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Quem tem medo do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos?

Por James A. Goldston, Director Executivo da Open Society Justice Initiative, e Yonko Grozev, da firma búlgara de advogados Grozev & Dobreva

Numa altura em que a crise da dívida Europeia fractura a crença pública nas instituições políticas e económicas do continente, esperar-se-ia que os líderes da Europa fortalecessem tantos símbolos unificadores quantos pudessem. Em vez disso, permitiram que uma das jóias da integração Europeia posterior à II Guerra Mundial – o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) – também fosse ameaçada.

Ao contrário da União Europeia, sedeada em Bruxelas, e desde há muito atacada pelo seu défice democrático, o TEDH, sedeado em Estrasburgo é, se algo, demasiado bem amado. Em 2011, mais de 60.000 pessoas procuraram a sua ajuda – muito mais do que as que podem esperar uma decisão fundamentada. (Em contraste, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos recebe cerca de 10.000 petições por ano.)

Para salvar o TEDH deste fardo esmagador, alguns estados membros propuseram mudanças que poderiam enfraquecê-lo, mesmo que não intencionalmente. Aqueles de nós que apaixonadamente acreditam no Tribunal e nas suas conquistas devem pronunciar-se agora para persuadir os protagonistas de reformas mal orientadas a reverter o rumo. Em vez disso, os 47 estados membros do TEDH – com 800 milhões de pessoas – precisam de arcar com mais responsabilidade para fazer funcionar o sistema existente.

Fundado no rescaldo do Holocausto, o TEDH tornou-se um símbolo potente do compromisso da Europa ao governo pela lei, e não pela força, por fazer vingar os direitos à vida, ao tratamento humanitário, à liberdade de expressão, e ao acesso a um advogado. Por exemplo, o Tribunal decidiu que as infames “cinco técnicas” – uma forma prévia de “interrogatório melhorado” empregue pelos Britânicos na Irlanda do Norte na década de 1970 – constituíam um tratamento inumano, e condenou a segregação racial para as crianças Roma nas escolas Checas.

Por causa da sua qualidade, as opiniões do TEDH têm um impacto profundo para além da Europa. Quando Estrasburgo fala, os juízes e os advogados do mundo ouvem. Até o Supremo Tribunal dos Estados Unidos citou as suas conclusões quando rebateu as leis anti-homossexualidade no Texas em 2003.

Não obstante, o futuro do TEDH está em sério risco. Como único verificador imparcial do abuso de poder em alguns países, o Tribunal está atolado em queixas – mais de 60% vêm da Rússia, Turquia, Itália, Roménia e Ucrânia.

Alguns argumentam que a resposta à enchente de casos está na limitação dos poderes do Tribunal. Mas essa abordagem parece insensata.

O Primeiro-Ministro Britânico David Cameron, por exemplo, disse à Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa que as decisões nacionais “deveriam ser tratadas com respeito” – outro modo de se referir a uma menor vigilância judicial. De modo similar, outros altos funcionários pediram novas restrições em casos levados ao TEDH, incluindo o diferimento para aqueles tribunais nacionais que supostamente tomaram plenamente em conta a legislação Europeia sobre direitos humanos.

No Reino Unido, a decisão de 2005 do Tribunal contra a retirada generalizada de direitos de voto para os prisioneiros, com o pretexto de que essa usurpação de direitos pode ser desproporcional à ofensa, provocou a ira oficial. E, no princípio deste ano, o governo Cameron indignou-se por uma decisão que impediu a deportação de um pregador Islâmico para a Jordânia por acusações de terrorismo, porque o seu julgamento aí poderia ser viciado por provas obtidas sob tortura.

Mesmo sob novas regras, tais casos podem ainda ser levados ao Tribunal, porque levantam questões fundamentais que requerem interpretação da Convenção Europeia. Na verdade, não há provas que as alterações propostas dirigidas à limitação da autoridade do tribunal reduziriam o volume de casos. Mas enviam uma perigosa mensagem de que alguns governos deveriam ser isentos dos padrões que se aplicam aos restantes.

A redução do fluxo de queixas depende, acima de tudo, dos esforços dos governos para salvaguardar domesticamente as normas legais de conduta – mesmo que tenham que ser forçados e humilhados para que tal ocorra. Decisões judiciais inequívocas e vinculativas do Tribunal, muitas das quais requerem que os governos compensem as vítimas, estão entre as mais eficazes ferramentas para pressão construtiva – e podem bem conseguir um melhor valor na promoção das normas legais de conduta do que os milhões de euros investidos anualmente em assistência técnica e formação nos estados faltosos.Adicionalmente, as reformas legislativas implementadas em 2010 precisam de tempo e de recursos para funcionar. Todos concordam que o TEDH está a fazer progressos na redução do conjunto acumulado de pedidos pendentes.

Pode ser feito mais. O Tribunal pode aumentar o número de “julgamentos piloto” respeitantes às ofensas sistémicas, receitar medidas mais específicas de recurso, e endurecer os prémios monetários quando violações repetidas reflectirem falhanços persistentes no respeito a julgamentos anteriores. O Comité Ministerial, que orienta a implementação, deveria emitir sanções públicas quando fosse apropriado. E os estados devem levar mais a sério as suas obrigações para remediar violações antes de os casos chegarem a Estrasburgo.

Na verdade, nenhum tribunal acerta em todas as decisões, ou agrada a todas as partes. Mas mesmo os governos democráticos por vezes fazem grandes erros. Alguns líderes políticos parecem demasiado preocupados com os seus próprios desacordos com decisões individuais para verem o interesse maior em preservar uma instituição Europeia que desperta a admiração generalizada.

Os próximos dois meses serão decisivos. O Reino Unido, que detém actualmente a Presidência rotativa do Conselho da Europa, anunciou que procurará a adopção em Abril de uma declaração ministerial sobre a reforma do Tribunal. Embora uma versão preliminar esteja a circular nas capitais nacionais, o papel dos grupos da sociedade civil permanece pouco claro. É crucial que aqueles que têm maior interesse no ECHR – o povo da Europa – participem significativamente nestas discussões.

Numa época de restrição financeira, os juízos do Tribunal emitem mais de 1.000 sentenças por ano, muitas de grande importância, por menos do custo do orçamento de publicações da UE. Meio século depois do seu nascimento, o TEDH fornece um bem público inestimável, não apenas para os Europeus, mas para todas as pessoas preocupadas com os direitos humanos em qualquer parte. Nas próximas semanas, os governos da Europa serão medidos pelo seu compromisso na preservação deste recurso global vital.

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Como é que a FIRA\AER autoriza algo assim?

Esta era a imagem do estádio de Bucareste, minutos antes do Roménia vs Portugal em rugby, jogo a contar para a 1ª jornada do Torneio Europeu das Nações 2012\2013.

Como é possivel que se tenha autorizado um jogo nestas condições?

Em campo, Portugal perdeu 15-7. Perante o frio, a capacidade dos romenos (foram ao último mundial na Nova Zelândia) pode-se dizer que foi um bom resultado visto que em Lisboa as coisas deverão ser diferentes.

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O grupo da morte

Alemanha, Holanda e Dinamarca.

Já lhe chamam o grupo da morte.

Eu cá continuo na ilusão do nacionalismo e prefiro acreditar que vamos passar esta fase de grupos em primeiro lugar.

1. É certo que os adversários são dificeis:

1.1 A Alemanha aparece no Euro 2012 com uma das mais fortes selecções dos últimos anos.

A nova geração de talentos Alemã, constituída por jovens talentos como Jerôme Boateng, Marko Marin, Mezut Ozil, Mario Gomez, Mario Gotze, Sami Khédira, Thomas Muller, Sven Bender, Lars Bender, Toni Kroos e auxiliada de perto por jogadores experientes\veteranos como Miroslav Klose, Phillip Lahm, Bastian Schweinsteiger, Per Mertesacker, entre outros, aparece no Euro 2012 com a aspiração de fazer frente ao poderio da Selecção Espanhola.

Vai ser obviamente, pelas circunstâncias e pelo potencial demonstrado nos últimos 2 anos o osso mais duro de roer para a selecção nacional na fase de grupos.

1.2 A Holanda é a Holanda. Quem conhece o futebol sabe perfeitamente o que escrevo.

Robin Van Persie, Arjen Robben, Klaas-Jan Huntelaar, Wesley Sneijder, Maarten Stekelenberg, Van der Wiel, John Heitinga, Nigel De Jong, Kevin Strootman, Dirk Kuyt, Urby Emanuelson, Joris Mathijsen, Eljero Elia, Demy De Zeeuw, Ibrahim Affelay, Rafael Van der Vaart são jogadores de inegável talento. A Laranja Mecânica é obviamente outra das candidatas principais ao ceptro europeu.

1.3 A Dinamarca de Morten Olsen. A Dinamarca que venceu o nosso grupo e pratica aquele futebol musculado e pragmático. Mas também a Dinamarca que não costuma apresentar o seu melhor futebol nas fases finais de competições internacionais, ponto que pode jogar a nosso favor.

2. A nossa selecção.

Temos primeiro que reconhecer que a nossa selecção não é em nada inferior a qualquer uma destas selecções.

Em segundo lugar, acredito perfeitamente que este tipo de jogos sejam aqueles jogos que todos os jogadores sonham em jogar. Logo, acredito que estes jogos acrescentem uma dose de motivação extra aos jogadores das quinas e sejam jogos em que os mesmos apliquem em campo todas as características que os tem acompanhado ao longo das suas carreiras.

3. Em terceiro lugar: os resultados que a selecção nacional tem atingido nos últimos 15 anos.

Se repararem, nos últimos 15 anos, a selecção Portuguesa apurou-se (fazendo excepção ao mundial de 1998) para 5 europeus consecutivos e 3 mundiais.

Nas finais finais dos europeus e mundiais, quando menos se esperava Portugal deu-se bem com todos os grupos difíceis que teve de enfrentar.

3.1 No euro 1996, Portugal calhou num grupo que continha a Turquia, a Dinamarca e a Croácia. Empatamos com a Dinamarca de Schmeichel e Brian Laudrup a 1 bola. Vencemos a Turquia por 1-0 com golo de Fernando Couto e vencemos a Croácia de Prosinecki, Suker, Jarni, Boban e Prso (a mesma que dois anos depois se iria sagrar 3º classificada em França no Mundial) por 3-0 com golos de Figo, João Pinto e Domingos.

3.2 No Euro 2000, a “frágil” selecção de Portugal (na verdade foi o estado de maturação de uma geração brilhante) calhou num grupo da morte com Inglaterra, Roménia e Alemanha. O resultado foi aquele que todos sabemos. Vencemos da forma que vencemos Ingleses e Alemães e ainda conseguimos bater no último minuto a Roménia (com golo de Costinha) que tinha sido a selecção que tinha vencido o nosso grupo na fase de qualificação. Fomos às meias-finais e apenas baqueamos perante a selecção campeã do mundo e, nesse ano, europeia, a França.

3.3 No Mundial 2002 e para corroborar a apetência especial da nossa selecção para se apurar em grupos complicados, fomos eliminados na fase de grupos por Coreia do Sul, Estados Unidos e Polónia.

3.4 No Euro 2004, todavia a jogar em casa, eliminámos a Espanha e a Rússia na fase de grupos, e tirando a mácula dolorosa de termos perdido o título para a Grécia, também aviamos a eliminar a Inglaterra e a Holanda em dois jogos épicos.

3.5 No Mundial 2006, depois de passar a fase de grupos num grupo constituído por Angola, Irão e México, voltamos a aviar os Ingleses e os Holandeses, perdendo novamente para a França nas meias-finais, o que de facto não constituiu nenhuma vergonha.

3.6 No Euro 2008, vencemos um grupo constituído pela difícil República Checa, Turquia e Suiça, se bem que perdemos contra os Suiços. Fomos eliminados pela Alemanha por 3-2 num jogo em que ficou claramente um amargo na boca. Os Alemães jogariam a final contra a Espanha.

3.8 No Mundial 2010 na África do Sul, conseguimos o apuramento num grupo constituído por Coreia do Norte, Costa do Marfim e Brasil. Fomos eliminados de seguida pela Espanha, campeã do mundo.

Em todas estas campanhãs, exceptuando o mundial 2002, Portugal atingiu excelentes resultados e foi apenas eliminado pelas selecções que viriam a ser campeãs ou vice-campeãs. Esse indicador é outro dos indicadores que me faz acreditar que Portugal, não descurando a obvia dificuldade que o grupo apresenta, tem hipóteses de passar à próxima fase, e se o fizer estará em grandes condições de lutar pelo título europeu. São mais os resultados negativos alcançados ao longo da história da nossa selecção contra equipas teoricamente mais fracas nas fases de qualificação do que os resultados negativos contra selecções mais fortes nas fases de grupos.

Basta apenas apreciar que em 1966 eliminamos a União Soviética, Hungria e Brasil e só fomos travados, também de forma injusta e inqualificável pela selecção da casa, a Inglaterra, que viria a sagrar-se campeã mundial.

E em 1984, vindos quase do nada, oferecemos um grande baile em França, onde conseguimos eliminar a RDA e a Roménia (empatamos com os Alemães e vencemos os Romenos) e no mesmo grupo, conseguimos um empate contra a poderosa Espanha de Maceda, Carrasco e Santillana.

Perdemos injustamente apenas naquelas meias-finais de Marselha contra a França do todo poderoso Platini, em circunstâncias que a história não nega: aquele título estava talhado para os franceses e não podia ser de outra maneira.

No mundial de 1986, mesmo eliminados na fase de grupos, perdemos contra a Polónia e contra Marrocos, mas batemos a toda poderosa Inglaterra na primeira partida.

Desde então já batemos selecções em fases finais como Croácia, Turquia, Inglaterra, Alemanha, Roménia, Polónia, Espanha, Rússia, Irão, México, Angola, Holanda, República Checa e Coreia do Norte.

Podem-lhe chamar o grupo da morte, eu chamo-lhe um grupo difícil. E nós vamos passar, caso estas imagens se voltem a repetir:

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futeboladas

(clicar nos links para abrir o player com os resumos)

http://videa.hu/flvplayer.swf?v=CqMaFO7zFyQvzARA

Não há cá Messis nem lasers nem ervados: estamos no Euro!

Fizemos uma excelente exibição, com um Ronaldo de gala (um dos melhores jogos que vi do Ronaldo na selecção) com um meio-campo onde M0utinho, Veloso e Meireles fizeram tudo aquilo que se lhes exigia – destruir e construir – e com alguma segurança na defesa onde Pepe e Bruno Alves apenas falharam no lance do 2º golo dos Bósnios (em fora-de-jogo) e onde Fábio Coentrão fez uma exibição de alto nível.

Dzeko foi seco durante os 180 minutos. Pjanic também não apareceu.

A Bósnia marca dois golos porque Wolfgang Stark e o seu auxiliar assim o quiseram. Gostava de ver a reacção, se, a Bósnia empata a 3 bolas e consegue passar esta eliminatória.

Foi uma fase de qualificação muito difícil. Como todos nós nos lembramos, começou com Carlos Queiroz fora do banco de suplentes e posteriormente despedido e com a contratação de Paulo envolta no meio da polémica gerada pela tentativa de contratação temporária de José Mourinho.

Pelo meio, vários atletas abandonaram a selecção – Tiago, Simão, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho e Bosingwa (se bem que os últimos dois, por situações diferentes que as dos 3 primeiros). Felizmente, Paulo Bento conseguiu levar o barco a bom porto. Fica apenas a nódoa de ter que sofrer até à última para se garantir o apuramento, mas, hoje pouco interessa como nos apurámos. Interessa que nos apurámos para a Polónia e Ucrânia e em Junho estaremos lá para discutir o caneco.

Nos outros jogos do playoff para o europeu:

1. Depois do sensacional 4-0 em Tallinn na sexta-feira, a República da Irlanda, comandada por Trapattoni apurou-se para o Europeu com um empate em Dublin a 1 bola contra a Selecção da Estónia.

Ward abriu o marcador para os Irlandeses aos 32, Vassiliev empatou para os Estonianos aos 57″. No final do jogo, o capitão Irlandês Robbie Keane festejava mais um apuramento com estas palavras: “It’s a great night for everyone, for the players and the fans – a night that we’ll never forget. The team spirit has got us through this campaign, and full credit to everyone in this group. This is what football is all about, moments like this.”

2. A Croácia apurou-se, empatando em Zagreb a 0 com a Turquia. Valeu o brilhante 3-0 alcançado em Instambul na passada sexta-feira.

3. Jiracek confirmou em Podgorica a passagem da República Checa à fase final do Europeu. Os checos já haviam vencido por 2-0 em Praga.

Montenegro, Estónia e Bósnia não mereciam ficar novamente de fora do Europeu depois das fases excepcionais de qualificação que fizeram. No entanto, na próxima etapa do futebol europeu serão selecções a ter em conta para o apuramento para o Mundial de 2014 no Brasil.

Amigáveis:

Brasil vence para Mano ver.
Pelo que vi, grande exibição de Hulk coroada com uma assistência para o primeiro golo de Jonas, jogador em destaque. Mano Menezes pode ter encontrado aquele ponta-de-lança que tanto deseja para a canarinha. Jonas está a fazer uma excelente época no Valência e agarrou a oportunidade que o seu seleccionador lhe deu.
Bruno César, Alex Sandro e Hulk foram titulares. Elias entrou para o lugar de Bruno César na 2ª parte.

http://www.dailymotion.com/embed/video/xmcpeo

A Roménia ganhou à Grécia por 3-1

A Mannschaft voltou a afinar a sua poderosa máquina, tendo levado de vencida a selecção Holandesa em Hamburgo por 3-0. Thomas Muller, Miroslav Klose (63º golo pela Mannschaft no regresso à mesma; um daqueles golos à Klose) e Mezut Ozil deram um baile categórico de potência à “invencível” Holanda, que não perdeu durante toda a fase de qualificação para o Euro´12.

O Uruguai venceu a Itália por 1-0 com golo de Sebastian Fernandez. Continua a grande forma da selecção Uruguaia, que voltou a contar desta vez com os portistas Álvaro Pereira e Cristian Rodriguez e com o benfiquista Maxi Pereira. Duarte Gomes foi o árbitro da partida e expulsou Álvaro Pereira.

Em outros amigáveis:
– A Inglaterra venceu a Suécia em Wembley por 1-0 com um golo que alguns atribuem a Gareth Barry mas que outros apontam como auto-golo do central Majstorovic.
– Casillas cumpriu a 127ª internacionalização pela Espanha e tornou-se o jogador mais internacional pela Roja. No entanto, o keeper não evitou o empate contra a modesta Costa Rica por 2-2, tendo os campeões do mundo recuperado de uma desvantagem de 2-0. O avançado do Arsenal Joel Campbell foi um dos autores dos golos costa-riquenhos. David Silva e David Villa equilibraram o marcados nos últimos minutos.
– França e Bélgica empataram a 0 bolas.
– As Honduras bateram a Sérvia por 2-0. A Ucrânia bateu a Áustria por 2-1. A Dinamarca bateu a Finlândia por 2-1. A Polónia bateu a Húngria por 2-1.
– Os Estados Unidos bateram a Eslovénia por 3-2 com golos de Matavs para a Eslovénia (2) e Buddle, Dempsey e Jozy Altidore para os Norte-Americanos.

Apuramento para o Campeonato do Mundo 2012 – Zona Sul-Americana

http://video.rutube.ru/85e4242deee822d0224f89f92f8e9002

A Argentina foi vencer à Colômbia por 2-1 – a Colômbia esteve a vencer por 1-0 mas Messi haveria de voltar a ser decisivo e igualar a partida aos 61 e Kun Aguero, haveria de entrar para selar a vitoria argentina numa emenda após remate de Higuaín e… assistência de Lionel Messi!

O Equador também sorriu e venceu o Peru por 2-0 em casa. A esta hora joga-se o Chile vs Paraguai. Para mais logo está reservado o jogo entre a Venezuela e a Bolívia.

Neste momento, esta poule está ordenada com o Uruguai e a Argentina na liderança com 7 pontos (o Uruguai tem 3 jogos enquanto a Argentina já efectuou 4) o Equador tem 6 pontos (3 jogos) e a Colômbia fecha provisoriamente os lugares apuráveis com 4 pontos em 3 partidas. No entanto, a selecção colombiana pode ser ultrapassada por Paraguai, Venezuela ou Chile esta madrugada.

Apuramento Mundial – Zona Asiática

5ª jornada da primeira fase de grupos

Grupo A – A China venceu fora Singapura por 4-0 enquanto o Iraque foi vencer à Jordânia por 3-1. Iraque e Jordânia já estão apurados.

Grupo B – O Líbano surpreendeu a Coreia do Sul por 2-1 e cimentou uma possível qualificação para a fase final da qualificação. O Kuwait aproveitou o deslize sul-coreano vencendo em casa os Emirados Árabes Unidos por 2-1. A Coreia do Sul e o Líbano lideram com 10 pontos contra os 8 do Kuwait e os zero dos EAU. A 29 de Fevereiro, a Coreia do Sul recebe o Kuwait em casa enquanto o Líbano vai aos Emirados.

Grupo C – O Japão, já apurados, perdeu na Coreia do Norte por 1-0. O Uzbequistão, também já apurado bateu o Tadjiquistão por 4-0 em casa.

Grupo D – Já apurada, a Austrália venceu a Tailândia fora por 1-0. Arábia Saudita e Omã empataram a 0 bolas. A Austrália lidera com 12 pontos contra os 6 da Arábia Saudita, 5 de Omã e os 4 da Tailândia. Na próxima jornada a 29 de Fevereiro a Austrália recebe a Arábia Saudita enquanto Omã recebe a Tailândia.

Grupo E – O Irão de Carlos Queiroz garantiu a qualificação para a próxima fase, goleando na Indonésia por 4-1. O Qatar também garantiu a qualificação com um empate em casa contra o Bahrein.

Mundial 2014 – Zona Africana

Disputaram-se os jogos da 1ª eliminatória.
São Tomé e Principe e Guiné-Bissau foram eliminados do Mundial – São Tomé caiu aos pés do congo com um agregado de 6-1 (5-0 no congo na primeira mão\1-1 em São Tomé); já a Guiné-Bissau caiu contra o Togo fora por 1-0 com um empate registado a 1 bola na primeira mão.
Moçambique eliminou as Ilhas Comores depois de ter vencido por 4-1 hoje em Maputo e de ter empatado na primeira mão 1-1.
As selecções mais cotadas que entraram nesta fase apuraram-se com facilidade. O Quénia deu um total de 7-0 às Seychelles, a Guiné-Equatorial venceu Madagáscar por 3-2 e a República Democrática do Congo eliminou a Suazilândia com um total de 8-2 nas duas mãos.

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futeboladas

Última jornada. Consagração dos apurados, festa menor daqueles que tem oportunidade de ir ao playoffs ou desilusão daqueles que tinham o objectivo de se apurar nos grupos e tem que ir disputar esses mesmos playoffs, e jornada de honra dos vencidos.

Grupo A

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A Alemanha decidiu a sorte Belga bem cedo. Em Dusseldorf, Ozil (30m) Schurrle (33m) e Gomez aos 48, sem que Joaquim Low tenha mexido em muito no habitual 11 da Manschaft, decidiram a eliminação da Bélgica em prol da ída da Turquia aos playoffs.
Marouane Fellaini apontou o tento de honra dos Belgas, cujo seleccionador George Leekens voltou a apostar em Witsel a titular e Defour a suplente.

O avançado Buruk Yilmaz resolveu a qualificação turca para o playoff final. Será mais oportunidade para a selecção do eféso. 

Casaquistão e Áustria empataram 0-0 em Astana.

A Alemanha ganhou o grupo com pleno de 30 pontos. A Turquia foi 2ª com 17, a Bélgica 3ª com 15, a Áustria com 12, Azerbeijão com 7 e Casaquistão com 3.

Pontos altos do grupo:
1. A vitória da Alemanha nas 10 partidas com um total de 34 golos. Joachim Low renovou em pleno a sua selecção após o mundial 2010 e a Alemanha aparece novamente com um meio campo que emana a maior qualidade possível dentro do futebol europeu: Mario Gotze, Mezut Ozil, Sami Khédira, Bastian Schweinsteiger, Marko Marin, Toni Kroos, Piotr Trochowski, Christian Trasch e Simon Rolfes são grandes mais-valias para qualquer selecção. Miroslav Klose (9) e Mário Gomez (6) marcaram 15 golos dos 34 Alemães. Klose não tem sido opção desde o verão que marcou a sua mudança para a Lázio de Roma. Não entanto, nada me espanta que, mesmo com a ascenção de André Schurrle à equipa principal da Mannschaft, Joachim Low tenha de chamar o experiente avançado para o campeonato da europa.
2. A vitória turca em casa contra a Bélgica por 3-2 e o empate na Bélgica por 1-1. Arda Turan mostrou-se um jogador importante e decisivo na campanha turca. Apontou o 3-2 contra os Belgas, e o golo da vitória frente ao Casaquistão aos 96″ desse jogo.
3. O empate caseiro da Bélgica contra a Áustria 4-4, com o empate Austríaco a surgir aos 90+3″.
4. As maiores goleadas do grupo: 6-2 da Alemanha à Áustria em Setembro, 6-1 da Alemanha ao Azerbeijão em Setembro de 2010

Grupo B

A Rússia não vacilou e goleou Andorra por 6-0 qualificando-se directamente.

A República da Irlanda terminou com o sonho da Arménia. 2-1 foi o resultado. A Irlanda segue para playoff enquanto a Arménia acaba uma qualificação de sonho onde conseguiu 17 pontos.

Macedónia e Eslováquia empataram a 1 bola.

O grupo termina com a vitória da Rússia com 23 pontos. República da Irlanda vai ao playoff com 21. Arménia 17. Macedónia 8. Andorra 0.

Momentos altos deste grupo:
1. A vitória da Irlanda na Arménia na 1ª jornada por 1-0. Fulcral para as contas finais do grupo e para o apuramento Irlandês para os playoffs.
2. A vitória da Eslováquia na Rússia por 1-0 em Setembro de 2010 mostrava uma Eslováquia capaz de decidir o grupo taco a taco com Russos e Irlandeses. Tal não veio a suceder pois um mês depois, os Eslovacos perdiam 2-1 na Arménia.
3. A vitória por 3-2 da Rússia na Irlanda.
4. A vitória Russa em Moscovo contra a Arménia por 3-1 com hat-trick de Pavlyuchenko.
5. O empate da Eslováquia em Dublin mostrava uma selecção Eslovaca muito forte e decidida em lutar com dois cabeças-de-série. Os Eslovacos de Hamsik haveriam por cair nos últimos jogos quando levaram 4-0 da Arménia em casa.
6. A vitória da Rússia na Eslováquia na sexta com aquele golo monumental de Dzagoev.

Grupo C

A Itália venceu a Irlanda do Norte em Pescara por 3-1. Cassano bisou. Prandelli fechou a sua primeira qualificação com 26 pontos.

A Eslovénia, tal como eu tinha previsto no post anterior, complicou a vida aos Sérvios e mando-os fora do apuramento. A Estónia beneficiou desta vitória Eslovena para ir aos playoffs.
O médio do Olimpija Ljubliana Vrsic foi o marcador do único golo da partida.

A Itália apurou-se automaticamente com 26 pontos. A Estónia ficou em 2º com 16 pontos, a Sérvia 3ª com 15. A Eslovénia com 14. A Irlanda do Norte 9 e as Ilhas Feroés com 4.

Momentos altos da qualificação:

1. A derrota caseira da Eslovénia em casa frente à Irlanda do Norte por 1-2.
2. O empate caseira da Sérvia contra a Eslovénia (1-1) e a humilhante derrota caseira contra a Estónia (1-3)
3. A vitória da Itália na Eslovénia por 1-0 com golo de Thiago Motta.
4. O empate entre Sérvia e Estónia em Tallin em Março com Vassiliev a marcar um dos golos decisivos. O outro seria na Irlanda do Norte. Vassiliev acabaria por marcar 5 golos nesta fase.
5. O empate da Sérvia com a Itália e a derrota decisiva em Ljubljana no dia de hoje.
6. A vitória da Estónia por 2-1 contra as Faroes em casa, onde os Nórdicos viram os Estónios virar o resultado já depois da hora.

Grupo D

http://videa.hu/flvplayer.swf?v=NJcUFmbHquTrPPw1

A França esteve a perder até perto do fim, e com a derrota a Bósnia estava qualificada automaticamente. Depois do balde de água fria de Dzeko no Stade de France, Nasri salvou o orgulho e a qualificação francesa. A Bósnia foi atirada para o playoff como se atira uma batata quente e pode ser novamente o adversário de Portugal. Não será, como tivemos oportunidade de verificar no playoff de apuramento para o campeonato do mundo de 2010, um adversário fácil.

Nos restantes jogos da última jornada, a Roménia empatou na Albânia a 1 bola. Campanha defraudante dos Romenos, que mais uma vez, estiveram a perder até ao minuto 77.

Nas contas finais do grupo, a França venceu-o com 21 pontos, contra 20 da Bósnia, 14 da Roménia, 13 da Bielorrussia, 9 da Albânia (acaba por ser uma excelente fase de grupos para a modesta selecção) e 4 do Luxemburgo (dentro dos possíveis, o Luxemburgo marcou mais pontos do que aquilo que se previa).

Momentos altos deste grupo:

1. O empate caseiro da Roménia contra a Albânia a abrir e o novo empate a fechar. 4 pontos importantes que os Romenos perderam.
2. A derrota caseira da França frente à Bielorussia em Setembro de 2010. Podia antever-se uma Bielorrussia capaz de lutar pelos primeiros lugares.
3. A vitória fulcral da França na Bósnia por 2-0 em Outubro.
4. O empate da Bósnia na Albânia a 1 bola.
5. A vitória da Bósnia em Sarajevo contra a Roménia em Março. Tal resultado, catapultou os Bósnios na fase de grupos para uma excelente prestação.
6. O empate da França na Bielorrussia em Junho.
7. O empate da França na Roménia a 0 bolas descartou todas as possibilidades Romenas de qualificação.
8. O empate Francês ontem. Foi um jogo muito sofrido dos gauleses.

Grupo E

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Num jogo que interessava a Portugal na decisão do 2º melhor classificado da fase de grupos, bastava apenas que a Suécia não vencesse a Holanda em Estocolmo indiferentemente do resultado de Portugal em Copenhaga. Portugal falhou a vitória e o empate. Num jogo emocionante de reviravoltas, a Suécia bateu a Holanda por 3-2 depois de ter estado a vencer por 1-0 e a perder por 2-1.
Kim Kallstrom, Sebastian Larsson e Toivonen marcaram os golos dos Suecos. Kuyt e Huntelaar os golos Holandeses. Foi a única derrota dos Holandeses na fase de grupos.

Nos outros jogos do grupo, empate entre Hungria e Finlândia em Budapeste e vitória da Moldávia por 4-0 contra São Marino por 4-0.

Contas finais do grupo: Holanda 27, Suécia 24, Hungria 19, Finlândia 10, Moldávia 9, São Marino 0

Momentos altos do grupo:

1. Os 37 golos dos Holandeses no grupo. 12 dos 37 golos Holandeses foram marcados por Klaas-Jan Huntelaar, o melhor marcador desta qualificatória.
2. A vitória caseira da Moldávia sobre a Finlândia na 1ª jornada. Os Finlandeses estiveram muito abaixo daquilo que tinham feito noutras fases. Perderam meses depois em casa contra a Húngria por 2-1, numa fase em que os Hungaros (à semelhança daquilo que já tinham feito aquando da fase em que calharam no grupo de Portugal) mostravam-se interessados em lutar por mais. Boa prestação magiar num grupo muito difícil.
3. O 4-1 da Holanda à Suécia em Novembro de 2010 marcava a vontade Holandesa de vencer este grupo sem mácula. Em Março, a laranja mecânica haveria de dar 4 fora em Budapeste.
4. O 5-3 da Holanda em Março passado à Húngria em Roterdão. Os magiares estiveram a vencer por 2-1 a meio da 2º parte, e a empatar consecutivamente 2-2 e 3-3. Não resistiram nos últimos 15 minutos.
5. O 5-0 da Suécia em Junho à Finlândia.
6. A vitória Húngara em Budapeste contra a Suécia por 2-1 em Setembro indiciava uma pressão dos Húngaros pelo 2º lugar.
7. A vitória Sueca na passada sexta em Helsínquia por 2-1 confirmava o 2º lugar em definitivo. Relembro para fechar que a Suécia jogou alguns jogos sem a sua maior estrela Zlatan Ibrahimovic.

Grupo F

Depois de vencida a Croácia em Atenas na sexta, a selecção de Fernando Santos não pode embandeirar em arco e suou muito para levar de vencida a Geórgia no dia da alegria Grega provida por mais uma qualificação muito difícil. Depois de estar a perder até aos 79″, o golo de Charisteas aos 85″ fez respirar de alívio o povo Grego. Charisteas é um ídolo entre os gregos. Nos últimos 10 anos, todos os golos históricos dos gregos nas competições internacionais tem o cunho do ponta-de-lança: desde o golo que deu a vitória no Euro 2004, aos golos que fizeram apurar os gregos para o euro 2008 e para o euro 2012.

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No outro jogo importante para as contas do grupo, a Croácia fez o que lhe competia, batendo a Letónia por 2-0. Resultado insuficiente. Os Croatas terão que jogar os playoffs.

Israel bateu malta por 2-0.

Contas finais: Grécia 24 pontos, Croácia 22, Israel 16, Letónia 11, Geórgia 10, Malta 1.

Momentos altos do grupo:

1. O empate caseiro da Grécia contra a Geórgia na primeira jornada a 1 bola. Fernando Santos estreava-se mal no comando técnico dos gregos.
2. O empate entre Croatas e Gregos em Zagreb a 0.
3. A derrota Croata na Geórgia por 1-0 em Tiblissi prejudicou em muito as aspirações croatas ao 1º lugar. O 2º lugar estava em risco em Zagreb quando a Cróacia virou um 0-1 favorável a Israel para um 3-1.
4. A vitória Grega sobre a Croácia por 2-1 na sexta-feira.

Grupo G

Já sem grandes motivos de interesse ao nível da classificação, a Suiça venceu Montenegro em casa por 2-0 mas os Montenegrinos vivem uma época histórica para o seu futebol com a passagem aos playoffs.
Na Bulgária, a selecção da casa perdeu contra Gales por 1-0 com golo de Gareth Bale. Esta fase ainda não mostrou a selecção Galesa com o poderio que ela começa a ter. No entanto, a juventude dos novos jogadores galeses é passível de ter em conta na próxima qualificatória para o mundial.

Contas finais do grupo: Inglaterra 18 pontos, Montenegro 12, Suiça 11, Gales 9, Bulgária 5.

Momentos altos do grupo:

1. Na turma Búlgara, há que recordar a renúncia de Dimitar Berbatov. Enfraqueceu uma equipa por completo. A Bulgária apenas marcou 3 golos em 8 jogos. Lotthar Matthaus está com dificuldades na montagem de uma selecção forte e capaz de ombrear novamente com os grandes europeus.
2. Montenegro. A confirmada surpresa. Com défice no ataque (7 golos) mas com eficácia defensiva (também 7 golos). Prometem ser um osso duro de roer no playoff.
3. A vitória de Montenegro na Bulgária por 1-0 com golo de Zverotic.
4. A vitória Inglesa na Suiça por 3-1.
5. O empate da Suiça em Sófia custou caro o apuramento aos Helvéticos.
6. A vitória Galesa por 2-1 contra Montenegro ainda abriu portas aos Suiços para a 2ª posição do grupo, mas estes haveriam de perder na sexta-feira em Gales por 2-0 quando os Montenegrinos faziam empatar a Inglaterra em Podgorica num jogo histórico.

Grupo I

Com a Espanha apurada, havia apenas o 2º lugar em discussão. Com a vitória Espanhola na sexta em Praga contra a República Checa, e a vitória Escocesa no sábado contra o Liechstenstein, era a Escócia quem estava na pole-position para se apurar para os playoffs. No entanto, a Escócia tinha que visitar a Espanha enquanto a República Checa jogava na Lituânia.

Os Checos cumpriram o seu papel e venceram os Lituanos por 4-1. De cadeirinha, assistiram à vitória Espanhola sobre os Escoceses por 3-1 com dois golos de David Silva e outro de David Villa.

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Finalizada esta fase de grupos:

Apurados directamente: Alemanha, Dinamarca, Inglaterra, Grécia, Espanha, Itália, França, Rússia e Holanda.
Melhor 2º: Suécia
Para playoffs: República Checa, Portugal, Croácia, Irlanda – cabeças de série – Turquia, Montengro, Bósnia-Herzegóvina, Estónia.

Nota: Os cabeças de série jogam contra os que não são cabeças de série.

Outros jogos internacionais:

Ásia-Pacífico: 1ª fase de grupos – 3ª jornada (Passam os dois primeiros)

Grupo A – A Jordânia bateu Singapura por 3-0 fora e continua na liderança do grupo A com 9 pontos. A China perdeu 1-0 em casa contra o Iraque. Os Iraquianos tem 6 pontos, os Chineses 3 e Singapura 0.

Grupo B – A Coreia do Sul bateu os Emirados Árabes Unidos por 2-1 em casa. O Líbano empatou com o Kuwait a 1 bola. Os Sul Coreanos lideram com 7 pontos, o Kuwait tem 5 e o Líbano 4.

Grupo C – A Coreia do Norte pode não repetir a presença no campeonato do Mundo. Os Norte-Coreanos perderam em casa contra o Uzbequistão por 1-0.

Já o Japão deu 8 em casa ao Tadjiquistão.
Japoneses e Uzebeques lideram o grupo com 7 pontos. Coreia do Norte tem 3. Tadjiquistão 0.

Grupo D – A Austrália continua o seu passeio. Venceu Omã por 3-0 em Sydney. Tailândia e Arábia Saudita empataram a 0 bolas.
A Áustralia lidera com 9 pontos. Tailândia com 4, Arábia Saudita com 2, Omã com 1.

Grupo E – Carlos Queiroz e o seu Irão venceram os Bahrein por 6-0. O Bahrein tinha sido a selecção que tinha afastado o Irão do Mundial 2010. O Qatar foi à Indonésia vencer por 3-2.
O Irão lidera com 7 pontos. O Qatar tem 5, o Bahrein tem 4 e a Indonésia ainda não marcou qualquer ponto.

COMNEBOL

2ª jornada do campeonato

Depois da derrota por 4-1 em Buenos Aires contra a Argentina, o Chile bateu em Santiago o Perú por 4-2.

A Colômbia sofreu a bom sofrer para levar os 3 pontos de La Paz. Depois de ter estado a vencer por 1-0 com golo de Dorlan Pabon, seria Walter Ponce a empatar o jogo para os Bolivianos aos 84″. Radamel Falcão haveria de aplicar o seu instinto assassino já depois da hora.

Surpresa na Venezuela. A Vino Tinto continua a surpreender meio mundo com os seus resultados. Em Anzoátegui, a selecção da casa venceu de forma categórica a Argentina por 1-0 e promete estar na luta pelos 4 lugares directos que dão apuramento e pelo 5º que dá vaga para playoff.

Paraguai e Uruguai dividiram pontos após empate a 1 bola em Assunción.

O Uruguai lidera o grupo com 4 pontos. Argentina, Equador (1 jogo) Colômbia (1 jogo) Perú, Chile e Venezuela tem 3 pontos. O Paraguai tem 1 ponto. A Bolívia tem 0.

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futeboladas

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A contenda não roçou o sofrimento, mas, a selecção voltou a ser pouco incipiente do ponto de vista defensivo. Dos 10 golos sofridos nesta qualificação, para uma selecção que está nos píncaros do futebol mundial, é caso para dizer que roça o ridículo o facto de Portugal ter concedido 7 em casa frente a Islândia e Chipre.

Da 1ª parte ressalta um 3-0 “de enfiada” perante uma selecção cujo modo de actuar no Estádio do Dragão gerou alguma confusão no jogo português nos primeiros minutos da partida, tendo os dois golos de Nani conseguido desbloquear a situação.

Do 3-0, passámos a 3-2 no decorrer da 2ª parte. Valeu o golo de Moutinho para devolver algum conforto à turma lusa. Para a retina fica o 5º golo, autoria de Eliseu, coroando uma excelente exibição do lateralala esquerdo do Málaga. O jogador Açoreano, de ascendência Cabo-Verdiana, mostrou-se como uma boa alternativa no flanco esquerdo da selecção lusa perante a ausência do intocável Fábio Coentrão.

Pela negativa, Rolando fez uma exibição para esquecer e foi lento a reagir nos lances dos golos da Islândia.

Em Chipre, a Dinamarca cumpriu a sua tarefa e venceu a equipa Cipriota por claros 4-1. Golos de Jacobsen, Krohn-Dehli e Romedahl (2) nos primeiros 20 minutos da partida arrumaram a questão para o lado Dinamarquês e acirraram a qualificação portuguesa para o jogo de terça-feira em Copenhaga.
As contas são simples: à selecção de todos nós, basta vencer ou empatar na terça. Em caso de derrota, iremos para o playoff a não ser que o resultado nos seja desfavorável por 3-0 e que a Suécia possa vencer a Holanda.

Nos outros grupos:

Grupo A

A oleada máquina bávara do Bayern de Munique foi a Instambul complicar em muito as contas da Turquia nesta fase de qualificação. Bastian Schweinsteiger, Mário Gomez e Thomas Muller deram uma vitória por 3-1 à já qualificada Mannschaft no inferno da Turk Telecom Arena.

O primeiro golo de Mário Gomez aos 36 minutos é de um fantástico trabalho do avançado do Bayern, um trabalho que não é nada comum ao modo de actuar e às características do avançado alemão.

A Bélgica, como lhe competia devido à situação de desvantagem pontual em relação aos turcos, cilindrou o Cazaquistão por 4-1 num jogo em que Axel Witsel foi titular e Steven Defour entrou aos 75 minutos para o lugar do veterano Timmy Simons, homem que inaugurou o marcador para os belgas ainda na primeira parte de grande penalidade. Hazard, Kompany e Marvin Ogunjimi marcaram os outros tentos belgas.

No outro jogo do grupo, a Austria foi ao Azerbeijão golear por 4-1.

As contas do grupo só irão ser finalizadas na última jornada. A Alemanha já está qualificada com os seus 27 pontos (9 vitórias em 9 jogos). A Bélgica está em 2º com 15 e a Turquia em 3º com 14. Na última jornada, em teoria, o calendário é favorável aos turcos. A Turquia fecha a qualificação em Instambul enquanto a Bélgica terá que fazer pela vida na visita ao LTU Arena em Dusseldorf para defrontar a Alemanha.
As contas são simples: em caso de vitória Belga em território alemão, qualifica-se a selecção de Witsel e Defour. Em caso de empate ou derrota belga e vitória turca, os turcos qualificam-se. Os Belgas poderão passar caso empatem e os turcos não vençam o Azerbeijão.

Grupo B

Num grupo muito complexo e equilibrado, a Rússia poderá ter dado um passo de gigante com a vitória que obteve hoje em Bratislava frente à Eslováquia.
A selecção de Hamsik tinha tudo para dar o golpe final nos Russos, mas a selecção de Dick Advocaat esteve sempre com os olhos na vitória e embora não se tenha qualificado, garantiu pelo menos o playoff final.

A Eslováquia, com 14 pontos, está fora da contenda.

Um brilhante golo do magnífico médio de ataque do CSKA de Moscovo Alan Dzagoev (está em grande forma e pisca o olho aos grandes clubes mundiais) deu a vitória aos Russos. É de facto um golo épico de Dzagoev. Daqueles que só as grandes vedetas do futebol sabem fazer nos grandes momentos.

A perseguir os Russos pelo 1º lugar do grupo ainda estão a Irlanda (vitória 2-0 em Andorra; golos de Doyle e McGeady) e a modesta Arménia (que sensação; venceu a Macedónia por 4-1 em Yerevan).

Na próxima jornada, a Rússia recebe Andorra em Moscovo no Luzhniki e tem porta aberta para a qualificação directa. Aos russos, pelos pontos de vantagem que detem sobre Arménia e República da Irlanda, bastará o empate.
A Irlanda recebe a matreira Arménia em Dublin e em caso de vitória dos Armenos, estes passam aos playoffs, dado único na história do seu futebol.
Em caso de derrota dos Russos, a Irlanda passa se vencer os Armenos. A Arménia passa em 1º lugar do grupo se vencer a Irlanda e os Russos perderem frente a Andorra.

Grupo C

http://video.rutube.ru/7f6b3b06a2f2c794efc196685137bb41

No Sérvia vs Itália em Belgrado, a qualificada equipa italiana complicou as contas dos sérvios.
Marchisio confirmou o bom momento de forma que já tinha sido detectado na Juventus com dois excelentes golos no domingo frente ao AC Milan e inaugurou o marcador aos 2 minutos. Ivanovic empatou aos 26″ mas foi um golo insuficiente para evitar que a Estónia chegasse ao 2º lugar depois da vitória na Irlanda do norte.

Cesare Prandelli voltou a testar alguns jogadores que tem estado em ascendente na Liga como são os casos do regressado António Cassano, de Leonardo Bonucci, Antonio Nocerino, Sebastian Giovinco e Alberto Aquilani, também ele recentemente regressado às convocatórias da Squadra Azzurra.

A Estónia, tem sido à semelhança da Arménia outra das grandes surpresas desta qualificação. Aproveitando o empate de Belgrado, a selecção comandada por Tarmo Ruuti terminou a sua fase de qualificação com uma suada vitória em Belfast, vitória que apenas foi conseguida nos minutos finais graças a dois golos emotivos do médio do Nafta da Eslováquia Konstantin Vassiliev que foram muito festejados pela comitiva da sua selecção em pleno relvado. Nunca antes a modesta Estónia esteve tão perto de se qualificar para um playoff final.

Folgando a Estónia, a pressão foi colocada a todo o gás no lado dos Sérvios, que terça-feira terão que medir forças em Ljubljana frente a uma Eslovénia que já está afastada do cenário de qualificação, mas cujo fervor nacionalista contra a “metrópole” da antiga junção Jugoslava lhes irá falar mais alto em campo.

A Itália também irá receber a Irlanda do Norte em Pescara.

Contas simples. Com a Itália já apurada, os Estónios passam em caso de derrota dos Sérvios em Ljulbjana. O empate basta à selecção comandada por Vladimir Petrovic.

Grupo D

A França venceu a Albânia por 3-0 mas continua com a Bósnia-Herzegovina colada a si que nem uma lapa. Perante um Stade de France repleto, desejoso de ver os bleus somar o triunfo que lhes pudesse garantir a qualificação automática no 1º lugar do grupo, tal não se veio a verificar visto que os Bósnios também venceram, em casa, o Luxemburgo por 5-0.

No jogo de Paris, Malouda, Loic Remy e Anthony Revèillere deram o triunfo aos gauleses num jogo em que não contaram com Franck Ribèry.

No jogo de Sarajevo, Dzeko, Misimovic (2) Pjanic e Medujanin deram a vitória aos Bósnios, que pelo menos, estarão votados ao mesmo fado que lhes calhou em sorte no apuramento para o mundial de 2010 aquando da ída aos playoffs e da consequente derrota frente a Portugal.

No outro jogo do grupo, sem qualquer interesse de relevância superior, a Roménia voltou a desiludir os seus fans com um empate frente à Bielorrússia. No regresso de Adrian Mutu à selecção, o jogador da Fiorentina apontou os 2 golos da sua selecção.

Na próxima jornada, temos jogo grande no Stade de France com a França a receber a Bósnia. Quem vencer passa no 1º lugar do grupo. Em caso de empate, passa a França.

A Albânia recebe a Roménia no outro jogo do grupo.

Grupo E

A Holanda venceu a Moldávia por 1-0 no Feijnoord Stadium em Roterdão e continuou na pressecucção do habitual pleno de vitórias. Huntelaar marcou o único tento da partida.

No outro jogo, com a relação que acima expliquei com a campanha da nossa selecção caso portugal perca na Dinamarca, a Suécia foi à Finlândia bater a selecção da casa por 2-1 num jogo muito complicado. Sebastian Larsson deu vantagem aos suecos aos 8 minutos e Olsson ampliou aos 52″. Um golo de Toivio aos 72″ ainda fez tremer os suecos nos 20 minutos finais.

Para terça-feira, fecha-se o grupo.
A Suécia recebe a Holanda e está obrigada a ganhar para poder fugir à despromoção dos playoffs por ser a pior 2ª classificada.
A Hungria ainda tem hipóteses de se qualificar mas para isso teria que bater a Finlândia por 12 golos de diferença e esperar a derrota Sueca frente à Holanda em Estocolmo.
Moldávia e São Marino fecham mais uma qualificação em Chrisinau.

Grupo F

Fernando Santos está de parabéns. A sua Grécia venceu a Croácia em Atenas por 2-0, passou para a liderança do grupo e assegurou praticamente a qualificação directa.

A dupla de avançados Samaras (71m) e Gekas (79m) deram os dois valiosos golos que irão decerto apurar sem grandes delongas a selecção orientada pelo Português.

No outro jogo do grupo, a Letónia venceu Malta por 2-0.

Para terça-feira, a Cróacia recebe a Letónia em Zagreb e para além de estar obrigada a vencer para colmatar a derrota em Atenas necessita que a Grécia possa perder ou até mesmo empatar em Tiblissi, dado que a Croácia tem um goal-average de 9 e a Grécia apenas de 8.
Sem qualquer relevância também se irá disputar o encontro entre Malta e Israel.

Grupo G

Duelo escaldante em Podgorica que opôs Montenegro à Inglaterra. Se os Ingleses garantiram o apuramento directo para o europeu, este histórico empate deixa os montenegrinos num autêntico estado de extâse nacional. A jovem e talentosa selecção montenegrina consegue apurar-se (dada a derrota da Suiça em Gales) para o playoff final na 2ª qualificatória que disputa a nível europeu depois da cisão referendária com a Sérvia.

Razão tinha eu quando na qualificatória para o Mundial 2010 afirmei que Montenegro seria a sensação para 2012. Não previ porém que a Estónia e Arménia chegassem em condições de discutir a esperança do playoff como de facto estão a discutir até ao último minuto.

Numa semana em que muito se falou sobre o futuro de Fabio Capello nos comandos da Old Albion (o italiano poderá deixar o cargo no final do europeu) e a possibilidade atirada pela imprensa da FA vir a contratar Arsène Wenger para o lugar do italiano, a selecção inglesa entrou em campo com a ideia de vencer ou empatar para carimbar em definitivo o apuramento, se bem, que as chances de Montenegro eram minimais dado os 10 golos de diferença no goal-average que separam as duas selecções.

Ashley Young abriu a contagem para os Ingleses perante o coro de assobios que foi constante em Podgorica sempre os Ingleses tocavam na bola. O veterano Darron Bent ampliou a vantagem aos 31″. Na 2ª parte viria a surpresa montenegrina com Zverotic a reduzir aos 45″ num lance onde Joe Hart foi traído por um desvio de um defensor Inglês e já em tempos de desconto, seria Andrija Delibasic, antigo avançado de Benfica e Beira-Mar a dar uma alegria imensa aos milhares de montengrinos depois de ter saído do banco de suplentes 10 minutos antes.

Pelo meio ainda houve lugar à expulsão directa de Wayne Rooney num lance em que o avançado do Manchester perdeu a cabeça e pontapeou um adversário.

Para a retina ficam as imagens tão características do emotivo Delibasic (o pessoal do Beira-Mar pode um dia atestar destes festejos do Montengrino num jogo contra o Benfica) no vídeo e na imagem abaixo postada.

No outro jogo do grupo, desilusão Suiça em Cardiff frente a uma selecção Galesa que ainda não tinha aparecido em prova. Apareceu pelos maus motivos e afastou os suiços de uma série de várias qualificações para fases finais de provas internacionais. Aaron Ramsey e Gareth Bale marcaram para a selecção Galesa.

As contas do grupo fecham em definitivo na terça com um Suiça vs Montengro e um Bulgária vs Gales.

Grupo I

A Espanha venceu em Praga por 2-0 e abriu a porta à Escócia (só joga amanhã em casa frente ao Lichstenstein) de ultrapassar a República Checa na classificação.

Nada de especial em relação aquilo que conhecemos da Rojita! Resolveram o jogo cedo por intermédio de Mata e Alonso. O resto foi contenção de bola. Os Checos ficaram reduzidos a 10 por expulsão de Hubschman no minuto 70.

A Escócia joga amanhã contra o Lichstenstein e em caso de vitória fará 11 pontos, ou seja, mais um que os checos. Nenhuma destas selecções tem o playoff final asseguro quaisquer que sejam os resultados apurados na última jornada pois dependerão dos outros grupos.

Nada está acabado para os Checos. A Escócia terá que medir forças terça-feira com a Espanha em Alicante enquanto a República Checa irá jogar a Vilnius frente à Lituânia.
Tomando com mais provável a vitória Escocesa amanhã, os Checos terão que vencer em Vilnius ou empatar, esperando respectivamente para cada resultado que a Escócia perca ou empate em Espanha.

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RWC (9)

Depois da vitória da Austrália frente à Rússia por 68-22 e da copiosa derrota da França (já apurada) frente a Tonga, nesta madrugadamanhã realizaram-se os últimos jogos da fase de grupos, tendo Gales, Irlanda e Argentina carimbado o acesso aos quartos-de-final da prova.

Num breve sumário:

A Argentina apurou-se no 2º lugar da Pool B como lhe competia. Depois de uma emocionante vitória sobre a Escócia, os Escoceses falharam o assalto do apuramento frente aos Ingleses e os Argentinos bateram a Geórgia com algum grau dificuldade, porém, sem colocar o apuramento em risco.

No jogo contra os Georgianos, e como se previa em qualquer antevisão feita sobre o jogo, prevaleceu a luta dos avançados. Ora no jogo no chão, ora nas melées, ora nos alinhamentos. Os Georgianos efectuaram o típico jogo de pick and go, mas quase sempre esbarraram contra uma aguerrida defesa argentina que teve no 2ª linha Patrício Albacete o seu grande esteio. O 2ª linha do Stade Toulousain ganhou 5 dos 11 alinhamentos ganhos pela sua selecção enquanto o flanqueador Juan Leguizámon executou 11 placagens durante a partida.

Numa primeira parte de muita luta, e onde a Argentina demorou a encarrilar nos trilhos da vitória (os Georgianos estavam a defender bastante bem as investidas dos 34 argentinos) só aos 32″ é que Juan Manuel Imhoff, confirmando o excelente momento de forma que atravessa, conseguiu abrir um furo na defesa dos europeus e voar para o primeiro ensaio da partida. Sol de pouca dura: aos 39″, o médio de abertura Lasha Khmaladze haveria de colocar a Geórgia a vencer ao intervalo por 7-5.

A Argentina teve que assumir outra estratégia na 2ª parte e nas primeiras faltas cometidas pelos Georgianos avançou para os postes, para se distanciar no marcador e sobretudo para não fazer empolgar a turma Georgiana. Em dois pontapés, Filippo Contepomi colocou 2 penalidades e consequentemente o jogo a 11-5. O experiente médio de abertura Argentino haveria aos 68″ de aproveitar um rápido contra-ataque argentino onde um pontapé para a frente de Imhoff haveria de aparecer nas suas mãos para o ensaio tranquilizador da passagem argentina à fase final da prova. Agustin Gosio iria selar a vitória no último minuto.

A Geórgia despede-se deste mundial com objectivo cumprido: venceu a Roménia e discutiu a partida com Argentinos e Escoceses.

Quanto aos Argentinos, Felipe Contempomi foi claro no flash interview ao afirmar que no próximo domingo a sua selecção terá que se esforçar para poder bater a Nova Zelândia.

No dia em que a Nova Zelândia ficou a saber que o seu melhor jogador, o abertura Dan Carter, irá falhar a fase final da prova devido a uma lesão muscular na zona da virilha contraída num treino, o seleccionador Graham Henry, já com o apuramento mais que decidido, não quis arriscar e colocou em campo uma selecção maioritariamente composta por suplentes contra o Canadá.

Jogadores como Owen Franks, Richie McCaw, Richard Kahui, Keven Mealamu, Kieren Read, Ma´a Nonu, Andrew Ellis e Adam Thomson, Isaia Toeava ou Cory Jane não se equiparam.

O Canadá também não ofereceu grandes dificuldades à Nova Zelândia. Foi o habitual jogo de um sentido que haveria de redundar num folgado 79-15. 12 ensaios marcados pelos jogadores Neo Zelandeses. O ponta Zac Gilford (4) o flanqueador Victor Vito (2) Jimmy Cowan, Israel Dagg, Jerome Kaino (2) Sonny Williams e Mils Muliaina marcaram os ensaios dos All-Blacks na partida. Ainda houve lugar para uma grande penalidade de Colin Slade. Do lado Canadiano, até foi Ander Munro que abriu a partida com uma penalidade. Os ensaios Canadianos foram marcados aos 39″ e 42″ pelo ponta Conor Trainor.

No meio deste autêntico massacre, quem esteve muito bem foi o abertura Colin Slade, agradando Graham Henry. Perante a lesão de Dan Carter, o médio de abertura dos Highlanders é claramente a escolha mais provável para o jogo de domingo frente à Argentina.

Mais um jogo de decepção para os Fijianos neste mundo. A selecção Fijiana foi cilindrada por Gales por 66-0 e sai de prova com uma única vitória, alcançada perante a modesta selecção da Namíbia.

Sem grandes poupanças, Warren Gatland não quis colocar o apuramento em causa perante Fiji e os seus jogadores não foram de modas: 9 ensaios – Jamie Roberts (2) Llyod Williams, Scott Williams, Leigh Halfpenny, Sam Warburton, George North, Lloyd Banks, Jonathan Davies e uma penalidade de Rhys Priestland traçaram um jogo muito tranquilo para Gales. A selecção Galesa enfrenta a Irlanda nos quartos-de-final.

No jogo mais esperado do dia, a Irlanda não vacilou perante a Itália e ganhou por 36-6, carimbando o apuramento. Como não consegui ver o jogo nem o resumo do mesmo, fica aqui a transcrição da breve análise que nos é dada pelo site do torneio.

” DUNEDIN, 2 Oct. – Brian O’Driscoll felt right at home during Ireland’s 36-6 victory over Italy on Sunday that clinched their progression into the quarter-finals.

More than 28,000 fans, nearly all of them in green, white and orange, witnessed a first-half performance that held a hungry Italian pack at bay before the Irish kicked away after the break with some expansive rugby.

“That was the best, seeing rows of green everywhere you look,” O’Driscoll said of the support.

“It was like Lansdowne Road – in fact, I have played in Dublin before when it hasn’t been that good.”

Ireland fly half Ronan O’Gara kept the scoreboard busy at a stadium where kickers had previously suffered.
O’Gara, retaining his place ahead of Jonathan Sexton, stroked three penalties in the first 40 minutes as the Irish kept their noses in front despite a tough physical battle against the Italy forwards at Otago Stadium.
An injury to prop Martin Castrogiovanni three minutes before half-time in the final Pool C clash weakened the Azzurri in their key battleground with the score at 9-6.

Tough times

And Ireland won virtually every skirmish after the break, running in three tries against an increasingly ragged defence, while the Italians failed to take the few opportunities they had.
O’Gara finished with 16 points, and the scoreline allowed the luxury of a late appearance by Sexton, who was unerring with one penalty and a conversion.
Those scores were built on the foundation of a prize-fighting display from flanker Sean O’Brien, who took the man-of-the-match award.

“We’ve done our job but tough times are to come,” said O’Brien, looking ahead to the quarter-final against Wales in Wellington on 8 October. “We’re halfway there.

“There’s fire in the belly, and that’s what we had tonight.”

O’Brien drew whistles from the crowd when he needed to change his shirt just before half-time, enjoying a moment similar to Sonny Bill Williams’ ‘wardrobe malfunction’ for New Zealand against Tonga as he struggled to force the jersey over his considerable torso.

Bruising run

“I don’t think I really compare to Sonny Bill Williams, I don’t really have the same body,” he said.

“But I was trying to get the shirt on as soon as possible.”

O’Driscoll sprinted through for his first try of the competition on 47 minutes. Another bruising run from him soon after led to the ball being recycled to Keith Earls, who scored in the corner, and Earls added another in the final minute to cap a great night for the Irish. Italy coach Nick Mallett said the Irish support had been a significant factor in the outcome of the match.

“I think every New Zealander had a green shirt on tonight, because I don’t believe there are that many Irish with enough euros to have been here,” he said.

Italy looked a beaten side by the time O’Gara converted Earls’ first try to make it 26-6 after 53 minutes.

Take responsibility

And with the Azzurri making 97 tackles – 38 more than the Irish – fatigue set in as the Irish backs took control.

Italy’s lack of bite was summed up by an overthrown lineout from hooker Salvatore Perugini as they set up for a drive in Ireland’s 22 late in the match, gifting possession back to the men in green.

“We have to be men about it and take responsibility,” said Italy captain Sergio Parisse after their bid for a first quarter-final appearance fell short.

“No-one took a backward step on the pitch. We have to be realistic and say Ireland are a better team than us, and they played at a higher level than us.”

Assim sendo,

1. O grupo A terminou com a Nova Zelândia com 20 pontos (a totalidade de pontos possíveis) a França com 11, Tonga com 9 (se Tonga não tivesse perdido com o Canadá teria chutado a França fora do mundial na fase de grupos) Canadá com 6 e Japão com 2.

O Grupo B terminou com a Inglaterra em primeiro com 18 pontos, a Argentina em 2º com 14, Escócia com 11, Geórgia com 4 e Roménia com 0.

O grupo C foi ganho pela Irlanda com 17 pontos, contra os 15 da Austrália, os 10 da Itália, os 4 dos Estados Unidos e 1 da Rússia.

Já o grupo D foi ganho pela África do Sul com 18 pontos. Gales acabou com 15, Samoa com 10, Fiji com 5 e a Namíbia com 0.

2. Ao nível colectivo:

2.1 A Nova Zelândia foi a selecção com mais pontos marcados na fase de grupos com 240. A selecção com menos pontos marcados foram a Roménia e a Namíbia com apenas 44.

2.2 A África do Sul foi a selecção com menos pontos sofridos. Apenas 24. A selecção com mais pontos sofridos foi a Namíbia com 266.

2.3 A selecção com mais ensaios na fase de grupos foi a Nova Zelândia com 36. As que obtiveram menos ensaios foram a Roménia e a Geórgia com apenas 3. Com mais ensaios sofridos, a Namíbia, com um total de 36.

3. Ao nível individual:

3.1 O jogador com mais pontos somados na fase de grupos foi o médio de abertura Springbok Morné Steyn com um total de 53 (2 ensaios, 14 conversões e 5 penalidades) tendo ficado na 2ª posição o médio de abertura de Tonga Kurt Morath com 45 (6 conversões e 11 penalidades) e em 3º o médio de abertura Irlandês Ronan O´Gara com 39 (9 conversões e 7 penalidades). O 2º já não poderá lutar por esta distinção dado que a sua selecção já foi afastada do mundial.

3.2 Ao nível de ensaios, o jogador com mais ensaios marcados foi Chris Ashton da Inglaterra com 6, sendo que Israel Dagg (Nova Zelândia) Adam Ashley-Cooper (Austrália) Vincent Clerc (França) tem 5. A competição fica em aberto para a fase final da prova.

3.3 Ao nível de conversões, Morné Steyn e Colin Slade (Nova Zelândia) lideram com 14 contra as 12 de James O´Connor da Austrália e as 10 de Stephen Jones de Gales. Esta competição também fica em aberto para os próximos jogos.

3.4 Ao nível de penalidades, Kurt Morath acabou a fase de grupos com 11. O abertura Merab Kvirikashvili da Geórgia alcançou 8 e Dimitri Yachvilli da França, Ronan O´Gara da Irlanda e Chris Patterson da Escócia alcançaram 7. Apenas o francês e o irlandês continuam em prova.

3.5 Ao nível de drop goals, a liderança pertence a Theuns Kotze da Namíbia e Dan Parks da Escócia com 3 drops certeiros. Ambos saíram fora de prova. Johnny Wilkinson,”o rei dos drops”, tem 1 neste momento mas poderá vir a fazer alguns nos próximos jogos.

4. Para finalizar, aqui ficam as datas e respectivos horários do alinhamento dos jogos dos quartos-de-final:

4.1 Sábado teremos às 6 da manhã (hora portuguesa) o Irlanda vs Gales – o jogo disputa-se em Wellington e às 8 e meia da manhã o tão esperado França vs Inglaterra – jogo que se disputa em Auckland

4.2 Domingo teremos às 6 da manhã o Irlanda vs Gales – o jogo disputa-se em Wellington e às 8 e meia da manhã o Nova Zelândia vs Argentina.

Os jogos tem transmissão em directo na Sporttv.

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RWC (8)

A Namíbia despediu-se do mundial com mais uma derrota volumosa. 81-7 contra Gales foi o resultado do adeus dos africanos aos campos da Nova Zelândia. Não há muito a dizer sobre este jogo. No entanto, o comportamento dos Namibianos tem melhorado de campeonato em campeonato: os Namibianos já não perdem jogos por mais de 100 e deram um excelente espectáculo na primeira jornada contra as Ilhas Fiji.

Gales entrou em campo com uma equipa onde não contavam as suas maiores estrelas, principalmente na linha dos 34 e o seleccionar Warren Gatland aproveitou inclusive para dar minutos ao abertura Stephen Jones (vindo de lesão) e para descansar na 2ª parte o 3ª linha flanqueador Sam Warburton, para já, o jogador em mais evidência na equipa Galesa.

Gales acelerou rapidamente o jogo e causou dificuldades aos Namibianos: Stephen Jones testou o seu pontapé com exito logo aos 3″ e até aos 18 minutos, os galeses haveriam de chegar a 3 ensaios por intermédio de Scott Williams, Aled Brew e do 3ª linha centro Toby Faletau.

Na 2ª parte, dois ensaios a abrir: o 2º de Scott Williams e o do pilar Gethin Jenkins. Na resposta, a Namíbia marcou o seu ensaio de honra aos 53 minutos por intermédio do 2ª linha Henry Kohl. Até ao final, a selecção africana ainda haveria de ser penalizada com um cartão amarelo ao pilar Raoul Larsson e haveria de sofrer mais 7 ensaios, todos por cansaço, 3 dos quais motivados pelo cansaço e ausência de um jogador em campo.

Para as estatísticas, os ensaios foram marcados por Georg North (2), Jonathan Davis, Scott Williams (3º) Lloyd Williams, Lee Byrne e Alun Wyn Jones.

No encontro de despedida da selecção Japonesa deste mundial, Canadá e Japão empataram a 23 pontos num jogo bastante bem disputado e emocionante até ao final. A selecção nipónica despede-se com honra de uma participação  (3 derrotas e 1 empate) que deve ser encarada como mais uma experiência positiva para o seu rugby.

Estas equipas já se tinham defrontado no campeonato do mundo de França em 2007 tendo-se registado na altura um empate a 12 pontos.

No campo, as duas equipas jogaram sempre para ganhar. Aos 5 minutos depois de uma melée para o lado canadiano, vários jogadores do pack avançado Canadiano ultrapassaram a linha de ensaio japonesa. O árbitro da partida, o sul-africano Jonathan Kaplan teve que recorrer ao videoarbitro para decidir se haveria de conceder ou não ensaio aos Canadianos. O Australiano Matt Goddard negou o ensaio aos representantes do continente norte-americano. Todavia, estes não se ficaram a lamentar no chão e na melée a 5 metros da linha de ensaio que lhes seria concedida por Kaplan, jogaram a bola para o lado esquerdo e em superioridade numérica nesse flanco construíram uma excelente plataforma para o ensaio do ponta dos Glasgow Warriors McKenzie marcar o primeiro ensaio da partida.

Passados 3 minutos, Aos 9 minutos, uma jogada japonesa também obrigou o arbitro principal a chamar o videoarbitro, mas este, ao contrário daquilo que tinha acontecido na área japonesa, deu ensaio ao Japão. Marcado por intermédio de Shota Horie.
Os Japoneses tomavam vantagem na partida por intermédio das boas intervenções de James Arlidge. Passados 3 minutos, o defesa japones Shaun Webb (de origem neozelandesa) arrancou pela esquerda e parou a 1 metro da linha de ensaio. Isto porque antes de pressionar a bola contra o chão foi placado por um jogador canadiano. Mais uma vez Jonathan Kaplan teve que pedir a ajuda do videoarbitro, e como de facto, nota-se no lance que Webb sai fora do campo, o australiano Goddard não teve dúvidas em anular o 2º ensaio aos japoneses.

Aos 38″, com clara superioridade japonesa na partida, o flanqueador Japonês Ryan Nicholls (outro jogador de origem neozelandesa) arrancou em pick and go e gerou uma situação de toque curto para os flancos que quase dá ensaio para a equipa japonesa. A bola sai fora. No alinhamento, o saltador Japonês foi mais lesto a roubar a bola e Alridge combina primeiro como ryan nicholls e depois com Kosuke Endo, rumando posteriormente o ponta Endo para um brilhante ensaio debaixo dos postes do Canadá.

O Japão ia para o intervalo com uma vantagem de 17-5.

Na 2ª parte, as hostilidades começaram com um brilhante ensaio aos 44″ novamente por Phil McKenzie, a léguas o melhor jogador desta selecção do Canadá! McKenzie terminou com uma poderosa arrancada! Dão-se três penalidades pelo meio que colocam o jogo a 23-13: Arlidge marcou 2 penalidades para o Japão enquanto Adan Munroe marcou uma para o Canadá.
Os canadianos acordaram tarde e tarde foram para a frente e tentaram resolver a partir dos seus avançados. O médio de abertura Munro haveria de marcar o ensaio que colocaria o Canadá a 3 pontos do Japão a 5 minutos do fim. Não chegava para que os Canadianos pudessem chegar à vitória. Os homens do Canadá não desistiram e continuaram a pressionar a defensiva Japonesa em busca do ensaio ou de uma falta que desse uma penalidade e como tal um pontapé aos postes que pudesse evitar a derrota. Conseguiram-no a 3 minutos do fim depois de assinalada uma falta por fora-de-jogo de um jogador japonês. Adan Munroe empataria o jogo a 23 pontos. No último minuto, Arlidge ainda tentou um drop kick mas este acabaria por sair ao lado.

Com a missão de ganhar para acalentar a possibilidade de discutir com a Irlanda a passagem aos quartos-de-final e a praticar um rugby de bastante qualidade, o seleccionador italiano de nacionalidade sul-africana Nick Mallett entrou em campo com uma selecção próxima da melhor combinação de jogadores que a Itália pode dar. Mallett não se podia dar ao luxo de arriscar perante uma equipa cuja selecção irlandesa apenas tinha conseguido vencer por 22-10.

Muita luta de avançados nos primeiros minutos. A Itália dominava e tentava estender os seus jogadores no campo. Os EUA eram acutilantes mas Sergio Parisse, à medida daquilo que tinha feito contra a Rússia inaugurava o marcador com um belíssimo ensaio depois de uma assistência do 2ª linha italiano de origem sul-africana Cornelius Van Zyl.
Os EUA partiram imediatamente para o ataque em busca dos pontos para que os italianos não avançassem muito mais no marcador. Aos 16″, uma falta fazia com que os Norte-Americanos colocassem o jogo fora. Depois de ganhar o alinhamento, Paul Emmery entrou numa investida pessoal contra a defesa italiana e depois de ganhar vantagem deu o ensaio ao defesa Chris Wyles para o empate com os Italianos.

A vantagem seria desfeita até ao intervalo: primeiro com um pontapé de penalidade de Mirco Bergamasco. Depois com três ensaios: aos 30″, depois de um mull, o formação italiano Fabio Semenzato iria soltar a bola para o abertura Luciano Orquera furar por completo a bem urdida defesa Norte-Americana; dentro dos descontos e após uma excelente perfuração no chão dos avançados italianos seria Martin Castrogiovani a marcar o seu primeiro ensaio num mundial. Um bom prémio para o pilar que cumpre na Nova Zelândia o seu 3º campeonato do mundo pela selecção italiana. No lance, metade dos créditos pertencem a Luke McLean. O ponta de origem Australiana iria ser decisivo na obtenção deste ensaio.

A 2ª parte seria de claro domínio Italiano. Jogando ora com os avançados ora com os 34, a Itália estava desejosa de obter mais ensaios. Aos 68″ viria o último ensaio da partida para os europeus: novamente através de um mull dinâmico, os avançados italianos empurraram a turma Norte-Americana para a sua área de ensaio tendo clamado por ensaio. O Irlandês George Clancy teve que pedir a ajuda do videoarbitro, o Sul-Africano Shaun Veldsman, que rapidamente disse que não tinha visibilidade suficiente para avaliar a validade do lance. Lance anulado e melée a 5 metros. Novo mull dos italianos que os EUA partiram em falta – como o recurso à falta por parte dos americanos neste tipo de situações já estava a ser recorrente e com um grau elevado de anti-jogo facto que já tinha inclusive punido por Clancy com um cartão amarelo 9 minutos antes ao 3ª linha asa Louis Stancil, levou que o Irlandês assinalasse um ensaio de penalidade a favor dos Italianos.

A Itália ainda sonha com a passagem à fase final da prova. Vencer a Irlanda será uma tarefa complicada, mas, se tiver que o ser será agora graças ao volume de jogo que os italianos tem construído e mesmo à forma física com que se apresentaram neste mundial.

Os EUA despedem-se do mundial com uma excelente prestação. Ganharam o o jogo que lhes competia à russia e bateram-se devidamente contra Italia e Irlanda. Conseguiram um ensaio contra a Austrália, feito que merece ser sempre recordado por qualquer colectivo. Precisam (assim como precisa o Japão, a Namíbia, as Tonga, a Roménia, Rússia a Geórgia, Canadá e outras selecções que não estão aqui presentes mas cuja evolução na modalidade tem sido positiva como são os casos de Portugal, Uruguai, China, Chile, Hong Kong, Moldávia, Zimbabwe, Espanha, Ucrânia, República Checa, Alemanha, Brasil, Coreia do Sul, Holanda e Lituânia, Quénia e Marrocos) de mais jogos contra selecções competitivas (sejam elas as principais, secundárias, sub-23, universitárias ou apenas um XV escalonado pelas respectivas federações) para que o jogo possa evoluir e tornar-se mais competitivo.

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rwc (6)

Depois da esmagadora vitória Australiana frente à modesta selecção Norte-Americana num jogo em que o ponta Adam Ashley-Cooper esteve em destaque, reporto aqui os últimos 4 jogos deste mundial que tenho vindo a seguir com alguma atenção.

À partida para este mundial, previa-se que o jogo de ontem que opôs a Nova Zelândia à França tivesse sido o centro das atenções na Pool A.

Muito resumidamente, o seleccionador Francês Marc Lièvremont comprou o bilhete antecipado para o 2º lugar da França do grupo e por questões de índole física dos seus principais jogadores e moral dos mesmos (não convinha à França largar os seus trunfos frente à selecção da casa perante um estado eufórico e arriscar-se a perder um jogo por muitos) Lièvremont sabotou este clássico do rugby mundial dois dias antes na conferência de imprensa, desiludindo todos os Neozelandeses que pretendiam ver a sua selecção num competitivo jogo contra a 1ª linha do rugby francês, afirmando que ia poupar jogadores.

Perante um estádio cheio de eufóricos adeptos All-Blacks, a selecção da casa não sentiu dificuldades em derrotar a França por expressivos 37-17, confirmando o primeiro lugar do grupo.

Henry Graham não poupou nenhum dos seus jogadores para o embate contra os Franceses, torneando assim a questão que tinha sido levantada em 2007 quando os Neozelandeses (no dia seguinte à eliminação contra a França em Cardiff) queixavam-se que aquela derrota também se tinha verificado em virtude de não terem disputado qualquer jogo de topo até aos quartos-de-final (Os All-Blacks tinham defrontado na fase de grupos a Escócia, a Itália, Portugal e Roménia).

Lièvremont acabou por cumprir metade da promessa que tinha deixado na sala de conferência de imprensa, e no 15 titular da França haveria por não colocar o talonador Servat, o 3ª linha Imanol Harinordoquy (em sua vez jogou o não menos reputado e talentoso Louis Picamoles) o abertura François Trinh-Duc e o defesa Cédric Heymans. Porém, todos estes atletas entraram na 2ª parte. Fora dos convocados haveriam de ficar Nicolas Mas, David Skrela, Alexis Palisson, Romain Millo-Chluski, Fulgence Ouedraogo e David Marty.

A França ressentiu-se desta estratégia do seu treinador e os 34 All-Blacks haveriam de fazer a vida negra aos Franceses. Sempre comandados pelo brilhante Dan Carter, os Neozelandeses chegaram facilmente aos 3 ensaios logo na primeira parte por intermédio do nº8 Adam Thomson, do defesa (neste jogo actuou a ponta) Cory Jane e do ponta Israel Dagg, que na 2ª parte haveria de marcar o 2º ensaio da conta pessoal. Na primeira parte, o melhor que os Franceses conseguiram foi uma penalidade convertida por Dimitri Yachvilli.

A defesa dos Gauleses haveria de acertar na 2ª parte, não sendo tão permissiva às investidas dos homens lá de trás da formação do hemisfério sul mas haveria de cometer mais faltas sobre os mesmos. Como referi, Israel Dagg haveria de marcar mais um ensaio logo a abrir a 2ª parte, Dan Carter continuou a brilhar com um pontapé de penalidade e um drop e o jogo iria terminar com uma França mais afoita, marcando dois ensaios por intermédio do centro Mermoz e do abertura Trinh-Duc sem que a Nova Zelândia concluísse o jogo com o último ensaio da autoria de Sonny Williams.

Com as contas de grupo A e grupo B praticamente fechadas, os All-Blacks irão defrontar a Argentina nos quartos-de-final enquantos Franceses terão pela frente um grande clássico do velho continente contra a Rosa de Inglaterra.

– No duelo das mais fortes selecções do pacífico, Samoa levou a melhor sobre Fiji por 27-7.

Não foi um jogo muito bonito. De um lado, as Fiji quiseram jogar por intermédio da força, técnica e velocidade dos seus 34. Do outro lado, Samoa apostou em muito no poderio dos seus avançados e começou a construir o resultado com imensas faltas ganhas por este dentro do território Fijiano.

O seleccionador Fijiano Samu Domoni fez uma alteração estranha no 15 titular das Fiji. O abertura Serenaia Bai, uma das unidades com melhor rendimento dos Fijianos nos primeiros 2 jogos passou para centro enquanto Nicky Little assumiu (sem grande prestação; é sem dúvida um dos jogadores mais fortes desta selecção mas está abaixo de forma) o lugar de abertura. E o jogo de ataque dos 34 Fijianos com as suas habituais e rápidas trocas de bola e acelerações não funcionaram contra a agressiva selecção Samoana.

O jogo projectado pelo seleccionador de Samoa Titimaia Tafua resultou na perfeição e a sua selecção foi ganhando pontos ao pé: na primeira parte, o abertura Tusu Pisi () converteu 3 penalidades e atirou para valer um excelente drop. Ao intervalo, Tonga cumpria o quadro estratégico delineado na perfeição e vencia por 12-0.

A 2ª parte começou com nova penalidade de Pisi e um ensaio de Kahn Fotoal´i aos 62 minutos, elevando o marcador para 22-0.Canadá

Cereja no topo do bolo foi o ensaio que seguiu, surgido de uma brilhante arrancada do 3ª linha na imagem (George Stowers) culminando uma exibição de ouro (15 placagens efectivas) para o lado Samoano. As Fiji ainda reduziram por intermédio do ensaio de Netani Talei.

– A Irlanda bateu a Rússia por 62-12 em que jogo que veio a confirmar o que se previa: sentido único para a área de ensaio Russa.

Como era previsto, os movimentos muito simples dos Irlandeses cilindraram a pobre Russia, que apesar das derrotas veio a este mundial para aprender com as equipas de nível de classe mundial e fortalecer as suas raízes tendo em conta os jogos dos próximos anos contra as selecções do “seu campeonato” tal como Portugal o fez em 2007. Tanto o fez, que os Lobos, nos últimos 4 anos conseguiram ganhar em território Romeno, empatar na Geórgia e lutar pelo resultado contra equipas com mais estaleca no circuito mundial como o Canadá, Tonga ou Japão.

Os Irlandeses já sabem que irão jogar contra Gales nos quartos-de-final, num jogo que promete muita emoção dado que são duas selecções do mesmo calíbre e cujos jogadores actuam praticamente todos no mesmo campeonato, a Liga Céltica.

A selecção Irlandesa entrou em campo com uma selecção alternativa por opção do seu seleccionador Declan Kidney, preocupado já com o jogo dos quartos-de-final. Mesmo assim os Irlandeses entraram a todo o gás perante mais um jogo em que os russos foram muito imaturos do ponto de vista defensivo, facto que lhes valeu um amarelo (ao médio de abertura Rachkov) e consequentemente os dois primeiros ensaios Irlandeses. Na primeira parte, a Irlanda marcou 5 ensaios (Fergus McFadden, Sean O´Brian, Andrew Trimble, Isaac Boss e Keath Earls) sendo que os últimos 3 foram obtidos nos últimos 5 minutos da primeira parte, numa fase em que os russos acumularam desconcentração com cansaço.

Na 2ª parte, os Russos obtiveram mais 2 ensaios para a sua contabilidade no ano de estreia num mundial mas acabaram por sofrer outros 4. Despedem-se do mundial na próxima jornada contra a selecção Australiana.


No jogo do dia, a Argentina teve a pontinha de sorte que lhe faltou contra a Inglaterra perante a Escócia e assegurou praticamente a passagem aos quartos-de-fina. Só uma vitória larga dos Escoceses frente aos Ingleses poderá ditar azar para os Argentinos.

Num jogo muito fechado e muito lutado a meio campo (as estatísticas mostram 5446 em posse de bola para os Escoceses; 5050 em território; 3,07m dos Argentinos na área de 22 escocesa contra 10,50 dos Escoceses na área argentina) foi o ensaio de Lucas Gonzalez Amorosino (mais uma vez em destaque neste mundial) aos 72″ que deu esta grande vitória à turma Argentina num jogo que foi disputado quase sempre ao pé e nas intensas lutas de avançados onde os argentinos quase sempre levaram a melhor sobre os Escoceses.

No regresso de Filippo Contepomi aos Pumas, coube ao eterno aberturacentro abrir as hostilidades com uma penalidade aos 19 minutos. Num duelo de históricos, a primeira parte teria duas penalidades de Chris Patterson, o eterno defesa escocês.

Na 2ª parte, com 6-3 no marcador a incerteza pairou até ao final mesmo depois da Escócia ter chutado dois drops certeiros (Jackson e Dan Parks) e da Argentina ter respondido com mais um pontapé de Contepomi. Os Pumas não se deram por vencidos e numa grande jogada colectiva haveriam de fechar com um brilhante ensaio de Amorosino e a preciosa conversão de Contempomi. Os Escoceses ainda tentaram ripostar e avançaram no terreno em busca da vitória mas os 10 minutos finais iriam pertencer à maravilhosa garra da defensiva argentina, que conseguiu suportar as investidas finais dos escoceses, principalmente pelo fabuloso Patrício Albacete, homem de 17 placagens durante os 80 minutos.

Para finalizar, algumas notas específicas sobre o andamento dos grupos, estatísticas colectivas e feitos individuais:

1. No Grupo A, a Nova Zelândia lidera com 15 pontos, contra os 10 da França, os 5 de Tonga e os 4 do Canadá. O Japão não marcou qualquer ponto. O Canadá só tem 2 jogos efectuados e ainda tem hipóteses matemáticas de conseguir o apuramento, mas será algo bastante difícil.

1.1 Os NeoZelandeses são a equipa com mais pontos marcados – 161 no total. Nesta estatística, a África do Sul aparece em segundo com menos 8 pontos e a Inglaterra em 3º com 121.

1.2 Os All-Blacks também são a selecção com mais ensaios na prova: 24. Os Sul-Africanos tem 20 enquanto os Ingleses tem 1.

Os Japoneses são a equipa com mais ensaios sofridos. No total foram 22.

2. No Grupo B, a Inglaterra lidera com 14 pontos contra os 10 dos Argentinos e Escoceses (o score dos Argentinos é 65-33 enquanto o dos Escoceses é de 61-43). Geórgia e Roménia ainda não fizeram qualquer ponto mas os Georgianos apenas realizaram 2 jogos. Os Georgianos jogam contra Argentinos e Romenos enquanto a Escócia joga contra os Ingleses.

2.1 Para passar, a Escócia necessita:

2.1.1 Vencer a Inglaterra com ponto de bónus sem que os Ingleses marquem qualquer ponto, indiferentemente de vitória ou derrota da Argentina.
2.1.2 Vencer a Inglaterra sem ponto de bónus desde que a Argentina perca ou empate o seu jogo.
2.1.3 Empatar com a Inglaterra desde que a Argentina perca com a Geórgia ou apenas marque ponto de bónus defensivo
2.1.4 Perder com a Inglaterra desde que consiga ponto de bónus defensivo e a Argentina não marque qualquer ponto.

2.2 Os Ingleses são a equipa com menos pontos sofridos da prova (22) e em conjunto com a Austrália e África do Sul apenas sofreram 1 ensaio.

3. No Grupo C, a Irlanda lidera com 13 pontos, contra os 10 Australianos, os 5 Italianos, os 4 Norte-Americanos e o ponto que a Rússia conseguiu.

3.1 Cenários para este grupo:
3.1.1 A Irlanda e Austrália passam caso vençam os seus jogos.
3.1.2 A Autrália vence o grupo caso a Irlanda perca contra a Itália e a Austrália vença o seu jogo.
3.1.3 A Itália passa caso vença a Irlanda e o outro jogo, sendo que terá que marcar bónus num dos jogos e não permitir que a Irlanda faça ponto defensivo. Caso a Irlanda faça ponto defensivo contra a Itália, os Italianos são obrigados a vencer com bónus os dois jogos.

4. No Grupo D, a África do Sul lidera com 14 pontos, contra os 10 de Samoa, os 5 de Gales (menos um jogo) os 5 de Fiji e os 0 de Tonga

4.1 Cenários:
4.1.1 A África do Sul passa em primeiro caso ganhe ou empate a partida que lhe resta.
4.1.2 Samoa passa caso vença com pontos de bónus e Gales vença as duas partidas mas não consiga vencer uma delas com ponto de bónus ou caso empate o seu jogo e Gales vença apenas 1 partida ou caso perca e Gales não vença as duas partidas.
4.1.3 Para Gales passar basta vencer duas partidas, uma com ponto de bónus (caso Samoa não atinja ponto de bónus) ou com 2 pontos de bónus caso Samoa o consiga.

5. Ao nível de estatísticas individuais:

5.1.1 O melhor marcador da prova é o médio de abertura Springbok Morne Steyn com 48 pontos (2 ensaios, 13 conversões e 4 penalidades) sendo perseguido por Kurt Morath de Tonga com 31 (5 conversões e 7 penalidades) e Morgan Parra da França com 28 (1 ensaio; 4 conversões; 5 penalidades).
Steyn também lidera a classificação de mais conversões: 13 contra 10 de Colin Slade da Nova Zelândia.

5.1.2 O melhor marcador de ensaios é Chris Ashton da Inglaterra contra 4 de Adam Ashley-Cooper da Austrália, Vincent Clerc da França, Richard Kahui e Israel Dagg da Nova Zelândia e Vereneki Goneva da Ilhas Fiji.

5.1.3 Kurt Morath lidera o ranking de penalidades com 7 contra 6 de Tusi Pisi de Samoa com 6 e 5 de Morgan Parra da França, Chris Patterson da Escócia e James Hook de Gales.

5.1.4 Theuns Kotze da Namíbia lidera a lista de drop goals com 3, todos eles apontados contra as Fiji.

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RWC (4)

Depois de alguns dias de ausência destas crónicas, volto a escrever sobre aquilo que se tem passado no mundial de Rugby.

Já para a 2ª jornada da fase de grupos, enquanto estivemos ausentes, o Canadá facturou uma interessante vitória sobre Tonga (25-20) a Escócia teve grandes dificuldades em bater a Geórgia (mostra que as selecções emergentes estão cada vez mais próximas de competir com as grandes selecções; a Escócia não conseguiu lograr um único ensaio), Samoa entrou a vencer no Mundial depois de derrotar a Namíbia por 49-12 e a Nova Zelândia, numa noite em que a organização homenageou todas as vítimas das catástrofes que abalaram o Japão neste ano de 2011, bateu a selecção nipónica com bastante facilidade (83-7).

Nesta madrugada, a história foi diferente:

A Irlanda bateu a Austrália no jogo grande do grupo C. Com a vitória frente aos Australianos, a Irlanda assegurou praticamente a passagem no 1º lugar do grupo.

15 – 6 espelha bem aquilo que foi o jogo. Demasiado fechado, demasiado táctico, demasiado aberto à luta corporal e à vontade de não ceder barata a vitória. Os Irlandeses, com o vigor do costume, executaram bem a táctica planeada para a partida e anularam por completo os Wallabies.

No primeiro test-match a doer para a selecção comandada por Robbie Deans, denotou-se a falta de um criativo. Denotou-se a falta de um jogador “abre-latas”. E esse jogador estou seguro que era Giteau. Por mais que jogadores como o formação Will Genia, o abertura Quade Cooper e o ponta Kurtley Beale tentassem mexer o jogo para os 34 Australianos, o resultado acaba por ser o esbarramento contra a forte muralha defensiva Irlandesa. Foi na acutilância e agressividade defensiva que resultou o sucesso da selecção europeia: os avançados irlandeses não deram espaço para o jogo dos avançados australianos (Ben Alexander, James Horwill e Rocky Elson costumam ser avançados que gostam de penetrar com a bola nas mãos) e da exibição dos 34 australianos pouco ou nada se viu de destaque. Mesmo com uma posse de bola dividida (51% para os Irlandeses49% para os Australianos e um domínio territorial Australiano (54%, sendo que os Australianos tiveram um tempo de 10,34m dentro da área de 22 metros irlandesa) nada acabou por sair bem aos Wallabies perante a agressividade defensiva Irlandesa. Os números são rosto desse facto.

O 3ª linha James Horwill foi peremptório ao afirmar na zona mista instalada dentro do Eden Park em Auckland a frustração do colectivo Australiano: “Ireland did well and we played some dumb rugby. We were not good enough” – e de facto, vimos uma selecção Australiana muito atípica. Sem grande energia e criatividade no ataque, os Irlandeses aproveitaram todos os erros defensivos dos Australianos e como é seu tímbre pela dádiva de terem excelentes executantes de penalidades (no caso deste mundial, do abertura Jonathan Sexton e do mítico veterano Ronan O´Gara) com o jovem abertura a efectivar duas penalidades e um drop e o experiente veterano a fechar a vitória irlandesa.

A Austrália terá que reforçar as suas bases caso queira discutir a vitória. A Irlanda agradou-me bastante depois de uma primeira partida pouco conseguida frente aos Estados Unidos.

– No grupo D, depois de uma vitória muito sofrida perante Gales, a carreira da Selecção Sul-Africana está claramente em ascendente neste ano de 2011. Os Sul-Africanos confirmaram as minhas palavras e aquilo que é de conhecimento público: em campeonato do mundo são crónicos candidatos ao título mundial e mesmo com poucas credenciais exibidas nos test-matches efectuados no último ano, não há tempo nem espaço para contemplações.

49-3 com a marcação de 6 ensaios, ponto de bónus ofensivo, carimbo do 1º lugar do grupo (a nada que algo de supra excepcional possa acontecer nos restantes jogos) e muito indolor para as aspirações das Fiji no grupo.

Num jogo bem disputado em que os Springboks não foram de meias medidas e ao intervalo já venciam por 23-3 com dois pontapés e duas conversões executadas por Morne Steyn e dois ensaios por intermédio do primeira linha Steenkamp e do centro Jacque Fourie, as Fiji bateram-se com honra mas foram completamente impedidas que usar o seu rugby de velocidade e força pela defesa Sul-Africana, que hoje, não permitiu veleidades aos fortes centros e pontas da selecção do Pacífico.

Na 2ª parte, num ritmo de cruzeiro, a África do Sul não tirou o pé do acelerador (como de resto não poderia tirar frente a uma selecção do calíbre da Fijiana) e obteve mais quatro ensaios por intermédio do centro François Steyn (na imagem) do médio de abertura Morne Steyn (que jogador fenomenal) do pilar Mtwarrira e do 3ª linha centro Danie Roussouw, que apesar das 21! (sim, 21!!!) placagens efectuadas pelo seu colega de sector Henrich Brussow, acabou por ser eleito o homem da partida. As Fiji acabaram por sair da partida com um tímido pontapé de penalidade do seu médio de abertura Serenaia Bai, e como Gales conseguiu um ponto defensivo perante a África do Sul, Fiji vê-se obrigada a vencer os Gales ou empatar com ponto de bónus ofensivo para anular a desvantagem pontual provocada pelas partidas contra os Springboks. Isto, se nada de extraordinário acontecer nos jogos de Gales e da selecção Fiji contra a Selecção de Samoa, que perante tais resultados também poderá tentar dar uma perninha pela qualificação num grupo que de resto nota-se ser o mais forte e equilibrado da prova. No entanto, sou da opinião que Gales irá passar como 2º classificado deste grupo, porque é de facto muito mais selecção que Fiji ou Samoa.


– No grupo B, depois da nada desprestigiante derrota no jogo inaugural contra os Ingleses, a Argentina não permitiu veleidades à Roménia do género das que os Escoceses tinham permitido no jogo inaugural do grupo e cilindraram os Romenos por 43-8, dando sinal à Escócia (a jogar bastante mal) que os Argentinos irão colocar os Escoceses fora da fase final sem esforços de maior.

Ao bom estilo de Nani Corleto, o defesa do Leicester Tigers Lucas González Amorosino (na imagem) foi o jogador em destaque no lado Argentino.

As premissas que explicam a vitória dos Argentinos são fáceis de evidenciar e explicar:

1. Com a coragem e o sangue quente do costume, os Argentinos entraram mandões na partida e com vontade de resolver o problema cedo de modo a que os Romenos, pela proximidade do marcador não ganhassem alento à semelhança daquele que tiveram no jogo contra a Escócia. Madrugadores, os Pumas abriram rapidamente as hostilidades com dois ensaios: Santiago Fernandez aos 5″ e Juan Leguizámon aos 9. Mais dois se seguiriam ainda dentro do 1º tempo com Juan Figallo e Amorosino. Os Romenos respondiam com uma penalidade de Dimofte e um ensaio de Ionel Cazan. Na 2ª parte, Juan Imhoff e Genaro Fessia haveriam de chegar ao ensaio nos minutos finais quando o seleccionador Santiago Phelan já optava por fazer descansar os seus principais jogadores e rodar os menos experientes de modo a prepará-los para qualquer eventualidade que surja durante a prova.

2. Os Argentinos anularam por completo o forte Romeno, ou seja, o poder de penetração dos seus avançados no pick and go. Quando alguém o consegue fazer, bloqueia por completo as soluções de jogo dos Romenos. Eventualmente, o leitor mais atento e interessado pergunta-se porque é que Portugal não monta soluções para parar as investidas de jogo dos avançados romenos e bloquear as soluções de jogo dos Romenos. A resposta é simples: não desprezando por completo a qualidade e o notório esforço e luta que os avançados portugueses entregam ao jogo, estes estão a anos luz da vivacidade e da virilidade de homens como Leguizámon, Ledesma, Fernandez Lobbe, Juan Figallo, Patricio Albacete, Rodrigo Roncero ou Martín Scelzo. Se os Romenos são duros de roer, os avançados Argentinos ainda mais duros são. Aqui está o segredo do rugby argentino.

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RWC 2011 (2)

O 2º dia de jogos, trouxe partidas bem interessantes. Os países emergentes do rugby mundial (outros chamam-lhes os países de 2ª e 3ª divisão mundial) conseguiram fazer resultados brilhantes contra as equipas de topo do ranking da IRB.

Tanto a Roménia como o Japão estiveram a 10 minutos de provocar duas surpresas históricas.

De forma breve, sucinta e não rebuscada, pedindo desculpa pela não colocação de highlights das partidas (estou-me a ver grego para arranjar highlights; se algum leitor mais sapiente me arranjar um site onde possa ter as highlights da partida, agradeço que me coloque os links na barra de comentários):

– No primeiro jogo da noite, a Roménia esteve a um passo de garantir um resultado histórico contra a Escócia. Foi um jogo bastante interessante de ver.

O seleccionador Romeno Romeo Gotineac, pedia na antevisão da partida contra a forte selecção escocesa (forte tendo em conta o potencial romeno; fraca perante as restantes nações de top-10 inclusive a Itália) respeito pela selecção romena. Apenas respeito.

A Escócia acusou o pedido e iniciou o jogo com a corda toda. Em combate, dois jogos completamente distintos: o Escocês, um jogo pragmático, de perímetro largo, onde os 34 assumem mais preponderância que os avançados. Daí que os verdadeiros jogadores da turma escocesa sejam os formações ParksCusiter, o abertura Jackson, o centro Shaun Lamont e o arrière Paterson. Do outro lado, o típico jogo romeno que nós portugueses tão bem conhecemos – a força de avançados no jogo de avançados, ou seja, no pick and go, no jogo no chão, nos mulls, nas melées e nos alinhamentos. Um jogo de paciência no perímetro curto, desgaste e desaceleração, protagonizado pelos nossos bem conhecidos Tonita, Tincu, Dumbrava, Dumitras, Gal, Petre, Sirbu e Dimofte. 

Se os Escoceses começaram a jogar de forma rápida e pragmática em busca dos pontos nos minutos iniciais, rapidamente os romenos foram igualando a partida e chegaram mesmo a empatar nos minutos finais à custa do seu poderosíssimo jogo de avançados. Arrisco-me a dizer que a Roménia tirou a melhor Escócia da cartola na 2ª parte, obrigando os Escoceses a processos simples para vencer a partida. Do 24-21 incómodo para a Escócia e histórico para a Roménia (falamos de uma selecção poucos furos acima dos nossos Lobos e cujos Lobos já venceram recentemente em Bucareste) a 10 minutos do fim, obrigaram os Escocês a mentalizar-se que não podiam perder o jogo (foram assim as declarações do capitão Paterson no flash-interview realizado no fim da partida). Os Escoceses não perderam, mas tremeram.

– Namíbia – Fiji – Partida com história até aos 10 minutos. Todavia, previa-se uma vitória mais folgada para o lado Fijiano. 45-25 acaba por ser um bom resultado para a modesta Namíbia.

Theunes Kotze, o médio de abertura da selecção africana que ainda hoje detem o record negativo de pontos sofrido num campeonato do mundo (0-142 contra a Austrália no RWC de 2003) decidiu brincar um pouco com as emoções dos Fijianos ao colocar uma grande penalidade atrás do meio-campo (sensivelmente a 55 metros) e 3 drops de rajada logo no início da partida. A Namíbia chegou inclusive a liderar por 12-7, causando o gáudio de todos os seus adeptos que se deslocaram à Nova Zelândia.

As Fiji não se ficaram e até ao intervalo, com o seu jogo típico de rapidez (tanto dos avançados como dos 34) foram para o intervalo a vencer por 25-12. Na 2ª parte, a Namíbia ainda deu um ar de sua graça ao apontar 2 históricos ensaios, mas as Fiji responderam com mais 3, gerindo o seu resultado e pontuando o bónus sempre importante para poderem combater a passagem aos quartos-de-final com o País de Gales, selecção que hoje testa os Springbooks em Wellington.

O médio de abertura Bai e o ponta Goneva foram os homens da partida para as Fiji. O ponta é para já o lider em ensaios do mundial. Apontou 4 contra a Namíbia.

Kotze foi o homem forte da Namíbia no seu jogo de estreia no mundial e 3ª selecção. Factos que ainda tornam mais incrível a prestação deste médio de abertura de 23 anos que actua nos Leopards, modesto clube do seu país. Está aqui um abre-olhos às equipas europeias. Kotze talvez merecesse uma hipótese de evoluir numa equipa dos principais campeonatos europeus.

– A França soou e de que maneira para bater o Japão. 47-21 é um resultado muito enganador e injusto para os Japoneses.

Perante um Japão muito bem comandado por um inglês naturalizado, o médio de abertura do Nottingham James Arlidge, a França chegou ao desespero. Arlidge marcou todos os pontos do Japão e foi justamente considerado pela organização o MVP do jogo.

A equipa comandada por Marc Lièvremont (aquele que não sabe muito bem o que quer; aquele que na minha perspectiva tem colocado a França a jogar o pior rugby da sua história recente com o melhor potencial atlético em bruto dos últimos anos do Rugby Francês; aquele que já sabe que vai ser despedido no final do mundial indiferentemente do resultado da selecção francesa) entrou a matar no jogo e começou a pontuar como se lhe era exigido.

Com um início marcado por processos muito simples do ponto de vista ofensivo, os Franceses marcaram e tentaram desgastar a selecção japonesa pelo cansaço. Esse cansaço, à semelhança do que tinha acontecido com os Romenos contra os Escoceses não apareceu e a selecção Japonesa, a perder por escassos pontos ao intervalo, entrou com a corda toda na 2ª parte e à base de uma boa coordenação entre a sua dupla de médios Tanaka-Arlidge e o resto da equipa, imprimiu um ritmo veloz na partida ao ponto de chegar a empatar a partida aos 68″. A França, selecção mais experiente, teve de superar a apatia com que se exibia na 2ª parte (o Japão dominou territorialmente e encostou praticamente os franceses na sua área de 22 durante todo 2º tempo) voltando novamente aos processos de jogo simples e de finalização por parte dos seus homens mais recuados. Daí que só nos 10 minutos finais tenham garantido a vitória e o ponto de bónus. Para isso, muito contribuíram as tomadas de decisões do experiente capitão frances Thierry Dusatoir, que nada se importou de jogar aos postes “em tempos de dificuldade” para os franceses em vez de meter os seus colegas a lutar para o 4º ensaio, garante do ponto de bónus. 

Pelo que vi deste jogo creio que Lièvremont e os franceses não terão muitas hipóteses de erguer a William Webb Ellis Cup. Não é que tivessem grandes hipóteses à partida, não é…

– Argentina 9 vs 13 Inglaterra

O jogo que se previa. Cínico como tudo. A renovada Argentina deu conta do recado e encostou à parede os cínicos Ingleseses. Tinha lido ontem no site da BBC as declarações do jogador Toby Flood. Flood mostrava-se interessado em contribuir para a vitória do jogo Wilkinson (chamo ao jogo Wilkinson o modelo de jogo inglês. cavar o máximo número de faltas para os pontapés de Johnny Wilkinson; um jogo pragmático onde o médio-de-abertura dita os tempos e as decisões como se o rugby fosse um tabuleiro de xadrez). Wilkinson e Ben Young acabaram por decidir um jogo que pendeu mais para o lado argentino.

Como se esperava foi um jogo pouco aberto, de muita luta entre os avançados e conquistado pela eficácia. Os Ingleses conseguiram um ensaio que os salvou de um jogo asfixiante. Os Argentinos ficaram-se pelas penalidades. 3 em 6 contra as 2 em 5 dos Ingleses. Um pouquito mais de eficácia em Contepomi poderia ter dado a vitória aos Argentinos em tempo útil. Depois, a sorte e o querer ditaram a vitória inglesa. Não é bom nem mau augúrio para a equipa de Martin Johnson. O seu jogo é mesmo esse, o jogo Wilkinson.Já os Argentinos mereciam bastante mais que o ponto bónus defensivo e calaram o meu cepticismo. Irão aos quartos-de-final e se mantiverem o mesmo espírito de luta, poderão repetir as meias-finais quem sabe… A Escócia será presa fácil. O trio da 3ª linha (Cabello, Fernandez Lobbe e Leguizámon) é um trio esfomeado. Não falham uma única placagem. Coisa incrível de se ver. Do lado inglês, salvas para James Haskell (para mim é o 2º melhor flanqueador do mundo) para o regressado Johnny Wilkinson (não está tão certeiro como antigamente mas a estadia em Toulon tem lhe feito muito bem)  para Delon Armitage (não marcou, mas a sua estrelinha irá aparecer noutros jogos) e para Ben Young (se a Inglaterra venceu, agradeçam-lhe).


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RWC 2011

A Nova Zelândia entrou a ganhar no mundial. 41-10 com 6 ensaios para o lado Neo-Zelandês (o que corresponde a ponto bónus) por intermédio do ponta Richard Kahui, do centro Ma´a Nonu, do defesa Israel Dagg, e pelo asa Jerome Kaino. Dan Carter converteu 4 desses ensaios e ainda marcou uma penalidade. Tonga marcou um ensaio apenas mas portou-se muito bem frente à selecção anfitriã. Foi inclusive o melhor resultado de Tonga frente aos Neo-Zelandeses.

A Nova Zelândia não fez uma exibição de encher o olho. Alguns furos abaixo das exibições que fez no Torneio das 3 Nações frente a Austrália e África do Sul. No entanto, o jogo na fase de grupos contra a França irá ser o primeiro teste a esta fortíssima selecção. Se em 2007, os Neo-Zelandeses se queixavam que uns dos motivos da sua eliminação precoce no mundial desse ano foi a ausência de jogos competitivos na fase de grupos (jogaram contra a Itália, Escócia, Roménia e Portugal) neste mundial, irão medir forças com a França na 3ª jornada da fase de grupos, e, já sabem que não irão enfrentar os franceses nos quartos-de-final.

Para esta madrugadamanhã de sábado, 4 jogos muito interessantes:

Fiji vs Namíbia – As Fiji não terão grandes dificuldades frente à selecção mais fraca deste mundial.

Escócia vs Roménia – Repetição do duelo da fase de grupos em 2007. A Roménia é uma selecção mais frágil. A Escócia deverá ganhar por margem de 40 pontos.

Japão vs Canadá – Um jogo que promete um pouco de equilíbrio. Equipas com potencial semelhante, com ligeiro ascendente para a equipa Canadiana.

Argentina vs Inglaterra – O primeiro jogo a doer. Tenho curiosidade em saber o potencial desta renovada selecção Argentina. A Inglaterra será favorita mas terá que suar para bater os Argentinos.

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Pelos jogos internacionais…

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A Dinamarca não vacilou e levou de vencida uma inofensiva Noruega. A Noruega pouco fez durante a partida e acaba por dar um passo atrás na qualificação. Bendtner marcou os golos da Selecção Dinamarquesa.

A Islândia bateu o Chipre por 1-0.

O primeiro lugar do grupo é repartido pelas 3 selecções, mas Portugal corre na frente. A Dinamarca é 2ª. A Noruega 3ª com mais um jogo.
Na próxima jornada, a 7 de Outubro, Portugal recebe a Islândia no Estádio do Dragão no Porto e a Dinamarca vai a Nicósia defrontar o Chipre. Folgará a Noruega.

Abrem-se cenários para a próxima jornada:
1. Em caso de vitória Dinamarquesa, a Dinamarca apura-se para os playoffs. Mesmo em caso de derrota de Portugal, tudo se irá decidir em Copenhaga na última jornada.
2. Em caso de vitória Portuguesa, Portugal não se apura para os playoffs, mas deixa a questão praticamente arrumada para a última jornada onde até poderá perder contra a Dinamarca em Copenhaga que muito dificilmente irá ceder o seu lugar à Noruega pela questão da diferença de goal-average entre as duas selecções.

– No grupo A, a Turquia não quis dar a machadada final na Bélgica tendo empatado hoje na Áustria a 0 bolas. Arda Turan, o jogador talismã dos turcos no passado jogo de sexta-feira (marcou o golo da vitória aos 6 minutos do período de descontos) foi o vilão deste jogo ao falhar uma preciosa grande penalidade já para além da hora. 

O Azerbeijão ganhou ao Cazaquistão por 3-2.

A Alemanha já se tinha qualificado na sexta-feira. A Turquia é 2ª com 14 pontos. A Bélgica tem 12 e a Áustria com 8 está eliminada.
Na próxima jornada, o Azerbeijão recebe a Áustria, a Bélgica recebe o Casaquistão e em caso de vitória dos Belgas, estes poderão aproveitar um eventual resultado negativo da Turquia em Instambul perante a Alemanha. Todavia, terão sempre que medir forças com a Alemanha na última jornada em Dusseldorf.

– No grupo B

Empate da Rússia e da Irlanda em Moscovo. Um bom resultado para as 2 selecções. A Rússia porque continua na liderança. A Irlanda porque sabe perfeitamente que é difícil vencer na Rússia, pontua, não perde o 2º lugar e continua a acalentar o 1º pois continua a 2 pontos da Rússia.

A surpresa da jornada acabou por vir de Zilina. A modesta Arménia foi à cidade Eslovaca golear a selecção da casa por 4-0 e continuar a surpreender meia europa. Esta goleada põe o grupo B ao rubro e faz sonhar o povo Arménio. Nunca antes esta antiga república soviética esteve tão perto de sonhar com a qualificação.

A Macedónia ganhou 1-0 a Andorra em casa.

A Rússia continua a liderar com 17 pontos. 15 tem a Irlanda. Com 14 estão a Arménia e a Eslováquia.
Na próxima jornada, teremos 3 jogos emocionantes: em teoria, a Arménia tem vantagem em defrontar a Macedónia em casa. A Eslováquia joga o tudo ou nada em Zilina contra a Rússia. A Irlanda vai a Andorra.

1. Em caso de vitória Russa, esta selecção garante praticamente a passagem ao Europeu pois na última jornada recebe a humilde selecção de Andorra.
2. A selecção Eslovaca em caso de derrota fica de fora do europeu.
3. A selecção Eslovaca em caso de vitória irá marcar 17 pontos. Continuará empatada com a Arménia (caso esta vença= e neste cenário com a Rússia, mas também continuará em 4º lugar devido ao goal-average negativo que tem em comparação com o goal-average abundante de Russos e Armenos. A Rússia poderá perder o primeiro lugar caso a Irlanda vença e até o 2º caso a Arménia vença.

-No Grupo C

A Itália voltou a utilizar a receita do costume para vencer a Eslovénia e apurar-se para o Europeu. No Artémio Franchi em Florença, os italianos não jogam por aí além mas tiveram um Pazzini inspirado nos minutos finais a facturar numa baliza onde (pela sua passagem no passado pela Fiorentina) conhece bastante bem o sabor do golo.

A Sérvia ganhou 3-1 às Ilhas Faroe e saltou para a 2ª posição do grupo. A Eslovénia acabou por ser a grande derrotada da noite pois também viu a Estónia saltar para a 3ª posição depois de vencer a Irlanda do Norte em Talinn por 4-1. A luta pelos playoffs continua ao rubro neste grupo C: a Sérvia é 2ª com 14 pontos, a Estónia 3ª com 13. Os estónios tem mais um jogo assim como os eslovenos, que com a derrota de hoje não estão matematicamente eliminados mas irão necessitar que a Sérvia perca na próxima jornada em casa frente à Itália, que a Estónia perca ou empate na Irlanda do Norte e que na última jornada possam ganhar aos Sérvios em Ljubliana.
Na próxima jornada, a Sérvia recebe a Itália, tendo a selecção transalpina a possibilidade de baralhar as contas dos sérvios caso vença e caso a Estónia vá vencer a Belfast.

– Grupo D

No jogo grande, a França empatou em Bucareste a 0 bolas e conseguiu um autêntico “matchpoint” na qualificação.
A Bósnia também obteve um “matchpoint” ao vencer nos últimos minutos a Bielorrussia em Sarajevo com um golo de Misimovic aos 87″, dois minutos depois da expulsão do 2º defesa Bielorusso Kalachev. O primeiro (Martynenko) já tinha sido expulso por acumulação no decorrer da 1ª parte.

O Luxemburgo obteve uma vitória histórica em casa, vencendo a Selecção Albanesa por 2-1.

A França lidera com 17 pontos. A Bósnia tem 16. Ambas garantem praticamente os playoffs. A Roménia tem 12 assim como a Bielorussia.

1. Na próxima jornada, a Roménia recebe os Bielorussos, num jogo em que quem perder pontos será eliminado e quem puder vencer também poderá ser eliminado, caso a Bósnia e a França vençam os seus jogos. A Bósnia recebe o Luxemburgo, a França recebe a Albânia.
Mesmo em caso de vitória Romena, caso a Bósnia e a França vençam os seus jogos, garantem o lugar que lhes permite jogar os playoffs.
2. Caso a França vença e a Bósnia perca o seu jogo, a França garante a qualificação e em caso de vitória da Roménia ou da Bielorrússia, ambas poderão ter uma palavra a dizer na última jornada.
3. Caso a França perca ou empate o seu jogo e a Bósnia vença, a Bósnia vai para a primeira posição e em caso de vitória da Roménia ou da Bielorrússia, estas continuarão a acalentar hipóteses de qualificação na última jornada.

– No Grupo E

A Holanda venceu a Finlândia em Helsínquia por 2-0 num jogo em que o avançado do PSV Kevin Strootman continua a consolidar o seu lugar na laranja mecânica com a obtenção de mais um golo. A Finlândia foi sempre incipiente nas suas acções ofensivas e nunca criou grande perigo à baliza de Maarten Stekelenburg durante os 90 minutos da partida. A Holanda esteve por várias vezes perto do 2º golo e incomodou várias vezes a baliza finlandesa na 2ª parte ora pelas boas arrancadas de Eljero Elia pelo flanco esquerdo ora pelos passes em desmarcação com que Sneijder ia servindo os colegas. Seria De Jong a carimbar a vitória mesmo em cima do apito final, quando a Finlândia já jogava reduzida a 10.

A Hungria cumpriu a sua tarefa e foi vencer à Moldávia por 2-0. A Suécia venceu em São Marino por 6-0 e ascendeu à 2ª posição pelo goal-averagem superior aos Húngaros, que tem mais um jogo que os suecos. Na próxima jornada, os Suecos poderão carimbar a passagem aos playoffs caso vençam a Finlândia em Helsínquia. Caso contrário tudo será decidido na última jornada.

– No grupo F

Nos primeiros 45 minutos em Zagreb, a Selecção Israelita vencia por 1-0, marcava oficialmente 16 pontos na classificação (na prática eram os mesmos que os croatas) e viam a Grécia a perder por 1-0 na Letónia, facto que punha os gregos também com os semelhantes 16 pontos. Com este cenário de intervalo em Zagreb, os croatavas lideravam, os gregos eram 2ºs e os israelitas 3ºs com os mesmos pontos, com Israel com mais um jogo.
Na 2ª parte, Modric, Eduardo da Silva e companhia viraram o marcador em prol dos croatas, eliminaram Israel e viram a Grécia de Fernando Santos perder pontos na Letónia, ao empatar quase ao cair do pano por intermédio de Papadopoulos num jogo em que os Gregos tiveram que sair da sua habitual retranca para massacrar os Letões…na retranca!! De nada valeu o ímpeto de Giorgios Samaras e companhia. A Croácia passou para a frente do grupo.

Em La Valleta, dia de festa para os Malteses com o empate caseiro frente à Geórgia a 1 bola.

A qualificação será discutida a dois nas próximas jornadas. No que diz respeito à próxima, a Grécia recebe a Croácia em Atenas. A Grécia passa para a frente do grupo caso vença. A Croácia qualifica-se caso vença e fica em grande posição caso empate.

Letónia – Malta será um jogo para cumprir calendário.

– No grupo G,

Ashley Young fez Capello respirar de alívio perante a ameaça de uma moralizada selecção de Gales. O jogador do United confirmou a excelente forma ao dar a vitória à Old-Albion perante a vizinha selecção galesa.

http://www.dailymotion.com/embed/video/xkwxb1

No Saint Jakob Park de Basileia, a Suiça aproveitou a folga de calendário de Montenegro para equilibrar a balança com a turma balcânica. Era o jogo de tudo ou nada de Suiços e Búlgaros. Quis o talentoso médio ala de 20 anos Xherdan Shaqiri colocar ao rubro o público Suiço na sua própria casa (Shaqiri actua pelo Basileia) com um hat-trick no 2º tempo. A Bulgária ainda alimentou as esperanças de bater os Suiços durante 36 minutos devido a um golo madrugador de Ivaylo Ivanov.

A Inglaterra lidera o grupo com 17 pontos (+ 1 jogo). Montengro é 2ª com 11 pontos. A Suiça tem 8 pontos. A Bulgária tem 5 e mais um jogo, estando portanto eliminada. Gales 3.
Na próxima jornada, Gales recebe a Suiça enquanto Montenegro recebe a Inglaterra em Podgorica.

1. Em caso de vitória da Suiça e derrota de Montenegro, basta apenas o cenário de 1-0 para que a Inglaterra se apure e a Suiça ultrapasse a selecção montengrina.
2. Em caso de vitória de Montengro perante a Inglaterra e derrota Suiça, a Inglaterra continua na primeira posição com 17 pontos mas só será qualificada directamente se Montenegro conseguir superar os 10 golos de goal-average que tem de diferença para os ingleses. Neste cenário, Montenegro segura pelo menos os playoffs. Caso contrário terá que jogar os playoffs na Suiça na última jornada.

Grupo I

A Roja venceu o pobre Lichstenstein por 6-0 com bis de Negredo e David Villa e restantes golos a serem apontados por Xavi e Sérgio Ramos. A Espanha está qualificada para o Europeu.

A Escócia venceu a Lituânia por 1-0 e relança os escoceses na luta pelos playoffs.

A Espanha lidera com com 18 pontos. A República Checa tem 10 pontos, a Escócia tem 8. Os Escoceses poderão ascender à 2ª posição do grupo se vencerem no Lichstenstein e se a República Checa perder com a Espanha em Praga não sendo porém linear que estes resultados decidam a qualificação porque na última jornada, teremos os escoceses a jogar em Espanha e a República Checa a jogar na Lituânia.

Outras zonas de qualificação:

Ásia – 1ª fase de gruposqualificação 2014 – 2ª jornada

– A Jordânia lidera o grupo A com 6 pontos depois de bater a China por 2-1. A China é 2ª com 3 pontos. O Iraque também somou 3 pontos ao bater Singapura por 2-0 fora.

– No Grupo B, a Coreia do Sul não foi além de um empate no Kuwait a 1 bola. Mesmo assim os Sul-Coreanos lideram o grupo com 4 pontos, os mesmos do Kuwait. No outro jogo do grupo, o Líbano venceu por 3-1 os Emirados Árabes Unidos e somou 3 pontos.

– No grupo C, Uzbequistão e Japão empataram a 1 bola e lideram o grupo com 4 pontos. A turma nipónica esteve a perder a partir dos 9 minutos até ao minuto 65. A Coreia do Norte venceu em casa o Tadjiquistão por 1-0 e somou 3 pontos.

– No grupo D, a Austrália destacou-se na liderança ao vencer a Arábia Saudita fora por 3-1 com golos de Joshua Kennedy e Luke Wilkshire. A Austrália tem 6 pontos. A Tailândia é 2ª com 3 depois de ter batido Omã por 3-0.

– No grupo E, Qatar e Irão empataram a 1 bola. Os Iranianos estão na liderança do grupo com 4 pontos em paridade com o Bahrein, que foi à Indonésia bater a selecção da casa por 2-0. O Qatar tem 2 pontos.

Amigáveis:

Ontem, em Londres (Craven Cottage – estádio do Fulham) a canarinha venceu o Gana por 1-0 mas não se exibiu ao seu bom nível. Ronaldinho voltou à selecção por escolha pessoal de Mano Menezes para dotar o escrete de um jogador que se tem exibido a alto nível no plano interno e reune a simpatia e carinho do povo brasileiro. O jogador do Flamengo não tem a mesma velocidade de outros anos mas tentou de tudo para marcar neste golo contra o Gana. De livre, obrigou o guarda-redes Ganês a defesas apertadas. Na 2ª parte, fez uma abertura a isolar Alexandre Pato que foi absolutamente sublime e acabou por ser uma das jogadas mais bonitas da partida.
O jogador do Sporting Elias foi titular e jogou os 90 minutos pela canarinha. Hulk entrou na 2ª parte e esteve apagado. O Porto foi buscá-lo a Londres de jacto e o atleta jogou hoje pelo FC Porto na marinha grande contra o Leiria.

Leandro Damião, avançado que esteve na mira do Porto, marcou o único golo de uma partida que ficou estragada a meio da primeira parte por uma expulsão duvidosa de Daniel Opare depois de uma falta muito bem aproveitada pelo experiente central Lúcio para sacar o segundo amarelo ao jogador Ganês.

Depois do amigável frente à Venezuela em Calcutá, a Argentina defrontou na tarde de ontem a Nigéria em Dacca, capital do Bangladesh. Messi voltou a não marcar, mas deu o primeiro a Higuaín e contribuiu no 2º com um poderoso remate que o guarda-redes nigeriano defendeu directamente para o desvio de DiMaria para o fundo das redes. Elderson cometeu auto-golo enquanto Obasi marcou o tento de honra dos nigerianos.

Em Gdansk, cidade dividida entre Polacos e Alemães ao longo da história, Polónia e Alemanha disputaram um interessante amigável que terminou empatado a 2 bolas. Os jogadores do Dortmund Lewandowski e Kuba Blaszczykowski marcaram os golos para os Polacos. Toni Kroos e Cacau para os Alemães.

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Pelos jogos internacionais

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Em Chipre, os tugas lá ganharam e ultrapassaram o assunto da ordem: Ricardo Carvalho!

Não foi um jogo propriamente fácil. Os Okkas e os Charalambides não fizeram lembrar Guimarães nem nada que se pareça… No entanto, a nossa selecção (mesmo a jogar com 10 depois de uma expulsão certíssima de um jogador cipriota que se decidiu armar em guarda-redes) esperou até às últimas para confirmar a vitória e dar um toque de goleada que não ilustra aquilo que se passou em campo.

Cristiano Ronaldo acabou por ser a figura do jogo com 2 golos, mesmo apesar dos cânticos do cipriotas em homenagem a Lionel Messi.

Continuamos no bom caminho e tivemos quase quase a descolar da Noruega, que em casa, esteve quase a patinar no gelo frente à Islândia. Só aos 87 minutos é que o avançado do Hannover da Alemanha Mohammed Abdellaoue conseguiu “cravar” uma grande penalidade aos islandeses e consequentemente concretizá-la.

Terça-Feira teremos os olhos postos em Copenhaga onde a Dinamarca nos poderá dar uma ajuda caso vença ou empate com a Noruega:

1. Em caso de vitória Dinamarquesa, ficarão as 3 selecções com 13 pontos, mas a Noruega terá um jogo a mais, logo cairá para o 3º lugar. A Dinamarca ultrapassa Portugal caso consiga bater os Noruegueses por uma diferença de 7 golos.

2. Em caso de empate, a Noruega lidera com 14 pontos e mais um jogo. Portugal será 2º com 13. Dinamarca 3ª com 11 e os mesmos jogos de Portugal.

3. Em caso de vitória Norueguesa, a Noruega irá liderar com 16 pontos, Portugal ficará com 13 e menos um jogo e a Dinamarca com 10 estará impossibilitada de chegar à 1ª posição do grupo.

Nos restantes grupos:

– No grupo A, David Alaba (jogador talentoso do Bayern Munique) viu a sua Áustria ser goleada pelo rolo compressor da Mannschaft por 6-2.

Os meninos da Mannschaft continuam a maravilhar o mundo com o seu bonito futebol. Uma noite para nunca mais esquecer para Mezut Ozil. O 10 do Madrid apontou o seu primeiro hat-trick pela selecção e em todos os golos teve nota artística elevada. Andre Schurrle (3º golo em 2 jogos), Podolski e Mario Gotze marcaram os restantes golos da Mannschaft. Mesmo apesar de ter mudado de armas e bagagens para a Lázio de Roma, Miroslav Klose continua a ser chamado à selecção e teve grande preponderância no 1º golo da sua selecção.

Mário Arnautovic e Harnik marcaram os tentos de honra dos pobres Austríacos.

Nos outros jogos do grupo, a Turquia bateu o Cazaquistão com muitas dificuldades em Instambul. Arda Turan, jogador recentemente contratado pelo Atlético de Madrid ao Galatasaray marcou aos 90+6″ o golo da vitória turca, golo que recoloca os turcos no 2º lugar do grupo com 13 pontos, num grupo em que a Alemanha assegurou matematicamente a qualificação.

A Bélgica de Defour e Witsel patinou no Azerbeijão. Os Belgas estiveram a vencer até aos 86 minutos. Os Belgas estão na 3ª posição com 12 pontos. Como a Turquia tem menos um jogo e a Bélgica tem que ir jogar à Alemanha em Outubro, os Belgas poderão ter dito adeus ao europeu.

Terça, a Áustria recebe a Turquia.

– No Grupo B, a competição está feroz. A Rússia sofreu para bater em Moscovo a Macedónia. Semshov foi o autor do golo russo e recoloca a Rússia na liderança com 16 pontos.

A Irlanda e a Eslováquia empataram a 0 em Dublin e continuam ambas com 11 pontos. Quem também espreita o 2º lugar é a modesta Arménia. Os Armenos marcam 11 pontos depois de terem batido Andorra por 3-0 fora.

A próxima jornada promete ser importante para o desfecho deste grupo. Na próxima terça-feira, a Rússia recebe a Irlanda e pode trilhar o seu caminho rumo à PolóniaUcrânia. A Eslováquia terá que medir forças com a Arménia. Caso os Armenos vençam e a Irlanda perca, o 2º lugar fica ao rubro com as 3 selecções com 14 pontos na ida para as últimas 2 jornadas.

– No grupo C a Itália foi fazer o resultado do costume às modestas Ilhas Faroe. 1-0, golo do regressado António Cassano.
O central do Inter Rannochia foi titular nos italianos, assim como foi novamente Thiago Motta e Christian Maggio. Alberto Aquilani e Mario Balotelli também voltaram a jogar pela Squadra Azzurra.

Os italianos lideram com 19 pontos e estão a 1 ponto da qualificação.

A Eslovénia marcou passo na Estónia por 1-2 e a Sérbia capitalizou o erro, vencendo a Irlanda do Norte em Belfast por 1-0 com golo de Pantelic.
A Eslovénia continua em 2º com 11 pontos, os mesmos da Sérvia. A Estónia relançou o sonho de marcar presença no europeu, estando em 4º com 10 pontos. Já a Irlanda do Norte passou para o quinto lugar com 9 pontos mas ainda poderá conseguir vaga para o playoff.

Na próxima jornada, a Itália poderá qualificar-se e baralhar ainda mais as contas do grupo se vencer a Eslovénia no Artémio Franchi em Florença. A Sérvia terá pela frente as Ilhas Faroe em Belgrado e poderá aproveitar um deslize da sua antiga república. No jogo do mata-mata, em Tallinn, a Estónia recebe a Irlanda do Norte e pode manter bem vivo o sonho dos playoffs.

– No grupo D, a França está a fazer uma qualificatória menos sofrida que as anteriores. Na Albânia, os Franceses venceram por 2-0 com Benzema a abrir o marcador.

A Bósnia deu um passo importante rumo aos playoffs, ao bater a Bielorrussia em Minsk por 2-0. Os Bósnios são 2ºs com 13 pontos enquanto os Bielorrussos (com 12 pontos em 8 jogos) disseram praticamente adeus à possibilidade do playoff. A Roménia (11 pontos com 7 jogos) venceu o Luxemburgo fora com dois golos do extremo Gabriel Torje e continua a lutar pelos playoffs.

Na próxima jornada, a Bósnia recebe a Bielorrussia enquanto a Roménia se tentará defender contra a França.

Abrem-se aqui alguns cenários:

1. Se a Bósnia bater a Bielorrussia, não só tira os Bielorrussos do caminho como poderá passar para a frente do grupo com uma vitória acima de 4 golos caso os Franceses percam (p.e 1-0 com os Romenos)

2. Se a Bósnia perder com a Bielorrussia e a França bater a Roménia, os Franceses dão um passo em frente com 19 pontos contra os 15 dos Bielorusssos (+1 jogo), os 13 Bósnios e os 11 Romenos.

3. Se a Bósnia empatar com a Bielorrussia e os Romenos baterem a França, a Roménia passa para o 2º lugar do grupo com 14 pontos em igualdade com os Bósnios.

4. Se a Bósnia vencer a Bielorussia e os Franceses empatarem com Romenos, a França lidera com 17 pontos contra os 16 de Bósnios, 12 de Bielorussos e Romenos.

– No grupo E

Os Holandeses ofereceram o Happy Meal do dia aos pobres jogadores amadores de São Marino.

11-0 com poker de Van Persie (para esquecer os 8 que apanhou no fim-de-semana anterior com o Manchester) bis de Klaas-Jan Huntelaar e Wesley Sneijder e outros golos de Heitinga, Wijnaldum e Dirk Kuyt.

A Holanda lidera com 7 vitórias.

A Suécia escorregou em Budapeste. A Hungria (embora com mais um jogo que os suecos) igualou-os a 15 pontos com uma vitória por 2-1. Mesmo com um jogo a mais, os Húngaros torcem para que na próxima jornada algo possa correr mal com a Suécia nas últimas jornadas. Dificilmente poderá ser na próxima, pois a turma Sueca irá a São Marino. No jogo de hoje, o avançado do Bari Gergely Rudolf foi o herói da partida ao apontar o golo da vitória magiar aos 90″.

A Finlândia bateu a Moldávia em casa por 4-1 num resultado que pouco importa visto que as chances finlandesas são nulas.

Na terça-feira, a Finlândia recebe a Holanda, a Moldávia recebe a Húngria e a Suécia vai a São Marino. A Holanda poderá confirmar já na terça-feira o apuramento.

– No Grupo F, Fernando Santos e a sua Grécia continuam a liderar depois da vitória por 1-0 em Israel. Sotiris Ninis marcou o único golo da partida.

A Grécia tem 17 pontos contra os 16 da Croácia, que foi vencer a Malta com facilidade (3-1). Israel (13 pontos; +1 jogo) hipotecou a sua campanha nesta jornada.
No outro resultado do grupo, a Letónia foi vencer á Geórgia por 1-0.

Na próxima jornada teremos a Cróacia a receber Israel e a Grécia a defrontar a Letónia. Creio que o cenário mais certo seja a vitória das duas equipas da frente do grupo. Se tal acontecer, ambas garantem pelo menos o playoff e deixam a discussão da qualificação para as últimas 2 jornadas.

– No grupo G,

A Inglaterra foi a Sófia resolver o encontro na 1ª parte. 3 golos no 1º tempo por intermédio de Gary Cahill e 2 de Wayne Rooney chegaram para reforçar a liderança inglesa no grupo com 14 pontos. A Bulgária de Lothar Matthaus é uma selecção muito descolorida sem Berbatov, necessitando que apareça um novo jogador que seja excepcional.

Os Ingleses aproveitaram a solidariedade Britânica concedida por Gales. Gales estava a fazer uma campanha frustrante até hoje, momento em que a selecção galesa bateu Montenegro por 2-1 em casa. Craig Bellamy, Aaron Ramsey e Gareth Bale foram titulares na selecção de Gales; Simon Vukcevic, Stevan Jovetic, Stefan Savic e Mirko Vucinic titulares em Montenegro; Ramsey foi decisivo ao marcar o 2º golo dos Galeses e Gareth Bale fez um jogão segundo o site da UEFA; Jovetic marcou o golo montenegrino.
Montenegro, continua na 2ª posição com 11 pontos.

A Suiça folgou e continua com 5 pontos, ou seja, muito longe do apuramento.

Na próxima jornada, Montenegro folga. Se os Suiços quiserem ter uma réstia de esperança terão que bater a modesta Bulgária. O mesmo se aplica aos Bulgaros (têm 5 pontos como a Suiça). A Inglaterra poderá alcançar a qualificação caso vença Montenegro.

No grupo I, a Espanha folgou e já veremos o jogo que os espanhois fizeram esta noite mais à frente neste post.

No único jogo de hoje, a pobre Lituânia empatou a 0 bolas com o Liechstenstein em casa. Não chegará à República Checa, que amanhã jogará na Escócia. Os checos tem 9 pontos, poderão aumentar para 12 caso vençam mas ficarão com um jogo a mais que a Espanha que tem 15. Já os Escoceses tem apenas 4 pontos em 4 jogos, podendo passar para 7 caso vençam a República Checa e como tal relançar a luta pelos playoffs.

Na próxima jornada, a Escócia irá receber a Lituânia enquanto a Espanha irá confirmar a qualificação em Logroño diante do Liechstenstein.

Outras zonas:

Zona Ásiatica

Já a pensar no mundial de 2014, iniciou-se a 1ª fase de grupos:

– Grupo A – A China venceu 2-1 Singapura. A Jordânia bateu o Iraque por 2-0.
– Grupo B – – A Coreia goleou o Libano em casa por 6-0. O Kuwait foi vencer fora os Emirados por 3-2.

– Grupo C – Vitória suada do Japão frente à Coreia do Norte por 1-0. Em Saitama, o Japão de Zaccheroni com muitas ausências de jogadores que actuam na Europa suou para bater os norte-coreanos. O Uzbequistão também levou de vencido o Tadjiquistão pelo mesmo resultado.

– Grupo D – A jogar em casa e com poucos atletas da convocatória normal, os Australianos bateram a Tailândia por 2-1. Joshua Kennedy e Alex Brosque resolveram um jogo muito difícil para os Australianos. A Arábia Saudita cedeu terreno em Omã, empatando a 0.

– Grupo E – O Irão não deu hipóteses à Indonésia (3-0). Qatar e Bahrein empataram a 1 bola.

Amigáveis:

Venezuela e Argentina foram testar jogadores e promover o futebol à India. Num amigável disputado em Calcutá, a Argentina levou a melhor por 1-0. Otamendi marcou o golo da Argentina na estreia do novo seleccionador Alejandro Sabella. Os Indianos ficaram porém maravilhados com Lionel Messi e com as suas boas arrancadas.

A Argentina provou não ter conseguido superar as falhas defensivas da era Maradona e Batista. A Venezuela podia ter ganho, não fosse o avançado do Málaga Rondón ter desperdiçado algumas chances de golo.

Ucrânia e Uruguai protagonizaram um bom ensaio. 3-2 para a selecção Uruguaia.

Depois da difícil vitória espanhola no mundial de 2010 por 2-1, a selecção espanhola voltou a demonstrar dificuldades perante a interessante selecção sul-americana.

O jogo desta noite, realizado em St. Gallen na Suiça, ficou marcado pelas cenas de violência que podemos ver no video que postei.

A Espanha iniciou o jogo a perder. Ao intervalo perdia por 2-0, fruto do golaço de Maurício Isla a abrir a partida. Irritado, Del Bosque colocou Iniesta e Fabrègas, jogadores que viriam a ser os obreiros da reviravolta espanhola.

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Antevisão da Liga Portuguesa

A 1 semana do início do campeonato e no dia da primeira prova oficial do futebol português com a disputa da Supertaça de Portugal no Estádio Municipal de Aveiro entre Porto e Vitória de Guimarães, com os planteis das equipas da 1ª liga bem compostos (alguns quase fechados) começo a antevisão da Liga Portuguesa. Nos próximos dias, para além desta antevisão, postarei as antevisões das 5 principais ligas europeias (La Liga Espanhola, Serie A Italiana, Premier League Inglesa, Ligue 1 Francesa e Bundesliga Alemã).

Espero escrever estes posts com o máximo rigor e com a maior isenção clubística possível. Peço também que me perdoem qualquer alteração às variáveis construídas nos planteis dos clubes que passarei a enunciar.

Pela extensão do conteúdo escrito neste post, agradeço também a todos que tiverem a paciência suficiente para ler do princípio ao fim, pedindo também que me possam perdoar qualquer gralha à língua portuguesa que encontrem no post.

Vitor Pereira passou pelo Feirense e Santa Clara enquanto treinador principal antes de ser convidado por André Villas-Boas para seu adjunto no Porto. O jovem professor de educação física tem a sua oportunidade de ouro de singrar no mundo do futebol esta época no FC Porto.

Começando pelo Porto, o campeão nacional.

O campeão nacional e vencedor da Liga Europa da época transacta inicia a época com um novo treinador, com participação marcada para a Liga dos Campeões, com algumas caras novas, sem no entanto ter alterado a espinha dorsal da equipa nos enormes triunfos de 20102011.

O Porto inicia a época sabendo que este ano poderá levar 6 troféus para casa, feito nunca antes conseguido pela histórica formação portista devido à inserção na época 20072008 da Taça da Liga. Num clube habituado a somar títulos sobre títulos, onde os seus quadros afirmam publicamente que a vontade de vencer nunca morre ano após ano, é caso para dizer que esta época pode ser especial para o clube caso consiga vencer as 6 competições em que está inserido. O último clube inserido em tantas competições foi precisamente o Barcelona, adversário do Porto no 1º troféu oficial da UEFA desta época: a Supertaça Europeia, competição cujo jogo se realiza no Mónaco. Em 20092010, o Barcelona participou em 6 competições (Liga, Taça do Rei, Supertaça Europeia, Liga dos Campeões, Supertaça Espanhola e Mundial de Clubes) não tendo conseguido vencer todas as competições.

A época portista encerrou com a despedida de André Villas-Boas para o Chelsea. Roman Abrahamovic namorou o treinador que achava a “cadeira do porto a cadeira de sonho onde queria ficar durante muitos anos.” Rapidamente, a cadeira de sonho voou para Londres e Pinto da Costa na perdeu muito tempo para criticar o técnico português com diversos argumentos. O FC Porto recebeu uma verba record de 15 milhões de euros pela desvinculação do técnico, valor que deu para comprar Danilo ao Santos (por exemplo) e rapidamente resolveu o problema da contratação do técnico português por parte do clube Londrino, dando a oportunidade ao seu adjunto Vitor Pereira de ocupar a posição de técnico principal do campeão nacional. Se é certo que pela falta de experiência nestas andanças enquanto treinador principal (nunca treinou na 1ª liga) pode ser um dos handicaps de Vitor Pereira para este novo desafio, também é certo afirmar que Pereira tem enorme experiência no futebol, conhece perfeitamente a casa onde vai treinar assim como os métodos de Villas-Boas e a massa humana que tem em mãos. No organizado, disciplinado e sempre ambicioso FC Porto, Pereira arriscar-se-à sempre a vencer.

Muito perto do Benfica, acabou no Porto. 13,5 milhões de euros pelo antigo colega de Neymar no Santos. Promessa para o futuro, contratação mais cara da Liga Portuguesa até ao momento.

A saída de Villas-Boas não foi o revés que desmontou a espinha dorsal do vitorioso FCP. Durante o mercado muito se falou sobre as possíveis saídas de João Moutinho, Hulk, Rolando ou Radamel Falcão. Chelsea, Manchestet City, Barcelona e Juventus foram alguns dos destinos veiculados para os jogadores em causa. Se Moutinho e Falcão (segundo a comunicação social desportiva eram os desejos expressos de Villas-Boas perante o proprietário do clube) as cláusulas de rescisão impostas pelo Porto não convenceram o multimilionário russo a abrir mão de mais do que 15 milhões de euros pagos pelo técnico português. No caso de Moutinho, o FC Porto anunciou há poucos dias atrás a compra dos 20% do passe do médio que restavam nas mãos do Sporting por um valor a rondar os 4,5 milhões de euros. Hulk, com a cláusula fixada nos irreais 100 milhões de euros ainda sofreu a cobiça do Manchester City, que rapidamente desistiu de contratar o jogador brasileiro perante a exigência de pagamento da cláusula de rescisão por parte do FC Porto. Rolando esteve muito próximo da Juventus e internacional português chegou mesmo a manifestar a vontade de sair para o clube italiano. Os 15 milhões de euros pedidos pelo Porto foram o obstáculo à concretização da transferência. Já Radamel Falcão suscitou interesse de meia europa. Chelsea e Atlético de Madrid tentaram negociar o jogador, mas o recente contrato assinado pelo Colombiano não só aumentou o vencimento do jogador no Dragão como afastou o interesse depois de fixada a nova cláusula de rescisão nos 45 milhões de euros.

Cláusula de rescisão: é essa a toada que marca a batida do mercado no Porto. Pinto da Costa foi expresso ao admitir que os jogadores saem sem qualquer movimento por parte do clube para os demover de uma eventual transferência caso os clubes interessados em comprar enviem um fax a declarar o pagamento das cláusulas de rescisão dos jogadores e transfiram o dinheiro para as contas do FC Porto. O FC Porto já não negoceia. Mantem a espinha dorsal de equipas vencedores e ainda se dá ao luxo (e ao dinheiro) de contratar jovens jogadores que nesta primeira época na europa irão apenas ambientar-se ao futebol europeu para no futuro serem jogadores capazes de dar cartas, ganhar títulos e render desportiva e financeiramente ao clube. Falo obviamente de Juan Iturbe, Danilo e Alex Sandro, três jovens promessas da América do Sul que custaram nada mais nada menos do que 27 milhões de euros aos cofres azuis e brancos. A juntar a estes três, está Kelvin, outro jovem contratado ao Atlético Paranaense.

Situação diferente tem por exemplo Djalma, Kléber, Rafael Bracalli e o regressado Castro. Se os 3 primeiros são atletas que vem da Liga Portuguesa para colmatar lugares com falta de soluções dos Portistas, devendo por isso ser as primeiras opções para os lugares de VarelaHulk e Falcão, o jovem centrocampista que na época transacta esteve em destaque ao serviço do Sporting de Gijón da Liga Espanhola (esteve com um pé para assinar pelos Espanhóis) voltou ao Dragão para a tentativa final de se afirmar no plantel azul e branco.
Já Bracalli será concorrência natural a Beto e Hélton, substituíndo como 3º guarda redes da equipa o azarado Kieszek, que quando chamado a intervir (Taça da Liga contra o Nacional da Madeira) teve uma exibição que custou a eliminação precoce da prova à equipa portista.

Na defesa, Otamendi e Rolando continuarão a fazer a dupla de centrais do Porto. Maicon e Sereno serão as soluções alternativas a estes dois jogadores. Álvaro Pereira continuará a dominar a esquerda, tendo a concorrência de Alex Sandro e de Emídio Rafael, que irá regressar nos primeiros jogos competitivos da época depois de uma grave lesão contraída em Barcelos para a Taça da Liga contra o Gil Vicente. Um dos atletas poderá ser dispensado mas apenas emprestado. O Ganês Addy, depois de uma tentativa de maturação na Académica sem grandes efeitos práticos deverá rodar mais uma época ou cedido em definitivo. Apesar da enorme agressividade demonstrada na Briosa, Addy não convence para alinhar no FCP.
À direita, Fucile e Sapunaru terão a concorrência de Danilo, que também poderá jogar a meio-campo.

No meio campo nada muda. Guarin, Fernando e João Moutinho deverão continuar a ser os médios titulares. O renascido Belluschi deverá alternar com o internacional português e com o internacional colombiano. Souza, muito apagado de Janeiro para cá deverá ter mais uma hipótese para ser escolha de Vitor Pereira, se bem, que pessoalmente não o acho jogador para o FC Porto. Castro é claramente uma opção para o lugar de Fernado e Ruben Micael será substituto natural de João Moutinho a 8, podendo eventualmente ter jogos em que faça de 10.

Depois de tanta polémica, avanços, recúos e indecisões na transferência e até uma proposta mais vantajosa apresentada pelo Sporting em Janeiro que o Atlético Mineiro vetou e o Marítimo aceitou, o antigo jogador do Marítimo e do Atlético Mineiro aterrou no Dragão.

No ataque, Hulk, Falcão e Varela manterão o trio imbatível. Cristian Rodriguez está de malas feitas, já se tendo escrito e dito na Comunicação Social acerca da hipótese Rubin Kazan mas ninguém acabou por levar o Uruguaio ( o Porto e o empresário do jogador afirmam que o cebola tem mercado; o Porto afirma conseguir vender por 8 milhões de euros, valor que ponho em duvida). Numa 2ª linha aparecerão James Rodriguez (é um jogador de excelência não haja a menor dúvida) podendo este arrancar o lugar a Varela, sendo que Djalma e Iturbe também irão tentar conquistar o seu espaço. O Argentino deverá mesmo passar pelo mesmo processo de James no ano transacto: aparecer com mais regularidade lá para o final da época, depois de concluída a fase de maturação. Falcão vê mais concorrência: Kléber está a fazer uma boa pré-época e dá excelentes indicadores para Vitor Pereira. Já Walter é uma grande incógnita visto que ainda não é certo o seu futuro. O cenário mais possível até hoje será mesmo o empréstimo a um clube Brasileiro onde o ponta de lança poderá jogar com mais regularidade.

Em suma, perante as mudanças verificadas tudo praticamente continua na mesma no FCP. A ambição, a equipa, os métodos, a organização. É um clube sempre virado para as vitórias e para a evolução. Roda de treinador, o favoritismo principal continua o mesmo. Uma época em que o Porto tentará vencer todas as competições e sinceramente, deve ser incluído no lote de possíveis vencedores da Liga dos Campeões caso mantenha o nível exibicional demonstrado na época passada.

Nolito. Para já a contratação mais sonante do Benfica neste defeso em conjunto com Alex Witsel, Ezequiel Garay e Joan Capdevilla.

O Benfica arregaçou as mangas e foi ao mercado reforçar o seu plantel.
Na brincadeira até se pode dizer que durante a pré-época esteve a construir 3 planteis , tal era a quantidade de jogadores que se apresentou no Seixal. Ao todo, restam 14 caras novas no plantel encarnado sendo que Rodrigo Mora e possivelmente Mika deverão seguir os destinos de outros reforços como Daniel Wass, Melgarejo, Leo Kanu, André Almeida, ou seja, o empréstimo a outros clubes para poderem jogar com mais regularidade daquela que poderiam não ter no plantel encarnado.

Saídas no plantel encarnados são mais que muitas. Começam pelo capitão Nuno Gomes (agora no Braga) Weldon, Roberto, Moreira, Shaffer, José Luiz Fernandez (chegou a jogar?) Alan Kardec, Luis Filipe, Fabio Coentrão, Sálvio (voltou ao Atlético de Madrid após empréstimo, tendo sido noticiado hoje que poderá voltar a Portugal para representar o Porto caso os portistas aceitem uma proposta de 25 milhões de euros + sálvio por Falcão) e Sidnei. Por resolver continuam as dispensas de Jardel (não vingou no Benfica depois de ter sido contratado em Janeiro ao Olhanense) Carlos Martins (sim, dispensado!!) Luisão (não está dispensadoquer sair mas a bom da verdade ninguém o quer) Miguel Vitor (ora é emprestado, ora regressa, ora vai novamente de empréstimo) Fabio Faria (ainda lá anda é certo!!) Nelson Oliveira (deverá rodar mais um ano) e equipasRodrigo Mora e Júlio César (onde é que vamos por tantos guarda-redes?!)

Roberto: Polémica. Do dia da sua contratação ao dia da sua saída.

A começar pela baliza: Roberto saiu num negócio estranhíssimo que motivou um pedido de explicações da CMVM e uma suspensão temporária das cotação em bolsa da Benfica SAD. Eduardo, Mika e Artur Moraes são o trio de guarda-redes do Benfica para esta época. Creio que é mais que dado assente. Eduardo e Artur irão lutar pela titularidade. Jesus tem apostado mais no brasileiro que veio do Braga.

Na defesa, se Danilo escapou para o rival FCP, o Benfica conseguiu reforçar-se muito bem para o lado contrário contratando o defesa-esquerdo campeão Francês pelo Lille Emerson e o campeão do mundo pela Espanha Capdevilla, antigo jogador do Villareal. O jogador Brasileiro parece ser uma excelente aquisição pois pelo que vi é um lateral muito certinho a subir no terreno e a defender. Já o Espanhol não necessita de qualquer tipo de apresentações: é um jogador fabuloso que ataca bem e defende ainda melhor. Está em final de carreira mas é um excelente reforço para o Benfica.
No miolo, Luisão, Miguel Vitor, Garay e Roderick são as opções. Luisão e Garay farão a dupla de centrais de grande parte da época. Dois jogadores muito experientes, se bem que nunca fui muito apreciador de Luisão. Já Garay é um central bastante inteligente, raçudo e rápido e eficaz no desarme. Roderick e Miguel Vitor são as opções: o internacional sub-20 tem imenso talento mas falta-lhe traquejo; já Miguel Vitor não tem estaleca para jogar no Benfica.
À direita, Maxi (dispensa apresentações) e Ruben Amorim. A meio do defeso noticiou-se que o Uruguaio queria regressar à sua terra natal, facto que não se veio a concretizar. Não é o “melhor lateral direito do mundo” como diz Jesus mas está entre os melhores seguramente. Sofreu uma evolução tremenda desde que chegou a Portugal. Era um verdadeiro tosco e sarrafeiro. Tornou-se pau para toda a obra, um jogador de excelência. Era uma pena sair do Benfica para voltar ao Uruguai.


No meio campo, Javi Garcia continuará a ser o pivot defensivo. Terá a concorrência do Belga Witsel (pode fazer 6 e 8, assim como jogar aberto num dos lados) que é outra das grandes contratações do Benfica: apesar do seu passado conflituoso no Standard de Liège (as entradas duríssimas que lhe valeram castigos pesados) é um jogador agressivo q.b, com um toque de bola formidável, um passe recheado de qualidade, um sentido posicional interessante e uma elegância fora do comum. Nuno Coelho também será alternativa a este lugar. O antigo jogador da Académica terá poucas hipóteses de jogar no Benfica. Ainda no miolo, Nemanja Matic é solução para jogar mais à frente. O sérvio que veio no pacote da transferência de David Luiz para o Chelsea parece ter bom toque de bola mas ainda está muito macio.
Mais à frente poderão jogar Aimar, Bruno César (ainda não vi nada que o rotule de craque) Nico Gaitán (nas alas ou a 10) sendo que o Argentino aparece novamente cheio de genica e já suscitou interesse por parte de grandes europeus como o caso do Manchester United e o reforço Enzo Perez, que alinha preferencialmente pela direita do meio campo. Carlos Martins recebeu ordem de dispensa. Creio que a dispensa do internacional português não se deve propriamente por motivos de rendimento mas sim por problemas que o jogador deverá ter causado ao seu treinador, tricas a que o médio português já nos habituou. O seu futuro deverá passar novamente pelo estrangeiro.

Na frente, mantem-se a dupla CardozoSaviola, sendo que o Paraguaio poderá sair a qualquer momento à troca com Hugo Almeida do Besiktas. Nolito e Franco Jara serão jogadores para alinhar preferencialmente nas extremidades do terreno sendo dois desiquilibradores: o Espanhol já deu para ver que afinal tem imenso talento e que a sua permanencia no Barcelona não se deu devido ao facto de ser um jogador que não se enquadra nos escalonamentos tácticos de Pep Guardiola. No entanto parece ser um jogador muito veloz, com um drible interessante e com os olhos sempre postos na baliza. Rodrigo será mais uma opção para o ataque, depois do empréstimo ao Bolton.

Esta época será para o Benfica uma época de transição. Depois de ter perdido a espinha dorsal da conquista do título nacional 20092010 surge novamente renovado para um novo ciclo comandado por Jorge Jesus. O título é o objectivo assim como a Taça, Taça da Liga e uma boa figura na Liga dos Campeões, onde para já os encarnados terão que medir forças com o matreiro Twente da Holanda no playoff de acesso.

Comprar muito nem sempre significa comprar com qualidade. O Benfica é exemplo disso. A contratação de muitos jogadores que chegaram a Lisboa apenas para assinar contrato e logo partirem de empréstimo não é a melhor das políticas do futebol actual mesmo tratando-se de jogadores jovens. Muitos dos atletas acabaram por não se ambientarem convenientemente aos métodos encarnados, sendo portanto mais difícil a sua readaptação quando voltarem dos empréstimos.

Por outro lado, a confusão com os guarda-redes só veio reforçar algum panico do treinador em relação ao sector. Roberto acabou por ser despachado para Saragoça depois de muitos frangos e muitos votos de confiança. Júlio César é um guarda-redes inseguro, Mika é inexperiente, Eduardo é um excelente guarda-redes mas não dá menos frangos que Roberto e Artur parece ser o mais estável de todos. O pobre Moreira foi sempre mal-amado na Luz e finalmente foi procurar a sorte noutro destino.

No entanto nem todos são más contratações no grande de Lisboa. Witsel, Nolito, Emerson, Garay e Capdevilla são contratações que a juntar aos que transitam dão condições ao Benfica de fazer melhor época do que anterior. O Benfica poderá concorrer directamente com o Porto na luta pelo título nacional assim como poderá ir mais longe na Champions, onde na época passada o Benfica não conseguiu ir mais além do que a fase de grupos da prova.

Domingos Paciência tem em Alvalade o maior desafio da sua jovem carreira enquanto treinador de futebol: devolver o Sporting aos grandes palcos. O trabalho que fez em Braga é motivo mais que suficiente para os adeptos do grande de Lisboa acreditarem que não existem três anos muito maus no clube.

A correr por fora, o renovado Sporting de Domingos Paciência.

15 novas caras numa autêntica limpeza de balneário e num investimento nunca antes visto no clube, agora presidido pelo Engenheiro Godinho Lopes.

O novo presidente do clube de Alvalade, tratou de arrumar a casa após as polémicas eleições para a presidência do clube Leonino. Fez regressar dois excelentes profissionais com provas dadas no Sporting no passado ao clube: Carlos Freitas e Luis Duque. A Duque pertence a liderança do futebol profissional nos anos de conquista de título nacional em 2000 e 2002. A Freitas, contratações como a de Polga, Lièdson, Douala, Rochemback, entre outros…

Apalavrou Domingos e Domingos cumpriu sua palavra. Mais duas semanas e Domingos seria treinador do Porto. O técnico encerrou o ciclo em Braga “ e de Braga” trouxe dois jogadores: Rodriguez e Luis Aguiar. A defesa do Braga do 1º ano de Domingos está praticamente completa.

Dos nomes prometidos pelo Eng. Godinho Lopes não veio nenhum. No entanto, o Sporting apostou numa excelente política de contratações. Investiu. Lançou-se ao que podia e ao que não podia. Construiu um bom plantel. Domingos é um treinador com condições para fazer melhor figura que os seus antecessores, inclusive Paulo Bento. Tomara Paulo Bento ter um plantel tão rico em soluções como o que dispõe actualmente domingos.

O Sporting entra nesta época com o objectivo de voltar à luta pelo título após dois anos frustrantes. As Taças também são objectivos assim como progredir o máximo possível na Liga Europa, competição onde Domingos tem um claro amargo de boca.

Domingos terá então pela frente o desafio de enquadrar convenientemente as novas peças do puzzle leonino.

Na baliza, nada de novo. Mesmo perante algum assédio do Manchester United (contratou De Gea ao Atlético de Madrid por 22 milhões) Rui Patrício continua a ser o títular indiscutível da baliza leonina. Marcelo Boeck foi contratado ao Marítimo para fazer concorrência.

Na defesa está o maior quebra cabeças de Domingos Paciência. Em relação às épocas transactas, a defesa sportinguista ganhou altura com a contratação de Oneywu ao Milan (esteve em empréstimo nos Belgas do Standard de Liège) mas o norte-americano parece ser um jogador muito pouco elegante e demasiado ríspido na abordagem aos lances. No entanto é uma clara vantagem no jogo aéreo. Ao seu lado terá Rodriguez. Esse será titular de caras neste Sporting. Será o patrão da defesa. Tem o handicap de ser um jogador propício a muitas lesões durante a época. Carriço é o outro central a ameaçar a titularidade. Terá muita concorrência, por isso, terá que melhorar o seu rendimento. Anderson Polga é o clássico que nunca passa de moda. Não é um central brilhante mas entrega-se muito ao jogo e poderá ser muito útil em caso de lesões.
Na ala esquerda Evaldo será o titular. Não terá a companhia de Grimi, ainda sem colocação mas sim do jovem Turan, internacional sub-19 que o Sporting foi buscar ao extinto Grenoble. Um jogador que gosta muito de atacar e bater livres. Tem dificuldades em defender e terá que melhorar o seu jogo se quiser roubar o lugar a Evaldo. Na direita será João Pereira a mandar. É o melhor lateral a actuar em Portugal. Na concorrência, Pereirinha volta ao clube de Alvalade. É multifacetado, tecnicamente interessante e pode acrescentar versatilidade. Santiago Arias é o internacional sub-20 pela Colômbia que terá como missão render Pereira.

No meio campo, várias contratações. Fito Rinaudo é um jogador agressivo que se entrega muito ao jogo. Não é tecnicamente brilhante mas é interessante a desarmar (é duro, usa e abusa do corpo para desarmar) parece ter ponto forte nos lançamentos à distância e é muito inteligente a ler o jogo adversário e a entrar nos espaços vazios. Preenche o meio-campo com facilidade e aventura-se no ataque. O Holandês Stijn Schaars é um jogador inteligente. Dono de um pé esquerdo interessante, é o jogador que pode pautar o jogo leonino, gosta de rematar de longe. André Santos perdeu um pouco de espaço neste novo Sporting mas é um jogador a ter em conta pela inteligência com que aborda o jogo e pela qualidade técnica que tem. Terá que ser mais rápido a pensar o jogo. Mais à frente Luis Aguiar dispensa apresentações e pode ser um joker para esta equipa. Matías Fernandez acabou a época passada em grande forma e terá muita concorrência neste meio campo que viu perder esta época Maniche, Pedro Mendes e Zapater.
Quem está de regresso é também Marat Izmailov. Mais fresco que nunca. Pode actuar no miolo ou nas alas consoante a disposição táctica do treinador. É sem dúvida o maior “reforço” leonino para este temporada.

Na frente, muita magia nas alas com as contratações de Capel, Jeffren e Carrillo. São três malabaristas que só pensam em desequilibrar. Os primeiros dois são jogadores muito interessantes para a Liga Portuguesa. O jovem internacional espanhol que veio do Sevilla é um jogador que não há muito tempo andou envolvido em disputas de Barça e Real Madrid pelo seu concurso. O jovem espanhol de ascendência Venezuelana é um jogador que apesar da idade já conta com enorme experiência e com títulos na algibeira. Ambos vêem o Sporting como rampa de lançamento para as suas carreiras e quiçá como via para chegar à lá roja novamente.
O Peruano vem com “ganas” de vencer e pelo que tenho visto é um jogador com uma capacidade técnica incrível onde sobressai o drible fácil e as rápidas desmarcações. Juntar-se-ão a Yannick Djaló. Na frente, Van Wolfswinkel é um avançado muito móvel e semelhante a Hélder Postiga. Abre muitos espaços e não é de todo um concretizador nato. Bojinov por outro lado é um avançado mais técnico. Descai muito para as alas e tenta no Sporting a glória que não alcançou nas passagens por Juventus, Manchester City e Parma. Já Diego Rubio vem para marcar golos e já deu a entender que é um matador. Aos 18 anos, o Chileno vem rotulado de craque e já o comprovou, obtendo uma percentagem muito interessante dos golos leoninos nesta pré-época. Para já, Rúbio leva vantagem no onze perante a concorrência.

Para trás ficam Valdés, Vukcevic, Grimi, Saleiro, Zapater, Pedro Mendes, Maniche, Torsiglieri e Abel. Exceptuando o agora vimaranense Pedro Mendes, nenhum dos outros deixa saudades.

Leonardo Jardim – Um exemplo de sucesso. Em poucos anos, treinava nos distritais da Madeira. Daí em diante foi sempre a subir ate ao topo do futebol português com duas súbidas de divisão em Chaves e no Beira-Mar e um trabalho bastante interessante por onde passou.

O presidente do Braga António Salvador está, como diz a gíria popular, nas suas sete quintas.
Não é para menos. O Braga é hoje um clube respeitado em Portugal e já traçou um trilho interessante na Europa. Se na época 20092010, os Bracarenses lutaram até ao último minuto da prova contra o Benfica pelo título nacional, é preciso recuar alguns anos para que se possa compreender todo o trabalho que está por detrás desta senda de história no clube minhoto.

Leonardo Jardim foi portanto o treinador escolhido para render Domingos Paciência, aquele que colocou Braga no mapa Liga dos Campeões e que acrescentou mais-valia ao trabalho que já vinha sendo feito no clube pelos dois anteriores técnicos: Jesualdo Ferreira e Jorge Jesus, curiosamente dois técnicos campeões nacionais no FC Porto e Benfica após terem saído de Braga. Como não há duas sem três, será Domingos capaz de vencer o título em Alvalade após ter treinado o Braga?
Perante o brilhante passado recente do clube, Leonardo Jardim apenas pode sentir um motivação extra para continuar a consolidar os pergaminhos do Braga. O madeirense está ciente que precisa de arregaçar as mangas.

Depois de uma época explendida de triunfos, em que o Braga não esteve tão bem no campeonato mas mesmo assim conseguiu um folgado 4º lugar, mas, em que na Europa fez uma fantástica participação na Liga dos Campeões com a eliminação histórica do Sevilha nos playoffs e a vitória sobre o Arsenal na fase de grupos, juntando aos grandes embates da Liga Europa (Liverpool, Dinamo de Kiev, Benfica) onde o clube foi um honroso vencido frente ao FC Porto numa final portuguesa inédita, a mudança de treinador no clube minhoto não significa mudança do nível de exigência. Perante os grandes feitos do clube, é de esperar que a massa associativa bracarense peça mais e melhor.

De Leonardo Jardim, asseguro tranquilamente aos adeptos do Braga trabalho, competência, rigor, disciplina e um futebol bastante equilibrado onde cada jogador saberá o que fazer em campo sem prejudicar a equipa como um colectivo.

Como este ano não há Liga dos Campeões mas sim Liga Europa, ou seja, como a competição europeia não é tão rigorosa e tão capaz de destruir planteis, Leonardo Jardim poderá ter mais calma para apostar em bons resultados nas competições internas sem descurar porém bons resultados lá fora.

Mesmo perante o dinheiro amealhado na participação na Liga dos Campeões e as vendas que o clube tem realizado nas últimas épocas, o Braga ainda não assume como um clube que possa descartar vender as suas jóias da coroa. Vai conseguindo aguentar (mediante as suas possibilidades) o máximo de valor que puder nas suas fileiras, apostando quase sempre numa política de contratações de qualidade a baixo custo em clubes portugueses.
Por mais um ano, esta política manteve-se. Mesmo perante a saída de Rodriguez para o Sporting, Silvio para o Atlético de Madrid (dizia-se que estava a caminho do Porto) Paulão para o Saint Ettiène, o Braga perdeu nos últimos anos todo o seu forte, a sua defesa.
Jardim não hesitou em contratar jogadores de qualidade a baixo preço com o aval de confiança e conhecimento sobre os atletas. Assim para a defesa, os bracarenses contrataram Rodrigo Galo ao Gil Vicente, o central Nuno André Coelho ao Sporting, Baiano, Imorou e o poderoso Paulo Vinícius, mais um central que irá dar que falar nos próximos tempos. Não deixa porém de ser uma defesa nova, que poderá demorar alguns jogos a adaptar-se ao jogo em conjunto. Leonardo Jardim já afirmou que a sua equipa poderá render muito o futuro.

No meio campo, Jardim contratou um jogador que há muito se tinha comprometido com o Braga, o Líbio Djamal (ex-Beira-Mar) homem que irá dar muito músculo ao meio-campo dos minhotos. Djamal é portanto um dos jogadores mais fortes fisicamente que vi actuar em Portugal. Junta-se à qualidade de Hugo Viana, Márcio Mossoro, Custódio, Leandro Salino e Pizzi, jogador que será claramente um dos melhores homens do campeonato desta época pelo virtuosismo que parece querer mostrar. Relembro que durante o defeso se falou que este jogador poderia sair para o Dinamo de Moscovo por 7.5 milhões de euros.

Dispensado pelo Benfica, mudou-se de armas e bagagens para Braga onde cumprirá a vontade de continuar a ser profissional de futebol. Novo desafio para o avançado que surpreendentemente foi chamado por Paulo Bento para o amigável da próxima semana da Selecção Nacional. Aquando da sua contratação, António Salvador foi peremptório ao afirmar que a contratação de Nuno Gomes não se tratava apenas de um fenómeno desportivo “visto que o futebol vai muito mais além do âmbito desportivo”. Fez muito bem. A experiência de Nuno Gomes será muito valiosa para o clube assim como a sua vontade de voltar a brilhar depois de um ano em que foi descartado no Benfica.

Na frente, o Braga é uma equipa recheada de talento num misto de juventude e experiência. Nas alas, os jovens Ukra e Hélder Barbosa darão rapidez e criatividade aos flancos na companhia dos veteranos Alan e Paulo César. No centro do terreno, Nuno Gomes, Meyong, Lima e o cabo verdiano Zé Luis tentarão ser os bombardeiros de serviço da equipa.

Estou portanto com curiosidade para saber como se vai apresentar este novo braga. Os alicerces estão montados para a prova de fogo de Jardim no futebol português. Espero que o madeirense possa fazer tão bom percurso no Braga como fez no Beira-Mar.

Por falar em Beira-Mar

Depois de meio ano no comando técnico do Beira-Mar que serviu para tomar conhecimento de todas as realidades do clube. Rui Bento prepara-se claramente para executar trabalho na equipa aveirense da qual, perdõem-me, sou sócio.

O defeso do Beira-Mar ficou claramente marcado pois dois acontecimentos: a constituição de uma sociedade anónima desportiva na qual se acertou o investimento do Iraniano Majid Pishyar (ver categoria Beira-Mar) sendo que a SAD será registada na próxima segunda-feira e as saídas do clube de jogadores muito importantes na campanha da época passada.

Tímbre do clube aveirense nos últimos anos fruto das dificuldades financeiras que atravessa, cada defeso é obviamente marcado por autênticas limpezas de balneário, visto que o clube depende muito de jogadores emprestados e tem claras dificuldades em segurar os seus melhores jogadores perante o assédio de equipas com maior poderio. Esta época não foi excepção. Sai uma equipa inteira, entra outra.

Saem jogadores importantes como Renan, Djamal, Leandro Tatu, João Luiz, Ruben Lima, Wilson Eduardo e Élio que não foi feliz no regresso a Aveiro. De forma estranha também sai um Ruben Lima, jovem promissor, a custo zero para o campeão croata Hadjuk Split sem ter sido utilizado por Rui Bento quando era uma das apostas de Leonardo Jardim até Fevereiro. Outros jogadores saem depois de passagens poucos felizes, casos de Wang Gang e Sérgio Oliveira (regressou ao Porto).

Entram outros jogadores onde se destacam Djiman Koukou (ex-Creteil) jogador que tem sido apontado na pré-época como um jogador que domina muito bem o meio campo, Alex Hauw (ex-Naval) um centro campista muito versátil e que transporta muito bem a bola na transição defesa-ataque, o Alemão Dominic Reinold (repescado no futebol americano) homem que terá a missão de marcar golos, Siaka Bamba (emprestado pelo Guimarães) tendo a missão de fazer esquecer Djamal visto que apresenta mais ou menos as mesmas características do Líbio que agora foi jogar para Braga, Cristiano (ex-Sporting), Zhang (ex-Leiria) e Douglas por empréstimo do Vitória de Guimarães.
Com menos visibilidade apresentam-se os reforços Edson, Joãozinho, João Pereira, Olivier (todos defesas) e Nildo Petrolina numa equipa que já pode contar com o avançado Dudu após o atleta ter ficado 6 meses sem jogador devido a falta de inscrição por falta de envio do certificado internacional do clube brasileiro onde jogava.

Da época transacta mantém-se os experientes Pedro Moreira, Yohan, Hugo, André Marques (não tem lugar nesta equipa do Beira-Mar e em nenhuma da primeira liga) Artur, Rui Sampaio, Rui Rego, Paes e Jaime.
Com futuro incerto no clube continuam os guarda-redes Renato e Jonas Mendes, o defesa Tinoco, os médios Tiago Barros, Bornes, André Sousa e Ricardo Dias (deverão ser novamente dispensados) e o avançado Serginho.


Só a vitória nos satisfaz. C´mon Yellows!

Não tendo a qualidade do plantel do ano passado, o plantel desta época do clube aveirense não é mau de todo. Não dá para grandes gastos e só o decorrer do tempo poderá avaliar o trabalho da equipa e do técnico Rui Bento, cuja qualidade continuo a apelidar de muito duvidosa para treinar qualquer clube da 1ª Liga. Mesmo perante o cenário de um investimento interessante por parte do Iraniano Pishyar, o clube terá que viver de acordo com as suas possibilidades e fazer o melhor possível com o que tem. O melhor possível será uma época tranquila à semelhança da época passada e quiçá fazer uma boa taça de portugal e uma boa taça da liga. Se tal for cumprido, a época do Beira-Mar pode dizer-se como cumprida.

Vitória de Guimarães

Olhos na Europa. No Vitória de Guimarães trabalha-se para atingir o objectivo europeu. É claramente o lema de um clube que apesar da infelicidade de ter caído na 2ª liga em 20052006 é um dos únicos clubes do futebol nacional que luta sempre para atingir objectivos altos.

A receita mantem-se. Manuel Machado e contratações de enorme qualidade apesar da instabilidade ao nível de plantel que acontece no Vitória no fim de cada época. A exigência de objectivos a cumprir assim o obriga. O Vitória procura o melhor e como tal precisa sempre de melhorar as suas equipas. Daí que a cada defeso sejam sempre muitos aqueles que saem (ora para clubes de maior dimensão em virtude de boas prestações, ora porque não cumpriram os objectivos que lhes eram designados) e aqueles que entram para ajudar o Vitória a entrar no top-5 da liga portuguesa.
O Vitória entra na época 20112012 com muitas caras novas, grande parte delas desconhecidas do público portugues mas cujas contratações são resultantes de critérios elevados de exigência.

A baliza continua entregue a Nilson.

Na defesa, algumas mudanças em relação à época transacta. Entra Rodrigo Defendi (a maior contratação do Vitória esta épocaantigo jogador de Paraná, Palmeiras, Udinese, Cruzeiro, Tottenham AS Roma) jogador que aos 25 anos ainda tenta uma afirmação na Europa, o central Marroquino Addoua, que já passou por clubes como o Lens e o Nantes. Juntam-se aos laterais direitos Alex e Tony, aos jovens centrais Freire e N Diaye (Freire é um jovem jogador com muito mercado lá fora) ao experiente central João Paulo e aos laterais esquerdos Anderson Santana e Bruno Teles. Manuel Machado parece ter aqui muitas opções de qualidade para a defesa.

Pedro Mendes regressa ao seu clube do coração após passagens por FC Porto, Portsmouth, Tottenham, Rangers e Sporting. Uma carreira de ouro para um médio de luxo que deixa saudades em todos os clubes por onde passou.

No meio campo, Pedro Mendes regressa à cidade berço depois de ter rescindido com o Sporting. Atacado por muitas lesões no último ano, o experiente médio tenta novamente voltar às grandes exibiçõesjogar. Entra também o jovem Uruguaio de 20 anos Jean Barrientos, Leonel Olimpo (médio que se destacou ao serviço do Paços de Ferreira) regressa Henrique Dinis, médio talentoso que teve por empréstimo na equipa B do Deportivo. Juntam-se a Rafael Crivellaro, ao experiente João Alves e aos alas Renan Silva e Edson Sitta. Fora do plantel de Manuel Machado ficou Siaka Bamba, emprestado ao Beira-Mar. O Beira-Mar teve imensa sorte em receber um jogador que tem lugar de caras neste plantel vitoriano, que este ano ficou órfão do seu histórico trinco Flávio Meireles, que acabou carreira.

Para as alas e para a frente do ataque, Manuel Machado dispõe de muitas soluções atacantes que dão muito poder ofensivo a esta equipa.
Para as extremidades do ataque, Tiago Targino, Faozi, Paulo Sérgio e Maranhão. Todos são muito rápidos, muito fortes a ganhar a linha para cruzar e podem incutir bastante fantasia no ataque vitoriano. Na área, estarão Edgar Silva, o Argelino Soudani (jogador que promete muito vistas as intensas negociações que o vitória teve na sua contratação) o boliviano Saucedo (outro reforço) e a dupla William e Marcelo Toscano, dois jogadores que ainda tentam a sua afirmação definitiva no clube vitoriano. William é um avançado mais móvel enquanto Toscano é um jogador universal que pode actuar ora a extremo, ora a 10, ora a 9. Toscano é um jogador com algum potencial e até começou da melhor forma a sua carreira na liga portuguesa com um hat-trick na 1ª jornada da liga 20102011 mas com o tempo veio a ter menos importância na carreira vitoriana.

Perante este tipo de soluções no seu plantel, o vitoria prepara novo assalto à Europa. Finalista vencido da Taça do ano transacto tentará obviamente igualar ou melhorar o pecúlio na Taça e quiçá vencer hoje o FCP na supertaça. Tentará ir o mais longe possível na Liga Europa, sabendo de antemão que a própria qualificação para a fase de grupos será muito complicada visto que no playoff de apuramento vai medir forças com o poderoso Atlético de Madrid.

Alvo de investigações do Ministério Público, o histórico presidente dos Nacionalistas é suspeito de corrupção fiscal num dossier onde até membros do governo regional madeirense estão a ser investigados.

O Nacional de Ivo Vieira foi a primeira equipa da 1ª liga a iniciar o seu trabalho. Devido à participação precoce na 2ª pré-eliminatória da Liga Europa onde os nacionalistas bateram os Islandeses do FH com um total de 3-1 nas 2 mãos e na 3ª onde o clube madeirense não deu hipóteses ao Hacken da Suécia com um compto geral de 4-2 (vitória 3-0 em casaderrota 2-1 fora) a equipa do arquipélago da Madeira teve que iniciar a sua preparação muito mais cedo que as outras equipas.
Do ponto de vista financeiro isso não impediu um bom reforço da equipa de modo à construção de um plantel competitivo. O Nacional está bem de finanças e tem bons contactos no Brasil, o que lhe permite arranjar rapidamente soluções para o seu plantel. Do ponto de vista desportivo, a competição precoce em relação a todos os outros clubes da Liga não permitiu ao Nacional trabalhar com eficácia as suas soluções e o automatismos de jogo, marcar amigáveis de qualidades contra outras equipas e pode ser um esforço que saia caro à equipa com o alongar da época.

No defeso, poucas saídas do plantel, algumas entradas
Em destaque nas saídas, a do guarda-redes Bracalli para o Porto. Nas entradas, destaque para a contratação de Candeias ao Portimonense e o médio Elizeu do Palmeiras.

Na baliza, com a saída de Bracalli a luta será a três: os brasileiros Elisson e Marcelo Valverde e o jovem montengrino Giljen.

Na defesa, muita qualidade como é apanágio do Nacional. Felipe Lopes, Tomasevic, Danielson, Claudemir e Nuno Pinto permanecem no clube.

No meio-campo, exceptuando as entradas de Elisson e Candeias , fica mais ou menos tudo na mesma: permanencias dos criativos Mihélic, Juliano e Skolnic, dos lutadores Luis Alberto e Todorovic e do rápido João Aurélio.

Para a frente, soluções como Mateus, Diego Barcellos, Mário Rondon (contratado ao Paços) Anselmo, Edgar Costa e os reforços André Recife e Oliver. Tirando os contratados, são todos jogadores muito rápidos, muito versáteis e sempre com os olhos postos na baliza.

O Nacional terá novamente o objectivo de ficar no top-5 da liga portuguesa e tentará fazer melhor que o que tem feito nas últimas épocas na Liga Europa (no playoff joga contra o Birmingham da 2ª divisão inglesa) na Taça e na Taça da Liga.
A choupana será novamente sinónimo de dificuldades para as equipas do continente assim como a equipa madeirense deverá prometer novamente bons resultados fora da ilha.

A União de Leiria inicia a época 20112012 mergulhada em polémica. Dificilmente voltará a jogar no Estádio Magalhães Pessoa, à venda 7 anos depois do euro 2004

Defeso muito complicado para a União de Leiria de João Bartolomeu. Aliás, os defesos complicados começam a ser imagem de marca do clube do lis. Ora se despedem treinadores na fase de preparação da equipa, ora se encontram contratos desportivos fraudulentos, ora a equipa muda de cidade pois rejeita continuar a jogar no estádio municipal.
Culpa disso o facto da equipa assumir uma espécie de duas direcções: a do clube e a da SAD. Culpa do facto dos poucos sócios leirienses continuarem a confiar os destinos do clube a uma espécie de ditador chamado João Bartolomeu.

Sou muito sincero quando falo da União de Leiria. É um clube que não tem a ponta que se lhe pegue. Não tem capacidades para andar pela 1ª liga, não tem adeptos, não tem uma época estável ao nível de organização interna, não tem capacidade por lutar por nada. Existem muitos clubes na 2ª liga e até na 2ª divisão B que metem mais gente nos estádios e tem mais capacidade financeira e estrutural para a 1ª liga do que a União de Leiria. Tais factos fazem-me acreditar que mais ano ou menos ano a União cairá por aí abaixo no futebol português.

Pedro Caixinha resistiu ao defeso. É praticamente uma novidade na turma leiriense, após as demissões de treinadores nos últimos defesos.
A direcção Leiriense brindou o jovem treinador com muitos reforços. Muita quantidade pouca qualidade. Entraram Chula (ex-Porto) Luis Leal, Diego Gaúcho, Pedro Almeida, Manuel Curto, Basso Tiago Terroso, o francês Eirchot, Zahovaiko, Abubakar, o experiente central Hugo Alcântara, Bruno Moraes, Djaniny, Ivo Pinto, Jô, Élvis, José Henrique, Shaeffer, Maykon (ex-Paços) e Francisco Júnior. Muita juventude, muita inexperiência, muito tiro no escuro. De todos estes reforços apenas é certo que 4 jogadores estejam capazes de enfrentar um ritmo de 1ª liga. São os casos de Manuel Curto, Hugo Alcântara, Bruno Moraes e Maykon. O resto são autênticos tiros no escuro ou jogadores que não demonstram talento para estas andanças.

Como se tal não bastasse, o Leiria não conseguiu segurar jogadores como Bruno Miguel, Vinicius, Mika e Mamadou Tall.

Actualmente o plantel leiriense ainda não sofreu dispensas e continua a trabalhar com 36 atletas sendo que muitos serão dispensados nas próximas semanas.
Todavia, não gabo muita sorte a Caixinha este ano. No meu entender, a União é desde já candidata à descida.

Pedro Emanuel estreia-se na Académica

Ao contrário das últimas épocas, a palavra estabilidade é a palavra chave que marca a apresentação da Académica. A estabilidade, a rápida tomada de decisões e a confiança podem levar a Briosa a altos voos.
José Eduardo Simões apadrinha a estreia como técnico principal a Pedro Emanuel, sendo que o objectivo claro da Briosa continuará a ser os primeirosPelo contrário apresenta-se a Académica. 7 lugares da liga Portuguesa, objectivo que já tem barbas de velho mas que tem sido fracassado nas últimas 56 épocas. No entanto, ao contrário das últimas épocas, tirando a mudança de treinador (Emanuel substitui Ulisses Morais que esteve em Coimbra só de passagem) o plantel continua basicamente o mesmo o que é de facto um bom sinal para o arranque da nova época dos estudantes.

Algumas saídas de relevo que já eram previstas pela direcção da Briosa, casos de Sougou para o Cluj da Roménia, de Pedrinho para o Lorient de França, de Nuno Coelho para o Benfica. regresso de Addy ao clube de origem após empréstimo aos estudantes, de Amaury Bischoff para o Dinamo de Bucareste e do Panamiano Garcés após passagens decepcionantes pela briosa e de Miguel Fidalgo para o Vitória de Setúbal após passagem risonha por Coimbra.

Entraram Rui Miguel (ex-Kilmarnock) dos antigos Navalistas João Real e Marinho, jogadores que vão acrescentar algumas experiência e qualidade ao colectivo, Adrien e Diogo Valente ficam na Briosa que também recebe Cedric do clube de Alvalade, jogar que pelo seu talento irá tentar jogar mais aproveitando a saída de Pedrinho para o Lorient.

O núcleo duro do plantel da época passada continua: o guarda-redes Peiser, os defesas Orlando, Berger e Helder Cabral, os médios Diogo Melo, Diogo Gomes, Diogo Valente, Hugo Morais e o ponta de lança Éder, jogador do qual admiro o seu potencial.

Analisando o potencial desta equipa da Académica é caso para dizer que Pedro Emanuel terá aqui um plantel com muito potencial para um ano de afirmação na Liga. Acredito que este plantel poderá chegar a um lugar europeu, desejo que já afirmei ser muito procurado para os lados de Coimbra.

Zeca – Do Casa Pia para o Panathinaikos com escala em Setúbal. O exemplo claro que existem muitos jovens jogadores a jogar pelas divisões inferiores com mais qualidade do que muitos estrangeiros contratados pelas equipas de 1ª liga.

O Vitória de Setúbal é novamente uma equipa em apuros.
As dificuldades financeiras não deixam os sadinos pensam em mais do que fugir novamente à despromoção. No entanto, a direcção vitoriana faz das tripas coração para conseguir arranjar planteis simpáticos que lhe garantem épocas onde o objectivo da manutenção é sempre atingido. Parece-me ser novamente o caso desta época.

Saídas imprevistas de Regula para o Catania e de Zeca para o Panathinaikos de Jesualdo Ferreira, transferências que aliviaram as dificuldades nos cofres do clube sadino. Saída mais ou menos prevista de William para o homónimo de Guimarães,
Bastantes entradas que dão coesão ao plantel treinado por Bruno Ribeiro, glória recente do clube como os casos do avançado Miguel Fidalgo (ex-Académica) Bruno Amaro (ex-Nacionaltenta relançar a carreira após anos apoquentados por várias lesões) Tengarrinha, Rafael Lopes (ex-Varzim) e Igor (ex-trofense).

O cumprimento dos objectivos desta época será portanto mais fácil para Bruno Ribeiro do que foi para o seu antecessor Manuel Fernandes. Um nucleo duro constituído pelo guarda-redes Diego Silva, pelos defesas experientes Ricardo Silva, Miguelito, Ney Santos, Tengarrinha e Anderson do Ó, pelos médios Jorge Gonçalves, Bruno Amaro, José Pedro, Djikiné, Hugo Leal e Neca e pelos avançadosextremos Pitbull, Miguel Fidalgo, Rafael Lopes e Bruno Severino dão garantias de uma época tranquila ao Vitória, que até poderá aproveitar para explorar as taças, provas onde o Setúbal já fez história nos últimos anos.

Rio Ave

Carlos Brito também tem um forte Rio Ave à sua disposição.
Algumas saídas no clube não apoquentam o experiente treinador. Saíram Cícero para o Paços de Ferreira, o experiente médio Ricardo Chaves, o prodígio Júlio Alves (irmão de Bruno Alves e Geraldointernacional sub-20) para o Atlético de Madrid e Bruno Gama para o Deportivo. Entram jogadores como Pateiro, o experiente Jorginho (ex-Portoestava no Gaziantespor da Turquia) e Yazalde permanece novamente por empréstimo do Braga. Não são jogadores que venham trazer mais qualidade do que os que saíram mas são jogadores que acrescentam muita experiência a uma equipa já de si muito experiente. Basta apenas ver os jogadores do Rio Ave que tem mais de 30 anos: Paulo Santos, Milhazes, Gaspar, Zé Gomes, Jorginho, Pateiro e João Tomás.

Permanecem também Tiago Pinto, Jefferson, Tarantini e Vitor Gomes (não consigo perceber como é que este jogador continua no Rio Ave dado o seu talento) Braga e Bruno China (jogadores muito importantes nesta equipa) Wires (acabou por permanecer) Fábio Felício e Saulo.

Com este plantel, dúvido que Carlos Brito tenha dificuldades em cumprir os objectivos de manutenção da equipa.

Marítimo

Na outra equipa da Madeira, o Marítimo, como é hábito, muitas saídas e muitas entradas. O objectivo é expresso: atingir novamente a Europa!

Pedro Martins continua no comando da equipa madeirense.

Saídas de jogadores muito importantes nas últimas épocas do clube, casos de Djalma e Kléber para o FC Porto como há muito era anunciado e do guarda-redes Marcelo Boeck para o Sporting. Tirando as saídas mais que previstas dos 3 jogadores, o Marítimo continuo a contar com a sua espinha dorsal, o que garante bastante estabilidade ao seu treinador.
O histórico Bruno abandonou o Marítimo aos 37 anos e após 13 épocas intercaladas com a camisola verde-rubra ao peito que apenas foram interrompidas por um ano de empréstimo ao Camacha e os anos em que esteve no FC Porto e no rival Nacional da Madeira. O médio prossegue carreira no vizinho União, recém promovido à Liga Orangina.

Regressos de Olberdam do Rapid de Bucareste após experiência muito pouco conseguida na liga romena e de João Luiz do empréstimo ao Beira-Mar. O avançado Pouga também regressa ao futebol português depois de ter estado 2 épocas na Roménia e tem a missão de substituir Kléber. Contratação de Salin à Naval para render a saída de Boeck e a contratação de 4 jovens jogadores Nigerianos cujo potencial é totalmente desconhecido: Taiwo Olayiwola, Abuchi, Udojoh e Obayomi.

Na baliza, Salin irá rivalizar pela titularidade com Peçanha. São dois excelentes guarda-redes. Na defesa, as permanências de Robson, Roberge, Luis Olim, Briguel e João Guilherme garantem raça, experiência e eficácia. No meio campo pouco ou nada muda: Marquinho, Roberto Sousa, Rafael Miranda e Selim Benachour recebem os regressos de Olberdam e João Luiz a uma casa que bem conhecem e de Anibal Domeneghini, argentino que actuava no campeonato chileno que é rotulado como um jogador muito veloz e técnicamente interessante.

Na frente Pouga, Danilo Dias e Baba terão a missão de fazer esquecer a dupla Kléber e Djalma, se bem que o Brasileiro já não foi tão importante na época passada como tinha sido em 20092010 devido ao diferendo que mantinha com o Marítimo pela não-concretização da transferência para o Porto no verão de 2010.

Época tranquila também é o que esperam os dirigentes do Paços de Ferreira.
Não é um candidato natural à Europa, mas um clube capaz de facilmente terminar na primeira metade da tabela da Liga, podendo aventurar-se facilmente nas taças.

Depois de ter sido muito elogiado no seu primeiro ano de trabalho no Paços de Ferreira e de até ter recebido convites para treinar equipas mais fortes, Rui Vitória deverá querer incutir uma maior evolução no clube Nortenho. Vitória já provou que é um treinador muito racional que gosta de colocar as suas equipas a jogar um bom futebol.

É certo que esta época sofreu alguns revezes ao nível de saídas, casos de Leonel Olímpio, Maykon, Mario Rondon, David Simão, Nélson Oliveira, Baiano, Bura, Samuel, Pizzi e Amond. Meia espinha dorsal da época passada saiu do clube, facto que não assusta Rui Vitória, treinador habituado por carreira a construir equipas. O treinador e a direcção lançaram-se ao mercado para colmatar as saídas e de acordo com as possibilidades financeiras do clube da capital do móvel reforçaram a equipa com jogadores muito jovens recrutados em divisões inferiores, no Brasil e dois por empréstimo do Porto. Facto que acaba por ser também uma das referencias de Rui Vitória, um treinador que desde os tempos do Fátima na 2ª liga está sempre atento a novos valores que despertam nas divisões inferiores para os conseguir trabalhar e transformar em jogadores capazes de jogar na 1ª liga contra os melhores. Das contratações do Paços, é de destacar então a quantidades de jogadores abaixo dos 23 anos: Eridson (ex-Tourizense) Sassá (ex-Ipatinga) Reinaldo Lobo (ex-Itaúna) Josué (médio centro que estava na Holanda por empréstimo do Porto) Diogo Figueiras (ex-Pinhalnovense) Marcelo Tché (ex-Santa Helena do Brasil) Bacar Baldé (ex-junior do Porto) Carlitos (ex-Oliveirense) Melgarejo (por empréstimo do Benfica). Nomes que decerto causam algum arrepio dada a juventude e a falta de provas dadas no escalão principal do futebol português. No entanto se olharmos ao facto que na época passada Rui Vitória fez evoluir jogadores como Bura, Samuel, Caetano, Pizzi, Mario Rondon, David Simão, Nelson Oliveira, Amond e Javier Cohéne, podemos estar seguros que Vitória compra com algum grau de certeza e é um treinador muito bom a lidar com jovens desconhecidos dos grandes palcos, conseguindo quase sempre que eles evoluam.

A juntar a estas mexidas de defeso, Rui Vitória pode contar com jogadores bastante experientes na 1ª liga como Cássio, Ozéia, André Leão, Manuel José, Filipe Anunciação, Cícero (contratado ao Rio Ave) e com o jovem brasleiro Michel, goleador que deu cartas no Penafiel.

Olhanense

Volta a ser o único representante algarvio nesta liga.
Melhorou significativamente o seu plantel depois de uma época em que a manutenção nunca esteve em risco.
Perdeu Paulo Sérgio para o Guimarães, Carlos Fernandes para a Naval, Maynard, o jovem Joshua Silva e Tiero.
Conseguiu manter Mexer, João Gonçalves (nova dispensa do Sporting) e ganhou Wilson Eduardo, todos por empréstimo do Sporting. Roubou Ventura ao Portimonense por empréstimo do Porto assim como Ivanildo. Tentará recuperar Vitor Vinha (ex-Académica e Desportivo das Aves) jogador que apresentava muito potencial, potencial que nunca fui demonstrado na liga assim como o avançado Zequinha, que depois da formação no Porto e da cena protagonizada no mundial de sub-20 em 2007 se estreia na Liga pela mão do clube de Olhão. Conseguiu também os concursos dos experientes Fernando Alexandre ao Braga e Luis Filipe ao Benfica.

Basicamente, o Olhanense serve de manta de retalhos a jogadores que não conseguiram o seu espaço nos grandes, mas que podem ajudar a equipa algarvia a conseguir os seus objectivos em conjunto com os jogadores que se mantém na equipa, casos de Maurício, Rui Duarte, Ismaily, Nuno Piloto, Toy, Djamir, Dady e Yontcha.

O clube algarvio não terá muitas dificuldades em manter-se na Liga.

Feirense

Segue-se o Feirense. Aveiro voltará a ter duas equipas na Liga, acontecimento que já não se verificava à muitos anos. Penso que a última vez que tal fenómeno aconteceu foi no final da década de 90 com Beira-Mar e Sporting de Espinho. No entanto, pelo que estava a ser demonstrado na luta pela subida na Liga Orangina (Oliveirense, Feirense e Arouca na luta pela subida) era certo o distrito voltar a ter dois representantes na Liga.

Teremos portanto novo derby regional em Beira-Mar e Feirense, derby que motivou uma vez Augusto Inácio (na altura ao comando dos auri-negros) a apelidar o derby “feito para homens da barba rija!”. Nem mais, nem menos.

Depois de 3 épocas a roçar a subida ao principal escalão do futebol português, a turma de Santa Maria da Feira (conhecida por ser a que tinha menos orçamento na 2º liga) aventura-se na Liga, sabendo de antemão que terá que jogar os primeiros jogos em casa em campo emprestado, facto que pode trazer alguma instabiliade à equipa no primeiro terço da época.

O Feirense tem um plantel simpático para abordar a Liga, mas será na minha opinião um candidato à descida. Dos jogadores à disposição do técnico Quim Machado destaque para o experientíssimo guarda-redes Paulo Lopes, para os defesas Jefferon e Luciano, para os médios Ludovic, Diogo Rosado, Cris e Hélder Castro e para os avançados Rabiola, Miguel Pedro e Jonathan.

Gil Vicente

O Gil Vicente é a última equipa deste post.
António Fiuza é um presidente satisfeito com este regresso à Liga. Fez-se justiça tardia em Barcelos.
Vamos ver o que esta jovem equipa de Barcelos poderá fazer este ano. A manutenção não será objectivo fácil.

Na turma de Paulo Alves, destaque para os guarda-redes Jorge Baptista, para os defesas Paulo Arantes e Junior Caiçara, para o médio João Vilela e para os avançados Yero (ex-Porto) Laionel e Hugo Vieira, este último, um jovem que pode ser uma das sensações deste campeonato.

Próxima antevisão: Bundesliga.

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Despedida do Fenómeno

Neymar ainda tentou que o Fenómeno marcasse na sua despedida dos relvados pela Canarinha, mas Ronaldo acabaria por falhar 3 claras chances de golo durante os 15 minutos que esteve em campo.

Foi a despedida de um dos melhores de sempre da história do futebol.

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Contra a crise

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Fonte: The Telegraph

No Parlamento Romeno, a sessão legislativa era crucial para a estabilidade política do país. Em discussão e votação, estava uma moção de censura da oposição ao governo de Emil Boc pelas medidas de austeridade que aplicou no país.

Enquanto o Primeiro-Ministro discursava, das bancadas do Parlamento, um cidadão Romeno de nome Adrian Sobaru protestava contra a retirada de subsídio de desemprego que o estado lhe havia tirado. Com 40 anos e 2 filhos, Sobaru proferiu frases como “Boc, estás a tirar os direitos das nossas crianças” e atirou-se envergando uma camisola onde se lia: “Mataram o nosso futuro”.

Depois da queda, Sobaru foi levado para o hospital onde se encontra com diagnóstico reservado.


Na Grécia, sucessivas greves põem a capital Atenas a ferro e fogo. O Governo de Papandreou não está a conseguir lidar com a extrema oposição dos trabalhadores Gregos e dos massivos movimentos anarquistas Gregos, que quase diariamente tem saído à rua em protesto contra as medidas de austeridade impostas pelo Governo, pelos empréstimos concedidos ao país pelos Estados-Membros da União Europeia e pela entrada do Fundo Monetário Internacional no país.

Todavia, a dúvida já foi lançada para o ar. Papandreou deverá ter sido desonesto com o povo Grego quanto ao que se tem passado na Economia do país nos últimos anos. Segundo o canal televisivo Bloomberg, os antigos governos Gregos “maquilharam” o défice orçamental do país. Com a ajuda do Banco Central Europeu. A estação televisiva tentou provar que Jean-Claude Triche reteve documentos importantes que indiciavam um contrato de derivados para esconder empréstimos de Bruxelas anteriormente concedidos à Grécia antes dos últimos empréstimos por parte dos outros Estados-Membros Europeus e do Fundo Monetário Internacional.

O caso já avançou para o Tribunal-Geral da União Europeia.

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