Tag Archives: Partido Social Democrata

quando é mais fácil apanhar um mentiroso que um coxo

sem comentários adicionais.

Com as etiquetas , , , , , ,

eu não sou de intrigas

tenho cá um pressentimento que esta história do Sócrates comentador político não é bem bem para ser comentador político. já vi o mesmo filme por várias vezes a acontecer dentro do partido socialista: o guterres e o sampaio conspiravam na casa de Algés do antigo primeiro-ministro para mandar a baixo o Soares e no fim das contas, os amigos zangaram-se e o Sampaio bateu couro e o Guterres avançou para as legislativas, deixando ao Sampaio a presidência. quando o Guterres saiu do governo, o Ferro Rodrigues fez figura de palhaço contra Durão Barroso, bateu couro numa oposição muito pobre e depois foi arredado pelas alegações que dele se faziam na sua relação com o escândalo casa pia (confesso que a última frase era para ser foi afastado depois de se saber que também ia ao cú aos meninos) para entrar o sócrates que tratou também ele de despejar o Alegre para fora do partido e ser candidato às legislativas e primeiro-ministro. nas últimas legislativas, o sócrates saiu de cena para Paris, o Seguro ficou com o barco partidário completamente despedaçado, o francisco assis foi queimado pelo caminho e Seguro dançou com Costa, se bem que neste caso, Costa sabia que algo de força maior (o regresso do querido líder) estava a ser preparado. as ilações que se podem tirar destas danças são óbvias: o querido líder não vem de Paris para a RTP para imitar o professor marcelo e dar a machadada final neste pobre (des)governo do PSD e do CDS. vem para buscar o trono perdido. tanto é que com petições e anti-petições, trocas e baldrocas, confusões e enganos, o largo do Rato está novamente em polvorosa e a notícia fez arregimentar num só dia todo um partido embrenhado em tremendas confusões e sectarismos nos últimos meses.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , ,

puro serviço público

é o que considero desta decisão judicial que vai impedir Fernando Seara de se candidatar à Câmara Municipal de Lisboa. puro serviço público.

Com as etiquetas , , , , , , ,

A Fraude (2)

As minhas notas sobre este 2º capítulo:

1. O BPN como o banco que privilegiava “a busca de ganhar milhões sem risco” – estas afirmaçõs batem certo com as palavras de Oliveira e Costa na Comissão Parlamentar de Inquérito onde este dizia que os bancos tem que inventar lucro. Inventar lucro com investimentos em negócios com um grau interessante de risco como foi o caso do depósito do empresário da construção civil de Fafe, que colocou 900 mil euros em depósitos a prazo de curta duração\maturação.

2. “quando eu tiver livre vamos tomar aí um café” – mais uma vez Oliveira e Costa respondia no parlamento seguro que nada lhe aconteceria.

3. quando Honório Novo explica o esquema de reencaminhamento dos depósitos dos clientes do banco para a malta que mandava no banco, esse esquema fez-me lembrar algumas semelhanças em relação ao método utilizado na mesma altura por Bernard Madoff (esquema Ponzi).

4. As intervenções ríspidas de Nuno Melo (em conjunto com Honório Novo e João Semedo) os únicos deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito que realmente se preocuparam em saber a verdade, faz com que coloque algumas perguntas: na 1ª comissão de esclarcimento a Oliveira e Costa houve pressões junto de deputados do PSD e do PS para não se mexer na ferida do banco? Será que existem deputados ou antigos deputados que também participaram directa ou indirectamente nos ganhos desmedidos do banco? Cavaco Silva, já presidente da República, imiscuiu-se directa ou indirectamente no caso?

5. Outra pergunta que se coloca de forma pertinente foi o futuro de Nuno Melo no CDS. Durante o primeiro governo de José Sócrates, este deputado era um dos mais promissores futuros do CDS\PP. Perdeu preponderância depois desta comissão parlamentar e de possível Ministro em caso de coligação com o PSD ou vitória eleitoral do CDS\PP, não conseguiu sequer chegar a secretário de estado. Será que Melo foi prejudicado pelo seu papel nesta comissão parlamentar?

6. Quem era o principal estratega e quem eram os principais operacionais? Luis Caprichoso, o mestre das offshores? Mais uma vez se pergunta: se era prática corrente a transferência de dinheiro por parte do departamento de Caprichoso para offshores ilegais como é que os inspectores da operação furacão e o Banco de Portugal não interviram na supervisão destas práticas (haviam grandes somas de dinheiro a sair do banco para Cabo Verde e é dito na reportagem que foram criadas mais de 100 off-shores) e não acusaram o banco de evasão fiscal?

7. “escassez de meios técnicos das autoridades judiciais” “a principio só estava uma pessoa envolvida na investigação (…) foram pedidos mais meios e mais pessoas mas a resposta foi negativa” – é por isso que eu não acredito na justiça portuguesa.

8. A resposta para a pergunta deixada na nota 6 e para a evidencia do testemunho citado na nota 7 vem mais à frente.

Ironicamente, a “operação furacão”, operação de investigação do DCIAP a 4 bancos que fugiam ao fisco tinha como “clientes” 3 bancos que actualmente estão a ter consequências nefastas para o sistema financeiro português, para o estado e para os contribuíntes portugueses: o BPN (nacionalizado e recapitalizado com o dinheiro dos contribuíntes), o Finibanco (em graves apuros desde há alguns anos para cá) e o Millenium BCP que ainda esta semana deu 1200 milhões de euros de prejuízo, segundo responsáveis do banco, devido a negócios que correram mal junto da banca Grega devido a uma operação que correu mal com o Piraeus.

Estranhas também são as semelhanças entre o BPN e o Finibanco na medida em que ambos tentaram projectar a sua imagem a partir do futebol. O BPN com Luis Figo e com a Federação Portuguesa de Futebol. O Finibanco com os patrocínios à AAC\OAF e ao Vitória de Guimarães. Outro exemplo é o recém-nacionalizado BANIF, muitos anos patrocinador do Marítimo e do Nacional da Madeira. Ambos os três sempre ofereceram taxas de juro elevadíssimas nos depósitos a prazo, mesmo nos depósitos de curto prazo de maturação. 2 (BPN e BANIF) já sofreram intervenção estatal. O Finibanco tem-se aguentado. Resta saber por quanto tempo.

O que é estranho em tudo isto é que devido à Operação Furacão estavam 4 investigadores do DCIAP a vasculhar de alto a baixo as contas dos referidos bancos, que devidamente avisados por uma voz do DCIAP, faziam desaparecer os documentos antes da chegada dos investigadores e mesmo assim, não batendo as contas dos bancos certo os investigadores não foram capazes de concluir nas suas investigações que não estavam a aparecer os documentos todos relativos ao banco. Falamos de uma investigação judicial que durou 2 anos. Algo me quer parecer que o DCIAP pura e simplesmente não quis levar o processo para a frente e descobrir tudo aquilo que se passava nesses referidos bancos. Mais uma vez, o Banco de Portugal e a CMVM falharam por omissão. Eu ponho as minhas mãos no fogo como Vitor Constâncio estava ao corrente do esquema de pirâmide que se estava a levar a cabo no BPN, no BPN valor, no BPN Créditus e no Banco Insular de Cabo Verde.

9.  A parte deliciosa deste 2º capítulo “eles precisavam de 5, ele até dava dez. como é possível financiar mortos?” – diz um dos funcionários entrevistados. “a mesma viatura era financiada 3, 4 e 5 vezes” – conclui. Mais uma vez pergunto: como é que é possível deixar passar a ilegalidade desses negócios?

10. Para finalizar, poucas dúvidas me restam: o BPN era uma rede muito complexa. Envolvia banqueiros, empresários, investidores a título individual, governantes, deputados, investigadores, juízes, procuradores, dirigentes de outras instituições de utilidade pública (como é o caso de Gilberto Madaíl e da FPF), altos quadros de entidades de supervisão (Banco de Portugal\CMVM) e até jogadores de futebol como é o caso de um famoso accionista do banco: Luis Figo. Todos participavam ou ganhavam do esquema.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

facas de três bicos

O Costa do Castelo desistiu.

Seguro deu o sinal de alarme mas também se soube precaver. Apesar de ter perguntado qual era a pressa na convocação de um congresso quando tinha sido ele a apressar esse mesmo congresso na AR, havia sempre a questão das eleições à Câmara da Capital. António Costa sabia perfeitamente que não havia alternativa no PS\Lisboa às eleições autarquicas. Podia-se optar por uma solução de recurso dentro do “socratinismo” para Câmara que até pudesse lutar pela vitória contra Seabra (Pedro da Silva Pereira, Luis Amado ou até Carlos Zorrinho) mas essa hipótese seria sempre vista como a 2ª escolha para o cargo por parte de um partido que precisa de subir no barómetro.

António Costa sabia perfeitamente que não se podia tornar líder do PS antes das autárquicas (teria que obrigar o partido a manobras que poderiam não resultar nas eleições) ou depois das autárquicas (os lisboetas não seriam parvos e não iriam votar em alguém que iria abdicar a meio do mandato para se tornar candidato às legislativas). Em qualquer um dos cenários, a decisão de António Costa parece-me a mais sensata para a unificação do partido mas não me parece a mais sensata para o futuro pois António José Seguro não deverá constituir-se como alternativa a este governo. Creio que entretanto aparecerá alguém da ala “socratista” que irá empurrar Seguro para o lugar do qual ele jamais deveria ter saído.

Ganhar as autárquicas em Portugal significa, ao nível de mediatismo, barómetro de popularidade dos partidos e fidelização de eleitorado para as próximas legislativas ganhar uma dúzia de câmaras muncipais: Lisboa, Porto, Vila Nova de Gaia, Maia, Matosinhos, Coimbra, Braga, Amadora, Sintra, Almada, Oeiras, Leiria e Viseu. Só nestas Câmaras Municipais, a brincar a brincar, concentram-se quase 2,5 milhões de eleitores, número que é mais coisa menos coisa metade do número de votantes habituais, pautando a abstenção que se registou nas últimas legislações.

No caso de Lisboa, o partido que vencer a Câmara sobe nos índices mediáticos e no barómetro de popularidade. Portanto, torna-se essencial para PS e PSD disputarem a capital com o presidente em mandato e com um opositor que é amado em Sintra e é popular em Lisboa. Uma derrota nas autárquicas poderá ser o golpe de misericórdia neste governo. Creio que não será porque o executivo cai antes. Mas…

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

fazendo as contas

O Luis (Luis?) gabava-se aos microfones das televisões e rádios que o governo tinha inventado um “imposto de solidariedade” (na prática é mais um embuste deste governo) para todos aqueles que têm rendimentos anuais de 250 mil euros, ao manter a sobretaxa de 4%. aqueles 0,5% de diferença que a bom da verdade representam que cada português que tiver rendimentos anuais nesse valor efectuará mais 1250 euros de descontos que os restantes escalões. ou seja, o suficiente para que 0,0000000001% da população portuguesa desconte mais qualquer coisa para se poderem pagar mais 3 subsídios de desemprego (a quem ainda o tem; quem não o tem que se lixe). 1250 euros ainda é dinheiro. para quem aufere 250 mil é um oásis no meio das medidas anunciadas no sector fiscal. mal menor. feliz da vida de quem está nesta situação. Mas o Luis ainda acha a coisa digna de perecer na Carta dos Direitos Humanos deste país.

O que o Luis não falou, o que este Governo ainda não falou, o que o Tribunal Constitucional ainda não fiscalizou, o que o Presidente da República às escuras do direito promulgou é que estas medidas anunciadas pelo governo no sector fiscal entraram em vigor no passado dia 1 de Janeiro, quando de facto, a Constituição não o permite. E isso rima com solidariedade. Chama-se ilegalidade.

Com as etiquetas , , , , , , ,

Luis?

Há uns meses atrás era assim.

Nos últimos dias tem sido:

e

mais

aparte: olha ali atrás a minha queriducha conterrânea Paula Cardoso quase a dormir.

3 dias antes desta última afirmação em parlamento.

3 dias antes desta última afirmação em parlamento. A dobrar.

Há quem afiance que o Luis já anda a dialogar com os socialistas de modo a ter o consenso total da bancada socialista nas próximas decisões do governo. Não é derivado do facto da coligação com o CDS estar presa por um arame mas sim porque interessa ao governo o tal consenso político-partidário daqui a uns meses quando se fizer a 6ª avaliação do Memorando de Entendimento.

Consenso político-partidário que é dado como certo no último relatório vindo de Bretton Woods. Senão vejamos:

 Sem pejo nenhum, escrevo aqui que o Luis é aquele proto-fascistazito-político-de-trazer-por-casa no qual não se vislumbra qualquer virtude cognitiva que o leve a ter cautela naquilo que profere. Pior que isso, é aquele proto-fascistazito-político-de-trazer-por-casa pago a peso de ouro pelos contribuintes, para, exclusivamente, ser o arauto transmissões de embustes criados pelos seus pares do governo, e de críticas aos tempos de governação socialista. O Luis é aquele proto-fascistazito-político-de-trazer-por-casa que personifica o ditado do “cão que não tem dono”. O Luis não faz política. O Luis quer ser populista mas não se reconhece inteligência para isso. O Luis move-se na especulação. Se o Almada Negreiros fosse vivo seria capaz de escrever algo como “o Luis é burro. pim. O Luis deveria ser amordaço. pim pim. O Luis calado é um poeta. pim”

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , ,

é demasiado triste

quando o primeiro-ministro primeiro corresponde-se por carta com o líder do principal líder da oposição e passado meia dúzia de dias já o convence a tomar o chá das 5.

quando o líder parlamentar do principal partido do governo (Luis Montenegro), aquele que outrora iniciava debates parlamentares a fazer perguntas de retórica ao primeiro-ministro sobre os erros danosos das legislaturas socialistas, está mortinho que os socialistas aceitem participar da coligação para que o governo possa mascarar os erros efectuados nos últimos 2 anos ao nível da nossa economia e assim possam abrir a arca de pandora da tolerância do Fundo Monetário Internacional nas 6ª e 7ª avaliações deste ao nosso plano de resgate.

quando um cavalo de batalha político chamado Luis Marques Mendes vem para a televisão dizer com rigor os 4 mil milhões de euros que serão cortados no orçamento de estado, de uma só rajada e com uma technique digna de um bom talhante, antes do próprio orçamento ser conhecido em sede própria.

quando uma Manuel Ferreira Leite, afirma, em terras de liberdade, que o melhor caminho será a suspensão temporária da democracia.

ainda há uns dias atrás, o meu amigo Pedro Morais Coimbra citava-me os correctos exemplos de democracia dos países nórdicos. dizia o Pedro que na Islândia “o povo não poupou banqueiros e governantes” aquando do rebentamento da bolha financeira naquele país, tomou novamente o poder, negou-se a pagar a dívida que os seus banqueiros tinham contraído junto de bancos ingleses e holandeses e baralhou e voltou a dar com a aprovação por referendo de uma nova Constituição. Na Noruega, quando um governante afirmou que tinha considerado bem a morte de um imigrante africano pela polícia de Oslo depois deste se ter envolvido numa rixa com um grupo local de skinheads, o povo saiu pacificamente à rua, o governante em causa não teve outra hipótese senão pedir a demissão e nessa manifestação não se via um único polícia.

pergunta-se a Manuela Ferreira Leite se porventura conhece o conceito de “democracia participativa de base”.

se não conhece passo a explicá-lo. através do voto, são os cidadãos os detentores dos direitos de eleição dos seus representantes nas esferas governativas e dos seus representantes nas esferas que tem o poder de legislar. o próprio estado é legitimizado e limitado pela lei. o poder pertence ao povo. pelo voto fazem-se representados, pelo direito à indignação, à greve e à manifestação pacífica podem efectivamente destituir os que fizeram representar. simples. se existirem dúvidas, este texto do excelente Constitucionalista Paulo Bonavides pode ser bastante esclarecedor.

outro aspecto que não deixa de ser caricato no discurso da antiga ministra das finanças é efectivamente a defesa da classe média. num estilo Robin Hood tosco que pode convencer muito otário de provincia mas não convence quem realmente é conhecedor do passado. falamos da ministra que, na sua altura de Ministério castigou de forma dura a classe média com impostos. estavamos de tanga, dizia aquele que um dia abandonou esse mesmo governo para se colocar ao sol em Bruxelas.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , ,

e então sr. primeiro ministro?

só neste país é que isto é possível. as empresas do relvas e do passos trocavam favores em troca de formações subsidiadas a autarcas, arquitectos, professores e zés da esquina. As empresas do relvas e do passos obtinham informações privilegiadas no decurso de actividades político-partidárias no que diz respeito a concursos para o ministério das ditas formações. para que as empresas do relvas e do passos pudessem florescer. é claro que em troca, e para isto não é preciso ter dois palminhos de testa, o relvas e o passos, como bons militantes do partido que são, davam em troco o controlo de certos quadrantes sociais para o seu aparelho partidário. o cacique à moda antiga. o relvas e o passos davam formações e em troca, a partir das suas jotas, davam indicações precisas para as jotinhas fazerem a caça ao voto, pura e declarada. nas universidades, nos lares de idosos, nos amigos do clube de futebol de são jorge da murranhanha.

o passos e o relvas, culpados como adão e eva, mantem-se calados. o problema do seu silêncio. a coligação está a ruir. portas, o terceiro na história, deverá querer aproveitar o orçamento de estado (o péssimo orçamento de estado feito em Bretton Woods) para poder sair da coligação de bem com o povo português, hábil a negociar a morte do psd nas próximas eleições. engane-se, portas. esta coligação não terá retrocesso aos olhos do povo.

a própria justiça, no caso “monte branco” já está encarregue de destruir as escutas que envolvem o primeiro-ministro. desde os fatídicos casos do Pinto de Sousa de Paris e do Jorge Nuno que é assim. se for um miserável o escutado, o supremo valida as escutas. se for escutado um poderoso, eliminam-se as escutas do Ministerio Publico, ficando a última cópia para quem um dia precisar de atirar uma sarda à cara dos ditos cujos. por motivos políticos e pessoais. nunca por motivos que engrandeçam a justiça.

é por isto meus senhores, que a justiça em portugal está cotada como está. somos o 3º pior país ao nível judiciário europeu. ainda vem falar de pressões sobre as privatizações por parte do BESI e de José Maria Ricciardi? claro que existem pressões. não deixa porém de ser irónico cruzar estas pressões com as declarações públicas de Ricardo Salgado, há uns meses atrás, onde este afirmava que o BES precisava de facto de um aumento de capital para que o banco restabelecesse os rácios de capital necessários para a sua administração saudável e de acordo com as imposições do seu regulador, o Banco de Portugal . aqui (a 28 de Março de 2012) e aqui.  embora não tendo recorrido ao fundo de capitalização promovido pelo dinheiro da troika, e relembrando conceitos que todos os economistas deverão ter sempre na ponta da lingua, por rácios de capital designam-se “um nível mínimo de capital que as instituições devem ter em função dos requisitos de fundos próprios decorrentes dos riscos associados à sua actividade. Como tal, este rácio é apurado através do quociente entre o conjunto de fundos próprios designado de “core” e as posições ponderadas em função do seu risco.
O conjunto de fundos próprios “core” compreende o capital de melhor qualidade da instituição, em termos de permanência e capacidade de absorção de prejuízos, deduzido de eventuais prejuízos e de certos elementos sem valor de realização autónomo (vide lista detalhada de elementos elegíveis em anexo), numa perspectiva de continuidade da actividade de uma instituição. Por seu lado, as posições ponderadas em função do seu risco representam uma medida dos riscos decorrentes da actividade financeira, designadamente dos riscos de crédito, de mercado (incluindo requisitos mínimos de fundos próprios quanto aos riscos cambial e da carteira de negociação) e operacional, os quais são calculados nos termos dos Decretos-Leis n.º 103/2007 e n.º 104/2007, de 3 de Abril, e demais regulamentação conexa.”

ora bem, posto isto: um banco que em Março não satisfazia os rácios de capital exigidos pelo regulador da sua actividade e que inclusive, para não recorrer ao fundo de capitalização bancária teve que ir aos mercados financiar-se em 500 milhões de euros (sabe-se-lá a que juros) já tem agora capacidade para investir na compra de empresas que serão privatizadas pelo estado? como é que é possível avançar para um negócio (com elevado grau de risco) em tão pouco tempo? será que os bancos já planeiam a sua actividade de um dia para o outro ou tudo o que Ricardo Salgado foi dizendo acerca da sua holding foi pura especulação ou até pura mentira? o que é que temos aqui que nos está a escapar? que o seu director Ricciardi, sabendo perfeitamente que as indicações do Memorando eram claras (plano de privatizações a troco de peanuts das empresas estatais) já andava a sondar o governo para ter informações privilegiadas sobre as mesmas? sim, era esse o plano. falta apenas dizer que a segunda parte do plano era, a de, inocentemente, vir o proprietário do banco, enfraquecer o próprio banco que administra, para que não desse tanta cana a eventualidade do banco participar na aquisição destas mesmas privatizações. e mais uma vez, temos o relvas e o passos na órbita da cadeia de favores. com um quarto cúmplice, o gaspar.

e já agora, o que se segue? a privatização do negócio da saúde da HPP (Caixa Geral de Depósitos)? será esse o target de Ricciardi? colocar os 9 hospitais que a HPP detém neste momento numa fusão com o sector da saúde do BES?

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

a táctica de portas é abrir as portas da defesa

irá censurar em diante todas as medidas danosas ao povo português que vierem dos seus colegas do PSD à semelhança do que já fez no governo de coligação que teve com Durão Barroso e Santana Lopes. mestre na arte do spin-doctoring, não irá derrubar o governo por mãos próprias nem irá querer ficar ligado à austeridade. esperará para capitalizar os erros dos seus colegas de coligação e puxar eleitoado laranja para o seu partido.

Com as etiquetas , , , , ,

Porque é que o timing destas declarações me cheiram a esturro?

Posso afirmar que as mais recentes acusações proferidas por Zita Seabra fizeram rechear de comicidade o meu dia de ontem, dia que até estava a ser pautado por alguma melancolia e cansaço.

Deixa-me cá ver se entendo: ontem, tomando como cenário de fundo o final da guerra fria, quando já se sabia que Gorbatchev iria implodir a decadente União Soviética, Zita Seabra afirmou assumptivamente que o Partido Comunista Português punha escutas nos aparelhos de ar condicionado dos gabinetes ministeriais do governo português em conluio com o fabricante desses mesmos aparelhos Alexandre Alves (proprietário da antiga empresa designada por FNAC) com o intuito do partido poder ter informação privilegiada sobre a posição do governo de então acerca do que fazer caso a ordem bipolar fosse interrompida.

1. Não deixo de censurar o facto de Zita Seabra, antiga militante activa do PCP, antiga dirigente e deputada pela APU (antiga designação da coligação entre o PCP e o Partido Ecológico os Verdes), antiga militante que se ejectou do partido e o trocou posteriormente por um tacho na Assembleia da República no Partido Social Democrata, hippy que ao som da banda do tacho virou yuppie numa transferência política que é apenas comparável à de João Pinto do Benfica para o Sporting à luz da lei Bosman, ter a desmesurada ousadia de vir a público acusar de forma grave e infundada o partido onde outrora foi militante de espionagem.

Soa-me a ressabianço.

2. Censuro ainda mais o facto de Zita Seabra ter estado calada durante tantos anos (no que toca ao seu celeuma com o PCP em particular) e de um momento para o outro vir a público acusar o seu antigo partido de espionagem e mencionar a antiga empresa de um empresário que recentemente viu um contrato de 1000 milhões que tinha com o estado para a implementação de uma nova unidade de produção em Abrantes rescindido pelo governo do seu novo partido. Ainda mais quando esse empresário afirma que o estado não lhe deu um cêntimo do que estava previsto no contrato, ao contrário daquilo que lhe é pedido pelo estado (os incentivos iniciais + juros).

3. De comicidade extrema foi de facto a acusação de que a FNAC de Alexandre Alves era financiada directamente pelo governo da República Democrática Alemã. Para quem partilhou (partilhou?) do Marxismo, Zita Seabra perspectivou uma acusação que poderia bem ter saído da sua boca depois de ver o Goodbye Lenin numa sala de cinema perto de si. Revela um profundo desconhecimento sobre o que foi de facto a situação económica da RDA ao longo da sua existência.

O timing não deixa de ser oportuno por parte do PSD para praticar uma espécie de spin-doctoring contra o dito empresário. Onde há fumo, há fogo sempre ouvi dizer.

3. Censurável também foi a atitude do estado português em ter rescindido o dito contrato, deixando o grupo de empresários liderados por Alexandre Alves com a gaita na mão no arranque previsto para o inicio da actividade produtiva. Os critérios deste governo de direito em relação ao investimento empresarial e económico parecem ser bastante ambíguos: os amigos do partido tem direito a tudo e mais alguma coisa (o caso da venda do BPN ao BIC de Mira Amaral; a recapitalização do Millenium BCP onde o estado assumiu algum do crédito mal-parado do banco); os que não são amigos do partido, vêem os seus contratos rescindidos. Fantástica jogada do Ministério da Economia. Os números do desemprego aumentam. O número de unidades de produção em Portugal tem diminuído de mês para mês. Alvarinho, o tosco canadiano, afirmou nos seus primeiros dias de mandato que queria trabalhar com o objectivo de arranjar o maior número de investimentos para o nosso país com vista a relançar a competitividade económica portuguesa nos mercados e a criação de emprego. No espaço de 6 meses, o Ministério perdeu dois investimentos importantes (Rio Tinto nas minas de moncorvo e Renault-Nissan em Cacia; quase 600 empregos se perderam nesta imbecilidade do Ministério); no espaço de 2 dias, o governo cancelou todos os contratos de incentivo ao novo empreendedorismo nacional feitos pelo governo socialista só porque sim, só porque é bonito arruinar tudo aquilo de bom que José Sócrates tentou fazer pela economia nacional.

Com as etiquetas , , , , , , , , , ,

O Relvas é mais inteligente que eu

Gostava de descobrir os segredos e truques que utilizou para cometer esta proeza.

Mais um case-study para o Ministério da Educação no âmbito da tal “exigência” que Nuno Crato está a tentar incutir no ensino Português.

Desta notícia também tiro uma ilação que me parece importante: a bancada parlamentar do PSD já não pode usar como arma de arremesso contra a bancada do PS a pressuposta “licenciatura a um domingo” de José Sócrates.

Para finalizar, remeto os meus leitores para uma sondagem que publiquei aqui onde pergunto se Miguel Relvas se deveria demitir.

Com as etiquetas , , , , , , , , ,

cuidado que eles andam aí

Os acéfalos que nos chupam impostos (Adão e Silva) como se de uma bomba de gasolina se tratasse o Estado Português e os socretinos (Pedro Silva Pereira) sendo estes últimos espécies que se encontram só à espera que mais escutas sejam destruídas para fazer regressar o querido líder, escondido algures entre o Quartier Latin e St. Germain.

Se bem que este Adão (e Silva) e a sua bancada mais pareciam personificar na realidade da Assembleia, o Palma Cavalão, aquela personagem que o Eça retrata nos Maias e a sua Corneta do Diabo

Com as etiquetas , , , , ,

o fascista disse

“Quero dizer-lhes que Portugal tem futuro e que há esperança, que emigrem quando tiverem de emigrar. Nós não temos de ter preconceitos, a minha filha dentro de seis meses vai fazer Erasmus para França.”

Miguel Relvas.

Palavras pra quê?

 

Com as etiquetas , ,