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Vergonhoso

A fina-flor da Academia segue o habitual ritmo da época e já começa com os truquezinhos eleitorais.

Inunando a rede social facebook com esta imagem, seria de muita coincidência não pensar que vários utilizadores estão a tentar passar uma mensagem neste início de ano lectivo. Conhecendo o se tem passado nos últimos anos, apenas não esperávamos que o pedantismo fosse tão alto em tão tenra altura do ano. Não retiro de modo algum o termo: chama-se pedantismo. Com todas as letras.

Se nas candidaturas de André Oliveira, Jorge Serrote e Miguel Portugal, as primeiras movimentações começavam após a Queima das Fitas e as primeiras mensagens surgiam na latada, notamos que este ano, para além do facto da Direcção-Geral não ter feito mais nada de destaque do que a Universidade de Verão da UC, um boicote às aulas que acabou por ser um autêntico fiasco, a organização das provas de desporto universitário e um elenco recheado de demissões, má gestão de equipa por parte do presidente, boatos e dois vices presidentes que chegaram a uma altura do campeonato sem sequer se dar ao trabalho de falar com o presidente durante dias a fio, tento compreender (juro que tento) porque é que a AAC não encurta os mandatos a 3 meses. Quiçá a 4 dias. Sim, porque este mandato não passou do 4º dia de existência. O resto que se viu é luta desenfreada pelo tacho, incompetência, inquestionável vontade de não se trabalhar em prol daqueles que votaram e acima de tudo, irresponsabilidade daqueles que durante o ano estiveram mais interessados em preparar as próximas eleições do que em trabalhar na confiança que em si foi depositada por cerca de 4 mil estudantes.

Por outro lado, perante todas as variáveis enunciadas, os problemas que afectam a comunidade estudantil amontoam-se e a AAC continua com uma passividade ímpar. O ano lectivo começou e quanto a bolsas de estudo, tudo permanece no mais profundo mistério, apesar de existir uma lei aprovada em Assembleia da República que tarda em passar para o Diário da República. Centenas de alunos começam o seu ano lectivo sem a certeza da sua bolsa, sem sítio para pernoitar e receosos que não possam continuar os seus estudos por insuficiência de meios financeiros.

Residentes universitários viram negadas as condições de acesso às residências. Outros residentes foram mudados para outras residências em virtude de decisões duvidosas. Mas dentro das 4 paredes da Direcção-Geral, ninguém parece estar interessado em mais do que ir tomar o seu cafézinho aos jardins, bater um papo, actualizar o blog anónimo para dizer mal do outro candidato e alcatroar a estrada para Novembro…

Em várias faculdades, a morosidade dos serviços causa incómodo. A burocracia é morosa e dispendiosa. A pedagogia não existe. Alguns cursos alteraram novamente as regras do jogo e prejudicaram claramente os seus alunos. Outros, voltaram a prescrever. A defesa dos direitos dos estudantes por parte da AAC não é mais uma vez sentida.

Internamente,

Da Tesouraria da AAC alguém palmou deliberadamente 5200 euros. Tanto o Conselho Fiscal, como a Direcção-Geral (através dos seus dois representantes no Conselho-Geral) como a Queima das Fitas ainda não se interessaram em abrir uma investigação interna para saber quem lucrou com o acto.

Falamos em Conselho Fiscal.

O Conselho Fiscal, presidido por Carlos Barandas (Carlos, um dia disseste-me na FEUC que gostavas de gente sincera e vou-te ser sincero já que não me atendes o telemóvel quando te ligo) é um órgão constituído na sua maioria por incompetentes. Salvam-se duas excepções: o Hugo Ferreira e a Filipa Soares. A sala da queima foi assaltada. Abriram-se extintores à porta da secção de fotografia. Nada foi feito pelo Fiscal. Secções Culturais tem capacidade para realizar actividades, caso da Secção de Gastronomia, mas dependem exclusivamente que o Fiscal lhes resolva as questões. A Secção de Voleibol está (ou se já foi resolvido, estava até à pouco tempo) à espera que o Fiscal lhe resolvesse o assunto burocrático que pendia sobre a tomada de posse da nova direcção. A Secção de Andebol passa por gravíssimos problemas financeiros e esteve (creio que ainda está) em risco a sua participação nos campeonatos em diversos escalões, o que é uma vergonha para uma AAC que alimentou e muito outras modalidades (Basquetebol, Ténis) e poderá deixar morrer uma secção que para além do palmarés que possui, dá a hipótese de competição a muitos alunos da UC.

Carlos, muito sinceramente, será que te preocupas mais com moscambilha do que com o trabalho para o qual foste eleito?

No que tocam a estatutos, cada um decide por si. Como até já foi dito por mim aqui neste espaço.

Não desviando do assunto mainstream, é portanto uma vergonha aquilo que se passa na AAC. Meus caríssimos amigos, este logo que está a ser colocado em perfis do facebook pertence à campanha de um vice-presidente da AAC, um rapaz que tem um cargo importantíssimo nas mãos a defender, mas parece que se está nas tintas para tais feitos.

(Escusam de fazer chamadas anónimas às tantas da manhã em número desconhecido porque eu não vou ceder)

O mandato acaba em Janeiro, mas já se fazem apostas em Setembro. É necessário alguém que diga a estes rapazes que o seu cargo joga com responsabilidades que pendem sobre vidas humanas. Torna-se necessário acabar com esta palhaçada de blogs e de ameaças e de moscambilhas. Torna-se necessária uma Académica humilde, trabalhadora, com vontade de evoluir e de preferência com gente que queira servir a casa e não servir-se da casa.

Deixo-vos um conselho: porque é que não realizam eleições para a AAC de mês a mês e assim consegue fazem com que se arranje espaço para todos na presidência?

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os feicebucks

(clique na imagem para aumentar)

Pelo que parece, não são apenas os blogs que fazem pulsar o ritmo da academia.

Este print, gentilmente retirado da página do facebook de um presidente de núcleo, demonstra que a AAC está na vanguarda da utilização das novas tecnologias. Não só se marcam reuniões pelas redes sociais, como se trata da agenda pelo mesmo método. Qual videoconferência, qual skype, qual old-fashioned MSN: o facebook está mesmo a acelerar o ritmo desta academia.

Quem não acelera o ritmo é o Conselho Fiscal. As novas tecnologias atordoam a lentidão de um órgão da casa sem rei nem roque. O Conselho Fiscal e os seus membros tem um passividade tal, que chega ao ponto de um presidente de núcleo ameaçar e com toda a razão o Presidente do Conselho que vai aprovar o regulamento do núcleo à luz da Lei Alves, e em conformidade com os estatutos da AAC, porque esperou 2 meses pelo envio do modelo do regulamento interno dos núcleos e não obteve qualquer resposta. Típico de um conselho fiscal que não actua e cujos membros estão ausentes, sabe-se lá em que cafézinhos com vista a assegurar a pole position para continuar a reinar na AAC à custa dos pobres estudantes que neles confiam uma missão e saem sempre gorados.

Tão típico de um conselho fiscal que deixa que núcleos e outras secções culturais (como a secção de jornalismo) tenham o dom de escolherem chá e café em simultâneo no que toca a estatutos.

O que é mais curioso é que a resposta do fiscal é sempre a mesma: faz o que te apetece que depois estamos cá para te queixares ou para te apresentar uma queixa. A moral da história acaba por ser: Se estamos à espera que o fiscal actue no quer que seja, mais vale esperarmos sentados.

O resto, o resto são bolas. Perdão. Eram bolas.

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Muito Agradecido, Samuel Vilela

Até tenho direito a coraçõezinhos e tudo!

Até te dedico mais uma das canções do meu vasto repertório. Espero que estejas sintonizado!

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Toca a ajudar à festa

Eu cá acho a ideia engraçada e não me importava nada que os meus pais me tivessem dado esse nome.

Toca a ajudar à festa aqui. A página está neste momento com 68 mil fãs, já existe um blog oficial para angariar mais e já teve os problemas do costume com o facebook.

Fica aqui o meu contributo para o que puto possa nascer com saúde em Fevereiro e daqui a uns anos brinque com a aposta que lhe deu nome.

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Não acham que já chega?

Continua a indignação nas redes sociais por causa da CDU ter pintado as escadas monumentais.

Porque é que um acto do género (que apesar de tudo mereceu aqui a minha censura) merece tanto destaque, tanto alarido, tantos comentários vindos de pessoas que apenas aproveitam a ocasião para insultar pessoas de forma gratuita devido às suas ideologias políticas?

Porque é que a indignação não passa a acção? É mais porreiro insultar por detrás de um computador? As escadas monumentais ficam mais bonitas criando páginas no facebook? As escadas monumentais ficam mais bonitas, colocando comentários vergonhosos nas páginas das instituições partidárias? A CDU e os seus militantes devem ser generalizados como vândalos, filhos da puta e mais não sei o quê e banalizados como um todo pela atitude de meia dúzia de militantes de Coimbra? É justo?

Porque é que a vossa indignação estudantil não passa a acção nas Assembleias Magnas? Perante as repetitivas soluções que os blocos em confronto costumam ter nas Magnas, precisam-se de ideias novas… Porque é que a vossa mesquinha indignação não se manifesta quando o vosso colega do lado é obrigado a abandonar o ensino superior por falta de recursos e pelo facto de lhe ter sido negada uma bolsa de estudo? Porque é que a vossa mesquinha indignação não se faz sentir quando têm conhecimento que existem colegas vossos que não fazem 3 refeições por dia? Porque é que a vossa indignação não se faz sentir quando as propinas aumentam e quando as faculdades estão velhas ou insuficientes para que as aulas e exames decorram com normalidade?

Não acham que a vossa indignação perante uma pintura nas escadas monumentais que acaba por ser um acto bastante pequenino ao nível de outros problemas dos quais padece actualmente o ensino superior? Não acham que já chega?

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Nobre, o candidato da Sociedade Civil

Pelo que consta, o candidato da Sociedade Civil à Presidência da República não gosta de ler comentários demonstrativos de pura desilusão por parte daqueles que votaram em si nas últimas presidenciais.

Depois de uma gigantesca avalance de mensagens de descontentamento por parte do seu eleitoral, eis que Fernando Nobre decidiu apagar a sua página no facebook.

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The Social Network

Ficha Técnica: The Social Network (2010)
Realizador: David Fincher
Origem: EUA (Massachussets)
Orçamento: 50 milhões de dólares
Companhia cinematográfica: ColumbiaMichael de Luca Productions
Duração: 121 minutos

Actores: Jesse Einsenberg, Rooney Mara, Andrew Garfield, Josh Pence, Armie Hammer e Justin Timberlake

Muitos de vós já se devem ter interrogado como foi criado o facebook, quem o criou e com que propósito o criou.

Mark Zuckerberg é obviamente o maior responsável pela maior rede social até hoje conhecida. O poder que o facebook tem no mundo é uma coisa completamente alucinante. A partir do facebook não só podemos revelar grande parte daquilo que andamos a fazer, delinear de certa maneira traços da nossa personalidade para que outros possam ver e ter disponível uma enorme rede de contactos que não só facilita disseminação de informação a todos os níveis (música, teatro, cinema, desporto, política, internet, social life, blogosfera) como é o motor para que em todas as áreas de interesse jovens possam entrar em contacto com pessoas consagradas e assim estabelecer uma ponte que lhes possa permitir um lançamento, como existe de facto nas áreas da literatura, da política, da música, do teatro, do cinema e até do futebol como foi o caso do meu amigo Samuel Garrido, que a partir do facebook concorreu a um concurso mundial da NIKE e desde aí conseguiu angariar mais de 10 mil pessoas para a sua página pessoal em menos de 4 meses.

No entanto, o filme (cuja história não é desde logo corroborada por Zuckerberg) dá-nos um argumento bastante interessante: até à primeira utilização da rede social, grande parte dos actuais utilizadores desconhecia o motivo que levou à criação da rede, o móbil e os métodos que Zuckerberg utilizou para criar. “The Social Network” dá-nos um ponto de vista que revela uma rede social construída à base de uma atitude “hacker” de Zuckerberg para se vingar da ex-namorada, um roubo de propriedade intelectual aos irmãos Winklevoss que tinham um projecto similar chamado Harvard Connection e um sucessivo rol de mentiras e chantagens por parte de Zuckerberg contra o seu único amigo e co-fundador do facebook Eduardo Saverin, envolvendo no seu seio um dos co-fundadores da Napster Sean Parker. Este último é interpretado na grande tela pelo cantoractor Justin Timberlake.

A personagem de Zuckerberg, interpretada por Jesse Eisenberg, mostra-nos um jovem odiado, solitário, arrogante q.b no que toca a relações e domínio da informática. Um puro NERD típico da América. O argumento também destaca um Zuckerberg, incapaz de ter o mínimo bom senso e ética nas suas relações pessoais e profissionais.

Na posição original de Zuckerberg, este veio a público contradizer toda a caracterização original das personagens presente no screenplay.

Depois de “roubar” a ideia dos irmãos Winklevoss e de Divya Narendra na Harvard Connection, Zuckerberg criou uma rede social capaz primeiro de albergar milhares de páginas pessoais de estudantes das Universidades Americanas da Ivy League, para depois as expandir para estudantes do ensino secundário americano e algumas empresas. Pelo meio, Zuckerberg deu um golpe de mestre na posição do amigo Eduardo Saverin, que nos primórdios da empresa (thefacebook)tinha investido 19 mil dólares, numa jogada com base na retirada de posição accionista deste na empresa em favor de pessoas como o polémio Sean Parker (ex-fundador do Napster) que entrou a meio do projecto, quando Zuckerberg mudou a sede do facebook para Palo Alto na Califórnia, de forma a atrair melhores investidores.

Entre a narração da versão da história e a descrição das personagens, David Fincher ainda nos dá o prazer de assistir a algumas “re-encenações” da batalha jurídica que ligou os irmãos Winklevoss, Darya Narenda e Eduardo Saverin a Mark Zuckerberg pela disputa dos direitos do facebook, em que Zuckerberg foi obrigado a pagar pesadas indeminizações aos proprietários da Harvard Connection e obrigado a restituir a quota no facebook a Eduardo Saverin, que ainda hoje aparece como co-fundador da empresa.

Ao nível de realização, é um filme mediano. Vale essencialmente pelo seu argumento. David Fincher, realizador que “já deu à luz filmes como Fight Club, Seven ou o Estranho Caso de Benjamin Button” parece ter entrado numa má fase. Se os primeiros dois filmes são idolatrados um pouco por todo o mundo pela sua qualidade tremenda em todos os aspectos, os últimos dois acabam por ser conhecidos em todo o mundo pela popularidade: o “Estranho caso de Benjamin Button” vale apenas pela tentativa de tentar impressionar as pessoas com uma narração de vida ao contrário, enquanto “The Social Network” apesar de não ser mau filme na minha opinião, acaba obrigatoriamente linkado à rede social cuja evolução pretende narrar.


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