Tag Archives: Rogério Alves

o do costume

Godinho demitiu os órgãos sociais do clube, mas mantém-se em mandato de gestão até às eleições de dia 23. Como me disse o João Borba e bem “evitou a humilhação da AG”.

Já começa típico circo eleitoral do Sporting. Os nomes são os do costume: Bruno de Carvalho, Braz da Silva, Rogério Alves, Abrantes Mendes. Cuidado, não vá aparecer também um Pedro Baltazar à espera de reaver aquilo que perdeu com o Daniel Carriço e com a negociata da transferência das acções da SAD em troca do passe (na altura avaliado em 5 milhões; o mesmo valor das acções que o Grupo de Baltazar detinha na SAD leonina) de um jogador que de facto valeu 750 mil euros. Todos afirmar por ora que são capazes de trazer pérolas e diamantes. Daqui a 1 semana, todos eles apresentarão o seu director desportivo e o seu treinador. Falta porém, desta vez, o Futre. Há por aí um Andrade da “era croquete” a bufar na TV cobras e lagartos da gestão do Sporting. Talvez se meta ao barulho e seja o candidato da dinastia. Já assisti a momentos destes no clube de Alvalade: alguém “semi-desconhecido” de uma antiga direcção da dinastia Croquete aparece (como apareceu em 2011 o Go(r)dinho), lava a sua imagem e a imagem da dinastia com palavras de revolução, toma o poder e faz asneira como fez o Go(r)dinho. 

Porém, o meu palpite para candidato vindo da dinastia é o Rogério Alves. O homem está sequioso de poder. O homem anda mortinho para que chegue o dia em que lhe entreguem o Sporting. Para além do mais, dentro da Dinastia, é capaz de ser aquele com melhor nome entre os sócios. Não creio é que os sócios do Sporting caiam novamente em engo(r)dos.

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começo por…

dizer ao Sá Pinto que ele bem tentou levantar o clube que ama.

dizia-me há uns meses atrás o Mário Silva, e bem, que para se levantar um clube perdido, era necessário ter-se muito amor a esse clube. é o caso do Sá Pinto em relação ao Sporting. foi aquilo que, um outro histórico europeu, o Liverpool, que também se encontra numa fase muito controversa da sua história, fez, ao contratar para o cargo de treinador Kenny Dalglish na época transacta.

Dalglish e Sá Pinto não são treinadores. ser um antigo futebolista de qualidade (Dalglish é indiscutivelmente uma das maiores lendas do futebol europeu e Sá Pinto, apesar de não ter sido nenhuma vedeta do futebol mundial, foi um jogador que marcou uma geração do futebol do seu país) não é sinónimo de sucesso enquanto treinador. prova disso são os inúmeros treinadores de reputação mundial que nunca foram jogadores de futebol ou que nunca foram jogadores de nível mundial: Mourinho, Sven-Goran Eriksson, Héctor Cuper, Scolari, Wenger, Benitez são os exemplos de treinadores que apesar do seu currículo enquanto treinadores (uns ganharam mais, outros menos) pertencem a esse lote.

no entanto, tanto Sá Pinto como Dalglish, pelo conhecimento interno profundo da realidade dos clubes cuja missão era levantar de sucessivos anos de hecatombe ao nível de resultados desportivos, pela garra que sempre empregaram ao serviço desse clube enquanto jogadores (lembro-me que Sá Pinto por exemplo, arruinou a sua carreira enquanto jogador num célebre jogo a contar para a UEFA de 2001\2002 contra o Halmstads; vitória do Sporting por 6-0 se não estou em erro; lesionando-se gravemente no joelho depois de ter esforçado em demasia para dominar uma bola que ia fora quando o sporting já ganhava por 6) eram soluções muito viáveis para as direcções desses mesmos clubes.

Sá Pinto chega a um Sporting arrasado por mais uma desilusão. Domingos Paciência sai a meio de uma época em que se esperava que fosse o habilitado a devolver o sporting ao top-3 da liga portuguesa. Domingos sai num momento em que o clube se encontra numa posição confusa: existe um investimento na equipa profissional superior aquele que tinha sido feito nas eras de Filipe Soares Franco e José Eduardo Bettencourt, existem objectivos a cumprir, existe pressão adicional derivada desses mesmos objectivos mas os resultados não aparecem e a confusão instalada na direcção não permite a paz ao clube. Domingos não engata aos domingos, perde a equipa e perde por completo o balneário. Sá Pinto entra, motiva o balneário e ganha jogos na UEFA que qualquer sportinguista jamais pensava que os seus jogadores poderiam ganhar. o jogo de manchester foi a prova disso. eliminar o campeão inglês com uma vitória em Alvalade e com aquele épico de Manchester era suficiente para os adeptos pensarem que estaria ali a solução para espantar os maus anos do clube e para os jogadores ganharem confiança.

a partir de Bilbao tudo se desmorona.

a Sá Pinto, como não poderia deixar de ser, é dada uma oportunidade para trabalhar uma equipa a partir da sua base, ou seja, a partir da pré-época. e como se tinha dado a Domingos, a direcção dá a Sá Pinto o plantel com mais qualidade e riqueza em soluções que alguma vez vi no Sporting desde a era de Figo e do malogrado professor Queiroz. e desde cedo, como o meu pai tinha previsto, Sá Pinto revela que não é treinador e que não tinha capacidade para colocar a equipa a jogar um bom futebol. não basta olhar o jogo com a atitude de guerreiro, é preciso também saber-se aquilo se faz para que no campo os resultados apareçam. e na minha modesta opinião, os incentivos constantes do treinador aos jogadores não são suficientes, pois se olharmos bem, nenhuma equipa que tem aspirações pode chegar a Outubro sem um onze base construído e sem um fio de jogo objectivo.

no entanto, a actual situação do Sporting não se estende apenas ao meu desempenho do seu demissionário treinador.

é nítido que directivamente, o clube ainda vive maus momentos. a estrutura profissional do clube passa por uma enorme instabilidade, instabilidade essa que parece ser típica do sporting.

o clube tem um presidente ausente, que passa a vida mais preocupado em viagens à China para arranjar investidores (mas quem é que na verdade quer investir num clube que não vai à Liga dos Campeões e que não tem património ou receita?) e tem vários presidentes-sombra. falo dos senhores Bruno Carvalho, Luis Duque, Daniel Sampaio, Eduardo Barroso, Dias da Cunha, Dias Ferreira, José Roquette, Rogério Alves e tantas vozes mais que são as vozes que semeiam a instabilidade no clube com as suas afirmações descabidas, confusas e até, por vezes, algo contraditórias. ou seja, é sumo aos meus olhos que existe muita gente no Sporting que fala, fala demais e não fala aquilo que realmente deve falar. começa no presidente ausente e acaba no vogal da mesa da assembleia magna.

financeiramente, não se sabe muito bem onde é que o clube vai buscar dinheiro. até se sabe, mas essa não é a forma correcta de gerir um clube. alienar passes de jogadores a fundos dúbios só fará com que o clube não ganhe nada com as transferências desses mesmos jogadores e posicione-se delicadamente na bancarrota caso não consiga chegar a uma liga dos campeões. logo, qualquer profissional da bola, por mais rico que seja, que abra um jornal desportivo e leia que o seu clube está em falência técnica e pode estar em risco de não pagar o seu salário, não terá a motivação necessária para enfrentar a sua profissão e ter bom rendimento.

no entanto, ninguém naquela direcção é capaz de controlar a loucura da imprensa desportiva nos maus momentos do clube e ninguém é capaz de fazer barulho quando o sporting é atacado de forma violenta, cobarde e vil.

desportivamente, as planificações de época do sporting são algo que ainda não se sabe muito bem como se fazem. Carlos Freitas foi contratado para dar aquele toque de midas que só ele consegue dar no futebol português. reforçou a equipa com excelentes profissionais. mas, a instabilidade directiva faz com que esses profissionais cheguem ao sporting e mostrem que desaprenderam a jogar futebol. no ponto de vista físico, acho inenarrável chegar a Outubro e reparar que maior parte do plantel do Sporting ou se encontra em má-forma ou se encontra lesionado. as lesões são outro facto inenarrável: o departamento médico do sporting é o departamento médico em Portugal que demora mais tempo a colocar de volta os jogadores na competição. exemplos disso: Fito Rinaudo. em março estava pronto para a competição mas só voltou em Setembro. Luis Aguiar foi-se embora sem qualquer jogo oficial. Alberto Rodriguez joga pela selecção mas deixou de jogar pelo clube. Matías passava mais tempo na enfermaria do que no relvado, mas em Firenze tem jogado todos os jogos. vá-se lá saber o porquê disto.

outro facto estranho que me transparece, é a capacidade que os sucessivos balneários do Sporting encontram de demitir treinadores. os jogadores fazem tudo para demitir o treinador que lhe não lhes convém. aconteceu com Peseiro, com Paulo Bento, com Paulo Sérgio, com Carvalhal, com Domingos e agora com Sá Pinto. será que não existe ninguém naquela direcção que chegue a um balneário e diga que os jogadores são pagos para jogar futebol e para ganhar títulos?

para finalizar.

o sporting vai ao dragão domingo. uma vitória puxará o clube para perto dos primeiros lugares e poderá devolver a confiança aos jogadores. o novo treinador (dizem as más línguas que é Co Adriaanse; outro conflituoso nas relações com os jogadores) estará em Alvalade na segunda e aproveitará a pausa no campeonato para jogos internacionais para poder trabalhar descansadamente com a equipa e incutir o seu modelo de jogo. uma derrota colocar-nos-à a 8 pontos do Benfica e do Porto, ou seja, no fio da navalha no que a liga portuguesa diz respeito. sinceramente, até tremo só de pensar na cabazada que o sporting vai apanhar domingo. se apanharam 3 do videoton, podemos sair do dragão com uns 7 no saco. espero que não não, mas…

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é 9 de junho e a eficácia alemã venceu a falta de finalização dos portugueses

Nunca gostei do Rogério Alves.

Não descuro as suas competências como jurista e advogado, que pelo que sei, até são muito acima da média.

Nunca gostei de Rogério Alves como comentador de telejornais. A sua voz irritante e a forma pretensiosa (quase fingida) com que aborda os temas que lhe dão ao comentário fazem com que mude de canal nesse mesmo instante.

Quando vinha a vir para casa, a propósito da derrota da selecção escutei um comentário para a rádio em que Rogério Alves dizia que cada jogo de futebol tem a sua “história privativa” e que a selecção “proficuou” antes do golo da Alemanha.

Perceba-se os termos em português, deixem-os aneis e a espinha dorsal em campo para entender o raio do que o dito queria dizer em relação à atitude dos portugueses esta noite em Lviv.

Pus-me a pensar e cheguei à conclusão que 8 milhões de portugueses falam como os  imberbes. Outros 2 milhões sabem até demais do que aquilo que vem enunciado no dicionário da língua portuguesa.

Alguém que neste país lhe dê o prémio de Fala Barato do Ano.

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A palhaçada do costume

Bettencourt demitiu-se. Dias Ferreira, presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting marcou eleições para o dia 26 de Março. Rei morto, rei posto.

À semelhança daquilo que tinha acontecido aquando da saída de Filipe Soares Franco em 2009, a imprensa e os sites de apoio em torna do clube começam a atirar uma quantidade inexplicável de pseudo candidatos à presidência do Sporting. Digo pseudo candidatos visto que metade deles só são candidatos de boca, neste caso, à procura de visibilidade no campo pessoal.

Nomes como Rogério Alves, Nuno Mourão, João Rocha Jr., Santana Lopes (zeus nos livre que a história se repita) Paulo Pereira Cristóvão, Sérgio Abrantes Mendes, o próprio Dias Ferreira e outros desconhecidos do público como Bruno Matias são apontados como candidatos. Será que no fim de todas as contas estão dispostos a ir para uma casa que está visívelmente a arder?

Sportinguistas preparem-se que isto é só o começo da palhaçada do costume quando existem eleições marcadas. Até dia 26 de Março vamos assistir a fenómenos ainda mais estranhos como aqueles que são característicos de prometer mundos e fundos (que todos sabemos que o clube não pode pagar ou suportar) apenas para que todos estes faroleiros baratos se possam afirmar como candidatos à séria. Repito: candidatos. Todos sabemos que quando chegarmos próximos das eleições, metade desta gente já terá desaparecido do mapa ou estrategicamente retirado a sua pseudo candidatura quando se inteirarem da realidade do clube que é seriamente uma realidade de quem não tem um tostão para mandar cantar um cego quanto mais para construir uma equipa competitiva para vencer títulos.

Isto porquê? Porque JEB demitiu-se com o trabalhinho bem feito de casa, ou seja, metendo o clube nas mãos dos bancos na reestruturação financeira assinada na semana passada. Com o aumento de capital da SAD e com a venda de 55 milhões 55 milhões de euros de Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis (VMOC) em acções ao fim de cinco anos, com valor nominal de um euro cada, o próximo que cair no poleiro que se chama presidência do Sporting apenas poderá mexer naquilo que os bancos (compradores) autorizarem por escrito. Coisa a que já nos habituamos com JEB.

Ou seja, tudo isto me leva a concluir que JEB foi um autêntico pulha. Foi um pulha porque fez o clube perder de vez a parca autonomia que lhe restava. Pode ter diminuído o passivo com toda esta operação mas também acabou com as hipóteses do clube ter uma equipa profissional de futebol competitiva nos próximos 5 anos.E saiu, como nada se passasse, com a maior das tranquilidades. Enganando quase 100 mil sócios. Auferindo na totalidade um rendimento de 460 mil euros na sua passagem no clube desde a sua eleição (se tivermos em conta o que lhe é devido por lei).

Talvez sejam os 20 mil euros por mês um valor interessante que justifique tantos interessados pelo cargo. Mas não se esqueçam que é uma casa visívelmente a arder.

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