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Chicago Bulls 116-89 Indiana Pacers

Ao 5º jogo, os Bulls terminaram o trabalho!

Depois de um 4º jogo muito pouco conseguido em Indiana, a série voltou para Chicago.

Se os Pacers tinham tornado a série muito difícil para os Bulls graças a uma estratégia defensiva exímia, e se Chicago por sua vez complicou em muito as coisas acabando por vencer 3 jogos no último período sem jogar grande coisa, neste 5º jogo a turma de Chicago fez um jogo perfeito! Os Pacers, acabaram por provar do seu veneno, graças a uma defesa de Chicago muito aguerrida e a um jogo de ataque onde a eficácia dos Bulls (principalmente da linha de 3 pontos) se fez sentir.

Até ao intervalo, o jogo foi mais ou menos equilibrado. Os Bulls (com alguns jogadores a atingir a 3ª falta muito cedo) andaram sempre na frente com uma vantagem de 10 pontos. No 3º período, algumas desatenções permitiram Indiana chegar a uma desvantagem mínima de 4 pontos até que Derrick Rose (com 4 faltas na altura à semelhança daquilo que acontecia com Carlos Boozer e Joakim Noah) fez saltar o seu brilhantismo concretizando 3 triplos seguidos quando nas 5 anteriores tentativas não tinha concretizado algum.

Joakim Noah exibiu-se a grande nível (tinha o avô Zacharias e a irmã Helena nas bancadas) mostrando novamente que é a alma desta equipa. No 3º período uma pequena provocação a Josh McRoberts de Indiana valeria uma expulsão directa (ejection) ao poste baixo dos Pacers por agressão clara ao jogador de Chicago. Experiente na arte da provocação, Noah acabaria por dar o veneno à agressividade dos Pacers nesta série. Acabaria a partida com 14 pontos e 8 ressaltos.

Em 29 minutos de utilização, Derrick Rose fez o que lhe competia marcando 25 pontos. No final do 3º período saltou para o banco para descansar e dar alguns minutos de utilização à alternativa para o seu lugar, ou seja, CJ Watson.

Luol Deng marcou 24 pontos e do banco de Chicago saltaram à vista as exibições de Taj Gibson e Karl Korver. O extremo voltou a ser decisivo com 13 pontos.Pela negativa, Carlos Boozer nunca se conseguiu encaixar na partida, atingindo a 4ª falta ainda no 3º período – perante este facto, Tom Thibodeau fez com que o poste baixo nunca mais voltasse à partida.

No total, os Bulls acabariam a partida com 14 triplos marcados.

No lado de Indiana, uma exibição insalubre ficou marcada pela expulsão de McRoberts. Danny Granger (20 pontos) e Tyler Hansbrough (14 pontos11 ressaltos) ainda conseguiram ter momentos de descernimento nesta eliminação de Indiana.

Chicago fica assim à espera do desfecho da série que opõe Orlando a Atlanta.

Os Hawks lideram por 3-2 após a vitória concludente de Orlando no jogo 5 em casa. Sem um bom Dwight Howard em competição (8 pontos8 ressaltos) a equipa da Flórida foi mais equilibrada nesta partida. Jason Richardson foi o melhor marcador com 17 pontos num jogo em que os 12 jogadores utilizados por Orlando marcaram pontos.

Do lado de Atlanta, Josh Smith foi o único jogador inspirado, marcando 22 pontos e ganhando 11 ressaltos.

A série segue para jogo 6 em Atlanta.

Os Miami Heat fecharam a sua série, vencendo em casa os Philadelphia Sixers por difíceis 97-91.

Não foi um jogo muito fácil para a equipa da Flórida. Valeu em muito a eficácia no lançamento de 3 pontos. O suplente Mário Chalmers foi exemplo disso concretizando 6 triplos em 12 tentativas. Chalmers acabaria o jogo com 20 pontos. LeBron James fez um bom jogo de equipa, marcando 16 pontos, conquistando 10 ressaltos e executando 8 assistências. Invulgar para quem domina todas as atenções no jogo de ataque dos Heat.

Destaque ainda para Dwayne Wade com 26 pontos, 11 ressaltos e 7 assistências e Chris Bosh com 22 pontos. Os dois foram essenciais nos minutos de decisão perante uma equipa de Philadelphia que despede-se do campeonato com honra. Digo-o, porque à partida para este campeonato ninguém acreditava que a turma liderada por Doug Collins fosse capaz de conseguir atingir os playoffs.

Nesta partida, os inspirados André Iguodala (22 pontos10 ressaltos) e Elton Brand (22 pontos) precisavam de mais qualquer coisinha da equipa para levar a série para jogo 6. O base Jrue Holliday marcou 10 pontos e deu 8 assistências, mostrando-se ao longo da série como um jogador a ter em conta para o futuro desta equipa.

Os Heat já sabem que vão disputar a meia-final de conferência com os Boston Celtics, numa série que vai ser eléctrica.

Na Conferência Oeste:

– A perder 3-1 na série, os Spurs salvaram o primeiro dos matchpoints contra Memphis. 110-103 foi o resultado final de mais uma partida difícil para os homens de San Antonio.

O Argentino Manu Ginobili arrancou uma exibição à Ginobili de alguns anos atrás, marcando 33 pontos. A estrela Argentina esteve muito bem no lançamento, concretizando 10 em 18, 4 de triplo. O Francês Tony Parker também se exibiu uns furos acima do marasmo que nos têm habituado desde há 3 anos para cá, marcando 24 pontos e oferecendo 9 bolas aos companheiros de equipa. Tim Duncan fez um jogo aceitável com 13 pontos e 12 ressaltos. Continua a ser lacuna dos Spurs a falta de alguém que consiga aparecer no jogo à excepção do seu big-three. Jogadores experientes como Richard Jeffeson, Grant Hill ou Antonio McDyess têm andado escondidos durante esta série. Os jovens talentosos como Gary Neill ou Tiago Splitter, também não estão a acrescentar mais valia a esta equipa durante estes jogos, fruto da inexperiência nestas andanças e da falta de rodagem que o técnico Greg Popovich teima em apostar.

Do lado de Memphis,

– Em Los Angeles continua o calvário dos Lakers para suplantar os New Orleans Hornets.

No jogo 5, os Lakers viraram a eliminatória a seu favor num jogo mais calmo para a turma de Phil Jackson e onde as suas vedetas mostraram mais credenciais daquilo que tinham feito nos 4 jogos anteriores.

6 jogadores atingiram a casa dos dois digitos (Kobe, Gasol, Odom, Artest, Bynum e Fischer). Em suma, o núcleo duro dos Lakers. Kobe marcou 19 pontos mas têm sido Bynum que tem deslumbrado nesta série. No jogo 5 apontou 19 pontos e conquistou 10 ressaltos. Gasol esteve bem melhor com 16 pontos e 8 ressaltos. Já o tinha comentado com alguns amigos que seguem a sério esta modalidade o facto do irmão Marc Gasol estar a executar melhores números na série contra San Antonio que o irmão Pau.

Do lado de New Orleans, Chris Paul voltou a liderar a equipa com 20 pontos e 12 assistências, contando com a ajuda do italiano Bellinelli (até que enfim que aparece) e de Trevor Ariza (2o pontos)

– Em Dallas, a mesmíssima coisa. Perante um adversário mais equilibrado (Portland) os Mavs fizeram o 3-2 num jogo muito sofrido que terminaria 93-82.

Dirk Nowitzky e Jason Terry estiveram a alto nível. O Alemão com 25 pontos e o base suplente com 20 pontos. Foram muito bem secundados com a excelente exibição do poste Tyson Chandler (14 pontos e 20 ressaltos) e com a organização do base Jason Kidd (14 assistências).

Os Blazers estiveram uns furos abaixo em relação ao jogo 4. André Miller voltou a liderar a equipa com 18 pontos e 7 assistências. Gerald Wallace apareceu finalmente na série com 16 pontos e 9 ressaltos. Desta vez, os Blazers não contaram com uma boa exibição de Brandon Roy, que nos jogos anteriores saía sempre do banco para dar um excelente contributo.

– Em Oklahoma, os Thunder mataram a eliminatória como se previa, numa vitória arrancada a ferros nos últimos instantes da partida. 100-97 foi o resultado final de uma partida onde Durant foi rei com 41 pontos. Numa exibição menos vistosa do ponto de vista colectivo, Russell Westbrook marcou 14 pontos, James Harden 12 e Kendrick Perkins deu uma mãozinha na luta das tabelas com 11 pontos e 9 ressaltos.

Oklahoma espera o desfecho da série que opõe os San Antonio Spurs aos Memphis Grizzlies.

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Indiana Pacers 89-84 Chicago Bulls

Para vencer não basta ter sorte, também é preciso que se trabalhe.

Tal como eu esperava, os Pacers venceram o 4º jogo da série contra Chicago e reduziram a desvantagem para 1-3.

Os Bulls andaram 3 jogos a viver do brilhantismo de Rose e de 4ºs períodos em que a sorte falou mais alto na hora da decisão. No 4º jogo em Indiana, a turma de Chicago não fez rigorosamente nada para fechar a série em beleza.

Indiana aplicou um excelente modelo defensivo, acabando por ser uma equipa que não deixou brilhar as vedetas dos Bulls e esteve bastante bem ao nível do ataque, exceptuando o 4º período onde o jogo se transfigurou por completo.

Ao longo da partida, os Bulls não conseguiram romper as excelentes marcações individuais feitas pelos jogadores de Indiana, Derrick Rose esteve muito abaixo do que tinha feito nos 3 jogos anteriores (apenas 15 pontos) muito em resultado de uma pequena lesão no pé esquerdo no 1º período que o levou ao balneário acompanhado pelo médico da equipa Fred Tedeschi e a turma de Indiana foi somando vantagens atrás de vantagens no 1º, 2º e 3º período.

No 4º período, Indiana baqueou à semelhança daquilo que tinha feito nos 3 jogos anteriores. Sobre pressão de eliminação, a turma de Indiana vencia por 14 pontos no início do tempo e a 3 minutos do fim viu a sua vantagem reduzida apenas a 1 ponto, sem que Chicago tivesse feito algo de extraordinário. Nos segundos finais, com hipótese de empatar a partida, os Bulls jogaram o tudo por tudo mas a bola foi cair às mãos do poste baixo Carlos Boozer, que da carreira de triplo não conseguiu empatar a partida.

Na turma do Illinois, Joakim Noah acabou por ser a grande surpresa. O poste marcou 21 pontos e conseguiu 14 ressaltos, voltando a provar que é a “alma guerreira da equipa”. Luol Deng marcou 16 pontos e Carlos Boozer também se exibiu a alto nível com 15 pontos e 13 ressaltos. No entanto a prestação de Boozer ficou marcada por um cedo acumular de faltas ridículas.

O banco de Chicago voltou a não aparecer. Os 6 jogadores utilizados marcaram apenas 17 pontos. Nem Karl Korver escapou à hecatombe deste jogo 4.

Na turma de Indiana, Danny Granger (24 pontos) liderou a equipa como lhe competia. O poste Ron Hibbert com 16 pontos também desempenhou um papel fulcral nesta vitória dos Pacers. Aplausos para o colectivo de Indiana, que como referi, efectuou um jogo cheio de garra.

Nota final para a Liga: é inadmissível o facto de Jeff Foster ter alinhado nesta partida. A Liga reconheceu que o poste da turma de Indiana efectuou três faltas consideradas como flagrantes no jogo 3, motivo que é suficiente para que lhe seja aplicada uma suspensão. Os arbitros do encontro apenas consideraram como anti-desportiva 1 das 3 faltas do poste.

O jogo 5 realiza-se na madrugada de terça para quarta em Chicago.

Nas restantes séries:

No Este:

– Os Celtics já despacharam os Knicks por 4-0. No jogo 3 em Nova Iorque, a turma de Boston não deu chances aos Knicks, vencendo por 113-89. Paul Pierce e Ray Allen fizeram jogos divinais. Pierce marcou 38 pontos (14 em 19 lançamentos6 triplos em 8 tentativas) e Allen marcou 32 pontos (11 em 188 triplos em 11) – Allen confirmou o porquê de ser o atleta com mais triplos marcados da história da competição. O base Rajon Rondo também se exibiu na perfeição com 15 pontos e 20 (20!!) assistências! Kevin Garnett esteve perto do duplo-duplo com 9 pontos e 12 ressaltos.

Menção colectiva para o 5 de Boston. Juntos marcaram 104 dos 113 pontos da equipa.

Nos Knicks, 5 jogadores passaram a barreira dos dois digitos. Carmelo Anthony não esteve bem do ponto de vista ofensivo (apenas 15 pontos apenas 4 em 16 de campo) mas esteve muito bem na luta das tabelas (12 ressaltos). O melhor marcador dos Knicks foi o suplente Shawne Williams com 17 pontos, numa partida em que Amare Stoudamire voltou a baquear.

No jogo 4, os Celtics venceram por 101-89.

Mesmo apesar dos 32 pontos e 9 ressaltos de Carmelo Anthony e dos 19 pontos e 12 ressaltos de Amare Stoudamire, Kevin Garnett liderou a equipa do Massachussets com 26 pontos e 10 ressaltos. Rajon Rondo (21 pontos 12 assistências) também voltou a ser uma das chaves do sucesso para a turma de Boston.

Os Celtics esperam pelo vencedor do confronto entre Miami e Philadelphia. Depois de vencer o jogo 3, os Sixers salvaram a honra e bateram os Heat por 86-82.

Numa excelente exibição colectiva da turma de Philadelphia, Elton Brand destacou-se com 16 pontos e 11 ressaltos.

James e Wade bem tentaram fechar a eliminatória. Os 31 pontos de LeBron e os 22 do base não foram suficientes para evitar o jogo 5 que será disputado amanhã em Miami.

– No equilibradíssimo confronto entre Orlando e Atlanta, os Hawks venceram o 3º e o 4º jogo, estando a vencer a série por 3-1.

Na 1ª partida da série em casa, venceram por 88-84.

Jamal Crawford voltou a estar em destaque com 23 pontos. Joe Johnson acompanhou o base com 21 pontos. Na turma de Orlando, houve um melhor desempenho colectivo – apesar dos 21 pontos e 15 ressaltos de Dwight Howard, Jameer Nelson marcou 13 pontos e realizou 10 assistências, Jason Richardson marcou 14, Brandon Bass 10 e Hedo Turkoglu 9. Do banco de Orlando nem bom vento nem bom casamento.

Na 4ª partida da série, Atlanta aplicou igual receita vencendo por 88-85.

Jamal Crawford (25 pontos) e Joe Johnson (20) voltaram a secar a falta de colectivo de Orlando, que tentou discutir a partida a partir do jogo interior por Dwight Howard (29 pontos17 ressaltos). Nota de destaque para Gilbert Arenas, que saltou do banco para marcar 20 pontos.

No Oeste:

– Os Lakers estão a passar um mau bocado.

Chris Paul e companhia estão a fazer passar mal os bicampeões da Liga.

Com a série empatada a 1 jogo, os Lakers foram a New Orleans vencer a 3ª partida e perder a 4ª.

Na 3ª da série, vitória reforçada por 100-86. “Mr Zen” Kobe Bryant resolveu aparecer na série com 30 pontos, assim como Pau Gasol (17 pontos11 ressaltos). Nota de destaque para a excelente exibição (mais uma) de Andrew Bynum com 14 pontos e 11 ressaltos.

Os Hornets, muito dependentes das prestações do 5 base, viram Paul marcar 22 pontos e garantir 8 assistências, Carl Landry marcar 23 e a dupla ArizaOkafor ser muito prestável na luta das tabelas.

No jogo 4, Paul voltou a levar a turma do Estado do Tenessee à vitória com um espectacular triplo-triplo. Parece pecado uma equipa como New Orleans ter um cracalhão como Chris Paul – 27 pontos13 ressaltos15 assistências1º triplo-duplo da carreira do jogador, facto cada vez mais raro nos dias que correm. Relembro que o jogador em actividade com mais triplos-duplos é Jason Kidd dos Dallas Mavericks.

Trevor Ariza também voltou a espalhar o panico (19 pontos) na sua anterior equipa, que efectivamente baixou de rendimento em relação ao jogo 3. Kobe não esteve novamente nos seus melhores dias (17 pontos8 ressaltos) e a turma de LA apenas carburou com base no seu 5 inicial. Gasol e Artest marcaram ambos 16 pontos – Artest está a jogar o melhor basquetebol da sua carreira.

– Complicada também anda a vida dos San Antonio Spurs, campeões da conferência Oeste.

No jogo 3, os Memphis Grizzlies fizeram o 2-1. Pouco complexados, os 8ºs da fase regular, exibiram-se a alto nível com o veterano Zach Randolph a brilhar com 25 pontos. O poste Marc Gasol (irmão de Pau) fez 17 pontos e ganhou 9 ressaltos.

Do lado dos Spurs, o seu big-three tentou evitar a derrota: Ginobili marcou 23 pontos, Parker 16 e Tim Duncan 13 + 11 ressaltos.

O jogo 4 realiza-se esta madrugada.

– Dallas também têm a sua vida dificultada pelos Portland Trail Blazers. Depois das 2 vitórias no Texas, Portland foi buscar os 2 jogos em casa como lhes competia.

Dois jogos muito sofridos em que os Blazers ganharam o primeiro por 5 e o 2º por 2.

Em ambos, figuraram como vedetas do jogo LaMarcus Aldridge, Brandon Roy e Weslley Mathews.

Dirk Nowitzky e Jason Terry lutaram nas 2 partidas contra a apatia global da equipa de Dallas.

– Na série entre Oklahoma e Denver, o rolo compressor dos Thunder não deu chances no jogo 3 à turma do Nevada.

Num jogo mais equilibrado, a turma de Durant foi vencer a Denver. O base exibiu-se a alto nível, assim como o Francês Serge Ibaka e Russell Westbrook.

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NBA playoffs

Pequena antevisão da 1ª ronda dos playoffs da NBA:

No momento em que escrevo este post, os meus Bulls jogam o primeiro jogo da série contra Indiana.

Cruzamento da Conferência Este:

Chicago Bulls (1º) – Indiana Pacers (8º)
Miami Heat (2º) – Philadelphia (7º)
Boston Celtics (3º) – New York Knicks (6º)
Orlando Magic (4º) – Atlanta Hawks (5º)

Na série que opõe Chicago Bulls e Indiana Pacers, antevejo uma vitória fácil para Chicago. Será uma vitória 4-0 ou no máximo 4-1. Apesar do facto de Indiana ser uma equipa incómoda para Chicago (foi a única equipa da divisão central que bateu os Bulls) creio que a diferença de potencial é notória a todos os níveis entre as duas formações, assim como a diferença de objectivos nestes playoffs. Enquanto Chicago com todo o seu potencial, luta (pelo menos) pela chegada às finais, Indiana apurou-se para os playoffs (como lhe cumpria) sabendo que efectivamente não têm potencial para se bater taco-a-taco com as 5 melhores equipas da conferência.
Darren Collison e Danny Granjer serão peças chaves para Indiana, enquanto Derrick Rose, Carlos Boozer, Joakim Noah e Luol Deng farão de tudo para resolver a eliminatória para o lado de Chicago que terá sempre direito a 7º jogo em casa.

Os Heat também terão uma tarefa simples para eliminar os Sixers. Nesta série, a turma de Miami teve direito a defrontar mais frágil das equipas apuradas para os playoffs. Como tal, antevejo um 4-0. André Iguodala e Elton Brand estão a jogar bem, mas não serão capazes de colocar um ponto final na ambição do big-three da turma da Flórida.

Interessantes serão os duelos entre Boston e Knicks e entre Orlando e Atlanta.
Se no duelo entre 3º e 6º da conferência, as forças equivalem-se: será o Big-three de Boston contra Carmelo Anthony, Chauncey Billups e Amare Stoudamire, com a agravante do facto de Boston não só ter jogado mal nos últimos jogos da fase regular como a equipa se ter fragilizada com as trocas feitas há uns meses atrás.
Com a troca de Carmelo Anthony, New York ganhou um homem para resolver jogos e um base bem rotinado nestas andanças (Billups) mas por exemplo perdeu dois bons jogadores de equipa (Felton e Gallinari) que em muito tem ajudado Denver.
Boston terá que contar com as boas exibições daqueles que usualmente não falham neste tipo de jogos: Paul Pierce, Kevin Garnett, Ray Allen e Rajon Rondo. Glen Davis e Jeff Green também poderão ser cartas valiosas ao dispor de Doc Rivers. Antevejo uma série bastante renhida que Boston vencerá por 4-2 ou 4-3.

No duelo entre Orlando e Atlanta, Orlando vencerá por 4-1 ou 4-2. Apesar do facto da turma de Atlanta ter homens como Joe Johnson, Al Hortford ou Josh Smith, prevalecerá a técnica e a experiência de homens como Hedo Turkoglu, Jason Richardson, Jameer Nelson e Dwight Howard.

Cruzamentos Conferência Oeste:

San Antonio Spurs (1º) – Memphis Grizzlies (8º)
Los Angeles Lakers (2º) – New Orleans Hornets (7º)
Dallas Mavericks (3º) – Portland Trail Blazers (6º)
Oklahoma City Thunder (4º) – Denver Nuggets (5º)

A série entre San Antonio e Memphis será engraçada. Por um lado, San Antonio é uma equipa que nos habitua a fazer excelentes temporadas regulares para depois baquear nos playoffs. A equipa da turma do Texas foi perfeita. Dominou desde o início a sua conferência, vindo a cair de rendimento no final muito à custa da lesão de Tim Duncan. Conta com uma experiência inigualável no seu plantel (Duncan; Ginobili; Parker; McDyess) e com uma juventude bastante interessante a secundar (Gary Neill; Tiago Splitter – não coloco DeJuan Blair neste saco pois não lhe reconheço qualidades enquanto jogador) factos que podem ser decisivos nestas andanças.
Do outro lado Memphis faz a sua primeira aparição nos playoffs desde a criação do franchising da equipa. Longe vão os tempos em que por lá andava Pau Gasol. No entanto há Rudy Gay, Shane Battier, Marc Gasol (irmão de Pau), e Zach Randolph, jogadores de qualidade e com bastante experiência na Liga.
Antevejo um 4-1 ou um 4-2 para os Spurs.

Os Lakers não terão grande dificuldade em bater os Hornets. Os Lakers, balançados pela sede de vitória dos seus líders (Bryant e Gasol) quererão renovar os seus títulos. A qualidade e as soluções no plantel de Los Angeles são mais que muitas tendo em conta um adversário que ficou orfão de um dos seus melhores jogadores: David West. Será portanto Chris Paul contra a armada de Phil Jackson, facto que me faz antever um 4-0 desiquilibrado em todos os jogos da série.

Os Dallas Mavericks sofrem exactamente do mesmo problema dos Spurs: excelentes fases regulares; maus playoffs. O segredo de Dallas continua a assentar na veterania da equipa: Jason Kidd e Dirk Nowitzky. A secundá-los estarão Barea, Caron Butler, Tyson Chandler, Jason Terry, Peja Stojakovic e Shaun Marion, ou seja, soluções para todos os tipos de tácticas e para todas as vertentes do jogo (jogo interiortiro externo).
Do lado de Portland prevê-se uma equipa aguerrida, que não venderá barata a derrota.

No duelo entre 4ºs e 5ºs classificados, será um duelo equilibrado. Denver perdeu Carmelo e Billups, mas como referi anteriormente ganhou dois bons jogadores de equipa: Felton e Gallinari. Os dois, vindos de Nova Iorque, tem vindo a jogar muito bem. Oklahoma contará decerto com as prestações de Westbrook, Ibaka e Kevin Durant, que a bom da verdade são 3 belíssimos jogadores que dão uma certa graça de futuro aos homens do estado de Oklahoma.
Neste duelo, também há que atender que esta é a primeira vez que todos os nomes que enunciei jogam os playoffs.
Antevejo a vitória de Oklahoma na série por 4-2 ou 4-3.

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