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Há uns meses atrás, se bem me lembro, num programa Prós e Contras transmitido na RTP, o Ministro Relvas dirigiu-se ao séquito real do presidente José Eduardo dos Santos com tamanha gentileza, repito, tamanha gentileza, convidando os Angolanos a investir em Portugal. O jogo de charme foi de tal maneira galanteador e já agora, cínico, hipócrita e pedante, que as investidas do Ministro Português nas arcadas de sua alteza, o Rei de Angola, levaram a que a balança de investimentos entre os dois países fosse favorável aos investidores africanos. Relvas, o eixo-do-mal, foi mais fundo na questão: houve quem narrasse que tamanha bajulação ao reino do deus-dará, perdão, ao reino de José Eduardo dos Santos era um dos actos mais pedantes da história deste país. Pedro Rosa Mendes, Raquel Freire e seus pares, tinham, repito, tinham um programa na Antena 1 que foi cancelado a pedido do eixo-do-mal. Ainda hoje, nenhuma entidade reguladora para a comunicação social deste país se interessou minimamente pelo jogo de bastidores e pelo jogo de pressões que foi feito nos bastidores da administração da rádio difusora pública portuguesa.

O jogo de sedução do eixo-do-mal, leia-se acrónimo de Relvas, foi tão longe que hoje o Jornal de Angola, órgão de comunicação social do regime angolano e único diário que é permitido em território angolano sem censura estatal, publicou, a respeito das investigações que estão a ser movidas pelo DCIAP a uma alegada transferência bancária detectada pelo Banco de Portugal feita por uma empresa offshore para uma das contas do Procurador Geral da República de Angola no valor de 70 mil euros, uma missiva ao governo Português.

O director do referido jornal, no editorial, José Ribeiro, como podemos ler no link supra citado, revelou para além de uma falta de enquadramento histórico em relação à pequena e inenarrável história do seu país, um profundo caos de conhecimento em relação à ética e deontologia jornalistica. Para além do mais, este dito jornal consegue ser tão fraco que nem os objectivos para o qual foi criado (propaganda pura e dura do regime angolano) consegue cumprir dada a fraqueza de espírito de quem escreve. Para além de revisionismo histórico mal fundado, erróneo e partido de meras especulações que tem como pano de fundo a necessidade que o regime angolano tem de elevar as hastes das bandeiras nacionais do povo angolano a partir de um bode expiatório para os seus males (neste caso os portugueses, o imperialismo, o colonialismo e a sua mal fundada relação com a UNITA que desde já não compreendo) por parte do regime angolano, na pele de José Ribeiro, existe uma clara demonstração de falta de gratidão em relação ao que Portugal tem dado às elites angolanas.

Nós, o povo português, não temos culpa das nossas “elites políticas corruptas”, não temos culpa da UNITA e tão pouco temos culpa da forma como se celebram contratos em Angola. Não temos culpa que os Angolanos continuem a insistir na ideia que a celebração de um contrato público entre uma determinada empresa e o estado angolano contemple para a mesma obra ou encargo 5 orçamentos, sendo eles divididos nos louros pela empresa a cargo, pelo líder do país, pelo estado representado pelo líder do país, pelo líder do país e pela empresa chinesa que deixa passar o negócio. Não temos culpa pelo facto do General Spínola sempre se ter demonstrado contra a auto-determinação das nossas colónias e muito menos temos culpa do tosco processo de descolonização levado a cabo pelos sucessivos governos portuguesas da era do PREC e pós PREC. Mas isso, como afirmei anteriormente, nem vale a pena comentar porque as premissas que José Ribeiro apresenta não são factos historicamente provados mas sim frutos de uma memória colectiva angolana que revela um certo complexo de inferioridade. Recalcamentos.

Vamos ao que realmente que me interessa em toda esta questão: como bom conhecedor da lei que é, o Procurador Geral da República de Angola, João Maria Sousa, deverá saber que uma das funções do banco de portugal é efectivamente executar a supervisão económica de todas as transferências bancárias efectuadas em território português, em particular, de todas aquelas que possam levantar suspeitas de ilegalidade, fraude ou fuga aos impostos. Como de facto se trata, alegadamente, de uma transferência bancária realizada por uma entidade offshore, vulgo, por uma entidade que por norma anda de mãos dadas com a feitura de investimentos que derivam de capitais que por defeito deveriam ser entregues ao tesouro português, e como a tal transferência não aparece declarada nos rendimentos do PGR Angolano, não será de estranhar que o Banco de Portugal, depois de escândalos no seio de entidades bancárias cujos negócios deram para o torto por falta de supervisão, tenha aprendido algumas lições. É de estranhar portanto que tal procedimento não seja tido como comum nas entidades de supervisão económica e nas entidades judiciais angolanas. Se calhar a culpa é da globalização. Perante a necessidade que os países de terceiro mundo tiveram de construir as suas economias de forma a poderem entrar nos mercados, “esqueceram-se” de consolidar a democracia e o institucionalismo democrático. Em terras de cegos, quem tem olho é rei.

Estranho também, pelo facto da balança de investimentos feitos entre investidores dos dois países estar favorável ao capital angolano, que José Ribeiro considere que o investimento vindo desse país não é bem vindo em Portugal. A 29 de Agosto de 2012, publicava o Diário Económico (felizmente que não é um órgão de comunicação detido pelo tio Balsemão nem pelos Angolanos ao contrário do Jornal de Negócios) que até à data, durante o ano 2012, a filha do líder da macacada, tinha investido 137 milhões de euros no tecido económico português, capital esse que vá-se lá saber fazem de Isabel dos Santos uma das mulheres mais ricas do mundo e em particular, uma das maiores investidoras estrangeiras no nosso país. Factos. E contra factos não existem argumentos, nem os vindos de gente que quer propagandear de forma barata, inútil e mal feita. A mesma Isabel dos Santos, segundo outra revelação vinda do Económico, já tem 2,5 mil milhões de euros investidos em empresas cotadas na bolsa portuguesa, sendo grossa fatia está investida na Sonangol que por sua vez é a principal mandatária dos trabalhos da petrolífera portuguesa, a Galp, em Angola. Convém também explicar a um público menos atento, que em Portugal, ao contrário de Angola, o investimento estrangeiro, por lei, não necessita obrigatoriamente de ter o compadrio de alguém ligado ao regime para ser feito. E mais uma vez, parto de factos. E nós é que somos, aos olhos de José Ribeiro, imperialistas. Talvez, creio, que esta seja uma manobra tosca que tente explicar que o regime angolano fartou-se de tanta ingerência estrangeira dentro do seu território e sobre questões de soberania que agora está a querer experimentar um pouco desse veneno junto da soberania de outros estados.

O José Ribeiro age de acordo com o que lhe dizem. Se lhe dizem que os portugueses são maus, ele escreve que são maus. Se lhe dizem que o Benfica perdeu e o Benfica ganhou, ele escreve que perdeu. O José Ribeiro é pior que um papagaio. Ou melhor, o José Ribeiro é pior que o papagaio dos programas da Ana Maria Braga na Globo. O José Ribeiro não é propagandista porque nem sabe sequer o que é propaganda. Não quero com isto fazer alusões aos tempos da velha senhora, mas talvez lhe desse jeito ver ou conhecer alguns dos métodos de António Ferro. A SPN foi uma instituição que durante muitas décadas deverá ter ecoado em Angola.

Bem, o assunto já vai longo. O processo de investigação está em curso. O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo Português está interessadíssimo em manter as boas relações diplomáticas entre os dois países. Nem que para isso tenha que dar novamente o seu recto ao governo angolano. O eixo-do-mal Relvas, aquele que um dia já ousou tentar vender a RTP a um grupo angolano chamado Newshold que era angolano mas não era angolano porque tinha a sua sede no Panmá, deve estar em pulgas em São Bento. Don´t mess with the Boys.

Para finalizar, ainda bem que estou a escrever este post em Portugal. Em Angola, já estaria censurado.

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A falta de vergonha no seu expoente máximo

O CDS\PP aprovou no seu seio a candidatura de Avelino Ferreira Torres à Câmara do Marco de Canavezes.

Só me ocorrem 3 brevíssimas notas em jeito de comentário.

1. A falta de vergonha no seu expoente máximo.

2. Portas já está a tentar criar o seu caminho à margem do governo (já percebeu que o PSD vai cair tão baixo depois desta legislatura que o CDS\PP pode levar por tabela) e esta manobra com Avelino Ferreira Torres é apenas uma das várias manobras que o partido fará nas autárquicas para poder lavar a sua cara e controlar os locais onde a sua popularidade é mais alta. Falo dos distritos de Braga, Porto, Aveiro e Viana do Castelo.

3. O significado de dois termos da língua portuguesa:

3.1 Impunidade: s.f falta de castigo devido, estado de impunidade, tolerância de crimes ou desaforos, estado do que não é punido, dificuldade de exercício da justiça.

3.2 Populismo: adj. 2 g. s. 2 g. Diz-se pessoa amiga do povo. Estilo de governo onde um homem procura tornar-se um líder carismática aos olhos dos seus cidadão. Mobiliza massas e usa a máquina pública para se perpetuar no poder pela concessão de benefícios às classes baixas e médias, podendo efectivamente tais concessões não passarem de pura demagogia.

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e então sr. primeiro ministro?

só neste país é que isto é possível. as empresas do relvas e do passos trocavam favores em troca de formações subsidiadas a autarcas, arquitectos, professores e zés da esquina. As empresas do relvas e do passos obtinham informações privilegiadas no decurso de actividades político-partidárias no que diz respeito a concursos para o ministério das ditas formações. para que as empresas do relvas e do passos pudessem florescer. é claro que em troca, e para isto não é preciso ter dois palminhos de testa, o relvas e o passos, como bons militantes do partido que são, davam em troco o controlo de certos quadrantes sociais para o seu aparelho partidário. o cacique à moda antiga. o relvas e o passos davam formações e em troca, a partir das suas jotas, davam indicações precisas para as jotinhas fazerem a caça ao voto, pura e declarada. nas universidades, nos lares de idosos, nos amigos do clube de futebol de são jorge da murranhanha.

o passos e o relvas, culpados como adão e eva, mantem-se calados. o problema do seu silêncio. a coligação está a ruir. portas, o terceiro na história, deverá querer aproveitar o orçamento de estado (o péssimo orçamento de estado feito em Bretton Woods) para poder sair da coligação de bem com o povo português, hábil a negociar a morte do psd nas próximas eleições. engane-se, portas. esta coligação não terá retrocesso aos olhos do povo.

a própria justiça, no caso “monte branco” já está encarregue de destruir as escutas que envolvem o primeiro-ministro. desde os fatídicos casos do Pinto de Sousa de Paris e do Jorge Nuno que é assim. se for um miserável o escutado, o supremo valida as escutas. se for escutado um poderoso, eliminam-se as escutas do Ministerio Publico, ficando a última cópia para quem um dia precisar de atirar uma sarda à cara dos ditos cujos. por motivos políticos e pessoais. nunca por motivos que engrandeçam a justiça.

é por isto meus senhores, que a justiça em portugal está cotada como está. somos o 3º pior país ao nível judiciário europeu. ainda vem falar de pressões sobre as privatizações por parte do BESI e de José Maria Ricciardi? claro que existem pressões. não deixa porém de ser irónico cruzar estas pressões com as declarações públicas de Ricardo Salgado, há uns meses atrás, onde este afirmava que o BES precisava de facto de um aumento de capital para que o banco restabelecesse os rácios de capital necessários para a sua administração saudável e de acordo com as imposições do seu regulador, o Banco de Portugal . aqui (a 28 de Março de 2012) e aqui.  embora não tendo recorrido ao fundo de capitalização promovido pelo dinheiro da troika, e relembrando conceitos que todos os economistas deverão ter sempre na ponta da lingua, por rácios de capital designam-se “um nível mínimo de capital que as instituições devem ter em função dos requisitos de fundos próprios decorrentes dos riscos associados à sua actividade. Como tal, este rácio é apurado através do quociente entre o conjunto de fundos próprios designado de “core” e as posições ponderadas em função do seu risco.
O conjunto de fundos próprios “core” compreende o capital de melhor qualidade da instituição, em termos de permanência e capacidade de absorção de prejuízos, deduzido de eventuais prejuízos e de certos elementos sem valor de realização autónomo (vide lista detalhada de elementos elegíveis em anexo), numa perspectiva de continuidade da actividade de uma instituição. Por seu lado, as posições ponderadas em função do seu risco representam uma medida dos riscos decorrentes da actividade financeira, designadamente dos riscos de crédito, de mercado (incluindo requisitos mínimos de fundos próprios quanto aos riscos cambial e da carteira de negociação) e operacional, os quais são calculados nos termos dos Decretos-Leis n.º 103/2007 e n.º 104/2007, de 3 de Abril, e demais regulamentação conexa.”

ora bem, posto isto: um banco que em Março não satisfazia os rácios de capital exigidos pelo regulador da sua actividade e que inclusive, para não recorrer ao fundo de capitalização bancária teve que ir aos mercados financiar-se em 500 milhões de euros (sabe-se-lá a que juros) já tem agora capacidade para investir na compra de empresas que serão privatizadas pelo estado? como é que é possível avançar para um negócio (com elevado grau de risco) em tão pouco tempo? será que os bancos já planeiam a sua actividade de um dia para o outro ou tudo o que Ricardo Salgado foi dizendo acerca da sua holding foi pura especulação ou até pura mentira? o que é que temos aqui que nos está a escapar? que o seu director Ricciardi, sabendo perfeitamente que as indicações do Memorando eram claras (plano de privatizações a troco de peanuts das empresas estatais) já andava a sondar o governo para ter informações privilegiadas sobre as mesmas? sim, era esse o plano. falta apenas dizer que a segunda parte do plano era, a de, inocentemente, vir o proprietário do banco, enfraquecer o próprio banco que administra, para que não desse tanta cana a eventualidade do banco participar na aquisição destas mesmas privatizações. e mais uma vez, temos o relvas e o passos na órbita da cadeia de favores. com um quarto cúmplice, o gaspar.

e já agora, o que se segue? a privatização do negócio da saúde da HPP (Caixa Geral de Depósitos)? será esse o target de Ricciardi? colocar os 9 hospitais que a HPP detém neste momento numa fusão com o sector da saúde do BES?

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quem te viu e quem te vê

Não merece qualquer tipo de legenda.

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a táctica de portas é abrir as portas da defesa

irá censurar em diante todas as medidas danosas ao povo português que vierem dos seus colegas do PSD à semelhança do que já fez no governo de coligação que teve com Durão Barroso e Santana Lopes. mestre na arte do spin-doctoring, não irá derrubar o governo por mãos próprias nem irá querer ficar ligado à austeridade. esperará para capitalizar os erros dos seus colegas de coligação e puxar eleitoado laranja para o seu partido.

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fiquem com pistolas novas e submarinos

O CDS\PP sempre optou por responsabilizar o governo socialista de António Guterres pela compra de “4 submarinos” que Paulo Portas, logo que tomou posse no governo de coligação reduziu para “2 submarinos”. O CDS\PP cumpriu portanto com estas declarações as suas intenções populistas, defendendo o querido líder dos ataques da oposição. O que é certo é que os 4 submarinos que se tornaram 2 com Portas ainda estão envoltos em polémica. Da redução de 4 para 2, nada há em concreto visto que a documentação relativa ao contrato subitamente desapareceu do Ministério da Defesa. Blame Sokratis? Talvez volte a ser essa a estratégia dos democratas pouco cristãos. É caso para dizer que é estratégia possível no reino da hipocrisia do CDS\PP: por cada erro que façamos, culpamos os socialistas de 2 mesmo que as acusações sejam sustidas em bases especulativas. Por apurar ainda está o envolvimento do ministro com a ferrostaal e com alegados subornos que poderá terá recebido para dar luz verde ao contrato. Falando de verde, o contrato de compra dos submarinos deu verdinho a ganhar a alguém: o Banco Espírito Santos. Recebeu 750 milhões por ter mediado a operação financeira do negócio, concedendo garantias bancárias ao governo para avançar para a compra dos ditos submarinos.

Creio portanto que ao bom jeito do jornalismo (não esquecer as raízes do querido líder do CDS\PP no jornalismo) que a estratégia do partido assenta na boa moda jornalística do spin-doctoring: manipular a opinião. Manipular a opinião a partir de dados factuais nem sempre comprovados. Manipular a opinião com argumentos falaciosos que indicam que o passado da herança socialista deverá ser entendido pela populi como pior que os erros da governação do presente. O bicho já pegou aos colegas de coligação não fosse o facto de Luis Montengro, líder da bancada parlamentar do PSD iniciar todos os debates quinzenais desta legislatura com as habituais perguntas de retórica ao primeiro-ministro, perguntas essas que habitualmente tentam comparar o passado socialista e o presente e realçar (diria recalcar) os erros desse mesmo passado.

Neste caso específico dos submarinos, não trato de perguntar se há fumo ou fogo porque ambos me parecem evidentes. Tão evidentes como a corrupção activa de agentes governamentais no negócio. Pergunto apenas a simples questão: de que é que está à espera o Ministério Público para investigar este processo a fundo? Pergunto também onde é que tem estado o Ministério Público neste tipo de casos?

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Pedro Rosa Mendes

“Paulo Portas diz que isso é uma falta de respeito à comunidade internacional (se a comunidade internacional deixar de agir). Ele que cuide dos problemas que Portugal tem. Nós respeitamos o povo português e eu tenho, não digo admiração, mas um respeito muito particular para o Paulo Portas, por ser um homem culto e inteligente, custa-me acreditar que se vá a reboque de Angola por causa dos petrodólares. Isso é uma vergonha”

Daba Na Walma, tenente-coronel do exército guineense.

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faz o que eu digo; não faças o que eu faço

“Lembro-me de o Dr. Paulo Portas [na oposição] ir a Espanha encher o seu depósito para demonstrar a indignação com os aumentos dos combustíveis em Portugal. Por isso, queria trazer um momento de simpatia para com o ministro dos Negócios Estrangeiros, que todo o fim de semana, coitadinho, tem que ir com o seu carrinho até Badajoz continuar coerentemente a sua batalha contra o aumento do preço dos combustíveis.”

Francisco Louçã

 

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Verdades

““Estou a marimbar-me que nos chamem irresponsáveis. Temos uma bomba atómica que podemos usar na cara dos alemães e franceses. Essa bomba atómica é simplesmente não pagarmos. Se não pagarmos a dívida e se lhes dissermos as pernas dos banqueiros alemães até tremem” – Pedro Nuno Santos, demissionário vice-presidente da bancada parlamentar do PS e presidente da Distrital de Aveiro.

Afinal de contas não sou apenas eu aquele que não concorda com a política do bom aluno.

O professor Marcelo até tem razão. Este PS parece o CDS\PP (Partido aos pedaços) dos anos 90. As semelhanças começam a ser muitas:

1. Mudam-se os estatutos de forma a proteger a ténue liderança de quem alinha pacificamente com o governo por via de sucessivas abstenções parlamentares. Paulo Portas eliminou pessoas do partido é certo.
Será Seguro capaz de criar o exílio à sua oposição interna? Estará Seguro a embarcar pelo uso de toques outrora usados por José Sócrates?

2. No Partido Socialista não existe actualmente uma linha de raciocínio quanto mais uma linha de actuação própria quanto mais uma linha de oposição. Existe sim um conjunto de falsos moralismos e uma vasta gama de comportamentos e declarações hipócritas. Paulo Portas transfigurou a linha do CDS\PP que vinha sido traçada até então. Começou a descer ao povo por intermédio de feiras e festas populares. Prometeu ajuda aos reformados e aplicou os seus dotes de populismo. No governo, tudo soa a nacionalismos bacocos.

3. O primeiro que saiu a público em defesa destes novos estatutos do PS foi precisamente Vitor Baptista, antigo governador civil de Coimbra, antigo presidente da Distrital do PS de Coimbra. Vitor Baptista sabe do que fala não fosse ele o mestre dos cambalachos. Em política, quem comete cambalachos, protege cambalachos. Faz-me lembrar Paulo Portas quando protegeu o “exemplo” de Celeste Cardona enquanto ministra da justiça e quando deu palmadinhas nas costas ao então Ministro do Turismo “Telmo Correia” pelos célebres despachos assinados ao domingo. Continua Baptista. Com o Seguro ainda chegarás a Ministro.

4. Ou se é oposição ou… não se anda a fazer rigorosamente nada no parlamento! Estes patetas do PS dormem de espinha direita? Assinaram o Memorando de Entendimento? Aguentem-se com ele. O grande problema coloca-se quando o maior partido da oposição diz amén a tudo o que é proposto pelo governo dentro ou fora do Memorando. Não é apenas um problema. É viver sem ideais. É viver a política com a espinha dobrada. É sinal de fraqueza. É dizer ao governo “façam tudo o que quiserem” porque a “malta está cá mas é como se não estivesse”. É uma profunda falta de respeito pelos eleitores que votaram PS nas últimas legislativas.

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O que é isto?

A estratégia do governo de Ângela Merkel, embora inserido num contexto histórico e social diferente, tem tiques puros de III Reich.

Muito brevemente, uma das influências do III Reich para a dominação da europa e do mundo foram as teorias geopolíticas da escola de Munique e de Karl Haushofer.

A Escola de Munique teve 3 fases: a fase científica e utilitária (1924-1933), a fase propagandística (1933-1936) e a fase justificada (1936-1945)

Na primeira, segundo as palavras do General Pedro Pezzarat Correia, antigo professor de Geopolítica e Geoestratégia da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra: ““Nesta fase, a «geopolitik» alimenta a ideia de recuperação da Alemanha.
Serve como tentativa de repensar o papel da Alemanha no mundo.”

Na segunda, Correia afirma que ““A escola de Munique é sujeita à pressão do partido e a geopolítica alemã acaba por se tornar um veículo de propaganda da ideologia nazi”.

Na terceira, o autor vai mais longe e liga a ideologia à prática: ““O partido nacional-socialista ascende ao poder. A «geopolitik» passa para
uma fase instrumentalista e justificada, justificando e legitimando as conquistas territoriais e política belicista alemã.”

Assim, a contribuição teórica da Escola de Munique assentava em 5 pilares essenciais:

Espaço Vital: “capacidade de um determinado espaço geográfico necessário para atender às necessidades da sociedade humana (etnologicamente diferenciada) que ohabita”(IAEM, 1992), consubstanciando-se na fórmula «sangue e solo» onde se associava o meio e a economia ao solo e a raça e a sociedade ao sangue (Mendes, Dias2005).

Fronteira: “ a fronteira era natural, mas não seria derivada das coisas da Natureza (ex. barreiras impostas pela própria Natureza) ou de outros factores artificiais (ex.tratados) mas, sim , da natureza das coisas.” Por outro lado, o conceito de fronteiras também assentava no pressuposto de que o Estado era um organismo vivo e assim, em associação com a nova percepção de espaço vital a fronteira (Mendes, Dias 2005).

Autarcia: “está relacionado com a experiência traumática da Alemanha na primeira guerra mundial, e com o consequente conceito da «guerra total». A aquisição de capacidade para fazer face, com os seus próprios recursos, a situação de «fortaleza
sitiada» deveria ser a prioridade directriz da Economia mesmo em tempo de paz, a fim de preparar convenientemente o Estado para a próxima guerra”.(François, Raul 1996).

Pan-regiões: “permite atingir a plenitude da autarcia. É considerado o período emblemático da «escola de Munique» e constitui o modelo de análise mais nítido e mais característico do considerado paradigma dos «grandes espaços»”.A «escola de Munique» concebe então a divisão do Mundo em quatro grandes regiões, autosuficientes, geograficamente compensadas ao longo dos meridianos para garantir em cada uma delas a suficiente diversidades de climas que lhes permitissem poderem equivaler-se nas produções agrícolas ”.(François, Raul 1996)

A Pan-América, a Pan-Euroáfrica, a Pan-Rússia (englobando Afeganistão e o sub-continente indiano), e Pan-Ásia oriental, ou zona de co-prosperidade da grande Ásia. Cada Pan-regiões seria comandada por um «Estado director» (em situação não necessariamente de império, mas sim de efectiva hegemonia), o qual garantiriao desenvolvimento integrado de todo o conjunto, liderando a evolução científica e tecnológica, e orientando as especializações e as cooperações” (François, Raul1996).

Hegemonia Mundial “na medida em que, de um Mundo funcionando em paz sob o directório de quatro «Estados directores» se passaria a um Mundo regido pela hegemonia de um Estado, a Alemanha, o que viria a introduzir um fortíssimo incentivo para guerras naquela organização do Mundo em cuja proposta um dos argumentos principais era a suposta eliminação das causas da guerra”. A partir da
constituição da Pan-regiões, e de uma Paz pelo equilíbrio, passar-se-ia a uma Paz pela hegemonia, ou pelo império, através de um jogo de alianças, a constituir segundo três eixos principais. ”(François, Raul 1996).

Se relembrarmos a história, as conexões obtidas com esta contribuição teórica justificam a ligação do III Reich à Escola de Munique.

O pensamento nazi, catapultado pelo seu magnífico trabalho propagandístico não fugia à ideia da recuperação da humilhação alemã promovida pelos aliados no Tratado de Versalhes, na ideia da raça pura, do pan-germanismo consubstanciado na ideia de Gross Deutschland, do império tão grande ou maior que o império sacro-romano que pudesse dominar o mundo pelo prazo mínimo de 1000 anos.

Ou seja, em poucas premissas do pensamento nazi englobamos a autarcia, as fronteiras, a hegemonia e a tentativa de domínio alemão na Europa e no mundo.

Como é que isto foi posto em prática?

Por via da propaganda, das ideias adoptadas pelo nacional-socialismo alemão da experiência fascista italiana de Mussolini com olhares claros de desdém para o exterior numa índole de eliminar a ameaça externa, sem no entanto descurar o facto que internamente o poder ditactorial teria que ser imposto pelo monopolismo estatal do uso da violência e consequentemente por purgas internas aos opositores. Por via da asfixia aos países da Europa Central através de constantes tensões diplomáticas e ameaças bélicas. Por via de um sistema económico corporativista em que o Estado dominava a produção: Quem produz? Quanto produz? A quem vende? Com os ensaios bélicos promovidos na Guerra Civil Espanhola e com o sistema de alianças promovido pelo III Reich com Roma, com Tóquio e com Moscovo num tratado de não-agressão, que numa primeira fase era uma segurança para os alemães e ao mesmo tempo uma garantia de tentativa de pacificação Russa com o Japão.

Basicamente, pode-se dizer que os métodos de invasão alemã consistiram em asfixia dos países vizinhos e consequente anexação pacífica por falta de resistência militar por via da capacidade de juntar condições materiais que permitissem fazer frente à enorme máquina bélica do III Reich.

Não dispersando.

Volto à situação actual da europa.

A crise da dívida soberana da Zona Euro demonstra os tais tiques de III Reich no governo Merkel.

Em primeiro lugar, urge-me considerar alguns factos históricos:

1. Com o institucionalismo internacional imposto no pós 2ª Guerra Mundial, o uso da força por um parte de um Estado contra outro tornou-se ilegítimo.

2. O federalismo europeu tornou-se uma realidade tão importante que em primeiro lugar, ajudou a Alemanha a levantar-se dos danos provocados pelo III Reich durante os anos da guerra e num segundo lugar, voltou a ajudar a Alemanha depois da queda da RFA na ajuda ao desenvolvimento económico no contexto da Alemanha reunificada.

Nos últimos 20 anos, temos assistido a um pensamento alemão que incorre na vontade de juntar toda a Europa num estado único, cuja hegemonia é vista pelos Alemães (hegemonia essa dominada por Berlim) como a única capacidade da Europa se tornar competitiva do ponto de vista económico.

Daí toda a construção económica e financeira da europa segundo um modelo de moeda única e mercado único (União Económica Monetária e Integração financeira na zona euro) em que foi garantida à Alemanha o papel de hegémon de todas as forças e vectores europeus.

Merkel e os seus antecessores pegaram nessa oportunidade para poder asfixiar os restantes países (politicamente com as constantes perdas de soberania nacional e economicamente com as concessões crediticias que a banca alemã emprestou principalmente aos países em sub-rendimento da periferia europeia e que hoje estão a ser a garantia que o Estado Alemão tem para que estes países cumpram metas orçamentais e económicas).

Mais uma vez a lógica apresenta-se numa simples frase: “asfixiar para anexar e dominar”.

As sucessivas ajudas externas a Irlanda, Grécia e Portugal, a asfixia e perda de controlo dos governos Francês e Italiano nos mais variados ratings, as tentativas frustradas de renegociação das dívidas grega, portuguesa e irlandesa face aos credores privados alemães são o exemplo mais claro daquilo que os alemães pretendem da Europa.

A mais recente imposição do governo alemão de instituir um controlador externo às contas orçamentais do governo Grego não só representam mais uma investida alemã à perda de soberania nacional grega como concorre claramente no dito projecto alemão. Daí que Jean-Claude Junker, hoje, já tenha vindo a público negar a possibilidade de tal facto acontecer, numa afirmação de salutar.

No entanto, creio que se esta posição alemã não passar na cimeira europeia de hoje, outros métodos (decerto mais asfixiantes e mais repressivos aos estados europeus que constituam oposição às suas medidas) serão tentados para que pela via de políticas de pressão se façam as vontades às pretensões alemães. O nosso Ministro dos Negócios Estrangeiros também já veio repudiar a posição do governo alemão, o que para já, a meu ver, vem de encontro à minha ideia de que devemos bater o pé aos Alemães e às suas pretensões, mas, de facto pode ser uma posição que nos possa sair cara devido às pressões (negativas para o nosso bem-estar) que os Alemães poderão incutir ao nosso Estado.

Os dados estão portanto lançados. Restará aguardar para ver.

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Falsos Diplomatas

O nosso Ministro dos Negócios Estrangeiros, o Paulinho das Feiras, gosta muito de falar sobre diplomacia e sobre a actividade dos diplomatas.

A maior incongruência deste enorme “génio popular” reside no facto do próprio não ser um diplomata nem ter qualquer formação académica na área da diplomacia. Logo, qualquer declaração que ler ou ouvir sobre tal problemática da boca desse ministro considero como falsa.

E mais, aconselho-lhe pelo menos a leitura de dois livros de um antigo e prestigiadíssimo diplomata português chamado José Calvet de Magalhães: “Diplomacia Pura” e o “Manual Diplomático” – pode ser que o ministrozeco da treta aprenda alguma coisa sobre diplomacia.

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Favores pagam-se com favores

Sobre as nomeações:

Eduardo Catroga – Funcionou como o cérebro macroeconómico nas negociações com o governo de José Sócrates do Orçamento de Estado de 2011, momento chave em que Pedro Passos Coelho conseguiu granjear o protagonismo suficiente para destruir por completo os restos do malfadado governo socialista e trilhar o caminho para o poder.

Foi o mestre da economia neoliberal do governo de Cavaco Silva e foi o responsável pelo primeiro megaplano nacional de privatizações de empresas públicas.

Celeste Cardona – Não existiu um único “negócio” assinado por Cardona que tivesse sido executado nos trâmites que se exige a um governante. A sua passagem pelo Ministério da Justiça no governo de Durão Barroso foi o claro exemplo de como alguém sem qualquer tipo de capacidades consegue chegar ao poder. No entanto, ser um dos braços direitos de Paulo Portas no CDS\PP vale ouro.

Paulo Teixeira Pinto – Advogado e consultor jurídico, foi chamado a integrar o XII Governo Constitucional, primeiro como subsecretário, até 1992, depois secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, até 1995, acumulando essas funções com as de porta-voz do mesmo Governo. É natural que Eduardo Catroga queira pessoas da sua estrita confiança a seu lado.

Acresce também que é divorciado da Ministra da Justiça Paula Teixeira da Cruz desde 2008, ou seja, as ligações causídicas a este governo levam a que as cunhas se façam sentir nesta nomeação apesar das declarações do primeiro-ministro o negarem.

Várias críticas tem sido feitas. A única que me ocorre neste momento para designar o lobby que se está a formar na EDP é: se Pedro Passos Coelho propôs-se a acabar com o “amiguismo” à volta do Estado, porque é que as nomeações foram precisamente para pessoas cujo amiguismo ao Estado é um dado mais que assente?

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coitada

Ler aqui.

Que filme que vai na cabeça desta senhora quando esta se refere ao artigo 19 da Declaração dos Direitos Humanos.

Passo a transcrever o referido artigo:

“Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.”

Confesso que deve ser chato para a referida senhora ver a sua informação retirada e mesmo pessoalmente sendo a favor do aborto nos moldes legais e médicos de como é praticado em Portugal.

Se pensar pela mesma lógica se eu escrever “eu sou um cabeça de pénis” no facebook, poderei ver a minha conta suspensa por atentado ao pudor e por violação das normas e termos impostos pelo facebook na adesão e criação de uma conta. No entanto, à semelhança daquilo que foi colocado na rede social pela referida senhora, caso o facebook me condene pela hipótetica afirmação que aqui coloco também me estará a castrar o direito à liberdade de opinião e expressão que me assiste pela DUDH.

Agora, analisando a fundo a situação, e como constatei que Rebeca Gomperts é licenciada em medicina, saberá perfeitamente que não é ético aconselhar um aborto seguro numa rede social quando tratamos de uma intervenção médica que deve ser feita num hospital e sob a responsabilidade de profissionais habilitados academicamente para tal. É aliás, um incentivo expresso a uma prática que excede aquilo é tolerável pelo zelo de uma saúde pública de qualidade.

No que toca ao artigo 19º da DUDH e já que a referida senhora é uma activista, que se preocupe por exemplo em denunciar os milhares de pessoas por esse mundo fora que querem realmente denunciar as mais diversas barbaridades praticadas pelo homem e por questões de censura não podem efectuar essas denúncias.

E já agora, a minha piada do costume: se o facebook apenas retirou a imagem do perfil, o Paulo Portas comprou 2 submarinos para atacar o barco do aborto onde se encontrava esta Rebecca Gomperts. Isso sim é de nível: endividou um estado e com a mania das grandezas meteu os dois bichos a tentar afugentar um barquito que até o Navio Escola Sagres era capaz de mandar ao fundo do Oceano.

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O top viciado

O pessoal do 31 da Armada sempre nos habituou a “excelentes conteúdos” – “excelentes conteúdos e visões claramente tocadas pela necessidade de usar os factos como arma de arremesso contra os partidos da esquerda.

Neste video, mais uma vez, o Rodrigo Moita de Deus, analisou os piores negócios celebrados por governantes. Do Partido Socialista, está claro.

Não descurando a boa vontade do Rodrigo de tentar explicar aos seus leitores que os socialistas deixaram muita dívida que terá que ser paga através das medidas adicionais impostas pelo memorando de entendimento e pelo governo de coligação de direita, é pena que o Rodrigo não tenha posto como nº1 do video a compra dos submarinos por parte do então Ministro da Defesa Paulo Portas, numa operação financeira do Estado Português que custou 1100 milhões de euros aos contribuintes por dois pedaços de latão inútil e que para cúmulo das verdades, um dos submarinos já avariou.

Disso o Rodrigo Moita de Deus não fala. Talvez não lhe interesse ou não lhe seja um assunto políticamente profícuo de abordar por ora. Talvez não lhe interesse referir que a compra dos submarinos resulta num valor idêntico aquele que o Estado Português vai arrecadar com o imposto extraordinário de 50% sobre o subsídio de natal e com o aumento do IVA no gás e na electricidade. 

Este video do Rodrigo Moita de Deus, tenta indiciar que os portugueses estão a pagar uma dívida cometida única e exclusivamente para um governo socialista, quando todos sabemos que esta dívida é o resultado final de um compto de más decisões tomadas pelos governos PS\PSD\CDS desde o 25 de Abril de 1974 até hoje. A este tipo de propaganda eu chamo “atirar areia para os olhos dos portugueses” – e o Rodrigo sabe bem que o faz.


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O nosso “camarada”

Não é tão irónico ver o Paulo Portas na Venezuela a pedir com bons modos que o “camarada” Chavez volte a investir em Portugal?

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Era uma vez (na SIC)

Uma pobre entrevista com Bernardo Bairrão, o tolinho que abandonou a Média Capital na expectativa de ir para o governo.

Passos Coelho deverá ter ordenado aos Serviços Secretos Portugueses que investigassem supostos negócios de Bairrão em Angola, um dos motivos que levou o Primeiro-Ministro a prescindir à última da hora dos serviços do gestor.

Seria de facto muita coincidência, o jovem Bairrão (administrador da Média Capital que deu o dito por não dito a Manuela Moura Guedes no caso do Jornal da Noite e que acabou por despedir a jornalista) assinar pela camisola social-democrata no nosso executivo sabendo que despediu uma jornalista que andava a fazer a vida negra a um primeiro-ministro Socialista com o seu péssimo exemplo de deontologia jornalística.

Os supostos negócios em Angola camuflaram uma escolha completamente vetada por alguém no seio do governo, do PSD ou do CDS-PP, vistas as ligações profissionais entre Bairrão e Manuela Moura Guedes, e as ligações claras entre Moura Guedes e Paulo Portas (trabalhou muito anos no Independente com o lider do CDSPP e actual Ministro dos Negócios Estrangeiros) e com o CDSPP (partido do qual é filiada) – Bairrão, chateado foi dar uma entrevista deprimente à televisão do tio Balsemão, que há pouco tempo disse não à contratação de Moura Guedes.

Factos por demais interessantes que irão dar uma conclusão a quem tiver cabecinha para pensar.

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O novo governo de Passos Coelho

Num breve resumo:

Jobs para todos os boys:

Paulo Portas nos Negócios Estrangeiros – só pode ser uma piada de mau gosto. Não lhe reconheço idoneidade para assumir uma pasta onde é completamente inexperiente e que por tradição deve ser ocupada por um diplomata. Coitados de agricultores que votaram CDSPP na esperança de ver um Portas na Agricultura. Devem estar mais que arrependidos.

Miguel Relvas e Miguel Macedo – Sair em defesa do seu candidato tem um preço. Neste caso é o ministério.

Paula Teixeira da Cruz – O apoio concedido a Passos Coelho para chegar à liderança também têm um preço. Justiça.

As boas escolhas:

– Vitor Gaspar. Um independente nas finanças que conta com uma notável passagem Director do Departamento de Estudos do Banco Central Europeu onde esteve presente no processo de decisão política e monetária da zona euro. Uma porta para uma nova lufada de ar fresco do nosso país perante a europa, feita pela ponte de quem já lá trabalhou e pode devolver nova credibilidade a uma pasta nevrálgica que Teixeira dos Santos saturou por completo.

Álvaro Santos Pereira – Um académico de craveira capaz de trazer ideias novas para as políticas económicas portuguesas.

Para avaliar:

Nuno Crato – Será capaz de acumular duas pastas que passaram por momentos difíceis na era Sócrates e continuam a herdar problemas gravíssimos como a falta de financiamento no Ensino Superior e os Contratos de Associação das Escolas Privadas?

Paulo Macedo – Será capaz de responder de forma eficaz aos problemas com que atravessa actualmente o Serviço Nacional de Saúde?

Pedro Mota Soares – Cumprirá as ideias promovidas para esta pasta no programa eleitoral do PSD ou do CDSPP?

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Não consegui perceber

Ler aqui.

Consigo perceber os argumentos da Dra. Ana Gomes no que toca à falta de responsabilidade governativa demonstrada por Paulo Portas “no célebre caso da compra dos submarinos” e a falta de idoneidade para governar.

Não consigo é perceber a sua analogia com o caso de Dominic Strauss-Kahn.

Uma coisa é a responsabilização política e jurídica por actos que causem prejuízo ao estado. É reprovável e merece ser alvo de investigação por parte das autoridades judiciais. Outra coisa é a responsabilização jurídica de um indíviduo com altas funções numa instituição mundial devido a um pressuposto cometimento de um crime na esfera da vida privada de qual Dominic Strauss-Kahn até prova e sentença em contrário ainda se encontra inocente.

A Dra. Ana Gomes, intelectual pela qual eu tenho a maior estima (o que não impede de lançar uma ou outra crítica como já efectuei neste blog) quando opina publicamente “dá uma no cravo e outra na ferradura”.

Não defendendo as políticas de Paulo Portas e do seu partido (a verdade sobre a operação de compra dos submarinos deveria ser investigada a fundo para que se desmascarem algumas verdades sobre a legalidade dos contratos assinados pelo Estado Português e os lucros que reverteram a um determinado banco privado resultante do empréstimo de capitais ao Estado Português) tenho a dizer à Dra. Ana Gomes que o líder do seu partido (um tal de José Sócrates) também não dispunha de idoneidade para governar. Basta relembrar que o “falso engenheiro” obteve uma licenciatura com uma assinatura dominical (dia de trabalho raro nas universidades portuguesas)e esteve ligado directamente e indirectamente a 3 casos de corrupção envolvendo entidades públicas: Face Oculta, Tagus Park e Freeport.

Politicamente, a Dra. deve-se lembrar que há poucos meses atrás, José Sócrates não comunicou a nenhum dos outros órgãos de soberania uma ida a Bruxelas para apresentar o PEC, num claro desrespeito pelos princípios democráticos instaurados neste país pela revolução de Abril.

Politicamente, a Dra. deverá lembrar-se que o governo da sua cor partidária baixou o IVA dos produtos relacionadosutilização dos campos de Golfe e por outro lado aumentou as taxas moderadoras de utilização do Serviço Nacional de Saúde e limitou a comparticipação estatal numa alta variedade de medicamentos.

Poderia estar aqui uma tarde inteira a digitar mais exemplos de falhas graves na governação socialista que deveriam ser alvo de responsabilidade política e quiçá de investigação pelas autoridades judiciais competentes. Com isto, não estou a defender o Dr. Paulo Portas – muito pelo contrário – tenho medo do que possa vir naquela cabeça para o futuro do país.

Compreendo perfeitamente as palavras da Sra. Dr. em relação ao “estranho caso dos submarinos” – agora, associar essa questão ao problema de Strauss-Kahn é uma piada de muito mau gosto.

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Breve resumo das eleições legislativas

Da noite eleitoral de ontem, é mais que certo e assimilado que o grande derrotado é José Sócrates.

Depois de uma campanha em que o líder do PS se limitou a ir espiando a casa alheia, a mandar as suas bocas à oposição e a truques de propaganda que foram desde as arruadas com os emigrantes aos comícios que arrastavam multidões apenas pelo cheiro do tinto e das bifanas, o resultado não poderia ser outro.

Política zero. Medidas a efectivar na prática: zero. Os Portugueses limitaram-se a assistir um Sócrates queixinhas: ora queixinhas sobre as propostas do PSD, ora queixinhas sobre a falta de tempo de antena concedido pelas televisões à campanha do PS, ora queixinhas pelo facto de se apresentar a novas eleições depois de dois anos de governação muito desgastantes e em situações adversas.

Se o actual panorama do país era adverso para José Sócrates, este deveria ter respondido com a “confiança e determinação” do costume. Limitadas as opções do Partido Socialista nesta campanha pelo acordo feito com a troika do FMI, BCE e Comissão Europeia, o líder do Partido Socialista não podia fazer muito e do pouco que poderia dizer aos Portugueses, limitou-se a fazer contra campanha contra o PSD de Passos Coelho.

Chegado o dia das eleições e a derrota (que já estava antevista pelo PS) Sócrates acaba por sair pela porta pequena da governação, deixando um partido sem grandes perspectivas de uma liderança forte para ocupar o lugar da oposição, ciente que terá que lidar com as críticas de um acordo de resgate internacional que o partido assinou enquanto governo e enfraquecido ao nível ideológico depois de uma governação ruinosa que foi pautada por uma divergência quanto ao rumo a seguir: ora neoliberal, ora defensora do Socialismo, ora defensora de um falso Estado-Social.

Pedro Passos Coelho capitalizou todos os erros de Sócrates. O PSD tanto desgastou na oposição o governo socialista, que acabou por chegar de rompante ao poder.

Numa campanha marcada por uma certa confusão ideológica do seu líder e por alguns “tiros nos pés” como foi por exemplo a questão polémica em torno de Fernando Nobre, o PSD (que também apostou numa estratégia de bate-boca directa com o PS) soube explanar melhor as suas ideias.

O programa pode não ser o melhor, mas numa coisa Passos Coelho teve o mérito: prometeu estabilidade para o país e mostrou-se mais empenhado em conquistar os votos dos portugueses. Só o futuro poderá dizer que se as ideias de Passos Coelhos contribuirão por um Portugal melhor.

O CDSPP de Paulo Portas entrou nestas eleições com a clara noção que seria o partido-joker para quem ganhasse as eleições de modo a constituir maioria absoluta.

Portas foi claro. Não revelou alianças a nenhum dos partidos nem desmentiu possibilidades de efectuar uma com o partido vencedor. Na expectactiva, o CDS foi trilhando a sua campanha pensando em atingir o objectivo dos 14% – as sondagens pela primeira vez davam uma percentagem acima do que era esperado pelo líder do CDS. Ao contrário das eleições anteriores onde as sondagens eram criticadas por Portas como escassas em relação ao resultado que este pretendia atingir, desta vez, as sondagens provaram o contrário. Mesmo assim, o esforço dos populares ficou bem traduzido em votos e mandatos. O CDSPP formará governo com o PSD e decerto tenderá a ocupar pastas bastante importantes no novo governo.

A CDU aumentou em 1 deputado. Depois de uma excelente campanha em que as políticas do partido (há muito traçadas e anunciadas) foram enunciadas com o rigor e coerência que se conhecem, a CDU voltou a reconquistar um deputado em Faro.

Em relação à CDU e ao Bloco de Esquerda, não creio que o facto de se terem colocado à margem das negociações com a “troika” tenham sido nefastas aos dois partidos: há muito que os dois partidos já tinham anunciado que não estavam predispostos a pactuar com um resgate que em nada beneficiará Portugal. E nesse aspecto, devido às ideologias e às soluções que defendem para o nosso país, manteram a coerência.

A luta continua na mesma bitola. A CDU continuará a pautar a sua intervenção política pelos mesmos valores, na busca dos mesmos objectivos. Continuará a defender uma política patriótica e de esquerda de forma a que este país seja um país mais justo, mais solidário e mais desenvolvido.

O Bloco sai efectivamente como o maior derrotado destas eleições. “Onde param os votos de 2009?” é a pergunta que os Bloquistas fazem neste momento. Na minha opinião, muito do seu eleitorado flutuou para o PSD, outra parte votou em branco e outros nem sequer fizeram questão de ir às urnas.

José Manuel Pureza não foi eleito por Coimbra, facto que me deixa triste, não sendo o Bloco o partido da minha ideologia. Quem perde é Coimbra. Perde um político competente que fez uma excelente legislatura enquanto líder parlamentar do Bloco. Perde um político acutilante na defesa dos interesses do distrito.

A abstenção voltou a ser altíssima. Não censuro quem votou em branco. É uma opção de cidadania que traduz o descrédito legítimo à actuação da classe política. Censuro quem não vai votar. Censuro quem não vai votar e queixa-se dos governantes e deputados que não elege. Censuro quem parece não ter a mínima noção do exercício de direitos e do cumprimento de deveres que é adstrito ao seu estatuto de cidadania.

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