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Boa “Pretos”!

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Dentro de algumas horas

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Como é que a FIRA\AER autoriza algo assim?

Esta era a imagem do estádio de Bucareste, minutos antes do Roménia vs Portugal em rugby, jogo a contar para a 1ª jornada do Torneio Europeu das Nações 2012\2013.

Como é possivel que se tenha autorizado um jogo nestas condições?

Em campo, Portugal perdeu 15-7. Perante o frio, a capacidade dos romenos (foram ao último mundial na Nova Zelândia) pode-se dizer que foi um bom resultado visto que em Lisboa as coisas deverão ser diferentes.

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É da Nova Zelândia

Antes de passar ao jogo de facto, gostaria de começar com o hino do campeonato do mundo de rugby “world in union” para podermos escutar a grandeza do que vou escrever neste post:

A seguir à África do Sul em Paris, a Nova Zelândia em Auckland, 24 anos depois, no mesmo estádio (Eden Park) e contra a mesma selecção (França).

Na noite de Auckland, tudo começou assim:

Portentoso Haka dirigido por Piri Weepu. Destemida e bela reacção de respeito dos Franceses.

Uma final de muitos números e curiosidades.

De um lado, Marc Lièvremont, o mais contestado seleccionador da história do rugby Francês. Despedido pela Federação antes da equipa rumar à Nova Zelândia. Humilhado quando os Bleus perderam contra Tonga na última jornada da fase de grupos. Ninguém iria acreditar que a França pudesse eliminar a Inglaterra e Gales e chegar à final.
Do outro lado, Graham Henry, consagrado aos 65 anos no seu último jogo no comando dos All-Blacks, com um score total de 87 vitórias em 103 jogos no comando técnico dos All-Blacks.
Para alguns jogadores de ambas as selecções, este jogo também pode marcar a despedida das respectivas selecção dado que o rugby é contrário ao avançar da idade: com o término de uma fase, dá-se início a renovações profundas nas selecções.

Por outro lado, a história que cirandou em particular este clássico do mundial mostrava algo extremamente interessante: a Nova Zelândia, apesar da superioridade de triunfos frente aos Gauleses, venceu o campeonato do mundo de 1987 numa final contra a França neste mesmo estádio mas foi três vezes eliminada pela França (mundiais de 1991, 1999 e 2007). Temia-se o síndrome no Eden Park.

Passando ao jogo em si:

Nos 15 iniciais, poucas surpresas. Do lado Francês haveria de se registar a aposta em Morgan Parra na abertura, em deterimento de François Trinh-Duc. Como veremos mais à frente, Parra acabou por sair para dar lugar ao abertura do Montpellier.

A França entrou no jogo com todo o gás, optando por fazer a circular a bola entre os flancos. Os Franceses queriam evitar um início fulgurante dos Neozelandeses e para isso tentaram preservar a bola na sua posse o máximo de tempo possível. Esta estratégia já tinha sido adoptada nos minutos iniciais do jogo dos quartos-de-final frente à Inglaterra e então, tinha dado enormes resultados aos Franceses. A táctica gaulesa era também a de enervar os Neozelandeses e obrigá-los a cometer faltas que pudessem ser úteis ao enorme potencial e alcance do seu abertura improvisado Morgan Parra.

A Nova Zelândia, equipa muito sábia e muito habituada a lidar sobre pressão, rapidamente tomou posse do jogo e logo aos 5 minutos um offside de um jogador francês (creio que foi Do 8 Harinodoquy) deu a possibilidade ao formação All-Black Piri Weepu de atirar pela primeira vez aos postos. Seria portanto, um dos momentos do jogo, com o formação dos Crusaders a falhar. A penalidade não era fácil pois era a cerca de 30 metros encostada à esquerda. Ficou porém nos momentos do jogo visto que Weepu nunca mais encontrou o ritmo da partida. Os pontapeadores sabem perfeitamente daquilo que falo. Se juntarmos o facto que era o primeiro pontapé de uma final de um mundial, é caso para dizer que a pressão fez-se sentir.

A Nova Zelândia tomava conta do jogo depois do ímpeto inicial Francês. Nos primeiros minutos dava para ver que este, à semelhança de outras finais que me lembro ter visto (de 99 a 2007) ia ser um jogo táctico, decidido em pequenos pormenores e sobretudo, na capacidade resistente das equipas em aguentar os picos de ansiedade ao longo da partida e em conseguirem obter mais uma dose de energia depois do longo desgaste que levam no corpo.

Os Franceses estavam afoitos a jogar ao pé para as costas dos Neozelandeses. Tentavam sacudir os All-Blacks dos seus 22 e quem sabe ganhar território que lhes permitisse montar boas plataformas de ataque. Aos 11 minutos, dá-se a primeira substituição do jogo: depois de um choque numa placagens a Ma´a Nonu, Morgan Parra é substituído por lesão de sangue por François Trinh-Duc. Para os menos familiarizados com a modalidade, a substituição de sangue é temporária, ou seja, um jogador entra enquanto outro estiver a receber assistência fora-das-linhas (a assistência médica como já devem ter reparado pode entrar dentro do campo com o jogo a decorrer).

Aos 14 minutos, um dos outros momentos da partida: o ensaio de Tony Woodcock a abrir o marcador para os All-Blacks. Numa falta, Piri Weepu chutou a bola para fora dentro dos 22 metros franceses. Na touche, a bola é jogada para Woodcock, que depois de levantar o saltador correu para um espaço vazio da defensiva gaulesa e entrou triunfante para o primeiro ensaio da partida. 5-o para os All-Blacks na noite de Auckland. Os Franceses estavam literalmente a dormir no lance. Piri Weepu voltaria a falhar a conversão.

A França, no compto geral, estava a defender bem. O domínio da bola assim como o domínio territorial era (e acabou por ser como mostram as estatísticas do site do campeonato do mundo) Neo-Zelandês, mas os franceses podiam gabar-se que nos primeiros 20 minutos estavam a defender muito bem as investidas Neozelandesas. Na Nova Zelândia, o destaque inicial ia para Ma´a Nonu – as investidas do centro estavam a ser certeiras, abrindo muitas brechas no cordão defensivo francês. O centro estava sempre inclinado para explorar os espaços vazios e quase sempre conseguia penetrar muito bem. Trinh-Duc haveria de entrar em definitivo aos 22″ para o lugar de um desolado Parra.

O jogo entrou numa fase em que os avançados tentaram brilhar. De lado a lado, sucediam-se os pick and go e a luta nos breakdowns. Aos 25″, uma falta no ruck dos franceses valeria a Piri Weepu mais um pontapé de penalidade. O formação haveria de falhar novamente para desespero de Graham Henry no seu gabinete no topo do estádio. O formação já custava 8 pontos aos All-Blacks. Alimentava a esperança Francesa. Dado caricato desta altura do jogo era o facto da França só ter ído até então por uma vez ao “ninho defensivo de 22” dos All-Blacks.

Aos 33″, nova substituição na partida: Aaron Cruden, 3ª escolha para o lugar de abertura dos Neozelandeses haveria de se lesionar. Muito azar para uma selecção que já tinha perdido por lesão Dan Carter na parte final da fase de grupos e Colin Slade nos jogos das meias-finais, facto que tinha motivado Graham Henry a convocar durante a semana Stephen Donald, antigo 2 de Dan Carter para a partida da final. Donald iria entrar e como se isso não bastasse, iria ser decisivo como iremos ver mais à frente nesta crónica.

Aos 35″, os Franceses voltaram aos 22 da Nova Zelândia e depois de um pequeno trabalho de incursão dos seus avançados, foram precipitados em colocar a bola em Trinh-Duc para o drop. O jogador do Montpellier haveria de falhar. Passados 2 minutos, o abertura haveria de protagonizar uma excelente incursão pelo meio dos homens do hemisfério-sul, galgando perto de 30 metros com bola no meio-campo francês, valendo Piri Weepu numa rasteira de braço (permitido) a parar o Francês. Se Weepu não para o Francês, este poderia ter causado mossa na defensiva All-Black. A França estava portanto num final de primeira parte em que queria equilibrar o marcador.

Ao intervalo, a Nova Zelândia vencia por 5-0. Se por um lado era uma vantagem escassa (Piri Weepu tinha desperdiçado 8 pontos) por aquilo que os All-Blacks fizeram na primeira parte, por outro, era um resultado merecido pelo que os Franceses tinham feito do ponto de vista defensivo, anulando todas as veias criativas dos Neozelandeses. Aceitava-se portanto a vantagem pelo ponto de equilíbrio dos vectores que enunciei. No entanto, os Neozelandeses marcaram, tiveram mais oportunidades para marcar, foram mais fortes no duelo dos avançados, nos rucks e no jogo no chão, e com mais posse de bola e domínio territorial que os Gauleses. No entanto, a França estava fortíssima a placar, principalmente por intermédio da sua 3ª linha de luxo: Dusatoir, Bonnaire e Harinodoquy. De Dusatoir, falaremos mais à frente.

Na 2ª parte, tudo se transfigurou…

Os Franceses entraram mais poderosos e com vontade de transformar os acontecimentos verificados até então… Aos 41″, uma falta neozelandesa leva Dimitri Yachvilli aos postes para tentar uma penalidade. Á falta de Parra, o grande especialista dos franceses nesse departamento, o formação não era má solução para o 3-5. Porém, à semelhança do seu colega de sector na outra equipa, o médio de formação dos Franceses acabaria por desperdiçar.

Passados 3 minutos, uma falta francesa a 30 metros, virada aos postes em posição frontal daria a Stephen Donald a possibilidade de estabelecer o 8-0 para a Nova Zelândia: bom chutador, o experiente abertura não se fez rogado e aumentou o marcador.

A França teria que arriscar para voltar à partida. Digo voltar, visto que com 8-0 no marcador, um ensaio convertido Francês era escasso para empatar a partida. Um erro neozelandes por volta dos 46″ num ruck daria lugar a um turnover para o lado Francês. Trinh-Duc ficaria senhor do esférico numa disputa com Ma´a Nonu. A bola entrou nos 22 com posse Francesa. Depois de uma série de passes para a direita e para a esquerda, e de tentativas de pick and go por parte dos avançados gauleses, seria o flanqueador e capitão de equipa Thierry Dusatoir a entrar sem oposição para marcar um ensaio junto a um dos postes. Yachvilli punha os Neozelandeses a tremer com a conversão colocando o resultado em 7-8.

Aos 49″ saía Piri Weepu para a entrada de Andrew Ellis. Uma fraca partida do formação que foi um dos patrões desta selecção Neozelandesa neste mundial. Os Franceses estavam em alta e queriam mais. Nos minutos seguintes, os Neozelandeses tentaram avançar no jogo de perímetro curto, preservando assim a posse da bola, e, acalmando os ímpetos franceses numa altura crucial da partida. Os Franceses estavam a defender muito bem desde o minuto inicial e estavam claramente em alta. Apenas lhes traía o nervosismo quando tentavam montar o seu jogo ofensivo.

Seguiu-se um período de muitas faltas de parte a parte. Destaque ia claramente para a exibição dos 3 homens da 3ª linha francesa. A Nova Zelândia à conta de um excelente jogo colectivo ia conseguindo estabilizar o jogo, como lhe competia! Aos 63″ mais um momento do jogo quando o experiente capitão, o idolatrado capitão Neozelandês Richie McCaw é apanhado em offside pelo sul-africano Craig Joubert (mais uma grande arbitragem) e é assinalada uma penalidade a favor dos Franceses: Yachvilli vai aos postes do meio-campo (com os postes em posição frontal) e volta a falhar. Desilusão de Lièvremont no gabinete.

A França faz quatro substituições nos avançados para os minutos finais: Entram o talonador Szarzewski, o pilar Barcella, o 2ª linha Julien Pierre e o médio de formação Marc Doussin. Doussin estreia-se na selecção francesa na final do mundial. Drama até ao final. Os Neozelandeses tentam retardar um ataque final com pontapés para as costas dos avançados franceses. Alguns deles chegam inclusive a dar alinhamentos no interior dos 22 franceses. Nesse departamento, a França esteve muito bem perante a Nova Zelândia. Entra Sonny Bill Williams na Nova Zelândia para refrescar a 3ª linha. Até ao final, a Nova Zelândia controlou a bola e sagrou-se pela 2ª vez na sua história campeã do mundo de rugby.

Man of the Match, Thierry Dusatoir, capitão francês, frustrado pela derrota mas com um jogo de encher o olho a qualquer amante de rugby: 21 placagens e cerca de 60 metros ganhos com bola, algo extraordinário!

Pela negativa: viu-se pouco dos pontas de ambas as equipas (principalmente Alexis Palisson na França e Richard Kahui na Nova Zelândia) e do defesa neozelandês Israel Dagg, uma das vedetas do torneio.

No flash-interview, o seleccionador Neozelandês era um homem contente: “It´s Wonderful. I´m so proud of being a neo zealander tonight. We dreamt with this triumph many many years. Now on, we can rest in peace” – começou por dizer Henry no flash-interview realizado pela organização logo após o jogo acabar. Henry realçou o apoio do público da casa na organização do evento e no apoio incansável aos seus rapazes.

O mesmo sentimento era partilhado pelo homem que iria erguer a taça minutos mais tarde, Richie McCaw. A alegria estampada no rosto dos neozelandeses nesta imagem:

E com esta imagem, me despeço, depois de vividas as emoções do 7º campeonato do mundo da IRB. Daqui a 4 anos, estaremos com os olhos virados no Japão.

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RWC (10)

Quartos-de-final jogados em ritmo diabólico.

4 deliciosos jogos de “win or go home” que ditaram que França, Austrália, Nova Zelândia e País de Gales fiquem mais uma semana a alimentar o sonho de erguer a William Webb Ellis em Auckland no dia 23 e, que, por outro lado, ditaram o adeus dos campeões do mundo em título África do Sul, da Inglaterra, da Irlanda e da Argentina à prova.

Começamos pelo jogo entre Franceses e Ingleses

God save, les miserables et heroiques Bleus”

Golpe de teatro. É a única expressão que me ocorre para tentar explicar aquilo que aconteceu ontem em Wellington. Daqueles golpes que só os franceses, no alto do seu dramatismo e chauvinismo conseguem protagonizar.

Se há cerca de um mês atrás disséssemos que os Franceses iriam atingir as meias-finais do mundial, a primeira pessoa entendida em rugby diria em situações normais na turma gaulesa “talvez”.

Em condições normais, a França sabe perfeitamente que o seu nível permite-lhe atingir, estando sempre dependente dos sorteios e da sua classificação na fase de grupos, as meias-finais.

Não estavamos em condições normais para os gauleses. Antes da comitiva Bleu ter partido para a Nova Zelândia, a ambição de trazer a taça para casa já estava condicionada por uma decisão irreversível por parte da sua federação: Marc Lièvremont, treinador que há a tirar do sério os amantes do rugby francês com as suas invenções e com o fraco nível exibicional da sua selecção, não iria por decisão federativa renovar o seu contrato no fim do mundial qual quer que fosse o resultado no Hemisfério Sul.

Animicamente, vimos a França a partir para a Nova Zelândia sem grande crença. Digo sem grande crença, pois todos os entendidos sabem tão bem quanto eu que uma mudança de treinador, mesmo para jogadores que estejam no auge do seu jogo aos actuais 262728 anos, pode ditar que nunca mais voltem a representar a selecção em virtude da habitual renovação que se dá após os mundiais.

Não sei o que se passou no balneário Francês ontem antes e depois da partida, mas gostaria de ser mosca para saber. Antes, presumo que Lièvremont terá dado uma dose inagualável de moral aos seus jogadores para enfrentar a histórica batalha contra os seus rivais de Inglaterra. Depois, creio que deverá ter saído uma enorme euforia com sabor a sensação de dever cumprido.

Depois de mais uma derrota copiosa contra os da casa, e de uma derrota histórica frente a Tonga que só não custou eliminação porque os Tongas não conseguiram vencer o modesto Canadá na fase de grupos, os Franceses enfrentavam os brilhantes Ingleses de Martin Johnson nos quartos-de-final num claro sintoma de mau estar interno, provocado em muito pelas imensas críticas que flutuaram na imprensa francesa durante a semana.

Os críticos do Le Monde não se coibiram de chamar a Liévremont um fracasso e aos seus jogadores, os arautos de um campeonato do mundo de humilhação. Tão errados que estavam. E que grande surpresa provou ontem a França ao eliminar a turma britânica por 19-12.

Do lado Inglês, a confiança da equipa orientada (e espero que continue a ser orientada) por Martin Johnson, não acompanhava a alta dos resultados da equipa: apesar do pleno de vitórias na fase de grupos, onde se inclui uma vitória arrancada a ferros nos últimos minutos frente à Argentina, o nível exibicional da Inglaterra precisava de ser testado frente a uma equipa mais forte. A França servia na perfeição para a prova dos 9.

A Inglaterra tinha mostrado na fase de grupos, uma sobriedade normal e um regresso aos antigos padrões de jogo: Wilkinson a aproveitar as excelentes épocas que tem realizado ao serviço do Toulon no Top 14 Francês, voltava a ser o maestro de uma orquestra que tinha nesse mesmo médio de abertura um xadrezista exímio no “mexer” das peças do conjunto às ordens de Sua Majestade. Wilkinson voltava, em linguagem normal, a mexer nas peças inglesas a seu belo prazer, a controlar os tempos de ataque e a ditar a típica estratégia dos Britânicos de defender bem para sair para o meio-campo adversário e ganhar o máximo número de faltas para os certeiros pés do seu histórico número 10.

Defensivamente, James Haskell tornava-se um mostro na arte de bem placar e Chris Ashton era e é aquele ponta que todo o treinador deseja, conquistando 6 ensaios na fase de grupos.

O jogo começava com um pontapé de Wilkinson. Nos Line-ups, registavam poucas surpresas em relação aos 15 de potencial máximo das duas selecções. Na Inglaterra, Johnson cometia o erro de casting de colocar Haskell no banco, prescindindo-o por Lewis Moody. Na França, com as críticas executadas ao abertura Trinh-Duc (iria entrar na 2ª parte para formação trocando com Yashvilli) Lièvremont apostava no jovem Morgan Parra.

Desde cedo, os avançados Franceses entraram na partida com o intuito de colmatar o gap que naturalmente sentiam para os avançados ingleses, principalmente no jogo no chão, jogo onde os Ingleses são mestres e naturalmente acham-se os melhores da europa. Com uma troca de bolas veloz (nunca vi tanta velocidade nos franceses na era Lièvremont) e com uma dureza inexcedível nos rucs para ganhar posições e montar plataformas para as arrancadas dos 34, os Franceses iam dominando territorialmente e esse domínio seria transformado em pontos no 1º tempo com a obtenção de 16 pontos sem resposta. Algo no mínimo espantoso para quem assistiu à partida.

Aos 11 e 14 minutos (sendo que o primeiro pontapé foi literalmente do meio-campo) Dimitri Yachvilli mudava de pele com Wilkinson e começava a capitalizar os erros defensivos dos ingleses fazendo o 6-0 para os Franceses. A eficácia do formação ia em excitantes 1519 aos postes, coisa incrível para campeonato do mundo.

Os pick and go franceses, a roçar a vergonha para quem os utiliza normalmente (os Ingleses) eram regra imposta visto que estavam a resultar: Aos 22 minutos, após algumas fases de pick and go e a libertação da oval para o flanco esquerdo iria resultar numa série de cruzamentos excitantes abertura-centro e num fantástico ensaio de Vincent Clerc (5º no mundial) que até teve direito a rotação para ultrapassar o último defensor em linha e colocar a bola na linha de meta. Soberbo. Os Franceses davam uma autêntica lição de estética ao feio rugby Inglês.

Aos 31″ após touche ganha dentro dos 22, de sucessivas fases de pick and go alternadas com variações de jogo da direita para a esquerda, seria o defesa Maxime Medard a elevar a contagem para incríveis 16-0. Eu, nem conseguia acreditar no que estava a ver. Pobres Ingleses. Era um tremendo gozo.

Como viriam a provar as estatísticas, a França dominou em território (5743) e em tempo útil na área de 22 adversária (12 contra 8 minutos).

Na 2ª parte, Johnson, cansado do banho que estava a levar da França teve que alterar a equipa para recuperar o handicap. Se os Franceses tinham estado bem no ataque, melhor estiveram na defesa na 2ª parte, não permitindo o natural alavancar do jogo de ataque Inglês em busca do resultado perdido. No entanto, Wilkinson não estava nos seus dias e homens como Cuetto, Foden, Ashton e Tuilagi andavam completamente ausentes. Rara era uma tentativa em que um homem britânico não falhasse a recepção de um passe ou não esbarasse contra a forte defensiva gaulesa.

Foi nesse cenário que Ben Foden conseguiu aos 51″ amenizar as perdas, passando por 5 adversários gauleses para o ensaio. Continuavam dois ensaios à maior para a França.

A França nunca se deixou enganar pela vantagem que possuía e foi subindo gradualmente no terreno, de modo a ter bola e a dominar as operações. Foi nesse sentido que Yachvilli aos 73 selou a vitória para os Franceses com um drop goal certeiro a 18 metros. Táctica correcta dos homens de Lièvremont: a ganhar por 16 ao intervalo eBB perante um ensaio inglês a 30 minutos do fim, defender uma vantagem deste calíbre seria um risco neste ritmo de alta competição.

Para o final, estava reservado mais um ensaio dos Ingleses pelas mãos do centro Mark Cuetto e uma penalidade de Yachvilli que bateu em cheio nos postes e resvalou para o lado da linha de meta inglesa.

Vitória justíssima de uma França que promete para as meias finais contra Gales.

Yachvilli foi o melhor de um colectivo francês que teve 100% em alta, com relevante destaque para as prestações do trio da 3ª linha francesa, imparáveis a defender e com arrancadas extremamente possantes: Harinodorquy, Dusatoir e Julien Bonnaire.

No final da partida, eram estas as palavras de um desolado Martin Johnson: “We created more chances to score than they did, We probably had three or four chances that went missing. They took theirs and took theirs early, so it left us chasing the game. Today we let it out of our grasp too early.” – para quem viu o jogo, não é verdade. Foi um discurso algo descabido do técnico Britânico, algo que é normal visto que tinha sido eliminado do mundial por uma selecção da qual não estava a contar com uma resposta tão forte.

Já Lièvremont, não cabia em si de satisfeito com a bofetada que acabava de dar em todos os experts do rugby Francês: “We controlled the match well at the beginning. After they put pressure on us, we were able to relieve that pressure with our kicking game and that allowed us to get our game in order.
I was very happy with the first half and it was a very good half in terms of discipline. The second half wasn’t so good, but maybe it wouldn’t have been the same feeling if England hadn’t made it more difficult for us.”

Em Inglaterra, a derrota causou muita insatisfação entre as hostes locais da Federação. Várias acusações foram trocadas entre dirigentes da RFU e o futuro de Martin Johnson no comando da selecção será um assunto debatido nos próximos dias pelos dirigentes da Federação. No outro lado do mundo, o centro Tuilagi esqueceu por completo a eliminação com um mergulho através de um Ferry, facto que é proíbido por lei na Nova Zelândia. As autoridades do país levaram o jogador à esquadra e este foi multado em 3 mil libras.

Já o site Rugbyrama em França exaltou a vitória Francesa. Sonha-se alto em França. Lièvremont passou de besta a bestial.

Gales vs Irlanda

Como não consegui acordar a tempo (6 da manhã) para ver esta partida, aqui fica o registo que nos é oferecido sobre a partida pelo site do mundial:

WELLINGTON, 8 Oct. – A Wales side playing “without fear” defended their way to a Rugby World Cup semi-final by standing up to a muscular Ireland to win the first quarter-final 22-10 on Saturday.

Wales coach Warren Gatland said the younger players in his side were unaffected by the past and benefited from the solid foundation of hard work laid down in the pre-season.

“They have no baggage and there’s no fear factor,” Gatland said. “We are in New Zealand and not in the bubble of Wales and listening to any of the negativity that is sometimes generated back home.

“We’ve worked so hard in the last three, four months. We aren’t ready to go home yet.”

Wales’s three tries to Ireland’s one was a true reflection of the attacking abilities of the two sides, although not of Ireland’s first-half dominance of territory and possession at Wellington Regional Stadium.

Three times they shunned early penalty shots at goal to look for tries, but Wales were equal to them.

“We spent a lot of time in that first half in their 22 and we only came up with three points in the half,” said Ireland captain Brian O’Driscoll.

“It hurts a bit when you’re going in at half-time having the opportunities and knocking on the door but not really getting any points out of the territory.”

Caught napping

Ireland had 60 per cent of the territory and 57 per cent of possession in the first half but their bludgeoning and battering of the Wales defence produced a solitary penalty goal after Wales had opened the match with a spectacular Shane Williams winger’s try.

Ireland drew level early in the second half when wing Keith Earls somehow managed to keep his feet in play while sliding over in the corner.

But the match turned Wales’s way when man-of-the-match Mike Phillips caught Ireland napping down the blindside of a ruck – a trademark of the France-based scrum half’s play.

When Wales outside centre Jonathan Davies scored by first eluding some tiring forwards in front of him and then clapping on the pace to outstrip the cover defence, the match – and a place in the semi-finals for the first time since 1987 – was theirs.

The try had in part been created by a typically powerful run further infield by Davies’s centre partner Jamie Roberts, who soaked up defenders all night.

In the second half, the territory evened out at 50-50 and Ireland’s control of possession was pared back to 54 per cent, but by then the Irish had run out of time and ideas and been let down too often by their handling.

Typically gracious

Wales had to make 141 tackles in the match and missed only 11, while Ireland made 93 but missed 14. Ireland’s lineout also faltered at crucial times, losing three on their own throw.

Shane Williams was bullish about Wales’s chances of further progression, saying: “Some people thought I was being funny when I said we were coming here to win it, but I wasn’t.”

A majority of the crowd of 35,787 were solidly behind Ireland, but their support was not enough to stave off a fifth defeat in five quarter-final appearances at Rugby World Cups.

O’Driscoll was typically gracious in defeat, acknowledging that Wales had taken their opportunities where his side did not.

“It was a great opportunity for us winning the group, but they showed they are worthy semi-finalists, good luck to them.

“We needed to deliver a performance similar to the one against Australia or the one against Italy last week. We didn’t do that today, we knocked on way too much ball.

“Collectively and personally I won’t get this opportunity again and that really sucks. But you know, life goes on.”

Austrália vs África do Sul

O´Connor tenta passar pelos jogadores da África do Sul em pleno esforço de batalha. O jovem defesaponta de 21 anos dos Queensland Reds foi decisivo ao apontar o pontapé que leva a Austrália para as meias-finais em mais um clássico contra a Nova Zelândia. Se me perguntarem quais foram os melhores da partida não hesito: David Pocock para a Austrália pela quantidade inesgotável de força e de brio que deu ao rugby Australiano, e Victor Matfield pela experiência, pela atitude devastadora na limpeza de rucks e por ter secado os Australianos nas touches.

Táctico e épico. Springboks e Wallabies defrontaram-se na manhã de hoje em Wellington e os campeões do mundo em título foram eliminados por uma inconstante selecção australiana.

Era o clássico mais esperado destes quartos-de-final.

De um lado, a África do Sul de Peter de Villiers em alta com o pleno de vitórias obtido na fase de grupos. Após péssimos testes no 3 Nações, os Sul-Africanos apareciam neste mundial com uma aparência algo debilitada. No entanto, a experiência veio ao de cima e a vitória contra Gales prometia em grande nível a participação dos campeões do mundo em título.

Do outro lado, a inconstante e ofensiva Austrália de Robbie Deans, orfã da criatividade de Matt Giteau e com uma onda negativa em seu redor cimentada pela derrota contra a Irlanda e com a exibição pouco conseguida contra a Itália.

Nos 15 iniciais, as duas selecções mostravam-se na máxima força para se degladiarem em campo pela passagem às meias. Na Austrália, a dupla de sucesso na 2ª linha Dan Vickerman e James Horwill voltava a remeter o veterano Nathan Sharpe ao banco de suplentes. Com o nó que Matfield estava a dar nas touches, Robbie Deans ainda tentou remediar a situação colocando o veterano saltador na frente do histórico sul-africano mas Matfield continuou a coroar de exito a sua prestação pessoal mesmo na hora da derrota da sua selecção. O instável Quade Cooper continuaria a jogar na abertura, mas, voltou a decepcionar em campo.

Na África do Sul, Peter de Villiers (falaremos de um after-match case que levou o seleccionador sul-africano a resignar ao cargo após esta derrota) voltou a apostar no jovem Pat Lambie a defesa em deterimento de homens mais experientes como Butch James.

Os primeiros minutos da partida começaram com as duas equipas a quererem jogar ao largo e sem apostar muito no desgaste através do jogo de avançados. A Austrália entrava nervosa no jogo, falhando alguns passes e algumas recepções, algumas delas em sítios comprometedores. Will Genia e Quade Cooper conseguiriam todavia despachar o jogo como podiam em jogadas à beira da sua linha de ensaio. Nos primeiros minutos, o jogo era muito mal jogado, com os homens lá de trás a trocar bolas ao pé e sem que qualquer selecção quisesse assumir as despesas de jogo.

O primeiro grande momento do jogo iria surgir aos 11″ quando depois de um alinhamento conquistado por Matfield, o asa Shalke Burguer haveria de perder a bola a 10 metros da sua linha de ensaio quando tentava jogar à mão (Burguer costuma ser exímio a sair a jogar em zona aflitiva) e resultante do turnover, a Austrália em dois passes mete o 2ª linha James Horwill embalado para o primeiro ensaio da partida. Erro imperdoável para os springboks a este nível e Burguer não iria recuperar a compostura depois desse erro. O´Connor não iria converter e o resultado era de 5-0 aos 12″.

Embalada pelo ensaio, a Austrália chegava-se à frente e tentava o 2º. Aos 14″, Kurtley Beale conseguia uma arrancada estonteante por meio dos 34 australianos e só não foi ensaio porque a seu lado ia o talonador Stephen Moore e como tal foi bem placado pela defensiva australiana. Um minuto depois seria Heinrich Brussow a cometer falta no meio campo sul-africano e O´Connor a capitalizar o erro para o 8-0 de penalidade. Brussow, o melhor placador sul-africano iria sair lesionado minutos depois, obrigando De Villiers a mexer na equipa.

Perante a pontuação inicial da Austrália, a África do Sul tentou sair e começou a rondar a área de 22 dos Australianos, que só não tem dissabores aos 22″ porque Will Genia, apertado por vários jogadores africanos, atira a bola para fora dentro dos 22 metros concedendo uma touche de introdução Springbok. Do alinhamento, os sul-africanos tiveram com um ruck montado a 1 metro da linha de ensaio mas seria novamente Burguer a cometer uma infracção que permitia à Austrália respirar. Os Sul-africanos iam jogando no perímetro curto mas a Austrália, mal ou bem, ia resolvendo os seus problemas defensivos.

Nesta altura, apareciam os temíveis centros sul-africanos: Jacques Fourie e De Villiers tentavam arrancar pelo meio campo fora mas sem grandes resultados. Tanto os centros como os pontas australianos tiveram muito escondidos durante toda a partida.

Aos 26″ depois de assinalado um offside aos Australianos, Steyn tentou uma penalidade do meio campo mas sem exito. Era extremamente difícil dado o posicionamento da bola, no cruzamento entre a linha do meio campo e a linha final do flanco esquerdo sul-africano.

A África do Sul, até ao final da primeira, haveria de estender o seu jogo pelo meio-campo australiano, mas apenas uma falta de mãos no ruck de James Horwill haveria de resultar em pontos com uma penalidade de Morne Steyn para o 3-8. Mesmo em cima do intervalo, nova penalidade do meio-campo não trazia sorte a Steyn.

Na 2ª parte, como tinha sido apanágio da primeira, os primeiros ascendentes seriam australianos: primeiro seria Cooper e o seu ponta Digby Ioane a iniciar uma veloz arrancada com bola pelo território sul-africano, parada, mas em falta clara pelos sul-africanos. Na jogada seguinte, um passe para a frente de Jan de Villiers para Habana cortou uma jogada de ensaio para a África do Sul. Habana esteve muito apagado neste mundial.

Aos 49″, perante a fraca prestação do capitão John Smit e de Bryan Habana, Peter De Villiers tenta mexer no ímpeto da equipa, colocando Bismark Du Plessis como talonador e François Hougaard na ponta: o ponta havia sido talismã contra Gales, marcando o ensaio da vitória nos últimos minutos. A África do Sul cresceu em muito com as investidas de Du Plessis no pick and go mas continuava a perder por 5. Passados 5 minutos, nova falta australiana dava o 6-8 a Steyn de penalidade. Renascia a contenda. 3 pontos eram no entanto um prémio pouco abonatório para os 8 minutos consecutivos que a África do Sul tinha passado no meio-campo australiano em busca do ensaio da reviravolta.

A Austrália desconcentrou-se definitivamente e cometia erros após erros. Quade Cooper em dia não, num pontapé de 22 após ter pedido marco quase dava o ensaio à Africa do Sul. Valeu o facto de Matfield ter entrado de lado no ruck em jogo faltoso. Tanta água tentava a África do Sul levar ao seu moínho que aos 57″, Morne Steyn virava o resultado para 9-6 com um daqueles drops que só ele sabe fazer.

A Austrália tinha que vir para a frente. Com o 9-6 vinha um momento de indecisão na partida. Até que aos 72″, num gesto salvador e quando se previa que a Austrália tinha perdido gás para a recuperação, James O´Connor pontapeava uma penalidade a 40 metros para gáudio dos milhares de adeptos australianos presentes em Wellington.

O jogo tanto podia ter caído para um lado como para o outro, mas na minha humilde opinião, a África do Sul mereceu mais a vitória nesta partida.

Com o fim da partida, Peter De Villiers veio muito serenamente ao flash-interview afirmar que este tinha sido o seu último jogo ao comando dos springboks. Como legado, deixa uma taça do mundo e uma selecção de enorme valia que foi construíndo ao longo destes anos e que será recordada por muitos anos pelos sul-africanos.

Do lado Australiano, euforia pela eliminação dos detentores da William Webb Ellis e contenção nas palavras porque nada está ganho e domingo há jogo frente à Nova Zelândia.

Robbie Deans – “Immense. David Pocock’s game was remarkable. It will be delightfull to see him next sundae near Richie McCaw. We had some real issues there in the second half clearing our ball and they put us under a lot of pressure. I’m really really proud of the way boys fought and dug in. That was a huge effort and took everything. I’m just stoked. The really pleasing thing tonight was that we just kept going and kept perservering and got the result. We to work some gaps of our game to develop in game next week against New Zealand.” – disse o seleccionador Australiano


Piri Weepu pulled on his shooting boots to kick New Zealand to victory over Argentina and seal a place in the Rugby World Cup semi-finals.

Weepu was the star performer of the match at Eden Park, slotting seven penalties for a 100 per cent success rate that set a RWC 2011 record.

Second-half tries by Kieran Read and veteran Brad Thorn cemented a 33-10 win for the All Blacks to set up a last-four showdown with Australia next week and the success commemorated full back Mils Muliaina’s 100th Test match.

Weepu’s night of magic drew praise from assistant coach Steven Hansen, who said: “He had an outstanding game and we are really proud of him.

“Tonight he stood up. His brain is working at 100 miles an hour but he is ice cool as well. He is one of the leaders in the team.”

Teammate Conrad Smith was equally impressed. “His goalkicking was huge for us and that fed a bit of confidence into him,” he said.

Handling error

A menacing rendition of their Kapa o Pango haka made the All Blacks’ intent clear but it was not the most polished of starts from the number one team in the world.

New Zealand were lucky not to concede a try just seven minutes into the match following a handling error by young fly half Colin Slade as they battled to break through the Argentine defence.

Weepu got the first points on the board from a penalty kick in 12 minutes, the longest time it has taken the All Blacks to score points at RWC 2011.

Handling errors continued to plague them and it was not long before the Pumas pounced, with Julio Farías Cabello going over for the first try on the half-hour mark. A successful conversion by captain Felipe Contepomi gave his side a one-point lead before two more penalties from Weepu put the All Blacks back in front 12-7 at half-time.

New Zealand’s newest squad member Aaron Cruden, who joined the team last week following Dan Carter’s exit through injury, revelled in the opportunity to play after replacing Colin Slade in the 32nd minute.

“A couple of weeks ago I was sitting on the couch and enjoying the Rugby World Cup in New Zealand and now I am playing in it,” Cruden said. “It is surreal.”

Brave performance

Weepu continued his fine kicking form after the break while New Zealand pushed for a try.

Argentina’s defence continued to hold firm, managing to deny the All Blacks any points for 10 minutes as they played a man down after scrum half Nicolás Vergallo’s trip to the sin bin.

But with a final tally of 134 tackles compared with New Zealand’s 54, the Pumas started to tire towards the end. That enabled Read to break through to score the All Blacks’ first try and bring most of the 57,912, black-clad fans to their feet.

Although it took his men 66 minutes to register a try, New Zealand coach Graham Henry was happy with how his side took on their tenacious opponents.

“You like to score early. It takes the pressure off,” he said. “But it was one of those games. It was a tough old game. They played well and I think they deserve a lot of credit.”

Captain Richie McCaw said: “They defended really well. In the first half they slowed the ball. As the game went on we got on top of things. We kept believing what we were doing and we got the points.”

Argentina captain Contepomi commended his team’s brave performance against the tournament favourites and believes the effort bodes well for the future.

“I think we were competitive for 60 minutes,” he said. “Then the All Blacks showed their match and they won it well. But that’s just rugby.

“When we have the ball, we have to try to keep it a bit longer because we have some players who can play some more dynamic rugby. But that will happen when we play more games and when we play every year against the best, the All Blacks.”

The stage is now set for New Zealand to meet their trans-Tasman rivals Australia next Sunday. With the All Blacks still smarting from their most recent loss to the Wallabies in the final Tri Nations match in August, Read is relishing meeting them again in the semi-final.

“For us to play next week is good enough in itself,” he said. “But I suppose it doesn’t get much better than playing a semi-final against the Aussies.”

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RWC (9)

Depois da vitória da Austrália frente à Rússia por 68-22 e da copiosa derrota da França (já apurada) frente a Tonga, nesta madrugadamanhã realizaram-se os últimos jogos da fase de grupos, tendo Gales, Irlanda e Argentina carimbado o acesso aos quartos-de-final da prova.

Num breve sumário:

A Argentina apurou-se no 2º lugar da Pool B como lhe competia. Depois de uma emocionante vitória sobre a Escócia, os Escoceses falharam o assalto do apuramento frente aos Ingleses e os Argentinos bateram a Geórgia com algum grau dificuldade, porém, sem colocar o apuramento em risco.

No jogo contra os Georgianos, e como se previa em qualquer antevisão feita sobre o jogo, prevaleceu a luta dos avançados. Ora no jogo no chão, ora nas melées, ora nos alinhamentos. Os Georgianos efectuaram o típico jogo de pick and go, mas quase sempre esbarraram contra uma aguerrida defesa argentina que teve no 2ª linha Patrício Albacete o seu grande esteio. O 2ª linha do Stade Toulousain ganhou 5 dos 11 alinhamentos ganhos pela sua selecção enquanto o flanqueador Juan Leguizámon executou 11 placagens durante a partida.

Numa primeira parte de muita luta, e onde a Argentina demorou a encarrilar nos trilhos da vitória (os Georgianos estavam a defender bastante bem as investidas dos 34 argentinos) só aos 32″ é que Juan Manuel Imhoff, confirmando o excelente momento de forma que atravessa, conseguiu abrir um furo na defesa dos europeus e voar para o primeiro ensaio da partida. Sol de pouca dura: aos 39″, o médio de abertura Lasha Khmaladze haveria de colocar a Geórgia a vencer ao intervalo por 7-5.

A Argentina teve que assumir outra estratégia na 2ª parte e nas primeiras faltas cometidas pelos Georgianos avançou para os postes, para se distanciar no marcador e sobretudo para não fazer empolgar a turma Georgiana. Em dois pontapés, Filippo Contepomi colocou 2 penalidades e consequentemente o jogo a 11-5. O experiente médio de abertura Argentino haveria aos 68″ de aproveitar um rápido contra-ataque argentino onde um pontapé para a frente de Imhoff haveria de aparecer nas suas mãos para o ensaio tranquilizador da passagem argentina à fase final da prova. Agustin Gosio iria selar a vitória no último minuto.

A Geórgia despede-se deste mundial com objectivo cumprido: venceu a Roménia e discutiu a partida com Argentinos e Escoceses.

Quanto aos Argentinos, Felipe Contempomi foi claro no flash interview ao afirmar que no próximo domingo a sua selecção terá que se esforçar para poder bater a Nova Zelândia.

No dia em que a Nova Zelândia ficou a saber que o seu melhor jogador, o abertura Dan Carter, irá falhar a fase final da prova devido a uma lesão muscular na zona da virilha contraída num treino, o seleccionador Graham Henry, já com o apuramento mais que decidido, não quis arriscar e colocou em campo uma selecção maioritariamente composta por suplentes contra o Canadá.

Jogadores como Owen Franks, Richie McCaw, Richard Kahui, Keven Mealamu, Kieren Read, Ma´a Nonu, Andrew Ellis e Adam Thomson, Isaia Toeava ou Cory Jane não se equiparam.

O Canadá também não ofereceu grandes dificuldades à Nova Zelândia. Foi o habitual jogo de um sentido que haveria de redundar num folgado 79-15. 12 ensaios marcados pelos jogadores Neo Zelandeses. O ponta Zac Gilford (4) o flanqueador Victor Vito (2) Jimmy Cowan, Israel Dagg, Jerome Kaino (2) Sonny Williams e Mils Muliaina marcaram os ensaios dos All-Blacks na partida. Ainda houve lugar para uma grande penalidade de Colin Slade. Do lado Canadiano, até foi Ander Munro que abriu a partida com uma penalidade. Os ensaios Canadianos foram marcados aos 39″ e 42″ pelo ponta Conor Trainor.

No meio deste autêntico massacre, quem esteve muito bem foi o abertura Colin Slade, agradando Graham Henry. Perante a lesão de Dan Carter, o médio de abertura dos Highlanders é claramente a escolha mais provável para o jogo de domingo frente à Argentina.

Mais um jogo de decepção para os Fijianos neste mundo. A selecção Fijiana foi cilindrada por Gales por 66-0 e sai de prova com uma única vitória, alcançada perante a modesta selecção da Namíbia.

Sem grandes poupanças, Warren Gatland não quis colocar o apuramento em causa perante Fiji e os seus jogadores não foram de modas: 9 ensaios – Jamie Roberts (2) Llyod Williams, Scott Williams, Leigh Halfpenny, Sam Warburton, George North, Lloyd Banks, Jonathan Davies e uma penalidade de Rhys Priestland traçaram um jogo muito tranquilo para Gales. A selecção Galesa enfrenta a Irlanda nos quartos-de-final.

No jogo mais esperado do dia, a Irlanda não vacilou perante a Itália e ganhou por 36-6, carimbando o apuramento. Como não consegui ver o jogo nem o resumo do mesmo, fica aqui a transcrição da breve análise que nos é dada pelo site do torneio.

” DUNEDIN, 2 Oct. – Brian O’Driscoll felt right at home during Ireland’s 36-6 victory over Italy on Sunday that clinched their progression into the quarter-finals.

More than 28,000 fans, nearly all of them in green, white and orange, witnessed a first-half performance that held a hungry Italian pack at bay before the Irish kicked away after the break with some expansive rugby.

“That was the best, seeing rows of green everywhere you look,” O’Driscoll said of the support.

“It was like Lansdowne Road – in fact, I have played in Dublin before when it hasn’t been that good.”

Ireland fly half Ronan O’Gara kept the scoreboard busy at a stadium where kickers had previously suffered.
O’Gara, retaining his place ahead of Jonathan Sexton, stroked three penalties in the first 40 minutes as the Irish kept their noses in front despite a tough physical battle against the Italy forwards at Otago Stadium.
An injury to prop Martin Castrogiovanni three minutes before half-time in the final Pool C clash weakened the Azzurri in their key battleground with the score at 9-6.

Tough times

And Ireland won virtually every skirmish after the break, running in three tries against an increasingly ragged defence, while the Italians failed to take the few opportunities they had.
O’Gara finished with 16 points, and the scoreline allowed the luxury of a late appearance by Sexton, who was unerring with one penalty and a conversion.
Those scores were built on the foundation of a prize-fighting display from flanker Sean O’Brien, who took the man-of-the-match award.

“We’ve done our job but tough times are to come,” said O’Brien, looking ahead to the quarter-final against Wales in Wellington on 8 October. “We’re halfway there.

“There’s fire in the belly, and that’s what we had tonight.”

O’Brien drew whistles from the crowd when he needed to change his shirt just before half-time, enjoying a moment similar to Sonny Bill Williams’ ‘wardrobe malfunction’ for New Zealand against Tonga as he struggled to force the jersey over his considerable torso.

Bruising run

“I don’t think I really compare to Sonny Bill Williams, I don’t really have the same body,” he said.

“But I was trying to get the shirt on as soon as possible.”

O’Driscoll sprinted through for his first try of the competition on 47 minutes. Another bruising run from him soon after led to the ball being recycled to Keith Earls, who scored in the corner, and Earls added another in the final minute to cap a great night for the Irish. Italy coach Nick Mallett said the Irish support had been a significant factor in the outcome of the match.

“I think every New Zealander had a green shirt on tonight, because I don’t believe there are that many Irish with enough euros to have been here,” he said.

Italy looked a beaten side by the time O’Gara converted Earls’ first try to make it 26-6 after 53 minutes.

Take responsibility

And with the Azzurri making 97 tackles – 38 more than the Irish – fatigue set in as the Irish backs took control.

Italy’s lack of bite was summed up by an overthrown lineout from hooker Salvatore Perugini as they set up for a drive in Ireland’s 22 late in the match, gifting possession back to the men in green.

“We have to be men about it and take responsibility,” said Italy captain Sergio Parisse after their bid for a first quarter-final appearance fell short.

“No-one took a backward step on the pitch. We have to be realistic and say Ireland are a better team than us, and they played at a higher level than us.”

Assim sendo,

1. O grupo A terminou com a Nova Zelândia com 20 pontos (a totalidade de pontos possíveis) a França com 11, Tonga com 9 (se Tonga não tivesse perdido com o Canadá teria chutado a França fora do mundial na fase de grupos) Canadá com 6 e Japão com 2.

O Grupo B terminou com a Inglaterra em primeiro com 18 pontos, a Argentina em 2º com 14, Escócia com 11, Geórgia com 4 e Roménia com 0.

O grupo C foi ganho pela Irlanda com 17 pontos, contra os 15 da Austrália, os 10 da Itália, os 4 dos Estados Unidos e 1 da Rússia.

Já o grupo D foi ganho pela África do Sul com 18 pontos. Gales acabou com 15, Samoa com 10, Fiji com 5 e a Namíbia com 0.

2. Ao nível colectivo:

2.1 A Nova Zelândia foi a selecção com mais pontos marcados na fase de grupos com 240. A selecção com menos pontos marcados foram a Roménia e a Namíbia com apenas 44.

2.2 A África do Sul foi a selecção com menos pontos sofridos. Apenas 24. A selecção com mais pontos sofridos foi a Namíbia com 266.

2.3 A selecção com mais ensaios na fase de grupos foi a Nova Zelândia com 36. As que obtiveram menos ensaios foram a Roménia e a Geórgia com apenas 3. Com mais ensaios sofridos, a Namíbia, com um total de 36.

3. Ao nível individual:

3.1 O jogador com mais pontos somados na fase de grupos foi o médio de abertura Springbok Morné Steyn com um total de 53 (2 ensaios, 14 conversões e 5 penalidades) tendo ficado na 2ª posição o médio de abertura de Tonga Kurt Morath com 45 (6 conversões e 11 penalidades) e em 3º o médio de abertura Irlandês Ronan O´Gara com 39 (9 conversões e 7 penalidades). O 2º já não poderá lutar por esta distinção dado que a sua selecção já foi afastada do mundial.

3.2 Ao nível de ensaios, o jogador com mais ensaios marcados foi Chris Ashton da Inglaterra com 6, sendo que Israel Dagg (Nova Zelândia) Adam Ashley-Cooper (Austrália) Vincent Clerc (França) tem 5. A competição fica em aberto para a fase final da prova.

3.3 Ao nível de conversões, Morné Steyn e Colin Slade (Nova Zelândia) lideram com 14 contra as 12 de James O´Connor da Austrália e as 10 de Stephen Jones de Gales. Esta competição também fica em aberto para os próximos jogos.

3.4 Ao nível de penalidades, Kurt Morath acabou a fase de grupos com 11. O abertura Merab Kvirikashvili da Geórgia alcançou 8 e Dimitri Yachvilli da França, Ronan O´Gara da Irlanda e Chris Patterson da Escócia alcançaram 7. Apenas o francês e o irlandês continuam em prova.

3.5 Ao nível de drop goals, a liderança pertence a Theuns Kotze da Namíbia e Dan Parks da Escócia com 3 drops certeiros. Ambos saíram fora de prova. Johnny Wilkinson,”o rei dos drops”, tem 1 neste momento mas poderá vir a fazer alguns nos próximos jogos.

4. Para finalizar, aqui ficam as datas e respectivos horários do alinhamento dos jogos dos quartos-de-final:

4.1 Sábado teremos às 6 da manhã (hora portuguesa) o Irlanda vs Gales – o jogo disputa-se em Wellington e às 8 e meia da manhã o tão esperado França vs Inglaterra – jogo que se disputa em Auckland

4.2 Domingo teremos às 6 da manhã o Irlanda vs Gales – o jogo disputa-se em Wellington e às 8 e meia da manhã o Nova Zelândia vs Argentina.

Os jogos tem transmissão em directo na Sporttv.

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RWC (8)

A Namíbia despediu-se do mundial com mais uma derrota volumosa. 81-7 contra Gales foi o resultado do adeus dos africanos aos campos da Nova Zelândia. Não há muito a dizer sobre este jogo. No entanto, o comportamento dos Namibianos tem melhorado de campeonato em campeonato: os Namibianos já não perdem jogos por mais de 100 e deram um excelente espectáculo na primeira jornada contra as Ilhas Fiji.

Gales entrou em campo com uma equipa onde não contavam as suas maiores estrelas, principalmente na linha dos 34 e o seleccionar Warren Gatland aproveitou inclusive para dar minutos ao abertura Stephen Jones (vindo de lesão) e para descansar na 2ª parte o 3ª linha flanqueador Sam Warburton, para já, o jogador em mais evidência na equipa Galesa.

Gales acelerou rapidamente o jogo e causou dificuldades aos Namibianos: Stephen Jones testou o seu pontapé com exito logo aos 3″ e até aos 18 minutos, os galeses haveriam de chegar a 3 ensaios por intermédio de Scott Williams, Aled Brew e do 3ª linha centro Toby Faletau.

Na 2ª parte, dois ensaios a abrir: o 2º de Scott Williams e o do pilar Gethin Jenkins. Na resposta, a Namíbia marcou o seu ensaio de honra aos 53 minutos por intermédio do 2ª linha Henry Kohl. Até ao final, a selecção africana ainda haveria de ser penalizada com um cartão amarelo ao pilar Raoul Larsson e haveria de sofrer mais 7 ensaios, todos por cansaço, 3 dos quais motivados pelo cansaço e ausência de um jogador em campo.

Para as estatísticas, os ensaios foram marcados por Georg North (2), Jonathan Davis, Scott Williams (3º) Lloyd Williams, Lee Byrne e Alun Wyn Jones.

No encontro de despedida da selecção Japonesa deste mundial, Canadá e Japão empataram a 23 pontos num jogo bastante bem disputado e emocionante até ao final. A selecção nipónica despede-se com honra de uma participação  (3 derrotas e 1 empate) que deve ser encarada como mais uma experiência positiva para o seu rugby.

Estas equipas já se tinham defrontado no campeonato do mundo de França em 2007 tendo-se registado na altura um empate a 12 pontos.

No campo, as duas equipas jogaram sempre para ganhar. Aos 5 minutos depois de uma melée para o lado canadiano, vários jogadores do pack avançado Canadiano ultrapassaram a linha de ensaio japonesa. O árbitro da partida, o sul-africano Jonathan Kaplan teve que recorrer ao videoarbitro para decidir se haveria de conceder ou não ensaio aos Canadianos. O Australiano Matt Goddard negou o ensaio aos representantes do continente norte-americano. Todavia, estes não se ficaram a lamentar no chão e na melée a 5 metros da linha de ensaio que lhes seria concedida por Kaplan, jogaram a bola para o lado esquerdo e em superioridade numérica nesse flanco construíram uma excelente plataforma para o ensaio do ponta dos Glasgow Warriors McKenzie marcar o primeiro ensaio da partida.

Passados 3 minutos, Aos 9 minutos, uma jogada japonesa também obrigou o arbitro principal a chamar o videoarbitro, mas este, ao contrário daquilo que tinha acontecido na área japonesa, deu ensaio ao Japão. Marcado por intermédio de Shota Horie.
Os Japoneses tomavam vantagem na partida por intermédio das boas intervenções de James Arlidge. Passados 3 minutos, o defesa japones Shaun Webb (de origem neozelandesa) arrancou pela esquerda e parou a 1 metro da linha de ensaio. Isto porque antes de pressionar a bola contra o chão foi placado por um jogador canadiano. Mais uma vez Jonathan Kaplan teve que pedir a ajuda do videoarbitro, e como de facto, nota-se no lance que Webb sai fora do campo, o australiano Goddard não teve dúvidas em anular o 2º ensaio aos japoneses.

Aos 38″, com clara superioridade japonesa na partida, o flanqueador Japonês Ryan Nicholls (outro jogador de origem neozelandesa) arrancou em pick and go e gerou uma situação de toque curto para os flancos que quase dá ensaio para a equipa japonesa. A bola sai fora. No alinhamento, o saltador Japonês foi mais lesto a roubar a bola e Alridge combina primeiro como ryan nicholls e depois com Kosuke Endo, rumando posteriormente o ponta Endo para um brilhante ensaio debaixo dos postes do Canadá.

O Japão ia para o intervalo com uma vantagem de 17-5.

Na 2ª parte, as hostilidades começaram com um brilhante ensaio aos 44″ novamente por Phil McKenzie, a léguas o melhor jogador desta selecção do Canadá! McKenzie terminou com uma poderosa arrancada! Dão-se três penalidades pelo meio que colocam o jogo a 23-13: Arlidge marcou 2 penalidades para o Japão enquanto Adan Munroe marcou uma para o Canadá.
Os canadianos acordaram tarde e tarde foram para a frente e tentaram resolver a partir dos seus avançados. O médio de abertura Munro haveria de marcar o ensaio que colocaria o Canadá a 3 pontos do Japão a 5 minutos do fim. Não chegava para que os Canadianos pudessem chegar à vitória. Os homens do Canadá não desistiram e continuaram a pressionar a defensiva Japonesa em busca do ensaio ou de uma falta que desse uma penalidade e como tal um pontapé aos postes que pudesse evitar a derrota. Conseguiram-no a 3 minutos do fim depois de assinalada uma falta por fora-de-jogo de um jogador japonês. Adan Munroe empataria o jogo a 23 pontos. No último minuto, Arlidge ainda tentou um drop kick mas este acabaria por sair ao lado.

Com a missão de ganhar para acalentar a possibilidade de discutir com a Irlanda a passagem aos quartos-de-final e a praticar um rugby de bastante qualidade, o seleccionador italiano de nacionalidade sul-africana Nick Mallett entrou em campo com uma selecção próxima da melhor combinação de jogadores que a Itália pode dar. Mallett não se podia dar ao luxo de arriscar perante uma equipa cuja selecção irlandesa apenas tinha conseguido vencer por 22-10.

Muita luta de avançados nos primeiros minutos. A Itália dominava e tentava estender os seus jogadores no campo. Os EUA eram acutilantes mas Sergio Parisse, à medida daquilo que tinha feito contra a Rússia inaugurava o marcador com um belíssimo ensaio depois de uma assistência do 2ª linha italiano de origem sul-africana Cornelius Van Zyl.
Os EUA partiram imediatamente para o ataque em busca dos pontos para que os italianos não avançassem muito mais no marcador. Aos 16″, uma falta fazia com que os Norte-Americanos colocassem o jogo fora. Depois de ganhar o alinhamento, Paul Emmery entrou numa investida pessoal contra a defesa italiana e depois de ganhar vantagem deu o ensaio ao defesa Chris Wyles para o empate com os Italianos.

A vantagem seria desfeita até ao intervalo: primeiro com um pontapé de penalidade de Mirco Bergamasco. Depois com três ensaios: aos 30″, depois de um mull, o formação italiano Fabio Semenzato iria soltar a bola para o abertura Luciano Orquera furar por completo a bem urdida defesa Norte-Americana; dentro dos descontos e após uma excelente perfuração no chão dos avançados italianos seria Martin Castrogiovani a marcar o seu primeiro ensaio num mundial. Um bom prémio para o pilar que cumpre na Nova Zelândia o seu 3º campeonato do mundo pela selecção italiana. No lance, metade dos créditos pertencem a Luke McLean. O ponta de origem Australiana iria ser decisivo na obtenção deste ensaio.

A 2ª parte seria de claro domínio Italiano. Jogando ora com os avançados ora com os 34, a Itália estava desejosa de obter mais ensaios. Aos 68″ viria o último ensaio da partida para os europeus: novamente através de um mull dinâmico, os avançados italianos empurraram a turma Norte-Americana para a sua área de ensaio tendo clamado por ensaio. O Irlandês George Clancy teve que pedir a ajuda do videoarbitro, o Sul-Africano Shaun Veldsman, que rapidamente disse que não tinha visibilidade suficiente para avaliar a validade do lance. Lance anulado e melée a 5 metros. Novo mull dos italianos que os EUA partiram em falta – como o recurso à falta por parte dos americanos neste tipo de situações já estava a ser recorrente e com um grau elevado de anti-jogo facto que já tinha inclusive punido por Clancy com um cartão amarelo 9 minutos antes ao 3ª linha asa Louis Stancil, levou que o Irlandês assinalasse um ensaio de penalidade a favor dos Italianos.

A Itália ainda sonha com a passagem à fase final da prova. Vencer a Irlanda será uma tarefa complicada, mas, se tiver que o ser será agora graças ao volume de jogo que os italianos tem construído e mesmo à forma física com que se apresentaram neste mundial.

Os EUA despedem-se do mundial com uma excelente prestação. Ganharam o o jogo que lhes competia à russia e bateram-se devidamente contra Italia e Irlanda. Conseguiram um ensaio contra a Austrália, feito que merece ser sempre recordado por qualquer colectivo. Precisam (assim como precisa o Japão, a Namíbia, as Tonga, a Roménia, Rússia a Geórgia, Canadá e outras selecções que não estão aqui presentes mas cuja evolução na modalidade tem sido positiva como são os casos de Portugal, Uruguai, China, Chile, Hong Kong, Moldávia, Zimbabwe, Espanha, Ucrânia, República Checa, Alemanha, Brasil, Coreia do Sul, Holanda e Lituânia, Quénia e Marrocos) de mais jogos contra selecções competitivas (sejam elas as principais, secundárias, sub-23, universitárias ou apenas um XV escalonado pelas respectivas federações) para que o jogo possa evoluir e tornar-se mais competitivo.

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rwc (6)

Depois da esmagadora vitória Australiana frente à modesta selecção Norte-Americana num jogo em que o ponta Adam Ashley-Cooper esteve em destaque, reporto aqui os últimos 4 jogos deste mundial que tenho vindo a seguir com alguma atenção.

À partida para este mundial, previa-se que o jogo de ontem que opôs a Nova Zelândia à França tivesse sido o centro das atenções na Pool A.

Muito resumidamente, o seleccionador Francês Marc Lièvremont comprou o bilhete antecipado para o 2º lugar da França do grupo e por questões de índole física dos seus principais jogadores e moral dos mesmos (não convinha à França largar os seus trunfos frente à selecção da casa perante um estado eufórico e arriscar-se a perder um jogo por muitos) Lièvremont sabotou este clássico do rugby mundial dois dias antes na conferência de imprensa, desiludindo todos os Neozelandeses que pretendiam ver a sua selecção num competitivo jogo contra a 1ª linha do rugby francês, afirmando que ia poupar jogadores.

Perante um estádio cheio de eufóricos adeptos All-Blacks, a selecção da casa não sentiu dificuldades em derrotar a França por expressivos 37-17, confirmando o primeiro lugar do grupo.

Henry Graham não poupou nenhum dos seus jogadores para o embate contra os Franceses, torneando assim a questão que tinha sido levantada em 2007 quando os Neozelandeses (no dia seguinte à eliminação contra a França em Cardiff) queixavam-se que aquela derrota também se tinha verificado em virtude de não terem disputado qualquer jogo de topo até aos quartos-de-final (Os All-Blacks tinham defrontado na fase de grupos a Escócia, a Itália, Portugal e Roménia).

Lièvremont acabou por cumprir metade da promessa que tinha deixado na sala de conferência de imprensa, e no 15 titular da França haveria por não colocar o talonador Servat, o 3ª linha Imanol Harinordoquy (em sua vez jogou o não menos reputado e talentoso Louis Picamoles) o abertura François Trinh-Duc e o defesa Cédric Heymans. Porém, todos estes atletas entraram na 2ª parte. Fora dos convocados haveriam de ficar Nicolas Mas, David Skrela, Alexis Palisson, Romain Millo-Chluski, Fulgence Ouedraogo e David Marty.

A França ressentiu-se desta estratégia do seu treinador e os 34 All-Blacks haveriam de fazer a vida negra aos Franceses. Sempre comandados pelo brilhante Dan Carter, os Neozelandeses chegaram facilmente aos 3 ensaios logo na primeira parte por intermédio do nº8 Adam Thomson, do defesa (neste jogo actuou a ponta) Cory Jane e do ponta Israel Dagg, que na 2ª parte haveria de marcar o 2º ensaio da conta pessoal. Na primeira parte, o melhor que os Franceses conseguiram foi uma penalidade convertida por Dimitri Yachvilli.

A defesa dos Gauleses haveria de acertar na 2ª parte, não sendo tão permissiva às investidas dos homens lá de trás da formação do hemisfério sul mas haveria de cometer mais faltas sobre os mesmos. Como referi, Israel Dagg haveria de marcar mais um ensaio logo a abrir a 2ª parte, Dan Carter continuou a brilhar com um pontapé de penalidade e um drop e o jogo iria terminar com uma França mais afoita, marcando dois ensaios por intermédio do centro Mermoz e do abertura Trinh-Duc sem que a Nova Zelândia concluísse o jogo com o último ensaio da autoria de Sonny Williams.

Com as contas de grupo A e grupo B praticamente fechadas, os All-Blacks irão defrontar a Argentina nos quartos-de-final enquantos Franceses terão pela frente um grande clássico do velho continente contra a Rosa de Inglaterra.

– No duelo das mais fortes selecções do pacífico, Samoa levou a melhor sobre Fiji por 27-7.

Não foi um jogo muito bonito. De um lado, as Fiji quiseram jogar por intermédio da força, técnica e velocidade dos seus 34. Do outro lado, Samoa apostou em muito no poderio dos seus avançados e começou a construir o resultado com imensas faltas ganhas por este dentro do território Fijiano.

O seleccionador Fijiano Samu Domoni fez uma alteração estranha no 15 titular das Fiji. O abertura Serenaia Bai, uma das unidades com melhor rendimento dos Fijianos nos primeiros 2 jogos passou para centro enquanto Nicky Little assumiu (sem grande prestação; é sem dúvida um dos jogadores mais fortes desta selecção mas está abaixo de forma) o lugar de abertura. E o jogo de ataque dos 34 Fijianos com as suas habituais e rápidas trocas de bola e acelerações não funcionaram contra a agressiva selecção Samoana.

O jogo projectado pelo seleccionador de Samoa Titimaia Tafua resultou na perfeição e a sua selecção foi ganhando pontos ao pé: na primeira parte, o abertura Tusu Pisi () converteu 3 penalidades e atirou para valer um excelente drop. Ao intervalo, Tonga cumpria o quadro estratégico delineado na perfeição e vencia por 12-0.

A 2ª parte começou com nova penalidade de Pisi e um ensaio de Kahn Fotoal´i aos 62 minutos, elevando o marcador para 22-0.Canadá

Cereja no topo do bolo foi o ensaio que seguiu, surgido de uma brilhante arrancada do 3ª linha na imagem (George Stowers) culminando uma exibição de ouro (15 placagens efectivas) para o lado Samoano. As Fiji ainda reduziram por intermédio do ensaio de Netani Talei.

– A Irlanda bateu a Rússia por 62-12 em que jogo que veio a confirmar o que se previa: sentido único para a área de ensaio Russa.

Como era previsto, os movimentos muito simples dos Irlandeses cilindraram a pobre Russia, que apesar das derrotas veio a este mundial para aprender com as equipas de nível de classe mundial e fortalecer as suas raízes tendo em conta os jogos dos próximos anos contra as selecções do “seu campeonato” tal como Portugal o fez em 2007. Tanto o fez, que os Lobos, nos últimos 4 anos conseguiram ganhar em território Romeno, empatar na Geórgia e lutar pelo resultado contra equipas com mais estaleca no circuito mundial como o Canadá, Tonga ou Japão.

Os Irlandeses já sabem que irão jogar contra Gales nos quartos-de-final, num jogo que promete muita emoção dado que são duas selecções do mesmo calíbre e cujos jogadores actuam praticamente todos no mesmo campeonato, a Liga Céltica.

A selecção Irlandesa entrou em campo com uma selecção alternativa por opção do seu seleccionador Declan Kidney, preocupado já com o jogo dos quartos-de-final. Mesmo assim os Irlandeses entraram a todo o gás perante mais um jogo em que os russos foram muito imaturos do ponto de vista defensivo, facto que lhes valeu um amarelo (ao médio de abertura Rachkov) e consequentemente os dois primeiros ensaios Irlandeses. Na primeira parte, a Irlanda marcou 5 ensaios (Fergus McFadden, Sean O´Brian, Andrew Trimble, Isaac Boss e Keath Earls) sendo que os últimos 3 foram obtidos nos últimos 5 minutos da primeira parte, numa fase em que os russos acumularam desconcentração com cansaço.

Na 2ª parte, os Russos obtiveram mais 2 ensaios para a sua contabilidade no ano de estreia num mundial mas acabaram por sofrer outros 4. Despedem-se do mundial na próxima jornada contra a selecção Australiana.


No jogo do dia, a Argentina teve a pontinha de sorte que lhe faltou contra a Inglaterra perante a Escócia e assegurou praticamente a passagem aos quartos-de-fina. Só uma vitória larga dos Escoceses frente aos Ingleses poderá ditar azar para os Argentinos.

Num jogo muito fechado e muito lutado a meio campo (as estatísticas mostram 5446 em posse de bola para os Escoceses; 5050 em território; 3,07m dos Argentinos na área de 22 escocesa contra 10,50 dos Escoceses na área argentina) foi o ensaio de Lucas Gonzalez Amorosino (mais uma vez em destaque neste mundial) aos 72″ que deu esta grande vitória à turma Argentina num jogo que foi disputado quase sempre ao pé e nas intensas lutas de avançados onde os argentinos quase sempre levaram a melhor sobre os Escoceses.

No regresso de Filippo Contepomi aos Pumas, coube ao eterno aberturacentro abrir as hostilidades com uma penalidade aos 19 minutos. Num duelo de históricos, a primeira parte teria duas penalidades de Chris Patterson, o eterno defesa escocês.

Na 2ª parte, com 6-3 no marcador a incerteza pairou até ao final mesmo depois da Escócia ter chutado dois drops certeiros (Jackson e Dan Parks) e da Argentina ter respondido com mais um pontapé de Contepomi. Os Pumas não se deram por vencidos e numa grande jogada colectiva haveriam de fechar com um brilhante ensaio de Amorosino e a preciosa conversão de Contempomi. Os Escoceses ainda tentaram ripostar e avançaram no terreno em busca da vitória mas os 10 minutos finais iriam pertencer à maravilhosa garra da defensiva argentina, que conseguiu suportar as investidas finais dos escoceses, principalmente pelo fabuloso Patrício Albacete, homem de 17 placagens durante os 80 minutos.

Para finalizar, algumas notas específicas sobre o andamento dos grupos, estatísticas colectivas e feitos individuais:

1. No Grupo A, a Nova Zelândia lidera com 15 pontos, contra os 10 da França, os 5 de Tonga e os 4 do Canadá. O Japão não marcou qualquer ponto. O Canadá só tem 2 jogos efectuados e ainda tem hipóteses matemáticas de conseguir o apuramento, mas será algo bastante difícil.

1.1 Os NeoZelandeses são a equipa com mais pontos marcados – 161 no total. Nesta estatística, a África do Sul aparece em segundo com menos 8 pontos e a Inglaterra em 3º com 121.

1.2 Os All-Blacks também são a selecção com mais ensaios na prova: 24. Os Sul-Africanos tem 20 enquanto os Ingleses tem 1.

Os Japoneses são a equipa com mais ensaios sofridos. No total foram 22.

2. No Grupo B, a Inglaterra lidera com 14 pontos contra os 10 dos Argentinos e Escoceses (o score dos Argentinos é 65-33 enquanto o dos Escoceses é de 61-43). Geórgia e Roménia ainda não fizeram qualquer ponto mas os Georgianos apenas realizaram 2 jogos. Os Georgianos jogam contra Argentinos e Romenos enquanto a Escócia joga contra os Ingleses.

2.1 Para passar, a Escócia necessita:

2.1.1 Vencer a Inglaterra com ponto de bónus sem que os Ingleses marquem qualquer ponto, indiferentemente de vitória ou derrota da Argentina.
2.1.2 Vencer a Inglaterra sem ponto de bónus desde que a Argentina perca ou empate o seu jogo.
2.1.3 Empatar com a Inglaterra desde que a Argentina perca com a Geórgia ou apenas marque ponto de bónus defensivo
2.1.4 Perder com a Inglaterra desde que consiga ponto de bónus defensivo e a Argentina não marque qualquer ponto.

2.2 Os Ingleses são a equipa com menos pontos sofridos da prova (22) e em conjunto com a Austrália e África do Sul apenas sofreram 1 ensaio.

3. No Grupo C, a Irlanda lidera com 13 pontos, contra os 10 Australianos, os 5 Italianos, os 4 Norte-Americanos e o ponto que a Rússia conseguiu.

3.1 Cenários para este grupo:
3.1.1 A Irlanda e Austrália passam caso vençam os seus jogos.
3.1.2 A Autrália vence o grupo caso a Irlanda perca contra a Itália e a Austrália vença o seu jogo.
3.1.3 A Itália passa caso vença a Irlanda e o outro jogo, sendo que terá que marcar bónus num dos jogos e não permitir que a Irlanda faça ponto defensivo. Caso a Irlanda faça ponto defensivo contra a Itália, os Italianos são obrigados a vencer com bónus os dois jogos.

4. No Grupo D, a África do Sul lidera com 14 pontos, contra os 10 de Samoa, os 5 de Gales (menos um jogo) os 5 de Fiji e os 0 de Tonga

4.1 Cenários:
4.1.1 A África do Sul passa em primeiro caso ganhe ou empate a partida que lhe resta.
4.1.2 Samoa passa caso vença com pontos de bónus e Gales vença as duas partidas mas não consiga vencer uma delas com ponto de bónus ou caso empate o seu jogo e Gales vença apenas 1 partida ou caso perca e Gales não vença as duas partidas.
4.1.3 Para Gales passar basta vencer duas partidas, uma com ponto de bónus (caso Samoa não atinja ponto de bónus) ou com 2 pontos de bónus caso Samoa o consiga.

5. Ao nível de estatísticas individuais:

5.1.1 O melhor marcador da prova é o médio de abertura Springbok Morne Steyn com 48 pontos (2 ensaios, 13 conversões e 4 penalidades) sendo perseguido por Kurt Morath de Tonga com 31 (5 conversões e 7 penalidades) e Morgan Parra da França com 28 (1 ensaio; 4 conversões; 5 penalidades).
Steyn também lidera a classificação de mais conversões: 13 contra 10 de Colin Slade da Nova Zelândia.

5.1.2 O melhor marcador de ensaios é Chris Ashton da Inglaterra contra 4 de Adam Ashley-Cooper da Austrália, Vincent Clerc da França, Richard Kahui e Israel Dagg da Nova Zelândia e Vereneki Goneva da Ilhas Fiji.

5.1.3 Kurt Morath lidera o ranking de penalidades com 7 contra 6 de Tusi Pisi de Samoa com 6 e 5 de Morgan Parra da França, Chris Patterson da Escócia e James Hook de Gales.

5.1.4 Theuns Kotze da Namíbia lidera a lista de drop goals com 3, todos eles apontados contra as Fiji.

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RWC (5)

Depois das vitórias folgadas de domingo da Inglaterra (41-10 contra a Geórgia) da França (46-19 contra o Canadá) e a vitória sofrida de Gales nos últimos minutos contra Samoa por 17-10 que colocam estas três selecções com o carimbo praticamente confirmado para a 2ª fase da prova, foi com algum interesse a que hoje assisti ao jogo entre Itália e Rússia.

Se a Itália por um lado, conseguiu bater-se muito bem na 1ª jornada frente à Austrália (6-34) e apresenta-se com os olhos postos no jogo contra a Irlanda na última jornada para tentar alcançar os quartos-de-final da prova pela primeira vez, motivava-me por outro lado ver o jogo da Rússia por vários motivos: depois de uma primeira jornada em que a selecção Russa entrou muito nervosa na sua estreia num mundial de rugby e em que tal nervosismo custou duras críticas de várias pessoas ligadas ao rugby mundial quanto ao valor desta selecção para jogar um mundial, interessava-me bastante ver os russos em acção, até num espírito de clara comparação entre a participação dos Russos neste mundial e a participação lusa em 2007.

A prestação dos Russos contra a Itália hoje tanto foi melhor como pior que a Portuguesa em 2007. Em 2007, em Paris, no mítico Parque dos Principes, Portugal averbou uma derrota por 31-5 contra a selecção italiana, selecção que recebeu alguma renovação mas cujas pedras basilares do seu XV continuam as mesmas desde então. Portugal conseguiu um ensaio contra os italianos. Os Russos estiveram substancialmente melhor do ponto de vista ofensivo contra a equipa suplente de Itália, obtendo 3 mas sofrendo penosos 53 pontos resultantes de 9 ensaios italianos. Portugal sofreu 31 pontos mas discutiu o resultado até aos últimos minutos finais. Os Russos, à passagem dos 24 minutos já tinham sofrido 4 ensaios e como tal, já tinham permitido o ponto de bónus ofensivo aos Italianos assim como a vitória da Itália já era dado inquestionável por parte da selecção de leste. 

Nick Mallett, experiente seleccionador Sul-Africano (com nascimento em Inglaterra), homem que já orientou os Springbooks no mundial de 1999 e o Stade Français da Top 14, optou por gerir o esforço dos seus principais atletas com vista às partidas contra Estados Unidos e Irlanda, partidas que serão decisivas para o futuro dos italianos na prova. Assim sendo, contra os Russos, Malett operou uma autêntica revolução no XV principal da sua selecção, fazendo entrar 12 caras novas para o jogo contra os Russos, num claro acto de gestão de esforço dos principais nomes italianos (Alessandro Zanni, Martin Castrogiovani, Mirco Bergamasco, Cornelius Van Zyl, Gonzalo Canale) e de prémio aqueles que tem trabalhado na evolução do rugby da selecção italiana desde muito jovens, caso de Edoardo Gori, Luke McLean (jogador que antes de se naturalizar Italiano chegou a jogar o mundial de sub-20 pela Austrália) Tommaso Benvenuti, Paul Derbyshire e Riccardo Bocchino, jogadores que decerto irão continuar a trilhar os bons resultados da selecção italiana nos próximos anos.

A inspirada selecção italiana entrou em campo com o intuito de resolver cedo o jogo contra a sua congénere russa. Tanto que aos 29″ já vencia por claros 29-0, fruto de 5 ensaios quase seguidos, de um total domínio ao nível de posse de bola, de um domínio territorial esmagador e de muitos erros imaturos vindo do alto nervosismo Russo. O capitão da Selecção Italiana Sérgio Parisse abriu o marcador logo aos 6″. Aos 14″ Giulio Toniolatti rompeu toda a defesa russa com uma poderosa arrancada, finalizando no canto direito. Passados 3 minutos seria o centro Benvenuti a ensaiar num lance em que atacou ao pé a defesa russa e conseguiu dar uma ligeira pressão na bola dentro da área de ensaio. Aos 24″, uma jogada confusa que começou com um alinhamento lateral rápido por parte de Sérgio Parisse em que 5 jogadores russos ainda estavam no chão a recuperar da jogada anterior e a defesa russa estava completamente passiva, Giulio Toniolatti facturava o seu segundo ensaio da noite. Passados 5 minutos, com sucessivas faltas numa melée a 5 metros da área de ensaio por parte dos jogadores da 1ª linha Russa, o árbitro Inglês Wayne Barnes não foi de meias medidas e após avisar os atletas em causa da selecção russa validou um ensaio de penalidade para a Itália.

Eram portanto muitos erros a um nível de exigência e competitividade grande como é o do mundial de rugby.

Descontente com o começo avassalador dos Italianos, o seleccionador Nikolai Nerush decidiu mudar na equipa, com sorte, para melhor: tirou de campo o lento formação Shakirov e colocou Yanuyshkin, rápido formação que revolucionou por completo o jogo ofensivo russo e conseguiu com que a sua selecção saísse da sua área de 22 para o pleno uso da posse de bola no meio-campo italiano.

A substituição surtiu grande efeito: Yanyushkin marcou um belo ensaio aos 34″ (o primeiro ensaio russo num campeonato do mundo) numa jogada em que perante várias fases na área dos 22 italiana decidiu pegar na bola e furar adversários até à linha de ensaio. O intervalo iria terminar com mais um ensaio italiano, concretizado por Edoardo Gori.

Na 2ª parte, Tommaso Benvenuti acabaria por marcar o seu 2º ensaio pessoal no jogo. A Rússia iria responder com outro ensaio, desta vez um ensaio irregular em que o árbitro da partida não conseguiu ver que o último passe para as mãos do ponta Mikhail Ostroschko foi feito claramente para a frente.

Até ao final, mais dois ensaios para a Itália: o Australiano naturalizado Luke McLean iria fazer uma enorme arrancada pelo flanco direito e Alessandro Zanni iria entrar para marcar numa jogada colectiva italiana. Yanyushkin haveria de também arrancar para o 3º ensaio russo, fazendo com que a bola terminasse nas mãos do centro Alexei Makovetskyi.

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RWC (4)

Depois de alguns dias de ausência destas crónicas, volto a escrever sobre aquilo que se tem passado no mundial de Rugby.

Já para a 2ª jornada da fase de grupos, enquanto estivemos ausentes, o Canadá facturou uma interessante vitória sobre Tonga (25-20) a Escócia teve grandes dificuldades em bater a Geórgia (mostra que as selecções emergentes estão cada vez mais próximas de competir com as grandes selecções; a Escócia não conseguiu lograr um único ensaio), Samoa entrou a vencer no Mundial depois de derrotar a Namíbia por 49-12 e a Nova Zelândia, numa noite em que a organização homenageou todas as vítimas das catástrofes que abalaram o Japão neste ano de 2011, bateu a selecção nipónica com bastante facilidade (83-7).

Nesta madrugada, a história foi diferente:

A Irlanda bateu a Austrália no jogo grande do grupo C. Com a vitória frente aos Australianos, a Irlanda assegurou praticamente a passagem no 1º lugar do grupo.

15 – 6 espelha bem aquilo que foi o jogo. Demasiado fechado, demasiado táctico, demasiado aberto à luta corporal e à vontade de não ceder barata a vitória. Os Irlandeses, com o vigor do costume, executaram bem a táctica planeada para a partida e anularam por completo os Wallabies.

No primeiro test-match a doer para a selecção comandada por Robbie Deans, denotou-se a falta de um criativo. Denotou-se a falta de um jogador “abre-latas”. E esse jogador estou seguro que era Giteau. Por mais que jogadores como o formação Will Genia, o abertura Quade Cooper e o ponta Kurtley Beale tentassem mexer o jogo para os 34 Australianos, o resultado acaba por ser o esbarramento contra a forte muralha defensiva Irlandesa. Foi na acutilância e agressividade defensiva que resultou o sucesso da selecção europeia: os avançados irlandeses não deram espaço para o jogo dos avançados australianos (Ben Alexander, James Horwill e Rocky Elson costumam ser avançados que gostam de penetrar com a bola nas mãos) e da exibição dos 34 australianos pouco ou nada se viu de destaque. Mesmo com uma posse de bola dividida (51% para os Irlandeses49% para os Australianos e um domínio territorial Australiano (54%, sendo que os Australianos tiveram um tempo de 10,34m dentro da área de 22 metros irlandesa) nada acabou por sair bem aos Wallabies perante a agressividade defensiva Irlandesa. Os números são rosto desse facto.

O 3ª linha James Horwill foi peremptório ao afirmar na zona mista instalada dentro do Eden Park em Auckland a frustração do colectivo Australiano: “Ireland did well and we played some dumb rugby. We were not good enough” – e de facto, vimos uma selecção Australiana muito atípica. Sem grande energia e criatividade no ataque, os Irlandeses aproveitaram todos os erros defensivos dos Australianos e como é seu tímbre pela dádiva de terem excelentes executantes de penalidades (no caso deste mundial, do abertura Jonathan Sexton e do mítico veterano Ronan O´Gara) com o jovem abertura a efectivar duas penalidades e um drop e o experiente veterano a fechar a vitória irlandesa.

A Austrália terá que reforçar as suas bases caso queira discutir a vitória. A Irlanda agradou-me bastante depois de uma primeira partida pouco conseguida frente aos Estados Unidos.

– No grupo D, depois de uma vitória muito sofrida perante Gales, a carreira da Selecção Sul-Africana está claramente em ascendente neste ano de 2011. Os Sul-Africanos confirmaram as minhas palavras e aquilo que é de conhecimento público: em campeonato do mundo são crónicos candidatos ao título mundial e mesmo com poucas credenciais exibidas nos test-matches efectuados no último ano, não há tempo nem espaço para contemplações.

49-3 com a marcação de 6 ensaios, ponto de bónus ofensivo, carimbo do 1º lugar do grupo (a nada que algo de supra excepcional possa acontecer nos restantes jogos) e muito indolor para as aspirações das Fiji no grupo.

Num jogo bem disputado em que os Springboks não foram de meias medidas e ao intervalo já venciam por 23-3 com dois pontapés e duas conversões executadas por Morne Steyn e dois ensaios por intermédio do primeira linha Steenkamp e do centro Jacque Fourie, as Fiji bateram-se com honra mas foram completamente impedidas que usar o seu rugby de velocidade e força pela defesa Sul-Africana, que hoje, não permitiu veleidades aos fortes centros e pontas da selecção do Pacífico.

Na 2ª parte, num ritmo de cruzeiro, a África do Sul não tirou o pé do acelerador (como de resto não poderia tirar frente a uma selecção do calíbre da Fijiana) e obteve mais quatro ensaios por intermédio do centro François Steyn (na imagem) do médio de abertura Morne Steyn (que jogador fenomenal) do pilar Mtwarrira e do 3ª linha centro Danie Roussouw, que apesar das 21! (sim, 21!!!) placagens efectuadas pelo seu colega de sector Henrich Brussow, acabou por ser eleito o homem da partida. As Fiji acabaram por sair da partida com um tímido pontapé de penalidade do seu médio de abertura Serenaia Bai, e como Gales conseguiu um ponto defensivo perante a África do Sul, Fiji vê-se obrigada a vencer os Gales ou empatar com ponto de bónus ofensivo para anular a desvantagem pontual provocada pelas partidas contra os Springboks. Isto, se nada de extraordinário acontecer nos jogos de Gales e da selecção Fiji contra a Selecção de Samoa, que perante tais resultados também poderá tentar dar uma perninha pela qualificação num grupo que de resto nota-se ser o mais forte e equilibrado da prova. No entanto, sou da opinião que Gales irá passar como 2º classificado deste grupo, porque é de facto muito mais selecção que Fiji ou Samoa.


– No grupo B, depois da nada desprestigiante derrota no jogo inaugural contra os Ingleses, a Argentina não permitiu veleidades à Roménia do género das que os Escoceses tinham permitido no jogo inaugural do grupo e cilindraram os Romenos por 43-8, dando sinal à Escócia (a jogar bastante mal) que os Argentinos irão colocar os Escoceses fora da fase final sem esforços de maior.

Ao bom estilo de Nani Corleto, o defesa do Leicester Tigers Lucas González Amorosino (na imagem) foi o jogador em destaque no lado Argentino.

As premissas que explicam a vitória dos Argentinos são fáceis de evidenciar e explicar:

1. Com a coragem e o sangue quente do costume, os Argentinos entraram mandões na partida e com vontade de resolver o problema cedo de modo a que os Romenos, pela proximidade do marcador não ganhassem alento à semelhança daquele que tiveram no jogo contra a Escócia. Madrugadores, os Pumas abriram rapidamente as hostilidades com dois ensaios: Santiago Fernandez aos 5″ e Juan Leguizámon aos 9. Mais dois se seguiriam ainda dentro do 1º tempo com Juan Figallo e Amorosino. Os Romenos respondiam com uma penalidade de Dimofte e um ensaio de Ionel Cazan. Na 2ª parte, Juan Imhoff e Genaro Fessia haveriam de chegar ao ensaio nos minutos finais quando o seleccionador Santiago Phelan já optava por fazer descansar os seus principais jogadores e rodar os menos experientes de modo a prepará-los para qualquer eventualidade que surja durante a prova.

2. Os Argentinos anularam por completo o forte Romeno, ou seja, o poder de penetração dos seus avançados no pick and go. Quando alguém o consegue fazer, bloqueia por completo as soluções de jogo dos Romenos. Eventualmente, o leitor mais atento e interessado pergunta-se porque é que Portugal não monta soluções para parar as investidas de jogo dos avançados romenos e bloquear as soluções de jogo dos Romenos. A resposta é simples: não desprezando por completo a qualidade e o notório esforço e luta que os avançados portugueses entregam ao jogo, estes estão a anos luz da vivacidade e da virilidade de homens como Leguizámon, Ledesma, Fernandez Lobbe, Juan Figallo, Patricio Albacete, Rodrigo Roncero ou Martín Scelzo. Se os Romenos são duros de roer, os avançados Argentinos ainda mais duros são. Aqui está o segredo do rugby argentino.

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RWC (3)

Dia 3 decorreu sem surpresas de maior.

Austrália e Irlanda venceram contra adversários menos cotados, como se previa. Os Australianos bateram a Itália sem dificuldades de maior por 32-6. Já os Irlandeses sofreram com os Norte-Americanos por 22-10, não alcançando o ponto de bónus ofensivo. 

No jogo grande, a África do Sul sentiu muitas dificuldades, como era de esperar, frente ao País de Gales, derrotando os Galeses por 17-16.

Assim, de forma breve:

1. A Austrália bateu a Itália por 34-6.

Num jogo incaracterístico nos primeiros minutos em que a jovem Austrália (a mais jovem Austrália ao nível de média de idades a participar num campeonato do mundo) teve muitas dificuldades em aplicar o seu jogo ofensivo baseado nas rápidas circulações de bola entre os seus jogadores, a Itália conseguiu retardar o máximo que pode o primeiro ensaio Australiano. De um lado, a Austrália denota em muito a ausência do seu principal criativo, o médio de abertura Matt Giteau, jogador cujo seleccionador Robbie Deans, quase que de forma inexplicável, deixou de fora dos seleccionados.

Vozes do passado dos Wallabis (Greegan; Larkham, Tuqiri) chegaram mesmo publicamente a revoltar-se contra o Neo-Zelandês por ter deixado o principal criativo da equipa em terras Australianas. Nota-se que apesar do facto de Quade Cooper e Luke Burgess serem uma dupla de enorme valia para a Selecção Australiana, nenhum dos dois consegue atingir o máximo de soluções de jogo, de inteligência, de raça e visão de Giteau.

Enquanto a Itália praticava o típico jogo europeu – lutar contra os avançados Australianos em busca das faltas que pudessem dar penalidades e assim retardar a marcha Australiana será sempre uma tarefa ingrata para as selecções europeis – a Austrália não tinha grandes soluções no ataque. Prova disso foi o ponto de bónus atingido de forma tardia na segunda parte, já com o jogo totalmente partido para o campo Italiano. Até lá, a Austrália sentiu dificuldades e recorreu mesmo às penalidades para construir o seu resultado e expulsar lentamente o gáudio italiano motivado por estar em altura maior do jogo com hipóteses de o discutir.

De um 6-6 incómodo para a Austrália no primeiro tempo (2 penalidades de Quade Cooper bem secundadas por 2 belas respostas de Mirco Bergamasco por intermédio do mesmo veneno, muito bem trilhado pelas acções de avançados como Parisse ou Castrogiovani) Deans puxou as orelhas aos seus jogadores de uma forma tal, que a Austrália teve que puxar dos galões na 2ª parte para bater a pobre Itália. Daí que o ensaio do pilar Ben Alexander numa bela entrada de avançados tenha aberto o caminho da vitória para os Australianos. Depois, foi o que se viu. Ashley-Cooper, James O´Connor e Digby Ioane deram o show do costume dos homens lá de trás do 15 Australiano. A Itália, foi obviamente fraquejando com o decorrer da partida.. 

2. A Irlanda teve de suar ainda mais para bater a comezinha selecção Norte-Americana.

Um misto de juventude e veterania constitui uma Irlanda que a jogar assim, terá bastante dificuldades em conseguir um bom resultado na prova.

Brian O´Driscoll, lendário capitão Irlandes resumiu muito bem a partida no flash-interview: “Tivemos de trabalhar de forma árdua para ganhar esta partida” – disse.

Perante um adversário muito aguerrido do ponto de vista defensivo, valeu aos Irlandeses o vedetismo mais que assumido e justificado de O´Driscoll e do senhor da imagem, Tommy Bowe.

3. No grande jogo desta 1ª jornada, os Springboks entraram a vencer perante a fortíssima selecção Galesa.

De forma resumida e sucinta, a breve análise do jogo que foi escrita no site do mundial acerca deste jogo serve perfeitamente para narrar aquilo que se passou nas 4 linhas:

“South Africa captain John Smit was a relieved man after his side squeezed out Wales 17-16 in their opening Pool D match at Wellington Regional Stadium, scoring two tries to one.

Behind 16-10 at the 64-minute mark, the defending world champions shunned a kickable penalty goal to kick for the line and press for a try.

Their enterprise was rewarded a minute later when replacement back Francois Hougaard took advantage of a tiring Wales defence to storm through a gap and dive triumphantly under the posts for what turned out to be the winning try.

“We’re happy to get off the mark like that (with a win),” said South Africa captain John Smit. “Wales played well and kept us in our half so we didn’t get the chance to play much. But when when had our chance (to score a try) we took it.”

Things could have been different had a penalty from Welsh full-back James Hook been awarded when it looked as if it had curled inside the right-hand post, but was waved away by referee Wayne Barnes.

That would have made the score 7-6 after 15 minutes, but it remained 7-3 and South Africa immediately went down the park and were awarded a penalty, which Morné Steyn converted take it to 10-3.

Gatland philosophical

Wales coach Warren Gatland was philosophical about the kick that was not awarded.

“I thought it was interesting at half-time when we went in the tunnel and we were saying we thought the kick was over and Frans Steyn said, ‘Yeah, I thought it was over as well’.

“That’s the drama of sport. That’s why we’re all involved in it. You take the good with the bad and that penalty was potentially costly, but we missed a drop goal and a penalty.

“Good sides take disappointment on the chin and they face up next week.”

South Africa had played the match at a territorial and possessional disadvantage, as Wales scrapped and fought for every ball. The Springboks’ normally reliable kicking game often gifted easy possession straight back to Wales, who ran it bravely back into the teeth of the brutal South Africa defence.

Their hard running was rewarded when number 8 Toby Faletau twice busted the otherwise solid Springbok defensive line and also bagged himself a try with another strong run.”

Acrescento,

Cuidado com esta África do Sul. Se o torneio das 3 Nações revelou uma falsa imagem desta veterana selecção, nos campeonatos do mundo todos somos sapientes que atitude springbook vem ao de cima e que as suas selecções presenteiam-nos com o seu melhor rugby.

Gales também acaba por ser uma séria candidata às meias-finais depois do que vi da sua prestação. Sam Warburton é um fantástico 3ª linha assim como o defesa James Hook é uma confirmação.

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RWC 2011 (2)

O 2º dia de jogos, trouxe partidas bem interessantes. Os países emergentes do rugby mundial (outros chamam-lhes os países de 2ª e 3ª divisão mundial) conseguiram fazer resultados brilhantes contra as equipas de topo do ranking da IRB.

Tanto a Roménia como o Japão estiveram a 10 minutos de provocar duas surpresas históricas.

De forma breve, sucinta e não rebuscada, pedindo desculpa pela não colocação de highlights das partidas (estou-me a ver grego para arranjar highlights; se algum leitor mais sapiente me arranjar um site onde possa ter as highlights da partida, agradeço que me coloque os links na barra de comentários):

– No primeiro jogo da noite, a Roménia esteve a um passo de garantir um resultado histórico contra a Escócia. Foi um jogo bastante interessante de ver.

O seleccionador Romeno Romeo Gotineac, pedia na antevisão da partida contra a forte selecção escocesa (forte tendo em conta o potencial romeno; fraca perante as restantes nações de top-10 inclusive a Itália) respeito pela selecção romena. Apenas respeito.

A Escócia acusou o pedido e iniciou o jogo com a corda toda. Em combate, dois jogos completamente distintos: o Escocês, um jogo pragmático, de perímetro largo, onde os 34 assumem mais preponderância que os avançados. Daí que os verdadeiros jogadores da turma escocesa sejam os formações ParksCusiter, o abertura Jackson, o centro Shaun Lamont e o arrière Paterson. Do outro lado, o típico jogo romeno que nós portugueses tão bem conhecemos – a força de avançados no jogo de avançados, ou seja, no pick and go, no jogo no chão, nos mulls, nas melées e nos alinhamentos. Um jogo de paciência no perímetro curto, desgaste e desaceleração, protagonizado pelos nossos bem conhecidos Tonita, Tincu, Dumbrava, Dumitras, Gal, Petre, Sirbu e Dimofte. 

Se os Escoceses começaram a jogar de forma rápida e pragmática em busca dos pontos nos minutos iniciais, rapidamente os romenos foram igualando a partida e chegaram mesmo a empatar nos minutos finais à custa do seu poderosíssimo jogo de avançados. Arrisco-me a dizer que a Roménia tirou a melhor Escócia da cartola na 2ª parte, obrigando os Escoceses a processos simples para vencer a partida. Do 24-21 incómodo para a Escócia e histórico para a Roménia (falamos de uma selecção poucos furos acima dos nossos Lobos e cujos Lobos já venceram recentemente em Bucareste) a 10 minutos do fim, obrigaram os Escocês a mentalizar-se que não podiam perder o jogo (foram assim as declarações do capitão Paterson no flash-interview realizado no fim da partida). Os Escoceses não perderam, mas tremeram.

– Namíbia – Fiji – Partida com história até aos 10 minutos. Todavia, previa-se uma vitória mais folgada para o lado Fijiano. 45-25 acaba por ser um bom resultado para a modesta Namíbia.

Theunes Kotze, o médio de abertura da selecção africana que ainda hoje detem o record negativo de pontos sofrido num campeonato do mundo (0-142 contra a Austrália no RWC de 2003) decidiu brincar um pouco com as emoções dos Fijianos ao colocar uma grande penalidade atrás do meio-campo (sensivelmente a 55 metros) e 3 drops de rajada logo no início da partida. A Namíbia chegou inclusive a liderar por 12-7, causando o gáudio de todos os seus adeptos que se deslocaram à Nova Zelândia.

As Fiji não se ficaram e até ao intervalo, com o seu jogo típico de rapidez (tanto dos avançados como dos 34) foram para o intervalo a vencer por 25-12. Na 2ª parte, a Namíbia ainda deu um ar de sua graça ao apontar 2 históricos ensaios, mas as Fiji responderam com mais 3, gerindo o seu resultado e pontuando o bónus sempre importante para poderem combater a passagem aos quartos-de-final com o País de Gales, selecção que hoje testa os Springbooks em Wellington.

O médio de abertura Bai e o ponta Goneva foram os homens da partida para as Fiji. O ponta é para já o lider em ensaios do mundial. Apontou 4 contra a Namíbia.

Kotze foi o homem forte da Namíbia no seu jogo de estreia no mundial e 3ª selecção. Factos que ainda tornam mais incrível a prestação deste médio de abertura de 23 anos que actua nos Leopards, modesto clube do seu país. Está aqui um abre-olhos às equipas europeias. Kotze talvez merecesse uma hipótese de evoluir numa equipa dos principais campeonatos europeus.

– A França soou e de que maneira para bater o Japão. 47-21 é um resultado muito enganador e injusto para os Japoneses.

Perante um Japão muito bem comandado por um inglês naturalizado, o médio de abertura do Nottingham James Arlidge, a França chegou ao desespero. Arlidge marcou todos os pontos do Japão e foi justamente considerado pela organização o MVP do jogo.

A equipa comandada por Marc Lièvremont (aquele que não sabe muito bem o que quer; aquele que na minha perspectiva tem colocado a França a jogar o pior rugby da sua história recente com o melhor potencial atlético em bruto dos últimos anos do Rugby Francês; aquele que já sabe que vai ser despedido no final do mundial indiferentemente do resultado da selecção francesa) entrou a matar no jogo e começou a pontuar como se lhe era exigido.

Com um início marcado por processos muito simples do ponto de vista ofensivo, os Franceses marcaram e tentaram desgastar a selecção japonesa pelo cansaço. Esse cansaço, à semelhança do que tinha acontecido com os Romenos contra os Escoceses não apareceu e a selecção Japonesa, a perder por escassos pontos ao intervalo, entrou com a corda toda na 2ª parte e à base de uma boa coordenação entre a sua dupla de médios Tanaka-Arlidge e o resto da equipa, imprimiu um ritmo veloz na partida ao ponto de chegar a empatar a partida aos 68″. A França, selecção mais experiente, teve de superar a apatia com que se exibia na 2ª parte (o Japão dominou territorialmente e encostou praticamente os franceses na sua área de 22 durante todo 2º tempo) voltando novamente aos processos de jogo simples e de finalização por parte dos seus homens mais recuados. Daí que só nos 10 minutos finais tenham garantido a vitória e o ponto de bónus. Para isso, muito contribuíram as tomadas de decisões do experiente capitão frances Thierry Dusatoir, que nada se importou de jogar aos postes “em tempos de dificuldade” para os franceses em vez de meter os seus colegas a lutar para o 4º ensaio, garante do ponto de bónus. 

Pelo que vi deste jogo creio que Lièvremont e os franceses não terão muitas hipóteses de erguer a William Webb Ellis Cup. Não é que tivessem grandes hipóteses à partida, não é…

– Argentina 9 vs 13 Inglaterra

O jogo que se previa. Cínico como tudo. A renovada Argentina deu conta do recado e encostou à parede os cínicos Ingleseses. Tinha lido ontem no site da BBC as declarações do jogador Toby Flood. Flood mostrava-se interessado em contribuir para a vitória do jogo Wilkinson (chamo ao jogo Wilkinson o modelo de jogo inglês. cavar o máximo número de faltas para os pontapés de Johnny Wilkinson; um jogo pragmático onde o médio-de-abertura dita os tempos e as decisões como se o rugby fosse um tabuleiro de xadrez). Wilkinson e Ben Young acabaram por decidir um jogo que pendeu mais para o lado argentino.

Como se esperava foi um jogo pouco aberto, de muita luta entre os avançados e conquistado pela eficácia. Os Ingleses conseguiram um ensaio que os salvou de um jogo asfixiante. Os Argentinos ficaram-se pelas penalidades. 3 em 6 contra as 2 em 5 dos Ingleses. Um pouquito mais de eficácia em Contepomi poderia ter dado a vitória aos Argentinos em tempo útil. Depois, a sorte e o querer ditaram a vitória inglesa. Não é bom nem mau augúrio para a equipa de Martin Johnson. O seu jogo é mesmo esse, o jogo Wilkinson.Já os Argentinos mereciam bastante mais que o ponto bónus defensivo e calaram o meu cepticismo. Irão aos quartos-de-final e se mantiverem o mesmo espírito de luta, poderão repetir as meias-finais quem sabe… A Escócia será presa fácil. O trio da 3ª linha (Cabello, Fernandez Lobbe e Leguizámon) é um trio esfomeado. Não falham uma única placagem. Coisa incrível de se ver. Do lado inglês, salvas para James Haskell (para mim é o 2º melhor flanqueador do mundo) para o regressado Johnny Wilkinson (não está tão certeiro como antigamente mas a estadia em Toulon tem lhe feito muito bem)  para Delon Armitage (não marcou, mas a sua estrelinha irá aparecer noutros jogos) e para Ben Young (se a Inglaterra venceu, agradeçam-lhe).


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RWC 2011

A Nova Zelândia entrou a ganhar no mundial. 41-10 com 6 ensaios para o lado Neo-Zelandês (o que corresponde a ponto bónus) por intermédio do ponta Richard Kahui, do centro Ma´a Nonu, do defesa Israel Dagg, e pelo asa Jerome Kaino. Dan Carter converteu 4 desses ensaios e ainda marcou uma penalidade. Tonga marcou um ensaio apenas mas portou-se muito bem frente à selecção anfitriã. Foi inclusive o melhor resultado de Tonga frente aos Neo-Zelandeses.

A Nova Zelândia não fez uma exibição de encher o olho. Alguns furos abaixo das exibições que fez no Torneio das 3 Nações frente a Austrália e África do Sul. No entanto, o jogo na fase de grupos contra a França irá ser o primeiro teste a esta fortíssima selecção. Se em 2007, os Neo-Zelandeses se queixavam que uns dos motivos da sua eliminação precoce no mundial desse ano foi a ausência de jogos competitivos na fase de grupos (jogaram contra a Itália, Escócia, Roménia e Portugal) neste mundial, irão medir forças com a França na 3ª jornada da fase de grupos, e, já sabem que não irão enfrentar os franceses nos quartos-de-final.

Para esta madrugadamanhã de sábado, 4 jogos muito interessantes:

Fiji vs Namíbia – As Fiji não terão grandes dificuldades frente à selecção mais fraca deste mundial.

Escócia vs Roménia – Repetição do duelo da fase de grupos em 2007. A Roménia é uma selecção mais frágil. A Escócia deverá ganhar por margem de 40 pontos.

Japão vs Canadá – Um jogo que promete um pouco de equilíbrio. Equipas com potencial semelhante, com ligeiro ascendente para a equipa Canadiana.

Argentina vs Inglaterra – O primeiro jogo a doer. Tenho curiosidade em saber o potencial desta renovada selecção Argentina. A Inglaterra será favorita mas terá que suar para bater os Argentinos.

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William Webb Ellis Cup

Em Outubro de 2007, em pleno Stade de France em Paris, o brilhante talonador John Smit recebeu das mãos do Presidente da República Francesa Nicolas Sarkozy a 2ª Taça do Mundo para a África do Sul.

De 4 em 4 anos, esperamos sempre por este momento.

Na Nova Zelândia, os melhores irão competir pela William Webb Ellis Cup. A selecção da casa é a favorita e tenta aproveitar o factor-casa para voltar a vencer um título mundial que só  venceu precisamente em território Neo-Zelandês em 1987 na 1ª edição do campeonato do mundo.

Não vou estar aqui a fazer uma antevisão sobre a prova, mas irei postar sobre algumas partidas nas próximas semanas. Numa primeira linha de “contenders” estão a África do Sul, a França, a Nova Zelândia, a Austrália e a Inglaterra. Numa 2ª linha, coloco a Irlanda e o País de Gales. Excluo a Argentina por razões óbvias: estes últimos 4 anos foram muito turbulentos para os Pumas, com a retirada de jogadores importantes da sua selecção como o médio-de-formação Pichot, o pontadefesa Corleto, entre outros, e a entrada de muita juventude na sua selecção.

A cerimónia da abertura está marcada para a 8 e meia da manhã. Terá transmissão na Sporttv, assim como os restantes jogos do mundial. Para as 9 e meia da manhã está marcado o primeiro jogo, com a selecção da casa a receber a selecção de Tonga.

A competição pode ser acompanhada aqui.

Nos por cá torcemos pela Austrália.

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Hoje começa o Torneio das 6 Nações!

Os capitães Matthew Rees (Gales) Alastair Kellock (Escócia) Thierry Dusautoir (França) Lewis Moody (Inglaterra) Brian O´Driscoll (Irlanda) e Leonardo Ghiraldini (Itália) alinham-se para a batalha.

A jornada começa hoje com o jogo entre Gales e a Inglaterra.

Que o espectáculo comece!

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Cromos do Rugby #2

Serge Blanco ficará na história como um dos melhores jogadores dianteiros da história. Como ponta e como defesa flanqueador, Blanc era conhecido pela sua corrida elegante, pela sua criatividade a arranjar espaços para ganhar terreno e pela sua enorme entrega ao jogo. Blanco, nunca dava uma bola como perdida e essa garra fez de si um jogador que ainda hoje é lembrado pelos Franceses. Durante muitos anos foi o grande líder do Biarritz.

Outro facto curioso acerca de Blanco, é que foi a primeira estrela mundial nascida num território sem grandes raízes de rugby. Blanco nasceu em Caracas na Venezuela, sendo filho de mãe natural do País Basco Francês. Blanco veio muito cedo para a cidade de Biarritz, tendo jogado toda a sua carreira no histórico clube da cidade: o Biarritz Olympique. Actualmente, é accionista e presidente do clube.

Nome Completo: Serge Blanco
Data e Local de Nascimento: 31 de Agosto de 1958, Caracas (Venezuela)
Altura:
Posição: Defesa FlanqueadorPonta
Características principais: Corrida, hand-off, espírito combativo.

Carreira pelo Clube:

Blanco apenas jogou pelo Biarritz Olympique. Desde 1974 a 1992, Blanco nunca conseguiu vencer o campeonato ou a Taça de França pelo clube. Apenas em 1992, na sua última época, o clube logrou chegar à final da prova, tendo apenas ganho 10 anos depois em 2002 já com Blanco como presidente.

Carreira pela Selecção:

Blanco estreou-se com a camisola da Selecção Francesa em 1980 num jogo contra a África do Sul. Até 1991 fez 93 jogou pelos Bleus e marcou 233 pontos. Na sua carreira pela Selecção conseguiu fazer o grand-slam no Torneio das 5 Nações (vencer todos os jogos) em 1981, 1987 e 1991.

No primeiro mundial da modalidade que foi realizado em 1987 na Austrália Blanco teve o seu momento mais alto da carreira no ensaio que deu a vitória à França nas meias-finais frente à Selecção da casa. No entanto, a França perderia a Taça na final contra a poderosa Nova Zelândia. Ainda hoje, esse jogo frente à Austrália é considerado por muitos Franceses como o melhor jogo de sempre da sua selecção.
Ficam no entanto as imagens desse ensaio épico:

Em 1991, depois de uma exímia participação no Torneio das 5 Nações e do mundial, Blanc retirou-se nos test-matchs de Outono frente à Inglaterra, tendo deixado de jogar no final da época.

Serge também jogou pelos Barbarians, tendo realizado 2 jogos (1984 e 1991) e marcado 8 pontos.

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Cromos do Rugby #1

Carlos Spencer. Para mim, o melhor jogador da história do Rugby.

Data e Local de Nascimento: 14 de Outubro de 1975, Levin, Nova Zelândia
Posição: Médio-de-AberturaDefesa Flanqueador
Características principais: Excelência no passe, corrida e pontapé em profundidade.
Clube actual: South African Golden Lions (África do Sul) como jogador e treinador de 34
Alcunha: “The King”

Carreira no Hemisfério Sul:
Auckland Blues (Equipa provincialequipa Air New Zealand Cup) de 1993 a 2004: 199 jogos1123 pontos
Golden Lions (equipa provincialCurrie Cup) 2010 (e 2011): 3 jogos5 pontos

Palmarés:
– 3 Títulos no Super 14 com os Blues em 1996, 1997 e 2003
– Vice-campeão no Super 14 com os Blues em 1998
– Melhor jogador do Super 14 em 2003 pelos Blues

Carreira no Hemisfério Norte:
Northampton Saints (Inglaterra) de 2005 a 2009: 102 jogos235 pontos
Gloucester Rugby (Inglaterra) 20092010: 18 jogos70 pontos

Palmarés:
– Presença no melhor 15 da Liga em 2006

Carreira Internacional:
– Internacional pela Nova Zelândia por 35 vezes de 1995 a 2004 – 291 pontos marcados
– 4 jogos realizados pelos Barbarians (selecção do mundo) – 5 pontos marcados

Palmarés:
– Presença no mundial de 2003 na Austrália
– 5 vitórias no Torneio das 3 Nações em 1996, 1997, 1999, 2002 e 2003
– 2 vezes considerado o melhor jogador do Torneio das 3 Nações em 1996 e 2003

O toque de magia de Spencer:

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Los Pumas

Anúncio comercial feito pela Peugeot (patrocinador oficial) para a Selecção Argentina de Rugby, após o brilhante 3º lugar conseguido pelos Pumas no Campeonato do Mundo de Rugby de 2007.

Há 3 anos atrás nada fazia prever que os Pumas (alcunha pela qual é conhecida a Selecção Argentina de Rugby) pudesse conseguir um 3º lugar no Campeonato do Mundo que foi disputado em França.

À entrada para a William Webb Ellis Cup, a Argentina não estava incluída entre os candidatos à vitória. De um lado, apareciam os candidatos principais: as 3 super potências do hemisfério Sul (Nova Zelândia, Austrália e África do Sul) acompanhadas pela Inglaterra que depositava todas as esperanças no brilhantismo do seu médio-de-abertura Johnny Wilkinson, que 4 anos antes tinha calado o público Australiano no Estádio Olímpico de Sydney no prolongamento da final do RWC 2003 frente à selecção da casa com um brilhante pontapé de ressalto que acabaria por dar o título mundial aos Ingleses.
Como outsiders, apareciam a França (a jogar em casa), o País de Gales e a Irlanda de Ronnie O´Gara.

Apresentando-se em França com a sua geração de ouro em estado de plena maturidade: falo de jogadores como Juan Martin Hernandez, Agustin Pichot (o melhor médio-de-formação que alguma vez vi jogar) Juan Leguizámon, MarioLedesma, Ignácio Corleto, Filippo Contepomi, Manuel Contepomi, Horacio Agulla, Juan Fernandez Lobbe, PatricioAlbacete ou Rodrigo Roncero, a Argentina não só não constava da lista principal de favoritos, como eram poucos os analistas que acreditavam que a Argentina poderia passar a fase de grupos num grupo tão terrível onde tinha como adversários a França, a Irlanda, a Geórgia e a Namíbia.
Tudo começou com uma grande vitória no jogo inaugural do torneio contra a equipa da casa, onde Juan Ignácio Corleto (entretanto retirado devido a sucessivas lesões) fez este maravilhoso ensaio:

Vencendo a Namíbia e a Geórgia com ponto de bónus, a Argentina (mesmo perdendo com a Irlanda) beneficiou da vitória dos Franceses frente aos Irlandeses e venceu o grupo avançando para os quartos-de-final onde defrontou e bateu a Escócia.

Todo este sucesso dos Pumas não tinha caído do céu. Com uma boa massa humana, o seleccionador Santiago Phélan apareceu em França com o trabalho de casa bem feito. A Argentina era mortífera no ataque. Demasiado louca quando se balanceava no ataque. Toda esta loucura no ataque era bem compensada por uma agressividade fenomenal nos processos defensivos. Fruto de muito coração (como diz o anúncio) por parte dos avançados Argentinos.
O ataque todo ele assentava numa matriz: Pichot e Hernandez eram os cérebros criativos do ataque. O médio-de-abertura (agora no Leicester de Inglaterra) tanto é capaz de atacar os espaços sabendo que vão cair rapidamente 4 adversários naquela zona (o que usualmente se apelida de se atirar contra os adversários) como era capaz de brindar o público com brilhantes combinações ora de finta de passe, ora de finta de passe seguida de um passe para o avançado mais perto ou para os centros (os irmãos Contepomi) ou para a dupla das pontas AgullaCorleto que em velocidade eram simplesmente fantásticos. Um dos irmãos Contepomi (Filippo) também era importante no jogo ao pé. Para além de jogar muito bem ao pé, era uma das opções de Phélan para a cobrança de pontapés de penalidade, tentativas de pontapé de ressalto e cobranças de conversões de ensaio.
Os avançados Argentinos também tinham um papel importante no ataque. Homens como Roncero, Ledesma, Leguizamon eram fenomenais a executar a táctica do pick-and-go (táctica que no rugby significa um montar de sucessivas fases por parte dos avançados de modo a avançar no terreno através da luta corporal no ruck; no chão) mas era na defesa que tinham a sua principal preponderância, executando uma defesa aguerrida e raramente permeável. Sem qualquer medo de placar, os avançados Argentinos defendiam de forma apaixonada. Como se estivessem a defender o castelo, não se fazendo rogados a placar e a virar adversários roçando os limites da falta.

Era portanto a versão mais exacta da paixão do Tango Argentino no Rugby: um rugby viril mas ao mesmo tempo sensual, que cativava os espectadores.

Nas meias-finais da prova Francesa, acabaria por vir a África do Sul, selecção que se iria sagrar campeã do mundo dias depois no Stade de France contra a Inglaterra de Wilkinson. No jogo das meias-finais, os Pumas acusaram a pressão e perderam. Cometendo muitos erros no ataque e na defesa, os Sul-Africanos recuperaram muitas bolas e na hora exacta capitalizaram todas as falhas crassas do jogo argentino. Os Argentinos não baixaram os braços e no último jogo para muitos com a camisola da Selecção (ver vídeo em baixo com as palavras de incentivo de Pichot aos colegas de selecção antes dessa partida) voltaram a encontrar a França no jogo de atribuição do 3º e 4º lugar, tendo feito (na minha opinião) o melhor jogo de sempre da sua história.

Para concluir, faço minhas as palavras deste sensacional “formação”: O Rugby é mais que um jogo. É um modo de vida, é os amigos, é o clube, é o nosso passado, o nosso presente e o nosso futuro. É motivação, é companheirismo, é bravura, é cavalheirismo, é fair-play, é distinção, é o meu mundo.

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Austrália 30-13 África do Sul

A máquina Australiana de Robbie Deans, estreou-se ontem no Torneio das 3 Nações com uma portentosa vitória sobre os actuais campeões do mundo por 30-13.

Depois de uma travessia de 2 anos onde Robbie Deans prometeu em primeiro lugar renovar de forma conveniente uma selecção para depois moldá-la à sua filosofia de rugby de ataque, os Wallabies aparecem no torneio de 2010 numa forma estonteante, não dando veleidades aos Sul-Africanos na defesa para depois os esmagarem no ataque. Foi o que aconteceu ontem, perante uma selecção Sul-Africana que continua a ser praticamente a mesma que ergueu há dois anos atrás a William Webb Ellis Cup no Stade de France em Paris.

Bons prenúncios para o Mundial da Nova Zelândia que é daqui a 2 anos.

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