Tag Archives: Projecto Desperta a Academia

Oportunismo!

Lembram-se do meu post “Despertem para a Mentira”?

Os despertadores não queriam as minhas ideias. Agora percebo o porquê? Apropriam-se delas. Não é que na campanha usam um slogan chamado “Despertem para a Verdade”?!

É que se ainda por cima esclarecessem esses tais mitos. Mas não, não voltam a esclarecer aquilo que consideram como inverdades. Já que me roubam o slogan, cumpre-me traçar algumas palavras aos textos publicados:

Mito 3 – Desporto Universitário.

Não sei se a Lista C quer terminar com o Desporto Universitário ou não. O que é certo é que este não aparece no programa da Lista e isso constitui desde logo um erro crasso. Se as ideias para o pelouro do Desporto já eram fracas (limitam-se a propor um terço daquilo que é feito actualmente pelo pelouro do Desporto), o pelouro do Desporto Universitário, pelo que vi, é algo que não lhes assiste.

Mito 4 – Cultura

O Mito 3 e o mito 4 são das maiores incongruências da “vida académica” do André Costa. Ele uma vez, em conversa pessoal, dizia-me que é responsável por todas as acções que praticou na Academia. Pois bem, relembro-lhe uma das acções que ele praticou enquanto membro da Assembleia dos Estatutos da AAC: obrigar até 2013 as secções culturais e desportivas a ter no mínimo 50% de estudantes nas suas direcções. Numa altura em que os cursos estão com menor duração e em que as situações financeiras pelas quais os estudantes passam no seu percurso universitário são muito débeis, algumas secções culturais e desportivas subsistem graças ao apoio e carolice de sócios não-estudantes. Qual é a consequência a longo prazo que prevejo desta medida? O fecho de secções culturais e desportivas, matando um pouco daquele que sempre foi o espírito eclético e multidisciplinar da AAC.

Mito 6 – Acção Social.

Se bem me recordo, as ideias para o pelouro da Acção Social não vão muito mais longe daquilo que os últimos pelouros tem sido feito. Lutar por bolsas de estudo nem sempre significa ficar a ver passar navios no gabinete. Relembro mais uma vez a conversa que tive com o André: perguntava-lhe eu se estava disposto a ir para a rua contra o governo. Ao que ele me respondeu: prefiro resolver estes assuntos pela via do diálogo. A via do diálogo há muito que está esgotada e a situação está cada vez mais insustentável. Ainda se mantem a mesma posição? Se sim, é mito.

Falta aqui o mito 8

No pelouro das Relações Internacionais, quando afirmam que vão criar uma plataforma de alojamento para Erasmus, com certificados de habitabilidade em Inglês, isso já foi feito pela Direcção-Geral de 2010 e na altura, foi algo amplamente divulgado na comunidade de estudantes Erasmus.

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Não compreendo

Quem apanhou quase 1000 votos de diferença, acha que é em meia dúzia de dias que os vai mudar?

Já agora, deixo um conselho: a soma que se gastam com eleições é uma coisa doida que poucos sabem mas que se cifra numa fasquia de milhares de euros.

Porque é que o pessoal da Lista C não desiste de tentar mudar algo que é completamente impossível e troca o valor que se irá gastar por uma nova ída a eleições (que não irão resultar em mais do que uma nova vitória expressiva da Lista L de Ricardo Morgado) pela ajuda aos que neste momento mais necessitam por parte da AAC? Isso sim é que seria mudar as mentalidades da Academia.

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Doutoranda do cacique

 

Conteúdos retirados a pedido da docente da Faculdade de Direito Filipa de Sá.

Este blog responsabiliza-se pelos conteúdos divulgados e pede desculpa aos leitores pela retirada dos conteúdos.

 

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descrença

Eduardo Barroco de Melo tem hoje em mãos mais uma “vitoria dos estudantes de Coimbra” – uma vitória moral é certo.

Com todo o fantasma que paira sobre o ensino superior, sobre a UC e sobre os estudantes de Coimbra em particular, com os cortes no financiamento da Universidade, com os cortes nas bolsas de estudo motivadas pelo novo regulamento de atribuição das mesmas e a previsão de 1400 alunos que já deixaram ou podem deixar a UC até ao final do ano, a Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra em colaboração directa com os núcleos de estudantes da casa não conseguiram levar mais do que 9\10 autocarros a Lisboa para a Greve Geral. (cerca de 500\550 estudantes, isto é, se os tais autocarros forem cheios).

A confirmar-se um número de 500\550 estudantes, falamos que apenas 1\48 avos da comunidade estudantil actual da UC se mostraram interessados em lutar pelos direitos que lhes estão a ser cortados pelo governo.

Relembro que no 17 de Novembro de 2010, a Direcção-Geral comandada por Miguel Portugal conseguiu levar 2 mil estudantes de Coimbra a Lisboa.

Para quem (Eduardo Barroco de Melo) dizia nas redes sociais que um determinado projecto (Lista C) não tinha argumentos para criticar esta Direcção-Geral (estás a dormir Eduardo?) só posso concluir que não só a Lista C não tem argumentos para efectuar a tal mudança como o próprio presidente da Direcção-Geral parece completamente autista em relação ao seu trabalho particular e tem hoje a resposta que os estudantes de Coimbra não aderem em massa a mais uma iniciativa da Direcção-Geral.

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Nota pessoal – “Despertem a Mentira”

Há cerca de 3 semanas atrás declarei o meu apoio público à candidatura do André Costa e do Projecto “Desperta a Academia” aos órgãos de gestão da Associação Académica de Coimbra. Venho neste dia e por este meio pedir desculpa aos meus leitores. Faço um mea culpa por essa decisão por mim tomada. Faço um mea-culpa, pois, 3 semanas depois de o ter feito e de conscientemente ter sido iludido pelos ideiais desse projecto, não acredito de facto nos ideais do mesmo e, para infelicidade da minha credibilidade enquanto cidadão, enquanto sócio-efectivo da DG\AAC e enquanto blogger que aborda esta temática, devia ter assumido desde logo uma postura totalmente imparcial.

Faço um mea culpa, não porque acredite que os restantes projectos são mais viáveis para o actual estado da AAC porque não o são (basta ver o organigrama do projecto Liga-te para perceber que maior parte daqueles que se assumem como predispostos a Ligar a Academica são pessoas que não vão acrescentar nada à AAC, desde o logo o candidato principal; numa lista, onde, embora pesando o facto de referida pessoa ter assumido perante a minha pessoa uma postura de gozo e arrogância, só considero minimamente talentoso o candidato a Administrador João Seixas) mas porque todos os ideais que acompanham a tal mudança que é ansiada pelo projecto “Desperta a Academia” e todo aquele ideal de méritocracia balofa que está a si agregada não passam de uma pura mentira, de retórica de bordel e de uma pura charlatonice, que em nada, mesmo nada, irá criar mais-valia ao futuro da instituição.

Faço um mea culpa. Espero que os meus leitores perdoem os meus erros.

Leio pela primeira vez o jornal que me foi dado pelo Projecto “Desperta a Academia”. Fico boquiaberto com tamanhas monstruosidades que são escritas no programa da lista. Fico triste com aquilo que me foi comunicado em conversa pelo André Costa acerca das linhas mestras do seu projecto e aquilo que de facto está plasmado para o público em geral no referido jornal. Fico ainda mais triste, pelo facto do André me ter pedido o meu melhor, e, depois de ter estado uma semana no computador a delinar ideias para que as reuniões do projecto (nos diversos pelouros) pudessem trabalhar e aprofundar para que realmente algo mudasse, ninguém da lista se manifestou interessado em receber o documento.
Dados consumados, li com atenção o seu programa, programa qual passo a citar (nas partes que me parecem convenientes de citar), apresentando obviamente algumas das ideias que previa nesse tal documento que elaborei e que pura e simplesmente foi renegado pelo projecto.

Para perceber o contexto das minhas afirmações, é preciso ler o tal jornal.

Começamos pelo Pelouro da Intervenção Cívica e Ambiente:

A primeira medida salta-me logo à vista pela incompetência dos “intelectuais” da lista terem colocado uma primeira medida que nem sequer pertence a este pelouro.

1. Transcrevo:

“ Criação de um sistema de fiscalização de atribuição de bolsas” – para quem conhece a casa, saberá muito bem que esta medida não pertence a este pelouro mas sim ao da Acção Social.
2. “Criação do Fundo de Apoio Social da AAC, direccionado à Acção Social Indirecta” – mais uma medida que não pertence a este pelouro.
3. “ Negociar com os SMTUC um aumento de veículos e trajectos para os pólos universitários, particularmente os Pólos II e III.” – pois bem, à 5ª medida aparece a primeira medida irreal. Creio que neste momento a quantidade de veículos é a exacta tem carros a partir de toda a cidade e para os referidos percursos, os SMTUC não enchem maior parte dos autocarros, pelo qual gostaria de informar quem pensou esta ideia, se já se deu ao trabalho de ir pesquisar entre os serviços administrativos dos SMTUC qual o nível dos prejuízos que estas carreiras (da cidade para os pólos dão mensalmente). Já agora, também gostaria de informar quem pensou esta ideia se faz o mínimo de quanto é que os SMTUC recebem de ajuda do estado anualmente para ajuda de custos. A resposta é fácil: 0
4. “ Divulgação do novo método de candidatura a Bolsa” – cair no mesmo erro dos pontos 1 e 2.
5. “Promoção e divulgação dos serviços de saúde e lavandaria dos SASUC” – idem.
6. “Acompanhamento da situação das Residências dos SASUC” – idem.
7. “Acompanhamento da situação das cantinas e dos bares dos SASUC (qualidade, preço, horário) – idem
8. “Análise do actual regulamento de atribuição de bolsas” – idem.

É obra confundir-se Intervenção Cívica e Ambiente com Acção Social. Nas propostas desta lista não existe uma única referência à ligação da AAC à cidade de coimbra, papel que a AAC tantas vezes cumpriu na sua história e ímpar na defesa dos interesses da instituição e da cidade. Não existe pensada uma única actividade de limpeza da cidade (parece que a mesma ficou-se mesmo pela pré-campanha), não existe pensada uma única actividade de visitas aos doentes dos HUC, do Hospital dos Covões, do Pediátrico, do Sobral Cid, dos lares de idosos, dos orfanatos, nada.

A minha proposta para este pelouro era uma proposta totalmente diferente. Em linhas mestras, escrevia eu:

O pelouro de intervenção cívica e ambiente, deverá ter um papel pró-activo na prossecução dos valores de solidariedade para com a comunidade que a AAC sempre assumiu ao longo da sua história.

Assim sendo, ficam aqui anotadas algumas sugestões de actividades:

1. Duas visitas no mandato aos HUC, Pediátrico, Hospital dos Covoões, Casa de Infância Elysio de Moura e casa dos órfãos da Sé Velha. Diálogo com doentes, palavras de coragem, brincadeiras com as crianças, implementação de um programa de voluntariado entre a comunidade estudantil, a AAC e estas instituições para estes efeitos.
2. Contactos com as escolas básicas e secundárias de coimbra para implementação de programas de recolha de alimentos e roupas usadas para distribuir por IPSS ou para mandar para os países de língua portuguesa.
3. Implementação de um programa de voluntariado com a ERSUC com o slogan “limpa a cidade” – durante 1 noite por mês, os estudantes prontificam-se a tomar conta da limpeza de uma zona da cidade, com o objectivo de tornar coimbra uma cidade mais limpa.
4. Descida do rio mondego, em estreita colaboração com os núcleos de estudantes.
5. Uma tentativa de colecta de vários programas de voluntariado existentes na cidade e a sua respectiva divulgação à comunidade estudantil através de um boletim.
6. Um atendimento personalizado a todos os estudantes que queiram aderir a esses voluntariados, assim como a acções realizadas pelos pelouros.
7. Contactos com os núcleos para a realização de acções pelas faculdades de recolha de roupas e alimentos para posterior distribuição por IPSS ou países de lingua lusófona.
8. Uma ceia de natal, em dezembro com os sem-abrigo da cidade numa cantina dos SASUC.
9. A criação de vários peditórios para causas nobres como a liga portuguesa contra o cancro, o centro de acolhimento do loreto, entre outros.
10. Recolha de livros entre os núcleos para entregar por IPSS, escolas secundárias e básicas da região de coimbra, assim como pela casa dos pobres, estabelecimento prisional, HUC, Hospital dos Covões, Pediátrico e Casa de Infância Elysio de Moura.

Depois apercebi-me que nem uma porra de flyer sabem fazer porque repetem mais à frente as ideias para o pelouro de intervenção cívica e ambiente, quando na segunda página deveria ser acção social. Para quem tanto quer informar, começa logo por desinformar.

As minhas propostas para a Acção Social, a meu ver, são bem mais profícuas do que aquelas que 20 cabeças de alho xoxo pensaram nas reuniões:

Acção Social:

Este pelouro, nos tempos que correm, também responde por uma inúmera panóplias de responsabilidade que requerem muita acutilância.

É da responsabilidade deste pelouro exigir às entidades como a DGES, o ministério, a reitoria da UC e os SASUC, o cumprimento zeloso e intensivo de vários pontos sensíveis da vida da instituição e dos estudantes da Universidade de Coimbra

Assim sendo:

 

  1. Deve estar em contacto com a realidade estudantil no que toca a problemas financeiros e em constante contacto com os estudantes e com as entidades no que toca a problemas relacionados com bolsas de estudo, bolsas de alojamento, bolsas de mérito escolar, bolsas de transporte que são pagas a alunos deslocados que viajam diariamente para coimbra de lares que são manifestamente afastados e lutar pela prossecucação dos interesses dos estudantes no que toca a regras de atribuição de bolsas de estudo, pagamento das mesmas e pagamentos das restantes bolsas que acima mencionei.
  2. Nesses contactos deverá através da via do diálogo promover o incremento da atribuição de bolsas de estudo e dos problemas que surgirem entre a comunidade estudantil, lutando para que o aumento dos beneficiários seja uma realidade e para que não se cometam injustiças na distribuição das verbas que estão consignadas aos SASUC.
  3. No que toca a residências universitárias e repúblicas, deverão ser mantidas conexões com as entidades que zelam pela preservação das infra-estruturas, e pelos colegas repúblicos e moradores nas RU´s para também se acercar dos problemas que afectam as mesmas e tentar solucionar esses mesmos problemas com os SASUC\UC\Ministério e se possível, com dinheiros da Académica, solucionar problemas menores em caso de inexistência ou avaria de equipamentos.
  4. Deve-se voltar também à execução de arraiais académicos, com a contribuição de grupos da casa (Secção de Fado, entre outras secções) para a angariação de fundos para comprar equipamentos em falta para as residências e repúblicas.
  5. Deve-se também voltar para a execucação de um peditório na cidade para o mesmo efeito.
  6. Devem ser efectuadas reuniões periódicas de delegados de residências e repúblicas universitárias e os SASUC e a reitoria da UC para que se possa estabelecer um diálogo acerca dos problemas que se manifestam nestas e se possam arranjar soluções.
  7. A sua acção deve ser clara e transparente ao ponto do coordenador prestar contas da sua acção aos estudantes através do boletim periódico que acima transcrevi.
  8. Talvez fosse genuína também a ideia de se estabelecerem uma rede de parcerias com o tecido industrial do distrito de coimbra, ou até a nível nacional com a ideia de sponsorização dos estudos de estudantes carenciados\que tenham perdido bolsa por parte de homens de negócios que queiram contribuir para o futuro de muitos. A ideia seria, um homem de negócios ajudar ao pagamento das propinas de um estudante e em troca oferecer-lhe um contrato de trabalho remunerado durante os anos de curso em que recebeu o apoio por parte do mecenas, a começar no ano posterior a este ter acabado o curso, garantindo pelo meio que este tenha aproveitamento escolar para continuar a beneficiar do programa. A ideia seria lançada em concurso público, havendo uma estricta avaliação dos candidatos, do perfil financeiro da sua família e da área de estudos que frequenta, tendo em conta também a área de negócios do mecenas.

 

Pelouro da Administração:

Edifício:
1. “Melhorar as condições da sala de estudo através de um patrocinador, que a irá modernizar e equipar” – pergunto eu: Quem é que numa altura de crise como esta investe em algo que intrinsecamente pela sua natureza não pode garantir retorno financeiro líquido?

Transportes:
1. “E-AAC – Alargar a rede de abastecimento de veículos elétricos à Universidade de Coimbra e a AAC tornando-a a primeira a nível mundial com este sistema, mantendo-nos na vanguara da mobilidade sustentável” – a ideia é excelente. Mas, com que recursos será paga? Terá a AAC meios financeiros para adoptar tecnologias dispendiosas como estas? Já sei qual é a resposta: vamos procurar um patrocinador. Uma boa proposta que não será exequível.
2. “Elaboração de protocolos com empresas\entidades, tendo em vista a redução dos custos de manutenção dos transportes” – mas pensam o quê? Pensam que o tecido empresarial de Coimbra é a santa casa da misericórdia?

Marketing:
1. “Interagir com a TVAAC para a divulgação das secções e núcleos do Edifício. Também aproveitar este espaço para divulgar os nossos produtos e vender o espaço publicitário” – Tem muito que interagir então. A TV tem vários plasmas espalhados pelo edifício. Por cada spot de uma secção cultural ou desportiva que passam, passam 10 de seguida da própria TVAAC.
2. “Ver a possibilidade de fazer a divulgação da AAC (secções, núcleos, actividades da DG…,) bas TVs da faculdade” – caso não saibam, essas TV´s são propriedade de um famoso banco com assento no Conselho-Geral da UC. Tenho dúvidas que deixem de passar a sua publicidade para passar a publicidade e divulgação de uma instituição que é patrocinada por outro banco. É absolutamente irrisório.
3. “ Promover um protocolo com os SMTUC de modo a ter autocarros com imagens de grandes momentos de Coimbra” – sim, se lhes derem uma maquia de dinheiro para que eles possam pagar o quotidiano das suas despesas, eles são capazes de deixar.

Tesouraria:
De todas as medidas previstas escapa uma que deve ser considerada como essencial para poupar nos gastos que a Associação tem: reduzir o consumo e dependência das telecomunicações impondo um plafond mensal a todos os elementos da Direcção-Geral, reduzindo assim os exacerbados gastos (principalmente gastos em chamadas pessoais) que estas vem fazendo ano após ano.
Fund raising: Ou como quem diz, vender postais na baixa e pedir uns milhares de euros à Juventude Popular.

Objectivo: Adaptar a procura de apoio ao momento de grandes dificuldades do país – Os bancos não tem dinheiro para empresar, os bancos não tem dinheiro para investir, os empresários não tem dinheiro para investir nos seus investimentos e consequentemente estão a reduzir as despesas, cortando regalias aos trabalhadores e despedindo pessoal. Agora, vem estes artistas querer fazer milagres no meio da pobreza…

As duas medidas apresentadas apuram-me duas palavras: eficiência e redução (de despesa) – reduzir despesa como? Cortando no que é secundário nos gastos da AAC. Os meninos do projecto não sabem efectivamente o que é secundário nos gastos… Se sabem, passaram ouvidos marcador.

Saídas Profissionais:

Até concordo com as medidas apresentadas. Mas, sabendo que o mandato é de 1 ano e estão escritas tantas medidas, será que maior parte destas medidas não são daquelas medidas em que o projecto quer mostrar ao estudantes que “pretende fazer” mas não vai cumprir nem metade? Não é por nada, mas o que é prometido dá para 5 mandatos neste pelouro.

Intervenção Cívica e Ambiente (Parte II)

Ambiente:

1. “Iniciar um projecto de sustentabilidade energética a longo prazo do edifício da AAC” – mais uma vez pergunto: quem paga?
2. “Introdução da rúbrica no Jornal “A Cabra” relacionada com o ambiente – Espera aí, eles publicam alguma coisa do plano interno da AAC a não ser críticas à Direcção-Geral?

O resto das propostas não é nada do que não se tenha feito e muitas delas vem ao encontro das propostas que acima enunciei para o referido pelouro.

Desporto, o buraco negro da AAC.

Nenhuma proposta vem ao encontro daquilo que realmente tem sido feito pelas Direcções-Gerais, quase sempre em conjunto com as secções e com o Conselho Cultural. Falta de ideias clara para este pelouro.

Talvez tenha algumas que elucidem sobre a importância do desporto e aquilo que realmente pode ser feito:

oi do desporto praticado na AAC que surgiram também algumas das maiores conquistas da história da instituição. A Taça de Portugal de 1939, a final da Taça de 1969 em que a Académica conseguiu usar o futebol para continuar a sua luta e o Jamor tremeu de tantos estudantes naquele bonito Académica vs Benfica.
Outros nomes surgem-me na cabeça para exemplicar a grandiosidade do desporto na AAC. Pedro Roma, Paulo Adrianos e Nuno Piloto (jogadores profissionais que actuaram tanto na antiga versão da Secção de Futebol da AAC como na actual OAF, sem no entanto descurar os seus estudos universitários na Universidade de Coimbra) Éder (actual jogador da Académica\OAF: estudante de desporto) Rui Cordeiro (jogador de rugby da AAC que foi o autor do ensaio histórico da selecção portuguesa contra a Nova Zelândia no mundial de rugby de 2007) Beatriz Gomes (canoísta medalhada em europeus e mundiais\finalista em Pequim 2008) Teresa Portela (idem) Diogo Carvalho (nadador olímpico\estudante de Medicina; não pratica natação na Académica infelizmente mas para treinar frequenta as instalações da AAC na Solum). São portanto alguns dos nomes actuais do desporto na AAC. Muitos mais existem, alguns deles incógnitos pela falta de relevância que é dado ao desporto universitário e ao amadorismo existente no desporto da AAC. A eles, uma salva de palmas.

O desporto universitário, força motriz que cria campeões entre aqueles que diariamente fazem um esforço para levar a cabo a sua educação superior e conciliar os estudos com a prática de desporto ao mais alto nível. As secções desportivas, secções que vivem do efeito-carolice daqueles que estudam e daqueles que já não estudam mas que pretendem formar excelentes atletas, em concreta colaboração com estudantes e com pessoas endócrinas da própria cidade, do jovem de 8 anos que se inicia numa modalidade que gosta ao idoso de 80 anos que ainda pretende manter a forma física de modo a obter o ganho de saúde e qualidade de vida para os anos que lhe restam viver.

Também não preciso de explicitar muito o que pretendo para o desporto:

1. A canalização de fundos e de meios logísticos para a realização dos mais variados eventos desportivos, amplos e de várias modalidades, salutando a participação académica nos mesmos e com uma divulgação que pertencerá ao pelouro de comunicação e imagem.
2. A ajuda, na medida do razoável das finanças da AAC às secções desportivas para que estas não tenham carências de maior que possibilitem a mudança de atletas para outros clubes que não a AAC.
3. A realização de torneios gerais de várias modalidades, não-profissionais, em honra à AAC no mês de Março à semelhança daquilo que a Universidade do Minho faz por exemplo com a Taça do Reitor. Para isso, a AAC deverá por exemplo pedir ajuda à reitoria da UC e outros sponsors que entretanto se possam mostrar interessados na realização destes eventos. O mais preferíveis são obviamente as marcas de material desportivo.
4. O aconselhamento e divulgação da necessidade de exercício físico à comunidade estudantil como forma de prevenir eventuais deslizes na sua saúde com folhetins que tenham em conta esse factor assim como a necessidade dos estudantes terem uma boa alimentação
5. A criação de eventos periódicos com a realização de palestras como atletas de alta competição que tenham como clube a AAC: exemplos Eder (OAF) Beatriz Gomes, Teresa Portela, Rui Cordeiro, João Jorge (Andebol), etc

Desporto Universitário:
1. A obtenção de todos os meios logísticos necessários à prática do desporto universitário nas mais diversas modalidades, como tem sido feito até agora, podendo-se estabelecer parcerias que possibilitem a sustentabilidade das modalidades.

Como podemos ver pelo jornal, o desporto universitário para o Projecto “Desperta a Academia” é um fantasma, é algo inexistente.

Pelouro das Relações Internacionais:

À excepção da criação do cartão cultural para estudantes erasmus nos museus e visitas pela cidade de coimbra, nada que já não tenha sido feito por este pelouro e pelas organizações existentes na cidade (caso da AIESEC) no que toca à divulgação e obtenção de voluntariados internacionais.
Mais uma vez, não posso deixar de realçar que neste pelouro as actividades chegam para 3 mandatos. Quero estar aqui para ver, se, caso este projecto seja eleito, a respectiva equipa vai cumprir todas estas actividades.

Gape: Sem comentários possíveis…

Pelouro das Relações Externas:

Perante as medidas que são propostas, o trabalho que a actual coordenadora (Mónica Batista) e a sua equipa estão a fazer merece um enorme louvor.

P.S: A proposta do plano de descontos para estudantes da UC nos estabelecimentos comerciais da baixa é absolutamente ridícula. Isto porque os estudantes não compram na baixa e porque temos que ver que propor o quer que seja aos “caretas” dos lojistas da baixa é um target completamente impossível.

Pelouro da Cultura: Vê-se mesmo que tem o toque Arnaut na coisa. Prometer muito e fazer pouco. Muita parra e pouca uva. Pelo meio, possivelmente comprar umas guerritas com umas secções culturais. Sempre em benefício da Secção de Fado, está claro. Se estas propostas saírem todas como o prejuízo que deu o último convívio das Secções Culturais, penso que não é preciso dizer mais nada para ver o que é que isto vai dar.

As propostas são claramente estapafurdias. Vindo de quem vem, nada me espanta.

Arnaut, já que és um gajo tão fixe e tão cultural, toma lá alguma coisa para ver se te aguentas caso sejas eleito:

É um facto inegável que a AAC, como instituição cultural criada pelos homens sempre ocupou um destacável lugar no todo que é a cultura portuguesa. Os exemplos são muitos e claros: Adriano Correia de Oliveira, Carlos Paredes, Manuel Alegre, Eça de Queiroz, Ramalho Ortigão, Luiz Goes, António Luiz Gomes, Antero de Quental, Hilário Goes, António Sérgio, Miguel Torga, José Afonso, Vitorino, Xanana Gusmão (sócio honorário desta casa) Agostinho Neto, Alberto Martins, e mais recentemente outros tantos que trabalham nas secções culturais de forma afincada como o meu caríssimo amigo e companheiro de empreitada Paulo Abrantes (Fotografia) Nuno Cardoso (Filatelia) Hugo Ribeiro (Secção de Fado) Alexandre Lemos (Rádio Universidade de Coimbra) André Amador, Tiago Santos (Centro de Estudos Cinematográficos) entre muitos outros, cuja lista é enriquecedora e não me permite, por questões de tempo de mencionar. Todos estes homens, se dedicaram de alma e coração a uma casa, sem nada pedir em troca do que a gratidão e a lembrança. A gratidão e a lembrança do trabalho é algo que é eterno e que é inalienável. São portanto, valores, que devem ser guardados no coração dos homens para sempre como um pedaço de toda uma vida, de todo um bem que se fez sem olhar a quem.

Todos estes homens, se dignaram, em modo triunfal, a dedicar a sua passagem por Coimbra a uma casa sem rosto único, mas, todavia, com muitos rostos. Todos estes homens trabalharam afincadamente durante anos para que a bandeira negra da Académica fosse transportada aos mais altos píncaros do país e do estrangeiro. Todos estes homens se negaram a viver de forma medíocre as suas vidas para servir a casa sem receber nada em troca. Todos estes homens merecem portanto um louvor colectivo e são claramente exemplos a seguir por aqueles que no presente e no futuro pretendem também elevar eles bem alto o nome da Académica e hastear a bandeira desta humilde e grandiosa casa.
Todos estes homens, no seu ofício, nas suas causas triunfaram no passado e continuarão a triunfar no futuro. Contribuíram de forma determinante para uma Académica de boa cepa, para uma cidade mais bonita e engalanada, para uma cidade mais cívica e mais humana, para uma solidariedade “in-loco” entre os cidadãos e se assim posso dizer, para um mundo melhor. A Académica, foi portanto o ponto aglutinador de todas estas vontades, de todos estes desafios e de todos os propósitos que foram ao longo da sua histórias realizados por estes homens.

A cultura é outros dos pelouros importantes da Academia. Não preciso de explicitar muito o que pretendo para a cultura:

1. A canalização de fundos para a realização de eventos culturais promovidos pela DG, de preferência com os lucros a reverter para instituições de solidariedade social ou para as secções culturais que se possam envolver na feitura do evento. O pelouro de comunicação e imagem será primordial na divulgação destes eventos.
2. A ajuda incondicional às secções culturais da casa, tendo como pressuposto máximo a feitura de eventos sustentáveis e que não ultrapassem as barreiras financeiras do exagerado para a AAC.
3. A promoção entre a comunidade estudantil das 16 secções culturais existentes na casa.
4. Uma tentativa clara de arranjar sponsorização para eventos culturais da casa, ora feitos pelo pelouro ora feitas pelas secções culturais.
5. Esforços para dotar as secções daquilo que necessitam para o exercer das suas actividades, desde que tal não entre numa óptica de exagero para as necessidades destas e para as finanças da Direcção-Geral.
Actividades:
Realização da Gala António Luis Gomes, em colaboração com as secções culturais da casa e com o Conselho Cultural
Realização de um concurso de fotografia, em colaboração com a secção de fotografia da AAC com temas como “Cidade de Coimbra”, “AAC, 124 anos de história”, “O Desporto da AAC”, entre outros…
Realização de diversas exposições (de selos com a Secção de Filantelia, do Espólio das secções, dos vencedores do concurso de fotografia) e a garantia de várias visitas providas aos estudantes ao Museu Académico, ao Museu da OAF e às secções culturais.
Realização de concertos com os grupos da casa (Secção de Fado, GEFAC, Orfeão, Coro Misto, Coro dos Antigos Alunos) a título gratuito, onde a tradição possa ser mais uma vez alvo de lembrança, saudade e espírito de camaradagem entre os que estudam actualmente e aqueles que pela vida já deixaram Coimbra, mas, enquanto estudantes participaram nas actividades destes grupos.
Realização de um open-day das Secções Culturais.
Realização de palestras com os presidentes das várias secções culturais, como forma de cativar a comunidade estudantil a escolher e aderir a uma secção cultural.
Realização, em colaboração com a RUC, de emissões nos exterior nos dias que de alguma forma marcaram a história da AAC.
Organizar uma feira das secções culturais, no Jardim da Sereia ou no Jardim Botânico, onde elas possam expor a toda a comunidade um pouco do seu trabalho.
Organizar peças de teatro em conjunto com os grupos de teatro da casa, o TEUC e o CITAC, promovendo para tal um protocolo de cedência de espaço com entidades como o Teatrão, TAGV, Teatro Paulo Quintela.

Outra das situações que claramente me fez espécie no organigrama deste projecto. O André, pelo que sei, defendia apenas 2 vice-presidentes para a AAC. Tem 3. Irónico não?

Para finalizar, e porque a lista é extensa, aponto aqui alguns dos motivos que me fizeram recuar atrás no apoio ao André Costa e do seu projecto. Volto a pedir desculpa (pelos motivos atrás enunciados) aos meus leitores. Espero que me perdoem o erro e os desaforos.

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