Tag Archives: Ministério da Agricultura

só um à parte

O choradinho de Gaspar na conferência de imprensa da 7ª avaliação da troika ao cumprimento do memorando de entendimento celebrado com o governo fez todo o sentido. o trauma, o choque, a fatalidade do desemprego jovem começou logo a ser corrigida pelos seus colegas de governo. Cristas nomeou colegas de faculdade para o seu ministério sem passar por concurso público. O secretário de estado moedas nomeou dois recém licenciados para executar trabalhos “técnicos” no acompanhamento do memorando. “Dois jovens altamente qualificados” e com um percurso académico de excelência. 15 e 16 de média final de curso na Licenciatura em Economia, com estágios não-remunerados em departamentos ministeriais. Ora bem, se premiar a excelência académica é contratar gente que acaba cursos com 15 e 16, não consigo descortinar o que é excelência deste país e penso que estas duas contratações podem-se considerar gravosas no sentido em que estas duas aves raras (uma delas vinda da blosgosfera onde blogava com Paulo Rangel e da JSD) vão trabalhar no assunto mais importante que o estado português tem neste momento em carteira sem qualquer tipo de experiência profissional para o cargo. Sabendo que um deles foi blogger, se a função de blogger dá emprego numa secretaria de estado, vou tratar de enviar o meu curriculo para todos os ministérios e secretarias de estado deste governo para ver se me dão um com um vencimento bruto de 995 euros. Vinha mesmo a calhar.

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Porque não?

As comendas são sempre para os mesmos.

O Sr. Presidente da República devia olhar para os pescadores das Caxinas que hoje foram resgatados.

Com barquinhos frágeis, nos maiores píncaros de sacríficio que um homem pode suportar, enfrentam as maiores tempestades, sobre o frio de gelar do mês de Dezembro, em condições de trabalho onde arriscam a própria vida, para prover alimento a um infindável número de pessoas, para prover a subsistência às suas famílias e para ajudar este país a sair da situação em que se encontra.

Esses sim, fazem o que podem e o que não podem por este país até ao limite daquilo que é suportável pela fisiologia humana.

Esses sim deviam ser condecorados com comendas porque o seu esforço resulta na tentativa incansável de acrescentar força a este país.

Mas infelizmente as comendas são sempre para os mesmos. Infelizmente, olhamos as mãos de um comendador e não vemos um rasgão na pele ou uma única calosidade. Mãos limpinhas que por vezes obtem riqueza à custa de mão-de-obra barata. E isso choca-me profundamente neste país.

O que me choca ainda mais neste caso é a apreciação dos ditos técnicos das pescas em relação ao rádio radar que todos os barcos deveriam ter. Dizem os referidos técnicos que não vêem qualquer inconveniente na não-utilização desse rádio radar que serve de alerta em caso de acidente por parte de barcos pequenos. Ora aí está a questão. Quem sai para o mar sabe perfeitamente que essa actividade acarreta um enorme grau de risco. Os Srs. técnicos nunca deverão ter saído para o mar decerto. É a conclusão à qual chego. Eu também nunca saí para o mar admito. Mas a lógica diz-me que numa saída de x quilómetros pela costa, perante o risco que se assume da actividade, os barcos piscatórios de pequeno porte são os barcos mais vulneráveis e mais propensos a acidentes.

 

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