Tag Archives: Russel Westbrook

NBA 2012\2013 #33

1. Jogos de quinta-feira:

Antes do All-Star Game, as equipas que protagonizaram a competição do ano passado enfrentaram-se. Os Heat venceram por 110-100 em Oklahoma com mais um brilhante jogo de Lebron James (39 pontos, 12 ressaltos e 7 assistências; 14 em 24 em lançamento de campo e 4 em 8 triplos). Perante uma equipa da casa desinspiradíssima na primeira parte (a meio do 2º período chegaram a estar a perder por 19 de diferença) pode-se dizer que esperava um jogo mais renhido. Chris Bosh marcou 20 pontos e ganhou 12 ressaltos, ganhando por completo a luta com Ibaka e Perkins (juntos não fizeram mais do que 14 pontos e 11 ressaltos). Do lado de Oklahoma, exibição monumental de Kevin Durant com 40 pontos e 8 ressaltos (12-14 em lançamentos de campo) e uma exibição agridoce de Russell Westbrook com 26 pontos, maior parte deles obtidos no 2º tempo. No 4º período, os Thunder ainda ameaçaram a liderança dos Heat (estiveram por várias vezes a perder por 8) mas na ponta final a equipa de Miami não tremeu.

spoelstra

erik spoelstra – i am a coach?

Realce ainda para os 13 pontos vindos do banco por parte de Ray Allen e para a parca contribuição vinda do banco de Oklahoma (apenas 16 pontos, sendo que 9 vieram de Kevin Martin). O antigo jogador de Houston continua a fazer exibições muito medíocres e a provar que Oklahoma ficou a perder com a troca de James Harden para a equipa texana.

Com um jogo interior diminuído pelas ausências de Pau Gasol e Jordan Hill, os Lakers receberam mais um cabaz desta feita contra os rivais da cidade de LA. Quando se esperava que o mote do jogo fosse uma “batalha em LA”, em analogia ao fantástico álbum dos Rage Against the Machine de Zac De La Rocha e Tom Morello, a vitória acabou por cair facilmente para a equipa comandada por Vinny Del Negro.

Parcial de 15-0 a abrir com Blake Griffin completamente onfire. O poste conseguiu 18 dos 22 pontos no 1º período, fruto de 9 lançamentos de campo em 10 tentativas no período inicial. Os Lakers conseguíram reequilibrar a partida a meio do 2º período, fruto da boa prestação do seu banco de suplentes. Antawn Jamison entrou a meio do primeiro período e até ao intervalo iria conseguir 15 pontos (terminou com 17). A titular na equipa de Del Negro O “velho” Billups iria terminar a partida com 21 pontos. Para os Lakers foi quase impossível parar a eficácia de lançamento dos Clippers: 46 em 89 em lançamentos de campo (51%) e 16 em 30 de 3pts. O 5 inicial dos Clippers (Billups, Paul, Griffin, Butler e DeAndre Jordan) iria terminar a partida com 91 dos 125 pontos obtidos pela equipa. Chris Paul também esteve endiabrado com 24 pontos e 13 assistências.

Do lado dos Lakers, Dwight Howard fez 18 pontos e 8 ressaltos, mas revelou algumas lacunas a defender e a atacar, provando que não está bem fisicamente. Kobe fez 20 pontos e 11 ressaltos, não tendo feito muitos lançamentos durante a partida (apenas 13; Kobe faz em média 25 lançamentos por jogo).

A coisa continua muito feia para os Lakers. Estando com um gap de 5\6 jogos em relação a Houston e Utah, Mike D´Antoni terá que repensar muito bem a estratégia da equipa para o que resta desta fase regular. Faltando 28 jogos para o término da fase regular, os Lakers (25-29 de score) necessitarão de ir buscar pelo menos 22 se quiserem estar nos playoffs. E tal número poderá não chegar caso os Houston Rockets e Utah Jazz vencerem partidas directas contra a equipa de LA.

Para terminar a fase regular, a equipa de LA terá que jogar (entre outros jogos) contra Denver (fora) Oklahoma (fora) Chicago (em casa) Atlanta (fora) Indiana (fora) Golden State Warriors (fora e casa) Memphis (casa) LA Clippers, Portland (fora e casa) San Antonio (casa) e Houston (casa).

2. As 5 melhores jogadas da noite dos dois jogos realizados:

3.

Duas notícias que marcaram o dia de sexta feira.

Dwight Howard tem sido alvo de rumores todos os dias. Como termina contrato com os Lakers no final da temporada e aproxima-se o prazo previsto pela liga para as trocas entre equipas, muito se tem especulado sobre o futuro de Howard. Aliás, o poste dos Lakers anda nesta vida há praticamente 2 anos. Apesar do jogador ter dito hoje na chegada a Houston (onde se está a disputar o All-Star Game) que os Lakers não estão a pensar trocá-lo no mês de Fevereiro, a imprensa Norte-Americana tem especulado a possibilidade de Dallas avançar para a contratação do jogador, assim como a de Boston, trocando o lesionado Rondo por Howard. A meu ver Dallas tem possibilidade de adquirir o jogador no próximo verão enquanto free-agent. Ao admitir que em Dallas toda a gente é trocável excepto Dirk Nowtizky, o proprietário Mark Cuban praticamente admitiu que quer Howard mas só no Verão para juntar o jogo do poste de LA ao jogo do Alemão. A ideia de Boston é trocar já os jogadores. Rondo iria acabar a recuperação da grave lesão que sofreu no joelho em LA e Howard iria melhorar e muito o fraco jogo interior de Boston. Não sei se os Lakers irão querer que isso aconteça, ainda para mais quando tem os playoffs em risco e Rondo só irá voltar à competição no 2º quarto da próxima época.

Outro que tem andado nas bocas do mundo: Derrick Rose. O base de Chicago poderá voltar no início de Março à competição. Rose afirmou recentemente que não tenciona falhar toda a temporada e afastou os rumores que afirmavam que os primeiros jogos no regresso à competição poderiam dar-se através do afiliado dos Bulls (Iowa) na D- League. Esse cenário está portanto fora de equação: Rose voltará em breve. Tom Thibodeau também afirmou recentemente que não há pressa no regresso do base, estando a contar com ele quando não houver qualquer risco de quebra na recuperação.

Greivis Vasquez

Bleacher Report: Under the radar (Greivis Vasquez – New Orleans Hornets) – É indiscutivelmente um dos bases que mais gosto de ver jogar na liga. Dan Favale escreve sobre o base Venezuelano para o Online.

Já tinha escrito sobre Vasquez aqui.

amanhã escrevo sobre o All-Star Weekend que começou hoje em Houston.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Joga sensacional!

Sem tempo disponível para fazer grandes análises sobre as finais da NBA, passo a escrever algumas notas fruto das ilações que tirei do jogo 4 das finais e dos 3 jogos anteriores:

1Miami venceu ontem Oklahoma no 2º jogo no seu reduto, fazendo o 3-1 na série. Para os menos conhecedores da modalidade, esta 3ª vitória de Miami representa por um lado uma barreira psicológica que nenhuma equipa conseguiu ultrapassar nas finais da competição e que salvo erro só 4 equipas conseguiram ultrapassar na história dos playoffs da competição e que por outro lado é um estímulo para a equipa de Oklahoma.

A perder por 3-1 nas finais, nenhuma outra equipa da Liga conseguiu virar uma série. A vitória de Miami ontem é tida como a vitória que garante praticamente o título visto que o jogo 5 disputa-se quinta na Flórida. No entanto, para Oklahoma, o 1-3 significa uma oportunidade dourada que a equipa tem de vencer o título (o que seria fantástico dado que o seu franchising foi constituído em 2008) e de fazer história na NBA ao passar a série de 1-3 para 4-3.

Como resumo global destes 4 jogos, a imaturidade de Oklahoma tem vindo ao de cima. A equipa tem um talento enorme mas não consegue aguentar a pressão psicológica própria das finais da Liga. Tanto não a consegue aguentar que jogadores como Kevin Durant e James Harden tem-se mostrado algo escondidos nestes 4 jogos, ora como brutais ondas de ineficácia, ora carregados de faltas no último período, facto que naturalmente condiciona a actuação dos jogadores nos períodos decisivos.

Neste último jogo, a imaturidade do campeão do Oeste fez-se sentir novamente. Carregados por Russel Westbrook (jogo de carreira seguramente; 43 pontos) Oklahoma baqueou nos últimos frente uma equipa de Miami que venceu fruto dos grandes jogos de LeBron James, Dwayne Wade e Mario Chalmers. O último esteve muito bem no lançamento exterior, marcando 3 triplos em 9 tentativas (25 pontos no total).

O jogo começou no entanto com um gás tremendo por parte de Oklahoma. A equipa de Durant começou com uma eficácia extraordinária, cavando desde cedo uma vantagem que chegou a ser de 17 pontos. A comandar a equipa esteve sempre Westbrook. No primeiro período ainda se viu um cheirinho de Nick Collison, mas, para infelicidade dos azuis do Oeste, o poste rapidamente secou e passou despercebido durante o resto da partida. Basicamente, a equipa do Oeste dependeu exclusivamente de um Westbrook endiabrado que não teve medo de encarar o cesto ora em lançamento exterior ora em penetrações de um contra todos, ao contrário de James Harden, que pela primeira vez nestes playoffs teve momentos em que não encarou o cesto.

Do outro lado, James foi o maestro de um 5 inicial bastante inspirado. Nem mesmo no último período, aquando de problemas físicos, LeBron parou e acabou por marcar uma tripleta do meio da rua que foi meio caminho andado para a vitória de Miami. O jogo de LeBron esteve próximo do triplo-duplo, acabando por lhe faltar apenas um ressalto. No entanto, LeBron mostrou aquilo que o público nunca antes tinha visto: uma calma extraordinária, decisões acertadas e um jogo colectivo que saltou por completo à vista de todos, marcado por 26 pontos (quase todos em altura de decisões) e 12 assistências, algo que é fenomenal para um jogador que não é base (mas que se comporta como tal)…

Pelo meio, Dwayne Wade ia dando contribuições pontuais esporádicas e Chris Bosh teve um papel muito importante ao nível defensivo, anulando por completo os postes de Oklahoma. Serge Ibaka foi uma sombra daquilo que tem sido durante todos os outros jogos do playoff e dele só se viu um abafo digno desse registo.

Se olharmos às estatísticas, há aqui pormenores que foram decisivos para que o jogo pendesse para o lado de Miami. Salta-me à vista logo a quantidade de triplos que as equipas tentaram e o grau de concretização das oportunidades acima da linha de 6,25m. Miami lançou por 26 vezes e conseguiu marcar 10 triplos (30 pontos) enquanto Oklahoma lançou pr 16 vezes, concretizando apenas 3 cestos (9 pontos).

Oklahoma terá que corrigir alguns aspectos do seu jogo caso queira jogar uma 6ª partida em sua casa. Westbrook não pode estar sozinho contra Miami. Durant e Harden terão forçamente que entrar em jogo e pontuar mais do que aquilo que tem pontuado. No jogo interior, Collison e Perkins tem que ser mais duros com Chris Bosh tanto no ataque como na luta das tabelas.

Jogo 5 na madrugada de quinta para sexta às duas da manhã.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , ,