantida.

Outros jogos:

Bolton 1-2 Wigan – Em jogo de aflitos, o Wigan bateu o Bolton. Mesmo assim, as duas equipas estão em sarilhos…

Aston Villa 0-1 Manchester City – A coisa não está famosa entre os comandados de Mancini. Tanta luxúria não vence títulos sozinha. Tevez está perdoado e voltou a ser recrutado. O City parece em clara perda de forma.

Sunderland 1-2 Arsenal – Wènger no seu melhor. Há poucos meses atrás duvidava-se da capacidade destes miúdos comandados pelo francês chegarem inclusive a sonhar pela Europa. A Liga dos Campeões da próxima época seria um dado assente caso o campeonato terminasse por aqui. Amanhã há jogo contra o Milan. Brilharete? É possível.

Blackburn 3-2 QPR – Mais um duelo de aflitos. O Blackburn venceu com Yakubu novamente em destaque. 13º do Nigeriano nesta edição da Premier. No entanto, os 21 pontos alcançados apenas garantem o primeiro lugar acima da linha de água. O QPR está logo acima com os mesmos pontos. Se olharmos para a linha de água da liga, QPR, Blackburn, Wolverhampton (despediu ontem o irlandês Mick McCarthy) Bolton e Wigan irão suar sangue para se manterem no principal escalão. Mais acima, Villa, Stoke, Swansea, Fulham e West Bromwich respiram mais tranquilamente mas duas ou três jornadas poderá colocá-los no estatuto de aflitos…

Na Liga Espanhola:

Se os 7 pontos de distância em relação ao Real já davam suspeitas de game-over na La Liga para o Barça, a derrota em Pamplona abriu cenário de catástrofe para os comandados de Guardiola, que, mesmo perante os 10 pontos de diferença dos rivais desdramatizou a situação com um recado interno de confiança no título espanhol: “estamos em situação limite na Liga” – tolerância 0 para os catalães a partir desta jornada…

Em Pamplona, tudo começou a correr mal aos catalães. Os Navarros começaram com dois golpes de teatro do internacional Sérvio Dejan Lekic de que decerto nem Guardiola nem os seus comandados esperavam… O avançado sérvio fez o que quis de Puyol no lance do primeiro golo e no segundo, numa situação algo apática dos centrais do Barça facturou o segundo.
Em plena segunda parte Alexis fez o 1-2 mas rapidamente Raúl Garcia pôs uma pedra na ambição catalã com o 3-1. O jovem canterista Tello assinaria o 2-3 numa excelente jogada individual.

O Osasuna está a lutar pelos lugares europeus.

Novo estado de graça em Madrid. Depois das polémicas levantadas pela imprensa aquando da semana que intermediou os dois jogos contra o Barcelona para a Taça do Rei envolvendo Mourinho e alguns dos seus atletas, o clube nunca teve tantas condições para carimbar um título espanhol.

A jogar em casa contra um Super-Levante (está em 4º e se o campeonato terminasse agora conseguiria um excelente lugar no playoff de acesso à Champions) o Real deu uma enorme lição de futebol à equipa da Comunidade Valenciana.

A coisa até começou mal para os comandados de Mourinho com uma falha de marcações aos 5″ que dava o primeiro golo ao médio argentino Gustavo Cabral. A partir daí, vingou novamente o furacão Ronaldo! O 3º golo é daqueles misseis que já não víamos fazem muitos jogos nas actuações do extremo português…

O Valência, mal ou bem, longe ou perto da frente, vai fazendo o que lhe compete. Neste fim-de-semana, a turma valenciana deu 4 no Mestalla ao Sporting de Gijón. O Gijón tem a sua situação muito complicada na tabela, visto que já se encontra a 6 pontos da linha de água.

O 1º golo, apontado por Sofiane Feghouli é uma obra de arte. Tanto a jogada como a espantosa finalização do médio franco-argelino. O 2º golo, apontado pelo mesmo jogador, apesar de todas as tabelinhas e da sorte do próprio golo é mais uma prova que o Valência está a jogar um futebol lindo. Jonas completou o ramalhete do Gijón.

Outras partidas:

Racing de Santander 0 vs 0 Atlético de Madrid – Com Simeone ao leme, o Atlético tem vindo a subir nas últimas semanas. Apesar do empate em Santander, o Atlético está em posição europeia e ameaça o quarto lugar do Levante. Chegar à Champions seria um mau menor para Enrique Cerezo depois do investimento claro que fez na sua equipa.

Liga Italiana:

Em Udine, o Milan estava praticamente obrigado a vencer a Udinese antes da 1ª mão dos oitavos-de-final da champions, amanhã contra o Arsenal. Isto porque o Milan partia para o jogo da 23ª jornada no 2º posto com 44, tendo a Udinese atrás com 41. Depois, claro está, a Juventus com 45 tinha jogo em Parma (só se irá realizar amanhã devido à falta de condições climatéricas) e a Lazio, que venceu em casa o Cesena por 3-2 colocou-se aos da frente com 42 pontos.

Com jogadores como El-Sharaawy, Mesbah no onze e Maxi Lopez (sim, Maxi Lopez, jogador emprestado na reabertura do mercado pelo catania!!) a entrar na 2ª parte, o Milan de Allegri conseguiu uma enorme “remontada” no resultado. O jogo abriu com um golo de DiNatale (para variar!!). No entanto, os três jogadores acima citados haveriam de fazer estragos na primeira parte: primeiro Maxi Lopez a fazer o empate e o seu primeiro golo com a camisola do Milan e depois Mesbah a assistir El-Shaarawy para o golo da vitória dos Milaneses que assim subiram à condição de líderes na série A.

Massimo Moratti deverá ser por esta hora um homem taciturno. Os adeptos do Inter deverão ter semeado um ódio ao Novara.

Começo pelo presidente do histórico símbolo da cidade de Milão: Muda-se o treinador mas os gaps de resultados que a equipa apresenta, bem como o futebol praticado dentro das 4 linhas continuam a ser lastimáveis… Moratti está mais cada vez mais apreensivo no futebol a dar ao seu Inter. Depois do efeito dominó “Mourinho” equacionam-se várias hipóteses em Milão que passam obviamente pelo desmantelamento desta equipa. De Manchester surgem novamente os rumores que o United está disposto a pagar a clásula de rescisão do guilty-pleasure de longa data de Sir. Ferguson: o Holandês Wesley Sneijder. Se Sneijder sair para Manchester, dado que cada vez mais passa de um plano hipotético a um plano real, outros jogadores também poderão querer forçar a porta da saída…

Onde é que o Novara entra nesta história? Foi em Novara que terminou o ciclo experimental do Inter com Gianpiero Gasperini e começou o ciclo interino de Claudio Ranieri. Se Gasperini saiu vergado de Novara, a modesta equipa de Emiliano Mondico, que diga-se a bem da verdade “está mais para a 2ª liga” do que para a manutenção (está em último com 16 pontos) veio a Giuseppe Meazza repetir a gracinha.

Com Ranieri, o Inter conseguiu recuperar algum do gap pontual que tinha para os da frente. Quando a coisa começou a encarreirar e se começou a hipotetizar que o Inter teria algumas probabilidades de se colar aos da frente, Miccoli desfez os sonhos interistas com um fabuloso Hat-trick em Milão e o Novara acabou com qualquer sonho que ainda restasse. Resta apenas fazer a melhor figura na liga dos campeões, visto que o Inter muito dificilmente conseguirá mais do que um lugar na Liga Europa da próxima época.

O Inter fez o que podia para evitar a derrota. No entanto, lá na frente nem com Pazzini, Forlan e Milito em simultâneo se conseguiu mais do que a derrota. Andrea Caracciolo fica como o herói da partida para o Novara, aproveitando uma das poucas investidas da sua equipa na área do Inter.

Outros jogos:

Lazio 3-2 Cesena – A Lazio de Edy Reja lá anda nos píncaros. Às vezes sem se saber como. Contra o Cesena, dois históricos da Liga (Mutu e Iaquinta) deram vantagem ao seu clube na partida. Na 2ª parte, os laziale conseguiram virar o resultado em 10 minutos por intermédio de Hernanes, Lulic e Kozak. O Cesena está em maus lençois…

Napoli 2-0 Chievo – Golos de Britos e Cavani deram nova alma ao Napoli na luta pela europa. Hamsik e Cavani tem descido de rendimento. Seria difícil manter o mesmo rendimento quando ao lado se têm propostas mais tentadoras…

Siena 1-0 Roma – Luis Enrique deu mais um tiro na sorte em Siena. Tirar Totti aos 59″ quando este era o motor da equipa para colocar Osvaldo não deu bom resultado nem emendou o que Calaió descompôs aos 51. A UEFA não está longe; os romanos é que não conseguem capitalizar deslizes adversários…

Liga dos Campeões:

Boa resposta ao desaire de Pamplona no Bay Arena em Leverkusen. Passagem para os quartos-de-final garantida sem problemas de maior. O Leverkusen ainda ameaçou querer mais do que o empate com o golo de Kadlek, mas rapidamente o Barça impôs a sua ordem natural. Aplausos para o crescente instinto de Alexis.

Nada mudou de Dezembro para ontem. O APOEL continua a ser aquela equipa de baixo rendimento que incomoda as grandes do futebol europeu. Lacazette brilhou com a ligeira ajundinha do defesa cipriota. O Lyon venceu mas a elimiantória poderá ter outros contornos em Nicósia não fosse o APOEL capaz de surpreender como já surpreendeu frente a Zenit e Porto.

Liga Europa:

Balde de água fria no Axa com sabor lusitano. O Braga está praticamente fora da Liga Europa e para isso muito contribuíram Manuel Fernandes e Simão numa equipa semi-portuguesa orientada por Carvalhal. Quim ficou muito mal na fotografia o primeiro golo dos turcos em Braga.

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futeboladas

Depois de algum tempo de ausência desta rubrica neste espaço, volto a fazer uma breve análise a alguns jogos do fim-de-semana e a algumas equipas dos principais campeonatos futebolísticos europeus, começando pela Premier League:

Big Sunday na Premier League. Num curto espaço de 3 horas, 3 jogos importantíssimos entre equipas que lutam pelo título: Manchester City vs Tottenham no City of Manchester e Arsenal vs Manchester United no Emirates, tendo as equipas de Manchester vencido os jogos e os citizens reforçado a liderança na tabela classificativa.

Começando pelo primeiro jogo.

A imagem acima postada está a gerar polémica em Inglaterra. Nos minutos finais do jogo contra o Tottenham, Mario Balotelli pisou deliberadamente a cabeça de Scott Parker, abrindo uma ferida no internacional inglês. O árbitro da partida decidiu não intervir disciplinarmente. Minutos mais tarde, seria Balotelli a cair na área do Tottenham derrubado por Ledley King e a converter a respectiva grande penalidade que deu a vitória aos homens de Roberto Mancini.

Vamos ao jogo em si.

Manchester City e Tottenham chegam ao City de Manchester bem próximos na tabela classificativa. O City em primeiro, o Tottenham a 5 pontos. Duas equipas fenomenais, a praticar dois modelos de jogo bem distintos mas bonitos e duas equipas que poucas derrotas concederam esta época (o City tinha 2, o Tottenham no fim do jogo passou a somar 4, sendo que esta foi a 2ª derrota em 19 partidas).

Depois de uma primeira parte um pouco mal jogada, onde as equipas guardaram um respeito mútuo entre si, a 2ª parte prometeu um dos melhores momentos da Premier League deste ano com 4 golos em 8 minutos: primeiro os Citizens com dois golos sem resposta (Aguero e Lescott), depois os Spurs com dois golos de rajada para empatar a partida (um de Jermaine Defoe num lance em que o central Sérvio Savic cometeu uma enorme gaffe e outro do brilhante Gareth Bale).

De seguida, acontece o tal lance em que Balotelli deveria ter sido expulso. E espero bem que a FA veja as imagens televisivas e decida castigar o italiano por alguns jogos. Nos minutos finais, o Tottenham voltou-se a queixar da falta de sorte, que por exemplo já tinha feito com que a equipa não vencesse o jogo com o Chelsea em casa em Dezembro e se tivesse deixado empatar nos últimos minutos das partidas contra Swansea e West Bromwich Albion: num 2 para 1, Gareth Bale galgou pela esquerda, entrou na área e ofereceu o golo a um Jermaine Defoe que chegou atrasado à boca da baliza para emendar e acabou por atirar centimetros ao lado da baliza de Joe Hart. Como quem não marca sofre e que não é expulso aparece, Balotelli haveria de sofrer uma grande penalidade justa após tesoura de King na área e como tal, haveria de colocar o resultado final em 3-2 para a sua equipa.

O City aumentou a vantagem para os Spurs para 8 pontos. A equipa de Harry Redknapp voltou a mostrar o porquê de estar este ano a lutar pelo título de Inglaterra e actuou de forma muito personalizada e atrevida na casa do City. Mais um deslize nas próximas jornadas poderá significar o fim da Linha para os Spurs nesta aventura.

Na 1ª volta, lá para os finais de Agosto falávamos sobre a derrota do Arsenal em Old-Trafford por escandalosos 8-2.

Alguns meses passaram. O Manchester United de Sir. Alex Ferguson não conseguiu ultrapassar algumas lacunas evidenciadas em certas posições específicas da equipa, o Manchester está a fazer um bom pecúlio interno mas a época já ficou manchada pela eliminação precoce do finalista da época passada da Liga dos Campeões da prova. A equipa provou com o decorrer da época que não era a máquina de fazer golos que toda a gente pensava no início da mesma e provou ter debilidades normais da adaptação a um novo ciclo que se vira com saídas e entradas de jogadores.

Ferguson chegou ao ponto de convencer o regresso de Paul Scholes ao activos 6 meses após o internacional inglês ter decidido pendurar as botas, pedido que foi aceite pelo jogador e que já está a dar frutos na equipa de Manchester.

Já o Arsenal de Wenger começou mal, mas lentamento Wenger conseguiu alinhar os peões de forma a salvar o mau início de época. O Arsenal ainda não tem uma equipa formatada ao estilo do técnico francês mas este começa a ter bastante matéria prima de qualidade para voltar a lutar pelo título nas próximas épocas. Os exemplos disso são Ramsey, Wilshere, Coquelin, Oxlade-Chamberlain, Frimpong, Ignasi Miquel, Per Mertesacker, Thomas Vermaelen, Alex Song, Theo Walcott, Park-Chu Young, entre outros…

Do jogo de ontem duas notas: a preponderância de Ryan Giggs na equipa de Manchester e a fantástica assistência para o primeiro golo de António Valência e do outro lado, a assistência de Oxlade-Chamberlain para Robin Van Persie no golo do “empate” do Arsenal.

O United continua a peugada pelo título enquanto o Arsenal não conseguiu sair da 5ª posição.

Outras partidas:

Norwich 0-0 Chelsea – Mais um jogo horrível da equipa de Villas-Boas, mais um jogo em que Fernando Torres ficou em branco. Os Blues não conseguiram aproveitar da melhor maneira o deslize do Tottenham e continuam longe dos lugares cimeiros.

Fulham 5-2 Newcastle – Vale a pena ver os resumos pelo hat-trick de Clint Dempsey. O Norte-Americano está finalmente a confirmar os créditos com os quais vinha referenciado dos Estados Unidos e está a fazer a melhor época na Premier desde que chegou ao Fulham em 2006 vindo do New England Revolution. Contra o Newcastle, 3 golos na 2ª parte ajudaram à goleada contra os Magpies, que, apesar do bom arranque de campeonato estão em queda livre desde Dezembro. Ocupam neste momento a 6ª posição mas rapidamente poderão ser ultrapassados pelo Liverpool, que esta jornada também perdeu em Bolton por 3-1. A equipa de Bolton com 2 vitórias e 1 empate nos últimos 5 jogos já conseguiu sair dos lugares de linha-de-água.

Passando para Itália:

A Juventus tornou-se campeã de inverno da Liga Italiana. No final da 1ª volta os homens de Turim lideram com 41 pontos contra os 40 de Milan e 38 da Udinese.

Ontem no Atleti Azurri D´Italia em Bergamo, a Juve despachou a Atalanta por 2-0 com golos de Lichsteiner e do reforço (contratado no verão ao Empoli) Emmanuele Giacherini. Do pouco que vi do jogo, Arturo Vidal estava a fazer um grande jogo e os avançados da Juve (Matri e Vucinic) tiveram uma noite desinpirada. Só Matria à sua conta teve 4 ou 5 grandes perdidas. No entanto, Antonio Conte está de parabéns por ter trazido a Juve novamente ao topo do futebol italiano e por colocar a equipa a jogar um futebol de ataque muito agradável, flanqueado e rápido.

Ibrahimovic (2) e Robinho despacharam a dificuldade Novara e fizeram o Milan recuperar bem do desaire do fim-de-semana passado no derby milanês frente ao Inter. Relembro que nas primeiras do campeonato, o Novara tinha batido em casa o Inter por categóricos 3-1.

Mesmo com Kevin-Prince Boateng lesionado, reparem na assistência maravilhosa que Ambrosini fez para o Sueco no 1º golo do Milan. Quem diria que o caceteiro Ambrosini, depois de velho dava para isto?
O 2º golo, apesar de não ser vistoso revela um facto curioso: os 3 intervenientes na jogada tem sido preponderantes para a carreira do Milan esta época. Robinho porque a sua forma está claramente a subir, Nocerino e El Sharawy porque tem aproveitado todos os minutos de jogo que lhes são dados por Max Allegri.

Outros jogos:

Inter 2-1 Lazio – Ranieri está a repetir a dose no Inter daquilo que já tinha feito na Roma na época 2009\2010, quando pegou no comando técnico dos Romanos sucedendo na altura a Luciano Spalletti. Na altura, o treinador pegou numa equipa completamente devastada por um horroroso início de época e conseguiu levá-la a um fantástico 2º lugar, lutando taco-a-taco contra o Inter de Mourinho que se iria sagrar campeão italiano e campeão europeu nessa época.

O mesmo acontece esta época. Ranieri pegou na equipa à 4ª jornada depois do despedimento de Gasperini. Se o Inter à 4ª jornada apenas somava 1 ponto, Ranieri conseguiu somar 34 em 16 jornadas, graças a 9 vitórias, 5 empates e 2 derrotas.
Nas últimas duas jornadas, o Inter bateu o rival Milan para o campeonato e este fim-de-semana bateu a Lazio por 2-1 em San Siro com golos de Milito e Pazzini aos 44″ e 63″ respectivamente depois da Lazio ter inaugurado o marcador aos 30″ por intermédio do veteraníssimo Tommaso Rochi. O Inter ultrapassou a Lazio no 5º lugar. A Lazio tem vindo a perder muito gás nas últimas jornadas, depois de já ter ocupado a 1ª posição do campeonato em conjunto com Udinese e Juventus na 1ª volta.

Siena 1-1 Napoli – A perder o gás nas últimas jornadas também está o Napoli. Apenas uma vitória nas últimas 4 jornadas, colocam a turma Napolitana fora dos lugares europeus.

Roma 5-1 Cesena – A morder os lugares europeus está a Roma. Goleada no Olimpico por 5-1 contra o modesto Cesena (18º do campeonato com 15 pontos) com golos de Totti (2) Juan, Borini e Pjanic. Luis Enrique está lentamente a chegar aos lugares europeus e esta Roma caso embale pode não se ficar por aqui.

Totti está novamente em altas. O seleccionador Cesare Prandelli admitiu publicamente que poderá voltar a convocar o histórico capitão romano para o Euro 2012. Totti não veste a camisola da Squadra Azzurra desde o Mundial de 2006.

Liga Espanhola:

Na luta pelo primeiro lugar em Espanha, o Real Madrid goleou o Athletic de Bilbao no Bernabéu por 4-1. No entanto nem a vitória (gorda) foi obtida de forma linear, nem o resultado expressivo amainou alguns problemas internos que poderão ter emergido depois da derrota a meio da semana contra o Barcelona como o caso de Pepe e como o “bate-boca” mais azeda entre Mourinho e a dupla Sérgio Ramos\Casillas no treino de sexta-feira que a Marca noticiou hoje.

Já em Maiorca, o Real tinha sentido dificuldades e tinha começado a partida a perder. O mesmo aconteceu ontem frente aos bascos do Athletic quando Llorente inaugurou o marcador aos 13″. Depois, Marcelo, Cristiano Ronaldo (2) e Callejón marcaram os 4 golos da equipa de Mourinho que continua em primeiro lugar na Liga.

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futeboladas

Premier League:

United, Chelsea e Arsenal foram os grandes vencedores da jornada. Se a turma de Wenger venceu o Everton no Emirates por 1-0 com mais um golo de Robin Van Persie e re-entrou na luta pelo título (dista 9 pontos para o City), a equipa comandada por Sir. Alex Ferguson recuperou muito bem da eliminação precoce da Liga dos Campeões com uma goleada caseira contra o Wolverhampton de Mick McCarthy. Nani e Rooney partiram a defesa dos Wolves e puseram o United com o City à vista.

O Tottenham tinha uma oportunidade de ouro (dado o confronto entre Chelsea e City) para reduzir a diferença para o primeiro da tabela ou para ganhar pontos aos Blues na consolidação de um lugar que lhe garanta o apuramento para a Liga dos Campeões da próxima época. Os Spurs voltaram a denotar alguns dos problemas que tem sido vistos nas últimas épocas: fazem excelentes jogos contra as equipas grandes e até conseguem vencer, mas, perdem demasiados pontos em campos onde nunca os deveriam perder. Não querendo diminuir de forma alguma o potencial do Stoke e a carga mítica que o Britannia Row representa para o clube (o Stoke em casa tem 8 vitorias, 4 empates e 3 derrotas em todas as competições) o Tottenham teve tudo para vencer esta partida.

A primeira parte foi lastimável para a equipa orientada por Harry Redknapp. Pode-se efectivamente dizer que os Spurs deram 45 minutos de avanço à equipa de Tony Pulis, materializados com dois golos de Matthew Etherington. Na 2ª parte, a equipa londrina acordou tarde e ainda conseguiu reduzir por intermédio de um penalty convertido pelo Togolês Emmanuel Adebayor depois de uma falta sofrida pelo Croata Luka Modric. Até ao final, seria um autêntico massacre dos Spurs que a bom da verdade deveria ter dado em vitória. Pelo meio, e como as más arbitragens não se verificam apenas em Portugal, a grande estrela da partida haveria de ser o árbitro internacional da FIFA Chris Foy ao não assinalar duas grandes penalidades a favor do Tottenham por braço na bola por parte de defesas do Stoke e um golo mal anulado a Adebayor.

A derrota do Tottenham ameniza-se com a derrota do City mas, os Spurs foram ultrapassados na tabela pelo Chelsea e viram aumentar a distãncia para o Manchester United.

Clássico escaldante no Stamford Bridge. André Villas-Boas conseguiu minorar alguns dos prejuízos pontuais em relação ao City com uma vitória justíssima frente ao City de Mancini. Lampard voltou fazer uma exibição ao nível dos seus melhores anos, e para mim foi uma das figuras do jogo em conjunto com Didier Drogba e Daniel Sturridge. Num cenário de eventual renovação de plantel em Janeiro, o internacional inglês está a aproveitar todas as oportunidades que AVB lhe tem garantido e o costa-marfinense surge rejuvenescido nos últimos jogos.

Tudo isto no dia em que Nicolas Anelka assinou com o Shanghai Shenshuan da Liga Chinesa a troco de 7,5 milhões de euros para os cofres londrinos e num momento em que a imprensa britânica avança que o próximo que poderá embarcar para uma aventura chinesa poderá ser Didier Drogba. Outras notícias tem afirmado que Roman Abrahamovic e André Villas-Boas acordaram em renovar o plantel dos blues no mercado de inverno, podendo adicionar jogadores como João Moutinho, Álvaro Pereira, Edinson Cavani, Marek Hamsik ou Loic Remy através da venda de activos do actual plantel (Didier Drogba, Florent Malouda, John Obi Mikel, Fernando Torres e David Luiz) ou da dispensa de outros para fins de alívio da folha salarial dos blues (Lampard e Michael Essien).

Exceptuando o jogo contra o United, o City de Mancini continua a demonstrar alguma fragilidade nos jogos a doer. Mario Balotelli inaugurou o marcador aos 2″ e Meireles empatou num daqueles golos “à Meireles” aos 34. Na 2ª parte, perante o maior esforço dos blues, Joleon Lescott foi demasiado infantil e deu a vitória de mão beijada aos londrinos.

La Liga:

Em Sevilla, o Valência não aproveitou o deslize do Real Madrid no super clássico, perdendo por 2-1 contra o Bétis. Ironicamente, todos os Portugueses que actuam nestas duas equipas estão castigados: Miguel e Ricardo Costa voltaram a não ser convocados no Valência por problemas disciplinares sobre alçada de Unai Emery; Nélson também não foi convocado no Bétis devido a castigo interno motivado por alegados comentários que o Português terá tecido aos seus antigos colegas no Osasuna acerca da táctica usada pela sua equipa no jogo que opôs as duas equipas.

O Valência continua a 7 pontos da liderança, partilhada por Barça e Real com 37 pontos (os merengues tem menos um jogo).

Vida complicada para o Zaragoza de Roberto, Hélder Postiga e Ruben Micael. Mais uma derrota caseira, desta feita contra o Mallorca por 1-0. A equipa de Javier Aguirre continua na última posição do campeonato e o mexicano começa a ter o lugar em risco.

O Corneliá-El Prat engalanou-se para ver o Espanyol dar uma lição de futebol no Atlético de Madrid. Em 20 minutos, a equipa comandada pelo argentino Maurício Pocchettino e com o Português Rui Fonte como titular, conseguiu chegar a uma vantagem de 3-0 com golos de Juan Verdú (2) e Romaric. O primeiro golo, autoria do médio ofensivo espanhol causa-me alguma estranheza pelo efeito. Fica a dúvida se a bola vai com efeito ou se o guarda-redes Belga Thibault Courtois foi realmente mal batido.

Falcao ainda reduziu aos 32″ para os madrilenos num daqueles golos à Falcao. Confesso que me mete muita pena ver o colombiano nesta equipa. Não que o Atlético não tenha bons jogadores porque os tem, mas pela qualidade que o internacional Colombiano tem e pela falta de ambição e qualidade que é demonstrada pelo treinador Gregório Manzano.

Outra das debilidades que tenho denotado neste Atlético prende-se pela enorme agressividade que a equipa coloca defensivamente. De todos os jogos que vi do Atlético, esta equipa consegue ser de extremos ao ponto de dar cacete como se não houvesse amanhã e depois sofrer golos da forma mais patética possível.

Na 2ª parte, Sérgio Garcia para o Espanyol e Arda Turan para o Atlético puseram o resultado final em 4-2. O Atlético continua no modesto 10º lugar com 19 pontos enquanto o Espanyol assume-se novamente como candidato às provas da UEFA. A equipa de Barcelona ocupa a 8ª posição com 20 pontos.

Serie A

Jogo emocionante em Roma para fechar a 12ª jornada. Jogo de parada e resposta entre duas equipas com objectivos distintos: a Juventus tentava voltar ao 1º lugar do campeonato depois da vitória da Udinese enquanto a Roma precisava urgentemente de vencer a Juventus para voltar a entrar na luta pelo scudetto. Com o empate, a Roma de Luis Enrique fica mais longe desse objectivo e o actual 9º lugar com 18 pontos também não se constitui como uma boa plataforma para se lançar um ataque aos lugares europeus, principalmente a um lugar que garanta a Champions na próxima temporada.

António Conte, treinador da Juve, optou por lançar nesta partida jogadores como os Chilenos Estigarribia e Arturo Vidal e prescindiu de outros como Quagliarella e Eljero Elia (entraram na 2ª parte) e Alessandro Del Piero (não saiu do banco). Não se deu bem nem mal com a estratégia mais defensiva que adoptou. Danielle Di Rossi haveria de inaugurar o marcador aos 6″ e Giorgio Chiellini haveria de empatar a partida aos 61″ numa partida onde os dois guarda-redes (Stekelenburg e Buffon) tiveram alguns momentos para brilhar.

O Inter de Ranieri deu um pontapé no insucesso interno. Giampaolo Pazzini e Yuto Nagatomo foram os autores dos golos frente à Fiorentina no Meazza.

O Inter ascendeu à 11ª posição da tabela com 17 pontos; a Fiorentina continua no 15º lugar com 16 pontos e dado o insucesso da equipa nestas últimas duas temporadas e a não participação do clube nas competições europeias desta temporada, Delio Rossi pode perder jogadores em janeiro como Stevan Jovetic, Juan Vargas, Adem Ljajic, Ricardo Montolivo (fala-se do interesse do Chelsea e a Fiorentina poderá ter que o libertar dado que o médio só tem contrato até Junho de 2012) ou Alberto Gilardino, jogador que está a ser associado nos últimos dias ao Inter.

No Renato Dall´Ara o Bolonha complicou ainda mais a vida ao Milan que também aspirava ao 1º lugar da tabela. O empate sofrido dos milaneses comprometeu essa ambição.

Francesco Guidolin é a esta altura um treinador realizado. A sua Udinese ultrapassou a saída de Alexis Sanchez para o Barcelona e ao contrário do que muitos previam continua a ser a equipa sensação do campeonato italiano. Muito às custas do “eterno” Antonio DiNatale, jogador que aos 34 anos continua a marcar golos como ninguém e pode-se preparar para vencer mais uma vez o prémio de melhor marcador da Serie A.

Neste fim-de-semana a vítima foi o Chievo Verona, equipa que até tem estado a fazer um campeonato regular, com golos do internacional italiano e do Sérvio Dusan Basta. Alberto Palloschi reduziu para a equipa de Verona.

A Udinese lidera em conjunto com a Juventus.

Quem também aproveitou o resultado de ontem da Juve foi a Lazio. Os Romanos, na jornada que antecede a recepção de amanhã ao Sporting para a Liga Europa (jogo importante para a manutenção dos Romanos na prova) bateram o Lecce por 2-3 e voltaram a confirmar que equipa que não joga nada mas tem Miroslav Klose arrisca-se a ganhar qualquer coisita. Continuo a não crer que a Lazio consiga ir para o scudetto, mas arrisca-se seriamente a conseguir a Champions para a próxima época.

O Alemão marcou o 8º golo na Serie A.

Bundesliga

Tarde de festa no Weserstadium em Bremen com a vitória da equipa local por 4-1 frente ao Wolfsburg de Magath. A equipa da casa aproximou-se dos primeiros lugares e conseguiu reduzir a diferença para o 2º (Dortmund) e para o 4º (Borussia de Moenchagladbach) que perderam pontos esta jornada.

A equipa de Magath continua em lugares perigosos.

Em grande forma está Lukas Podolski. O internacional alemão já leva 13 golos nesta bundesliga e torna-se assim mais uma opção para Joachim Low para o Europeu e um alvo apetecível para os grandes clubes europeus dado que para além dos seus tenros 26 anos, também poderá ser inscrito nas competições europeias.
Podolski marcou 2 dos 4 golos da vitória do Colónia de Petit contra o Freiburg.

E Podolski não é o melhor marcador da Liga Alemã porque há um Mario Gomez fora-de-série nesta época. O Sr. Mannschaft voltou a decidir para o Bayern com 2 remates certeiros em resposta ao golo madrugador de Gentner para o Estugarda logo aos 6″ da partida. Dois golos à ponta de lança que perfizeram o número 15 na conta pessoal do titular da selecção alemã.

O Bayern aproveitou para cimentar em 3 pontos a diferença para Dortmund (empatou em casa contra o Kaiserslautern num jogo em que Jurgen Klopp apenas colocou Gotze e Perisic na 2ª parte) e para o Schalke que com a vitória em Berlim frente ao Hertha por 2-1 se colou na 2ª posição do campeonato.

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futeboladas (tardio)

Depois de tanta agitação pelas academias, cumpre-me fazer um “revisiting” rápido pelo que se anda a passar pelo futebol lá fora.

Tinha programado meter uns videos com uns resumos, mas como o tempo é escasso fico-me apenas pelos comentários:

1. Desde que acompanho a sério a Premier League (desde meados da década de 90) nunca vi uma Liga Inglesa tão desiquilibrada. Não é seu apanágio.

À 12ª jornada, com o número 12 a marcar (12 pontos é a diferença de Chelsea, Liverpool e Arsenal em relação ao Manchester City) estas três equipas estão para mim, no limite do erro. 12 são muitos pontos para recuperar perante um City que está sem dúvida fortíssimo (11 vitórias e 1 empate; um impressionante, repito, impressionante goal average de 42\11; o City arrisca-se a acabar o campeonato com mais de 120 golos se a média não destoar; impressionante também é o goal-average destas 3 equipas: Chelsea 25\17; Liverpool 16\11 – 16\11 é muito pouco para o poderio atacante que a equipa de Kenny Dalglish tem; Arsenal míseros 25\22 onde nem a entrada de Mertesacker para o centro da defesa dos Gunners alivia o mau desempenho defensivo da turma de Wenger).

O que me causa mais espécie é que estas 3 equipas, com o potencial que tem os seus planteis (excepção feita obviamente ao Arsenal, que devido às saídas de Fabrègas e Nasri e às muitas entradas que teve esta época, tem por missão criar uma equipa que seja competitiva para a próxima época) não estão a conseguir dar a volta por cima, e arriscam perder lugares na Champions e até na Liga Europa para os impressionantes Newcastle e Tottenham, que este ano (o Tottenham novamente) voltaram a sedimentar possibilidades de interferir na chamada “luta dos grandes”

André Villas-Boas, tem pela primeira vez uma dura missão na sua carreira: fazer encarreirar os Blues! Não me venham com o argumento que Roman Abrahamovic não abriu os cordões à bolsa! Roman Abrahamovic simplesmente não quis abrir os cordões à bolsa em relação aos targets pretendidos pelo seu novo treinador, casos de Álvaro Pereira, João Moutinho e Hulk. Se de facto existiram clubes gastadores neste ano, um dos clubes foi o Chelsea: 9 milhões de euros por Thibaut Courtois (guarda-redes que foi emprestado ao Atlético de Madrid) 25 milhões por David Luiz em Janeiro ao Benfica, Oriol Romeu ao Barcelona por 6 milhões de euros, Raul Meireles por 14 milhões ao Liverpool, Fernando Torres por 60 milhões ao Liverpool em Janeiro, Juan Mata por 35 milhões ao Valência e Romelu Lukaku ao Anderlecht por 21 milhões de euros. Fazendo as contas, o saldo de transferências no ano civil do Chelsea foi de 170 milhões de euros.

A questão que se põe é que André Villas-Boas para singrar no Chelsea terá obviamente que ir construíndo uma nova década no clube londrino. Como afiancei no Preview da Premier que escrevi neste blog em Agosto (ver histórico no fim de página em relação a esse mês) a equipa do Chelsea é maioritariamente constituída por jogadores de carreiras acabadas e consequentemente por jogadores cujo auge já passou, problemática que obviamente causa algum comodismo no seio do plantel. Falo de John Terry, de Alex, de Michael Essien, Frank Lampard, Florian Malouda, Didier Drogba, Nicolas Anelka e do inevitável John Obi Mikel, que apesar de ser um jogador que aprecio bastante a qualidade de passe, nunca mostrou grande coisa para envergar a camisola do Chelsea.

O Manchester City, por outro lado, voltou a investir forte e está a colher os lucros desse investimento. Com a ajuda de grandes níveis exibicionais de jogadores como Balotteli, David Silva, Kun Aguero, Vincent Kompany, Joleon Lescott, Samir Nasri, James Milner, Yaya Touré e Dzeko, e todo o talento que lhes está agregado, o City de Mancini começa a agradar às pretensões dos seus proprietários e, arrisca-se a levar a Premier League para casa esta época e a lançar-se muito bem na grande roda da Europa para as próximas épocas.

A farturinha é tanta que Mancini nem se importa muito com o birrento Carlitos Tevez, que depois da polémica causada no jogo contra o Bayern foi amuado para a Argentina levando o treinador italiano a negar-lhe a eventual possibilidade de voltar a vestir a camisola do clube. Tevez será um reforço de peso para qualquer clube europeu e é inegável que Real Madrid, PSG, Málaga, Arsenal, Inter e Roma estarão muito atentos para concretizar a sua transferência.

Este fim-de-semana teve mais teste de fogo perante uma equipa do Newcastle, que ainda não tinha perdido esta época. Um teste que foi ultrapassado com o bom futebol que se tem visto a ver da equipa de Manchester, ajudada por alguns erros infantis de Ryan Taylor (defesa esquerdo do Newcastle) e também com a verdadeira estrelinha de campeão na 2ª parte com as oportunidades falhadas por um Newcastle, que, apesar da derrota tem o mérito de ter construído um plantel belíssimo com jogadores como Coloccini, Jonás Gutierrez, Demba Ba e Hatem Ben Arfa.

Mas, como afirmei na introdução a este ponto a Liga está desiquilibrada. Neste momento, só o United tem capacidade para rivalizar com o seu vizinho do lado. E já vão 5 pontos de diferença e obviamente 5 golos na bagagem como pudemos constatar no último derby de Manchester.

As próximas jornadas serão fulcrais para se começar a desenhar o miolo e o desfecho da Premier.

2. Em Espanha, o Real continua com a sua almofada de 3 pontos em relação ao Barça. Digo almofada, visto que num campeonato onde a diferença se fará ao pontinho num universo de mais ou menos 100 pontos conquistados nas 38 jornadas da prova, 3 pontos podem fazer a diferença para as turmas de Mourinho e Guardiola.

Em 12 jornadas, o Barça já patinou 4 vezes (4 empates) dado que não é abonatório para a super-máquina de Guardiola. Guardiola terá um final de mês de Novembro e um mês de Dezembro duríssimo, onde terá que jogar  com o Real Madrid no dia 10, terá que efectuar as duas restantes jornadas da Champions (uma delas com o Milan que ainda poderá ser alvo de disputa de liderança de grupo) e o campeonato do mundo do clubes, prova que poderá ajudar ao desgaste da equipa e onde o Barcelona quererá levar o troféu para a Catalunha.

Mourinho ultrapassou o Mestalla nesta jornada e cavou uma diferença de 7 para o Valência. Os Valencianos vinham a fazer um excelente campeonato até agora e em caso de vitória até poderiam entrar na luta pelo 1º lugar. Mais uma grande exibição de Ronaldo pelo Real e mais uma grande exibição de Roberto Soldado pela turma Valenciana, comprovando que esta está a ser a época da carreira do avançado que curiosamente foi formado nas escolas do Real. Soldado leva 8 golos na Liga e 2 na Liga dos Campeões.

No entanto, do jogo do Mestalla fica por assinalar um penalti clarissimo a favor do Valência que poderia no final ter dado o empate aos Valencianos, resultado, que pelo que o Valência fez no quarto de hora final até se ajustava.

Sabendo que os Valencianos não vão lutar pelo título, cada vez parece mais certo que o 3º lugar será deles sem grande concorrência. O Malaga e o Sevilla tentarão guiar os seus resultados pelos resultados do Valência, mas, neste início de época, apesar do bom futebol que estão a praticar em algumas partidas, começam a sofrer de alguma intermitência nos seus resultados.

Quem continua a desiludir é o Atlético e o Villareal. Por este andar da carruagem, Levante, Espanyol e Athletic poderão ter mais condições para lutar pelo 6º lugar que estas duas equipas.

O Atlético de Madrid é uma excelente equipa. Tem é um mau treinador. Gregorio Manzano é daqueles treinadores que fala muito cá fora perante a imprensa mas não mete as equipas a jogar bonito e a obter resultados de maior. Já assim o era no Sevilla. Uma equipa que tem jogadores no plantel como Felipe, Álvaro Dominguez, Diego Godín, Mário Suarez, Tiago, Salvio, Arda Turan, Diego, Paulo Assunção Adrián, Radamel Falcao, Juanfran, Diego Costa e Reyes terá que fazer muito mais do que sequências em que ganha um jogo, empata os próximos e perde outro a seguir.

Já o Villareal é uma equipa cujos jogadores parecem estar em decadência. Falo de Gonzalo Rodriguez, Carlos Marchena (há muito que está em decadência) Cani, Marcos Senna, Borja Valero, Giuseppe Rossi e Nilmar. Da espinha dorsal desta equipa, ainda não vi uma boa exibição destes jogadores, tanto a nível interno como na Champions onde o Villareal está a ser a pior equipa da fase de grupos.

3. Em Itália, a coisa está boa para a Juventus.

O investimento compensa. Olho para o plantel da Juve e não tenho dúvidas em afirmar categoricamente que a Vecchia Signora vai voltar ao scudeto. É só magia. Buffon é aquele senhor e sempre o será. Marco Motta, Andrea Bazagli, Lichsteiner, Fabio Grosso, e a grande dupla de centrais da selecção italiana Leonardo Bonucci e Giorgio Chellini (estou aqui a pensar na quantidade de centrais de qualidade que a Itália terá para a próxima década com Rannochia, Bochetti e até Criscito quando adaptado) são aquela defesa que todo o treinador gostaria de ter.

Marchisio e Pirlo combinam de uma forma estonteante no miolo e tem Arturo Vidal como o substituto perfeito. Nas alas, Pepe, Krasic, Eljero Elia (que jogador bestial) Alessandro Matri e Del Piero são outro sonho para qualquer treinador de futebol assim como os homens da frente: Fabio Quagliarella, Luca Toni, Vincenzo Iaquinta, Mirko Vucinic e um apagadíssimo Amauri que não tem lugar neste plantel mas que não deixa de ser um grande avançado.

À Juve, seguem-se por um ponto de diferença, Lazio e Udinese. Não menosprezando tais equipas, creio que não tem qualidade para andar a lutar pelo título e rapidamente irão baixar a guarda no que toca a este capítulo. A Lázio tem um bom plantel mas nota-se que não tem um jogador criativo (o melhor que tem é Ledesma) e a Udinese, a selecção do mundo como lhes costumo chamar, apesar de ter excelentes jogadores como o lutador Maurizio Isla, Danilo, o mágico Gabriel Torje, o fantástico Pablo Armero e Floro Flores, continua a depender em muito de um dos jogadores da década do futebol italiano, o imortal António Di Natale, que com os seus 8 golos em 11 jornadas irá lutar novamente pelo título de melhor marcador da Serie A.

Ambas as equipas sofrem na minha opinião de um problema patológico comum: dependem exclusivamente dos seus avançados, respectivamente Di Natale e Miroslav Klose.

O Milan está em 4º com 21 pontos. Max Allegri não está a conseguir fazer olear tão bem a sua máquina esta época, mas, será a única equipa que a meu ver irá ombrear com a Juve na luta pelo título. No entanto, a primeira fase do campeonato não está a correr bem e não se pode culpar o facto do Milan não ter jogadores para enfrentar com atitude séria duas competições, até porque na Champions tirando a oposição no grupo do Barcelona, tanto BATE Borisov como Viktoria Plzen são equipas do submundo europeu que o Milan tem obrigação de golear.

É claro que uma baixa como António Cassano deixa marcas numa equipa como o Milan, mas, perante o plantel recheado que os milaneses tem, não serve de desculpa para nada.

Daí que 23 golos em 11 jornadas seja uma marca péssima para o poderio ofensivo dos Milaneses.

A Roma está a conseguir levantar-se do choque inicial. Luis Enrique está a pouco e pouco a colocar a equipa a jogar futebol. Está a apenas 5 pontos do 1º lugar. E tal não é uma vergonha para uma equipa que recebeu novos jogadores como Stekelenburg, José Angel, Simon Kjaer, Erik Lamella, Miralem Pjanic, Fernando Gago, Pablo Osvaldo (o tal que é mais italiano que os políticos que nasceram em itália) e Bojan Krkic. Estes, em conjunto com outros como Burdisso, De Rossi, Leandro Greco, Okaka Chuka e até Marco Borriello podem-se assumir fulcrais para Luis Enrique (caso a direcção romana o decida manter indiferentemente do resultado desta época) trabalhar a pensar na luta pelo scudetto na próxima época.

O Inter, é mau demais.

A minha opinião sobre o Inter é que é demasiada veterania acomodada e demasiada juventude precoce neste plantel.

Sem gastar muito dinheiro, o Inter tem o futuro assegurado. Mas para daqui a 3 ou 4 anos.

O Inter deve aproveitar para reflectir. Deverá mandar já no mercado de inverno algumas (velhas) vedetas embora para começar a dar espaço aos mais novos e ganhar algum capital (enquanto é possível fazê-lo com jogadores como Maicon, Chivu, Motta ou Milito) ou é preferível manter uma equipa, que apesar da classe inegável e do caminho de glória trilhado por 95% dos seus jogadores não está a funcionar como equipa e pela primeira vez da história recente do Inter está a um passo de lutar para não cair no abismo que se chama Série B?

Eu não consigo acreditar como uma equipa que tem Sneijder, Zarate, Ricky Alvarez, Stankovic, Milito, Forlán e Pazzini, só consegue marcar 13 golos em 11 jornadas. Recuso-me mesmo a acreditar que estes jogadores não se consigam entender. Mas acreditando ou não, o que é certo é que este Inter está numa forma interna que é completamente lastimável…

4. Na Alemanha, Mario Gotze calou o Allianz Arena. O Dortmund superou as dificuldades iniciais causadas pela má forma de jogadores como o jovem médio e a lesão de Lucas Barrios. E Barrios ainda nem sequer apareceu no campeonato, pois tem sido suplente.

O Dortmund ficou com a vitória frente ao Bayern a 2 pontos dos Bávaros e promete obviamente ser a maior sombra à turma de Jupp Heynckes, treinador claramente de transição de ciclo na equipa de Beckenbauer.

Numa liga que está a ser muito renhida por ora, Schalke o4 (-3 pontos) Werder Bremen (-5) e Estugarda e Bayer de Leverkusen (-7) ocupam os lugares cimeiros da Bundes, com o Borussia de Monchagladbach (-2) a fazer uma sensacional 1ª volta de campeonato. Todos ainda tem hipóteses de rapidamente (3 jornadas na Alemanha podem virar a tabela toda) chegar à 1ª posição.

O Bayern de Munique, apesar das 3 derrotas que já leva para a Liga está a fazer o que lhe compete: liderar após um ano muito mau como foi o da época 2010\2011.

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Ao meio-dia…

Em Inglaterra, todas as semanas, presenciamos a um jogo compreendido no intervalo temporal entre o meio-dia e as treze horas e trinta minutos.

Se antigamente, nos grandes anos da Premiership dos anos 90, era o Arsenal que dava o mote, actualmente, temos inclusive jogos entre os grandes disputados nesse período temporal de sábado.

No consciente inglês, onde o consumo se torna primazia e grande motor económico, existem estudos realizados que comprovam que colocar este tipo de jogos ao meio-dia traz estádios cheios, coloca famílias inteiras a ir ao futebol e depois a rumar às superfícies comerciais instaladas nos estádios dos clube para almoçar, para comprar um “recuerdo” do jogo e consequentemente para fazer girar o merchandizing dos clubes e a própria economia.

A moda Britânica já se alastrou a Espanha e a Itália. As Ligas Espanhola e Italiana, esta época, calendarizaram um jogo por semana de manhã. Tanto que há umas semanas vi o Real Sociedade jogar contra o Ahletic de Bilbao às onze da manhã e a Atalanta a jogar contra uma equipa que já não me ocorre à mesma hora em Itália.

Em Portugal, não temos nada disso. A não ser na 2ª liga, por necessidade dos clubes de facturar algum capital com as transmissões televisivas da Sporttv.

Pessoalmente, e em jeito de aparte, eu gosto de assistir jogos à noite. Mas cada caso é um caso…

O que se pode considerar facto é que a mentalidade do nosso futebol ainda não se encontra predisposta a ceder às mudanças da indústria e os jogos dos grandes continuam a realizar-se depois das dezoito horas no mínimo, quando dois grandes, por imposição, jogam no mesmo dia.

Para a tarde, estão sempre reservados os jogos entre equipas menores, os jogos não-televisionados. Só o Braga, actuando duas vezes às dezasseis horas da tarde, mudou esse paradigma esta época.

É certo que jogar à noite traz desvantagens. Principalmente no inverno, onde o frio tira pessoas do estádio, mesmo que o jogo seja no período temporal compreendido entre as catorze e as dezassete horas. Em dias de chuva, são raros os estádios dos jogos menores que ultrapassam as duas mil pessoas e em noites de chuva, até os grandes sofrem com a afluência de meia ou pouco mais de meia casa, ainda mais quando os jogos estão a dar pela televisão.

Que tal mudar as mentalidades do futebol português para bem da indústria que é o futebol? A Liga deveria urgentemente em pensar copiar os modelos das ligas de sucesso do futebol europeu e começar a pensar colocar em experimentação um jogo ao meio-dia por jornada para ver se a coisa toma o rumo do sucesso.

P.S: Este post surge na sequência do facto da liga espanhola ter dado luz verde ao pedido do Real Madrid de jogar contra o Osasuna no Bérnabeu ao meio-dia (11 horas em portugal) de domingo.

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futeboladas

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Duelo de Liverpool em Goodison Park. O Everton de David Moyes não está a ter um início de campeonato famoso (apenas 7 pontos em 7 jornadas; 13º lugar) e nesta partida não resistiu à maior pressão ofensiva do ataque do rival nos minutos finais, tendo os “Reds” de Dalglish somado a 4ª vitória no campeonato à conta de dois golos dos homens da frente: Carroll aos 71″ e Luis Suarez aos 82″.

O jogo fica marcado pela expulsão por vermelho directo de Jack Rodwell logo aos 23″.
O Liverpool é 4º com 13 pontos, a 6 do Manchester United.

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Luis Enrique viu momentaneamente dissipada a pressão com que se tem deparado no início da aventura como treinador na Roma. Depois de alguns resultados menos conseguidos, o técnico espanhol viu a sua equipa bater sem espinhas a Atalanta por 3-1. Numa primeira parte totalmente dominada pelos Romanos, Bojan Krkic inaugurou aos marcados aos 20″ (estreia a marcar pela Roma) e o argentino Pablo Osvaldo ampliou o marcador aos 31″. Pelo meio tanto Osvaldo como Daniele De Rossi tiveram situações que podiam ter dado toques de goleada em plena primeira parte.

Na 2ª parte, German Denis (emprestado pelo Nápoles) ainda animou a partida para os homens do lado de Bérgamo (começaram com 6 pontos negativos; caso tivessem começado com 0 seriam 2ºs com 10) mas Fábio Simplício acabaria por matar o jogo aos 81″.

A Roma é 6º com 8 pontos.

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Em Espanha, Villareal e Saragoça enfrentaram-se no El Madrigal…
A posição das duas equipas não é a mais famosa. O Villareal está longe dos lugares cimeiros. Já o Saragoça de Postiga e Ruben Micael tem sofrido de alguma malapata neste início de época com vários golos mal anulados pelas arbitragens dos seus jogos (Postiga teve três golos anulados desde que chegou a Saragoça, 2 deles mal anulados). Ambas as equipas tem 6 pontos.

Para a retina, este jogo teve um momento de excepção: após o arbitro ter assinalado uma grande penalidade a favor da equipa da casa, Giuseppe Rossi resolveu fazer uma “excessiva e demorada” paradinha, contrariando as regras impostas para este tipo de movimento. Mesmo tendo marcado, o arbitro decidiu anular o golo do italiano e na resposta, Rossi decidiu fazer um penalty à panenka para o centro da baliza, tendo a bola embatido na mesma para revolta de Roberto e ironia de Rossi que de imediato correu em direcção ao arbitro num gesto de provocação, com a mão sobre o ouvido em clara indicação “que à 2ª não tinha ouvido o apito”.

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No Giuseppe Meazza, Ranieri estreou-se em casa com uma derrota copiosa frente ao fabuloso Nápoles. Denota-se que o técnico italiano terá que pedir muitos reforços em Dezembro à direcção. O Inter parece-me um colectivo que sofre vários desiqulíbrios: tanto ao nível posicional (certas posições não tem soluções credíveis; a posição de defesa e médio esquerdo, um 3º central de qualidade; um playmaker que possa ser substituto de Sneijder em caso de lesão, um ala direito) como até no simples pormenor das idades do plantel. Por um lado o Inter tem muitos jogadores experientes mas esses jogadores (Cambiasso, Zanetti, Stankovic, Milito) já não tem pernas para jogar 2 vezes por semana; por outro lado as soluções são compostas por jovens talentosos, mas, com muito pouca experiência a este nível (Joel Obi, Lorenzo Crisetig, Ricky Alvarez, Nagatomo, Jonathan, Phillipe Coutinho) e a acusar em muito o peso da camisola que envergam.

Foi precisamente Joel Obi um dos motivos que “construiu” esta humilhação caseira. O Nigeriano apanhou dois amarelos em 41″ e em duas acções faltosas inconsequentes não só diminuiu a força de ataque da sua equipa como a remeteu à defesa frente a uma equipa poderosa como é o Nápoles.
Os Napolitanos, motivados pela vitória europeia a meio da semana contra o Villareal para a Champions, mostraram todo o seu potencial em Milão e golearam por 3-0 com golos de Hamsik, Maggio e Campagnaro. O eslovaco provou que é actualmente um dos melhores playmakers do futebol mundial e o ala fez o que quis de Joel Obi e companhia e aproveitou mais a situação quando o Nigeriano foi expulso. Isto tudo sem Edinson Cavani em campo…

O Inter é 17º com 4 pontos (está a 7 dos líderes Udinese e Juventus) enquanto o Nápoles é 4º com 10 pontos. Os Napolitanos, pelo potencial que apresentam, poderão novamente surpreender este ano.

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Época frustrante em Bordéus. Mais uma vez, a equipa da casa teve tudo para vencer e acabou por se deixar empatar. Desta vez foi contra o Montpellier, nos últimos 2 minutos de jogo.

Os Girondinos estão num modestíssimo 14º lugar com 8 pontos em 9 jorMnadas.

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Em Málaga, os novos ricos de Espanha continuam a dar por bem empregue o investimento. O El Romareda está praticamente cheio e traz rentabilidade ao investimento do clube. Dentro do campo, a equipa de Manuel Pellegrini ganha mas ainda não convence. Os Malaguenhos são 4ºs da liga espanhola. No sábado venceram o Getafe por 3-2, tendo estado a perder até aos últimos minutos. Vale bem a pena ver a super bicicleta de Júlio Baptista, obra de arte que ditou a vitória para o Málaga no último minuto de uma partida marcada pela péssima decisão da arbitragem em validar o 2º golo do Getafe ao Venezuelano Micu depois deste jogar claramente a bola com o braço.

Duelo de Bascos no Anoeta em San Sebastian. No clássico regional, o Athletic levou a melhor com dois golos de Llorente. Para a retina fica o golo monumental do internacional espanhol sub-21 Iñigo Martinez de trás da linha do meio-campo.

Duelo quente em Moscovo. O Zenit viajou à capital para enfrentar um dos muitos inimigos moscovitas à renovação do título de campeão russo. A viagem dos adeptos do clube do norte da Rússia ficou marcado por confrontos que levaram alguns adeptos ao hospital.

Dentro de campo, o Zenit aguentou a liderança, conseguindo um ponto muito precioso para a renovação do título após o empate a 2 bolas. O CSKA que é 2º empatou a 0 no terreno do Kuban e o Dinamo venceu em casa o Krasnodar por 2-1 e colocou a 3 pontos da equipa de São Petersburgo. Lokomotiv e Spartak (ambas a 7 pontos) ainda sonham com o título mas essa realidade está muito difícil, visto que só faltam 4 jornadas para terminar o campeonato.

O Zenit recebe o Dinamo de Moscovo na próxima jornada.

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Quem diria que à 6ª jornada da Liga Espanhola o líder seria o Levante?

A modesta equipa de Valência lidera com 14 pontos em conjunto com Barça e Real. E não se escapa de já ter conseguido 13 dos pontos necessários para a manutenção em 6 jornadas.

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Em mais um clássico de clubes londrinos, o Fulham esmagou o Queens Park Rangers por 6-0 num resultado nada vulgar na Premier League. O experiente ponta-de-lança Andrew Johnson marcou um hat-trick.

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Grande momento de futebol em White Hart Lane noutro dos derbys de Londres marcados para este fim-de-semana.
Não deu para Wenger comemorar os 15 anos enquanto treinador do Arsenal. O Francês viu a sua equipa fazer um excelente jogo frente um Tottenham que está claramente em ascenção e viu Sceszny dar um frango monumental a remate de Ian Walker na 2ª parte. Do lado dos Spurs, Van der Vaart abriu o marcador na primeira parte e em conjunto com Scott Parker (incansável) e Gareth Bale fizeram uma joga de todos os tamanhos para o conjunto do norte de londres.

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Em Hamburgo, o Schalke 04 aproveitou da melhor forma o empate do Bayern em Hoffenheim no sábado e ascendeu à 4ª posição (a 4 pontos do bávaros) depois de bater a equipa local por 2-1.
Klaas-Jan Huntelaar marcou os 2 golos do Schalke.

O Hamburgo de Petric, Guerrero e Westermann continua a fazer um início de época desolador, estando na última posição com apenas 4 pontos.

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Em Turim, os da casa foram persistentes e aos 87″ conseguiram colocar-se em vantagem frente ao campeão em título Milan.

O centrocampista Claudio Marchisio marcou os dois golos que colocaram o Dell´Alpi ao rubro e deram a liderança partilhada com a Udinese à equipa de Turim.

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“The Pastore Show” fez estragos ao Olympique de Lyon e colocou o PSG isolado no primeiro lugar da Ligue 1.

Pastore é aquele génio da bola que qualquer mister queria ter lá na equipa.

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Para finalizar, o Real… A classe de Ronaldo, o “killer instinct” de Higuaín e a gratidão de Callejón no pedido de desculpas aos adeptos da sua antiga equipa.

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Início de época complicado para o Borússia de Dortmund. Os campeões em título venceram em Mainz por 2-1 num jogo muito sofrido onde haveriam de triunfar já depois da hora. Com as suas estrelas (Gotze e Barrios) a um ritmo intermitente devido a problemas físicos, o Dortmund é 13º com 10 pontos, e não só tarda em confirmar o estatuto de campeão em título como reforça o argumento de que na Bundesliga, uma época de excelência pode ser sucedida por uma época de fracasso.

O croata Ivan Perisic, jogador contratado ao Club de Brugge que no ano passado se tornou o melhor marcador da Liga Belga, voltou a ser decisivo no Dortmund e tem sido para já uma das agradáveis revelações dos campeões Alemães.

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Existem situações no futebol que fazem os adeptos pensar que os jogadores sabotam propositadamente o trabalho dos treinadores. A situação do Inter de Gianpaolo Gasperini (despedido a meio da semana depois de uma humilhante derrota no campo do recém-promovido Novara) é uma destas situações. Muitas vezes basta apenas que os jogadores não gostem do método pelo qual o treinador orienta os treinos ou até as regras de conduta incutidas ao respeito pelo mesmo. O Inter apostou em “vaca velha” de nome Ranieri mas não creio que seja com o mesmo que a coisa endireite. Ranieri é talvez uma das piores escolhas que um clube de serie A (ainda mais o Inter com o seu historial e objectivos) pode fazer, mas…

A boa forma interna do Valência caiu em terra no Sanchiz Pizjuan

Kanouté provou que ainda está aí para as curvas e Ever Banega não conseguiu (no final da partida) disfarçar a tristeza por ter falhado uma grande penalidade que poderia ter dado o empate aos Valencianos.

Pelo que vi a meio da semana, esta equipa do Valência tem muita qualidade e precisa de ser mais trabalhada. Creio que a luta pelo 3º lugar em Espanha será acesa entre Valência, Atlético e Sevilla. Pelo andar da carruagem dos grandes, arrisco-me mesmo a dizer que as distâncias para os dois colossos do futebol espanhol será mais suave nesta época.

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Afirmar que se quer lutar pelo título não pode ser algo que saia apenas da boca para fora. O Leverkusen cumpriu o seu primeiro grande jogo na Bundesliga e saiu completamente derrotado da Allianz Arena por 3-0.

Robben está bastante vistoso desde a grave lesão que o afastou praticamente da última temporada. Toni Kroos e Thomas Muller comprovam a cada jogo que passa que são jogadores que qualquer treinador na europa gostaria de ter nas suas equipas. Encanta-me também Luis Gustavo, trinco Brasileiro que o Bayern contratou no mercado de inverno da temporada transacta ao Hoffenheim – é um jogador bastante aguerrido que faz lembrar Van Bommel pela raça que enfrenta os lances. Tem uma significativa melhoria técnica e de passe em relação ao Holandês na hora de armar jogo.

O Leverkusen, apesar do excelente ataque que possui (Ballack, Kiessling, Castro, Schurle) é uma equipa muito organizada defensivamente… até lhe marcarem um golo cedo! Pode ser um autêntico carrasco quando as equipas adversárias não conseguirem marcar nos primeiros 45 minutos, mas, quando sofrem nos primeiros minutos é uma equipa incapaz de se reorganizar e partir para a reviravolta do marcador.

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Goleada da semana. No futebol Holandês.
O PSV não foi de modas e o resultado é o que se vê.

O extremo Mertens (contratado neste defeso ao Utrecht) fez poker e confirma o excelente início de época pessoal e do clube. Prepara-se talvez para rumar à laranja mecânica. Os restantes golos foram apontados pelo internacional Strootman, Toivonen e Matavz. O PSV é 4º com 14 pontos, os mesmos do Feyenoord, a 1 do Twente e 2 do líder e campeão em título Ajax.

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A apostar mais na juventude talentosa que vai saíndo gradualmente das suas camadas de formação, o Lyon soma e segue. Depois da vitória contra o Marselha (2-0) e do deslize contra o Caen a meio da semana, o Lyon bateu o Bordéus na 8ª jornada da Ligue 1.
Clement Grenier, Maxime Gonalons e Alexandre Lacazette tem sido apostas ganhas no 11.
O Lyon lidera a Ligue 1, em igualdade pontual com Toulouse e PSG.

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Ronaldo ajudou a resolver aquilo que Michu tornou muito complicado logo ao 1º minuto. Varane mostra ser um central de qualidade, mas a falta de entrosamento com Albiol foi notória. Notória também é a intranquilidade que se vive no clube.

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Jogo grande na Holanda. O empate mantem tudo na mesma. Ajax na liderança.

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Javier Pastore é grande demais para este clube e para este campeonato.

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Gregório Manzano prometia um Atlético acutilante e sem medo em Nou Camp. Embalado pelas boas exibições da equipa, o técnico afirmava na conferência de imprensa de antevisão ao jogo que o seu atlético tinha jogadores com fome de título.
Em Nou Camp a história foi diferente – Messi puxou dos galões e afundou a nau madridista com um fabuloso hat-trick. Manzano aprendeu a diferença entre o querer e o poder.

O Vasco soma e segue. Mesmo sem o técnico Ricardo Gomes (a recuperar de um acidente vascular cerebral sofrido em Agosto a meio do jogo contra o Flamengo) a turma Vascaína está virada para vencer o Brasileirão e dedicar ao seu treinador.
Desta feita, a vítima foi o Cruzeiro. 3-0 o resultado. O Vasco de Felipe Bastos, Eduardo Costa e Eder Luiz segue na frente do Brasileirão à 26ª jornada com mais 2 pontos que o Corinthians de Liedson (venceu o Bahia nesta ronda) 3 que o São Paulo e 4 que o Botafogo. Já o Cruzeiro está a fazer um campeonato decepcionante – a turma de Belo Horizonte está em 16º lugar e apenas 4 pontos a separam do 1º lugar abaixo da linha de água que é ocupado precisamente pelo rival Atlético Mineiro.

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Épica

No Luigi Ferraris em Génova, a equipa da casa bateu a Roma por 4-3 numa excelente partida de futebol.

O Genoa (apoiado nas bancadas pelo meu conterrâneo Fausto Ferreira) começou o jogo da pior forma e aos 51″ perdia por 0-3 contra os Romanos. Eu (que vi o jogo pela televisão) vi a equipa da Roma  jogar 20″. Nada mais que isso. Quando o Genoa pegou no jogo, tive um feeling que ia dar uma reviravolta no jogo.

E deu. Em meia-hora, o Genoa deu uma exibição de gala nos pobres Romanos e foi buscar o jogo. Perante o extremo entusiasmo dos seus tiffosi.

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