Tag Archives: Selecção Nacional de Futebol

post #2999

estou tão feliz. o hugo almeida acertou com a portinhola. deve-se considerar o feito mais interessante em portugal desde a venda do Pinto & Sotto Mayor por Champalimaud ao falido Banesto.

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é 9 de junho e a eficácia alemã venceu a falta de finalização dos portugueses

Nunca gostei do Rogério Alves.

Não descuro as suas competências como jurista e advogado, que pelo que sei, até são muito acima da média.

Nunca gostei de Rogério Alves como comentador de telejornais. A sua voz irritante e a forma pretensiosa (quase fingida) com que aborda os temas que lhe dão ao comentário fazem com que mude de canal nesse mesmo instante.

Quando vinha a vir para casa, a propósito da derrota da selecção escutei um comentário para a rádio em que Rogério Alves dizia que cada jogo de futebol tem a sua “história privativa” e que a selecção “proficuou” antes do golo da Alemanha.

Perceba-se os termos em português, deixem-os aneis e a espinha dorsal em campo para entender o raio do que o dito queria dizer em relação à atitude dos portugueses esta noite em Lviv.

Pus-me a pensar e cheguei à conclusão que 8 milhões de portugueses falam como os  imberbes. Outros 2 milhões sabem até demais do que aquilo que vem enunciado no dicionário da língua portuguesa.

Alguém que neste país lhe dê o prémio de Fala Barato do Ano.

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O grupo da morte

Alemanha, Holanda e Dinamarca.

Já lhe chamam o grupo da morte.

Eu cá continuo na ilusão do nacionalismo e prefiro acreditar que vamos passar esta fase de grupos em primeiro lugar.

1. É certo que os adversários são dificeis:

1.1 A Alemanha aparece no Euro 2012 com uma das mais fortes selecções dos últimos anos.

A nova geração de talentos Alemã, constituída por jovens talentos como Jerôme Boateng, Marko Marin, Mezut Ozil, Mario Gomez, Mario Gotze, Sami Khédira, Thomas Muller, Sven Bender, Lars Bender, Toni Kroos e auxiliada de perto por jogadores experientes\veteranos como Miroslav Klose, Phillip Lahm, Bastian Schweinsteiger, Per Mertesacker, entre outros, aparece no Euro 2012 com a aspiração de fazer frente ao poderio da Selecção Espanhola.

Vai ser obviamente, pelas circunstâncias e pelo potencial demonstrado nos últimos 2 anos o osso mais duro de roer para a selecção nacional na fase de grupos.

1.2 A Holanda é a Holanda. Quem conhece o futebol sabe perfeitamente o que escrevo.

Robin Van Persie, Arjen Robben, Klaas-Jan Huntelaar, Wesley Sneijder, Maarten Stekelenberg, Van der Wiel, John Heitinga, Nigel De Jong, Kevin Strootman, Dirk Kuyt, Urby Emanuelson, Joris Mathijsen, Eljero Elia, Demy De Zeeuw, Ibrahim Affelay, Rafael Van der Vaart são jogadores de inegável talento. A Laranja Mecânica é obviamente outra das candidatas principais ao ceptro europeu.

1.3 A Dinamarca de Morten Olsen. A Dinamarca que venceu o nosso grupo e pratica aquele futebol musculado e pragmático. Mas também a Dinamarca que não costuma apresentar o seu melhor futebol nas fases finais de competições internacionais, ponto que pode jogar a nosso favor.

2. A nossa selecção.

Temos primeiro que reconhecer que a nossa selecção não é em nada inferior a qualquer uma destas selecções.

Em segundo lugar, acredito perfeitamente que este tipo de jogos sejam aqueles jogos que todos os jogadores sonham em jogar. Logo, acredito que estes jogos acrescentem uma dose de motivação extra aos jogadores das quinas e sejam jogos em que os mesmos apliquem em campo todas as características que os tem acompanhado ao longo das suas carreiras.

3. Em terceiro lugar: os resultados que a selecção nacional tem atingido nos últimos 15 anos.

Se repararem, nos últimos 15 anos, a selecção Portuguesa apurou-se (fazendo excepção ao mundial de 1998) para 5 europeus consecutivos e 3 mundiais.

Nas finais finais dos europeus e mundiais, quando menos se esperava Portugal deu-se bem com todos os grupos difíceis que teve de enfrentar.

3.1 No euro 1996, Portugal calhou num grupo que continha a Turquia, a Dinamarca e a Croácia. Empatamos com a Dinamarca de Schmeichel e Brian Laudrup a 1 bola. Vencemos a Turquia por 1-0 com golo de Fernando Couto e vencemos a Croácia de Prosinecki, Suker, Jarni, Boban e Prso (a mesma que dois anos depois se iria sagrar 3º classificada em França no Mundial) por 3-0 com golos de Figo, João Pinto e Domingos.

3.2 No Euro 2000, a “frágil” selecção de Portugal (na verdade foi o estado de maturação de uma geração brilhante) calhou num grupo da morte com Inglaterra, Roménia e Alemanha. O resultado foi aquele que todos sabemos. Vencemos da forma que vencemos Ingleses e Alemães e ainda conseguimos bater no último minuto a Roménia (com golo de Costinha) que tinha sido a selecção que tinha vencido o nosso grupo na fase de qualificação. Fomos às meias-finais e apenas baqueamos perante a selecção campeã do mundo e, nesse ano, europeia, a França.

3.3 No Mundial 2002 e para corroborar a apetência especial da nossa selecção para se apurar em grupos complicados, fomos eliminados na fase de grupos por Coreia do Sul, Estados Unidos e Polónia.

3.4 No Euro 2004, todavia a jogar em casa, eliminámos a Espanha e a Rússia na fase de grupos, e tirando a mácula dolorosa de termos perdido o título para a Grécia, também aviamos a eliminar a Inglaterra e a Holanda em dois jogos épicos.

3.5 No Mundial 2006, depois de passar a fase de grupos num grupo constituído por Angola, Irão e México, voltamos a aviar os Ingleses e os Holandeses, perdendo novamente para a França nas meias-finais, o que de facto não constituiu nenhuma vergonha.

3.6 No Euro 2008, vencemos um grupo constituído pela difícil República Checa, Turquia e Suiça, se bem que perdemos contra os Suiços. Fomos eliminados pela Alemanha por 3-2 num jogo em que ficou claramente um amargo na boca. Os Alemães jogariam a final contra a Espanha.

3.8 No Mundial 2010 na África do Sul, conseguimos o apuramento num grupo constituído por Coreia do Norte, Costa do Marfim e Brasil. Fomos eliminados de seguida pela Espanha, campeã do mundo.

Em todas estas campanhãs, exceptuando o mundial 2002, Portugal atingiu excelentes resultados e foi apenas eliminado pelas selecções que viriam a ser campeãs ou vice-campeãs. Esse indicador é outro dos indicadores que me faz acreditar que Portugal, não descurando a obvia dificuldade que o grupo apresenta, tem hipóteses de passar à próxima fase, e se o fizer estará em grandes condições de lutar pelo título europeu. São mais os resultados negativos alcançados ao longo da história da nossa selecção contra equipas teoricamente mais fracas nas fases de qualificação do que os resultados negativos contra selecções mais fortes nas fases de grupos.

Basta apenas apreciar que em 1966 eliminamos a União Soviética, Hungria e Brasil e só fomos travados, também de forma injusta e inqualificável pela selecção da casa, a Inglaterra, que viria a sagrar-se campeã mundial.

E em 1984, vindos quase do nada, oferecemos um grande baile em França, onde conseguimos eliminar a RDA e a Roménia (empatamos com os Alemães e vencemos os Romenos) e no mesmo grupo, conseguimos um empate contra a poderosa Espanha de Maceda, Carrasco e Santillana.

Perdemos injustamente apenas naquelas meias-finais de Marselha contra a França do todo poderoso Platini, em circunstâncias que a história não nega: aquele título estava talhado para os franceses e não podia ser de outra maneira.

No mundial de 1986, mesmo eliminados na fase de grupos, perdemos contra a Polónia e contra Marrocos, mas batemos a toda poderosa Inglaterra na primeira partida.

Desde então já batemos selecções em fases finais como Croácia, Turquia, Inglaterra, Alemanha, Roménia, Polónia, Espanha, Rússia, Irão, México, Angola, Holanda, República Checa e Coreia do Norte.

Podem-lhe chamar o grupo da morte, eu chamo-lhe um grupo difícil. E nós vamos passar, caso estas imagens se voltem a repetir:

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futeboladas

(clicar nos links para abrir o player com os resumos)

http://videa.hu/flvplayer.swf?v=CqMaFO7zFyQvzARA

Não há cá Messis nem lasers nem ervados: estamos no Euro!

Fizemos uma excelente exibição, com um Ronaldo de gala (um dos melhores jogos que vi do Ronaldo na selecção) com um meio-campo onde M0utinho, Veloso e Meireles fizeram tudo aquilo que se lhes exigia – destruir e construir – e com alguma segurança na defesa onde Pepe e Bruno Alves apenas falharam no lance do 2º golo dos Bósnios (em fora-de-jogo) e onde Fábio Coentrão fez uma exibição de alto nível.

Dzeko foi seco durante os 180 minutos. Pjanic também não apareceu.

A Bósnia marca dois golos porque Wolfgang Stark e o seu auxiliar assim o quiseram. Gostava de ver a reacção, se, a Bósnia empata a 3 bolas e consegue passar esta eliminatória.

Foi uma fase de qualificação muito difícil. Como todos nós nos lembramos, começou com Carlos Queiroz fora do banco de suplentes e posteriormente despedido e com a contratação de Paulo envolta no meio da polémica gerada pela tentativa de contratação temporária de José Mourinho.

Pelo meio, vários atletas abandonaram a selecção – Tiago, Simão, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho e Bosingwa (se bem que os últimos dois, por situações diferentes que as dos 3 primeiros). Felizmente, Paulo Bento conseguiu levar o barco a bom porto. Fica apenas a nódoa de ter que sofrer até à última para se garantir o apuramento, mas, hoje pouco interessa como nos apurámos. Interessa que nos apurámos para a Polónia e Ucrânia e em Junho estaremos lá para discutir o caneco.

Nos outros jogos do playoff para o europeu:

1. Depois do sensacional 4-0 em Tallinn na sexta-feira, a República da Irlanda, comandada por Trapattoni apurou-se para o Europeu com um empate em Dublin a 1 bola contra a Selecção da Estónia.

Ward abriu o marcador para os Irlandeses aos 32, Vassiliev empatou para os Estonianos aos 57″. No final do jogo, o capitão Irlandês Robbie Keane festejava mais um apuramento com estas palavras: “It’s a great night for everyone, for the players and the fans – a night that we’ll never forget. The team spirit has got us through this campaign, and full credit to everyone in this group. This is what football is all about, moments like this.”

2. A Croácia apurou-se, empatando em Zagreb a 0 com a Turquia. Valeu o brilhante 3-0 alcançado em Instambul na passada sexta-feira.

3. Jiracek confirmou em Podgorica a passagem da República Checa à fase final do Europeu. Os checos já haviam vencido por 2-0 em Praga.

Montenegro, Estónia e Bósnia não mereciam ficar novamente de fora do Europeu depois das fases excepcionais de qualificação que fizeram. No entanto, na próxima etapa do futebol europeu serão selecções a ter em conta para o apuramento para o Mundial de 2014 no Brasil.

Amigáveis:

Brasil vence para Mano ver.
Pelo que vi, grande exibição de Hulk coroada com uma assistência para o primeiro golo de Jonas, jogador em destaque. Mano Menezes pode ter encontrado aquele ponta-de-lança que tanto deseja para a canarinha. Jonas está a fazer uma excelente época no Valência e agarrou a oportunidade que o seu seleccionador lhe deu.
Bruno César, Alex Sandro e Hulk foram titulares. Elias entrou para o lugar de Bruno César na 2ª parte.

http://www.dailymotion.com/embed/video/xmcpeo

A Roménia ganhou à Grécia por 3-1

A Mannschaft voltou a afinar a sua poderosa máquina, tendo levado de vencida a selecção Holandesa em Hamburgo por 3-0. Thomas Muller, Miroslav Klose (63º golo pela Mannschaft no regresso à mesma; um daqueles golos à Klose) e Mezut Ozil deram um baile categórico de potência à “invencível” Holanda, que não perdeu durante toda a fase de qualificação para o Euro´12.

O Uruguai venceu a Itália por 1-0 com golo de Sebastian Fernandez. Continua a grande forma da selecção Uruguaia, que voltou a contar desta vez com os portistas Álvaro Pereira e Cristian Rodriguez e com o benfiquista Maxi Pereira. Duarte Gomes foi o árbitro da partida e expulsou Álvaro Pereira.

Em outros amigáveis:
– A Inglaterra venceu a Suécia em Wembley por 1-0 com um golo que alguns atribuem a Gareth Barry mas que outros apontam como auto-golo do central Majstorovic.
– Casillas cumpriu a 127ª internacionalização pela Espanha e tornou-se o jogador mais internacional pela Roja. No entanto, o keeper não evitou o empate contra a modesta Costa Rica por 2-2, tendo os campeões do mundo recuperado de uma desvantagem de 2-0. O avançado do Arsenal Joel Campbell foi um dos autores dos golos costa-riquenhos. David Silva e David Villa equilibraram o marcados nos últimos minutos.
– França e Bélgica empataram a 0 bolas.
– As Honduras bateram a Sérvia por 2-0. A Ucrânia bateu a Áustria por 2-1. A Dinamarca bateu a Finlândia por 2-1. A Polónia bateu a Húngria por 2-1.
– Os Estados Unidos bateram a Eslovénia por 3-2 com golos de Matavs para a Eslovénia (2) e Buddle, Dempsey e Jozy Altidore para os Norte-Americanos.

Apuramento para o Campeonato do Mundo 2012 – Zona Sul-Americana

http://video.rutube.ru/85e4242deee822d0224f89f92f8e9002

A Argentina foi vencer à Colômbia por 2-1 – a Colômbia esteve a vencer por 1-0 mas Messi haveria de voltar a ser decisivo e igualar a partida aos 61 e Kun Aguero, haveria de entrar para selar a vitoria argentina numa emenda após remate de Higuaín e… assistência de Lionel Messi!

O Equador também sorriu e venceu o Peru por 2-0 em casa. A esta hora joga-se o Chile vs Paraguai. Para mais logo está reservado o jogo entre a Venezuela e a Bolívia.

Neste momento, esta poule está ordenada com o Uruguai e a Argentina na liderança com 7 pontos (o Uruguai tem 3 jogos enquanto a Argentina já efectuou 4) o Equador tem 6 pontos (3 jogos) e a Colômbia fecha provisoriamente os lugares apuráveis com 4 pontos em 3 partidas. No entanto, a selecção colombiana pode ser ultrapassada por Paraguai, Venezuela ou Chile esta madrugada.

Apuramento Mundial – Zona Asiática

5ª jornada da primeira fase de grupos

Grupo A – A China venceu fora Singapura por 4-0 enquanto o Iraque foi vencer à Jordânia por 3-1. Iraque e Jordânia já estão apurados.

Grupo B – O Líbano surpreendeu a Coreia do Sul por 2-1 e cimentou uma possível qualificação para a fase final da qualificação. O Kuwait aproveitou o deslize sul-coreano vencendo em casa os Emirados Árabes Unidos por 2-1. A Coreia do Sul e o Líbano lideram com 10 pontos contra os 8 do Kuwait e os zero dos EAU. A 29 de Fevereiro, a Coreia do Sul recebe o Kuwait em casa enquanto o Líbano vai aos Emirados.

Grupo C – O Japão, já apurados, perdeu na Coreia do Norte por 1-0. O Uzbequistão, também já apurado bateu o Tadjiquistão por 4-0 em casa.

Grupo D – Já apurada, a Austrália venceu a Tailândia fora por 1-0. Arábia Saudita e Omã empataram a 0 bolas. A Austrália lidera com 12 pontos contra os 6 da Arábia Saudita, 5 de Omã e os 4 da Tailândia. Na próxima jornada a 29 de Fevereiro a Austrália recebe a Arábia Saudita enquanto Omã recebe a Tailândia.

Grupo E – O Irão de Carlos Queiroz garantiu a qualificação para a próxima fase, goleando na Indonésia por 4-1. O Qatar também garantiu a qualificação com um empate em casa contra o Bahrein.

Mundial 2014 – Zona Africana

Disputaram-se os jogos da 1ª eliminatória.
São Tomé e Principe e Guiné-Bissau foram eliminados do Mundial – São Tomé caiu aos pés do congo com um agregado de 6-1 (5-0 no congo na primeira mão\1-1 em São Tomé); já a Guiné-Bissau caiu contra o Togo fora por 1-0 com um empate registado a 1 bola na primeira mão.
Moçambique eliminou as Ilhas Comores depois de ter vencido por 4-1 hoje em Maputo e de ter empatado na primeira mão 1-1.
As selecções mais cotadas que entraram nesta fase apuraram-se com facilidade. O Quénia deu um total de 7-0 às Seychelles, a Guiné-Equatorial venceu Madagáscar por 3-2 e a República Democrática do Congo eliminou a Suazilândia com um total de 8-2 nas duas mãos.

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Cromos da bola #2

“Como os americanos dizem: um artista, an artistre” – estas palavras podiam ter sido ditas por Lauro Dérmio, caricatura do professor Lauro António que Herman José celebrizou no final dos anos 90 na mítica “Herman Enciclopédia”.

Também, poderiam em todo o caso, ser palavras desse grandioso comentador de nome Gabriel Alves.

Pai aos 16 anos, João Pinto apenas se aventurou por uma vez no estrangeiro no Atlético de Madrid, onde foi relegado para a equipa de reservas (já na altura o Atlético era o brilhante destrutor de carreiras que tão bem conhecemos). No Benfica celebrizou o que é ser um diabo vermelho e por uma vez, colocou várias crianças deste país a chorar (inclusive eu) quando foi espetar 6 a Alvalade ao Sporting de Figo, Balakov e companhia, destroçando milhões de almas sportinguistas que viam naquele jogo a brilhante oportunidade de quebrar, na altura, um jejum que já ia em longos 12 anos.

Mestre no mergulho, tanto em mar como no relvado, era um autêntico catedrático na arte de bem ludibriar a arbitragem. No entanto, os seus dotes eram amplos: conduzia a bola como ninguém em autênticas cavalgadas estilo um-contra-todos, o seu 1 para 1 era fenomenal e por mais cachaporras que levasse dos defesas, todos sabíamos que João Pinto se levantava com toda a arte e depois ainda era menino de entrar na área com bola, tropeçar na bola e sacar uma grande penalidade.

Não eram apenas as grandes penalidades que Pinto sacava. Sacava grandes golos de cabeça, e no fim da carreira de dinossauro futebolístico ainda sacou a Marisa Cruz.

Toni venceu o campeonato para o seu Benfica nesse ano e quem diria, que anos mais tarde, João Pinto, idolatrado como “menino de ouro” lá para os lados do Estado da Luz, onde um presidente larápio chegou inclusive a propor um vínculo vitalício para o avançado, seria apelidado de “vaca velha” por um velho alemão de nome Heynckes e dispensado a custo zero para o rival de Alvalade.

Corria o ano de 2000, ano que ficou marcado pelo Euro 2000 e por conseguinte pelo salto de peixe contra a Inglaterra que colocou o mesmo Heynckes afónico num relato para uma televisão alemã.

João Pinto pegou de estaca no sporting e na época de 2001\2002 seria como o “pai” que Jardel nunca teve. Dizia-se que era João Pinto no céu e Jardel nas alturas entre os centrais. Depois veio  o mundial da Coreia e do Japão, e para fazer rima, o adeus à selecção. Expulso contra  a Coreia num jogo de má memória para a alma lusa, culminado no ponto de vista individual do jogador com uma murraçada em cheio no estômago de Angel Sanchez, também ele, um árbitro de má memória.

Seria o adeus à selecção.

João Pinto manteve-se no Sporting mais dois anos, antes de rumar ao seu Boavista. Tanto no Boavista como posteriormente no Sporting de Braga ainda haveria de se mostrar a bom nível. Mas, aos 35 anos, era o fim.

 

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futeboladas

1. A Selecção Nacional admite jogar sobre protesto amanhã em Zénica, na Bósnia.

A bom da verdade, aquilo não é um relvado: não é nada! Até o clube da minha freguesia, a Liga dos Amigos de Aguada de Cima (LAAC) tem melhores instalações para competir na 2ª distrital da AF de Aveiro.

Michel Platini é o culpado deste tipo de histórias tristes:

1.1 – A UEFA permite que o jogo se dispute num ervado como o de Zénica, mas não permitiu por exemplo que o Paços de Ferreira jogasse a UEFA na Mata Real. A Mata Real ao pé de Zénica é um luxo.

1.2 – Platini é o tal bom samaritano que deu lugares na Liga dos Campeões aos chamados “países pobres”. Dar não custa. Já agora, peça às respectivas federações para ao menos construir infra-estruturas que se coadunem com tal possibilidade. Acredito perfeitamente que as instituições Bósnias não tenham capacidades para muito mais que aquilo – então, em caso desta impossibilidade, a UEFA que actue pro-activamente no desenvolvimento do futebol já que nos spots publicitários tanto preconiza para si esse esforço.

Esperemos que a selecção vença e que ninguém se aleije.

2. Por falar em aleijar. O Sporting acabou de perder 4-0 em Angola contra a selecção local. Domingos levou um misto de aleijados e de juniores para disputar a Taça Independência. Ainda bem que ninguém se aleijou. A selecção de Angola costuma ser bastante perigosa.

3. Pronuncio-me publicamente sobre Javi Garcia, Alan, Djamal, Vieira e plantel do Sporting de Braga num comentário apenas: deixem o álcool e joguem à bola.

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feitios

Bosingwa avisou hoje que não voltará à selecção nacional enquanto Paulo Bento estiver no comando da mesma.

Não voltaria de qualquer maneira. As últimas duas convocatórias do seleccionador nacional assim o indicavam. Nem mesmo a contestação às exibições de João Pereira nas últimas partidas levaram o seleccionador a procurar uma alternativa.

Paulo Bento já mostrou por várias vezes que é um treinador à moda antiga. É um treinador rígido, disciplinador, inflexível nas decisões que toma, e, por tal facto, capaz de criar alguns conflitos entre os jogadores que vai treinando. Uma questão de método e feitios.

É certo, que perante a aflição com que a equipa se depara actualmente, estando nas vésperas de um hoje importantíssimo, seria talvez necessário um efeito moralizador para João Pereira com a convocação de um atleta como Bosingwa, que tem estado em bela forma no Chelsea. Mas Paulo Bento assim não o entendeu.

É certo também, que neste momento, como seleccionador nacional, cabe a Paulo Bento a última decisão sobre quem há de convocar e quem deverá deixar de fora. As consequências das suas acções e a responsabilização das suas tomadas de decisões serão obviamente julgadas por quem de direito em caso de não apuramento na próxima semana.

Já de Bosignwa, compreendo perfeitamente a frustração, mas, toda esta frustração não é encenada no tempo correcto. Bosingwa, como atleta de alta competição sabe perfeitamente que os resultados só podem ser atingidos se existir um natural período de paz em torno da equipa.

Não se põe aqui a questão se o atleta tem ou não tem capacidades para envergar novamente a camisola da selecção, mas o timing das palavras. E a julgar pelo referido timing, por mim Bosingwa nunca mais seria convocado.

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Paulo Bento, o mercenário

Ricardo Carvalho respondeu às acusações que lhe foram feitas pelo Seleccionador e por dirigentes federativos:

“Sim [magoou]. É muito forte, uma linguagem militar, chamar-me desertor. Com a mesma linguagem, eu podia chamar-lhe mercenário. Quando alguém vai para guerra pago, chama-se mercenário. Eu estou na selecção por amor, ele é seleccionador porque lhe pagam. Não merecia que me tratasse dessa maneira.

Houve um certo aproveitamento do treinador de um episódio que não foi o mais correcto da minha parte, para pisar-me e massacrar-me um pouco. Isso nunca fiz.

Foi um sentimento muito forte que tive. Foi a quente. Quando cheguei do treino, achei que não me tinham respeitado, senti que estava a mais, fizeram-me sentir assim. Cheguei ao quarto e nem troquei de roupa. Não foi nada premeditado, estava com cabeça quente e não falei com ninguém. Foi o meu grande erro, não me passou pela cabeça. Estava tão desorientado naquele momento.”

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Pelos jogos internacionais

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Em Chipre, os tugas lá ganharam e ultrapassaram o assunto da ordem: Ricardo Carvalho!

Não foi um jogo propriamente fácil. Os Okkas e os Charalambides não fizeram lembrar Guimarães nem nada que se pareça… No entanto, a nossa selecção (mesmo a jogar com 10 depois de uma expulsão certíssima de um jogador cipriota que se decidiu armar em guarda-redes) esperou até às últimas para confirmar a vitória e dar um toque de goleada que não ilustra aquilo que se passou em campo.

Cristiano Ronaldo acabou por ser a figura do jogo com 2 golos, mesmo apesar dos cânticos do cipriotas em homenagem a Lionel Messi.

Continuamos no bom caminho e tivemos quase quase a descolar da Noruega, que em casa, esteve quase a patinar no gelo frente à Islândia. Só aos 87 minutos é que o avançado do Hannover da Alemanha Mohammed Abdellaoue conseguiu “cravar” uma grande penalidade aos islandeses e consequentemente concretizá-la.

Terça-Feira teremos os olhos postos em Copenhaga onde a Dinamarca nos poderá dar uma ajuda caso vença ou empate com a Noruega:

1. Em caso de vitória Dinamarquesa, ficarão as 3 selecções com 13 pontos, mas a Noruega terá um jogo a mais, logo cairá para o 3º lugar. A Dinamarca ultrapassa Portugal caso consiga bater os Noruegueses por uma diferença de 7 golos.

2. Em caso de empate, a Noruega lidera com 14 pontos e mais um jogo. Portugal será 2º com 13. Dinamarca 3ª com 11 e os mesmos jogos de Portugal.

3. Em caso de vitória Norueguesa, a Noruega irá liderar com 16 pontos, Portugal ficará com 13 e menos um jogo e a Dinamarca com 10 estará impossibilitada de chegar à 1ª posição do grupo.

Nos restantes grupos:

– No grupo A, David Alaba (jogador talentoso do Bayern Munique) viu a sua Áustria ser goleada pelo rolo compressor da Mannschaft por 6-2.

Os meninos da Mannschaft continuam a maravilhar o mundo com o seu bonito futebol. Uma noite para nunca mais esquecer para Mezut Ozil. O 10 do Madrid apontou o seu primeiro hat-trick pela selecção e em todos os golos teve nota artística elevada. Andre Schurrle (3º golo em 2 jogos), Podolski e Mario Gotze marcaram os restantes golos da Mannschaft. Mesmo apesar de ter mudado de armas e bagagens para a Lázio de Roma, Miroslav Klose continua a ser chamado à selecção e teve grande preponderância no 1º golo da sua selecção.

Mário Arnautovic e Harnik marcaram os tentos de honra dos pobres Austríacos.

Nos outros jogos do grupo, a Turquia bateu o Cazaquistão com muitas dificuldades em Instambul. Arda Turan, jogador recentemente contratado pelo Atlético de Madrid ao Galatasaray marcou aos 90+6″ o golo da vitória turca, golo que recoloca os turcos no 2º lugar do grupo com 13 pontos, num grupo em que a Alemanha assegurou matematicamente a qualificação.

A Bélgica de Defour e Witsel patinou no Azerbeijão. Os Belgas estiveram a vencer até aos 86 minutos. Os Belgas estão na 3ª posição com 12 pontos. Como a Turquia tem menos um jogo e a Bélgica tem que ir jogar à Alemanha em Outubro, os Belgas poderão ter dito adeus ao europeu.

Terça, a Áustria recebe a Turquia.

– No Grupo B, a competição está feroz. A Rússia sofreu para bater em Moscovo a Macedónia. Semshov foi o autor do golo russo e recoloca a Rússia na liderança com 16 pontos.

A Irlanda e a Eslováquia empataram a 0 em Dublin e continuam ambas com 11 pontos. Quem também espreita o 2º lugar é a modesta Arménia. Os Armenos marcam 11 pontos depois de terem batido Andorra por 3-0 fora.

A próxima jornada promete ser importante para o desfecho deste grupo. Na próxima terça-feira, a Rússia recebe a Irlanda e pode trilhar o seu caminho rumo à PolóniaUcrânia. A Eslováquia terá que medir forças com a Arménia. Caso os Armenos vençam e a Irlanda perca, o 2º lugar fica ao rubro com as 3 selecções com 14 pontos na ida para as últimas 2 jornadas.

– No grupo C a Itália foi fazer o resultado do costume às modestas Ilhas Faroe. 1-0, golo do regressado António Cassano.
O central do Inter Rannochia foi titular nos italianos, assim como foi novamente Thiago Motta e Christian Maggio. Alberto Aquilani e Mario Balotelli também voltaram a jogar pela Squadra Azzurra.

Os italianos lideram com 19 pontos e estão a 1 ponto da qualificação.

A Eslovénia marcou passo na Estónia por 1-2 e a Sérbia capitalizou o erro, vencendo a Irlanda do Norte em Belfast por 1-0 com golo de Pantelic.
A Eslovénia continua em 2º com 11 pontos, os mesmos da Sérvia. A Estónia relançou o sonho de marcar presença no europeu, estando em 4º com 10 pontos. Já a Irlanda do Norte passou para o quinto lugar com 9 pontos mas ainda poderá conseguir vaga para o playoff.

Na próxima jornada, a Itália poderá qualificar-se e baralhar ainda mais as contas do grupo se vencer a Eslovénia no Artémio Franchi em Florença. A Sérvia terá pela frente as Ilhas Faroe em Belgrado e poderá aproveitar um deslize da sua antiga república. No jogo do mata-mata, em Tallinn, a Estónia recebe a Irlanda do Norte e pode manter bem vivo o sonho dos playoffs.

– No grupo D, a França está a fazer uma qualificatória menos sofrida que as anteriores. Na Albânia, os Franceses venceram por 2-0 com Benzema a abrir o marcador.

A Bósnia deu um passo importante rumo aos playoffs, ao bater a Bielorrussia em Minsk por 2-0. Os Bósnios são 2ºs com 13 pontos enquanto os Bielorrussos (com 12 pontos em 8 jogos) disseram praticamente adeus à possibilidade do playoff. A Roménia (11 pontos com 7 jogos) venceu o Luxemburgo fora com dois golos do extremo Gabriel Torje e continua a lutar pelos playoffs.

Na próxima jornada, a Bósnia recebe a Bielorrussia enquanto a Roménia se tentará defender contra a França.

Abrem-se aqui alguns cenários:

1. Se a Bósnia bater a Bielorrussia, não só tira os Bielorrussos do caminho como poderá passar para a frente do grupo com uma vitória acima de 4 golos caso os Franceses percam (p.e 1-0 com os Romenos)

2. Se a Bósnia perder com a Bielorrussia e a França bater a Roménia, os Franceses dão um passo em frente com 19 pontos contra os 15 dos Bielorusssos (+1 jogo), os 13 Bósnios e os 11 Romenos.

3. Se a Bósnia empatar com a Bielorrussia e os Romenos baterem a França, a Roménia passa para o 2º lugar do grupo com 14 pontos em igualdade com os Bósnios.

4. Se a Bósnia vencer a Bielorussia e os Franceses empatarem com Romenos, a França lidera com 17 pontos contra os 16 de Bósnios, 12 de Bielorussos e Romenos.

– No grupo E

Os Holandeses ofereceram o Happy Meal do dia aos pobres jogadores amadores de São Marino.

11-0 com poker de Van Persie (para esquecer os 8 que apanhou no fim-de-semana anterior com o Manchester) bis de Klaas-Jan Huntelaar e Wesley Sneijder e outros golos de Heitinga, Wijnaldum e Dirk Kuyt.

A Holanda lidera com 7 vitórias.

A Suécia escorregou em Budapeste. A Hungria (embora com mais um jogo que os suecos) igualou-os a 15 pontos com uma vitória por 2-1. Mesmo com um jogo a mais, os Húngaros torcem para que na próxima jornada algo possa correr mal com a Suécia nas últimas jornadas. Dificilmente poderá ser na próxima, pois a turma Sueca irá a São Marino. No jogo de hoje, o avançado do Bari Gergely Rudolf foi o herói da partida ao apontar o golo da vitória magiar aos 90″.

A Finlândia bateu a Moldávia em casa por 4-1 num resultado que pouco importa visto que as chances finlandesas são nulas.

Na terça-feira, a Finlândia recebe a Holanda, a Moldávia recebe a Húngria e a Suécia vai a São Marino. A Holanda poderá confirmar já na terça-feira o apuramento.

– No Grupo F, Fernando Santos e a sua Grécia continuam a liderar depois da vitória por 1-0 em Israel. Sotiris Ninis marcou o único golo da partida.

A Grécia tem 17 pontos contra os 16 da Croácia, que foi vencer a Malta com facilidade (3-1). Israel (13 pontos; +1 jogo) hipotecou a sua campanha nesta jornada.
No outro resultado do grupo, a Letónia foi vencer á Geórgia por 1-0.

Na próxima jornada teremos a Cróacia a receber Israel e a Grécia a defrontar a Letónia. Creio que o cenário mais certo seja a vitória das duas equipas da frente do grupo. Se tal acontecer, ambas garantem pelo menos o playoff e deixam a discussão da qualificação para as últimas 2 jornadas.

– No grupo G,

A Inglaterra foi a Sófia resolver o encontro na 1ª parte. 3 golos no 1º tempo por intermédio de Gary Cahill e 2 de Wayne Rooney chegaram para reforçar a liderança inglesa no grupo com 14 pontos. A Bulgária de Lothar Matthaus é uma selecção muito descolorida sem Berbatov, necessitando que apareça um novo jogador que seja excepcional.

Os Ingleses aproveitaram a solidariedade Britânica concedida por Gales. Gales estava a fazer uma campanha frustrante até hoje, momento em que a selecção galesa bateu Montenegro por 2-1 em casa. Craig Bellamy, Aaron Ramsey e Gareth Bale foram titulares na selecção de Gales; Simon Vukcevic, Stevan Jovetic, Stefan Savic e Mirko Vucinic titulares em Montenegro; Ramsey foi decisivo ao marcar o 2º golo dos Galeses e Gareth Bale fez um jogão segundo o site da UEFA; Jovetic marcou o golo montenegrino.
Montenegro, continua na 2ª posição com 11 pontos.

A Suiça folgou e continua com 5 pontos, ou seja, muito longe do apuramento.

Na próxima jornada, Montenegro folga. Se os Suiços quiserem ter uma réstia de esperança terão que bater a modesta Bulgária. O mesmo se aplica aos Bulgaros (têm 5 pontos como a Suiça). A Inglaterra poderá alcançar a qualificação caso vença Montenegro.

No grupo I, a Espanha folgou e já veremos o jogo que os espanhois fizeram esta noite mais à frente neste post.

No único jogo de hoje, a pobre Lituânia empatou a 0 bolas com o Liechstenstein em casa. Não chegará à República Checa, que amanhã jogará na Escócia. Os checos tem 9 pontos, poderão aumentar para 12 caso vençam mas ficarão com um jogo a mais que a Espanha que tem 15. Já os Escoceses tem apenas 4 pontos em 4 jogos, podendo passar para 7 caso vençam a República Checa e como tal relançar a luta pelos playoffs.

Na próxima jornada, a Escócia irá receber a Lituânia enquanto a Espanha irá confirmar a qualificação em Logroño diante do Liechstenstein.

Outras zonas:

Zona Ásiatica

Já a pensar no mundial de 2014, iniciou-se a 1ª fase de grupos:

– Grupo A – A China venceu 2-1 Singapura. A Jordânia bateu o Iraque por 2-0.
– Grupo B – – A Coreia goleou o Libano em casa por 6-0. O Kuwait foi vencer fora os Emirados por 3-2.

– Grupo C – Vitória suada do Japão frente à Coreia do Norte por 1-0. Em Saitama, o Japão de Zaccheroni com muitas ausências de jogadores que actuam na Europa suou para bater os norte-coreanos. O Uzbequistão também levou de vencido o Tadjiquistão pelo mesmo resultado.

– Grupo D – A jogar em casa e com poucos atletas da convocatória normal, os Australianos bateram a Tailândia por 2-1. Joshua Kennedy e Alex Brosque resolveram um jogo muito difícil para os Australianos. A Arábia Saudita cedeu terreno em Omã, empatando a 0.

– Grupo E – O Irão não deu hipóteses à Indonésia (3-0). Qatar e Bahrein empataram a 1 bola.

Amigáveis:

Venezuela e Argentina foram testar jogadores e promover o futebol à India. Num amigável disputado em Calcutá, a Argentina levou a melhor por 1-0. Otamendi marcou o golo da Argentina na estreia do novo seleccionador Alejandro Sabella. Os Indianos ficaram porém maravilhados com Lionel Messi e com as suas boas arrancadas.

A Argentina provou não ter conseguido superar as falhas defensivas da era Maradona e Batista. A Venezuela podia ter ganho, não fosse o avançado do Málaga Rondón ter desperdiçado algumas chances de golo.

Ucrânia e Uruguai protagonizaram um bom ensaio. 3-2 para a selecção Uruguaia.

Depois da difícil vitória espanhola no mundial de 2010 por 2-1, a selecção espanhola voltou a demonstrar dificuldades perante a interessante selecção sul-americana.

O jogo desta noite, realizado em St. Gallen na Suiça, ficou marcado pelas cenas de violência que podemos ver no video que postei.

A Espanha iniciou o jogo a perder. Ao intervalo perdia por 2-0, fruto do golaço de Maurício Isla a abrir a partida. Irritado, Del Bosque colocou Iniesta e Fabrègas, jogadores que viriam a ser os obreiros da reviravolta espanhola.

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Confusão na selecção?

Um jogador que é um dos mais experientes, dos que mais soma internacionalizações no grupo, certinho, sem grandes casos de indisciplina durante a sua extensa carreira e sabendo da dificuldade e importância que representa o jogo de sexta-feira, decide abandonar por “iniciativa própria” o estágio da selecção nacional sem dar conhecimento à Federação a razão que o motivou a abandonar.

Algo no mínimo estranho.

Ou será que já existe a confusão da praxe no seio da selecção?

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Para mim serão sempre recordados como campeões

Faz-me confusão perder um campeonato do mundo da maneira como a nossa selecção o perdeu.

O Brasil até pode ter melhores talentos individuais e ter outros argumentos técnicos que nós não temos. Mas não é combatível perante a coesão e pragmatismo da selecção nacional de sub-20.

Dois golos de sorte em que Mika foi infeliz (infeliz, não-culpado. Aos 20 anos, um guarda-redes tem que levar destas para aprender e melhorar em situações futuras) quando tinhamos o pássaro na mão, terminaram com o sonho da vitória lusa, 20 anos depois de Rui Costa ter negado o prazer da conquista aos brasileiros.

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Estou a gostar

A 19 de Setembro, escrevia eu neste blog algumas palavras elogiosas em relação a Paulo Bento, poucos dias antes da sua contratação como seleccionador nacional.


Transcrevendo as minhas palavras nesse ponto, reforço a minha ideia sobre o seleccionador nacional: “Paulo Bento conhece bem a casa, conhece bem as pessoas e é um treinador que gosta de apostar em jovens. É um homem correcto, educado e sincero. É objectivo e não gosta de fazer muitas experiências quando se tratam de jogos a doer. Quer vencer.”

Volvidos alguns meses desde a feitura desse post, não retiro uma única frase sobre o seleccionador nacional. Tendo sido eu um enorme crítico de Paulo Bento na era Sporting, na Selecção, estou a adorar o seu trabalho.

Desde o início da era Scolari que não vejo esta selecção a jogar tão bem. Com um grupo de jogadores que Queiroz transformou numa autêntica tortura, temos agora uma verdadeira selecção, se bem que a lacuna de um matador continua a persistir.

Nestes primeiros jogos da éra Paulo Bento, tem-se notado um futebol que difere dos seus antecessores. A defesa está mais acertada, o meio-campo (sem Pepe e sem Tiago!) consegue ser musculado com a presença de Raúl Meireles na defesaataque, assertivo na distribuição de jogo com o futebol da dupla do Porto Rúben MicaelJoão Moutinho, e amplo com a qualidade de passe de Carlos Martins, fazendo a sincronia perfeita para a magia de Fabio Coentrão à esquerda e Quaresma à direita, que hoje fizeram esquecer que por estas bandas existe Cristiano Ronaldo.

Na frente continua o mesmo problema. Hugo Almeida dispõe de imensas bolas para marcar mas não aproveita. Postiga é muito esforçado mas não é um matador por excelência, numa selecção onde Lièdson já não conta e onde um avançado matador procura-se desde a saída de Pauleta. (não considero Nuno Gomes um matador mas sim um avançado bastante profícuo a jogar de costas para a baliza com a linha do meio campo)

É portanto uma selecção diferente, a jogar um futebol mais alegre do que aquele que era praticado pela selecção de Queiroz. Para além de perdedor, Queiroz é um infeliz. Só um infeliz cujo currículo marca apenas duas vitórias menores enquanto treinador principal (um campeonato de sub-20; uma taça de portugal pelo Sporting) pode falar pelo nome de Carlos Queiroz. Como sabemos, Pepe não é flor que se cheire: foi castigado uma vez por uma agressão bárbara a um jogador do Getafe e ainda há poucas semanas cometeu uma agressão na Liga dos Campeões que me arrepiou todo. No entanto Queiroz é o apanágio do ditado que diz que “pela boca morre o peixe”: nessa perspectiva, Queiroz já morreu há muito tempo e Queiroz”es” existem muitos no futebol português.

Paulo Bento pode até nunca ganhar nada com esta selecção. A qualidade doida de selecções por esse mundo fora é abismal. Todavia, para mim Paulo Bento já fez mais em poucos meses do que Queiroz em dois anos: já constituiu uma selecção. Tal facto já constitui um ponto extra para quem um dia critiquei arduamente no meu clube e que perante a situação actual do clube me arrependo de ter criticado porque de facto ainda lá faz muita falta.

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Chumbada

Chumbada. A proposta de revisão dos estatutos da Federação Portuguesa de Futebol. Novamente. Agora por “insuficiência de maioria qualificada” na Assembleia Geral que se realizou hoje.

Mais uma vez foi rejeitada a adaptação dos estatutos da FPF ao Novo Regime Jurídico das Federações Desportivas. Por casmurrice dos membros que compõem a Assembleia-Geral da FPF em chegar a um acordo, a Federação Portuguesa de Futebol continua de costas voltadas para a lei. As Associações não se parecem importar com os cortes de financiamento estatal que vão sofrer.

Não se esqueçam que a UEFA está atenta ao desenrolar desta problemática. Qualquer dia, irrompem por aí a dentro com a decisão de punir desportivamente a nossa selecção. A pena pode ir até à proibição (às nossas selecções) de participarem em provas internacionais durante 2 anos.

Tá-se bem, continuem assim. Assim vamos longe. Paulo Bento até pode garantir a qualificação no campo, mas de nada isso pode valer caso as “comadres” não se entendam nas Assembleias Gerais.

Se em breve excluírem a selecção portuguesa de uma fase final de um europeu, não se esqueçam que existe alguém sapiente dos meandros que se tecem na federação avisou…

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Renunciou…

Aos 29 anos de idade, Tiago anunciou que renuncia a partir de hoje à Selecção Nacional…

Com 58 internacionalizações pela turma das Quintas, o jogador do Atlético de Madrid justificou “razões pessoais” pela renúncia, adiantando que sente que “é altura de dar lugar aos novos talentos do futebol Português” ou como quem diz “vou renunciar porque já não tenho lugar na selecção com Paulo Bento”.

No espaço de um ano, Tiago é o 5º jogador a renunciar à camisola da Selecção Nacional. No ano 2010, Deco, Simão Sabrosa, Miguel e Paulo Ferreira optaram pela mesma decisão.

Isto leva-me a concluir que das duas uma: ou é desmotivante actuar pela Selecção ou algo vai mal no actual panorama da Selecção Nacional de Futebol…

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Rendidos ao dinheiro


Depois de Ricardo Quaresma ter sido transferido do Inter para o Besiktas no Verão, os Turcos acabaram de contratar mais 3 Internacionais Portugueses: Manuel Fernandes, Simão e Hugo Almeida.

Quaresma largou a vida chata que tinha no Inter e depois de meia dúzia de jogos já é um Deus para os lados de Instambul. Contentam-se com pouco.  A contratação de Quaresma, influenciou os dirigentes do clube Turco a criar um clã Português no clube contratando os outros 3.

Exceptuando Simão, o Besiktas contratou 3 dos maiores flops de sempre da Selecção Nacional. Por muitos milhões. A pagar milhões. Simão irá receber 7,2 milhões na Turquia enquanto Hugo Almeida ultrapassará os 9 milhões caso cumpra o contrato o contrato até ao fim.

Estando os jogadores em clubes competitivos do futebol europeu (Valência; Werder Bremen; Atlético de Madrid) ,  estando o Besiktas actualmente arredado do título turco (está a 14 pontos do Trabzonspor à 17ª Jornada) e com tantas hipóteses de vencer a Liga Europa como o Sporting (ou seja, com 0.000001% de probabilidades) só consigo compreender que estes tenham ido para o Besiktas por dinheiro. Por serem propostas mais vantajosas que aquelas que tinham nos antigos clubes.

É engraçado como há meses para cá, tanto Manuel Fernandes, como Quaresma e Hugo Almeida foram colocados como possíveis reforços do Sporting. Confirmados os números salariais a primeira questão coloca-se desta forma: onde é que o Sporting arranjaria 9 milhões para dar a Hugo Almeida?

A juntar aos 4 Portugueses, também anda por lá Guti a gozar a sua reforma. Com o seu belíssimo toque de bola, mas, cada vez mais lento. Na sua habitual velocidade: lento, parado, imóvel.

Sem falar nas estrelas turcas: o veterano guarda-redes Rustu, o médio Mehmet Aurelio e o avançado Nihat.

Pus-me a pensar. A quantidade de internacionais Portugueses que alinham em campeonatos de 2ª categoria já começa a ser extensa. Como profissionais, os Portugueses começam a tornar-se iguais aos jogadores Brasileiros: onde houver muito dinheiro para dar, eles estão lá. Não importando o facto de irem jogar para equipas que não vencem nada em Ligas do calíbre da Portuguesa e que não tem grandes aspirações na Europa.

Simão, Hugo Almeida, Quaresma, Manuel Fernandes e Makukula estão na Turquia.

O clube de Makukula é impronunciável mas todos os domingos ficamos a saber pelo Jornal Record que o “tramonco” marca muitos golos lá pelas Turquias deste mundo.  Talvez seja o único campeonato em que os defesas ficam cegos pela beleza de Makukula e o deixam marcar para ele não ficar triste.

O antigo jogador do Porto Pélé já esteve no Inter, mas agora também anda pela Turquia. Num clube com um nome ainda mais impronunciável que o de Makukula. De jovem vedeta promissora, o médio centro passou a ser mais um dos escondidos do futebol Português.

Danny, Bruno Alves e Fernando Meira estão no Zenit da Russia. Estes juntam o útil ao agradável: vencem títulos, ganham bastante dinheiro e nos casos de Bruno Alves e Danny ainda vem à selecção.

Tonel saiu do Sporting no Verão para o Dínamo de Zagreb da Croácia. Nunca percebi muito a ideia de ele ir para a Croácia mas está bem – talvez lá seja mais fácil de resolver à cabeçada e ao pontapé nas costelas.

O Jovem China saiu do Leixões para o Maiorca no Verão passado. Dizia-se que era promissor – agora está no Mettalurg Donetsk da Ucrânia.

Outra pergunta que se põe é a seguinte: com Paulo Ferreira, Hilário e Bosingwa a terminar contrato no Chelsea, com Boa Morte a terminar contrato no West Ham, com Ricardo dispensado do Bétis, com Petit a terminar contrato no Colónia e com Miguel Veloso e Eduardo de porta aberta no Génova, qual deles é o próximo a rumar a estas paragens?

Para finalizar, descobri um link que elucida bem o facto dos clubes Portugueses não apostarem na formação em detrimento da contratação de jogadores Brasileiros que vem da 2ª, 3ª e até dos distritais do Brasil. Aqui poderão ver que são quase 400 os jogadores Portugueses que estão actualmente a jogar no estrangeiro.

Rendidos ao dinheiro ou com falta de colocação em Portugal?

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Tesourinhos deprimentes do futebol Português #6

Estavamos a 12 de Setembro de 2007 no Estádio de Alvalade em Lisboa, num jogo a contar para a Qualificatória para o Euro 2008 contra a Sérvia.

Depois da nossa selecção ter empatado no campo contra a sua congénere Servia, eis que Scolari protagoniza um dos momentos mais épicos do futebol Português ao espetar um murro no defesa esquerdo Sérvio Ivica Dragutinovic. Tudo para defender o “mínimo Quaresma” que se tinha pegado com Dragutinovic.

(O pormenor do murro a rebeldia de Scolari sem Dragutinovic dar conta e a atitude de Fernardo Brassard, que se impediu que o Sérvio respondesse a dobrar é delicioso)

Scolari seria alvo de um castigo disciplinar da UEFA de 4 jogos. A Selecção Nacional conseguiria o apuramento para o Europeu de 2008 da Suiça, onde conseguiu atingir os quartos-de-final. Em pleno europeu, Scolari anunciou que não iria renovar pela Selecção, rumando ao Chelsea, onde não conseguiu aquecer o banco até ao Natal!

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De quem era a culpa?

Carlos Queiroz foi despedido. De forma tardia. Paulo Bento pegou na selecção. Discursou de forma humilde. Pediu o apoio do público, pediu espírito de sacrifício aos jogadores. Conquistou o balneário. Não inventou na convocatória. Não inventou no onze inicial. Definiu uma táctica capaz de puxar pelo alto rendimento dos seus atletas.Não é um 4x1x3x1 experimental nem um 4x4x2 que se pode modificar para um 4x3x3 de forma atabalhoada. É um 4x3x3 puro. De ataque.

A nossa selecção está diferente. 1 mês depois dos jogos contra o Chipre e da Noruega. Bastaram 4 dias de trabalho para vencer justamente o nosso adversário directo pela qualificação, coisa que Queiroz não conseguiu fazer…

Tudo isto na “noite de gala” de Nani… Na noite em que Pepe voltou finalmente à sua posição de origem e que João Pereira mostrou que é o melhor lateral direito Português da actualidade.

E afinal de contas, a culpa era de quem Queiroz?

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Pequeno reparo pessoal

Se eu estivesse na posição de Paulo Bento, jamais aceitaria o comando da selecção nacional sabendo que era a 2ª escolha da Federação.

Sabendo que esta queria propor a José Mourinho um contrato de prestação de serviços em que o treinador  do Real Madrid estaria incumbido de orientar a selecção nos próximos dois jogos da qualificação, supervisionar todos o futebol das Selecções e orientar a equipa no Europeu caso se qualifique, deixando portanto o trabalho de campo e o resto dos jogos de qualificação para Paulo Bento, tal acordo só iria beliscar o orgulho próprio de um treinador que já não é propriamente um novato.

Do ponto de vista anímico, a contratação de Mourinho para estes dois jogos seria excelente. É mais que certo que não existem muitos jogadores no mundo que não se sintam moralizados por trabalhar com o melhor treinador da actualidade. No entanto, creio que isto não é solução para o futuro. O comando da selecção deve ser entregue no menor tempo possível a alguém que garanta que pode trabalhar árduamente no futuro da Selecção e Paulo Bento é uma das pessoas. Pode não ter ganho nada enquanto treinador do Sporting. No entanto, sempre fez boa figura nos anos em que lá esteve: perdeu os campeonatos para um Porto mais poderoso, ganhou 2 taças, 2 supertaças e colocou a equipa todos os anos na Champions. Tudo isto num cenário interno onde na altura, o presidente Soares Franco, lhe negava de forma repetitiva o acesso ao mercado. No cenário actual do plantel do Sporting, Paulo Sérgio ainda pode olhar para o banco na 2ª parte e ter opções como Postiga, Vukcevic, Zapater, Polga, Diogo Salomão ou Jaime Valdés. Já Paulo Bento só tinha duques e cenas tristes como Adrien, Pereirinha, Carlos Bueno, Alecsandro, Koke, Romagnoli, Gladstone, entre outros…

Paulo Bento conhece bem a casa, conhece bem as pessoas e é um treinador que gosta de apostar em jovens. É um homem correcto, educado e sincero. É objectivo e não gosta de fazer muitas experiências quando se tratam de jogos a doer. Quer vencer. Mas é o plano B de Mourinho.

Se fosse para tapar os buracos dos outros, eu não aceitava…

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A incrível luta de galos

Ameaçados pela perda do poleiro, Gilberto Madaíl e seus pares decidiram segurar a capoeira e  fazer o que há muito já deveria ter sido feito: encheram o peito de coragem, despedindo de vez Carlos Queiroz antes que outro galo de maior porte, de nome Laurentino Dias, pudesse promover a autêntica revolução dentro do galinheiro da FPF.

Foi um verdadeiro despedimento à Portuguesa. Quando tiveram todas as armas para entalar Queiroz não o fizeram. Quando ainda estavam a tempo de arrumar a casa tendo em conta os compromissos da Selecção A, os Srs. da Federação andaram a brincar aos Processos Disciplinares e às audições de testemunhas de defesa pouco abonatórias que o seleccionador arrolou. Foi então preciso que outra autoridade punisse o agora ex-seleccionador e que o interino indigitado pela FPF perdesse 5 pontos nos primeiros dois jogos da qualificação contra selecções de menor potencial.

Nunca fui grande fã de Queiroz. Provei-o durante 3 meses neste espaço. No entanto, hoje dou-lhe alguma razão quando falou do funcionamento da FPF e de alguns membros da direcção, A FPF é uma autêntica oligarquia que não consegue conduzir um barco que está à deriva: sem objectivos e sem rumo. Sem rei nem roque.

Como referi no primeiro parágrafo deste post, esta foi uma decisão que já deveria ter sido tomada há muito tempo. Logo depois do mundial, à semelhança do que fizeram por exemplo os Franceses. Depois da fraca campanha de qualificação que Portugal tinha feito e de todo o turbilhão levantado na presença no Mundial, a opinião pública não era consensual quanto à manutenção de  Queiroz no comando da selecção.  No entanto, não deveria ser apenas a cabeça de Queiroz a rolar no quadro da Federação. Deveria ser feita uma limpeza tanto no quadro profissional como no quadro directivo da Federação. Creio que a começar, as primeiras cabeças a rolar deveriam ser as de Gilberto Madaíl e de Amândio de Carvalho, os principais responsaveis pelos fracassos das Selecções nas últimas duas décadas.

Para concluir, a FPF terá na minha opinião que contratar um seleccionador estrangeiro. Não é que vá adiantar alguma coisa nesta qualificação. Já está irremediavelmente perdida. Todavia, um seleccionador estrangeiro estará livre de todo o tipo de pressões. Com toda a calma poderá caminhar para uma renovação eficaz da mesma, tendo em vista o mundial de 2014.

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