Tag Archives: Paulo Futre

clássicos (de fim de noite)

Um hino ao futebol! Camp Nou, quartos-de-final da Copa do Rei 1996\1997. Eu vi este jogo em directo na TVI. Graças à minha mãe que me deixou ficar acordado até às 11 da noite para poder ver até ao fim. E ainda bem que deixou visto que foi um daqueles jogos que era capaz de alegrar uma criança de 9 anos num tempo em que o futebol que vinha de fora era escasso no país.

Barça de sonho com jogadores como Vitor Baía, Busquets (2º guarda-redes; pai de Sérgio Busquets), Albert Ferrer, Pep Guardiola, Fernando Couto, Luis Figo, Giovanni (que pés magníficos tinha este brasileiro) Sergi (o melhor defesa esquerdo que alguma vez vi jogar; era uma locomotiva a fazer todo o flanco e tinha uma capacidade de cruzamento que só vi anos depois, no lado direito no Paraguaio Arce), Zubizarreta (3º guarda-redes, anos mais tarde titular da selecção espanhola quando já actuava no Valência), Robert Prosinecki (outro dotado com uns pés do outro mundo; no entanto as lesões haveriam de lhe estragar a carreira), Hagi (outro daqueles que colocava a bola onde queria), Hristo Stoichkovic, Luis Enrique, Guillermo Amor, Miguel Angel Nadal (tio do tenista Rafa Nadal), Albert Celades, Abelardo, Pizzi e Jordi Cruyjff (que não deu nada), Ivan De La Peña e a estrela da companhia, Ronaldo O Fenómeno. Indiscutivelmente um dos melhores planteis de sempre da história do futebol.

Atlético de Madrid na ressaca do furacão futre mas no expoente da era Gil y Gil. Uma equipa que lutava pelo título e ombreava taco-a-taco com as duas superpotências do futebol espanhol. Jogadores como José Molina, Santi (um defesa central que passou praticamente despercebido aquela geração mas que ainda chegou a ser convocado para a Roja), Geli (um central muito forte fisicamente), Vizcaíno, Pantic, Diego Simeone (que saudades de o ver jogar!!) Aguilera e Caminero (a dupla de médios ofensivos da selecção espanhola de então), Bejbl, Quinton Fortune (antes de Manchester), Biagini, Ezquerro (extremo da selecção espanhola), Esnaider (anos depois seria contratado pelo Porto não tendo grande sucesso na sua passagem pelo clube da Invicta) e Kiko, anos a fio o colega de ataque de Raúl ou Morientes na Roja. No banco, Radomir Antic.

Meia-hora de terror para Couto e Baía. O Barça perdia por 4-0 e sofria uma humilhação frente ao Atlético. Baía tinha sido contratado por 5 milhões de euros (1 milhão de contos!!) ao Porto, sendo na altura o guarda-redes mais caro da história do futebol. Metia água por todos os lados a cada vez que a bola cercava a sua área. Dá-me uma nostalgia ao ver estas imagens. Nessa meia hora, Kiko e Pantic fizeram o que quiseram de Couto e Nadal. Na 2ª parte, foi o que foi. Não tenho palavras para descrever o rolo compressor da equipa orientada por Sir Bobby Robson (com Mourinho como adjunto) com De La Pena, Sergi, Figo e Ronaldo a encetar a reviravolta. Para ver e rever. Ainda bem que o youtube ainda tem destas reliquias. São património da humanidade.

Anúncios
Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Este Futre…

Com as etiquetas , , , ,

Tesourinhos Deprimentes do Futebol Português #8

Em tempos de crise, um sorriso vale ouro!

Paulo Futre não será o próximo director desportivo do Sporting mas pelo menos poderá um dia ousar lutar por um lugar no mundo da stand-up comedy!

Qual treinador de futebol, Futre revela um conhecimento impecável nas tácticas do mundo do futebol e uma desenvoltura argumentativa perfeita na análise esmiuçada dos jogadores que pretendia em conjunto com Dias Ferreira para o futebol do Sporting.

Adiante, queria o melhor jogador Chinês da actualidade. Não era qualquer um. Era o melhor. Nomes? Talvez nem ele próprio sabia. Mas era o melhor jogador Chinês da actualidade. Aquele que traria a Alvalade charters e charters de adeptos Chineses que viriam ver em acção esse jogador e que depois, quem sabe, acabariam a noite numa casa de fados do Bairro Alto ou num espectáculo de ópera no CCB.

O que interessava é que era o melhor jogador chinês da actualidade. O 20º de um plantel de 19. Para além dos Charters cheios de adeptos Chineses, iria criar o departamento de futebol do jogador chinês. Quiçá, o desejo de Paulo Futre era ver o Sporting campeão Chinês sob o comando de Jaime Pacheco, visto que o Português será cada vez mais difícil.

Com as etiquetas , , , , , , , ,

A hipocrisia não tem limites

Dias Ferreira considera-se um grande sportinguista. Disso não tenho dúvidas.

Apesar dos cargos que desempenhou no Conselho Leonino e em outros orgãos da Instituição, Dias Ferreira era tido pelo público como uma das vozes contra a dinastia Roquete. Um dia, em outras campanhas para a presidência, acusou publicamente ter sido empurrado pelas escadas a baixo como ameaça à sua eventual candidatura à presidência do Sporting e a partir desse acontecimento alinhou prontamente com aqueles que criticava.

Dias Ferreira era o comentador do Sporting num programa de televisão. Tanto no programa de televisão como em declarações perante a Comunicação Social, era a única pessoa da estrutura do Sporting que partia pedra e que defendia o clube das arbitragens e dos ataques externos que muitos faziam ao Sporting. De um momento para o outro calou-se, nunca mais defendeu o Sporting e no programa televisivo era que era comentador tornou-se completamente passivo, inerte…

Num curto espaço de tempo, Dias Ferreira passou do principal opositor ao escolhido da dinastia de presidentes que se apoderou do Sporting.

Dias Ferreira apresentou candidatura e diz-se motivado a alterar o rumo que o Sporting tem trilhado nos últimos anos. No entanto, volto a frisar que é o candidato apoiado pela dinastia.

Para homem forte do futebol profissional, Dias Ferreira avança o nome de Paulo Futre.

Tendo em conta a escolha, Dias Ferreira deve decerto ter em conta aquilo que Paulo Futre fez ao Sporting no longínquo verão de 1984, quando se mudou para o Porto. Decerto que também se deve lembrar que Paulo Futre (nos 27 anos que decorreram) nunca foi capaz de demonstrar qualquer apreço pela Instituição que o ensinou a jogar futebol e que de certa forma lhe deu as condições para ser a pessoa influente no mundo do futebol como actualmente lhe reconhecemos.

Com Dias Ferreira, o Sporting vai bem e recomenda-se. Vai direitinho para mais uma onda de anos negativos e quiça para a extinção a médio prazo.

Há muito que defendo que o próximo presidente do Sporting deverá ser uma pessoa capaz de orquestrar uma tremenda revolução dentro do clube. Uma revolução que modifique por completo a estrutura interna do clube e que seja capaz de instaurar uma filosofia ganhadora na mesma. Uma revolução que seja capaz de defender o Sporting dos ataques que o clube é alvo por parte da Comunicação Social e que traga confiança aos adeptos.

O próximo presidente do Sporting deverá ser alguém com um grau de loucura desmedida. Um louco que esteja disposto a granjear os contactos suficientes para que agentes económicos queiram investir no Sporting.

Continuo a defender que no futebol moderno, os clubes só se podem tornar auto-sustentáveis a partir de 3 factores: investimento, academia e sedução ao público. O primeiro e o terceiro são factores interligados.

O investimento numa equipa profissional de futebol é sempre rentabilizado. Se se investir numa equipa capaz de lutar por títulos, capaz de jogar bom futebol e de dar bom espectáculo aqueles que vão ao estádio, esse investimento terá retorno ao nível de bilhética, merchandizing, direitos televisivos, prémios das provas europeias e criará uma marca que será apelativa para que se possa trazer ainda mais investimento.

Neste prisma, a Academia Sporting (com todo o mérito que a europa lhe gaba) é outro dos pontos fulcrais. Uma boa formação de jogadores, capaz de formar para vender para as grandes equipas europeias não só  dá activos ao clube como pode ser outro dos factores capazes de apelar ao investimento.

O Arsenal é um claro exemplo disso. Não vence títulos,  mas é uma equipa que opta por uma estratégia de investimento e formação que lhe possibilita ter bons artistas em campo, dar um bom espectáculo, ter o estádio cheio e rentabilizar todo esse investimento. Só para que tenham uma noção (há poucos anos atrás) aquando da construção do seu novo estádio, dizia-se que o Arsenal estava falido – no entanto, os seus dirigentes tornearam muito bem a questão, chamando o investimento da Emirates Airlines. Aliando à aposta numa estratégia intensiva de “scouting” nos países africanos, na europa do leste, na Península Ibérica e no futebol Francês, o Arsenal rapidamente recuperou uma saúde financeira invejável.

Os dirigentes do Sporting (pelo que tem feito) não partilham desta visão do futebol actual. A juntar a uma péssima estrutura interna, continuam com medo daquilo que os principais credores do clube possam fazer ao mesmo. Como se a vida do Sporting pudesse acabar de um dia para o outro.

Continuam a apostar nos mercados errados, nos investimentos errados, nas contratações erradas e numa falta de ambição que é crassa.

Dias Ferreira parece ser o “herdeiro” desse “falso know-how”. E com ele, o Sporting vai bem, vai direitinho para a extinção.

Com as etiquetas , , , , , , , ,