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A Síria, Ban Ki-Moon e as eleições russas

Voltamos ao tempo dos senhores da guerra.

Na viragem do século XIX para o século XX, Kofi Annan, apercebendo-se do monstro burocrático que se tinha tornado a organização que dirigia e apercebendo-se da óbvia perda de influência da dita organização entre as nações e no controlo da estabilidade e da paz do cenário internacional, fez publicar no seu relatório enquanto secretário-geral da ONU uma tentativa de mudança do paradigma de actuação das Nações Unidas.

De entre os vários items da agenda criada por Annan, tomando em conta os lapsos presentes na orgânica do Conselho de Segurança e a sua clara ineficácia (também provocada pelo facto da ONU não ter meios capazes de executar actos militares) na actuação rápida perante problemas, nomeadamente, perante tensões armadas ou conflitos bélicos emergentes, efectivou-se a necessidade de reforma do próprio Conselho, tendo em vista uma actuação mais rápida e mais eficaz perante os dados problemas.

A revolução que Annan pretendia para o Conselho (assim como para quase toda a instituição) acabou por redundar num enorme fracasso. O Conselho de Segurança cresceu para 15 países-membros, mantendo-se a tomada de resoluções pelos 5 gigantes, aumentando-se apenas a esfera de influência no órgão pelo acréscimo de um secretariado não-permanente composto por 10 países, entre os quais actualmente Portugal.

Ban Ki-Moon, sapiente que a alteração produzida voltou a não ter resultados no nível que se esperava, veio ontem mais uma vez a público denunciar aquilo que se sabe sobre a repressão e clima de terror que o regime Sírio de Bashar Al-Assad está a por em marcha em Damasco e em Homs e pedir para que se tomem decisões urgentes capazes de por fim ao dito clima de terror.

É certo que o regime de Al-Assad, tem, como se diz na gíria popular, as costas quentes. Isto porque há algumas semanas atrás uma proposta de resolução para o problema do regime sírio esbarrou com o veto russo no Conselho de Segurança. Mais uma vez as Nações Unidas, reunidas democraticamente para a resolução de um conflito que já matou 7500 cidadãos sírios, sucumbiu de forma ineficaz e propositada aos interesses económicos de uma nação, neste caso a Russia.

Por falar em Russia, amanhã haverão eleições. Eleições? Eleições só se podem considerar como tal quando o povo se pronunciar nas urnas. Nas eleições de amanhã, já se sabe de antemão (como os mídia internacionais já anunciam faz mais de uma semana) que o Kremlin será de novo ocupado por Vladimir Putin, em mais uma das suas trocas pelo poder.

Vladimir Putin, para os mais atentos, mudou há alguns anos atrás a constituição russa de modo a permanecer no poder como Presidente da República. Para isso, fez alterar as competências do primeiro-ministro Dimitri Medvedev para subalternar novamente no poder executivo com o Presidente da República, Vladimir Putin, himself.

Expirado o mandato enquanto presidente da república, Vladimir Putin voltou a reordenar as regras do jogo para poder continuar a mandar. Toques de tirania?

Esses toques de tirania assim como o vício presente nestas eleições adquirem vida a partir do momento em que é a Duma Russa (Parlamento) e os partidos nela presentes que nomeiam os candidatos. Imediatamente surge-nos a ideia de um sufrágio pouco universal e uma violação clara dos direitos de 1ª geração.

Eleições à parte.

As modificações incutidas por Putin no plano interno estão a ter resultados. Vamos ao plano externo.

Da URSS fracturada pelo fim da era bipolar assistimos ao desmembramento nas novas repúblicas. No caso Russo, a Perestroika levou a uma onda de privatizações do outrora sistema de sovietes pelos chamados “novos oligarcas” num processo que a muitos se revelou feito às três pancadas. Nos anos 90, a nível militar, geopolítico e internacional, a Russia, no seu caso específico não só desmilitarizou-se como com Yeltsin se verificou uma aproximação gradual aos interesses das Nações Unidas e à NATO. A Russia, perdeu de facto a sua hegemonia mundial e está com Putin a tentar reconquistá-la.

Com Putin, apoiado pelo sucesso económico desta década dos BRIC, assistimos à tentativa (que decerto será concretizada) de reactivar um estado neoeslavo, apoiado pela tentativa de crescimento hegemónico na região, tanto a nível económico como geopolítico. Para isso Putin, apontou como bandeiras o apoio incondicional aos planos da BRIC, a monitorização dos planos nucleares do Irão, a tentativa de conquista da região através de acordos comerciais (como é o caso da Síria) e da hostilidade a antigas repúblicas (Geórgia; Ucrânia) em determinados casos desta década, a partir de um crescente rearmamento e a partir da  tentativa de com os países da BRIC instaurar um novo mercado de transacção de petroleo com sede em Moscovo.

Será que Ban Ki-Moon pretende que seja o regime russo a mudar amanhã de modo a que a Russia finalmente apoie um pacote de sanções ou uma intervenção ao regime de Bashar Al-Assad?

Creio que a primeira premissa será como veremos amanhã algo difícil. A 2ª dependerá de Putin. Exclusivamente.

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futeboladas

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A contenda não roçou o sofrimento, mas, a selecção voltou a ser pouco incipiente do ponto de vista defensivo. Dos 10 golos sofridos nesta qualificação, para uma selecção que está nos píncaros do futebol mundial, é caso para dizer que roça o ridículo o facto de Portugal ter concedido 7 em casa frente a Islândia e Chipre.

Da 1ª parte ressalta um 3-0 “de enfiada” perante uma selecção cujo modo de actuar no Estádio do Dragão gerou alguma confusão no jogo português nos primeiros minutos da partida, tendo os dois golos de Nani conseguido desbloquear a situação.

Do 3-0, passámos a 3-2 no decorrer da 2ª parte. Valeu o golo de Moutinho para devolver algum conforto à turma lusa. Para a retina fica o 5º golo, autoria de Eliseu, coroando uma excelente exibição do lateralala esquerdo do Málaga. O jogador Açoreano, de ascendência Cabo-Verdiana, mostrou-se como uma boa alternativa no flanco esquerdo da selecção lusa perante a ausência do intocável Fábio Coentrão.

Pela negativa, Rolando fez uma exibição para esquecer e foi lento a reagir nos lances dos golos da Islândia.

Em Chipre, a Dinamarca cumpriu a sua tarefa e venceu a equipa Cipriota por claros 4-1. Golos de Jacobsen, Krohn-Dehli e Romedahl (2) nos primeiros 20 minutos da partida arrumaram a questão para o lado Dinamarquês e acirraram a qualificação portuguesa para o jogo de terça-feira em Copenhaga.
As contas são simples: à selecção de todos nós, basta vencer ou empatar na terça. Em caso de derrota, iremos para o playoff a não ser que o resultado nos seja desfavorável por 3-0 e que a Suécia possa vencer a Holanda.

Nos outros grupos:

Grupo A

A oleada máquina bávara do Bayern de Munique foi a Instambul complicar em muito as contas da Turquia nesta fase de qualificação. Bastian Schweinsteiger, Mário Gomez e Thomas Muller deram uma vitória por 3-1 à já qualificada Mannschaft no inferno da Turk Telecom Arena.

O primeiro golo de Mário Gomez aos 36 minutos é de um fantástico trabalho do avançado do Bayern, um trabalho que não é nada comum ao modo de actuar e às características do avançado alemão.

A Bélgica, como lhe competia devido à situação de desvantagem pontual em relação aos turcos, cilindrou o Cazaquistão por 4-1 num jogo em que Axel Witsel foi titular e Steven Defour entrou aos 75 minutos para o lugar do veterano Timmy Simons, homem que inaugurou o marcador para os belgas ainda na primeira parte de grande penalidade. Hazard, Kompany e Marvin Ogunjimi marcaram os outros tentos belgas.

No outro jogo do grupo, a Austria foi ao Azerbeijão golear por 4-1.

As contas do grupo só irão ser finalizadas na última jornada. A Alemanha já está qualificada com os seus 27 pontos (9 vitórias em 9 jogos). A Bélgica está em 2º com 15 e a Turquia em 3º com 14. Na última jornada, em teoria, o calendário é favorável aos turcos. A Turquia fecha a qualificação em Instambul enquanto a Bélgica terá que fazer pela vida na visita ao LTU Arena em Dusseldorf para defrontar a Alemanha.
As contas são simples: em caso de vitória Belga em território alemão, qualifica-se a selecção de Witsel e Defour. Em caso de empate ou derrota belga e vitória turca, os turcos qualificam-se. Os Belgas poderão passar caso empatem e os turcos não vençam o Azerbeijão.

Grupo B

Num grupo muito complexo e equilibrado, a Rússia poderá ter dado um passo de gigante com a vitória que obteve hoje em Bratislava frente à Eslováquia.
A selecção de Hamsik tinha tudo para dar o golpe final nos Russos, mas a selecção de Dick Advocaat esteve sempre com os olhos na vitória e embora não se tenha qualificado, garantiu pelo menos o playoff final.

A Eslováquia, com 14 pontos, está fora da contenda.

Um brilhante golo do magnífico médio de ataque do CSKA de Moscovo Alan Dzagoev (está em grande forma e pisca o olho aos grandes clubes mundiais) deu a vitória aos Russos. É de facto um golo épico de Dzagoev. Daqueles que só as grandes vedetas do futebol sabem fazer nos grandes momentos.

A perseguir os Russos pelo 1º lugar do grupo ainda estão a Irlanda (vitória 2-0 em Andorra; golos de Doyle e McGeady) e a modesta Arménia (que sensação; venceu a Macedónia por 4-1 em Yerevan).

Na próxima jornada, a Rússia recebe Andorra em Moscovo no Luzhniki e tem porta aberta para a qualificação directa. Aos russos, pelos pontos de vantagem que detem sobre Arménia e República da Irlanda, bastará o empate.
A Irlanda recebe a matreira Arménia em Dublin e em caso de vitória dos Armenos, estes passam aos playoffs, dado único na história do seu futebol.
Em caso de derrota dos Russos, a Irlanda passa se vencer os Armenos. A Arménia passa em 1º lugar do grupo se vencer a Irlanda e os Russos perderem frente a Andorra.

Grupo C

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No Sérvia vs Itália em Belgrado, a qualificada equipa italiana complicou as contas dos sérvios.
Marchisio confirmou o bom momento de forma que já tinha sido detectado na Juventus com dois excelentes golos no domingo frente ao AC Milan e inaugurou o marcador aos 2 minutos. Ivanovic empatou aos 26″ mas foi um golo insuficiente para evitar que a Estónia chegasse ao 2º lugar depois da vitória na Irlanda do norte.

Cesare Prandelli voltou a testar alguns jogadores que tem estado em ascendente na Liga como são os casos do regressado António Cassano, de Leonardo Bonucci, Antonio Nocerino, Sebastian Giovinco e Alberto Aquilani, também ele recentemente regressado às convocatórias da Squadra Azzurra.

A Estónia, tem sido à semelhança da Arménia outra das grandes surpresas desta qualificação. Aproveitando o empate de Belgrado, a selecção comandada por Tarmo Ruuti terminou a sua fase de qualificação com uma suada vitória em Belfast, vitória que apenas foi conseguida nos minutos finais graças a dois golos emotivos do médio do Nafta da Eslováquia Konstantin Vassiliev que foram muito festejados pela comitiva da sua selecção em pleno relvado. Nunca antes a modesta Estónia esteve tão perto de se qualificar para um playoff final.

Folgando a Estónia, a pressão foi colocada a todo o gás no lado dos Sérvios, que terça-feira terão que medir forças em Ljubljana frente a uma Eslovénia que já está afastada do cenário de qualificação, mas cujo fervor nacionalista contra a “metrópole” da antiga junção Jugoslava lhes irá falar mais alto em campo.

A Itália também irá receber a Irlanda do Norte em Pescara.

Contas simples. Com a Itália já apurada, os Estónios passam em caso de derrota dos Sérvios em Ljulbjana. O empate basta à selecção comandada por Vladimir Petrovic.

Grupo D

A França venceu a Albânia por 3-0 mas continua com a Bósnia-Herzegovina colada a si que nem uma lapa. Perante um Stade de France repleto, desejoso de ver os bleus somar o triunfo que lhes pudesse garantir a qualificação automática no 1º lugar do grupo, tal não se veio a verificar visto que os Bósnios também venceram, em casa, o Luxemburgo por 5-0.

No jogo de Paris, Malouda, Loic Remy e Anthony Revèillere deram o triunfo aos gauleses num jogo em que não contaram com Franck Ribèry.

No jogo de Sarajevo, Dzeko, Misimovic (2) Pjanic e Medujanin deram a vitória aos Bósnios, que pelo menos, estarão votados ao mesmo fado que lhes calhou em sorte no apuramento para o mundial de 2010 aquando da ída aos playoffs e da consequente derrota frente a Portugal.

No outro jogo do grupo, sem qualquer interesse de relevância superior, a Roménia voltou a desiludir os seus fans com um empate frente à Bielorrússia. No regresso de Adrian Mutu à selecção, o jogador da Fiorentina apontou os 2 golos da sua selecção.

Na próxima jornada, temos jogo grande no Stade de France com a França a receber a Bósnia. Quem vencer passa no 1º lugar do grupo. Em caso de empate, passa a França.

A Albânia recebe a Roménia no outro jogo do grupo.

Grupo E

A Holanda venceu a Moldávia por 1-0 no Feijnoord Stadium em Roterdão e continuou na pressecucção do habitual pleno de vitórias. Huntelaar marcou o único tento da partida.

No outro jogo, com a relação que acima expliquei com a campanha da nossa selecção caso portugal perca na Dinamarca, a Suécia foi à Finlândia bater a selecção da casa por 2-1 num jogo muito complicado. Sebastian Larsson deu vantagem aos suecos aos 8 minutos e Olsson ampliou aos 52″. Um golo de Toivio aos 72″ ainda fez tremer os suecos nos 20 minutos finais.

Para terça-feira, fecha-se o grupo.
A Suécia recebe a Holanda e está obrigada a ganhar para poder fugir à despromoção dos playoffs por ser a pior 2ª classificada.
A Hungria ainda tem hipóteses de se qualificar mas para isso teria que bater a Finlândia por 12 golos de diferença e esperar a derrota Sueca frente à Holanda em Estocolmo.
Moldávia e São Marino fecham mais uma qualificação em Chrisinau.

Grupo F

Fernando Santos está de parabéns. A sua Grécia venceu a Croácia em Atenas por 2-0, passou para a liderança do grupo e assegurou praticamente a qualificação directa.

A dupla de avançados Samaras (71m) e Gekas (79m) deram os dois valiosos golos que irão decerto apurar sem grandes delongas a selecção orientada pelo Português.

No outro jogo do grupo, a Letónia venceu Malta por 2-0.

Para terça-feira, a Cróacia recebe a Letónia em Zagreb e para além de estar obrigada a vencer para colmatar a derrota em Atenas necessita que a Grécia possa perder ou até mesmo empatar em Tiblissi, dado que a Croácia tem um goal-average de 9 e a Grécia apenas de 8.
Sem qualquer relevância também se irá disputar o encontro entre Malta e Israel.

Grupo G

Duelo escaldante em Podgorica que opôs Montenegro à Inglaterra. Se os Ingleses garantiram o apuramento directo para o europeu, este histórico empate deixa os montenegrinos num autêntico estado de extâse nacional. A jovem e talentosa selecção montenegrina consegue apurar-se (dada a derrota da Suiça em Gales) para o playoff final na 2ª qualificatória que disputa a nível europeu depois da cisão referendária com a Sérvia.

Razão tinha eu quando na qualificatória para o Mundial 2010 afirmei que Montenegro seria a sensação para 2012. Não previ porém que a Estónia e Arménia chegassem em condições de discutir a esperança do playoff como de facto estão a discutir até ao último minuto.

Numa semana em que muito se falou sobre o futuro de Fabio Capello nos comandos da Old Albion (o italiano poderá deixar o cargo no final do europeu) e a possibilidade atirada pela imprensa da FA vir a contratar Arsène Wenger para o lugar do italiano, a selecção inglesa entrou em campo com a ideia de vencer ou empatar para carimbar em definitivo o apuramento, se bem, que as chances de Montenegro eram minimais dado os 10 golos de diferença no goal-average que separam as duas selecções.

Ashley Young abriu a contagem para os Ingleses perante o coro de assobios que foi constante em Podgorica sempre os Ingleses tocavam na bola. O veterano Darron Bent ampliou a vantagem aos 31″. Na 2ª parte viria a surpresa montenegrina com Zverotic a reduzir aos 45″ num lance onde Joe Hart foi traído por um desvio de um defensor Inglês e já em tempos de desconto, seria Andrija Delibasic, antigo avançado de Benfica e Beira-Mar a dar uma alegria imensa aos milhares de montengrinos depois de ter saído do banco de suplentes 10 minutos antes.

Pelo meio ainda houve lugar à expulsão directa de Wayne Rooney num lance em que o avançado do Manchester perdeu a cabeça e pontapeou um adversário.

Para a retina ficam as imagens tão características do emotivo Delibasic (o pessoal do Beira-Mar pode um dia atestar destes festejos do Montengrino num jogo contra o Benfica) no vídeo e na imagem abaixo postada.

No outro jogo do grupo, desilusão Suiça em Cardiff frente a uma selecção Galesa que ainda não tinha aparecido em prova. Apareceu pelos maus motivos e afastou os suiços de uma série de várias qualificações para fases finais de provas internacionais. Aaron Ramsey e Gareth Bale marcaram para a selecção Galesa.

As contas do grupo fecham em definitivo na terça com um Suiça vs Montengro e um Bulgária vs Gales.

Grupo I

A Espanha venceu em Praga por 2-0 e abriu a porta à Escócia (só joga amanhã em casa frente ao Lichstenstein) de ultrapassar a República Checa na classificação.

Nada de especial em relação aquilo que conhecemos da Rojita! Resolveram o jogo cedo por intermédio de Mata e Alonso. O resto foi contenção de bola. Os Checos ficaram reduzidos a 10 por expulsão de Hubschman no minuto 70.

A Escócia joga amanhã contra o Lichstenstein e em caso de vitória fará 11 pontos, ou seja, mais um que os checos. Nenhuma destas selecções tem o playoff final asseguro quaisquer que sejam os resultados apurados na última jornada pois dependerão dos outros grupos.

Nada está acabado para os Checos. A Escócia terá que medir forças terça-feira com a Espanha em Alicante enquanto a República Checa irá jogar a Vilnius frente à Lituânia.
Tomando com mais provável a vitória Escocesa amanhã, os Checos terão que vencer em Vilnius ou empatar, esperando respectivamente para cada resultado que a Escócia perca ou empate em Espanha.

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futeboladas

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Duelo de Liverpool em Goodison Park. O Everton de David Moyes não está a ter um início de campeonato famoso (apenas 7 pontos em 7 jornadas; 13º lugar) e nesta partida não resistiu à maior pressão ofensiva do ataque do rival nos minutos finais, tendo os “Reds” de Dalglish somado a 4ª vitória no campeonato à conta de dois golos dos homens da frente: Carroll aos 71″ e Luis Suarez aos 82″.

O jogo fica marcado pela expulsão por vermelho directo de Jack Rodwell logo aos 23″.
O Liverpool é 4º com 13 pontos, a 6 do Manchester United.

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Luis Enrique viu momentaneamente dissipada a pressão com que se tem deparado no início da aventura como treinador na Roma. Depois de alguns resultados menos conseguidos, o técnico espanhol viu a sua equipa bater sem espinhas a Atalanta por 3-1. Numa primeira parte totalmente dominada pelos Romanos, Bojan Krkic inaugurou aos marcados aos 20″ (estreia a marcar pela Roma) e o argentino Pablo Osvaldo ampliou o marcador aos 31″. Pelo meio tanto Osvaldo como Daniele De Rossi tiveram situações que podiam ter dado toques de goleada em plena primeira parte.

Na 2ª parte, German Denis (emprestado pelo Nápoles) ainda animou a partida para os homens do lado de Bérgamo (começaram com 6 pontos negativos; caso tivessem começado com 0 seriam 2ºs com 10) mas Fábio Simplício acabaria por matar o jogo aos 81″.

A Roma é 6º com 8 pontos.

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Em Espanha, Villareal e Saragoça enfrentaram-se no El Madrigal…
A posição das duas equipas não é a mais famosa. O Villareal está longe dos lugares cimeiros. Já o Saragoça de Postiga e Ruben Micael tem sofrido de alguma malapata neste início de época com vários golos mal anulados pelas arbitragens dos seus jogos (Postiga teve três golos anulados desde que chegou a Saragoça, 2 deles mal anulados). Ambas as equipas tem 6 pontos.

Para a retina, este jogo teve um momento de excepção: após o arbitro ter assinalado uma grande penalidade a favor da equipa da casa, Giuseppe Rossi resolveu fazer uma “excessiva e demorada” paradinha, contrariando as regras impostas para este tipo de movimento. Mesmo tendo marcado, o arbitro decidiu anular o golo do italiano e na resposta, Rossi decidiu fazer um penalty à panenka para o centro da baliza, tendo a bola embatido na mesma para revolta de Roberto e ironia de Rossi que de imediato correu em direcção ao arbitro num gesto de provocação, com a mão sobre o ouvido em clara indicação “que à 2ª não tinha ouvido o apito”.

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No Giuseppe Meazza, Ranieri estreou-se em casa com uma derrota copiosa frente ao fabuloso Nápoles. Denota-se que o técnico italiano terá que pedir muitos reforços em Dezembro à direcção. O Inter parece-me um colectivo que sofre vários desiqulíbrios: tanto ao nível posicional (certas posições não tem soluções credíveis; a posição de defesa e médio esquerdo, um 3º central de qualidade; um playmaker que possa ser substituto de Sneijder em caso de lesão, um ala direito) como até no simples pormenor das idades do plantel. Por um lado o Inter tem muitos jogadores experientes mas esses jogadores (Cambiasso, Zanetti, Stankovic, Milito) já não tem pernas para jogar 2 vezes por semana; por outro lado as soluções são compostas por jovens talentosos, mas, com muito pouca experiência a este nível (Joel Obi, Lorenzo Crisetig, Ricky Alvarez, Nagatomo, Jonathan, Phillipe Coutinho) e a acusar em muito o peso da camisola que envergam.

Foi precisamente Joel Obi um dos motivos que “construiu” esta humilhação caseira. O Nigeriano apanhou dois amarelos em 41″ e em duas acções faltosas inconsequentes não só diminuiu a força de ataque da sua equipa como a remeteu à defesa frente a uma equipa poderosa como é o Nápoles.
Os Napolitanos, motivados pela vitória europeia a meio da semana contra o Villareal para a Champions, mostraram todo o seu potencial em Milão e golearam por 3-0 com golos de Hamsik, Maggio e Campagnaro. O eslovaco provou que é actualmente um dos melhores playmakers do futebol mundial e o ala fez o que quis de Joel Obi e companhia e aproveitou mais a situação quando o Nigeriano foi expulso. Isto tudo sem Edinson Cavani em campo…

O Inter é 17º com 4 pontos (está a 7 dos líderes Udinese e Juventus) enquanto o Nápoles é 4º com 10 pontos. Os Napolitanos, pelo potencial que apresentam, poderão novamente surpreender este ano.

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Época frustrante em Bordéus. Mais uma vez, a equipa da casa teve tudo para vencer e acabou por se deixar empatar. Desta vez foi contra o Montpellier, nos últimos 2 minutos de jogo.

Os Girondinos estão num modestíssimo 14º lugar com 8 pontos em 9 jorMnadas.

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Em Málaga, os novos ricos de Espanha continuam a dar por bem empregue o investimento. O El Romareda está praticamente cheio e traz rentabilidade ao investimento do clube. Dentro do campo, a equipa de Manuel Pellegrini ganha mas ainda não convence. Os Malaguenhos são 4ºs da liga espanhola. No sábado venceram o Getafe por 3-2, tendo estado a perder até aos últimos minutos. Vale bem a pena ver a super bicicleta de Júlio Baptista, obra de arte que ditou a vitória para o Málaga no último minuto de uma partida marcada pela péssima decisão da arbitragem em validar o 2º golo do Getafe ao Venezuelano Micu depois deste jogar claramente a bola com o braço.

Duelo de Bascos no Anoeta em San Sebastian. No clássico regional, o Athletic levou a melhor com dois golos de Llorente. Para a retina fica o golo monumental do internacional espanhol sub-21 Iñigo Martinez de trás da linha do meio-campo.

Duelo quente em Moscovo. O Zenit viajou à capital para enfrentar um dos muitos inimigos moscovitas à renovação do título de campeão russo. A viagem dos adeptos do clube do norte da Rússia ficou marcado por confrontos que levaram alguns adeptos ao hospital.

Dentro de campo, o Zenit aguentou a liderança, conseguindo um ponto muito precioso para a renovação do título após o empate a 2 bolas. O CSKA que é 2º empatou a 0 no terreno do Kuban e o Dinamo venceu em casa o Krasnodar por 2-1 e colocou a 3 pontos da equipa de São Petersburgo. Lokomotiv e Spartak (ambas a 7 pontos) ainda sonham com o título mas essa realidade está muito difícil, visto que só faltam 4 jornadas para terminar o campeonato.

O Zenit recebe o Dinamo de Moscovo na próxima jornada.

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Quem diria que à 6ª jornada da Liga Espanhola o líder seria o Levante?

A modesta equipa de Valência lidera com 14 pontos em conjunto com Barça e Real. E não se escapa de já ter conseguido 13 dos pontos necessários para a manutenção em 6 jornadas.

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Em mais um clássico de clubes londrinos, o Fulham esmagou o Queens Park Rangers por 6-0 num resultado nada vulgar na Premier League. O experiente ponta-de-lança Andrew Johnson marcou um hat-trick.

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Grande momento de futebol em White Hart Lane noutro dos derbys de Londres marcados para este fim-de-semana.
Não deu para Wenger comemorar os 15 anos enquanto treinador do Arsenal. O Francês viu a sua equipa fazer um excelente jogo frente um Tottenham que está claramente em ascenção e viu Sceszny dar um frango monumental a remate de Ian Walker na 2ª parte. Do lado dos Spurs, Van der Vaart abriu o marcador na primeira parte e em conjunto com Scott Parker (incansável) e Gareth Bale fizeram uma joga de todos os tamanhos para o conjunto do norte de londres.

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Em Hamburgo, o Schalke 04 aproveitou da melhor forma o empate do Bayern em Hoffenheim no sábado e ascendeu à 4ª posição (a 4 pontos do bávaros) depois de bater a equipa local por 2-1.
Klaas-Jan Huntelaar marcou os 2 golos do Schalke.

O Hamburgo de Petric, Guerrero e Westermann continua a fazer um início de época desolador, estando na última posição com apenas 4 pontos.

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Em Turim, os da casa foram persistentes e aos 87″ conseguiram colocar-se em vantagem frente ao campeão em título Milan.

O centrocampista Claudio Marchisio marcou os dois golos que colocaram o Dell´Alpi ao rubro e deram a liderança partilhada com a Udinese à equipa de Turim.

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“The Pastore Show” fez estragos ao Olympique de Lyon e colocou o PSG isolado no primeiro lugar da Ligue 1.

Pastore é aquele génio da bola que qualquer mister queria ter lá na equipa.

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Para finalizar, o Real… A classe de Ronaldo, o “killer instinct” de Higuaín e a gratidão de Callejón no pedido de desculpas aos adeptos da sua antiga equipa.

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Novo riquismo

Samuel Eto´o é sem dúvida um dos melhores avançados da década.

No Daguestão, província separatista da Russia existe o Anzhi, clube que foi comprado recentemente por mais um oligarca da bola, de nome Suleiman Kerimov.

Kerimov pegou no clube na 2ª divisão, disputando a principal liga russa pela primeira vez esta época. Ao tomar posse do clube sempre apontou como expoente máximo da entifada, colocar a Federação Russa em xeque-mate político com vista à independência da região. O futebol usado com motivos políticos, portanto…

Prometeu investimento graúdo. À boa maneira oligarca. Kerimov é actualmente o nº 118 da lista dos mais ricos do mundo da Forbes com uma fortuna a rondar os 5,5 mil milhões de dólares

Em primeiro lugar, aproveitou os problemas que Roberto Carlos sentia em São Paulo e contratou o antigo internacional Brasileiro, pagando-lhe uma pequena fortuna pela mudança do Corinthians para a Russia. 4 milhões de contrato anual.

Ainda no Brasil, contratou Jucilei ao Corinthians por 10 milhões de euros e Diego Tardelli por 5 ao Atlético Mineiro.

Ao Chelsea, foi buscar Zhirkov por 15 milhões de euros.

No mercado Russo, contratou mais uma dezena de jogadores a clubes menores.

Agora, contratou Samuel Eto´o por 27 milhões de euros e ofereceu-lhe o maior contrato da história do futebol: nada mais nada menos do que 20,5 milhões de euros por época, valor que não tirou o sono ao Camaronês para trocar o Calcio de Milão pelo gelado da Rússia.

São mais 8,5 milhões do que actualmente ganha Cristiano Ronaldo.

O Anzhi é neste momento o 4º classificado da Liga Russa. Tem boas perspectivas de chegar à Champions na sua época de estreia. O investimento não vai parar por aqui. Kerimov quer títulos, quer Champions, quer fazer tremer Moscovo, quer independência…

Com este tipo de senhores, onde é que o futebol vai parar?

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Inferno em Moscovo

Moscovo, às 13:08 de hoje numa foto tirada por José Milhazes (jornalista enviado da SIC para a Rússia) que pode ser vista no Blog “Da Russia”. O referido blog tem ligação directa a partir deste blog. Para se ter uma noção exacta desta situação aconselho que visitem o referido blog.

Este verão está a ser um autêntico inferno na Rússia. Que o digam os Moscovitas. As altas temperaturas e o  fumo dos incêndios activos espalhados pelos arreadores da capital (e um pouco por todo o território Russo) estão a causar há alguns dias uma intensa camada de fumo sobre a capital do país.

A camada de fumo está a espalhar o pânico entre os habitantes da capital Russa. Algumas embaixadas fecharam. Alguns governos deram ordem de regresso aos seus empregados até que este problema seja ultrapassado. Muitos milhares de Moscovitas tem medo de sair à rua e tem medo de abrir as suas janelas com medo que possam morrer intoxicadas pelo fumo.

As autoridades Russas já deram indicações precisas aos seus cidadãos para terem precaução nos próximos dias. O Ministério para Situações de Emergência do Kremlin também já tomou medidas e enviou mais mil homens para os arredores da capital para ajudar à extinção dos incêndios que duplicaram neste sábado: “”Estamos a reagrupar forças e meios para enviar para as regiões mais complicadas da Rússia, incluindo a de Moscovo. Nos arredores da capital, o corpo de bombeiros será aumentado em mil homens e 200 unidades técnicas”, declarou um porta-voz do governo Russo.

É incrível como as alterações climáticas já se fazem sentir em Moscovo. Num reduto caracterizado pelo rigor do inverno, as temperaturas têm ultrapassado os 35º nos últimos dias.

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