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os azeiteiros

Musica da terra do Rolando e do Nani.

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clássicos

A propósito de uma portentosa exibição no Dell´Alpi em Turim que redundaria em eliminação para a Inglaterra no campeonato do mundo de 1990 frente à Alemanha, a velha glória do Tottenham Gary Lineker diria uma frase que ficaria gravada na história: “o futebol é 11 contra 11 mas no fim ganha sempre a Alemanha”.

Nos últimos 3 anos, essa frase poderia ser transportada com uma certeira analogia para os duelos decisivos entre Porto e Benfica. São 11 contra 11 mas o Porto leva sempre a melhor.

No entanto, preciso de recordar 2 acontecimentos bem recentes:

O 1º em Guimarães há duas semanas atrás quando Jorge Jesus, na altura saído de uma derrota frente ao Vitória local, quando interrogado pelo jornalista no flash-interview acerca da pressão que o Benfica poderia vir a ter com os 2 pontos de vantagem sobre o Porto, afirmou que não compreendia a pergunta e que a pressão ainda estava virada para o seu rival. Mal sabia JJ do que o esperava na semana passada contra a Académica em Coimbra e do desfecho (trágico) do jogo de hoje.

O 2º é este:

Este Zé Manel Nabo deve estar, como se diz na gíria, com o melão a arder…

Isto porque mal sabia da figura triste que estava a fazer ao gravar este spot. Todavia, tenho em conta que liderança com meia dúzia de pontos no fim da primeira volta já serve para os adeptos do folclore lusitano fazerem a festa e atirarem os foguetes. Não quero no entanto fazer de advogado do diabo…

O tal adversário em falência táctica está a meia dúzia de jornadas de ser campeão nacional e ainda pode roubar o título que pertence por decreto-lei ao Benfica, ou seja, a Taça da Cerveja.

O adversário em falência técnica, embora distante, ainda tem uma brecha para poder ultrapassar o Benfica na classificação, está a poucos dias de um embate excitante com o primeiro da Premier para a Liga Europa e de mal o menos ainda se arrisca (a jogar mal) a fazer a festa no Jamor!

Vamos a factos:

Com ou sem rega no relvado, com luzes apagadas ou contas da EDP por pagar, este balázio de Hulk coroa um jogo de classe mundial e deixa mal na fotografia Emerson. Arrisco-me a dizer que Emerson é aquele jogador que não entra sequer na fotografia do jogo visto que foi “comido de cebolada” pelo seu compatriota.

Jogo de classe mundial.

Ao contrário do que tinha feito em Alvalade em Janeiro, o Porto entrou na Luz ferido na asa. Entrou a atacar (ao contrário de Alvalade onde preferiu jogar um pouco na retranca e apostar no contra-golpe) e entrou a vencer. Perante esta atitude, foi nítida a desconcentração inicial do Benfica nas marcações e no ataque era Aimar quem tentava puxar a carroça… mas sem grande jeito.

Depois do golo do empate por parte de Óscar Cardozo, um golo merecido para o equilíbrio que o Benfica estava a executar na partida. O 2º golo viria a completar o auge da exibição Benfiquista na partida. No entanto, aquele par de contra-ataques perigosos que o Benfica teve na 2ª parte (onde a meu ver não existe qualquer falta nas duas situações) poderia ter sido o fim da linha para o Porto. Já diz o ditado que “quem não marca, sofre”  – e o Benfica acabou por sofrer com aquela deliciosa tabelinha entre James Rodriguez e Fernando. Pode-se por em causa o facto de Witsel estar caído aquando do contra-golpe do Porto? Sim. De quem é a culpa? Segundo as leis da FIFA tem que ser o árbitro a parar a partida. No entanto é nítido que Witsel chega claramente atrasado ao passe e tenta cavar uma falta a Maicon à entrada da área, na mesma linha de uma falta que foi assinalada na primeira parte a Rolando, onde Witsel, adiantando em demasia a bola, limitou-se a provocar o contacto.

Está claro que a partir daí, o Porto agigantou-se, sabendo que poderia sacar na Luz mais do que um empate. Não consigo perceber se Emerson é bem ou mal expulso. É certo que toca em Hulk mas também é certo que Hulk aproveita-se claramente do facto do seu compatriota Emerson já ter um amarelo na partida.

Depois veio o 3-2. E quem diria que o herói desta vez seria Maicon! Sinceramente existem duas irregularidades na jogada:

1ª Maicon e outro jogador do Porto, no momento do passe, estão claramente em fora-de-jogo.

2ª O outro jogador do Porto que se faz ao lance entala Artur na sua pequena área, logo, penso que o árbitro deveria ter assinalado falta sobre o guarda-redes do Benfica. É um lance que me faz lembrar o lance de Luisão contra Ricardo no Estádio da Luz em 2005 que ditou praticamente o título desse ano para o Benfica. No entanto, na altura, alguns amigos benfiquistas disseram-me que o lance era limpo… o futebol é mesmo assim: mesmo quando não esperamos, a história repete-se mas contra a nossa equipa.

No entanto, urge-me para finalizar fazer mais algumas menções, reparos, elogios e críticas:

1º – Muitos portistas criticam Vitor Pereira, muitos benfiquistas andaram semanas a ironizar Vitor Pereira. No entanto aqui se vê a organização do porto. Com ou sem o dedo do treinador, mesmo a 5 pontos os Portistas nunca baixaram os braços em relação ao objectivo do título e vieram à Luz jogar para ganhar contra um Benfica que está claramente em perda: tanto ao nível de caudal de jogo como ao nível físico e psicológico.

2ª – Helton. Teve uma exibição muito segura. Não teve culpa nos golos e sempre que chamado esteve ao seu melhor nível. O exemplo disso foi o último livre dos encarnados na partida.

3ª James Rodriguez e Hulk: Em forma, são dois diabretes nas alas do Porto. Dois golões que coroaram duas grandes exibições.

4ª – Witsel – O Belga fez um excelente jogo. Anulou a influência de Moutinho nos dragões e sempre que pode saiu com a equipa no contra-golpe. No entanto, o Belga peca pela palhaçada que fez em dois lances onde poderia ter feito bastante melhor. Optou por atirar-se ao chão.

5ª – Jorge Jesus – O peixe morre pela boca. Há 3 semanas disparava balas contra toda a gente. Hoje saiu triste do seu próprio Inferno. Lançar Nelson Oliveira nas horas em que lançou revela pouquíssima ambição até quando a equipa alinhava num certeiro contra-golpe a meio da 2ª parte. Atacar o rival como meio de defesa nunca é a melhor opção. Arrisca-se a não vencer nada esta época. O futebol português fica mesmo uma treta, mas com gentalha como Jorge Jesus.

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futeboladas

Breves comentários aos 4 jogos da Liga dos Campeões e ao jogo do Porto em Manchester.

Começando pela Champions:

Mourinho e os seus pupilos saíram do terrível Luzhniki com um saboroso empate, que apesar de tudo poderia ter dado algo mais.

O empate a 1 bola não deixa de ser um bom resultado para o Real. Metade da tarefa cumprida, num campo sempre difícil contra uma equipa bastante fresca nas pernas dada a interrupção de 2 meses das competições russas.

Domínio claro do Real durante toda a partida perante um CSKA apostado em defender o máximo possível e sair no contra-golpe sempre que possível. Um ronaldo endiabrado que marcou de forma sublime numa jogada onde se podem apontar duas infantilidades da defesa russa. Na 2ª parte, tanto Ronaldo como Callejón poderiam ter selado o fim da eliminatória. Quis o destino que os Russos, na última jornada do encontro, subissem à àrea madridista para fazer estragos com o Sueco Wernebloom em destaque. Muitas culpas para a defesa madridista que não conseguiu aliviar a bola.

Do San Paolo, 3-1 para a equipa da casa numa autêntica lição de catennacio e contra-golpe a um indefeso Chelsea que deixa AVB cada vez mais fragilizado no seu comando técnico.

Walter Mazzarri como se impunha voltou a apostar no clássico 3x5x2, fazendo cortar as linhas de passe do meio-campo dos londrinos e apostando em rápidas situações de contra-golpe onde Christian Maggio à direita e Zuñiga à esquerda foram peças chave. Hamsik, Lavezzi e Edinson Cavani deram água pela barba à defesa londrina e Paolo Cannavaro mostrou uma exibição muito solida, colocando Drogba como um mero espectador no jogo. O central (irmão de Fabio Cannavaro) apenas errou no primeiro golo dos italianos.

Juan Mata ainda pôs os londrinos em vantagem mas rapidamente o Napoli haveria de tomar conta das operações de jogo. O 2º golo, por intermédio de Cavani é claramente duvidoso mas não consegui perceber se o internacional uruguaio marcou com o braço ou com o peito.

Na 2ª parte, o Chelsea foi mais acutilante perante um Napoli que decidiu defender a sua vantagem. Numa jogada de contra-golpe, o Napoli haveria de colocar o resultado final em 3-1.

Com 2 golos de desvantagem, o Chelsea não está irremediavelmente fora da Champions, mas, a tarefa não será propriamente fácil. Conhecendo este Napoli (em clara ascensão de forma), Mazzarri deverá querer ir a Londres defender a sua vantagem e voltar a apostar no contra-golpe para surpreender os londrinos.

Na ronda de quarta-feira, duas surpresas:

No Saint Jakob´s Park de Basileia, uma grande jogada de Cabral deu ao jovem Valentin Stocker a oportunidade de colocar o Basileia em vantagem na 1ª mão da eliminatória contra o Bayern.

Mais uma vez, esta jovem equipa Suiça demonstrou o seu enorme potencial na europa.

1-0 é uma magra vantagem para enfrentar o jogo do Allianze-Arena. Serão os jovens suiços capazes de segurar o golo de Basileia em Munique?

No jogo (chato, diga-se) do Velodrome em Marselha (do qual não disponho de imagens para já), o Marselha bateu o Inter por 1-0 com um golo de André Ayew. O Inter esteve mais forte durante os 90 minutos e criou mais oportunidades de golo. Forlán teve um bom duelo com o guardião Steve Mandanda. O guardião francês levou a melhor por duas vezes.

O Marselha cumpriu a sua tarefa em casa. Mas a eliminatória vai viva para Giuseppe Meazza.

Liga Europa:

Noite chuvosa e triste (para o futebol português) em Manchester.

Uma pergunta assola a Europa do futebol: haverá alguma equipa capaz de travar este Manchester City na Liga Europa?
Uma outra pergunta que me assola pessoalmente: Será o Sporting (caso passe amanhã) capaz de sair do City of Manchester com menos de meia dúzia dentro da baliza?

A seu tempo penso que teremos respostas para estas perguntas.

4-0. O resultado que previa para esta partida em algumas conversas que fui mantendo com amigos durante a semana. Um Manchester City a jogar à italiana e a mostrar requintes de malvadez perante um desinpirado Porto que voltou a arriscar jogar sem um ponta-de-lança fixo.
Qualquer ímpeto inicial que o Porto tivesse para oferecer foi logo aniquilado por uma infantilidade da sua defesa. Noite para esquecer para os comandados de Vitor Pereira. Alvaro Pereira não apareceu na partida, muito por culpa do facto de ter um James Rodriguez à sua frente que pouco ou nada tocou na bola. Maicon foi pouco lesto a defender e no ataque apenas se mostrou num centro interessante para o golo bem anulado a James Rodriguez. Rolando foi expulso no 2º golo dos Citizens por motivos que me espantam. Otamendi esteve desconcentrado e acabou por levar uma botifada em cheio na cara de um colega de equipa, neste caso, do temível Maicon.

Hulk esteve ausente em toda a eliminatória. Valeu Moutinho, um pouco sugado pela esfera de influência de Yayá Toure no meio campo dos homens de Manchester. Yaya é aquele jogador que tanto aparece a limpar a sua zona, como de repente, marca os tempos de transição entre a defesa e o ataque ou aparece na área a tentar finalizar jogadas.
Silva é o ratinho obreiro que qualquer treinador quer ter na sua equipa. Fura defesas inteiras com a bola e sente-se confortável quando na área vê gabaritos de finalização como Aguero, Dzeko ou Mario Balottelli.

Este City é uma equipa chata. Tanto tem de colectivo como de forças individuais. Desiquilibradores não faltam. É uma equipa que sabe medir os tempos de jogo, e sabe quando imprimir velocidade para suplantar as defesas adversárias ou diminuir a velocidade de jogo para adormecer o mesmo.

Eliminatória justíssima.

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Apatia

Domingos Amaral parecia adivinhar, no seu artigo dominical no Jornal Record, a noite fria de Copenhaga.

Concordo na íntegra com o texto do colunista.

Em Copenhaga, perante um jogo de tudo ou nada para o futebol português, a nossa selecção voltou a dar-nos mais do mesmo: o apuramento será discutido in-extremis no playoff final. Perante a qualidade e a competitividade deste grupo e desta fase de qualificação (basta apenas dizer que selecções como a Estónia, a Arménia que eram selecções que há 10 anos atrás eram goleadas em todos os jogos, estiveram perto dos playoffs) foi uma sorte escapar à eliminação com resultados como os que a nossa selecção teve: um empate caseiro contra Chipre, uma derrota na Noruega e na Dinamarca.

Entramos em campo com vários jogadores a menos. Rolando não está em forma. Não está no clube, muito menos na selecção. Ricardo Carvalho faz falta. Pepe faz falta. Eliseu fez um excelente jogo contra a Islândia mas hoje viu-se que é jogador para jogos pequenos. Contra a Dinamarca, tremeu e de que maneira. Meireles ainda não atingiu o seu pico de forma. Nani e Ronaldo foram inconsequentes e individualistas. Carlos Martins foi nulo e em condições normais não tem lugar nesta selecção. Postiga foi inexistente. Escapou portanto a excelente exibição de Moutinho.

Apatia. É a palavra que me ocorre para classificar os 90 minutos da selecção em Copenhaga. Com a defesa a meter água por todos os cantos (ocorre-me um lance já com o 2-0 onde Eriksson dá um nó a Rolando em plena área) o meio-campo foi lento a fornecer bolas ao ataque e o ataque foi demasiado individualista e incipiente na criação de jogo.

2-1 é um resultado simpático demais para aquilo que fizemos em Copenhaga. Acordamos aos 78″ quando já era tarde. E mesmo a perder não fizemos muito mais para chegar ao empate.

Merecemos ir ao playoff. A jogar assim, como diz Domingos Amaral: “já é muito bom irmos ao Euro”.

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futeboladas

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/KSZ92cYPMtnqrkmIsnKo/mov/1

A contenda não roçou o sofrimento, mas, a selecção voltou a ser pouco incipiente do ponto de vista defensivo. Dos 10 golos sofridos nesta qualificação, para uma selecção que está nos píncaros do futebol mundial, é caso para dizer que roça o ridículo o facto de Portugal ter concedido 7 em casa frente a Islândia e Chipre.

Da 1ª parte ressalta um 3-0 “de enfiada” perante uma selecção cujo modo de actuar no Estádio do Dragão gerou alguma confusão no jogo português nos primeiros minutos da partida, tendo os dois golos de Nani conseguido desbloquear a situação.

Do 3-0, passámos a 3-2 no decorrer da 2ª parte. Valeu o golo de Moutinho para devolver algum conforto à turma lusa. Para a retina fica o 5º golo, autoria de Eliseu, coroando uma excelente exibição do lateralala esquerdo do Málaga. O jogador Açoreano, de ascendência Cabo-Verdiana, mostrou-se como uma boa alternativa no flanco esquerdo da selecção lusa perante a ausência do intocável Fábio Coentrão.

Pela negativa, Rolando fez uma exibição para esquecer e foi lento a reagir nos lances dos golos da Islândia.

Em Chipre, a Dinamarca cumpriu a sua tarefa e venceu a equipa Cipriota por claros 4-1. Golos de Jacobsen, Krohn-Dehli e Romedahl (2) nos primeiros 20 minutos da partida arrumaram a questão para o lado Dinamarquês e acirraram a qualificação portuguesa para o jogo de terça-feira em Copenhaga.
As contas são simples: à selecção de todos nós, basta vencer ou empatar na terça. Em caso de derrota, iremos para o playoff a não ser que o resultado nos seja desfavorável por 3-0 e que a Suécia possa vencer a Holanda.

Nos outros grupos:

Grupo A

A oleada máquina bávara do Bayern de Munique foi a Instambul complicar em muito as contas da Turquia nesta fase de qualificação. Bastian Schweinsteiger, Mário Gomez e Thomas Muller deram uma vitória por 3-1 à já qualificada Mannschaft no inferno da Turk Telecom Arena.

O primeiro golo de Mário Gomez aos 36 minutos é de um fantástico trabalho do avançado do Bayern, um trabalho que não é nada comum ao modo de actuar e às características do avançado alemão.

A Bélgica, como lhe competia devido à situação de desvantagem pontual em relação aos turcos, cilindrou o Cazaquistão por 4-1 num jogo em que Axel Witsel foi titular e Steven Defour entrou aos 75 minutos para o lugar do veterano Timmy Simons, homem que inaugurou o marcador para os belgas ainda na primeira parte de grande penalidade. Hazard, Kompany e Marvin Ogunjimi marcaram os outros tentos belgas.

No outro jogo do grupo, a Austria foi ao Azerbeijão golear por 4-1.

As contas do grupo só irão ser finalizadas na última jornada. A Alemanha já está qualificada com os seus 27 pontos (9 vitórias em 9 jogos). A Bélgica está em 2º com 15 e a Turquia em 3º com 14. Na última jornada, em teoria, o calendário é favorável aos turcos. A Turquia fecha a qualificação em Instambul enquanto a Bélgica terá que fazer pela vida na visita ao LTU Arena em Dusseldorf para defrontar a Alemanha.
As contas são simples: em caso de vitória Belga em território alemão, qualifica-se a selecção de Witsel e Defour. Em caso de empate ou derrota belga e vitória turca, os turcos qualificam-se. Os Belgas poderão passar caso empatem e os turcos não vençam o Azerbeijão.

Grupo B

Num grupo muito complexo e equilibrado, a Rússia poderá ter dado um passo de gigante com a vitória que obteve hoje em Bratislava frente à Eslováquia.
A selecção de Hamsik tinha tudo para dar o golpe final nos Russos, mas a selecção de Dick Advocaat esteve sempre com os olhos na vitória e embora não se tenha qualificado, garantiu pelo menos o playoff final.

A Eslováquia, com 14 pontos, está fora da contenda.

Um brilhante golo do magnífico médio de ataque do CSKA de Moscovo Alan Dzagoev (está em grande forma e pisca o olho aos grandes clubes mundiais) deu a vitória aos Russos. É de facto um golo épico de Dzagoev. Daqueles que só as grandes vedetas do futebol sabem fazer nos grandes momentos.

A perseguir os Russos pelo 1º lugar do grupo ainda estão a Irlanda (vitória 2-0 em Andorra; golos de Doyle e McGeady) e a modesta Arménia (que sensação; venceu a Macedónia por 4-1 em Yerevan).

Na próxima jornada, a Rússia recebe Andorra em Moscovo no Luzhniki e tem porta aberta para a qualificação directa. Aos russos, pelos pontos de vantagem que detem sobre Arménia e República da Irlanda, bastará o empate.
A Irlanda recebe a matreira Arménia em Dublin e em caso de vitória dos Armenos, estes passam aos playoffs, dado único na história do seu futebol.
Em caso de derrota dos Russos, a Irlanda passa se vencer os Armenos. A Arménia passa em 1º lugar do grupo se vencer a Irlanda e os Russos perderem frente a Andorra.

Grupo C

http://video.rutube.ru/7f6b3b06a2f2c794efc196685137bb41

No Sérvia vs Itália em Belgrado, a qualificada equipa italiana complicou as contas dos sérvios.
Marchisio confirmou o bom momento de forma que já tinha sido detectado na Juventus com dois excelentes golos no domingo frente ao AC Milan e inaugurou o marcador aos 2 minutos. Ivanovic empatou aos 26″ mas foi um golo insuficiente para evitar que a Estónia chegasse ao 2º lugar depois da vitória na Irlanda do norte.

Cesare Prandelli voltou a testar alguns jogadores que tem estado em ascendente na Liga como são os casos do regressado António Cassano, de Leonardo Bonucci, Antonio Nocerino, Sebastian Giovinco e Alberto Aquilani, também ele recentemente regressado às convocatórias da Squadra Azzurra.

A Estónia, tem sido à semelhança da Arménia outra das grandes surpresas desta qualificação. Aproveitando o empate de Belgrado, a selecção comandada por Tarmo Ruuti terminou a sua fase de qualificação com uma suada vitória em Belfast, vitória que apenas foi conseguida nos minutos finais graças a dois golos emotivos do médio do Nafta da Eslováquia Konstantin Vassiliev que foram muito festejados pela comitiva da sua selecção em pleno relvado. Nunca antes a modesta Estónia esteve tão perto de se qualificar para um playoff final.

Folgando a Estónia, a pressão foi colocada a todo o gás no lado dos Sérvios, que terça-feira terão que medir forças em Ljubljana frente a uma Eslovénia que já está afastada do cenário de qualificação, mas cujo fervor nacionalista contra a “metrópole” da antiga junção Jugoslava lhes irá falar mais alto em campo.

A Itália também irá receber a Irlanda do Norte em Pescara.

Contas simples. Com a Itália já apurada, os Estónios passam em caso de derrota dos Sérvios em Ljulbjana. O empate basta à selecção comandada por Vladimir Petrovic.

Grupo D

A França venceu a Albânia por 3-0 mas continua com a Bósnia-Herzegovina colada a si que nem uma lapa. Perante um Stade de France repleto, desejoso de ver os bleus somar o triunfo que lhes pudesse garantir a qualificação automática no 1º lugar do grupo, tal não se veio a verificar visto que os Bósnios também venceram, em casa, o Luxemburgo por 5-0.

No jogo de Paris, Malouda, Loic Remy e Anthony Revèillere deram o triunfo aos gauleses num jogo em que não contaram com Franck Ribèry.

No jogo de Sarajevo, Dzeko, Misimovic (2) Pjanic e Medujanin deram a vitória aos Bósnios, que pelo menos, estarão votados ao mesmo fado que lhes calhou em sorte no apuramento para o mundial de 2010 aquando da ída aos playoffs e da consequente derrota frente a Portugal.

No outro jogo do grupo, sem qualquer interesse de relevância superior, a Roménia voltou a desiludir os seus fans com um empate frente à Bielorrússia. No regresso de Adrian Mutu à selecção, o jogador da Fiorentina apontou os 2 golos da sua selecção.

Na próxima jornada, temos jogo grande no Stade de France com a França a receber a Bósnia. Quem vencer passa no 1º lugar do grupo. Em caso de empate, passa a França.

A Albânia recebe a Roménia no outro jogo do grupo.

Grupo E

A Holanda venceu a Moldávia por 1-0 no Feijnoord Stadium em Roterdão e continuou na pressecucção do habitual pleno de vitórias. Huntelaar marcou o único tento da partida.

No outro jogo, com a relação que acima expliquei com a campanha da nossa selecção caso portugal perca na Dinamarca, a Suécia foi à Finlândia bater a selecção da casa por 2-1 num jogo muito complicado. Sebastian Larsson deu vantagem aos suecos aos 8 minutos e Olsson ampliou aos 52″. Um golo de Toivio aos 72″ ainda fez tremer os suecos nos 20 minutos finais.

Para terça-feira, fecha-se o grupo.
A Suécia recebe a Holanda e está obrigada a ganhar para poder fugir à despromoção dos playoffs por ser a pior 2ª classificada.
A Hungria ainda tem hipóteses de se qualificar mas para isso teria que bater a Finlândia por 12 golos de diferença e esperar a derrota Sueca frente à Holanda em Estocolmo.
Moldávia e São Marino fecham mais uma qualificação em Chrisinau.

Grupo F

Fernando Santos está de parabéns. A sua Grécia venceu a Croácia em Atenas por 2-0, passou para a liderança do grupo e assegurou praticamente a qualificação directa.

A dupla de avançados Samaras (71m) e Gekas (79m) deram os dois valiosos golos que irão decerto apurar sem grandes delongas a selecção orientada pelo Português.

No outro jogo do grupo, a Letónia venceu Malta por 2-0.

Para terça-feira, a Cróacia recebe a Letónia em Zagreb e para além de estar obrigada a vencer para colmatar a derrota em Atenas necessita que a Grécia possa perder ou até mesmo empatar em Tiblissi, dado que a Croácia tem um goal-average de 9 e a Grécia apenas de 8.
Sem qualquer relevância também se irá disputar o encontro entre Malta e Israel.

Grupo G

Duelo escaldante em Podgorica que opôs Montenegro à Inglaterra. Se os Ingleses garantiram o apuramento directo para o europeu, este histórico empate deixa os montenegrinos num autêntico estado de extâse nacional. A jovem e talentosa selecção montenegrina consegue apurar-se (dada a derrota da Suiça em Gales) para o playoff final na 2ª qualificatória que disputa a nível europeu depois da cisão referendária com a Sérvia.

Razão tinha eu quando na qualificatória para o Mundial 2010 afirmei que Montenegro seria a sensação para 2012. Não previ porém que a Estónia e Arménia chegassem em condições de discutir a esperança do playoff como de facto estão a discutir até ao último minuto.

Numa semana em que muito se falou sobre o futuro de Fabio Capello nos comandos da Old Albion (o italiano poderá deixar o cargo no final do europeu) e a possibilidade atirada pela imprensa da FA vir a contratar Arsène Wenger para o lugar do italiano, a selecção inglesa entrou em campo com a ideia de vencer ou empatar para carimbar em definitivo o apuramento, se bem, que as chances de Montenegro eram minimais dado os 10 golos de diferença no goal-average que separam as duas selecções.

Ashley Young abriu a contagem para os Ingleses perante o coro de assobios que foi constante em Podgorica sempre os Ingleses tocavam na bola. O veterano Darron Bent ampliou a vantagem aos 31″. Na 2ª parte viria a surpresa montenegrina com Zverotic a reduzir aos 45″ num lance onde Joe Hart foi traído por um desvio de um defensor Inglês e já em tempos de desconto, seria Andrija Delibasic, antigo avançado de Benfica e Beira-Mar a dar uma alegria imensa aos milhares de montengrinos depois de ter saído do banco de suplentes 10 minutos antes.

Pelo meio ainda houve lugar à expulsão directa de Wayne Rooney num lance em que o avançado do Manchester perdeu a cabeça e pontapeou um adversário.

Para a retina ficam as imagens tão características do emotivo Delibasic (o pessoal do Beira-Mar pode um dia atestar destes festejos do Montengrino num jogo contra o Benfica) no vídeo e na imagem abaixo postada.

No outro jogo do grupo, desilusão Suiça em Cardiff frente a uma selecção Galesa que ainda não tinha aparecido em prova. Apareceu pelos maus motivos e afastou os suiços de uma série de várias qualificações para fases finais de provas internacionais. Aaron Ramsey e Gareth Bale marcaram para a selecção Galesa.

As contas do grupo fecham em definitivo na terça com um Suiça vs Montengro e um Bulgária vs Gales.

Grupo I

A Espanha venceu em Praga por 2-0 e abriu a porta à Escócia (só joga amanhã em casa frente ao Lichstenstein) de ultrapassar a República Checa na classificação.

Nada de especial em relação aquilo que conhecemos da Rojita! Resolveram o jogo cedo por intermédio de Mata e Alonso. O resto foi contenção de bola. Os Checos ficaram reduzidos a 10 por expulsão de Hubschman no minuto 70.

A Escócia joga amanhã contra o Lichstenstein e em caso de vitória fará 11 pontos, ou seja, mais um que os checos. Nenhuma destas selecções tem o playoff final asseguro quaisquer que sejam os resultados apurados na última jornada pois dependerão dos outros grupos.

Nada está acabado para os Checos. A Escócia terá que medir forças terça-feira com a Espanha em Alicante enquanto a República Checa irá jogar a Vilnius frente à Lituânia.
Tomando com mais provável a vitória Escocesa amanhã, os Checos terão que vencer em Vilnius ou empatar, esperando respectivamente para cada resultado que a Escócia perca ou empate em Espanha.

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Antevisão da Liga Portuguesa

A 1 semana do início do campeonato e no dia da primeira prova oficial do futebol português com a disputa da Supertaça de Portugal no Estádio Municipal de Aveiro entre Porto e Vitória de Guimarães, com os planteis das equipas da 1ª liga bem compostos (alguns quase fechados) começo a antevisão da Liga Portuguesa. Nos próximos dias, para além desta antevisão, postarei as antevisões das 5 principais ligas europeias (La Liga Espanhola, Serie A Italiana, Premier League Inglesa, Ligue 1 Francesa e Bundesliga Alemã).

Espero escrever estes posts com o máximo rigor e com a maior isenção clubística possível. Peço também que me perdoem qualquer alteração às variáveis construídas nos planteis dos clubes que passarei a enunciar.

Pela extensão do conteúdo escrito neste post, agradeço também a todos que tiverem a paciência suficiente para ler do princípio ao fim, pedindo também que me possam perdoar qualquer gralha à língua portuguesa que encontrem no post.

Vitor Pereira passou pelo Feirense e Santa Clara enquanto treinador principal antes de ser convidado por André Villas-Boas para seu adjunto no Porto. O jovem professor de educação física tem a sua oportunidade de ouro de singrar no mundo do futebol esta época no FC Porto.

Começando pelo Porto, o campeão nacional.

O campeão nacional e vencedor da Liga Europa da época transacta inicia a época com um novo treinador, com participação marcada para a Liga dos Campeões, com algumas caras novas, sem no entanto ter alterado a espinha dorsal da equipa nos enormes triunfos de 20102011.

O Porto inicia a época sabendo que este ano poderá levar 6 troféus para casa, feito nunca antes conseguido pela histórica formação portista devido à inserção na época 20072008 da Taça da Liga. Num clube habituado a somar títulos sobre títulos, onde os seus quadros afirmam publicamente que a vontade de vencer nunca morre ano após ano, é caso para dizer que esta época pode ser especial para o clube caso consiga vencer as 6 competições em que está inserido. O último clube inserido em tantas competições foi precisamente o Barcelona, adversário do Porto no 1º troféu oficial da UEFA desta época: a Supertaça Europeia, competição cujo jogo se realiza no Mónaco. Em 20092010, o Barcelona participou em 6 competições (Liga, Taça do Rei, Supertaça Europeia, Liga dos Campeões, Supertaça Espanhola e Mundial de Clubes) não tendo conseguido vencer todas as competições.

A época portista encerrou com a despedida de André Villas-Boas para o Chelsea. Roman Abrahamovic namorou o treinador que achava a “cadeira do porto a cadeira de sonho onde queria ficar durante muitos anos.” Rapidamente, a cadeira de sonho voou para Londres e Pinto da Costa na perdeu muito tempo para criticar o técnico português com diversos argumentos. O FC Porto recebeu uma verba record de 15 milhões de euros pela desvinculação do técnico, valor que deu para comprar Danilo ao Santos (por exemplo) e rapidamente resolveu o problema da contratação do técnico português por parte do clube Londrino, dando a oportunidade ao seu adjunto Vitor Pereira de ocupar a posição de técnico principal do campeão nacional. Se é certo que pela falta de experiência nestas andanças enquanto treinador principal (nunca treinou na 1ª liga) pode ser um dos handicaps de Vitor Pereira para este novo desafio, também é certo afirmar que Pereira tem enorme experiência no futebol, conhece perfeitamente a casa onde vai treinar assim como os métodos de Villas-Boas e a massa humana que tem em mãos. No organizado, disciplinado e sempre ambicioso FC Porto, Pereira arriscar-se-à sempre a vencer.

Muito perto do Benfica, acabou no Porto. 13,5 milhões de euros pelo antigo colega de Neymar no Santos. Promessa para o futuro, contratação mais cara da Liga Portuguesa até ao momento.

A saída de Villas-Boas não foi o revés que desmontou a espinha dorsal do vitorioso FCP. Durante o mercado muito se falou sobre as possíveis saídas de João Moutinho, Hulk, Rolando ou Radamel Falcão. Chelsea, Manchestet City, Barcelona e Juventus foram alguns dos destinos veiculados para os jogadores em causa. Se Moutinho e Falcão (segundo a comunicação social desportiva eram os desejos expressos de Villas-Boas perante o proprietário do clube) as cláusulas de rescisão impostas pelo Porto não convenceram o multimilionário russo a abrir mão de mais do que 15 milhões de euros pagos pelo técnico português. No caso de Moutinho, o FC Porto anunciou há poucos dias atrás a compra dos 20% do passe do médio que restavam nas mãos do Sporting por um valor a rondar os 4,5 milhões de euros. Hulk, com a cláusula fixada nos irreais 100 milhões de euros ainda sofreu a cobiça do Manchester City, que rapidamente desistiu de contratar o jogador brasileiro perante a exigência de pagamento da cláusula de rescisão por parte do FC Porto. Rolando esteve muito próximo da Juventus e internacional português chegou mesmo a manifestar a vontade de sair para o clube italiano. Os 15 milhões de euros pedidos pelo Porto foram o obstáculo à concretização da transferência. Já Radamel Falcão suscitou interesse de meia europa. Chelsea e Atlético de Madrid tentaram negociar o jogador, mas o recente contrato assinado pelo Colombiano não só aumentou o vencimento do jogador no Dragão como afastou o interesse depois de fixada a nova cláusula de rescisão nos 45 milhões de euros.

Cláusula de rescisão: é essa a toada que marca a batida do mercado no Porto. Pinto da Costa foi expresso ao admitir que os jogadores saem sem qualquer movimento por parte do clube para os demover de uma eventual transferência caso os clubes interessados em comprar enviem um fax a declarar o pagamento das cláusulas de rescisão dos jogadores e transfiram o dinheiro para as contas do FC Porto. O FC Porto já não negoceia. Mantem a espinha dorsal de equipas vencedores e ainda se dá ao luxo (e ao dinheiro) de contratar jovens jogadores que nesta primeira época na europa irão apenas ambientar-se ao futebol europeu para no futuro serem jogadores capazes de dar cartas, ganhar títulos e render desportiva e financeiramente ao clube. Falo obviamente de Juan Iturbe, Danilo e Alex Sandro, três jovens promessas da América do Sul que custaram nada mais nada menos do que 27 milhões de euros aos cofres azuis e brancos. A juntar a estes três, está Kelvin, outro jovem contratado ao Atlético Paranaense.

Situação diferente tem por exemplo Djalma, Kléber, Rafael Bracalli e o regressado Castro. Se os 3 primeiros são atletas que vem da Liga Portuguesa para colmatar lugares com falta de soluções dos Portistas, devendo por isso ser as primeiras opções para os lugares de VarelaHulk e Falcão, o jovem centrocampista que na época transacta esteve em destaque ao serviço do Sporting de Gijón da Liga Espanhola (esteve com um pé para assinar pelos Espanhóis) voltou ao Dragão para a tentativa final de se afirmar no plantel azul e branco.
Já Bracalli será concorrência natural a Beto e Hélton, substituíndo como 3º guarda redes da equipa o azarado Kieszek, que quando chamado a intervir (Taça da Liga contra o Nacional da Madeira) teve uma exibição que custou a eliminação precoce da prova à equipa portista.

Na defesa, Otamendi e Rolando continuarão a fazer a dupla de centrais do Porto. Maicon e Sereno serão as soluções alternativas a estes dois jogadores. Álvaro Pereira continuará a dominar a esquerda, tendo a concorrência de Alex Sandro e de Emídio Rafael, que irá regressar nos primeiros jogos competitivos da época depois de uma grave lesão contraída em Barcelos para a Taça da Liga contra o Gil Vicente. Um dos atletas poderá ser dispensado mas apenas emprestado. O Ganês Addy, depois de uma tentativa de maturação na Académica sem grandes efeitos práticos deverá rodar mais uma época ou cedido em definitivo. Apesar da enorme agressividade demonstrada na Briosa, Addy não convence para alinhar no FCP.
À direita, Fucile e Sapunaru terão a concorrência de Danilo, que também poderá jogar a meio-campo.

No meio campo nada muda. Guarin, Fernando e João Moutinho deverão continuar a ser os médios titulares. O renascido Belluschi deverá alternar com o internacional português e com o internacional colombiano. Souza, muito apagado de Janeiro para cá deverá ter mais uma hipótese para ser escolha de Vitor Pereira, se bem, que pessoalmente não o acho jogador para o FC Porto. Castro é claramente uma opção para o lugar de Fernado e Ruben Micael será substituto natural de João Moutinho a 8, podendo eventualmente ter jogos em que faça de 10.

Depois de tanta polémica, avanços, recúos e indecisões na transferência e até uma proposta mais vantajosa apresentada pelo Sporting em Janeiro que o Atlético Mineiro vetou e o Marítimo aceitou, o antigo jogador do Marítimo e do Atlético Mineiro aterrou no Dragão.

No ataque, Hulk, Falcão e Varela manterão o trio imbatível. Cristian Rodriguez está de malas feitas, já se tendo escrito e dito na Comunicação Social acerca da hipótese Rubin Kazan mas ninguém acabou por levar o Uruguaio ( o Porto e o empresário do jogador afirmam que o cebola tem mercado; o Porto afirma conseguir vender por 8 milhões de euros, valor que ponho em duvida). Numa 2ª linha aparecerão James Rodriguez (é um jogador de excelência não haja a menor dúvida) podendo este arrancar o lugar a Varela, sendo que Djalma e Iturbe também irão tentar conquistar o seu espaço. O Argentino deverá mesmo passar pelo mesmo processo de James no ano transacto: aparecer com mais regularidade lá para o final da época, depois de concluída a fase de maturação. Falcão vê mais concorrência: Kléber está a fazer uma boa pré-época e dá excelentes indicadores para Vitor Pereira. Já Walter é uma grande incógnita visto que ainda não é certo o seu futuro. O cenário mais possível até hoje será mesmo o empréstimo a um clube Brasileiro onde o ponta de lança poderá jogar com mais regularidade.

Em suma, perante as mudanças verificadas tudo praticamente continua na mesma no FCP. A ambição, a equipa, os métodos, a organização. É um clube sempre virado para as vitórias e para a evolução. Roda de treinador, o favoritismo principal continua o mesmo. Uma época em que o Porto tentará vencer todas as competições e sinceramente, deve ser incluído no lote de possíveis vencedores da Liga dos Campeões caso mantenha o nível exibicional demonstrado na época passada.

Nolito. Para já a contratação mais sonante do Benfica neste defeso em conjunto com Alex Witsel, Ezequiel Garay e Joan Capdevilla.

O Benfica arregaçou as mangas e foi ao mercado reforçar o seu plantel.
Na brincadeira até se pode dizer que durante a pré-época esteve a construir 3 planteis , tal era a quantidade de jogadores que se apresentou no Seixal. Ao todo, restam 14 caras novas no plantel encarnado sendo que Rodrigo Mora e possivelmente Mika deverão seguir os destinos de outros reforços como Daniel Wass, Melgarejo, Leo Kanu, André Almeida, ou seja, o empréstimo a outros clubes para poderem jogar com mais regularidade daquela que poderiam não ter no plantel encarnado.

Saídas no plantel encarnados são mais que muitas. Começam pelo capitão Nuno Gomes (agora no Braga) Weldon, Roberto, Moreira, Shaffer, José Luiz Fernandez (chegou a jogar?) Alan Kardec, Luis Filipe, Fabio Coentrão, Sálvio (voltou ao Atlético de Madrid após empréstimo, tendo sido noticiado hoje que poderá voltar a Portugal para representar o Porto caso os portistas aceitem uma proposta de 25 milhões de euros + sálvio por Falcão) e Sidnei. Por resolver continuam as dispensas de Jardel (não vingou no Benfica depois de ter sido contratado em Janeiro ao Olhanense) Carlos Martins (sim, dispensado!!) Luisão (não está dispensadoquer sair mas a bom da verdade ninguém o quer) Miguel Vitor (ora é emprestado, ora regressa, ora vai novamente de empréstimo) Fabio Faria (ainda lá anda é certo!!) Nelson Oliveira (deverá rodar mais um ano) e equipasRodrigo Mora e Júlio César (onde é que vamos por tantos guarda-redes?!)

Roberto: Polémica. Do dia da sua contratação ao dia da sua saída.

A começar pela baliza: Roberto saiu num negócio estranhíssimo que motivou um pedido de explicações da CMVM e uma suspensão temporária das cotação em bolsa da Benfica SAD. Eduardo, Mika e Artur Moraes são o trio de guarda-redes do Benfica para esta época. Creio que é mais que dado assente. Eduardo e Artur irão lutar pela titularidade. Jesus tem apostado mais no brasileiro que veio do Braga.

Na defesa, se Danilo escapou para o rival FCP, o Benfica conseguiu reforçar-se muito bem para o lado contrário contratando o defesa-esquerdo campeão Francês pelo Lille Emerson e o campeão do mundo pela Espanha Capdevilla, antigo jogador do Villareal. O jogador Brasileiro parece ser uma excelente aquisição pois pelo que vi é um lateral muito certinho a subir no terreno e a defender. Já o Espanhol não necessita de qualquer tipo de apresentações: é um jogador fabuloso que ataca bem e defende ainda melhor. Está em final de carreira mas é um excelente reforço para o Benfica.
No miolo, Luisão, Miguel Vitor, Garay e Roderick são as opções. Luisão e Garay farão a dupla de centrais de grande parte da época. Dois jogadores muito experientes, se bem que nunca fui muito apreciador de Luisão. Já Garay é um central bastante inteligente, raçudo e rápido e eficaz no desarme. Roderick e Miguel Vitor são as opções: o internacional sub-20 tem imenso talento mas falta-lhe traquejo; já Miguel Vitor não tem estaleca para jogar no Benfica.
À direita, Maxi (dispensa apresentações) e Ruben Amorim. A meio do defeso noticiou-se que o Uruguaio queria regressar à sua terra natal, facto que não se veio a concretizar. Não é o “melhor lateral direito do mundo” como diz Jesus mas está entre os melhores seguramente. Sofreu uma evolução tremenda desde que chegou a Portugal. Era um verdadeiro tosco e sarrafeiro. Tornou-se pau para toda a obra, um jogador de excelência. Era uma pena sair do Benfica para voltar ao Uruguai.


No meio campo, Javi Garcia continuará a ser o pivot defensivo. Terá a concorrência do Belga Witsel (pode fazer 6 e 8, assim como jogar aberto num dos lados) que é outra das grandes contratações do Benfica: apesar do seu passado conflituoso no Standard de Liège (as entradas duríssimas que lhe valeram castigos pesados) é um jogador agressivo q.b, com um toque de bola formidável, um passe recheado de qualidade, um sentido posicional interessante e uma elegância fora do comum. Nuno Coelho também será alternativa a este lugar. O antigo jogador da Académica terá poucas hipóteses de jogar no Benfica. Ainda no miolo, Nemanja Matic é solução para jogar mais à frente. O sérvio que veio no pacote da transferência de David Luiz para o Chelsea parece ter bom toque de bola mas ainda está muito macio.
Mais à frente poderão jogar Aimar, Bruno César (ainda não vi nada que o rotule de craque) Nico Gaitán (nas alas ou a 10) sendo que o Argentino aparece novamente cheio de genica e já suscitou interesse por parte de grandes europeus como o caso do Manchester United e o reforço Enzo Perez, que alinha preferencialmente pela direita do meio campo. Carlos Martins recebeu ordem de dispensa. Creio que a dispensa do internacional português não se deve propriamente por motivos de rendimento mas sim por problemas que o jogador deverá ter causado ao seu treinador, tricas a que o médio português já nos habituou. O seu futuro deverá passar novamente pelo estrangeiro.

Na frente, mantem-se a dupla CardozoSaviola, sendo que o Paraguaio poderá sair a qualquer momento à troca com Hugo Almeida do Besiktas. Nolito e Franco Jara serão jogadores para alinhar preferencialmente nas extremidades do terreno sendo dois desiquilibradores: o Espanhol já deu para ver que afinal tem imenso talento e que a sua permanencia no Barcelona não se deu devido ao facto de ser um jogador que não se enquadra nos escalonamentos tácticos de Pep Guardiola. No entanto parece ser um jogador muito veloz, com um drible interessante e com os olhos sempre postos na baliza. Rodrigo será mais uma opção para o ataque, depois do empréstimo ao Bolton.

Esta época será para o Benfica uma época de transição. Depois de ter perdido a espinha dorsal da conquista do título nacional 20092010 surge novamente renovado para um novo ciclo comandado por Jorge Jesus. O título é o objectivo assim como a Taça, Taça da Liga e uma boa figura na Liga dos Campeões, onde para já os encarnados terão que medir forças com o matreiro Twente da Holanda no playoff de acesso.

Comprar muito nem sempre significa comprar com qualidade. O Benfica é exemplo disso. A contratação de muitos jogadores que chegaram a Lisboa apenas para assinar contrato e logo partirem de empréstimo não é a melhor das políticas do futebol actual mesmo tratando-se de jogadores jovens. Muitos dos atletas acabaram por não se ambientarem convenientemente aos métodos encarnados, sendo portanto mais difícil a sua readaptação quando voltarem dos empréstimos.

Por outro lado, a confusão com os guarda-redes só veio reforçar algum panico do treinador em relação ao sector. Roberto acabou por ser despachado para Saragoça depois de muitos frangos e muitos votos de confiança. Júlio César é um guarda-redes inseguro, Mika é inexperiente, Eduardo é um excelente guarda-redes mas não dá menos frangos que Roberto e Artur parece ser o mais estável de todos. O pobre Moreira foi sempre mal-amado na Luz e finalmente foi procurar a sorte noutro destino.

No entanto nem todos são más contratações no grande de Lisboa. Witsel, Nolito, Emerson, Garay e Capdevilla são contratações que a juntar aos que transitam dão condições ao Benfica de fazer melhor época do que anterior. O Benfica poderá concorrer directamente com o Porto na luta pelo título nacional assim como poderá ir mais longe na Champions, onde na época passada o Benfica não conseguiu ir mais além do que a fase de grupos da prova.

Domingos Paciência tem em Alvalade o maior desafio da sua jovem carreira enquanto treinador de futebol: devolver o Sporting aos grandes palcos. O trabalho que fez em Braga é motivo mais que suficiente para os adeptos do grande de Lisboa acreditarem que não existem três anos muito maus no clube.

A correr por fora, o renovado Sporting de Domingos Paciência.

15 novas caras numa autêntica limpeza de balneário e num investimento nunca antes visto no clube, agora presidido pelo Engenheiro Godinho Lopes.

O novo presidente do clube de Alvalade, tratou de arrumar a casa após as polémicas eleições para a presidência do clube Leonino. Fez regressar dois excelentes profissionais com provas dadas no Sporting no passado ao clube: Carlos Freitas e Luis Duque. A Duque pertence a liderança do futebol profissional nos anos de conquista de título nacional em 2000 e 2002. A Freitas, contratações como a de Polga, Lièdson, Douala, Rochemback, entre outros…

Apalavrou Domingos e Domingos cumpriu sua palavra. Mais duas semanas e Domingos seria treinador do Porto. O técnico encerrou o ciclo em Braga “ e de Braga” trouxe dois jogadores: Rodriguez e Luis Aguiar. A defesa do Braga do 1º ano de Domingos está praticamente completa.

Dos nomes prometidos pelo Eng. Godinho Lopes não veio nenhum. No entanto, o Sporting apostou numa excelente política de contratações. Investiu. Lançou-se ao que podia e ao que não podia. Construiu um bom plantel. Domingos é um treinador com condições para fazer melhor figura que os seus antecessores, inclusive Paulo Bento. Tomara Paulo Bento ter um plantel tão rico em soluções como o que dispõe actualmente domingos.

O Sporting entra nesta época com o objectivo de voltar à luta pelo título após dois anos frustrantes. As Taças também são objectivos assim como progredir o máximo possível na Liga Europa, competição onde Domingos tem um claro amargo de boca.

Domingos terá então pela frente o desafio de enquadrar convenientemente as novas peças do puzzle leonino.

Na baliza, nada de novo. Mesmo perante algum assédio do Manchester United (contratou De Gea ao Atlético de Madrid por 22 milhões) Rui Patrício continua a ser o títular indiscutível da baliza leonina. Marcelo Boeck foi contratado ao Marítimo para fazer concorrência.

Na defesa está o maior quebra cabeças de Domingos Paciência. Em relação às épocas transactas, a defesa sportinguista ganhou altura com a contratação de Oneywu ao Milan (esteve em empréstimo nos Belgas do Standard de Liège) mas o norte-americano parece ser um jogador muito pouco elegante e demasiado ríspido na abordagem aos lances. No entanto é uma clara vantagem no jogo aéreo. Ao seu lado terá Rodriguez. Esse será titular de caras neste Sporting. Será o patrão da defesa. Tem o handicap de ser um jogador propício a muitas lesões durante a época. Carriço é o outro central a ameaçar a titularidade. Terá muita concorrência, por isso, terá que melhorar o seu rendimento. Anderson Polga é o clássico que nunca passa de moda. Não é um central brilhante mas entrega-se muito ao jogo e poderá ser muito útil em caso de lesões.
Na ala esquerda Evaldo será o titular. Não terá a companhia de Grimi, ainda sem colocação mas sim do jovem Turan, internacional sub-19 que o Sporting foi buscar ao extinto Grenoble. Um jogador que gosta muito de atacar e bater livres. Tem dificuldades em defender e terá que melhorar o seu jogo se quiser roubar o lugar a Evaldo. Na direita será João Pereira a mandar. É o melhor lateral a actuar em Portugal. Na concorrência, Pereirinha volta ao clube de Alvalade. É multifacetado, tecnicamente interessante e pode acrescentar versatilidade. Santiago Arias é o internacional sub-20 pela Colômbia que terá como missão render Pereira.

No meio campo, várias contratações. Fito Rinaudo é um jogador agressivo que se entrega muito ao jogo. Não é tecnicamente brilhante mas é interessante a desarmar (é duro, usa e abusa do corpo para desarmar) parece ter ponto forte nos lançamentos à distância e é muito inteligente a ler o jogo adversário e a entrar nos espaços vazios. Preenche o meio-campo com facilidade e aventura-se no ataque. O Holandês Stijn Schaars é um jogador inteligente. Dono de um pé esquerdo interessante, é o jogador que pode pautar o jogo leonino, gosta de rematar de longe. André Santos perdeu um pouco de espaço neste novo Sporting mas é um jogador a ter em conta pela inteligência com que aborda o jogo e pela qualidade técnica que tem. Terá que ser mais rápido a pensar o jogo. Mais à frente Luis Aguiar dispensa apresentações e pode ser um joker para esta equipa. Matías Fernandez acabou a época passada em grande forma e terá muita concorrência neste meio campo que viu perder esta época Maniche, Pedro Mendes e Zapater.
Quem está de regresso é também Marat Izmailov. Mais fresco que nunca. Pode actuar no miolo ou nas alas consoante a disposição táctica do treinador. É sem dúvida o maior “reforço” leonino para este temporada.

Na frente, muita magia nas alas com as contratações de Capel, Jeffren e Carrillo. São três malabaristas que só pensam em desequilibrar. Os primeiros dois são jogadores muito interessantes para a Liga Portuguesa. O jovem internacional espanhol que veio do Sevilla é um jogador que não há muito tempo andou envolvido em disputas de Barça e Real Madrid pelo seu concurso. O jovem espanhol de ascendência Venezuelana é um jogador que apesar da idade já conta com enorme experiência e com títulos na algibeira. Ambos vêem o Sporting como rampa de lançamento para as suas carreiras e quiçá como via para chegar à lá roja novamente.
O Peruano vem com “ganas” de vencer e pelo que tenho visto é um jogador com uma capacidade técnica incrível onde sobressai o drible fácil e as rápidas desmarcações. Juntar-se-ão a Yannick Djaló. Na frente, Van Wolfswinkel é um avançado muito móvel e semelhante a Hélder Postiga. Abre muitos espaços e não é de todo um concretizador nato. Bojinov por outro lado é um avançado mais técnico. Descai muito para as alas e tenta no Sporting a glória que não alcançou nas passagens por Juventus, Manchester City e Parma. Já Diego Rubio vem para marcar golos e já deu a entender que é um matador. Aos 18 anos, o Chileno vem rotulado de craque e já o comprovou, obtendo uma percentagem muito interessante dos golos leoninos nesta pré-época. Para já, Rúbio leva vantagem no onze perante a concorrência.

Para trás ficam Valdés, Vukcevic, Grimi, Saleiro, Zapater, Pedro Mendes, Maniche, Torsiglieri e Abel. Exceptuando o agora vimaranense Pedro Mendes, nenhum dos outros deixa saudades.

Leonardo Jardim – Um exemplo de sucesso. Em poucos anos, treinava nos distritais da Madeira. Daí em diante foi sempre a subir ate ao topo do futebol português com duas súbidas de divisão em Chaves e no Beira-Mar e um trabalho bastante interessante por onde passou.

O presidente do Braga António Salvador está, como diz a gíria popular, nas suas sete quintas.
Não é para menos. O Braga é hoje um clube respeitado em Portugal e já traçou um trilho interessante na Europa. Se na época 20092010, os Bracarenses lutaram até ao último minuto da prova contra o Benfica pelo título nacional, é preciso recuar alguns anos para que se possa compreender todo o trabalho que está por detrás desta senda de história no clube minhoto.

Leonardo Jardim foi portanto o treinador escolhido para render Domingos Paciência, aquele que colocou Braga no mapa Liga dos Campeões e que acrescentou mais-valia ao trabalho que já vinha sendo feito no clube pelos dois anteriores técnicos: Jesualdo Ferreira e Jorge Jesus, curiosamente dois técnicos campeões nacionais no FC Porto e Benfica após terem saído de Braga. Como não há duas sem três, será Domingos capaz de vencer o título em Alvalade após ter treinado o Braga?
Perante o brilhante passado recente do clube, Leonardo Jardim apenas pode sentir um motivação extra para continuar a consolidar os pergaminhos do Braga. O madeirense está ciente que precisa de arregaçar as mangas.

Depois de uma época explendida de triunfos, em que o Braga não esteve tão bem no campeonato mas mesmo assim conseguiu um folgado 4º lugar, mas, em que na Europa fez uma fantástica participação na Liga dos Campeões com a eliminação histórica do Sevilha nos playoffs e a vitória sobre o Arsenal na fase de grupos, juntando aos grandes embates da Liga Europa (Liverpool, Dinamo de Kiev, Benfica) onde o clube foi um honroso vencido frente ao FC Porto numa final portuguesa inédita, a mudança de treinador no clube minhoto não significa mudança do nível de exigência. Perante os grandes feitos do clube, é de esperar que a massa associativa bracarense peça mais e melhor.

De Leonardo Jardim, asseguro tranquilamente aos adeptos do Braga trabalho, competência, rigor, disciplina e um futebol bastante equilibrado onde cada jogador saberá o que fazer em campo sem prejudicar a equipa como um colectivo.

Como este ano não há Liga dos Campeões mas sim Liga Europa, ou seja, como a competição europeia não é tão rigorosa e tão capaz de destruir planteis, Leonardo Jardim poderá ter mais calma para apostar em bons resultados nas competições internas sem descurar porém bons resultados lá fora.

Mesmo perante o dinheiro amealhado na participação na Liga dos Campeões e as vendas que o clube tem realizado nas últimas épocas, o Braga ainda não assume como um clube que possa descartar vender as suas jóias da coroa. Vai conseguindo aguentar (mediante as suas possibilidades) o máximo de valor que puder nas suas fileiras, apostando quase sempre numa política de contratações de qualidade a baixo custo em clubes portugueses.
Por mais um ano, esta política manteve-se. Mesmo perante a saída de Rodriguez para o Sporting, Silvio para o Atlético de Madrid (dizia-se que estava a caminho do Porto) Paulão para o Saint Ettiène, o Braga perdeu nos últimos anos todo o seu forte, a sua defesa.
Jardim não hesitou em contratar jogadores de qualidade a baixo preço com o aval de confiança e conhecimento sobre os atletas. Assim para a defesa, os bracarenses contrataram Rodrigo Galo ao Gil Vicente, o central Nuno André Coelho ao Sporting, Baiano, Imorou e o poderoso Paulo Vinícius, mais um central que irá dar que falar nos próximos tempos. Não deixa porém de ser uma defesa nova, que poderá demorar alguns jogos a adaptar-se ao jogo em conjunto. Leonardo Jardim já afirmou que a sua equipa poderá render muito o futuro.

No meio campo, Jardim contratou um jogador que há muito se tinha comprometido com o Braga, o Líbio Djamal (ex-Beira-Mar) homem que irá dar muito músculo ao meio-campo dos minhotos. Djamal é portanto um dos jogadores mais fortes fisicamente que vi actuar em Portugal. Junta-se à qualidade de Hugo Viana, Márcio Mossoro, Custódio, Leandro Salino e Pizzi, jogador que será claramente um dos melhores homens do campeonato desta época pelo virtuosismo que parece querer mostrar. Relembro que durante o defeso se falou que este jogador poderia sair para o Dinamo de Moscovo por 7.5 milhões de euros.

Dispensado pelo Benfica, mudou-se de armas e bagagens para Braga onde cumprirá a vontade de continuar a ser profissional de futebol. Novo desafio para o avançado que surpreendentemente foi chamado por Paulo Bento para o amigável da próxima semana da Selecção Nacional. Aquando da sua contratação, António Salvador foi peremptório ao afirmar que a contratação de Nuno Gomes não se tratava apenas de um fenómeno desportivo “visto que o futebol vai muito mais além do âmbito desportivo”. Fez muito bem. A experiência de Nuno Gomes será muito valiosa para o clube assim como a sua vontade de voltar a brilhar depois de um ano em que foi descartado no Benfica.

Na frente, o Braga é uma equipa recheada de talento num misto de juventude e experiência. Nas alas, os jovens Ukra e Hélder Barbosa darão rapidez e criatividade aos flancos na companhia dos veteranos Alan e Paulo César. No centro do terreno, Nuno Gomes, Meyong, Lima e o cabo verdiano Zé Luis tentarão ser os bombardeiros de serviço da equipa.

Estou portanto com curiosidade para saber como se vai apresentar este novo braga. Os alicerces estão montados para a prova de fogo de Jardim no futebol português. Espero que o madeirense possa fazer tão bom percurso no Braga como fez no Beira-Mar.

Por falar em Beira-Mar

Depois de meio ano no comando técnico do Beira-Mar que serviu para tomar conhecimento de todas as realidades do clube. Rui Bento prepara-se claramente para executar trabalho na equipa aveirense da qual, perdõem-me, sou sócio.

O defeso do Beira-Mar ficou claramente marcado pois dois acontecimentos: a constituição de uma sociedade anónima desportiva na qual se acertou o investimento do Iraniano Majid Pishyar (ver categoria Beira-Mar) sendo que a SAD será registada na próxima segunda-feira e as saídas do clube de jogadores muito importantes na campanha da época passada.

Tímbre do clube aveirense nos últimos anos fruto das dificuldades financeiras que atravessa, cada defeso é obviamente marcado por autênticas limpezas de balneário, visto que o clube depende muito de jogadores emprestados e tem claras dificuldades em segurar os seus melhores jogadores perante o assédio de equipas com maior poderio. Esta época não foi excepção. Sai uma equipa inteira, entra outra.

Saem jogadores importantes como Renan, Djamal, Leandro Tatu, João Luiz, Ruben Lima, Wilson Eduardo e Élio que não foi feliz no regresso a Aveiro. De forma estranha também sai um Ruben Lima, jovem promissor, a custo zero para o campeão croata Hadjuk Split sem ter sido utilizado por Rui Bento quando era uma das apostas de Leonardo Jardim até Fevereiro. Outros jogadores saem depois de passagens poucos felizes, casos de Wang Gang e Sérgio Oliveira (regressou ao Porto).

Entram outros jogadores onde se destacam Djiman Koukou (ex-Creteil) jogador que tem sido apontado na pré-época como um jogador que domina muito bem o meio campo, Alex Hauw (ex-Naval) um centro campista muito versátil e que transporta muito bem a bola na transição defesa-ataque, o Alemão Dominic Reinold (repescado no futebol americano) homem que terá a missão de marcar golos, Siaka Bamba (emprestado pelo Guimarães) tendo a missão de fazer esquecer Djamal visto que apresenta mais ou menos as mesmas características do Líbio que agora foi jogar para Braga, Cristiano (ex-Sporting), Zhang (ex-Leiria) e Douglas por empréstimo do Vitória de Guimarães.
Com menos visibilidade apresentam-se os reforços Edson, Joãozinho, João Pereira, Olivier (todos defesas) e Nildo Petrolina numa equipa que já pode contar com o avançado Dudu após o atleta ter ficado 6 meses sem jogador devido a falta de inscrição por falta de envio do certificado internacional do clube brasileiro onde jogava.

Da época transacta mantém-se os experientes Pedro Moreira, Yohan, Hugo, André Marques (não tem lugar nesta equipa do Beira-Mar e em nenhuma da primeira liga) Artur, Rui Sampaio, Rui Rego, Paes e Jaime.
Com futuro incerto no clube continuam os guarda-redes Renato e Jonas Mendes, o defesa Tinoco, os médios Tiago Barros, Bornes, André Sousa e Ricardo Dias (deverão ser novamente dispensados) e o avançado Serginho.


Só a vitória nos satisfaz. C´mon Yellows!

Não tendo a qualidade do plantel do ano passado, o plantel desta época do clube aveirense não é mau de todo. Não dá para grandes gastos e só o decorrer do tempo poderá avaliar o trabalho da equipa e do técnico Rui Bento, cuja qualidade continuo a apelidar de muito duvidosa para treinar qualquer clube da 1ª Liga. Mesmo perante o cenário de um investimento interessante por parte do Iraniano Pishyar, o clube terá que viver de acordo com as suas possibilidades e fazer o melhor possível com o que tem. O melhor possível será uma época tranquila à semelhança da época passada e quiçá fazer uma boa taça de portugal e uma boa taça da liga. Se tal for cumprido, a época do Beira-Mar pode dizer-se como cumprida.

Vitória de Guimarães

Olhos na Europa. No Vitória de Guimarães trabalha-se para atingir o objectivo europeu. É claramente o lema de um clube que apesar da infelicidade de ter caído na 2ª liga em 20052006 é um dos únicos clubes do futebol nacional que luta sempre para atingir objectivos altos.

A receita mantem-se. Manuel Machado e contratações de enorme qualidade apesar da instabilidade ao nível de plantel que acontece no Vitória no fim de cada época. A exigência de objectivos a cumprir assim o obriga. O Vitória procura o melhor e como tal precisa sempre de melhorar as suas equipas. Daí que a cada defeso sejam sempre muitos aqueles que saem (ora para clubes de maior dimensão em virtude de boas prestações, ora porque não cumpriram os objectivos que lhes eram designados) e aqueles que entram para ajudar o Vitória a entrar no top-5 da liga portuguesa.
O Vitória entra na época 20112012 com muitas caras novas, grande parte delas desconhecidas do público portugues mas cujas contratações são resultantes de critérios elevados de exigência.

A baliza continua entregue a Nilson.

Na defesa, algumas mudanças em relação à época transacta. Entra Rodrigo Defendi (a maior contratação do Vitória esta épocaantigo jogador de Paraná, Palmeiras, Udinese, Cruzeiro, Tottenham AS Roma) jogador que aos 25 anos ainda tenta uma afirmação na Europa, o central Marroquino Addoua, que já passou por clubes como o Lens e o Nantes. Juntam-se aos laterais direitos Alex e Tony, aos jovens centrais Freire e N Diaye (Freire é um jovem jogador com muito mercado lá fora) ao experiente central João Paulo e aos laterais esquerdos Anderson Santana e Bruno Teles. Manuel Machado parece ter aqui muitas opções de qualidade para a defesa.

Pedro Mendes regressa ao seu clube do coração após passagens por FC Porto, Portsmouth, Tottenham, Rangers e Sporting. Uma carreira de ouro para um médio de luxo que deixa saudades em todos os clubes por onde passou.

No meio campo, Pedro Mendes regressa à cidade berço depois de ter rescindido com o Sporting. Atacado por muitas lesões no último ano, o experiente médio tenta novamente voltar às grandes exibiçõesjogar. Entra também o jovem Uruguaio de 20 anos Jean Barrientos, Leonel Olimpo (médio que se destacou ao serviço do Paços de Ferreira) regressa Henrique Dinis, médio talentoso que teve por empréstimo na equipa B do Deportivo. Juntam-se a Rafael Crivellaro, ao experiente João Alves e aos alas Renan Silva e Edson Sitta. Fora do plantel de Manuel Machado ficou Siaka Bamba, emprestado ao Beira-Mar. O Beira-Mar teve imensa sorte em receber um jogador que tem lugar de caras neste plantel vitoriano, que este ano ficou órfão do seu histórico trinco Flávio Meireles, que acabou carreira.

Para as alas e para a frente do ataque, Manuel Machado dispõe de muitas soluções atacantes que dão muito poder ofensivo a esta equipa.
Para as extremidades do ataque, Tiago Targino, Faozi, Paulo Sérgio e Maranhão. Todos são muito rápidos, muito fortes a ganhar a linha para cruzar e podem incutir bastante fantasia no ataque vitoriano. Na área, estarão Edgar Silva, o Argelino Soudani (jogador que promete muito vistas as intensas negociações que o vitória teve na sua contratação) o boliviano Saucedo (outro reforço) e a dupla William e Marcelo Toscano, dois jogadores que ainda tentam a sua afirmação definitiva no clube vitoriano. William é um avançado mais móvel enquanto Toscano é um jogador universal que pode actuar ora a extremo, ora a 10, ora a 9. Toscano é um jogador com algum potencial e até começou da melhor forma a sua carreira na liga portuguesa com um hat-trick na 1ª jornada da liga 20102011 mas com o tempo veio a ter menos importância na carreira vitoriana.

Perante este tipo de soluções no seu plantel, o vitoria prepara novo assalto à Europa. Finalista vencido da Taça do ano transacto tentará obviamente igualar ou melhorar o pecúlio na Taça e quiçá vencer hoje o FCP na supertaça. Tentará ir o mais longe possível na Liga Europa, sabendo de antemão que a própria qualificação para a fase de grupos será muito complicada visto que no playoff de apuramento vai medir forças com o poderoso Atlético de Madrid.

Alvo de investigações do Ministério Público, o histórico presidente dos Nacionalistas é suspeito de corrupção fiscal num dossier onde até membros do governo regional madeirense estão a ser investigados.

O Nacional de Ivo Vieira foi a primeira equipa da 1ª liga a iniciar o seu trabalho. Devido à participação precoce na 2ª pré-eliminatória da Liga Europa onde os nacionalistas bateram os Islandeses do FH com um total de 3-1 nas 2 mãos e na 3ª onde o clube madeirense não deu hipóteses ao Hacken da Suécia com um compto geral de 4-2 (vitória 3-0 em casaderrota 2-1 fora) a equipa do arquipélago da Madeira teve que iniciar a sua preparação muito mais cedo que as outras equipas.
Do ponto de vista financeiro isso não impediu um bom reforço da equipa de modo à construção de um plantel competitivo. O Nacional está bem de finanças e tem bons contactos no Brasil, o que lhe permite arranjar rapidamente soluções para o seu plantel. Do ponto de vista desportivo, a competição precoce em relação a todos os outros clubes da Liga não permitiu ao Nacional trabalhar com eficácia as suas soluções e o automatismos de jogo, marcar amigáveis de qualidades contra outras equipas e pode ser um esforço que saia caro à equipa com o alongar da época.

No defeso, poucas saídas do plantel, algumas entradas
Em destaque nas saídas, a do guarda-redes Bracalli para o Porto. Nas entradas, destaque para a contratação de Candeias ao Portimonense e o médio Elizeu do Palmeiras.

Na baliza, com a saída de Bracalli a luta será a três: os brasileiros Elisson e Marcelo Valverde e o jovem montengrino Giljen.

Na defesa, muita qualidade como é apanágio do Nacional. Felipe Lopes, Tomasevic, Danielson, Claudemir e Nuno Pinto permanecem no clube.

No meio-campo, exceptuando as entradas de Elisson e Candeias , fica mais ou menos tudo na mesma: permanencias dos criativos Mihélic, Juliano e Skolnic, dos lutadores Luis Alberto e Todorovic e do rápido João Aurélio.

Para a frente, soluções como Mateus, Diego Barcellos, Mário Rondon (contratado ao Paços) Anselmo, Edgar Costa e os reforços André Recife e Oliver. Tirando os contratados, são todos jogadores muito rápidos, muito versáteis e sempre com os olhos postos na baliza.

O Nacional terá novamente o objectivo de ficar no top-5 da liga portuguesa e tentará fazer melhor que o que tem feito nas últimas épocas na Liga Europa (no playoff joga contra o Birmingham da 2ª divisão inglesa) na Taça e na Taça da Liga.
A choupana será novamente sinónimo de dificuldades para as equipas do continente assim como a equipa madeirense deverá prometer novamente bons resultados fora da ilha.

A União de Leiria inicia a época 20112012 mergulhada em polémica. Dificilmente voltará a jogar no Estádio Magalhães Pessoa, à venda 7 anos depois do euro 2004

Defeso muito complicado para a União de Leiria de João Bartolomeu. Aliás, os defesos complicados começam a ser imagem de marca do clube do lis. Ora se despedem treinadores na fase de preparação da equipa, ora se encontram contratos desportivos fraudulentos, ora a equipa muda de cidade pois rejeita continuar a jogar no estádio municipal.
Culpa disso o facto da equipa assumir uma espécie de duas direcções: a do clube e a da SAD. Culpa do facto dos poucos sócios leirienses continuarem a confiar os destinos do clube a uma espécie de ditador chamado João Bartolomeu.

Sou muito sincero quando falo da União de Leiria. É um clube que não tem a ponta que se lhe pegue. Não tem capacidades para andar pela 1ª liga, não tem adeptos, não tem uma época estável ao nível de organização interna, não tem capacidade por lutar por nada. Existem muitos clubes na 2ª liga e até na 2ª divisão B que metem mais gente nos estádios e tem mais capacidade financeira e estrutural para a 1ª liga do que a União de Leiria. Tais factos fazem-me acreditar que mais ano ou menos ano a União cairá por aí abaixo no futebol português.

Pedro Caixinha resistiu ao defeso. É praticamente uma novidade na turma leiriense, após as demissões de treinadores nos últimos defesos.
A direcção Leiriense brindou o jovem treinador com muitos reforços. Muita quantidade pouca qualidade. Entraram Chula (ex-Porto) Luis Leal, Diego Gaúcho, Pedro Almeida, Manuel Curto, Basso Tiago Terroso, o francês Eirchot, Zahovaiko, Abubakar, o experiente central Hugo Alcântara, Bruno Moraes, Djaniny, Ivo Pinto, Jô, Élvis, José Henrique, Shaeffer, Maykon (ex-Paços) e Francisco Júnior. Muita juventude, muita inexperiência, muito tiro no escuro. De todos estes reforços apenas é certo que 4 jogadores estejam capazes de enfrentar um ritmo de 1ª liga. São os casos de Manuel Curto, Hugo Alcântara, Bruno Moraes e Maykon. O resto são autênticos tiros no escuro ou jogadores que não demonstram talento para estas andanças.

Como se tal não bastasse, o Leiria não conseguiu segurar jogadores como Bruno Miguel, Vinicius, Mika e Mamadou Tall.

Actualmente o plantel leiriense ainda não sofreu dispensas e continua a trabalhar com 36 atletas sendo que muitos serão dispensados nas próximas semanas.
Todavia, não gabo muita sorte a Caixinha este ano. No meu entender, a União é desde já candidata à descida.

Pedro Emanuel estreia-se na Académica

Ao contrário das últimas épocas, a palavra estabilidade é a palavra chave que marca a apresentação da Académica. A estabilidade, a rápida tomada de decisões e a confiança podem levar a Briosa a altos voos.
José Eduardo Simões apadrinha a estreia como técnico principal a Pedro Emanuel, sendo que o objectivo claro da Briosa continuará a ser os primeirosPelo contrário apresenta-se a Académica. 7 lugares da liga Portuguesa, objectivo que já tem barbas de velho mas que tem sido fracassado nas últimas 56 épocas. No entanto, ao contrário das últimas épocas, tirando a mudança de treinador (Emanuel substitui Ulisses Morais que esteve em Coimbra só de passagem) o plantel continua basicamente o mesmo o que é de facto um bom sinal para o arranque da nova época dos estudantes.

Algumas saídas de relevo que já eram previstas pela direcção da Briosa, casos de Sougou para o Cluj da Roménia, de Pedrinho para o Lorient de França, de Nuno Coelho para o Benfica. regresso de Addy ao clube de origem após empréstimo aos estudantes, de Amaury Bischoff para o Dinamo de Bucareste e do Panamiano Garcés após passagens decepcionantes pela briosa e de Miguel Fidalgo para o Vitória de Setúbal após passagem risonha por Coimbra.

Entraram Rui Miguel (ex-Kilmarnock) dos antigos Navalistas João Real e Marinho, jogadores que vão acrescentar algumas experiência e qualidade ao colectivo, Adrien e Diogo Valente ficam na Briosa que também recebe Cedric do clube de Alvalade, jogar que pelo seu talento irá tentar jogar mais aproveitando a saída de Pedrinho para o Lorient.

O núcleo duro do plantel da época passada continua: o guarda-redes Peiser, os defesas Orlando, Berger e Helder Cabral, os médios Diogo Melo, Diogo Gomes, Diogo Valente, Hugo Morais e o ponta de lança Éder, jogador do qual admiro o seu potencial.

Analisando o potencial desta equipa da Académica é caso para dizer que Pedro Emanuel terá aqui um plantel com muito potencial para um ano de afirmação na Liga. Acredito que este plantel poderá chegar a um lugar europeu, desejo que já afirmei ser muito procurado para os lados de Coimbra.

Zeca – Do Casa Pia para o Panathinaikos com escala em Setúbal. O exemplo claro que existem muitos jovens jogadores a jogar pelas divisões inferiores com mais qualidade do que muitos estrangeiros contratados pelas equipas de 1ª liga.

O Vitória de Setúbal é novamente uma equipa em apuros.
As dificuldades financeiras não deixam os sadinos pensam em mais do que fugir novamente à despromoção. No entanto, a direcção vitoriana faz das tripas coração para conseguir arranjar planteis simpáticos que lhe garantem épocas onde o objectivo da manutenção é sempre atingido. Parece-me ser novamente o caso desta época.

Saídas imprevistas de Regula para o Catania e de Zeca para o Panathinaikos de Jesualdo Ferreira, transferências que aliviaram as dificuldades nos cofres do clube sadino. Saída mais ou menos prevista de William para o homónimo de Guimarães,
Bastantes entradas que dão coesão ao plantel treinado por Bruno Ribeiro, glória recente do clube como os casos do avançado Miguel Fidalgo (ex-Académica) Bruno Amaro (ex-Nacionaltenta relançar a carreira após anos apoquentados por várias lesões) Tengarrinha, Rafael Lopes (ex-Varzim) e Igor (ex-trofense).

O cumprimento dos objectivos desta época será portanto mais fácil para Bruno Ribeiro do que foi para o seu antecessor Manuel Fernandes. Um nucleo duro constituído pelo guarda-redes Diego Silva, pelos defesas experientes Ricardo Silva, Miguelito, Ney Santos, Tengarrinha e Anderson do Ó, pelos médios Jorge Gonçalves, Bruno Amaro, José Pedro, Djikiné, Hugo Leal e Neca e pelos avançadosextremos Pitbull, Miguel Fidalgo, Rafael Lopes e Bruno Severino dão garantias de uma época tranquila ao Vitória, que até poderá aproveitar para explorar as taças, provas onde o Setúbal já fez história nos últimos anos.

Rio Ave

Carlos Brito também tem um forte Rio Ave à sua disposição.
Algumas saídas no clube não apoquentam o experiente treinador. Saíram Cícero para o Paços de Ferreira, o experiente médio Ricardo Chaves, o prodígio Júlio Alves (irmão de Bruno Alves e Geraldointernacional sub-20) para o Atlético de Madrid e Bruno Gama para o Deportivo. Entram jogadores como Pateiro, o experiente Jorginho (ex-Portoestava no Gaziantespor da Turquia) e Yazalde permanece novamente por empréstimo do Braga. Não são jogadores que venham trazer mais qualidade do que os que saíram mas são jogadores que acrescentam muita experiência a uma equipa já de si muito experiente. Basta apenas ver os jogadores do Rio Ave que tem mais de 30 anos: Paulo Santos, Milhazes, Gaspar, Zé Gomes, Jorginho, Pateiro e João Tomás.

Permanecem também Tiago Pinto, Jefferson, Tarantini e Vitor Gomes (não consigo perceber como é que este jogador continua no Rio Ave dado o seu talento) Braga e Bruno China (jogadores muito importantes nesta equipa) Wires (acabou por permanecer) Fábio Felício e Saulo.

Com este plantel, dúvido que Carlos Brito tenha dificuldades em cumprir os objectivos de manutenção da equipa.

Marítimo

Na outra equipa da Madeira, o Marítimo, como é hábito, muitas saídas e muitas entradas. O objectivo é expresso: atingir novamente a Europa!

Pedro Martins continua no comando da equipa madeirense.

Saídas de jogadores muito importantes nas últimas épocas do clube, casos de Djalma e Kléber para o FC Porto como há muito era anunciado e do guarda-redes Marcelo Boeck para o Sporting. Tirando as saídas mais que previstas dos 3 jogadores, o Marítimo continuo a contar com a sua espinha dorsal, o que garante bastante estabilidade ao seu treinador.
O histórico Bruno abandonou o Marítimo aos 37 anos e após 13 épocas intercaladas com a camisola verde-rubra ao peito que apenas foram interrompidas por um ano de empréstimo ao Camacha e os anos em que esteve no FC Porto e no rival Nacional da Madeira. O médio prossegue carreira no vizinho União, recém promovido à Liga Orangina.

Regressos de Olberdam do Rapid de Bucareste após experiência muito pouco conseguida na liga romena e de João Luiz do empréstimo ao Beira-Mar. O avançado Pouga também regressa ao futebol português depois de ter estado 2 épocas na Roménia e tem a missão de substituir Kléber. Contratação de Salin à Naval para render a saída de Boeck e a contratação de 4 jovens jogadores Nigerianos cujo potencial é totalmente desconhecido: Taiwo Olayiwola, Abuchi, Udojoh e Obayomi.

Na baliza, Salin irá rivalizar pela titularidade com Peçanha. São dois excelentes guarda-redes. Na defesa, as permanências de Robson, Roberge, Luis Olim, Briguel e João Guilherme garantem raça, experiência e eficácia. No meio campo pouco ou nada muda: Marquinho, Roberto Sousa, Rafael Miranda e Selim Benachour recebem os regressos de Olberdam e João Luiz a uma casa que bem conhecem e de Anibal Domeneghini, argentino que actuava no campeonato chileno que é rotulado como um jogador muito veloz e técnicamente interessante.

Na frente Pouga, Danilo Dias e Baba terão a missão de fazer esquecer a dupla Kléber e Djalma, se bem que o Brasileiro já não foi tão importante na época passada como tinha sido em 20092010 devido ao diferendo que mantinha com o Marítimo pela não-concretização da transferência para o Porto no verão de 2010.

Época tranquila também é o que esperam os dirigentes do Paços de Ferreira.
Não é um candidato natural à Europa, mas um clube capaz de facilmente terminar na primeira metade da tabela da Liga, podendo aventurar-se facilmente nas taças.

Depois de ter sido muito elogiado no seu primeiro ano de trabalho no Paços de Ferreira e de até ter recebido convites para treinar equipas mais fortes, Rui Vitória deverá querer incutir uma maior evolução no clube Nortenho. Vitória já provou que é um treinador muito racional que gosta de colocar as suas equipas a jogar um bom futebol.

É certo que esta época sofreu alguns revezes ao nível de saídas, casos de Leonel Olímpio, Maykon, Mario Rondon, David Simão, Nélson Oliveira, Baiano, Bura, Samuel, Pizzi e Amond. Meia espinha dorsal da época passada saiu do clube, facto que não assusta Rui Vitória, treinador habituado por carreira a construir equipas. O treinador e a direcção lançaram-se ao mercado para colmatar as saídas e de acordo com as possibilidades financeiras do clube da capital do móvel reforçaram a equipa com jogadores muito jovens recrutados em divisões inferiores, no Brasil e dois por empréstimo do Porto. Facto que acaba por ser também uma das referencias de Rui Vitória, um treinador que desde os tempos do Fátima na 2ª liga está sempre atento a novos valores que despertam nas divisões inferiores para os conseguir trabalhar e transformar em jogadores capazes de jogar na 1ª liga contra os melhores. Das contratações do Paços, é de destacar então a quantidades de jogadores abaixo dos 23 anos: Eridson (ex-Tourizense) Sassá (ex-Ipatinga) Reinaldo Lobo (ex-Itaúna) Josué (médio centro que estava na Holanda por empréstimo do Porto) Diogo Figueiras (ex-Pinhalnovense) Marcelo Tché (ex-Santa Helena do Brasil) Bacar Baldé (ex-junior do Porto) Carlitos (ex-Oliveirense) Melgarejo (por empréstimo do Benfica). Nomes que decerto causam algum arrepio dada a juventude e a falta de provas dadas no escalão principal do futebol português. No entanto se olharmos ao facto que na época passada Rui Vitória fez evoluir jogadores como Bura, Samuel, Caetano, Pizzi, Mario Rondon, David Simão, Nelson Oliveira, Amond e Javier Cohéne, podemos estar seguros que Vitória compra com algum grau de certeza e é um treinador muito bom a lidar com jovens desconhecidos dos grandes palcos, conseguindo quase sempre que eles evoluam.

A juntar a estas mexidas de defeso, Rui Vitória pode contar com jogadores bastante experientes na 1ª liga como Cássio, Ozéia, André Leão, Manuel José, Filipe Anunciação, Cícero (contratado ao Rio Ave) e com o jovem brasleiro Michel, goleador que deu cartas no Penafiel.

Olhanense

Volta a ser o único representante algarvio nesta liga.
Melhorou significativamente o seu plantel depois de uma época em que a manutenção nunca esteve em risco.
Perdeu Paulo Sérgio para o Guimarães, Carlos Fernandes para a Naval, Maynard, o jovem Joshua Silva e Tiero.
Conseguiu manter Mexer, João Gonçalves (nova dispensa do Sporting) e ganhou Wilson Eduardo, todos por empréstimo do Sporting. Roubou Ventura ao Portimonense por empréstimo do Porto assim como Ivanildo. Tentará recuperar Vitor Vinha (ex-Académica e Desportivo das Aves) jogador que apresentava muito potencial, potencial que nunca fui demonstrado na liga assim como o avançado Zequinha, que depois da formação no Porto e da cena protagonizada no mundial de sub-20 em 2007 se estreia na Liga pela mão do clube de Olhão. Conseguiu também os concursos dos experientes Fernando Alexandre ao Braga e Luis Filipe ao Benfica.

Basicamente, o Olhanense serve de manta de retalhos a jogadores que não conseguiram o seu espaço nos grandes, mas que podem ajudar a equipa algarvia a conseguir os seus objectivos em conjunto com os jogadores que se mantém na equipa, casos de Maurício, Rui Duarte, Ismaily, Nuno Piloto, Toy, Djamir, Dady e Yontcha.

O clube algarvio não terá muitas dificuldades em manter-se na Liga.

Feirense

Segue-se o Feirense. Aveiro voltará a ter duas equipas na Liga, acontecimento que já não se verificava à muitos anos. Penso que a última vez que tal fenómeno aconteceu foi no final da década de 90 com Beira-Mar e Sporting de Espinho. No entanto, pelo que estava a ser demonstrado na luta pela subida na Liga Orangina (Oliveirense, Feirense e Arouca na luta pela subida) era certo o distrito voltar a ter dois representantes na Liga.

Teremos portanto novo derby regional em Beira-Mar e Feirense, derby que motivou uma vez Augusto Inácio (na altura ao comando dos auri-negros) a apelidar o derby “feito para homens da barba rija!”. Nem mais, nem menos.

Depois de 3 épocas a roçar a subida ao principal escalão do futebol português, a turma de Santa Maria da Feira (conhecida por ser a que tinha menos orçamento na 2º liga) aventura-se na Liga, sabendo de antemão que terá que jogar os primeiros jogos em casa em campo emprestado, facto que pode trazer alguma instabiliade à equipa no primeiro terço da época.

O Feirense tem um plantel simpático para abordar a Liga, mas será na minha opinião um candidato à descida. Dos jogadores à disposição do técnico Quim Machado destaque para o experientíssimo guarda-redes Paulo Lopes, para os defesas Jefferon e Luciano, para os médios Ludovic, Diogo Rosado, Cris e Hélder Castro e para os avançados Rabiola, Miguel Pedro e Jonathan.

Gil Vicente

O Gil Vicente é a última equipa deste post.
António Fiuza é um presidente satisfeito com este regresso à Liga. Fez-se justiça tardia em Barcelos.
Vamos ver o que esta jovem equipa de Barcelos poderá fazer este ano. A manutenção não será objectivo fácil.

Na turma de Paulo Alves, destaque para os guarda-redes Jorge Baptista, para os defesas Paulo Arantes e Junior Caiçara, para o médio João Vilela e para os avançados Yero (ex-Porto) Laionel e Hugo Vieira, este último, um jovem que pode ser uma das sensações deste campeonato.

Próxima antevisão: Bundesliga.

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