Tag Archives: Michel Platini

isto sim é inacreditável (2)

O Beto teve uma paragem cerebral e ficou a meio do caminho. Levou a chapelada. Tinha de ser. E no 3º golo, o Manchester faz gato-sapato da defesa do Braga. No entanto há que dizer que este Braga deverá ter feito um dos melhores jogos da sua história e complicou em muito a vida ao United nas duas partidas realizadas.

No Dell´Alpi, o Chileno Arturo Vidal (grande jogador!!) marcou um golo à platini. Não pelo facto do actual presidente da UEFA ter sido um dos grandes jogadores da história da Vecchia Signora mas sim pelo facto do seu sistema de UEFA privilegiar a entrada na competição de equipas que não tem ponta por onde se lhe pegue, caso destes Dinamarqueses do Nordsjaelland.

Pyatov fez companhia a Beto. Não fosse o duplo erro do internacional Ucraniano e o Shakhtar Donetsk teria saído de Stamford Bridge com uma vitória contra o poderoso Chelsea. Mais um que fica na retina, embora já o conhecesse de outras paragens: Willian. Não tardará muito e estará num grande europeu. Até lá cuidado com este Shakhtar. É a equipa mais perigosa em contra-ataque do futebol europeu. Ganhar ao Chelsea em casa e vir jogar de peito aberto com um futebol de ataque bem pensado e extremamente flanqueado a Stamford Bridge não está ao alcance de qualquer equipa. Pena foi o golo de Victor Moses ao cair do pano. De Brasileiro para Brasileiro, Oscar é qualquer coisa… aquela precisão de passe é absolutamente deliciosa. Cada vez mais o patrão do meio campo deste Chelsea de Di Matteo.

p.s: nota final para a goleada do Bayern por 6-1 contra o Lille. aquela máquina avassaladora lá na frente dos Bávaros faz-me posicioná-los como os principais candidatos à Champions deste ano.

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lá pelas ucrânias da periferia europeia e democrática

Pelos vistos nos arredores dos Estádios ucrânianos do euro 2012 não é permitida a manifestação.

Já nas últimas semanas, a recolha e abate de cães abandonados era a ordem do dia por parte dos funcionários municipais e da polícia.

A UEFA passa impune a toda esta polémica. Percebe-se o porquê. Platini está mais interessado em festejar golos da selecção Alemã com Frau Merkel do que por exemplo utilizar a Ucrânia como palco para aliar o futebol a causas sociais ou ao desenvolvimento de uma democracia que respeite os mais básicos Direitos do Homem.

O exemplo da prisão da antiga presidente da república Iulia Tymoschenko é só mais um a juntar ao role de um país minado pela pobreza, pela máfia, por uma justiça que não funciona e quando funciona actua sempre em favor dos mais poderosos da sociedade e pela corrupção na altas esferas da governação.

A UEFA deverá começar a ter mão pesada e a ter critérios mais abrangentes para a escolha de países organizadores de fases finais de europeus. Um desses critérios deverá ser o respeito pelos Direitos Humanos. Se em 1992 se puniu a Jugoslávia com a proibição de participação na fase final devido ao genocídio que os sérvios estavam a levar a cabo na Croácia e na Bósnia, porque é que em 2012 se vai entregar a organização de uma fase final a um país que castra a liberdade de expressão e opinião aos seus cidadãos? Onde é que se posiciona o tal “respeito” que é proclamado nos spots televisivos da UEFA e que é apregoado como pedra basilar do futebol europeu?

Platini não está deveras preocupado com o assunto. Quer é um Espanha vs Alemanha na final. Quer receitas a entrar nos cofres do organismo. Quer um futebol tristonho, manipulado. Deve sair.

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Há 3 meses atrás, Alessandro Diamanti nem sonhava que podia ser um dos convocados por Césare Prandelli para este europeu. À sua frente na lista estavam avançados muito mais poderosos (e eficazes) como Alessandro Matri,  o seu colega de ataque no Bologna Robert Aquafresca, Floro Flores, Gianpaolo Pazzini, Pablo Osvaldo, Raffaele Palladino, David Lazanfame, Alberto Gilardino, Giuseppe Sculli e até o histórico Fabrizio Miccoli.

Diamanti assim como o jovem avançado da Juventus Emmanuele Giaccherini acabaram por cair no gosto de Prandelli e causaram espanto na convocatória italiana. Diamanti já tinha feito uma boa época em Inglaterra em 2009\2010 ao serviço do West Ham e nem mesmo apesar dos 8 golos somados na Série A desta temporada faziam dele o melhor marcador da equipa (o melhor seria o veterano Marco Di Vaio que recentemente se desvinculou do clube e assinou por uma equipa canadiana). Já Giaccherini jogou apenas 14 jogos na condição de suplente na Juventus de Antonio Conte, tendo apontado apenas um golo. A olhos grossos, tendo em conta o histórico italiano aberto pelos precedentes Paolo Rossi e Squillaci (eram jogadores de clubes de meio da tabela quando jogaram o mundial de 82´e 90´) a história parecia repetir-se..

Com jogadores no banco como Giovinco, Di Natale e Fabio Borini, é Diamanti quem tem saltado do banco como primeira opção do seleccionador italiano Césare Prandelli. E como é de conhecimento de todos, Di Natale é aquele player talhado para este tipo de palcos. Diamanti nunca foi um finalizador nato: prova disso foram os 70 golos que apontou em 288 jogos como profissional. Não quero com isto dizer que Diamanti não seja finalizador, mas, não é propriamente aquele matador ao estilo Vieri ou Inzaghi. No entanto, Alessandro Diamanti tem outras características que o tornam especial: tem tecnica, tem muita força e incute muita garra no ataque de quem representa, nunca dando uma bola como perdida. Foram essas as características que motivaram Prandelli a convocá-lo para o europeu, tomando em consideração o facto de Di Natale, Cassano e Balotelli serem tecnicistas natos, o facto de Borini ser um excelente finalizador mas ainda ser inexperiente e Giovinco ser um trequartista que cria muito jogo mas não finaliza.

Hoje Diamanti entrou para jogar atrás de Balotelli. E não desiludiu. Tentou 3 jogadas individuais, apareceu tanto na esquerda como na direita como no miolo e na altura da decisão mandou os Ingleses de volta para terras de sua majestade.

Diamanti foi o espelho de uma selecção italiana que nunca desilude. Futebol curto e vistoso, pautado com rigor por Pirlo e De Rossi, criativo lá na frente por Balotelli e Cassano, se bem que o jogador do City não esteve nos seus dias. Exceptuando em dois lances (aquele na primeira parte em que Buffon defende um remate a uma mão e aquele em que Bonucci tira o golo a Ashley Young) a matreira Inglaterra viu jogar a Squadra Azzura. Foram incontáveis as vezes que Cassano rompeu pela esquerda e que Abate rasgou o flanco direito. As próprias estatísticas de jogo não traem o meu raciocínio. A Itália fez 35 remates (20 à baliza) e eu não me lembro de ver uma selecção tão avassaladora numa fase final de um europeu. Faltou eficácia é certo, principalmente de Balotelli: o jogador do City dispõe de 5 oportunidades de golo. Mais, só mesmo a selecção Portuguesa no jogo frente à Dinamarca. Descurando a percentagem de posse de bola, a Itália conseguiu completar 800 passes. Sim, 800 passes. A Selecção Espanhola, em jogo normal, faz cerca de 650 e esse número já é por si um abuso por completo. Só Pirlo fez 140 desses 800 passes. Marchisio 117. Impressionante.

Muito se pode gabar a Inglaterra de ter conseguido aguentar o jogo para os inevitáveis penaltis. Nos últimos 22 anos, esta é a 6ª vez que a Inglaterra é eliminada nas grandes penalidades numa fase final de uma competição internacional. Maldição de Paul Gascoigne? Maldição ou não, Steven Gerrard, Joe Hart e Theo Walcott não mereciam uma eliminação tão dura pelo que fizeram durante o europeu. O 4 de Liverpool renasceu e esteve ao nível do Super Steven de 2005. A jogar na direita, como mandam as regras. O extremo do Arsenal bem correu mas foi dizimado por um exemplar Balzaretti, jogador do Palermo que foi mais uma das apostas de Césare Prandelli (cruzaram-se os dois na Fiorentina em 2007\2008 e desde aí o seleccionador italiano nunca mais prescindiu do lateral-esquerdo nascido em Turim e formado no Torino).

A Itália joga quinta frente à Alemanha, num jogo que promete. Duas equipas que jogam a um ritmo avassalador. Os Alemães, muito moralizados pelo excelente 2º tempo contra os Gregos. A Itália, ligeiramente fatigada pelo prolongamento de hoje mas rica em soluções. Alemães e Italianos são muito fortes fisicamente e creio que o factor que vai contar nesta meia-final será o factor psicológico: vencerá a selecção que demonstrar mais vontade para jogar em Kiev. Um bocado ao contrário do jogo de paciência que prevejo para o Portugal vs Espanha.

Espero portanto que quinta-feira a dita final combinada pelo senhor Platini seja alterada por portugueses e italianos. Para que tenha vergonha e se demita do principal órgão do futebol europeu, cargo onde só tem causado problemas e celeumas. A bem da espectacularidade do futebol europeu.

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o meu sétimo olho não me engana

O Benfica deu uma resposta cabal em Stamford Bridge e voltou a merecer muito mais que a derrota e a consequente eliminação.

Já na primeira mão tinha escrito que os encarnados tiveram uma atitude mais positiva perante o jogo. Não escassearam oportunidades de golo. Escasseou apenas a eficácia. Eficácia que o Chelsea teve na meia-dúzia de oportunidades de golo que teve ao longo da eliminatória.

Vou ser sincero: preferia ver este Benfica a jogar contra o Barcelona nas meias-finais do que este Chelsea. Este Benfica tem um futebol de ataque bonito e objectivado para o sucesso. Ao invés, este Chelsea é provavelmente o Chelsea mais nojento dos últimos anos. Se com Villas-Boas a tónica era a clara irregularidade de resultados, com DiMatteo o futebol do Chelsea tornou-se mais regular mas, ao mesmo tempo, mais feio, mais cínico, mais jogado de acordo com a cartilha italiana.

A expulsão de Maxi Pereira é injusta. Nem à luz do liberal futebol britânico haveria razão para um Howard Webb expulsar o Uruguaio. A entrada do lateral-direito do Benfica seria como se diz na gíria futebolística um “amarelo alaranjado”. O penalti de Javi aceita-se.

Pela primeira vez concordo com as palavras de JJ num flash-interview: o Benfica foi claramente roubado. Cá e lá.

Já Vieira culpa Platini e avisa que o francês verá novamente o Benfica em noites europeias. Casa onde não se sente só pode ser constituída por má gente, invertendo o jus do ditado. No entanto, o arrastar de culpas para arbitragem é algo que começa a ser forçado por parte do presidente do Benfica. Só faltou a Vieira dizer que Platini agiu a mando de Pinto da Costa quando todos sabemos o ódio de estimação que o francês tem pelo presidente portista.

Já Javi Garcia também teve um comentário pateta. Compreende-se perfeitamente a frustração do atleta. Agora, deve-se considerar patetice a ideia que só uma equipa é que esteve em campo para ganhar. Para isso, o Chelsea nem sequer se apresentava em campo e escusava o Benfica de ir gastar dinheiro a Londres.

Sou a favor da justiça no futebol.

Já que ladrão que rouba ladrão ao menos que o Chelsea vingue esta na próxima ronda.

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Cromos da bola #5

O Sr. Futebol.

Platini era um médio ofensivo fora de série. Galgava metros com as suas maravilhosas arrancadas. Organizava jogo como ninguém, com passes medidos a regra e esquadro. Para além disso, marcava golos, muitos golos, golos importantes.

Numa carreira recheada de títulos (Taça de França em 1978 pelo Nancy; Ligue 1 em 1980 pelo Saint-Éttiene; 2 scudettos,  1 Liga dos Campeões, 1 taça das taças, 1 taça de itália, 1 taça intercontinental e 1 supertaça europeia pela Juventus e um campeonato da Europa pela selecção francesa ) e marcada pela idolatria tanto dos franceses como dos tiffosi da Vecchia Signora à sua liderança em campo de uma geração talentosa do clube transalpino, ficou-lhe apenas o amargo na boca de ter perdido o título da época 1986\1987 na última jornada (e último jogo de Michel na Juve) no Dell´Alpi para o sensacional Napoli de Diego Armando Maradona e o golo da vitória da Juventus na vitória na Liga dos Campeões contra o Liverpool na malograda Tragédia do Heysel em Bruxelas.

A título pessoal, o legado Platini também é importante para o futebol: equipa do século XX para a FIFA, 3 ballon d´or, 2 títulos de melhor jogador francês do ano, melhor jogador do campeonato da europa em 1984, 3 vezes o melhor marcador da Série A e o melhor marcador do campeonato europeu de 84.

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futeboladas

1. A Selecção Nacional admite jogar sobre protesto amanhã em Zénica, na Bósnia.

A bom da verdade, aquilo não é um relvado: não é nada! Até o clube da minha freguesia, a Liga dos Amigos de Aguada de Cima (LAAC) tem melhores instalações para competir na 2ª distrital da AF de Aveiro.

Michel Platini é o culpado deste tipo de histórias tristes:

1.1 – A UEFA permite que o jogo se dispute num ervado como o de Zénica, mas não permitiu por exemplo que o Paços de Ferreira jogasse a UEFA na Mata Real. A Mata Real ao pé de Zénica é um luxo.

1.2 – Platini é o tal bom samaritano que deu lugares na Liga dos Campeões aos chamados “países pobres”. Dar não custa. Já agora, peça às respectivas federações para ao menos construir infra-estruturas que se coadunem com tal possibilidade. Acredito perfeitamente que as instituições Bósnias não tenham capacidades para muito mais que aquilo – então, em caso desta impossibilidade, a UEFA que actue pro-activamente no desenvolvimento do futebol já que nos spots publicitários tanto preconiza para si esse esforço.

Esperemos que a selecção vença e que ninguém se aleije.

2. Por falar em aleijar. O Sporting acabou de perder 4-0 em Angola contra a selecção local. Domingos levou um misto de aleijados e de juniores para disputar a Taça Independência. Ainda bem que ninguém se aleijou. A selecção de Angola costuma ser bastante perigosa.

3. Pronuncio-me publicamente sobre Javi Garcia, Alan, Djamal, Vieira e plantel do Sporting de Braga num comentário apenas: deixem o álcool e joguem à bola.

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