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mais do mesmo

Várias leituras:

1. Como a outra da caridadezinha dizia, vamos empobrecer. Continuo a acreditar que a estratégia de empobrecimento do país de Vitor Gaspar não só não tratá a desejada competitividade ao país nos mercados internacionais como ainda criará mais miséria. Qual é a ideia do Gaspar? Competir com a Turquia e com México, economias que já estão léguas à nossa frente? Competir com as economias do leste através da redução nominal salarial e da flexibilização do nosso código de trabalho? O que é que se segue? Trabalhar por uma malga de arroz à semelhança daquilo que é feito no Sudeste Asiático? O que vale é que a direitada agradece o facto da Jonet alimentar muitas bocas há 20 anos e quer que ela continue a alimentar(-se) por muito mais tempo.

2. Se a leitura do Banco de Portugal é superior em 6 décimas à do governo, a recessão em 2013 será bem pior do que aquilo que está a ser projectado. Volto atrás na marcha e relembro as palavras de quem dizia que 2013 é que era.

3. A queda no consumo e nos investimentos só poderá agravar ainda mais a frágil situação económica do país. A espiral. Se o povo não consome, não há quem invista, a produção nacional baixará, as empresas terão que despedir, a receita fiscal por via dos impostos indirectos cairá e por sua vez aumentarão os apoios sociais por via do subsídio do desemprego, resultado do aumento deste por via da queda do consumo. Se não existe quem invista, logo, não existe quem empregue. Se não existe emprego, não existe expansão no consumo, não existem aumentos de produção por parte da produção nacional, não existem aumentos adicionais de receita a cair nos cofres do estado e por sua vez não existe redução de verbas destinadas a apoios sociais visto que os beneficiários dos apoios sociais tenderão a aumentar. Gaspar conseguiu o que tanto queria: arrasar o seu mercado interno. Arrasou, Gaspar…

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brincadeiras?

Há uns anos, lembro-me que meia dúzia de jovens caloiros diziam no café que Portugal tornar-se-ia um país tão pobre como os países de leste.

Estavamos em 2005 e o dinheiro que recebíamos de mesada dava para tudo.

Não é que 6 anos passaram e nos tornámos mais pobres que eles?

Hoje em dia uma nota de 10 euros já não dá para nada, o governo de direita insiste na austeridade que ultrapassa os limites dos razoáveis, promete-se emprego e cria-se mais desemprego, ataca-se o sistema nacional de saúde, ataca-se o futuro com os cortes na educação, condenam-se pessoas à morte pela diminuição das comparticipações do estado nos medicamentos, entre outras medidas que todos temos conhecimento dia-a-dia.

E a Nissan foi-se embora, de tão podre que este país é.

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Absolutamente ridículo

Num país em que existem bens de primeira necessidade taxados à tributação máxima IVA de 23%, onde existem bens de primeira necessidade taxados à tributação intermédia de IVA de 12%, onde as taxas moderadoras do Serviço Nacional de Saúde subiram, onde o salário mínimo nacional não ultrapassa os 500 euros, onde as sucessivas medidas de austeridade colocam literalmente os Portugueses sem dinheiro para consumir, onde existem reformados e pensionistas cujas reformas não atingem o salário mínimo nacional, onde a banca paga uma infíma parte de impostos em relação aos seus ganhos anuais, onde gestores públicos são mais bem pagos que Barack Obama, Nicolas Sarkozy e Angela Merkel, onde não existe financiamento nas universidades, onde existem cerca de 600 mil desempregados e 2 milhões de pessoas vivem no limiar da pobreza, eis que o Governo de Sócrates decide espontaneamente baixar a taxa de tributação de utilização de campos de golfe para a taxa mínima de IVA de 6%.

Este Governo Socialista está a passar os limites do razoável. Este Governo Socialista está rapidamente a passar a barreira da lucidez para a demência. Este Governo Socialista está a baralhar todo o meu conceito de ciência política e sistemas políticos. Já não consigo perceber o enquadramento ideológico destas políticas: se no centro esquerda, se no centro-direita, se na direita. É um Governo liderado por um Primeiro-Ministro que se “intitula o paladino do Estado Social” – no entanto, todas as políticas que faz executar são completamente antagónicas ao Estado Social. É um governo Socialista que se intitula de centro-esquerda mas que há muito que anda mascarado de neoliberal.

E não me venham dizer que esta medida contribui para que o estado consiga fomentar a prática de golfe para recolher mais lucros desta, porque se raciocinar-mos um pouco chegaremos à conclusão que nos tempos que correm “a economia” dos campos de golfe representa uma fatia híper residual do nosso Produto Interno Bruto.

Num país em que o poder de compra da classe média está completamente estagnado e onde as classes mais baixas passam fome e têm extremas dificuldades em cumprir as suas obrigações, em vez de optar por políticas que pudessem fomentar o consumo interno por parte dos Portugueses, o Governo Socialista está mais interessado em tornar mais barata a prática de golfe.

Este Governo está a passar das marcas. Sócrates não tem coragem para fazer os ricos pagar a crise em que este país entrou… Sócrates não consegue fazer executar uma política que não destrua ainda mais o pobre rendimento da maioria dos seus contribuíntes. Sócrates está a votar este Portugal a um marasmo nunca antes visto. Ainda falam dos países que vivem no sistema económico socialista – tomara nós neste momento termos um sistema económico socialista neste país. Temos um Partido Socialista no Governo, que de Socialista não têm nada.

Que se lixe a instabilidade política. Que se lixem os mercados e aquilo que pensam de nós. Que se lixe o FMI, a União Europeia e a pressão para que tenhamos de recorrer à ajuda externa. Que se lixem os Alemães, os Franceses. É preciso começar a limpar a casa por dentro. E isso implica que a limpeza comece por Sócrates e por todo este governo que está completamente sem soluções para este país.

Dr. Cavaco Silva do que está à espera para dissolver a Assembleia da República?

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