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NBA 2012\2013 #46

1. Dos jogos que tenho visto ou posto os olhos nas últimas madrugadas:

Na madrugada de segunda para terça, primeiro e segundo da Conferência Oeste alinharam em San Antonio, Texas, para um jogo que se previa excitante. As duas equipas chegaram a esta partida empatadas na classificação, cabendo a quem ganhasse o jogo a liderança. Apesar de ainda faltarem 17 partidas para ambas as equipas até ao fim da temporada regular, o primeiro lugar do Oeste na fase regular não só dá direito a jogo 7 em casa em todas as rondas do playoff para o vencedor da conferência como ainda garante (em caso de melhor score dentro das 16 apuradas para o playoff o jogo 7 em casa nas finais; neste momento o melhor score da Liga é de Miami com 49 vitórias e 14 derrotas).

San Antonio Spurs e Oklahoma City Thunder alinharam AT&T Center quase na máxima força. Destaque do lado da equipa comandada por Greg Popovich para a ausência de vulto de Tony Parker e na equipa do estado do Oklahoma para as ausência de Perry Jones III, o rookie da equipa. Para remediar a ausência de Parker, Popovich chamou à titularidade Corey Joseph, base canadiano de 2º ano na liga apenas utilizado por 16 vezes esta temporada na equipa Texana. Popovich já promoveu à titularidade nesta época quase todos os jogadores que possui.

O jogo começou com um primeiro período exímio por parte dos Thunder. A equipa de Oklahoma chegou, viu e parecia vencer. Tudo muito fácil para a rotação de bola da equipa comandada por Scott Brooks. A 2 minutos do fim do 1º período os Thunder venciam por 27-18 com Russell westbrook a querer dar um ar da sua graça. No entanto, o base dos Thunder acabaria por fazer um jogo bastante inconstante, aparecendo e desaparecendo por completo em vários momentos da partida. Com muita apatia defensiva por parte dos spurs, Kevin Martin ia fazendo as delícias dos adeptos visitantes com triplos na lateral. Contudo, o base que veio para Oklahoma na troca feita com Houston (James Harden) acabaria por limitar o seu acto de lançamento ao primeiro período, onde somou 3 triplos (9 pontos).

No 2º período continua o desacerto defensivo dos spurs. A 8:46 do intervalo, Oklahoma chega aquela que é a sua vantagem máxima na partida: 41-29. Kevin Durant começa a dar um ar da sua graça com uns lançamentos a 14 pés do cesto. Durant irá acabar a partida com 26 pontos (7-13; apenas 1 triplo em 1 lançamento efectuado). Se pudesse atribuir o prémio de MVP da fase regular não hesitaria em atribui-lo ao extremo dos Thunder. Paragem no encontro promovida por Popovich e tudo muda de cenário. Danny Green entra na partida com 2 triplos seguidos para os Spurs. Green é o maior cliente desta equipa neste fundamental de jogo. Apesar de ter uma média pontual de apenas 10.6 pontos por jogo (não esquecer que a utilização média de Green é de 27.3 minutos por jogo e que o shooting guard é suplente de Ginobili) Green é um dos jogadores da liga com maior eficácia ao nível de 3 pontos: 44% (146-332 nos 64 jogos efectuados durante esta temporada). Se Green abriu o livro com os 2 triplos, os Spurs reaproximaram-se no marcador rapidamente com mais um triplo de Leonard. Em 1 minuto de jogo, os Thunder falharam 3 ataques e nesses 3 ataques, os Spurs marcaram 3 triplos, colocando o marcador em 41-38. Esta fase acabou por ser a fase de jogo em que westbrook se eclipsou da partida.

Depois da euforia provocada por Green e Leonard, veio a euforia de colectivo de Greg Popovich. E que colectivo. Não há um jogador deste rooster da equipa Texana que eu não diga que não queria numa equipa minha. Apareceu logo Splitter com duas incursões ao cesto onde mostrou o jogo de pés que tanto talento lhe granjeavam na europa. Splitter está finalmente no bom caminho para se tornar uma alternativa muito viável a Tim Duncan no jogo interior da equipa quando o veterano se retirar. O brasileiro melhorou os seus números e está a tornar-se um caso sério dentro da liga, visto que consegue 10 pontos\6 ressaltos em apenas 24 minutos de utilização em média.
Depois do show Splitter entras Gary Neal em cena. Com dois cestos seguidos, põe os Spurs em vantagem por 5 (49-44). Em coisa de 3\4 minutos, os Spurs viram por completo o rumo dos acontecimentos perante a apatia dos homens de Scott Brooks. Oklahoma reequilibra as coisas com 2 lances de Kendrick Perkins. O jogo está animado na fase final do 2º período, tendo os Spurs entre o minuto 9 e o minuto 1 (em contagem decrescente para o fim do período) obtido um parcial absolutamente ridículo de 25-6. Os Spurs chegam ao intervalo com 57-50. Do lado de Oklahoma pedia-se mais Ibaka, mais Durant e mais westbrook. Ambos viriam a dar uma boa resposta na 2ª parte. O Congolês esteve muito expressivo na luta dos ressaltos com 16 ressaltos e 13 pontos e ganhou claramente o duelo individual a Tim Duncan que no final contou com 13 pontos e 8 ressaltos. Com Splitter, 18 ressaltos. Porém, não há que tirar o mérito à grande época que o veterano campeão pelos Spurs está a fazer. Apesar de estar a ser poupado em várias partidas, este veterano que fará 37 anos no próximo 25 de Abril e que cumpre a sua 16ª temporada na liga continua a alto nível com médias de fazer inveja a muitos rookies e sophomores.

Os Thunder conseguiram algum acerto ofensivo no 3º período. No entanto, os Spurs foram controlando a vantagem que tinham ao intervalo. westbrook conseguiu recuperar o nível que tinha exibido no 1º período e nos 7 primeiros minutos do 3º tempo marcou tudo o que lançou, fazendo 13 pontos seguidos. Do lado dos Spurs, era Splitter quem brilhava. Foi à custa do grande jogo ofensivo do internacional brasileiro que os Spurs voltaram a ampliar a vantagem para a casa das dezenas. O antigo jogador do Saski Baskonia acabou a partida com 21 pontos e 10 ressaltos. No 4º e último período ainda se esperava uma resposta dos Thunder. Mesmo com a arbitragem a empurrar o jogo para baixo da casa da dezena com alguns erros que beneficiaram Oklahoma, a noite estava destinada ao grande jogo colectivo de San Antonio, ou melhor, ao expoente máximo daquilo que em basquetebol se chama jogo colectivo. E mais uma vez, o consagrado Popovich está de parabéns e tem a sua equipa bem encaminhada para a possibilidade de mais uma final da competição.

Nota final no 4º período para as duas tentativas de triplo protagonizadas por Serge Ibaka. Dei-me ao trabalho de procurar os números de Ibaka neste departamento. O meu espanto é que o Congolês naturalizado e internacional pela Espanha tem melhorado e muito neste departamento e pode tornar-se um triplista interessante. Na 1ªepoca na liga (09-10) em 73 jogos, o Congolês marcou apenas 1 triplo em 2 tentativas. Na época seguinte, apenas tentou a linha de 3 pontos por uma vez sem conseguir marcar esse triplo. Na época passada, tentou 3 triplos e conseguiu marcar um. Nesta época, imagine-se, já foi lá atrás tentar 45 triplos, tendo eficácia em 16. O pulo não é explicável pelo facto da equipa não ter lançadores e ter de automatizar Ibaka para um novo departamento de jogo até porque os Thunder tem o melhor lançador da actualidade (Kevin Durant) mas pode ser explicável pelo facto de alguém ligado ao departamento técnico ter visto que o jogador pode efectivamente melhorar o seu tiro de meia e longa distância. E de facto, nota-se a olhos vistos que o internacional espanhol deixou de ser um jogador que usava e abusava do físico no plano ofensivo para ser um jogador que atira mais e com mais eficácia. Em 62 jogos esta época, já marcou 350 dos 617 (56%) lançamentos efectuados quando em 66 da época passada apenas tentou 490 e concretizou 262 (53.5%).

Para finalizar esta partida, encontrei pelo youtube uns vídeos interessantes de Ibaka quando este em 2006\2007 ainda jogava pela equipa sub-20 do L´Hospitalet, da modesta cidade de Lobregat (Catalunha) que compete actualmente na LEB\Ouro (2ª liga espanhola):

Logo a seguir ao jogo entre Thunder e Spurs, resolvi ver um jogo que estava bastante curioso para ver. Os Knicks visitavam Oakland (Golden State warriors) poucos dias depois daquele magnífico jogo disputado no Madison Square Garden em que Stephen Curry marcou 54 pontos na vitória da equipa Californiana por 109-105:

No regresso de Carmelo Anthony após uma pequena paragem por problemas físicos, Curry não fez um jogo tão vistoso como o que tinha feito a 27 de Fevereiro em Nova Iorque mas, pode-se dizer que em conjunto com David Lee e com os seus colegas de equipa não foi nada meigo para os Knicks que saíram vergados do Oracle Arena com uma pesada derrota por 93-62.

Curry abre o jogo com 5 triplos. Parece que agora está na moda marcar triplos às pazadas e Deron williams que o diga depois daquela monumental sova de triplos que aplicou num destes dias. Quanto a D-will já lá vamos. Curry abriu com o fogo todo e voltou a coroar-se como o melhor triplista desta season. O base dos warriors marcou 6 em 10 tentativas e só nesta temporada já leva 198 em 439 tentativas. Bem me dizia o Eduardo Barroco de Melo que Curry é efectivamente o candidato em melhores condições para um dia bater o record de triplos marcados de Ray Allen. No entanto, ainda lhe faltam muitos (tem neste momento 570 na 4ª temporada na liga) para obter os 3135 triplos obtidos pelo veterano jogador dos Miami Heat. O que Curry começou (26 pontos) terminou David Lee. Uma carraça para os homens de interior da sua antiga equipa. Lee acabou o jogo com 21 pontos e 10 ressaltos. E logo desde aí, os dois disseram bem alto aos Knicks que não tencionavam discutir o jogo até ao fim. E assim, foi. Rapidamente os warriors aumentaram a sua vantagem para a casa dos 20 pontos e os Knicks não conseguiram entrar na partida. Melo acabou com 14 pontos e melhor que ele na equipa de Mike woodson só o pouco utilizado Chris Copeland com 15 pontos já nos minutos finais da partida. Os Knicks estão a passar por uma fase complicada da época. Apesar de estarem a vencer uns jogos, não estão a jogar grande coisa e já estão a fazer as contas para os playoffs. É que o rol de lesionados no seu seio já é grande: Stoudamire irá parar cerca de 6 semanas e não estará disponível para os jogos que falta jogar na fase regular e provavelmente para a primeira ronda dos playoffs. Rasheed wallace ainda não tem data prevista para regressar. Como se isso não bastasse, Carmelo anda a contas com uma lesão num joelho e segundo a imprensa norte-americana tem jogado com muitas dores e Jason Kidd rebentou de vez e é pouco utilizado na equipa. Para fazer face a estes contratempos, a direcção da equipa foi buscar um jogador que estava livre (Kenyon Martin, ex-clippers) mas o antigo poste que se destacou ao serviço de Nets e Nuggets entre 2000 e 2009 ainda não conseguiu sincronizar-se com o resto da equipa. Mais uma vez realço aquilo que escrevi sobre esta equipa dos Knicks na antevisão para esta temporada (arquivos no mês de Novembro de 2012) ao afirmar que a excessiva veterania dos Knicks poderia efectivamente ter um custo com o desenrolar da temporada.

Quem continua onfire são os Denver Nuggets. A equipa de George Karl está onfire e o veteraníssimo treinador que está à frente da equipa do Colorado desde 2005 começa a ter um equipão de futuro nas mãos, capaz até de vencer o título da NBA.

Contra os Suns, os Nuggets apresentaram o seu jogo habitual: a mil à hora com ataque total. E para isso nem necessitaram que Galinari puxasse dos galões pois contra os Suns (agora reforçados com Marcus Morris e o iraniano Hamed Hadadi; Marcus junta-se ao irmão gémeo Markieff Morris na equipa e tornam-se os primeiros gémeos a jogar juntos na mesma equipa da história da competição) pois nesta partida o italiano esteve bem discreto (apenas 5 pontos). Quem acabou por brilhar na partida foi o poste Kosta Koufos com 22 pontos e 10 ressaltos, o que acaba por realçar a qualidade deste plantel que muitas e boas soluções como Galinari, Kenneth Faried, Koufos, Ty Lawson (é para mim actualmente um dos bases que mais gosto ver jogar na NBA em conjunto com Mike Conley e Dwayne wade), André Iguodala, Corey Brewer, wilson chandler, André Miller, Evan Fournier (tem boas hipóteses singrar no futuro este rookie francês) e o internacional russo Timofey Mozgov.

Portland e Memphis também realizaram um dos melhores jogos desta semana. Os Blazers estão a tentar alcançar um lugar que lhes permita jogar os playoffs. Contra os Grizzlies (praticamente apurados para os playoffs e a atravessar a melhor fase da época com 12 vitórias em 13 partidas) a equipa do Oregon esteve perto da vitória. As duas principais vedetas desta temporada da equipa treinada por Terry Stots (LaMarcus Aldridge e Damien Lillard) fizeram dois senhores jogos: Aldridge fez 28 pontos e 10 ressaltos e Lillard fez 27 pontos. Contudo, o esforço dos dois de Portland foi insuficiente para travar a grande exibição colectiva dos Grizzlies. Marc Gasol com 20 pontos e Zach Randolph com 19 lideraram a equipa do Tennessee que conseguiu ter 5 jogadores acima dos dois digitos ao nível de pontos. O base ex-Toronto Raptors Jerryd Bayless fechou no último segundo a 5ª vitória consecutiva dos Grizzlies frente aos Blazers com dois lances livres.

Festa no reino do rei Jordan. Frente aos Celtics sem Rondo e Paul Pierce, os Bobcats deram um show que há muito não se via por aquelas bandas. Liderados por Gerald Henderson (35 pontos; 11 em 19 em lançamentos de campo) a equipa do estado da Carolina do Norte alcançou a 14ª vitória desta época. Apesar do último lugar da conferência este, a equipa que é detida pela antiga vedeta dos Bulls conseguiu por agora dobrar o número de vitórias que obteve na época passada. Para além do mais quebrou com estilo uma senda vitória da equipa de Doc Rivers. Desde que Rajon Rondo se lesionou no passado mês de Janeiro (entretanto a equipa adquiriu o base Jordan Crawford aos washington wizards) Doc Rivers conseguiu trabalhar muito bem a sua equipa para superar a ausência do seu líder e ao contrário do que todos os analistas previam até conseguiu tirar proveito da situação com uma série de 14 vitórias e 5 derrotas. Paul Pierce está temporariamente lesionado, sendo que irá voltar à competição em breve.

Quando toda a gente que segue a liga (eu inclusive) afirmava que os Celtics, então na 8ª e última posição de acesso aos playoffs do Este, poderiam começar a descambar graças à lesão de Rondo (aliado aos problemas de jogo interior da equipa e da falta de soluções para além de Kevin Garnett para o mesmo) e poderiam ceder essa posição para uns “crescentes” 76ers com a chegada de Andrew Bynum (a juntar à excelente temporada que malta como Jrue Holliday está a fazer) tudo saiu ao contrário: os Celtics começaram a ganhar mais partidas e os 76ers afastaram-se da luta dos playoffs de forma irremediável. O próprio Bynum, ainda a contas com a crónica lesão no joelho que o acompanha desde a sua passagem pelos LA Lakers “ameaçou voltar à liga com um novo penteado” mas dificilmente voltará aos grandes palcos da liga esta temporada segundo as notícias que correm.

Confiança em alta nas hostes de LA no regresso de Dwight Howard à casa que o viu nascer para a NBA. Em Orlando, Howard provou mais uma vez a crescente forma da equipa orientada por Mike D´Antoni e calou mais uma vez todos aqueles que especulavam sobre a sua condição física e sobre o seu rendimento durante a temporada nos Lakers. O poste marcou 39 pontos na vitória dos Lakers e conseguiu 16 ressaltos, secando por completo o seu opositor directo, o Montenegrino Nikola Vucicevic (apenas 6 pontos e 11 ressaltos). A lamentar o facto do poste dos Lakers ter sido um autêntico cristo carregado de faltas da equipa adversária. Lembro que Vucicevic está a ser uma das agradáveis revelações na liga. O poste rookie agarrou em definitivo a titular nos Magic numa época em Glen Davis finalmente prometia fazer algo de interessante na liga. Vou seguir com atenção o percurso deste jogador nos próximos meses. Quem esteve out foi Kobe Bryant. Depois de 4 jogos acima dos 30 pontos, com especial incidência para a reviravolta orquestrada pelo craque em Toronto, Bryant apenas somou 11 pontos fruto de um jogo muito desinpirado ao nível do lançamento (apenas 4 em 14). Quem também está em altas na equipa de LA é a dupla Antawn Jamison e Jodie Meeks. Perante a ausência de Pau Gasol (ainda não sabe se voltará a jogar esta época devido a um problema no pé direito) a dupla que costuma sair do banco de LA tem apontado mais de 10 pontos em quase todas as partidas.

Mike D´Antoni continua a ter o plantel incompleto. A juntar à lesão de Gasol existem ainda as lesões de Chris Duhon, Devin Ebanks e Jordan Hill, todos eles jogadores que dão algum jeito à equipa neste assalto final aos playoffs. Os Lakers conseguiram o mínimo que se lhes exigia que era um lugar nos playoffs. Não se pense que a missão deve terminar por aqui. Com um score de 34-32, os Lakers tanto podem subir como descer na classificação. Cabe à equipa vencer jogos para evitar surpresas que podem vir de baixo (Utah está com 33-32 e Dallas ainda tem uma réstia de esperança com 30-33) ou para conseguir subir mais um pouco na classificação e assim evitar na 1ª ronda dos playoffs equipas como Spurs, Clippers, Grizzlies e Thunder. Vai ser difícil suplantar scores como aquele que tem os Golden State warriors por exemplo (6ºs na conferência com 37-29) mas o 7º lugar de Houston (35-30) ainda está acessível aos Lakers.

Para finalizar, as palavras de Howard no final da partida que motivou o seu regresso à sua antiga casa de Orlando: “I think it was something I needed, to come back, and I think it was something that the city needed, too. It’s closure. We can all move on. We had eight great years. People are going to feel the way they feel. I totally understand that.”

Apesar da melhoria dos números e das exibições do poste no último mês da competição, ainda existem questões que estão a ser levantadas pela comunicação social Norte-Americana: a questão do lançamento de Howard. Howard é um jogador que usa e abusa da sua capacidade física para valer o seu jogo junto do cesto como qualquer poste. No entanto, tem uma das piores percentagens da liga ao nível do lançamento livre: 48,7% esta época sendo que a época onde realizou a melhor percentagem foi no ano de estreia em 2003\2004 com 67% o que já de si não é nada de extraordinário na liga. Pode-se dizer que é uma das piores 10 percentagens da história da modalidade. Para um jogador muito físico e achatado a ser constantemente travado em falta, este déficit é explorado pelas outras equipas. Howard está constantemente na linha de lance livre a falhar lançamentos e a entregar vantagens às equipas adversárias. Aos 27 anos isto representa um grande lapso por parte de todos os treinadores que passaram pela sua carreira e para mim é algo que muito dificilmente será corrigido no jogador nesta idade.

No jogo contra Orlando, o treinador dos Lakers Mike D´Antoni, quando contrastado com estes dados e com o facto do seu jogador na partida em questão ter lançado por 39 vezes da linha de lance livre com aproveitamento de 25 lances respondeu da seguinte maneira: “I hate it for the fans. They can come to practice for free and watch him shoot 40, 50 foul shots. They don’t even have to pay for the tickets. I’ll invite them all…”

A afirmação completa de Ricky Rubio (Minnesota Timberwolves) na Liga. Um mês depois destas duas equipas se terem defrontado em San António, com a 11ª vitória consecutiva para os Spurs na altura, os wolves exploraram bem o cansaço que a equipa texana trazia da noite anterior frente aos Thunder para carregar e bem no acelerador. Ainda sem a sua principal estrela (Kevin Love), a equipa orientada por Rick Adelman deu uma autêntica lição de basquetebol aos líderes da sua conferência. A jogar sem pressão, Ricky Rubio (2ª temporada) atingiu o seu primeiro triplo-duplo na NBA com 21 pontos, 13 ressaltos e 12 assistências. Rubio começa a ser um alvo apetecível para várias equipas grandes da liga, com destaque evidente para os Dallas Mavericks e para os New York Knicks.

Com Tim Duncan a descansar da noite anterior e Tony Parker lesionado, Gregg Popovich alterou novamente o seu 5 titular, promovendo à titularidade Stephen Jackson. Para além de Rubio, do banco da equipa de Minnesota saltaram inspiradíssimos Juan José Barea (17 pontos, 5 ressaltos e 5 assistências) e o russo Alexey Shved com 16 pontos e 7 assistências. O treinador Rick Adelman não podia estar mais contente no final da partida com o desempenho do seu pupilo espanhol: ” “Obviously RIcky was terrific. He just set the tone…..just the way he plays the game. Not many point guards get 12 defensive rebounds. He is playing with such resolve trying to get us over the hump.”

Ainda acerca deste jogo: apesar de serem a 3ª equipa com pior eficácia de lançamento (até porque estão a jogar sem o seu melhor lançador que é Kevin Love desde Janeiro) com 43.1% de época, os wolves terminaram a partida com 53.7% contra os míseros 35% dos spurs.

Dia de alegria para Chris Paul no plano individual, dia de tristeza para os Clippers no plano colectivo. O base all-star ultrapassou os 10000 pontos na liga mas a vitória dos Memphis fez a troca de lugares na classificação: os Grizzlies passam para 3ºs da conferência e os Clippers descem ao 4º lugar. Os Clippers vão perdendo algum gás nesta recta final de fase regular, numa época onde os objectivos estavam expressamente apontados à vitória na temporada regular da conferência oeste. Os Clippers ainda a lideraram no primeiro terço da fase regular mas tem vindo a cair lugares nesta recta final.

Mesmo apesar da saída de Rudy Gay para Toronto numa mega troca feita entre Grizzlies, Raptors e Detroit Pistons (José Gay foi para Toronto, Calderón saltou dos canadianos para Detroit e da equipa do estado do Michigan chegou a Memphis o campeão em 2004 pelos Pistons Tayshaun Prince) os Grizzlies não desarmam e assumem uma candidatura séria aos playoffs desta temporada. No passado mês de Fevereiro, a saída do all-star de Memphis para o Canadá deu-se devido a uma nova reestruturação financeira da equipa do estado do Tennessee. Com a eventualidade de extensão de contrato marcada para o início da próxima época, Gay poderia renovar a troco de um pacote de 100 milhões de dólares por 5 temporadas, ficando perto do max-salary que a liga permite. Com Zach Randolph com um salário de 16,5 milhões (o mesmo que Gay está a receber em Toronto) e com Marc Gasol e Mike Conley a receberem 20,9 milhões (ambos estão perto do prazo de extensão contratual) os Grizzlies teriam que gastar pelo menos 54,2 milhões (metade do tecto salarial da equipa sem pagamento de taxas suplementares à liga) em 4 jogadores, o que iria obstruir a construção de um plantel equilibrado para as próximas temporadas e acessível aos cofres da equipa de Memphis que como se sabe é das equipas que menos receitas próprias gera na liga. A contratação de Tayshaun Prince amenizou a saída de Gay. Os Grizzlies perderam aquele que era em todo o caso o seu jogador para os momentos de decisão, manteve o seu jogo interior intacto a partir da dupla Gasol-Randolph e acrescentou Prince, o último da geração campeã de Detroit a sair da equipa do estado Michigan, jogador cheio de experiência na competição e bom lançador.

Quanto a este jogo: a dupla Paul-Griffin fez um excelente jogo para o lado de Los Angeles. O poste somou 22 pontos enquanto o base somou 24 e 9 assistências. A má fase dos Clippers nesta altura da temporada também se poderá explicar pelas lesões. Vinny Del Negro não tem contado com jogadores com contributos muito interessantes na equipa como Caron Butler e Eric Bledsoe. No entanto, como o basket é um jogo colectivo, isso não chegou para parar o 5 inicial de Memphis, onde Conley esteve exímio com 17 pontos e 11 assistências, Gasol marcou 21 pontos (10 em 14 ao nível de lançamentos de campo) e Prince 18.

Mais um jogaço de Stephen Curry. 31 pontos obtidos, 15 deles através de 5 lançamentos de 3 pontos. David Lee continuou a demonstrar o belo momento de forma que atravessa com 20 pontos e 15 ressaltos. De realçar que Andrew Bogut tem sido titular na equipa de Oakland. O australiano voltou a jogar com regularidade depois de na época passada ter sido dado como inapto para a modalidade. De realçar que o internacional pelos aussies chegou à Califórnia no pacote da transferência de Monta Ellis para os Bucks. Bogut está a ser titular às custas da lesão do poste titular da equipa Andris Biedrins. Do lado de Detroit, José Calderón foi o melhor pontuador com 22 pontos.

Mais um regresso. Carmelo Anthony regressou a Denver e os Nuggets voltaram a cilindrar em casa.

Carmelo Anthony: “I think it was just time for me to give it time to get to the bottom of it. I’m going to get it drained. At this point that’s all it is, getting it drained. I was being naïve to myself and trying to psyche myself out saying, ‘I can do it, I can do it.’ It just comes to a point you have to figure it out.”

George Karl sobre Anthony e sobre a equipa construída após a saída da estrela para Nova Iorque: ” “I think it’s time to let everything go. It was probably too long in getting it [the game] here. There’s a portion that’s going to dislike Melo and there’s a portion that’s going to love Melo, but the majority people hopefully are excited about the team we have at hand.”

A surpresa da madrugada de ontem. Para muitos analistas da NBA, o dia foi passado a escrever sobre o péssimo momento da equipa de Chicago. Eu confesso que desisti de ver o jogo ao intervalo. É inadmissível para a qualidade dos Bulls chegar a meio do 2º período a perder por 30 com apenas 24 pontos marcados. É ainda mais inadmissível sofrer 121 pontos de uma equipa que está nos últimos lugares do Oeste e que como se sabe tem futuro incerto depois de ter sido vendida a dois investidores que a querem colocar em Seattle. Os playoffs estão à porta e como tal, urge uma mudança de atitude na equipa e essa mudança de atitude não passa pelo regresso de Derrick Rose. A equipa desde há 2 meses para cá está a jogar com um nível de intensidade muito baixo e muito atípico tendo em conta aquilo que foi feito na era Thibodeau. O próprio treinador de Chicago assim o afirmou no final da partida: “Our level of intensity was very poor.. Our readiness to play: very poor. I’m probably most disappointed in myself. My job is to have them ready. We can’t come out like that. That’s on me. That’s on me.” O discurso também foi identico por parte do poste Joakim Noah: “”I think we all got to look at each other in the mirror and just understand that we’re not competing the way we’re supposed to be competing.. We got a lot of guys out, and our margin for error is very small. And if we’re not going into games with the right mindset, then we have no chance.”

É certo que nos dias que correm está a ser muito espinhosa a missão de Tom Thibodeau. Desde há um mês para cá que não tem ao seu dispor todos os elementos do plantel. As lesões de Kirk Hinrich, Taj Gibson e Richard Hamilton tem complicado a vida ao treinador de Chicago. Por motivos financeiros (a equipa está a tentar preservar o seu cap salarial para 2014 e a direcção tem nas mãos alguns problemas como a extensão de contrato de Boozer o que pode motivar a troca do poste visto que irá auferir o salário máximo permitido pela liga caso renove) a equipa de Chicago optou por não contratar ninguém nos últimos dias de mercado. Limitou-se a acrescentar Daecquan Cook ao plantel mas o antigo shooting guard de Oklahoma City Thunder não tem jogado com regularidade e quando o faz não acrescenta muito à equipa. Lou Amundson esteve durante 10 dias à experiência em Chicago mas apenas alinhou numa partida durante esse período. Assinou recentemente até ao final da época pelos Hornets. Rose tarda em voltar à competição e muito se tem falado e escrito na imprensa sobre a eventualidade do jogador não voltar durante esta temporada, declarações que já foram desmentidas pelo jogador na sua página de facebook. Rose diz-se “em forma” e diz que todas as especulações que tem sido feitas em torno da sua ausência são falsas e provém de gente que não está a acompanhar o seu plano de recuperação. O que é certo é que com Rose ou sem Rose, os Bulls estão em vias de perder o seu objectivo mínimo que passava apenas por vencer a divisão central da conferência este (para os Pacers) e assim conquistar um dos 3 primeiros lugares da conferência. A ver vamos se os Bulls ainda se conseguem manter em 2º dada a pressão que neste momento está a ser feita pelos Bucks de Scott Skiles.

Sem DeMarcus Cousins (lesionado) os Spurs fizeram algo que há muito não se via contra os Bulls: marcar mais de 100 pontos. Marcaram 121 e deram a maior clivagem pontual da liga nesta temporada. Não deixa de ser um facto estranho para os Bulls. Se é certo que os Bulls sem Rose são uma equipa que tem dificuldades em atacar, é certo que a postura defensiva intensa inserida por Thibodeau como filosofia da equipa não está a resultar nesta temporada.

Os melhores marcadores da partida foram os bases de Sacramento Isaiah Thomas e Tyreke Evans com 22 e 26 pontos respectivamente. Carlos Boozer foi o melhor marcador dos Bulls com 19 pontos num jogo em que Noah pura e simplesmente não existiu.

Kobe ultrapassou novamente a barreira dos 30 mas o esforço do black mamba não chegou para o excelente jogo colectivo da equipa de Atlanta.

Com toda a pompa e circunstância, LeBron conduziu os campeões para a 20ª vitória seguida na liga. Imparáveis!

2. A celebrar o triunfo sobre os Knicks…

Nuggets

Boa disposição no banco de Denver!

Farried

Ainda em Denver: Kenneth Farried continua em altas! Depois ter recebido o prémio de MVP no jogo entre rookies e sophomores no último all-star game e de se ter tornado nos últimos dois anos peça chave no puzzle de Denver, recebeu ontem das mãos de dois administradores da Kia para o território Norte-Americano o “”Kia Community Assist Award” prémio que visa valorizar o jogador com as melhores práticas ao nível de acções comunitárias (NBA Cares) e filantrópicas. Eis o motivo do prémio: “Kia and the NBA are honoring Faried in part for his efforts to champion equality and bring awareness to the importance of respect and inclusion. Faried recently became a member of Athlete Ally, an organization that works to encourage acceptance of others and end homophobia in sports. In a show of support for equal rights, he attended the launch party for One Colorado to celebrate the passing of Senate Bill 11, The Colorado Civil Union Act. Faried supported the message of inclusion by participating as an honorary coach at the 2013 NBA Cares Special Olympics Unified Sports Basketball Game during NBA All-Star in Houston. He is also scheduled to participate in an upcoming Denver Nuggets Special Olympics clinic which will bring 125 athletes from Special Olympics Colorado to the Pepsi Center for a basketball clinic.”

3. As 10 jogadas da noite de 13 de Março:

Destaque para o nº8 com Ricky Rubio no seu melhor! Que passe monumental!

4. Os “timoneiros” das 20 vitórias seguidas de Miami:

james 4

O recorde de vitórias consecutivas de uma equipa na competição pertence à histórica equipa dos Lakers de 1971-1972 (campeã da liga nessa época). Essa equipa tinha como principal estrela Wilt Chamberlain e era treinada pelo lendário Bill Sharman. Acabou com um recorde de 69-13 só ultrapassado pelos Bulls na era Jordan com 70-12.

5. A foto da semana:

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6. Tabela classificativa das duas conferências:

este

Nesta recta final de temporada regular pouco há a decidir na Conferência Este:

1. Os Heat vão sagrar-se campeões de conferência. Como indica a cruzinha, já estão apurados para os playoffs.

2. Grande grande temporada de Indiana sem Danny Granger. A equipa de Frank Vogel está de parabéns. Vogel conseguiu contornar a ausência do extremo e a época menos conseguida de Roy Hibbert com uma filosofia de jogo ofensiva que atrai todos os amantes de basquetebol. Paul George é a peça chave no sucesso. Vencerão a divisão central sem espinhas!

3. Terceiro lugar dos Knicks. Tudo começou bem e tudo tenderá a acabar mal. As lesões de Stoudamire e Carmelo Anthony enfraqueceram a equipa. Tem os Brooklyn Nets “à pega” na luta pela vitória na divisão.

4. Chicago. A jogar como tem jogado, tem o 5º lugar ameaçado pelos Celtics e pelos Hawks quando nada o fazia prever. Ainda podem ser surpreendidos pelos Bucks na divisão central. Tem uma série de jogos no United Center a partir de amanhã contra Denver, Portland e Indiana. Vão apanhar os Nuggets na melhor fase da temporada, Portland necessitados de ganhar para ainda acalentarem o sonho dos playoffs e o terceiro jogo contra Indiana será o sim ou sopas quanto à vitória na divisão central.

5. Bucks tem o 8º lugar garantido. A não ser que Jennings e Ellis adormeçam e percam 10 jogos de rajada. Toronto melhorou e muito com a chegada de Rudy Gay mas já vai tarde nesta contenda. Contudo, fica o sinal de alarme para o ano. E qualidade (Gay, Bargnani, Rozan, Terence Ross) é coisa que abunda na única equipa Canadiana da Liga.

oeste

No oeste:

1. Continua em aberto a vitória na conferência. Apesar dos Spurs terem levado a melhor no último jogo realizado contra os Thunder, tudo pode acontecer.

Até ao final da temporada regular, os Thunder ainda irão receber San António a 4 de Abril em casa e terão de jogar jogos difíceis contra Dallas (fora) Denver (casa) Memphis (fora) Portland (casa e fora) Indiana (fora) Utah (fora) e Golden State (fora). Já a equipa do Texas, no seu calendário, tem agendadas partidas complicadas contra Dallas (casa; está a ser disputada a partida enquanto escrevo este post) Golden State (casa e fora) Utah (casa) Houston (fora) Denver (casa e fora) LA Clippers (fora) Miami (casa) Memphis (fora) Atlanta (casa) e LA Lakers (fora). Parece-me portanto que a equipa de Gregg Popovich tem de longe o calendário mais complicado do que resta jogar.

2. Quem ainda espreita a liderança é Memphis. Contudo, os Grizzlies tem que estar atentos aos jogos dos Clippers e dos warriors, principalmente dos warriors dada a sua forma actual.

3. Lakers, Utah, Dallas e Trail Blazers irão disputar a última vaga relativa aos playoffs. Estas equipas ainda tem que disputar alguns jogos entre si. A tarefa mais ingrata é claramente a de Portland dada a desvantagem que tem actualmente para a turma de LA.

7. Espectáculo de LeBron em Philadelphia:

8. Notícias\artigos de opinião:

8.1 Os 9 triplos de Deron williams na 1ª parte do jogo dos Nets contra os washington wizards.

8.2 O histórico base dos bad boys de Detroit Isiah Thomas escreve para o Hangtime sobre Derrick Rose.

8.3 Bobcats contratam o base Jannero Pargo para um contrato de 10 dias. Pargo é um base experiente tendo passado por Chicago por duas vezes e por LA (Lakers).

8.4 Nova Iorque e as lesões. Steve Aschburner para o Hangtime. Em Denver, a vítima foi Tyson Chandler. Chandler abandonou o pavilhão de muletas e vai parar por tempo indeterminado. Mais uma contrariedade para a equipa Nova Iorquina.

8.5 Sekou Smith

Sekou Smith via twitter lança a questão para o treinador dos Bulls Tom Thibodeau.

8.6. Daniel O´Brien para o Bleacher Report: as estrelas do futuro ficaram presas em equipas horríveis. O exemplo de André Drummond (Detroit Pistons) Marcus Morris (Phoenix Suns) ou Dion waiters (Cleveland Cavaliers) – não concordo no que diz respeito ao jogador e equipa do Ohio. Se há equipa que se está a reconstruir e que terá um futuro risonho (caso mantenha Irving, waiters e Ty Zeller) é os Cavs. Quanto a Morris e aos Suns, foi uma desilusão. Com a entrada de Dragic, Gortat e Beasley, os Suns prometiam lutar pelos playoffs. Com o desenrolar da época, estão a ser para mim a maior desilusão desta temporada em conjunto com os Minnesota Timberwolves.

8.7 Kobe, Jordan, James – continuam as indirectas – Desta vez foi LeBron James a afirmar que “não é Michael Jordan”

9. Para terminar, um momento de tensão protagonizado pelo poste dos Bucks Larry Sanders depois de ter sido expulso no jogo contra os wizards:

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NBA 2012\2013 #35 – da noite de skills

1. NBA Slam Dunk Challenge:

slam dunkLATo

A concurso 6 dos melhores dunkers da liga: o base dos Clippers Eric Bledsoe, o base rookie dos Toronto Raptors Terence Ross, o extremo dos Indiana Pacers Gerald Green, o shooting guard\shooting forward dos Knicks James White, o poste baixo dos Nuggets Kenneth Faried (embalado pelo prémio de MVP do jogo dos rookies e sophomores na noite anterior) e o extremo dos Jazz Jeremy Evans

A vitória acabou por sorrir para Terence Ross dos Raptors, vestido com o memorial 15, número que Vince Carter envergava nos Raptors quando venceu o dunk contest do All-Star Game de 2000 com um afundanço 360º!

A fotografia do afundanço da noite:

Ross

ross premio

2. Taco Bell Skills Challenge:

Damien Lillard premio

Damien Lillard venceu o concurso de skills de base.

O sensacional rookie de Portland fez o melhor tempo no habitual circuito construído pela liga e bateu a concorrência constituída por Brandon Knight (Detroit Pistons) Tony Parker (San Antonio Spurs) Jeff Teague (Atlanta Hawks) Jrue Holliday (Philadelphia 76ers) e Jeremy Lin (Houston Rockets).

3.

Team Miami

No concurso de lançamento por equipas, houve algumas mudanças em relação às regras. Um pouco à medida das mudanças introduzidas nos outros concursos. O concurso deixou de ser individual e os jogadores passaram a representar as suas conferências. Nos anos anteriores, por equipas, representavam as cidades 3 jogadores: 1 a representar a equipa actualmente, outro que a tenha representado e uma jogadora da equipa da cidade na WNBA. Este ano, decidiram unificar a participação das equipas por conferência. Daí a equipa que tenha vencido foi esta, do Este, constituída por Chris Bosh (actual jogador dos Miami heat) Swin Cash (jogadora das Chicago Sky) e Dominique Wilkins, antiga vedeta dos Atlanta Hawks.

4.

O habitual concurso de triplos, vencido pelo base dos Cleveland Cavaliers Kyrie Irving. Irving provou porque é que é um dos melhores lançadores de 3 pontos da liga.

Irving 2

Irving bateu a concorrência apertada de Ryan Anderson (New Orleans Hornets) Stephen Curry (Golden State Warriors) Steve Novak (New York Knicks) e Matt Bonner (San Antonio Spurs). A final foi disputada contra o veterano jogador da equipa Texana. A lamentar, a ausência deste concurso (como o Eduardo Barroco de Melo me disse na altura por mensagem) de Kyle Korver (Atlanta Hawks) e Jamal Crawford (LA Clippers), dois indiscutíveis triplistas da liga!

5. Foto de família:

sabado

Todos os que participaram na noite de sábado.

Nota final: Muita gente me tem perguntado porque é que a liga não convida ou não coloca os melhores jogadores da liga nestes eventos.

1. A liga por vezes convida alguns jogadores para estes eventos, mas alguns jogadores não aceitam o convite. Muitos jogadores não querem actuar nos eventos de sábado à noite por razões pessoais. Em vez de viajarem mais uma vez para uma cidade para fazer uma aparição no concurso de triplos ou de afundanços, preferem ficar uns dias com a família e descansar do árduo calendário da liga que na maior parte dos casos os afasta da família e amigos durante meses.

2. No all-star game, a liga tenta que em todos os eventos estejam representadas todas as equipas, num grau de equidade. Não interessa que hajam equipas sem representação no maior evento de exibição mediática da liga. Para as maiores vedetas da liga, noutros casos, estes eventos não interessam para aumentar a sua popularidade, logo, deixam que jogadores “menos brilhantes” possam ter o seu espaço. É claro que para a liga interessava ter James ou Griffin todos os anos a lutar pelo concurso de afundanços (se bem que ambos já o venceram nos primeiros anos de liga) ou Chris Paul no concurso de 3 pontos ou no skill challenge.

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NBA 2012\2013 #34 – do All-Star Weekend

1.

all-star

2. Do habitual jogo entre Rookies e Sophomores, agora misturados

De um lado o Team Shaq de Shaquille O´Neal, constituído por Kyrie Irving (Cleveland Cavaliers) Damien Lillard (Portland Trail Blazers) Harrison Barnes (Golden State Warriors) Michael Kidd-Gilchrist (Charlotte Bobcats) Chandler Parsons (Houston Rockets) Kemba Walker (Charlotte Bobcats) Ty Zeller (Dallas Mavericks) Klay Thompson (Golden State Warriors) Dion Waiters (Cleveland Cavaliers) Andrew Nicholson (Orlando Magic) e Andre Drummond (Detroit Pistons) que mesmo lesionado alinhou durante 36 segundos.

Do outro lado o Team Chuck de Chris Robinson, constituído por Ricky Rubio (Minnesota Timberwolves) Bradley Beal (Washington Wizards) Kenneth Faried (Denver Nuggets) Kawhi Leonard (San Antonio Spurs) Anthony Davis (New Orleans Hornets) Alexey Shved (Minnesota Timberwolves) Tristan Thompson (Cleveland Cavaliers) Isaiah Thomas (Sacramento Kings) Nikola Vucicevic (Orlando Magic) e Brandon Knight (Detroit Pistons)

Faried

A vitória acabou por sorrir confortavelmente para a equipa Chuck por 163-133 e o MVP da partida foi o Sophomore Kenneth Faried depois de marcar 40 pontos e conseguir 10 ressaltos. No lado do Team Shaq, o melhor pontuador foi Kyrie Irving com 32. Faried recebe o prémio com o “fantástico” Craig Sager (carismático jornalista da modalidade conhecido pelos seus exuberantes fatos) atrás. Sager ontem estava com um fato fora do normal.

3.

Antes do BBVA Rising Stars, as celebridades convidadas pela liga disputaram o jogo de celebridades. A mascote dos Bulls aproveitou para celebrar com Kevin Hart, o MVP da partida.

4. As fotos de grupo de rookies e Sophomores, a visita do comissário da liga David Stern ao balneário das equipas e algumas fotos do jogo:

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5. Do jogo das celebridades:

celebridadescelebridades 2

O rapper Common e a antiga vedeta da liga, o poste Dikembe Mutombo.

celebridades 3

Usain Bolt, o próprio, atrás da bola!

celebridades 4

O rapper Ne-Yo.

6. Como não podia deixar de faltar neste tipo de eventos, a NBA Cares preparou uma série de acções comunitárias em Houston com a participação de jogadores e treinadores da liga. A NBA cares é um assunto ao qual irei abordar num dos próximos posts.

NBA cares Duncan

Tim Duncan (San Antonio Spurs)

NBA Cares Harden

James Harden (Houston Rockets)

NBA cares Howard Parker

Dwight Howard (Los Angeles Lakers) e Tony Parker (San Antonio Spurs)

NBA cares Irving

Kyrie Irving (Cleveland Cavaliers)

NBA cares LeBron

LeBron James (Miami Heat)

NBA cares Lin

Jeremy Lin (Houston Rockets)

NBA Cares Ming

Mesmo já não pertencendo à liga, a antiga vedeta dos Houston Rockets Yao Ming também se quis associar ao evento.

NBA cares Westbrook

Russell Westbrook (Oklahoma City Thunder)

7. Brincadeiras:

Na euforia de ter ganho o prémio de MVP do jogo das celebridades, Kevin Hart decidiu desafiar o campeão olímpico Usain Bolt a uma corrida com bola nas mãos!

8.

Bastidores do jogo entre rookies e sophomores.

9. Mais a sério.

Michael Jordan afirmou recentemente que prefere Kobe Bryant a LeBron James. Já em Houston, James respondeu ao melhor jogadores de basquetebol da história.

10. Acabada de tirar:

skills challenge

Os participantes do concurso de skills de hoje. Brandon Knight (Detroit Pistons) Damien Lillard (Portland Trail Blazers) Jrue Holliday (Philadelphia 76ers) Jeremy Lin (Houston Rockets) Jeff Teague (Atlanta Hawks) e Tony Parker (San Antonio Spurs). “As festividades de hoje” começam à 1 e meia da manhã e tem transmissão na Sportv.

11.

A dupla de vedetas de Oklahoma presente no evento (Westbrook e Kevin Durant) falam do “orgulho” em ser all-star.

Westbrook 2

Westbrook decidiu prolongar o carnaval e aparecer no evento de ontem vestido de Tartaruga Ninja!

Os Thunder decidiram publicar no seu site um video com os dois jogadores a trabalhar nos eventos promovidos pela NBA cares.

12.

Bruce Bowen

Jogo das celebridades. Quem se lembra de Bruce Bowen, exímio atirador campeão pelos Spurs?

13.

carmelo

Festa de Puff Daddy e Carmelo Anthony em Houston. Seguramente uma daquelas festas onde todos os amantes da liga queriam ir!

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NBA 2012\2013 #33

1. Jogos de quinta-feira:

Antes do All-Star Game, as equipas que protagonizaram a competição do ano passado enfrentaram-se. Os Heat venceram por 110-100 em Oklahoma com mais um brilhante jogo de Lebron James (39 pontos, 12 ressaltos e 7 assistências; 14 em 24 em lançamento de campo e 4 em 8 triplos). Perante uma equipa da casa desinspiradíssima na primeira parte (a meio do 2º período chegaram a estar a perder por 19 de diferença) pode-se dizer que esperava um jogo mais renhido. Chris Bosh marcou 20 pontos e ganhou 12 ressaltos, ganhando por completo a luta com Ibaka e Perkins (juntos não fizeram mais do que 14 pontos e 11 ressaltos). Do lado de Oklahoma, exibição monumental de Kevin Durant com 40 pontos e 8 ressaltos (12-14 em lançamentos de campo) e uma exibição agridoce de Russell Westbrook com 26 pontos, maior parte deles obtidos no 2º tempo. No 4º período, os Thunder ainda ameaçaram a liderança dos Heat (estiveram por várias vezes a perder por 8) mas na ponta final a equipa de Miami não tremeu.

spoelstra

erik spoelstra – i am a coach?

Realce ainda para os 13 pontos vindos do banco por parte de Ray Allen e para a parca contribuição vinda do banco de Oklahoma (apenas 16 pontos, sendo que 9 vieram de Kevin Martin). O antigo jogador de Houston continua a fazer exibições muito medíocres e a provar que Oklahoma ficou a perder com a troca de James Harden para a equipa texana.

Com um jogo interior diminuído pelas ausências de Pau Gasol e Jordan Hill, os Lakers receberam mais um cabaz desta feita contra os rivais da cidade de LA. Quando se esperava que o mote do jogo fosse uma “batalha em LA”, em analogia ao fantástico álbum dos Rage Against the Machine de Zac De La Rocha e Tom Morello, a vitória acabou por cair facilmente para a equipa comandada por Vinny Del Negro.

Parcial de 15-0 a abrir com Blake Griffin completamente onfire. O poste conseguiu 18 dos 22 pontos no 1º período, fruto de 9 lançamentos de campo em 10 tentativas no período inicial. Os Lakers conseguíram reequilibrar a partida a meio do 2º período, fruto da boa prestação do seu banco de suplentes. Antawn Jamison entrou a meio do primeiro período e até ao intervalo iria conseguir 15 pontos (terminou com 17). A titular na equipa de Del Negro O “velho” Billups iria terminar a partida com 21 pontos. Para os Lakers foi quase impossível parar a eficácia de lançamento dos Clippers: 46 em 89 em lançamentos de campo (51%) e 16 em 30 de 3pts. O 5 inicial dos Clippers (Billups, Paul, Griffin, Butler e DeAndre Jordan) iria terminar a partida com 91 dos 125 pontos obtidos pela equipa. Chris Paul também esteve endiabrado com 24 pontos e 13 assistências.

Do lado dos Lakers, Dwight Howard fez 18 pontos e 8 ressaltos, mas revelou algumas lacunas a defender e a atacar, provando que não está bem fisicamente. Kobe fez 20 pontos e 11 ressaltos, não tendo feito muitos lançamentos durante a partida (apenas 13; Kobe faz em média 25 lançamentos por jogo).

A coisa continua muito feia para os Lakers. Estando com um gap de 5\6 jogos em relação a Houston e Utah, Mike D´Antoni terá que repensar muito bem a estratégia da equipa para o que resta desta fase regular. Faltando 28 jogos para o término da fase regular, os Lakers (25-29 de score) necessitarão de ir buscar pelo menos 22 se quiserem estar nos playoffs. E tal número poderá não chegar caso os Houston Rockets e Utah Jazz vencerem partidas directas contra a equipa de LA.

Para terminar a fase regular, a equipa de LA terá que jogar (entre outros jogos) contra Denver (fora) Oklahoma (fora) Chicago (em casa) Atlanta (fora) Indiana (fora) Golden State Warriors (fora e casa) Memphis (casa) LA Clippers, Portland (fora e casa) San Antonio (casa) e Houston (casa).

2. As 5 melhores jogadas da noite dos dois jogos realizados:

3.

Duas notícias que marcaram o dia de sexta feira.

Dwight Howard tem sido alvo de rumores todos os dias. Como termina contrato com os Lakers no final da temporada e aproxima-se o prazo previsto pela liga para as trocas entre equipas, muito se tem especulado sobre o futuro de Howard. Aliás, o poste dos Lakers anda nesta vida há praticamente 2 anos. Apesar do jogador ter dito hoje na chegada a Houston (onde se está a disputar o All-Star Game) que os Lakers não estão a pensar trocá-lo no mês de Fevereiro, a imprensa Norte-Americana tem especulado a possibilidade de Dallas avançar para a contratação do jogador, assim como a de Boston, trocando o lesionado Rondo por Howard. A meu ver Dallas tem possibilidade de adquirir o jogador no próximo verão enquanto free-agent. Ao admitir que em Dallas toda a gente é trocável excepto Dirk Nowtizky, o proprietário Mark Cuban praticamente admitiu que quer Howard mas só no Verão para juntar o jogo do poste de LA ao jogo do Alemão. A ideia de Boston é trocar já os jogadores. Rondo iria acabar a recuperação da grave lesão que sofreu no joelho em LA e Howard iria melhorar e muito o fraco jogo interior de Boston. Não sei se os Lakers irão querer que isso aconteça, ainda para mais quando tem os playoffs em risco e Rondo só irá voltar à competição no 2º quarto da próxima época.

Outro que tem andado nas bocas do mundo: Derrick Rose. O base de Chicago poderá voltar no início de Março à competição. Rose afirmou recentemente que não tenciona falhar toda a temporada e afastou os rumores que afirmavam que os primeiros jogos no regresso à competição poderiam dar-se através do afiliado dos Bulls (Iowa) na D- League. Esse cenário está portanto fora de equação: Rose voltará em breve. Tom Thibodeau também afirmou recentemente que não há pressa no regresso do base, estando a contar com ele quando não houver qualquer risco de quebra na recuperação.

Greivis Vasquez

Bleacher Report: Under the radar (Greivis Vasquez – New Orleans Hornets) – É indiscutivelmente um dos bases que mais gosto de ver jogar na liga. Dan Favale escreve sobre o base Venezuelano para o Online.

Já tinha escrito sobre Vasquez aqui.

amanhã escrevo sobre o All-Star Weekend que começou hoje em Houston.

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NBA 2012\2013 #31 – as escolhas do staff

1.

Não há nada como começar a rir! o Roger Forte traz-nos o top dos Bloopers da Liga do mês de Janeiro!

JaVale McGee (como não podia deixar de ser) aparece com o seu mítico bigode, Metta World Peace dos Los Angeles Lakers (vi em directo!!) beija a mão de uma fã depois de uma jogada onde marca um cesto espectacular em falta, Dwight Howard faz mais um airball da linha de lance livre, a mascote dos Mavericks abrilhanta um momento jornalistico e em diversas situações, alguns lançamentos ficam presos no aro!

2.

O Eduardo Barroco de Melo traz-nos os 10 melhores crossovers feitos no mês de Janeiro! Nota 10 para os crossovers realizados por DeMarshon Brooks (Brooklyn Nets) e Jamal Crawford (Los Angeles Clippers).

3.

The White Mamba attacks again! Incrível afundanço de Kobe Bryant em Nova Iorque frente aos Nets. Um dos melhores da época, so far… Escolha do Roger Forte.

4.

O Eduardo trouxe um video interessante. O rookie dos Houston Rockets Royce White (16ª escolha do draft deste ano) ainda não fez qualquer jogo na liga visto que em Novembro lhe foi diagnosticado um grave distúrbio de ansiedade. Como tal, o jogador não consegue ter disposição mental para entrar num pavilhão e jogar. No entanto, as últimas notícias do jogador dão conta que já voltou à competição na Development League ao serviço dos Rio Grande Valley Vipers, equipa afiliada dos Rockets na minor league.

5.

Steve Nash é um confesso fã de futebol e em particular da nossa selecção! Uma vez também já admitiu que a sua artista favorita é a cabo-verdiana Cesária Evora. No jogo contra os Celtics, Nash provou que as suas qualidades vão para além do basquetebol e fez uns tricks com a bola nos pés. Escolha do Emanuel Melo!

6.

DeMar Rozan é um shooting guard com propensão para afundar com muita explosividade! Contra os Nuggets brincou na cara do internacional Russo Timofey Mozgov. Rozan (4ª temporada na liga) está a fazer a melhor época da sua carreira com 17.6 pontos de média. Comparando esta com a sua segunda temporada (1410 pontos em 82 jogos) Rozan já marcou 931 pontos em 53 partidas e prepara-se para superar o seu melhor registo pontual. Já o russo Mozgov viu o seu nome na imprensa esta semana devido ao interesse dos Bulls na sua contratação.

Escolha do Roger Forte.

7.

Os Xerifes também são convidados a sair de pavilhões… mas na brincadeira! Tudo não passou de uma brincadeira quando o comediante Will Ferrell “obrigou” o xerife Shaquille O´Neal a sair do Staples Center no aquecimento de um jogo dos Lakers!

Escolha do Roger Forte!

O Emanuel Melo lembra que na época passada os New Orleans Hornets já puseram Ferrell a gozar com os Chicago Bulls. Pelos vistos, Carlos Boozer ainda vive com a mãe e Luol Deng faz colecção de pássaros raros!

8.

Humor a começar, humor a finalizar! O Eduardo pesquisou e deu com a aparição mediática de sua excelência White Mamba Brian Scalabrine, antigo jogador dos Nets, Celtics e Bulls. Pelos vistos, Scalabrine saiu da churrascada para mostrar que ainda está aí para as curvas. O extremo deixou de jogar na época passada ao serviço dos Bulls!

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NBA #25

1. Jogos de ontem:

Grande jogo ontem em Indiana, com os Raptors a vencerem os Pacers por 100-98 depois de recurso a 1 prolongamento. Os Raptors já estão a jogar com a sua nova aquisição Rudy Gay. A antiga estrela de Memphis tem actuado muito bem nos primeiros jogos pela sua nova equipa. Gay fez 29 pontos na derrota da equipa canadiana contra os Heat por 85-100, 25 na derrota contra Boston por 95-99 e 23 pontos ontem. Na equipa de Toronto Rozan fez 22 pontos, Amir Johnson 14 pontos e 14 ressaltos (apesar de não ser um grande fã deste poste reconheço que está a fazer a melhor temporada desde que chegou à liga) e Jonas Valenciunas e Andrea Bargnani saltaram do banco para fazer 14 pontos cada um sendo que o rookie conseguiu também acrescentar 13 ressaltos.

O italiano Andrea Bagnani foi notícia esta semana visto que a imprensa especializada falou de eventuais negociações entre os Raptors e os Bulls para a troca do italiano por Carlos Boozer. À primeira vista, desportivamente, esta troca não faz qualquer sentido para o lado dos Bulls vista a época monstruosa que o seu poste-baixo está a realizar. Apesar de ser um jogador de 15 pontos de média e de poder vir a acrescentar poder de fogo exterior aos Bulls numa fase em que os Bulls são das equipas que menos concretizam de 3 pontos na liga, não vejo grande vantagem para os Bulls numa troca deste género até porque Boozer e Noah estão a perpetrar neste momento o melhor jogo interior da Liga. No entanto, a notícia afirmava que a troca se poderia dar por questões financeiras. Boozer assinou em 2010 um contrato salarial que prevê o pagamento de 100 milhões de euros a 5 anos sendo que a extensão de contrato que o poderá ligar aos Bulls até 2017 terá que ser negociada no início da próxima temporada. Com as exibições que o all-star está a fazer, Boozer poderá negociar uma extensão de contrato que lhe permita um vencimento máximo de 24 milhões de dólares, valor que neste momento parece ser proibitivo para os cofres da equipa de Chicago, ainda para mais por um jogador que está a caminhar para a veterania. No entanto, os Bulls, sem grandes objectivos este ano poderão receber Bargnani (está descontente em Toronto e poderá efectivamente, bem inserido na equipa de Chicago, dar o trampolim para a casa dos 20 pontos de média) e a partir do próximo ano poderão encaixar Bargnani com a concorrência de Nikola Mirotic, jogador do Real Madrid cujos direitos de NBA pertencem à equipa de Chicago e jogador cujas exibições em Madrid (onde já é estrela da Liga) auspiciam que poderá ser uma das vedetas do futuro da competição. Visto pela óptica de Toronto, Boozer poderia vir a reforçar a equipa canadiana, que, com a contratação de Rudy Gay pretende construir uma equipa competitiva que consiga alcançar os playoffs na próxima temporada.

Voltando à partida.

Do lado de Indiana, Paul George voltou a fazer das suas (26 pontos e 14 ressaltos) mas não conseguiu evitar a derrota da equipa. George e David West estão a jogar a um nível inacreditável. O poste-baixo que veio de New Orleans na época passada voltou a encontrar os números que tinha na anterior equipa. Ontem fez 30 pontos e 8 ressaltos. Muito perto do seu máximo de carreira, feito a 11 de Novembro do ano passado contra Sacramento (31).

Os Pacers também foram alvo de rumores esta semana. Dado que a equipa de Frank Vogel está a lutar pela vitória na divisão central com os Bulls (a vitória na divisão dá direito a um dos primeiros 3 lugares da conferência indiferentemente do score) e dado que Danny Granger está lesionado, o nome do extremo tem estado nas bocas do mundo para uma eventual troca. Vogel não conta com o extremo (as suas características são de jogo interior e no jogo interior a equipa de Indianapolis está bem servida com West e Roy Hibbert) podendo o mesmo ser trocado para fortalecer as opções da equipa, principalmente as de banco, onde Indiana “pode-se dizer” não tem banco.

Hornets a vencer categoricamente em Atlanta. Os Hawks estão a passar por uma fase má da temporada. Grande exibição dos bases de New Orleans. Eric Gordon com 27 pontos, Greivis Vasquez com um fantástico triplo-duplo com 21 pontos, 11 ressaltos e 12 assistências.

Vasquez é indiscutivelmente uma das maiores sensações da Liga. O base internacional Venezuelano, apesar de ter sido jogador da Universidade de Maryland por 4 anos, foi 28ª escolha do draft de 2010 (Memphis Grizzlies) e nas previsões não era visto como um jogador que se aguentasse por muito tempo na liga. Tanto é que os Grizzlies deram-lhe pouca rotação no seu ano de rookie e Vasquez foi parar a New Orleans no ano seguinte. Em New Orleans fez números de 8.9\5.4a no seu ano de estreia na época passada. Este ano já subiu a parada para 14 pontos de média e 9.4 assistências por jogo e é dono de interessantes skills técnicos para base. Lança bem (43%) e é um óptimo pensador de jogo. A sua contratação por parte dos Hornets tornou-se um sucesso.

Brilhante vitória dos Pistons no Palace de Auburn Hills perante os Spurs (sem Ginobili e Tim Duncan) por 119-110. Bom jogo colectivo da equipa do estado do Michigan. O poste Greg Munroe fez 26 pontos, 14 ressaltos e 5 assistências. O base Brandon Knight fez 24 pontos e o veterano extremo Charlie Villanueva saltou do banco com a mão quente para marcar 21 pontos, 15 deles em triplo (5 em 7 tentativas).

No lado dos Spurs, noite pouco inspirada para praticamente toda a equipa, excepto Tony Parker que fez 31 pontos e 8 assistências.

4ª vitória consecutiva dos Heat, desta feita contra os Clippers na Flórida. LeBron James dominou as atenções com 30 pontos marcados. Chris Paul voltou à competição mas ainda anda à procura de superar a lesão que o impediu de dar contributo à equipa nas últimas semanas. O base actuou 19 minutos e fez apenas 3 pontos e 2 assistências. Blake Griffin também anda com alguns problemas físicos. Do lado de Miami, Chris Bosh está lesionado e Ray Allen não jogou esta partida devido a uma gripe.

Com Yao Ming a assistir à partida, os Rockets bateram os “difíceis” Trail Blazers por 118-103. LaMarcus Aldridge mostrou novamente a sua boa forma e apontou 31 pontos no lado da equipa do estado do Oregon. No entanto do outro lado estava um inspiradíssimo James Harden (35 pontos) a mostrar o porquê de neste momento ser o jogador mais in da Liga. O Turco Omer Asik continua a provar que os Bulls estiveram errados quanto ao seu potencial quando no Verão não cobriram a proposta oferecida pelos Rockets. Eu próprio também nunca acreditei muito no seu valor. No jogo, o antigo poste de Chicago fez 9 pontos e 13 ressaltos. Os Bulls deverão estar arrependidos visto que Asik era capaz de dar muito jeito agora para fazer descansar Noah.

2. Top plays of the Night:

3. Classificação actual:

Este 3

Algumas Notas:

1. Indiana e Chicago taco a taco pela vitória na Divisão Central.

2. As 6 vitórias seguidas de Boston, lustradas pela “goleada” imposta aos Lakers na quinta-feira permitiram à equipa um novo balão de oxigénio na luta pelos playoffs. Philadelphia está cada vez mais longe desse objectivo. A equipa está a jogar muito bem sem Rondo. Paul Pierce e Jeff Green são aqueles que se tem portado melhor e que tem mais jogo nas mãos com a saída do base por lesão.

3. Orlando não vence há 12 partidas. Não acredito nesse tipo de estratégias porque na liga as derrotas pagam-se muito caras. Primeiro porque os fans começam a desiludir-se e não vão ao pavilhão. Segundo porque a equipa torna-se menos competitiva e na cabeça de alguns jogadores começa a ser um destino que não se deseja. Mas neste caso de Orlando parece-me que a equipa está a perder jogos de propósito para cair o mais fundo na tabela e assim poder candidatar-se a uma das primeiras posições do próximo draft.

Oeste

1. Despique San António\Oklahoma pela vitória de conferência. Estamos perante as duas melhores equipas da actualidade no Oeste se bem que acho que os Clippers são a equipa com o plantel mais dotado ao nível de qualidade e soluções.

2. Busílis. Utah, Houston, Portland, Lakers e Mavs (ainda não saíram totalmente da corrida) para 2 vagas de playoff no final. Os Jazz parecem-me o elo mais fraco da corrida. Portland está a jogar maravilhosamente bem apesar da inconsistência ao nível de resultados. Não merecem ficar de fora deste playoff. Houston também não. Os Lakers estão a subir gradualmente de produção e irão fazer tudo para entrar nos 8 primeiros.

4.

Kobe Bryant “in your face” em Kris Humphries e Gerald Wallace (Brooklyn Nets)

5.

Não é todos os dias que se vê isto na NBA. O Bósnio Mirza Teletovic, poste rookie de 27 anos internacional pela Bósnia Herzegovina que este ano trocou os espanhóis do Baskonia pelos Nets conseguiu cometer a proeza de fazer 3 airballs em 3 lançamentos consecutivos.

6.

Passagem de testemunho? Fantástico bailado de James Harden sobre Ray Allen. Harden é efectivamente aquele que um dia poderá suceder a Ray Allen como o jogador com mais triplos marcados da história da competição. Allen está na sua 17ª temporada na Liga e leva 3123 triplos (média de 183 triplos por temporada). Harden vai na sua 4ª temporada na liga e para já tem 481 triplos apontados.

7. Por falar em records:

Garnett

Kevin Garnett tornou-se o 16º jogador da história a ultrapassar os 25 mil pontos de carreira. Está a 1701 pontos do 10º lugar, sendo espectável que ainda consiga entrar no top-10.

8. Notícias, análises e rumores:

Análise de Jeff Kaplan à brilhante forma dos Denver Nuggets nos dias que correm no Hang Time Blog de Sekou Smith.

Josh Smith (Atlanta) torna-se free-agent no Verão e começa a discussão sobre o seu futuro. Poderá assinar um contrato máximo com os Hawks (o mais espectável) ou rumar a outra equipa.

O mesmo acontece com Kevin Garnett. Garnett torna-se free-agent no próximo verão sendo que o futuro dos Celtics (ou a reconstrução desse mesmo futuro) passa pela saída do veterano poste. “Clientes” não lhe faltam no entanto.

Fran Blinebury volta a lançar a questão no Hang Time: Será que Jordan poderá voltar a jogar 1 jogo na competição aos 50 anos? Sinceramente dou a resposta: sim, gostava que Jordan voltasse ao United Center para fazer 5 minutinhos num jogo dos Bulls!

Greg Oden continua sem clube mesmo apesar dos esforços que está a fazer para voltar à competição. E os Bulls continuam a dormir pois era de valor dar uma chance a Oden num cenário em que Noah continua a jogar 40 minutos por partida e mais dia menos dia poderá estoirar!

Já referi neste post logo no início: o rumor da troca Bargnani-Boozer entre Chicago e Toronto.

Rumor: Ben Gordon (Charlotte Bobcats) por Kris Humphries (Brooklyn Nets)

Rumores: JJ Redick interessa aos Bucks. O que na minha opinião é plausível visto que Reddick apesar de só este ano se ter afirmado como titular indiscutível dos Magic vê a sua carreira num impasse devido à estratégia da equipa da Flórida.

O poste rookie dos Detroit Pistons Andre Drummond (o jogador mais novo na competição deste ano) irá parar entre 4 a 6 semanas devido a uma lesão nas costas.

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NBA 2012\2013 #16

Sem muito tempo para escrever pela liga, recorro às postagens do meu staff da Liga ESPN. Assim sendo:

1.

John Wall (#1 do draft de 2010) voltou nas últimas semanas à competição depois de ausência prolongada e para já tem-se mostrado em boa forma. Desde o seu regresso, em 7 jogos, o base conseguiu uma média pontual de 14.6 e 6.9 em assistências sendo que é espectável que eleve os seus números ainda mais. Os Wizards, últimos da conferência este, também ficaram a ganhar e muito com o seu regresso, tendo ganho 4 dos últimos 7 jogos.

Na partida contra Orlando, Wall mostra todos os seus skills de base e faz um ankle-breaking crossover que leva o adversário ao chão, assistindo depois para um cesto fácil do Francês Kevin Seraphin.

Escolha do Leandro Fonseca.

2.

Candidato a Slam Dunk do ano. Impressionante. Taj Gibson (Chicago Bulls) na cara de Anthony Tolliver (Atlanta Hawks) sem grande preparação para o efeito. Admirável a capacidade de elevação do poste-baixo da turma do estado Illinois. O jogo acabaria por dar uma vitória esclarecedora à equipa de Tom Thibodeau perante uns Atlanta Hawks que apenas fizeram 27 pontos na primeira parte.

Escolha de Eduardo Barroco de Melo.

3.

O Hugo Coelho Gomes fala do novo fenómeno da NBA: o fenómeno Lillardity. Como tal, cita um artigo publicado recentemente no Columbian acerca do jovem base rookie dos Portland Trail Blazers como leitura obrigatória. De facto é um excelente artigo sobre a vida e carreira daquele que cada vez mais tenho a certeza que será uma vedeta do futuro da NBA.

4.

Pela juventude com que entrou para a liga (19 anos) e pelo lugar em que foi escolhido pelos New Orleans Hornets no draft de 2010, Xavier Henry tinha todas as condições para ser um jogador aceitável na Liga. Os 3 primeiros anos nos Hornets tem provado que o base muito dificilmente conseguirá um lugar na Liga. A provar, este blooper descoberto pelo Eduardo Barroco de Melo no jogo contra os Philadelphia 76ers!

Quem não ficou muito contente com o “lançamento à padeiro” do base foi o treinador da equipa Byron Scott.

5. LeBron James, o jogador mais jovem de sempre a atingir os 20000 pontos. James tem neste momento 20077 pontos e está em 37º na lista de melhores pontuadores da história da Liga a 18317 pontos do melhor marcador de sempre (Kareem Abdul-Jabbar).

Créditos: Leandro Fonseca (pela pergunta no grupo privado se James era o mais novo de sempre a atingir a marca) e Eduardo Barroco de Melo pelo artigo que concedeu a resposta.

6.

Insólitos por Shaquille O´Neal para a NBA TV. O falhanço no Alley-Oop entre Jerry Bayless e Rudy Gay (Memphis Grizzlies) é demais (embora o base recrutado pela equipa do Tennessee aos Toronto Raptors esteja a realizar a melhor época da sua carreira), mas apanhado da NBA que é apanhado tem que conter um clássico protagonizado por JaVale McGee (Denver Nuggets), levando mais uma vez o treinador George Karl ao limite da loucura!

Escolha de Roger Forte.

7.

18 de Janeiro – Durant massacra por completo os Dallas Mavericks e dá mais uma vitória aos Oklahoma City Thunder. 52 pontos que constituem máximo de época e máximo de carreira para o base do líder da conferência oeste e melhor score do ano numa partida.
Incríveis números de Durant na temporada: 29.6 pontos de média (1º classificado da liga), 7.4 ressaltos por jogo, 4.4 assistências e 1.6 roubos de bola, 52% de lançamento de campo (2ª melhor percentagem de lançamento da liga) e 42.1% ao nível de lançamento de 3 pontos. Isto faz de Durant o melhor jogador ao nível de eficiência da Liga.

Escolha de Eduardo Barroco de Melo.

Ainda com Kevin Durant:

Voo sensacional para afundanço na vitória dos Thunder no Staples Center frente aos Clippers.

9. O Miguel Valente destaca as afirmações proferidas nos últimos dias pelo Espanhol Pau Gasol contra o treinador dos Lakers Mike D´Antoni. A porta da saída está novamente aberta para o espanhol que nos últimos jogos dos Lakers não tem actuado como poste-baixo mas sim como alternativa a Dwight Howard a poste-alto.

10.

O show de tripletas dado pela estrela dos Golden State Warriors Stephen Curry na vitória da equipa de Oakland frente aos Clippers. Curry fez 18 dos 28 pontos no 4º período.

Escolha de José Pita.

11.

LeBron James

Os habituais memes do Eduardo Barroco de Melo. Já que os membros da Liga andam numa de comparação entre LeBron James e Kobe Bryant, parece que os tijolos ao cesto não são só característica do craque dos Heat. Nas últimas partidas dos Lakers, Kobe anda a lançar tijolos de forma constante!

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NBA 2012\2013 #15

1. Jogos de ontem:

Jogo de surpresas e reviravoltas em LA. Orlando não ganhava um jogo nos últimos 10. Já os Clippers tinham estabelecido um record de franchising ao nível de vitórias seguidas: 13. Ao 14º jogo, em casa, quando se previa uma vitória fácil para a turma de Los Angeles, os Magic provaram que a liga afinal tem como principal característica o equilíbrio.

Na ausência de Glen Davis na turma da Flórica, foi o poste sérvio Nikola Vucevic uma das grandes figura do encontro (está a fazer grandes jogos desde que Baby Shaq se lesionou) com 18 pontos e 15 ressaltos, números que tem sido tónica das suas prestações nas últimas 2 semanas. O sérvio acabou por confirmar a vitória de Orlando com um slam dunk.
A grande figura do encontro, para o lado dos Magic, acabou por ser o base Arron Afflalo com 30 pontos (10 em 19 ao nível de lançamentos de campo; 3 triplos) e 7 assistências, provando que só não é uma figura de proa da liga porque é um jogador demasiado inconsistente nas suas exibições. Talento de tiro não lhe falta. Falta sim estrutura psicológica para superar momentos de pressão.
Do banco de Orlando saíria ainda JJ Redick com 21 pontos, sendo 12 obtidos com 4 grandes lançamentos atrás da linha do garrafão. O 6th Man de Orlando está a jogar um basquetebol prodigioso, o que põe em causa o seu futuro em Orlando visto que no próximo verão torna-se free-agent e segundo os rumores quer sair da equipa da Flórida.

Do lado da equipa de Vinny Del Negro, Jamal Crawford falhou o último lançamento.
Blake Griffin com uma prestação notável em todos os aspectos – 30 pontos, 8 ressaltos, 7 asssistências. Apesar de continuar a persistir (e a ser beneficiado pela arbitragem) com os seus slams em falta (quase todos são em falta visto que Griffin entra com os braços para armar o slam e só não são falta todos aqueles em que o defensor está dentro da área restritiva), notam-se bastantes melhorias do poste baixo de LA ao nível do lançamento, sendo que Griffin já é capaz de executar com uma significativa taxa de exito lançamentos a 14 pés do cesto e já converteu inclusive 3 triplos esta temporada.
Contrastando com a excelente exibição do all-star, o resto da equipa exibiu-se a um nível inferior aquilo que tem exibido, excepção feita para Chris Paul com as suas fantásticas 16 assistências e 10 pontos marcados. A equipa de LA pode queixar-se da falta de eficácia ao nível de 3 pontos com 9-22.

Surpresa em Chicago, com a equipa local a ser perfeitamente dominada pelos Phoenix Suns:

Os Bulls apresentaram-se algo cansados perante uma equipa (Phoenix) que tem demonstrado bem menos durante época do que aquilo que seria de prever. Esta equipa nova equipa dos Suns vai dar que falar nas próximas épocas caso não saia ninguém nas próximas rondas de transferências. É uma equipa com muita qualidade, começando pelo base organizador Goran Dragic (quem sabe se os Suns não tem aqui o novo Steve Nash; penso que Houston fez muito mal em abdicar deste sérvio para contratar Jeremy Lin), pelo extremo Michael Beasley (para quem não sabe foi o nº2 do draft onde o 1º foi Derrick Rose; continua algo instável e frágil do ponto de vista psicológico o que é muito mau visto que é um extremo com um leque de soluções ofensivas muito interessantes) e pela sua linha de postes constituídas por Luis Scola e Marcin Gortat, dois jogadores muito experientes que conseguem dar muita força e muito poder ofensivo e defensivo à equipa.

A estratégia defensiva e ofensiva da equipa do Arizona em Chicago passou por estes 4 homens: Dragic muito eficaz a organizar, Beasley muito eficaz no tiro exterior (20 pontos; 10 em 14 em lançamentos de campo), Scola muito eficaz a lançar e a ganhar ressaltos defensivos (22 pontos; 7 ressaltos, 6 deles defensivos) e Marcin Gortat exímio tanto a servir de muro para as investidas interiores de Noah, Boozer e Deng (por muitas vezes estes 3 esbarraram literalmente contra o polaco) como a abrir caminhos através do seu bloqueio para Beasley e Scola, se bem que nesta história dos bloqueios a arbitragem não só foi muito permissiva com bloqueios ilegais do polaco como em outras vezes passou vista grossa a muitas faltas que o polaco fez na luta das tabelas.

Do lado de Chicago, o trio composto por Noah, Deng e Boozer apresentou-se com algum cansaço acumulado nesta partida em virtude da excessividade que Tom Thibodeau lhes tem dado nos últimos tempos. Deng e Noah tem médias de utilização de 40 minutos, não apresentam para já suplentes que os possam fazer descansar mais tempo sem a equipa sofra uma quebra de rendimento e isso pode ser um factor prejudicial para a equipa no futuro. Mesmo assim, as exibições de Boozer e Noah contra uma defesa muito aguerrida por parte de Phoenix foram bastante satisfatórias. 

Tom Thibodeau foi mais uma vez apanhado com dificuldades na leitura de jogo. Está a dar demasiados minutos a Hinrich e isso não está a ser benéfico para a equipa do ponto de vista ofensivo. Ontem tinha Hamilton a acertar tudo o que lhe vinha parar às mãos e acabou por dar demasiado espaço ao italiano Marco Belinelli (um desastre na partida de ontem) em prol do veterano all-star.

Da exibição de ontem salvou-se também o sophomore Jimmy Butler. O puto está a crescer a olhos vistos em Chicago. Não é um primor de técnica, não é o gajo perfeito ao nível de lançamento mas é muito lutador, não tem medo de arriscar e costuma entrar para marcar 8\10 pontos muito importantes em períodos decisivos.

Dados importantes: Chicago com tendência para perder jogos contra equipas acessíveis em casa. Road de sonho para os Bulls com 10 vitórias e 5 derrotas. No United Center, a coisa está bastante dispar: Thibodeau só tinha perdido 7 dos 42 jogos efectuados em casa na época 2011\2012 e nesta época já soma 10 derrotas em 20 jogos.

Dirk já voltou ao activo e já se vê um cheirinho dos velhos Mavericks.

2. Em específico:

Chalmers completamente endiabrado. Jogo sem história em Sacramento até que Chalmers desata a marcar triplos e só para nos 10. 34 pontos (máximo de carreira) para o base de Miami e o empate com o recorde de Brian Shaw ao nível de triplos marcados num jogo, recorde que perdurava desde 1993. 10 em 13 para o base de Miami num jogo em que o base da equipa adversária (Isiah Thomas) também quis entrar na brincadeira e lançou 6 em 8.

3. As 10 melhores jogadas da noite:

Destaque para o regresso em cheio do #1 do draft de 2010 John Wall (Washington Wizards)

4. The Nets Association episode 6: as primeiras duas semanas de PJ Carlesimo no comando da equipa, semanas que se tem pautado por algumas vitórias da equipa e pela consequente subida na tabela classificativa no Este.

5. Uma graçola do “barbas” James Harden (Houston Rockets) contra Philadelphia num jogo onde os 76ers viriam a vencer.

6. Insider: Monty Williams e os New Orleans Hornets

7. Notícias:

Rumor que tem circulado que dá conta do interesse dos Cleveland Cavaliers em recapturar LeBron James quando este terminar contrato com Miami em 2014.

O proprietário dos Mavericks Mark Cuban afirma que a sua equipa não irá trocar Dirk Nowitzky.

8. Desta noite:

parker rubio

Fotografia curiosa tirada há minutos no jogo entre San Antonio Spurs e Minnesota Timberwolves. Dois jogadores europeus (Tony Parker e Ricky Rubio), dois bases talentosos (um mais veterano e o outro a dar as primeiras pisadas de uma carreira que se espera muito auspiciosa na Liga), dois jogadores com o mesmo número nas costas.

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NBA 2012\2013 #6 – As escolhas do staff

As escolhas da malta da Liga ESPN:

O fantástico nó cego que Joe Johnson (Brooklyn Nets) deu em Paul Pierce (Boston Celtics). Para ver e rever. Escolha de José Pita.

O Eduardo Barroco de Melo dizia no mês passado que o internacional italiano Marco Bellinelli (Chicago Bulls) andava doido. De facto. Belinelli é uma das melhores contratações da Liga. Em New Orleans, o Italiano parecia estar esquecido nos modestos Hornets. Nos Bulls é uma peça importante vinda do banco pelos seus preciosos triplos (40% de eficácia; 36 em 90 nos 31 jogos realizados esta temporada). No 1º período da vitória caseira contra os poderosos Knicks, o italiano fez das suas ao apontar este buzzer-beat pressionado por JR Smith, outro daqueles jogadores que também é capaz de fazer destas.

westbrook

Como a NBA não é só o que se passa dentro do court, fica aqui a imagem enviada pelo Eduardo Barroco de Melo de um novo modelo da Jordan que tem sido usado por Russell Westbrook (Oklahoma City Thunder). Estas sapatilhas geraram alguns comentários no nosso grupo privado sendo que o Hugo Coelho Gomes teve alguma ironia ao afirmar que o pai dele tem umas botas iguais para ir à pesca!

A América tem destas coisas. No pavilhão dos Celtics, um adepto de nome Jeremy Fry decidiu dar um concerto pessoal no intervalo de um jogo da equipa de Boston ao som de “Livin on a Prayer” dos Bon Jovi. Escolha do João Paulo Lacerda.

JaVale McGee (Denver Nuggets) ou CaValo McGee como lhe costumo chamar (confessamos que é um dos jogadores que todo o staff aprecia, goza, ironiza, faz 30 por uma linha, ora pela sua estupidez ora pela sua habilidade em campo) mostra dotes extraordinários mas depois demonstra novamente a sua faceta de trapalhão. Suplente nos Nuggets, McGee ainda não se mostrou à altura das expectativas que sobre si pendiam: substituir Nênê Hilário e constituir-se como um dos melhores postes da Liga. Todavia, também há que realçar que o titular dos Nuggets é um tal de Kenneth Farried, um homem que dá espectáculo. McGee tem uma média pontual actual de 10.6 pontos e 5.1 ressaltos em 19 minutos de utilização em média. Escolha de Roger Forte.

Os fantásticos 41 pontos de Kyrie Irving em Nova Iorque frente aos Knicks. Insuficientes para evitar mais uma derrota dos Cavs. Irving é um fenómeno mas em Cleveland arrisca-se a nunca pisar os playoffs. Contrariamente aquilo que a equipa fez com outro #1 de draft no passado (LeBron James), a direcção da equipa do Ohio não parece estar interessada em construir uma equipa para o seu melhor jogador e arrisca-se que o “Uncle Drew” qualquer dia se canse e rume a outras paragens. Escolha de Hugo Coelho Gomes.

Russell Westbrook

Westbrook é estilo. Jordans fluorescentes para ir à pesca e capas\ensaios fotográficos na GQ. Escolha de Hugo Coelho Gomes.

Kevin Durant no seu melhor. Abafo sensacional em OJ Mayo (Dallas Mavericks), pega na bola e saiam da frente porque o show vai passar. Big Slam do astro dos Thunder. Durant está lá quando a equipa precisa. Em Chicago frente aos Bulls, quando Durant sela a vitória contra a equipa do estado do Illinois há uma imagem em que o SG diz isso ao seu treinador: “estou sempre quando dizes que é preciso não é treinador?”. Escolha de Roger Forte.

Apanhados da NBA TV. Fantásticos apanhados, principalmente o dos Bulls na reposição de bola onde toda a gente queria a bola mas não estava ninguém posicionado para a repor em campo. JaVale McGee mais uma vez apanhado nas hilariantes do ano! Escolha do Luis Fonseca.

Mais uma vez Uncle Drew Kyrie Irving a brincar, desta feita com os manos lá de Atlanta. Incrível! Escolha do Roger Forte.

Kobe, Kobe, Kobe. 38 pontos numa espectacular exibição contra os LA Clippers, exibição que não chegou para evitar mais uma derrota dos Lakers. A equipa orientada por Mike D´Antoni (diz-se na imprensa de LA que poderá estar de saída 2 meses depois de ter substituído Mike Brown para fazer regressar o mítico Phil Jackson) está a jogar mal (mal é favor) e nem mesmo Steve Nash veio alterar o jogo de uma equipa que ainda não conseguiu encaixar o jogo interior de Howard com a distribuição do Canadiano e o tiro exterior de Kobe. Kobe parece o único que quer vencer na equipa. Gasol está uma sombra daquilo que era e mais uma vez se fala de uma troca, desta vez com Boston Celtics (Gasol por Pierce). D´Antoni parece não ter controlo sobre os egos que dispõe no balneário e já teve que castigar Antawn Jamison, deixando-o no banco nos últimos jogos em virtude de mau comportamento do extremo (ao que parece foi apanhado no banco a festejar pontos de uma equipa adversária). A falta de banco em LA também é um dos factores que explica o mau desempenho da equipa na Liga. Os playoffs estão por um fio e os Lakers sabem precisam de ganhar jogos na série difícil que terão esta semana: Spurs, Thunder e Houston.

Phil Jackson

A propósito do eventual regresso de Phil Jackson à casa onde foi por 5 vezes campeão, o Eduardo fez um Meme.

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Eu volto a resgatar um Meme muito conhecido entre dois velhos amigos.

Escolha de Roger Forte

O João Paulo Lacerda mostra-nos as 10 melhores jogadas da noite de 5 de Janeiro, realçando as jogadas escolhidas de André Iguodala (está um monstro em Denver!) e a assistância de Manu Ginobili para o poste brasileiro Tiago Splitter(San António Spurs). Eu acrescento a assistência monstruosa de CP3 para DeAndre Jordan (Los Angeles Clippers) como a jogada da noite.

Insiders. Carmelo Anthony (New York Knicks)

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NBA 2012\2013 #1

A maior liga de basquetebol do planeta já começou e praticamente no fim da 1ª semana da competição, urge-me começar a esmiuçar o que se tem passado.

Para simplificar as coisas, esta semana começo a escrever uma breve análise sobre a prestação das equipas nos primeiros jogos. A partir deste post, começarei a postar mais regularmente análises, vídeos, conferências de imprensa, jogos, fotografias e outras curiosidades em redor da competição. Para esse efeito pedi ajuda ao staff da Liga ESPN NBA Portugal (liga privada da ESPN) para me começar a apoiar nestes posts daqui em diante. Caro leitor, se quiser participar nestes post com conteúdo, opiniões ou caso queira partilhar algo que me tenha passado em claro nos posts que aqui deixar, poderá fazê-lo a partir do email joaorbranco@live.com.pt, tendo que, só para o efeito, enviar o que quiser partilhar neste blog junto com a sua identificação. (nome, apelido, nickname).

Começando pela conferência este:

Boston Celtics

É certo e sabido que Doc Rivers tem este ano um enorme desafio pela frente: a reconstrução faseada de uma nova era para a equipa. Se o espectro de Ray Allen já foi ultrapassado (dentro das limitações orçamentais e contratuais que o franchising tem; dado o pouco poder de troca que o franchising também tem dada a idade avançada e os respectivos salários de Garnett e Paul Pierce) com as contratações de gente que poder dar um novo impulso à equipa (Leandro Barbosa e Jason Terry, são exemplos desse paradigma; Terry foi em Dallas durante muitos anos um dos melhores nº6 da competição, senão o melhor) auspicia-se um ano muito difícil para a equipa do Massachusets.

É certo que Allen é um jogador que, mesmo apesar da sua idade, vai deixar saudades por Boston. Falamos só do recordista actual em triplos da história da competição. Mantendo-se a espinha dorsal da equipa assente no big three Garnett-Pierce-Rondo, onde o base assume uma preponderância tal que por vezes chega a fazer de Garnett e Pierce (Rondo é o candidato a vencer o maior número de triplos-duplos na temporada), creio que Boston, pelos jogadores que acompanham esse mesmo big-three, pela experiência global da equipa (veteranos da liga são 6 no seu plantel) e pela qualidade inegável de quase todo o plantel, vai ao playoffs sem grandes dificuldades (não são candidatos a vencer a conferência na temporada regular como nos últimos anos é certo) e nos playoffs, em derivado desta assumpção global que faço do seu potencial, poderão surpreender tudo e todos.

O draft também foi simpático para Doc Rivers. Trouxe-se um talento em bruto chamado Fab Melo. O jovem internacional brasileiro de 22 anos, escolhido na ronda 22 do draft deste ano vem muito bem referenciado do campeonato universitário norte-americano, onde alinhou por Syracuse nas últimas 2 temporadas. Melo, poste, internacional brasileiro, foi nomeado o melhor defensor da NCAA da época passada e graças ao seu enorme poder atlético (2,13m e 116 kg) é um jogador que se mexe muito bem na luta das tabelas mas revela alguma ineficiência no ataque. Melo terá direito a poucos minutos na equipa de Boston este ano, mas se Doc Rivers, com toda a experiência que acompanha este técnico campeão, puxar pelo Brasileiro, poderá ter aqui um belo diamante para lapidar lentamente e lançar a alto nível na próxima temporada.

Quanto a este início de época, os primeiros jogos da equipa tem corroborado a minha opinião de que será um ano muito difícil para a equipa do Nordeste.

A abrir, os Celtics foram fazer um jogo muito interessante a Miami contra os Heat mas saíram de cabeça muito baixa, perdendo por 120-107. Se 107 pontos é um indicador ofensivo muito importante tendo em conta o pavilhão onde esse resultado foi obtido, fica também o registo que os Celtics obrigaram a cavalaria pesada de Miami a puxar dos seus galões para vencer a partida, não fosse LeBron ter marcado 26 pontos e 10 ressaltos, Allen 19 pontos (no primeiro reencontro com a sua anterior equipa), Wade 29 pontos e Bosh 19 com 10 ressaltos. Mais uma vez, mesmo com a ida de Ray Allen para a equipa campeã em título, se demonstra que o jogo de Miami está completamente monopolizado pelas suas vedetas. Prova disso, o seu big-four com 83 dos 120 pontos da equipa na partida.

Nos jogos seguintes, voltaram a perder em Milwaukee (99-88) e venceram os Wizards por magros 3 pontos de diferença. Denominador comum da prestação da equipa de Doc Rivers nas 3 partidas realizadas: Paul Pierce e Rajon Rondo. Se o primeiro está completamente on-fire, facto que não é costume visto que Pierce é um jogador que sempre nos habituou a aparecer em grande lá para meados de Janeiro quando a temporada regular já vem a meio, o segundo tem-nos mostrado alguma inconsistência ao nível do lançamento. No entanto, Rondo tem feito mais de 10 assistências por partida, o que confirma que é o verdadeiro líder da equipa.

Brooklyn Nets

O antigo franchising de Nova Jersey entretanto mudado para Nova Iorque (mais precisamente para o mítico bairro de Brooklyn) teve um verão rico em contratações, numa continuação daquilo que já tinha sido levado a cabo na última ronda de transferências da época 2011-2012 para que a equipa possa voltar pelo menos aos playoffs.

Depois de vários anos em Atlanta a espalhar magia, Joe Johnson deu um novo passo na sua carreira e aproveitou o fim de contrato com a equipa do estado da Geórgia para rumar a Norte. O free-agency em Brooklyn não se ficou por aqui. A juntar a vedetas como Deron Williams, Gerald Wallace e Robin Lopez, a equipa também resgatou de forma livre o base C.J Watson, base que se destacou nas últimas duas temporadas em Chicago. C.J Johnson é uma excelente alternativa de banco a Deron Williams, sendo um jogador que gosta tanto de armar jogo como de lançar ao cesto. Adiciona muita capacidade de lançamento exterior a uma equipa que já tinha alguns bons triplistas (Williams, Wallace, DeMarshoon Brooks) mas tem o senão de ser um jogador muito afectado por lesões e afectado sobretudo pela inconsistência. É um jogador que tanto é capaz de fazer 5 jogos seguidos com pontuações na casa dos 20 + 6\7 assistências em média como se apagar da competição durante 1 mês seguido.

Nesta equipa, que tem jogado muito bem é o poste Brook Lopez. Depois da tempestade vem a Bonança. Lopez regressou a meio gás a meio da temporada passada mas rapidamente voltou à enfermaria no início de Abril deste ano graças a um problema continuado num dos tornozelos. Recuperado na totalidade, o poste cujo irmão é Robin Lopez (Phoenix Suns) voltou à competição com números estrondosos (para um poste) nos primeiros 3 jogos da temporada da nova equipa de Nova Iorque: 20 pontos de média e 7 ressaltos por jogo, facto que corrobora a sua apetência ofensiva.

Nestes primeiros 3 jogos da equipa, os Nets tem revelado algumas dificuldades ofensivas. 2 derrotas e 1 vitória revelam que o técnico Avery Johnson terá que trabalhar muito para unir estas peças rumo a lugares mais confortáveis. A última derrota (em casa frente aos Minnesota Timberwolves por 96-107 revela uma equipa que tem dificuldades na defesa. Até porque, uma equipa com Deron Williams (18 pontos e 13 assistências no último jogo) é uma equipa que terá uma tendência natural para o ataque.

A entrada deste “novo” franchising para a Liga traz-nos a entrada de um novo pavilhão para a competição: o Barclays Center, pavilhão construído num daqueles bairros considerados como “coração do basquetebol americano”.

Fica aqui uma nova imagem do dito pavilhão e um insider que foi feito:

Para finalizar, Avery Johnson e alguns jogadores da equipa falam sobre a esta dos Nets no media day do franchise:

New York Knicks

O poderoso Carmelo Anthony transporta na sua 3ª época em Nova Iorque a ambição da equipa ir o mais longe possível nesta liga.

Facto: as saídas de Jeremy Lin (para Houston) e Landry Fields (Toronto) – a saída do primeiro depois de uma temporada fenomenal em que passou de reserva da equipa a jogar preponderante na manobra ofensiva da equipa e de outro, que, apesar de ainda estar a crescer como jogador já apresentava uma invejável capacidade ofensiva, principalmente no tiro exterior.

Facto: as entradas de Jason Kidd e Marcus Camby, jogadores que apesar de estar na sua curva descendente ainda poderão ajudar em muito os objectivos desta equipa. Kidd, apesar dos seus 39 anos de idade, ainda é um jogador que arrasa por onde passa. Camby já não é o mesmo desde os tempos de Denver mas compreende-se a sua contratação visto que é um jogador muito válido do ponto de vista da luta das tabelas. Ainda consegue 8 a 10 ressaltos por jogo e isso será muito importante para uma equipa cuja defesa é o seu calcanhar de aquiles. As entradas de dois jogadores muito interessantes como Raymond Felton (já tinha passado uma vez em Nova Iorque onde não vingou e foi empacotado para Denver aquando da troca Carmelo Anthony) Ronnie Brewer, Pablo Prigioni, base argentino que chega à NBA aos 35 anos depois de muitos anos de glória tanto em Itália como em Espanha ao serviço do Caja Laboral. É um jogador cuja entrada em tão avançada idade causa espanto e é sobretudo um jogador que pelo seu talento me fez interrogar anos após anos como é que a Liga nunca lhe abriu as portas. Já Brewer vem dos Bulls, onde nunca se afirmou a sério. A equipa de Chicago preferiu não renovar com os seus serviços para poupar o seu salário no cap salarial da equipa.

A todos estes nomes que acima citei, juntam-se os clássicos de Nova Iorque das últimas temporadas: Amar ´e Stoudamire, Tyson Chandler, Iman Schumpert e JR Smith.

Stoudamire ultrapassou com sucesso os rumores que davam conta que poderia servir de moeda de troca com Dwight Howard num possível negócio a realizar no verão entre Knicks e Magic. No entanto, o poste começou a época lesionado e só voltará à competição daqui a 3 semanas graças a uma lesão numa mão. O sophomore Iman Schumpert, depois de uma excitante primeira temporada na NBA, também começou a época a ver o jogo na bancada.

Tyson Chandler tem começado a época com prestações que demonstram que ainda não se encontra na sua melhor forma física.

Já o explosivo JR Smith tem começado a época em grande estilo fruto de muito tempo de jogo que lhe tem dado o treinador Mike Woodson. Smith começou a época em alto estilo com 20 e 17 pontos nos dois jogos realizados contra Philadelphia. Prevê-se um JR Smith a jogar em grande estilo nesta temporada, depois de ter optado por Nova Iorque a meio da temporada passada aquando da sua chegada da China, liga onde estava a jogar.

Com tanto poder ofensivo, Mike Woodson só terá de se preocupar em melhorar os índices ofensivos. No ataque existem estilos para todos os gostos: a distribuição exímia de Kidd, a explosividade e tiro exterior de Anthony e Smith, a coragem na abordagem ao cesto de Schumpert, a criatividade e loucura de Felton e a força e regularidade de Chandler e Stoudamire.

A começar a temporada, alguma irregularidade.

Os Knicks bateram Miami em casa na sexta-feira com pompa e circunstância:

No jogo em que Knicks e Heat foram solidários para com os desalojados do furacão Sandy. Só Dwayne Wade doou o seu prémio de jogo de 200 mil dólares.

Para finalizar, o regresso do guerreiro à NBA depois de algum tempo de afastamento. Sim, Rasheed Wallace voltou para jogar em Nova Iorque. Pela sua entrega ao jogo, qualidade e até pelo seu mau feitio, Rasheed Wallace (campeão em 2004 com os Pistons) era daqueles jogadores que gostaria de ter visto jogar (em tempos áureos) nos meus Bulls. Vi jogar um outro Wallace (Ben) também campeão nesse ano na turma do Michigan entre 2006 e 2009 nos Bulls. Não é nem por sombras o mesmo Rasheed Wallace que lutava por todas as bolas, marcava triplos e reclamava por tudo e por nada. O seu papel é muito secundário em Nova Iorque. No entanto, vale a experiência de 15 temporadas a um ritmo abismal.

A veterania acaba por ser outros dos tónicos desta equipa. Mas não é uma veterania de banco. Os 6 veteranos da equipa (Kidd, Camby, Wallace, Kurt Thomas, Tyson Chandler e Amare Stoudamire) são ainda jogadores muito prestáveis para uma equipa que quer decerto jogar pela final de conferência nos playoffs.

Philadelphia 76ers

Maturidade é o adjectivo que melhor poderá caracterizar esta equipa. Alta velocidade é o estilo de jogo da equipa.

Nos playoffs do ano passado, os Sixers (8ºs classificados da fase regular) aproveitaram o deslize da lesão de Derrick Rose para mandar os Bulls (campeões da fase regular) para casa mais cedo quando toda a gente já apontava um duelo entre Chicago e Miami na final da conferência este.
Poucos meses passaram desde esse exito. O severo Doug Collins, tinha feito muito com o pouco que tinha. Meses depois, menos lhe dão para o início desta época. O mercado foi duro para os Sixers: a vedeta Andre Iguodala rumou a Denver pouco depois do título olímpico conquistado em Londres e o veteraníssimo Elton Brand rumou ao Texas para representar os Mavericks. Para colmatar as duas saídas de peso, a direcção trouxe Kwame Brown (aquele que Michael Jordan tanto acreditava que poderia ser o jogador da sua geração) Dorell Wright (um enorme shooter que andava meio perdido na falta de objectivos de Golden State), Jason Richardson (jogador cujos tempos de Phoenix já vão muito longe mas que ainda pode acrescentar muito poder de fogo ao tiro exterior dos Sixers) e… imagine-se

O monstro Andrew Bynum, o sacrificado de Los Angeles no processo negocial desta temporada em prol das chegadas de Steve Nash e Dwight Howard. A decisão de Bynum ter optado por Philadelphia não foi a mais acertada visto que Bynum é jogador para actuar numa equipa que tenha como objectivos o título. Ficava-lhe melhor ter optado por Dallas ou até pelos Spurs, visto que Dallas anda há dois anos a jogar sem um poste digno dessa posição e os Spurs poderiam começar a pensar na renovação do seu velho plantel com a entrada de alguém que pudesse substituir ao mais alto nível Tim Duncan.

Bynum ainda não se estreou pela equipa devido a mais um problema no seu complicado joelho direito. Deverá voltar na próxima semana.

O porquê de ter dito que Philadelphia é uma equipa que gosta de jogar a alta velocidade?

A resposta dá-se pelos nomes de Evan Turner, Thaddeus Young, Jrue Holliday, Nick Young e Spencer Hawes. Jogadores que chegaram de mansinho à Liga e subiram em flecha na mesma tendo como comparação aquilo que era dito pelos analistas sobre si na altura dos respectivos drafts. São de facto todos eles jogadores muito rápidos que gostam de ter a bola nas mãos e arriscar o lançamento exterior. Principalmente os bases Evan Turner e Jrue Holliday. O último é um jogador bastante interessante que é não é dado a não arriscar lançamentos. É um jogador que vive com os olhos no cesto, o que por vezes é mau visto que não sabe contemporizar as suas decisões e acções. No entanto, também tem jogos em que é pura e simplesmente o diabo à solta.

Toronto Raptors

A única equipa canadiana da Liga está a atravessar uma autêntica travessia do deserto desde que em 2010 Chris Bosh decidiu mudar-se para Miami. Não se espere muito novamente desta equipa. Toronto está à espera de melhores dias.

Com um rookie que promete (Jonas Valenciunas) com duas contratações interessantes (Landry Fields via Nova Iorque e Kyle Lorwy via Houston; Lowry conseguiu uma média pontual de 23.5 na última temporada) com os clássicos José Calderon, DeMar Rozan e Andrea Bargnani, é expectável apenas que a equipa orientada por Dwayne Casey seja capaz apenas de lutar por um 8º lugar na sua conferência, lugar que como se sabe permite a ida aos playoffs.

Nos primeiros jogos da temporada, duas derrotas tangenciais contra Indiana e Brooklyn Nets e uma vitória caseira por 105-86 sobre Minnesota.

Chicago Bulls

ou melhor, os maiores!

O United Center é um pavilhão cujos adeptos são impacientes, efusivos e não gostam de perder. A História dos Bulls assim modelou o ambiente em Chicago. Depois de duas temporadas em que a equipa venceu a fase regular da conferência este mas não foi capaz de materializar esse domínio nos playoffs (em 2011 caiu frente a Miami na semi-final de conferência e em 2012 não passou dos quartos frente a Philadelphia), um terceiro ano se levanta para Tom Thibodeau e equipa assombrado com a lesão de Derrick Rose, estrela que só voltará a actuar em Fevereiro ou Março.

Muitos daqueles que tem acompanhado a lesão de Rose ainda duvidam do estado de forma que Rose irá apresentar quando voltar à competição. O médico dos Bulls Fred Tedeschi afirmou recentemente que a recuperação do craque está a ser feita a um nível superior do que aquilo que estava previsto, daí que Rose já voltou aos treinos de forma condicionada a meio de Outubro quando tudo apontasse para que o fizesse apenas em Dezembro. Outros tem dito que Rose voltará bem, com mais vontade de triunfar mas com características ligeiramente diferentes daquelas que tinha nas últimas 3 temporadas. Poderemos portanto assistir a um regresso de um jogador não tão explosivo nas suas maravilhosas incursões para o cesto e mais incisivo no lançamento exterior, departamento do jogo onde Rose antes das sucessivas lesões que o afectaram na temporada passada, ia melhorando significativamente em relação às épocas anteriores.

Tom Thibodeau tem aqui a sua prova de fogo. Toda a gente sabe que os Bulls sem Rose muito dificilmente poderão aspirar lutar pela vitória na conferência com outras equipas como Miami ou New York. Seria interessante apontar a época regular para um 4º lugar de conferência.

Da equipa saíram alguns jogadores importantes: CJ Watson rumou aos Nets, Brewer aos Knicks, Kyle Korver para Atlanta. Com a saída do primeiro e o do terceiro, os Bulls perderam uma parte interessante do seu lançamento de 3 pontos. Omer Asik rumou a Houston depois dos Bulls não terem coberto a oferta contratual de Houston. Notou-se com estas saídas alguma necessidade da equipa poupar dinheiro para poder atacar um bom free-agent no final desta temporada e suportar os elevados salários desta temporada de Carlos Boozer (24 milhões) e Joakim Noah (15).

Para reforçar a equipa e minorar as perdas, os Bulls adicionaram jogadores com bastante experiência de liga: o baixinho Nate Robinson, Vladimir Radmanovic, Kirk Hinrich (regresso) Marco Belinelli e Nazr Mohammed.

Nate Robinson já todos sabemos quem é. O jogador mais baixo da liga a ganhar um concurso de afundanços. Robinson é mais que isso. É um razoável armador de jogo e é temível no jogo exterior. Radmanovic é um jogador que passou ao lado de uma grande carreira. Nos Lakers foi preponderante durante algumas temporadas mas desde aí que se apagou definitivamente. É um lançador de 3 pontos temível. Kirk Hinrich veio para ser mais um a ajudar enquanto Rose não voltar. Está longe dos tempos em que passou por Chicago (2003 a 2010). Marco Bellinelli é outro lançador interessante que andava perdido em Nova Orleães mas ocorre-lhe o facto de nunca ter confirmado as expectativas que pendiam sobre si em 2007 quando foi drafteado. Nazr Mohammed é um globetrotter que nunca criou grandes raízes em qualquer equipa por onde passou e a sua passagem por Chicago apenas ocorre pelo facto de Asik ter rumado a Houston. Mohammed apanhará os restos temporais que Noah não alinhar.

Como se pode ver a equipa de Chicago perdeu imenso no balancing que pode ser feito entre os que entraram e saíram. O top 5 continua fantástico e cheio de qualidade: mesmo com Rose lesionado restam Hamilton (está a ter um excelente início de temporada) Boozer, Deng e Noah. Deng está novamente a assumir o jogo, como lhe compete na ausência de Rose. Daí estar a jogar a alto nível novamente. Facto curioso iremos talvez assistir novamente em relação a este jogador quando Rose voltar. As estatísticas não mentem: com Rose fora vê-se o melhor Deng, com Rose dentro Deng pura e simplesmente desaparece. Seria o ideal para a equipa ter os dois juntos em grande forma. Já Carlos Boozer também está com um início de época que promete muito. Dado foi a vitória estrondosa da equipa em Cleveland por 116-85.

Tom Thibodeau sabe que as coisas estão difíceis para  o seu lado. No entanto, Thibodeau é exímio a montar equipas que sabem defender bem. Os Bulls não são das melhores equipas do campeonato a atacar mas serão sem sombra de dúvidas a melhor a defender. Foi aí que residiu o sucesso das temporadas que passaram.

Cleveland Cavaliers

Byron Scott é conhecido por fazer milagres nas equipas que treina. Assim aconteceu por exemplo quando em Nova Orleães, nos tempos em que o piso do New Orleans Arena era pisado por um senhor chamado Chris Paul  e por outro chamado Tyson Chandler. Scott na altura pegou num franchise que dava os primeiros passos (não esquecer que o Katrina obrigou a equipa a ir jogar um ano para Oklahoma; Oklahoma ficou tão seduzida com o basquetebol da NBA que comprou os direitos do franchise dos Seattle Supersonics no ano seguinte) na Liga e rapidamente o colocou na NBA, algo ímpar na história da modalidade. Até Memphis, que por sua vez comprou os direitos dos Grizzlies à cidade de Vancouver, demorou sensivelmente 10 anos a ir pela primeira vez aos playoffs, não obstante do facto de ter contado nas suas fileiras com Pau Gasol durante várias épocas.

Olhando para o rooster da equipa do Ohio, Byron Scott tentará fazer o que fez com essa tal geração de New Orleans: atingir os playoffs e incomodar as melhores equipas do Este. Será a meu ver uma tarefa quase impossível dado que o plantel dos Cavs é dos mais fracos da liga senão o mais fraco.

Equipa liderada a fundo por Kyrie Irving, o #1 do draft do ano passado. Na primeira época de Irving da NBA ficámos a conhecer um jogador que está aí para durar. Irving não tem nem de perto nem de longe agregado a si o estilo de LeBron ou o seu fleurma. São jogadores de características diferentes. Enquanto LeBron puxa do cabedal para se fazer valer, Irving é um shooter nato e esperemos que na sua segunda época na Liga tenha aprendido algo com a inconsistência que teve enquanto rookie. Ambos tem em comum o facto de se estrearem na Liga pela mesma equipa, sendo escolhidos na posição #1. No seu ano de estreia de Liga, Irving não teve as mesmas condições que LeBron James teve no seu ano de rookie.. É caso para dizer que Irving está a pagar a factura da saída de LeBron para Miami. Enquanto LeBron teve regalias por parte da direcção de Cleveland, que, construiu ano após anos equipas para LeBron conseguir o título (equipas essas que quase sempre eram escassas para tal objectivo), Irving, pelo desinvestimento que a direcção de Cleveland teve que fazer nos últimos anos para recuperar a saúde financeira, tem que jogar quase por conta própria. No entanto é notória a necessidade que urge na equipa em haver investimento para dotar a sua estrela de bons companheiros.

Do resto do plantel da equipa do Ohio pouco ou nada se aproveita. Um Daniel Gibson que revela alguma capacidade de tiro exterior. Um CJ Miles que é um jogador que já teve uma boa passagem por Utah. Um Alonzo Gee que é um jogador interessante mas nunca será uma grande vedeta. Um Varejão que se pode considerar o 2º melhor jogador da equipa e um Luke Walton que está muito enferrujado devido a anos de banco que Phil Jackson lhe proporcionou (mal a meu entender) no banco de LA. Se existem equipas cujo 5 base é óptimo mas o banco é escasso para os objectivos a que as mesmas se propõem, é caso para dizer que em Cleveland não existe um 5 base óptimo, muito menos banco. É uma equipa quase condenada a ser Irving contra 5 e condenada a sofrer muitos cabazes durante a época, principalmente nos jogos fora.

Para finalizar, aqui fica o melhor comercial do ano relacionado com a NBA, onde Irving protagoniza uma engraçada história real para a Pepsi:

Detroit Pistons

Um grande franchise a passar uma enorme travessia do deserto. 3 anos sem playoffs no Palace of Auburn Hills é muita dose para uma equipa habituada a estar no top da liga anos a fio.

A mesma dose que afirmei para Cleveland, tendo os Pistons um bom 5 base.

Greg Monroe. Em conjunto com Roy Hibbert e Anthony Davis, Monroe é um dos postes mais talentosos desta nova geração. Aos 22 anos ainda tem muito para crescer. No ano passado terminou a fase regular com estatísticas muito interessantes: 15.4 pontos por jogo e 9.7 ressaltos. Nos primeiros três jogos mostrou alguma regressão em relação a esses números. Penso que com o desenrolar da época e com uma subida de forma do base Rodney Stuckey poderá efectivamente subir de produção e quem sabe espreitar o All-Star Game em Fevereiro.

A acompanhar Monroe está uma equipa muito jovem. 5 rookies (Kim English, Andre Drummond, Viachlesav Kravtsov, Khris Middleton e Kyle Singler). Dos 5, Singler é um extremo que gosta imenso de atacar o cesto e promete dar que falar no futuro. Já vinha com boas indicações da Universidade de Duke, universidade que tem lançado bons talentos para a Liga nos últimos anos, fruto do bom trabalho de formação que Mike Kryzewsky (seleccionador norte-americano) tem feito. Falamos portanto de uma universidade que nos últimos 15 anos lançou jogadores na alta roda como Shane Battier, Carlos Boozer, Elton Brand, Luol Deng, Gerald Henderson, Grant Hill, Kyrie Irving, Corey Maggette ou JJ Redick. Outro que promete ser um jogador interessante para o futuro é o poste Andre Drummond. Um poste à antiga, exímio a defender e com um grau de atleticismo bastante interessante. Prcisa de tempo para crescer.

Dois outros jovens que poderão crescer mais nesta época nesta equipa são o base Brandon Knight e o extremo Jonas Jerebko. O sueco já prometeu muito no final da temporada passada. É um bom lançador só que terá que melhorar em muito na velocidade em que executa os seus lançamentos. Ainda é um jogador com um jogo de pés muito lento e habituado às temporizações do basquetebol europeu.

Para acompanhar esta nova fornada de Detroit, com a saída de Ben Gordon ficaram 3 jogadores com enorme experiência na Liga: Charlie Villanueva, Rodney Stuckey e Tayshaun Prince. Prince é o único que resta do título de 2004. Stuckey prometeu muito mas teve azar com as lesões.

A época para já começou com 3 derrotas previsíveis contra Phoenix, Lakers e Houston. Esta equipa precisa de crescer e muito dificilmente conseguirá passar das 25 vitórias nos 82 jogos da temporada regular. Os playoffs ainda estão muito longe mas o futuro está a construir-se aos poucos.

Indiana Pacers

Roy Hibbert esteve a um passo de sair de Indiana no passado mês de Julho como free-agent mas no último segundo tomou a decisão de aceitar a proposta de renovação da direcção. E fez muito bem, os Pacers estão mais fortes que nunca.

A equipa do estado de Indiana orientada por Frank Vogel poderá constituir-se como a surpresa da Conferência Este. Estão juntos todos os condimentos para tal desde que a equipa demonstre novamente o espírito de sacríficio e a garra que demonstrou nas temporadas anteriores. Na tentativa de melhorar ainda mais uma equipa que está a atingir o seu estado de maturidade colectiva, a direcção de Indiana decidiu fazer duas contratações cirúrgicas: contratou DJ Augustin a Charlotte (e Charlotte ficou uma equipa ainda mais miserável), o Francês Ian Mahinmi a Dallas (o internacional francês terá muitos mais minutos em Indiana do que os míseros que tinha na equipa do Texas) e Gerald Green aos Nets.

Augustin irá trazer mais qualidade à organização de jogo da equipa. Para além de ser um interessante distribuidor de jogo, é um jogador que também é capaz de fazer médias pontuais de 15. Mahinmi é um jogador com muito pulmão que necessita de jogar para ver se é desta que explode na Liga. Gerald Green poderá ter aqui a oportunidade que desejava para se tornar um jogador de topo.

Da época passada transita a nata desta equipa. Danny Granger (na imagem) é o maestro desta orquestra. Um jogador incrível que é capaz de vencer um jogo praticamente sozinho. No entanto lesionou-se nos primeiros jogos da época e estará 3 meses de fora. Paul George, um “Granger” que necessita de crescer mais um bocadinho. É um jogador temível no contra-ataque mas precisa de evoluir mais na tomada de decisões. Quando está bem é o espectáculo dentro do próprio espectáculo. Tyler Hansbrough é pau para toda a obra na equipa e agora tem a companhia do irmão mais novo Ben Hansbrough. Tyler é um poste baixo, tem muita força mas não tem técnica nenhuma. Se tivesse técnica seria um caso sério. Ben é um shooting guard. George Hill é outro jogador fantástico. Finaliza-se tudo com David West, um jogador que depois de ter brilhado em New Orleans e de ter andado desaparecido devido a sucessivas lesões, recuperou a felicidade do jogo em Indiana.

Postas as cartas na mesa é esperar pelo sucesso desta equipa. Estou convencido de que lutarão pelos 3 primeiros lugares da conferência. Serão também perigosíssimos nos playoffs se estiverem moralizados.

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americanadas

Durante toda esta época na NBA, Blake Griffin jogava com uma aura por cima da cabeça.

Em cada noticiário, em cada newspaper lá aparecia uma imagem em que Griffin saltava de mola por cima de um pobre coitado para mais um remate para o cesto.

“Griffin remata sobre Gasol” e lá aparecia o Gasol agachado com o Griffin a rematar.

“Griffin remata sobre Perkins, Griffin remata sobre Bosh” – e os outros, feitos múmias assistiam a um hype desgraçado que a Liga fez sobre o poste dos Los Angeles Clippers.

Quando tudo parecia invertido com os joguitos interessantes de Jeremy Lin, eis que aparece a nova vedeta da Liga: Anthony Davis, campeão universitário pelo Kentucky, poste que mistura o bom de Garnett e Dwight Howard e que recentemente foi escolhido como #1 do draft de 2012 pelos New Orleans Hornets.

Griffin, convocado para a selecção americana que irá disputar o torneio de basquetebol a londres, lesionou-se e será substituído por Davis. Novo hype da Liga. Griffin perdeu a aura e cedeu-a a Davis. Acabou o seu reinado. A Liga parece ter memória curta e já ninguém se lembra de Blake Griffin. Nem a Nike.

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NBA (últimas 2 semanas)

Muito sumariamente, estes 3 vídeos resumem os highlights da carreira dos Bulls nos últmos 6 jogos.

Em primeiro lugar, a derrota em Oklahoma City frente aos Thunder. Ainda sem Rose, os Bulls estiveram muito mal tanto defensivamente como ofensivamente. Num duelo que se previa intenso (muitos já dizem que será o duelo das finais deste ano) Kevin Durant e Russell Westbrook comeram de cebolada os frágeis Bulls.
No dia seguinte, Goran Dragic e Luis Scola haveriam de inflingir em Houston a 13º derrota aos Bulls, ajudando a imprensa a criticar um “estado terrível de forma” dos Bulls no fim da época regular.

2. Veio Boston pelo meio. Vitória muito sofrida. Knicks @ Madison Square Garden.

Rose volta. Carmelo começa em cheio a partida, atingindo 21 pontos ao intervalo. Depois de uma fase inicial em que os Knicks estiveram (a meio do 1º período) a vencer por 21 de diferença (27-6) os Bulls reequilibraram o marcador até ao intervalo e chegaram a estar a vencer por 10 no 4º período. Até que a 10 segundos do fim do tempo regular, Carmelo Anthony (43 pts) sacou de um triplo e empatou a partida. Do outro lado, o regressado Derrick Rose (28 pts num jogo que não foi propriamente espantoso) falhou o último lançamento.
No prolongamento, deu-se o mesmo. Chicago liderava e Carmelo arrumava com a questão no último segundo com outro triplo.

3. Knicks @ United Center. Sem Rose, os Bulls fizeram um jogo mais alegre e não permitiram veleidades aos Knicks.

Falando um pouco dos Knicks. A equipa já ultrapassou os tempos conturbados do mês de Março. Nos primeiros jogos de Abril, algumas vitórias recolocaram a equipa rumo aos playoffs, mesmo na ausência de Jeremy Lin e Amare Stoudamire. JR Smith tem pegado de estaca na equipa e tem-se denotado que Tyson Chandler está agora a encaixar na perfeição no jogo da equipa.

Os Knicks são 7ºs e passam a batata quente de Milwaukee para os 76ers. A equipa de Scott Skiles tem vindo a jogar muito bem. A sinergia entre Brandon Jennings e Monta Ellis foi imediata. Pena é que estes Bucks possam já não ir a tempo de apanhar o comboio dos playoffs.

4. Heat @ United Center

Muito se poderia perguntar e afirmar antes do início deste jogo. Muito mais se pode afirmar depois do fim deste. E eu escrevo esta parte desta crónica 2 minutos após o termino do mesmo, orgulhoso da luta que os meus Bulls empregaram durante a parte decisiva.

A perguntas como “Será que Rose alinha?” o início da partida respondeu-me favoravelmente. Alinhou depois de ter ficado de fora na vitória contra Nova Iorque. “Será que poderemos ver o melhor Rose da temporada?” – a resposta foi um não, um redondo não: Rose esteve horrível e não só em nada contribuiu para a vitória de Chicago como ainda estorvou os Bulls de talvez obterem uma vitória nos 48 minutos regulares. As grandes estrelas passam por maus momentos e Rose está a passar um desses maus momentos. Numa época em que já fez coisas brilhantes, já ficou 23 jogos de fora em 58 e teme-se que não apareça em forma nos playoffs. Rose já nos habituou a um grau de profissionalismo tremendo. Rose já nos habituou a sacar de momentos mágicos quando não pensamos que alguém em Chicago tenha capacidade para tal. Eu sinceramente acredito que Rose jogará em perfeitas condições nos playoffs.

Dwayne Wade e LeBron James novamente em Chicago. Numa casa onde Jordan foi rei, Jordan ainda reina. Wade bem queria Chicago, cidade onde nasceu. Preferiu a companhia de James do que se libertar como free-agent em 2010. Preferiu mal (do ponto de vista pessoal) mas bem do ponto de vista de um adepto Bulleano: não desprestigiando os dois grandes jogadores que são Wade e James, creio que Chicago não conseguiria duas épocas tão bons com 1 dos 2 jogadores no seu rooster.

Mau arranque dos Bulls. Algum nervosismo. Alguns turnovers. Miami a capitalizar a 10-2 nos primeiros 5 minutos da partida. Defesa agressiva dos Miami, principalmente a Rose, Deng e Boozer. Se o último fez uma partida incrível, o do meio fez uma partida intermitente e o primeiro não mais se voltou a encontrar na partida. Com Miami a capitalizar, a 2:06 do final do 1º período aparecer a maior vantagem dos Heat durante a 1ª parte: 22-13. Não é que Miami estivesse a ter um domínio expresso. Estava simplesmente a mostrar alguma eficácia contra um adversário que só a partir dos 2 minutos finais do 1º período é que acordou. Sentido o pulso ao jogo, Spoelstra ia dando minutos a jogadores pouco habituais no 1º período: Miller e Turiaf. Boozer ia a sendo a alma do negócio, colocando expressamente o resultado no final do primeiro período em agradáveis 19-22.

O 2º período começa com um backcourt escandaloso de Ronny Turiaf que não só não é assinalado como no decorrente da jogada ainda dá uma falta a Miami. Chicago entra a defender com mais garra. Com isto entra Karl Korver e CJ Watson e começa o “the korver watson show” com um triplo que dá empate a 24 e Watson dá vantagem logo a seguir: os shooters foram uma constante. Korver entrou pouco (deveria ter jogado mais face à falta de eficácia de Rose) e sempre que entrou fez um triplo (4 em toda a partida; 14 pontos). Já Watson obrigou nos minutos finais o seu treinador a encostrar Rose no lavar dos cestos das vindimas deste jogo e a assistir à vitória de Watson e dos seus companheiros de banco contra Miami. Os minutos que se seguiram foram de domínio dos homens da casa. A 4 minutos do fim Spoelstra é obrigado a travar a partida quando os Bulls fazem um 12-2 seguido, aumentando a vantagem para 36-27. Spoelstra fazia a melhor decisão de toda a primeira parte. A partir daí, os Bulls foram novamente irreconhecíveis até ao final do período, acumulando turnovers e erros de lançamento. Exceptuando Boozer (acaba com 15 pontos a primeira parte) era o King James quem mandava na bola (em Miami; ao estilo habitual) na partida. Daí até ao intervalo foi ver Miami trilhar uma vantagem de 5 pontos (41-36). A melhor notícia para Chicago ao intervalo seria dizer que Rose ainda não tinha marcado um único ponto em 8 lançamentos de campo. Numa circunstância destas, qualquer adepto de Chicago pensa que se Rose até ali não tinha feito um único ponto (primeira vez na carreira do base em que este chegava ao intervalo com tal proeza) na segunda parte tudo seria diferente e Rose era (à semelhança do que já fez em dezenas de partidas) de marcar uma dúzia de rajada.

Perante um 12-0 a findar a 1ª parte, Chicago volta com mais ambição para os períodos da decisão. Começa com um triplo de Deng. Os triplos foram uma constante no jogo de Chicago, principalmente em momentos de aperto. A equipa conseguiu 10 triplos em 16 tentativas, algo fantástico para a média da NBA. Já Miami também lançou muito (11) mas só concretizou 4, sendo que 3 foram do meio da rua por intermédio de LeBron James.

Com um maior ascendente de Chicago no início do 3º tempo, aos 5 minutos vem o primeiro e único lançamento concretizado por Rose. À 9ª tentativa. Pensava-se que o craque dos Bulls começaria a bombar. Errado. Nos 3 lançamentos seguintes (seguidos) Rose acabaria por tentar um triplo e dois layups mas sem sucesso. Estava na hora de questionar a fraca tomada de decisões do sr. Thibodeau. Com Rose e Hamilton a mais porque não colocar em campo novamente Korver e Watson? Thibodeau ouviu-me no 4º período e aí residiu um dos segredos da vitória.

Do outro lado, era James quem continuava a mandar. Deng estava a ser incapaz de seguir defensivamente a principal vedeta dos Heat, apostada essencialmente em brilhar a partir do catch and shoot. Thibodeau alterou a marcação a James a 5 minutos do fim do 3º período e colocou Hamilton em cima do mesmo. Hamilton surtiu efeitos pois James nunca mais voltaria a aparecer decisivamente na partida. Bosh estava a emergir com o desenrolar do jogo. Pode-se dizer que secou Joakim Noah na luta das tabelas (20 pontos e 8 ressaltos de Bosh contra os míseros 5\4 de Noah). Já Wade estava desaparecido desde os minutos iniciais e voltaria apenas a aparecer nos minutos finais (marcou 10 pontos no 1º período, 10 no último e 1 dos 2 de Miami no prolongamento).

Thibodeau seca James com 2 e a eficácia de Miami baixa consideravelmente até ao fim do período, onde vence por 62-60.

Início do 4º período: Cesto aqui, cesto acolá. Falhanço aqui, falhanço acolá. Foram assim os primeiros 5 minutos. Até que Korver reaparecer e faz dois triplos. Os Bulls já lideram por 76-74 a 4.42 do fim da partida. Os Bulls começam a adiantar-se com eficácia. 81-76 a 2.32 do fim obrigam Bosh a perder a cabeça e a ir aos 7.25 tentar um triplo sem eficácia. No entanto, punha-se o síndrome Carmelo no ar para os 2 minutos finais: com James e Wade em campo poderiam os Bulls descuidar-se como se tinham descuidado por duas vezes em Nova Iorque no passado domingo? A resposta viria nos minutos seguintes. Primeiro foi Wade a pegar na bola por duas vezes e a assumir com eficácia dois lançamentos de risco, um deles na cara do gigante Omer Asik. 81-80 para Chicago com Wade a assumir os últimos 5 lançamentos até então. Depois foi James a sair da marcação de Hamilton, a receber um ressalto de Bosh a lançamento de Wade e a conseguir a vantagem de 83-81 para Chicago com um triplo ao estilo downtown. Estava o caldo entornado.

Com Rose a tremer já dentro dos 2 minutos finais, Thibodeau pede dois timeouts de 30 segundos e tira o base do jogo, substituíndo-o por Watson. Foi o que se viu. James vai para a linha de lance livre e acerta apenas um. 84-81. Thibodeau coloca 4 triplistas (Watson, Korver, Hamilton e Deng; só faltava Lucas e Rose) e Boozer para o quer e viesse ou para uma estratégia de lançamento curto caso os cortes desejados para descobrir um triplista solto não resultasse. Os cortes foram bem efectuados e a 2.2 do fim Hamilton dá o empate a Chicago num triplo longe e descaído para a direita com Wade pendurado nos seus braços. O United Center vai ao rubro e Wade não consegue vencer a partida na reposição de bola.

Prolongamento.84-84.

Sem grande história. Bulls 12-2 Heat. Os Bulls iniciam com um lançamento à esquerda de Rose e com um mega abafo de Asik (preciosíssimo a defender) na cara de Wade. Gibson em contra-ataque afunda, sofre falta, converte o lance livre e põe o jogo a 5. James está a dormir e Wade tenta o tudo por tudo. O em 5 em lançamentos. Chicago controla e vence calmamente o jogo.

Ilações: muitas!

1. Novamente deverá ser repetido ao proprietário dos Heat que 3 não fazem uma equipa. Talvez seja melhor adicionar Dwight Howard, Kobe e mais uns quantos para se vencer um título. Se James, Bosh e Wade fizeram entre si 71 dos 86 pontos e 19 dos 41 ressaltos, os outros 6 utilizados fazem 15 pontos e 22 ressaltos, algo que é muito pouquinho para uma equipa que quer vencer um título.

Do outro lado, mais um banho colectivo. Se no 1º jogo contra Miami em Chicago já tinha sido um enorme banho colectivo com a agravante de ter sido um jogo onde John Lucas deu uma lição de humildade aqueles que acreditavam piamente que os Bulls estavam doidos em apostar nele para substituir Rose e Watson, neste jogo, o banco de Chicago faz 44 dos 96 pontos da equipa assim como 21 dos 45 ressaltos do colectivo.

2. Desilusão chamada Rose. Normal. Esperemos que recupere a forma a tempo das grandes decisões. Está mais lento a atacar o cesto. Nota-se nitidamente. 2 pontos, 1 em 13 ao nível de lançamentos de campo foram a prova de um jogo para esquecer.

3. Watson\Korver – Ainda bem que Thibodeau remendou o erro. Grandes exibições. Aquele triplo de Watson no fim é uma das obras primas da época Bulleana.

4. Boozer\Deng. Boozer está novamente um senhor jogador em Chicago. É um jogador que não me agrada muito mas tem mostrado níveis de eficácia tremendos, muitas vezes em lançamentos de média\longa distância. Já Deng está a crescer e é bom que cresça mais caso aconteça um mau cenário a Rose em tempos de playoff.

5. O primeiro lugar de Chicago está assegurado. Vamos ver quem calha na rifa aos Bulls. Se Orlando, se Nova Iorque, se Milwaukee. Os dois primeiros são mais que candidatos a tal.

Mesmo que existam dúvidas faço aqui a minha previsão:

Chicago tem um record de 45 vitórias e 14 derrotas. Faltam portanto 7 jogos para o fim da temporada regular. Chicago terá que jogar em Detroit, Charlotte, Miami e Indiana e terá que receber Dallas, Washington e Cleveland. Mesmo que Chicago perca 3 jogos num cenário ultra negativo (Miami, Indiana e Dallas) o record final será de 49-17.

Miami tem um record actual de 41 vitórias e 17 derrotas. Faltam 8 jogos para o fim da temporada regular para a equipa de Erik Spoelstra. Recebem em casa Chicago, Toronto, Washington e Houston. Jogam fora nos pavilhões de Nova Iorque, New Jersey, Boston e Washington. Se vencerem todas as partidas e Chicago perder (na pior das hipóteses os 3 jogos que acima enunciei) Miami consegue o primeiro lugar de conferência visto que tem um melhor record em casa do que a equipa do estado do Illinois.

Outros jogos da Liga nestas últimas duas semanas:

1 de Abril

Para aqueles que se mostrem mais interessados, aqui fica o video do jogo completo do dia 1 entre Heat e Boston Celtics.

Primeiro jogo de 2 no espaço de uma semana para as duas equipas.

Depois de um péssimo arranque de temporada, os Celtics estão a acabar em grande a fase regular. A meio da temporada, os homens de Doc Rivers estão suspeitosamente num frágil 8º lugar de conferências. Muitos cenários se começaram a traçar no mundo da NBA quanto ao futuro desta equipa. Eu inclusive, dei o meu bitaite em relação à estratégia que achava adequada para a equipa de Boston. O que é certo é que no mercado de transferências, a saída de Rajon Rondo foi equacionada (pelo seu valor actual de troca; talvez o único jogador de Boston que neste momento poderá ser trocado por 2 ou 3 bons jogadores) para servir de moeda de troca perante uma eventual remodelação da equipa. Ainda bem que a equipa do Massachussets assim não o fez. Rondo está a fazer uma época formidável e o boost final dos Celtics muito se deve a ele e a Paul Pierce, jogador que começou a época lesionado e que tem vindo gradualmente a voltar à sua antiga forma (e que forma!!).

Melhor que esse facto também é o facto do banco de Boston estar a jogar bastante melhor do que tinha vindo a fazer até então. Já se nota mais preponderância em jogadores como Greg Stiensma e Delonte West. O primeiro tem feito exímias partidas do ponto de vista defensivo.

Na Northbank arena, os Heat foram completamente silenciados por um banho de basquetebol dos Celtics. Os Heat marcaram apenas 72 pontos, tendo feito um parcial (o 3º) com apenas 12 pontos. Justificação? A aguerrida defesa dos Celtics que decidiu marcar individualmente LeBron James.
No ataque Rondo e Pierce estiveram sublimes. Quanto ao base, o seu treinador Doc Rivers mostrou-se contente com o trabalho que Rondo fez na partida. Segundo palavras do treinador dos Celtics: “”We told Rondo that we needed him to be a scorer. Not necessarily a playmaker; a scorer. And I thought he set the tone at the beginning of the game by doing that, and I thought that loosened it up for everybody else to get into the game. He was terrific.”
O base fez um fantástico triplo-duplo com 16 pontos, 11 ressaltos e 14 assistências. Já Paul Pierce fez 23 pontos e 7 ressaltos. Ainda em destaque esteve o power forward Brandon Bass. Bass tem andado muito eficiente do ponto de vista ofensivo. Prova disso foram os 16 pontos contra Miami e os 10 ressaltos.

Do lado de Miami, esta partida representou um pouco mais do mesmo: James e Wade contra tudo e contra todos. Bosh teve uma exibição para esquecer (apenas 4 pontos) tendo baqueado entre Bass e Garnett.

Boston ainda ameaça o 3º lugar de Indiana. Em 7 jogos, Boston terá que os vencer todos e esperar que Indiana faça apenas 2 vitórias nos mesmos.

Eis o jogo que fez estalar o verniz em Orlando.
Os Nuggets estão a fazer pela vida na Conferência Oeste. Em Orlando, a turma do Nevada venceu por 104-101 e agudizou a má relação existente e pública entre Dwight Howard e o seu treinador Jeff Van Gundy ao ponto de Van Gundy afirmar publicamente que para o ano não quer Howard na Flórida. Abre-se definitivamente uma janela de troca para o poste.

Denver vive no “fio da navalha” – a equipa tem talento e por muitas vezes já o referi. Não é fácil armar um colectivo com tanto talento e com tanto virtuosismo. No entanto, os resultados ficam escassos em relação ao potencial da equipa. Para a recta final, um record de 34-26 até poderia efectivamente ser um record confortável no Este (garantia o 7º e ainda dava para atacar o 6º e o 5º). No Oeste, a competição é mais equilibrada e joga-se tudo à minúcia, ao jogo. Atrás de Denver, estão Utah (31-28) e Phoenix (30-28) – Utah irá querer suar a camisola para conseguir um objectivo que seria impensável no início da época tomando em conta as capacidades da equipa. Já Phoenix, embalados por Steve Nash, também irão querer dar uma prenda de despedida ao seu veterano base.

Em Orlando, Ty Lawson (25 pontos; 22 na 2ª parte) catapultou os Denver para uma exibição suada. Arron Afflalo, André Miller e Al Harrington ajudaram. O suplente de luxo de Denver saltou do banco para marcar 18 pontos (2 triplos). Este banco de Denver é de facto uma ameaça: dois bons triplistas (Harrington e Miller) Corey Brewer e Wilson Chandler.

O grande medo que as equipas do Oeste deverão ter dos Nuggets reside no facto da equipa de George Karl ser muito imprevisível. Tanto é capaz do 8 como do 80.

Com Howard de fora por lesão, Orlando parece querer inventar no fim de época. Contra Denver apareceu Jameer Nelson. Fazia muito tempo que o base de Orlando não passava dos 20 pontos. Fez 27. Mas de nada lhes valeu.

2 de Abril

Não é fácil fazer o que Memphis foi fazer a Oklahoma. Ainda mais quando os Thunder vinham moralizados de uma vitória sobre Chicago.

Jogo muito equilibrado. Confesso que não sou grande admirador dos MarGrizzlies. Reconheço o valor de Gasol e de Gay. Esta partida provou-me que uma equipa não se faz com apenas 2 jogadores. OJ Mayo brilhou assim como todo o colectivo de Memphis. 7 jogadores ultrapassaram a casa dos 10 pontos e Mareese Speights esteve lá perto com 9 pontos e 13 ressaltos. Durant (21 pts) e Westbrook (19) foram insuficientes para travar a vitória dos Grizzlies, que, entram para a fase final da temporada regular num confortável 5º lugar de conferência que ainda pode ser 4º caso os Clippers desatinem nos próximos jogos.

Excluir adversários. Duas equipas que estão fora dos lugares de playoffs. No entanto, Utah ainda está na luta e Portland saiu fora depois desta partida. Paul Millsap com 33 pontos. É definitivamente a única estrela de Utah. Não é um jogador que aprecie por ser algo gordo e muito deficitário ao nível de argumentos técnicos. No entanto é um poço de força. É o que se precisa para o um poste-baixo.

3 de Abril

De finais de Fevereiro para cá, Cleveland não tem feito mais do que apanhar 30as e mais. Será manobra para descer posições e ir buscar outro bom jogador no draft?

Facto Curioso: Greg Popovich colocou os 13 atletas que compõem o rooster dos Spurs a jogar e todos marcaram pontos. O melhor marcador da equipa até acabou por ser o desconhecido Patty Mills, jogador australiano que os Spurs foram recrutar aos chineses do Xinjian Flying Tigers. Mills (que já actuou em Portland na época passada com médias pontuais de 2.8 em 64 jogos efectuados) fez 20 pontos (8 em 11 em lançamentos de campo) nos 18 minutos que teve no terreno. Novo Jeremy Lin mas desta feita Australiano?

Existem jogos onde a coisa até resulta. James com 41 pontos e Bosh com 17 na ausência de Wade. Ao mesmo tempo, em Orlando, nem os 31 pontos de Glen Davis (high-score career) livravam os Magic de uma derrota sem sentido contra o lar da 3ª idade da NBA, os Detroit Pistons.

4 de Abril

Taco a taco como nos velhos tempos!

Resumo exemplar do site da NBA:

THE FACTS: Paul Pierce missed a long jumper over Tim Duncan as time expired, as the San Antonio Spurs held on for their ninth straight win, 87-86, over the Boston Celtics. The visitors gutted out the victory despite only managing 28 second half points, as the Celtics’ defense clamped down after allowing 59 points before intermission. With San Antonio’s offense slowed, Boston fought back in the second half from a 17-point deficit to take the lead in the closing minutes. The Spurs regained control late however, with strong defense and a couple clutch baskets from Matt Bonner and Gary Neal. Duncan added 10 points and 16 points as the Spurs closed to just a game behind the Thunder for the top seed in the Western Conference. Avery Bradley had a game-high 19 points off the bench for the Celts, who had their five-game winning streak snapped.

QUOTABLE: “I thought I got a great shot, created some space right there at the free throw line. it’s just sometimes they fall and sometimes they don’t.”
— Pierce on his last-second miss.

THE STAT: The Spurs grabbed six of their 12 offensive rebounds in the fourth quarter, leading to seven pivotal second chance points in the frame.

TURNING POINT: With the Celtics leading by two with three minutes remaining in the contest, the Spurs countered with a 6-0 run, keyed by two crucial offensive rebounds from Manu Ginoboli and Duncan, which led to the second chance opportunities.

QUOTABLE II: “It was a great game, great game. We knew coming in here they’re a playoff caliber team and there always a tough challenge and it was a good game for us, a good challenge for us.”
— Duncan.

HOT: Bradley — Despite returning to the bench for the first time in seven games, the second-year guard continues to excel within the offense, scoring in double-digits for the fifth time in his past six games.

NOT: Spurs third quarter offense — San Antonio managed just nine points in the frame, and missed all eight of their 3-point attempts. Overall, they shot just 20 percent from the field.

48 minutos de cheirinho a playoffs na batalha de gigantones!

James e companhia não tremeram no final da partida no Oklahoma. 34 pontos (3 triplos; 10 em 20 em lançamentos de campo, 7 ressaltos e 10 assistências para o extremo. Números absolutamente formidáveis. 19 para Wade, 12 para Bosh.
Do lado de Oklahoma, 30 para Durant, 28 para Westbrook sendo que o base lançou muito mas concretizou pouco. Tirando a postura agressiva de Ibaka, Oklahoma está a incorrer gradualmente no guilty move dos Heat: Westbrook, sem no entanto desvalorizar a grande época que está a fazer, quase que rouba a bola a Durant para assumir tudo. Se Wade assume James nos momentos finais dos Heat, é Durant quem cobre a borrada de Westbrook durante as partidas. Individualmente, creio que Miami e Oklahoma tem de facto melhores jogadores que Chicago, exceptuando Deng e Rose. Colectivamente, Chicago é um assombro perante estas duas equipas.

Steve Nash mostra do que é feito. Fazer pela vida parte II!

Mais um jogo de cheirinho a playoffs. Se tudo correr bem, jogarão na 2ª ronda dos playoffs e irão colocar Los Angeles em pé de guerra.
Por mais jogo que tenha feito Bynum, Kobe, Paul, a única memória que irei levar deste jogo foi Gasol a levar com o remate impiedoso de Blake Griffin, lance que veremos de forma individual e personalizada mais à frente neste post.

Oklahoma gastou o gás que tinha contra Chicago. Mais uma vez Durant tentou limpar as borradas de Westbrook. 44 pontos do base contra os 21 do colega de equipa (7 em 26 lançamentos de campo). Não chegou perante os briosos Pacers que merecem na íntegra o espectacular 3º lugar do Este. A dupla Granger\Hibbert jogou q.b para bater fora a equipa que lidera o Oeste. Está a formar um bom colectivo e à semelhança do osso duro de roer que foi para Chicago na 1ª ronda dos playoffs do ano passado, poderá efectivamente surpreender este ano.

Afinal não é apenas Chicago quem dá banho de jogo colectivo a Miami. Memphis foi surpreender ao American Airlines Arena e venceu por 15, interrompendo uma série de invencibilidade dos Heat no seu reduto que já durava há 17 jogos.

Reparem no lance de contra-ataque no início do video: até LeBron deverá ter ficado corado com tanta astúcia por parte de Rudy Gay e Mike Conley.

Mais um jogo sensacional da dupla Dragic\Scola. 26 pontos e 11 assistências para o internacional sérvio e 25 pontos para o internacional Argentino. Houston está praticamente apurado para os playoffs e com muito mérito. Na casa dos Lakers, conseguiram 10 triplos em 17 tentativas.
Do lado dos Lakers, Bryant tentou levar a carroça as costas mas continua com aquela estranha mania de não passar a bola a ninguém.
Facto da noite: Metta World Peace (Ron Artest) renasceu do mundo dos mortos. Peace (Artest) tem destas coisas: anualmente há uma fase em que se extravasa e vira canguru. Marcou 23 pontos e teve a um palmito de decidir a contenda para o lado da equipa de Mike Brown.

Do banco de LA nem bom vento nem bom casamento. Com Gasol e Bynum a níveis regulares, 13 pontos e 20 ressaltos vindos do banco é pouquíssimo para quem quer lutar pelo título.

7 de Abril

1,2,3 – 3º jogo de sucesso para Memphis em duelos contra as equipas da frente. Se deixam Gay e Gasol embalar, Memphis poderá ser novamente surpresa nos playoffs.

Jared Dudley, extremo de Phoenix escreveu assim no seu twitter no domingo de páscoa: “I don´t care if is Kobe or Gasol or Bynum on the otherside, Suns rocked the game. Go Suns”

Por acaso até foi Gasol (30 pontos e 12 ressaltos) a tentar amenizar os estragos do “tomahawk colectivo” de Phoenix.
O recém contratado Devin Ebanks foi titular em Los Angeles, fazendo a sua estreia a titular na NBA à 2ª temporada. Ebanks teve a dura missão de substituir Kobe. Os adeptos dos Lakers deverão começar-se a mentalizar que os jogos dos Lakers, mal ou bem, passando ou não a bola, começarão a ser assim se Kobe saltar da carruagem e se não houver mestria para a contratação de um substituto.

9 de Abril

No 1º jogo entre Denver e Golden State, os Warriors levaram a melhor. Dois dias passaram e Denver não só esmagou a pobre equipa de Oakland como ainda deu um espectáculo para mais tarde recordar. O poste Kenneth Faried foi a estrela da companhia e realçou ainda mais aquilo que penso do seu potencial: é jogador!
Farried foi o 1º jogador da história da NBA a marcar 27 pts e 17 ressaltos em menos de 25 minutos de jogo – quarta-feira. Entra assim para os livros dos recordes com um que muito dificilmente será batido num futuro próximo.

Quando Kevin Seraphin (rookie dispensado por Chicago para Washington na temporada passada) dá baile aos pobres Van Gundy Boys!

Boston rung it twice! Está dado o aviso para os playoffs.

Segundo a parte inicial da crónica da NBA, foi assim:

“THE FACTS: The Boston Celtics proved what happened just nine days ago was no fluke.

The Celtics, after a slow start, recovered to defeat the Miami Heat 115-107 Tuesday at AmericanAirlines Arena. It was their second straight victory against the Heat.

Paul Pierce led the Celtics with 27 points while Kevin Garnett added 24 points, nine rebounds and two blocks. All five Boston starters scored in double-figures, including guard Rajon Rondo’s 18 points and 15 assists.

The Celtics won on the strength of a strong first quarter. They led by as many as 18 in the second quarter before holding off several Heat runs. Boston had an answer each time the Heat made a small push.

For Miami, it was the second loss at home in three games after falling to the Memphis Grizzlies April 7. Forward LeBron James led the Heat with 36 points, seven rebounds and seven assists, but his supporting cast wasn’t very much help. Chris Bosh and Dwyane Wade combined to shoot 14 of 34 from the field and finished with 33 points.

QUOTABLE: “They jumped on us early. I thought Avery’s (Bradley) two shots early in the game were huge for us because it kind of stemmed their run. Then we made a run, got a lead. They just kept throwing punches at us. We talk about it in a fighting term. We told them today before the game that if you’re in a boxing match, you have to expect to get hit.”
–Celtics coach Doc Rivers

THE STAT: The Celtics shot 60 percent from the field. Not only were they connecting on open shots, they also made several contested ones.

TURNING POINT: The Heat jumped to a fast 9-3 lead before the Celtics went on a 30-13 run to close the first quarter and take the lead for the good.

QUOTABLE II: “We’re not at a period of concern. The team played well. They (Celtics) shot the ball very well. When they shoot like that, it’s going to be tough to beat them.”
— Wade

HOT: Garnett showed glimpses of his younger days, playing dominant on both ends. He shot 11 of 14 from the field and grabbed nine rebounds. He also had two blocks and was disruptive in the paint on the defensive end.

NOT: Bosh continues to struggle against top-tier teams. He was a non-factor through three quarters before finally getting going in the fourth. By then, it was too late. He made just 5 of 13 shots and was outplayed by Boston forward Brandon Bass and center Greg Stiemsma.”

E Boston continuou a sua senda vitória num teste que tem que ser analisado com atenção visto que as duas equipas estão actualmente em rota de colisão para os playoffs. Atlanta teve a astúcia de ir fazer um bom jogo defensivo a Boston. Rajon Rondo estragou os planos de Joe Johnson e companhia com o seu 6º triplo-duplo da época (arrisca-se a ser o jogador da história com mais triplos-duplos obtidos daqui a uns anitos) ou seja com 10 pontos, 10 ressaltos e 20 incríveis assistências!

Para o sucesso de Rondo contribuíram de forma decisiva Garnett (atenção que Garnett está a melhorar de forma) com 22\12 e Bass com 21\10. O jogo interior dos Celtics está um mimo! E Pierce aparece como um joker. Falta apenas reabilitar Ray Allen. Esse de vez em quando aparece por si próprio!

CP3 ou como quem diz Chris Paul tem o dom de aparecer nestes moemntos. Mais um jogo que deve ser escapulizado ao pormenor!

Sem Kobe, em San Antonio, com 26 pontos de Metta World Peace e 30 ressaltos de Bynum, LA venceu por 14 em San Antonio. Será possível?!

Depois dos melhores jogos (na minha opinião) dos últimos 15 dias, passamos às melhores jogadas\momentos mais divertidos do mesmo espaço temporal:

OJ Mayo não é apenas notícia pelas boas prestações que está a ter ao serviço de Memphis. O 3º do draft de 2010 protagonizou esta cena hilariante no jogo contra Dallas, convencido que o “cesto era para ali” ou seja para o seu próprio cesto.

“Está a sacudir, está a rematá, para o meu amor Griffin passá”. Sobre o congolês naturalizado Espanhol Serge Ibaka de Oklahoma. Griffin remata de todos os cantos contra todos os adversários. Já começa a cheirar mal e qualquer dia alguém vai perder a cabeça e indicar a Griffin uma cama no hospital.

Clássico. Pelas nossas conta já é o 7º em cima do pobre catalão nesta temporada. No entanto neste em particular, Gasol não tem razão porque não é falta atacante. Gasol está dentro da área restritiva e não tem posição consolidada, mesmo perante o tapa na cara de Griffin. No entanto, como Griffin é menino bonito da Liga, não saiu uma técnica por ter ido fazer cara feia ao internacional espanhol.

Os fantásticos 43 pontos de Carmelo Anthony contra os Bulls!

Mais um especialista em dunks. Gerald Green foi um achado dos Nets na D-League. A contratos de 10 dias, Green mostrou capacidades para ficar na Liga e tem-se revelado uma das surpresas desta época.

Fotos magníficas destes últimos 15 dias:

O passado, o presente e o futuro dos grandes bases da Liga, Goran Dragic e Steve Nash.

CP3 clutch drive to win!

Notícias que marcaram a última semana:

1. Dwight Howard com uma hérnia discal irá falhar os últimos jogos da época regular e poderá não regressar na 1ª ronda dos playoffs.

2. Corrida ao prémio de MVP. Eis os nomeados.

3. Os New Orleans Hornets, equipa que até esta semana tinha uma participação na gestão da NBA deverá ter novo dono, sendo ele o proprietário dos Saints, equipa de futebol americano da cidade.

4. A liga livra-se do problema de New Orleans mas não se livra do problema de Sacramento. Os Kings poderão vir a desistir da competição caso se mantenha o dilema em relação ao seu futuro.

5. Jordan não desiste dos seus Bobcats e reafirma que não está disponível para vender a equipa.

Para finalizar, os grandes memes da NBA:

Nunca duvidei pelo crescimento da tua barriga. No entanto, continuas com o mau hábito que trouxeste de Denver de quilhar os meus Bulls de vez em quando.

OMG! They are ridding Chris Bosh!

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8 seguidas e uma derrota!!

Vou escrever sobre as últimas 7 dos Bulls para o campeonato.

Para começar, a nota prévia: Os Bulls já lideram o campeonato com um score de 33-9. No entanto tem mais 2 jogos que Oklahoma.

Para ser mais especifico, porque existiram pequenos dados individuais de cada jogo diferentes e até porque o único denominador comum de 5 destes 6 jogos foram as grandiosas exibições que Derrick Rose, vou escrever jogo-a-jogo:

New Orleans Hornets no dia 28. Scottie Pippen, como sempre, na plateia.

Contra um adversário que está a fazer uma má-época (perdeu os seus dois principais activos: Cris Paul e David West; no entanto ganhou outro que andava tapado nos Clippers, caso de Chris Kaman) os Bulls tiveram de soar até ao último minuto para conseguirem a vitória. Quem mais poderia trazer a vitória senão Derrick Rose? 32 pontos e 9 assistências no dia em que Richard Hamilton regressou à competição (seria sol de pouca dura).

Joakim Noah iniciou aqui o melhor ciclo da temporada com 15 pontos e 16 ressaltos. Noah tem conseguido mais de 15 ressaltos quase todas as partidas e está numa forma impressionante. Luol Deng fez 14 pontos e 11 ressaltos.

San Antonio Spurs no Texas no dia seguinte.

Previa-se um autêntico duelo entre dois dos melhores bases do campeonato: Tony Parker do lado dos Texanos, Derrick Rose no lado de Chicago. No 1º período, os dois chocaram num lance e Rose ficou agarrado ao joelho. Temeu-se o pior no banco de Chicago mas o base voltaria 1 minuto depois à partida. E voltaria para abafar por completo a mediocre exibição de Parker. Spurs ainda sem Ginobili (voltaria no domingo frente aos Spurs) e com Duncan em clara evidencia: 18 pontos e 10 ressaltos.

Parker ficou-se pelos 11 pontos, 9 ressaltos e 6 assistências, vendo Rose do outro lado facturar 29 pontos. Noah foi aos 3 ressaltos e o jogo acabou ser recheado em triplos (15; 7 para Chicago, 8 para San Antonio). Apesar de Rose ter guiado Chicago ao triunfo com as suas fantásticas incursões ao cesto (o típico um contra todos) também são de realçar os 37 pontos no banco, particularmente, os 12 importantíssimos pontos de CJ Watson (10 deles no 2º período onde o jogo teve mais tremido para Chicago). Incrivelmente, nessa partida, quando Watson estava a jogar bem, Thibodeau resolveu-o mandar para o banco. Mais uma daqueles decisões incompreensíveis daquele que foi considerado no ano passado o treinador do ano da Liga.

Esta vitória acabou também por ser histórica: os Bulls já não venciam em San Antonio desde 2003, ou seja, desde o ano em que tinha nas suas fileiras Kirk Hinrich.

No dia seguinte, Cleveland Cavaliers.

De facto, foi mais um jogo aborrecido de se ver em que os Bulls dominaram desde o minuto inicial. Muito facilitou o facto dos Cavs estarem a jogar sem os seus dois melhores jogadores: Kyrie Irving e Anderson Varejao. O primeiro teve uma lesão que o impediu de actuar durante 1 semana enquanto o segundo está parado fazem algumas semanas.

112-91 foi o resultado final do jogo. Para a história, 2 parciais em que a equipa de Chicago ultrapassou os 30 pontos. Luol Deng foi o melhor marcador da partida com 24 pontos. Derrick Rose somou 19 e Ronnie Brewer (tem actuado muito bem nos últimos jogos) fez 13 pontos.

No passado domingo, Philadelphia 76ers fora.

Na bagagem, os Bulls levavam como recordação a derrota pesada que tinham sofrido no mês de Janeiro no mesmo local por 18 pontos de diferença.

Com um domínio assente por parte dos Sixers nos primeiros dois períodos, alicerçado por duas boas exibições ao nível de lançamento (Jrue Holiday e Elton Brand) a 2ª parte traria um Rose endiabrado: 35 pontos e 8 assistências, com 12-22 de lançamento de campo e 4 triplos incluídos no pacote. Rose fez de tudo na partida: incursões assustadoras ao cesto, triplos, bons lançamentos a média distância e maravilhosas assistências para os seus companheiros. Dos 96-91, nota-se vendo o boxscore que os Bulls alicerçaram a vantagem através da sua concretização de 3 pontos: 7 contra apenas 1 de Philadelphia.

CJ Watson voltaria a lesionar-se com alguma gravidade a meio da partida.

À semelhança dos 76ers, os Indiana Pacers causaram um bom efeito na equipa de Tom Thibodeau. No entanto, a “vingança” contra os Pacers centrar-se-ía na vingança sobre uma derrota caseira, por sinal, a unica derrota obtida no United Center.

Na antevisão da partida contra a equipa de Larry Bird (é proprietário da equipa da sua cidade natal) Derrick Rose tinha dito à comunicação social que devido à derrota caseira do mês de Janeiro estava ansioso por voltar a jogar contra a equipa de modo a conseguir um “payback”.

Indiana, baseando a sua estratégia defensiva num método de aniquilação do jogo de Rose, conseguiu alguns resultados fazendo uma marcação individual ao base dos Bulls. As coisas estiveram equilibradas durante a primeira parte, ou seja, quando Rose conseguiu apenas 2 dos 13 pontos na partida. Foi de facto um dos piores jogos de Rose esta época, saldado no fim com 13 pontos e 9 assistências. No entanto, o colectivo dos Bulls mostrou-se e a equipa superou a marcação ao base: Luol Deng fez 20 pontos e 6 ressaltos, Ronnie Brewer fez 12 pontos Taj Gibson 10 e perante a ausência de CJ Watson, John Lucas saiu do banco no 2º e no 4º período para fazer 13 pontos.

A remar contra a maré, Paul George foi o melhor shooter de Indiana com 21 pontos. David West fez 11 pontos e 9 ressaltos (o habitual) mas não se mostrou hábil no tiro (4 em 11 lançamentos de campo). Desilusão foi ver o grande player de Indiana Danny Granger em dia mau com apenas 10 pontos.

O saldo final iria redundar numa vitória estrondosa por 92-72.

Em casa de um adversário que ainda luta por uma vaga nos playoffs (Milwaukee) os Bulls tiveram um bom teste para uma eventual ocasião em que possam ter que defrontar os Bucks a doer.

Mais uma grande joga da dupla Derrick Rose\Joakim Noah: o base conseguiu um tremendo score individual de 30 pontos, 8 ressaltos e 11 assistências, estando muito perto do triplo-triplo novamente. O poste obteve 20 pontos e 18 ressaltos.

Do lado de Milwaukee, Brandon Jennings esteve mal. Lançou muito (4 em 11) mas só obteve 10 pontos. Quem se destacou foi precisamente Drew Gooden (jogou por Chicago entre 2007 e 2009) com 27 pontos e o turco Ilyasova com 32 pontos e 10 ressaltos. O poste baixo está a melhor a cada ano de liga que passa.

Depois deste enorme périplo, no único jogo que eu não vi, Orlando bateu Chicago por 99-94. Graças a um parcial 38-21 no 1º período, Orlando conseguiu gerir o resultado, mesmo apesar do facto de Chicago ter posto a diferença dos Magic a 5 pontos ao intervalo.

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Pré-All Star Game

Escrevendo acerca dos últimos desempenhos dos meus Bulls.

29ª vitória em 37 jogos.

Para falar desta última semana dos Bulls, opto por “começar a casa pelo telhado” ou seja, por escrever acerca do jogo de ontem que marcou a 7ª vitória caseira consecutiva da equipa de Chicago.

Apesar do desfasamento pontual (19 pontos) Milwaukee provou (principalmente na primeira parte) ser um osso duro de roer. Prova inegável é o facto da equipa, apesar do 10º lugar na conferência ainda estar inserida na luta pelos playoffs.

Milwaukee, sempre comandados pelo base Brandon Jennings (pela época que está a fazer poderia ter lugar no All-Star Game; 20 pontos, 5 assistências e 4 pontos ontem; 18.4 de média pontual e 5,2 de assistências) causaram imensas dificuldades ao ataque de Chicago nos primeiros dois períodos de jogo (pelo que se pode ver nos highlights acima postados) e conseguiram ter um ímpeto inicial interessante na primeira parte do jogo de ontem (23 pontos no 1º período; 30 no 2º).

Do lado dos Bulls, o 5 base despachou a equipa de Milwaukee: Rose, Boozer, Noah, Deng e Brewer somaram 82 pontos. Destaque para Joakim Noah, em crescendo de forma, pelos números bizarros (nada usuais mas fantásticos) que assim o revelam: 13 pontos, 13 ressaltos e 10 assistências para o poste. Nota-se que Noah tem estado num pleno de forma. Está mais confiante, mais efectivo, mais rápido a encarar o cesto, imparável nos ressaltos (9.90 de média) e a distribuir algum jogo para os colegas (principalmente Boozer e Deng).

Carlos Boozer voltou a fazer 20 pontos. Está muito forte no seu lançamento característico em arco e faz bastantes incursões com sucesso no ataque ao cesto por afundanço. Derrick Rose somou 16 pontos, esteve bem, mas ainda está a recuperar da lesão que o afastou durante duas semanas da competição.

Este jogo vem na sequência de uma semana que começou com a vitória contra Boston, com uma derrota copiosa frente aos Nets em New Jersey, numa grande exibição de Deron Williams. No jogo contra os Celtics, destaque para a grande exibição de Luol Deng com 5 triplos. Na terça-feira, esta onda por uma vitória caseira contra Atlanta (jogo de parada e resposta até final; 90-79 com o regresso de Rose ao activo com 23 pontos e com os 16 pontos e 16 ressaltos de Noah). No entanto, os Bulls caíram para 2ºs da conferência, em troca directa com Miami.

Passando à análise em véspera de All-Star Game:

Chicago Bulls: Primeira metade da época como se esperava. Domínio relativo dos acontecimentos. Rose começou um pouco retraído mas cedo se mostrou capaz de elevar as fasquias da época transacta. Lesionou-se pelo meio mas creio que o melhor ainda está para vir. Melhorou e muito no lançamento (principalmente de 3 pontos) está mais incisivo e mais concentrado em alturas de grande pressão.

Luol Deng está a fazer a sua melhor época desde que chegou à Liga. Assumiu determinante e confiantemente o rumo da equipa na falta de Rose. Está com uma média impressionante: 15.9 pontos\6.90 ressaltos e 3.3 assistências. Tem jogos onde ganha mais de 10 ressaltos e marca 20 pontos. Merece a chamada ao All-Star Game.

Joakim Noah começou mal mas cedo se tem endireitado e tem mostrado o seu melhor jogo. Está a passar por uma fase confiante. Carlos Boozer está melhor que na época passada: mais confiante no seu tiro de média distância, mais incisivo nas penetrações para o cesto, dominador na luta das tabelas e na defesa aos postes adversários. Continua algo taralhouco quando as coisas não correm bem à equipa. Richard Hamilton: É o reforço que Thibodeau precisa para os playoffs. Pouco ou nada mostrou pois tem estado sempre lesionado. Omer Asik: Está a render mais, mas creio que será impossível espremer mais do que 5 ou 6 pontitos jogo e meia dúzia de ressaltos. É grande mas não tem grande habilidade. Karl Korver: ao seu estilo. Entra, apanha e lança. John Lucas e Mike James: belíssimas surpresas situação precária na equipa (contratados por 10 dias maior parte das vezes para fazer face a lesões; entram e fazem as suas assistências e triplos da ordem). CJ Watson: irremediavelmente o 6º jogador que a equipa necessita. Chatas lesões impedem-no de dar um contributo mais regular.

Nota final para o estilo defensivo consolidado na equipa por Tom Thibodeau. É essencial ter uma defesa impressionante quando por vezes o ataque bloqueia.

Miami Heat: LeBron, Wade e Bosh ao seu nível. Mais maturidade (principalmente na gestão dos resultados) e mais eficácia. A equipa continua a funcionar muito de acordo daquilo que foi no ano passado: bola para o trio, bola para a frente. Poucas soluções de banco e uma equipa (inclusive treinador; Spoelstra é muito fraco) rendida ao macho-alfa oportunista e egoísta de James. Miami vs Chicago deverá ser a final da conferência este. Tenho quase como garantido. Mike Bibby saiu e Shane Batier não acrescentou praticamente nada. Norris Cole iniciou a época como rookie promissor mas lentamente foi decaíndo de forma. Mike Miller aparece de vez em quando. Jones não joga. Chalmers não é um base de topo nem nunca o será.

Orlando Magic: Howard ficou e não se arrependeu. A equipa não tem estaleca para ombrear com Bulls e Heat. Mas num golpe de teatro até pode lucrar.

O cenário de Howard (cada vez mais animal, cada vez mais completo) com Jameer Nelson, Hedo Turkoglu e Jason Richardson parece estar cada vez mais gasto. Nelson é o exemplo disso: já não é aquele base que tem média pontual superior a 15 com 7 de média em assistências. Está a ficar velho, lento e gasto nas combinações. Turkoglu tem apagado. Richardson igual. Dá para os gastos do Este. Os Magic bem podem agradecer aos excelentes contributos de outros jogadores: Redick é um suplente de luxo e assume metade das despesas do antigo Jameer Nelson. Chris Duhon é experiente. Von Wafer e Ryan Anderson tem dias em que entram em campo e acertam uns triplos.

Philadelphia 76ers: Mais um ano de agradável surpresa. 4º lugar para já com um score de 20-14. Elton Brand tem decaído de forma. Não passa dos 12 pontos\6\7 ressaltos. André Iguodala continua a ser o líder da equipa. É bem rodeado por Jodie Meeks (agradável surpresa) e por Thaddeus Young. Tirando Iguodala, esta equipa do Conneticut vale essencialmente pelo seu colectivo aguerrido e pela dificuldade que todas as equipas têm em jogar em sua casa. Prometem ser osso duro de roer nos playoffs.

Indiana Pacers: Outra surpresa. De eventuais candidatos a playoff, tem a sua posição na tabela bem consolidada com um record de 21-12. David West entrosou bem na equipa (principalmente com Roy Hibbert) tendo os dois resolvido muito dos problemas que a equipa tinha no jogo interior e que McRoberts (agora nos Lakers) não conseguia resolver com o poste alto agora all-star. Danny Granger continua a ser aquele agitador que qualquer treinador gostaria de ter. É incursões ao cesto, é um contra todos a resultar na perfeição, lançamentos longos e triplos.

Suplentes de luxo são Paul George e George Hill. Entram para ajudar a equipa a encontrar novas soluções e as suas médias reflectem a sua importância na equipa.

Atlanta: Pouco mais, pouco menos em relação à época anterior. Vive tudo um pouco na sombra de Josh Smith e Joe Johnson. São os dois que movem juntos a equipa.

O resto é uma combinação de algumas carcaças velhas da Liga (Dampier, Hinrich, Stackhouse, Tracy McGrady, Jannero Pargo, Zaza Pachulia e Vladimir Radmanovic) com alguns jogadores interessantes como Jeff Teague (falam-me muito de Jeff Teague mas não considero que seja um jogador de topo ou que se venha eventualmente a tornar um) ou Marvin Williams. Também tem a sua dose de agressividade quando jogam em casa.

A equipa tem-se ressentido e muito com a ausência prolongada por lesão do poste Al-Hortford.

Nova Iorque:

Linsanity no mundo de Melo e Melodrama.

L(Insanity) é uma alcunha bastante caricata.

Danados deverão estar os proprietários de Houston e Golden State. Achavam que este descendente de cidadãos de Taiwan estava bem era para as contas e para as teorias económicas (Lin é formado em Economia por Harvard) e descartaram-no sucessivas vezes para a Development League.

Danados estavam os adeptos dos Knicks, desesperados pela falta de rendimento de Melo Guloso (como carinhosamente Hugo Coelho Gomes lhe chama) e da sua trupe, onde se incluí agora Tyson Chandler. Mike D´Antoni começou inclusive a ver o lugar em perigo aquando da permanência da equipa fora de lugares de playoff.

O mesmo D´Antoni começou também por relegar Lin para o banco de suplentes. Mesmo em alturas em que o extremo Schumpert fazia de base e do melhor que havia de bases na equipa perante as lesões de Baron Davis e Mike Bibby. E Lin nunca mais parou desde então…

Tem sido assim a carreira de Nova Iorque na Liga. Ups and downs, melhorados com as mais recentes vitórias da dinastia Lin. O jogo está muito unificado para Carmelo Anthony. Carmelo Anthony nem sempre responde favoravelmente aos estímulos de pressão, atirando muito e falhando muito. Stoudamire teve um péssimo arranque e chegou-se mesmo a pensar numa eventual troca com Dwight Howard. Chandler resolveu alguns problemas defensivos da equipa mas não passa de um bom defensor. Bibby e Davis não entram para já nas contas se bem que ambos já regressaram à competição. O resto da equipa (exceptuando Schumpert) é uma equipa amorfa e sem grandes soluções de banco, com muita instabilidade, muita pressão, muito mediantismo e pouco sumo dentro de campo. A irregularidade tem sido o tónico base desta equipa e espero que os Knicks não entrem numa espiral de derrotas daqui em diante pois a presença nos playoffs será (pela sua qualidade) mister…

Boston Celtics: Que dificuldades que sofrimento. Rondo está a fazer a melhor época desde que chegou à NBA mas tem sido muito mal acompanhado. Paul Pierce regressou de lesão e voltou aos seus 25\30 pontos. Como já referi noutros posts, Garnett e Allen acabaram para as altas lides do basket. Experiência? Muita. Vontade de vencer? Alguma. Físico? Péssimo.

Os números de Garnett e Allen são exemplo disso: o poste baixo tem 14.4 pontos e 7.7 ressaltos. O shooter 14.5. Não são números maus mas estão abaixo da casa das duas dezenas. E a equipa ressente-se: é 8ª e começa a tremer com a eventualidade de ver os playoffs por um canudo.

Continua a ser uma das incognitas da Liga para o futuro: que futuro para os Celtics?

Cleveland Cavaliers: Kyrie Irving está a compensar o estatuto de primeiro do draft deste ano. É jogador. Precisa de amadurecer e precisa que a sua managment de equipa lhe traga mais surpresas no sapatinho nos próximos anos. Pela via de trocas será praticamente impossível visto que Cleveland tem poucas moedas de troca (e diga-se, de pouca qualidade também!)

Anderson Varejao é outro cujo rendimento subiu ligeiramente este ano. Mas duvido que chegue para ir aos playoffs. Uma ída aos playoffs seria benéfica para Irving sentir a pressão logo no seu ano de estreia e amadurecer mais tendo em conta as épocas seguintes.

Milwaukee Bucks: A equipa prometeu muito. Brandon Jennings é um patrão. Mas está acompanhado por um colectivo que, pessoalmente, não queria nem um nos Bulls. Ilyasova é o único que se safa de um colectivo que tem do pior que existe de veteranos na Liga, casos de Carlos Delfino, Andrew Bogut (mais uma vez lesionado gravemente) Mike Dunleavy, Drew Gooden (houve uma fase há 2 semanas atrás em que Gooden até andava a fazer 20 e picos pontos por jogo) Bino Udrih e Stephen Jackson (sombra do que foi em Golden State).

Detroit Pistons: O palácio (pavilhão: Palace of Auburn Hills) fantasma. Safa-se Greg Munroe. Ben Gordon não evoluiu nada desde Chicago: continua o mesmo trapalhão que estraga jogos com as suas loucuras e que aparece de vez em quando. Rod Stuckey está constantemente lesionado. Falsa promessa? Tayshawn Prince é uma pena. Está a fazer uma boa época. Renderia bem numa equipa que conheço mais ao lado. O resto das cenas é hilante. Milwaukee versão Lago Michigan: Ben Wallace, James Maxiell, Damien Wilkins, Charlie Villanueva. Um horror!

Toronto: A época até prometia para os Raptors. Com Calderón a executar bons jogos no início de época, aliado a veteranos experimentadíssimos nas altas lídes (Leandrinho Barbosa, Jamal Magloire, Linas Kleiza) e a jogadores como Bargnani e DeMar Rozan a coisa até se podia dar. Bargnani até tem sido o melhor de todos com os seus quase 24 pontos de média. Meia época passou e Toronto está a fazer uma triste figura. 10-23 de score. Não creio que o franchising dure muito mais tempo, a não ser que um ultra-rookie apareça caído do céu.

Um verdadeiro desperdicio num mar de falta de qualidade.

Assim se pode caracterizar Deron Williams nos New Jersey Nets.

É certo que os Nets sofrem ligeiramente com a ausência de Brook Lopez.

No entanto nem tudo é mau. Dois jogadores interessantes para o futuro: Kris Humphries e DeMarshon Brooks. Outro que se pode tornar muito interessante caso ultrapasse a irregularidade das suas actuações: Anthony Morrow. O resto é miséria absoluta.

Aliando a visão de jogo de Williams, à intensidade de Brook Lopez, à garra de Kris Humphries na luta das tabelas, à explosividade dos cortes para o cesto de Brooks e a uma regularidade no tiro de Morrow, falta apenas um bom shooter para que esta equipa possa sonhar com algo que não jogar para não perder por 20, se bem, que já venceu este ano os Bulls.

Washington Wizards: Podiam-se chamar os amigos de John Wall. Tenho pena que este base ainda lá ande quando fazia tanta falta nos meus Bulls. 7 vitórias em 33 jogos num registo miserável.

Jordan Crawford parece-me jogador de futuro. É regular dentro da apatia que a equipa vive. Assim também me parece JaVale McGee Rashard Lewis e os seus 7.8 pontos de média é algo que doi de ver em relação aquilo que já foi noutros anos em Orlando e em Seattle. Mas tudo isto me parece tão curto.

Charlotte Bobcats: Apenas 4 vitórias. Jordan, pensas em extinguir a equipa ou precisas de ajuda? Acho que o meu grupo da ESPN fantasy league pode fazer algo por ti!

Ainda sou do tempo em que DJ Augustin e Gerald Henderson ganhavam para a equipa da Carolina do Norte. Os dois subitamente acamaram-se e as vitórias na equipa acabaram-se. Ainda sou do tempo em que outro Gerald (Wallace) fazia estragos a quem visitasse Charlotte. Os tempos mudaram. Restam vergonhas como Boris Diaw, DeSagana Diop, Corey Magette, Tyrus Thomas e Kemba Walker, jogadores que já não tem lugar no Galitos, quanto mais na NBA.

Conferência Oeste:

O presente e futuro do jogo?

Penso que sim caso ninguém decida cometer uma loucura.

Uma mix excitante de tudo o que existe de melhor na liga num só colectivo que dá orgulho ver jogar nos tempos que correm.

Um base perfurador, aguerrido na luta ao cesto como Russel Westbrook. Furão, brigão, eficaz, que lê bem o jogo e serve na perfeição os colegas.

Um lançador nato. Um vencedor nato que nunca vira a cara à luta como o é Kevin Durant.

Um lutador como Ibaka, tanto na defesa como no ataque.

Um 6º jogador de luxo como James Harden. Entra, faz os seus números na casa das dezenas e contribui para o equilíbrio da equipa e para as soluções de banco.

Um brigão como Kendrick Perkins, sempre ávido na luta das tabelas e sempre pronto para usar aquele corpanzil e aquele jeito mausão que sempre lhe conhecemos.

Estes 5 compensam e bem a falta de um banco. Se bem que a falta de banco poderá reflectir-se nos playoffs. Estaremos cá para ver. Para já, 26-7 de score, recorde da liga em conjunto com Miami.

San Antonio Spurs: Mais um ano de ouro de Tony Parker em época de poupanças. É Parker quem tem levado os Spurs ao topo perante a lesão de Ginobili e os sucessivos programas de gestão de esforço de Tim Duncan. A receita continua a mesma para os lados de San Antonio: apostar na veterania.

Tiago Splitter tem-se revelado este ano um jogador influente na equipa de Greg Popovich. Richard Jefferson decaiu de vez.

LA Clippers: Chris Paul + Blake Griffin e a coisa dá-se. Ainda não tem estaleca para o título a meu ver, mas cedo a terão. Caron Butler e Mo Williams ainda não vieram beneficiar o jogo dos Clippers.

No entanto, tenho concordamos com alguns ditames que me tem comunicado acerca do excessivo hype mediático de Blake Griffin. É um grande jogador, é atlético, é grande que se farta, é rápido, afunda com estilo e tudo mais… mas por favor…

Dallas Mavericks: Início desastroso para os campeões em título que tem sido suavemente amenizado com algumas vitórias. 4º lugar de conferência. Dirk em decadência? Os números de Nowitzsky não deixam de ser óptimos: 19.7 de pontos, 6.8 de ressaltos. Algo longe dos habituais 25\26 de média e algo longe das exibições seguidas a roçar os 40 pontos por jogo.

A equipa perdeu muito com as saídas de Tyson Chandler e Juan José Barea. E não é que os sacanas não estão a fazer nada de excepcional em Nova Iorque e Minnesota?!

As entradas de Vince Carter e Lamar Odom ainda não fizeram muito efeito. O primeiro está a fazer uma época muita boa como há muito não via, mas ainda pautada por uma certa irregularidade nas suas actuações. Está mais triplista no entanto. O segundo ainda não foi avistado no Texas. Anda constantemente lesionado e anda constantemente dessintonizado com a restante equipa. Delonte West foi outra aquisição furada.

O próprio Jason Kidd também entrou em decadência e já nem assistências faz. Para contrabalançar tantas “ausências” vale a Dallas a regularidade de Jason Terry e de Shaun Marion.

LA Lakers:

Basta que Kobe marque acima dos 25 pontos para os Lakers voltarem a ser contenders ao título. Essa é a verdade de Los Angeles nos últimos anos, com ou sem Gasol, com ou sem Bynum, orientados por Phil Jackson ou por Mike Brown.

O início da época dos Lakers poderia ser argumento para um filme de terror. Muita especulação, muito desejo (em Howard; em Chris Paul) muitas injustiças (a Liga apoderou-se da gestão dos New Orleans Hornets e decidiu vetar uma troca que punha Paul nos Lakers e Gasol nos Hornets para colocar o base no rival da cidade de Los Angeles) muita apatia de Gasol (que em Boston se transformou fogo de raiva) e muita falta de um Kobe de outros anos que voltou a aparecer sem se dar por ele.

Bastou Kobe dar o clique e Bynum apareceu e Gasol apareceu. O resto que por ali anda é muito pouco: McRoberts é tosco. Ponto final. Derek Fischer mais tosco é. Steve Blake é miserável para uma equipa com aspirações ao título. Luke Walton nunca mais apareceu. Metta World Peace desde que mudou de nome deixou de ser o Ron Artest do fight que tanto apreciavamos. E Lamar Odom anda na sua travessia em Dallas depois de anos a fio a ser o fio de prumo desta equipa.

Os Lakers terão que rapidamente pensar num target. Creio que Howard como free-agent no próximo ano ainda é um objectivo e Howard está mortinho para que isso aconteça. Mas despachar Bynum para ter Howard será alternativa. Ou despachar o animal que é Gasol num dia de excelência. Creio que o espanhol não durará para sempre. Talvez seja boa ideia trocá-lo. Interessados não faltarão.

Houston Rockets: A agradável surpresa do Oeste. Meia dúzia de renegados conseguem bater o pé na frente.

Sem exceptuar Luis Scola, Kyle Lowry e Kevin Martin, o primeiro olhar que qualquer amante da NBA dá nos Rockets é uma previsão cínica para um 12º lugar na conferência com um score nunca superior a um 20-44.

Lowry é a vedeta da equipa. Scola é a alma. O resto foi construído com bons resultados, casos de Martin, Dragic, Chase Buddinger. Pelos dois jogos que vi desta equipa, apresentam-se como lutadores até ao fim. Assim poderão surprender e para já estão a fazê-lo.

Memphis Grizzlies: Escasso? Sim.

Plantel muito escasso. Rudy Gay e Marc Gasol levam a equipa às costas. De vez em quando aparece Mareese Speights, OJ Mayo ou o veterano Tony Allen. Essencialmente esta equipa do Tennessee depende dos dois primeiros. Se um falhar, o resto falha. 7º lugar de conferência, mas não terão capacidades para o melhor, antes pelo contrário, só o deverão piorar.

Portland TrailBlazers: Não consigo percebe como tanto artista junto não dá um bom espectáculo.

Portland trouxe ao Oregon bastantes expectativas nos primeiros 10 jogos da época. A imprensa local até falava de uma equipa capaz de ombrear com as mais fortes do Oeste pela conquista do ceptro. 20 jornadas depois tudo mudou.

LaMarcus Aldrigde continua a ser o maestro de uma equipa que tem um potencial completo que não está a ser devidamente aproveitado. Aldridge chega à NBA e entra logo numa história interessante: escolhido por Chicago no draft, não chegou a jogar pelos Bulls pois foi imediatamente trocado pelo flop Tyrus Thomas. Ideias à John Paxson com a colaboração de um dito treinador de nome Scott Skiles que na altura achava Tyrus Thomas um portento atlético (não o nego) quando pela porta do cavalo passou um jogador que encaixava na perfeição no rooster dos Bulls.

Aldridge vai novamente ao All-Star Game. Para o corooar, uma época de sonho. Mais uma. Atlético, forte no um para um, forte a finalizar à beira do cesto, bom lançador, ressaltador, assistente. Basta vermos os seus números e a sua eficiência: 22.3 pontos (9º melhor da Liga) 8.3 ressaltos (27º na lista) e 2.7 assistências.

O que é que se passa então com o resto da equipa dos Blazers?

A junção que até poderia dar bons resultados: Marcus Camby (ninguém lhe tira os seus 12 ressaltos por jogo e 3 abafos; já chegou a fazer 22 esta época) se bem que a atacar é zero ou perto disso; Jamal Crawford (14 pontos de média não é mau) Raymond Felton (ainda pior que em Denver) Wesley Matthews (prometeu muito no início da época mas rapidamente se tem esfumado) Greg Odon (novamente lesionado) Kurt Thomas (longe da influência que teve em Chicago na época passada) Gerald Wallace (o 2º melhor da equipa; longe da inflência que teve em Charlotte).

Nestes jogadores temos de tudo. Um poste mau a atacar e exímio a defender e a ganhar ressaltos, uma antiga vedeta da Liga que não chegou a ser vedeta mas tem dias em que entra tudo aquilo que lança, um mandrião que poderia ser vedeta e não é por culpa própria, uma falsa promessa, um antigo 1 do draft que esteve mais dias lesionado do que aquilo que jogou, um veterano que sempre que saltava do banco influenciava o desenrolar de jogos e outro veterano que apesar de ainda ser influente pode render muito mais pois é dos melhores extremos da competição.

Denver Nuggets: Muito se falava de Denver no início da época. Até entre o pessoal da Fantasy League. Vi alguns jogos e comecei a perceber que não é má equipa mas não tem capacidades para ir aos playoffs.

Alguns jogadores muito interessantes como Ty Lawson, Arron Afflalo (tem dias) Al Harrington (muito muito interessante) Rudy Fernandez (em clara baixa de forma, até porque começou a época lesionado) e os veteranos André Miller e Nênê Hilário. Falta-lhe banco.

Minnesota Timberwolves: Ainda não me convenceram. Rubio e Love sim. No compto geral não.

Rubio é de facto um base de sonho. Aparece na NBA com um grande defeito: não encarar o cesto, até porque não é forte no lançamento. Se bem, que os treinadores lá dos Timberwolves estão claramente a melhorar o jogo do espanhol para se tornar também um bom lançador, bem à semelhança de Jason Kidd e Steve Nash. Rubio tem um pouco dos dois. Tem o timbre e o drible de Kidd e o passe de Nash. Anda ali no ataque com a bola aos saltinhos, acima e abaixo, passa todo o garrafão e espeta um passe picado que é sublime para um dos seus colegas. Qualquer coisa do outro mundo para quem aprecia bons bases.

Kevin Love é uma besta. No bom sentido. E tem a particularidade de vir munido com a capacidade de marcar triplos. Caso Minnesota não acerte, Love rumará a outras paragens que lhe dêem os playoffs.

Do que tenho visto dos Wolves:

– Michael Beasley regressou da lesão com vontade de triunfar mas rapidamente caiu em desgraça. Beasley chegou inclusive a fazer um jogo de 30 pontos e outro de 17 ressaltos.

– Juan José Barea, muito fustigado por pequenas lesões ainda não tem entrosado na equipa.

– Nikola Pekovic é uma agradável surpresa. O sérvio beneficiou em muito do jogo de Rubio e tem feito números estonteantes.

Com um bocadinho de sorte, talvez ainda consigam uma vaga no playoff. 5 base tem para isso e para muito mais.

Utah Jazz: Escrevia eu, aquando das primeiras jornadas que os Jazz, apesar de não terem uma individualidade que se destacasse dos restantes (o que é raro na NBA da actualidade) tinham um colectivo muito forte que poderia ser a arma que a equipa necessitasse para conseguir um feito que digamos, a acontecer, seria no mínimo “histórico”.

A temporada veio a meio e os Jazz vieram por água abaixo. Não tenderá a melhorar.

Golden State Warriors: Resume-se a alguma agressividade em casa e Monta Ellis. O resto do plantel abunda em fraquezas e veterania excessiva.

Ainda tem que ser o pobre do triste a levar a equipa às costas.

Não há nada em Phoenix senão Nash. Nash, Nash e Nash. Se Phoenix tivesse mais 2 à sua semelhança, conseguiria ir aos playoffs. Não há Carter. Ainda existiu alguma fé na recuperação para o basket de Michael Redd, mas nada…

O resto é tudo de qualidade muito duvidosa.

Sacramento Kings: A equipa das abadas. Ainda só vi um jogo deles esta época, precisamente contra Chicago. Sei que ultrapassam sempre os 100 pontos e por vezes levam 120. É normal. Tem malta de futuro. DeMarcus Cousins, Isaiah Thomas (o filho do mítico Isaiah Thomas) Tyreke Evans, Tyreke Evans, JJ Hickson – vejam-nos nos playoffs na próxima temporada. Seguramente.

New Orleans Hornets: A pobreza disfarçada.

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americanices

Ainda há dois dias não tinham um tostão furado e andavam a regatear lucros com os jogadores para arrancar (de forma tardia) a competição.

Hoje, bastam alguns cliques para perceber que afinal já tem dinheiro para umas compritas de última hora para o Natal:

1. A caça aos free-agents, entre os quais se posicionam alguns bons jogadores da Liga como  Ray Allen, Carlos Arroyo, Leandro Barbosa, Matt Barnes, Juan José Barea, Mike Bibby, Shannon Brown, Jamal Crawford, Samuel D´Alembert, Eric Dampier, Marquis Daniels, Glen Davis, Boris Diaw, Grant Hill, Eddie House, Josh Howard, Zydrunas Ilgaukas, Andrei Kirilenko, Shaquille O´Neal, Nênê Hilário, Sasha Pavlovic, Mickael Pietrus, Jason Richardson, Ronny Turiaf e Sasha Vujacic (todos eles totalmente livres se bem que alguns já fizeram compromisso às actuais equipas mas ainda não assinaram extensão de contrato).

2. Chris Paul pode estar a caminho dos Knicks. 

Ou dos Celtics.

3. Dwight Howard a caminho dos Nets mas Orlando ainda tenta assinar uma extensão de contrato.

4. Rudy Gay poderá ser trocado em Memphis, Josh Smith em Atlanta, Tracy McGrady em Detroit, Caron Butler pode trocar Dallas pelos Bulls, Andrew Bynum pode ser trocado em Los Angeles, 4 equipas estão de olho em Michael Redd, Tyson Chandler pode deixar Dallas,

Para quem há uma semana, entendia que os actuais moldes financeiros da competição eram insustentáveis e, podia existir a eventualidade de não se competir esta temporada, quer-me parecer que dinheiro é uma coisa que abunda entre as 29 equipas. Caso contrário, limitavam-se a competir com os jogadores que neste momento tem nos seus planteis. Mas…

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Chicago Bulls 116-89 Indiana Pacers

Ao 5º jogo, os Bulls terminaram o trabalho!

Depois de um 4º jogo muito pouco conseguido em Indiana, a série voltou para Chicago.

Se os Pacers tinham tornado a série muito difícil para os Bulls graças a uma estratégia defensiva exímia, e se Chicago por sua vez complicou em muito as coisas acabando por vencer 3 jogos no último período sem jogar grande coisa, neste 5º jogo a turma de Chicago fez um jogo perfeito! Os Pacers, acabaram por provar do seu veneno, graças a uma defesa de Chicago muito aguerrida e a um jogo de ataque onde a eficácia dos Bulls (principalmente da linha de 3 pontos) se fez sentir.

Até ao intervalo, o jogo foi mais ou menos equilibrado. Os Bulls (com alguns jogadores a atingir a 3ª falta muito cedo) andaram sempre na frente com uma vantagem de 10 pontos. No 3º período, algumas desatenções permitiram Indiana chegar a uma desvantagem mínima de 4 pontos até que Derrick Rose (com 4 faltas na altura à semelhança daquilo que acontecia com Carlos Boozer e Joakim Noah) fez saltar o seu brilhantismo concretizando 3 triplos seguidos quando nas 5 anteriores tentativas não tinha concretizado algum.

Joakim Noah exibiu-se a grande nível (tinha o avô Zacharias e a irmã Helena nas bancadas) mostrando novamente que é a alma desta equipa. No 3º período uma pequena provocação a Josh McRoberts de Indiana valeria uma expulsão directa (ejection) ao poste baixo dos Pacers por agressão clara ao jogador de Chicago. Experiente na arte da provocação, Noah acabaria por dar o veneno à agressividade dos Pacers nesta série. Acabaria a partida com 14 pontos e 8 ressaltos.

Em 29 minutos de utilização, Derrick Rose fez o que lhe competia marcando 25 pontos. No final do 3º período saltou para o banco para descansar e dar alguns minutos de utilização à alternativa para o seu lugar, ou seja, CJ Watson.

Luol Deng marcou 24 pontos e do banco de Chicago saltaram à vista as exibições de Taj Gibson e Karl Korver. O extremo voltou a ser decisivo com 13 pontos.Pela negativa, Carlos Boozer nunca se conseguiu encaixar na partida, atingindo a 4ª falta ainda no 3º período – perante este facto, Tom Thibodeau fez com que o poste baixo nunca mais voltasse à partida.

No total, os Bulls acabariam a partida com 14 triplos marcados.

No lado de Indiana, uma exibição insalubre ficou marcada pela expulsão de McRoberts. Danny Granger (20 pontos) e Tyler Hansbrough (14 pontos11 ressaltos) ainda conseguiram ter momentos de descernimento nesta eliminação de Indiana.

Chicago fica assim à espera do desfecho da série que opõe Orlando a Atlanta.

Os Hawks lideram por 3-2 após a vitória concludente de Orlando no jogo 5 em casa. Sem um bom Dwight Howard em competição (8 pontos8 ressaltos) a equipa da Flórida foi mais equilibrada nesta partida. Jason Richardson foi o melhor marcador com 17 pontos num jogo em que os 12 jogadores utilizados por Orlando marcaram pontos.

Do lado de Atlanta, Josh Smith foi o único jogador inspirado, marcando 22 pontos e ganhando 11 ressaltos.

A série segue para jogo 6 em Atlanta.

Os Miami Heat fecharam a sua série, vencendo em casa os Philadelphia Sixers por difíceis 97-91.

Não foi um jogo muito fácil para a equipa da Flórida. Valeu em muito a eficácia no lançamento de 3 pontos. O suplente Mário Chalmers foi exemplo disso concretizando 6 triplos em 12 tentativas. Chalmers acabaria o jogo com 20 pontos. LeBron James fez um bom jogo de equipa, marcando 16 pontos, conquistando 10 ressaltos e executando 8 assistências. Invulgar para quem domina todas as atenções no jogo de ataque dos Heat.

Destaque ainda para Dwayne Wade com 26 pontos, 11 ressaltos e 7 assistências e Chris Bosh com 22 pontos. Os dois foram essenciais nos minutos de decisão perante uma equipa de Philadelphia que despede-se do campeonato com honra. Digo-o, porque à partida para este campeonato ninguém acreditava que a turma liderada por Doug Collins fosse capaz de conseguir atingir os playoffs.

Nesta partida, os inspirados André Iguodala (22 pontos10 ressaltos) e Elton Brand (22 pontos) precisavam de mais qualquer coisinha da equipa para levar a série para jogo 6. O base Jrue Holliday marcou 10 pontos e deu 8 assistências, mostrando-se ao longo da série como um jogador a ter em conta para o futuro desta equipa.

Os Heat já sabem que vão disputar a meia-final de conferência com os Boston Celtics, numa série que vai ser eléctrica.

Na Conferência Oeste:

– A perder 3-1 na série, os Spurs salvaram o primeiro dos matchpoints contra Memphis. 110-103 foi o resultado final de mais uma partida difícil para os homens de San Antonio.

O Argentino Manu Ginobili arrancou uma exibição à Ginobili de alguns anos atrás, marcando 33 pontos. A estrela Argentina esteve muito bem no lançamento, concretizando 10 em 18, 4 de triplo. O Francês Tony Parker também se exibiu uns furos acima do marasmo que nos têm habituado desde há 3 anos para cá, marcando 24 pontos e oferecendo 9 bolas aos companheiros de equipa. Tim Duncan fez um jogo aceitável com 13 pontos e 12 ressaltos. Continua a ser lacuna dos Spurs a falta de alguém que consiga aparecer no jogo à excepção do seu big-three. Jogadores experientes como Richard Jeffeson, Grant Hill ou Antonio McDyess têm andado escondidos durante esta série. Os jovens talentosos como Gary Neill ou Tiago Splitter, também não estão a acrescentar mais valia a esta equipa durante estes jogos, fruto da inexperiência nestas andanças e da falta de rodagem que o técnico Greg Popovich teima em apostar.

Do lado de Memphis,

– Em Los Angeles continua o calvário dos Lakers para suplantar os New Orleans Hornets.

No jogo 5, os Lakers viraram a eliminatória a seu favor num jogo mais calmo para a turma de Phil Jackson e onde as suas vedetas mostraram mais credenciais daquilo que tinham feito nos 4 jogos anteriores.

6 jogadores atingiram a casa dos dois digitos (Kobe, Gasol, Odom, Artest, Bynum e Fischer). Em suma, o núcleo duro dos Lakers. Kobe marcou 19 pontos mas têm sido Bynum que tem deslumbrado nesta série. No jogo 5 apontou 19 pontos e conquistou 10 ressaltos. Gasol esteve bem melhor com 16 pontos e 8 ressaltos. Já o tinha comentado com alguns amigos que seguem a sério esta modalidade o facto do irmão Marc Gasol estar a executar melhores números na série contra San Antonio que o irmão Pau.

Do lado de New Orleans, Chris Paul voltou a liderar a equipa com 20 pontos e 12 assistências, contando com a ajuda do italiano Bellinelli (até que enfim que aparece) e de Trevor Ariza (2o pontos)

– Em Dallas, a mesmíssima coisa. Perante um adversário mais equilibrado (Portland) os Mavs fizeram o 3-2 num jogo muito sofrido que terminaria 93-82.

Dirk Nowitzky e Jason Terry estiveram a alto nível. O Alemão com 25 pontos e o base suplente com 20 pontos. Foram muito bem secundados com a excelente exibição do poste Tyson Chandler (14 pontos e 20 ressaltos) e com a organização do base Jason Kidd (14 assistências).

Os Blazers estiveram uns furos abaixo em relação ao jogo 4. André Miller voltou a liderar a equipa com 18 pontos e 7 assistências. Gerald Wallace apareceu finalmente na série com 16 pontos e 9 ressaltos. Desta vez, os Blazers não contaram com uma boa exibição de Brandon Roy, que nos jogos anteriores saía sempre do banco para dar um excelente contributo.

– Em Oklahoma, os Thunder mataram a eliminatória como se previa, numa vitória arrancada a ferros nos últimos instantes da partida. 100-97 foi o resultado final de uma partida onde Durant foi rei com 41 pontos. Numa exibição menos vistosa do ponto de vista colectivo, Russell Westbrook marcou 14 pontos, James Harden 12 e Kendrick Perkins deu uma mãozinha na luta das tabelas com 11 pontos e 9 ressaltos.

Oklahoma espera o desfecho da série que opõe os San Antonio Spurs aos Memphis Grizzlies.

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Indiana Pacers 89-84 Chicago Bulls

Para vencer não basta ter sorte, também é preciso que se trabalhe.

Tal como eu esperava, os Pacers venceram o 4º jogo da série contra Chicago e reduziram a desvantagem para 1-3.

Os Bulls andaram 3 jogos a viver do brilhantismo de Rose e de 4ºs períodos em que a sorte falou mais alto na hora da decisão. No 4º jogo em Indiana, a turma de Chicago não fez rigorosamente nada para fechar a série em beleza.

Indiana aplicou um excelente modelo defensivo, acabando por ser uma equipa que não deixou brilhar as vedetas dos Bulls e esteve bastante bem ao nível do ataque, exceptuando o 4º período onde o jogo se transfigurou por completo.

Ao longo da partida, os Bulls não conseguiram romper as excelentes marcações individuais feitas pelos jogadores de Indiana, Derrick Rose esteve muito abaixo do que tinha feito nos 3 jogos anteriores (apenas 15 pontos) muito em resultado de uma pequena lesão no pé esquerdo no 1º período que o levou ao balneário acompanhado pelo médico da equipa Fred Tedeschi e a turma de Indiana foi somando vantagens atrás de vantagens no 1º, 2º e 3º período.

No 4º período, Indiana baqueou à semelhança daquilo que tinha feito nos 3 jogos anteriores. Sobre pressão de eliminação, a turma de Indiana vencia por 14 pontos no início do tempo e a 3 minutos do fim viu a sua vantagem reduzida apenas a 1 ponto, sem que Chicago tivesse feito algo de extraordinário. Nos segundos finais, com hipótese de empatar a partida, os Bulls jogaram o tudo por tudo mas a bola foi cair às mãos do poste baixo Carlos Boozer, que da carreira de triplo não conseguiu empatar a partida.

Na turma do Illinois, Joakim Noah acabou por ser a grande surpresa. O poste marcou 21 pontos e conseguiu 14 ressaltos, voltando a provar que é a “alma guerreira da equipa”. Luol Deng marcou 16 pontos e Carlos Boozer também se exibiu a alto nível com 15 pontos e 13 ressaltos. No entanto a prestação de Boozer ficou marcada por um cedo acumular de faltas ridículas.

O banco de Chicago voltou a não aparecer. Os 6 jogadores utilizados marcaram apenas 17 pontos. Nem Karl Korver escapou à hecatombe deste jogo 4.

Na turma de Indiana, Danny Granger (24 pontos) liderou a equipa como lhe competia. O poste Ron Hibbert com 16 pontos também desempenhou um papel fulcral nesta vitória dos Pacers. Aplausos para o colectivo de Indiana, que como referi, efectuou um jogo cheio de garra.

Nota final para a Liga: é inadmissível o facto de Jeff Foster ter alinhado nesta partida. A Liga reconheceu que o poste da turma de Indiana efectuou três faltas consideradas como flagrantes no jogo 3, motivo que é suficiente para que lhe seja aplicada uma suspensão. Os arbitros do encontro apenas consideraram como anti-desportiva 1 das 3 faltas do poste.

O jogo 5 realiza-se na madrugada de terça para quarta em Chicago.

Nas restantes séries:

No Este:

– Os Celtics já despacharam os Knicks por 4-0. No jogo 3 em Nova Iorque, a turma de Boston não deu chances aos Knicks, vencendo por 113-89. Paul Pierce e Ray Allen fizeram jogos divinais. Pierce marcou 38 pontos (14 em 19 lançamentos6 triplos em 8 tentativas) e Allen marcou 32 pontos (11 em 188 triplos em 11) – Allen confirmou o porquê de ser o atleta com mais triplos marcados da história da competição. O base Rajon Rondo também se exibiu na perfeição com 15 pontos e 20 (20!!) assistências! Kevin Garnett esteve perto do duplo-duplo com 9 pontos e 12 ressaltos.

Menção colectiva para o 5 de Boston. Juntos marcaram 104 dos 113 pontos da equipa.

Nos Knicks, 5 jogadores passaram a barreira dos dois digitos. Carmelo Anthony não esteve bem do ponto de vista ofensivo (apenas 15 pontos apenas 4 em 16 de campo) mas esteve muito bem na luta das tabelas (12 ressaltos). O melhor marcador dos Knicks foi o suplente Shawne Williams com 17 pontos, numa partida em que Amare Stoudamire voltou a baquear.

No jogo 4, os Celtics venceram por 101-89.

Mesmo apesar dos 32 pontos e 9 ressaltos de Carmelo Anthony e dos 19 pontos e 12 ressaltos de Amare Stoudamire, Kevin Garnett liderou a equipa do Massachussets com 26 pontos e 10 ressaltos. Rajon Rondo (21 pontos 12 assistências) também voltou a ser uma das chaves do sucesso para a turma de Boston.

Os Celtics esperam pelo vencedor do confronto entre Miami e Philadelphia. Depois de vencer o jogo 3, os Sixers salvaram a honra e bateram os Heat por 86-82.

Numa excelente exibição colectiva da turma de Philadelphia, Elton Brand destacou-se com 16 pontos e 11 ressaltos.

James e Wade bem tentaram fechar a eliminatória. Os 31 pontos de LeBron e os 22 do base não foram suficientes para evitar o jogo 5 que será disputado amanhã em Miami.

– No equilibradíssimo confronto entre Orlando e Atlanta, os Hawks venceram o 3º e o 4º jogo, estando a vencer a série por 3-1.

Na 1ª partida da série em casa, venceram por 88-84.

Jamal Crawford voltou a estar em destaque com 23 pontos. Joe Johnson acompanhou o base com 21 pontos. Na turma de Orlando, houve um melhor desempenho colectivo – apesar dos 21 pontos e 15 ressaltos de Dwight Howard, Jameer Nelson marcou 13 pontos e realizou 10 assistências, Jason Richardson marcou 14, Brandon Bass 10 e Hedo Turkoglu 9. Do banco de Orlando nem bom vento nem bom casamento.

Na 4ª partida da série, Atlanta aplicou igual receita vencendo por 88-85.

Jamal Crawford (25 pontos) e Joe Johnson (20) voltaram a secar a falta de colectivo de Orlando, que tentou discutir a partida a partir do jogo interior por Dwight Howard (29 pontos17 ressaltos). Nota de destaque para Gilbert Arenas, que saltou do banco para marcar 20 pontos.

No Oeste:

– Os Lakers estão a passar um mau bocado.

Chris Paul e companhia estão a fazer passar mal os bicampeões da Liga.

Com a série empatada a 1 jogo, os Lakers foram a New Orleans vencer a 3ª partida e perder a 4ª.

Na 3ª da série, vitória reforçada por 100-86. “Mr Zen” Kobe Bryant resolveu aparecer na série com 30 pontos, assim como Pau Gasol (17 pontos11 ressaltos). Nota de destaque para a excelente exibição (mais uma) de Andrew Bynum com 14 pontos e 11 ressaltos.

Os Hornets, muito dependentes das prestações do 5 base, viram Paul marcar 22 pontos e garantir 8 assistências, Carl Landry marcar 23 e a dupla ArizaOkafor ser muito prestável na luta das tabelas.

No jogo 4, Paul voltou a levar a turma do Estado do Tenessee à vitória com um espectacular triplo-triplo. Parece pecado uma equipa como New Orleans ter um cracalhão como Chris Paul – 27 pontos13 ressaltos15 assistências1º triplo-duplo da carreira do jogador, facto cada vez mais raro nos dias que correm. Relembro que o jogador em actividade com mais triplos-duplos é Jason Kidd dos Dallas Mavericks.

Trevor Ariza também voltou a espalhar o panico (19 pontos) na sua anterior equipa, que efectivamente baixou de rendimento em relação ao jogo 3. Kobe não esteve novamente nos seus melhores dias (17 pontos8 ressaltos) e a turma de LA apenas carburou com base no seu 5 inicial. Gasol e Artest marcaram ambos 16 pontos – Artest está a jogar o melhor basquetebol da sua carreira.

– Complicada também anda a vida dos San Antonio Spurs, campeões da conferência Oeste.

No jogo 3, os Memphis Grizzlies fizeram o 2-1. Pouco complexados, os 8ºs da fase regular, exibiram-se a alto nível com o veterano Zach Randolph a brilhar com 25 pontos. O poste Marc Gasol (irmão de Pau) fez 17 pontos e ganhou 9 ressaltos.

Do lado dos Spurs, o seu big-three tentou evitar a derrota: Ginobili marcou 23 pontos, Parker 16 e Tim Duncan 13 + 11 ressaltos.

O jogo 4 realiza-se esta madrugada.

– Dallas também têm a sua vida dificultada pelos Portland Trail Blazers. Depois das 2 vitórias no Texas, Portland foi buscar os 2 jogos em casa como lhes competia.

Dois jogos muito sofridos em que os Blazers ganharam o primeiro por 5 e o 2º por 2.

Em ambos, figuraram como vedetas do jogo LaMarcus Aldridge, Brandon Roy e Weslley Mathews.

Dirk Nowitzky e Jason Terry lutaram nas 2 partidas contra a apatia global da equipa de Dallas.

– Na série entre Oklahoma e Denver, o rolo compressor dos Thunder não deu chances no jogo 3 à turma do Nevada.

Num jogo mais equilibrado, a turma de Durant foi vencer a Denver. O base exibiu-se a alto nível, assim como o Francês Serge Ibaka e Russell Westbrook.

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Indiana Pacers 84-88 Chicago Bulls

Emocionante. É a palavra que me ocorre para o jogo 3 da série de ChicagoIndiana. Emocionante até ao final, à semelhança do que tinham sido os primeiros 2 jogos em Chicago.

Os Bulls vencem por 3-0 a série e basta-lhes apenas mais uma vitória para seguir para a próxima ronda. Como já tinha referido no post de antevisão destes playoffs, os Pacers tornaram-se um adversário bastante incómodos para o nº1 da fase regular: 3 vitórias muito suadas frente a um adversário muito aguerrido, muito lutador. Nos 3 jogos realizados, os Bulls serviram-se da excelência de Rose e Karl Korver, com alguma estrelinha de campeão à mistura.

Neste 3º jogo, Derrick Rose foi importante mas não fez os 3936 pontos dos jogos anteriores. Com 23 pontos, o base voltou a ir contra tudo e contra todos, mas contou com a grande exibição de Luol Deng (21 pontos) Joakim Noah (10 pontos11 ressaltos) Carlos Boozer (11 ressaltos) e com um Karl Korver inspirado no tiro exterior (12 pontos2 triplos decisivos no 4º período).

Na turma de Indiana, Danny Granger (21 pontos) foi o mais inconformado.

Caso Indiana vença, o jogo 5º será disputado terça-feira em Chicago.

Nas restantes séries da Liga:

O 4º jogo (espero que o último da série) realiza-se sábado às 7 e meia da tarde (1 e meia em Indiana) e têm transmissão em diferido marcada para a meia-noite na Sporttv.

– Miami venceu em Philadelphia por 100-94 num jogo mais equilibrado do que fora 3 dias antes o jogo 2 na Flórida. LeBron James teve que aplicar o seu poderio, marcando 24 pontos. Dwayne Wade fez um jogão com 32 pontos. Chris Bosh fez o que lhe competia com 19 pontos e 6 ressaltos. Do lado de Philadelphia Elton Brand (21 pontos11 ressaltos) e o base Jrue Holliday (20 pontos8 assistências) fizeram exibições de altíssimo nível, assim como o suplente Louis Williams (15 pontos).

O jogo 3 realiza-se esta madrugada.

– Em Orlando, a turma da casa recuperou a derrota no 1º jogo, vencendo Atlanta com alguma dificuldade (88-82). Mais uma vez a equipa de Orlando mostrou o seu lado deficitário, vivendo da inspiração do seu poste Dwight Howard (33 pontos e 19 ressaltos) – Nestes primeiros jogos de playoff, o poste tem sido para mim o melhor jogador da fase a eliminar. Jameer Nelson fez o que lhe cabia (13 pontos8 ressaltos) e o turco Hedo Turkoglu apareceu mais em jogo (10 pontos6 assistências). Quem continua por aparecer é Jason Richardson e Brandon Bass (8 pontos cada).
Do lado da turma do Estado da Geórgia, Jamal Crawford foi o jogador em destaque neste jogo 2, à semelhança do que tinha feito e bem no jogo. O antigo jogador dos Knicks saltou do banco para 25 pontos meia hora de utilização. Josh Smith (17 pontos7 ressaltos) e Joe Johnson (14 pontos7 ressaltos) também tentaram colocar Atlanta em vantagem por 2-0 na eliminatória.
O jogo 3 realiza-se esta madrugada em Atlanta.

Do lado de Nova Iorque, Carmelo Anthony fez uma joga de todo o tamanho (42 pontos17 ressaltos) e quase tirou o jogo 2 para o lado dos Nova-Iorquinos. Basicamente, foi Carmelo contra os Celtics. Amare Stoudamire fez uma exibição para esquecer, marcando apenas 4 pontos.No Oeste:

– Os Celtics bateram os Knicks no jogo 2, por 96-93. Mais uma vez na tangente, a turma de Boston contou com um ligeiro “empurrãozinho” da equipa de arbitragem. Rajon Rondo foi o melhor jogador da turma de Boston com 30 pontos e 7 assistências. O big-three de Boston também teve em destaque: Pierce marcou 20 pontos, Ray Allen 18 e Kevin Garnett esteve bem no ataque (12 pontos) e exímio na defesa (10 ressaltos).

No Oeste:

– Portland reduziu para 1-2 a desvantagem em relação a Dallas no jogo 3, realizado esta madrugada no Oregon. Pela equipa da casa, o base Weslley Matthews foi o melhor marcador (25 pontos) sendo bem coadjuvado pelo extremo LaMarcus Aldridge (20 pontos) e por Brandon Roy que saltou do banco para contribuir com 16 pontos em 23 minutos de utilização.
Do lado da equipa Texana, o base suplente Jason Terry foi o melhor marcador 29 pontos. Dirk Nowitzky fez uma exibição regular (25 pontos9 ressaltos) tendo em conta o seu enorme potencial e tanto Jason Kidd como Shaun Marion ou Juan Barea não fizeram nada por aí além, factor que foi decisivo para a vitória de Portland visto que estes 3 elementos tinham-se exibido a alto nível nos 2 primeiros jogos.

Denver terá muitas dificuldades em acompanhar o nível dos Thunder, candidatos declarados às finais de conferência.

– Os Lakers empataram a série a 1 contra New Orleans, num jogo em que a turma de Phil Jackson voltou a sentir muitas dificuldades contra a equipa de Chris Paul. Kobe Bryant teve um jogo bastante aquém daquilo que costuma exibir (apenas 11 pontos) valendo portanto à turma de LA, as grandes exibições de Ron Artest (15 pontos6 ressaltos) Lamar Odom (16 pontos) e Andrew Bynum (17 pontos11 ressaltos). O mau momento de forma de Pau Gasol continua claramente manifesto.
Do lado da turma do Estado do Tenessee foi o ex-Lakers trevor Ariza (22 pontos7 ressaltos) e Chris Paul (20 pontos9 assistências) que espalharam o terror na defesa californiana.
O jogo 3 disputa-se esta madrugada em New Orleans.

– Oklahoma fez 2-0 contra Denver. Num jogo desiquilibradíssimo desde o primeiro período, Durant, Westbrook e companhia tiveram a inspiração de James Harden, para mim o melhor 6º jogador da Liga.

– Os San Antonio Spurs fizeram o que lhes competia, empatando a série contra Memphis depois do desire no 1º jogo.
Numa vitória muito sofrida até final, foi o trio GinobiliDuncanRichard Jefferson que teve de puxar dos galões para derrotar um 5 titular de Memphis que se exibiu a alto nível.
O jogo 3 realiza-se esta madrugada em Memphis.

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    NBA playoffs

    Pequena antevisão da 1ª ronda dos playoffs da NBA:

    No momento em que escrevo este post, os meus Bulls jogam o primeiro jogo da série contra Indiana.

    Cruzamento da Conferência Este:

    Chicago Bulls (1º) – Indiana Pacers (8º)
    Miami Heat (2º) – Philadelphia (7º)
    Boston Celtics (3º) – New York Knicks (6º)
    Orlando Magic (4º) – Atlanta Hawks (5º)

    Na série que opõe Chicago Bulls e Indiana Pacers, antevejo uma vitória fácil para Chicago. Será uma vitória 4-0 ou no máximo 4-1. Apesar do facto de Indiana ser uma equipa incómoda para Chicago (foi a única equipa da divisão central que bateu os Bulls) creio que a diferença de potencial é notória a todos os níveis entre as duas formações, assim como a diferença de objectivos nestes playoffs. Enquanto Chicago com todo o seu potencial, luta (pelo menos) pela chegada às finais, Indiana apurou-se para os playoffs (como lhe cumpria) sabendo que efectivamente não têm potencial para se bater taco-a-taco com as 5 melhores equipas da conferência.
    Darren Collison e Danny Granjer serão peças chaves para Indiana, enquanto Derrick Rose, Carlos Boozer, Joakim Noah e Luol Deng farão de tudo para resolver a eliminatória para o lado de Chicago que terá sempre direito a 7º jogo em casa.

    Os Heat também terão uma tarefa simples para eliminar os Sixers. Nesta série, a turma de Miami teve direito a defrontar mais frágil das equipas apuradas para os playoffs. Como tal, antevejo um 4-0. André Iguodala e Elton Brand estão a jogar bem, mas não serão capazes de colocar um ponto final na ambição do big-three da turma da Flórida.

    Interessantes serão os duelos entre Boston e Knicks e entre Orlando e Atlanta.
    Se no duelo entre 3º e 6º da conferência, as forças equivalem-se: será o Big-three de Boston contra Carmelo Anthony, Chauncey Billups e Amare Stoudamire, com a agravante do facto de Boston não só ter jogado mal nos últimos jogos da fase regular como a equipa se ter fragilizada com as trocas feitas há uns meses atrás.
    Com a troca de Carmelo Anthony, New York ganhou um homem para resolver jogos e um base bem rotinado nestas andanças (Billups) mas por exemplo perdeu dois bons jogadores de equipa (Felton e Gallinari) que em muito tem ajudado Denver.
    Boston terá que contar com as boas exibições daqueles que usualmente não falham neste tipo de jogos: Paul Pierce, Kevin Garnett, Ray Allen e Rajon Rondo. Glen Davis e Jeff Green também poderão ser cartas valiosas ao dispor de Doc Rivers. Antevejo uma série bastante renhida que Boston vencerá por 4-2 ou 4-3.

    No duelo entre Orlando e Atlanta, Orlando vencerá por 4-1 ou 4-2. Apesar do facto da turma de Atlanta ter homens como Joe Johnson, Al Hortford ou Josh Smith, prevalecerá a técnica e a experiência de homens como Hedo Turkoglu, Jason Richardson, Jameer Nelson e Dwight Howard.

    Cruzamentos Conferência Oeste:

    San Antonio Spurs (1º) – Memphis Grizzlies (8º)
    Los Angeles Lakers (2º) – New Orleans Hornets (7º)
    Dallas Mavericks (3º) – Portland Trail Blazers (6º)
    Oklahoma City Thunder (4º) – Denver Nuggets (5º)

    A série entre San Antonio e Memphis será engraçada. Por um lado, San Antonio é uma equipa que nos habitua a fazer excelentes temporadas regulares para depois baquear nos playoffs. A equipa da turma do Texas foi perfeita. Dominou desde o início a sua conferência, vindo a cair de rendimento no final muito à custa da lesão de Tim Duncan. Conta com uma experiência inigualável no seu plantel (Duncan; Ginobili; Parker; McDyess) e com uma juventude bastante interessante a secundar (Gary Neill; Tiago Splitter – não coloco DeJuan Blair neste saco pois não lhe reconheço qualidades enquanto jogador) factos que podem ser decisivos nestas andanças.
    Do outro lado Memphis faz a sua primeira aparição nos playoffs desde a criação do franchising da equipa. Longe vão os tempos em que por lá andava Pau Gasol. No entanto há Rudy Gay, Shane Battier, Marc Gasol (irmão de Pau), e Zach Randolph, jogadores de qualidade e com bastante experiência na Liga.
    Antevejo um 4-1 ou um 4-2 para os Spurs.

    Os Lakers não terão grande dificuldade em bater os Hornets. Os Lakers, balançados pela sede de vitória dos seus líders (Bryant e Gasol) quererão renovar os seus títulos. A qualidade e as soluções no plantel de Los Angeles são mais que muitas tendo em conta um adversário que ficou orfão de um dos seus melhores jogadores: David West. Será portanto Chris Paul contra a armada de Phil Jackson, facto que me faz antever um 4-0 desiquilibrado em todos os jogos da série.

    Os Dallas Mavericks sofrem exactamente do mesmo problema dos Spurs: excelentes fases regulares; maus playoffs. O segredo de Dallas continua a assentar na veterania da equipa: Jason Kidd e Dirk Nowitzky. A secundá-los estarão Barea, Caron Butler, Tyson Chandler, Jason Terry, Peja Stojakovic e Shaun Marion, ou seja, soluções para todos os tipos de tácticas e para todas as vertentes do jogo (jogo interiortiro externo).
    Do lado de Portland prevê-se uma equipa aguerrida, que não venderá barata a derrota.

    No duelo entre 4ºs e 5ºs classificados, será um duelo equilibrado. Denver perdeu Carmelo e Billups, mas como referi anteriormente ganhou dois bons jogadores de equipa: Felton e Gallinari. Os dois, vindos de Nova Iorque, tem vindo a jogar muito bem. Oklahoma contará decerto com as prestações de Westbrook, Ibaka e Kevin Durant, que a bom da verdade são 3 belíssimos jogadores que dão uma certa graça de futuro aos homens do estado de Oklahoma.
    Neste duelo, também há que atender que esta é a primeira vez que todos os nomes que enunciei jogam os playoffs.
    Antevejo a vitória de Oklahoma na série por 4-2 ou 4-3.

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