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bem me parecia

A ideia bicéfala de liderança no BE não agrada nem a Drago nem a Daniel Oliveira. Cucu: Querem-se candidatar os dois?

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democracia representativa ou democracia político-partidária?

Ainda sobre a recusa de voto a favor por parte dos deputados do CDS\PP Ribeiro e Castro e Nuno Magalhães à nova legislação laboral.

Algumas notas:

1. O que se previa uma vitória para o governo, acabou por ser uma derrota.

A confusão lançada pela bancada parlamentar do Partido Socialista nos dias que antecederam o debate quinzenal e as votações do novo diploma, onde alguns deputados avisaram a sua bancada que iam votar contra perante as indicações da mesma para se absterem, podia efectivamente dar ao governo a sensação que o principal partido da oposição continua mergulhado numa imensa falta de consenso interno e que a liderança de António José Seguro ainda é frágil. Logo, a confusão lançada pelos socialistas poderia servir de catalisador para o governo tirar partido em acções futuras. Felizmente, a bancada socialista lá se entendeu e deu um cartão amarelo (deveria ser vermelho com o voto contra) a mais um mega pacote de flexibilização laboral “à la carte du liberalism” por parte do Governo.

2. O feitiço virou-se contra o feiticeiro.

O CDS\PP por via de dois dos seus deputados, também passou um cartão amarelo ao governo. Isto porque é o CDS\PP não é só populismo. Também é conservadorismo nacionalista. Mexer no 1 de dezembro é de facto mexer com a história e com a identidade de um povo. No entanto, não é uma medida de estranhar por parte de um governo que já arreou as calças aos poderes estrangeiros.

3. Continuo a não perceber bem o que é a democracia representativa. Serão os deputados nacionais mandatados para os cargos por via da vontade popular expressa nas urnas ou mandatados por vontade expressa dos partidos? Faz-me confusão o facto dos deputados serem instruídos previamente para votar de acordo com as intenções das facções que lideram os partidos. Quem é que os deputados representam? A vontade popular ou os interesses político-partidários? Se o estado pertence à vontade popular e comanda os destinos da vontade popular, porque é que os homens fortes da Nação continuam a agir segundo interesses político-partidários?

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Mas

O pessoal do Bloco, dissentes, ex-dissidentes, activistas profissionais, militantes, escroques ou simplesmente neo-bakuninistas ainda não me esclareceram a seguinte questão:

Zeus me livre se algum dia o PCP terá que aproximar-se daquela escumalha do Bloco de Esquerda. Eu abro o meu jogo – eu sou militante do PCP. Antes de me filiar no partido, medi bem a ideologia que defendo. No Bloco de Esquerda tal não acontece. Arrisco-me a perguntar se no partido existe uma ideologia fixa, existem várias ideologias rotativas ou se o mesmo é desprovido de qualquer ideologia que não seja criticar para destruir sem que no entanto se tenha algo para construir a mais do que temas fracturantes da sociedade.
Um partido, que de facto é actualmente o mais velho em actividade desta nação não pode dar o passo em frente para a união com um partido que é composto por 4 frentes (PSR, UDP, RupturaFER e Política XXI) em que todas essas 4 frentes estão unidas num partido único, embora, com a ressalva dessas 4 frentes terem choques ideológicos graves (o exemplo da FER em relação à UDP chega a ser drástico).

Eu bem vejo os militantes do Bloco de Esquerda que conheço. O Bloco de Esquerda, assumidamente Marxista e Trotskista é um partido que cativa uma massa de apoiantes que não sabem o que é Marx, que não sabem a preponderância que Marx teve para a Economia Política e que jamais leram os pressupostos ideológicos em que assenta o próprio partido. Isso é grave. Filiam-se apenas na ideia que o partido transparece cá para fora: “a gente está aqui para fazer barulho” – e nada mais que isso.”

Quid Iuris?

MAS?

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Ao Professor Elísio Estanque

Via Denúncia Coimbrã.

Começo por escrever que acho bastante estranho que um sociólogo há muitos anos radicado na cidade de Coimbra e conhecedor profundo da realidade do associativismo estudantil e dos jogos político-partidários que se movem na cidade e que acabam por influenciar também a AAC só agora tenha dito de plena consciência aquilo que muitas centenas de estudantes (inclusive eu que já escrevi aqui neste blog sobre o assunto variadíssimas vezes) pensam sobre a AAC.

Não descurando o excelente texto do Sr. Professor, sou obrigado a desconstruir\acrescentar alguns items à sua teia argumentativa.

1. Quando se lê: “Uma parte das gerações mais jovens desinteressou-se da política…”

Na minha óptica tal não é verdade.

É certo que os actos eleitorais, indiferentemente dos órgãos que são o móbil do escrutínio na nossa democracia tem-se revelado autênticos buracos de abstenção, abstenção essa que tem uma enorme fatia nas gerações mais jovens. A abstenção é obviamente um dos piores inimigos da democracia. Em democracia e no mundo global em que vivemos tal não deveria ser uma realidade dada a informação que é bombardeada aos jovens através dos canais educativos e dos média. Estes dois canais deveriam obviamente contribuir para que a informação chegasse aos jovens de forma a que estes, por via da reflexão, moldassem as suas preferências político partidárias através da construção pessoal de uma crença ideológica fundada.

No entanto, e não descurando os argumentos do parágrafo anterior creio que as gerações mais jovens não tem demonstrado desinteresse pela política e até pelo contrário, tem mostrado mais interesse na entrada do mundo da política através das juventudes partidárias, fenómeno de criação política que desde o virar do século para cá tem sofrido um aumento exponencial de aderentes e de pequenas tricas entre si que tem minado instituições como a Associação Académica de Coimbra e outras associações de estudantes. Arriscar-me-ia a dizer que a influência das juventudes partidárias estende-se por vezes até núcleos de estudantes de faculdade. Prova desses factos é a existência em Coimbra de associações de estudantes  socialistas (com ligações claras às estruturas do PS) e de estudantes populares, estes últimos, com ligações claras à Juventude Popular e ao CDS\PP.

2. “As estratégias eleitorais para a Direção Geral (DG-AAC), onde a abstenção é da ordem dos 60 por cento ou mais, a fidelização dos votantes e as vantagens eleitorais definem-se segundo dois critérios essenciais: quem angaria mais apoios financeiros; e quem conseguiu criar uma máquina de cacicagem mais eficiente. Basta olhar as centenas de pelouros e “coordenadores” que os programas exibem em cada eleição, por baixo da respetiva foto, para se perceber o que mais motiva e fideliza os jovens a uma dada candidatura (uma das listas tinha cerca de 800 nomes no seu organigrama).”

É a mais profunda realidade de gozo à democracia que encontramos na AAC é certo.

 No entanto caro professor, deixe-me ser idealista ao presumir uma premissa essencial do que os anos de Universidade me deram enquanto ser humano e enquanto futuro profissional deste país.

Creio que uma das maiores virtudes do ensino superior, seja ele aqui neste país ou em qualquer outro país do estrangeiro é a maturação das mentes daqueles que tem o privilégio de avançar para o grau máximo de exigência antes do mundo do trabalho que é efectivamente o ensino superior. O que é que pretendo dizer com isto? Pretendo dizer que em primeiro lugar (salvo excepções que são conhecidas do professor do público que lê este blog) só entram no ensino superior jovens maiores de idade ou cuja maioridade será atingida num curto espaço de tempo. Não sou cínico ao ponto de afirmar que um jovem de 18 anos não tem ideais próprios ou não sabe distinguir o bem do mal. É certo que entre os que entram pela primeira vez no ensino superior existe um dado deslumbramento de todas as estruturas que o compõe (incluíndo a AAC como estrutura principal do associativismo estudantil na cidade de Coimbra) e existe sobretudo um deslumbramento próprio da inocência de quem cai de para-quedas numa realidade a que não estava habituado nas pessoas. Daí que estudantes mais velhos inseridos no associativismo estudantil que detenham a arte de uma boa oratória sejam para os alunos mais novos espécies de exemplos que devem ser por eles seguidos e até canais convenientes de entrada no mundo do associativismo estudantil.

Agora, como referi e muito bem, não creio que esta inocência dure para sempre. É um dado assente que observei ao longo dos tempos, a quantidade de jovens estudantes que se colaram à sombra dos mais velhos nos primeiros tempos e conseguiram através destes entrar no “sistema” de sucessão geracional dentro das instituições como a AAC e também a quantidade de jovens, que, após terem crescido e terem maturado os seus ideais e as suas perspectivas em relação aos seus mentores se afastaram irremediavelmente do caminho destes.

3. O que é que pretendo dizer com isto?

Uma das maiores experiências e dos maiores feitos que levamos de Coimbra ou do mundo universitário para a vida é exclusivamente a capacidade de entrar no ensino superior a pensar por cabeça própria e não pela cabeça dos outros. Daí ao facto de nas eleições para os órgãos de gestão estudantil acabarem por ganhar as listas com maiores apoios financeiros, mais cacique e organigramas mais recheados de fotos de estudantes é uma questão que poderá ser alterada pela mudança do paradigma de pensamento dos estudantes. Costumo dizer que só se deixa influenciar quem quer e só se deixa fotografar quem quer e só entra em pré-conceitos quem quer. Que eu saiba, nas eleições para estes órgãos o voto é secreto – portanto, só alimenta estas máquinas de cacique quem quer. Isto leva-me a um grau de pensamento mais transcendente: serão as máquinas de influência coisas tão gigantescas ou o tal paradigma de pensamento que falo entre a comunidade estudantil faz com que os jovens do ensino superior em Coimbra em vez de avançar para a construção de uma consciência ideológica própria sejam autómatos das redes de influência de que o Sr. professor fala? Estaremos a evoluir neste país ou estaremos a regredir?

Creio que o Sr. Dr. chega perto deste pensamento quando escreve:

“O caloiro chega, imaturo e frágil, e vê-se envolvido num mundo novo (não falo aqui das minorias e dos residentes nas “Repúblicas”, que são a exceção). Um mundo de jogos e rituais, onde, deslumbrado com tanto hedonismo e aventura para usufruir, é levado a participar
ativamente, pois a sua integração na comunidade passa por aí. Esse momento inaugural é reconhecido como decisivo na estruturação das futuras identidades de grupo do novato. O padrinho, o mais velho, que o inicia e lhe incute o espírito praxista, que fala melhor, que tem
influência junto da turma, dos “amigos dos copos” e por vezes junto das “meninas” que o elegem como o seu fã, torna-se uma referência.”

Mas cuidado, este argumento não é assim tão linear. Em todas as guerras, existem os vencedores e os derrotados. Aqueles de que o Sr. professor fala neste trecho são os “vencedores” – no entanto para chegarem ao topo da hierarquia, existem dezenas de derrotados, derrotados esses cuja derrota é feita através de um leque variadíssimo de truques baixos.

4. Todavia, aparecem-me perguntas cujo interesse me leva a que o Sr. professor me responda: depois de todas as variáveis argumentativas que apresentou, não será uma instituição como a AAC usada como instrumento narcisista do culto da personalidade de uns em detrimento de um trabalho cívico em prol de uma comunidade? Não será a AAC um péssimo tubo de ensaio para a não consolidada democracia participativa que se pretendeu em Portugal no pós-revolução de Abril através da existência deste tipo de fenómenos e comportamentos? Não será que a sua missão, enquanto professor da Universidade de Coimbra, num curso como o de Sociologia que é um curso que realça a análise de fenómenos ligados à política, consciencializar os seus estudantes para a mudança deste paradigma (ou da existência dele) de pensamento acerca do que deve ser a democracia em portugal?

5. Para finalizar um último argumento e uma última pergunta: como sabe Sr. Professor, a experiência democrática tomando como exemplo os primeiros estados modernos da Europa é algo que não foi conseguido e consolidado às três pancadas. Houveram muitos avanços e recúos, muitas lutas que acabaram em derramamento de sangue, muitas iniciativas legais, muita luta pela existência de iniciativas legais que consagrassem na lei direitos, liberdades fundamentais, garantias aos cidadãos, protecção da lei aos cidadãos em relação a possíveis abusos por parte da Instituição estado e a própria limitação do Estado e do poder político-governativo pela lei. É certo que esta experiência democrática redunda na democracia como um sistema político imperfeito e nisso concordo que não existem sistemas políticos perfeitos.

No entanto, para um país como Portugal, saído de 2 séculos recheados de convulsões histórico-sociais (absolutismo; passagem do absolutismo para o cartismo e para o constitucionalismo; revoluções atrás de revoluções, mudança da monarquia para uma república tosca, reviralhismo; passagem de uma república tosca para uma república fascizada, fascismo puro que promoveu atrasos de todos os níveis no país, no reviralhismo com uma nova revolução, passagem rapida à esquerda e consequente bipolarização governamental pós-25 de Abril) não será exagerado pedir que o que demorou 8 séculos a ser construído em estados como o Reino Unido, 4 em Estados como a França, 2 em Estados como os Estados Únidos da América (se bem que a democracia americana é para mim a forma mais tosca de democracia) possa ser concretizado em 37 anos em Portugal, quando sabemos que as variáveis ao nível de mentalidades neste país ainda estão dominadas pelo pensamento tacanho de aldeia, pelo provincianismo\bairrismo puro e duro e pela existência de pré-conceitos em relação a certas ideologias políticas, quando sabemos que ainda temos uma população demasiado atrasada ao nível de competências e atributos educativos, ideológicos e até técnico-profissionais e quando sabemos que ao nível económico o nosso povo ainda não chegou a um limiar aceitável de condições materiais de vida?

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Salta pocinhas

O que interessa é o tacho.

Quando o seu coração era CDS\PP olhava com desdém o povo. Agora, o punho e a rosa são os seus melhores amigos.

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Os Socialistas…

E aí andam eles, de estrada em estrada, de concelhia em concelhia, com sacos de notas de 10 euros a dar dinheiro aos militantes para pagar as quotas em atraso do partido para votarem Assis ou Seguro.

Assim não custa nada ser militante. Em dia de eleições, alguém acabará por pagar as quotas em troca de um voto.

Parece já ser estratégia dos candidatos ao comando dos postos operacionais do PS.

Em qual das distritais é que eu já vi este filme?

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Queixas eleitorais

A Comissão Nacional de Eleições já manifestou a intenção de efectuar queixas em relação a dois partidos devido ao comportamento dos seus candidatos e ao partido de um autarca municipal.

Os candidatos do PCTPMRPP Garcia Pereira e do PNR Pinto Coelho violaram as regras eleitorais no que toca à execução de propaganda fora do prazo de campanha através de declarações proferidas pelos dois líderes.

O PCPTPMRPP já reagiu à queixa, mostrando-se interessado em actuar com uma queixa-crime no Ministério Público contra a CNE.

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Onde está Garcia Pereira?

As televisões generalistas (obrigadas por uma sentença judicial do Tribunal de Oeiras após a entrega de uma providência cautelar por parte do PCTPMRPP) tiveram de acatar a vontade do partido de Garcia Pereira em filmar 16 debates que o punham frente a frente durante meia-hora com os candidatos às eleições legislativas dos restantes 16 partidos.

Ontem, Garcia Pereira teria direito a filmar 5 debates contra os candidatos de partidos pequenos. Estando disponíveis para tal, os candidatos lá apareceram e qual o espanto, o líder do PCTPMRPP não apareceu para cumprir o desejo do seu partido. Motivo: o facto das televisões não passarem os debates em directo.

Tanta luta, tanta luta, e tanto desrespeito pelos seus adversários.

Garcia Pereira não só perdeu oportunidades de mostrar ao país o programa eleitoral do seu partido, como prejudicou claramente a vida aos seus adversários políticos que efectivamente perderam tempo na deslocação aos estúdios televisivos quando poderiam estar nas suas campanhas.

Se o argumento do líder do PCTPMRPP acerca de toda esta problemática se trava na falta de legitimidade democrática das televisões em apenas concederem voz aos partidos com assento parlamentar, a sua atitude no dia de ontem também não revela um espírito democrático aberto.

Quem perde é o PCPTMRPP. Com este tipo de atitudes, jamais chegará um dia a ocupar um lugar na Assembleia da República.

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MRPP com todos

Saúda-se a decisão judicial do Tribunal de Oeiras à providência cautelar imposta pelo PCTPMRPP que obriga as 3 televisões que promoveram os debates televisivos entre os 5 partidos com assento parlamentar a conceder 16 novos debates entre o candidato às eleições legislativas Garcia Pereira e os restantes 16 candidatos ao escrutínio de 5 de Junho.

Em democracia, considero completamente desleal o facto de todos os partidos candidatos não terem direito aos mesmos instrumentos de divulgação dos seus ideais e dos seus programas de governo. Não só é desleal o facto dos debates televisivos serem apenas privilégio de 5 partidos, como também é desleal o facto das campanhas dos partidos que não têm actualmente assente parlamentar não merecerem grande destaque nos principais órgãos de comunicação social.

Com 16 debates pela frente, será desta vez a oportunidade que Garcia Pereira tanto anseia para chegar ao Parlamento?

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Aliança à vista? Jamais…

Notícias dão conta de uma possível abertura do PCP e do Bloco de Esquerda para uma convergência política alternativa de esquerda.

Espero que o PCP não embarque nestas quimeras. Pelo pedaço de história que lhe cabe nos últimos 90 anos do país e pela ideologia bem vincada que sempre defendeu, espero que tal não se venha a realizar. O PCP não deve andar a reboque de ninguém. Muito menos de partidos muito pouco esclarecidos ao nível de ideologia interna e cheios de divergências entre os seus principais rostos.

Não menosprezando a influência que o BE tem actualmente no panorama político português (influência maior que o PCP na Assembleia da República, já tinha afirmado aqui sobre esta possibilidade, passando a transcrever: “Não nos cabe a nós recolher alguém em nossa casa que não perfilha totalmente do nosso pensamento e que dentro do próprio partido não se sabe bem que ideologia defende, ou, se defende várias. Pelo menos é a realidade que o Bloco nos transparece. Nesta minha crítica, não desejo qualquer mal ao Bloco. Não desgosto das políticas desejadas pela UDP e pelo Política XXI – pelo contrário, até as prezo. No entanto, não defendo uma junção com o PSR e com a RupturaFER” – continuo a manter este argumento. Com a RupturaFER (vais-me desculpar Manuel Afonso) jamais será viável concertar esforços no mesmo barco.

Para reforçar este argumento, transcrevo um comentário publicado aqui no Aspirina B: “O Sr. deputado Carlos Brito não sabe do que fala. Vive no mundo do sonho, no mundo da ilusão.

Zeus me livre se algum dia o PCP terá que aproximar-se daquela escumalha do Bloco de Esquerda. Eu abro o meu jogo – eu sou militante do PCP. Antes de me filiar no partido, medi bem a ideologia que defendo. No Bloco de Esquerda tal não acontece. Arrisco-me a perguntar se no partido existe uma ideologia fixa, existem várias ideologias rotativas ou se o mesmo é desprovido de qualquer ideologia que não seja criticar para destruir sem que no entanto se tenha algo para construir a mais do que temas fracturantes da sociedade.
Um partido, que de facto é actualmente o mais velho em actividade desta nação não pode dar o passo em frente para a união com um partido que é composto por 4 frentes (PSR, UDP, RupturaFER e Política XXI) em que todas essas 4 frentes estão unidas num partido único, embora, com a ressalva dessas 4 frentes terem choques ideológicos graves (o exemplo da FER em relação à UDP chega a ser drástico).

Eu bem vejo os militantes do Bloco de Esquerda que conheço. O Bloco de Esquerda, assumidamente Marxista e Trotskista é um partido que cativa uma massa de apoiantes que não sabem o que é Marx, que não sabem a preponderância que Marx teve para a Economia Política e que jamais leram os pressupostos ideológicos em que assenta o próprio partido. Isso é grave. Filiam-se apenas na ideia que o partido transparece cá para fora: “a gente está aqui para fazer barulho” – e nada mais que isso.

Por isso, tal desejo desse Sr. deputado é irreal. É completamente irreal. Ainda mais quando o próprio líder desse partido é um economista interessante mas um fraco político – característica que na minha opinião o torna um pouco bipolar.

Disse.”

Perdoem-me os meus amigos militantes do Bloco de Esquerda. É aquilo que penso. Não retiro uma única linha deste discurso. Sei bem que é perigoso generalizar. Sei bem que alguns militantes do Bloco de Esquerda irão ler este post e irão acusar-me de falta de conhecimento do funcionamento interno do partido para tentar criticar o meu argumento. É um ponto de vista legítimo assim como é legítima a minha visão de fora do partido, que decerto não destoa em relação aquilo que grande parte dos meus camaradas pensam dos mecanismos de funcionamento do Bloco.


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Santana Lopes é que sabe

Santana Lopes não gosta de bloquistas.

O azarado (atrasado) Primeiro-Ministro por obrigação foi à TVI defender um governo de salvação nacional, composto pelo Partido Socialista, CDSPP, PSD e até pelo Partido Comunista. Já o bloco ficou de fora. Mascarando-se de Caco Antibes é caso para dizer que “o bloco no governo” para o antigo primeiro-ministro assemelha-se a um “nem que a vaca tussa”

A imagem que postei não deixa de ser caricata: de um lado, aquele que não gosta de Bloquistas e do outro aquele que não gosta dos Deolindos.

Semelhanças no discurso? Uma única. Ambos tentam atirar a matar e acabam vexados à sua própria ignorância e ao escarnário da sociedade aos seus comentários.

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90 anos

90 anos de luta pela Democracia, pela Igualdade entre as pessoas, pelos Direitos Sociais, Cívicos e Políticos, pelos Trabalhadores e pelos Direitos dos Trabalhadores, com o objectivo de construir uma sociedade mais fraterna, mais justa, mais solidária, em suma, mais humana.

Parabéns ao Partido Comunista Português!

Contra todos aqueles que afirmam que somos um partido em extinção, creio que dentro de 90 anos estarão aqui outros a festejar o 180º aniversário.

Estaremos sempre por aqui. Para o que der e vier.

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