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outra vez arroz

a ausência do primeiro-ministro das comemorações de um dos dias mais importantes da história do seu país, para por sua vez ir lamber os tomates (desculpem-me os mais sensíveis mas não me posso poupar nas palavras) aos líderes europeus no Grupo Dos Amigos da Coesão (que nome delicioso!), mostra a sua atitude perante o seu estado e perante o seu povo: é mais importante o que a europa pensa de nós, é mais importante praticar a política do bom aluno, é mais importante arregalar os olhos aos alemães do que dizer aos portugueses algo como “não, os tempos estão difíceis mas eu estou aqui”. é uma enorme falta de respeito, é uma enorme falta de bom senso, é uma atitude servilista perante a europa, é uma atitude carneira de quem pede sacrifícios em prol de metas que nos foram impostas sem qualquer tipo de consulta popular como implica o próprio conceito de democracia, e acima de tudo, foi mais um passo que o Passos deu rumo aquilo que se irá consumar em breve que é efectivamente a sua demissão.

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crónico. anacrónico.

realidade de um país virado do avesso e o folclore excepcional que foi dado pela Maria quando mandou calar o Aníbal para ouvir o momento musical da manhã. estou cada vez mais certo que sempre foi a Maria que mandou neste país com austeridade e que o Aníbal já não é capaz de escrever os seus próprios discursos. isto é, se alguma vez o foi.

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Ah, a república

A República da revolta, da confusão, da ditadura, da revolução, da corrupção, da pobreza, da pobreza de espírito, da iliteracia, dos sucessivos défices públicos, da democracia desorganizada, do corte de direitos adquiridos, da justiça ineficiente.

Pela primeira vez, concordei em pleno com as ideias veículadas pelo Dr. Aníbal Cavaco Silva no discurso de 5 de Outubro.

Acrescento mais ao referido discurso. Não bastam os sacríficios por parte do povo. A classe governativa precisa de assumir responsabilidades no que toca à auscultação das consequências que as suas medidas podem trazer a todos os cidadãos portugueses. Por mais vitais que sejam para o país os objectivos de combate do défice das contas públicas e reencaminhar a economia portuguesa para os mercados internacionais e para um crescimento consolidado nos próximos anos, estes, terão que ter em atenção as condições de vida dos seus cidadãos. Esperemos que todas estas medidas não tragam mais fome do que a existe. Caso contrário, a fome e a degradação das condições de vida serão o rastilho para a violência. Não deveremos querer que a situação de insegurança que se vive em vários pontos deste país se desenvolva para caos.

Nós, os cidadãos, não somos números. Muito menos somos fantoches que trabalham com o objectivo de pagar os erros que outros cometeram… Não merecemos sofrer mais do que isto.


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