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daquelas parvoíces de sexta ao almoço

Quando em 2007 Bernd Schuster tomou conta do destino do Real Madrid, uma das primeiras perguntas que fiz a mim mesmo foi precisamente: não me lembro de ter visto Schuster jogar. Até que por ironia do sorteio da Liga Europa, Bayer Leverkusen e Benfica irão defrontar-se e, como não podia deixar de ser, a imprensa deu destaque a este magnífico jogo que remonta à época 1993\1994. Afinal vi Schuster jogar.

Lembro-me deste jogão com alguma clareza até porque estava a torcer pela equipa dos farmacêuticos. A equipa do Benfica, com Schwarz, Kulkov, Yuran, Valdo, Ailton, Abel Xavier, Rui Costa, João Vieira Pinto entre outros, comandada por Toni (o que é que tu queres caralho? Não é falta do Assam caralho?) era uma super equipa e acabou de resto por vencer o campeonato nesse ano. Do outro lado Paulo Sérgio (veio a protagonizar um dos melhores ataques da história do futebol no Bayern de Munique anos mais tarde com Neuville, Jancker, Zickler e Giovanne Elber) Schuster e aquela máquina de golos que a minha memória já me tinha varrido: o panzer Ulf Kirsten.

Ver de novo estas imagens causa-me uma enorme dicotomia: se é certo que actualmente presencio a uma das épocas de ouro do futebol (já começa a ser inquantificável a panóplia de jogadores habilidosos no futebol actual), também é certo que recordo com saudades estes tempos em que o futebol (nacional e internacional) chegava a conta gotas a nossa casa por via das transmissões da RTP 1 e 2 (liga, competições europeias e um joguito da Premier na 1 e na 2 ao sábado à tarde) e posteriormente (já no final da década de 90) pela SIC (alguns jogos da Taça, do campeonato e de ligas estrangeiras nas tardes de semana) e TVI (as habituais noites de domingo em que a estação de Queluz nos brindava com um jogo em diferido da Liga Espanhola e da Serie A). Ainda num destes dias comentei isso com o João Borba: com a revolução das telecomunicações, é raro um dia em que não tenhamos um bom jogo de futebol para ver e temos todas as ferramentas de informação para seguir as incidências do futebol ao minuto. Naqueles tempos, chegávamos até a ver o Sporting para as competições europeias no café pois quando jogava fora apenas conseguíamos apanhar o directo numa televisão estrangeira (lembro-me que em 1994\1995 vi no café do Ti Eduardo o Sporting a jogar em Santiago Bernabéu contra o Real Madrid de Laudrup e Zamorano) e conheciamos os jogadores praticamente por cromos e para sabermos o andamento da coisa tínhamos que chatear o nosso avô a comprar o desportivo. De vez em quando lá os víamos jogar numa competição internacional de clubes ou selecções. A informação contudo não nos agradava porque era escassa. Mas agradavam-nos outros factores: os dias de competições europeias do nosso clube eram vividos desde o acordar até à hora do jogo com muita ansiedade assim como os derbys. Em dia de Benfica vs Sporting ou Sporting vs Porto, acordava louco porque aquele era o dia. Depois, eram as transmissões do Tovar, do Gabriel Alves, do Perestrelo, as suas expressões típicas, as suas calinadas, no caso do Tovar, a sua sabedoria de futebol, sabedoria à qual o Luis Freitas Lobo ainda terá que comer muita sopa para alcançar.

Fica a nota. Assim como fica a memória do jogo em que Rui Costa, no seu estilo elegante, fez 3 assistências.

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isto é o sporting

estes 4 minutinhos levaram-me às lágrimas. faltam-me palavras. o amor desta criança a um clube faz-me lembrar que eu era precisamente assim com a idade dele. nem mais nem menos.foi precisamente com a idade dele que vi pela primeira vez o sporting campeão, numa sensação que não puderei descrever e que jamais acontecerá em toda a minha vida. a emoção, a crença, o festejar de um golo, de um ponto, seja em que modalidade for deste clube. esta criança deveria ser levada ao plantel de futebol para ver se eles acordavam. são milhares as crianças deste país que vibram na esperança deste sporting. e isso deveria ser mostrado a cru no balneário da equipa de futebol para que ao menos honrassem a camisola que vestem.

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assustador

a cartilha de Friedman a ser levada ao extremo neste país: a ANACOM tem mãos a proposta de fusão entre a Optimus e a ZON, cuja propriedade de 48% das acções irá pertencer à família dos Santos. Controlará a Optimus, a ZON, fundará um generalista próprio (para propaganda do regime angolano?) e controlará o impiedoso e inútil Sol. A RTP deverá ser privatizada e um dos principais interessados é a Newshold. Para quem não sabe, a holding que detém o célebre Jornal de Angola, ou seja, José Eduardo dos Santos. Holding sediada, imagine-se, no Panamá. Mais uma vez. A TAP será privatizada a troco de peanuts (tive a fazer as contas e será vendida por algo como 4 milhões de euros na prática) a Germán Efromovich, mais uma daquelas histórias de riqueza comoventes de um polaco (nascido na Bolívia, naturalizado colombiano), radicado no Brasil que começou por vender enciclopédias e fez fortuna na área do petróleo e manutenção de submarinos.

tudo bem, não fosse o facto de:

1. O império que José Eduardo dos Santos quer construir em Portugal terá custos gravíssimos para o consumidor. Com a fusão da Optimus e da Zon, vai eliminar por completo a pouca concorrência de um sector completamente minado por oligopólios, quando o país precisava de facto de uma liberalização do mesmo para que novos operadores pudessem revolucionar os exorbitantes preços cobrados pelas operadores destes serviços.

2. Para além do mais controlará dois órgãos de comunicação social em Portugal, sendo que um deles é precisamente a televisão pública.

3. Sobre a venda da TAP. São claras como água as ligações de Efromovich com um dos mais importantes polvos da política Brasileira: José Dirceu, o deputado Trabalhista que servia de epicentro do escândalo do mensalão, recentemente condenado a uma pena de 10 anos de prisão por corrupção, peculato e tráfico de influências.

O que me escandaliza, sobretudo, é a conexão paralela destes negócios, autorizados pela corja (troika) que nos comanda: nem mais nem menos que o suspeito do costume, o Relvas.

Foi o Relvas que há uns meses atrás foi baixar o cú ao governo angolano. É o Relvas que toma conta com cuidado e carinho dos negócios da cassula de José Eduardo dos Santos em Portugal. E como podemos ver na notícia do Jornal Público acima postada, é o mesmo Relvas que serve de intermédio entre o governo e as recomendações de negócios de Dirceu e Efromovich em relação à TAP, possivelmente privatizada na prática por 4 milhões de euros à luz desta negociata. 4 milhões pela TAP, sabendo que é a companhia aérea europeia com melhor reputação no mercado sul-americano? Isso faz-se Relvas? A TAP, cujo gestor é precisamente de nacionalidade brasileira, cujo gestor é o 2º mais bem pago nas empresas públicas portuguesas vale para Efromovich 4 milhões de euros?

Para terminar, espanta-me, repito, espanta-me que ainda hoje, depois de licenciaturas forjadas, de controlos severos e inconstitucionais à liberdade de imprensa, à liberdade de expressão e opinião e de negociatas com estrangeiros e nacionais (recordar o exemplo do BESI e das informações que Ricciardi queria saber acerca de privatizações; das quais falarei mais à frente neste blog visto que tenho informações que mais ninguém tem sobre esse dossier e sobre um caso em particular da cidade de coimbra) tendo em conta a transferência gratuita de património do estado para as mãos de privados, não haja alguém (sei lá, um primeiro-ministro, um presidente da república, um líder do partido com qual o PSD faz coligação governativa, uma procurador-geral da república, um presidente do Constitucional) que ponha mão neste Relvas e que o afaste de forma compulsiva da governação do país.

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reminder

é só para lembrar que Alberto da Ponte é o melhor remunerado gestor de empresas públicas em Portugal, auferindo 250 mil euros anuais.

é só para lembrar que Alberto da Ponte é top-10 ao nível de remuneração de gestores de empresas públicas sediadas em estados-membros da União Europeia.

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reminder

Mais logo pelas 22:45 na RTP, o Prós e Contras de Fátima Campos Ferreira debruça-se sobre o Ensino Superior. A Prioridade das Universidades

A Prioridade das Universidades

Como estão a viver as universidades portuguesas?

O que perde Portugal com os cortes no ensino superior?

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Luis?

Há uns meses atrás era assim.

Nos últimos dias tem sido:

e

mais

aparte: olha ali atrás a minha queriducha conterrânea Paula Cardoso quase a dormir.

3 dias antes desta última afirmação em parlamento.

3 dias antes desta última afirmação em parlamento. A dobrar.

Há quem afiance que o Luis já anda a dialogar com os socialistas de modo a ter o consenso total da bancada socialista nas próximas decisões do governo. Não é derivado do facto da coligação com o CDS estar presa por um arame mas sim porque interessa ao governo o tal consenso político-partidário daqui a uns meses quando se fizer a 6ª avaliação do Memorando de Entendimento.

Consenso político-partidário que é dado como certo no último relatório vindo de Bretton Woods. Senão vejamos:

 Sem pejo nenhum, escrevo aqui que o Luis é aquele proto-fascistazito-político-de-trazer-por-casa no qual não se vislumbra qualquer virtude cognitiva que o leve a ter cautela naquilo que profere. Pior que isso, é aquele proto-fascistazito-político-de-trazer-por-casa pago a peso de ouro pelos contribuintes, para, exclusivamente, ser o arauto transmissões de embustes criados pelos seus pares do governo, e de críticas aos tempos de governação socialista. O Luis é aquele proto-fascistazito-político-de-trazer-por-casa que personifica o ditado do “cão que não tem dono”. O Luis não faz política. O Luis quer ser populista mas não se reconhece inteligência para isso. O Luis move-se na especulação. Se o Almada Negreiros fosse vivo seria capaz de escrever algo como “o Luis é burro. pim. O Luis deveria ser amordaço. pim pim. O Luis calado é um poeta. pim”

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ora vamos lá ver se nos entendemos

“Com o desemprego já muito elevado e a economia em recessão, as escolhas políticas difíceis que estão a ser feitas estão a testar o consenso politico alargado em torno do programa que existia até à data” – Abebe Selassie, avaliador do Fundo Monetário Internacional para o programa Português.

Perdão? Este senhor não sabe a realidade política do nosso país? Este senhor não sabe que este programa foi negociado por 3 dos 5 partidos? Este senhor não sabe que este programa não foi debatido sequer com 2 partidos políticos que fazem representar a vontade popular na Assembleia da República? Este senhor não sabe que o próprio programa não teve a aprovação do sindicato que representa 95% dos trabalhadores nacionais? Este senhor não sabe que as decisões importantes da vida de um país, principalmente no que toca a ingerência de organizações terceiras nas matérias internas de um país é uma matéria que constitucionalmente terá direito a um referendo? Este senhor não sabe que a democracia é popular é constituída do povo para quem os representa e não, uma obrigação posta pelos representados aos seus representantes? Mas qual consenso político? E já agora, o que é que pensa Abebe Selassie da falta de consenso social em relação a todas as políticas posteriores à assinatura do memorando? Não contam?

Mas em Bretton Woods, eles ainda acham que o povo está satisfeito com a sobretaxa no IRS:

No mesmo relatório, o Fundo Monetário Internacional avisa os governos portugueses (sim porque o nosso governo está a tentar sacudir a água do capote ao nível de responsabilidades) que em 2013 teremos o pico mais alto da dívida pública portuguesa: 123,4% do PIB.

A confirmar-se será o número mais negro da nossa história. Questiono: como é que vamos criar riqueza para podermos pagar esta dívida? e se criarmos, quantos anos andaremos refens desta mesma dívida?

Selassie dá a resposta a partir de Nova Iorque: “A pobreza nos últimos anos é mais efeito do crescimento do desemprego que dos cortes na despesa e dos aumentos de impostos em si mesmos. (…) “Com o desemprego já muito elevado e a economia em recessão, factores dos quais já tínhamos avisado o Estado Português na quinta avaliação do Programa. (…) Tentámos seguir o conselho do Governo quanto às áreas onde se poderia cortar despesa sem sobrecarregar os mais pobres (…)”

“a gente avisou, vocês é que nã nos deram ouvidos, tá? quem criou esse mesmo desemprego? não foi o próprio Fundo através do Memorando e da hedionda medida de revisão do Código Laboral para tornar mais flexíveis as leis laborais neste país de forma que se pudesse despedir de forma mais gratuita? ou será que o Fundo já está a sacudir a água do capote para o governo português como fez nos exemplos da Argentina e do Brasil?

mas no entanto, o governo não soube dizer onde poderia cortar na despesa sem sobrecarregar os mais ricos mas sobrecarregou e de maneira os mais pobres com a subida de escalões do Imposto Sobre o Rendimento.

E o relatório de Bretoon Woods vai mais longe quando se lê:

e…

é o que dá não negociar um programa paralelo que pudesse fomentar a economia de forma a criar riqueza para pagar esta dívida. parece a armadilha da qual a direita (do governo) utiliza para afirmar que o país está no bom caminho: “calma que as exportações aumentaram este ano” – quando de facto, o superavit criado na balança comercial português no ano 2012 não chegará sequer para pagarmos os juros do resgate que nos foi concedido pelos nossos amigos de Bretton Woods e Bruxelas.

prodigiosa também é a última frase. o nosso sucesso a depender do que for construído a nível europeu, quando Merkel, Hollande, Draghi, Monti e companhia ainda não sabem bem o que fazer\não estão em sintonia em diversos aspectos. quando não se sabe o que dizer, atiram-se culpas e responsabilidades para outros organismos.

continuando.

Não iremos voltar aos mercados em 2013 porque tal será perigoso dado o aumento da nossa dívida pública. Recordando o primeiro-ministro lá em Nova Iorque aos gurus da Economia em Abril deste ano:

No entanto Selassie diz “a sobretaxa de 5% sobre o IRS manter-se-à até 2014”

e o relatório do Fundo diz:

Arriscaremos a ir aos mercados em 2013 a 7,5% ou mais, gerando ainda mais dívida que não poderemos pagar durante gerações e gerações…

Cruzando Passos:

quando a nossa recuperação será mais pronunciada a partir de 2014? Quando Selassie afirma que a sobretaxa terá que vigor até 2014

Entra em Cena, Gaspar, o neoliberal:

na comissão de orçamento. com a economia portuguesa a acelerar o crescimento, dizem, só em 2014.

no entanto, era este mesmo ministro que dizia publicamente horas antes a uma rádio:

confesso que até eu me sinto confuso com tanto contrasenso. se o financiamento do estado será feito com recurso ao mercado (na primeira afirmação do ministro; mas já não será, com base na 2ª) porque é que o estado português carregou com os contribuíntes com um escalões tributários mais severos para aumentar a receita pela via de impostos?

a resposta também pode ser dada pelo relatório do Fundo, quando neste se lê:

que as parcerias publico-privadas vão custar muito mais do que as previsões que as projecções do Ministério das Finanças previam…

2013 já não é o ano do crescimento, contrariando aquelas vezes em que ouvimos o primeiro-ministro a dizer que “2013 é que é”, discurso que já vem desde 2011 a dizer que 2012 é que era…

aproveitando a deixa, enquanto como umas torradinhas, para o post não ficar tão duro, esta situação parece aquela situação das contas do Guterres:

continuando.

O relatório do Fundo entra em contradição com as próprias palavras do avaliador da nossa missão Abebe Selassie:

todos já sabíamos que pode haver retrocesso económico caso a Espanha dê, como se diz na gíria “o badagaio” visto que é o nosso maior importador e a economia com o maior fluxo de capital investido no nosso país.
no entanto, é de surprender que o Fundo escreva isto logo a seguir:

então mas… Selassie não dizia que tudo se mantinha de pé graças ao “consenso político e social existente?”

A Solução passará portanto por… típicas privatizações ao estilo Bretton Woods:

que não serão mais do que mais financiamento (empresas a troco de feijões) para o Estado Português!

Perguntam vocês, porque é que a Economia não cresce? O Fundo sacode a responsabilidade para as fracas políticas do Álvaro Canadiano e do Gaspar, o neoliberal:

tendo que ser o estado falido a conceder crédito não-bancário a novos investimentos. Como? não sei. Se é visto frequentemente? não.

ah pois, ainda são formas a serem exploradas pelo estado português! Ou seja: a concessão de crédito para fomento empresarial, criação de emprego, criação de riqueza, e consequente pagamento desta dívida ainda é coisa que está a ser explorada pelo estado português numa conjuntura de autêntico desatre económico e social.

A compreensão do resto deste relatório, a outros níveis, fica para abordagens futuras!

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quem te viu e quem te vê

Não merece qualquer tipo de legenda.

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com Seguro no governo, a RTP voltará para o estado

claro. A lei nº1 da oposição diz que tudo o que se deve dizer enquanto oposição é precisamente o oposto de tudo o que está a ser realizado pelo governo.

Mas atenção: entreguem lá a RTP de mão beijada aos angolanos. Metade dos pivots do jornal da tarde vão directamente para o centro de emprego e em vez da tourada vamos ser brindados com excelentes espectáculos de Mwangolé vindos de Luanda. A mensagem de natal já não será dita por Cavaco Silva mas sim pelo líder do nosso país (tendencialmente lider, vá) José Eduardo dos Santos a partir de um resort em Benguela. Cristiano Ronaldo dará lugar a Flávio e André Macanga. A liga dos campeões só passará jogos entre o ASEC Mimosas e o 1º de Agosto. E para mal dos nossos pecados, lá teremos que gramar mais com os programas merdosos de José Luis Rabicha e da Cristiana voz de piano desafinado na TVI. Até Agualusa terá um programa semanal para nos ensinar a escrever com criatividade em português do novo acordo ortográfico. Um mimo.

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O vosso blogger previu e acertou

Basta ler excertos da notícia de hoje do Jornal Público e ler todos os posts que tenho escrito sobre algumas das medidas deste governo:

“A receita total do Estado está a cair 4,4%, sobretudo à custa do abrandamento ou mesmo da quebra das receitas fiscais. Ao contrário da subida que o Governo está a prever para o global do ano, as receitas provenientes dos impostos estão a cair 5,85, tanto nos impostos directos (IRS e IRC) como nos indirectos (IVA, Imposto sobre Veículos e Imposto sobre Produtos Petrolíferos e Energéticos)”

Anotamento meu: A quebra das receitas fiscais por via da diminuição do rendimento dos contribuíntes, ora por aumento do desemprego ora por baixa progressiva dos salários e a diminuição do rendimento disponível para consumo.

“O mesmo parece verificar-se na despesa, que está a crescer 3,5% no Estado.”

Anotamento meu: Porque o Estado saneou mais um buraco negro, desta feita, o da RTP. Mais de 300 milhões de euros foram oferecidos de bandeja para uma estação televisiva cujo administrador era o gestor público mais bem pago deste país ao nível salarial, tendo um vencimento de cerca de 250 mil euros anuais.

“A contribuir igualmente para o aumento da despesa estão os encargos com juros, que dispararam 221,5% no primeiro trimestre, uma tendência que o Executivo atribui a um forte efeito de base: é que, no primeiro trimestre de 2011, o montante de juros pagos foi muito inferior ao verificado no início deste ano.”

Anotamento meu: em virtude das sucessivas e ruinosas emissões de títulos de dívida a curto-prazo do inteligente do Teixeira dos Santos, e, o respeitinho que os mercados tinham pela eleição presidente de Cavaco Silva, factor que ainda hoje estamos por descobrir.

“O montante é inferior em 301 milhões em relação ao saldo registado ao fim dos primeiros três meses do ano passado. Esta quebra do excedente em 55% resulta, em parte, de um aumento da despesa de 7,1%, por causa do aumento de pensões, subsídios de desemprego e apoios ao emprego.”

Anotamento meu: Tudo certinho até ao ponto em que se mencionam os ditos “apoios ao emprego”

Estamos no bom caminho. Que Zeus proteja a Espanha. Se eles caírem, vamos de atrelado.

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Nunca me enganaste

O Record punha-o a fazer crónicas sobre aqueles filmes que oferecia aos leitores às terças-feiras. Uma vez li uma crónica dele sobre o Crash do Cronenberg e até gostei.

Quando o lia a escrever sobre o Sporting, denotava que existia ali uma espécie de benfiquismo. Daquele Benfiquismo bairrista. Daquele benfiquismo que ainda acredita que o Cosme Damião foi também ele aliciado em 1907 a trocar por 25 réis e uma bicicleta de ferro o Benfica pelo Sporting. Daquele benfiquismo cujo ódio visceral ao Sporting é considerado um sentimento puro e viril. Gobern nunca me enganou. Nem mesmo quando Jardel marcava aos potes e João Pinto trocava o mau pelo bom vi Gobern a escrever uma única palavra, uma única linha que dissesse bem do Sporting.

Não há mal nenhum em festejar um golo do clube que se gosta. Se estivesse na mesma situação e se fosse um golaço do Ricky ao Benfica até era capaz de fazer o pino e depois dar uma cambalhota à rectaguarda. O problema dá-se quando o gesto que se faz está a ser visto por milhares de espectadores num canal pago em dupla contagem por todos os contribuíntes portugueses que ao mesmo tempo são assinantes de televisão por cabo. É uma chulice e o gesto deste Gobern deve-se considerar uma obscenidade para quem pretende ter um jornalismo isento.

Vai-te go(b)ernar para outro lado ó Gobern!

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silêncios e outras conversas repetitivas

Cavaco Silva voltou a dizer mais do mesmo.

Sacríficios, união, avisos ao Governo de Sócrates quanto ao estado da económia portuguesa e à necessidade de ajuda externa. 

Da boca do presidente da república não se ouviu nem uma palavra de aviso a Alberto João Jardim. O respeitinho é muito bonito. Deve ser o presidente da república a incuti-lo. O Sr. Silva mostrou mais uma vez que teme Alberto João Jardim. Pelo meio, são insinuosas as declarações que faz e nem a questão da “independência” levou um cartão vermelho em público do presidente.

Faz-me lembrar aquele dia em que Alberto João deitou o charuto ao lixo e aos microfones da RTP disse que os da Comunicação Social lá de Lisboa “eram uns bastardos, para não lhes chamar filhos da puta.”

Brincar com a integridade do estado português é algo que não assiste a um puxão de orelhas. E assim continuamos…

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Coragem (2)

http://tv1.rtp.pt/noticias/player.swf?image=http://img0.rtp.pt/icm/noticias/images/8a/8a46ec16e6854a524570a7599b5a7cc6_N.jpg&streamer=rtmp://video2.rtp.pt/flv/RTPFiles&file=/cacheinfon/wdiretotripoli25wwtp_WWW_86356.mp4

Paulo Dentinho em Tripoli para a RTP.

Os três jornalistas que entraram em directo (Dentinho; Candida Pinto e Rodrigo Lobo) mereciam uma comenda pelo louvor à informação que prestaram ao serviço público nacional debaixo de fogo.

Se no caso de Cândida Pinto e do cameraman Rodrigo Lobo se nota que a jornalista da SIC está claramente assustada (o que é normalíssimo perante a situação de pânico que se vivia no terraço do hotel) nota-se que o jornalista da RTP está com a respiração extremamente acelerada, mas pelo tom de voz empregue durante o directo, mostra uma postura tão calma que até assusta.

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Coragem

http://sicnoticias.sapo.pt/skins/sicnot/gfx/jwplayer/player.swf

Cândida Pinto e Rodrigo Lobo para a SIC.

Paulo Dentinho para a RTP.

Num hotel no centro de tripoli, deitados em directo para não serem o alvo das atenções de atiradores nos topos dos prédios em volta.

Um jornalista poderá ganhar bastante bem em cenários de guerra. Mas que é preciso ter coragem, é…

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Paga Zé

O administrador da RTP Faria de Oliveira, tem uma factura anual de 13 mil euros de telemóvel. Paga Zé.

Não é um escândalo o facto de um administrador público gastar em telemóvel sensivelmente 2,5 ordenados mínimos anuais?

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São os maiores

Pilar OlivaresReuters

Mika. Os grandes homens e os grandes atletas aparecem sempre nestes palcos nas alturas decisivas. Como se diz na gíria, o guarda-redes do Benfica recentemente contratado à União de Leiria, mostrou ter os “tomates no sítio”.

É preciso sofrer para vencer. Esta equipa portuguesa é uma equipa de sofredores. E ou muito me engano, ou será uma equipa de vencedores!

120 minutos de um jogo muito estático e sem grandes oportunidades de golo para ambos os lados, redundaram na marcação de grandes penalidades onde os nossos sub-2o estiveram literalmente com um pé fora da competição após 2 penaltis falhados pelo central Roderick e pelo trinco Danilo. Seria então da sorte bafejar Portugal ao 4º penalti, com uma bola em cheio na trave por parte do central Argentino Pirez (que devia ter sido expulso no decorrer da 2ª parte) e duas grandes defesas de Mika.

No lado Português, como os comentadores da RTP bem realçaram, Portugal não é uma equipa muito goleadora e não pratica um futebol bonito do ponto de vista atacante. No entanto, a selecção de sub-20 faz juz a uma das máximas mais importantes do futebol em que a defesa é realmente o melhor ataque. Ao nível defensivo, Ilídio Vale tem ali um enorme conjunto: o sexteto constituído por norma por Cedric, Nuno Reis, Roderick e Mário Rui (ontem foi Luis Martins o jogador que cumpriu com distinção o lado esquerdo da defesa) e os trincos Danilo e Pelé são o esteio de uma equipa vencedora. Principalmente o central Nuno Reis (imperioso no desarme e com um sentido posicional muito maduro para os seus tenros 20 anos) e os trincos Péle e Danilo, voltando ontem a ser jogadores incansáveis ora na transição de jogo de portugal como nas dobras aos colegas de equipa e no desarme às investidas dos argentinos.

Lá na frente, Caetano e Nelson Oliveira foram irrequietos e provocaram muitos problemas a uma defesa argentina que se tivesse pela frente um consistente contra-ataque de Portugal com mais homens teria tremido bastante.

Nelson Oliveira é de facto um jogador fenomenal. Tem um drible estonteante e brota fantasia em q.b no seu jogo. No entanto terá que crescer muito mais como jogador e (por exemplo) aprender a passar mais a bola aos seus colegas. De todas as intervenções do jogador do Benfica, grande percentagem foram intervenções em que o avançado do Benfica pegou na bola e pensou que ia fintar 5 ou 6 jogadores. Já Caetano peca por ser um jogador muito franzino.

Sérgio Oliveira é outro dos casos problemáticos nesta selecção de sub-20. Acompanhei o jogador durante 1 época no Beira-Mar. A técnica está lá, a inteligência está lá. A confiança é que parece não estar. O sérgio poderá ser um jogador excepcional quando um treinador o obrigar a estar presente no meio campo da equipa durante 90 minutos. O Sérgio tanto é capaz de fazer rasgos brilhantes e criativos em prol da equipa como de seguida desaparece da partida durante 20 minutos e pelo meio é capaz de arranjar uma picardia com 2 adversários e arranjar problemas com a arbitragem. É portanto um jogador que irá necessitar de muito acompanhamento por parte dos técnicos que lhe surjam pela frente durante a carreira.

Do lado argentino, Erik Lamela é de facto um grande jogador. Aquele pé esquerdo é absolutamente divinal a distribuir jogo e a bater bolas paradas. Justificam-se os 13 milhões dados pela Roma por um atleta que para já apenas mostra uma vicissitude muito negativa: à semelhança de Sérgio Oliveira, desaparece por momentos da partida.

Juan Iturbe mostrou-me novamente aquilo que já tinha visto no jogo entre o Cerro Porteño e o Santos para a Libertadores: pé esquerdo bem apurado, usa e abusa das tabelas com os colegas de equipa ao estilo Messi e é um jogador muito rápido ao nível de movimentos, coordenação motora e pensamento do seu jogo. Não terá muitas dificuldades em enquadrar-se ao alto nível no FC Porto com estas características.

Não fiquei impressionado com o guarda-redes Andrada. Se é certo que é alto, também me deu a parecer que é capaz do 8 e do 80 no mesmo jogo.

Também não fiquei impressionado com a defesa argentina. Mais do mesmo: caceteiros em demasia.

Portugal irá defrontar o vencedor do jogo entre a França e a Nigéria, jogo que se disputa hoje. A Nigéria é outra das selecções em destaque neste campeonato do mundo, fazendo à força que estes países africanos trazem usualmente ao mundial de sub-20 prova onde os Nigerianos já obtiveram uma final em 2005 onde apenas sucumbiram perante a Argentina de  Messi, Ustari, Lucas Biglia, Pablo Zabaleta, Ezequiel Garay, Kun Aguero e Fernando Gago, selecção onde muitos 3 anos depois viriam novamente a derrotar os Nigerianos para o Ouro olímpico em Pequim.

Como também foi dito pelos comentadores da RTP, esta vitória frente à Argentina tem um significado histórico muito forte em 1991, Portugal também derrotou os Argentinos no campeonato do mundo disputado em Portugal e acabaria por chegar à vitória.

Dessa selecção de sub-20 vingaram jogadores como Jorge Costa, João Pinto, Rui Costa, Capucho, Paulo Torres, Nélson, Abel Xavier, Peixe, Rui Bento, Brassard e outros menos sucedidos como Toni, Gil, Luis Miguel, Tó Ferreira, Tulipa, João Oliveira Pinto e Cao.

Para finalizar, a fotogaleria desta vitória:

Pilar OlivaresReuters

Vanderlei AlmeidaAFP

Vanderlei AlmeidaAFP

Pilar OlivaresReuters

Vanderlei AlmeidaAFP

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Sobre o programa de governo

Em linhas gerais:

– Concordo com a suspensão do TGV LisboaMadrid. Afinal de contas não é necessária. Se por um lado poderia ser uma obra que gerasse algum emprego, é uma despesa inútil para o Estado Português. Talvez seja mais necessário para a competitividade internacional do nosso país uma melhor ligação à europa através do eixo de Irún.

Já quanto a um novo aeroporto, creio que existiria maior viabilidade em aproveitar aeroportos secundários existentes no nosso país como o caso de Monte Real e Beja.

– A privatização da TAP deixa a desejar, assim como a dos CTT. Nos moldes pensados pela coligação governamental não vão causar grandes diferenças à actualidade. Já a privatização da RTP é quadro bastante interessante assim como a liberalização do sector das comunicações, onde a competitividade será excelente para acabar com os oligopolios dominantes e assim promover serviços de maior qualidade ao menor custo possível ao utilizador.

– Nas energias renováveis assume-se a necessidade de fomentar as potencialidades do nosso país, mas de ora não existem medidas concretas que incentivem os cidadãos e as empresas a adquirir equipamentos de energias não-renováveis. Os benefícios fiscais garantidos pela aquisição não são actualmente satisfatórios.

– Ao nível da laboração das empresas de trabalho temporário não existem mudanças significativas. Promete-se a criação de mais emprego para jovens licenciados mas não se designa em que regime. Promete-se a inclusão social dos desempregados com mais de 55 anos através de um programa de reciclagem de qualificações e aprendizagem mas não se designa em que regime deverá acontecer a contratação. No entanto saúdam-se esforços para as políticas sociais de activação de desempregados dessas camadas etárias.

– Quanto ao subsídio de desemprego, mantem-se praticamente as notas do Memorando de Entendimento.

– Quanto ao arrendamento, a reavaliação das rendas (com benefício das camadas sociais mais desfavorecidas) não vai de encontro às mesmas, sabendo que uma das recomendações feitas pela Troika foi exactamente fomentar o arrendamento em vez da compra de casa de modo a evitar o endividamento excessivo das famílias.

– Ao nível da agricultura, o Estado quer fomentar a inclusão de jovens no processo agrícola mas não lhes destina mais do que um apoio ao nível de garante de terras que estão abandonadas ao cultivo.

– Ao nível da Administração Pública saúdam-se a extinção e fusão de organismos ineficientes ou cuja actividade é inexistente e a austeridade no uso de recursos públicos como viaturas e acabar-se-ão privilégios injustificados. 

– Ao nível económico financeiro, mais ajuda às Pequenas e Médias Empresas, a Venda do BPN até final do próximo mês (facto que considero quase impossível) possível aumento imediato do IVA em contraposição à redução da Taxa Social única, redução dos benefícios fiscais e consequentemente, mais diminuição do poder de compra dos cidadãos.

Está bem presente no programa governamental uma política destinada a promover aquilo que é resultado da nossa produção e que em caso de sucesso pode promover o sustento das actividades económicas existentes e a promoção de mais emprego.

Também existe responsabilização aos Ministérios que ultrapassarem os limites financeiros impostos pelo Orçamento de Estado e pela sua execução e prometem-se penalizações na execução seguinte.

– Nos Transportes públicos promete-se reavaliar as tarifas e modos de administração das empresas públicas como a TAP, a Metro Lisboa e a Carris, mas no entanto não existem medidas activas destinadas a responsabilizar gestores públicos por má-gestão e pelos prejuízos e desvios de fundos causados nessas empresas, casos da Metro e dos SMTUC em Coimbra.

– Na Educação, os Exames nacionais deixarão de ser feitos nos Ministérios.

– Na Solidariedade e Segurança Social, as pensões mínimas serão aumentadas anualmente ao nível da inflacção, medida que considero escassa. Creio que ao nível das reformas e pensões ninguém deveria receber menos que um ordenado mínimo nacional.


O programa governativo pode ser lido na íntegra aqui

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Toques do Caramulo ao Vivo (streaming)

Para quem não ouviu na passada quinta-feira, aqui fica o streaming do concerto que os Toques do Caramulo deram no Teatro da Luz e que foi gravado em directo para a Antena 1 no âmbito do programa “Viva a Música” de Armando Carvalhêda.

http://www.rtp.pt/play/?prog=1054

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