Tag Archives: Ministério das Finanças Alemão

verdade (2)

“A disposição na Europa virou-se claramente contra a Grécia e há pouca vontade de perder mais tempo ou dinheiro para resolver os problemas do país. A vontade política desapareceu em muitos países da zona euro e a ameaça maior de um descarrilamento espanhol ou italiano está a atrair mais atenção. A Grécia tem argumentos fortes no seu desejo de uma reformulação do resgate, face ao aprofundamento da recessão, mas a troika não parece preparada para se desviar da linha que foi definida. Como o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schaueble, disse há poucos dias, o programa não vai mudar porque “já foi decidido”. O que a coaligação e muitos gregos esperavam que fosse um processo de renegociação está a tornar-se um caso simples de “pegar ou largar.” Se fôr o caso, que melhor maneira para dar a última volta ao parafuso, que tornar dolorosamente claro à Grécia que está à beira de um desastre? Ao rejeitar as obrigações gregas (como colateral), o BCE ligou o interruptor para iluminar um aviso sobre a auto-estrada do euro onde se lê: Cuidado, a estrada termina ali à frente.”

excerto do Kathimerini, diário Grego.

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O seu a seu dono

Absolutamente lamentável. Ridículo. O Gasparzinho sem vergonha a dar de mão beijada a nossa soberania nacional e o nosso orgulho ao homólogo alemão.

O Gasparzinho como uma criança, a dar satisfações da sua vida ao seu tutor e a agradecer de mão beijada a miséria que os alemães nos dão em troca.

Não existem palavras que descrevam estes 50 segundos de pura bajulação…

Depois a questão do povo alemão. É mais que sabido que o povo alemão não concorda com o que a sua chanceler tem manietado através das instituições no caso Grego. O povo alemão por sua vontade não quer a hegemonia. Tanto não quer a hegemonia como não quer também perdoar nada aos Gregos ou conceder mais ajuda financeira. O povo alemão é um povo disciplinado, que acredita no trabalho como valor principal e que tem na eficácia o critério para julgar a produtividade dos outros.

Seria no entanto interessante saber a posição do Ministro dos Negócios Estrangeiros sobre este assunto. O que o Gasparzinho fez foi abrir mais uma porta para que os alemães entrem no nosso país e ordenem tudo aquilo que quiserem. Foi inconveniente para a própria acção diplomática deste país, pois neste caso específico meia dúzia de palavras bastaram para que a própria diplomacia não tenha poder negocial contra a diplomacia alemã. Quando o exemplo vem de cima, o que é que poderemos alegar em nossa defesa? O que é que poderemos negociar? Ficaremos para sempre como o bom aluno da Frau Merkel e da tecnocracia da troika? Poderemos nessa circunstância alguma vez renegociar a nossa dívida?

Num aspecto, o ministro alemão das finanças foi certeiro: a seguir à Grécia, é Portugal… mas para discutir a bancarrota…

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