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futeboladas (fim-de-semana)

Começo como é habitual pela Premier League:

32ª jornada do principal escalão do futebol inglês:

Depois de uma derrota no terreno do Queens Park Rangers, um golaço na recta final da partida por intermédio do médio catalão Mikel Arteta poderá ter servido dois interesses na recta final da liga: o 3º lugar do Arsenal no fim do campeonato, lugar que garante a Champions da próxima época para o clube londrino e o fim da linha para o Manchester City no sonho do título inglês. Quem sabe, também garantirá o fim da linha para Roberto Mancini no comando técnico dos citizens, numa altura em que se diz que a board de Manchester estará disposta a tudo para convencer José Mourinho a trocar Madrid por Manchester no final desta temporada.

Dentro das 4 linhas, o futebol-arte de Wenger limpou qualquer sombra de dúvidas que pairou até aos 86″, minuto do golo de Arteta. Algo insatisfeito com a pressão que os citizens estão a fazer sobre Robin Van Persie (o holandês termina contrato com os Gunners esta temporada, ainda não renovou e já foi dado como certa uma investida por parte da direcção do Manchester para resgatar o jogador) Arsène Wenger aproveitou para lançar algumas alfinetadas ao clube de Manchester, dizendo que agora, os citizens já podem lançar mais investidas sobre jogadores do Arsenal” – o francês ironizou a situação afirmando posteriormente a seguinte afirmação: “Podemos analisar estar situação de duas maneiras. Se calhar agora eles vão querer contratar outros jogadores”.
Estas declarações surgem obviamente na sequência das compras que os homens de Manchester fizeram no clube londino. Em 3 temporadas, os Gunners viram sair para o City Emmanuel Adebayor, Kolo Touré, Samir Nasry e Gael Clichy, motivo que levou os adeptos do clube de londres a espalhar a piada que os citizens “teriam cartão de cliente no Emirates para ter descontos na compras” – recorde-se que todos os jogadores saíram por um preço inferior ao que era expectável devido ao facto do Arsenal ter sido pressionado à sua venda em derivado do facto de ambos estarem apenas com mais 1 ano de contrato.

Já Roberto Mancini reagiu à derrota afirmando que afinal “não estamos fora do título” – na semana passada, Mancini tinha afirmado no flash interview posterior ao empate contra o Sunderland que se o City perdesse no fim-de-semana, dizia adeus ao título. Com 8 pontos de diferença para o United, não me parece (mesmo que o City vença o derby) que possam ter grandes hipóteses nesta questão.

No jogo de Londres, as luzes incidiram novamente sobre Mario Balotelli. O avançado está de cabeça perdida e voltou a cometer das suas.

O 1º lance – aos 20 minutos Balotelli tem esta entrada violenta sobre Alex Song. Já sabiamos que o camaronês era um jogador algo viril. No entanto, a entrada do Italiano poderia efectivamente ter traçado um destino na sua carreira. O arbitro viu e fez de conta que não viu. Balotelli foi perdoado mas…

fez duas faltas rispidas sobre Sagna nos dois minutos que sucederam ao golo do Arsenal e foi expulso.
Quem não ficou nada agradado com este comportamento foi Roberto Mancini. No flash-interview, o técnico italiano deu a receita de Tevez a Balotelli: “I don’t have any words for his behaviour.
I hope for him he can understand he is in a bad way for his future and I really hope that he can change his behaviour in the future. He will probably not play in the next six games. He’s young and could be my son and when you are young you can make mistakes. Mario made a mistake and I hope for him – not me – that he can change.
He clearly created a big problem but he has also scored important goals for us this season. He needs to chnge his behaviour if he wants to continue to play. I have seen players like him, who have all this talent, and they are finished in two or three years.”

Mancini assumiu de facto que o problema de Balotelli não passa apenas pelo controlo das suas emoções dentro de campo e deu a entender que o italiano também causa problemas no balneário. É uma pena, acrescento eu, que um talento destes não tenha cabeça. Balotelli parece-me daqueles jogadores que daqui a 5 ou 6 anos andará a arrastar-se por clubes como o Modena ou como a Atalanta porque há de chegar o dia em que ninguém o queira.
Notícias posteriores ao jogo indicam que o City deu guia de marcha ao italiano à primeira proposta que aparecer. O Milan de Galliani já apareceu interessado no jogador.

Balotelli já pediu desculpas aos companheiros, treinador, direcção e adeptos pelo seu comportamento. Rumores em Itália dão conta da não-inserção do avançado na pré-convocatória para o europeu por parte do seleccionador Césare Prandelli. Prandelli tem medo que Balotelli vá influenciar uma espiral negativa no balneário da Squadra Azzura. Recorde-se que há algumas semanas atrás, o seleccionador italiano já tinha posto a hipótese de Balotelli não integrar a convocatória italiana por considerar que o avançado não tinha estofo para lidar com a pressão.

Quem aproveitou de imediato a derrota do City foi o Manchester United. Os comandados de Alex Ferguson tiveram uma tarde descansada, vencendo o Queens Park Rangers por 2-0 em Old-Trafford. Nani voltou à competição, algo que deu algum regozijo ao treinador escocês. Dentro de campo, o Queens Park Rangers condicionou o seu jogo logo aos 14″ por expulsão de Shaun Derry após falta dentro da área que daria a oportunidade a Wayne Rooney de inaugurar o marcador. O United controlou o jogo com o equatoriano Valência a facturar mais uma exibição portentosa. Momento da tarde foi o 2º golo dos Red Devils, apontado pelo regressado Paul Scholes, num dos seus remates típicos.

Desde o regresso de Scholes em Janeiro que se nota uma maior acalmia no United. Exceptuando os jogos frente ao Bilbao, em que o Athletic de Bielsa montou o seu “carrossel de ataque” junto à área dos ingleses, Scholes veio dar aquilo que o United da 1ª parte da época não tinha: um médio que transportasse jogo e que fosse capaz de servir de orientador a todo o ataque. Quem poderia fazer isso melhor do que o mítico Paul Scholes?

ver aqui a vitória do Chelsea sobre o Wigan por 2-1.

No rescaldo de uma noite europeia frente ao Benfica em que a equipa londrina teve mais sorte do que juízo, o Wigan veio a Stamford Bridge necessitado de pontos para fugir aos lugares de despromoção. O Chelsea, aproveitando o empate do Tottenham frente ao Sunderland, precisava de vencer para se aproximar mais do 4º lugar. Pode-se dizer que nos dias que correm, o Chelsea é uma das equipas com mais sorte no mundo: vence o Benfica injustamente e com alguma ajudinha da arbitragem nas duas mãos, apurando-se para a Champions e vence um lutador Wigan com mais uma ajudinha dos senhores de negro.

Di Matteo optou por inserir duas caras novas no onze: Michael Essièn e Ryan Bertrand à esquerda. O Wigan de Roberto Martinez esteve por cima durante todo o jogo. Martinez teve uma abordagem táctica muito curiosa: jogou com 3 centrais e com 2 alas. Curioso também foi o primeiro lance de perigo na partida a remate de meia-distância de Gary Cahill.

Na 2ª parte viriam os lances que iriam deteminar o rumo da partida: logo a começar, penalti por assinalar a favor do Wigan com uma mão na área do lateral-direito sérvio Bratislav Ivanovic. Depois, seria o sérvio a marcar o primeiro golo da partida naquele lance bizarro. O Wigan nunca desistiu e sentiu que poderia levar qualquer coisa de Londres: aos 82″ Mohammed Diamé fuzilou Petr Cech naquele poderoso remate à entrada da área.

Para o fim estava guardada a masterpièce dos falhanços da arbitragem neste jogo: apesar da bonita jogada de ataque do Chelsea e do golaço que poderia ser se Torres marcasse aquele voley, 3 jogadores do Chelsea (inclusive Mata) estavam em fora-de-jogo no lance e existe carga nítida de John Obi-Mikel sobre o guarda-redes do Wigan Al-Habsi.

Ontem, Roberto Martinez, treinador do Wigan, revelou que o chefe dos árbitros da FA Mike Riley telefonou-lhe a pedir desculpa pelos erros de arbitragem na partida. Segundo palavras do jovem técnico espanhol: “Ele disse-me que arbitrar nesta liga exige nível e, nessa medida, deviam ter acertado naquelas duas decisões. Creio que há um modo honroso de enfrentar os erros. Todos somos capazes de os cometer e tem a ver com o modo como se reage a eles” – e o que é certo é que os erros de arbitragem foram danosos para o Wigan. A bom da verdade desportiva, o Wigan poderia ter vencido por 2-1 e poderia ter dado um passo importante rumo à manutenção.

O Chelsea aproximou-se do Tottenham e o Wigan continua abaixo da linha de água.

Notícias revelam que o Chelsea já se está a mexer para se reforçar: Igor Lichnovski, jovem defesa de 19 anos do Universidad do Chile e Hernanez, internacional brasileiro da Lazio estão na lista do Chelsea. O primeiro também poderá constar das listas do Inter mas só sairá por verbas a rondar os 5 milhões de euros. Já Hernanes tem o seu passe fixado num valor entre os 22 e os 25 milhões. O brasileiro da Lázio também é desejado pela Juventus e pelo Tottenham.

Por falar em Tottenham. Os Spurs deram um passo negativo ao empatar em Sunderland a 0 bolas. A equipa de Redknapp vê assim mais longe o 3º lugar do Arsenal e terá que lutar jornada a jornada com o Chelsea pelo objectivo Champions.

Outros jogos:

Liverpool 1-1 Aston Villa – Continua a seca de vitórias e golos em Anfield. Andy Carroll foi novamente protagonista pela negativa. O avançado contratado em Janeiro de 2011 ao Newcastle por 40 milhões poderá ter guia de marcha no clube de Liverpool.

A Juventus pretende pescar em Liverpool. Ao que parece, Luis Suarez ficou magoado com a polémica que teve com Patrice Evra. Ultimamente, Kenny Dalglish tem colocado o uruguaio no banco de suplentes, algo muito estranho para aquilo que o extremo tem vindo a fazer nos Reds. Tem uma justificação: Suarez já disse que pretende sair do futebol Inglês. A Juve mostra-se interessada e pretende fazer uma proposta a rondar os 20 milhões + Milos Krasic, jogador que está insatisfeito em Turim e que tem servido de moeda de troca para algumas propostas que o clube tem feito.

Swansea 0-2 Newcastle – Os magpies continuam de olho no 5º lugar do Chelsea e no 4º do Tottenham. Papiss Cissé, ponta-de-lança senegalês contratado em Janeiro ao Freiburg da Bundesliga carimbou com 2 bons golos a vitória da equipa de Alan PardueE. Cissé já leva 9 golos em apenas 3 meses no Saint James Park. Começa a revelar-se mais um caso de sucesso na equipa do Norte e não promete ficar aqui, como aliás, já tinha dito na última crónica.

Norwich 2-2 Everton – Duas equipas descansadas ao nível classificativo proporcionaram um bom jogo de futebol. O avançado croata Jelavic é outro caso de sucesso no futebol inglês. Marcou mais 2 golos. Todavia, o Everton ficou limitado para o resto da temporada com a lesão do seu central\trinco Jack Rodwell. O atleta, que fazia parte dos planos de Stuart Pearce para o europeu já não irá marcar presença no evento em virtude de uma lesão grave.

La Liga:

Duelo intenso no La Romareda em Zaragoça. A equipa da casa (com Rúben Micael no onze; Postiga só entrou nos minutos finais) precisava de bater o pé ao Barça para obter pontos para fugir à despromoção. Já o Barça vinha de uma saborosa vitória frente ao Milan para a Liga dos Campeões e precisava de vencer para alimentar a luta pela renovação do título espanhol.

Guardiola optou por fazer alguma gestão do plantel, colocando Xavi e Iniesta no banco. Xavi só iria entrar aos 90″ para queimar tempo mas ainda a tempo de ver o 4-1 final.

Uma vibrante primeira parte que acompanhei (depois interrompi para ver o Porto frente ao Braga) dava uma noção básica de que o Zaragoça queria efectivamente parar o Barça no seu reduto. A jogar destemidamente contra o futebol dos catalães, prova disso foi o penalty que Angel Lafita não aproveitou ao minutos 23 depois de uma falta de Victor Valdés (Valdés redimiu-se defendendo o penalti) e o golo passado 7 minutos por intermédio de Carlos Aranda. Tremido, o Barcelona subiu no terreno e virou o jogo em 3 minutos: primeiro por Puyol num lance onde Roberto fez mais uma das suas (já tínhamos saudades de ver o antigo guarda-redes do Benfica a sair às aranhas) e depois por intermédio de um golaço de Messi. A primeira parte iria terminar com a expulsão por acumulação de amarelos do central Abraham, facto que condicionou o Zaragoza, repito, que até então estava a merecer muito mais do que uma derrota pelo esírito afoito com que estava a enfrentar o Barça.

Na 2ª parte, com o jogo devidamente controlado, o Barça apareceu com mais um golo do Argentino (de grande penalidade) e com o delicioso golo de Pedro em combinação com Messi num estilo que mais parecia do rugby do que do futebol.

Um rumor dá conta que o Barça pretende “usar” Cesc Fabrègas e 30 milhões de euros para convencer Robin Van Persie a ser blaugrana na próxima época. O Barça pagaria assim um preço justo ao Arsenal e o espanhol serviria de intermédiário para convencer o Holandês a trocar londres pelo clube catalão.

Duro nulo para o Real em dia de páscoa frente ao Valência.

A jogar com a artilharia toda, Mourinho pretendia livrar-se do incómodo Valência nesta altura da temporada. O Real mereceu vencer visto que dominou toda a partida e viu o golo negado por várias vezes ora pelo poste ora por uma grandiosa (grandiosa mesmo!) exibição do suplente do Valência Guaita (o Valência tem de facto dois maravilhosos guarda-redes).
Primeiro a de Ronaldo ao poste. Tudo lindo. Chutão do extremo português a bater com violência no poste. Seria um dos melhores golos da Liga. A resposta do Valência: remate de Topal (este turco é brilhante na meia-distância) para defesa incompleta de Casillas. Com o guardião do Madrid plantado a pedir fora-de-jogo do avançado valenciano, este não consegue fazer mais do que atirar a bola ao poste. Seria complicado para o Madrid voltar à partida se o Valência ter inaugurado o marcador neste lance.

O Valência desapareceu da partida depois deste lance e só voltaria a aparecer na 2ª parte novamente a remate ao poste por intermédio da meia-distância do internacional turco. Se o golo de Ronaldo era de Antologia, qualquer dos lances de Topal também. Nas imagens veja-se a felicidade de Casillas a agradecer aos postes do Bernabéu após o dito lance. Veio o show de Ronaldo e o show da sua sombra nesta partida: Guaita! O internacional sub-21 espanhol está de parabéns. Levaria a melhor sobre toda a artilharia ofensiva que Mourinho tinha lançado na partida (o Real acabou o jogo com Ronaldo, Kaka, DiMaria, Callejón e Benzema).

O resultado foi ingrato para as duas equipas, observando pelo ponto de vista classificativo: o Real perdeu dois pontos para o Barcelona e o Valência foi ultrapassado na 3ª posição pelo Málaga.

Para a história da partida, ainda ficou o lance entre Pepe e Arbeloa.

Descontente com a falta que tinha sofrido, Pepe tentou descarregar uma das suas meiguices no jogador do Valência e acabou por fazê-lo de forma inocente no seu colega de equipa Arbeloa. FAIL!
No entanto, o lateral espanhol compreendeu a situação e até brincou com o assunto quando interrogado pelos jornalistas.

Marcelo valorizou a negatividade do empate do Real mas diz que o balneário continua tranquilo. Já Guardiola também afirmou que o Barça muito dificilmente será campeão. No entanto, de Pep, creio que estas declarações são talhadas para tentar espicaçar o adversário.

Com este empate do Valência, aproveitou o Málaga. A nova aquisição da família bin Thani, depois de um mau início de temporada está cada vez mais perto de confirmar a Champions pela via directa. O último adversário a sofrer a fúria malagueña foi o Santander com golos de Isco, Santi Cazorla e Van Nistelrooy.

Ainda sobre equipas que alimentam o sonho europeu, o Osasuna foi a Santa Maria de Vallecas (arredores de Madrid) receber uma lição de bola do Rayo Vallecano. No Rayo, recém-promovido à Liga após alguns anos de ausência estão agora jogadores como José Maria Movilla (ex-Atlético e Espanyol) Diego Costa (ex-Braga e Atlético) e Andrija Delibasic (ex-Benfica e Beira-Mar) – não é portanto uma equipa com grandes estrelas, mas é uma equipa que se tem mostrado muito combativa e que faz de um jogo rápido e agressivo a sua maior força. No regresso à liga, ocupam para já o 12º lugar com 40 pontos e vivem um momento muito tranquilo, precisando apenas de 3 pontos em 6 jornadas para confirmar a manutenção.

Já o Osasuna perdeu para Málaga, Valência e Levante (venceu 2-0 o Atlético e deverá ter arrumado de vez os sonhos de Simeone quanto ao dossier Champions\Liga Europa por via do campeonato; relembro que o Atlético ainda está na Taça Uefa onde jogará frente ao Valência as meias-finais) mas segurou o 6º lugar, lugar que dá Liga Europa em Espanha.

Quem também estragou os planos europeus, neste caso do Sevilla foi o adversário do Sporting nas meias-finais, o Athletic de Bilbao. Llorente marcou para os bascos, fazendo o seu 15º golo na Liga esta temporada. Caso de sucesso, Llorente leva 26 golos esta temporada e cada vez está mais perto da saída para um grande europeu.

Quem também revelou interesse num jogador de Bielsa foi o United. Ferguson ficou maravilhado com as fantásticas exibições do extremo Oscar DeMarcos contra a sua equipa e já deu ordens de compra aos directores do clube. O extremo poderá sair para Old-Trafford por uma verba a rondar os 26 milhões de euros. De Marcos foi contratado em 2009 ao Alavés por uma verba a rondar os 3,5 milhões de euros.

O Athletic deveria a meu ver preservar estes jogadores por mais uns anos. Como é uma equipa auto-subsistente deveria guardar os jogadores por mais umas épocas visto que não são impedimentos do ponta de vista financeiro que motivam o Athletic a vender. Tirando o guarda-redes Iraizoz (31 anos) o lateral Iraola (29), o central amorebieta (27) o centrocampista Gabilondo (33 anos) e o extremo David Lopez (29 anos) todo o núcleo duro do sucesso de Bielsa está abaixo dos 25 anos. Falo de De Marcos, Muniain, Llorente, Susaeta, Martinez, Ander Herrera, Iturraspe e Mikel San José. Com jogadores deste calíbre, daqui a alguns anos, a maturidade futebolística associada à evolução de um projecto e à evolução desta equipa enquanto equipa até podem trazer títulos ao país basco. Acredito que a manutenção destes jogadores poderá dentro de alguns colocar o Bilbao na luta pelo título espanhol, feito que poderá ser extraordinário tendo em conta os recursos dos clubes como Barcelona, Real, Atlético e Valência e os recursos\limitações estatutárias que o Bilbao apresenta na contratação de jogadores.

Para finalizar as notícias sobre equipas espanholas, é de lamentar a morte de um adepto do Athletic. Um jovem de 28 anos foi baleado pela polícia basca antes do jogo frente ao Schalke 04. A bala acertou a cabeça do dito jovem e este veio a falecer hoje (terça-feira) num hospital de Bilbao.

Liga Italiana:

Quebra no Milan? A Viola foi complicar as coisas a Milão nesta altura da temporada.

Depois da eliminação para a Liga dos Campeões aos pés do Barça, o Milan complicou a revalidação do título com uma derrota caseira frente à Fiorentina de Délio Rossi.

Allegri pensava que eram favas contadas e decidiu mexer na equipa: Zambrotta jogou à esquerda, Muntari no meio do terreno e Maxi Lopez foi companheiro de ataque de Zlatan Ibrahimovic. Já a Fiorentina de Rossi não pode contar com duas das suas maiores estrelas: Montolivo (poderá estar de saída para Milão no final da temporada) e Juan Manuel Vargas não alinharam na partida. Rossi arriscou jogar com Matija Nastasic (19 anos) ao lado de Natali e arriscou colocar o jovem central de 19 anos Michele Camporesi (decorem o nome pois vai ser uma grande vedeta do futebol italiano) a jogar a trinco.

Delio Rossi não se deu mal. A primeira parte, como competia, pertenceu ao Milan. Primeiro reclamou-se um penalti que o arbitro da partida iria marcar, decorrente de uma falta que não existiu de Nastasic sobre Maxi Lopes: nota-se que o avançado argentino e o central sérvio estão a agarrar-se mutuamente e que o argentino subitamente cai e arrasta consigo o sérvio. Ibra não perdoou de penalti.

Na 2ª parte tudo haveria de mudar. Num futebol de contra-golpe rápido, a Fiorentina marcou logo a abrir a segunda parte por intermédio do internacional montenegrino Stevan Jovetic. Depois seria o antigo avançado da Juve Amauri a dar uma prendinha à sua equipa, combinando lindamente com Jovetic e finalizando na cara de Abiatti.
Vitória importantíssima da Viola na luta pela manutenção na Série A.

Vitória difícil mas bem conseguida da Juventus em Palermo.

Frente a um adversário que costuma ser muito difícil de bater em casa, a Juve apresentou algumas mexidas no onze. Desde logo se realça a entrada do ala Chileno Marcelo Estigarribia (Chileno emprestado à Juve pelo Le Mans de França) e a inserção de Fabio Quagliarella no onze após ter marcado contra o Napoli (muitos diziam que Quagliarella estava de saída de Turim; Conte decidiu reaproveitá-lo perante a falta de eficácia de outros avançados como Matri ou Borrielo).

Leonardo Bonucci e Fabio Quagliarella resolveram o jogo na 2ª parte para o lado da Vecchia Signora, que, aproveitando a derrota do Milan subiu para a primeira posição do campeonato. A Juve de Antonio Conte ainda não perdeu para a Serie A, facto que levou Massimiliano Allegri (treinador do Milan) a afirmar que a Juve “não é invencível”. O que é certo é que a Juve (tirando o jogo de amanhã frente à Lázio e o de dia 22 frente à Roma, ambos em Dell´Alpi) tem um calendário muito acessível até ao final da temporada: Cesena, Novara, Lecce (os 3 últimos) e Atalanta.

Jogaço no Olímpico de Roma. O Napoli perde jogos é certo. Tirando o jogo de há duas jornadas em Turim frente à Juve, nunca vi o Napoli perder sem dar espectáculo. A Lazio venceu e cimentou o seu lugar na Champions da próxima época.

A Lazio vive um bom momento. Tão bom que Miroslav Klose afirmou ontem desejar jogar muitos e bons anos pelos Romanos. Já o Napoli, apesar do 5º lugar actual, já conheceu melhores dias. Os Napolitanos tinham em Roma a oportunidade crucial para atingir a Lazio no 3º posto e desperdiçaram a oportunidade.

O antigo centrocampista da Juventus Antonio Candreva abriu a contagem aos 9″ num remate lateral em que Morgan DeSanctis deu uma fifia muito pouco usual para o seu gabarito. A lazio marcou e como costuma ser seu apanágio, recuou no terreno. O Napoli foi tentando penetrar através de alas compostas por Miguel Britos e Blerim Dzemaili. Aos 36″ Ezequiel Lavezzi fez uma assistência prodigiosa para Goran Pandev e o macedónio emprestado pelo Inter (que já foi jogador durante muitos anos na Lazio) não se importou de marcar numa baliza que tão bem conhece e fazer o seu 6º golo da temporada (má época para Pandev num clube onde nunca se assumiu como titular face às presenças de Cavani e Lavezzi).
Na 2ª parte, a Lazio haveria de se superiorizar na partida. Tanto ao nível de futebol como ao nível de golos:
– primeiro por uma obra prima de Stefano Mauri que merece ser vista e revista. Vai de certeza para a lista dos melhores de sempre da Série A.
– depois por Christian Ledesma na cobrança de uma grande penalidade bem assinalada na falta do Uruguaio Britos sobre o veteraníssimo Tommaso Rocchi.

No Communal Friuli, a Udinese ainda acalenta o sonho da liga dos campeões. O eterno António Di Natale e o internacional Ganês Kwadwo Asamoah deram a vitória por 3-1 sobre o aflito Parma. Na Udinese, destaque para as exibições constantes de jogadores experientes como Michele Pazienza (emprestado pela Juventus) Danilo (lateral-direito cobiçado pelo Inter) Pablo Armero e Gianpieri Pinzi. Mauricio Isla ainda continua de fora na equipa orientada por Francesco Guidólin.
O Parma com esta derrota desce ao 16º lugar com 35 pontos, mais 4º que o 18º (Lecce).

Na Sardenha frente ao Cagliari, o Inter deixou mais dois pontos e atrasou-se na corrida pela Europa. Os milaneses sofreram 6 golos em duas jornadas. Muitos erros defensivos tem assolado o Inter esta temporada. E não é por falta de defesas de qualidade.
O 2º golo do Cagliari é alcançado por Maurício Pinilla. O antigo jogador do Sporting tem feito boas épocas em Itália. Esta época, Pinigol já leva 9 golos esta temporada, sendo que 7 são desde que chegou ao Cagliari em Janeiro vindo por empréstimo do Palermo. Aos 28 anos Pinigol já se pode considerar um globetrotter dada a quantidade de países e clubes onde já alinhou: Universidad do Chile (Chile) Inter (Itália) Chievo, Sporting (Portugal) Racing de Santander (Espanha) Hearts (Escócia) Vasco da Gama (Brasil) Apoel Limassol (Chipre) Grosseto (Itália; foi o melhor marcador da 2ª divisão italiana em 2009\2010) Palermo e agora Cagliari.

Se o Inter empatou, a Roma perdeu.

Frente ao aflito Lecce. Do jogo Romano só se aproveitou o tiraço de livre do internacional argentino Erik Lamella. Lamella promete ser um jogador de futuro. Todos os golos do Lecce nascem de desconcentrações defensivas romanas. Só para nota informativa, a Roma alinhou com um quarteto defensivo composto José Angel, Simon Kjaer (está longe dos anos de Palermo) Gabriel Heinze e Alessandro Rosi.

Liga Francesa:

O Monpellier venceu o Sochaux por 2-1 e continua a liderar a Ligue 1 com os mesmos pontos do PSG (63). No entanto, os homens do Sul terão uma deslocação difícil a casa do Marselha já hoje em jogo em atraso. Em caso de vitória poderão ficar lançados para a vitória histórica na Ligue 1.

No Parque dos Principes, a turma de Ancelotte acompanhou o Montpellier nas vitórias. Jeremy Menez e o recém contratado (ao Chelsea) central Alex marcaram os golos da vitória para a turma parisiense.

A direcção do PSG já disse que Ancelotti é aposta de futuro e também afirmou que o treinador italiano terá 100 milhões para contratações no próximo verão. João Pereira, Hulk, Radamel Falcão e Kaka são os targets que Ancelotti pretende para construir uma equipa competitiva para a Champions.

O jogador do Porto Hulk já veio dizer publicamente que não pretende ir para o PSG.

Quem deu um passo atrás foi o campeão em título Lille. Os homens do Norte perderam por 3-1 frente ao Brest fora e ajudaram o Brest a sair dos lugares desconfortáveis. O Lille está a 7 pontos da liderança, isto quando faltam 7 jornadas para o fim em França.
O Lyon aproximou para se separar do Toulouse. No Gerland, os homens de Remi Garde bateram o Auxerre por 2-1 enquanto o Toulouse perdeu.

Bundesliga:

Em vésperas de jogo decisivo frente ao Bayern de Munique, o Borussia de Dortmund cumpriu a sua obrigação de líder e campeão em título e foi vencer o Wolfsburg por 3-1 ao seu terreno. Mais uma exibição magnífica do ponta de lança Robert Lewandowski. O polaco já leva 19 golos (24 toda a época) na Bundesliga, sendo o 3º melhor marcador. Só é superado por dois titãs: Mario Gomez e Klaas-Jan Huntelaar.

O Bayern também venceu. No Allianz-Arena Mario Gomez recolocou a turma comandada por Jupp Heynckes a 3 pontos do Dortmund. A vítima foi o Augsburg. Prevê-se um jogão hoje no Westfallenstadium em Dortmund. Em caso de vitória do Dortmund, penso que o assunto título fica arrumado. Em caso de vitória do Bayern, as equipas empatam em pontos e teremos luta até ao fim. Em caso de vitória dos Bávaros, caso vença o seu jogo em Nuremberga, o Schalke (está a 9 pontos) também poderá re-entrar na luta para a jornadas finais, até porque na 31ª jornada joga em Dortmund.

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futeboladas

Jornadas do fim-de-semana das principais ligas europeias, Liga dos Campeões e Liga Europa.

Começo pela Premier League, como habitual.

Premier League:

Ver aqui os highlighs do empate do Manchester City frente ao Sunderland a 3 bolas.

Emoções ao rubro no sábado no City of Manchester. No entanto, o empate (à luz da vitória do Manchester United em Blackburn esta noite) faz com que o City fique a 5 pontos do rival de Manchester e comece a ficar longe do sonho do título.

O arejado Sunderland de Martin O´Neill foi ao City of Manchester incomodar a “fraca” equipa de Mancini. E poderia ter trazido de Manchester muito mais que um empate não fosse a reacção tardia dos homens de Manchester. Na primeira parte, o sueco Sebastien Larsson e o dinamarquês Niklas Bendtner deram toques escandinavos à revolução do Sunderland em Manchester. No entanto, uma grande penalidade convertida por Balotelli iria manchar uma exibição perfeita dos Black Cats na 1ª parte.

O mesmo duo iria elevar a contagem para 3-1 aos 55″. É impressionante como Sességnon consegue fugir a uma entrada duríssima de Yaya Touré no meio campo e como consegue oferecer a Bendtner a hipótese de servir Larsson para o 3º golo da equipa.

Até que Mancini largou Tevez em campo e deixou o argentino a jogar no ataque com Dzeko e Balotelli. O City acordou de forma tardia mas ainda teve tempo para empatar a partida nos 5 minutos finais por intermédio de Balotelli e Kolarov.

Seriam precisamente estes dois jogadores o foco principal da partida. Corria o minuto 63 da partida quando o italiano e o sérvio se desentenderam na marcação de um livre directo.

Ver aqui o incidente

O internacional italiano não ficou agradado com o facto do sérvio ter puxado a bola para si para bater o livre em questão e tiveram que ser os colegas de equipa a afastar o avançado do celeuma. No entanto, registo aqui que o árbitro da partida deveria efectivamente ter mostrado o cartão amarelo aos dois jogadores do City, atitude que foi aberta pela FA depois do precedente gerado por Kieron Dyer e Lee Bowyer em 2004\2005, quando os ditos jogadores (no Newcastle) andaram à porrada no meio de um jogo da liga inglesa e foram expulsos.

Quem não ficou agradado com a situação assim como com a performance dos seus jogadores na partida foi Roberto Mancini.
No entanto, Mancini tem aparecido com algumas declarações contraditórias. Se no flash-interview posterior ao jogo do Sunderland o treinador italiano afirmou (como se pode ouvir no video acima postado) que o City continua na luta pelo título, hoje, o mesmo, já veio afirmar que caso o City perca o próximo jogo diz adeus ao título inglês.

Quem aproveitou a escorregadela do City foi precisamente o City. Devido à limitação que a WordPress impõe ao nível de postagem de videos (apenas aceita videos de youtube) ainda não disponho de imagens deste jogo.
O Manchester United venceu o Blackburn fora por 2-0 com golos de António Valência e Ashley Young. O equatoriano fez uma partida brilhante e continua a merecer a titularidade que Sir. Alex Ferguson lhe tem concedido nas últimas semanas. Foi uma vitória muito difícil para o United. Não que o United não tenha castigado o Blackburn durante toda a partida porque castigou, mas porque o United só conseguiu chegar aos golos nos 10 minutos finais.

Na imprensa têm surgido notícias que dão conta de aceleradas rondas de negociação entre o Manchester United e o empresário de Arjen Robben para que o internacional Holandês troque Munique por Manchester na próxima temporada. Robben termina contrato em 2013 mas tem muitos interessados em Inglaterra. À cabeça, Manchester City, Chelsea e Manchester United. Como o Bayern não pretende perder o jogador (ou perder o jogador a um preço muito inferior aquilo que ele efectivamente poderá render aos cofres bávaros) a imprensa alemã afirma que Robben já deverá ter renovado com o Bayern até 2015, informação que ainda carece de confirmação por parte da direcção bávara.

Robben é o 2º internacional holandês veículado como reforço do Manchester United para a próxima temporada. Na semana passada, especulou-se que Klaas-Jan Huntelaar não iria renovar contrato com o Schalke 04 para poder rumar a custo zero para Old Trafford.

Aston Villa 2-4 Chelsea

Grande vitória do excelente em Villa Park. Grande jogo de futebol em Birmingham. Grande onda de solidariedade entre futebolistas e adeptos para com o internacional Búlgaro Stilyian Petrov, jogador do Aston Villa.

Vamos por partes:

Grande jogo do Chelsea de Di Matteo na ressaca da vitória europeia contra o Benfica na luz (já lá vamos).

O Chelsea assegurou a permanência na luta por um lugar na Champions com uma fabulosa exibição colectiva que efectivamente vinga a derrota caseira por 3-1 contra o Aston Villa no passado mês de Dezembro. Até deu para Fernando Torres fazer o gosto ao pé aos 90″.

Adeptos e jogadores das duas equipas uniram-se para dar força a Stilyian Petrov. O internacional Búlgaro está a lutar pela vida em virtude do diagnóstico médico que lhe traçou uma leucemia melóide aguda. Petrov confessou que a sua luta é inspirada na mesma luta pela vida que Fabrice Muamba passou há 2 semanas quando teve um colapso cardíaco em pleno relvado de White Hart Lane. Segundo palavras do jogador: “Vi a foto de Muamba e isso inspirou-me muito. – Depois dirigiu-se aos fans do Aston Villa e agradeceu todo o apoio que os adeptos do clube de Birmingham e que todos os colegas de profissão lhe estão a desejar.

Os adeptos do Villa não se fizeram rogados e ao minuto 19 (número da camisola de Petro) fizeram questão de cantar e saltar em conforto ao problema que afecta a vida do futebolista Búlgaro. O momento da ovação pode ser visto aqui no site do Jornal A Bola. O futebol é feito destas emoções. Força Petrov!

É o 2º caso recente de um jogador que está a lutar contra uma doença cancerígena. Há uns meses atrás o jogador do Barcelona Eric Abidal conseguiu vencer um tumor no fígado.

Na específica luta pela Champions League, o Chelsea aproveitou a derrota do Arsenal no derby de Londres contra o Queens Park Rangers.

A equipa de Arsène Wenger parecia embalada para o 3º lugar pois já não perdia desde o início de Fevereiro. No duelo contra o aflito Queens Park Rangers, o franco-marroquino Adel Taarabt (jogador que prometia muito para esta época mas que acabou por gorar as expectativas de quem o considerava um fenómeno; já foi pretendido por Chelsea e Manchester United) abriu o marcador com uma espectacular rotação sobre o belga Thomas Vermaelen e consequente finalização sob pressão de Laurent Koscielny. No 2º jogo em branco para Robin Van Persie, seria Theo Walcott a marcar aos 37″ para a equipa de Wenger. Samba Diakite haveria aos 66″ de dar a tão desejada vitória para os homens de Mark Hughes que com esta vitória voltou a subir a linha de água em troca com o Blackburn.

Tottenham 3-1 Swansea

Quem também aproveitou a derrota do Arsenal foi o Tottenham. Frente a um Swansea que costuma fazer bons jogos contra os lá de cima, o Tottenham “vestiu o fato macaco” nos minutos finais (golos de Adebayor aos 74 e 85) mas começou a partida com um smoking de gala oferecido por Rafael Van der Vaart. Soberbo golo do Holandês que decerto irá pontificar nos melhores da Liga 11\12.

Na 2ª parte veio a resposta por parte do médio ofensivo Islandês Golfy Sigurdsson. Na mesma escala de espectacularidade do golo de Van der Vaart.

O Tottenham colou-se ao Arsenal com 58 pontos. O Chelsea é 5º com 53.

Outros jogos:

Wigan 2-o Stoke – A equipa de Roberto Martinez continua na sua luta contra a despromoção. Mais uma vitória importantíssima que até poderia ter dado para sair dos lugares incómodos não fosse a vitória do Queens Park Rangers contra o Arsenal. Antolin Alcaraz (ex-Beira-Mar) abriu a contagem.

Wolverhampton 2-3 Bolton – Jogo de aflitos de Owen Coyle venceu e aproveitou para dedicar a Fabrice Muamba. 10 minutos finais loucos. Se Michael Kightly tinha aberto o marcador para os da casa aos 55″ e Martin Petrov tinha empatado aos 65″ por intermédio de uma grande penalidade, o Bolton virou o marcador aos 80″ por intermédio do defesa espanhol Marcos Alonso. Aos 84″ seria Kevin Davies a elevar para 3-1 para 4 minutos depois o Wolverhampton reduzir para 2-3. O Wolverhampton está a ficar numa situação ruinosa. 6 são os pontos que separam o wolves do primeiro lugar acima da linha-de-água.

Newcastle 2-0 Liverpool – Os magpies não desarmam da luta pela europa. Venceram o pobre Liverpool por 2-0 com dois golos de Papiss Cissé. O avançado contratado no mercado de Janeiro ao Freiburg da Bundesliga já leva 7 golos desde que chegou a Newcastle e promete (pela sua veia goleadora e pela sua força e rapidez) ser um dos melhores marcadores da Premier League na próxima temporada.

O Liverpool de Dalglish já não ganha há 6 jornadas. A última vitória dos Reds foi no derby de Liverpool em Anfield no dia 25 de Fevereiro. O Liverpool já confirmou que Dalglish não será o treinador da equipa na próxima temporada.

Liga Espanhola:

Mais um rolo compressor do Real para o campeonato. Inacreditável. O Real marcou 15 golos no espaço de uma semana. 5 contra a Real Sociedad, 3 na deslocação ao APOEL para a Champions e mais 5 no Osasuna. É de realçar que o Osasuna está a fazer uma época sensacional, sendo 6º classificado (lugar que dá acesso à Liga Europa).

A exibição de Cristiano Ronaldo não merece comentários. Talvez a mais perfeita da sua carreira. Rápido nos flancos a fazer em água a cabeça de Javier Flaño. O lateral espanhol não ganhou um duelo em drible ao português. Aquele golo formidável do meio da rua e a assistências para Benzema e Higuaín. Benzema com aquele golo “à van basten”. Mesmo existindo 6 pontos de avanço e um clássico por disputar em Nou Camp, mesmo que o Real perca contra o Barça, dúvido que o título fuja à equipa madrilena.

O Barça recebeu o Athletic num jogo que causou alguma polémica em Espanha. Isto porque o Athletic cedeu às pretensões do Barça em jogar no sábado à noite. Como é sabido o Athletic jogou na quinta-feira à noite frente ao Schalke 04 na Alemanha e o Barça joga amanhã frente ao Milan para a Liga dos Campeões. O Athletic queria jogar no domingo, o Barça (por razões óbvias) no sábado. O Athletic preferiu abdicar do descanso entre partidas para ter mais um dia para descansar para o jogo da 2ª mão na quinta-feira e cedeu o domingo pelo sábado ao Barça pois entendeu que o Barça necessitaria mais do jogo no sábado. Para a comunicação social, esta alteração entendeu-se como um favor dos bascos aos catalães visto que a equipa de Bielsa há muito que já desistiu de um lugar europeu por via do campeonato para poder lutar pela vitória na Liga Europa.

Dentro de campo o Barça venceu confortavelmente por 2-0 e manteve a perseguição ao Madrid. Messi marcou o 36º da temporada na Liga espanhola e está a 1 de Cristiano Ronaldo. O Barça joga amanhã frente ao Milan em Nou Camp com um 0-0 da 1ª mão (irei abordar mais à frente). Pep Guardiola avisou hoje na conferência de imprensa que antecede o jogo que o Milan é uma equipa capaz de marcar fora, logo, o Barça deverá ter atenções redobradas.

Outros jogos:

Valência 1-1 Levante – No açucarado derby de Valência, Valência e Levante partilharam um ponto. Um ponto que serviu mais as pretensões do Valência do que as pretensões do Levante. O Valência é 3º com 48 pontos e o Levante 5º com 45. O Levante não conseguiu chegar aos lugares da Champions mas aproveitou a derrota caseira do Málaga (4º) frente ao Bétis.

Atlético de Madrid 3-0 Getafe – O Atlético de Madrid também aproveitou as derrotas de Málaga e Osasuna para se chegar aos lugares europeus. Os madrilenos bateram em casa o Getafe por 3-0 com golos de Falcão, Sálvio e Adrián. O jovem avançado espanhol tem sido bastante cobiçado nas últimas semanas. Há quem diga que o Chelsea e o Inter estão com os olhos postos na sua contratação. Adrián confessou em entrevista ao jornal Marca que está muito bem no Atlético e que pretende fazer coisas boas no clube madrileno.

Sporting de Gijón 1-2 Zaragoza – Em duelo de aflitos, Hélder Postiga marcou aos 37″ e Lafita decidiu aos 90. O Português já leva 7 tentos na Liga e tem sido muito útil ao clube da Rioja. O Zaragoza ainda está debaixo da linha-de-água no 18º lugar com 28 pontos, menos 4 que o Villareal. O Sporting de Gijón de André Castro está a um passo da despromoção.

Na próxima jornada:

– O Real recebe o Valência no Santiago Bernabéu. Com 3-0 de vantagem na eliminatória contra o APOEL será capaz Mourinho de fazer rodar a equipa tendo em conta a estabilidade do 1º lugar na Liga? O Valência precisa de vencer para não complicar as contas do 3º lugar.
– O Barça vai a Zaragoza com a equipa da casa a precisar de pontos.
– Outro jogo em destaque na luta é o Levante vs Atlético de Madrid. O Levante precisa de segurar o seu lugar europeu perante um Atlético que irá terminar em sprint o campeonato. 3 são os pontos que separam as duas equipas.

Liga Italiana:

Um dos jogos da semana em Itália.

Em primeiro lugar há que dar realce à curiosa abordagem táctica da Juve de António Conte. 3x5x2 é o modelo utilizado regularmente por Walter Mazzarri no Napoli. Esta táctica e a utilização de determinados jogadores nela por parte de Conti tem variadas explicações: aniquilibrar o adversário por via do equilíbrio táctico e de uma marcação homem a homem por parte da Juve; a colocação nas alas de dois jogadores de cariz defensivo (De Ceglie à esquerda e Lichsteiner à direita) de modo a parar a rapidez e influência no contra ataque dos alas do Napoli (Maggio e Zuñiga) 3 centrais (Bonnucci, Chiellini e Barzagli) para travar a influência de Cavani e Lavezzi. Duelo de meio campo entre Pirlo\Marchisio e Inler\Gargano e Hamsik. A dupla do meio campo da Juventus levou a melhor durante quase toda a partia (Hamsik foi nulo) e Cavani\Lavezzi foram anulados com facilidade pelo trio de centrais da Juve. Pirlo e Marchisio construíram quanto quiseram e Arturo Vidal foi o joker da partida. Quando Conte precisou de atacar, tirou Lichsteiner e meteu Cáceres e o Uruguaio deu outra profundidade ao ataque.

Não sei quantos poderiam ser; o mais justo é que tivessem sido uns 5 ou 6 dadas as oportunidades que a Juventus teve durante os 90 minutos. Pirlo meteu pelo menos três bolas de golo na cabeça dos seus colegas e em conjunto com Marchisio faz com que a Juve tenha dois excelente executantes ao nível da temporização atacante. Arturo Vidal mascarou-se de Eljero Elia no 2º golo da Juve. Está um craque este Chileno de 24 anos. E Del Piero entrou para acabar com o pouco que existia do Napoli na partida. No entanto, o jogou terminou com a justa expulsão de Zuñiga depois de uma agressão a Andrea Barzagli.

A Juve ficou agora a 2 pontos do Milan. O Napoli é 4º com 48 pontos e continua às portas da Liga dos Campeões. As duas equipas ainda jogarão mais uma vez esta época. Será no dia 20 de Maio no Olímpico de Roma para a final da Taça de Itália. Se pudesse distribuir os títulos pelas aldeias, não me importava nada (pelo lindo futebol que ambas as equipas praticam) que o Milan vencesse a Champions, que a Juventus vencesse o título e que o Napoli vencesse a Taça de Itália.

Boa nova para Juve é o facto do avançado Alessandro Matri e do defesa Leonardo Bonucci terem renovado com o clube dos Agnelli.

O Milan foi à Sicilia enfrentar o Catania e perdeu pontos para a Juve. Sem grandes folgas entre duelos europeus, Max Allegri apenas fez duas alterações ao onze habitual: tirou El-Sharaawy e Kevin Prince Boateng (entraram ambos na 2ª parte quando o Milan já empatava) e colocou em sua vez Alberto Aquilani e Ambrosini. Perante o potencial de ambos os jogadores, este tipo de substituições não fazem o Milan perder de qualidade e isso é uma das virtudes deste plantel dosJuanmilaneses: é rico em soluções de qualidade e como tal poderá enfrentar 2 frentes ao mesmo tempo sem grandes deslizes.

Não aconteceu na Sicília. O Catania que até está a fazer uma boa época conseguiu sacar um empate ao líder da prova.
Na 1ª parte, destaque para as belíssimas defesas de Juan Pablo Carrizo aos pés de Emanuelson e Zlatan Ibrahimovic. O Argentino não evitou o golo de Robinho aos 37″ mas foi crucial para levar a equipa para o intervalo a perder por 1-0 quando poderia estar a perder por 2 ou 3. No golo do brasileiro, os créditos vão todos para Zlatan: só um jogador da sua categoria é que consegue manter aquela bola jogável e ainda assistir um colega de equipa para golo. O Sueco está (quanto a mim) a fazer a melhor época da sua brilhante carreira!

Na 2ª parte tudo mudou. O Catania começa com um golo muito mal anulado ao argentino Alejandro Gomez. Como se pode ver nas imagens, tanto Bonera como Abate poem em linha o extremo do Catania. A malta do ataque do Catania não desistiu e passados uns minutos (mesmo depois de Antonini ter dado o corpo ao manifesto a remate de Pablo Barrientos) empatou por intermédio de Spolli num lance em que Bonera e Ambrosini foram completamente “comidos” e Méxes ficou impávido e sereno ao ver Spolli nas costas a emendar para a baliza de Abbiati.
Minutos mais tarde, o Milan pode-se queixar de um erro de arbitragem grosseiro. No lance de Robinho é nítido que Marchessi vai tocar no esférico para além da baliza (mais dentro do que fora). O lance em si é lindo e tem novamente o toque de Zlatan na assistência. O trabalho de Robinho também é fantástico pois deixa dois defesas do catania pregados ao chão no momento do remate. Merecia mais o brasileiro.
O jogo acabou como tinha começado: mais duas fantásticas defesas de Carrizo (para mim o homem do jogo em conjunto com Bonera e Zlatan) e uma perdida incrível do Chileno Felipe Seymore na última jogada da partida).

Foi provavelmente um dos melhores jogos do ano na Série A se bem que o Inter vs Génova desta jornada e os jogos entre Inter e Palermo (de Giuseppe Mezza) e o derby Romano da 2ª volta também foram grandes jogos.
Para finalizar, os dois indesculpáveis erros de arbitragem que felizmente não beliscaram o resultado final. Caso os dois lances fossem validados, seria o empate a 2 bolas. Todavia, o Milan, como está a lutar pelo título foi o clube que se queixou da arbitragem e segundo as declarações do seu administrador Adriano Galliani, o clube milanês prepara-se para pedir à Federação Italiana de Futebol que coloque arbitros de baliza nas partidas da Série A.Pale

A meu ver é uma ideia estaparfúrdia do administrador do Milan pois o referido sistema não está a ter os resultados desejados nos testes que se tem verificado nas competições europeias. Prova disso recentemente foi o penalty que não foi visto a favor do Benfica frente ao Chelsea por mão de Terry, e os penaltis inexistentes assinalados contra o Sporting nos jogos contra City e Metalist na Liga Europa, o primeiro onde o arbitro de baliza não se pronunciou pelo facto do lance ter sido fora de área do Sporting e o 2º onde o arbitro de baliza indicou ao arbitro principal de uma falta inexistente por parte de Rui Patrício.

Para finalizar, hoje circulou a notícia de que António Cassano teve alta médica para regressar à alta-competição depois do problema que teve após o jogo contra a Roma no final do ano passado. No final dessa partida que o Milan viria a ganhar no Olímpico por 3-2, já no voo de regresso para Milão Cassano sentiu-se mal e o avião teve que aterrar de emergência em Bolonha para que Cassano fosse imediatamente conduzido ao hospital. Um primeiro indício suspeitava de um mini acidente vascular-cerebral. Exames mais específicos vieram a revelar que o jogador tinha um problema cardíaco raro motivado por um acontecimento específico num ventrículo que fecha 5 minutos após o nascimento de qualquer ser humano e que em raros casos não acontece.
Cassano já se vem a treinar desde Janeiro sem limitações mas precisava da alta médica para voltar aos relvados. Max Allegri ainda poderá contar com o avançado para as batalhas que se avizinham na Champions (caso o Milan se apure para as meias-finais) e para a Serie A. No entanto, Cassano perdeu o seu espaço para El-Sharaawy, Robinho e Maxi Lopez no ataque da equipa Milanesa.

Estreia de Andrea Stramaccioni como treinador principal do Inter.

Com Cláudio Ranieri havia noites em que o Inter podia fazer 150 remates numa partida que a bola não iria entrar na baliza adversária. Com Stramaccioni, logo na primeira partida, a bola entrou em abundância nas redes defendidas pelo Francês Sebastian Frey.

E quem diria que Diego Milito depois de 1500 bolas falhadas à frente da baliza faria um hat-trick?

Febre dos penaltis em Milão. O Génova com Kaladze, Veloso, Palácio e Gilardino no onze até começou melhor a partida e podia ter marcado primeiro não fosse uma intervenção providencial de Júlio César aos pés de Rodrigo Palácio para canto e consequentemente um corte providencial de Esteban Cambiasso na sequência desse canto. Depois viria o primeiro golo por Milito. Se Milito falhasse aquela bola era um escândalo. Não falhou o penalti de cabeça que lhe ofereceram mas viria a falhar um golo feito após dois cabeceamentos na área de Samuel e Cambiasso. Redimiu-se minutos depois com a oferta que Stankovic (a meias com Moretti) lhe deram para fuzilar Frei no frente-a-frente. O Inter jogava bem e bonito para um Génova apostado em jogar (como é hábito) no contra-golpe.

3-0 aos 38″ fabricado pelos centrais milaneses: Lúcio aproveita a bola rechaçada pela defesa genovesa e oferece a Samuel que só teve de empurrar. Parecia resolvido o jogo. Já nos descontos da 1ª parte, Cambiasso evitava pela 2ª vez na linha de golo o primeiro tento do Génova a cabeceamento de Sculli. No entanto, a bola foi parar ao raio de acção do avançado que de bicicleta com a ajuda do seu colega Emiliano Moretti acabaria por ser feliz.

Na 2ª parte, apesar do remate inicial de Chivu, foi o Génova que dominou nos últimos 45 minutos.
1º penalti duvidoso para os genoveses. Zanetti é jogador que por norma sempre nos habituou a jogar limpo. É certo que a bola lhe vai ao braço mas dúvido que fosse a intenção do argentino tocar-lhe dessa maneira até porque ia em queda.

Cambiasso tinha ameaçado e Mauro Zarate concretizou para o 4-2 aos 74″. Mais uma vez o jogo parecia destinado a cair para o Inter sem grandes sobressaltos.

2º penalti do Génova – o atropelo é evidente e Júlio César não protestou. É certo que Palácio ganhou vantagem perante o esticão de Júlio César e cravou bem o penalti.

Penalti do Inter – Joel Obi deixou-se de “sonecas” (uma das criticas que faço ao nigeriano é que apesar da sua brilhante capacidade técnica é um jogador que se entrega muito pouco ao jogo) e deu um baile em Giandomenico Mesta e Guarín com um toque de classe enfia no bolso o seu antigo colega no Porto Belluschi e é carregado. Decisão justa que enervou Moretti. Belluschi foi expulso com cartão vermelho directo dado que Guarin foi carregado numa situação de possibiliade de golo em zona frontal. É caso para perguntar como é que o Argentino caiu no engodo de alguém com quem treinou todos os dias e deveria conhecer de trás para a frente?

3º penalti do Génova – correctissima decisão.

Esta derrota motivou uma decisão estranha no seio do Génova. O presidente do clube despediu Pasquale Marino pelos maus resultados da equipa genovesa e apresentou hoje Alberto Malesani como o novo treinador do Génova, 3 meses depois de o ter despedido em troca por Marino também por maus resultados. No mínimo caricato.
A exibição de Miguel Veloso não passou despercebida aos responsáveis do Inter. O centrocampista já esteve perto de Milão na reabertura de mercado para substituir Thiago Motta, na altura vendido ao PSG. No entanto, o Inter esbarrou com as pretensões genovesas de apenas abdicar do jogador luso por 22 milhões de euros e preferiu contratar Freddy Guarin por empréstimo de 6 meses (+ opção de compra no valor de 9 milhões) a troco de 1,8 milhões de euros.

Outros jogos:

Parma 3-1 Lazio – Balão de oxigénio para o Parma na luta pela manutenção. O Parma foge temporariamente aos lugares incómodos e complica a vida da Lazio na luta pela champions.

Roma 5-2 Novara – A roma continua a pretender um lugar europeu e conseguiu permanecer nessa luta às custas do aflito Novara que até entrou a vencer com golo de Caracciolo. Excelente exibição do colectivo Romano na 2ª parte.

Lecce 0-0 Cesena – Um empate que atrapalha em muito as poucas aspirações de dois aflitos. O Lecce vê a linha-de-água a 5 pontos enquanto o Cesena está a 14 pontos.

Fiorentina 1-2 Chievo – Um golo de Luca Rigoni aos 88″ põe a jeito a Fiorentina. É 17ª com 5 pontos de avanço sobre o Lecce.

Na próxima jornada teremos o Milan a receber a Fiorentina. Os Milaneses recebem a Viola depois de um importante confronto europeu frente ao Barça em Nou Camp. A vitória é o único resultado que interessa às duas equipas derivado dos distintos objectivos actuais: os milaneses querem a renovação do título enquanto os jogadores da Viola querem sair dos lugares incómodos.
A Juventus vai a Palermo. É um terreno difícil, sendo expectável que Miccoli e companhia façam de tudo para retirar pontos à Vecchia Signora.
A Lazio recebe o Napoli com 3 pontos de vantagem. A Lazio quer segurar o 3º lugar enquanto o Napoli espreita a passagem para o mesmo. O Napoli promete futebol de ataque em Roma. Quem ainda espreita uma escorregadela destas equipas para ver se consegue subir é o Inter (está a 4 do Napoli e a 7 da Lazio) e a Roma. Os interistas deslocam-se à Sardegna para jogar contra o Caglari enquanto os romanos vão ao terreno do aflito Lecce.

Para finalizar os assuntos da Série A são de realce os 35 golos marcados pelas 20 equipas em 10 jogos. Dá uma média de 3,5 golos por jogo.

Liga Francesa:

1. Com o Montpellier a “folgar” a pedido do Marselha (dois embates contra o Bayern para Champions fizeram adiar a partida para dia 11) o PSG não conseguiu tomar partido da situação para colocar pressão no actual “rival” pela conquista da Ligue 1 e perdeu em Nancy por 2-1. A equipa de Carlo Ancelloti está em quebra e para isso muito se deve a quebra de rendimento de Javier Pastore e Kevin Gameiro. Yohan Mollo aos 89″ impôs a primeira derrota de Carlo Ancelotti na Liga Francesa.

2. Em dia das mentiras, aproveitou o Lille para se chegar à frente mais um pouquinho. Até parece mentira que o campeão em título ainda esteja na luta pela renovação do mesmo com um percurso muito irregular até então (15 vitórias, 11 empates, 4 derrotas). Contra o Toulouse (5º) voltou a sobressair a mestria de Eden Hazard.

3. O Toulouse foi ultrapassado no 4º lugar pelo Lyon, que apesar desse feito não conseguiu mais do que um empate no terreno do Rennes (7º) – se conseguiu o empate bem o deve ao golo de Lisandro Lopez e aos muitos falhanços provocados pelos homens do norte. Por duas ou três situações Lloris foi chamado a intervir e segurou as pontas para a equipa de Remi Garde. Noutras situações, o noruguês Tettey, o Burkinês Pitroipa e o Togolês Boukari falharam na boca da baliza de forma inacreditável. Apesar do facto de Lisandro ter recuperado a forma de outros tempos, ao nível global, este Lyon está muito longe do que assistimos do forte Lyon na última década.

4. André Ayew é notícia em França. O jovem Ganês está a despertar o interesse de meio mundo. Bayern, Chelsea, United, Tottenham e Inter querem os concursos do avançado de 22 anos que é filho da maior glória do futebol ganês Abedi Pele.

Bundesliga:

Mais um jogo de doidos. No final da partida do Westfalenstadium, os adeptos das duas equipas deram por bem empregue o seu dinheiro para ver um empate a 4 bolas entre Dortmund e Estugarda. É certo que a felicidade reinava no seio da equipa e adeptos bávaros.

A felicidade dos adeptos não era para menos. Que jogo sensacional. Depois de uma 1ª parte dominada pelo Dortmund (1-0 com golo de Kagawa ao intervalo) o estugarda (a perder por 2-0) iria no espaço temporal de 8 minutos (Ibisevic; 2 golos de Julian Schieber; 71 aos 79″) virar o resultado para 2-3. O Dortmund, ameaçado, haveria de virar para 4-3 em 4 minutos (Hummels e Perisic) para o Estugarda empatar mesmo no fim por intermédio de Christian Gentner.

Podiam ter sido mais que 8 golos – Schieber falhou um certo na 1ª parte e foi acompanhado por Robert Lewandowski no outro lado antes do 12º golo do japonês Kagawa na edição deste ano da Bundesliga. O Japonês é um senhor jogador à semelhança de quase todo o plantel dos Vestefalianos. Creio que Jurgen Klopp começa a ter aqui matéria prima para atacar a Liga dos Campeões nas próximas épocas caso a direcção do clube não venda os jogadores que tem.
GrobKreutz atirou aos ferros assim como o polaco Lukasz Piecsczek. O Dortmund pode-se queixar da falta de sorte. O mais interessante desta equipa do Dortmund é que para além de ser exemplar ao nível defensivo (Hummels e Subotin metem respeito) e de ter um meio-campo que é algo do outro mundo, não usa e abusa da técnica individual dos seus jogadores, preferindo um futebol altamente flanqueado até porque Marcel Schmelzer (defesa-esquerdo) é um jogador que tem uns pézinhos de ouro para centrar bolas.

Outro lance que seria memorável foi a enorme cavalgada do centrocampista Dinamarquês William Kvist que só parou nos ferros da baliza de Weidenfeller. Seria um golo de antologia.
Até que entrou Julien Schieber na partida – primeiro a assistir Ibisevic e depois contra tudo e contra todos a estabelecer o 2-2 e 1 minuto depois o 3-2. O golo de Mats Hummels também é golão e a reacção de Jurgen Klopp não é para menos. Até que Gentner conseguiu descobrir um buraquinho na defesa do Dortmund e fez o 4-4 final para gáudio daqueles que se deslocaram de Estugarda a Dortmund.

O Bayern reduziu a diferença para 3 pontos depois de bater o Nuremberga por 1-0. Arjen Robben deu a vitória aos bávaros.

O Schalke 04 empatou a 1 bola no terreno do Hoffenheim depois de ter sido vergado a uma derrota caseira por 4-2 contra o Athletic de Bilbao (já lá vamos) e o 4º classificado (Borussia de Moenchagladbach) também perdeu em Hanover por 2-1.

Liga dos Campeões:

À 1 mês atrás ninguém diria que seria Salomon Kalou aquele que iria dar a vitória ao Chelsea no jogo dos quartos-de-final na Luz frente ao Benfica.
Primeiro porque depois da derrota em Napoli por 3-1 ninguém acreditava que Villas-Boas teria capacidades para conseguir ultrapassar os italianos em Stamford Bridge. Villas-Boas foi precisamente despedido nessa semana e o seu adjunto Roberto diMatteo conseguiu fazer com que os Blues dessem uma lição de futebol aos italianos no seu reduto.
Depois porque Salomon Kalon era carta fora do baralho do técnico português nos 8 meses que o dito passou em Londres.
Em terceiro lugar, porque uma equipa com Lampard, Drogba, Torres, Malouda, Mikel, Sturridge, Mata, Lukaku faz com que Salomon Kalou seja um nome praticamente desconhecido que ainda paira no plantel Blue.

O Benfica pode queixar-se de factos internos e externos para justificar a derrota. Pode-se queixar do facto de ter atacado muito mas mal e de ter rematado muito mas sem eficácia.

Ao nível de arbitragem, creio que Raúl Meireles não acabava a primeira parte pois fartou-se de cometer faltas duras e graves. Di Matteo apercebeu-se disso e tirou o médio quando sentiu que a presença deste em campo poderia ser negativa para o jogo da equipa. Ainda ao nível de arbitragem, fica um penalti claríssimo por marcar a favor do Benfica por mão de John Terry na área.

O Benfica só acordou a partir da meia-hora de jogo. Perante um Chelsea bem organizado com a construção táctica de bloco defensivo subido para evitar principalmente que Aimar e Witsel construíssem e fantasiassem no meio-campo encarnado. Ao contrário do que foi dito na imprensa no dia seguinte e do que Ramires disse à comunicação social, o brasileiro não tirou muitas contrapartidas do seu companheiro de flanco. Emerson até respondeu bem à altura do seu compatriota, perdendo 2 ou 3 vezes em velocidade para o mesmo e pouco mais. O lance do golo do Chelsea nasce do seu lado, mas, tanto poderia surgir da esquerda como da direita.
Na primeira parte, Gaitán e Bruno César estiveram muito interventivos nas respectivas alas e o brasileiro foi o detentor de mais remates no Benfica. Bruno César mereceu o golo ao contrário de Oscar Cardozo que se limitou a falhar golos na cara de Petr Cech. 23 foram os remates que o Benfica fez na partida. Petr Cech não brilhou devido a esse facto. A questão é que os jogadores do Benfica remataram muito mas quase sempre para fora. Cech brilhou por exemplo a cabeceamento de Jardel já na 2º parte.
Seria no contra-golpe (arma que Jesus tanto gaba na sua equipa) que o Chelsea iria marcar ao Benfica. Até ao final há a questão do penalti que ficou por assinalar e a questão do atraso (para mim não é intencional) de David Luiz para Petr Cech. Mesmo ao cair do pano tanto poderia ter marcado o Benfica como Juan Mata poderia ter fechado a eliminatória com a possibilidade que teve de aumentar para 2-0.

Em suma é um resultado injusto para o Benfica. O empate a 1 adequava-se mais perante um Chelsea que veio a Lisboa defender e jogar para o empate e um Benfica que quis o golo a todo o custo (e até o merecia) mas que deve ter mais paciência neste tipo de jogos.
A eliminatória não está fechada e Roberto DiMatteo foi o primeiro a afirmar hoje na conferência de imprensa que o Benfica tem talento para marcar em Londres. No entanto, não creio que o Benfica passe a eliminatória.

Casa cheia em Nicósia. Esperavam-se mais dificuldades para o Real. Real Madrid sem Xabi Alonso faz Mourinho colocar Nuri Sahin no onze titular. Aposta ganha. O Turco foi crescendo ao longo do jogo e não raras foram as vezes em que deu equilíbrio ao meio-campo madridista e conseguiu desmarcar os seus companheiros.
Em destaque, a diferença de orçamentos. A maior contratação do Real contra a maior contratação do APOEL. Os 94 milhões gastos por Ronaldo contra o 600 mil euros que o APOEL deu pelo avançado brasileiro Adaílton. Os 500 milhões que o Real gastou nas últimas 3 épocas em reforços contra o milhão e cem mil gastos pelo APOEL.
Na primeira parte, o Real optou por estar em cima do acontecimento com uma toada lenta. Benzema e Ozil estavam bem mexidos e iam criando as primeiras jogadas de perigo. O Madrid estava a praticar um futebol muito aberto e muito flanqueado como é seu apanágio. Na primeira parte, o Real conquistava mas não tinha marcado. O APOEL raramente tinha saído do seu meio-campo. Nada de extraordinário perante o que vimos contra Porto e Lyon.

Ao intervalo, Ivan Jovanovic fazia lançar o veterano português Hélder Sousa. Aos 34″ este antigo jogador do trofense fazia a sua estreia na Champions e logo contra o Real de Mourinho.

Na 2ª parte, o Real carregou no acelerado. Começou a provocar cansaço no APOEL e os cipriotas começaram a baixar a guarda defensivamente lentamente. Até que Mourinho lança no jogo Kaka e Marcelo. A revitalização do flanco esquerdo vai original os golos do Real: a combinar bem com Benzema, seria o francês a marcar o primeiro golo e a duo brasileiro que saltou do banco a carimbar o 2º. O 3º seria uma obra prima de bom futebol entre Ronaldo, Ozil e Benzema. 3-0 para o Real num jogo tranquilo. Podem existir poupanças na 2ª mão em Madrid a pensar no jogo da Liga frente ao Valência.

Empate sensaborão no jogo de proa destes quartos-de-final da Champions. Esperava-se que o duelo entre Milan e Barcelona fosse colorido com golos.
Duas equipas que já se tinham defrontado na fase de grupos. Em Nou Camp, o Milan fez um jogo extraordinário conseguindo o empate a 2 bolas. Em San Siro, o Barcelona levou a melhor.

Barcelona a apresentar uma única alteração em relação ao one habitual no último mês: Seydou Keita a entrar no lugar de Thiago Alcântara. Pep Guardiola sabia de antemão que o meio-campo do Milan tem actuado de forma poderosa e quis desde logo mostrar interesse em colocar Keita (um jogador cheio de pulmão) no meio-campo para junto com Xavi e Fabrègas anular Seedorf, Ambrosini, Boateng e Nocerino.

Domínio total do Barça na partida. O Barça pecou apenas por falta de eficácia. É essa falta de eficácia que resume o empate obtido pelo Milan. Tirando os primeiros minutos onde os milaneses tentaram começar a mandar na partida, até por uma questão da necessidade de uma vitória expressiva que pudesse dar alguma tranquilidade em Nou Camp e de outra necessidade que se prendia em não entregar o domínio do jogo aos catalães, o resto do jogo seria dominado pelo Barça e as maiores oportunidades de golo iriam pertencer à equipa de Pep Guardiola.
Na primeira parte, não se fosse a falta de eficácia, o Barça poderia ter ído para os balneários a vencer por 2 ou 3. Oportunidades para tal teve de sobra: Keita, Aléxis, Messi e Xavi tiveram nos pés 5 soberanas oportunidades de golo. No entanto, a defesa do Milan, apesar de alguns desacertos menores ia conseguindo retardar a obtenção de um golo por parte da equipa “culé” e mesmo quando a defesa não dava conta do recado era Abiatti quem salvava a equipa de Max Allegri.

O Barça apostou num futebol diferente do que é habitual em San Siro. A circulação de bola não passou tanto pelos laterais. Daniel Alves ia subindo no terreno de forma amiúde e nunca apareceu na zona de finalização. Messi não apresentou as habituais jogadas de flexão do flanco direito para o centro do terreno, jogadas onde costuma ser letal em maior parte dos jogos. O Barça apostava mais em entrar pela defesa do Milan pelo centro do terreno, muito à custa de rápidas tabelinhas entre os 3 homens do meio-campo e Aléxis Sanchez. Seria o Chileno a provocar a decisão mais complicada da noite para a arbitragem: a meu entender não existe penalti. Aléxis embate contra Abbiati mas creio que o Chileno (apercebendo-se que tinha adiantado em demasia a bola) tenta cavar o contacto ao guarda-redes italiano.
O golo anulado a Messi nos minutos seguintes seria uma boa decisão do fiscal-de-linha.

Na 2ª parte, mais do mesmo. O Milan estava ligeiramente encostado às cordas. O Barça não deixava os milaneses armar o seu ataque com uma pressão alta ao nível da defesa milanesa. António Nocerino não conseguia receber a bola e construir de raiz. Em contrapartida, o Barça quando tinha a bola tratava imediatamente de tentar adormecer o Milan e esperar um erro da defensiva italiana para capitalizar. Esse erro esteve perto. Tanto Aléxis, como Messi como Puyol por intermédio de um canto tiveram novas oportunidades para marcar mas não era o dia do Barça.

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Já o Bayern voltou a provar que também quer vencer a Liga dos Campeões. No Vélodrome de Marselha, a turma local foi incapaz para travar a corrente de ataque dos Bávaros. Mário Gomez despachou o assunto ainda na primeira parte para uma eliminatória que todos sabíamos que não ia ter grande história para narrar.

Liga Europa:

De todos os adversários que podiam ter saído ao Sporting no sorteio dos quartos-de-final, pessoalmente creio que o Metalist foi o pior adversário que a turma leonina podia enfrentar. Isto porque apesar de se conhecerem alguns nomes da equipa ucraniana (composta principalmente por jogadores sul-americanos) o Sporting iria enfrentar uma equipa desconhecida dos palcos europeus, desconhecida do ponto de vista de potencial e forma de actuar e que tinha um registo impressionante nas fases anteriores da prova, tendo perdido alguns jogos em casa e tendo ganho outros fora, alguns deles em terrenos difíceis como é o caso do Olympiacos da Grécia, equipa que foi eliminada por este Metalist nos oitavos-de-final.

Sporting posicionado depois do vibrante sucesso diante do Manchester United. Do Metalist ficamos a conhecer que é uma equipa bem organizada a todos os níveis. Defendem de forma agressiva e atacam preferencialmente usando o contra-golpe onde tem jogadores talhados para o efeito, casos de Taison (bom jogador; um bocadito fiteiro e pouco objectivo na hora de concretizar as suas maravilhosas arrancadas pelo flanco) e Cleiton Xavier. Também fiquei impressionado com o avançado Cristaldo; Este avançado argentino de 23 anos que saltou do Velez Sarsfield para a Ucrania e que já foi convocado por Sérgio Batista para a selecção é um jogador que me impressionou pela sua dotação técnica.

O jogo começou com algumas desconcentrações da defensiva leonina, ainda fruto de uma fase de estudo ao futebol rápido e açucarado dos ucranianos. Do ponto de vista ofensivo, a equipa ucraniana colocou algumas dificuldades à turma leonina a partir do momento em que (com a lição de casa bem estudada) meteram o trinco Torres a marcar homem-a-homem Matías Fernandes (impedindo o Chileno de assumir a batuta do jogo ofensivo leonino) e meteram dois homens regularmente em cima de Stijn Schaars. Sem o holandês a armar jogo e o chileno a criar, o Sporting sentiu algumas dificuldades em construir oportunidades dignas de registo. Penso que a ideia do Metalist seria a de vencer fora. Os jogadores da turma ucraniana iam mudando o ritmo de jogo a seu bel-prazer. Quando o Sporting tentava ficar por cima na partida, a equipa ucraniana diminuía o ritmo da circulação de bola. Quando sentiam que o Sporting estava a entrar numa onde de bloqueio, os ucranianos impunham rapidos contra-ataques que a bem ou mal até ao final da primeira parte foram resolvidos pela defensiva leonina.

O que é certo é que na primeira parte o Sporting não teve bola nem oportunidades de golo. Para contar só o facto de Torsiglieri (central que já foi do Sporting e que este ano foi em primeiro lugar emprestado ao Metalist e depois vendido definitivamente aos ucranianos) recebeu um amarelo e como tal não irá jogar na 2ª mão. À semelhança do seu colega no centro da defesa Papa Gueye. Os dois fartaram-se de marcar com pitons os homens do ataque do Sporting e deveriam a meu ver ter visto mais do que um amarelo. Na 2ª parte existe mesmo o lance em que Torsiglieri perdeu a cabeça e numa disputa de bola com Jeffren atirou o jogador espanhol contra o banco de suplentes, motivo mais que suficiente para ver o cartão vermelho directo.

Na 2ª parte, a palestra de Sá Pinto fez efeitos. O Sporting voltou ao relvado com outra cara e decidiu aumentar o ritmo de jogo e procurar as alas, até então desaparecidas. Se até então apenas Carriço tinha tentado a sua sorte de longe por duas vezes e se numa desconcentração da defensiva ucraniana num livre cobrado por Matías Fernandes havia algum sururu na área ucraniana, eis que Capel e Izmailov escreveram a ouro o momento do jogo para o primeiro golo da partida. A seguir, foi Patrício quem valeu à turma leonina após remate de Cristaldo à entrada da área.

Os centrais do Metalist continuavam a ser duros e merecedores de algo mais que o amarelo. Taison continuava a querer desiqulibrar no flanco esquerdo. Sentindo a rapidez do brasileiro, João Pereira não fez a ala como é seu costume. O brasileiro fazia tudo bem excepto na hora de atirar; tanto não atirava a baliza como se atirava para o chão! Já Cleiton Xavier tinha desaparecido da partida e so voltou a aparecer aquando da grande penalidade do Metalist.
Aos 63″ veio outro dos momentos da partida quando Insua atirou um míssil para a baliza ucraniana, fazendo o 2-0.
Aproveitando a confortável vantagem, Sá Pinto tratou de a preservar. Tirou Carriço (esgotado após uma exibição de encher o olho) e meteu Renato Neto para dar mais poder de choque ao meio-campo do Sporting; refrescou também as alas, colocando Jeffren e Carrillo. Tanto o espanhol como o peruano tentaram várias investidas pelas alas e o Peruano poderia ter sido feliz num lance em que depois de uma cavalgada pela direita preferiu chutar com o seu pé mais fraco (esquerdo) quando poderia ter isolado Matías para o 3-0.

Veio a resposta ucraniana. Por duas vezes Patrício foi chamado a intervir aos pés adversários: primeiro Taison e depois o recém entrado Devic. Depois seria Taison a tentar de livre e Patrício a responder em voo. Era o Sporting que se fechava nos minutos finais para segurar a vantagem. Até que no minuto final Devic caiu na área leonina e o arbitro de baliza marcou penalti numa decisão errada. Cleiton Xavier amenizou a derrota ucraniana e levou a eliminatória muito viva para Kharkiv. O Sporting terá que sofrer para passar às meias-finais da prova.

“El Louco” Bielsa é o treinador da moda na actualidade futebolística. Não é para menos: o futebol seu Athletic tem deslumbrado tanto ao nível interno na Liga espanhola como ao nível internacional na Liga Europa.

Depois de ter eliminado o Manchester United da forma que eliminou (na 2ª mão no San Mamés Ferguson poderia ter saído goleado) a mais recente vítima do futebol total de Bielsa foi o Schalke 04. Engane-se quem pensa que é fácil ir a Gelsenkirchen jogar como o Athletic foi. Apesar de ser uma equipa alemã, existe algo que une o Schalke ao Athletic: um estilo de jogo latino, promovido na turma alemã por vários jogadores como Farfán, Jurado ou Raúl. Não nos podemos esquecer que esta equipa do Schalke fez na época passada um enorme brilharete na Champions, atingindo as meias-finais (onde foi eliminada pelo United) depois de ter estrangulado o Inter (campeão europeu em título na altura) com um brilhante 5-2 em Giuseppe Meazza.

Este Athletic de Bielsa é um enorme case study. É uma equipa que peca um pouco por jogar de forma aberta. Apesar de ter melhorado em muito com a descida posicional de Javi Martinez para o centro da defesa (Martinez já era um grande trinco e arrisca-se a ir pela Roja ao Europeu como central) é uma equipa que se expõe em muito ao contra-ataque das equipas adversárias. Isto porque Bielsa adopta um estilo de pressão muito alta aos adversários (logo à saída da grande área) que apesar do facto de estar a resultar lindamente na Liga Europa nos jogos efectuados pela turma basca.

Outro dos problemas desta Athletic de Bilbao é a tendência extrema que esta equipa tem para optimizar o seu ataque com Llorente como finalizador. Não é que o Bilbao não finalize em quantidade e em qualidade. O problema é que os bascos têm bons criativos (Susaeta, Muniain, De Marcos) mas todos eles não sabem finalizar e estão sempre à espreitar de oferecer golos ao seu ponta-de-lança.

Jogos impróprio para cardíacos na arena de Gelsenkirchen. O Bilbao começou melhor e capitalizou um erro do guarda-redes do Schalke. Depois viria a reviravolta alemã com o expoente máximo nos pés do maravilhoso Raúl. O Schalke alterou os guarda-redes e o Bilbao, actuando em contra-ataque, apenas se limitou a explorar os erros alemães. Se no 3º golo o guarda-redes alemão teve culpas, no 4º é caso para dizer que estava extremamente mal posicionado.
E o Athletic está nas meias-finais. Garantidamente. Poderá ser o próximo adversário do Sporting.

Nas restantes partidas, o Atlético de Madrid venceu o Hanover por 2-1 e o Valência perdeu no terreno do AZ Alkmaar por semelhante resultado:

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Honrar os vivos (e já agora os mortos)

Messi é um jogador fantástico. Leva a bola nos pés como se tivesse manteiga. Dribla como ninguém. É esguio, é rápido, é letal a finalizar. Em quase todos os jogos, leva equipas inteiras à frente e finaliza fintando o guarda-redes. Messi é aquele jogador que executa tão rapidamente que assume o seu jogo na base do risco. Basta um pedaço de terreno e Messi faz Magia. Até quando temos a noção que o defesa vai ser mais lesto a desarmá-lo ou a fazer falta, Messi surpreende com um toque mágico de ouro. É disciplinado e não treme perante a pressão. Já ganhou a Liga Espanhola, a Liga dos Campeões, a Supertaça Europeia e o Campeonato do Mundo de Clubes.

No entanto, Messi ainda não conseguiu aquilo que o pode comparar a El Pibe: ser campeão do mundo pela Argentina e chegar (como El Diez chegou) a uma cidade do Sul de Itália como Napoles, cujo clube clube estava na altura na 2ª divisão italiana e contrariar todos os arranjinhos que a Federação Italiana de Futebol fazia até então para que o dono do scudetto oscilasse entre Milão, Roma e Turim.

Costumo dizer que quando Messi chegar à categoria de um clube como a Cremonese ou o Macclesfield Town e levar essa equipa ao título máximo dos respectivos países, aí sim, Messi será para mim iconizado como o melhor jogador da história do futebol.

Não quero com isto tirar brilho aquele que para mim é o melhor jogador da actualidade. Não é aquele que mais gosto. Pelo meu gosto, adoro um Zlatan Ibrahimovic que finaliza constantemente em força, um Ronaldo que é esquivo, um Luka Modric que pensa todo o jogo de ataque de uma equipa e um Gareth Bale locomotiva. Entre outros…

Deixo-me de blá blá blá e passo de seguida aquilo que me motivou a escrever este post.

Nunca fui um fã do Barcelona. Fui sempre daqueles que simpatizei com a equipa consoante os craques que ia contratando. Nas eras Robson\Cruyff\Van Gaal gostava do Ronaldo (quando ainda era magro) do Couto, do Figo, do Baía, do Nadal e do De La Peña. No final da era Van Gaal e na estadia do Carles Rexach, adorava a manada de Holandeses que o clube tinha, com especial destaque para o Philip Cocu, um dos médios mais inteligentes que vi jogar na minha infância\adolescência. Também admirava o Cavalo Manco. Para leigos, era o nome pelo qual o Rivaldo era tratado carinhosamente pelos seus colegas da selecção Brasileira. O Cavalo Manco era elegante no passe, finalizava luxuosamente à entrada da área e fazendo jus ao ditado popular “cada tiro cada melro” podia-se traduzir que era “cada tiro, cada golo” de livre. Sempre ao canto num estilo de pés inconfundível.

Depois veio a era Rijkaard e a simplificação do modelo implantado 15 anos antes no clube pelo mítico Rinus Michells. A cantera começou a fornecer talentos e o Barça começou (pela necessidade de assimilação da unificada táctica de jogo da equipa) a capturar talentos a olho: Ronaldinho Gaúcho, Deco, Eric Abidal, Daniel Alves, Samuel Eto´o, David Villa, etc Todos eles já tiveram o seu tempo de “partir tudo” na Catalunha.

A estética bonita do futebol do Barcelona (diria eu à passagem dos anos 2006, 2007 e 2008) começou a soar-me como coisa feia nos dias que correm. Costumo dizer que quando o Barça joga, vou tirar uma soneca, tal é o grau de sono que aquele modelo de contenção de bola meu causa.

Fora-de-campo, o Barça é um clube com uma gestão de doidos e com um objectivo expresso.

A gestão do Barça oscila entre a captação de recursos e o esbanjamento puro e duro. É uma máquina de fazer dinheiro mas também é uma máquina de o gastar. Nou Camp chega a ter uma política em que os lugares lá de cima são comprados por várias pessoas na espécie de bilhete anual, cabendo aos primeiros milhares a chegar ao estádio a possibilidade de ver os jogos. Interrogados por mim, catalães disseram que não se importam de dar 1000 euros por um bilhete anual onde sabem que se chegarem atrasados vão ver a bola ao café no centro comercial. Querem sim é dar dinheiro ao clube porque o clube representa toda uma cidade, toda uma região e todo um sentimento separatista a Madrid. Dizem que se ultrapassaram o tempo do franquismo enquanto clube (os adeptos do Barça eram proíbidos de levar bandeiras e tarjas alusivas à equipa para Nou Camp) tem orgulho em mostrar a Madrid que são os mais fortes em território espanhol. Subliminarmente, até o próprio futebol catalão mostra uma ideia separatista ao criar aquela coisa estranha a que chamam Selecção da Catalunha.

O presidente do Barcelona Sandro Rosell, ligeiramente antes das eleições para o clube e ainda na pele de vice-presidente para a área financeira afirmou no final da época passada que o Barcelona não possuía um euro de capital próprio nas suas contas, estando para tal dependente do empréstimo de bancos. Rosell, banqueiro, sabe perfeitamente que existem poucos bancos no mundo que neguem um empréstimo a um dos mais endividados clubes mundiais. O Barcelona clube optou então que uma das soluções para enfrentar a austeridade seria fechar modalidades, o que acabou por não acontecer. A austeridade de Rosell era tanta que no defeso, o Barça não se importou de gastar 75 milhões de euros em 2 reforços: Cesc e Aléxis. Curioso.

Outro dado que já me fez escrever uma vez aqui no blog é o carácter exemplar do dirigismo barcelonista quanto ao patrocínio da UNICEF. Mais uma vez pego em Rosell. Em 2007 Rosell afirmava em tempos de vacas gordas que o Barça pagava o que fosse preciso para que a UNICEF tivesse um patrocínio na frente da camisola do clube. Anos passaram e a UNICEF passou para o dorso da camisola e deu lugar à Qatar Foundation a troco de 30 milhões\ano. A hipócrisia sem limites.

O separatismo Catalão é uma coisa dura como bem sabemos. O ódio a Madrid é visceral. No Barcelona, todos os produtos da cantera são dados como deuses porque lhes corre sangue catalão nas veias. Maradona vinha rotulado de Deus mas acabou por ser rapidamente chutado para Itália. Diziam eles que fazia um jogo genial por cada 5 maus. Maradona justificou-se que o tratamento que lhe davam em Barcelona era bastante inferior a paupérrimos colegas que saiam da cantera. Rivaldo, Cruyjff, Figo (antes de trocar para Madrid) Kubala, Ronaldinho e Messi são das raras excepções entre os estrangeiros que actuaram em Barcelona e que conseguiram ter um estatuto superior a qualquer jogador catalão. Se bem que Messi partilha o mesmo estatuto com Xavi, Iniesta, Piqué e Puyol. Figo partilhava-o com Guardiola e De La Peña.

É fantástico comparar este dado separatismo com o separatismo Basco. O Athletic de Bilbao tem como obrigatoriedade nos seus estatutos alinhar todos os jogos com jogadores nascidos no País Basco: tanto no do lado espanhol (inclui jogadores nascidos em Navarra, caso de Urzaiz) como do lado francês de onde já veio Bixente Lizarazu, antigo internacional Francês.  O Athletic Bilbao é inegavelmente uma das maiores escolas de formação do mundo. De Bilbao já saíram para o mundo jogaores como Rafael Alkorta, Belauste, Joseba Exteberria, Goikotxea, Ismael Urzaiz, Julen Guerrero, José Angel Iribar, Javier Irureta, Aitor Karanka, Andoni Zubizarreta, Uriarte e Júlio Salinas. Meia selecção espanhola dos últimos 2o anos portanto. Actualmente tem outros: Markel Susaeta, Iraola, Oscar de Marcos, Iker Muniain, Joseba Llorente, Javi Martinez. O Athletic de Bilbao tem uma gestão perfeita: só gasta aquilo que pode, tudo em ordenados pois raramente contrata um jogador e quando o contrata, contrata a clubes pequenos da periferia como o Deportivo Alavés, Baskonia, San Fermín ou a clubes fortes da região como o Osasuna ou Real Sociedad. O Athletic de Bilbao não tem 1\7 do potencial financeiro que ostenta o Barcelona e faz história (muita história) com aquilo que produz internamente.

Já o Barça gaba os títulos aos seus catalães de meia tigela e vence-os com os estrangeiros que compra a potes. Messi é só mais um exemplo.

Para finalizar, é bom ver como um clube adultera a sua própria história. Cliquem aqui.

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futeboladas

Campeonatos + Liga dos Campeões + Liga Europa.

Começamos pela Premier League

Depois do desaire europeu obtido na passada quinta-feira em Alvalade frente ao Sporting (já lá iremos) o Manchester City não podia ter um pior fim-de-semana ao perder a liderança da prova no País de Gales diante do Swansea.

A equipa do City voltou-se a mostrar apática e sem grandes recursos ofensivos. Do lado do Swansea, mais uma grande exibição de Scott Sinclair e de Joe Allen. O golo do Swansea haveria de ser apontado pelo avançado Luke Moore aos 83″, 4 minutos depois de ter entrado na partida para substituir Danny Graham. O City foi ultrapassado pelo seu rival United na classificação. Os Red Devils têm agora 67 pontos contra os 66 dos Citizens. Já o Swansea continua o seu campeonato tranquilo, sendo 11º com 36 pontos.

Os Citizens jogam quinta-feira no City of Manchester contra o Sporting para a 2ª mão dos oitavos-de-final da Liga Europa e segundo notícias da comunicação Britânica estão alertados para a goleada que o Sporting impôs ao Vitória de Guimarães em Alvalade.

Outra notícia que marca a actualidade do futebol inglês é o acordo praticamente consumado entre Manchester City e Robin Van Persie para a próxima temporada. O jogador termina contrato em 2013 e caso não queira renovar com o Arsenal, o clube de Londres poderá ter que ser obrigado a vendê-lo para poder conseguir alguns activos. O City estará disposto a ter o jogador já na próxima época, estando disposto a pagar algo como 25 milhões de euros pelo mesmo a um ano do fim do contrato. Arséne Wenger já veio manifestar o desejo de continuar a orientar o Holandês, esperando que o mesmo renove pelos Gunners até ao fim desta época.

Para ultrapassar o City na tabela classificativa, o United bateu em casa o West Bromwich Albion por 2-0. Tal e qual o City, o United também vinha de uma derrota para a Liga Europa. No entanto, no caso do United, a derrota era moralmente mais frustrante: em casa, por 3-2 (hipóteses mais reduzidas de se qualificar) frente a um Athletic de Bilbao com uma dose energética e um futebol que decerto não se adivinhava por Old-Trafford. O jogo contra o Athletic tinha sido parecido (mas de resultado pior) com o jogo de Outubro frente ao Basileia em Old-Trafford para a Liga dos Campeões.

O WBA fez um jogo bastante interessante, um jogo um pouco semelhante aquele que tinha feito em Londres na semana anterior. No entanto, os jogadores do WBA falharam muitas oportunidades de golo na 1ª parte. Na 2ª parte, Wayne Rooney haveria de ser oportuno em duas situações e selar o resultado final. 25º e 26º golo do avançado inglês na prova, facto que o levou a ultrapassar Robin Van Persie na lista dos melhores marcadores.

Quem continua em altas é o Arsenal de Arséne Wenger. 4ª vitória consecutiva contra 4º rival de topo. O Arsenal conta com um rally interessante nesta fase da temporada: bateu o Tottenham por 5-2, o Liverpool em Anfield por 2-1, o Milan por 3-0 (insuficiente; já la vamos) e agora o Newcastle por 2-1.

Hatem Ben Arfa até abriu o marcador para os magpies aos 14″ num belo trabalho individual, sendo a vantagem dos homens do norte rapidamente anulada por um golo no minuto seguinte por parte do inevitável Robin Van Persie também num belo trabalho individual. Depois de um domínio quase absoluto no Arsenal na 2ª parte, seria o Belga Thomas Vermaelen a selar a vitória da equipa comandada por Wenger.

O jogo ficaria marcado por uma intensa picardia entre holandeses. O guardião magpie Tim Krul (tem-se destacado e muito nesta época) e Robin Van Persie andaram pegados durante toda a partida e chegaram mesmo a vias de facto em pleno relvado. Van Persie como se sabe é da formação do Feyenoord enquanto Krul cresceu no modesto ADO Den Haag (equipa que oscila entre a Eredivisie e a 2ª divisão holandesa). Krul fez uma boa exibição assim como o central Argentino Fabricio Coloccini (recentemente renovou por mais 4 épocas com o Newcastle onde de resto é muito acarinhado pela massa associativa) que só pecou por ter dado aquela abévia a Van Persie no lance do golo. De resto, apesar do golo, Van Persie mostrou muita virilidade durante toda a partida. Segundo o árbitro da partida, houve confusão no túnel de acesso ao balneários no final da partida.

O Arsenal aproveitou a escorregadela do Tottenham no Goodison Park frente ao Everton. O Croata Nikica Jelavic voltou a fazer duas suas. O Croata já leva 15 golos esta época. A equipa de Harry Redknapp começa a olhar pelo retrovisor para o Arsenal. A distância entre os rivais de Londres na luta pelo 3º lugar (qualificação directa para a Champions) é de apenas 1 ponto.

Já o Chelsea também continua na luta pela Champions. Em vésperas de confronto europeu contra o Napoli em Stamford Bridge, os comandados de Di Matteo (falou-se na possibilidade de Rafa Benitez tomar conta da equipa nos próximos dias) bateram o sempre difícil Stoke por 1-0 em Londres.

Di Matteo tem escalado um onze completamente diferente de Villas-Boas. Mata, Sturridge e David Luiz são presenças no banco em prol das entradas de Obi Mikel, Salomou Kalou e Gary Cahill para o onze titular.

O Stoke de Tony Pulis começou mal a partida com a expulsão do avançado Jamaicano Ricardo Fuller aos 25″ depois de uma agressão ao sérvio Ivanovic. Di Matteo alterou tudo ainda na primeira parte: aproveitando o facto do Stoke se ter retraído com a expulsão de Fuller, tirou Meireles e colocou Mata em campo. Com resultados. Aos 68″ seria Didier Drogba a marcar o golo da vitória dos Londrinos.

Outros jogos:

Bolton 2-1 Queens Park Rangers – Duelo de aflitos. O Bolton trocou de posição com o QPR graças a esta vitória caseira saíndo dos lugares de despromoção. O golo do Croata Klasnic aos 86″ pode valer ouro.

Sunderland 1-0 Liverpool – A equipa de Dalglish vive novo mau momento. A derrota em Sunderland mete a Europa a 7 pontos. Anfield não terá competições europeias na próxima época mais uma vez.

Liga Italiana:

Bom augúrio para o Napoli antes de visitar Stamford Bridge. 6-3 ao Cagliari. A equipa de Mazzarri continua a trepar lugares na série A sendo agora 4ª a 11 pontos do líder Milan.

Marek Hamsik inaugurou o marcador com um tiro de meia distância aos 10″. Paolo Cannavaro haveria de fixar o 2-0 9 minutos mais tarde. Aos 30″, o Napoli já vencia 3-0. Depois veio o vendaval Larrivey com um hat-trick para os homens da Sardenha e os golos de Lavezzi, Gargano e Maggio quando a vitória do Napoli já era indiscutível. Dos 9 golos da partida, apesar de só ter entrado aos 59″, Edinson Cavani não apontou nenhum. Porém, esta máquina de Mazarri está bem oleada e promete surpreender.

Aproveitando o empate da Juve em Genova, o Milan não vacilou e aumentou a sua vantagem na liderança para 4 pontos. Antonio Nocerino e Zlatan Ibrahimovic foram os obreiros da vitória contra o Lecce. O Milan continua em todas as frente. O Sueco apontou o seu 19º golo na Série A.

Quem saiu da luta pelo título foi a Lazio. Os comandados de Edy Reja não deram um bom percurso á vitória no derby contra a Roma e perderam 3-1 contra o Bologna. Grande jogo de Alessandro Diamanti. A lazio está agora a 9 pontos da liderança.
No mesmo plano, a Udinese perdeu no terreno do Novara por 1-0. Balão de oxigénio para o Novara. Mesmo assim tem 11 pontos de diferença para o primeiro lugar acima da linha de água.

Na sexta-feira, o Inter jogou mais um matchpoint com vista à qualificação para as competições europeias, vencendo o Chievo por 2-0 com golos tardios da dupla argentina Walter Samuel e Diego Milito. A equipa de Claudio Ranieri voltou a demonstrar enormes problemas de finalização e encontrou (como a Juventus tinha encontrado na jornada anterior) um Stefano Sorrentino inspirado na baliza do Chievo. É caso para dizer que este guarda-redes é o “abono de família” da equipa de Doménico Di Carlo. Quando não era Sorrentino a aliviar a defesa do Chievo, era o poste ou a fraca pontaria dos jogadores do Inter a evitar a vitória dos Milaneses. Até que Walter Samuel deu o triunfo merecido aos milaneses e Diego Milito confirmou-o.

Nesta luta, a Roma também venceu. 1-0 em Palermo com o 9º golo de Fabio Borini na época.

Liga Espanhola:

Mais uma batalha para Mourinho e para o Real em véspera de Champions. O Estádio Benito VillamaBrin trouxe um Bétis muito afoito na 1ª parte. A necessidade assim o obriga aos sevilhanos derivado da sua posição pouco consolidada na tabela (15º com 6 pontos à maior da linha de água). O Bétis inaugurou o marcador aos 10″ por intermédio de Molina. Passado 15 minutos, o Argentino Gonzalo Higuaín aproveitou o facto do lateral português Nelson o ter posto em jogo para estabelecer o empate e o seu 17º golo na Liga.

Depois, já na 2ª parte, viria o furacão Cristiano Ronaldo: primeiro a obrigar aos 47″ o guarda-redes sevilhano Fabrício a uma defesa do outro mundo e depois, 5 minutos mais tarde, a estabelecer o 2-1 num lance confuso em que a defesa do Bétis esteve novamente a dormir. A posição de Ronaldo é legal aquando do toque de Marcelo. 3 minutos depois o Bétis empataria a partida por intermédio de Jonathan. Aos 72″, Ronaldo puxou do gatilho para estabelecer o resultado final.

O título está cada vez mais próxima para o Real, no jogo que comemorou a vitória 100 de Ronaldo pelos Merengues. Em evidência no jogo Marcelo. O Brasileiro atacou quanto pode e foi um regalo não só vê-lo a cavalgar pelo flanco esquerdo durante toda a partida como vê-lo a aparecer em zona de finalização variadíssimas vezes.

O jogo ficou ainda marcado por um erro gigantesco da arbitragem ao não assinalar nos minutos finais uma grande penalidade claríssima a favor do Bétis por ostensivo corte com o braço de Sérgio Ramos.

No El Sardiñero em Santander, o Barça manteve a distância de 10 pontos para o Real. Messi coroou uma semana em cheio a nível pessoal com 7 golos em 2 jogos. Incrível.

Outros jogos:

Real Sociedad 3-0 Zaragoça – A equipa de Ruben Micael e Hélder Postiga é cada vez mais última. 9 são o número de pontos que os distanciam do primeiro lugar acima da linha de água.

Málaga 1-0 Levante – Jogo decisivo para ambas as formações na luta pelos lugares europeus. Com Eliseu titular a lateral-esquerdo foi o internacional venezuelano José Rondón que deu a vitória ao Málaga frente ao sensacional Levante. A equipa de Manuel Pellegrini subiu ao 4º lugar (lugar que garante os playoffs de Champions) por troca com a equipa de Valência.

Valência 2-2 Mallorca – No Mestalla, os comandados de Unai Emery escorregaram frente ao Mallorca e abriram a porta ao Málaga na luta por um lugar directo na Champions (os valencianos tem 4 pontos de vantagem para os malaguenhos e 6 para Osasuna e Levante). Sem Portugueses nos convocados, Tino Costa abriu o marcador aos 23″ e haveria de ser expulso aos 85″. Aduriz elevaria o marcador para 2-0 aos 42″. Na segunda parte Nsue e Victor empatariam a partida para os maiorquinos.

Sporting de Gijón 1-0 Sevilla – Os Sevillanos vão de mal a pior. A equipa de Reyés, Rakitic, Kanouté, Fernando Navarro, Julién Escudé, Manu Del Moral, Jesus Navas, Babá e Piotr Trochowski estabeleceu no início da época como objectivos voltar a um lugar que lhe desse acesso à Liga dos Campeões. Com a derrota em Gijón (penúltimo com 24 pontos) com golo do Português André Castro, os Sevillhanos não só estão longe dos lugares europeus (a 5 pontos do Levante) como começam a ver os últimos lugares a aproximarem-se (distam a 9 pontos da linha de água)

Osasuna 2-1 Athletic de Bilbao – No duelo regional (Navarra e País Basco são duas regiões próximas mas independentes mas os bascos reclamam Navarra como seu territorio, facto que é partilhado pelos Navarrenhos) o Athletic não recuperou fisicamente do triunfo extraordinário que tinha tido 3 dias antes em Old-Trafford frente ao United. Num jogo interessante que tinha como motivo especial o facto de ambas as equipas estarem a lutar por lugares europeus, o Osasuna foi mais forte vencendo por 2-1 com golos de Raúl Garcia e Iturraspe na própria baliza. Llorente reduziu para os bascos.

Liga Francesa:

Carlo Ancelotti tem razões para sorrir nesta jornada. O PSG foi ao terreno do Dijon ganhar por 2-1 com um golo de última hora de Kevin Gameiro em cima do minuto 90. O Dijon caiu para a linha de água da prova.

O Montpellier continua a liderar a oposição aos parisienses. A equipa de Hilton, Marco Estrada e John Utaka venceu o Caen por 3-0 em casa e continua a 1 ponto do líder.

No jogo alto da jornada em França, Sir. Alex Ferguson (em observação a jogadores das duas equipas como Michel Bastos, Eden Hazard e Alexandre Lacazette) esteve no Gerland para assistir à vitória do Lyon frente ao Lille por 2-1. O campeão em título da Ligue 1 disse adeus à renovação do título. Alexandre Lacazette esteve novamente em grande ao abrir o marcador aos 12″. O jovem francês de 20 anos arrisca-se a ganhar um lugar na sua selecção para o Europeu. Lisandro Lopez também marcou aos 39″ o seu 9º golo no campeonato deste ano. O Lyon está no 7º lugar com 43 pontos, a 1 dos lugares europeus e a 4 do 3º que é precisamente o Lille

No que toca a luta pela europa, o Lyon aproveitou mais uma escorregadela de Marselha (0-1 em Ajaccio) o empate do Toulouse a 1 bola e o empate do Rennes em casa contra o Auxerre. Os outros grandes vencedores da jornada foram o Bordéus que venceu em Brest por 2-0 e o Saint Ettiène (4º classificado) que bateu o Valenciennes fora por 2-1.

Na luta pela Europa a classificação em frança resume-se a este cenário: 3º Lille 47 pontos; 4º Saint Ettiène com 46 pontos; 5º Rennes com 44 pontos; 6º Toulouse com 44 pontos; 7º Lyon com 43 pontos; 8º Marseille com 39 pontos e 9º Bordéus também com 43 pontos.

A luta pela permanência também está vivaça. Do 11º (Valenciennes com 33 pontos) ao último (Sochaux) há um gap de apenas 9 pontos.

Liga Alemã:

O Borússia de Dortmund cedeu no terreno do modesto Augsburg num empate a 0 bolas e viu o Bayern cilindrar em casa o Hoffenheim por 7-1.

O Bayern marca 14 golos em 2 jogos visto que ontem também cilindrou o Basileia para a Champions por incríveis 7-0.

Do jogo de sábado, uma exibição colectiva fantástica dos Bávaros. A equipa de Jupp Heynckes está disposta a acabar a época em grande forma. Arjen Robben bisou na partida, Mario Gomez fez um hat-trick e Toni Kroos e Luis Gustavo fecharam a contagem para os bávaros num jogo que Ribéry teve o azar de marcar o único auto-golo da sua carreira!

O Bayern pratica aquele futebol bonito e eficaz. Misto de dureza (à boa moda alemã) com um futebol apoiado e flanqueado com conta, peso e medida. Arjen Robben e Franck Ribéry aparecem com um enorme pico de forma nesta altura do campeonato e Mario Gomez é uma autêntica máquina de marcar golos: já leva 21 na Bundesliga desta época.

Se quiserem dar uma vista de olhos, vale a pena ver o resumo desta partida.

O 3º (Borussia de Moenchagladbach) perdeu algum contacto com os da frente depois de empatar a 0 bolas em casa contra o Freiburg. O Estugarda também empatou em casa contra o Kaiserlautern e atrasou-se na luta pelos lugares europeus.
O Bayer de Leverkusen continua com uma enorme dor de cabeça. Depois dos 7 de Barcelona, perdeu contra o Wolfsburg de Félix Magath por 3-2 num jogo de loucos onde até começou melhor com um golo de Kiessling aos 3″.
Em apuros está novamente o Hertha de Berlim (regressou à Bundes esta época) depois de ter perdido 1-0 contra o Colónia de Podolski. Se os homens de Colónia saíram dos lugares perigosos, o Hertha está neste momento em 16º lugar, lugar que obriga no fim de cada época a equipa da Bundesliga a jogar contra a 3ª classificada da 2ª Bundesliga por uma vaga no principal escalão do futebol alemão.

Liga dos Campeões:

A tarefa avizinhava-se complicada para o Benfica. Depois do 2-3 de São Petersburgo, previa-se um Zenit altamente defensivo, um pouco à semelhança daquilo que tinha feito em Dezembro no Estádio do Dragão frente ao Porto no jogo referente á última jornada da fase de grupos.

O Benfica não podia contar com Aimar (castigado por 1 jogo por acumulação de amarelos) jogador que seria (mais do que em outros jogos) essencial para o benfica conseguir perfurar os blocos defensivos do Zenit.

Luciano Spalletti mostrou desde logo as suas intenções na Luz: defender o resultado obtido na Rússia. Na Luz, Spalletti abdicou de Bruno Alves por considerar que o jogador poderia sofrer com a pressão imposta pelos adeptos encarnados. Voltou a apostar em Lombaerts no centro da defesa e numa equipa a jogar em bloco. Voltou também a apostar numa equipa ultra-defensiva, contendo apenas 3 jogadores de cariz atacante: Semak, Bystrov e Kerzhakov.

Já Jorge Jesus perante as ausências de Garay e de Aimar, fez regressar Rodrigo (apostando no brasileiro a fazer de Aimar) e apostou em Jardel para o centro da defesa.
Na primeira parte, até ao golo de Witsel, nada de novo. O Benfica estava a sentir dificuldades na construção de jogo ofensivo graças à enorme muralha de jogadores que o Zenit punha em frente à sua baliza. Apenas Maxi Pereira na direita dava mostras de ser o jogador mais inconformado no Benfica com rápidas incursões pelo flanco direito. Malafeev foi obrigado a intervir duas vezes: uma a remate de Bruno César e outra a remate de Witsel. Do outro lado, o Zenit jogava de forma lenta e pouco incisiva. Antes do golo, Artur quis brincar na pequena área e acabou por entregar a bola mal para Luisão que a perdeu para um jogador russo, tendo este rematado à figura do guarda-redes brasileiro quando este recuava na área.
Depois veio o golo de Witsel e a explosão de alegria na Luz.

Na 2º parte, Bruno Alves entrou mas o Zenit não conseguiu sair da teia defensiva urdida pelo seu treinador. Os Russos pouco ou nada causaram de perigo à baliza de Artur Moraes. Para o final estava guardado o 2-0 por intermédio de Nélson Oliveira, matando por completo uma partida em que o Benfica fez mais do que o Zenit para passar os quartos-de-final.

A surpresa esteve perto de acontecer no Emirates.

Quando o Milan fechou com chave de ouro o jogo da primeira mão em San Siro por concludentes 4-0 (grandes exibições de Robinho e Ibra) ninguém esperava uma viagem tão atribulada a Londres no lado milanês.

Com o decorrer do jogo de Londres, chegou-se a temer uma reviravolta semelhante aquela que o Milan sofreu no embate da 2ª mão dos quartos-de-final da Champions na época 2003\2004 no Riazor da Corunha em que depois de um 4-1 em Milão sofreu um escandaloso 4-0 na Corunha, num jogo em que Alessandro Nesta esteve mal na fotografia de todos os golos galegos.

Como equipa que ganha não se mexe, Massimiliano Allegri voltou a apostar num 11 que se tem repetido várias vezes no último mês: Abbiati; Abate, Mexés, Thiago Silva e Mesbah; Emanuelson, Nocerino, Van Bommel; Robinho, El Shaarawy e Ibrahimovic. Do lado do Arsenal apenas uma modificação em relação ao 11 habitual da equipa: a entrada de Oxlade-Chamberlain a titular e a saída dos convocados de Benayoun por lesão.

Seria o jovem de 18 anos contratado esta época ao Southampton por 12 milhões de libras a colocar a bola na cabeça de Laurent Koscilny para o primeiro golo da partida. Como bom portento de velocidade e técnica que é seria o extremo a partir Djamel Mesbah aos bocados no lance do 2º golo (Rosicky) onde é o experiente Thiago Silva a cortar para os pés do checo. O Milan tremia em Londres. O mesmo haveria de partir novamente Mesbah no lance do penalty que Robin Van Persie iria transformar ao minuto 43. Ao intervalo 3-0.

Isso obrigou Allegri a intervir na sua equipa que apareceu muito mais defensiva na 2ª parte. Emanuelson deixava de ser número 10 e passava a jogar na esquerda para ajudar Mesbah a controlar Oxlade-Chamberlain. Robinho passava a 10. El Sharaawy saíria aos 70 minutos para entrar Aquilani, um jogador mais forte, mais físico e com maior capacidade de retenção de bola a meio campo. A coisa saiu bem a Allegri. O Arsenal tentou o 4º golo mas não conseguiu. Foi uma eliminatória bipolar: o Milan ridicularizou o Arsenal em Milão e o Arsenal ridicularizou o Milan nos primeiros 45 minutos de Londres. Qualquer uma das equipas pelo que fez merecia passar.

No final de jogo, Wènger estava triste pela eliminação mas de cabeça erguida quanto à prestação da sua equipa: “I told my players they can be proud of their performance. Overall I felt we were a bit short because we had no midfielders on the bench and we suffered a little bit when we tired in the second half. We wanted to keep the ball better but we became more fatigued and I’m sure we would have scored two or three more goals in the second half. “We put a performance in with fantastic spirit and restored some pride after the first leg. Unfortunately we are out” but we had the chances. Overall we keep our winning run going, which is important, but unfortunately we paid the price for a bad first game.

We knew we had given a lot [in the first half]. Some players are not used to playing at that level in midfield, like Chamberlain. You need to score goals and not concede against teams like that. Our defenders were absolutely outstanding today. Overall we have given everything and that’s all you can do at the top level. We accept the result even if it’s a disappointing one.

[Oxlade-Chamberlain] was sick last night − we weren’t sure he would play because he had flu. In the end we decided to check him in the warm-up and I felt he was outstanding. Van Persie wanted to chip the goalkeeper because he was down, but he got up very quickly − Abbiati did well and we couldn’t score. I hoped in the last ten to 15 minutes we could create some dangerous situations in front of goal but, unfortunately, it didn’t happen because we didn’t have enough drive anymore.”

E Allegri aliviado:
“We have to analyse this defeat. Due to injuries we had to play with three forwards and I knew we could suffer a bit in defence. We created a few good chances to score in the second half. We are disappointed about the defeat but it was important to qualify. We are among the best eight in Europe and now we will have some players back from injuries and hopefully we can do better with them.

I don’t think we were scared, as fortunately we had earned an important result in the first leg. At the break I told the players to think it was still 0-0 because we could not change what we had done in the first half. We failed to complete crucial passes tonight and that’s why we did not score. I knew we might have some difficulties because Arsenal are not the team we saw in San Siro and because we had too many players missing tonight, so I did not have many options.

This could be an important game in the season. Elimination tonight could have been a terrible blow for the team. However, our objective was to reach the quarter-finals and we achieved it. The approach was not good tonight. We were too soft, especially when we were trying to keep possession, and we should have played from the start the way we did in the second half, trying to push forward for a goal. “We are disappointed about the defeat and the way we played in the first half but, in the end, we qualified”, even if the team made me lose some weight due to stress.”

Duas coisas singelas:
1ª Não é só o Barcelona que joga muito nem Messi, se bem que o Argentino esteve louco nesta partida.
2ª É mesmo o Bayer de Leverkusen que não joga nada e não lhes reconheço capacidades para andarem nestes patamares.

Como dizia o Sport na sua página online nessa noite: “Messi passou a sua dor de cabeça ao Bayer” – um bom trocadilho feito pelos catalães ao Bayer de Leverkusen, clube detido pela conhecida farmacêutica das aspirinas.

E de facto, o Bayer veio com a ideia de provocar uma dor de cabeça a Guardiola e acabou cheio de enxaquecas. Com um 3-1 de Leverkusen, o Bayer tentou complicar a vida ao Barcelona por intermédio de pressão alta à construção de jogo dos defesas e médios catalães. Ora bem, quem não tem perninhas não inventa. O treinador Robin Dutt tentou convencer que seria a melhor estratégia para derrotar os Barcelonistas. Enganou-se: foi um festival de Messi perante uma defesa de Leverkusen completamente autista a vender a banda passar. E o jovem Tello entrou na segunda parte e logo que tocou na bola abriu um livro numa jogada em que vos aconselho a ver e rever.

Messi estabeleceu a mão cheia de golos na Champions, levando agora 12. Novo record à vista?

Jogo de uma vida em Nicósia.

O APOEL não contava de maneira alguma chegar a Fevereiro e permanecer nas competições europeias. Digo “permanecer nas competições europeias” porque com um grupo como Zenit, Shaktar e Porto, o APOEL era o bombo da festa. Utilizei bem o tempo verbal: era. O APOEL fez o que fez na fase de grupos. Perdeu em Lyon por 1-0 num jogo em que os franceses viram-se da cor da Grécia para obter um golo e foram a Chipre enfrentar um adversário motivado, disciplinado, defensivo, forte no contra-golpe e com milhares de adeptos doidos a cantar.

90 minutos a ferro e fogo. O APOEL tentava utilizar o segredo do costume: defender e sair no contra-golpe sem descurar a sua organização. O Lyon tentava segurar a vantagem o máximo que podia. O nosso conhecido Manduca pôs o GSP Stadium de Nicósia ao rubro aos 9″. Vi inclusive na review da Champions declarações do técnico do APOEL Ivan Jovanovic a apelidar este jogo como o “jogo de uma vida” para o clube cipriota. Nada mais correcto. Findos os 90 minutos, quis o destino que o jogo fosse para prolongamento dados uns erros praticados pela arbitragem comandada pelo espanhol Alberto Undiano Mallenco a favor da equipa francesa.

O jogo foi para as grandes penalidades. Aí brilhou Chiotis, guarda-redes cipriota. O APOEL está nos quartos-de-final. E o mais incrível é que pode ir mais longe. Benfica, Marselha e hipoteticamente CSKA e Napoli poderão ser equipas ao seu perfeito alcance.

Depois de ter vencido no St Jakob´s Park o Bayern por 1-0, a jovem e promissora equipa do Basileia não merecia de ser eliminada desta forma depois da campanha que fez na fase de grupos.

Apesar do esforço, é pena o Basileia ter apanhado este super bayern no pico de forma da época. O Bayern dá mais 7 (como viram em cima já tinha dado 7 no campeonato ao Hoffenheim) e volta a dar 7 na Champions (em 2008\2009) deu 7 ao Sporting nesta fase no Allianz Arena.

Jogo sem história. O Bayern entrou a matar. Robben aos 11″ tem uma enorme classe na sua finalização, apesar da sorte que fez com que a bola viesse parar caprichosamente nos pés do Holandês depois de um ressalto de um defensor do Basileia. Apesar dos dois golos, Arjen Robben fez uma exibição de sonho. Depois, foi o vendaval Mario Gomez (poker) com dois golos pelo meio de Robben e Muller. Mario Gomez está ao despique com Messi e Ronaldo pelo título de pichichi da competição (quem sabe o record de mais golos numa só edição) levando o alemão 11 golos na presente edição.

Esta eliminatória entre Inter e Marselha esteve embruxada. Se não esteve embruxada, é caso para se dizer que o Marselha teve a dita “estrelinha de campeão”. Se no aborrecido jogo do Velodrome já tinha vencido a partida com um golo do Ganês André Ayew já para lá da hora, no Giuseppe Meazza, num jogo em que o Inter até começou a contar com um golo de Milito às três pancadas num momento de jogo em que o desespero já se começava a apoderar dos milaneses, o Inter merecia mais do que a fraca sorte de ser eliminado com um golo de Brandão aos 90+2. Pazzini ainda deu a vitória ao Inter na última jogada do encontro, mas não havia mais nada a fazer.

Fico com a impressão que Brandão faz falta no lance do golo do Marselha sobre o central do inter Lúcio.

Liga Europa:

Incontornável.

A vitória da raça e do querer. A vitória do David contra o Golias. Grande exibição do Sporting. Personalizada e organizada tanto a atacar como a defender.

Primeira parte bem disputada em que o City não quis arriscar do ponto de vista ofensivo. Tirando um lance em que Kolo Touré subiu ao 3º andar para cabecear para brilhante defesa de Rui Patrício e outro em que Gareth Barry atirou à entrada da área a rasar o poste direito da baliza de Rui Patrício. Do lado do Sporting, muita atitude por parte da equipa com especial destaque para o flanco direito onde João Pereira foi muito assertivo a subir e a desiquilibrar, com a ajuda ora de Izmailov ora de Matias Fernandez, todos com muita garra no 1 para 1 contra jogadores do City. Lances de destaque na primeira parte foram o remate de Schaars do meio da rua depois de Joe Hart ter cabeceado a bola fora da área, um lance em que João Pereira embalado remata da direita obrigando Hart a uma defesa de recurso.

O Sporting nunca se amedrontou perante o City e entrou no 2º tempo com modos de resolver o jogo. Matías Fernandez bate um livre venenoso e Xandão faz o que faz na cara de Joe Hart. Passado alguns minutos é Izmailov quem fura e quem dá o golo a Ricky Van Wolfswinkel que na cara de Hart não consegue o 2-0 para muita pena minha. Até que Mancini faz avançar a equipa com as entradas de Nasri e Balotelli. Por duas ou três situações o City poderia ter marcado. Pelo meio até há uma jogada individual de Balotelli em que o Italiano toma a linha e cruza de letra para fraca finalização de Aguero. Pelo meio também há um pontapé do meio da rua de Kolarov que passa novamente perto da baliza do Sporting e várias provocações e faltas (o normal) de João Pereira a Balotelli que valem o amarelo que afasta o lateral do jogo da 2ª mão no City of Manchester.

A jogar em casa, contra uma equipa que muitos diziam que ia massacrar o Sporting com uma goleada, a turma de Ricardo Sá Pinto cumpriu mais que os serviços mínimos (esperava na melhor das hipóteses um empate a 0 bolas) e convenceu todos aqueles que se deslocaram a Alvalade. Quinta-feira veremos se este Sporting terá estofo para aguentar este resultado.

Apesar do mau momento interno, o Atlético tem estado muito bem na Liga Europa. Nos 32 avos-de-final já tinha eliminado a Lazio com um 3-1 em Roma e 1-0 em Madrid. O Atlético de Simeone espalha charme na Europa e nos oitavos-de-final quis despachar o Besiktas em Madrid. Não conseguiu totalmente por culpa de Simão Sabrosa. Salvio (2) e Adrián deram 3 golos sem resposta na primeira parte. No entanto, espera-lhes o Inonu na 2ª mão.

O Besilktas está algo enfraquecido. Culpa disso os vários problemas internos que estão a acontecer no clube. Não só o facto de alguns dos seus dirigentes ainda estarem sobre alçada preventiva da justiça turca mas também o caso de indisciplina protagonizado por Ricardo Quaresma, caso que alegadamente terá motivado Carlos Carvalhal a encostar a direcção à parede quanto à saída do internacional português do clube. Carvalhal deverá ter dito à direcção que ou saía ele ou saía Quaresma.

Carvalhal veio ontem desmentir no site oficial do clube a notícia veículada pelos órgãos de comunicação social com as seguintes palavras: “Desminto totalmente as afirmações que vieram a público ontem. O Quaresma é um jogador muito importante, mas o meu trabalho é garantir organização e disciplina no trabalho”

Partida da ronda. O Athletic foi a Old-Trafford fazer um dos melhores jogos da sua história. O lance do primeiro golo do Manchester é um lance de génio. O passe para o 2º golo do Athletic protagonizado pelo jovem fenómeno Muniain para Oscar de Marcos é algo do outro mundo. Este Athletic de Bilbao de Bielsa é um portento de futebol bonito. Nem a adaptação (bem conseguida) de Javi Martinez a central tem tirado brilho ao futebol praticado pela equipa comandada pelo consagrado técnico Chileno. Aliás, mesmo a central, Javi Martinez é alvo da cobiça de Barcelona e Real Madrid, não devendo sair de Bilbao por menos de 40\45 milhões de euros. No 3º golo dos bascos, culpa para De Gea. No entanto, urge-me fazer mais um reparo à equipa do Bilbao: é uma equipa muito forte a sair no contra-golpe. Também tem homens para isso, casos de Muniain, De Marcos, Herrera ou David Lopez.

O penalty de Rooney ainda amenizou a derrota. O Manchester de Sir. Alex Ferguson subestimou o adversário, na medida em que tinha por exemplo em Outubro subestimado o Benfica e o Basileia na fase de grupos da Champions. Avizinha-se uma tarefa muito difícil para os Red Devils amanhã no quentíssimo San Mamés de Bilbao.

Óscar de Marcos declarou que marcar em Old-Trafford fez do dia 8 de Março um dia que nunca mais iria esquecer durante a sua vida: “The key thing was, we had the ball the whole game. It is our philosophy, as the manager has taught us, to keep the ball and thanks to this we created a lot of chances. “[Scoring at Old Trafford] is something I won’t forget as long as I live, I will always remember it. I’m thrilled. This is a night to smile, to enjoy – all our fans have enjoyed it and it is great for everyone who has always supported us”.

It is clear that 3-2 keeps them in it more, unfortunately it was my handball [for Wayne Rooney’s late penalty]. It is a shame after all the work the team put in, but we have to be happy with the result. Before we came everyone would have taken a win at the ‘Theatre of Dreams’. The coach is putting it in our heads that nobody is better than us, that we can compete with any team and we did that against one of the best teams in the world.”

Mais um jogo de alto gabarito. Apesar do 4-2 para o Valência no final da 1ª mão, nada está resolvido para a equipa de Unay Emery. Início horrível da defesa do PSV. Nos primeiros 13 minutos haveria de conceder dois golos: o primeiro por via do central sub-21 espanhol Victor Ruiz, saltando por cima de tudo e todos na bica da baliza e o segundo num auto-golo muito azarado de Manolev. 3-0 aos 42″ por intermédio de Roberto Soldado fazia parecer que a eliminatória fecharia no Mestalla. Piatti elevaria para 4-0. Eis que o PSV num golpe de mérito conseguiu dois golos nos minutos finais e leva a eliminatória viva para a Phillips Arena. No entanto, não creio que os comandados de Fred Rutten tenham capacidade para derrubar o Valência.

Outros resultados:

Metallist 0-1 Olympiacos – Contra uma equipa muito organizada e imprevisível, os gregos do Olympiacos venceram na Ucrânia por 0-1 o Metallist e tem um pé nos quartos-de-final.

Standard de Liège 2-2 Hanover 96 – Tudo em aberto para a 2ª mão, se bem que o resultado foi muito bom para os alemães.

AZ Alkmaar 2-0 Udinese – Excelente resultado para os holandeses.

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