Tag Archives: medidas de austeridade

O fim da macacada…

Passos Coelho deixou bem claro que não iria colocar mais austeridade para o corrente ano de 2011.

Para muitos, o subsídio de Natal deixará de ser um direito para passar a ser uma obrigação

Para uns acabaram-se a prendinhas na noite da consoada.

Para outros acabaram-se as viagens ao Brasil, que subsídio de Natal ajudava a pagar.

Para outros representa mais fome, mais dificuldade em pagar os empréstimos à habitação e outras obrigações, visto que o subsídio de Natal também é sinónimo de equílibrio nas contas das famílias Portugueses.

Nem parece um Governo que tem democratas-cristãos enfiados ali pelo meio. Podiam tirar o subsídio de férias, nunca o subsídio de Natal, não é Assunção Cristas? Não te esqueças que há muitos que sabem que és uma religiosa do catano e que andas lá sempre metida nas coisas da Igreja e da Rádio Renascença.

Mas depois, relembro-me que existe um novo ministério com o nome de Solidariedade e Segurança Social. Não deviam alterar o nome do Ministério para Caridade e Segurança Social? No entanto, volto a relembrar-me do programa governativo do Sr. Pedro Passos Coelho e dos pontos específicos em que se afirma que este governo não vem para fazer caridade. 

Para o Sr. Primeiro Ministro pouco lhe interessa: é preciso fazer sacríficios em bom nome do memorando de entendimento com a troika, das contas públicas portuguesas  e em nome do progresso  económico da Nação. Não interessam os meios usados para se atingirem estes objectivos.  No fim de contas, o salário auferido no exercício das suas funções é superior a 8 ordenados mínimos, portanto, como dizia o Eça a respeito de Afonso da Maia em “Os Maias” “não lhes deve faltar manteiga para barrar no pão”.


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“Este homem não é do governo socialista”

Eis que parece existir alguém realista no Governo Socialista.

Luis Amado “está numa de contra”.

Depois de afirmar há uns dias atrás que o regime de Khadafi está “acabado” para a Comunidade Internacional, o Ministro dos Negócios estrangeiros previu hoje um cenário de eleições antecipadas para o seu país, ou seja, a queda do seu próprio governo.

Todos sabemos que o PEC IV irá ser chumbado na próxima quarta-feira. Todos os dias o PSD faz menção de nos lembrar que quarta vai votar contra o novo pacote de medidas. Tortura. Todos nós sabemos perfeitamente que toda a oposição irá derrubar este governo quarta-feira. A não ser que Sócrates seja mais teimoso que a burra e mesmo assim continue agarrado ao poder. Disso é o “engenheiro” bem capaz. Quem escapa incólume a mestrados forjados, processos de corrupção, discursos que apontavam para a construção de um “país mais pobre” e às falsas promessas de 150 mil postos de emprego num 1º mandato que acabaram por se constituir num aumento gigantesco do desemprego, é capaz disso e de muito mais.

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Por conta própria

Sócrates e o Ministro das Finanças chegaram um ponto de desespero em que já trabalham por conta própria na questão do défice das contas públicas.

Os carrascos de todo um povo foram a Bruxelas apresentar o novo PEC, sem informar o Conselho de Ministros, sem auscultar a opinião da Assembleia da República, e sobretudo, sem sequer informar o Presidente da República, num acto que demonstra um tremendo desrespeito pelos órgãos de soberania Portugueses e pela democracia.

Bruxelas considerou as medidas suficientes para os objectivos a que estas se destinam combater, mas no entanto, Sócrates e o Teixeira dos Santos já ultrapassaram a barreira do razoável. Só o facto de não terem informado o Presidente da República desta viagem, deste novo Pacto de Estabilidade e Crescimento e do objectivo destas medidas, tal razão é mais que suficiente para que Cavaco Silva dissolva imediato a Assembleia da República e convoque novas eleições.

As políticas deste governo socialista estão gastas e estão a votar à servidão todos os contribuíntes. Este Governo Socialista não consegue ver que o povo Português está estagnado ao nível de poder de compra. Este Governo Socialista não consegue enxergar que com estas medidas está a encaminhar milhares de famílias para estados de pura miséria e fome.

O que também me dá a entender com este novo PEC é que Bruxelas quer a todo o custo que Portugal resolva os seus problemas de défice das contas públicas. Não existe uma política de meio-termo, mas sim objectivos a cumprir. Custe o que custar. Sem que pelo meio se meta a mão na consciência dos resultados práticos que estas políticas terão nas carteiras e na qualidade de vida de todos os Portugueses.

Basta. É altura de dizer não a este governo. É altura de dizer não a esta Europa. Serão estas as políticas que farão evoluir Portugal e os Portugueses? Temo afirmar que não…


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PEC (321)

Neste trailer, Teixeira dos Santos mascara-se de Rambo na luta contra os Vietcongues (leia-se Alemães, Franceses, Austríacos, Banco Central Europeu Agências de rating financeiro). De shotgun em punho e chuteira em riste, qual Jens Jeremies dos Bayern de Muniques deste mundo e do outro, ataca as pobres carteiras dos reformados e dos pobres contribuíntes Portugueses, que pouco ou nada de mais tem a dar para esta colecta em nome da bandeira do alto exército europeu.

A luta é sempre infrutífera. Os Vietcongues, na sua arte bem estudada de guerrilha, aparecem-se sempre de surpresa e afundam a “rambo machine” numa areia movediça profunda e cada vez mais perigosa.

PEC 321 (penso que é o número exacto da saga) não será o último da sequência – o realizador já prometeu mais para os próximos meses. Isto é, se os pobres Vietcongues aliados aos reformados e contribuíntes, não provocarem um clima de guerrilha que faça rolar cabeças e impeça a concretização da obra. Nesse objectivo, os Vietcongues (apoiados pelos seus incansáveis espiões) já descobriram um buraco do tamanho do ozono no fundo de maneio da empresa cinematográfica de Sócrates e preparam uma nova investida contra o Ramboni e o seu exército de secretários de estado.

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Estagiários com direito a Subsídio de desemprego

Depois de todos os cortes na despesa pública, no Orçamento de Estado, dos sucessivos pacotes de medidas de austeridade e da subida de impostos, este poderá ser o maior avanço promovido pelo Partido Socialista no Governo no que respeita ao Estado Social.

Há muito que as centrais sindicais (CGTP e UGT) reclamavam que o Ministério do Trabalho pudesse discutir o tema com os seus parceiros sociais e legislar sobre o mesmo.

Segundo fonte do Ministério do Trabalho, todos os jovens que a partir deste ano frequentem um estágio profissional, poderão (ao abrigo da medida) ter direito a subsídio de desemprego no final desse mesmo estágio. Assim, um jovem que tenha feito um estágio profissional de 2 meses poderá aceder ao subsídio de desemprego, sem que isso tenha custos acrescidos para a entidade patronal que o albergou em estágio profissional.

E isso meus amigos, é uma solução que vem de encontro a todos os jovens licenciados que saem das universidades com medo de terem que trabalhar anos e anos em vários estágios profissionais de curta duração, sem que porém tenham direito a subsídio de desemprego depois do fim do prazo dos mesmos.

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António Arnaut

Foto: Manuel Moura (Agência Lusa)

O criador do Serviço Nacional de Saúde António Arnaut foi crítico ao apontar o dedo do Governo Socialista quanto à limitação por parte deste da isenção de taxas moderadoras aos utentes pensionistas e desempregados com rendimentos abaixo do Salário Mínimo Nacional.

Nas palavras do histórico Socialista: ” “Quando um Governo aumenta as taxas moderadoras é porque já ultrapassou as fronteiras da razoabilidade (…) se os sacrifícios fossem equitativamente repartidos, não seria necessário estendê-los às classes que são sacrificadas há milénios.”

Arnaut foi mais longe ao afirmar: “um governo socialista aumentar as taxas moderadoras é como se circulasse numa rua de sentido proibido. (…) a saúde é um direito fundamental” consagrado na Constituição da República como “tendencialmente gratuito e não tendencialmente pago.
“Um socialista ético não pode tomar uma medida destas. Esse aumento, apesar de reduzido, vai sobrecarregar muitas pessoas que contam o seu dinheiro por cêntimos.

Continuando a sua enorme luta por uma maior justiça social no nosso país, Antonio Arnaut também afirmou que “O princípio ético do Estado Social é de que cada um deve pagar impostos segundo as suas possibilidades. Deixaram-se imunes a estes sacrifícios os grandes capitalistas que auferem grandes rendimentos” e que “os mais carenciados, que precisam de mais proteção do Estado, continuam a ser sacrificados”.


António Arnaut continua a tentar alcançar aquele que foi o seu maior objectivo de vida: a prática de um modelo exemplar de justiça social em Portugal. António Arnaut é um dos grandes senhores da política Portuguesa. Humano, sincero, justo.  Um verdadeiro defensor daqueles que menos tem. Um homem com uma visão exímia do que é o verdadeiro socialismo. Uma visão futurista, inigualável no nosso país.

Conhecer a vida e obra de António Arnaut pelas palavras do seu neto (António Miguel Arnaut) é um verdadeiro deleite para mim. Os olhos do António reluzem de brilho quando se trata de defender as ideias que o seu avô tanto defendeu ao longo destes últimos 40 anos. Reluzem de um orgulho imenso.

O que é certo é que cada vez mais vejo no António um certo legado do seu avô. O António Miguel é uma das pessoas que mais prazer me deu conhecer na Academia Coimbrã. Sincero, amigo do seu amigo, humano, humilde e muito trabalhador. Qualidades que não só cativaram a minha estima como a minha amizade.

Sempre que o António necessitar da minha humilde ajuda, eu digo sim sem hesitar.

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“Ensaio sobre o luxo”

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Fonte: SIC (transmitido ontem após o Jornal da Noite)

Não podia deixar passar esta reportagem transmitida ontem na SIC após o Jornal da Noite.

Em plena quadra natalícia marcada por uma época de crise, onde os indíces de taxa de desemprego, pobreza e fome disparam, achei de mau tom que uma televisão generalista em canal aberto ousasse passar esta reportagem para 10 milhões de Portugueses. Dos quais, 600 mil estão desempregados e 2 milhões passam extremas necessidades no seu dia-a-dia.

“Ensaio sobre o luxo” foi uma reportagem da Jornalista Cristina Boavida com imagem de Odacir Júnior e montagem de Ricardo Piano. Como tema, a jornalista analisou várias pessoas que neste momento vivem luxuosamente. Uma ofensa a quem menos tem. Uma ofensa a quem não tem para alimentar os seus filhos. Uma ofensa vergonhosa a quem trabalha 8 e mais horas numa fábrica em troca do ordenado mínimo.

Roupas caras, milhares de sapatos sem serem utilizados, joias, casas de férias, veleiros milionários, avionetes, jactos privados, vários carros de alta cilindrada, carros telecomandados, karts, carros de competição,  – é onde esta gente gasta o dinheiro. Era onde o Estado deveria apostar em tributações pesadas para depois redistribuir por aqueles que mais necessitam, por aqueles que não tem pão para comer. Os exemplos desta reportagem, são os exemplos em que a força tributária de um Estado se deveria sentir pesada. Por cada produto comprado um imposto. Afinal de contas, quem tem milhares de euros para gastar neste tipo de futilidades, pode bem aguentar com impostos sobre os produtos comprados.

Trata-se de uma questão de justiça social, modalidade da justiça que parece estar adormecida neste país. Ainda mais, num tempo em que todos os Portugueses estão ser votados a sacríficios impostos pelos sucessivos pacotes de medidas de austeridade do Governo.

De entre os casos que foram citados na reportagem, o que mais me chocou foi obviamente o da “socialite” Jó Caneças. Como é possível que se venha a público mostrar tudo aquilo que acima podemos ver? Auto promoção individual? Pior que isso, não consegui compreender como é que a pessoa em causa ainda considera que tem semanas em que não para visto que não tem qualquer ocupação profissional.

No que toca a Jó Caneças, gostei particularmente do facto de esta ter dito que “chegar onde actualmente está foi muito difícil”. Relembrando as suas origens humildes dos campos da régua, diz “ter dias muito ocupados” – que passam essencialmente por andar numa passadeira, andar a pé no Estoril e ir às compras de sapatos, vestidos e malas. Não se lembra portanto de praticar actos de solidariedade para com aqueles que menos tem.

Gasta milhares de euros em frivolidades sem importancia. No entanto, tem tanto dinheiro que nem sequer um dia ousou querer aprender a falar correctamente a sua língua. Tais são as calinadas que dá no Português durante a reportagem… Jó Caneças considera “luxo o seu marido andar com uma camisa bem passada” .Ao contrário dos outros intervenientes, que de certa forma, gastaram o seu dinheiro através dos ganhos da sua actividade produtiva e que consideram “luxo” a saúde, o emprego, a qualidade de vida dos seus.

Nota Final: Dada a minha indignação sobre a reportagem nos tempos que correm, decidi enviar um email para a Entidade Reguladora da Comunicação a pedir esclarecimentos para apresentar queixa sobre a SIC pela reportagem.

Dada a alinea D do  artigo 7º dos Estatutos da ERC (Assegurar que a informação fornecida pelos prestadores de serviços de natureza editorial se pauta por critérios de exigência e rigor jornalísticos, efectivando a responsabilidade editorial perante o público em geral dos que se encontram sujeitos à sua jurisdição, caso se mostrem violados os princípios e regras legais aplicáveis) e o artigo 55º dos mesmos estatutos no que toca à apresentação de uma queixa sobre a SIC, irei fundamentar uma queixa por escrito sobre esta reportagem para a ERC, pedindo que a SIC se retrate publicamente perante os seus espectadores sobre esta reportagem, que fere as susceptibilidades das famílias que actuamente passam por graves carências económicas.

Quanto à SIC, já fiz chegar um email onde justifico o meu descontentamento sobre a reportagem. Aguardo então por respostas.

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Contra a crise

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Fonte: The Telegraph

No Parlamento Romeno, a sessão legislativa era crucial para a estabilidade política do país. Em discussão e votação, estava uma moção de censura da oposição ao governo de Emil Boc pelas medidas de austeridade que aplicou no país.

Enquanto o Primeiro-Ministro discursava, das bancadas do Parlamento, um cidadão Romeno de nome Adrian Sobaru protestava contra a retirada de subsídio de desemprego que o estado lhe havia tirado. Com 40 anos e 2 filhos, Sobaru proferiu frases como “Boc, estás a tirar os direitos das nossas crianças” e atirou-se envergando uma camisola onde se lia: “Mataram o nosso futuro”.

Depois da queda, Sobaru foi levado para o hospital onde se encontra com diagnóstico reservado.


Na Grécia, sucessivas greves põem a capital Atenas a ferro e fogo. O Governo de Papandreou não está a conseguir lidar com a extrema oposição dos trabalhadores Gregos e dos massivos movimentos anarquistas Gregos, que quase diariamente tem saído à rua em protesto contra as medidas de austeridade impostas pelo Governo, pelos empréstimos concedidos ao país pelos Estados-Membros da União Europeia e pela entrada do Fundo Monetário Internacional no país.

Todavia, a dúvida já foi lançada para o ar. Papandreou deverá ter sido desonesto com o povo Grego quanto ao que se tem passado na Economia do país nos últimos anos. Segundo o canal televisivo Bloomberg, os antigos governos Gregos “maquilharam” o défice orçamental do país. Com a ajuda do Banco Central Europeu. A estação televisiva tentou provar que Jean-Claude Triche reteve documentos importantes que indiciavam um contrato de derivados para esconder empréstimos de Bruxelas anteriormente concedidos à Grécia antes dos últimos empréstimos por parte dos outros Estados-Membros Europeus e do Fundo Monetário Internacional.

O caso já avançou para o Tribunal-Geral da União Europeia.

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Greve Geral


Se o sistema em que vivemos faz com que este país seja para uns, que esses tomem conta dos país sozinhos!

Por isso, cabe-me obviamente apelar a todos os trabalhadores, estudantes, desempregados e reformados deste país para que amanhã dia 24 de Novembro que faltem aos seus empregos e às aulas e saiam à rua para paralisar todos os sectores deste país, mostrando aos Orgãos de Soberania deste país, que sem mão-de-obra trabalhadora, o país não vai a lado nenhum! A força está do lado de quem trabalha! A força está do lado do futuro deste país!

Sem os trabalhadores, não existe lucro, não existe luxo para os grandes magnatas do capitalismo nem receitas para um Governo que está a castigar excessivamente um povo.

Vamos sair todos à rua em todas as cidades do país, contra os sucessivos PEC, contra os sucessivos pacotes de medidas de austeridade, contra a asfixia no poder de compra dos cidadaos, contra a fome, contra a exclusão social, contra a vida marginal que este governo faz sentir a partir das suas medidas.

Vistas as coisas, esta merda de governos do Bloco Central não dão uma vida condigna à força de trabalho que faz evoluir a economia. Esta merda de governos do Bloco Central não oferecem um futuro aos jovens que estão a gastar fortunas no Ensino Superior para oferecer uma melhor especialização técnica aos diversos sectores, ajudando assim para que este país avance no retrocesso em que está mergulhado. Por isso, vamos para a rua, temos que nos revoltar contra o actual ponto de situação, temos de nos revoltar contra a miséria que estes governos nos tem votado.

Vamos sair à rua e mostrar que o povo está mais unido que nunca! É o apelo que vos deixo.

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