Tag Archives: Selecção Portuguesa de Rugby

Como é que a FIRA\AER autoriza algo assim?

Esta era a imagem do estádio de Bucareste, minutos antes do Roménia vs Portugal em rugby, jogo a contar para a 1ª jornada do Torneio Europeu das Nações 2012\2013.

Como é possivel que se tenha autorizado um jogo nestas condições?

Em campo, Portugal perdeu 15-7. Perante o frio, a capacidade dos romenos (foram ao último mundial na Nova Zelândia) pode-se dizer que foi um bom resultado visto que em Lisboa as coisas deverão ser diferentes.

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RWC (5)

Depois das vitórias folgadas de domingo da Inglaterra (41-10 contra a Geórgia) da França (46-19 contra o Canadá) e a vitória sofrida de Gales nos últimos minutos contra Samoa por 17-10 que colocam estas três selecções com o carimbo praticamente confirmado para a 2ª fase da prova, foi com algum interesse a que hoje assisti ao jogo entre Itália e Rússia.

Se a Itália por um lado, conseguiu bater-se muito bem na 1ª jornada frente à Austrália (6-34) e apresenta-se com os olhos postos no jogo contra a Irlanda na última jornada para tentar alcançar os quartos-de-final da prova pela primeira vez, motivava-me por outro lado ver o jogo da Rússia por vários motivos: depois de uma primeira jornada em que a selecção Russa entrou muito nervosa na sua estreia num mundial de rugby e em que tal nervosismo custou duras críticas de várias pessoas ligadas ao rugby mundial quanto ao valor desta selecção para jogar um mundial, interessava-me bastante ver os russos em acção, até num espírito de clara comparação entre a participação dos Russos neste mundial e a participação lusa em 2007.

A prestação dos Russos contra a Itália hoje tanto foi melhor como pior que a Portuguesa em 2007. Em 2007, em Paris, no mítico Parque dos Principes, Portugal averbou uma derrota por 31-5 contra a selecção italiana, selecção que recebeu alguma renovação mas cujas pedras basilares do seu XV continuam as mesmas desde então. Portugal conseguiu um ensaio contra os italianos. Os Russos estiveram substancialmente melhor do ponto de vista ofensivo contra a equipa suplente de Itália, obtendo 3 mas sofrendo penosos 53 pontos resultantes de 9 ensaios italianos. Portugal sofreu 31 pontos mas discutiu o resultado até aos últimos minutos finais. Os Russos, à passagem dos 24 minutos já tinham sofrido 4 ensaios e como tal, já tinham permitido o ponto de bónus ofensivo aos Italianos assim como a vitória da Itália já era dado inquestionável por parte da selecção de leste. 

Nick Mallett, experiente seleccionador Sul-Africano (com nascimento em Inglaterra), homem que já orientou os Springbooks no mundial de 1999 e o Stade Français da Top 14, optou por gerir o esforço dos seus principais atletas com vista às partidas contra Estados Unidos e Irlanda, partidas que serão decisivas para o futuro dos italianos na prova. Assim sendo, contra os Russos, Malett operou uma autêntica revolução no XV principal da sua selecção, fazendo entrar 12 caras novas para o jogo contra os Russos, num claro acto de gestão de esforço dos principais nomes italianos (Alessandro Zanni, Martin Castrogiovani, Mirco Bergamasco, Cornelius Van Zyl, Gonzalo Canale) e de prémio aqueles que tem trabalhado na evolução do rugby da selecção italiana desde muito jovens, caso de Edoardo Gori, Luke McLean (jogador que antes de se naturalizar Italiano chegou a jogar o mundial de sub-20 pela Austrália) Tommaso Benvenuti, Paul Derbyshire e Riccardo Bocchino, jogadores que decerto irão continuar a trilhar os bons resultados da selecção italiana nos próximos anos.

A inspirada selecção italiana entrou em campo com o intuito de resolver cedo o jogo contra a sua congénere russa. Tanto que aos 29″ já vencia por claros 29-0, fruto de 5 ensaios quase seguidos, de um total domínio ao nível de posse de bola, de um domínio territorial esmagador e de muitos erros imaturos vindo do alto nervosismo Russo. O capitão da Selecção Italiana Sérgio Parisse abriu o marcador logo aos 6″. Aos 14″ Giulio Toniolatti rompeu toda a defesa russa com uma poderosa arrancada, finalizando no canto direito. Passados 3 minutos seria o centro Benvenuti a ensaiar num lance em que atacou ao pé a defesa russa e conseguiu dar uma ligeira pressão na bola dentro da área de ensaio. Aos 24″, uma jogada confusa que começou com um alinhamento lateral rápido por parte de Sérgio Parisse em que 5 jogadores russos ainda estavam no chão a recuperar da jogada anterior e a defesa russa estava completamente passiva, Giulio Toniolatti facturava o seu segundo ensaio da noite. Passados 5 minutos, com sucessivas faltas numa melée a 5 metros da área de ensaio por parte dos jogadores da 1ª linha Russa, o árbitro Inglês Wayne Barnes não foi de meias medidas e após avisar os atletas em causa da selecção russa validou um ensaio de penalidade para a Itália.

Eram portanto muitos erros a um nível de exigência e competitividade grande como é o do mundial de rugby.

Descontente com o começo avassalador dos Italianos, o seleccionador Nikolai Nerush decidiu mudar na equipa, com sorte, para melhor: tirou de campo o lento formação Shakirov e colocou Yanuyshkin, rápido formação que revolucionou por completo o jogo ofensivo russo e conseguiu com que a sua selecção saísse da sua área de 22 para o pleno uso da posse de bola no meio-campo italiano.

A substituição surtiu grande efeito: Yanyushkin marcou um belo ensaio aos 34″ (o primeiro ensaio russo num campeonato do mundo) numa jogada em que perante várias fases na área dos 22 italiana decidiu pegar na bola e furar adversários até à linha de ensaio. O intervalo iria terminar com mais um ensaio italiano, concretizado por Edoardo Gori.

Na 2ª parte, Tommaso Benvenuti acabaria por marcar o seu 2º ensaio pessoal no jogo. A Rússia iria responder com outro ensaio, desta vez um ensaio irregular em que o árbitro da partida não conseguiu ver que o último passe para as mãos do ponta Mikhail Ostroschko foi feito claramente para a frente.

Até ao final, mais dois ensaios para a Itália: o Australiano naturalizado Luke McLean iria fazer uma enorme arrancada pelo flanco direito e Alessandro Zanni iria entrar para marcar numa jogada colectiva italiana. Yanyushkin haveria de também arrancar para o 3º ensaio russo, fazendo com que a bola terminasse nas mãos do centro Alexei Makovetskyi.

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