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De Londres #20 – O ouro olímpico para o novo Dream Team

Como se esperava. O novo dream-team americano arrebatou o ouro, de forma fácil e como se esperava.

Deron Williams, LeBron James, Anthony Davis, Andre Iguodala, Carmelo Anthony, Chris Paul, Kevin Love, Kobe Bryant, James Harden, Kevin Durant, Tyson Chandler e Russell Westbrook são os nomes que Londres irá recordar para a eternidade. Nomes que a nada devem ao nível de talento na modalidade ao Dream Team original de 1992, equipa que continha elementos como Michael Jordan, Magic Johnson, Scottie Pippen, Dennis Rodman, Larry Bird ou Charles Barkley.

No entanto, muitos outros jogadores poderiam pertencer a esta equipa. Alguns não viajaram para Londres por lesão: Derrick Rose, Dwayne Wade, Blake Griffin e Dwight Howard. Outros como Paul Pierce, Rajon Rondo, Joe Johnson, Andrew Bynum, Greg Munroe ou Carlos Boozer também poderiam ter sido opções na selecção norte-americana.

Em Londres, um passeio.

Os Norte-Americanos não vacilaram. Dos 156-73 à Nigéria veio um recorde olímpico ao nível de pontuação de uma equipa num jogo olímpico. França, Austrália, Lituânia (a selecção que melhor se portou contra a Norte-Americana, perdendo apenas por 5 pontos) Tunísia, Argentina e Espanha sucumbiram perante o maior potencial dos fundadores da modalidade. Na final de hoje, apesar da Espanha ter jogado dois furos acima do que tinha jogado na fase de grupos (onde em 5 jogos perdeu dois frente a Russia e Brasil, classificando-se no 3º posto; onde sentiu imensas dificuldades para bater uma medíocre anfitriã Britânica apenas por 1 ponto) e nos quartos-de-final\meias frente a França e Rússia, os Americanos acabaram por fazer uma 2ª parte mais consistente. Porém, deve ser dado mérito aos Espanhois pela 1ª parte que fizeram, pelo portentoso jogo interior que tiveram (a partir de Ibaka e dos irmãos Gasol) um pouco ao contrário dos jogos contra Rússia e França (o seu jogo interior foi bem controlado por estas selecções) e pelas fantásticas exibições de Rudy Fernandez e Juan Carlos Navarro, sendo este último um jogo que acho incompreensível como é que só conseguiu aguentar dois anos ao mais alto nível na NBA.

Foi um torneio olímpico com muita qualidade. Desde os Estados Unidos até à fraca Tunísia. O resultado final pareceu-me normal: EUA com o Ouro, Espanha com a prata, Rússia com o bronze. Argentina e França também mereciam as medalhas. Os Argentinos fizeram tudo o que estava ao seu alcance para travar os russos no Bronze. Ginobili e Scola exibiram-se a bom nível. A França de Parker, Batum e Turiaf caiu nos quartos-de-final contra uma Espanha mais forte na parte final da partida. No final da partida também se podem lamentar do extravasar da tristeza de Nicolas Batum, quando agrediu Navarro com um murro na barriga, gesto que deverá ser alvo de punição para o atleta por parte da FIBA. Os Russos, liderados por alguns jogadores recheados ao nível de experiência passada na liga norte-americana (Khryapa, Mozgov, Kirilenko) e por outros que fazem maravilhas na europa (Fridzon) acabaram por ser uma selecção que me cativou muito e que promete dar luta aos americanos no futuro (a rússia foi a única selecção de topo que pelo sorteio não defrontou os EUA).

Por outras paragens podemos constatar que a modalidade terá um futuro mais equilibrado. A Grã-Bretanha montou uma equipa para os jogos. Recrutou dois atletas interessantes na NBA que não nasceram em solo inglês: o Sudanês Luol Deng e o Jamaicano Ben Gordon. Ambos “passaram” por Inglaterra: Deng tinha passaporte britânico quando fugiu do conflito somali rumo aos EUA. Gordon é filho de uma inglesa Tunísia e Nigéria foram bons representantes do continente africano, continente que está a exportar bons talentos para a europa e para as universidades americanas. O Brasil quedou-se pelos quartos-de-final, saboreando uma vitória contra a Espanha na fase de grupos. A Argentina, apesar da experiência acumulada das suas principais vedetas nos campeonatos americanos, espanhol e italiano (Ginobili, Scola, Nocioni) poderá passar por alguns problemas de renovação na sua equipa. A China foi um interessante participante em representação do continente asiático. No entanto, o basket chinês poderá desaparecer de cena nos próximos anos visto que não tem aparecido grandes talentos desde Yao Ming e Yi Jianlian.

Para os próximos olímpicos estou seguro que outras selecções irão aparecer. Israel e Irão terão boas selecções no futuro, a primeira comandada por Omri Cassipi. Na velha europa, outras também começam a despontar como o caso da Dinamarca, Irlanda e Ucrânia. Grécia, Itália, Croácia e Sérvia, pelo passado glorioso que ostentam também deverão ser candidatas a um regresso aos jogos olímpicos.

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Reinventar o banco mundial outra vez

Por Ana Palácio, Ex-ministra dos Negócios Estrangeiros de Espanha e antiga Vice-Presidente do Banco Mundial

Nota minha: este texto vem na sequência deste.

 

Actualmente, com três candidatos na corrida ao lugar do próximo presidente do Banco Mundial – a ministra das Finanças nigeriana, Ngozi Okonjo-Iweala, o ex-ministro das Finanças colombiano, José Antonio Ocampo, e o candidato dos Estados Unidos, Jim Yong Kim, presidente da instituição de ensino Dartmouth College – é chegado o momento para dar um passo atrás e avaliar a trajectória do Banco. A menos que o/a próximo/a presidente do Banco tenha uma visão clara do caminho a seguir e a seriedade para resistir às pressões internas da instituição, ele ou ela será engolido/a pela sua complexa maquinaria e pelos seus processos pesados.

A atenção mundial tem-se centrado em analisar os pontos fortes e as qualificações dos três candidatos, particularmente as suas credenciais económicas e financeiras. Mas o verdadeiro desafio está em dar ao Banco Mundial, o rumo que reflecte o mundo, tal como ele é, e recalibre as suas ferramentas em conformidade. Inevitavelmente, a nova rota depende, em parte, em reconhecer que a economia e as finanças, enquanto elementos integrantes de todas as áreas de actividades do Banco, já não são os principais condutores da instituição.

Os instrumentos tradicionais do Banco Mundial foram (e ainda são) os empréstimos com juros baixos, os créditos sem juros e as concessões. Mas a filosofia central do Banco apoiou-se nos empréstimos, com juros, aos países de rendimento médio e canalizou os fundos subsequentes para os países mais pobres, elegíveis para apoio. Hoje, devido à condicionalidade dos seus empréstimos, o Banco está a perder competitividade face à pletora de intervenientes, públicos e privados, que exercem pressão no cenário do desenvolvimento. Enquanto isso, o Banco está a emergir como uma fonte vital – de facto, indispensável – de conhecimentos especializados e de assistência técnica, bem como um fornecedor de bens públicos mundiais.

Com base nestes pontos fortes, o Banco deve estar disposto a compreender as realidades dos países que são seus clientes, em vez do seu pontificado, e equilibrar o seu trabalho baseado no país com as suas funções mundiais. Enquanto os empréstimos são progressivamente desbastados e reservados apenas para os países mais pobres, o Banco deve adoptar a magra estrutura radial de uma consultoria estratégica ou de um “banco de conhecimento”. A organização deve reformular a sua missão, afastando-se da ideia de ser o “Banco Ocidental”, o “Banco dos BRIC”, ou, nesse caso, de nem sequer ser um banco.

O que é inequívoco, nos dias de hoje, é a crescente intolerância à má governação e corrupção – uma rejeição coletiva evidente em países tão diversos como a Birmânia, o Congo, a Rússia e a Bolívia, já para não mencionar os países árabes desde a Síria até Marrocos. Ao mesmo tempo, a maior ameaça para a ordem internacional vem do fracasso, da falência, do pós-conflito e dos estados devassados pelos conflitos.

Nas duas últimas décadas, como parte do exame de consciência despoletado pelo colapso do comunismo, o Banco Mundial tem vindo a procurar tornar os esforços na governação e na anti-corrupção parte integrante do seu trabalho, no crescimento económico e na redução da pobreza no mundo em desenvolvimento. Mas, para além da retórica eloquente, estas mudanças têm sido graduais e têm sido sobrepostas nas operações do Banco,em vez de se tornarem parte do seu DNA organizacional.

O Banco tem estado muito focado em si mesmo, e na sua reputação, e não tem estado focado o suficiente nos países que aconselha e nos quais opera, enquanto o fortalecimento institucional tem sido considerado ser inserido na agenda do crescimento. Como consequência, o direito, que constitui a base do fortalecimento institucional, tem sido considerado como não mais do que uma caixa de ferramentas. Os direitos de propriedade, a execução de contratos, as condições empresariais e os produtos e os mercados de trabalho livres e competitivos foram proclamados para fazerem parte do quadro económico – um equívoco recentemente reiterado pelo ex-economista do Banco Mundial e actual especialista em desenvolvimento William Easterly.

Além disso, a interpretação tradicional de Estatutos do Banco impôs uma enunciada “neutralidade” que se traduziu numa prontidão para ignorar a natureza dos regimes dos países, seus clientes, e da sua falta de responsabilidade popular. Ironicamente, o mesmo Banco Mundial cujo ex-presidente, Robert McNamara, transformou há quase cinco décadas, na altura da descolonização, num instrumento chave na luta contra o comunismo, hoje vê o tão chamado “Consenso de Pequim”, pelo qual o Partido Comunista Chinês mantém uma mão de ferro no país, como um modelo de desenvolvimento viável.Neste contexto, um “banco de conhecimento” deve abordar três desafios. Deve reforçar o apoio ao sector privado e dar prioridade às infra-estruturas, em sentido lato, de acordo com a sua importância para a iniciativa individual. Deve também fortalecer o seu know-how na criação de capacidades, particularmente capacidades administrativas, com ênfase nos seus aspectos jurídico-institucionais. Finalmente, deve colocar programas de combate à corrupção e de boa governação no centro da sua missão.

A comunidade internacional não pode suportar um Banco Mundial que, ao estar ancorado no mundo do passado, perde a sua relevância. Nenhuma outra instituição pode executar o formidável potencial do Banco, como um centro de conhecimento e um coordenador de políticas de desenvolvimento. O mandato do/a próximo/a presidente do Banco será crucial para fazer, ou desfazer, uma instituição que o mundo precisa desesperadamente no próximo século.

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Pelos jogos internacionais…

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A Dinamarca não vacilou e levou de vencida uma inofensiva Noruega. A Noruega pouco fez durante a partida e acaba por dar um passo atrás na qualificação. Bendtner marcou os golos da Selecção Dinamarquesa.

A Islândia bateu o Chipre por 1-0.

O primeiro lugar do grupo é repartido pelas 3 selecções, mas Portugal corre na frente. A Dinamarca é 2ª. A Noruega 3ª com mais um jogo.
Na próxima jornada, a 7 de Outubro, Portugal recebe a Islândia no Estádio do Dragão no Porto e a Dinamarca vai a Nicósia defrontar o Chipre. Folgará a Noruega.

Abrem-se cenários para a próxima jornada:
1. Em caso de vitória Dinamarquesa, a Dinamarca apura-se para os playoffs. Mesmo em caso de derrota de Portugal, tudo se irá decidir em Copenhaga na última jornada.
2. Em caso de vitória Portuguesa, Portugal não se apura para os playoffs, mas deixa a questão praticamente arrumada para a última jornada onde até poderá perder contra a Dinamarca em Copenhaga que muito dificilmente irá ceder o seu lugar à Noruega pela questão da diferença de goal-average entre as duas selecções.

– No grupo A, a Turquia não quis dar a machadada final na Bélgica tendo empatado hoje na Áustria a 0 bolas. Arda Turan, o jogador talismã dos turcos no passado jogo de sexta-feira (marcou o golo da vitória aos 6 minutos do período de descontos) foi o vilão deste jogo ao falhar uma preciosa grande penalidade já para além da hora. 

O Azerbeijão ganhou ao Cazaquistão por 3-2.

A Alemanha já se tinha qualificado na sexta-feira. A Turquia é 2ª com 14 pontos. A Bélgica tem 12 e a Áustria com 8 está eliminada.
Na próxima jornada, o Azerbeijão recebe a Áustria, a Bélgica recebe o Casaquistão e em caso de vitória dos Belgas, estes poderão aproveitar um eventual resultado negativo da Turquia em Instambul perante a Alemanha. Todavia, terão sempre que medir forças com a Alemanha na última jornada em Dusseldorf.

– No grupo B

Empate da Rússia e da Irlanda em Moscovo. Um bom resultado para as 2 selecções. A Rússia porque continua na liderança. A Irlanda porque sabe perfeitamente que é difícil vencer na Rússia, pontua, não perde o 2º lugar e continua a acalentar o 1º pois continua a 2 pontos da Rússia.

A surpresa da jornada acabou por vir de Zilina. A modesta Arménia foi à cidade Eslovaca golear a selecção da casa por 4-0 e continuar a surpreender meia europa. Esta goleada põe o grupo B ao rubro e faz sonhar o povo Arménio. Nunca antes esta antiga república soviética esteve tão perto de sonhar com a qualificação.

A Macedónia ganhou 1-0 a Andorra em casa.

A Rússia continua a liderar com 17 pontos. 15 tem a Irlanda. Com 14 estão a Arménia e a Eslováquia.
Na próxima jornada, teremos 3 jogos emocionantes: em teoria, a Arménia tem vantagem em defrontar a Macedónia em casa. A Eslováquia joga o tudo ou nada em Zilina contra a Rússia. A Irlanda vai a Andorra.

1. Em caso de vitória Russa, esta selecção garante praticamente a passagem ao Europeu pois na última jornada recebe a humilde selecção de Andorra.
2. A selecção Eslovaca em caso de derrota fica de fora do europeu.
3. A selecção Eslovaca em caso de vitória irá marcar 17 pontos. Continuará empatada com a Arménia (caso esta vença= e neste cenário com a Rússia, mas também continuará em 4º lugar devido ao goal-average negativo que tem em comparação com o goal-average abundante de Russos e Armenos. A Rússia poderá perder o primeiro lugar caso a Irlanda vença e até o 2º caso a Arménia vença.

-No Grupo C

A Itália voltou a utilizar a receita do costume para vencer a Eslovénia e apurar-se para o Europeu. No Artémio Franchi em Florença, os italianos não jogam por aí além mas tiveram um Pazzini inspirado nos minutos finais a facturar numa baliza onde (pela sua passagem no passado pela Fiorentina) conhece bastante bem o sabor do golo.

A Sérvia ganhou 3-1 às Ilhas Faroe e saltou para a 2ª posição do grupo. A Eslovénia acabou por ser a grande derrotada da noite pois também viu a Estónia saltar para a 3ª posição depois de vencer a Irlanda do Norte em Talinn por 4-1. A luta pelos playoffs continua ao rubro neste grupo C: a Sérvia é 2ª com 14 pontos, a Estónia 3ª com 13. Os estónios tem mais um jogo assim como os eslovenos, que com a derrota de hoje não estão matematicamente eliminados mas irão necessitar que a Sérvia perca na próxima jornada em casa frente à Itália, que a Estónia perca ou empate na Irlanda do Norte e que na última jornada possam ganhar aos Sérvios em Ljubliana.
Na próxima jornada, a Sérvia recebe a Itália, tendo a selecção transalpina a possibilidade de baralhar as contas dos sérvios caso vença e caso a Estónia vá vencer a Belfast.

– Grupo D

No jogo grande, a França empatou em Bucareste a 0 bolas e conseguiu um autêntico “matchpoint” na qualificação.
A Bósnia também obteve um “matchpoint” ao vencer nos últimos minutos a Bielorrussia em Sarajevo com um golo de Misimovic aos 87″, dois minutos depois da expulsão do 2º defesa Bielorusso Kalachev. O primeiro (Martynenko) já tinha sido expulso por acumulação no decorrer da 1ª parte.

O Luxemburgo obteve uma vitória histórica em casa, vencendo a Selecção Albanesa por 2-1.

A França lidera com 17 pontos. A Bósnia tem 16. Ambas garantem praticamente os playoffs. A Roménia tem 12 assim como a Bielorussia.

1. Na próxima jornada, a Roménia recebe os Bielorussos, num jogo em que quem perder pontos será eliminado e quem puder vencer também poderá ser eliminado, caso a Bósnia e a França vençam os seus jogos. A Bósnia recebe o Luxemburgo, a França recebe a Albânia.
Mesmo em caso de vitória Romena, caso a Bósnia e a França vençam os seus jogos, garantem o lugar que lhes permite jogar os playoffs.
2. Caso a França vença e a Bósnia perca o seu jogo, a França garante a qualificação e em caso de vitória da Roménia ou da Bielorrússia, ambas poderão ter uma palavra a dizer na última jornada.
3. Caso a França perca ou empate o seu jogo e a Bósnia vença, a Bósnia vai para a primeira posição e em caso de vitória da Roménia ou da Bielorrússia, estas continuarão a acalentar hipóteses de qualificação na última jornada.

– No Grupo E

A Holanda venceu a Finlândia em Helsínquia por 2-0 num jogo em que o avançado do PSV Kevin Strootman continua a consolidar o seu lugar na laranja mecânica com a obtenção de mais um golo. A Finlândia foi sempre incipiente nas suas acções ofensivas e nunca criou grande perigo à baliza de Maarten Stekelenburg durante os 90 minutos da partida. A Holanda esteve por várias vezes perto do 2º golo e incomodou várias vezes a baliza finlandesa na 2ª parte ora pelas boas arrancadas de Eljero Elia pelo flanco esquerdo ora pelos passes em desmarcação com que Sneijder ia servindo os colegas. Seria De Jong a carimbar a vitória mesmo em cima do apito final, quando a Finlândia já jogava reduzida a 10.

A Hungria cumpriu a sua tarefa e foi vencer à Moldávia por 2-0. A Suécia venceu em São Marino por 6-0 e ascendeu à 2ª posição pelo goal-averagem superior aos Húngaros, que tem mais um jogo que os suecos. Na próxima jornada, os Suecos poderão carimbar a passagem aos playoffs caso vençam a Finlândia em Helsínquia. Caso contrário tudo será decidido na última jornada.

– No grupo F

Nos primeiros 45 minutos em Zagreb, a Selecção Israelita vencia por 1-0, marcava oficialmente 16 pontos na classificação (na prática eram os mesmos que os croatas) e viam a Grécia a perder por 1-0 na Letónia, facto que punha os gregos também com os semelhantes 16 pontos. Com este cenário de intervalo em Zagreb, os croatavas lideravam, os gregos eram 2ºs e os israelitas 3ºs com os mesmos pontos, com Israel com mais um jogo.
Na 2ª parte, Modric, Eduardo da Silva e companhia viraram o marcador em prol dos croatas, eliminaram Israel e viram a Grécia de Fernando Santos perder pontos na Letónia, ao empatar quase ao cair do pano por intermédio de Papadopoulos num jogo em que os Gregos tiveram que sair da sua habitual retranca para massacrar os Letões…na retranca!! De nada valeu o ímpeto de Giorgios Samaras e companhia. A Croácia passou para a frente do grupo.

Em La Valleta, dia de festa para os Malteses com o empate caseiro frente à Geórgia a 1 bola.

A qualificação será discutida a dois nas próximas jornadas. No que diz respeito à próxima, a Grécia recebe a Croácia em Atenas. A Grécia passa para a frente do grupo caso vença. A Croácia qualifica-se caso vença e fica em grande posição caso empate.

Letónia – Malta será um jogo para cumprir calendário.

– No grupo G,

Ashley Young fez Capello respirar de alívio perante a ameaça de uma moralizada selecção de Gales. O jogador do United confirmou a excelente forma ao dar a vitória à Old-Albion perante a vizinha selecção galesa.

http://www.dailymotion.com/embed/video/xkwxb1

No Saint Jakob Park de Basileia, a Suiça aproveitou a folga de calendário de Montenegro para equilibrar a balança com a turma balcânica. Era o jogo de tudo ou nada de Suiços e Búlgaros. Quis o talentoso médio ala de 20 anos Xherdan Shaqiri colocar ao rubro o público Suiço na sua própria casa (Shaqiri actua pelo Basileia) com um hat-trick no 2º tempo. A Bulgária ainda alimentou as esperanças de bater os Suiços durante 36 minutos devido a um golo madrugador de Ivaylo Ivanov.

A Inglaterra lidera o grupo com 17 pontos (+ 1 jogo). Montengro é 2ª com 11 pontos. A Suiça tem 8 pontos. A Bulgária tem 5 e mais um jogo, estando portanto eliminada. Gales 3.
Na próxima jornada, Gales recebe a Suiça enquanto Montenegro recebe a Inglaterra em Podgorica.

1. Em caso de vitória da Suiça e derrota de Montenegro, basta apenas o cenário de 1-0 para que a Inglaterra se apure e a Suiça ultrapasse a selecção montengrina.
2. Em caso de vitória de Montengro perante a Inglaterra e derrota Suiça, a Inglaterra continua na primeira posição com 17 pontos mas só será qualificada directamente se Montenegro conseguir superar os 10 golos de goal-average que tem de diferença para os ingleses. Neste cenário, Montenegro segura pelo menos os playoffs. Caso contrário terá que jogar os playoffs na Suiça na última jornada.

Grupo I

A Roja venceu o pobre Lichstenstein por 6-0 com bis de Negredo e David Villa e restantes golos a serem apontados por Xavi e Sérgio Ramos. A Espanha está qualificada para o Europeu.

A Escócia venceu a Lituânia por 1-0 e relança os escoceses na luta pelos playoffs.

A Espanha lidera com com 18 pontos. A República Checa tem 10 pontos, a Escócia tem 8. Os Escoceses poderão ascender à 2ª posição do grupo se vencerem no Lichstenstein e se a República Checa perder com a Espanha em Praga não sendo porém linear que estes resultados decidam a qualificação porque na última jornada, teremos os escoceses a jogar em Espanha e a República Checa a jogar na Lituânia.

Outras zonas de qualificação:

Ásia – 1ª fase de gruposqualificação 2014 – 2ª jornada

– A Jordânia lidera o grupo A com 6 pontos depois de bater a China por 2-1. A China é 2ª com 3 pontos. O Iraque também somou 3 pontos ao bater Singapura por 2-0 fora.

– No Grupo B, a Coreia do Sul não foi além de um empate no Kuwait a 1 bola. Mesmo assim os Sul-Coreanos lideram o grupo com 4 pontos, os mesmos do Kuwait. No outro jogo do grupo, o Líbano venceu por 3-1 os Emirados Árabes Unidos e somou 3 pontos.

– No grupo C, Uzbequistão e Japão empataram a 1 bola e lideram o grupo com 4 pontos. A turma nipónica esteve a perder a partir dos 9 minutos até ao minuto 65. A Coreia do Norte venceu em casa o Tadjiquistão por 1-0 e somou 3 pontos.

– No grupo D, a Austrália destacou-se na liderança ao vencer a Arábia Saudita fora por 3-1 com golos de Joshua Kennedy e Luke Wilkshire. A Austrália tem 6 pontos. A Tailândia é 2ª com 3 depois de ter batido Omã por 3-0.

– No grupo E, Qatar e Irão empataram a 1 bola. Os Iranianos estão na liderança do grupo com 4 pontos em paridade com o Bahrein, que foi à Indonésia bater a selecção da casa por 2-0. O Qatar tem 2 pontos.

Amigáveis:

Ontem, em Londres (Craven Cottage – estádio do Fulham) a canarinha venceu o Gana por 1-0 mas não se exibiu ao seu bom nível. Ronaldinho voltou à selecção por escolha pessoal de Mano Menezes para dotar o escrete de um jogador que se tem exibido a alto nível no plano interno e reune a simpatia e carinho do povo brasileiro. O jogador do Flamengo não tem a mesma velocidade de outros anos mas tentou de tudo para marcar neste golo contra o Gana. De livre, obrigou o guarda-redes Ganês a defesas apertadas. Na 2ª parte, fez uma abertura a isolar Alexandre Pato que foi absolutamente sublime e acabou por ser uma das jogadas mais bonitas da partida.
O jogador do Sporting Elias foi titular e jogou os 90 minutos pela canarinha. Hulk entrou na 2ª parte e esteve apagado. O Porto foi buscá-lo a Londres de jacto e o atleta jogou hoje pelo FC Porto na marinha grande contra o Leiria.

Leandro Damião, avançado que esteve na mira do Porto, marcou o único golo de uma partida que ficou estragada a meio da primeira parte por uma expulsão duvidosa de Daniel Opare depois de uma falta muito bem aproveitada pelo experiente central Lúcio para sacar o segundo amarelo ao jogador Ganês.

Depois do amigável frente à Venezuela em Calcutá, a Argentina defrontou na tarde de ontem a Nigéria em Dacca, capital do Bangladesh. Messi voltou a não marcar, mas deu o primeiro a Higuaín e contribuiu no 2º com um poderoso remate que o guarda-redes nigeriano defendeu directamente para o desvio de DiMaria para o fundo das redes. Elderson cometeu auto-golo enquanto Obasi marcou o tento de honra dos nigerianos.

Em Gdansk, cidade dividida entre Polacos e Alemães ao longo da história, Polónia e Alemanha disputaram um interessante amigável que terminou empatado a 2 bolas. Os jogadores do Dortmund Lewandowski e Kuba Blaszczykowski marcaram os golos para os Polacos. Toni Kroos e Cacau para os Alemães.

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São os maiores

Pilar OlivaresReuters

Mika. Os grandes homens e os grandes atletas aparecem sempre nestes palcos nas alturas decisivas. Como se diz na gíria, o guarda-redes do Benfica recentemente contratado à União de Leiria, mostrou ter os “tomates no sítio”.

É preciso sofrer para vencer. Esta equipa portuguesa é uma equipa de sofredores. E ou muito me engano, ou será uma equipa de vencedores!

120 minutos de um jogo muito estático e sem grandes oportunidades de golo para ambos os lados, redundaram na marcação de grandes penalidades onde os nossos sub-2o estiveram literalmente com um pé fora da competição após 2 penaltis falhados pelo central Roderick e pelo trinco Danilo. Seria então da sorte bafejar Portugal ao 4º penalti, com uma bola em cheio na trave por parte do central Argentino Pirez (que devia ter sido expulso no decorrer da 2ª parte) e duas grandes defesas de Mika.

No lado Português, como os comentadores da RTP bem realçaram, Portugal não é uma equipa muito goleadora e não pratica um futebol bonito do ponto de vista atacante. No entanto, a selecção de sub-20 faz juz a uma das máximas mais importantes do futebol em que a defesa é realmente o melhor ataque. Ao nível defensivo, Ilídio Vale tem ali um enorme conjunto: o sexteto constituído por norma por Cedric, Nuno Reis, Roderick e Mário Rui (ontem foi Luis Martins o jogador que cumpriu com distinção o lado esquerdo da defesa) e os trincos Danilo e Pelé são o esteio de uma equipa vencedora. Principalmente o central Nuno Reis (imperioso no desarme e com um sentido posicional muito maduro para os seus tenros 20 anos) e os trincos Péle e Danilo, voltando ontem a ser jogadores incansáveis ora na transição de jogo de portugal como nas dobras aos colegas de equipa e no desarme às investidas dos argentinos.

Lá na frente, Caetano e Nelson Oliveira foram irrequietos e provocaram muitos problemas a uma defesa argentina que se tivesse pela frente um consistente contra-ataque de Portugal com mais homens teria tremido bastante.

Nelson Oliveira é de facto um jogador fenomenal. Tem um drible estonteante e brota fantasia em q.b no seu jogo. No entanto terá que crescer muito mais como jogador e (por exemplo) aprender a passar mais a bola aos seus colegas. De todas as intervenções do jogador do Benfica, grande percentagem foram intervenções em que o avançado do Benfica pegou na bola e pensou que ia fintar 5 ou 6 jogadores. Já Caetano peca por ser um jogador muito franzino.

Sérgio Oliveira é outro dos casos problemáticos nesta selecção de sub-20. Acompanhei o jogador durante 1 época no Beira-Mar. A técnica está lá, a inteligência está lá. A confiança é que parece não estar. O sérgio poderá ser um jogador excepcional quando um treinador o obrigar a estar presente no meio campo da equipa durante 90 minutos. O Sérgio tanto é capaz de fazer rasgos brilhantes e criativos em prol da equipa como de seguida desaparece da partida durante 20 minutos e pelo meio é capaz de arranjar uma picardia com 2 adversários e arranjar problemas com a arbitragem. É portanto um jogador que irá necessitar de muito acompanhamento por parte dos técnicos que lhe surjam pela frente durante a carreira.

Do lado argentino, Erik Lamela é de facto um grande jogador. Aquele pé esquerdo é absolutamente divinal a distribuir jogo e a bater bolas paradas. Justificam-se os 13 milhões dados pela Roma por um atleta que para já apenas mostra uma vicissitude muito negativa: à semelhança de Sérgio Oliveira, desaparece por momentos da partida.

Juan Iturbe mostrou-me novamente aquilo que já tinha visto no jogo entre o Cerro Porteño e o Santos para a Libertadores: pé esquerdo bem apurado, usa e abusa das tabelas com os colegas de equipa ao estilo Messi e é um jogador muito rápido ao nível de movimentos, coordenação motora e pensamento do seu jogo. Não terá muitas dificuldades em enquadrar-se ao alto nível no FC Porto com estas características.

Não fiquei impressionado com o guarda-redes Andrada. Se é certo que é alto, também me deu a parecer que é capaz do 8 e do 80 no mesmo jogo.

Também não fiquei impressionado com a defesa argentina. Mais do mesmo: caceteiros em demasia.

Portugal irá defrontar o vencedor do jogo entre a França e a Nigéria, jogo que se disputa hoje. A Nigéria é outra das selecções em destaque neste campeonato do mundo, fazendo à força que estes países africanos trazem usualmente ao mundial de sub-20 prova onde os Nigerianos já obtiveram uma final em 2005 onde apenas sucumbiram perante a Argentina de  Messi, Ustari, Lucas Biglia, Pablo Zabaleta, Ezequiel Garay, Kun Aguero e Fernando Gago, selecção onde muitos 3 anos depois viriam novamente a derrotar os Nigerianos para o Ouro olímpico em Pequim.

Como também foi dito pelos comentadores da RTP, esta vitória frente à Argentina tem um significado histórico muito forte em 1991, Portugal também derrotou os Argentinos no campeonato do mundo disputado em Portugal e acabaria por chegar à vitória.

Dessa selecção de sub-20 vingaram jogadores como Jorge Costa, João Pinto, Rui Costa, Capucho, Paulo Torres, Nélson, Abel Xavier, Peixe, Rui Bento, Brassard e outros menos sucedidos como Toni, Gil, Luis Miguel, Tó Ferreira, Tulipa, João Oliveira Pinto e Cao.

Para finalizar, a fotogaleria desta vitória:

Pilar OlivaresReuters

Vanderlei AlmeidaAFP

Vanderlei AlmeidaAFP

Pilar OlivaresReuters

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