Tag Archives: Paul Pogba

18:51

A Fiorentina acaba de perder em Turim.

É impossível lutar contra o meio-campo da Juve. Que meio-campo fantástico. Arturo Vidal, Andrea Pirlo, Paul Pogba, Claudio Marchisio, Giovinco, Luca Marrone, Mauricio Isla (lesionado há algum tempo mas irá voltar em breve e quando voltar também será opção) – arrisco-me a dizer aqui que estamos perante o melhor 2º melhor meio-campo da actualidade. Com gente na frente como Simone Pepe, Alessandro Matri, Nicolás Anelka, Fabio Quagliarella, Mirko Vucinic e Niklaas Bendtner, não existe ninguém em Itália que possa fazer frente a esta Vecchia Signora.

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Pogba e os erros de casting do Manchester United

Estava eu no outro dia no quentinho do meu lar a ver este jogo, quando este senhor (Paul Pogba) espeta dois balázios em cheio nas redes da Udinese. Dei por mim a pensar: “calma, este gajo veio do United”. Fui ao motor de busca e confirmei.

Deu-me que pensar.

Antes de mais, Paul Pogba é mais um diamante em bruto do futebol. Este Gaulês de 19 anos, nascido em Lagny-Sur-Marne (suburbios de Paris) e nascido para o futebol por via do Le Havre (a melhor escola de formação do futebol francês, dizem; a comprovar formaram jogadores com Ibrahim Ba, Pascal Chimbonda, Vikash Dhorasoo, Lassana Diarra, Anthony Le Tallec, Gael Kakuta ou Steve Mandanda) será (não tenho quaisquer duvidas em afirmar isto) o homem mais capaz para mandar no meio campo da selecção Francesa no futuro. Elegante, é uma mistura de John Obi Mikel (ao nível de técnica) com Patrick Vieira (força, desarme, resistência). Joga a 6. Tanto o vemos em tarefas defensivas como ofensivas. Dono de um recorte técnico invejável, é um bom médio de suporte (desenrasca-se muito bem tanto a passar quando a rapidez do jogo exige opções rápidas e eficazes como a driblar adversários) e tem um pontapé de meia distância simplesmente maravilhoso.

Já escrevi várias vezes neste blog que o departamento de scout do Manchester United é uma das pedras basilares do sucesso do clube, em particular, do sucesso de Sir. Alex Ferguson à frente do clube. No entanto, não deixo de notar que nos últimos anos tem existido algumas incongruências nesse sector, fruto de algumas decisões do treinador escocês.

Ora vejamos.

Paul Pogba foi contratado ao Le Havre em 2009, com apenas 16 anos, a custo zero numa transferência que deu que falar. Assim como a transferência de Kakuta para o Chelsea, o Le Havre queixou-se que o Manchester United aliciou o jogador e a família do jogador com dinheiro. O United afirmou na altura pela sua direcção que a mudança de Pogba se devia por razões estrictamente monetárias visto que o jogador não tinha qualquer contrato profissional assinado com o clube que actualmente está na Ligue 2. O Le Havre respondeu com uma queixa na FIFA (que chegou a impossibilitar o United de inscrever jogadores num período de 1 mês) e alegou que Pogba e família tinham vencimentos pagos pelo clube no valor de 87 mil euros anuais e uma casa oferecida pelo presidente. O Le Havre perdeu a causa e o United levou o jogador.

Pogba esteve cerca de um ano e meio a jogar pela equipa de juniores e pela equipa de reservas do clube inglês. Até que em Janeiro de 2012 fez a sua única aparição na equipa principal, num jogo da Liga frente ao Swansea. Como não treinava regularmente com a equipa principal, em Junho deste ano decidiu rumar a Turim para representar a Vecchia Signora, a custo zero, depois de Ferguson lhe ter implorado que ficasse em Manchester onde teria mais minutos de jogo na equipa principal. Na Vecchia Signora, segundo se sabe, recebe um ordenado de 100 mil euros mensais e é titularíssimo da equipa, mesmo apesar do meio campo da Juve ter soluções como Claudio Marchisio, Simone Padoin, Andrea Pirlo, Arturo Vidal, Luca Marrone ou Mauricio Isla.

A ironia. Um dos falhanços do Manchester na época passada foi precisamente o meio-campo. Carrick está na curva descendente da sua carreira, Fletcher é segurado por Ferguson sabe-se-lá porquê (talvez precise de alguém para falar o gaélico), Anderson pouco ou nada fez para envergar a camisola do United desde que chegou ao Porto e já vi Ferguson perder a cabeça por menos com jogadores mais bem cotados que o Brasileiro como foi o caso de Kléberson. Não restou outra opção a Ferguson do que adaptar o velho Giggs ao miolo e ir buscar Scholes aos campos de treinos das camadas jovens do clube. Esta época lá conseguiu disfarçar a coisa com a chegada de Cleverley e Kagawa ao clube, sendo que o primeiro é jogador da formação. Se Ferguson tivesse apostado em Pogba na época passada, quando sentiu plenamente que não tinha um trinco e um organizador de jogo, talvez o gaulês ainda envergasse a camisola red hoje.

Este não foi o primeiro erro de casting nos últimos 5 anos.

Segundo: Gerard Piqué.

No verão de  2004, com apenas 17 anos, Gerard Piqué chega a Manchester nas mesmas circunstâncias de Pogba: sendo costume do Barça lançar os jogadores na equipa B aos 15\16 anos, Piqué não vislumbrava grande futuro no clube catalão. Decidiu mudar-se para Manchester a custo zero devido ao facto de também não ter um contrato profissional. Depois de 4 anos em Inglaterra (interrompidos apenas em 2006\2007 onde o central foi emprestado ao Zaragoza) Piqué efectuou apenas 12 jogos pela equipa principal do clube inglês. O Barcelona apercebeu-se do valor do jogador e contratou-o por 5 milhões de euros. Hoje é o central de classe que todos reconhecemos e Ferguson mais uma vez ficou a perder pois mal Piqué saiu, Ferdinand foi violentamente fustigado por lesões e nunca mais recuperou lugar no onze do United de forma regular e o escocês não consegue formar uma dupla de centrais regulares no seu clube: Evans e Phil Jones foram flops, Chris Smalling teve um início de loucos em Manchester e custou muitos jogos e Nemanja Vidic também não tem actuado com a regularidade necessária para dar estabilidade à equipa fruto de sucessivas lesões.

Moral: Ferguson procura um novo central, dizendo-se por aí que neste momento negoceia Garay do Benfica.

Terceiro: Giuseppe Rossi

Este Italiano nascido em solo Norte-Americano, que recentemente se transferiu do Villareal para a Fiorentina (yeah!) saiu do Parma aos 16 anos em 2004 para o United a custo zero. Sendo apontado como a maior promessa jovem do futebol italiano, Rossi só fez apenas 5 jogos pela equipa principal do United. Saiu para o Villareal em 2007 por 10 milhões de euros depois de 5 jogos pela equipa principal do United e de dois empréstimos: um fracassado ao Newcastle (fez apenas 11 jogos e não marcou qualquer golo) e outro ao Parma onde em 19 jogos marcou 9 golos. No Villarreal, fez 136 jogos onde marcou 53 sendo preponderante na campanha que levou o clube à Champions (e à 2ª liga no ano seguinte!) em 2010\2011. Mais uma vez, Ferguson ficou a perder. Na época passada, Wayne Rooney esteve metade da época lesionado e Dimitar Berbatov estava em Manchester literalmente a ocupar espaço. Valeu ao escocês o achado Chicharito Hernandez, o homem que só sabe marcar golos ao 2º poste de baliza aberta!

Quarto: Ryan Shawcross.

Este central inglês nascido em Chester, resgatado aos 15 anos a um clube desconhecido (Flintshire Boys) em 2002, esteve dois anos nas reservas do United entre 2006 e 2008, não tendo feito qualquer aparição pela equipa principal. Pelo meio, foi emprestado 6 meses ao satélite belga do United, o Antwerp, onde, diga-se, também não fez grande coisa. Em 2008 saiu a custo zero para o Stoke, onde é implacável com os pontas-de-lança adversários. Chegou aos sub-21 de Inglaterra e é muito possível que em breve chegue à Old Albion. Mais uma vez Ferguson perdeu.

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pelos futebóis europeus

Thiago Silva e Zlatan Ibrahimovic mudam-se de armas e bagagens para o futebol francês. Os dois jogadores do Milan assinaram com o PSG a troco de 62 milhões de euros, sendo que o sueco será o jogador mais bem pago do futebol mundial com um ordenado a rondar os 15 milhões de euros anuais. Sim, mais do que aquilo que recebe Cristiano Ronaldo, Lionel Messi, Wayne Rooney, Xavi, Xabi Alonso, Andrea Pirlo ou Andrés Iniesta. Não, não quero com isto dizer que o Sueco não mereça cada cêntimo daquilo que irá receber (porque o merece; considero Ibra o mais completo avançado que vi jogar) mas, não obstante disso, quero efectivamente dizer que o salário que o sueco irá auferir, deve ser considerado um ataque declarado à pobreza que se vai acentuando na europa, um acto desleal perante as possibilidades financeiras de outros clubes europeus e um ataque expresso a exemplos de gestão saudável que se praticam em outros clubes do futebol europeu, controlada e limitada pelas possibilidades financeiras a que os clubes podem subscrever.

Depois de perdido o título para o modesto (mas gigante na época passada) Montpellier, os vice-campeões franceses (que já contavam com estrelas no seu plantel como Thiago Motta, Mamadou Sakho ou Javier Pastore) já investiram cerca de 120 milhões de euros em jogadores como Maxwell, Thiago Silva, Ibra ou Ezequiel Lavezzi, prometendo não ficar por aqui visto que ainda tem outros jogadores debaixo de olho como Fábio Coentrão, Óscar Cardozo e Robin Van Persie.

O PSG assim como a Juventus (já contratou jogadores como Lúcio, Mauricio Isla, Paul Pogba, Nicola Leali, Simone Padoin, Kwadwo Asamoah e também tem de olho outros como Cavani ou Van Persie) foram os clubes mais gastadores deste mercado, mercado que segundo a UEFA estará vincado pelo facto de ser o último antes da imposição de uma regra que duvido que possa ser cumprida pelos clubes mais ricos do mundo: o fairplay financeiro, regra que vai de encontro a uma gestão mais sadia das contas dos clubes de futebol a partir da limitação dos gastos em transferências destes numa co-relação com as receitas que obtém.

Platini tem aqui o seu calcanhar de aquiles: estarão os 20 clubes mais ricos da europa interessados em seguir a sua doutrina?

Na China, e analogamente a um conhecido ditongo de Jorge Jesus, o “fairplay” financeiro não existe. Didier Drogba chegou a Xangai e foi recebido em apótese por milhares de fans Chineses. Na sua nova equipa, o Costa-Marfinense receberá 250 mil euros semanais. Mais um exemplo portanto, de quanto a ascenção de multimilionários à propriedade de clubes de futebol poderá ameaçar a espectacularidade do mesmo.

Mencionando Jorge Jesus, surgiu também hoje uma notícia que dava conta do interesse do Benfica na contratação (no passado mês de Fevereiro) do antigo adjunto de Pep Guardiola no Barcelona e actual treinador da equipa Tito Vilanova. Como se tal algum dia fosse possível, sabendo de antemão que Vilanova (mais tarde ou mais cedo) sucederia a Guardiola porque é timbre do Barcelona manter a mesma filosofia no clube durante gerações e sabendo que Vilanova sabia que o seu tempo no Barcelona estava destinado a terminar como técnico da equipa principal. Mais uma vez, o Benfica mostra-se como o agitador de mercado. Não só pelos 50 reforços possíveis que os jornais encaminham diariamente para a Luz, mas pelo folclore que gira em torno dos encarnados em cada pré-época.

Ao nível de selecções: Capello é novo seleccionador Russo.

Depois de uma pouco sucedida campanha de Dick Advocaat no euro 2012, a selecção Russa cansou-se da aposta no futebol total dos holandeses e decidiu voltar a apostar num treinador que se mostra à semelhança do pragmatismo que caracteriza o futebol russo. Capello terá como missão apurar-se para o Mundial por via de um grupo que conta como headliner a selecção Portugal. Esta revelação torna-se perigosa para os interesses portugueses na medida em que a contratação de Capello poderá ser bastante perigosa para a concretização dos nossos objectivos: o apuramento pela via directa, ou seja, pela vitória no grupo.

Todavia, Capello terá uma tarefa espinhosa pela frente. Apesar do futebol russo ter um potencial gigantesco e ter novos talentos a despontar (Dzagoev é o exemplo mais crasso) a espinha dorsal da selecção Russa está assente em jogadores cuja veterania pode começar a pesar. Caso dos irmãos Berezutski, de Sergei Ignashevich, de Anyukov, Semak, Pavlyuchenko, Andrei Arshavin, Marat Izmailov, Yuri Zhirkov ou Pavel Pogrebnyak.

Porém, Capello já foi capaz de, por duas vezes, recuperar um histórico do futebol mundial. Falo-vos obviamente do Real Madrid. E das duas vezes que o fez, acabou por sair pela porta pequena de Santiago Bernabéu. Podemos portanto esperar tudo desta Russia.

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