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curto e grosso

Margarida Botelho, membro da Comissão Política do Comité Central do Partido Comunista Português para o Jornal Público.

p.s: muitos acusam o discurso do PCP de ser um discurso “stick it” e sem soluções. gostava de saber o que essas pessoas pensam depois da leitura deste artigo. há ou não há soluções dentro do PCP?

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A Fraude (2)

As minhas notas sobre este 2º capítulo:

1. O BPN como o banco que privilegiava “a busca de ganhar milhões sem risco” – estas afirmaçõs batem certo com as palavras de Oliveira e Costa na Comissão Parlamentar de Inquérito onde este dizia que os bancos tem que inventar lucro. Inventar lucro com investimentos em negócios com um grau interessante de risco como foi o caso do depósito do empresário da construção civil de Fafe, que colocou 900 mil euros em depósitos a prazo de curta duração\maturação.

2. “quando eu tiver livre vamos tomar aí um café” – mais uma vez Oliveira e Costa respondia no parlamento seguro que nada lhe aconteceria.

3. quando Honório Novo explica o esquema de reencaminhamento dos depósitos dos clientes do banco para a malta que mandava no banco, esse esquema fez-me lembrar algumas semelhanças em relação ao método utilizado na mesma altura por Bernard Madoff (esquema Ponzi).

4. As intervenções ríspidas de Nuno Melo (em conjunto com Honório Novo e João Semedo) os únicos deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito que realmente se preocuparam em saber a verdade, faz com que coloque algumas perguntas: na 1ª comissão de esclarcimento a Oliveira e Costa houve pressões junto de deputados do PSD e do PS para não se mexer na ferida do banco? Será que existem deputados ou antigos deputados que também participaram directa ou indirectamente nos ganhos desmedidos do banco? Cavaco Silva, já presidente da República, imiscuiu-se directa ou indirectamente no caso?

5. Outra pergunta que se coloca de forma pertinente foi o futuro de Nuno Melo no CDS. Durante o primeiro governo de José Sócrates, este deputado era um dos mais promissores futuros do CDS\PP. Perdeu preponderância depois desta comissão parlamentar e de possível Ministro em caso de coligação com o PSD ou vitória eleitoral do CDS\PP, não conseguiu sequer chegar a secretário de estado. Será que Melo foi prejudicado pelo seu papel nesta comissão parlamentar?

6. Quem era o principal estratega e quem eram os principais operacionais? Luis Caprichoso, o mestre das offshores? Mais uma vez se pergunta: se era prática corrente a transferência de dinheiro por parte do departamento de Caprichoso para offshores ilegais como é que os inspectores da operação furacão e o Banco de Portugal não interviram na supervisão destas práticas (haviam grandes somas de dinheiro a sair do banco para Cabo Verde e é dito na reportagem que foram criadas mais de 100 off-shores) e não acusaram o banco de evasão fiscal?

7. “escassez de meios técnicos das autoridades judiciais” “a principio só estava uma pessoa envolvida na investigação (…) foram pedidos mais meios e mais pessoas mas a resposta foi negativa” – é por isso que eu não acredito na justiça portuguesa.

8. A resposta para a pergunta deixada na nota 6 e para a evidencia do testemunho citado na nota 7 vem mais à frente.

Ironicamente, a “operação furacão”, operação de investigação do DCIAP a 4 bancos que fugiam ao fisco tinha como “clientes” 3 bancos que actualmente estão a ter consequências nefastas para o sistema financeiro português, para o estado e para os contribuíntes portugueses: o BPN (nacionalizado e recapitalizado com o dinheiro dos contribuíntes), o Finibanco (em graves apuros desde há alguns anos para cá) e o Millenium BCP que ainda esta semana deu 1200 milhões de euros de prejuízo, segundo responsáveis do banco, devido a negócios que correram mal junto da banca Grega devido a uma operação que correu mal com o Piraeus.

Estranhas também são as semelhanças entre o BPN e o Finibanco na medida em que ambos tentaram projectar a sua imagem a partir do futebol. O BPN com Luis Figo e com a Federação Portuguesa de Futebol. O Finibanco com os patrocínios à AAC\OAF e ao Vitória de Guimarães. Outro exemplo é o recém-nacionalizado BANIF, muitos anos patrocinador do Marítimo e do Nacional da Madeira. Ambos os três sempre ofereceram taxas de juro elevadíssimas nos depósitos a prazo, mesmo nos depósitos de curto prazo de maturação. 2 (BPN e BANIF) já sofreram intervenção estatal. O Finibanco tem-se aguentado. Resta saber por quanto tempo.

O que é estranho em tudo isto é que devido à Operação Furacão estavam 4 investigadores do DCIAP a vasculhar de alto a baixo as contas dos referidos bancos, que devidamente avisados por uma voz do DCIAP, faziam desaparecer os documentos antes da chegada dos investigadores e mesmo assim, não batendo as contas dos bancos certo os investigadores não foram capazes de concluir nas suas investigações que não estavam a aparecer os documentos todos relativos ao banco. Falamos de uma investigação judicial que durou 2 anos. Algo me quer parecer que o DCIAP pura e simplesmente não quis levar o processo para a frente e descobrir tudo aquilo que se passava nesses referidos bancos. Mais uma vez, o Banco de Portugal e a CMVM falharam por omissão. Eu ponho as minhas mãos no fogo como Vitor Constâncio estava ao corrente do esquema de pirâmide que se estava a levar a cabo no BPN, no BPN valor, no BPN Créditus e no Banco Insular de Cabo Verde.

9.  A parte deliciosa deste 2º capítulo “eles precisavam de 5, ele até dava dez. como é possível financiar mortos?” – diz um dos funcionários entrevistados. “a mesma viatura era financiada 3, 4 e 5 vezes” – conclui. Mais uma vez pergunto: como é que é possível deixar passar a ilegalidade desses negócios?

10. Para finalizar, poucas dúvidas me restam: o BPN era uma rede muito complexa. Envolvia banqueiros, empresários, investidores a título individual, governantes, deputados, investigadores, juízes, procuradores, dirigentes de outras instituições de utilidade pública (como é o caso de Gilberto Madaíl e da FPF), altos quadros de entidades de supervisão (Banco de Portugal\CMVM) e até jogadores de futebol como é o caso de um famoso accionista do banco: Luis Figo. Todos participavam ou ganhavam do esquema.

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Sondagem Presidenciais: Cavaco Silva vence eleições

Notas Prévias:

1. Esta sondagem, realizada no período compreendido entre 2 de Dezembro e 23 de Janeiro (hora de fecho às 18:29) não foi realizada segundo qualquer tipo de padrões profissionaislegislativos e destina-se apenas a prestar um pequeno carácter informativo aos leitores deste blog. Nela, cada utilizador (IP) tinha direito a votar apenas por 1 vez.

2. Dado que na hora de postagem da sondagem coloquei os pré-candidatos Luis Botelho Ribeiro e José Pinto Coelho na mesma e como os mesmos não se confirmaram como candidatos com o decurso do tempo, decidi anular os votos colocados no seu espaço (6 em Pinto Coelho; 3 em Botelho Ribeiro) sendo portanto o total de votos da sondagem de 216 votos.

Quanto à Sondagem em si:

Cavaco Silva acabou por vencer a Sondagem realizada no blog com um total de 57 votos contra 51 de Manuel Alegre e 43 de Francisco Lopes. Caso este cenário fosse real, teríamos lugar a uma 2ª volta.

Resultado das votações:

Total de votos: 216 votos

1º Aníbal Cavaco Silva – PSDCDS-PP – 57 votos (26.38%)
2º Manuel Alegre – PSBE – 51 votos (23.61%)
3º Francisco Lopes – CDU – 43 votos (19,90%)
4º Fernando Nobre – independente – 23 votos (10.64%)
5º José Manuel Coelho – PND – 21 votos (9.72%)
6º Defensor Moura – independente – 5 votos (2.31%)

Votos em Branco: 9 votos (4.16%)
Abstenção: 5 votos (2.31%)

Como referi no ponto 1 das notas prévias, esta sondagem não foi realizada segundo os padrões profissionaislegislativos que regulam as mesmas, tendo sido efectuada segundo as escolhas de votos dos leitores do Entre o Nada e o Infinito.

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Debates Presidenciais: Francisco Lopes vs Cavaco

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Fonte: SIC Online

Cavaco Silva:

– “o Governo desenvolva as ações necessárias. o Governo “de alguma forma falhou”
– “os portugueses não esquecem” quem deu o 14 mês aos trabalhadores, quem integrou os trabalhadores agrícolas no sistema geral da Segurança Social, quem resolveu o problema dos salários em atraso de 65 mil trabalhadores na península de Setúbal e “quem trouxe a Auto-Europa para Palmela”.
-“Tenho muito orgulho por aquilo que fiz pelo meu país”
-“Aqueles que insultam os mercados internacionais estão a prejudicar o país”

Francisco Lopes:

– “O Sr. Dr. é um dos principais responsáveis pela situação portuguesa.”
– ” O Dr. é a voz daqueles que estão a especular e a estrangular os mercados financeiros.”
– “a nacionalização do BPN, uma operação que teve como objetivo “cobrir a fraude” de Oliveira e Costa, um dos financiadores da campanha de Cavaco Silva”

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