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futeboladas (fim-de-semana)

Começo como é habitual pela Premier League:

32ª jornada do principal escalão do futebol inglês:

Depois de uma derrota no terreno do Queens Park Rangers, um golaço na recta final da partida por intermédio do médio catalão Mikel Arteta poderá ter servido dois interesses na recta final da liga: o 3º lugar do Arsenal no fim do campeonato, lugar que garante a Champions da próxima época para o clube londrino e o fim da linha para o Manchester City no sonho do título inglês. Quem sabe, também garantirá o fim da linha para Roberto Mancini no comando técnico dos citizens, numa altura em que se diz que a board de Manchester estará disposta a tudo para convencer José Mourinho a trocar Madrid por Manchester no final desta temporada.

Dentro das 4 linhas, o futebol-arte de Wenger limpou qualquer sombra de dúvidas que pairou até aos 86″, minuto do golo de Arteta. Algo insatisfeito com a pressão que os citizens estão a fazer sobre Robin Van Persie (o holandês termina contrato com os Gunners esta temporada, ainda não renovou e já foi dado como certa uma investida por parte da direcção do Manchester para resgatar o jogador) Arsène Wenger aproveitou para lançar algumas alfinetadas ao clube de Manchester, dizendo que agora, os citizens já podem lançar mais investidas sobre jogadores do Arsenal” – o francês ironizou a situação afirmando posteriormente a seguinte afirmação: “Podemos analisar estar situação de duas maneiras. Se calhar agora eles vão querer contratar outros jogadores”.
Estas declarações surgem obviamente na sequência das compras que os homens de Manchester fizeram no clube londino. Em 3 temporadas, os Gunners viram sair para o City Emmanuel Adebayor, Kolo Touré, Samir Nasry e Gael Clichy, motivo que levou os adeptos do clube de londres a espalhar a piada que os citizens “teriam cartão de cliente no Emirates para ter descontos na compras” – recorde-se que todos os jogadores saíram por um preço inferior ao que era expectável devido ao facto do Arsenal ter sido pressionado à sua venda em derivado do facto de ambos estarem apenas com mais 1 ano de contrato.

Já Roberto Mancini reagiu à derrota afirmando que afinal “não estamos fora do título” – na semana passada, Mancini tinha afirmado no flash interview posterior ao empate contra o Sunderland que se o City perdesse no fim-de-semana, dizia adeus ao título. Com 8 pontos de diferença para o United, não me parece (mesmo que o City vença o derby) que possam ter grandes hipóteses nesta questão.

No jogo de Londres, as luzes incidiram novamente sobre Mario Balotelli. O avançado está de cabeça perdida e voltou a cometer das suas.

O 1º lance – aos 20 minutos Balotelli tem esta entrada violenta sobre Alex Song. Já sabiamos que o camaronês era um jogador algo viril. No entanto, a entrada do Italiano poderia efectivamente ter traçado um destino na sua carreira. O arbitro viu e fez de conta que não viu. Balotelli foi perdoado mas…

fez duas faltas rispidas sobre Sagna nos dois minutos que sucederam ao golo do Arsenal e foi expulso.
Quem não ficou nada agradado com este comportamento foi Roberto Mancini. No flash-interview, o técnico italiano deu a receita de Tevez a Balotelli: “I don’t have any words for his behaviour.
I hope for him he can understand he is in a bad way for his future and I really hope that he can change his behaviour in the future. He will probably not play in the next six games. He’s young and could be my son and when you are young you can make mistakes. Mario made a mistake and I hope for him – not me – that he can change.
He clearly created a big problem but he has also scored important goals for us this season. He needs to chnge his behaviour if he wants to continue to play. I have seen players like him, who have all this talent, and they are finished in two or three years.”

Mancini assumiu de facto que o problema de Balotelli não passa apenas pelo controlo das suas emoções dentro de campo e deu a entender que o italiano também causa problemas no balneário. É uma pena, acrescento eu, que um talento destes não tenha cabeça. Balotelli parece-me daqueles jogadores que daqui a 5 ou 6 anos andará a arrastar-se por clubes como o Modena ou como a Atalanta porque há de chegar o dia em que ninguém o queira.
Notícias posteriores ao jogo indicam que o City deu guia de marcha ao italiano à primeira proposta que aparecer. O Milan de Galliani já apareceu interessado no jogador.

Balotelli já pediu desculpas aos companheiros, treinador, direcção e adeptos pelo seu comportamento. Rumores em Itália dão conta da não-inserção do avançado na pré-convocatória para o europeu por parte do seleccionador Césare Prandelli. Prandelli tem medo que Balotelli vá influenciar uma espiral negativa no balneário da Squadra Azzura. Recorde-se que há algumas semanas atrás, o seleccionador italiano já tinha posto a hipótese de Balotelli não integrar a convocatória italiana por considerar que o avançado não tinha estofo para lidar com a pressão.

Quem aproveitou de imediato a derrota do City foi o Manchester United. Os comandados de Alex Ferguson tiveram uma tarde descansada, vencendo o Queens Park Rangers por 2-0 em Old-Trafford. Nani voltou à competição, algo que deu algum regozijo ao treinador escocês. Dentro de campo, o Queens Park Rangers condicionou o seu jogo logo aos 14″ por expulsão de Shaun Derry após falta dentro da área que daria a oportunidade a Wayne Rooney de inaugurar o marcador. O United controlou o jogo com o equatoriano Valência a facturar mais uma exibição portentosa. Momento da tarde foi o 2º golo dos Red Devils, apontado pelo regressado Paul Scholes, num dos seus remates típicos.

Desde o regresso de Scholes em Janeiro que se nota uma maior acalmia no United. Exceptuando os jogos frente ao Bilbao, em que o Athletic de Bielsa montou o seu “carrossel de ataque” junto à área dos ingleses, Scholes veio dar aquilo que o United da 1ª parte da época não tinha: um médio que transportasse jogo e que fosse capaz de servir de orientador a todo o ataque. Quem poderia fazer isso melhor do que o mítico Paul Scholes?

ver aqui a vitória do Chelsea sobre o Wigan por 2-1.

No rescaldo de uma noite europeia frente ao Benfica em que a equipa londrina teve mais sorte do que juízo, o Wigan veio a Stamford Bridge necessitado de pontos para fugir aos lugares de despromoção. O Chelsea, aproveitando o empate do Tottenham frente ao Sunderland, precisava de vencer para se aproximar mais do 4º lugar. Pode-se dizer que nos dias que correm, o Chelsea é uma das equipas com mais sorte no mundo: vence o Benfica injustamente e com alguma ajudinha da arbitragem nas duas mãos, apurando-se para a Champions e vence um lutador Wigan com mais uma ajudinha dos senhores de negro.

Di Matteo optou por inserir duas caras novas no onze: Michael Essièn e Ryan Bertrand à esquerda. O Wigan de Roberto Martinez esteve por cima durante todo o jogo. Martinez teve uma abordagem táctica muito curiosa: jogou com 3 centrais e com 2 alas. Curioso também foi o primeiro lance de perigo na partida a remate de meia-distância de Gary Cahill.

Na 2ª parte viriam os lances que iriam deteminar o rumo da partida: logo a começar, penalti por assinalar a favor do Wigan com uma mão na área do lateral-direito sérvio Bratislav Ivanovic. Depois, seria o sérvio a marcar o primeiro golo da partida naquele lance bizarro. O Wigan nunca desistiu e sentiu que poderia levar qualquer coisa de Londres: aos 82″ Mohammed Diamé fuzilou Petr Cech naquele poderoso remate à entrada da área.

Para o fim estava guardada a masterpièce dos falhanços da arbitragem neste jogo: apesar da bonita jogada de ataque do Chelsea e do golaço que poderia ser se Torres marcasse aquele voley, 3 jogadores do Chelsea (inclusive Mata) estavam em fora-de-jogo no lance e existe carga nítida de John Obi-Mikel sobre o guarda-redes do Wigan Al-Habsi.

Ontem, Roberto Martinez, treinador do Wigan, revelou que o chefe dos árbitros da FA Mike Riley telefonou-lhe a pedir desculpa pelos erros de arbitragem na partida. Segundo palavras do jovem técnico espanhol: “Ele disse-me que arbitrar nesta liga exige nível e, nessa medida, deviam ter acertado naquelas duas decisões. Creio que há um modo honroso de enfrentar os erros. Todos somos capazes de os cometer e tem a ver com o modo como se reage a eles” – e o que é certo é que os erros de arbitragem foram danosos para o Wigan. A bom da verdade desportiva, o Wigan poderia ter vencido por 2-1 e poderia ter dado um passo importante rumo à manutenção.

O Chelsea aproximou-se do Tottenham e o Wigan continua abaixo da linha de água.

Notícias revelam que o Chelsea já se está a mexer para se reforçar: Igor Lichnovski, jovem defesa de 19 anos do Universidad do Chile e Hernanez, internacional brasileiro da Lazio estão na lista do Chelsea. O primeiro também poderá constar das listas do Inter mas só sairá por verbas a rondar os 5 milhões de euros. Já Hernanes tem o seu passe fixado num valor entre os 22 e os 25 milhões. O brasileiro da Lázio também é desejado pela Juventus e pelo Tottenham.

Por falar em Tottenham. Os Spurs deram um passo negativo ao empatar em Sunderland a 0 bolas. A equipa de Redknapp vê assim mais longe o 3º lugar do Arsenal e terá que lutar jornada a jornada com o Chelsea pelo objectivo Champions.

Outros jogos:

Liverpool 1-1 Aston Villa – Continua a seca de vitórias e golos em Anfield. Andy Carroll foi novamente protagonista pela negativa. O avançado contratado em Janeiro de 2011 ao Newcastle por 40 milhões poderá ter guia de marcha no clube de Liverpool.

A Juventus pretende pescar em Liverpool. Ao que parece, Luis Suarez ficou magoado com a polémica que teve com Patrice Evra. Ultimamente, Kenny Dalglish tem colocado o uruguaio no banco de suplentes, algo muito estranho para aquilo que o extremo tem vindo a fazer nos Reds. Tem uma justificação: Suarez já disse que pretende sair do futebol Inglês. A Juve mostra-se interessada e pretende fazer uma proposta a rondar os 20 milhões + Milos Krasic, jogador que está insatisfeito em Turim e que tem servido de moeda de troca para algumas propostas que o clube tem feito.

Swansea 0-2 Newcastle – Os magpies continuam de olho no 5º lugar do Chelsea e no 4º do Tottenham. Papiss Cissé, ponta-de-lança senegalês contratado em Janeiro ao Freiburg da Bundesliga carimbou com 2 bons golos a vitória da equipa de Alan PardueE. Cissé já leva 9 golos em apenas 3 meses no Saint James Park. Começa a revelar-se mais um caso de sucesso na equipa do Norte e não promete ficar aqui, como aliás, já tinha dito na última crónica.

Norwich 2-2 Everton – Duas equipas descansadas ao nível classificativo proporcionaram um bom jogo de futebol. O avançado croata Jelavic é outro caso de sucesso no futebol inglês. Marcou mais 2 golos. Todavia, o Everton ficou limitado para o resto da temporada com a lesão do seu central\trinco Jack Rodwell. O atleta, que fazia parte dos planos de Stuart Pearce para o europeu já não irá marcar presença no evento em virtude de uma lesão grave.

La Liga:

Duelo intenso no La Romareda em Zaragoça. A equipa da casa (com Rúben Micael no onze; Postiga só entrou nos minutos finais) precisava de bater o pé ao Barça para obter pontos para fugir à despromoção. Já o Barça vinha de uma saborosa vitória frente ao Milan para a Liga dos Campeões e precisava de vencer para alimentar a luta pela renovação do título espanhol.

Guardiola optou por fazer alguma gestão do plantel, colocando Xavi e Iniesta no banco. Xavi só iria entrar aos 90″ para queimar tempo mas ainda a tempo de ver o 4-1 final.

Uma vibrante primeira parte que acompanhei (depois interrompi para ver o Porto frente ao Braga) dava uma noção básica de que o Zaragoça queria efectivamente parar o Barça no seu reduto. A jogar destemidamente contra o futebol dos catalães, prova disso foi o penalty que Angel Lafita não aproveitou ao minutos 23 depois de uma falta de Victor Valdés (Valdés redimiu-se defendendo o penalti) e o golo passado 7 minutos por intermédio de Carlos Aranda. Tremido, o Barcelona subiu no terreno e virou o jogo em 3 minutos: primeiro por Puyol num lance onde Roberto fez mais uma das suas (já tínhamos saudades de ver o antigo guarda-redes do Benfica a sair às aranhas) e depois por intermédio de um golaço de Messi. A primeira parte iria terminar com a expulsão por acumulação de amarelos do central Abraham, facto que condicionou o Zaragoza, repito, que até então estava a merecer muito mais do que uma derrota pelo esírito afoito com que estava a enfrentar o Barça.

Na 2ª parte, com o jogo devidamente controlado, o Barça apareceu com mais um golo do Argentino (de grande penalidade) e com o delicioso golo de Pedro em combinação com Messi num estilo que mais parecia do rugby do que do futebol.

Um rumor dá conta que o Barça pretende “usar” Cesc Fabrègas e 30 milhões de euros para convencer Robin Van Persie a ser blaugrana na próxima época. O Barça pagaria assim um preço justo ao Arsenal e o espanhol serviria de intermédiário para convencer o Holandês a trocar londres pelo clube catalão.

Duro nulo para o Real em dia de páscoa frente ao Valência.

A jogar com a artilharia toda, Mourinho pretendia livrar-se do incómodo Valência nesta altura da temporada. O Real mereceu vencer visto que dominou toda a partida e viu o golo negado por várias vezes ora pelo poste ora por uma grandiosa (grandiosa mesmo!) exibição do suplente do Valência Guaita (o Valência tem de facto dois maravilhosos guarda-redes).
Primeiro a de Ronaldo ao poste. Tudo lindo. Chutão do extremo português a bater com violência no poste. Seria um dos melhores golos da Liga. A resposta do Valência: remate de Topal (este turco é brilhante na meia-distância) para defesa incompleta de Casillas. Com o guardião do Madrid plantado a pedir fora-de-jogo do avançado valenciano, este não consegue fazer mais do que atirar a bola ao poste. Seria complicado para o Madrid voltar à partida se o Valência ter inaugurado o marcador neste lance.

O Valência desapareceu da partida depois deste lance e só voltaria a aparecer na 2ª parte novamente a remate ao poste por intermédio da meia-distância do internacional turco. Se o golo de Ronaldo era de Antologia, qualquer dos lances de Topal também. Nas imagens veja-se a felicidade de Casillas a agradecer aos postes do Bernabéu após o dito lance. Veio o show de Ronaldo e o show da sua sombra nesta partida: Guaita! O internacional sub-21 espanhol está de parabéns. Levaria a melhor sobre toda a artilharia ofensiva que Mourinho tinha lançado na partida (o Real acabou o jogo com Ronaldo, Kaka, DiMaria, Callejón e Benzema).

O resultado foi ingrato para as duas equipas, observando pelo ponto de vista classificativo: o Real perdeu dois pontos para o Barcelona e o Valência foi ultrapassado na 3ª posição pelo Málaga.

Para a história da partida, ainda ficou o lance entre Pepe e Arbeloa.

Descontente com a falta que tinha sofrido, Pepe tentou descarregar uma das suas meiguices no jogador do Valência e acabou por fazê-lo de forma inocente no seu colega de equipa Arbeloa. FAIL!
No entanto, o lateral espanhol compreendeu a situação e até brincou com o assunto quando interrogado pelos jornalistas.

Marcelo valorizou a negatividade do empate do Real mas diz que o balneário continua tranquilo. Já Guardiola também afirmou que o Barça muito dificilmente será campeão. No entanto, de Pep, creio que estas declarações são talhadas para tentar espicaçar o adversário.

Com este empate do Valência, aproveitou o Málaga. A nova aquisição da família bin Thani, depois de um mau início de temporada está cada vez mais perto de confirmar a Champions pela via directa. O último adversário a sofrer a fúria malagueña foi o Santander com golos de Isco, Santi Cazorla e Van Nistelrooy.

Ainda sobre equipas que alimentam o sonho europeu, o Osasuna foi a Santa Maria de Vallecas (arredores de Madrid) receber uma lição de bola do Rayo Vallecano. No Rayo, recém-promovido à Liga após alguns anos de ausência estão agora jogadores como José Maria Movilla (ex-Atlético e Espanyol) Diego Costa (ex-Braga e Atlético) e Andrija Delibasic (ex-Benfica e Beira-Mar) – não é portanto uma equipa com grandes estrelas, mas é uma equipa que se tem mostrado muito combativa e que faz de um jogo rápido e agressivo a sua maior força. No regresso à liga, ocupam para já o 12º lugar com 40 pontos e vivem um momento muito tranquilo, precisando apenas de 3 pontos em 6 jornadas para confirmar a manutenção.

Já o Osasuna perdeu para Málaga, Valência e Levante (venceu 2-0 o Atlético e deverá ter arrumado de vez os sonhos de Simeone quanto ao dossier Champions\Liga Europa por via do campeonato; relembro que o Atlético ainda está na Taça Uefa onde jogará frente ao Valência as meias-finais) mas segurou o 6º lugar, lugar que dá Liga Europa em Espanha.

Quem também estragou os planos europeus, neste caso do Sevilla foi o adversário do Sporting nas meias-finais, o Athletic de Bilbao. Llorente marcou para os bascos, fazendo o seu 15º golo na Liga esta temporada. Caso de sucesso, Llorente leva 26 golos esta temporada e cada vez está mais perto da saída para um grande europeu.

Quem também revelou interesse num jogador de Bielsa foi o United. Ferguson ficou maravilhado com as fantásticas exibições do extremo Oscar DeMarcos contra a sua equipa e já deu ordens de compra aos directores do clube. O extremo poderá sair para Old-Trafford por uma verba a rondar os 26 milhões de euros. De Marcos foi contratado em 2009 ao Alavés por uma verba a rondar os 3,5 milhões de euros.

O Athletic deveria a meu ver preservar estes jogadores por mais uns anos. Como é uma equipa auto-subsistente deveria guardar os jogadores por mais umas épocas visto que não são impedimentos do ponta de vista financeiro que motivam o Athletic a vender. Tirando o guarda-redes Iraizoz (31 anos) o lateral Iraola (29), o central amorebieta (27) o centrocampista Gabilondo (33 anos) e o extremo David Lopez (29 anos) todo o núcleo duro do sucesso de Bielsa está abaixo dos 25 anos. Falo de De Marcos, Muniain, Llorente, Susaeta, Martinez, Ander Herrera, Iturraspe e Mikel San José. Com jogadores deste calíbre, daqui a alguns anos, a maturidade futebolística associada à evolução de um projecto e à evolução desta equipa enquanto equipa até podem trazer títulos ao país basco. Acredito que a manutenção destes jogadores poderá dentro de alguns colocar o Bilbao na luta pelo título espanhol, feito que poderá ser extraordinário tendo em conta os recursos dos clubes como Barcelona, Real, Atlético e Valência e os recursos\limitações estatutárias que o Bilbao apresenta na contratação de jogadores.

Para finalizar as notícias sobre equipas espanholas, é de lamentar a morte de um adepto do Athletic. Um jovem de 28 anos foi baleado pela polícia basca antes do jogo frente ao Schalke 04. A bala acertou a cabeça do dito jovem e este veio a falecer hoje (terça-feira) num hospital de Bilbao.

Liga Italiana:

Quebra no Milan? A Viola foi complicar as coisas a Milão nesta altura da temporada.

Depois da eliminação para a Liga dos Campeões aos pés do Barça, o Milan complicou a revalidação do título com uma derrota caseira frente à Fiorentina de Délio Rossi.

Allegri pensava que eram favas contadas e decidiu mexer na equipa: Zambrotta jogou à esquerda, Muntari no meio do terreno e Maxi Lopez foi companheiro de ataque de Zlatan Ibrahimovic. Já a Fiorentina de Rossi não pode contar com duas das suas maiores estrelas: Montolivo (poderá estar de saída para Milão no final da temporada) e Juan Manuel Vargas não alinharam na partida. Rossi arriscou jogar com Matija Nastasic (19 anos) ao lado de Natali e arriscou colocar o jovem central de 19 anos Michele Camporesi (decorem o nome pois vai ser uma grande vedeta do futebol italiano) a jogar a trinco.

Delio Rossi não se deu mal. A primeira parte, como competia, pertenceu ao Milan. Primeiro reclamou-se um penalti que o arbitro da partida iria marcar, decorrente de uma falta que não existiu de Nastasic sobre Maxi Lopes: nota-se que o avançado argentino e o central sérvio estão a agarrar-se mutuamente e que o argentino subitamente cai e arrasta consigo o sérvio. Ibra não perdoou de penalti.

Na 2ª parte tudo haveria de mudar. Num futebol de contra-golpe rápido, a Fiorentina marcou logo a abrir a segunda parte por intermédio do internacional montenegrino Stevan Jovetic. Depois seria o antigo avançado da Juve Amauri a dar uma prendinha à sua equipa, combinando lindamente com Jovetic e finalizando na cara de Abiatti.
Vitória importantíssima da Viola na luta pela manutenção na Série A.

Vitória difícil mas bem conseguida da Juventus em Palermo.

Frente a um adversário que costuma ser muito difícil de bater em casa, a Juve apresentou algumas mexidas no onze. Desde logo se realça a entrada do ala Chileno Marcelo Estigarribia (Chileno emprestado à Juve pelo Le Mans de França) e a inserção de Fabio Quagliarella no onze após ter marcado contra o Napoli (muitos diziam que Quagliarella estava de saída de Turim; Conte decidiu reaproveitá-lo perante a falta de eficácia de outros avançados como Matri ou Borrielo).

Leonardo Bonucci e Fabio Quagliarella resolveram o jogo na 2ª parte para o lado da Vecchia Signora, que, aproveitando a derrota do Milan subiu para a primeira posição do campeonato. A Juve de Antonio Conte ainda não perdeu para a Serie A, facto que levou Massimiliano Allegri (treinador do Milan) a afirmar que a Juve “não é invencível”. O que é certo é que a Juve (tirando o jogo de amanhã frente à Lázio e o de dia 22 frente à Roma, ambos em Dell´Alpi) tem um calendário muito acessível até ao final da temporada: Cesena, Novara, Lecce (os 3 últimos) e Atalanta.

Jogaço no Olímpico de Roma. O Napoli perde jogos é certo. Tirando o jogo de há duas jornadas em Turim frente à Juve, nunca vi o Napoli perder sem dar espectáculo. A Lazio venceu e cimentou o seu lugar na Champions da próxima época.

A Lazio vive um bom momento. Tão bom que Miroslav Klose afirmou ontem desejar jogar muitos e bons anos pelos Romanos. Já o Napoli, apesar do 5º lugar actual, já conheceu melhores dias. Os Napolitanos tinham em Roma a oportunidade crucial para atingir a Lazio no 3º posto e desperdiçaram a oportunidade.

O antigo centrocampista da Juventus Antonio Candreva abriu a contagem aos 9″ num remate lateral em que Morgan DeSanctis deu uma fifia muito pouco usual para o seu gabarito. A lazio marcou e como costuma ser seu apanágio, recuou no terreno. O Napoli foi tentando penetrar através de alas compostas por Miguel Britos e Blerim Dzemaili. Aos 36″ Ezequiel Lavezzi fez uma assistência prodigiosa para Goran Pandev e o macedónio emprestado pelo Inter (que já foi jogador durante muitos anos na Lazio) não se importou de marcar numa baliza que tão bem conhece e fazer o seu 6º golo da temporada (má época para Pandev num clube onde nunca se assumiu como titular face às presenças de Cavani e Lavezzi).
Na 2ª parte, a Lazio haveria de se superiorizar na partida. Tanto ao nível de futebol como ao nível de golos:
– primeiro por uma obra prima de Stefano Mauri que merece ser vista e revista. Vai de certeza para a lista dos melhores de sempre da Série A.
– depois por Christian Ledesma na cobrança de uma grande penalidade bem assinalada na falta do Uruguaio Britos sobre o veteraníssimo Tommaso Rocchi.

No Communal Friuli, a Udinese ainda acalenta o sonho da liga dos campeões. O eterno António Di Natale e o internacional Ganês Kwadwo Asamoah deram a vitória por 3-1 sobre o aflito Parma. Na Udinese, destaque para as exibições constantes de jogadores experientes como Michele Pazienza (emprestado pela Juventus) Danilo (lateral-direito cobiçado pelo Inter) Pablo Armero e Gianpieri Pinzi. Mauricio Isla ainda continua de fora na equipa orientada por Francesco Guidólin.
O Parma com esta derrota desce ao 16º lugar com 35 pontos, mais 4º que o 18º (Lecce).

Na Sardenha frente ao Cagliari, o Inter deixou mais dois pontos e atrasou-se na corrida pela Europa. Os milaneses sofreram 6 golos em duas jornadas. Muitos erros defensivos tem assolado o Inter esta temporada. E não é por falta de defesas de qualidade.
O 2º golo do Cagliari é alcançado por Maurício Pinilla. O antigo jogador do Sporting tem feito boas épocas em Itália. Esta época, Pinigol já leva 9 golos esta temporada, sendo que 7 são desde que chegou ao Cagliari em Janeiro vindo por empréstimo do Palermo. Aos 28 anos Pinigol já se pode considerar um globetrotter dada a quantidade de países e clubes onde já alinhou: Universidad do Chile (Chile) Inter (Itália) Chievo, Sporting (Portugal) Racing de Santander (Espanha) Hearts (Escócia) Vasco da Gama (Brasil) Apoel Limassol (Chipre) Grosseto (Itália; foi o melhor marcador da 2ª divisão italiana em 2009\2010) Palermo e agora Cagliari.

Se o Inter empatou, a Roma perdeu.

Frente ao aflito Lecce. Do jogo Romano só se aproveitou o tiraço de livre do internacional argentino Erik Lamella. Lamella promete ser um jogador de futuro. Todos os golos do Lecce nascem de desconcentrações defensivas romanas. Só para nota informativa, a Roma alinhou com um quarteto defensivo composto José Angel, Simon Kjaer (está longe dos anos de Palermo) Gabriel Heinze e Alessandro Rosi.

Liga Francesa:

O Monpellier venceu o Sochaux por 2-1 e continua a liderar a Ligue 1 com os mesmos pontos do PSG (63). No entanto, os homens do Sul terão uma deslocação difícil a casa do Marselha já hoje em jogo em atraso. Em caso de vitória poderão ficar lançados para a vitória histórica na Ligue 1.

No Parque dos Principes, a turma de Ancelotte acompanhou o Montpellier nas vitórias. Jeremy Menez e o recém contratado (ao Chelsea) central Alex marcaram os golos da vitória para a turma parisiense.

A direcção do PSG já disse que Ancelotti é aposta de futuro e também afirmou que o treinador italiano terá 100 milhões para contratações no próximo verão. João Pereira, Hulk, Radamel Falcão e Kaka são os targets que Ancelotti pretende para construir uma equipa competitiva para a Champions.

O jogador do Porto Hulk já veio dizer publicamente que não pretende ir para o PSG.

Quem deu um passo atrás foi o campeão em título Lille. Os homens do Norte perderam por 3-1 frente ao Brest fora e ajudaram o Brest a sair dos lugares desconfortáveis. O Lille está a 7 pontos da liderança, isto quando faltam 7 jornadas para o fim em França.
O Lyon aproximou para se separar do Toulouse. No Gerland, os homens de Remi Garde bateram o Auxerre por 2-1 enquanto o Toulouse perdeu.

Bundesliga:

Em vésperas de jogo decisivo frente ao Bayern de Munique, o Borussia de Dortmund cumpriu a sua obrigação de líder e campeão em título e foi vencer o Wolfsburg por 3-1 ao seu terreno. Mais uma exibição magnífica do ponta de lança Robert Lewandowski. O polaco já leva 19 golos (24 toda a época) na Bundesliga, sendo o 3º melhor marcador. Só é superado por dois titãs: Mario Gomez e Klaas-Jan Huntelaar.

O Bayern também venceu. No Allianz-Arena Mario Gomez recolocou a turma comandada por Jupp Heynckes a 3 pontos do Dortmund. A vítima foi o Augsburg. Prevê-se um jogão hoje no Westfallenstadium em Dortmund. Em caso de vitória do Dortmund, penso que o assunto título fica arrumado. Em caso de vitória do Bayern, as equipas empatam em pontos e teremos luta até ao fim. Em caso de vitória dos Bávaros, caso vença o seu jogo em Nuremberga, o Schalke (está a 9 pontos) também poderá re-entrar na luta para a jornadas finais, até porque na 31ª jornada joga em Dortmund.

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Premier League:

United, Chelsea e Arsenal foram os grandes vencedores da jornada. Se a turma de Wenger venceu o Everton no Emirates por 1-0 com mais um golo de Robin Van Persie e re-entrou na luta pelo título (dista 9 pontos para o City), a equipa comandada por Sir. Alex Ferguson recuperou muito bem da eliminação precoce da Liga dos Campeões com uma goleada caseira contra o Wolverhampton de Mick McCarthy. Nani e Rooney partiram a defesa dos Wolves e puseram o United com o City à vista.

O Tottenham tinha uma oportunidade de ouro (dado o confronto entre Chelsea e City) para reduzir a diferença para o primeiro da tabela ou para ganhar pontos aos Blues na consolidação de um lugar que lhe garanta o apuramento para a Liga dos Campeões da próxima época. Os Spurs voltaram a denotar alguns dos problemas que tem sido vistos nas últimas épocas: fazem excelentes jogos contra as equipas grandes e até conseguem vencer, mas, perdem demasiados pontos em campos onde nunca os deveriam perder. Não querendo diminuir de forma alguma o potencial do Stoke e a carga mítica que o Britannia Row representa para o clube (o Stoke em casa tem 8 vitorias, 4 empates e 3 derrotas em todas as competições) o Tottenham teve tudo para vencer esta partida.

A primeira parte foi lastimável para a equipa orientada por Harry Redknapp. Pode-se efectivamente dizer que os Spurs deram 45 minutos de avanço à equipa de Tony Pulis, materializados com dois golos de Matthew Etherington. Na 2ª parte, a equipa londrina acordou tarde e ainda conseguiu reduzir por intermédio de um penalty convertido pelo Togolês Emmanuel Adebayor depois de uma falta sofrida pelo Croata Luka Modric. Até ao final, seria um autêntico massacre dos Spurs que a bom da verdade deveria ter dado em vitória. Pelo meio, e como as más arbitragens não se verificam apenas em Portugal, a grande estrela da partida haveria de ser o árbitro internacional da FIFA Chris Foy ao não assinalar duas grandes penalidades a favor do Tottenham por braço na bola por parte de defesas do Stoke e um golo mal anulado a Adebayor.

A derrota do Tottenham ameniza-se com a derrota do City mas, os Spurs foram ultrapassados na tabela pelo Chelsea e viram aumentar a distãncia para o Manchester United.

Clássico escaldante no Stamford Bridge. André Villas-Boas conseguiu minorar alguns dos prejuízos pontuais em relação ao City com uma vitória justíssima frente ao City de Mancini. Lampard voltou fazer uma exibição ao nível dos seus melhores anos, e para mim foi uma das figuras do jogo em conjunto com Didier Drogba e Daniel Sturridge. Num cenário de eventual renovação de plantel em Janeiro, o internacional inglês está a aproveitar todas as oportunidades que AVB lhe tem garantido e o costa-marfinense surge rejuvenescido nos últimos jogos.

Tudo isto no dia em que Nicolas Anelka assinou com o Shanghai Shenshuan da Liga Chinesa a troco de 7,5 milhões de euros para os cofres londrinos e num momento em que a imprensa britânica avança que o próximo que poderá embarcar para uma aventura chinesa poderá ser Didier Drogba. Outras notícias tem afirmado que Roman Abrahamovic e André Villas-Boas acordaram em renovar o plantel dos blues no mercado de inverno, podendo adicionar jogadores como João Moutinho, Álvaro Pereira, Edinson Cavani, Marek Hamsik ou Loic Remy através da venda de activos do actual plantel (Didier Drogba, Florent Malouda, John Obi Mikel, Fernando Torres e David Luiz) ou da dispensa de outros para fins de alívio da folha salarial dos blues (Lampard e Michael Essien).

Exceptuando o jogo contra o United, o City de Mancini continua a demonstrar alguma fragilidade nos jogos a doer. Mario Balotelli inaugurou o marcador aos 2″ e Meireles empatou num daqueles golos “à Meireles” aos 34. Na 2ª parte, perante o maior esforço dos blues, Joleon Lescott foi demasiado infantil e deu a vitória de mão beijada aos londrinos.

La Liga:

Em Sevilla, o Valência não aproveitou o deslize do Real Madrid no super clássico, perdendo por 2-1 contra o Bétis. Ironicamente, todos os Portugueses que actuam nestas duas equipas estão castigados: Miguel e Ricardo Costa voltaram a não ser convocados no Valência por problemas disciplinares sobre alçada de Unai Emery; Nélson também não foi convocado no Bétis devido a castigo interno motivado por alegados comentários que o Português terá tecido aos seus antigos colegas no Osasuna acerca da táctica usada pela sua equipa no jogo que opôs as duas equipas.

O Valência continua a 7 pontos da liderança, partilhada por Barça e Real com 37 pontos (os merengues tem menos um jogo).

Vida complicada para o Zaragoza de Roberto, Hélder Postiga e Ruben Micael. Mais uma derrota caseira, desta feita contra o Mallorca por 1-0. A equipa de Javier Aguirre continua na última posição do campeonato e o mexicano começa a ter o lugar em risco.

O Corneliá-El Prat engalanou-se para ver o Espanyol dar uma lição de futebol no Atlético de Madrid. Em 20 minutos, a equipa comandada pelo argentino Maurício Pocchettino e com o Português Rui Fonte como titular, conseguiu chegar a uma vantagem de 3-0 com golos de Juan Verdú (2) e Romaric. O primeiro golo, autoria do médio ofensivo espanhol causa-me alguma estranheza pelo efeito. Fica a dúvida se a bola vai com efeito ou se o guarda-redes Belga Thibault Courtois foi realmente mal batido.

Falcao ainda reduziu aos 32″ para os madrilenos num daqueles golos à Falcao. Confesso que me mete muita pena ver o colombiano nesta equipa. Não que o Atlético não tenha bons jogadores porque os tem, mas pela qualidade que o internacional Colombiano tem e pela falta de ambição e qualidade que é demonstrada pelo treinador Gregório Manzano.

Outra das debilidades que tenho denotado neste Atlético prende-se pela enorme agressividade que a equipa coloca defensivamente. De todos os jogos que vi do Atlético, esta equipa consegue ser de extremos ao ponto de dar cacete como se não houvesse amanhã e depois sofrer golos da forma mais patética possível.

Na 2ª parte, Sérgio Garcia para o Espanyol e Arda Turan para o Atlético puseram o resultado final em 4-2. O Atlético continua no modesto 10º lugar com 19 pontos enquanto o Espanyol assume-se novamente como candidato às provas da UEFA. A equipa de Barcelona ocupa a 8ª posição com 20 pontos.

Serie A

Jogo emocionante em Roma para fechar a 12ª jornada. Jogo de parada e resposta entre duas equipas com objectivos distintos: a Juventus tentava voltar ao 1º lugar do campeonato depois da vitória da Udinese enquanto a Roma precisava urgentemente de vencer a Juventus para voltar a entrar na luta pelo scudetto. Com o empate, a Roma de Luis Enrique fica mais longe desse objectivo e o actual 9º lugar com 18 pontos também não se constitui como uma boa plataforma para se lançar um ataque aos lugares europeus, principalmente a um lugar que garanta a Champions na próxima temporada.

António Conte, treinador da Juve, optou por lançar nesta partida jogadores como os Chilenos Estigarribia e Arturo Vidal e prescindiu de outros como Quagliarella e Eljero Elia (entraram na 2ª parte) e Alessandro Del Piero (não saiu do banco). Não se deu bem nem mal com a estratégia mais defensiva que adoptou. Danielle Di Rossi haveria de inaugurar o marcador aos 6″ e Giorgio Chiellini haveria de empatar a partida aos 61″ numa partida onde os dois guarda-redes (Stekelenburg e Buffon) tiveram alguns momentos para brilhar.

O Inter de Ranieri deu um pontapé no insucesso interno. Giampaolo Pazzini e Yuto Nagatomo foram os autores dos golos frente à Fiorentina no Meazza.

O Inter ascendeu à 11ª posição da tabela com 17 pontos; a Fiorentina continua no 15º lugar com 16 pontos e dado o insucesso da equipa nestas últimas duas temporadas e a não participação do clube nas competições europeias desta temporada, Delio Rossi pode perder jogadores em janeiro como Stevan Jovetic, Juan Vargas, Adem Ljajic, Ricardo Montolivo (fala-se do interesse do Chelsea e a Fiorentina poderá ter que o libertar dado que o médio só tem contrato até Junho de 2012) ou Alberto Gilardino, jogador que está a ser associado nos últimos dias ao Inter.

No Renato Dall´Ara o Bolonha complicou ainda mais a vida ao Milan que também aspirava ao 1º lugar da tabela. O empate sofrido dos milaneses comprometeu essa ambição.

Francesco Guidolin é a esta altura um treinador realizado. A sua Udinese ultrapassou a saída de Alexis Sanchez para o Barcelona e ao contrário do que muitos previam continua a ser a equipa sensação do campeonato italiano. Muito às custas do “eterno” Antonio DiNatale, jogador que aos 34 anos continua a marcar golos como ninguém e pode-se preparar para vencer mais uma vez o prémio de melhor marcador da Serie A.

Neste fim-de-semana a vítima foi o Chievo Verona, equipa que até tem estado a fazer um campeonato regular, com golos do internacional italiano e do Sérvio Dusan Basta. Alberto Palloschi reduziu para a equipa de Verona.

A Udinese lidera em conjunto com a Juventus.

Quem também aproveitou o resultado de ontem da Juve foi a Lazio. Os Romanos, na jornada que antecede a recepção de amanhã ao Sporting para a Liga Europa (jogo importante para a manutenção dos Romanos na prova) bateram o Lecce por 2-3 e voltaram a confirmar que equipa que não joga nada mas tem Miroslav Klose arrisca-se a ganhar qualquer coisita. Continuo a não crer que a Lazio consiga ir para o scudetto, mas arrisca-se seriamente a conseguir a Champions para a próxima época.

O Alemão marcou o 8º golo na Serie A.

Bundesliga

Tarde de festa no Weserstadium em Bremen com a vitória da equipa local por 4-1 frente ao Wolfsburg de Magath. A equipa da casa aproximou-se dos primeiros lugares e conseguiu reduzir a diferença para o 2º (Dortmund) e para o 4º (Borussia de Moenchagladbach) que perderam pontos esta jornada.

A equipa de Magath continua em lugares perigosos.

Em grande forma está Lukas Podolski. O internacional alemão já leva 13 golos nesta bundesliga e torna-se assim mais uma opção para Joachim Low para o Europeu e um alvo apetecível para os grandes clubes europeus dado que para além dos seus tenros 26 anos, também poderá ser inscrito nas competições europeias.
Podolski marcou 2 dos 4 golos da vitória do Colónia de Petit contra o Freiburg.

E Podolski não é o melhor marcador da Liga Alemã porque há um Mario Gomez fora-de-série nesta época. O Sr. Mannschaft voltou a decidir para o Bayern com 2 remates certeiros em resposta ao golo madrugador de Gentner para o Estugarda logo aos 6″ da partida. Dois golos à ponta de lança que perfizeram o número 15 na conta pessoal do titular da selecção alemã.

O Bayern aproveitou para cimentar em 3 pontos a diferença para Dortmund (empatou em casa contra o Kaiserslautern num jogo em que Jurgen Klopp apenas colocou Gotze e Perisic na 2ª parte) e para o Schalke que com a vitória em Berlim frente ao Hertha por 2-1 se colou na 2ª posição do campeonato.

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futeboladas

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Duelo de Liverpool em Goodison Park. O Everton de David Moyes não está a ter um início de campeonato famoso (apenas 7 pontos em 7 jornadas; 13º lugar) e nesta partida não resistiu à maior pressão ofensiva do ataque do rival nos minutos finais, tendo os “Reds” de Dalglish somado a 4ª vitória no campeonato à conta de dois golos dos homens da frente: Carroll aos 71″ e Luis Suarez aos 82″.

O jogo fica marcado pela expulsão por vermelho directo de Jack Rodwell logo aos 23″.
O Liverpool é 4º com 13 pontos, a 6 do Manchester United.

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Luis Enrique viu momentaneamente dissipada a pressão com que se tem deparado no início da aventura como treinador na Roma. Depois de alguns resultados menos conseguidos, o técnico espanhol viu a sua equipa bater sem espinhas a Atalanta por 3-1. Numa primeira parte totalmente dominada pelos Romanos, Bojan Krkic inaugurou aos marcados aos 20″ (estreia a marcar pela Roma) e o argentino Pablo Osvaldo ampliou o marcador aos 31″. Pelo meio tanto Osvaldo como Daniele De Rossi tiveram situações que podiam ter dado toques de goleada em plena primeira parte.

Na 2ª parte, German Denis (emprestado pelo Nápoles) ainda animou a partida para os homens do lado de Bérgamo (começaram com 6 pontos negativos; caso tivessem começado com 0 seriam 2ºs com 10) mas Fábio Simplício acabaria por matar o jogo aos 81″.

A Roma é 6º com 8 pontos.

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Em Espanha, Villareal e Saragoça enfrentaram-se no El Madrigal…
A posição das duas equipas não é a mais famosa. O Villareal está longe dos lugares cimeiros. Já o Saragoça de Postiga e Ruben Micael tem sofrido de alguma malapata neste início de época com vários golos mal anulados pelas arbitragens dos seus jogos (Postiga teve três golos anulados desde que chegou a Saragoça, 2 deles mal anulados). Ambas as equipas tem 6 pontos.

Para a retina, este jogo teve um momento de excepção: após o arbitro ter assinalado uma grande penalidade a favor da equipa da casa, Giuseppe Rossi resolveu fazer uma “excessiva e demorada” paradinha, contrariando as regras impostas para este tipo de movimento. Mesmo tendo marcado, o arbitro decidiu anular o golo do italiano e na resposta, Rossi decidiu fazer um penalty à panenka para o centro da baliza, tendo a bola embatido na mesma para revolta de Roberto e ironia de Rossi que de imediato correu em direcção ao arbitro num gesto de provocação, com a mão sobre o ouvido em clara indicação “que à 2ª não tinha ouvido o apito”.

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No Giuseppe Meazza, Ranieri estreou-se em casa com uma derrota copiosa frente ao fabuloso Nápoles. Denota-se que o técnico italiano terá que pedir muitos reforços em Dezembro à direcção. O Inter parece-me um colectivo que sofre vários desiqulíbrios: tanto ao nível posicional (certas posições não tem soluções credíveis; a posição de defesa e médio esquerdo, um 3º central de qualidade; um playmaker que possa ser substituto de Sneijder em caso de lesão, um ala direito) como até no simples pormenor das idades do plantel. Por um lado o Inter tem muitos jogadores experientes mas esses jogadores (Cambiasso, Zanetti, Stankovic, Milito) já não tem pernas para jogar 2 vezes por semana; por outro lado as soluções são compostas por jovens talentosos, mas, com muito pouca experiência a este nível (Joel Obi, Lorenzo Crisetig, Ricky Alvarez, Nagatomo, Jonathan, Phillipe Coutinho) e a acusar em muito o peso da camisola que envergam.

Foi precisamente Joel Obi um dos motivos que “construiu” esta humilhação caseira. O Nigeriano apanhou dois amarelos em 41″ e em duas acções faltosas inconsequentes não só diminuiu a força de ataque da sua equipa como a remeteu à defesa frente a uma equipa poderosa como é o Nápoles.
Os Napolitanos, motivados pela vitória europeia a meio da semana contra o Villareal para a Champions, mostraram todo o seu potencial em Milão e golearam por 3-0 com golos de Hamsik, Maggio e Campagnaro. O eslovaco provou que é actualmente um dos melhores playmakers do futebol mundial e o ala fez o que quis de Joel Obi e companhia e aproveitou mais a situação quando o Nigeriano foi expulso. Isto tudo sem Edinson Cavani em campo…

O Inter é 17º com 4 pontos (está a 7 dos líderes Udinese e Juventus) enquanto o Nápoles é 4º com 10 pontos. Os Napolitanos, pelo potencial que apresentam, poderão novamente surpreender este ano.

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Época frustrante em Bordéus. Mais uma vez, a equipa da casa teve tudo para vencer e acabou por se deixar empatar. Desta vez foi contra o Montpellier, nos últimos 2 minutos de jogo.

Os Girondinos estão num modestíssimo 14º lugar com 8 pontos em 9 jorMnadas.

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Em Málaga, os novos ricos de Espanha continuam a dar por bem empregue o investimento. O El Romareda está praticamente cheio e traz rentabilidade ao investimento do clube. Dentro do campo, a equipa de Manuel Pellegrini ganha mas ainda não convence. Os Malaguenhos são 4ºs da liga espanhola. No sábado venceram o Getafe por 3-2, tendo estado a perder até aos últimos minutos. Vale bem a pena ver a super bicicleta de Júlio Baptista, obra de arte que ditou a vitória para o Málaga no último minuto de uma partida marcada pela péssima decisão da arbitragem em validar o 2º golo do Getafe ao Venezuelano Micu depois deste jogar claramente a bola com o braço.

Duelo de Bascos no Anoeta em San Sebastian. No clássico regional, o Athletic levou a melhor com dois golos de Llorente. Para a retina fica o golo monumental do internacional espanhol sub-21 Iñigo Martinez de trás da linha do meio-campo.

Duelo quente em Moscovo. O Zenit viajou à capital para enfrentar um dos muitos inimigos moscovitas à renovação do título de campeão russo. A viagem dos adeptos do clube do norte da Rússia ficou marcado por confrontos que levaram alguns adeptos ao hospital.

Dentro de campo, o Zenit aguentou a liderança, conseguindo um ponto muito precioso para a renovação do título após o empate a 2 bolas. O CSKA que é 2º empatou a 0 no terreno do Kuban e o Dinamo venceu em casa o Krasnodar por 2-1 e colocou a 3 pontos da equipa de São Petersburgo. Lokomotiv e Spartak (ambas a 7 pontos) ainda sonham com o título mas essa realidade está muito difícil, visto que só faltam 4 jornadas para terminar o campeonato.

O Zenit recebe o Dinamo de Moscovo na próxima jornada.

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Quem diria que à 6ª jornada da Liga Espanhola o líder seria o Levante?

A modesta equipa de Valência lidera com 14 pontos em conjunto com Barça e Real. E não se escapa de já ter conseguido 13 dos pontos necessários para a manutenção em 6 jornadas.

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Em mais um clássico de clubes londrinos, o Fulham esmagou o Queens Park Rangers por 6-0 num resultado nada vulgar na Premier League. O experiente ponta-de-lança Andrew Johnson marcou um hat-trick.

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Grande momento de futebol em White Hart Lane noutro dos derbys de Londres marcados para este fim-de-semana.
Não deu para Wenger comemorar os 15 anos enquanto treinador do Arsenal. O Francês viu a sua equipa fazer um excelente jogo frente um Tottenham que está claramente em ascenção e viu Sceszny dar um frango monumental a remate de Ian Walker na 2ª parte. Do lado dos Spurs, Van der Vaart abriu o marcador na primeira parte e em conjunto com Scott Parker (incansável) e Gareth Bale fizeram uma joga de todos os tamanhos para o conjunto do norte de londres.

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Em Hamburgo, o Schalke 04 aproveitou da melhor forma o empate do Bayern em Hoffenheim no sábado e ascendeu à 4ª posição (a 4 pontos do bávaros) depois de bater a equipa local por 2-1.
Klaas-Jan Huntelaar marcou os 2 golos do Schalke.

O Hamburgo de Petric, Guerrero e Westermann continua a fazer um início de época desolador, estando na última posição com apenas 4 pontos.

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Em Turim, os da casa foram persistentes e aos 87″ conseguiram colocar-se em vantagem frente ao campeão em título Milan.

O centrocampista Claudio Marchisio marcou os dois golos que colocaram o Dell´Alpi ao rubro e deram a liderança partilhada com a Udinese à equipa de Turim.

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“The Pastore Show” fez estragos ao Olympique de Lyon e colocou o PSG isolado no primeiro lugar da Ligue 1.

Pastore é aquele génio da bola que qualquer mister queria ter lá na equipa.

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Para finalizar, o Real… A classe de Ronaldo, o “killer instinct” de Higuaín e a gratidão de Callejón no pedido de desculpas aos adeptos da sua antiga equipa.

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Antevisão da Liga Portuguesa

A 1 semana do início do campeonato e no dia da primeira prova oficial do futebol português com a disputa da Supertaça de Portugal no Estádio Municipal de Aveiro entre Porto e Vitória de Guimarães, com os planteis das equipas da 1ª liga bem compostos (alguns quase fechados) começo a antevisão da Liga Portuguesa. Nos próximos dias, para além desta antevisão, postarei as antevisões das 5 principais ligas europeias (La Liga Espanhola, Serie A Italiana, Premier League Inglesa, Ligue 1 Francesa e Bundesliga Alemã).

Espero escrever estes posts com o máximo rigor e com a maior isenção clubística possível. Peço também que me perdoem qualquer alteração às variáveis construídas nos planteis dos clubes que passarei a enunciar.

Pela extensão do conteúdo escrito neste post, agradeço também a todos que tiverem a paciência suficiente para ler do princípio ao fim, pedindo também que me possam perdoar qualquer gralha à língua portuguesa que encontrem no post.

Vitor Pereira passou pelo Feirense e Santa Clara enquanto treinador principal antes de ser convidado por André Villas-Boas para seu adjunto no Porto. O jovem professor de educação física tem a sua oportunidade de ouro de singrar no mundo do futebol esta época no FC Porto.

Começando pelo Porto, o campeão nacional.

O campeão nacional e vencedor da Liga Europa da época transacta inicia a época com um novo treinador, com participação marcada para a Liga dos Campeões, com algumas caras novas, sem no entanto ter alterado a espinha dorsal da equipa nos enormes triunfos de 20102011.

O Porto inicia a época sabendo que este ano poderá levar 6 troféus para casa, feito nunca antes conseguido pela histórica formação portista devido à inserção na época 20072008 da Taça da Liga. Num clube habituado a somar títulos sobre títulos, onde os seus quadros afirmam publicamente que a vontade de vencer nunca morre ano após ano, é caso para dizer que esta época pode ser especial para o clube caso consiga vencer as 6 competições em que está inserido. O último clube inserido em tantas competições foi precisamente o Barcelona, adversário do Porto no 1º troféu oficial da UEFA desta época: a Supertaça Europeia, competição cujo jogo se realiza no Mónaco. Em 20092010, o Barcelona participou em 6 competições (Liga, Taça do Rei, Supertaça Europeia, Liga dos Campeões, Supertaça Espanhola e Mundial de Clubes) não tendo conseguido vencer todas as competições.

A época portista encerrou com a despedida de André Villas-Boas para o Chelsea. Roman Abrahamovic namorou o treinador que achava a “cadeira do porto a cadeira de sonho onde queria ficar durante muitos anos.” Rapidamente, a cadeira de sonho voou para Londres e Pinto da Costa na perdeu muito tempo para criticar o técnico português com diversos argumentos. O FC Porto recebeu uma verba record de 15 milhões de euros pela desvinculação do técnico, valor que deu para comprar Danilo ao Santos (por exemplo) e rapidamente resolveu o problema da contratação do técnico português por parte do clube Londrino, dando a oportunidade ao seu adjunto Vitor Pereira de ocupar a posição de técnico principal do campeão nacional. Se é certo que pela falta de experiência nestas andanças enquanto treinador principal (nunca treinou na 1ª liga) pode ser um dos handicaps de Vitor Pereira para este novo desafio, também é certo afirmar que Pereira tem enorme experiência no futebol, conhece perfeitamente a casa onde vai treinar assim como os métodos de Villas-Boas e a massa humana que tem em mãos. No organizado, disciplinado e sempre ambicioso FC Porto, Pereira arriscar-se-à sempre a vencer.

Muito perto do Benfica, acabou no Porto. 13,5 milhões de euros pelo antigo colega de Neymar no Santos. Promessa para o futuro, contratação mais cara da Liga Portuguesa até ao momento.

A saída de Villas-Boas não foi o revés que desmontou a espinha dorsal do vitorioso FCP. Durante o mercado muito se falou sobre as possíveis saídas de João Moutinho, Hulk, Rolando ou Radamel Falcão. Chelsea, Manchestet City, Barcelona e Juventus foram alguns dos destinos veiculados para os jogadores em causa. Se Moutinho e Falcão (segundo a comunicação social desportiva eram os desejos expressos de Villas-Boas perante o proprietário do clube) as cláusulas de rescisão impostas pelo Porto não convenceram o multimilionário russo a abrir mão de mais do que 15 milhões de euros pagos pelo técnico português. No caso de Moutinho, o FC Porto anunciou há poucos dias atrás a compra dos 20% do passe do médio que restavam nas mãos do Sporting por um valor a rondar os 4,5 milhões de euros. Hulk, com a cláusula fixada nos irreais 100 milhões de euros ainda sofreu a cobiça do Manchester City, que rapidamente desistiu de contratar o jogador brasileiro perante a exigência de pagamento da cláusula de rescisão por parte do FC Porto. Rolando esteve muito próximo da Juventus e internacional português chegou mesmo a manifestar a vontade de sair para o clube italiano. Os 15 milhões de euros pedidos pelo Porto foram o obstáculo à concretização da transferência. Já Radamel Falcão suscitou interesse de meia europa. Chelsea e Atlético de Madrid tentaram negociar o jogador, mas o recente contrato assinado pelo Colombiano não só aumentou o vencimento do jogador no Dragão como afastou o interesse depois de fixada a nova cláusula de rescisão nos 45 milhões de euros.

Cláusula de rescisão: é essa a toada que marca a batida do mercado no Porto. Pinto da Costa foi expresso ao admitir que os jogadores saem sem qualquer movimento por parte do clube para os demover de uma eventual transferência caso os clubes interessados em comprar enviem um fax a declarar o pagamento das cláusulas de rescisão dos jogadores e transfiram o dinheiro para as contas do FC Porto. O FC Porto já não negoceia. Mantem a espinha dorsal de equipas vencedores e ainda se dá ao luxo (e ao dinheiro) de contratar jovens jogadores que nesta primeira época na europa irão apenas ambientar-se ao futebol europeu para no futuro serem jogadores capazes de dar cartas, ganhar títulos e render desportiva e financeiramente ao clube. Falo obviamente de Juan Iturbe, Danilo e Alex Sandro, três jovens promessas da América do Sul que custaram nada mais nada menos do que 27 milhões de euros aos cofres azuis e brancos. A juntar a estes três, está Kelvin, outro jovem contratado ao Atlético Paranaense.

Situação diferente tem por exemplo Djalma, Kléber, Rafael Bracalli e o regressado Castro. Se os 3 primeiros são atletas que vem da Liga Portuguesa para colmatar lugares com falta de soluções dos Portistas, devendo por isso ser as primeiras opções para os lugares de VarelaHulk e Falcão, o jovem centrocampista que na época transacta esteve em destaque ao serviço do Sporting de Gijón da Liga Espanhola (esteve com um pé para assinar pelos Espanhóis) voltou ao Dragão para a tentativa final de se afirmar no plantel azul e branco.
Já Bracalli será concorrência natural a Beto e Hélton, substituíndo como 3º guarda redes da equipa o azarado Kieszek, que quando chamado a intervir (Taça da Liga contra o Nacional da Madeira) teve uma exibição que custou a eliminação precoce da prova à equipa portista.

Na defesa, Otamendi e Rolando continuarão a fazer a dupla de centrais do Porto. Maicon e Sereno serão as soluções alternativas a estes dois jogadores. Álvaro Pereira continuará a dominar a esquerda, tendo a concorrência de Alex Sandro e de Emídio Rafael, que irá regressar nos primeiros jogos competitivos da época depois de uma grave lesão contraída em Barcelos para a Taça da Liga contra o Gil Vicente. Um dos atletas poderá ser dispensado mas apenas emprestado. O Ganês Addy, depois de uma tentativa de maturação na Académica sem grandes efeitos práticos deverá rodar mais uma época ou cedido em definitivo. Apesar da enorme agressividade demonstrada na Briosa, Addy não convence para alinhar no FCP.
À direita, Fucile e Sapunaru terão a concorrência de Danilo, que também poderá jogar a meio-campo.

No meio campo nada muda. Guarin, Fernando e João Moutinho deverão continuar a ser os médios titulares. O renascido Belluschi deverá alternar com o internacional português e com o internacional colombiano. Souza, muito apagado de Janeiro para cá deverá ter mais uma hipótese para ser escolha de Vitor Pereira, se bem, que pessoalmente não o acho jogador para o FC Porto. Castro é claramente uma opção para o lugar de Fernado e Ruben Micael será substituto natural de João Moutinho a 8, podendo eventualmente ter jogos em que faça de 10.

Depois de tanta polémica, avanços, recúos e indecisões na transferência e até uma proposta mais vantajosa apresentada pelo Sporting em Janeiro que o Atlético Mineiro vetou e o Marítimo aceitou, o antigo jogador do Marítimo e do Atlético Mineiro aterrou no Dragão.

No ataque, Hulk, Falcão e Varela manterão o trio imbatível. Cristian Rodriguez está de malas feitas, já se tendo escrito e dito na Comunicação Social acerca da hipótese Rubin Kazan mas ninguém acabou por levar o Uruguaio ( o Porto e o empresário do jogador afirmam que o cebola tem mercado; o Porto afirma conseguir vender por 8 milhões de euros, valor que ponho em duvida). Numa 2ª linha aparecerão James Rodriguez (é um jogador de excelência não haja a menor dúvida) podendo este arrancar o lugar a Varela, sendo que Djalma e Iturbe também irão tentar conquistar o seu espaço. O Argentino deverá mesmo passar pelo mesmo processo de James no ano transacto: aparecer com mais regularidade lá para o final da época, depois de concluída a fase de maturação. Falcão vê mais concorrência: Kléber está a fazer uma boa pré-época e dá excelentes indicadores para Vitor Pereira. Já Walter é uma grande incógnita visto que ainda não é certo o seu futuro. O cenário mais possível até hoje será mesmo o empréstimo a um clube Brasileiro onde o ponta de lança poderá jogar com mais regularidade.

Em suma, perante as mudanças verificadas tudo praticamente continua na mesma no FCP. A ambição, a equipa, os métodos, a organização. É um clube sempre virado para as vitórias e para a evolução. Roda de treinador, o favoritismo principal continua o mesmo. Uma época em que o Porto tentará vencer todas as competições e sinceramente, deve ser incluído no lote de possíveis vencedores da Liga dos Campeões caso mantenha o nível exibicional demonstrado na época passada.

Nolito. Para já a contratação mais sonante do Benfica neste defeso em conjunto com Alex Witsel, Ezequiel Garay e Joan Capdevilla.

O Benfica arregaçou as mangas e foi ao mercado reforçar o seu plantel.
Na brincadeira até se pode dizer que durante a pré-época esteve a construir 3 planteis , tal era a quantidade de jogadores que se apresentou no Seixal. Ao todo, restam 14 caras novas no plantel encarnado sendo que Rodrigo Mora e possivelmente Mika deverão seguir os destinos de outros reforços como Daniel Wass, Melgarejo, Leo Kanu, André Almeida, ou seja, o empréstimo a outros clubes para poderem jogar com mais regularidade daquela que poderiam não ter no plantel encarnado.

Saídas no plantel encarnados são mais que muitas. Começam pelo capitão Nuno Gomes (agora no Braga) Weldon, Roberto, Moreira, Shaffer, José Luiz Fernandez (chegou a jogar?) Alan Kardec, Luis Filipe, Fabio Coentrão, Sálvio (voltou ao Atlético de Madrid após empréstimo, tendo sido noticiado hoje que poderá voltar a Portugal para representar o Porto caso os portistas aceitem uma proposta de 25 milhões de euros + sálvio por Falcão) e Sidnei. Por resolver continuam as dispensas de Jardel (não vingou no Benfica depois de ter sido contratado em Janeiro ao Olhanense) Carlos Martins (sim, dispensado!!) Luisão (não está dispensadoquer sair mas a bom da verdade ninguém o quer) Miguel Vitor (ora é emprestado, ora regressa, ora vai novamente de empréstimo) Fabio Faria (ainda lá anda é certo!!) Nelson Oliveira (deverá rodar mais um ano) e equipasRodrigo Mora e Júlio César (onde é que vamos por tantos guarda-redes?!)

Roberto: Polémica. Do dia da sua contratação ao dia da sua saída.

A começar pela baliza: Roberto saiu num negócio estranhíssimo que motivou um pedido de explicações da CMVM e uma suspensão temporária das cotação em bolsa da Benfica SAD. Eduardo, Mika e Artur Moraes são o trio de guarda-redes do Benfica para esta época. Creio que é mais que dado assente. Eduardo e Artur irão lutar pela titularidade. Jesus tem apostado mais no brasileiro que veio do Braga.

Na defesa, se Danilo escapou para o rival FCP, o Benfica conseguiu reforçar-se muito bem para o lado contrário contratando o defesa-esquerdo campeão Francês pelo Lille Emerson e o campeão do mundo pela Espanha Capdevilla, antigo jogador do Villareal. O jogador Brasileiro parece ser uma excelente aquisição pois pelo que vi é um lateral muito certinho a subir no terreno e a defender. Já o Espanhol não necessita de qualquer tipo de apresentações: é um jogador fabuloso que ataca bem e defende ainda melhor. Está em final de carreira mas é um excelente reforço para o Benfica.
No miolo, Luisão, Miguel Vitor, Garay e Roderick são as opções. Luisão e Garay farão a dupla de centrais de grande parte da época. Dois jogadores muito experientes, se bem que nunca fui muito apreciador de Luisão. Já Garay é um central bastante inteligente, raçudo e rápido e eficaz no desarme. Roderick e Miguel Vitor são as opções: o internacional sub-20 tem imenso talento mas falta-lhe traquejo; já Miguel Vitor não tem estaleca para jogar no Benfica.
À direita, Maxi (dispensa apresentações) e Ruben Amorim. A meio do defeso noticiou-se que o Uruguaio queria regressar à sua terra natal, facto que não se veio a concretizar. Não é o “melhor lateral direito do mundo” como diz Jesus mas está entre os melhores seguramente. Sofreu uma evolução tremenda desde que chegou a Portugal. Era um verdadeiro tosco e sarrafeiro. Tornou-se pau para toda a obra, um jogador de excelência. Era uma pena sair do Benfica para voltar ao Uruguai.


No meio campo, Javi Garcia continuará a ser o pivot defensivo. Terá a concorrência do Belga Witsel (pode fazer 6 e 8, assim como jogar aberto num dos lados) que é outra das grandes contratações do Benfica: apesar do seu passado conflituoso no Standard de Liège (as entradas duríssimas que lhe valeram castigos pesados) é um jogador agressivo q.b, com um toque de bola formidável, um passe recheado de qualidade, um sentido posicional interessante e uma elegância fora do comum. Nuno Coelho também será alternativa a este lugar. O antigo jogador da Académica terá poucas hipóteses de jogar no Benfica. Ainda no miolo, Nemanja Matic é solução para jogar mais à frente. O sérvio que veio no pacote da transferência de David Luiz para o Chelsea parece ter bom toque de bola mas ainda está muito macio.
Mais à frente poderão jogar Aimar, Bruno César (ainda não vi nada que o rotule de craque) Nico Gaitán (nas alas ou a 10) sendo que o Argentino aparece novamente cheio de genica e já suscitou interesse por parte de grandes europeus como o caso do Manchester United e o reforço Enzo Perez, que alinha preferencialmente pela direita do meio campo. Carlos Martins recebeu ordem de dispensa. Creio que a dispensa do internacional português não se deve propriamente por motivos de rendimento mas sim por problemas que o jogador deverá ter causado ao seu treinador, tricas a que o médio português já nos habituou. O seu futuro deverá passar novamente pelo estrangeiro.

Na frente, mantem-se a dupla CardozoSaviola, sendo que o Paraguaio poderá sair a qualquer momento à troca com Hugo Almeida do Besiktas. Nolito e Franco Jara serão jogadores para alinhar preferencialmente nas extremidades do terreno sendo dois desiquilibradores: o Espanhol já deu para ver que afinal tem imenso talento e que a sua permanencia no Barcelona não se deu devido ao facto de ser um jogador que não se enquadra nos escalonamentos tácticos de Pep Guardiola. No entanto parece ser um jogador muito veloz, com um drible interessante e com os olhos sempre postos na baliza. Rodrigo será mais uma opção para o ataque, depois do empréstimo ao Bolton.

Esta época será para o Benfica uma época de transição. Depois de ter perdido a espinha dorsal da conquista do título nacional 20092010 surge novamente renovado para um novo ciclo comandado por Jorge Jesus. O título é o objectivo assim como a Taça, Taça da Liga e uma boa figura na Liga dos Campeões, onde para já os encarnados terão que medir forças com o matreiro Twente da Holanda no playoff de acesso.

Comprar muito nem sempre significa comprar com qualidade. O Benfica é exemplo disso. A contratação de muitos jogadores que chegaram a Lisboa apenas para assinar contrato e logo partirem de empréstimo não é a melhor das políticas do futebol actual mesmo tratando-se de jogadores jovens. Muitos dos atletas acabaram por não se ambientarem convenientemente aos métodos encarnados, sendo portanto mais difícil a sua readaptação quando voltarem dos empréstimos.

Por outro lado, a confusão com os guarda-redes só veio reforçar algum panico do treinador em relação ao sector. Roberto acabou por ser despachado para Saragoça depois de muitos frangos e muitos votos de confiança. Júlio César é um guarda-redes inseguro, Mika é inexperiente, Eduardo é um excelente guarda-redes mas não dá menos frangos que Roberto e Artur parece ser o mais estável de todos. O pobre Moreira foi sempre mal-amado na Luz e finalmente foi procurar a sorte noutro destino.

No entanto nem todos são más contratações no grande de Lisboa. Witsel, Nolito, Emerson, Garay e Capdevilla são contratações que a juntar aos que transitam dão condições ao Benfica de fazer melhor época do que anterior. O Benfica poderá concorrer directamente com o Porto na luta pelo título nacional assim como poderá ir mais longe na Champions, onde na época passada o Benfica não conseguiu ir mais além do que a fase de grupos da prova.

Domingos Paciência tem em Alvalade o maior desafio da sua jovem carreira enquanto treinador de futebol: devolver o Sporting aos grandes palcos. O trabalho que fez em Braga é motivo mais que suficiente para os adeptos do grande de Lisboa acreditarem que não existem três anos muito maus no clube.

A correr por fora, o renovado Sporting de Domingos Paciência.

15 novas caras numa autêntica limpeza de balneário e num investimento nunca antes visto no clube, agora presidido pelo Engenheiro Godinho Lopes.

O novo presidente do clube de Alvalade, tratou de arrumar a casa após as polémicas eleições para a presidência do clube Leonino. Fez regressar dois excelentes profissionais com provas dadas no Sporting no passado ao clube: Carlos Freitas e Luis Duque. A Duque pertence a liderança do futebol profissional nos anos de conquista de título nacional em 2000 e 2002. A Freitas, contratações como a de Polga, Lièdson, Douala, Rochemback, entre outros…

Apalavrou Domingos e Domingos cumpriu sua palavra. Mais duas semanas e Domingos seria treinador do Porto. O técnico encerrou o ciclo em Braga “ e de Braga” trouxe dois jogadores: Rodriguez e Luis Aguiar. A defesa do Braga do 1º ano de Domingos está praticamente completa.

Dos nomes prometidos pelo Eng. Godinho Lopes não veio nenhum. No entanto, o Sporting apostou numa excelente política de contratações. Investiu. Lançou-se ao que podia e ao que não podia. Construiu um bom plantel. Domingos é um treinador com condições para fazer melhor figura que os seus antecessores, inclusive Paulo Bento. Tomara Paulo Bento ter um plantel tão rico em soluções como o que dispõe actualmente domingos.

O Sporting entra nesta época com o objectivo de voltar à luta pelo título após dois anos frustrantes. As Taças também são objectivos assim como progredir o máximo possível na Liga Europa, competição onde Domingos tem um claro amargo de boca.

Domingos terá então pela frente o desafio de enquadrar convenientemente as novas peças do puzzle leonino.

Na baliza, nada de novo. Mesmo perante algum assédio do Manchester United (contratou De Gea ao Atlético de Madrid por 22 milhões) Rui Patrício continua a ser o títular indiscutível da baliza leonina. Marcelo Boeck foi contratado ao Marítimo para fazer concorrência.

Na defesa está o maior quebra cabeças de Domingos Paciência. Em relação às épocas transactas, a defesa sportinguista ganhou altura com a contratação de Oneywu ao Milan (esteve em empréstimo nos Belgas do Standard de Liège) mas o norte-americano parece ser um jogador muito pouco elegante e demasiado ríspido na abordagem aos lances. No entanto é uma clara vantagem no jogo aéreo. Ao seu lado terá Rodriguez. Esse será titular de caras neste Sporting. Será o patrão da defesa. Tem o handicap de ser um jogador propício a muitas lesões durante a época. Carriço é o outro central a ameaçar a titularidade. Terá muita concorrência, por isso, terá que melhorar o seu rendimento. Anderson Polga é o clássico que nunca passa de moda. Não é um central brilhante mas entrega-se muito ao jogo e poderá ser muito útil em caso de lesões.
Na ala esquerda Evaldo será o titular. Não terá a companhia de Grimi, ainda sem colocação mas sim do jovem Turan, internacional sub-19 que o Sporting foi buscar ao extinto Grenoble. Um jogador que gosta muito de atacar e bater livres. Tem dificuldades em defender e terá que melhorar o seu jogo se quiser roubar o lugar a Evaldo. Na direita será João Pereira a mandar. É o melhor lateral a actuar em Portugal. Na concorrência, Pereirinha volta ao clube de Alvalade. É multifacetado, tecnicamente interessante e pode acrescentar versatilidade. Santiago Arias é o internacional sub-20 pela Colômbia que terá como missão render Pereira.

No meio campo, várias contratações. Fito Rinaudo é um jogador agressivo que se entrega muito ao jogo. Não é tecnicamente brilhante mas é interessante a desarmar (é duro, usa e abusa do corpo para desarmar) parece ter ponto forte nos lançamentos à distância e é muito inteligente a ler o jogo adversário e a entrar nos espaços vazios. Preenche o meio-campo com facilidade e aventura-se no ataque. O Holandês Stijn Schaars é um jogador inteligente. Dono de um pé esquerdo interessante, é o jogador que pode pautar o jogo leonino, gosta de rematar de longe. André Santos perdeu um pouco de espaço neste novo Sporting mas é um jogador a ter em conta pela inteligência com que aborda o jogo e pela qualidade técnica que tem. Terá que ser mais rápido a pensar o jogo. Mais à frente Luis Aguiar dispensa apresentações e pode ser um joker para esta equipa. Matías Fernandez acabou a época passada em grande forma e terá muita concorrência neste meio campo que viu perder esta época Maniche, Pedro Mendes e Zapater.
Quem está de regresso é também Marat Izmailov. Mais fresco que nunca. Pode actuar no miolo ou nas alas consoante a disposição táctica do treinador. É sem dúvida o maior “reforço” leonino para este temporada.

Na frente, muita magia nas alas com as contratações de Capel, Jeffren e Carrillo. São três malabaristas que só pensam em desequilibrar. Os primeiros dois são jogadores muito interessantes para a Liga Portuguesa. O jovem internacional espanhol que veio do Sevilla é um jogador que não há muito tempo andou envolvido em disputas de Barça e Real Madrid pelo seu concurso. O jovem espanhol de ascendência Venezuelana é um jogador que apesar da idade já conta com enorme experiência e com títulos na algibeira. Ambos vêem o Sporting como rampa de lançamento para as suas carreiras e quiçá como via para chegar à lá roja novamente.
O Peruano vem com “ganas” de vencer e pelo que tenho visto é um jogador com uma capacidade técnica incrível onde sobressai o drible fácil e as rápidas desmarcações. Juntar-se-ão a Yannick Djaló. Na frente, Van Wolfswinkel é um avançado muito móvel e semelhante a Hélder Postiga. Abre muitos espaços e não é de todo um concretizador nato. Bojinov por outro lado é um avançado mais técnico. Descai muito para as alas e tenta no Sporting a glória que não alcançou nas passagens por Juventus, Manchester City e Parma. Já Diego Rubio vem para marcar golos e já deu a entender que é um matador. Aos 18 anos, o Chileno vem rotulado de craque e já o comprovou, obtendo uma percentagem muito interessante dos golos leoninos nesta pré-época. Para já, Rúbio leva vantagem no onze perante a concorrência.

Para trás ficam Valdés, Vukcevic, Grimi, Saleiro, Zapater, Pedro Mendes, Maniche, Torsiglieri e Abel. Exceptuando o agora vimaranense Pedro Mendes, nenhum dos outros deixa saudades.

Leonardo Jardim – Um exemplo de sucesso. Em poucos anos, treinava nos distritais da Madeira. Daí em diante foi sempre a subir ate ao topo do futebol português com duas súbidas de divisão em Chaves e no Beira-Mar e um trabalho bastante interessante por onde passou.

O presidente do Braga António Salvador está, como diz a gíria popular, nas suas sete quintas.
Não é para menos. O Braga é hoje um clube respeitado em Portugal e já traçou um trilho interessante na Europa. Se na época 20092010, os Bracarenses lutaram até ao último minuto da prova contra o Benfica pelo título nacional, é preciso recuar alguns anos para que se possa compreender todo o trabalho que está por detrás desta senda de história no clube minhoto.

Leonardo Jardim foi portanto o treinador escolhido para render Domingos Paciência, aquele que colocou Braga no mapa Liga dos Campeões e que acrescentou mais-valia ao trabalho que já vinha sendo feito no clube pelos dois anteriores técnicos: Jesualdo Ferreira e Jorge Jesus, curiosamente dois técnicos campeões nacionais no FC Porto e Benfica após terem saído de Braga. Como não há duas sem três, será Domingos capaz de vencer o título em Alvalade após ter treinado o Braga?
Perante o brilhante passado recente do clube, Leonardo Jardim apenas pode sentir um motivação extra para continuar a consolidar os pergaminhos do Braga. O madeirense está ciente que precisa de arregaçar as mangas.

Depois de uma época explendida de triunfos, em que o Braga não esteve tão bem no campeonato mas mesmo assim conseguiu um folgado 4º lugar, mas, em que na Europa fez uma fantástica participação na Liga dos Campeões com a eliminação histórica do Sevilha nos playoffs e a vitória sobre o Arsenal na fase de grupos, juntando aos grandes embates da Liga Europa (Liverpool, Dinamo de Kiev, Benfica) onde o clube foi um honroso vencido frente ao FC Porto numa final portuguesa inédita, a mudança de treinador no clube minhoto não significa mudança do nível de exigência. Perante os grandes feitos do clube, é de esperar que a massa associativa bracarense peça mais e melhor.

De Leonardo Jardim, asseguro tranquilamente aos adeptos do Braga trabalho, competência, rigor, disciplina e um futebol bastante equilibrado onde cada jogador saberá o que fazer em campo sem prejudicar a equipa como um colectivo.

Como este ano não há Liga dos Campeões mas sim Liga Europa, ou seja, como a competição europeia não é tão rigorosa e tão capaz de destruir planteis, Leonardo Jardim poderá ter mais calma para apostar em bons resultados nas competições internas sem descurar porém bons resultados lá fora.

Mesmo perante o dinheiro amealhado na participação na Liga dos Campeões e as vendas que o clube tem realizado nas últimas épocas, o Braga ainda não assume como um clube que possa descartar vender as suas jóias da coroa. Vai conseguindo aguentar (mediante as suas possibilidades) o máximo de valor que puder nas suas fileiras, apostando quase sempre numa política de contratações de qualidade a baixo custo em clubes portugueses.
Por mais um ano, esta política manteve-se. Mesmo perante a saída de Rodriguez para o Sporting, Silvio para o Atlético de Madrid (dizia-se que estava a caminho do Porto) Paulão para o Saint Ettiène, o Braga perdeu nos últimos anos todo o seu forte, a sua defesa.
Jardim não hesitou em contratar jogadores de qualidade a baixo preço com o aval de confiança e conhecimento sobre os atletas. Assim para a defesa, os bracarenses contrataram Rodrigo Galo ao Gil Vicente, o central Nuno André Coelho ao Sporting, Baiano, Imorou e o poderoso Paulo Vinícius, mais um central que irá dar que falar nos próximos tempos. Não deixa porém de ser uma defesa nova, que poderá demorar alguns jogos a adaptar-se ao jogo em conjunto. Leonardo Jardim já afirmou que a sua equipa poderá render muito o futuro.

No meio campo, Jardim contratou um jogador que há muito se tinha comprometido com o Braga, o Líbio Djamal (ex-Beira-Mar) homem que irá dar muito músculo ao meio-campo dos minhotos. Djamal é portanto um dos jogadores mais fortes fisicamente que vi actuar em Portugal. Junta-se à qualidade de Hugo Viana, Márcio Mossoro, Custódio, Leandro Salino e Pizzi, jogador que será claramente um dos melhores homens do campeonato desta época pelo virtuosismo que parece querer mostrar. Relembro que durante o defeso se falou que este jogador poderia sair para o Dinamo de Moscovo por 7.5 milhões de euros.

Dispensado pelo Benfica, mudou-se de armas e bagagens para Braga onde cumprirá a vontade de continuar a ser profissional de futebol. Novo desafio para o avançado que surpreendentemente foi chamado por Paulo Bento para o amigável da próxima semana da Selecção Nacional. Aquando da sua contratação, António Salvador foi peremptório ao afirmar que a contratação de Nuno Gomes não se tratava apenas de um fenómeno desportivo “visto que o futebol vai muito mais além do âmbito desportivo”. Fez muito bem. A experiência de Nuno Gomes será muito valiosa para o clube assim como a sua vontade de voltar a brilhar depois de um ano em que foi descartado no Benfica.

Na frente, o Braga é uma equipa recheada de talento num misto de juventude e experiência. Nas alas, os jovens Ukra e Hélder Barbosa darão rapidez e criatividade aos flancos na companhia dos veteranos Alan e Paulo César. No centro do terreno, Nuno Gomes, Meyong, Lima e o cabo verdiano Zé Luis tentarão ser os bombardeiros de serviço da equipa.

Estou portanto com curiosidade para saber como se vai apresentar este novo braga. Os alicerces estão montados para a prova de fogo de Jardim no futebol português. Espero que o madeirense possa fazer tão bom percurso no Braga como fez no Beira-Mar.

Por falar em Beira-Mar

Depois de meio ano no comando técnico do Beira-Mar que serviu para tomar conhecimento de todas as realidades do clube. Rui Bento prepara-se claramente para executar trabalho na equipa aveirense da qual, perdõem-me, sou sócio.

O defeso do Beira-Mar ficou claramente marcado pois dois acontecimentos: a constituição de uma sociedade anónima desportiva na qual se acertou o investimento do Iraniano Majid Pishyar (ver categoria Beira-Mar) sendo que a SAD será registada na próxima segunda-feira e as saídas do clube de jogadores muito importantes na campanha da época passada.

Tímbre do clube aveirense nos últimos anos fruto das dificuldades financeiras que atravessa, cada defeso é obviamente marcado por autênticas limpezas de balneário, visto que o clube depende muito de jogadores emprestados e tem claras dificuldades em segurar os seus melhores jogadores perante o assédio de equipas com maior poderio. Esta época não foi excepção. Sai uma equipa inteira, entra outra.

Saem jogadores importantes como Renan, Djamal, Leandro Tatu, João Luiz, Ruben Lima, Wilson Eduardo e Élio que não foi feliz no regresso a Aveiro. De forma estranha também sai um Ruben Lima, jovem promissor, a custo zero para o campeão croata Hadjuk Split sem ter sido utilizado por Rui Bento quando era uma das apostas de Leonardo Jardim até Fevereiro. Outros jogadores saem depois de passagens poucos felizes, casos de Wang Gang e Sérgio Oliveira (regressou ao Porto).

Entram outros jogadores onde se destacam Djiman Koukou (ex-Creteil) jogador que tem sido apontado na pré-época como um jogador que domina muito bem o meio campo, Alex Hauw (ex-Naval) um centro campista muito versátil e que transporta muito bem a bola na transição defesa-ataque, o Alemão Dominic Reinold (repescado no futebol americano) homem que terá a missão de marcar golos, Siaka Bamba (emprestado pelo Guimarães) tendo a missão de fazer esquecer Djamal visto que apresenta mais ou menos as mesmas características do Líbio que agora foi jogar para Braga, Cristiano (ex-Sporting), Zhang (ex-Leiria) e Douglas por empréstimo do Vitória de Guimarães.
Com menos visibilidade apresentam-se os reforços Edson, Joãozinho, João Pereira, Olivier (todos defesas) e Nildo Petrolina numa equipa que já pode contar com o avançado Dudu após o atleta ter ficado 6 meses sem jogador devido a falta de inscrição por falta de envio do certificado internacional do clube brasileiro onde jogava.

Da época transacta mantém-se os experientes Pedro Moreira, Yohan, Hugo, André Marques (não tem lugar nesta equipa do Beira-Mar e em nenhuma da primeira liga) Artur, Rui Sampaio, Rui Rego, Paes e Jaime.
Com futuro incerto no clube continuam os guarda-redes Renato e Jonas Mendes, o defesa Tinoco, os médios Tiago Barros, Bornes, André Sousa e Ricardo Dias (deverão ser novamente dispensados) e o avançado Serginho.


Só a vitória nos satisfaz. C´mon Yellows!

Não tendo a qualidade do plantel do ano passado, o plantel desta época do clube aveirense não é mau de todo. Não dá para grandes gastos e só o decorrer do tempo poderá avaliar o trabalho da equipa e do técnico Rui Bento, cuja qualidade continuo a apelidar de muito duvidosa para treinar qualquer clube da 1ª Liga. Mesmo perante o cenário de um investimento interessante por parte do Iraniano Pishyar, o clube terá que viver de acordo com as suas possibilidades e fazer o melhor possível com o que tem. O melhor possível será uma época tranquila à semelhança da época passada e quiçá fazer uma boa taça de portugal e uma boa taça da liga. Se tal for cumprido, a época do Beira-Mar pode dizer-se como cumprida.

Vitória de Guimarães

Olhos na Europa. No Vitória de Guimarães trabalha-se para atingir o objectivo europeu. É claramente o lema de um clube que apesar da infelicidade de ter caído na 2ª liga em 20052006 é um dos únicos clubes do futebol nacional que luta sempre para atingir objectivos altos.

A receita mantem-se. Manuel Machado e contratações de enorme qualidade apesar da instabilidade ao nível de plantel que acontece no Vitória no fim de cada época. A exigência de objectivos a cumprir assim o obriga. O Vitória procura o melhor e como tal precisa sempre de melhorar as suas equipas. Daí que a cada defeso sejam sempre muitos aqueles que saem (ora para clubes de maior dimensão em virtude de boas prestações, ora porque não cumpriram os objectivos que lhes eram designados) e aqueles que entram para ajudar o Vitória a entrar no top-5 da liga portuguesa.
O Vitória entra na época 20112012 com muitas caras novas, grande parte delas desconhecidas do público portugues mas cujas contratações são resultantes de critérios elevados de exigência.

A baliza continua entregue a Nilson.

Na defesa, algumas mudanças em relação à época transacta. Entra Rodrigo Defendi (a maior contratação do Vitória esta épocaantigo jogador de Paraná, Palmeiras, Udinese, Cruzeiro, Tottenham AS Roma) jogador que aos 25 anos ainda tenta uma afirmação na Europa, o central Marroquino Addoua, que já passou por clubes como o Lens e o Nantes. Juntam-se aos laterais direitos Alex e Tony, aos jovens centrais Freire e N Diaye (Freire é um jovem jogador com muito mercado lá fora) ao experiente central João Paulo e aos laterais esquerdos Anderson Santana e Bruno Teles. Manuel Machado parece ter aqui muitas opções de qualidade para a defesa.

Pedro Mendes regressa ao seu clube do coração após passagens por FC Porto, Portsmouth, Tottenham, Rangers e Sporting. Uma carreira de ouro para um médio de luxo que deixa saudades em todos os clubes por onde passou.

No meio campo, Pedro Mendes regressa à cidade berço depois de ter rescindido com o Sporting. Atacado por muitas lesões no último ano, o experiente médio tenta novamente voltar às grandes exibiçõesjogar. Entra também o jovem Uruguaio de 20 anos Jean Barrientos, Leonel Olimpo (médio que se destacou ao serviço do Paços de Ferreira) regressa Henrique Dinis, médio talentoso que teve por empréstimo na equipa B do Deportivo. Juntam-se a Rafael Crivellaro, ao experiente João Alves e aos alas Renan Silva e Edson Sitta. Fora do plantel de Manuel Machado ficou Siaka Bamba, emprestado ao Beira-Mar. O Beira-Mar teve imensa sorte em receber um jogador que tem lugar de caras neste plantel vitoriano, que este ano ficou órfão do seu histórico trinco Flávio Meireles, que acabou carreira.

Para as alas e para a frente do ataque, Manuel Machado dispõe de muitas soluções atacantes que dão muito poder ofensivo a esta equipa.
Para as extremidades do ataque, Tiago Targino, Faozi, Paulo Sérgio e Maranhão. Todos são muito rápidos, muito fortes a ganhar a linha para cruzar e podem incutir bastante fantasia no ataque vitoriano. Na área, estarão Edgar Silva, o Argelino Soudani (jogador que promete muito vistas as intensas negociações que o vitória teve na sua contratação) o boliviano Saucedo (outro reforço) e a dupla William e Marcelo Toscano, dois jogadores que ainda tentam a sua afirmação definitiva no clube vitoriano. William é um avançado mais móvel enquanto Toscano é um jogador universal que pode actuar ora a extremo, ora a 10, ora a 9. Toscano é um jogador com algum potencial e até começou da melhor forma a sua carreira na liga portuguesa com um hat-trick na 1ª jornada da liga 20102011 mas com o tempo veio a ter menos importância na carreira vitoriana.

Perante este tipo de soluções no seu plantel, o vitoria prepara novo assalto à Europa. Finalista vencido da Taça do ano transacto tentará obviamente igualar ou melhorar o pecúlio na Taça e quiçá vencer hoje o FCP na supertaça. Tentará ir o mais longe possível na Liga Europa, sabendo de antemão que a própria qualificação para a fase de grupos será muito complicada visto que no playoff de apuramento vai medir forças com o poderoso Atlético de Madrid.

Alvo de investigações do Ministério Público, o histórico presidente dos Nacionalistas é suspeito de corrupção fiscal num dossier onde até membros do governo regional madeirense estão a ser investigados.

O Nacional de Ivo Vieira foi a primeira equipa da 1ª liga a iniciar o seu trabalho. Devido à participação precoce na 2ª pré-eliminatória da Liga Europa onde os nacionalistas bateram os Islandeses do FH com um total de 3-1 nas 2 mãos e na 3ª onde o clube madeirense não deu hipóteses ao Hacken da Suécia com um compto geral de 4-2 (vitória 3-0 em casaderrota 2-1 fora) a equipa do arquipélago da Madeira teve que iniciar a sua preparação muito mais cedo que as outras equipas.
Do ponto de vista financeiro isso não impediu um bom reforço da equipa de modo à construção de um plantel competitivo. O Nacional está bem de finanças e tem bons contactos no Brasil, o que lhe permite arranjar rapidamente soluções para o seu plantel. Do ponto de vista desportivo, a competição precoce em relação a todos os outros clubes da Liga não permitiu ao Nacional trabalhar com eficácia as suas soluções e o automatismos de jogo, marcar amigáveis de qualidades contra outras equipas e pode ser um esforço que saia caro à equipa com o alongar da época.

No defeso, poucas saídas do plantel, algumas entradas
Em destaque nas saídas, a do guarda-redes Bracalli para o Porto. Nas entradas, destaque para a contratação de Candeias ao Portimonense e o médio Elizeu do Palmeiras.

Na baliza, com a saída de Bracalli a luta será a três: os brasileiros Elisson e Marcelo Valverde e o jovem montengrino Giljen.

Na defesa, muita qualidade como é apanágio do Nacional. Felipe Lopes, Tomasevic, Danielson, Claudemir e Nuno Pinto permanecem no clube.

No meio-campo, exceptuando as entradas de Elisson e Candeias , fica mais ou menos tudo na mesma: permanencias dos criativos Mihélic, Juliano e Skolnic, dos lutadores Luis Alberto e Todorovic e do rápido João Aurélio.

Para a frente, soluções como Mateus, Diego Barcellos, Mário Rondon (contratado ao Paços) Anselmo, Edgar Costa e os reforços André Recife e Oliver. Tirando os contratados, são todos jogadores muito rápidos, muito versáteis e sempre com os olhos postos na baliza.

O Nacional terá novamente o objectivo de ficar no top-5 da liga portuguesa e tentará fazer melhor que o que tem feito nas últimas épocas na Liga Europa (no playoff joga contra o Birmingham da 2ª divisão inglesa) na Taça e na Taça da Liga.
A choupana será novamente sinónimo de dificuldades para as equipas do continente assim como a equipa madeirense deverá prometer novamente bons resultados fora da ilha.

A União de Leiria inicia a época 20112012 mergulhada em polémica. Dificilmente voltará a jogar no Estádio Magalhães Pessoa, à venda 7 anos depois do euro 2004

Defeso muito complicado para a União de Leiria de João Bartolomeu. Aliás, os defesos complicados começam a ser imagem de marca do clube do lis. Ora se despedem treinadores na fase de preparação da equipa, ora se encontram contratos desportivos fraudulentos, ora a equipa muda de cidade pois rejeita continuar a jogar no estádio municipal.
Culpa disso o facto da equipa assumir uma espécie de duas direcções: a do clube e a da SAD. Culpa do facto dos poucos sócios leirienses continuarem a confiar os destinos do clube a uma espécie de ditador chamado João Bartolomeu.

Sou muito sincero quando falo da União de Leiria. É um clube que não tem a ponta que se lhe pegue. Não tem capacidades para andar pela 1ª liga, não tem adeptos, não tem uma época estável ao nível de organização interna, não tem capacidade por lutar por nada. Existem muitos clubes na 2ª liga e até na 2ª divisão B que metem mais gente nos estádios e tem mais capacidade financeira e estrutural para a 1ª liga do que a União de Leiria. Tais factos fazem-me acreditar que mais ano ou menos ano a União cairá por aí abaixo no futebol português.

Pedro Caixinha resistiu ao defeso. É praticamente uma novidade na turma leiriense, após as demissões de treinadores nos últimos defesos.
A direcção Leiriense brindou o jovem treinador com muitos reforços. Muita quantidade pouca qualidade. Entraram Chula (ex-Porto) Luis Leal, Diego Gaúcho, Pedro Almeida, Manuel Curto, Basso Tiago Terroso, o francês Eirchot, Zahovaiko, Abubakar, o experiente central Hugo Alcântara, Bruno Moraes, Djaniny, Ivo Pinto, Jô, Élvis, José Henrique, Shaeffer, Maykon (ex-Paços) e Francisco Júnior. Muita juventude, muita inexperiência, muito tiro no escuro. De todos estes reforços apenas é certo que 4 jogadores estejam capazes de enfrentar um ritmo de 1ª liga. São os casos de Manuel Curto, Hugo Alcântara, Bruno Moraes e Maykon. O resto são autênticos tiros no escuro ou jogadores que não demonstram talento para estas andanças.

Como se tal não bastasse, o Leiria não conseguiu segurar jogadores como Bruno Miguel, Vinicius, Mika e Mamadou Tall.

Actualmente o plantel leiriense ainda não sofreu dispensas e continua a trabalhar com 36 atletas sendo que muitos serão dispensados nas próximas semanas.
Todavia, não gabo muita sorte a Caixinha este ano. No meu entender, a União é desde já candidata à descida.

Pedro Emanuel estreia-se na Académica

Ao contrário das últimas épocas, a palavra estabilidade é a palavra chave que marca a apresentação da Académica. A estabilidade, a rápida tomada de decisões e a confiança podem levar a Briosa a altos voos.
José Eduardo Simões apadrinha a estreia como técnico principal a Pedro Emanuel, sendo que o objectivo claro da Briosa continuará a ser os primeirosPelo contrário apresenta-se a Académica. 7 lugares da liga Portuguesa, objectivo que já tem barbas de velho mas que tem sido fracassado nas últimas 56 épocas. No entanto, ao contrário das últimas épocas, tirando a mudança de treinador (Emanuel substitui Ulisses Morais que esteve em Coimbra só de passagem) o plantel continua basicamente o mesmo o que é de facto um bom sinal para o arranque da nova época dos estudantes.

Algumas saídas de relevo que já eram previstas pela direcção da Briosa, casos de Sougou para o Cluj da Roménia, de Pedrinho para o Lorient de França, de Nuno Coelho para o Benfica. regresso de Addy ao clube de origem após empréstimo aos estudantes, de Amaury Bischoff para o Dinamo de Bucareste e do Panamiano Garcés após passagens decepcionantes pela briosa e de Miguel Fidalgo para o Vitória de Setúbal após passagem risonha por Coimbra.

Entraram Rui Miguel (ex-Kilmarnock) dos antigos Navalistas João Real e Marinho, jogadores que vão acrescentar algumas experiência e qualidade ao colectivo, Adrien e Diogo Valente ficam na Briosa que também recebe Cedric do clube de Alvalade, jogar que pelo seu talento irá tentar jogar mais aproveitando a saída de Pedrinho para o Lorient.

O núcleo duro do plantel da época passada continua: o guarda-redes Peiser, os defesas Orlando, Berger e Helder Cabral, os médios Diogo Melo, Diogo Gomes, Diogo Valente, Hugo Morais e o ponta de lança Éder, jogador do qual admiro o seu potencial.

Analisando o potencial desta equipa da Académica é caso para dizer que Pedro Emanuel terá aqui um plantel com muito potencial para um ano de afirmação na Liga. Acredito que este plantel poderá chegar a um lugar europeu, desejo que já afirmei ser muito procurado para os lados de Coimbra.

Zeca – Do Casa Pia para o Panathinaikos com escala em Setúbal. O exemplo claro que existem muitos jovens jogadores a jogar pelas divisões inferiores com mais qualidade do que muitos estrangeiros contratados pelas equipas de 1ª liga.

O Vitória de Setúbal é novamente uma equipa em apuros.
As dificuldades financeiras não deixam os sadinos pensam em mais do que fugir novamente à despromoção. No entanto, a direcção vitoriana faz das tripas coração para conseguir arranjar planteis simpáticos que lhe garantem épocas onde o objectivo da manutenção é sempre atingido. Parece-me ser novamente o caso desta época.

Saídas imprevistas de Regula para o Catania e de Zeca para o Panathinaikos de Jesualdo Ferreira, transferências que aliviaram as dificuldades nos cofres do clube sadino. Saída mais ou menos prevista de William para o homónimo de Guimarães,
Bastantes entradas que dão coesão ao plantel treinado por Bruno Ribeiro, glória recente do clube como os casos do avançado Miguel Fidalgo (ex-Académica) Bruno Amaro (ex-Nacionaltenta relançar a carreira após anos apoquentados por várias lesões) Tengarrinha, Rafael Lopes (ex-Varzim) e Igor (ex-trofense).

O cumprimento dos objectivos desta época será portanto mais fácil para Bruno Ribeiro do que foi para o seu antecessor Manuel Fernandes. Um nucleo duro constituído pelo guarda-redes Diego Silva, pelos defesas experientes Ricardo Silva, Miguelito, Ney Santos, Tengarrinha e Anderson do Ó, pelos médios Jorge Gonçalves, Bruno Amaro, José Pedro, Djikiné, Hugo Leal e Neca e pelos avançadosextremos Pitbull, Miguel Fidalgo, Rafael Lopes e Bruno Severino dão garantias de uma época tranquila ao Vitória, que até poderá aproveitar para explorar as taças, provas onde o Setúbal já fez história nos últimos anos.

Rio Ave

Carlos Brito também tem um forte Rio Ave à sua disposição.
Algumas saídas no clube não apoquentam o experiente treinador. Saíram Cícero para o Paços de Ferreira, o experiente médio Ricardo Chaves, o prodígio Júlio Alves (irmão de Bruno Alves e Geraldointernacional sub-20) para o Atlético de Madrid e Bruno Gama para o Deportivo. Entram jogadores como Pateiro, o experiente Jorginho (ex-Portoestava no Gaziantespor da Turquia) e Yazalde permanece novamente por empréstimo do Braga. Não são jogadores que venham trazer mais qualidade do que os que saíram mas são jogadores que acrescentam muita experiência a uma equipa já de si muito experiente. Basta apenas ver os jogadores do Rio Ave que tem mais de 30 anos: Paulo Santos, Milhazes, Gaspar, Zé Gomes, Jorginho, Pateiro e João Tomás.

Permanecem também Tiago Pinto, Jefferson, Tarantini e Vitor Gomes (não consigo perceber como é que este jogador continua no Rio Ave dado o seu talento) Braga e Bruno China (jogadores muito importantes nesta equipa) Wires (acabou por permanecer) Fábio Felício e Saulo.

Com este plantel, dúvido que Carlos Brito tenha dificuldades em cumprir os objectivos de manutenção da equipa.

Marítimo

Na outra equipa da Madeira, o Marítimo, como é hábito, muitas saídas e muitas entradas. O objectivo é expresso: atingir novamente a Europa!

Pedro Martins continua no comando da equipa madeirense.

Saídas de jogadores muito importantes nas últimas épocas do clube, casos de Djalma e Kléber para o FC Porto como há muito era anunciado e do guarda-redes Marcelo Boeck para o Sporting. Tirando as saídas mais que previstas dos 3 jogadores, o Marítimo continuo a contar com a sua espinha dorsal, o que garante bastante estabilidade ao seu treinador.
O histórico Bruno abandonou o Marítimo aos 37 anos e após 13 épocas intercaladas com a camisola verde-rubra ao peito que apenas foram interrompidas por um ano de empréstimo ao Camacha e os anos em que esteve no FC Porto e no rival Nacional da Madeira. O médio prossegue carreira no vizinho União, recém promovido à Liga Orangina.

Regressos de Olberdam do Rapid de Bucareste após experiência muito pouco conseguida na liga romena e de João Luiz do empréstimo ao Beira-Mar. O avançado Pouga também regressa ao futebol português depois de ter estado 2 épocas na Roménia e tem a missão de substituir Kléber. Contratação de Salin à Naval para render a saída de Boeck e a contratação de 4 jovens jogadores Nigerianos cujo potencial é totalmente desconhecido: Taiwo Olayiwola, Abuchi, Udojoh e Obayomi.

Na baliza, Salin irá rivalizar pela titularidade com Peçanha. São dois excelentes guarda-redes. Na defesa, as permanências de Robson, Roberge, Luis Olim, Briguel e João Guilherme garantem raça, experiência e eficácia. No meio campo pouco ou nada muda: Marquinho, Roberto Sousa, Rafael Miranda e Selim Benachour recebem os regressos de Olberdam e João Luiz a uma casa que bem conhecem e de Anibal Domeneghini, argentino que actuava no campeonato chileno que é rotulado como um jogador muito veloz e técnicamente interessante.

Na frente Pouga, Danilo Dias e Baba terão a missão de fazer esquecer a dupla Kléber e Djalma, se bem que o Brasileiro já não foi tão importante na época passada como tinha sido em 20092010 devido ao diferendo que mantinha com o Marítimo pela não-concretização da transferência para o Porto no verão de 2010.

Época tranquila também é o que esperam os dirigentes do Paços de Ferreira.
Não é um candidato natural à Europa, mas um clube capaz de facilmente terminar na primeira metade da tabela da Liga, podendo aventurar-se facilmente nas taças.

Depois de ter sido muito elogiado no seu primeiro ano de trabalho no Paços de Ferreira e de até ter recebido convites para treinar equipas mais fortes, Rui Vitória deverá querer incutir uma maior evolução no clube Nortenho. Vitória já provou que é um treinador muito racional que gosta de colocar as suas equipas a jogar um bom futebol.

É certo que esta época sofreu alguns revezes ao nível de saídas, casos de Leonel Olímpio, Maykon, Mario Rondon, David Simão, Nélson Oliveira, Baiano, Bura, Samuel, Pizzi e Amond. Meia espinha dorsal da época passada saiu do clube, facto que não assusta Rui Vitória, treinador habituado por carreira a construir equipas. O treinador e a direcção lançaram-se ao mercado para colmatar as saídas e de acordo com as possibilidades financeiras do clube da capital do móvel reforçaram a equipa com jogadores muito jovens recrutados em divisões inferiores, no Brasil e dois por empréstimo do Porto. Facto que acaba por ser também uma das referencias de Rui Vitória, um treinador que desde os tempos do Fátima na 2ª liga está sempre atento a novos valores que despertam nas divisões inferiores para os conseguir trabalhar e transformar em jogadores capazes de jogar na 1ª liga contra os melhores. Das contratações do Paços, é de destacar então a quantidades de jogadores abaixo dos 23 anos: Eridson (ex-Tourizense) Sassá (ex-Ipatinga) Reinaldo Lobo (ex-Itaúna) Josué (médio centro que estava na Holanda por empréstimo do Porto) Diogo Figueiras (ex-Pinhalnovense) Marcelo Tché (ex-Santa Helena do Brasil) Bacar Baldé (ex-junior do Porto) Carlitos (ex-Oliveirense) Melgarejo (por empréstimo do Benfica). Nomes que decerto causam algum arrepio dada a juventude e a falta de provas dadas no escalão principal do futebol português. No entanto se olharmos ao facto que na época passada Rui Vitória fez evoluir jogadores como Bura, Samuel, Caetano, Pizzi, Mario Rondon, David Simão, Nelson Oliveira, Amond e Javier Cohéne, podemos estar seguros que Vitória compra com algum grau de certeza e é um treinador muito bom a lidar com jovens desconhecidos dos grandes palcos, conseguindo quase sempre que eles evoluam.

A juntar a estas mexidas de defeso, Rui Vitória pode contar com jogadores bastante experientes na 1ª liga como Cássio, Ozéia, André Leão, Manuel José, Filipe Anunciação, Cícero (contratado ao Rio Ave) e com o jovem brasleiro Michel, goleador que deu cartas no Penafiel.

Olhanense

Volta a ser o único representante algarvio nesta liga.
Melhorou significativamente o seu plantel depois de uma época em que a manutenção nunca esteve em risco.
Perdeu Paulo Sérgio para o Guimarães, Carlos Fernandes para a Naval, Maynard, o jovem Joshua Silva e Tiero.
Conseguiu manter Mexer, João Gonçalves (nova dispensa do Sporting) e ganhou Wilson Eduardo, todos por empréstimo do Sporting. Roubou Ventura ao Portimonense por empréstimo do Porto assim como Ivanildo. Tentará recuperar Vitor Vinha (ex-Académica e Desportivo das Aves) jogador que apresentava muito potencial, potencial que nunca fui demonstrado na liga assim como o avançado Zequinha, que depois da formação no Porto e da cena protagonizada no mundial de sub-20 em 2007 se estreia na Liga pela mão do clube de Olhão. Conseguiu também os concursos dos experientes Fernando Alexandre ao Braga e Luis Filipe ao Benfica.

Basicamente, o Olhanense serve de manta de retalhos a jogadores que não conseguiram o seu espaço nos grandes, mas que podem ajudar a equipa algarvia a conseguir os seus objectivos em conjunto com os jogadores que se mantém na equipa, casos de Maurício, Rui Duarte, Ismaily, Nuno Piloto, Toy, Djamir, Dady e Yontcha.

O clube algarvio não terá muitas dificuldades em manter-se na Liga.

Feirense

Segue-se o Feirense. Aveiro voltará a ter duas equipas na Liga, acontecimento que já não se verificava à muitos anos. Penso que a última vez que tal fenómeno aconteceu foi no final da década de 90 com Beira-Mar e Sporting de Espinho. No entanto, pelo que estava a ser demonstrado na luta pela subida na Liga Orangina (Oliveirense, Feirense e Arouca na luta pela subida) era certo o distrito voltar a ter dois representantes na Liga.

Teremos portanto novo derby regional em Beira-Mar e Feirense, derby que motivou uma vez Augusto Inácio (na altura ao comando dos auri-negros) a apelidar o derby “feito para homens da barba rija!”. Nem mais, nem menos.

Depois de 3 épocas a roçar a subida ao principal escalão do futebol português, a turma de Santa Maria da Feira (conhecida por ser a que tinha menos orçamento na 2º liga) aventura-se na Liga, sabendo de antemão que terá que jogar os primeiros jogos em casa em campo emprestado, facto que pode trazer alguma instabiliade à equipa no primeiro terço da época.

O Feirense tem um plantel simpático para abordar a Liga, mas será na minha opinião um candidato à descida. Dos jogadores à disposição do técnico Quim Machado destaque para o experientíssimo guarda-redes Paulo Lopes, para os defesas Jefferon e Luciano, para os médios Ludovic, Diogo Rosado, Cris e Hélder Castro e para os avançados Rabiola, Miguel Pedro e Jonathan.

Gil Vicente

O Gil Vicente é a última equipa deste post.
António Fiuza é um presidente satisfeito com este regresso à Liga. Fez-se justiça tardia em Barcelos.
Vamos ver o que esta jovem equipa de Barcelos poderá fazer este ano. A manutenção não será objectivo fácil.

Na turma de Paulo Alves, destaque para os guarda-redes Jorge Baptista, para os defesas Paulo Arantes e Junior Caiçara, para o médio João Vilela e para os avançados Yero (ex-Porto) Laionel e Hugo Vieira, este último, um jovem que pode ser uma das sensações deste campeonato.

Próxima antevisão: Bundesliga.

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Era uma vez (no Benfica)

Um treinador, uma equipa técnica, uma direcção e uma administração que uma época se lembrou de contratar jogadores suficientes para fazer 3 planteis.

Um treinador, uma equipa técnica, uma direcção e uma administração que necessitaram de contratar 5 guarda-redes em 2 anos, gastando 10,3 milhões de euros aos cofres encarnados + os salários dos respectivos atletas. No entanto apenas um garante total segurança à baliza do Benfica e dificilmente será titular – falo de Artur Moraes.

Um clube que já contratou 15 jogadores esta época e que ainda se prepara para contratar mais 2 ou 3, que já gastou em transferências este ano qualquer coisa como 28 milhões de euros, sendo que 3 desses contratados já foram despachados para rodar e terão tantas hipóteses de vestir a camisola encarnada como tiveram no passado Bergessio, Paulo Almeida, Urretaviscaya entre outros é motivo mais que suficiente para questionar (visto que o Benfica nas últimas 4 épocas um valor aproximado dos 150 milhões de euros em transferências) onde é que o Benfica vai buscar tanto dinheiro? Não é a única pergunta que faço no que toca a este aspecto? A outra obviamente coloca-se nesta grau: O Benfica terá mesmo uma gestão profissional ou meia dúzia de lunáticos que gastam sem rei nem roque?

A resposta, para alguns benfiquistas será toldada pelo raciocínio lógico de uma política de contratações imperialista e folclórica, facto assente como benfeitor da felicidade de qualquer benfiquista na pré-época. Bruno César (leia-se o homem mais gordo que o Benfica contratou; supera Paulo Almeida, Rochemback e Maniche) já é uma máquina de jogar futebol e Nolito (um pobre coitado que andava lá pelas equipas B dos Barças deste mundo) um jogador que vai ser convocado decerto à fabulosa Espanha de Del Bosque, onde por exemplo a coqueluche do Valência Juan Mata só agora entra nas contas e onde jogadores como Thiago Alcântara (jogou mais na equipa A do Barcelona que Nolito) Javi Martinez (campeão do mundo; intermitente convocado da Roja) Ignácio Camacho, Bojan Krkic não têm espaço na selecção de Del Bosque.

Pela primeira vez nos últimos anos, a equipa do Benfica até me pode mostrar que estou enganado mas dificilmente irá resultar e dificilmente irá combater com Sporting e Porto. Ao contrário dos últimos anos, o Sporting apostou em gente que o treinador e o director-desportivo conhecem e reconhecem como jogadores capazes de recolar o Sporting na órbita dos troféus. O Porto, no piloto automático de um Pereira disfarçado de Villas-Boas não irá precisar de muito para andar lá por cima. Para o Benfica, creio que se iniciou uma nova era das trevas.

Ao contrário dos últimos anos, o Sporting afastou-se por completo dos empresários e das jogadas que estes executam para colocar o seu lixo por estas bandas. Pelo menos, Jorge Mendes não conseguiu colocar o seu entulho pelas bandas de Alvalade: temos o exemplo de Manuel Fernandes, Quaresma, Simão Sabrosa, Hugo Almeida, entre outros.

Já o Benfica está minado de empresários. Ganhar dinheiro em comissões com o Benfica é fácil. É só afirmar que jogador X é relacionado directamente ao talento de um Sálvio já esquecido ou de um gaitan-de-foles-de-corrida e a coisa dá-se facilmente. O dinheiro, ninguém sabe de onde aparece. De meios lícitos talvez não deve ser. Não é que neste aspecto, Vieira seja um santo, porque todos sabemos que não é. É um excêntrico ignorante provinciano sem qualquer noção do mundo do futebol. Repete-o todos os dias quando vêm a público pedir para que se investiguem as contas do Porto. Investiguem as do Porto sim, mas também investiguem as do Benfica. Aliás, se tiverem de investigar clubes à mesma medida do que as autoridades turcas estão a fazer no país do Efeso, comecem por investigar da 1ª Liga até aos distritais. Meio mundo vai preso, metade do futebol português acaba.

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Afinal não havia segurança!

Autocarro apedrejado na saída da Boavista para a Alameda do Dragão, bolas de golfe, galinhas pretas a entrar dentro de campo, isqueiros, cartazes a provocar Roberto, cravos na lapela a ilustrar uma falsa liberdade e assobios racistas contra Luisão no momento da sua expulsão… Bem-vindos ao pequeníssimo mundo da inteligência dos adeptos do Futebol Clube do Porto.

É bem certo que as rivalidades se semeiam… A culpa disto é de Vieira, que por um lado as incita e de todos os adeptos do Benfica, que pelo outro lado, seguem o seu líder de forma cega, sem sequer parar para pensar um bocado nas consequências que certas palavras venenosas podem ter…

Onde é que esta rivalidade vai parar? Quando houverem mortos num campo de futebol? Será que em Portugal voltamos aos tempos em que existiram tragédias no Heysel e em Hillsborough?

As autoridades que regulam o futebol Português devem começar a castigar severamente os clubes que manifestarem apoio (seja ele de qualquer espécie, quantidade ou género) a claques violentas como são os Super Dragões, o Colectivo Ribeira, os No Name Boys, Diabos Vermelhos, Juve Leo, Ultras Directivo XXI, White Angels ou os Red Boys on Fire. Para bem daquele que quer ir com a família assistir a um espectáculo e paga para assistir a um espectáculo, que obviamente não inclui a possibilidade de ser agredido!

A segurança nos estádios de futebol, com toda o seu aparato começa a ser algo que não está a funcionar. Se por um lado, em Aveiro quando vou ver o Beira-Mar sou revistado em todo o corpo e por vezes não me é permitido entrar dentro do estádio com uma lata de coca cola ou com uma garrafa de água com tampa, noutros estádios a revista permite a entrada de galinhas, bolas de golfe, isqueiros e navalhas… Estes objectos não só põem em causa a integridade física dos espectadores como põem em causa a integridade física daqueles que estão dentro de campo a cumprir a sua actividade profissional.

Será que é isso que os adeptos das claques querem? Atirar uma pedra que acerte em cheio num jogador dentro de um autocarro? Atirar uma bola de golfe que mate o guarda redes do Benfica?

Basta!!

Quanto ao jogo, no campo, o Porto cilindrou o Benfica. Hulk jogou de raiva e cada vez mais convence o público Português que não merece andar por aqui. Merece sim, um grande campeonato do futebol mundial, destino, que mais cedo ou mais tarde o espera!

O Benfica jogou mal e confirmou as suspeitas que esta época, é uma equipa vulgaríssima. Neste jogo, Jesus engoliu uma granada sem cavilha ao colocar David Luiz na esquerda quando Coentrão é o único jogador que dispõe capaz de ombrear em velocidade com Hulk.

Carlos Martins e Aimar confirmaram que nos jogos a doer desaparecem de cena. Alan Kardec não é Cardoso e nunca o será.

O maior derrotado da noite acaba por ser Luis Filipe Vieira. Não se podem atirar pedras quando se têm telhados de vidro. Vieira saiu humilhado perante Pinto da Costa que a esta altura ainda se deve estar a rir da fraca figura que o presidente rival tem feito nos últimos tempos…Apelidar o Benfica de melhor clube Português da actualidade é algo vindo de uma cabeça que pensa em puro delírio provocado pela demência que lhe é associada pela ressaca do título da época passada. Miguel Góis e Ricardo Araújo Pereira também devem andar de ressaca no dia de hoje. Tanta campanha contra o FCP dá nisto: sair aziado do Dragão. O seu comportamento contra o rival não deverá sofrer mudanças nas próximas crónicas da Bola. Creio eu. Os incorrigíveis continuam a pensar da mesma maneira, isolados numa redoma de benfiquismo bacoco. Cegos por palas vermelhas à frente dos olhos. Os incorrigíveis são mesmo assim… Incorrigíveis!

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