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ONU aprova uso de força contra Khadafi

O Conselho de Segurança ONU deu luz verde ao uso da força contra Mohammar Khadafi.

Em reunião em Nova Iorque, o CS aprovou o uso da força militar para defender cidadãos dos possíveis ataques das tropas do ditador, negando porém a possibilidade de ocupar o território Líbio.

A delegação Portuguesa no Conselho de Segurança votou a favor no medida, ao mesmo tempo que o Ministro Luis Amado voltou a reafirmar as mesmas palavras que havia proferido há 2 semanas atrás ao emissário que o ditador líbio enviou a Portugal: “o regime de Khadafi acabou para a comunidade internacional”

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Qualquer semelhança é pura coincidência


Previamente, peço-vos para ler o post que escrevi aqui neste blog no passado domingo.

1. Luis Amado viajou diversas vezes à Líbia com o objectivo de negociar e estabelecer a cooperação comercial do nosso país com o país de Kadafy.

2. Kadafy retribuiu o gesto pouco tempo depois numa visita oficial ao nosso país.

3. Kadafy foi alvo de revolução do seu povo. O povo Líbio quer destronar o seu líder. Kadafy atira fogo contra os cidadãos nacionais que participam na sublevação.

4. Na ONU, o Português José Moraes Cabral foi o escolhido para presidir o Comité de Sanções contra o ditador Líbio. Esperemos que desempenhe a sua função com brio, isenção e competências, como aliás, não devemos esperar outros valores na missão que lhe foi confiada.

5. Portugal tem grandes relações comerciais com o regime de Kadafy.

6. Kadafy envia emissários à NATO, à ONU e a alguns países entre os quais Portugal.

7.Isto remete-me para um comentário futebolístico que sempre adorei: ” faz 1-2, faz 1-2, executa a tabelinha e entra no espaço a finalizar”

8. Toda esta junção de factos também me remete para este post no Aspirina B, em que Isabel Moreira criticava a opinião de Bruno Sena Martins neste post no Arrastão. Na altura fiz questão de lhe explicar o que eram jogadas de bastidores em diplomacia e até lhe aconselhei um excelente livro do antigo embaixador João Calvet de Magalhães. Com esta junção de factos, espero que a Isabel não fique chateada connosco: o Bruno tinha razão. Eu tinha razão. Que já há gato, há.

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Lembram-se?

Quando Saaid Al Kadafy era jogador profissional de futebol em Itália.

Quando o seu pai Mohammar Kadafy tentou a todo o custo fazer do filho jogador de futebol, investindo primeiro no Perugia, depois na Udinese e por fim na Sampdoria.

Saaid correu os três clubes. No Perugia jogou uma partida contra a Juventus. Na Udinese jogou os últimos 10 minutos do campeonato. Na Sampdoria não chegou a jogar.

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NATO disposta a intervir na Líbia

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O Secretário-Geral da NATO Anders Fogh Rasmussen reiterou a disposição por parte da Organização em intervir no conflito que assola a Líbia e assim derrubar o regime de Mohammar Kadafy caso as Nações Unidas assim o desejem.

Rasmussen afirmou hoje que é hora de terminar com a carnificina que o ditador Líbio está a perpetrar contra o seu próprio povo: “Deixem-me sublinhar que a NATO não tem intenções de intervir, mas obviamente como organização de segurança e aliança de defesa pedimos aos nossos militares para levarem a cabo todo o planeamento necessário, para que estejamos preparados num curto espaço de tempo…
(…) “Se Kadhafi e as suas tropas continuarem o ataque a população líbia sistematicamente, eu não consigo imaginar que a comunidade internacional e as Nações Unidas assistam a isso passivamente”

A NATO está disposta a intervir, se bem, que apenas numa eventual chamada por parte das Nações Unidas. Rasmussen não é concreto. Põe a hipótese, mas não dá o sim à sua efectivação num futuro próximo.

Apesar desta boa notícia, continuo a torcer o nariz em relação à legitimidade internacional da NATO neste tipo de situações. Preferia, e neste aspecto creio não ser o único a partilhar desta opinião, que em caso de invasão a um determinado país, a invasão fosse ordenada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, dotado para tais efeitos de um exército próprio e de competências e atribuições juridico-institucionais

No entanto e à falta de um meio mais legítimo de intervenção, é urgente que se pare com o “derrame de sangue” que está actualmente a acontecer naquele país Africano.

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Aplausos

O Procurador-Geral do Tribunal Penal Internacional Luis Moreno-Ocampo abriu um processo de investigação aos crimes que estão a ser cometidos pelo regime de Mohammar Kadafy pelos crimes que estão a ser cometidos na Líbia desde 15 de Fevereiro.

Caso se confirmem as suspeitas de genocídio contra o seu próprio povo (as agências internacionais apontam para mais de 6 mil mortos desde que a revolução se iniciou) Mohammar Kadafy pode ser efectivamente julgado por crimes contra a humanidade em Haia.

Isto no dia em que o regime de Kadafy “poderá efectivamente” ter manifestado o primeiro sinal de colapso caso tenha pedido ajuda mediadora da Venezuela de Hugo Chávez na situação crítica que o país vive.

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As incoerências dos líderes árabes

Mohammar Kadafy está claramente atrapalhado.

Ante-ontem afirmou à televisão estatal ser “o guia da revolução”. Hoje em mais uma declação altamente bizarra acusou a Al-Qaeda de ser a principal responsável pela revolução do povo Líbio.

A Líbia vive o momento mais conturbado da sua história. Não se sabe bem a extensão dos ataques militares ordenados por Kadafy no Oeste do país e na capital Trípoli. Não se sabe muito bem o número de mortos. Agências noticiosas assinalaram centenas de mortos outras milhares.

Kadafy deve ser deposto o mais rápido possível. Os países da União Europeia devem retirar todos os seus civis da Líbia o mais rápido possível.  Caso os ataques militares sejam verídicos, Kadafy deve ser detido o mais rápido possível e julgado em Haia por genocídio e crimes contra a humanidade.

No Irão, Mahmoud Ahmadinejad falou sobre a situação na Líbia.

Ironia das ironias, o líder iraniano censurou a violência utilizada por Mohammar Kadafy no caso Líbio: ” Como é que alguém pode bombardear e massacrar o seu próprio povo?” – disse o líder que em 2009 ordenou ataques aos manifestantes da oposição no seu país.

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