Tag Archives: Ministério da Defesa

fiquem com pistolas novas e submarinos

O CDS\PP sempre optou por responsabilizar o governo socialista de António Guterres pela compra de “4 submarinos” que Paulo Portas, logo que tomou posse no governo de coligação reduziu para “2 submarinos”. O CDS\PP cumpriu portanto com estas declarações as suas intenções populistas, defendendo o querido líder dos ataques da oposição. O que é certo é que os 4 submarinos que se tornaram 2 com Portas ainda estão envoltos em polémica. Da redução de 4 para 2, nada há em concreto visto que a documentação relativa ao contrato subitamente desapareceu do Ministério da Defesa. Blame Sokratis? Talvez volte a ser essa a estratégia dos democratas pouco cristãos. É caso para dizer que é estratégia possível no reino da hipocrisia do CDS\PP: por cada erro que façamos, culpamos os socialistas de 2 mesmo que as acusações sejam sustidas em bases especulativas. Por apurar ainda está o envolvimento do ministro com a ferrostaal e com alegados subornos que poderá terá recebido para dar luz verde ao contrato. Falando de verde, o contrato de compra dos submarinos deu verdinho a ganhar a alguém: o Banco Espírito Santos. Recebeu 750 milhões por ter mediado a operação financeira do negócio, concedendo garantias bancárias ao governo para avançar para a compra dos ditos submarinos.

Creio portanto que ao bom jeito do jornalismo (não esquecer as raízes do querido líder do CDS\PP no jornalismo) que a estratégia do partido assenta na boa moda jornalística do spin-doctoring: manipular a opinião. Manipular a opinião a partir de dados factuais nem sempre comprovados. Manipular a opinião com argumentos falaciosos que indicam que o passado da herança socialista deverá ser entendido pela populi como pior que os erros da governação do presente. O bicho já pegou aos colegas de coligação não fosse o facto de Luis Montengro, líder da bancada parlamentar do PSD iniciar todos os debates quinzenais desta legislatura com as habituais perguntas de retórica ao primeiro-ministro, perguntas essas que habitualmente tentam comparar o passado socialista e o presente e realçar (diria recalcar) os erros desse mesmo passado.

Neste caso específico dos submarinos, não trato de perguntar se há fumo ou fogo porque ambos me parecem evidentes. Tão evidentes como a corrupção activa de agentes governamentais no negócio. Pergunto apenas a simples questão: de que é que está à espera o Ministério Público para investigar este processo a fundo? Pergunto também onde é que tem estado o Ministério Público neste tipo de casos?

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Inutilidades

Desde o momento em que fui, considero o Dia da Defesa Nacional Ridículo. Ridículo porque é um dia perdido cuja falta pode custar a quem não quer nada com o exército entre 249 e aos 1257 euros.

No meu tempo, o Dia da Defesa Nacional consistia em dar uma volta pelo regimento em questão e assistir a duas secantes palestras sobre a atitude que é manifestada pelo exército na Sociedade Portuguesa e sobre as vantagens que o cidadãos poderia obter ao seguir uma carreira militar.

Actualmente, o Dia da Defesa Nacional, que pela óptica de actuação do exército deveria ser um dia em que imperasse um pouco de disciplina, tornou-se um dia em que fazem desportos radicais. Talvez os desportos radicais sejam um pólo de atracção a mais recrutamento.

Perante um dia absolutamente ridículo que obriga jovens universitários a perder dias de aulas para se deslocar às suas localidades de origemtrabalhadores a terem que faltar ao seu emprego com o espectro de uma multa a quem falte, existir uma morte de uma jovem num regimento em Vila Nova de Gaia é algo extremamente grave para um presumível “acto de cidadania” que já não têm qualquer sentido de existir, tendo em conta o cariz voluntário do alistamento militar.

A perda de uma vida humana num acto de cidadania presumívelmente voluntário (alistamento voluntário) e cuja falta garante uma multa, deve abrir uma nova reflexão sobre o Dia da Defesa Nacional e sobre a utilidade que este têm para as opções de carreira da nossa juventude.

Já que falamos em inutilidades, cabe-me também afirmar que considero o actual peso do exército na folha salarial da Administração Pública inútil. Temos assalariados a mais no exército, temos assalariados a mais num exército que para nada serve do que servir os grandes interesses imperialistas através das missões da NATO.

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