Tag Archives: Roger Federer

falamos só de 5 anos, 6 meses e 3 semanas enquanto melhor do ranking mundial

Considere-se o melhor tenista de sempre. E Rafael Nadal caminha a passos largos para ser o 2º melhor de sempre.

E o que deve ser tirado como ilação de toda a carreira de Federer é de facto o seu enorme espírito de campeão e a sua vontade constante de vencer, mesmo que entre num torneio como 5º ou 6º cabeça-de-série descredibilizado ao nível de capacidades. Em 2010, afectado pela mononucleose, perdeu o domínio hegemónico para Rafael Nadal. Em 2011, no ano do regresso a sério não ganhou grande coisa. Pensava-se que o futuro estava em Djokovic e Nadal. Até Wimbledon. A sede de títulos do tenista de 30 anos não parece terminar. Será obviamente o grande candidato à medalha de ouro nos Jogos Olímpicos. Estará para vencer no US Open. E poderá não ficar por aqui.

As suas estatísticas e palmarés são inacreditáveis e eram impensáveis nos anos 90 perante o que por exemplo tinha ganho Sampras: 17 grand-slams, um registo de 81% de vitórias de carreira (853-192), outros 58 títulos entre masters, ATP´s, challengers e futures enquanto profissional, 8 títulos na variante de pares. Dúvido que Nadal, aos 26 anos (Nadal já conseguiu 12 títulos em grand-slams, 50 como profissional; 581 vitórias e 120 derrotas numa eficácia de 82%) consiga no final da carreira superar os dados actuais de Federer. Dúvido também que Djokovic (25 anos; 4 títulos de grand-slam, 30 como profissional; 401-111 em partidas numa eficácia de 82%) consiga também ele superar Federer. Dúvido até que consiga ver em vida um tenista tão dominador como o Suiço.

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Quase lendária

A partida de ontem que colocou frente-a-frente na final do US Open Rafael Nadal e Novak Djokovic, foi na minha opinião uma partida quase-lendária.

Só não considero a partida lendária, porque não foi discutida naquele 5º set em que o vencedor terá obrigatoriamente que ganhar o set por dois jogos de serviço de diferença. De resto, o facto de ser uma partida considerada como quase-lendária assenta muito bem ao grande espectáculo que assistimos durante pouco mais de 4 horas. Deliciosa foi por exemplo aquela troca de bolas entre os atletas com o público do Arthur Ashe Stadium completamente de pé em rendição absoluta ao bom ténis dos jogadores.

Rafael Nadal e Novak Djokovic são indiscutivelmente (creio que ainda em conjunto com Roger Federer) as 3 grandes lendas vivas do ténis actual. Na final de ontem, tanto o sérvio como o espanhol deram tudo o que puderam e o que não puderam para vencer a partida, e eu, dei por mim no 3º set a reparar em três acontecimentos que nunca tinha visto nos últimos anos em escala tão redonda: 1. Nadal acaba o 3º set com a camisola completamente colada ao corpo 2. Nadal joga o 4º set em claras limitações físicas, depois da violência de jogo que levou de Djokovic durante toda a partida. 3. Novak Djokovic perdeu o 3º set mas não quebrou psicologicamente e apareceu ainda mais forte no 4º. Isso constitui-se de facto como uma evolução enorme do ténis do sérvio.

Prevaleceu o maior ténis (actual) do Sérvio, que assim leva para casa o seu 6º título do Grand Slam da carreira e o 3º este ano. Roger Federer ainda pode dormir descansado. Muito dificilmente arriscam bater o seu record de vitórias.

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Djokovic triunfa em Wimbledon

Não são de todo consideráveis alguns argumentos que tenho lido em toda a Comunicação Social  e nas redes sociais acerca da vitória de Novak Djokovic no Torneio de Wimbledon, no que toca especificamente à “possível” passagem de testemunho de hegemonia no cenário do ténis mundial de Nadal para o tenista Sérvio.

Apesar da excelente vitória na final de Wimbledon (uma final é sempre uma final, mas apesar de tudo não passa de uma partida) e da passagem a nº1 do mundo, três simples ilações se devem tirar do quadro masculino desta edição de Wimbledon:

1. Inevitavelmente, o afastamento precoce nos quartos-de-final do candidato crónico à vitória Roger Federer.  Estará o Suiço no início do declínio final? Parece-me que sim. Federer não é o mesmo e a derrota com Jo-Wilfried Tsonga a meio desta semana provou.o: Federer teve o jogo na mão quando fez o 2-0 em sets e permitiu que o Francês se moralizasse lentamente para a vitória na partida.

2. O afastamento super preococe de Robin Soderling. Definitivamente, o sueco está num ano horrível ao nível de resultados.

3. Com o declínio de Federer, o circuito masculino viverá um pouco daquilo que está a ser o circuito feminino nos últimos 2 anos: muito equilíbrio, apenas diferenciando no facto do equilíbrio entre tenistas do quadro masculino revelar muita qualidade para os próximos anos (Nadal, Djokovic, Murray, Soderling, David Ferrer, Tsonga, Soderling, Monfils, Del Potro e outros interessantes outsiders como Fernando Verdasco, Feliciano Lopez, Richard Gasquet, Gilles Simon ou Milos Raonic) num sistema em que todos poderão ser capazes de ombrear de igual para igual nos Masters e nos Grand Slams e as tenistas do quadro feminino a revelarem muito equilíbrio mas pouca qualidade, à excepção obviamente de Kim Clijsters e Maria Sharapova, as únicas sobreviventes de uma geração que teve nomes como as irmãs Williams, Jennifer Capriati ou Justine Henin.

Para finalizar, estou a gostar de ver a atitude do meu tenista favorito, que é desde há muito o Argentino Juan Martin Del Potro. Como sabem, Del Potro esteve 1 ano parado o que em ténis significa muito mas mesmo muito tempo. (há quem afirme que uma lesão de 1 ano no ténis é o suficiente para acabar com a carreira de um tenista). O que é certo é que Del Potro voltou da estaca zero e em poucos meses está de volta ao top-20 mundial e a um ténis bastante aceitável muito graças à própria personalidade do atleta que é um rigoroso seguidor de um estilo de vida de um atleta profissional e segundo os especialistas da modalidade é um atleta trabalhador e humilde.

Os indicadores deixados em Wimbledon são excelentes para o US Open, onde o Argentino já venceu.




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