Tag Archives: Portugueses

bright stories

Isto é algo inacreditável. Parabéns à investigação portuguesa e aos dois investigadores em questão. É pena que os nossos cérebros só consigam atingir resultados prodigiosos em laboratórios estrangeiros, graças ao enorme desinvestimento que pauta o país.

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Em Dezembro, o malparado. Em Abril a corrida à sopa dos pobres

Ingovernáveis. Impagáveis. Sufocados. Asfixiados. Saturados. E qualquer dia, famintos.

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elégia matinal

sinceramente, a minha opinião sobre os portugueses é uma opinião clara e expressa: é um povo merdoso, burro, inutil, trigueiro, bairrista, mal formado, pouco qualificado, inculto, comezinho, de trazer pelo bolso, mesquinho, invejoso.

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Ó Álvaro, não o mandaste ler os teus livros de economia portuguesa porquê?

Já não existe educação, muito menos vergonha. Um povo que não tem o que comer, não pode ser dócil, gentil ou acorbadado perante a sua realidade. Este tipo de intervenções populares são apenas o aviso. Se a conjuntura económica continuar assim por mais tempo, estalará o saque, a rebelião, o caos social.

Este governo não tem condições para continuar: está sem soluções governativas, está a criar ainda mais recessão com as suas medidas danosas, e é incapaz de ir buscar receitas a quem as tem. A Austeridade está a criar mais Austeridade. Em São Bento, ainda não perceberam que não conseguimos sair deste poço se não pusermos em prática políticas que criem empregos e que devolvam os níveis aceitáveis de consumo. Nem as sobretaxas especiais, nem o aumento dos impostos directos, nem a reforma laboral, nem os cortes nos mais variados Ministérios estão a conseguir dar receitas ao Estado. Continuamos a sobreviver porque aqueles que são ditos como nossos “parceiros” estão a emprestar-nos dinheiro a juros altíssimos que daqui a algumas décadas terão que ser pagos. Algo tem que mudar.

Este Governo já não satisfaz o contrato social. Rousseau afirmou um dia que quando um governo já não consegue satisfazer os seus representantes, tem que cair. E a queda deste governo está muito próxima.

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desabafo

Em linguagem comum, os canais informativos emprenham-nos diariamente com termos aos quais não davamos importância quando éramos miúdos\adolescentes. As palavras austeridade, cortes, deflacção, inflacção, expansão, recessão, estagnação, défice, exportação, despesa, dívida, soberania, democracia, guerra estão a ser levadas (por esses meios) como dizia o Vitor Espadinha numa canção dos Ornatos ao “expoente da loucura”.

Muitos portugueses poderão ser levados por tolos no meio deste processo. Centenas de milhares, assaltados pela perda total de escrúpulos de um estado que se vendeu à burocracia de 3ª linha de uma dita entidade financeira internacional criada com o propósito máximo de regular a economia mundial corrigindo os desequilíbrios nas balanças dos respectivos países, vão-se calando perante a perda de direitos, perante a perda sistemática e quasi-quotidiana de rendimento e vão tentando sobreviver, agarrando-se como podem ao emprego (ou na inexistência dele ao subsídio) que tem e ao pouco rendimento que tem para subsistir.

Outros, mais afoitos, preferem viver de espinha direita quando a maioria vive de espinha dobrada, silenciada pelo sistema pela via da eliminação. Pelo medo da marginalização súbita.

Quando éramos crianças, vivendo na riqueza ou sobrevivendo na pobreza, o mundo parecia-nos mais despreocupado, mais feliz, um lugar idílico para viver. É esse o poder que uma criança tem: mesmo nos momentos mais difíceis, mesmo nos momentos mais extremos do contexto social que a rodeia, consegue engolir o sofrimento mais facilmente que um adulto e reaparecer a sorrir novamente. A felicidade.

Crescemos numa altura em que o país irradiava prosperidade. E gastava de mais. Começamos todos a frequentar o ensino superior, luxo para as gerações anteriores. Seremos todos licenciados, mestrados e doutorados. Muito à custa do suor dos nossos pais, gente laboriosa que lutou para nos dar um futuro melhor do que teve a sua geração.

Chegamos ao estado adulto licenciados, mestrados e doutorados. Apesar do investimento feito na nossa formação enquanto homens, enquanto quadros técnicos e enquanto profissionais, crescemos e deparámo-nos com o pior dos cenários do Portugal contemporâneo, podendo efectivamente ser a primeira geração que viveu pior que a anterior. Apesar do facto de sermos malta com instrução, escasseia o presente e escasseia o futuro. Escasseia o emprego e escasseia o desejo de viver uma vida confortável.

O nosso sorriso de criança desapareceu e deu lugar a uma natural apatia e a um natural péssimismo, ambos produtos de um futurismo que se olha com um pano negro envolto.

Somos um quadro jovem qualificado. Quero acreditar que no meio da bandalheira que é ensino superior em Portugal, somos um quadro jovem que tem competências para fazer o país crescer. Faltam-nos porém as oportunidades para tal. Falta-nos emprego e falta-nos a certeza que o estado não fará um papel de mero vigilante quando nos tirarem o que temos. Falta-nos tudo. Repetimos variadíssimas vezes os gestos de contar o dinheiro que temos. Para almoçar, para jantar, para a bica e para forrar o estomago com um fino quando vamos ver a bola. Outros, no mais puro estado de miséria, vivem de espinha dobrada, contando os trocos para comer e para fazer face às suas básicas obrigações. Para essas pessoas, não existe bica, não existe cultura, não existe futebol nem fino: existe sim a luta pela mais pura sobrevivência.

Cabe-nos a nós, povo, reclamar o que é nosso: o Estado. O Estado Português. O Estado Português, cujo órgão executivo está entregue à falsa bicharada social-democrata e democrata-cristã mascarada de Neoliberal (do exemplo mais puro do que profetizou o Neoliberalismo) já deu provas que não nos governa a nós Estado, a nós República, a nós povo. Continuo a acreditar na ideia de contrato social de Rousseau: entregue o poder do povo aos seus governantes por via do voto, quando estes não satisfazem ao nível governativo o povo, deverão cair no cadafalso movido pelo mesmo. Se estivessemos na era do Império Romano, decerto que os portugueses serviriam na perfeição o papel de imperador que, no alto da sua tribuna numa disputa intensa de gladiadores, faria o sinal de morte a este governo.

Este des(governo) já nos deu provas de uma tremenda falta de originalidade, brio, e também já nos deu provas da sua falta de veracidade. Quando assim o é, deverá cair.

Não somos mais crianças. Não podemos ignorar o mal que este governo nos faz e sorrir como nada tivesse passado. Temos que imediatamente parar a bolha irreversível que este governo está a executar. Está mais que visto que este governo em alguns campos em que deve assumir a economia, está a conceder essa oportunidade a privados. Está mais que visto que este governo não vende, dá ao desbarato. Mais uma ocorrência que o prova foi recentemente a venda das acções que a Caixa Geral de Depósitos efectuou a pedido do governo a um preço mais baixo do que aquele que a mesma companhia ofereceu numa OPA lançada em 2011. Mais uma ocorrência que o prova foi o encerramento da maternidade Alfredo da Costa, acompanhando a gradual tendência que este governo está a incutir na saúde: o encerramento ou concessão de um sector vital a privados.

Não podemos ser tolos. Não temos nada. Nem pão nem água, muito menos bolos.

Devemos marcar pé a nossa posição saíndo à rua. Não pedimos a troika, não pedimos o défice, não pedimos os cortes. Quanto muito deveriamos ter referendado acerca da possibilidade de “governo” externo. Somos soberanos. Como soberanos que somos, somos livres de escolher o nosso destino. Já “fomos” enganados quando elegemos este mentiroso primeiro-ministro. Nem merece que escreva o seu cargo com maísculas. Não podemos ser enganados pelas 3ªs linhas de FMI´s. Não podemos ser governados a partir dos consensos obtidos por cidadãos estrangeiros no eixo Washington-Bruxelas-Berlim. Não poderemos ceder. Estamos a deixar aniquilar o nosso futuro e os futuro dos que aí virão.

Para quando viveremos de espinha direita?

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Perdão?

Foi com espanto que ouvi pela 2ª vez alguém do governo (neste caso o primeiro-ministro) voltar a apelar à emigração.

Antes de tecer o meu argumento crítico, cumpre-me apresentar algumas notas prévias sobre a emigração.

Do que estudei na escola acerca do léxico em si, do que aprendi da experiência do meu pai, e dos relatos que vou ouvindo de alguns amigos e conhecidos que decidem emigrar, a emigração não é um fenómeno que se possa ser “atirado” sem mais nem menos.

Do saber escolástico, sempre me ensinaram que a emigração é um fenómeno que ocorre sempre que o ser humano, numa dada área do globo, se sente desmotivado em relação à sua vida ou procura melhorar as condições da mesma. A emigração tem obviamente vários vértices motivacionais que vão desde a criação de riqueza pessoal num outro território por parte de quem emigra, melhoramento das condições de vida das pessoas, realização profissional do emigrante ou migração para um território por razões familiares e afectuais.

A emigração não é propriamente um fenómeno que se possa decidir de um dia para o outro. Quem emigra sabe perfeitamente as consequências duras que advêm do acto: a deslocalização territorial, a mudança de clima e fuso horário, as barreiras linguísticas e culturais, os entraves sociais, a possibilidade de atitudes hostis e racistas por parte dos nacionais dos países para onde se emigra, a distância em relação aos entes mais queridos e em algumas situações, o isolamento, a ilegalidade e a frustração resultante de um sonho que não correu da melhor maneira.

A emigração é portanto um acto que requer muito pensamento, muito planeamento e muito conhecimento do local para onde se vai emigrar, para que nada corra mal.

As palavras do nosso primeiro-ministro são portanto, palavras muito duras para o seu povo. Para aquele povo que está a pagar os erros de governantes e banqueiros. São declarações despropositadas.

Pedro Passos Coelho e o seu governo estão literalmente a expulsar o seu povo do país. Pedro Passos Coelho e o seu governo estão a atirar para fora do sistema aqueles que por culpa da saturação do mercado de trabalho deveriam ser auxiliados pelo estado, facto que deve ser ainda mais negativizado se tomarmos em conta que maior parte (espero) daqueles que Pedro Passos Coelho se referiu são cidadãos portugueses que tem as suas obrigações em dia perante o Estado Português e, no seu percurso académico, honraram os benefícios que lhes foram granjeados pelo mesmo.

Quando um governo coloca a hipótese de apelar para que os seus cidadãos vão procurar a fortuna fora do país, mostra um claro sinal que  é um governo que está a ficar sem soluções para resolver a crise que abala o país. Mostra que quando na oposição a solução dos problemas do país é uma tarefa fácil, mas que quando se está no governo tudo se complica.

Ainda para mais, acrescento que estamos perante um governo que desde Julho deste ano não tem pedido mais que os valores da exigência, da eficácia, do profissionalismo, da união e do sacríficio aos seus cidadãos. Onde é que esses valores cabem no discurso do Primeiro-Ministro? Será largando a vida em Portugal, as famílias, os hábitos, o conforto, o bem-estar e aventurando-se para o Brasil, para a Guiné, para Angola, para Timor para países com rotinas de vida completamente diferentes das que observamos na Europa, que serão cumpridos esses valores? Ou será que os mesmos serão cumpridos a partir de um corte de cima para baixo, obrigando a redistribuição justa dos sacríficios entre os que mais têm e os que menos têm?

Atesto estes últimos parágrafos com uma distinção clara sobre a qual tenho vindo a reflectir nos últimos dias: enquanto em outros Estados da Europa temos vindo a assistir a políticas que visam essa mesma redistribuição justa em prol da saúde das contas estatais e a discursos ministeriais duros para os mercados (culpabilizando-os pela crise mundial instalada) e para os grandes problemas que assolam o mundo e motivam a recessão, em Portugal assistimos a discursos ministeriais negativos que motivam a carga dos mercados sobre o nosso pobre país e discursos recheados de dureza para com um povo fustigado por impostos, taxas, crescendo da criminalidade, fome e insolvência. Até quando? Até quando continuará essa negatividade?

Para finalizar, deixo outra missiva ao primeiro-ministro: um licenciado em economia saberá perfeitamente que a teia que move os mercados é recheada de boatos, de sinais negativos e de comentários negativos propositados para que tudo se desregule por completo e alguém possa lucrar que a desregulação. Não consigo perceber como é que um licenciado em economia continua a insistir em discursos negativistas, sabendo de antemão que os mesmos serão escutados internacionalmente e tenderão a piorar a relação entre o nosso país e os mercados e o abuso destes perante a nossa frágil posição? Não consigo perceber por mais que tente.

Mas consigo entender que o nosso primeiro-ministro para além de hipócrita e mentiroso, é burro… E para bom entendedor, meia palavra basta.

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Pra Rir!


edição de hoje do Jornal Público.

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Como os Portugueses vêem a Europa


Visão recheada de clichés e preconceitos, altamente patrocinada pelo blog Quiproquó, que pode ser visto aqui.

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