Tag Archives: Pedro Silva Pereira

cuidado que eles andam aí

Os acéfalos que nos chupam impostos (Adão e Silva) como se de uma bomba de gasolina se tratasse o Estado Português e os socretinos (Pedro Silva Pereira) sendo estes últimos espécies que se encontram só à espera que mais escutas sejam destruídas para fazer regressar o querido líder, escondido algures entre o Quartier Latin e St. Germain.

Se bem que este Adão (e Silva) e a sua bancada mais pareciam personificar na realidade da Assembleia, o Palma Cavalão, aquela personagem que o Eça retrata nos Maias e a sua Corneta do Diabo

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Assim não Assis

Na passada quarta-feira, escrevi aqui neste espaço as seguintes palavras sobre o novo candidato à Secretaria-Geral do Partido Socialista Francisco Assis: “Nunca fui fã de Assis. Assis fala demais e quando fala opta por discursos completamente ridículos, deixando as pessoas na dúvida se ele acredita mesmo no que está a dizer ou se as declarações não passam de mais um período pouco lúcido de confusão intelectual da sua cabeça.”

Não retiro uma única palavra. Melhor dizendo, acentuo ainda mais a péssima opinião que tenho do antigo líder da bancada parlamentar socialista depois de ler alguns dados sobre estas eleições internas e ter visto algumas declarações do cabeça de lista pelo Porto às últimas legislativas.

Partindo do princípio  que António José Seguro é o fiel co-religionário da linhagem da liderança socialista (se o candidato não fosse Seguro poderia ser Pedro Silva Pereira) e que 11 das 21 federações distritais manifestam garantir-lhe apoio nas eleições, contra as 3 que pendem para o lado de Assis e as 7 que ainda se encontram indecisas, afirmar constantemente nas televisões que será o primeiro-ministro socialista dentro de 4 anos uma semana depois de umas eleições que redundaram numa tremenda derrota para um dos maiores líderes internos que o partido teve até hoje revela que Assis não só não têm a mínima noção do que é o seu partido nem tem a mínima noção do período temporal e da realidade política em que vive.

O discurso de Assis parece o discurso do povo Brasileiro quando a sua selecção não consegue atingir a vitória num campeonato do mundo: daqui a 4 anos é que é. No entanto, até lá tem que existir trabalhos e as estratégias precisam ser afinadas. Será que Assis terá capacidade para chegar lá? Não.

Não. Porque não consegue ter discursos minimamente coerentes. Não, porque é demasiado agressivo nas suas declarações. Não, porque nem sequer domina o seu partido. Não, porque difícilmente vencerá as eleições internas do seu partido. Não, porque não terá capacidade suficiente para formar uma oposição coesa ao novo governo. Não, porque o acordo com a troika assinado por um governo socialista será sempre o escudo defensivo do novo governo.

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Que futuro para o PS?

A meu ver, a vitória do PSD nas eleições legislativas trouxe outro factor que o partido não estava habituado: uma liderança coesa.

Depois de uma série de anos em que o PSD não conseguia encontrar um líder que reunisse consenso entre os principais rostos (Menezes, Manuela Ferreira Leite, Marques Mendes) ao vencer, Passos Coelho tornou-se o líder que reúne (bem ou mal) o consenso dos principais rostos dirigentes do partido.

Já com o PS deu-se o efeito contrário. Saídos da forte liderança de José Sócrates, o futuro começa a tornar-se muito negro para o partido na oposição.

Se por um lado torna-se necessário ao PS a eleição de um líder forte, capaz de assumir perante o governo os compromissos que o partido estabeleceu na éra Sócrates e capaz de se mostrar como alternativa ao governo na discussão de determinadas políticas, não creio que Francisco Assis ou António José Seguro sejam os líderes que o partido necessita.

Nunca fui fã de Assis. Assis fala demais e quando fala opta por discursos completamente ridículos, deixando as pessoas na dúvida se ele acredita mesmo no que está a dizer ou se as declarações não passam de mais um período pouco lúcido de confusão intelectual da sua cabeça.

Seguro é um pão sem sal do Partido Socialista. É um dos “boys” que a bom da verdade mais promete fazer do Partido Socialista uma “mosquinha morta” no Parlamento do que num partido “acutilante” a fazer oposição.

E a bom da verdade, perante estas duas opções venha o diabo e escolha.

António Costa, Ferro Rodrigues, Augusto Santos Silva ou Pedro Silva Pereira seriam melhores opções para a liderança do Partido Socialista. Mas…

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Levem-nos todos daqui para fora…

Eduardo Catroga e o PSD utilizaram o correio para pedir dados sobre o país ao Governo Socialista.

A demora na resposta por parte do Ministro Pedro Silva Pereira está a a atrasar a elaboração do programa eleitoral do Partido Social-Democrata. Este atraso revela um de três vias: ou o Governo Socialista está a tentar esconder ao máximo determinados dados negativos que são do conhecimento de todos, ou o Governo Socialista está a tentar retardar a desde já difícil elaboração do programa eleitoral de um partido que ainda não sabe bem qual será o seu programa eleitoral, ou os carteiros dos CTT merecem ser despedidos e sobreviver com o subsídio de desemprego, que segundo palavras do líder do PSD mais justo (de acordo com as propostas do grupo Mais Sociedade) e segundo o líder do PS poderá ser discutido com vista ao mesmo efeito justiça.

Eduardo Catroga, fez questão de revelar publicamente uma opinião em que afirmava que José Sócrates “deveria ser julgado pelo povo e depois julgado em tribunal”. O antigo ministro socialista Capoulas dos Santos respondeu de imediato, trocando o mesmo tipo de afirmação para o antigo ministro de Aníbal Cavaco Silva.

Já que o povo português, apartir do abuso da sua opção de voto nos partidos do bloco central é incapaz de mudar as suas mentalidades e dar uma oportunidade aos partidos que nunca governaram neste país, é caso para dizer que todos aqueles que directamente ou indirectamente estiveram por detrás das sucessivas políticas que criaram consequências negativas a este país deveriam ser levados a tribunal. Catroga incluído.

Noutro prisma, gosto de saborear a opinião que os partidos do centro têm em relação aos partidos da esquerda com assento parlamentar. A dissidência destes no que toca às soluções que foram tomadas em relação ao país (falo da consonância no pedido de ajuda externa) é vista pelos partidos do bloco central como o alheamento de um problema que afecta ao país em prol de interesses partidários próprios que não visam em nada resolver os problemas do país. Tal cenário é como tal dotado de uma inverosímilidade argumentativa gritante. É pena constatar que os partidos do centro nos últimos meses não têm feito mais do que entrar em trocas de palavras inúteis que também não visam atenuar os efeitos visíveis da fossa em que o país se meteu, mas sim (porque estamos perto de mais umas eleições legislativas) servir interesses próprios com vista à caça ao voto dos eleitores portugueses.

Perante tais constatações só me apetece dizer: levem estes gajos todos daqui para fora. Portugal e o povo português agradecem.

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