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De Londres #13 – das alegrias britânicas

Mo Farah nos 10 mil metros masculinos, numa prova fantástica!

Bradley Wiggins amenizou no contra-relógio a perda britânica na prova de estrada, aproveitou o balanço ganho nos contra-relógios do Tour e venceu naturalmente a prova de Londres. O nosso “Nélson Oliveira” ficou em 18º e apesar da tenra idade, estou certo que poderá fazer muito melhor no Rio em 2016.

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De Londres #5

Aos 38 anos e na sua despedida enquanto ciclista profissionais, eis que o Cazaque Alexandre Vinokourov consegue um dos maiores triunfos da sua longa e espectacular carreira.

O Cazaque venceu a prova olímpica de ciclismo de estrada, numa etapa que acabou por gorar as expectativas que os Britânicos tinham em ver Mark Cavendish vencer em casa.

1. Uma primeira nota sobre o percurso: 250 km de dificuldade fácil, divididos em 3 secções: uma primeira secção que saía de londres para um parque na periferia da capital inglesa, um circuito fechado de 9 voltas de 15 km dentro desse mesmo parque (havendo uma pequena subida de 2 km com inclinação de 6% a meio desse circuito) e o regresso à capital londrina nos últimos 50 km, estando instalada a meta junto ao bonito Palácio de Buckingham.

O percurso indiciava que as habituais fugas de início de etapa não teriam grande sucesso dado que o percurso era perfeito para roladores e indiciava uma discussão de etapa ao sprint. Para aqueles que quisessem fugir com sucesso, teriam que lançar o seu ataque na referida subida ainda dentro do circuito fechado, de preferência nas duas últimas voltas.

2. Os candidatos.

Dado que tudo apontava para uma discussão ao sprint, a lista de candidatos das várias selecções na contenda eram: Mark Cavendish (Grã-Bretanha) Thor Hushovd (Noruega) Tom Boonen (Bélgica) Peter Sagan (Eslováquia) Matthew Goss (Austrália) Tyler Farrar (Estados Unidos), André Greipel (Alemanha) e alguns outsiders como Fabien Cancellara (Suiça) Phillippe Gilbert (Bélgica) ou Alejandro Valverde (Espanha).

3. Previsão:

A equipa Britânica, constituída por Braddley Wiggins, David Millar, Christopher Froome, Ian Stannard, tentaria levar Mark Cavendish ao sprint final. O mesmo era expectável pelas restantes equipas de sprinters como a Austrália e a Alemanha. Homens como Gilbert e Cancellara, tentariam contrariar uma etapa em pelotão compacto através de ataques vindos de longe. Cancellara estava rotulado como um perigo, visto que caso conseguisse atacar, seria capaz de rolar num autêntico contra-relógio individual para a vitória.

4. Os Portugueses:

Rui Costa, apesar de não ser um favorito expresso às medalhas tentaria entrar numa fuga para poder estar em condições de lutar por uma medalha sem ter que discutir um sprint em pelotão compacto. Apesar da excelente época que está a fazer ter influência nas ambições do português por um grande feito nesta prova de estrada, Rui Costa sempre optou por um discurso ponderado onde afirmava “ser difícil conquistar uma medalha” a não ser que algo de extraordinário se desse na sua prestação.

Mesmo assim, o Português terminou a prova num honroso 12º lugar!

Manuel Cardoso, sprinter, queria obviamente um sprint massivo para se poder intrometer na luta de sprinters.

O jovem bairradino Nélson Oliveira de 23 anos, fazia a sua estreia numa prova olímpica, prometendo empenho e dignificação da camisola lusa.

5. A Corrida:

Depois de um início com alguns ataques, à entrada para o circuito fechado, o pelotão permitiu que alguns ciclistas em fuga obtivessem alguma vantagem. Entre os ciclistas fugidos estavam por exemplo Phillippe Gilbert e Vincenzo Nibali. A meio da prova, o Belga chegou inclusive a tentar uma fuga a solo durante vários quilómetros, sendo apanhado pelo pelotão a 50 km da meta. Entretanto, duas fugas interessantes viriam a marcar os últimos 70 km com o Português Rui Costa a ingressar nas mesmas:

1. Uma primeira com 6 atletas, entre os quais o Rui, em perseguição a Gilbert.

2. Uma outra de 25 ciclistas, com homens como Valverde, Gilbert, Costa, Stuart O´Grady, Alexandre Vinokourov, Fabien Cancellara, Kristoff, Fulsang, Luis León Sanchez, Roman Kreuziger, Sylvain Chavanel, Alexander Kolobnev, Janez Brajkovic e Robert Gesink. Estava aqui um grupo com gente muito interessante.

A 30 km, o grupo da frente tinha cerca de 1 minuto de vantagem para o pelotão, onde Ingleses e Alemães (sem ninguém na fuga e convencidos que anulariam a sua vantagem para conseguir a tão desejada chegada massiva) tentaram o tudo por tudo para anular a fuga, rolando a alta velocidade. No entanto, como se previa, a aliança saxónica seria incapaz de controlar toda a corrida, um pouco à imagem daquilo que os experts afirmavam: se alguém ganhasse vantagem nos quilómetros finais, equipas de 5 elementos não conseguiriam controlar a corrida na sua integra.

A 10 km da meta, o pelotão estoirou por completo e sabia-se que dos 25 homens da frente, 3 seriam medalhados. Até que a 5 km da meta, o medalhado de bronze de Sydney 2000 (quem não se lembra dessa prova e do ataque que Vino fez com os seus colegas alemães da T-Mobile Ullrich e Kloden, sendo medalhados os 3) Alexandre Vinokourov disferiu um ataque demolidor na companhia do ciclista colombiano da Sky Rigoberto Uran. Ao princípio, os 22 homens que restaram na fuga (entretanto Cancellara embateu contra as barreiras de protecção numa curva e perdeu contacto com o grupo da frente; o Suiço estava desolado no final visto que pode não participar na prova de contra-relógio, prova onde é candidato ao ouro) não se conseguiram organizar para tentar alcançar os dois da frente. O próprio Rui Costa, em declarações no fim da prova, na cauda do grupo estava à espera que se alcançasse o duo da frente para poder disferir um ataque junto à meta.

Nada feito. A 500 metros da meta, Vino sprintou para o ouro olímpico e Uran foi 2º. O Colombiano jamais seria apontado às medalhas (ao bom estilo colombiano, é um ciclista que tem características de trepador) e viu os holofotes da fama incidir sobre si em Londres, até porque a sua história de vida é extremamente interessante. 

No grupo lá de trás, o bronze acabaria por ser discutido ao sprint, tendo o Norueguês Kristoff (outro semi-desconhecido do pelotão internacional) surpreendido toda a concorrência.

6. Ilações finais:

Tremenda derrota para a Grã-Bretanha, para Cavendish, para a Alemanha e para os Espanhóis, que mais uma vez não conseguiram medalhar Alejandro Valverde.

Uma etapa atípica com vencedores muito atípicos.

Natação:

Passagem de testemunho na natação norte-americana. Ryan Lochte venceu os 400 metros estilos e derrotou um “decadente” Michael Phelps.

Já era previsível que Lochte vencesse a prova. 1ª medalha de ouro para o nadador. Phelps está longe da forma de há 4 anos atrás e para além de ter feito uma qualificação algo tosca, apenas conseguiu a 4ª posição na final.

Judo:

Susto para a Húngara Eva Csernoviczki na prova feminina de -48 kg

Na mesma prova onde o Brasil conseguiu a sua primeira medalha de ouro através de Sarah Menezes.

Portugueses:

Na Ginástica Artistica, Zoi Lima foi antepenúltima e falhou o acesso à final da prova.

No Judo, Joana Ramos foi eliminada na primeira ronda contra a campeã olímpica Priscilla Gneto num combate onde a atleta lusa baqueou no preciso momento em que comandava a luta.

Na Natação, Tiago Venâncio foi eliminado nas qualificações dos 200 metros livres.

 

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Imagem do dia

Com Alejandro Valverde longe da forma que outrora lhe conhecemos (o espanhol esteve suspenso durante a época de 2011 devido a controlo positivo de EPO) foi o Português Rui Costa a brilhar na Volta à Suiça. Nas 9 etapas da prova, Costa estreou-se a vencer na média montanha frente a Frank Schleck (o mais velho dos irmãos Schleck) e passadas 9 etapas aguentou todos os ataques do ciclista Luxemburguês, ora na montanha, ora no contra-relógio.

É mais uma excelente notícia para o ciclismo português em vésperas de mais um Tour e de mais uns jogos olímpicos. Relembro os mais desatentos na modalidade que Portugal tem obtido excepcionais vitórias nos últimos anos na modalidade: Sérgio Paulinho foi medalha de prata em Atenas em 2004 e venceu uma etapa do Tour em 2010, Rui Costa venceu agora a Volta à Suiça e uma etapa do Tour em 2011, Manuel Cardoso tem vencido algumas etapas em voltas de categoria 1.2 da UCI (País Basco, Austrália) e Nélson Oliveira foi vice-campeão do mundo de contra-relógio no escalão de sub-23 em 2009.

Apesar de considerar ainda não estar num momento de forma excepcional, a vitória do Rui é auspiciosa para o que se segue da época: Tour, onde será decerto o nº2 da Movistar, arriscando-se a um lugar nos 20 primeiros ou a uma vitória de etapa, e jogos olímpicos, onde decerto será o chefe-de-fila da selecção Portuguesa e onde, apesar do traçado ser ao jeito dos sprinters, poderá disferir um ataque que lhe permita sonhar com as medalhas.

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futeboladas

Campeonatos + Liga dos Campeões + Liga Europa.

Começamos pela Premier League

Depois do desaire europeu obtido na passada quinta-feira em Alvalade frente ao Sporting (já lá iremos) o Manchester City não podia ter um pior fim-de-semana ao perder a liderança da prova no País de Gales diante do Swansea.

A equipa do City voltou-se a mostrar apática e sem grandes recursos ofensivos. Do lado do Swansea, mais uma grande exibição de Scott Sinclair e de Joe Allen. O golo do Swansea haveria de ser apontado pelo avançado Luke Moore aos 83″, 4 minutos depois de ter entrado na partida para substituir Danny Graham. O City foi ultrapassado pelo seu rival United na classificação. Os Red Devils têm agora 67 pontos contra os 66 dos Citizens. Já o Swansea continua o seu campeonato tranquilo, sendo 11º com 36 pontos.

Os Citizens jogam quinta-feira no City of Manchester contra o Sporting para a 2ª mão dos oitavos-de-final da Liga Europa e segundo notícias da comunicação Britânica estão alertados para a goleada que o Sporting impôs ao Vitória de Guimarães em Alvalade.

Outra notícia que marca a actualidade do futebol inglês é o acordo praticamente consumado entre Manchester City e Robin Van Persie para a próxima temporada. O jogador termina contrato em 2013 e caso não queira renovar com o Arsenal, o clube de Londres poderá ter que ser obrigado a vendê-lo para poder conseguir alguns activos. O City estará disposto a ter o jogador já na próxima época, estando disposto a pagar algo como 25 milhões de euros pelo mesmo a um ano do fim do contrato. Arséne Wenger já veio manifestar o desejo de continuar a orientar o Holandês, esperando que o mesmo renove pelos Gunners até ao fim desta época.

Para ultrapassar o City na tabela classificativa, o United bateu em casa o West Bromwich Albion por 2-0. Tal e qual o City, o United também vinha de uma derrota para a Liga Europa. No entanto, no caso do United, a derrota era moralmente mais frustrante: em casa, por 3-2 (hipóteses mais reduzidas de se qualificar) frente a um Athletic de Bilbao com uma dose energética e um futebol que decerto não se adivinhava por Old-Trafford. O jogo contra o Athletic tinha sido parecido (mas de resultado pior) com o jogo de Outubro frente ao Basileia em Old-Trafford para a Liga dos Campeões.

O WBA fez um jogo bastante interessante, um jogo um pouco semelhante aquele que tinha feito em Londres na semana anterior. No entanto, os jogadores do WBA falharam muitas oportunidades de golo na 1ª parte. Na 2ª parte, Wayne Rooney haveria de ser oportuno em duas situações e selar o resultado final. 25º e 26º golo do avançado inglês na prova, facto que o levou a ultrapassar Robin Van Persie na lista dos melhores marcadores.

Quem continua em altas é o Arsenal de Arséne Wenger. 4ª vitória consecutiva contra 4º rival de topo. O Arsenal conta com um rally interessante nesta fase da temporada: bateu o Tottenham por 5-2, o Liverpool em Anfield por 2-1, o Milan por 3-0 (insuficiente; já la vamos) e agora o Newcastle por 2-1.

Hatem Ben Arfa até abriu o marcador para os magpies aos 14″ num belo trabalho individual, sendo a vantagem dos homens do norte rapidamente anulada por um golo no minuto seguinte por parte do inevitável Robin Van Persie também num belo trabalho individual. Depois de um domínio quase absoluto no Arsenal na 2ª parte, seria o Belga Thomas Vermaelen a selar a vitória da equipa comandada por Wenger.

O jogo ficaria marcado por uma intensa picardia entre holandeses. O guardião magpie Tim Krul (tem-se destacado e muito nesta época) e Robin Van Persie andaram pegados durante toda a partida e chegaram mesmo a vias de facto em pleno relvado. Van Persie como se sabe é da formação do Feyenoord enquanto Krul cresceu no modesto ADO Den Haag (equipa que oscila entre a Eredivisie e a 2ª divisão holandesa). Krul fez uma boa exibição assim como o central Argentino Fabricio Coloccini (recentemente renovou por mais 4 épocas com o Newcastle onde de resto é muito acarinhado pela massa associativa) que só pecou por ter dado aquela abévia a Van Persie no lance do golo. De resto, apesar do golo, Van Persie mostrou muita virilidade durante toda a partida. Segundo o árbitro da partida, houve confusão no túnel de acesso ao balneários no final da partida.

O Arsenal aproveitou a escorregadela do Tottenham no Goodison Park frente ao Everton. O Croata Nikica Jelavic voltou a fazer duas suas. O Croata já leva 15 golos esta época. A equipa de Harry Redknapp começa a olhar pelo retrovisor para o Arsenal. A distância entre os rivais de Londres na luta pelo 3º lugar (qualificação directa para a Champions) é de apenas 1 ponto.

Já o Chelsea também continua na luta pela Champions. Em vésperas de confronto europeu contra o Napoli em Stamford Bridge, os comandados de Di Matteo (falou-se na possibilidade de Rafa Benitez tomar conta da equipa nos próximos dias) bateram o sempre difícil Stoke por 1-0 em Londres.

Di Matteo tem escalado um onze completamente diferente de Villas-Boas. Mata, Sturridge e David Luiz são presenças no banco em prol das entradas de Obi Mikel, Salomou Kalou e Gary Cahill para o onze titular.

O Stoke de Tony Pulis começou mal a partida com a expulsão do avançado Jamaicano Ricardo Fuller aos 25″ depois de uma agressão ao sérvio Ivanovic. Di Matteo alterou tudo ainda na primeira parte: aproveitando o facto do Stoke se ter retraído com a expulsão de Fuller, tirou Meireles e colocou Mata em campo. Com resultados. Aos 68″ seria Didier Drogba a marcar o golo da vitória dos Londrinos.

Outros jogos:

Bolton 2-1 Queens Park Rangers – Duelo de aflitos. O Bolton trocou de posição com o QPR graças a esta vitória caseira saíndo dos lugares de despromoção. O golo do Croata Klasnic aos 86″ pode valer ouro.

Sunderland 1-0 Liverpool – A equipa de Dalglish vive novo mau momento. A derrota em Sunderland mete a Europa a 7 pontos. Anfield não terá competições europeias na próxima época mais uma vez.

Liga Italiana:

Bom augúrio para o Napoli antes de visitar Stamford Bridge. 6-3 ao Cagliari. A equipa de Mazzarri continua a trepar lugares na série A sendo agora 4ª a 11 pontos do líder Milan.

Marek Hamsik inaugurou o marcador com um tiro de meia distância aos 10″. Paolo Cannavaro haveria de fixar o 2-0 9 minutos mais tarde. Aos 30″, o Napoli já vencia 3-0. Depois veio o vendaval Larrivey com um hat-trick para os homens da Sardenha e os golos de Lavezzi, Gargano e Maggio quando a vitória do Napoli já era indiscutível. Dos 9 golos da partida, apesar de só ter entrado aos 59″, Edinson Cavani não apontou nenhum. Porém, esta máquina de Mazarri está bem oleada e promete surpreender.

Aproveitando o empate da Juve em Genova, o Milan não vacilou e aumentou a sua vantagem na liderança para 4 pontos. Antonio Nocerino e Zlatan Ibrahimovic foram os obreiros da vitória contra o Lecce. O Milan continua em todas as frente. O Sueco apontou o seu 19º golo na Série A.

Quem saiu da luta pelo título foi a Lazio. Os comandados de Edy Reja não deram um bom percurso á vitória no derby contra a Roma e perderam 3-1 contra o Bologna. Grande jogo de Alessandro Diamanti. A lazio está agora a 9 pontos da liderança.
No mesmo plano, a Udinese perdeu no terreno do Novara por 1-0. Balão de oxigénio para o Novara. Mesmo assim tem 11 pontos de diferença para o primeiro lugar acima da linha de água.

Na sexta-feira, o Inter jogou mais um matchpoint com vista à qualificação para as competições europeias, vencendo o Chievo por 2-0 com golos tardios da dupla argentina Walter Samuel e Diego Milito. A equipa de Claudio Ranieri voltou a demonstrar enormes problemas de finalização e encontrou (como a Juventus tinha encontrado na jornada anterior) um Stefano Sorrentino inspirado na baliza do Chievo. É caso para dizer que este guarda-redes é o “abono de família” da equipa de Doménico Di Carlo. Quando não era Sorrentino a aliviar a defesa do Chievo, era o poste ou a fraca pontaria dos jogadores do Inter a evitar a vitória dos Milaneses. Até que Walter Samuel deu o triunfo merecido aos milaneses e Diego Milito confirmou-o.

Nesta luta, a Roma também venceu. 1-0 em Palermo com o 9º golo de Fabio Borini na época.

Liga Espanhola:

Mais uma batalha para Mourinho e para o Real em véspera de Champions. O Estádio Benito VillamaBrin trouxe um Bétis muito afoito na 1ª parte. A necessidade assim o obriga aos sevilhanos derivado da sua posição pouco consolidada na tabela (15º com 6 pontos à maior da linha de água). O Bétis inaugurou o marcador aos 10″ por intermédio de Molina. Passado 15 minutos, o Argentino Gonzalo Higuaín aproveitou o facto do lateral português Nelson o ter posto em jogo para estabelecer o empate e o seu 17º golo na Liga.

Depois, já na 2ª parte, viria o furacão Cristiano Ronaldo: primeiro a obrigar aos 47″ o guarda-redes sevilhano Fabrício a uma defesa do outro mundo e depois, 5 minutos mais tarde, a estabelecer o 2-1 num lance confuso em que a defesa do Bétis esteve novamente a dormir. A posição de Ronaldo é legal aquando do toque de Marcelo. 3 minutos depois o Bétis empataria a partida por intermédio de Jonathan. Aos 72″, Ronaldo puxou do gatilho para estabelecer o resultado final.

O título está cada vez mais próxima para o Real, no jogo que comemorou a vitória 100 de Ronaldo pelos Merengues. Em evidência no jogo Marcelo. O Brasileiro atacou quanto pode e foi um regalo não só vê-lo a cavalgar pelo flanco esquerdo durante toda a partida como vê-lo a aparecer em zona de finalização variadíssimas vezes.

O jogo ficou ainda marcado por um erro gigantesco da arbitragem ao não assinalar nos minutos finais uma grande penalidade claríssima a favor do Bétis por ostensivo corte com o braço de Sérgio Ramos.

No El Sardiñero em Santander, o Barça manteve a distância de 10 pontos para o Real. Messi coroou uma semana em cheio a nível pessoal com 7 golos em 2 jogos. Incrível.

Outros jogos:

Real Sociedad 3-0 Zaragoça – A equipa de Ruben Micael e Hélder Postiga é cada vez mais última. 9 são o número de pontos que os distanciam do primeiro lugar acima da linha de água.

Málaga 1-0 Levante – Jogo decisivo para ambas as formações na luta pelos lugares europeus. Com Eliseu titular a lateral-esquerdo foi o internacional venezuelano José Rondón que deu a vitória ao Málaga frente ao sensacional Levante. A equipa de Manuel Pellegrini subiu ao 4º lugar (lugar que garante os playoffs de Champions) por troca com a equipa de Valência.

Valência 2-2 Mallorca – No Mestalla, os comandados de Unai Emery escorregaram frente ao Mallorca e abriram a porta ao Málaga na luta por um lugar directo na Champions (os valencianos tem 4 pontos de vantagem para os malaguenhos e 6 para Osasuna e Levante). Sem Portugueses nos convocados, Tino Costa abriu o marcador aos 23″ e haveria de ser expulso aos 85″. Aduriz elevaria o marcador para 2-0 aos 42″. Na segunda parte Nsue e Victor empatariam a partida para os maiorquinos.

Sporting de Gijón 1-0 Sevilla – Os Sevillanos vão de mal a pior. A equipa de Reyés, Rakitic, Kanouté, Fernando Navarro, Julién Escudé, Manu Del Moral, Jesus Navas, Babá e Piotr Trochowski estabeleceu no início da época como objectivos voltar a um lugar que lhe desse acesso à Liga dos Campeões. Com a derrota em Gijón (penúltimo com 24 pontos) com golo do Português André Castro, os Sevillhanos não só estão longe dos lugares europeus (a 5 pontos do Levante) como começam a ver os últimos lugares a aproximarem-se (distam a 9 pontos da linha de água)

Osasuna 2-1 Athletic de Bilbao – No duelo regional (Navarra e País Basco são duas regiões próximas mas independentes mas os bascos reclamam Navarra como seu territorio, facto que é partilhado pelos Navarrenhos) o Athletic não recuperou fisicamente do triunfo extraordinário que tinha tido 3 dias antes em Old-Trafford frente ao United. Num jogo interessante que tinha como motivo especial o facto de ambas as equipas estarem a lutar por lugares europeus, o Osasuna foi mais forte vencendo por 2-1 com golos de Raúl Garcia e Iturraspe na própria baliza. Llorente reduziu para os bascos.

Liga Francesa:

Carlo Ancelotti tem razões para sorrir nesta jornada. O PSG foi ao terreno do Dijon ganhar por 2-1 com um golo de última hora de Kevin Gameiro em cima do minuto 90. O Dijon caiu para a linha de água da prova.

O Montpellier continua a liderar a oposição aos parisienses. A equipa de Hilton, Marco Estrada e John Utaka venceu o Caen por 3-0 em casa e continua a 1 ponto do líder.

No jogo alto da jornada em França, Sir. Alex Ferguson (em observação a jogadores das duas equipas como Michel Bastos, Eden Hazard e Alexandre Lacazette) esteve no Gerland para assistir à vitória do Lyon frente ao Lille por 2-1. O campeão em título da Ligue 1 disse adeus à renovação do título. Alexandre Lacazette esteve novamente em grande ao abrir o marcador aos 12″. O jovem francês de 20 anos arrisca-se a ganhar um lugar na sua selecção para o Europeu. Lisandro Lopez também marcou aos 39″ o seu 9º golo no campeonato deste ano. O Lyon está no 7º lugar com 43 pontos, a 1 dos lugares europeus e a 4 do 3º que é precisamente o Lille

No que toca a luta pela europa, o Lyon aproveitou mais uma escorregadela de Marselha (0-1 em Ajaccio) o empate do Toulouse a 1 bola e o empate do Rennes em casa contra o Auxerre. Os outros grandes vencedores da jornada foram o Bordéus que venceu em Brest por 2-0 e o Saint Ettiène (4º classificado) que bateu o Valenciennes fora por 2-1.

Na luta pela Europa a classificação em frança resume-se a este cenário: 3º Lille 47 pontos; 4º Saint Ettiène com 46 pontos; 5º Rennes com 44 pontos; 6º Toulouse com 44 pontos; 7º Lyon com 43 pontos; 8º Marseille com 39 pontos e 9º Bordéus também com 43 pontos.

A luta pela permanência também está vivaça. Do 11º (Valenciennes com 33 pontos) ao último (Sochaux) há um gap de apenas 9 pontos.

Liga Alemã:

O Borússia de Dortmund cedeu no terreno do modesto Augsburg num empate a 0 bolas e viu o Bayern cilindrar em casa o Hoffenheim por 7-1.

O Bayern marca 14 golos em 2 jogos visto que ontem também cilindrou o Basileia para a Champions por incríveis 7-0.

Do jogo de sábado, uma exibição colectiva fantástica dos Bávaros. A equipa de Jupp Heynckes está disposta a acabar a época em grande forma. Arjen Robben bisou na partida, Mario Gomez fez um hat-trick e Toni Kroos e Luis Gustavo fecharam a contagem para os bávaros num jogo que Ribéry teve o azar de marcar o único auto-golo da sua carreira!

O Bayern pratica aquele futebol bonito e eficaz. Misto de dureza (à boa moda alemã) com um futebol apoiado e flanqueado com conta, peso e medida. Arjen Robben e Franck Ribéry aparecem com um enorme pico de forma nesta altura do campeonato e Mario Gomez é uma autêntica máquina de marcar golos: já leva 21 na Bundesliga desta época.

Se quiserem dar uma vista de olhos, vale a pena ver o resumo desta partida.

O 3º (Borussia de Moenchagladbach) perdeu algum contacto com os da frente depois de empatar a 0 bolas em casa contra o Freiburg. O Estugarda também empatou em casa contra o Kaiserlautern e atrasou-se na luta pelos lugares europeus.
O Bayer de Leverkusen continua com uma enorme dor de cabeça. Depois dos 7 de Barcelona, perdeu contra o Wolfsburg de Félix Magath por 3-2 num jogo de loucos onde até começou melhor com um golo de Kiessling aos 3″.
Em apuros está novamente o Hertha de Berlim (regressou à Bundes esta época) depois de ter perdido 1-0 contra o Colónia de Podolski. Se os homens de Colónia saíram dos lugares perigosos, o Hertha está neste momento em 16º lugar, lugar que obriga no fim de cada época a equipa da Bundesliga a jogar contra a 3ª classificada da 2ª Bundesliga por uma vaga no principal escalão do futebol alemão.

Liga dos Campeões:

A tarefa avizinhava-se complicada para o Benfica. Depois do 2-3 de São Petersburgo, previa-se um Zenit altamente defensivo, um pouco à semelhança daquilo que tinha feito em Dezembro no Estádio do Dragão frente ao Porto no jogo referente á última jornada da fase de grupos.

O Benfica não podia contar com Aimar (castigado por 1 jogo por acumulação de amarelos) jogador que seria (mais do que em outros jogos) essencial para o benfica conseguir perfurar os blocos defensivos do Zenit.

Luciano Spalletti mostrou desde logo as suas intenções na Luz: defender o resultado obtido na Rússia. Na Luz, Spalletti abdicou de Bruno Alves por considerar que o jogador poderia sofrer com a pressão imposta pelos adeptos encarnados. Voltou a apostar em Lombaerts no centro da defesa e numa equipa a jogar em bloco. Voltou também a apostar numa equipa ultra-defensiva, contendo apenas 3 jogadores de cariz atacante: Semak, Bystrov e Kerzhakov.

Já Jorge Jesus perante as ausências de Garay e de Aimar, fez regressar Rodrigo (apostando no brasileiro a fazer de Aimar) e apostou em Jardel para o centro da defesa.
Na primeira parte, até ao golo de Witsel, nada de novo. O Benfica estava a sentir dificuldades na construção de jogo ofensivo graças à enorme muralha de jogadores que o Zenit punha em frente à sua baliza. Apenas Maxi Pereira na direita dava mostras de ser o jogador mais inconformado no Benfica com rápidas incursões pelo flanco direito. Malafeev foi obrigado a intervir duas vezes: uma a remate de Bruno César e outra a remate de Witsel. Do outro lado, o Zenit jogava de forma lenta e pouco incisiva. Antes do golo, Artur quis brincar na pequena área e acabou por entregar a bola mal para Luisão que a perdeu para um jogador russo, tendo este rematado à figura do guarda-redes brasileiro quando este recuava na área.
Depois veio o golo de Witsel e a explosão de alegria na Luz.

Na 2º parte, Bruno Alves entrou mas o Zenit não conseguiu sair da teia defensiva urdida pelo seu treinador. Os Russos pouco ou nada causaram de perigo à baliza de Artur Moraes. Para o final estava guardado o 2-0 por intermédio de Nélson Oliveira, matando por completo uma partida em que o Benfica fez mais do que o Zenit para passar os quartos-de-final.

A surpresa esteve perto de acontecer no Emirates.

Quando o Milan fechou com chave de ouro o jogo da primeira mão em San Siro por concludentes 4-0 (grandes exibições de Robinho e Ibra) ninguém esperava uma viagem tão atribulada a Londres no lado milanês.

Com o decorrer do jogo de Londres, chegou-se a temer uma reviravolta semelhante aquela que o Milan sofreu no embate da 2ª mão dos quartos-de-final da Champions na época 2003\2004 no Riazor da Corunha em que depois de um 4-1 em Milão sofreu um escandaloso 4-0 na Corunha, num jogo em que Alessandro Nesta esteve mal na fotografia de todos os golos galegos.

Como equipa que ganha não se mexe, Massimiliano Allegri voltou a apostar num 11 que se tem repetido várias vezes no último mês: Abbiati; Abate, Mexés, Thiago Silva e Mesbah; Emanuelson, Nocerino, Van Bommel; Robinho, El Shaarawy e Ibrahimovic. Do lado do Arsenal apenas uma modificação em relação ao 11 habitual da equipa: a entrada de Oxlade-Chamberlain a titular e a saída dos convocados de Benayoun por lesão.

Seria o jovem de 18 anos contratado esta época ao Southampton por 12 milhões de libras a colocar a bola na cabeça de Laurent Koscilny para o primeiro golo da partida. Como bom portento de velocidade e técnica que é seria o extremo a partir Djamel Mesbah aos bocados no lance do 2º golo (Rosicky) onde é o experiente Thiago Silva a cortar para os pés do checo. O Milan tremia em Londres. O mesmo haveria de partir novamente Mesbah no lance do penalty que Robin Van Persie iria transformar ao minuto 43. Ao intervalo 3-0.

Isso obrigou Allegri a intervir na sua equipa que apareceu muito mais defensiva na 2ª parte. Emanuelson deixava de ser número 10 e passava a jogar na esquerda para ajudar Mesbah a controlar Oxlade-Chamberlain. Robinho passava a 10. El Sharaawy saíria aos 70 minutos para entrar Aquilani, um jogador mais forte, mais físico e com maior capacidade de retenção de bola a meio campo. A coisa saiu bem a Allegri. O Arsenal tentou o 4º golo mas não conseguiu. Foi uma eliminatória bipolar: o Milan ridicularizou o Arsenal em Milão e o Arsenal ridicularizou o Milan nos primeiros 45 minutos de Londres. Qualquer uma das equipas pelo que fez merecia passar.

No final de jogo, Wènger estava triste pela eliminação mas de cabeça erguida quanto à prestação da sua equipa: “I told my players they can be proud of their performance. Overall I felt we were a bit short because we had no midfielders on the bench and we suffered a little bit when we tired in the second half. We wanted to keep the ball better but we became more fatigued and I’m sure we would have scored two or three more goals in the second half. “We put a performance in with fantastic spirit and restored some pride after the first leg. Unfortunately we are out” but we had the chances. Overall we keep our winning run going, which is important, but unfortunately we paid the price for a bad first game.

We knew we had given a lot [in the first half]. Some players are not used to playing at that level in midfield, like Chamberlain. You need to score goals and not concede against teams like that. Our defenders were absolutely outstanding today. Overall we have given everything and that’s all you can do at the top level. We accept the result even if it’s a disappointing one.

[Oxlade-Chamberlain] was sick last night − we weren’t sure he would play because he had flu. In the end we decided to check him in the warm-up and I felt he was outstanding. Van Persie wanted to chip the goalkeeper because he was down, but he got up very quickly − Abbiati did well and we couldn’t score. I hoped in the last ten to 15 minutes we could create some dangerous situations in front of goal but, unfortunately, it didn’t happen because we didn’t have enough drive anymore.”

E Allegri aliviado:
“We have to analyse this defeat. Due to injuries we had to play with three forwards and I knew we could suffer a bit in defence. We created a few good chances to score in the second half. We are disappointed about the defeat but it was important to qualify. We are among the best eight in Europe and now we will have some players back from injuries and hopefully we can do better with them.

I don’t think we were scared, as fortunately we had earned an important result in the first leg. At the break I told the players to think it was still 0-0 because we could not change what we had done in the first half. We failed to complete crucial passes tonight and that’s why we did not score. I knew we might have some difficulties because Arsenal are not the team we saw in San Siro and because we had too many players missing tonight, so I did not have many options.

This could be an important game in the season. Elimination tonight could have been a terrible blow for the team. However, our objective was to reach the quarter-finals and we achieved it. The approach was not good tonight. We were too soft, especially when we were trying to keep possession, and we should have played from the start the way we did in the second half, trying to push forward for a goal. “We are disappointed about the defeat and the way we played in the first half but, in the end, we qualified”, even if the team made me lose some weight due to stress.”

Duas coisas singelas:
1ª Não é só o Barcelona que joga muito nem Messi, se bem que o Argentino esteve louco nesta partida.
2ª É mesmo o Bayer de Leverkusen que não joga nada e não lhes reconheço capacidades para andarem nestes patamares.

Como dizia o Sport na sua página online nessa noite: “Messi passou a sua dor de cabeça ao Bayer” – um bom trocadilho feito pelos catalães ao Bayer de Leverkusen, clube detido pela conhecida farmacêutica das aspirinas.

E de facto, o Bayer veio com a ideia de provocar uma dor de cabeça a Guardiola e acabou cheio de enxaquecas. Com um 3-1 de Leverkusen, o Bayer tentou complicar a vida ao Barcelona por intermédio de pressão alta à construção de jogo dos defesas e médios catalães. Ora bem, quem não tem perninhas não inventa. O treinador Robin Dutt tentou convencer que seria a melhor estratégia para derrotar os Barcelonistas. Enganou-se: foi um festival de Messi perante uma defesa de Leverkusen completamente autista a vender a banda passar. E o jovem Tello entrou na segunda parte e logo que tocou na bola abriu um livro numa jogada em que vos aconselho a ver e rever.

Messi estabeleceu a mão cheia de golos na Champions, levando agora 12. Novo record à vista?

Jogo de uma vida em Nicósia.

O APOEL não contava de maneira alguma chegar a Fevereiro e permanecer nas competições europeias. Digo “permanecer nas competições europeias” porque com um grupo como Zenit, Shaktar e Porto, o APOEL era o bombo da festa. Utilizei bem o tempo verbal: era. O APOEL fez o que fez na fase de grupos. Perdeu em Lyon por 1-0 num jogo em que os franceses viram-se da cor da Grécia para obter um golo e foram a Chipre enfrentar um adversário motivado, disciplinado, defensivo, forte no contra-golpe e com milhares de adeptos doidos a cantar.

90 minutos a ferro e fogo. O APOEL tentava utilizar o segredo do costume: defender e sair no contra-golpe sem descurar a sua organização. O Lyon tentava segurar a vantagem o máximo que podia. O nosso conhecido Manduca pôs o GSP Stadium de Nicósia ao rubro aos 9″. Vi inclusive na review da Champions declarações do técnico do APOEL Ivan Jovanovic a apelidar este jogo como o “jogo de uma vida” para o clube cipriota. Nada mais correcto. Findos os 90 minutos, quis o destino que o jogo fosse para prolongamento dados uns erros praticados pela arbitragem comandada pelo espanhol Alberto Undiano Mallenco a favor da equipa francesa.

O jogo foi para as grandes penalidades. Aí brilhou Chiotis, guarda-redes cipriota. O APOEL está nos quartos-de-final. E o mais incrível é que pode ir mais longe. Benfica, Marselha e hipoteticamente CSKA e Napoli poderão ser equipas ao seu perfeito alcance.

Depois de ter vencido no St Jakob´s Park o Bayern por 1-0, a jovem e promissora equipa do Basileia não merecia de ser eliminada desta forma depois da campanha que fez na fase de grupos.

Apesar do esforço, é pena o Basileia ter apanhado este super bayern no pico de forma da época. O Bayern dá mais 7 (como viram em cima já tinha dado 7 no campeonato ao Hoffenheim) e volta a dar 7 na Champions (em 2008\2009) deu 7 ao Sporting nesta fase no Allianz Arena.

Jogo sem história. O Bayern entrou a matar. Robben aos 11″ tem uma enorme classe na sua finalização, apesar da sorte que fez com que a bola viesse parar caprichosamente nos pés do Holandês depois de um ressalto de um defensor do Basileia. Apesar dos dois golos, Arjen Robben fez uma exibição de sonho. Depois, foi o vendaval Mario Gomez (poker) com dois golos pelo meio de Robben e Muller. Mario Gomez está ao despique com Messi e Ronaldo pelo título de pichichi da competição (quem sabe o record de mais golos numa só edição) levando o alemão 11 golos na presente edição.

Esta eliminatória entre Inter e Marselha esteve embruxada. Se não esteve embruxada, é caso para se dizer que o Marselha teve a dita “estrelinha de campeão”. Se no aborrecido jogo do Velodrome já tinha vencido a partida com um golo do Ganês André Ayew já para lá da hora, no Giuseppe Meazza, num jogo em que o Inter até começou a contar com um golo de Milito às três pancadas num momento de jogo em que o desespero já se começava a apoderar dos milaneses, o Inter merecia mais do que a fraca sorte de ser eliminado com um golo de Brandão aos 90+2. Pazzini ainda deu a vitória ao Inter na última jogada do encontro, mas não havia mais nada a fazer.

Fico com a impressão que Brandão faz falta no lance do golo do Marselha sobre o central do inter Lúcio.

Liga Europa:

Incontornável.

A vitória da raça e do querer. A vitória do David contra o Golias. Grande exibição do Sporting. Personalizada e organizada tanto a atacar como a defender.

Primeira parte bem disputada em que o City não quis arriscar do ponto de vista ofensivo. Tirando um lance em que Kolo Touré subiu ao 3º andar para cabecear para brilhante defesa de Rui Patrício e outro em que Gareth Barry atirou à entrada da área a rasar o poste direito da baliza de Rui Patrício. Do lado do Sporting, muita atitude por parte da equipa com especial destaque para o flanco direito onde João Pereira foi muito assertivo a subir e a desiquilibrar, com a ajuda ora de Izmailov ora de Matias Fernandez, todos com muita garra no 1 para 1 contra jogadores do City. Lances de destaque na primeira parte foram o remate de Schaars do meio da rua depois de Joe Hart ter cabeceado a bola fora da área, um lance em que João Pereira embalado remata da direita obrigando Hart a uma defesa de recurso.

O Sporting nunca se amedrontou perante o City e entrou no 2º tempo com modos de resolver o jogo. Matías Fernandez bate um livre venenoso e Xandão faz o que faz na cara de Joe Hart. Passado alguns minutos é Izmailov quem fura e quem dá o golo a Ricky Van Wolfswinkel que na cara de Hart não consegue o 2-0 para muita pena minha. Até que Mancini faz avançar a equipa com as entradas de Nasri e Balotelli. Por duas ou três situações o City poderia ter marcado. Pelo meio até há uma jogada individual de Balotelli em que o Italiano toma a linha e cruza de letra para fraca finalização de Aguero. Pelo meio também há um pontapé do meio da rua de Kolarov que passa novamente perto da baliza do Sporting e várias provocações e faltas (o normal) de João Pereira a Balotelli que valem o amarelo que afasta o lateral do jogo da 2ª mão no City of Manchester.

A jogar em casa, contra uma equipa que muitos diziam que ia massacrar o Sporting com uma goleada, a turma de Ricardo Sá Pinto cumpriu mais que os serviços mínimos (esperava na melhor das hipóteses um empate a 0 bolas) e convenceu todos aqueles que se deslocaram a Alvalade. Quinta-feira veremos se este Sporting terá estofo para aguentar este resultado.

Apesar do mau momento interno, o Atlético tem estado muito bem na Liga Europa. Nos 32 avos-de-final já tinha eliminado a Lazio com um 3-1 em Roma e 1-0 em Madrid. O Atlético de Simeone espalha charme na Europa e nos oitavos-de-final quis despachar o Besiktas em Madrid. Não conseguiu totalmente por culpa de Simão Sabrosa. Salvio (2) e Adrián deram 3 golos sem resposta na primeira parte. No entanto, espera-lhes o Inonu na 2ª mão.

O Besilktas está algo enfraquecido. Culpa disso os vários problemas internos que estão a acontecer no clube. Não só o facto de alguns dos seus dirigentes ainda estarem sobre alçada preventiva da justiça turca mas também o caso de indisciplina protagonizado por Ricardo Quaresma, caso que alegadamente terá motivado Carlos Carvalhal a encostar a direcção à parede quanto à saída do internacional português do clube. Carvalhal deverá ter dito à direcção que ou saía ele ou saía Quaresma.

Carvalhal veio ontem desmentir no site oficial do clube a notícia veículada pelos órgãos de comunicação social com as seguintes palavras: “Desminto totalmente as afirmações que vieram a público ontem. O Quaresma é um jogador muito importante, mas o meu trabalho é garantir organização e disciplina no trabalho”

Partida da ronda. O Athletic foi a Old-Trafford fazer um dos melhores jogos da sua história. O lance do primeiro golo do Manchester é um lance de génio. O passe para o 2º golo do Athletic protagonizado pelo jovem fenómeno Muniain para Oscar de Marcos é algo do outro mundo. Este Athletic de Bilbao de Bielsa é um portento de futebol bonito. Nem a adaptação (bem conseguida) de Javi Martinez a central tem tirado brilho ao futebol praticado pela equipa comandada pelo consagrado técnico Chileno. Aliás, mesmo a central, Javi Martinez é alvo da cobiça de Barcelona e Real Madrid, não devendo sair de Bilbao por menos de 40\45 milhões de euros. No 3º golo dos bascos, culpa para De Gea. No entanto, urge-me fazer mais um reparo à equipa do Bilbao: é uma equipa muito forte a sair no contra-golpe. Também tem homens para isso, casos de Muniain, De Marcos, Herrera ou David Lopez.

O penalty de Rooney ainda amenizou a derrota. O Manchester de Sir. Alex Ferguson subestimou o adversário, na medida em que tinha por exemplo em Outubro subestimado o Benfica e o Basileia na fase de grupos da Champions. Avizinha-se uma tarefa muito difícil para os Red Devils amanhã no quentíssimo San Mamés de Bilbao.

Óscar de Marcos declarou que marcar em Old-Trafford fez do dia 8 de Março um dia que nunca mais iria esquecer durante a sua vida: “The key thing was, we had the ball the whole game. It is our philosophy, as the manager has taught us, to keep the ball and thanks to this we created a lot of chances. “[Scoring at Old Trafford] is something I won’t forget as long as I live, I will always remember it. I’m thrilled. This is a night to smile, to enjoy – all our fans have enjoyed it and it is great for everyone who has always supported us”.

It is clear that 3-2 keeps them in it more, unfortunately it was my handball [for Wayne Rooney’s late penalty]. It is a shame after all the work the team put in, but we have to be happy with the result. Before we came everyone would have taken a win at the ‘Theatre of Dreams’. The coach is putting it in our heads that nobody is better than us, that we can compete with any team and we did that against one of the best teams in the world.”

Mais um jogo de alto gabarito. Apesar do 4-2 para o Valência no final da 1ª mão, nada está resolvido para a equipa de Unay Emery. Início horrível da defesa do PSV. Nos primeiros 13 minutos haveria de conceder dois golos: o primeiro por via do central sub-21 espanhol Victor Ruiz, saltando por cima de tudo e todos na bica da baliza e o segundo num auto-golo muito azarado de Manolev. 3-0 aos 42″ por intermédio de Roberto Soldado fazia parecer que a eliminatória fecharia no Mestalla. Piatti elevaria para 4-0. Eis que o PSV num golpe de mérito conseguiu dois golos nos minutos finais e leva a eliminatória viva para a Phillips Arena. No entanto, não creio que os comandados de Fred Rutten tenham capacidade para derrubar o Valência.

Outros resultados:

Metallist 0-1 Olympiacos – Contra uma equipa muito organizada e imprevisível, os gregos do Olympiacos venceram na Ucrânia por 0-1 o Metallist e tem um pé nos quartos-de-final.

Standard de Liège 2-2 Hanover 96 – Tudo em aberto para a 2ª mão, se bem que o resultado foi muito bom para os alemães.

AZ Alkmaar 2-0 Udinese – Excelente resultado para os holandeses.

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clássicos

A propósito de uma portentosa exibição no Dell´Alpi em Turim que redundaria em eliminação para a Inglaterra no campeonato do mundo de 1990 frente à Alemanha, a velha glória do Tottenham Gary Lineker diria uma frase que ficaria gravada na história: “o futebol é 11 contra 11 mas no fim ganha sempre a Alemanha”.

Nos últimos 3 anos, essa frase poderia ser transportada com uma certeira analogia para os duelos decisivos entre Porto e Benfica. São 11 contra 11 mas o Porto leva sempre a melhor.

No entanto, preciso de recordar 2 acontecimentos bem recentes:

O 1º em Guimarães há duas semanas atrás quando Jorge Jesus, na altura saído de uma derrota frente ao Vitória local, quando interrogado pelo jornalista no flash-interview acerca da pressão que o Benfica poderia vir a ter com os 2 pontos de vantagem sobre o Porto, afirmou que não compreendia a pergunta e que a pressão ainda estava virada para o seu rival. Mal sabia JJ do que o esperava na semana passada contra a Académica em Coimbra e do desfecho (trágico) do jogo de hoje.

O 2º é este:

Este Zé Manel Nabo deve estar, como se diz na gíria, com o melão a arder…

Isto porque mal sabia da figura triste que estava a fazer ao gravar este spot. Todavia, tenho em conta que liderança com meia dúzia de pontos no fim da primeira volta já serve para os adeptos do folclore lusitano fazerem a festa e atirarem os foguetes. Não quero no entanto fazer de advogado do diabo…

O tal adversário em falência táctica está a meia dúzia de jornadas de ser campeão nacional e ainda pode roubar o título que pertence por decreto-lei ao Benfica, ou seja, a Taça da Cerveja.

O adversário em falência técnica, embora distante, ainda tem uma brecha para poder ultrapassar o Benfica na classificação, está a poucos dias de um embate excitante com o primeiro da Premier para a Liga Europa e de mal o menos ainda se arrisca (a jogar mal) a fazer a festa no Jamor!

Vamos a factos:

Com ou sem rega no relvado, com luzes apagadas ou contas da EDP por pagar, este balázio de Hulk coroa um jogo de classe mundial e deixa mal na fotografia Emerson. Arrisco-me a dizer que Emerson é aquele jogador que não entra sequer na fotografia do jogo visto que foi “comido de cebolada” pelo seu compatriota.

Jogo de classe mundial.

Ao contrário do que tinha feito em Alvalade em Janeiro, o Porto entrou na Luz ferido na asa. Entrou a atacar (ao contrário de Alvalade onde preferiu jogar um pouco na retranca e apostar no contra-golpe) e entrou a vencer. Perante esta atitude, foi nítida a desconcentração inicial do Benfica nas marcações e no ataque era Aimar quem tentava puxar a carroça… mas sem grande jeito.

Depois do golo do empate por parte de Óscar Cardozo, um golo merecido para o equilíbrio que o Benfica estava a executar na partida. O 2º golo viria a completar o auge da exibição Benfiquista na partida. No entanto, aquele par de contra-ataques perigosos que o Benfica teve na 2ª parte (onde a meu ver não existe qualquer falta nas duas situações) poderia ter sido o fim da linha para o Porto. Já diz o ditado que “quem não marca, sofre”  – e o Benfica acabou por sofrer com aquela deliciosa tabelinha entre James Rodriguez e Fernando. Pode-se por em causa o facto de Witsel estar caído aquando do contra-golpe do Porto? Sim. De quem é a culpa? Segundo as leis da FIFA tem que ser o árbitro a parar a partida. No entanto é nítido que Witsel chega claramente atrasado ao passe e tenta cavar uma falta a Maicon à entrada da área, na mesma linha de uma falta que foi assinalada na primeira parte a Rolando, onde Witsel, adiantando em demasia a bola, limitou-se a provocar o contacto.

Está claro que a partir daí, o Porto agigantou-se, sabendo que poderia sacar na Luz mais do que um empate. Não consigo perceber se Emerson é bem ou mal expulso. É certo que toca em Hulk mas também é certo que Hulk aproveita-se claramente do facto do seu compatriota Emerson já ter um amarelo na partida.

Depois veio o 3-2. E quem diria que o herói desta vez seria Maicon! Sinceramente existem duas irregularidades na jogada:

1ª Maicon e outro jogador do Porto, no momento do passe, estão claramente em fora-de-jogo.

2ª O outro jogador do Porto que se faz ao lance entala Artur na sua pequena área, logo, penso que o árbitro deveria ter assinalado falta sobre o guarda-redes do Benfica. É um lance que me faz lembrar o lance de Luisão contra Ricardo no Estádio da Luz em 2005 que ditou praticamente o título desse ano para o Benfica. No entanto, na altura, alguns amigos benfiquistas disseram-me que o lance era limpo… o futebol é mesmo assim: mesmo quando não esperamos, a história repete-se mas contra a nossa equipa.

No entanto, urge-me para finalizar fazer mais algumas menções, reparos, elogios e críticas:

1º – Muitos portistas criticam Vitor Pereira, muitos benfiquistas andaram semanas a ironizar Vitor Pereira. No entanto aqui se vê a organização do porto. Com ou sem o dedo do treinador, mesmo a 5 pontos os Portistas nunca baixaram os braços em relação ao objectivo do título e vieram à Luz jogar para ganhar contra um Benfica que está claramente em perda: tanto ao nível de caudal de jogo como ao nível físico e psicológico.

2ª – Helton. Teve uma exibição muito segura. Não teve culpa nos golos e sempre que chamado esteve ao seu melhor nível. O exemplo disso foi o último livre dos encarnados na partida.

3ª James Rodriguez e Hulk: Em forma, são dois diabretes nas alas do Porto. Dois golões que coroaram duas grandes exibições.

4ª – Witsel – O Belga fez um excelente jogo. Anulou a influência de Moutinho nos dragões e sempre que pode saiu com a equipa no contra-golpe. No entanto, o Belga peca pela palhaçada que fez em dois lances onde poderia ter feito bastante melhor. Optou por atirar-se ao chão.

5ª – Jorge Jesus – O peixe morre pela boca. Há 3 semanas disparava balas contra toda a gente. Hoje saiu triste do seu próprio Inferno. Lançar Nelson Oliveira nas horas em que lançou revela pouquíssima ambição até quando a equipa alinhava num certeiro contra-golpe a meio da 2ª parte. Atacar o rival como meio de defesa nunca é a melhor opção. Arrisca-se a não vencer nada esta época. O futebol português fica mesmo uma treta, mas com gentalha como Jorge Jesus.

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Cavendish vence em Copenhaga

Mark Cavendish atingiu o ponto alto da sua época (e talvez o objectivo máximo da sua época a níveis pessoais) ao vencer esta tarde a prova de estrada de elites do campeonato do mundo de ciclismo em Copenhaga, Dinamarca.

Foi uma corrida bastante interessante em que Cavendish, de certa forma, se começou a habituar ao trabalho daqueles que irão correr a seu lado na próxima época na Team Sky, ou seja, a selecção Britânica que correu esta prova à excepção de David Millar.

À partida, muitas expectativas. Começando pelo traçado: Copenhaga apresentava um traçado de 262 km em circuito fechado, com os primeiros 28 quilómetros a serem corridos por fora do circuito. Um traçado, que como bem referiu o antigo ciclista Américo Silva aos microfones dos comentários do canal Eurosport, deixava a desejar até pelo ponto de vista dos regulamentos. Se no outro dia, o ciclista Rui Costa me tinha dito que o circuito era demasiado plano, facto que lhe diminuía as hipóteses de ser bem sucedido, Américo Silva afirmou que até do ponto de vista dos regulamentos da própria UCI este traçado deixava em dúvida o cumprimento das regras em relação à percentagem de piso plano e de subidas.

Itália, Bélgica, Espanha, Alemanha, Grã-Bretanha, Austrália e Holanda eram as principais selecções na contenda. Com o máximo de ciclistas presentes em relação às quotas apresentadas anualmente pela UCI para a prova, todas elas escalaram os seus alinhamentos tendo em conta o objectivo da vitória.

A Itália comandada por Paolo Bettini (antigo campeão do mundo e como se sabe o melhor corredor de clássicas da história do ciclismo) trazia Bennati para a vitória ao Sprint. A Espanha tinha em Óscar Freire o seu melhor homem para um sprint final (Freire foi a Copenhaga procurar estabelecer o record de vitórias na prova caso vencesse pela 4ª vez o título mundial) e outros homens como Rojas (alternativa a Freire no Sprint) Barredo e Flecha para as fugas e ataques nos quilómetros finais.

A Alemanha jogava para Ciolek, André Greipel e Danilo Hondo. A Grã-Bretanha montava cerco em redor de Cavendish, colocando Christopher Froome, Bradley Wiggins e David Millar a trabalhar para o sprinter. A Bélgica apostava em Phillipe Gilbert para o sprint final ou para um ataque mortífero do Belga durante a prova. Greg Van Avermaet era outra das alternativas dos belgas mas o corredor ficou desde logo muito cedo afastado da corrida devido a uma queda que afastaria também da discussão o campeão do mundo Thor Hushovd. A Holanda tinha em Bauke Mollema uma das suas hipóteses para a prova. Os Australianos tinham esperança nas prestações de Matthew Goss, Simon Gerrans e Stuart O´Grady.

Avulso, corriam por fora ciclistas de nações menos poderosas como Edvald Boasson Hagen da Noruega, Peter Sagan da Eslováquia, Rui Costa e Manuel Cardoso de Portugal, Fabian Cancellara da Suiça, Frank Schleck do Luxemburgo, Roman Feillu e Thomas Voeckler da França, entre outros…

A turma portuguesa, presente com 6 ciclistas (André Cardoso, Filipe Cardoso, Rui Costa, Ricardo Mestre, Manuel Cardoso e Nélson Oliveira) andou sempre no grupo principal, mas não conseguiu um resultado de destaque.

O começo da corrida trouxe a fuga do dia. 7 corredores de várias selecções tentaram a sua sorte desde muito cedo na prova: entre eles encontravam-se Andre Roux da França, Roman Kiserlovski da Croácia e Maxim Iglinsky do Casaquistão. Eram portanto homens menores da Astana que tentavam a surpresa.

A meio da tirada estes homens chegaram a ter 7 minutos de vantagem perante um pelotão comandado sempre pelos Britânicos e por Alemães. Para ser mais específico, mais por Britânicos do que por Alemães. Só nos últimos quilómetros finais, por atitude de tentativa de desgaste dos homens da Grã-Bretanha e por tentativa de colocar os seus sprinters bem posicionados para a entrada da recta da meta é que Italianos, Espanhois e Australianos tentaram assumir o topo do pelotão, mas sem efeito…

Pelo meio da prova, vários ciclistas tentaram a sua sorte (inclusive Rui Costa tentou sair) mas o resultado acabaria por ser sempre o mesmo: com maior ou menor esforço, a armada Britânica apanhava todas as investidas que saiam do pelotão de modo a levar Cavendish à meta.

Também pelo meio, uma queda a meio do pelotão fragmentou o mesmo em dois. Van Avermaet e Thor Hushovd iam mal colocados e acabaram por perder o contacto com os grupo dos favoritos muito cedo.

Nos quilómetros finais, as selecções mais poderosas (como referi) tentaram chegar-se à frente para lançar os seus favoritos. Com um excelente posicionamento, Geraint Thomas lançou em boa posição Mark Cavendish e o relampago não perdoou no sprint final perante a oposição de todos os outros candidatos principais, sucendo a Thor Hushovd na posse da camisola do arco iris.

O seu colega de equipa na HTC Matthew Goss deu a prata à HTC. O Alemão André Greipel (Omega Pharma-Lotto) deu o bronze à Alemanha depois de bater Cancellara por milímetros.

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Consagração

Tony Martin varreu toda a concorrência em Copenhaga e sagrou-se campeão do mundo de contra-relógio. Martin andou a uma velocidade média de 51 kmh, feito que deixou o Britânico Bradley Wiggins a 1.15m e Fabien Cancellara (anterior tetra-campeão e ainda campeão olímpico) a 1.20.

Se a comunicação social desconfiava há uns tempos que Cancellara usava o “doping mecânico” (bicicletas alteradas, onde através de truques de montagem era instalado um pequeno motor para dar vantagem ao Suiço principalmente nas inclinações dos traçados) nem sonho aquilo que irão dizer de Martin, homem que está pura e simplesmente a vulgarizar toda a concorrência. Pena é, o facto deste ciclista alemão ser para já um péssimo trepador.

Martin continua porém sem equipa para a próxima época, visto que a sua (HTC) irá fechar portas no final do ano civil.

Quanto aos Portugueses: o bairradino Nelson Oliveira da Radioshack (atleta que ainda é sub-23) partiu para o seu contra-relógio no grupo dos favoritos e provou que poderá ser um dos melhores contra-relogistas dentro de 2 ou 3 anos. Oliveira conseguiu o 17º tempo, a pouco mais de 4 minutos do Alemão. Rui Costa fez um tempo mais modesto, posicionando-se na 49ª posição a mais de 6 minutos do novo campeão do mundo.

Domingo temos a prova de elites e com a mesma, tanto Rui Costa como Manuel Cardoso poderão ter uma palavra a dizer. Porém, o Rui disse-me há uns dias na última vez em que pude falar com ele que a prova não é do seu agrado (muito plana; muito para sprinters segundo as palavras dele). No entanto, garantiu-me que tudo fará para ter um bom resultado em Copenhaga, quando atravessa um excelente nível de forma física.

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Fusão da Leopard-Trek com a Radioshack

Depois da fusão entre a Omega-Pharma Lotto e a Quickstep para as próximas duas épocas, a equipa luxemburguesa Leopard-Trek e a americana Radioshack decidiram fundir-se numa equipa só para as próximas duas épocas.

Johann Bruyneel (Radioshack) será o director desportivo de uma equipa que contará com imensos portugueses: Bruno Pires é presença declarada pela Leopard. Manuel Cardoso, Tiago Machado, Sérgio Paulinho e Nelson Oliveira vem da Radioshack.

Para já estão asseguradas as presenças Manuel Cardoso, Tiago Machado, Sérgio Paulinho, Nelson Oliveira, Haimar Zubeldia, Janez Brajkovic, Chris Horner, Matthew Busche, Ben King, Robert Wagner, Andreas Kloden, Daniele Benatti, Jakob Fulsang, Frank Schleck, Andy Schleck, Fabian Cancellara, Bruno Pires e Jesse Sargent. A equipa contará com mais 10 ciclistas.

Na Radioshack ainda é incógnita o futuro de ciclistas como Philip Deignan, Markel Irizar, Robbie Hunter, Levi Leipheimer, Dimitryi Murayev, Robbie McEwan, Yaroslav Popovich, Sebastien Rosseler e Gregory Rast.
Na Leopard-Trek mantem-se como incógnita o futuro de Maxime Monfort, Will Clarke, Brice Feillu, Linus Gerdemann, Stuart O´Grady, Martin Pedersen, Joos Posthuma, Davide Viganò, Jens Voigt, Fabien Wegmann e Oliver Zaugg.

Lance Armstrong acredita que a fusão destas duas equipas pode protagonizar a equipa mais forte dos próximos anos. Na minha opinião, será ainda muito mais forte em todos os terrrenos se aproveitar homens como Leipheimer, Murayev, McEwan, Popovich, Rast, Monfort, Feillu, Gerdemann, O´Grady, Voigt e Wegmann.
Juntando aos outros, temos uma equipa candidata a ganhar tudo onde entre.

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Quem és tu Christophe Froome?

É a interrogação que é feita por meio mundo ligado ciclismo.

O “semi-desconhecido” Christopher Froome da Team Sky (digo semi-desconhecido visto que na sua página da wikipédia diz que nasceu no Quénia, viveu na África do Sul mas tem nacionalidade Britânica e aos 27 anos a vitória mais importante que alcançou foi numa etapa da Volta ao Japão) lidera a Vuelta quando estão cumpridas 10 das 20 etapas. Hoje foi dia de descanso.

Froome surpreendeu todo o mundo do ciclismo ontem ao ser o único homem no contra-relógio em Salamanca a perder menos de 1 minuto (59 segundos precisamente) para o veloz Tony Martin da HTC. Outros contra-relogistas de classe como o seu companheiro de equipa Braddley Wiggins (perdeu 1.22m) Fabian Cancellara (1.27m) ou Janez Brajkovic (1.57) acabaram por perder mais tempo.

No contra-relógio, os Portugueses surpreenderam. Tiago Machado foi 7º a 1.37m de Martin, tempo que lhe garante para já o 16º lugar a 3.28m de Froome e a escasso minuto e quinze segundos do 10º classificado da prova, o seu companheiro de equipa Haimar Zubeldia.

O jovem bairradino Nélson Oliveira foi 12º no contra-relógio, confirmando as credenciais que o apontam como um dos melhores contra-relogistas do futuro do ciclismo mundial. Perdeu 2 minutos e 19 segundos para Martin.

Na geral individual, é este o panorama à 10ª etapa:

1º Christopher Froome (Grã-BretanhaTeam Sky)
2º Jakob Fulsang (DinamarcaTeam Leopard) a 12 s
3º Braddley Wiggins (Grã-BretanhaTeam Sky) a 20s
4º Vincenzo Nibali (ItáliaLiquigás) a 31s
5º Frederik Kessiakoff (SuéciaAstana) a 34s
6º Maxime Monfort (BélgicaLeopard-Trek) a 59s
7º Bauke Mollema (HolandaRabobank) a 1.07m
8º Juan José Cobo (EspanhaGeox) a 1.47m
9º Janez Brajkovic (EslovéniaRadioshack) a 2.04m
10º Haimar Zubeldia (EspanhaRadioshack) a 2.13m
11º Marzio Bruzeghin (ItáliaMovistar) a 2.15m
12º Jurgen Van der Broeck (BélgicaOmega Pharma-Lotto) a 2.21m
13º Denis Menchov (RússiaGeox) a 2.35m
14º Joaquin Rodriguez Oliver (EspanhaKatusha) a 3.23m
16º Tiago Machado (PortugalRadioshack) a 3.38m
17º Nicolas Roche (IrlandaAG2R) a 3.47m
19º Daniel Moreno (EspanhaKatusha) a 3.59m
22º Michele Scarponi (ItáliaLampre) a 4.22m
28º Carlos Sastre (EspanhaGeox) a 6.48m
33º Luis Léon-Sanchez (EspanhaRabobank) a 10.10m
34º David Moncoutie (FrançaCofidis) a 10.28m
36º Sylvain Chavanel (FrançaQuickstep) a 10.51m
39º Vladimir Karpets (RússiaKatusha) a 14.37m

Froome, Fulsang e Kessiakoff são para mim as grandes surpresas do top-10. Estão a fazer uma excelente Vuelta e pelo que tenho visto, os dois últimos arriscam-se a lutar pelo pódio. Já o actual líder da prova é um homem “semi-desconhecido” cujo potencial ninguém conhece muito bem – veremos se conseguirá aguentar o peso da camisola, a exigência e dureza da prova e a concorrência ou se este resultado foi fruto do acaso.

Maxime Monfort – Estará em grande condição de forma? Se estiver, é um sério candidato à vitória.

Bauke Mollema – Não é à toa que ocupa o 7º lugar da classificação. Na razia que acabou por constituir o Tour para a equipa da Rabobank, foi Mollema o único corredor da equipa a dar nas vistas. É um homem que se sente bem na média montanha e defende-se de forma razoável no contra-relógio. Já envergou a camisola vermelha e o minuto e sete segundos que o separa da liderança não é uma barreira intransponível.

Janez Brajkovic continua por perto. Tem andado algo escondido. No entanto, creio que até Joaquin Rodriguez que é 15º (já venceu nesta Vuelta e já envergou a camisola vermelha) tudo é possível.

Carlos Sastre – Devia mudar o nome para Carlos (De)Sastre. Depois da vitória no Tour e das sucessivas mudanças de equipa, não acerta uma para a caixa. Qualquer dia, anda por aí a correr em estradas portuguesas.

Luis-León Sanchez – Alguém não se apercebe que o espanhol não é corredor para as grandes voltas e que colocá-lo nas grandes voltas mesmo que seja para ganhar etapas é desperdício?

David Moncoutie e Sylvain Chavanel – Mais do mesmo; prometem muito e cumprem pouco. Ainda bem que os franceses tem uma geração melhor a despontar.

Vladimir Karpets – Horrível. Há 10 anos atrás era este o grande talento do ciclismo mundial. Uma carreira que não é mais do que um tiro ao lado.

Nas outras classificações:

– Fruto das vitórias que obteve em duas etapas, Joaquin Rodriguez Oliver da Katusha tem a camisola verde dos pontos. Lidera com 74 pontos contra os 62 pontos de Bauke Mollema e os 50 do Eslovaco Peter Sagan da HTC. Estamos perante uma classificação estranha onde o primeiro sprinter puro é o espanhol Pablo Lastras da Movistar na 6ª posição com 48 pontos.

– A camisola da montanha é pertença do Irlandês Daniel Martin da Garmin com 25 pontos. Lidera contra os 23 do italiano Matteo Montaguti AG2R com 23 pontos e os 20 de Daniel Moreno da Katusha. As grandes etapas de montanha ainda estão para vir.

– A camisola do Prémio Combinado pertence a Bauke Mollema da Rabobank.  O 2º é Joaquin Rodriguez e o 3º Daniel Moreno.

– Por equipas lidera a Leopard-Trek. Roubou a liderança à Radioshack após o contra-relógio. A equipa dos portugueses Tiago Machado, Nélson Oliveira e Sérgio Paulinho está a 7 segundos. A 2.07 está a Rabobank.

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São os maiores

Pilar OlivaresReuters

Mika. Os grandes homens e os grandes atletas aparecem sempre nestes palcos nas alturas decisivas. Como se diz na gíria, o guarda-redes do Benfica recentemente contratado à União de Leiria, mostrou ter os “tomates no sítio”.

É preciso sofrer para vencer. Esta equipa portuguesa é uma equipa de sofredores. E ou muito me engano, ou será uma equipa de vencedores!

120 minutos de um jogo muito estático e sem grandes oportunidades de golo para ambos os lados, redundaram na marcação de grandes penalidades onde os nossos sub-2o estiveram literalmente com um pé fora da competição após 2 penaltis falhados pelo central Roderick e pelo trinco Danilo. Seria então da sorte bafejar Portugal ao 4º penalti, com uma bola em cheio na trave por parte do central Argentino Pirez (que devia ter sido expulso no decorrer da 2ª parte) e duas grandes defesas de Mika.

No lado Português, como os comentadores da RTP bem realçaram, Portugal não é uma equipa muito goleadora e não pratica um futebol bonito do ponto de vista atacante. No entanto, a selecção de sub-20 faz juz a uma das máximas mais importantes do futebol em que a defesa é realmente o melhor ataque. Ao nível defensivo, Ilídio Vale tem ali um enorme conjunto: o sexteto constituído por norma por Cedric, Nuno Reis, Roderick e Mário Rui (ontem foi Luis Martins o jogador que cumpriu com distinção o lado esquerdo da defesa) e os trincos Danilo e Pelé são o esteio de uma equipa vencedora. Principalmente o central Nuno Reis (imperioso no desarme e com um sentido posicional muito maduro para os seus tenros 20 anos) e os trincos Péle e Danilo, voltando ontem a ser jogadores incansáveis ora na transição de jogo de portugal como nas dobras aos colegas de equipa e no desarme às investidas dos argentinos.

Lá na frente, Caetano e Nelson Oliveira foram irrequietos e provocaram muitos problemas a uma defesa argentina que se tivesse pela frente um consistente contra-ataque de Portugal com mais homens teria tremido bastante.

Nelson Oliveira é de facto um jogador fenomenal. Tem um drible estonteante e brota fantasia em q.b no seu jogo. No entanto terá que crescer muito mais como jogador e (por exemplo) aprender a passar mais a bola aos seus colegas. De todas as intervenções do jogador do Benfica, grande percentagem foram intervenções em que o avançado do Benfica pegou na bola e pensou que ia fintar 5 ou 6 jogadores. Já Caetano peca por ser um jogador muito franzino.

Sérgio Oliveira é outro dos casos problemáticos nesta selecção de sub-20. Acompanhei o jogador durante 1 época no Beira-Mar. A técnica está lá, a inteligência está lá. A confiança é que parece não estar. O sérgio poderá ser um jogador excepcional quando um treinador o obrigar a estar presente no meio campo da equipa durante 90 minutos. O Sérgio tanto é capaz de fazer rasgos brilhantes e criativos em prol da equipa como de seguida desaparece da partida durante 20 minutos e pelo meio é capaz de arranjar uma picardia com 2 adversários e arranjar problemas com a arbitragem. É portanto um jogador que irá necessitar de muito acompanhamento por parte dos técnicos que lhe surjam pela frente durante a carreira.

Do lado argentino, Erik Lamela é de facto um grande jogador. Aquele pé esquerdo é absolutamente divinal a distribuir jogo e a bater bolas paradas. Justificam-se os 13 milhões dados pela Roma por um atleta que para já apenas mostra uma vicissitude muito negativa: à semelhança de Sérgio Oliveira, desaparece por momentos da partida.

Juan Iturbe mostrou-me novamente aquilo que já tinha visto no jogo entre o Cerro Porteño e o Santos para a Libertadores: pé esquerdo bem apurado, usa e abusa das tabelas com os colegas de equipa ao estilo Messi e é um jogador muito rápido ao nível de movimentos, coordenação motora e pensamento do seu jogo. Não terá muitas dificuldades em enquadrar-se ao alto nível no FC Porto com estas características.

Não fiquei impressionado com o guarda-redes Andrada. Se é certo que é alto, também me deu a parecer que é capaz do 8 e do 80 no mesmo jogo.

Também não fiquei impressionado com a defesa argentina. Mais do mesmo: caceteiros em demasia.

Portugal irá defrontar o vencedor do jogo entre a França e a Nigéria, jogo que se disputa hoje. A Nigéria é outra das selecções em destaque neste campeonato do mundo, fazendo à força que estes países africanos trazem usualmente ao mundial de sub-20 prova onde os Nigerianos já obtiveram uma final em 2005 onde apenas sucumbiram perante a Argentina de  Messi, Ustari, Lucas Biglia, Pablo Zabaleta, Ezequiel Garay, Kun Aguero e Fernando Gago, selecção onde muitos 3 anos depois viriam novamente a derrotar os Nigerianos para o Ouro olímpico em Pequim.

Como também foi dito pelos comentadores da RTP, esta vitória frente à Argentina tem um significado histórico muito forte em 1991, Portugal também derrotou os Argentinos no campeonato do mundo disputado em Portugal e acabaria por chegar à vitória.

Dessa selecção de sub-20 vingaram jogadores como Jorge Costa, João Pinto, Rui Costa, Capucho, Paulo Torres, Nélson, Abel Xavier, Peixe, Rui Bento, Brassard e outros menos sucedidos como Toni, Gil, Luis Miguel, Tó Ferreira, Tulipa, João Oliveira Pinto e Cao.

Para finalizar, a fotogaleria desta vitória:

Pilar OlivaresReuters

Vanderlei AlmeidaAFP

Vanderlei AlmeidaAFP

Pilar OlivaresReuters

Vanderlei AlmeidaAFP

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Antevisão da Liga Portuguesa

A 1 semana do início do campeonato e no dia da primeira prova oficial do futebol português com a disputa da Supertaça de Portugal no Estádio Municipal de Aveiro entre Porto e Vitória de Guimarães, com os planteis das equipas da 1ª liga bem compostos (alguns quase fechados) começo a antevisão da Liga Portuguesa. Nos próximos dias, para além desta antevisão, postarei as antevisões das 5 principais ligas europeias (La Liga Espanhola, Serie A Italiana, Premier League Inglesa, Ligue 1 Francesa e Bundesliga Alemã).

Espero escrever estes posts com o máximo rigor e com a maior isenção clubística possível. Peço também que me perdoem qualquer alteração às variáveis construídas nos planteis dos clubes que passarei a enunciar.

Pela extensão do conteúdo escrito neste post, agradeço também a todos que tiverem a paciência suficiente para ler do princípio ao fim, pedindo também que me possam perdoar qualquer gralha à língua portuguesa que encontrem no post.

Vitor Pereira passou pelo Feirense e Santa Clara enquanto treinador principal antes de ser convidado por André Villas-Boas para seu adjunto no Porto. O jovem professor de educação física tem a sua oportunidade de ouro de singrar no mundo do futebol esta época no FC Porto.

Começando pelo Porto, o campeão nacional.

O campeão nacional e vencedor da Liga Europa da época transacta inicia a época com um novo treinador, com participação marcada para a Liga dos Campeões, com algumas caras novas, sem no entanto ter alterado a espinha dorsal da equipa nos enormes triunfos de 20102011.

O Porto inicia a época sabendo que este ano poderá levar 6 troféus para casa, feito nunca antes conseguido pela histórica formação portista devido à inserção na época 20072008 da Taça da Liga. Num clube habituado a somar títulos sobre títulos, onde os seus quadros afirmam publicamente que a vontade de vencer nunca morre ano após ano, é caso para dizer que esta época pode ser especial para o clube caso consiga vencer as 6 competições em que está inserido. O último clube inserido em tantas competições foi precisamente o Barcelona, adversário do Porto no 1º troféu oficial da UEFA desta época: a Supertaça Europeia, competição cujo jogo se realiza no Mónaco. Em 20092010, o Barcelona participou em 6 competições (Liga, Taça do Rei, Supertaça Europeia, Liga dos Campeões, Supertaça Espanhola e Mundial de Clubes) não tendo conseguido vencer todas as competições.

A época portista encerrou com a despedida de André Villas-Boas para o Chelsea. Roman Abrahamovic namorou o treinador que achava a “cadeira do porto a cadeira de sonho onde queria ficar durante muitos anos.” Rapidamente, a cadeira de sonho voou para Londres e Pinto da Costa na perdeu muito tempo para criticar o técnico português com diversos argumentos. O FC Porto recebeu uma verba record de 15 milhões de euros pela desvinculação do técnico, valor que deu para comprar Danilo ao Santos (por exemplo) e rapidamente resolveu o problema da contratação do técnico português por parte do clube Londrino, dando a oportunidade ao seu adjunto Vitor Pereira de ocupar a posição de técnico principal do campeão nacional. Se é certo que pela falta de experiência nestas andanças enquanto treinador principal (nunca treinou na 1ª liga) pode ser um dos handicaps de Vitor Pereira para este novo desafio, também é certo afirmar que Pereira tem enorme experiência no futebol, conhece perfeitamente a casa onde vai treinar assim como os métodos de Villas-Boas e a massa humana que tem em mãos. No organizado, disciplinado e sempre ambicioso FC Porto, Pereira arriscar-se-à sempre a vencer.

Muito perto do Benfica, acabou no Porto. 13,5 milhões de euros pelo antigo colega de Neymar no Santos. Promessa para o futuro, contratação mais cara da Liga Portuguesa até ao momento.

A saída de Villas-Boas não foi o revés que desmontou a espinha dorsal do vitorioso FCP. Durante o mercado muito se falou sobre as possíveis saídas de João Moutinho, Hulk, Rolando ou Radamel Falcão. Chelsea, Manchestet City, Barcelona e Juventus foram alguns dos destinos veiculados para os jogadores em causa. Se Moutinho e Falcão (segundo a comunicação social desportiva eram os desejos expressos de Villas-Boas perante o proprietário do clube) as cláusulas de rescisão impostas pelo Porto não convenceram o multimilionário russo a abrir mão de mais do que 15 milhões de euros pagos pelo técnico português. No caso de Moutinho, o FC Porto anunciou há poucos dias atrás a compra dos 20% do passe do médio que restavam nas mãos do Sporting por um valor a rondar os 4,5 milhões de euros. Hulk, com a cláusula fixada nos irreais 100 milhões de euros ainda sofreu a cobiça do Manchester City, que rapidamente desistiu de contratar o jogador brasileiro perante a exigência de pagamento da cláusula de rescisão por parte do FC Porto. Rolando esteve muito próximo da Juventus e internacional português chegou mesmo a manifestar a vontade de sair para o clube italiano. Os 15 milhões de euros pedidos pelo Porto foram o obstáculo à concretização da transferência. Já Radamel Falcão suscitou interesse de meia europa. Chelsea e Atlético de Madrid tentaram negociar o jogador, mas o recente contrato assinado pelo Colombiano não só aumentou o vencimento do jogador no Dragão como afastou o interesse depois de fixada a nova cláusula de rescisão nos 45 milhões de euros.

Cláusula de rescisão: é essa a toada que marca a batida do mercado no Porto. Pinto da Costa foi expresso ao admitir que os jogadores saem sem qualquer movimento por parte do clube para os demover de uma eventual transferência caso os clubes interessados em comprar enviem um fax a declarar o pagamento das cláusulas de rescisão dos jogadores e transfiram o dinheiro para as contas do FC Porto. O FC Porto já não negoceia. Mantem a espinha dorsal de equipas vencedores e ainda se dá ao luxo (e ao dinheiro) de contratar jovens jogadores que nesta primeira época na europa irão apenas ambientar-se ao futebol europeu para no futuro serem jogadores capazes de dar cartas, ganhar títulos e render desportiva e financeiramente ao clube. Falo obviamente de Juan Iturbe, Danilo e Alex Sandro, três jovens promessas da América do Sul que custaram nada mais nada menos do que 27 milhões de euros aos cofres azuis e brancos. A juntar a estes três, está Kelvin, outro jovem contratado ao Atlético Paranaense.

Situação diferente tem por exemplo Djalma, Kléber, Rafael Bracalli e o regressado Castro. Se os 3 primeiros são atletas que vem da Liga Portuguesa para colmatar lugares com falta de soluções dos Portistas, devendo por isso ser as primeiras opções para os lugares de VarelaHulk e Falcão, o jovem centrocampista que na época transacta esteve em destaque ao serviço do Sporting de Gijón da Liga Espanhola (esteve com um pé para assinar pelos Espanhóis) voltou ao Dragão para a tentativa final de se afirmar no plantel azul e branco.
Já Bracalli será concorrência natural a Beto e Hélton, substituíndo como 3º guarda redes da equipa o azarado Kieszek, que quando chamado a intervir (Taça da Liga contra o Nacional da Madeira) teve uma exibição que custou a eliminação precoce da prova à equipa portista.

Na defesa, Otamendi e Rolando continuarão a fazer a dupla de centrais do Porto. Maicon e Sereno serão as soluções alternativas a estes dois jogadores. Álvaro Pereira continuará a dominar a esquerda, tendo a concorrência de Alex Sandro e de Emídio Rafael, que irá regressar nos primeiros jogos competitivos da época depois de uma grave lesão contraída em Barcelos para a Taça da Liga contra o Gil Vicente. Um dos atletas poderá ser dispensado mas apenas emprestado. O Ganês Addy, depois de uma tentativa de maturação na Académica sem grandes efeitos práticos deverá rodar mais uma época ou cedido em definitivo. Apesar da enorme agressividade demonstrada na Briosa, Addy não convence para alinhar no FCP.
À direita, Fucile e Sapunaru terão a concorrência de Danilo, que também poderá jogar a meio-campo.

No meio campo nada muda. Guarin, Fernando e João Moutinho deverão continuar a ser os médios titulares. O renascido Belluschi deverá alternar com o internacional português e com o internacional colombiano. Souza, muito apagado de Janeiro para cá deverá ter mais uma hipótese para ser escolha de Vitor Pereira, se bem, que pessoalmente não o acho jogador para o FC Porto. Castro é claramente uma opção para o lugar de Fernado e Ruben Micael será substituto natural de João Moutinho a 8, podendo eventualmente ter jogos em que faça de 10.

Depois de tanta polémica, avanços, recúos e indecisões na transferência e até uma proposta mais vantajosa apresentada pelo Sporting em Janeiro que o Atlético Mineiro vetou e o Marítimo aceitou, o antigo jogador do Marítimo e do Atlético Mineiro aterrou no Dragão.

No ataque, Hulk, Falcão e Varela manterão o trio imbatível. Cristian Rodriguez está de malas feitas, já se tendo escrito e dito na Comunicação Social acerca da hipótese Rubin Kazan mas ninguém acabou por levar o Uruguaio ( o Porto e o empresário do jogador afirmam que o cebola tem mercado; o Porto afirma conseguir vender por 8 milhões de euros, valor que ponho em duvida). Numa 2ª linha aparecerão James Rodriguez (é um jogador de excelência não haja a menor dúvida) podendo este arrancar o lugar a Varela, sendo que Djalma e Iturbe também irão tentar conquistar o seu espaço. O Argentino deverá mesmo passar pelo mesmo processo de James no ano transacto: aparecer com mais regularidade lá para o final da época, depois de concluída a fase de maturação. Falcão vê mais concorrência: Kléber está a fazer uma boa pré-época e dá excelentes indicadores para Vitor Pereira. Já Walter é uma grande incógnita visto que ainda não é certo o seu futuro. O cenário mais possível até hoje será mesmo o empréstimo a um clube Brasileiro onde o ponta de lança poderá jogar com mais regularidade.

Em suma, perante as mudanças verificadas tudo praticamente continua na mesma no FCP. A ambição, a equipa, os métodos, a organização. É um clube sempre virado para as vitórias e para a evolução. Roda de treinador, o favoritismo principal continua o mesmo. Uma época em que o Porto tentará vencer todas as competições e sinceramente, deve ser incluído no lote de possíveis vencedores da Liga dos Campeões caso mantenha o nível exibicional demonstrado na época passada.

Nolito. Para já a contratação mais sonante do Benfica neste defeso em conjunto com Alex Witsel, Ezequiel Garay e Joan Capdevilla.

O Benfica arregaçou as mangas e foi ao mercado reforçar o seu plantel.
Na brincadeira até se pode dizer que durante a pré-época esteve a construir 3 planteis , tal era a quantidade de jogadores que se apresentou no Seixal. Ao todo, restam 14 caras novas no plantel encarnado sendo que Rodrigo Mora e possivelmente Mika deverão seguir os destinos de outros reforços como Daniel Wass, Melgarejo, Leo Kanu, André Almeida, ou seja, o empréstimo a outros clubes para poderem jogar com mais regularidade daquela que poderiam não ter no plantel encarnado.

Saídas no plantel encarnados são mais que muitas. Começam pelo capitão Nuno Gomes (agora no Braga) Weldon, Roberto, Moreira, Shaffer, José Luiz Fernandez (chegou a jogar?) Alan Kardec, Luis Filipe, Fabio Coentrão, Sálvio (voltou ao Atlético de Madrid após empréstimo, tendo sido noticiado hoje que poderá voltar a Portugal para representar o Porto caso os portistas aceitem uma proposta de 25 milhões de euros + sálvio por Falcão) e Sidnei. Por resolver continuam as dispensas de Jardel (não vingou no Benfica depois de ter sido contratado em Janeiro ao Olhanense) Carlos Martins (sim, dispensado!!) Luisão (não está dispensadoquer sair mas a bom da verdade ninguém o quer) Miguel Vitor (ora é emprestado, ora regressa, ora vai novamente de empréstimo) Fabio Faria (ainda lá anda é certo!!) Nelson Oliveira (deverá rodar mais um ano) e equipasRodrigo Mora e Júlio César (onde é que vamos por tantos guarda-redes?!)

Roberto: Polémica. Do dia da sua contratação ao dia da sua saída.

A começar pela baliza: Roberto saiu num negócio estranhíssimo que motivou um pedido de explicações da CMVM e uma suspensão temporária das cotação em bolsa da Benfica SAD. Eduardo, Mika e Artur Moraes são o trio de guarda-redes do Benfica para esta época. Creio que é mais que dado assente. Eduardo e Artur irão lutar pela titularidade. Jesus tem apostado mais no brasileiro que veio do Braga.

Na defesa, se Danilo escapou para o rival FCP, o Benfica conseguiu reforçar-se muito bem para o lado contrário contratando o defesa-esquerdo campeão Francês pelo Lille Emerson e o campeão do mundo pela Espanha Capdevilla, antigo jogador do Villareal. O jogador Brasileiro parece ser uma excelente aquisição pois pelo que vi é um lateral muito certinho a subir no terreno e a defender. Já o Espanhol não necessita de qualquer tipo de apresentações: é um jogador fabuloso que ataca bem e defende ainda melhor. Está em final de carreira mas é um excelente reforço para o Benfica.
No miolo, Luisão, Miguel Vitor, Garay e Roderick são as opções. Luisão e Garay farão a dupla de centrais de grande parte da época. Dois jogadores muito experientes, se bem que nunca fui muito apreciador de Luisão. Já Garay é um central bastante inteligente, raçudo e rápido e eficaz no desarme. Roderick e Miguel Vitor são as opções: o internacional sub-20 tem imenso talento mas falta-lhe traquejo; já Miguel Vitor não tem estaleca para jogar no Benfica.
À direita, Maxi (dispensa apresentações) e Ruben Amorim. A meio do defeso noticiou-se que o Uruguaio queria regressar à sua terra natal, facto que não se veio a concretizar. Não é o “melhor lateral direito do mundo” como diz Jesus mas está entre os melhores seguramente. Sofreu uma evolução tremenda desde que chegou a Portugal. Era um verdadeiro tosco e sarrafeiro. Tornou-se pau para toda a obra, um jogador de excelência. Era uma pena sair do Benfica para voltar ao Uruguai.


No meio campo, Javi Garcia continuará a ser o pivot defensivo. Terá a concorrência do Belga Witsel (pode fazer 6 e 8, assim como jogar aberto num dos lados) que é outra das grandes contratações do Benfica: apesar do seu passado conflituoso no Standard de Liège (as entradas duríssimas que lhe valeram castigos pesados) é um jogador agressivo q.b, com um toque de bola formidável, um passe recheado de qualidade, um sentido posicional interessante e uma elegância fora do comum. Nuno Coelho também será alternativa a este lugar. O antigo jogador da Académica terá poucas hipóteses de jogar no Benfica. Ainda no miolo, Nemanja Matic é solução para jogar mais à frente. O sérvio que veio no pacote da transferência de David Luiz para o Chelsea parece ter bom toque de bola mas ainda está muito macio.
Mais à frente poderão jogar Aimar, Bruno César (ainda não vi nada que o rotule de craque) Nico Gaitán (nas alas ou a 10) sendo que o Argentino aparece novamente cheio de genica e já suscitou interesse por parte de grandes europeus como o caso do Manchester United e o reforço Enzo Perez, que alinha preferencialmente pela direita do meio campo. Carlos Martins recebeu ordem de dispensa. Creio que a dispensa do internacional português não se deve propriamente por motivos de rendimento mas sim por problemas que o jogador deverá ter causado ao seu treinador, tricas a que o médio português já nos habituou. O seu futuro deverá passar novamente pelo estrangeiro.

Na frente, mantem-se a dupla CardozoSaviola, sendo que o Paraguaio poderá sair a qualquer momento à troca com Hugo Almeida do Besiktas. Nolito e Franco Jara serão jogadores para alinhar preferencialmente nas extremidades do terreno sendo dois desiquilibradores: o Espanhol já deu para ver que afinal tem imenso talento e que a sua permanencia no Barcelona não se deu devido ao facto de ser um jogador que não se enquadra nos escalonamentos tácticos de Pep Guardiola. No entanto parece ser um jogador muito veloz, com um drible interessante e com os olhos sempre postos na baliza. Rodrigo será mais uma opção para o ataque, depois do empréstimo ao Bolton.

Esta época será para o Benfica uma época de transição. Depois de ter perdido a espinha dorsal da conquista do título nacional 20092010 surge novamente renovado para um novo ciclo comandado por Jorge Jesus. O título é o objectivo assim como a Taça, Taça da Liga e uma boa figura na Liga dos Campeões, onde para já os encarnados terão que medir forças com o matreiro Twente da Holanda no playoff de acesso.

Comprar muito nem sempre significa comprar com qualidade. O Benfica é exemplo disso. A contratação de muitos jogadores que chegaram a Lisboa apenas para assinar contrato e logo partirem de empréstimo não é a melhor das políticas do futebol actual mesmo tratando-se de jogadores jovens. Muitos dos atletas acabaram por não se ambientarem convenientemente aos métodos encarnados, sendo portanto mais difícil a sua readaptação quando voltarem dos empréstimos.

Por outro lado, a confusão com os guarda-redes só veio reforçar algum panico do treinador em relação ao sector. Roberto acabou por ser despachado para Saragoça depois de muitos frangos e muitos votos de confiança. Júlio César é um guarda-redes inseguro, Mika é inexperiente, Eduardo é um excelente guarda-redes mas não dá menos frangos que Roberto e Artur parece ser o mais estável de todos. O pobre Moreira foi sempre mal-amado na Luz e finalmente foi procurar a sorte noutro destino.

No entanto nem todos são más contratações no grande de Lisboa. Witsel, Nolito, Emerson, Garay e Capdevilla são contratações que a juntar aos que transitam dão condições ao Benfica de fazer melhor época do que anterior. O Benfica poderá concorrer directamente com o Porto na luta pelo título nacional assim como poderá ir mais longe na Champions, onde na época passada o Benfica não conseguiu ir mais além do que a fase de grupos da prova.

Domingos Paciência tem em Alvalade o maior desafio da sua jovem carreira enquanto treinador de futebol: devolver o Sporting aos grandes palcos. O trabalho que fez em Braga é motivo mais que suficiente para os adeptos do grande de Lisboa acreditarem que não existem três anos muito maus no clube.

A correr por fora, o renovado Sporting de Domingos Paciência.

15 novas caras numa autêntica limpeza de balneário e num investimento nunca antes visto no clube, agora presidido pelo Engenheiro Godinho Lopes.

O novo presidente do clube de Alvalade, tratou de arrumar a casa após as polémicas eleições para a presidência do clube Leonino. Fez regressar dois excelentes profissionais com provas dadas no Sporting no passado ao clube: Carlos Freitas e Luis Duque. A Duque pertence a liderança do futebol profissional nos anos de conquista de título nacional em 2000 e 2002. A Freitas, contratações como a de Polga, Lièdson, Douala, Rochemback, entre outros…

Apalavrou Domingos e Domingos cumpriu sua palavra. Mais duas semanas e Domingos seria treinador do Porto. O técnico encerrou o ciclo em Braga “ e de Braga” trouxe dois jogadores: Rodriguez e Luis Aguiar. A defesa do Braga do 1º ano de Domingos está praticamente completa.

Dos nomes prometidos pelo Eng. Godinho Lopes não veio nenhum. No entanto, o Sporting apostou numa excelente política de contratações. Investiu. Lançou-se ao que podia e ao que não podia. Construiu um bom plantel. Domingos é um treinador com condições para fazer melhor figura que os seus antecessores, inclusive Paulo Bento. Tomara Paulo Bento ter um plantel tão rico em soluções como o que dispõe actualmente domingos.

O Sporting entra nesta época com o objectivo de voltar à luta pelo título após dois anos frustrantes. As Taças também são objectivos assim como progredir o máximo possível na Liga Europa, competição onde Domingos tem um claro amargo de boca.

Domingos terá então pela frente o desafio de enquadrar convenientemente as novas peças do puzzle leonino.

Na baliza, nada de novo. Mesmo perante algum assédio do Manchester United (contratou De Gea ao Atlético de Madrid por 22 milhões) Rui Patrício continua a ser o títular indiscutível da baliza leonina. Marcelo Boeck foi contratado ao Marítimo para fazer concorrência.

Na defesa está o maior quebra cabeças de Domingos Paciência. Em relação às épocas transactas, a defesa sportinguista ganhou altura com a contratação de Oneywu ao Milan (esteve em empréstimo nos Belgas do Standard de Liège) mas o norte-americano parece ser um jogador muito pouco elegante e demasiado ríspido na abordagem aos lances. No entanto é uma clara vantagem no jogo aéreo. Ao seu lado terá Rodriguez. Esse será titular de caras neste Sporting. Será o patrão da defesa. Tem o handicap de ser um jogador propício a muitas lesões durante a época. Carriço é o outro central a ameaçar a titularidade. Terá muita concorrência, por isso, terá que melhorar o seu rendimento. Anderson Polga é o clássico que nunca passa de moda. Não é um central brilhante mas entrega-se muito ao jogo e poderá ser muito útil em caso de lesões.
Na ala esquerda Evaldo será o titular. Não terá a companhia de Grimi, ainda sem colocação mas sim do jovem Turan, internacional sub-19 que o Sporting foi buscar ao extinto Grenoble. Um jogador que gosta muito de atacar e bater livres. Tem dificuldades em defender e terá que melhorar o seu jogo se quiser roubar o lugar a Evaldo. Na direita será João Pereira a mandar. É o melhor lateral a actuar em Portugal. Na concorrência, Pereirinha volta ao clube de Alvalade. É multifacetado, tecnicamente interessante e pode acrescentar versatilidade. Santiago Arias é o internacional sub-20 pela Colômbia que terá como missão render Pereira.

No meio campo, várias contratações. Fito Rinaudo é um jogador agressivo que se entrega muito ao jogo. Não é tecnicamente brilhante mas é interessante a desarmar (é duro, usa e abusa do corpo para desarmar) parece ter ponto forte nos lançamentos à distância e é muito inteligente a ler o jogo adversário e a entrar nos espaços vazios. Preenche o meio-campo com facilidade e aventura-se no ataque. O Holandês Stijn Schaars é um jogador inteligente. Dono de um pé esquerdo interessante, é o jogador que pode pautar o jogo leonino, gosta de rematar de longe. André Santos perdeu um pouco de espaço neste novo Sporting mas é um jogador a ter em conta pela inteligência com que aborda o jogo e pela qualidade técnica que tem. Terá que ser mais rápido a pensar o jogo. Mais à frente Luis Aguiar dispensa apresentações e pode ser um joker para esta equipa. Matías Fernandez acabou a época passada em grande forma e terá muita concorrência neste meio campo que viu perder esta época Maniche, Pedro Mendes e Zapater.
Quem está de regresso é também Marat Izmailov. Mais fresco que nunca. Pode actuar no miolo ou nas alas consoante a disposição táctica do treinador. É sem dúvida o maior “reforço” leonino para este temporada.

Na frente, muita magia nas alas com as contratações de Capel, Jeffren e Carrillo. São três malabaristas que só pensam em desequilibrar. Os primeiros dois são jogadores muito interessantes para a Liga Portuguesa. O jovem internacional espanhol que veio do Sevilla é um jogador que não há muito tempo andou envolvido em disputas de Barça e Real Madrid pelo seu concurso. O jovem espanhol de ascendência Venezuelana é um jogador que apesar da idade já conta com enorme experiência e com títulos na algibeira. Ambos vêem o Sporting como rampa de lançamento para as suas carreiras e quiçá como via para chegar à lá roja novamente.
O Peruano vem com “ganas” de vencer e pelo que tenho visto é um jogador com uma capacidade técnica incrível onde sobressai o drible fácil e as rápidas desmarcações. Juntar-se-ão a Yannick Djaló. Na frente, Van Wolfswinkel é um avançado muito móvel e semelhante a Hélder Postiga. Abre muitos espaços e não é de todo um concretizador nato. Bojinov por outro lado é um avançado mais técnico. Descai muito para as alas e tenta no Sporting a glória que não alcançou nas passagens por Juventus, Manchester City e Parma. Já Diego Rubio vem para marcar golos e já deu a entender que é um matador. Aos 18 anos, o Chileno vem rotulado de craque e já o comprovou, obtendo uma percentagem muito interessante dos golos leoninos nesta pré-época. Para já, Rúbio leva vantagem no onze perante a concorrência.

Para trás ficam Valdés, Vukcevic, Grimi, Saleiro, Zapater, Pedro Mendes, Maniche, Torsiglieri e Abel. Exceptuando o agora vimaranense Pedro Mendes, nenhum dos outros deixa saudades.

Leonardo Jardim – Um exemplo de sucesso. Em poucos anos, treinava nos distritais da Madeira. Daí em diante foi sempre a subir ate ao topo do futebol português com duas súbidas de divisão em Chaves e no Beira-Mar e um trabalho bastante interessante por onde passou.

O presidente do Braga António Salvador está, como diz a gíria popular, nas suas sete quintas.
Não é para menos. O Braga é hoje um clube respeitado em Portugal e já traçou um trilho interessante na Europa. Se na época 20092010, os Bracarenses lutaram até ao último minuto da prova contra o Benfica pelo título nacional, é preciso recuar alguns anos para que se possa compreender todo o trabalho que está por detrás desta senda de história no clube minhoto.

Leonardo Jardim foi portanto o treinador escolhido para render Domingos Paciência, aquele que colocou Braga no mapa Liga dos Campeões e que acrescentou mais-valia ao trabalho que já vinha sendo feito no clube pelos dois anteriores técnicos: Jesualdo Ferreira e Jorge Jesus, curiosamente dois técnicos campeões nacionais no FC Porto e Benfica após terem saído de Braga. Como não há duas sem três, será Domingos capaz de vencer o título em Alvalade após ter treinado o Braga?
Perante o brilhante passado recente do clube, Leonardo Jardim apenas pode sentir um motivação extra para continuar a consolidar os pergaminhos do Braga. O madeirense está ciente que precisa de arregaçar as mangas.

Depois de uma época explendida de triunfos, em que o Braga não esteve tão bem no campeonato mas mesmo assim conseguiu um folgado 4º lugar, mas, em que na Europa fez uma fantástica participação na Liga dos Campeões com a eliminação histórica do Sevilha nos playoffs e a vitória sobre o Arsenal na fase de grupos, juntando aos grandes embates da Liga Europa (Liverpool, Dinamo de Kiev, Benfica) onde o clube foi um honroso vencido frente ao FC Porto numa final portuguesa inédita, a mudança de treinador no clube minhoto não significa mudança do nível de exigência. Perante os grandes feitos do clube, é de esperar que a massa associativa bracarense peça mais e melhor.

De Leonardo Jardim, asseguro tranquilamente aos adeptos do Braga trabalho, competência, rigor, disciplina e um futebol bastante equilibrado onde cada jogador saberá o que fazer em campo sem prejudicar a equipa como um colectivo.

Como este ano não há Liga dos Campeões mas sim Liga Europa, ou seja, como a competição europeia não é tão rigorosa e tão capaz de destruir planteis, Leonardo Jardim poderá ter mais calma para apostar em bons resultados nas competições internas sem descurar porém bons resultados lá fora.

Mesmo perante o dinheiro amealhado na participação na Liga dos Campeões e as vendas que o clube tem realizado nas últimas épocas, o Braga ainda não assume como um clube que possa descartar vender as suas jóias da coroa. Vai conseguindo aguentar (mediante as suas possibilidades) o máximo de valor que puder nas suas fileiras, apostando quase sempre numa política de contratações de qualidade a baixo custo em clubes portugueses.
Por mais um ano, esta política manteve-se. Mesmo perante a saída de Rodriguez para o Sporting, Silvio para o Atlético de Madrid (dizia-se que estava a caminho do Porto) Paulão para o Saint Ettiène, o Braga perdeu nos últimos anos todo o seu forte, a sua defesa.
Jardim não hesitou em contratar jogadores de qualidade a baixo preço com o aval de confiança e conhecimento sobre os atletas. Assim para a defesa, os bracarenses contrataram Rodrigo Galo ao Gil Vicente, o central Nuno André Coelho ao Sporting, Baiano, Imorou e o poderoso Paulo Vinícius, mais um central que irá dar que falar nos próximos tempos. Não deixa porém de ser uma defesa nova, que poderá demorar alguns jogos a adaptar-se ao jogo em conjunto. Leonardo Jardim já afirmou que a sua equipa poderá render muito o futuro.

No meio campo, Jardim contratou um jogador que há muito se tinha comprometido com o Braga, o Líbio Djamal (ex-Beira-Mar) homem que irá dar muito músculo ao meio-campo dos minhotos. Djamal é portanto um dos jogadores mais fortes fisicamente que vi actuar em Portugal. Junta-se à qualidade de Hugo Viana, Márcio Mossoro, Custódio, Leandro Salino e Pizzi, jogador que será claramente um dos melhores homens do campeonato desta época pelo virtuosismo que parece querer mostrar. Relembro que durante o defeso se falou que este jogador poderia sair para o Dinamo de Moscovo por 7.5 milhões de euros.

Dispensado pelo Benfica, mudou-se de armas e bagagens para Braga onde cumprirá a vontade de continuar a ser profissional de futebol. Novo desafio para o avançado que surpreendentemente foi chamado por Paulo Bento para o amigável da próxima semana da Selecção Nacional. Aquando da sua contratação, António Salvador foi peremptório ao afirmar que a contratação de Nuno Gomes não se tratava apenas de um fenómeno desportivo “visto que o futebol vai muito mais além do âmbito desportivo”. Fez muito bem. A experiência de Nuno Gomes será muito valiosa para o clube assim como a sua vontade de voltar a brilhar depois de um ano em que foi descartado no Benfica.

Na frente, o Braga é uma equipa recheada de talento num misto de juventude e experiência. Nas alas, os jovens Ukra e Hélder Barbosa darão rapidez e criatividade aos flancos na companhia dos veteranos Alan e Paulo César. No centro do terreno, Nuno Gomes, Meyong, Lima e o cabo verdiano Zé Luis tentarão ser os bombardeiros de serviço da equipa.

Estou portanto com curiosidade para saber como se vai apresentar este novo braga. Os alicerces estão montados para a prova de fogo de Jardim no futebol português. Espero que o madeirense possa fazer tão bom percurso no Braga como fez no Beira-Mar.

Por falar em Beira-Mar

Depois de meio ano no comando técnico do Beira-Mar que serviu para tomar conhecimento de todas as realidades do clube. Rui Bento prepara-se claramente para executar trabalho na equipa aveirense da qual, perdõem-me, sou sócio.

O defeso do Beira-Mar ficou claramente marcado pois dois acontecimentos: a constituição de uma sociedade anónima desportiva na qual se acertou o investimento do Iraniano Majid Pishyar (ver categoria Beira-Mar) sendo que a SAD será registada na próxima segunda-feira e as saídas do clube de jogadores muito importantes na campanha da época passada.

Tímbre do clube aveirense nos últimos anos fruto das dificuldades financeiras que atravessa, cada defeso é obviamente marcado por autênticas limpezas de balneário, visto que o clube depende muito de jogadores emprestados e tem claras dificuldades em segurar os seus melhores jogadores perante o assédio de equipas com maior poderio. Esta época não foi excepção. Sai uma equipa inteira, entra outra.

Saem jogadores importantes como Renan, Djamal, Leandro Tatu, João Luiz, Ruben Lima, Wilson Eduardo e Élio que não foi feliz no regresso a Aveiro. De forma estranha também sai um Ruben Lima, jovem promissor, a custo zero para o campeão croata Hadjuk Split sem ter sido utilizado por Rui Bento quando era uma das apostas de Leonardo Jardim até Fevereiro. Outros jogadores saem depois de passagens poucos felizes, casos de Wang Gang e Sérgio Oliveira (regressou ao Porto).

Entram outros jogadores onde se destacam Djiman Koukou (ex-Creteil) jogador que tem sido apontado na pré-época como um jogador que domina muito bem o meio campo, Alex Hauw (ex-Naval) um centro campista muito versátil e que transporta muito bem a bola na transição defesa-ataque, o Alemão Dominic Reinold (repescado no futebol americano) homem que terá a missão de marcar golos, Siaka Bamba (emprestado pelo Guimarães) tendo a missão de fazer esquecer Djamal visto que apresenta mais ou menos as mesmas características do Líbio que agora foi jogar para Braga, Cristiano (ex-Sporting), Zhang (ex-Leiria) e Douglas por empréstimo do Vitória de Guimarães.
Com menos visibilidade apresentam-se os reforços Edson, Joãozinho, João Pereira, Olivier (todos defesas) e Nildo Petrolina numa equipa que já pode contar com o avançado Dudu após o atleta ter ficado 6 meses sem jogador devido a falta de inscrição por falta de envio do certificado internacional do clube brasileiro onde jogava.

Da época transacta mantém-se os experientes Pedro Moreira, Yohan, Hugo, André Marques (não tem lugar nesta equipa do Beira-Mar e em nenhuma da primeira liga) Artur, Rui Sampaio, Rui Rego, Paes e Jaime.
Com futuro incerto no clube continuam os guarda-redes Renato e Jonas Mendes, o defesa Tinoco, os médios Tiago Barros, Bornes, André Sousa e Ricardo Dias (deverão ser novamente dispensados) e o avançado Serginho.


Só a vitória nos satisfaz. C´mon Yellows!

Não tendo a qualidade do plantel do ano passado, o plantel desta época do clube aveirense não é mau de todo. Não dá para grandes gastos e só o decorrer do tempo poderá avaliar o trabalho da equipa e do técnico Rui Bento, cuja qualidade continuo a apelidar de muito duvidosa para treinar qualquer clube da 1ª Liga. Mesmo perante o cenário de um investimento interessante por parte do Iraniano Pishyar, o clube terá que viver de acordo com as suas possibilidades e fazer o melhor possível com o que tem. O melhor possível será uma época tranquila à semelhança da época passada e quiçá fazer uma boa taça de portugal e uma boa taça da liga. Se tal for cumprido, a época do Beira-Mar pode dizer-se como cumprida.

Vitória de Guimarães

Olhos na Europa. No Vitória de Guimarães trabalha-se para atingir o objectivo europeu. É claramente o lema de um clube que apesar da infelicidade de ter caído na 2ª liga em 20052006 é um dos únicos clubes do futebol nacional que luta sempre para atingir objectivos altos.

A receita mantem-se. Manuel Machado e contratações de enorme qualidade apesar da instabilidade ao nível de plantel que acontece no Vitória no fim de cada época. A exigência de objectivos a cumprir assim o obriga. O Vitória procura o melhor e como tal precisa sempre de melhorar as suas equipas. Daí que a cada defeso sejam sempre muitos aqueles que saem (ora para clubes de maior dimensão em virtude de boas prestações, ora porque não cumpriram os objectivos que lhes eram designados) e aqueles que entram para ajudar o Vitória a entrar no top-5 da liga portuguesa.
O Vitória entra na época 20112012 com muitas caras novas, grande parte delas desconhecidas do público portugues mas cujas contratações são resultantes de critérios elevados de exigência.

A baliza continua entregue a Nilson.

Na defesa, algumas mudanças em relação à época transacta. Entra Rodrigo Defendi (a maior contratação do Vitória esta épocaantigo jogador de Paraná, Palmeiras, Udinese, Cruzeiro, Tottenham AS Roma) jogador que aos 25 anos ainda tenta uma afirmação na Europa, o central Marroquino Addoua, que já passou por clubes como o Lens e o Nantes. Juntam-se aos laterais direitos Alex e Tony, aos jovens centrais Freire e N Diaye (Freire é um jovem jogador com muito mercado lá fora) ao experiente central João Paulo e aos laterais esquerdos Anderson Santana e Bruno Teles. Manuel Machado parece ter aqui muitas opções de qualidade para a defesa.

Pedro Mendes regressa ao seu clube do coração após passagens por FC Porto, Portsmouth, Tottenham, Rangers e Sporting. Uma carreira de ouro para um médio de luxo que deixa saudades em todos os clubes por onde passou.

No meio campo, Pedro Mendes regressa à cidade berço depois de ter rescindido com o Sporting. Atacado por muitas lesões no último ano, o experiente médio tenta novamente voltar às grandes exibiçõesjogar. Entra também o jovem Uruguaio de 20 anos Jean Barrientos, Leonel Olimpo (médio que se destacou ao serviço do Paços de Ferreira) regressa Henrique Dinis, médio talentoso que teve por empréstimo na equipa B do Deportivo. Juntam-se a Rafael Crivellaro, ao experiente João Alves e aos alas Renan Silva e Edson Sitta. Fora do plantel de Manuel Machado ficou Siaka Bamba, emprestado ao Beira-Mar. O Beira-Mar teve imensa sorte em receber um jogador que tem lugar de caras neste plantel vitoriano, que este ano ficou órfão do seu histórico trinco Flávio Meireles, que acabou carreira.

Para as alas e para a frente do ataque, Manuel Machado dispõe de muitas soluções atacantes que dão muito poder ofensivo a esta equipa.
Para as extremidades do ataque, Tiago Targino, Faozi, Paulo Sérgio e Maranhão. Todos são muito rápidos, muito fortes a ganhar a linha para cruzar e podem incutir bastante fantasia no ataque vitoriano. Na área, estarão Edgar Silva, o Argelino Soudani (jogador que promete muito vistas as intensas negociações que o vitória teve na sua contratação) o boliviano Saucedo (outro reforço) e a dupla William e Marcelo Toscano, dois jogadores que ainda tentam a sua afirmação definitiva no clube vitoriano. William é um avançado mais móvel enquanto Toscano é um jogador universal que pode actuar ora a extremo, ora a 10, ora a 9. Toscano é um jogador com algum potencial e até começou da melhor forma a sua carreira na liga portuguesa com um hat-trick na 1ª jornada da liga 20102011 mas com o tempo veio a ter menos importância na carreira vitoriana.

Perante este tipo de soluções no seu plantel, o vitoria prepara novo assalto à Europa. Finalista vencido da Taça do ano transacto tentará obviamente igualar ou melhorar o pecúlio na Taça e quiçá vencer hoje o FCP na supertaça. Tentará ir o mais longe possível na Liga Europa, sabendo de antemão que a própria qualificação para a fase de grupos será muito complicada visto que no playoff de apuramento vai medir forças com o poderoso Atlético de Madrid.

Alvo de investigações do Ministério Público, o histórico presidente dos Nacionalistas é suspeito de corrupção fiscal num dossier onde até membros do governo regional madeirense estão a ser investigados.

O Nacional de Ivo Vieira foi a primeira equipa da 1ª liga a iniciar o seu trabalho. Devido à participação precoce na 2ª pré-eliminatória da Liga Europa onde os nacionalistas bateram os Islandeses do FH com um total de 3-1 nas 2 mãos e na 3ª onde o clube madeirense não deu hipóteses ao Hacken da Suécia com um compto geral de 4-2 (vitória 3-0 em casaderrota 2-1 fora) a equipa do arquipélago da Madeira teve que iniciar a sua preparação muito mais cedo que as outras equipas.
Do ponto de vista financeiro isso não impediu um bom reforço da equipa de modo à construção de um plantel competitivo. O Nacional está bem de finanças e tem bons contactos no Brasil, o que lhe permite arranjar rapidamente soluções para o seu plantel. Do ponto de vista desportivo, a competição precoce em relação a todos os outros clubes da Liga não permitiu ao Nacional trabalhar com eficácia as suas soluções e o automatismos de jogo, marcar amigáveis de qualidades contra outras equipas e pode ser um esforço que saia caro à equipa com o alongar da época.

No defeso, poucas saídas do plantel, algumas entradas
Em destaque nas saídas, a do guarda-redes Bracalli para o Porto. Nas entradas, destaque para a contratação de Candeias ao Portimonense e o médio Elizeu do Palmeiras.

Na baliza, com a saída de Bracalli a luta será a três: os brasileiros Elisson e Marcelo Valverde e o jovem montengrino Giljen.

Na defesa, muita qualidade como é apanágio do Nacional. Felipe Lopes, Tomasevic, Danielson, Claudemir e Nuno Pinto permanecem no clube.

No meio-campo, exceptuando as entradas de Elisson e Candeias , fica mais ou menos tudo na mesma: permanencias dos criativos Mihélic, Juliano e Skolnic, dos lutadores Luis Alberto e Todorovic e do rápido João Aurélio.

Para a frente, soluções como Mateus, Diego Barcellos, Mário Rondon (contratado ao Paços) Anselmo, Edgar Costa e os reforços André Recife e Oliver. Tirando os contratados, são todos jogadores muito rápidos, muito versáteis e sempre com os olhos postos na baliza.

O Nacional terá novamente o objectivo de ficar no top-5 da liga portuguesa e tentará fazer melhor que o que tem feito nas últimas épocas na Liga Europa (no playoff joga contra o Birmingham da 2ª divisão inglesa) na Taça e na Taça da Liga.
A choupana será novamente sinónimo de dificuldades para as equipas do continente assim como a equipa madeirense deverá prometer novamente bons resultados fora da ilha.

A União de Leiria inicia a época 20112012 mergulhada em polémica. Dificilmente voltará a jogar no Estádio Magalhães Pessoa, à venda 7 anos depois do euro 2004

Defeso muito complicado para a União de Leiria de João Bartolomeu. Aliás, os defesos complicados começam a ser imagem de marca do clube do lis. Ora se despedem treinadores na fase de preparação da equipa, ora se encontram contratos desportivos fraudulentos, ora a equipa muda de cidade pois rejeita continuar a jogar no estádio municipal.
Culpa disso o facto da equipa assumir uma espécie de duas direcções: a do clube e a da SAD. Culpa do facto dos poucos sócios leirienses continuarem a confiar os destinos do clube a uma espécie de ditador chamado João Bartolomeu.

Sou muito sincero quando falo da União de Leiria. É um clube que não tem a ponta que se lhe pegue. Não tem capacidades para andar pela 1ª liga, não tem adeptos, não tem uma época estável ao nível de organização interna, não tem capacidade por lutar por nada. Existem muitos clubes na 2ª liga e até na 2ª divisão B que metem mais gente nos estádios e tem mais capacidade financeira e estrutural para a 1ª liga do que a União de Leiria. Tais factos fazem-me acreditar que mais ano ou menos ano a União cairá por aí abaixo no futebol português.

Pedro Caixinha resistiu ao defeso. É praticamente uma novidade na turma leiriense, após as demissões de treinadores nos últimos defesos.
A direcção Leiriense brindou o jovem treinador com muitos reforços. Muita quantidade pouca qualidade. Entraram Chula (ex-Porto) Luis Leal, Diego Gaúcho, Pedro Almeida, Manuel Curto, Basso Tiago Terroso, o francês Eirchot, Zahovaiko, Abubakar, o experiente central Hugo Alcântara, Bruno Moraes, Djaniny, Ivo Pinto, Jô, Élvis, José Henrique, Shaeffer, Maykon (ex-Paços) e Francisco Júnior. Muita juventude, muita inexperiência, muito tiro no escuro. De todos estes reforços apenas é certo que 4 jogadores estejam capazes de enfrentar um ritmo de 1ª liga. São os casos de Manuel Curto, Hugo Alcântara, Bruno Moraes e Maykon. O resto são autênticos tiros no escuro ou jogadores que não demonstram talento para estas andanças.

Como se tal não bastasse, o Leiria não conseguiu segurar jogadores como Bruno Miguel, Vinicius, Mika e Mamadou Tall.

Actualmente o plantel leiriense ainda não sofreu dispensas e continua a trabalhar com 36 atletas sendo que muitos serão dispensados nas próximas semanas.
Todavia, não gabo muita sorte a Caixinha este ano. No meu entender, a União é desde já candidata à descida.

Pedro Emanuel estreia-se na Académica

Ao contrário das últimas épocas, a palavra estabilidade é a palavra chave que marca a apresentação da Académica. A estabilidade, a rápida tomada de decisões e a confiança podem levar a Briosa a altos voos.
José Eduardo Simões apadrinha a estreia como técnico principal a Pedro Emanuel, sendo que o objectivo claro da Briosa continuará a ser os primeirosPelo contrário apresenta-se a Académica. 7 lugares da liga Portuguesa, objectivo que já tem barbas de velho mas que tem sido fracassado nas últimas 56 épocas. No entanto, ao contrário das últimas épocas, tirando a mudança de treinador (Emanuel substitui Ulisses Morais que esteve em Coimbra só de passagem) o plantel continua basicamente o mesmo o que é de facto um bom sinal para o arranque da nova época dos estudantes.

Algumas saídas de relevo que já eram previstas pela direcção da Briosa, casos de Sougou para o Cluj da Roménia, de Pedrinho para o Lorient de França, de Nuno Coelho para o Benfica. regresso de Addy ao clube de origem após empréstimo aos estudantes, de Amaury Bischoff para o Dinamo de Bucareste e do Panamiano Garcés após passagens decepcionantes pela briosa e de Miguel Fidalgo para o Vitória de Setúbal após passagem risonha por Coimbra.

Entraram Rui Miguel (ex-Kilmarnock) dos antigos Navalistas João Real e Marinho, jogadores que vão acrescentar algumas experiência e qualidade ao colectivo, Adrien e Diogo Valente ficam na Briosa que também recebe Cedric do clube de Alvalade, jogar que pelo seu talento irá tentar jogar mais aproveitando a saída de Pedrinho para o Lorient.

O núcleo duro do plantel da época passada continua: o guarda-redes Peiser, os defesas Orlando, Berger e Helder Cabral, os médios Diogo Melo, Diogo Gomes, Diogo Valente, Hugo Morais e o ponta de lança Éder, jogador do qual admiro o seu potencial.

Analisando o potencial desta equipa da Académica é caso para dizer que Pedro Emanuel terá aqui um plantel com muito potencial para um ano de afirmação na Liga. Acredito que este plantel poderá chegar a um lugar europeu, desejo que já afirmei ser muito procurado para os lados de Coimbra.

Zeca – Do Casa Pia para o Panathinaikos com escala em Setúbal. O exemplo claro que existem muitos jovens jogadores a jogar pelas divisões inferiores com mais qualidade do que muitos estrangeiros contratados pelas equipas de 1ª liga.

O Vitória de Setúbal é novamente uma equipa em apuros.
As dificuldades financeiras não deixam os sadinos pensam em mais do que fugir novamente à despromoção. No entanto, a direcção vitoriana faz das tripas coração para conseguir arranjar planteis simpáticos que lhe garantem épocas onde o objectivo da manutenção é sempre atingido. Parece-me ser novamente o caso desta época.

Saídas imprevistas de Regula para o Catania e de Zeca para o Panathinaikos de Jesualdo Ferreira, transferências que aliviaram as dificuldades nos cofres do clube sadino. Saída mais ou menos prevista de William para o homónimo de Guimarães,
Bastantes entradas que dão coesão ao plantel treinado por Bruno Ribeiro, glória recente do clube como os casos do avançado Miguel Fidalgo (ex-Académica) Bruno Amaro (ex-Nacionaltenta relançar a carreira após anos apoquentados por várias lesões) Tengarrinha, Rafael Lopes (ex-Varzim) e Igor (ex-trofense).

O cumprimento dos objectivos desta época será portanto mais fácil para Bruno Ribeiro do que foi para o seu antecessor Manuel Fernandes. Um nucleo duro constituído pelo guarda-redes Diego Silva, pelos defesas experientes Ricardo Silva, Miguelito, Ney Santos, Tengarrinha e Anderson do Ó, pelos médios Jorge Gonçalves, Bruno Amaro, José Pedro, Djikiné, Hugo Leal e Neca e pelos avançadosextremos Pitbull, Miguel Fidalgo, Rafael Lopes e Bruno Severino dão garantias de uma época tranquila ao Vitória, que até poderá aproveitar para explorar as taças, provas onde o Setúbal já fez história nos últimos anos.

Rio Ave

Carlos Brito também tem um forte Rio Ave à sua disposição.
Algumas saídas no clube não apoquentam o experiente treinador. Saíram Cícero para o Paços de Ferreira, o experiente médio Ricardo Chaves, o prodígio Júlio Alves (irmão de Bruno Alves e Geraldointernacional sub-20) para o Atlético de Madrid e Bruno Gama para o Deportivo. Entram jogadores como Pateiro, o experiente Jorginho (ex-Portoestava no Gaziantespor da Turquia) e Yazalde permanece novamente por empréstimo do Braga. Não são jogadores que venham trazer mais qualidade do que os que saíram mas são jogadores que acrescentam muita experiência a uma equipa já de si muito experiente. Basta apenas ver os jogadores do Rio Ave que tem mais de 30 anos: Paulo Santos, Milhazes, Gaspar, Zé Gomes, Jorginho, Pateiro e João Tomás.

Permanecem também Tiago Pinto, Jefferson, Tarantini e Vitor Gomes (não consigo perceber como é que este jogador continua no Rio Ave dado o seu talento) Braga e Bruno China (jogadores muito importantes nesta equipa) Wires (acabou por permanecer) Fábio Felício e Saulo.

Com este plantel, dúvido que Carlos Brito tenha dificuldades em cumprir os objectivos de manutenção da equipa.

Marítimo

Na outra equipa da Madeira, o Marítimo, como é hábito, muitas saídas e muitas entradas. O objectivo é expresso: atingir novamente a Europa!

Pedro Martins continua no comando da equipa madeirense.

Saídas de jogadores muito importantes nas últimas épocas do clube, casos de Djalma e Kléber para o FC Porto como há muito era anunciado e do guarda-redes Marcelo Boeck para o Sporting. Tirando as saídas mais que previstas dos 3 jogadores, o Marítimo continuo a contar com a sua espinha dorsal, o que garante bastante estabilidade ao seu treinador.
O histórico Bruno abandonou o Marítimo aos 37 anos e após 13 épocas intercaladas com a camisola verde-rubra ao peito que apenas foram interrompidas por um ano de empréstimo ao Camacha e os anos em que esteve no FC Porto e no rival Nacional da Madeira. O médio prossegue carreira no vizinho União, recém promovido à Liga Orangina.

Regressos de Olberdam do Rapid de Bucareste após experiência muito pouco conseguida na liga romena e de João Luiz do empréstimo ao Beira-Mar. O avançado Pouga também regressa ao futebol português depois de ter estado 2 épocas na Roménia e tem a missão de substituir Kléber. Contratação de Salin à Naval para render a saída de Boeck e a contratação de 4 jovens jogadores Nigerianos cujo potencial é totalmente desconhecido: Taiwo Olayiwola, Abuchi, Udojoh e Obayomi.

Na baliza, Salin irá rivalizar pela titularidade com Peçanha. São dois excelentes guarda-redes. Na defesa, as permanências de Robson, Roberge, Luis Olim, Briguel e João Guilherme garantem raça, experiência e eficácia. No meio campo pouco ou nada muda: Marquinho, Roberto Sousa, Rafael Miranda e Selim Benachour recebem os regressos de Olberdam e João Luiz a uma casa que bem conhecem e de Anibal Domeneghini, argentino que actuava no campeonato chileno que é rotulado como um jogador muito veloz e técnicamente interessante.

Na frente Pouga, Danilo Dias e Baba terão a missão de fazer esquecer a dupla Kléber e Djalma, se bem que o Brasileiro já não foi tão importante na época passada como tinha sido em 20092010 devido ao diferendo que mantinha com o Marítimo pela não-concretização da transferência para o Porto no verão de 2010.

Época tranquila também é o que esperam os dirigentes do Paços de Ferreira.
Não é um candidato natural à Europa, mas um clube capaz de facilmente terminar na primeira metade da tabela da Liga, podendo aventurar-se facilmente nas taças.

Depois de ter sido muito elogiado no seu primeiro ano de trabalho no Paços de Ferreira e de até ter recebido convites para treinar equipas mais fortes, Rui Vitória deverá querer incutir uma maior evolução no clube Nortenho. Vitória já provou que é um treinador muito racional que gosta de colocar as suas equipas a jogar um bom futebol.

É certo que esta época sofreu alguns revezes ao nível de saídas, casos de Leonel Olímpio, Maykon, Mario Rondon, David Simão, Nélson Oliveira, Baiano, Bura, Samuel, Pizzi e Amond. Meia espinha dorsal da época passada saiu do clube, facto que não assusta Rui Vitória, treinador habituado por carreira a construir equipas. O treinador e a direcção lançaram-se ao mercado para colmatar as saídas e de acordo com as possibilidades financeiras do clube da capital do móvel reforçaram a equipa com jogadores muito jovens recrutados em divisões inferiores, no Brasil e dois por empréstimo do Porto. Facto que acaba por ser também uma das referencias de Rui Vitória, um treinador que desde os tempos do Fátima na 2ª liga está sempre atento a novos valores que despertam nas divisões inferiores para os conseguir trabalhar e transformar em jogadores capazes de jogar na 1ª liga contra os melhores. Das contratações do Paços, é de destacar então a quantidades de jogadores abaixo dos 23 anos: Eridson (ex-Tourizense) Sassá (ex-Ipatinga) Reinaldo Lobo (ex-Itaúna) Josué (médio centro que estava na Holanda por empréstimo do Porto) Diogo Figueiras (ex-Pinhalnovense) Marcelo Tché (ex-Santa Helena do Brasil) Bacar Baldé (ex-junior do Porto) Carlitos (ex-Oliveirense) Melgarejo (por empréstimo do Benfica). Nomes que decerto causam algum arrepio dada a juventude e a falta de provas dadas no escalão principal do futebol português. No entanto se olharmos ao facto que na época passada Rui Vitória fez evoluir jogadores como Bura, Samuel, Caetano, Pizzi, Mario Rondon, David Simão, Nelson Oliveira, Amond e Javier Cohéne, podemos estar seguros que Vitória compra com algum grau de certeza e é um treinador muito bom a lidar com jovens desconhecidos dos grandes palcos, conseguindo quase sempre que eles evoluam.

A juntar a estas mexidas de defeso, Rui Vitória pode contar com jogadores bastante experientes na 1ª liga como Cássio, Ozéia, André Leão, Manuel José, Filipe Anunciação, Cícero (contratado ao Rio Ave) e com o jovem brasleiro Michel, goleador que deu cartas no Penafiel.

Olhanense

Volta a ser o único representante algarvio nesta liga.
Melhorou significativamente o seu plantel depois de uma época em que a manutenção nunca esteve em risco.
Perdeu Paulo Sérgio para o Guimarães, Carlos Fernandes para a Naval, Maynard, o jovem Joshua Silva e Tiero.
Conseguiu manter Mexer, João Gonçalves (nova dispensa do Sporting) e ganhou Wilson Eduardo, todos por empréstimo do Sporting. Roubou Ventura ao Portimonense por empréstimo do Porto assim como Ivanildo. Tentará recuperar Vitor Vinha (ex-Académica e Desportivo das Aves) jogador que apresentava muito potencial, potencial que nunca fui demonstrado na liga assim como o avançado Zequinha, que depois da formação no Porto e da cena protagonizada no mundial de sub-20 em 2007 se estreia na Liga pela mão do clube de Olhão. Conseguiu também os concursos dos experientes Fernando Alexandre ao Braga e Luis Filipe ao Benfica.

Basicamente, o Olhanense serve de manta de retalhos a jogadores que não conseguiram o seu espaço nos grandes, mas que podem ajudar a equipa algarvia a conseguir os seus objectivos em conjunto com os jogadores que se mantém na equipa, casos de Maurício, Rui Duarte, Ismaily, Nuno Piloto, Toy, Djamir, Dady e Yontcha.

O clube algarvio não terá muitas dificuldades em manter-se na Liga.

Feirense

Segue-se o Feirense. Aveiro voltará a ter duas equipas na Liga, acontecimento que já não se verificava à muitos anos. Penso que a última vez que tal fenómeno aconteceu foi no final da década de 90 com Beira-Mar e Sporting de Espinho. No entanto, pelo que estava a ser demonstrado na luta pela subida na Liga Orangina (Oliveirense, Feirense e Arouca na luta pela subida) era certo o distrito voltar a ter dois representantes na Liga.

Teremos portanto novo derby regional em Beira-Mar e Feirense, derby que motivou uma vez Augusto Inácio (na altura ao comando dos auri-negros) a apelidar o derby “feito para homens da barba rija!”. Nem mais, nem menos.

Depois de 3 épocas a roçar a subida ao principal escalão do futebol português, a turma de Santa Maria da Feira (conhecida por ser a que tinha menos orçamento na 2º liga) aventura-se na Liga, sabendo de antemão que terá que jogar os primeiros jogos em casa em campo emprestado, facto que pode trazer alguma instabiliade à equipa no primeiro terço da época.

O Feirense tem um plantel simpático para abordar a Liga, mas será na minha opinião um candidato à descida. Dos jogadores à disposição do técnico Quim Machado destaque para o experientíssimo guarda-redes Paulo Lopes, para os defesas Jefferon e Luciano, para os médios Ludovic, Diogo Rosado, Cris e Hélder Castro e para os avançados Rabiola, Miguel Pedro e Jonathan.

Gil Vicente

O Gil Vicente é a última equipa deste post.
António Fiuza é um presidente satisfeito com este regresso à Liga. Fez-se justiça tardia em Barcelos.
Vamos ver o que esta jovem equipa de Barcelos poderá fazer este ano. A manutenção não será objectivo fácil.

Na turma de Paulo Alves, destaque para os guarda-redes Jorge Baptista, para os defesas Paulo Arantes e Junior Caiçara, para o médio João Vilela e para os avançados Yero (ex-Porto) Laionel e Hugo Vieira, este último, um jovem que pode ser uma das sensações deste campeonato.

Próxima antevisão: Bundesliga.

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