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NBA 2012\2013 #51

1. Obrigado à Bulls TV por um momento muito cómico:

A vida difícil e a estranha anatomia da nova “vedeta” da Team Chicago: Benny the Bull.

2.

bynum 3

Philadelphia. Ainda não é esta época que Andrew Bynum se irá estrear. O poste teve que se submeter a duas artroscopias aos problemáticos joelhos. A direcção dos Sixers tem agora um grande problema em mãos: confiar que o jogador irá recuperar das intervenções a que foi submetido, confiar na sua capacidade de recuperação e oferecer-lhe um contrato de longa duração, continuando assim a estratégia assente no crescimento da equipa em torno de Bynum e Jrue Holliday ou oferecê-lo à troca com outra equipa no fim da temporada. No entanto, já há quem questione no seio da Liga quem é que poderá apostar em Bynum depois de épocas e épocas de desilusão motivadas pelas graves lesões do jogador. Pessoalmente afirmo que se fosse General Manager da Liga não iria apostar num jogador sucessivamente fustigado por lesões. Bynum é um excelente jogador, tem um poder atlético enorme e em forma é indiscutivelmente para mim um dos melhores postes da liga, capaz de melhorar significativamente o jogo interior de qualquer equipa. No entanto, falamos de um jogador que passou épocas em branco e que custa actualmente um salário de 16, 4 milhões de dólares aos Sixers (19º mais bem pago da NBA, muito perto do salário máximo que os Sixers lhe podem oferecer como all-star que foi no passado). Bynum veio parar a Philadelphia no Verão depois da troca entre 4 equipas que colocou Dwight Howard e Chris Duhon em LA, Luke walton em Cleveland (vindo de LA), Jason Richardson em Philadelphia (vindo de Orlando) e André Iguodala em Denver (vindo de Philadelphia) por troca pelos direitos do rookie montengrino Nikola Vucicevic para a equipa da Flórida.

3.

Lance perfeito de Deron williams (Brooklyn Nets) em Detroit frente aos Pistons.

4.

Afundanço espectacular na 23ª vitória consecutiva dos Heat, desta feita no terreno dos Boston Celtics. A equipa de Miami está a 10 vitórias de bater o record de vitórias consecutivas na liga. O record pertence à equipa dos Lakers de 1971\1972 com 32 vitórias seguidas.

5.

Um dos casos da semana. No jogo contra os Atlanta Hawks, Kobe Bryant fez uma ligeira lesão no tornozelo que o irá obrigar a parar durante algumas semanas. Numa altura crítica da época, a equipa de LA fica sem Kobe que estava a ser um dos ice breakers da equipa. Os Lakers procuram manter a 8ª posição da conferência este. No primeiro jogo sem Kobe, a equipa de LA perdeu em Phoenix. Ontem, venceu os Sacramento Kings.

5.

Pura maldade de Kevin Durant no jogo entre Oklahoma City Thunder e Dallas Mavericks contra um dos meus jogadores favoritos de sempre da liga (Vince Carter)!

6.

O jogador fetiche da malta JaVale McGee (Denver Nuggets) foi protagonista esta semana por causa deste voo genial sobre aquele que é o melhor defensor da actualidade da liga (Joakim Noah) na vitória dos Nuggets sobre os Bulls na madrugada de segunda por 119-118 após prolongamento. McGee costuma aparecer nas highlights da liga pelos seus momentos de estupidez. Uma coisa não lhe podemos negar: tanto é capaz de causar sensação por situações embaraçosas como o seu porte atlético também lhe possibilita aparecer por estes monster jam. É por isto que George Karl confia nas suas capacidades e está a tentar promover o seu desenvolvimento enquanto jogador.

7. As melhores jogadas da madrugada de ontem:

Destaco sem dúvida a inteligência de Brandon Jennings (Milwaukee Bucks) no jogo contra Portland.

8. Jogos de ontem:

Os Denver Nuggets seguem e somam. Ontem venceram em casa os Thunder na 13ª vitória consecutiva na Liga. Estas 13 vitórias consecutivas valem a esta equipa de Denver um recorde interno de vitórias consecutivas. Esta equipa de Denver está a tornar-se um caso sério e pessoalmente pondero colocá-los na lista de favoritos à vitória na conferência este nos playoffs. A própria conferência Oeste está confusa visto que quase todas as equipas tem talento para vencer a conferência. Apesar dos Spurs serem primeiros, Thunder, Grizzlies, Golden State, Clippers, Rockets e Nuggets tem muita qualidade, estão a jogar um basquetebol fantástico e podem vencer nos playoffs. Os 8ºs da conferência são os Lakers. Caso não aconteça nada de extraordinário a Kobe Bryant, também não podemos descartar os Lakers desta luta.

Por parte dos Nuggets, grandes exibições por parte dos Bases Ty Lawson (25 pontos) e André Miller (20 pontos, 7 ressaltos e 9 assistências) e do poste Kenneth Faried (13 pontos, 15 ressaltos e 3 abafos). O base veterano (Miller) constitui-se como uma peça chave nesta equipa de Denver e continua com a classe que há muitos anos lhe reconhecemos. Farried abafou por 3 vezes Kevin Durant e dominou por completo a luta das tabelas. Não me canso de elogiar esta equipa de Denver. Pela sua velocidade estonteante, pelo seu jogo colectivo e pelas soluções que apresenta em todas as posições. Parece-me um dos mais espectaculares plantéis da actualidade para além de ser um plantel muito equilibrado e com uma filosofia de ataque muito atraente.

Do lado dos Thunder de Scott Brooks, duas grandes exibições parte das suas vedetas: Rusell westbrook com 25 pontos e Kevin Durant com 34 pontos. Podiam ter sido mais no caso do extremo não fosse a oposição brilhante de Farried. Os dois lançaram 44 dos 85 lançamentos dos Thunder na partida, o que explica em certa maneira o rumo desta equipa dos Thunder: estão cada vez mais dependentes do que as duas estrelas da equipa podem fazer. Dos 44 lançamentos, lograram marcar 20 sendo que 10 foram de triplo e não conseguiram acertar no cesto qualquer tentativa.

Continua o declínio na liga dos Clippers. Perante uma equipa de Sacramento que mesmo apesar da incerteza que está a rodear o futuro da equipa está a conseguir acabar a época em grande estilo, os Clippers somaram a sua 22ª derrota no campeonato. Blake Griffin com 26 pontos, 5 ressaltos e 5 assistências, Chris Paul com 11 pontos, 7 ressaltos e 15 assistências e Jamal Crawford (vindo do banco) com 25 pontos (5 triplos em 8 lançamentos) não conseguiram parar a equipa de Marcus Thornton (25 pontos; também ele vindo do banco) e DeMarcus Cousins (17 pontos e 11 ressaltos).

10. Algumas notícias\artigos de opinião que marcam a actualidade da liga:

10.1 –  Morning Shootaround de Sekou Smith no Hangtime Blog. Aborda a boa forma dos Nuggets nesta fase da temporada com especial incidência sobre a boa temporada que André Miller está a realizar, os Pacers e George Hill, Dwight Howard e os Lakers e a fase menos boa dos Clippers.

10.2 – Steve Aschburner escreve sobre a polémica que envolveu o fim da partida entre Bulls e Nuggets na segunda-feira: a inexistente interferência no aro de Noah que valeu a vitória “injusta” aos Nuggets.

Interessantes declarações de George Karl acerca de outro lance duvidoso que envolveu o seu jogador Kostas Koufos ao admitir que o jogador fez Goaltending minutos antes da decisão da arbitragem ao lance do Noah. Assim como Tom Thibodeau (Thibodeau explodiu de tal maneira que esteve a um passo de partir para a agressão ao árbitro principal) considero que houve dualidade de critérios na análise de lances por parte da arbitragem. Kostas Koufos foi buscar a bola quando esta ainda estava a rodar dentro do cilindro enquanto Noah não tocou no aro para empurrar o lançamento de Belinelli e muito menos apanhou a bola em curva descendente. Logo, o lance parece-me totalmente válido.

10.3 – Carmelo Anthony volta hoje frente aos Orlando Magic após 3 semanas intermitentes de utilização.

10.4 – O proprietário dos Dallas Mavericks acredita que o internacional Alemão Dirk Nowitzky poderá ser um jogador de topo durante mais 3 anos. 

Este será o primeiro ano que os Mavs não irão ao playoffs, fruto do rendimento incaracterístico do alemão nesta temporada. Depois de ter passado quase metade da época a recuperar de uma grave lesão, o alemão baixou 5 pontos em relação à temporada passada nos 36 jogos que já efectuou esta temporada (passou de 21.6 na época 2011\2011 para 16.4) e pode-se dizer que a equipa detida por Mark Cuban não só ressentiu-se da ausência da sua peça-chave nos primeiros 30 jogos da época como, após o seu regresso, não está a conseguir dar a volta ao esquema para lutar pelos playoffs. Pessoalmente, conhecendo tão bem Nowitzky como conheço, acredito que na próxima temporada voltará a jogar ao seu nível e a sua média pontual voltará a subir. No entanto, os problemas de Dallas não se resumem a meu ver à ausência do alemão. Resumem-se a um plantel que necessita de renovação e necessita sobretudo de colmatar uma lacuna importantíssima no seu jogo interior que ficou por resolver com a saída de Tyson Chandler para os Knicks em 2010.

10.5 – Poderá terminar a época para um dos rookies revelação. Dion Waiters (Cleveland Cavaliers) irá parar uma semana pelo menos e arrisca uma operação ao joelho que o poderá deixar de fora até ao final da temporada.

 

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NBA 2012\2013 #33

1. Jogos de quinta-feira:

Antes do All-Star Game, as equipas que protagonizaram a competição do ano passado enfrentaram-se. Os Heat venceram por 110-100 em Oklahoma com mais um brilhante jogo de Lebron James (39 pontos, 12 ressaltos e 7 assistências; 14 em 24 em lançamento de campo e 4 em 8 triplos). Perante uma equipa da casa desinspiradíssima na primeira parte (a meio do 2º período chegaram a estar a perder por 19 de diferença) pode-se dizer que esperava um jogo mais renhido. Chris Bosh marcou 20 pontos e ganhou 12 ressaltos, ganhando por completo a luta com Ibaka e Perkins (juntos não fizeram mais do que 14 pontos e 11 ressaltos). Do lado de Oklahoma, exibição monumental de Kevin Durant com 40 pontos e 8 ressaltos (12-14 em lançamentos de campo) e uma exibição agridoce de Russell Westbrook com 26 pontos, maior parte deles obtidos no 2º tempo. No 4º período, os Thunder ainda ameaçaram a liderança dos Heat (estiveram por várias vezes a perder por 8) mas na ponta final a equipa de Miami não tremeu.

spoelstra

erik spoelstra – i am a coach?

Realce ainda para os 13 pontos vindos do banco por parte de Ray Allen e para a parca contribuição vinda do banco de Oklahoma (apenas 16 pontos, sendo que 9 vieram de Kevin Martin). O antigo jogador de Houston continua a fazer exibições muito medíocres e a provar que Oklahoma ficou a perder com a troca de James Harden para a equipa texana.

Com um jogo interior diminuído pelas ausências de Pau Gasol e Jordan Hill, os Lakers receberam mais um cabaz desta feita contra os rivais da cidade de LA. Quando se esperava que o mote do jogo fosse uma “batalha em LA”, em analogia ao fantástico álbum dos Rage Against the Machine de Zac De La Rocha e Tom Morello, a vitória acabou por cair facilmente para a equipa comandada por Vinny Del Negro.

Parcial de 15-0 a abrir com Blake Griffin completamente onfire. O poste conseguiu 18 dos 22 pontos no 1º período, fruto de 9 lançamentos de campo em 10 tentativas no período inicial. Os Lakers conseguíram reequilibrar a partida a meio do 2º período, fruto da boa prestação do seu banco de suplentes. Antawn Jamison entrou a meio do primeiro período e até ao intervalo iria conseguir 15 pontos (terminou com 17). A titular na equipa de Del Negro O “velho” Billups iria terminar a partida com 21 pontos. Para os Lakers foi quase impossível parar a eficácia de lançamento dos Clippers: 46 em 89 em lançamentos de campo (51%) e 16 em 30 de 3pts. O 5 inicial dos Clippers (Billups, Paul, Griffin, Butler e DeAndre Jordan) iria terminar a partida com 91 dos 125 pontos obtidos pela equipa. Chris Paul também esteve endiabrado com 24 pontos e 13 assistências.

Do lado dos Lakers, Dwight Howard fez 18 pontos e 8 ressaltos, mas revelou algumas lacunas a defender e a atacar, provando que não está bem fisicamente. Kobe fez 20 pontos e 11 ressaltos, não tendo feito muitos lançamentos durante a partida (apenas 13; Kobe faz em média 25 lançamentos por jogo).

A coisa continua muito feia para os Lakers. Estando com um gap de 5\6 jogos em relação a Houston e Utah, Mike D´Antoni terá que repensar muito bem a estratégia da equipa para o que resta desta fase regular. Faltando 28 jogos para o término da fase regular, os Lakers (25-29 de score) necessitarão de ir buscar pelo menos 22 se quiserem estar nos playoffs. E tal número poderá não chegar caso os Houston Rockets e Utah Jazz vencerem partidas directas contra a equipa de LA.

Para terminar a fase regular, a equipa de LA terá que jogar (entre outros jogos) contra Denver (fora) Oklahoma (fora) Chicago (em casa) Atlanta (fora) Indiana (fora) Golden State Warriors (fora e casa) Memphis (casa) LA Clippers, Portland (fora e casa) San Antonio (casa) e Houston (casa).

2. As 5 melhores jogadas da noite dos dois jogos realizados:

3.

Duas notícias que marcaram o dia de sexta feira.

Dwight Howard tem sido alvo de rumores todos os dias. Como termina contrato com os Lakers no final da temporada e aproxima-se o prazo previsto pela liga para as trocas entre equipas, muito se tem especulado sobre o futuro de Howard. Aliás, o poste dos Lakers anda nesta vida há praticamente 2 anos. Apesar do jogador ter dito hoje na chegada a Houston (onde se está a disputar o All-Star Game) que os Lakers não estão a pensar trocá-lo no mês de Fevereiro, a imprensa Norte-Americana tem especulado a possibilidade de Dallas avançar para a contratação do jogador, assim como a de Boston, trocando o lesionado Rondo por Howard. A meu ver Dallas tem possibilidade de adquirir o jogador no próximo verão enquanto free-agent. Ao admitir que em Dallas toda a gente é trocável excepto Dirk Nowtizky, o proprietário Mark Cuban praticamente admitiu que quer Howard mas só no Verão para juntar o jogo do poste de LA ao jogo do Alemão. A ideia de Boston é trocar já os jogadores. Rondo iria acabar a recuperação da grave lesão que sofreu no joelho em LA e Howard iria melhorar e muito o fraco jogo interior de Boston. Não sei se os Lakers irão querer que isso aconteça, ainda para mais quando tem os playoffs em risco e Rondo só irá voltar à competição no 2º quarto da próxima época.

Outro que tem andado nas bocas do mundo: Derrick Rose. O base de Chicago poderá voltar no início de Março à competição. Rose afirmou recentemente que não tenciona falhar toda a temporada e afastou os rumores que afirmavam que os primeiros jogos no regresso à competição poderiam dar-se através do afiliado dos Bulls (Iowa) na D- League. Esse cenário está portanto fora de equação: Rose voltará em breve. Tom Thibodeau também afirmou recentemente que não há pressa no regresso do base, estando a contar com ele quando não houver qualquer risco de quebra na recuperação.

Greivis Vasquez

Bleacher Report: Under the radar (Greivis Vasquez – New Orleans Hornets) – É indiscutivelmente um dos bases que mais gosto de ver jogar na liga. Dan Favale escreve sobre o base Venezuelano para o Online.

Já tinha escrito sobre Vasquez aqui.

amanhã escrevo sobre o All-Star Weekend que começou hoje em Houston.

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NBA 2012\2013 #15

1. Jogos de ontem:

Jogo de surpresas e reviravoltas em LA. Orlando não ganhava um jogo nos últimos 10. Já os Clippers tinham estabelecido um record de franchising ao nível de vitórias seguidas: 13. Ao 14º jogo, em casa, quando se previa uma vitória fácil para a turma de Los Angeles, os Magic provaram que a liga afinal tem como principal característica o equilíbrio.

Na ausência de Glen Davis na turma da Flórica, foi o poste sérvio Nikola Vucevic uma das grandes figura do encontro (está a fazer grandes jogos desde que Baby Shaq se lesionou) com 18 pontos e 15 ressaltos, números que tem sido tónica das suas prestações nas últimas 2 semanas. O sérvio acabou por confirmar a vitória de Orlando com um slam dunk.
A grande figura do encontro, para o lado dos Magic, acabou por ser o base Arron Afflalo com 30 pontos (10 em 19 ao nível de lançamentos de campo; 3 triplos) e 7 assistências, provando que só não é uma figura de proa da liga porque é um jogador demasiado inconsistente nas suas exibições. Talento de tiro não lhe falta. Falta sim estrutura psicológica para superar momentos de pressão.
Do banco de Orlando saíria ainda JJ Redick com 21 pontos, sendo 12 obtidos com 4 grandes lançamentos atrás da linha do garrafão. O 6th Man de Orlando está a jogar um basquetebol prodigioso, o que põe em causa o seu futuro em Orlando visto que no próximo verão torna-se free-agent e segundo os rumores quer sair da equipa da Flórida.

Do lado da equipa de Vinny Del Negro, Jamal Crawford falhou o último lançamento.
Blake Griffin com uma prestação notável em todos os aspectos – 30 pontos, 8 ressaltos, 7 asssistências. Apesar de continuar a persistir (e a ser beneficiado pela arbitragem) com os seus slams em falta (quase todos são em falta visto que Griffin entra com os braços para armar o slam e só não são falta todos aqueles em que o defensor está dentro da área restritiva), notam-se bastantes melhorias do poste baixo de LA ao nível do lançamento, sendo que Griffin já é capaz de executar com uma significativa taxa de exito lançamentos a 14 pés do cesto e já converteu inclusive 3 triplos esta temporada.
Contrastando com a excelente exibição do all-star, o resto da equipa exibiu-se a um nível inferior aquilo que tem exibido, excepção feita para Chris Paul com as suas fantásticas 16 assistências e 10 pontos marcados. A equipa de LA pode queixar-se da falta de eficácia ao nível de 3 pontos com 9-22.

Surpresa em Chicago, com a equipa local a ser perfeitamente dominada pelos Phoenix Suns:

Os Bulls apresentaram-se algo cansados perante uma equipa (Phoenix) que tem demonstrado bem menos durante época do que aquilo que seria de prever. Esta equipa nova equipa dos Suns vai dar que falar nas próximas épocas caso não saia ninguém nas próximas rondas de transferências. É uma equipa com muita qualidade, começando pelo base organizador Goran Dragic (quem sabe se os Suns não tem aqui o novo Steve Nash; penso que Houston fez muito mal em abdicar deste sérvio para contratar Jeremy Lin), pelo extremo Michael Beasley (para quem não sabe foi o nº2 do draft onde o 1º foi Derrick Rose; continua algo instável e frágil do ponto de vista psicológico o que é muito mau visto que é um extremo com um leque de soluções ofensivas muito interessantes) e pela sua linha de postes constituídas por Luis Scola e Marcin Gortat, dois jogadores muito experientes que conseguem dar muita força e muito poder ofensivo e defensivo à equipa.

A estratégia defensiva e ofensiva da equipa do Arizona em Chicago passou por estes 4 homens: Dragic muito eficaz a organizar, Beasley muito eficaz no tiro exterior (20 pontos; 10 em 14 em lançamentos de campo), Scola muito eficaz a lançar e a ganhar ressaltos defensivos (22 pontos; 7 ressaltos, 6 deles defensivos) e Marcin Gortat exímio tanto a servir de muro para as investidas interiores de Noah, Boozer e Deng (por muitas vezes estes 3 esbarraram literalmente contra o polaco) como a abrir caminhos através do seu bloqueio para Beasley e Scola, se bem que nesta história dos bloqueios a arbitragem não só foi muito permissiva com bloqueios ilegais do polaco como em outras vezes passou vista grossa a muitas faltas que o polaco fez na luta das tabelas.

Do lado de Chicago, o trio composto por Noah, Deng e Boozer apresentou-se com algum cansaço acumulado nesta partida em virtude da excessividade que Tom Thibodeau lhes tem dado nos últimos tempos. Deng e Noah tem médias de utilização de 40 minutos, não apresentam para já suplentes que os possam fazer descansar mais tempo sem a equipa sofra uma quebra de rendimento e isso pode ser um factor prejudicial para a equipa no futuro. Mesmo assim, as exibições de Boozer e Noah contra uma defesa muito aguerrida por parte de Phoenix foram bastante satisfatórias. 

Tom Thibodeau foi mais uma vez apanhado com dificuldades na leitura de jogo. Está a dar demasiados minutos a Hinrich e isso não está a ser benéfico para a equipa do ponto de vista ofensivo. Ontem tinha Hamilton a acertar tudo o que lhe vinha parar às mãos e acabou por dar demasiado espaço ao italiano Marco Belinelli (um desastre na partida de ontem) em prol do veterano all-star.

Da exibição de ontem salvou-se também o sophomore Jimmy Butler. O puto está a crescer a olhos vistos em Chicago. Não é um primor de técnica, não é o gajo perfeito ao nível de lançamento mas é muito lutador, não tem medo de arriscar e costuma entrar para marcar 8\10 pontos muito importantes em períodos decisivos.

Dados importantes: Chicago com tendência para perder jogos contra equipas acessíveis em casa. Road de sonho para os Bulls com 10 vitórias e 5 derrotas. No United Center, a coisa está bastante dispar: Thibodeau só tinha perdido 7 dos 42 jogos efectuados em casa na época 2011\2012 e nesta época já soma 10 derrotas em 20 jogos.

Dirk já voltou ao activo e já se vê um cheirinho dos velhos Mavericks.

2. Em específico:

Chalmers completamente endiabrado. Jogo sem história em Sacramento até que Chalmers desata a marcar triplos e só para nos 10. 34 pontos (máximo de carreira) para o base de Miami e o empate com o recorde de Brian Shaw ao nível de triplos marcados num jogo, recorde que perdurava desde 1993. 10 em 13 para o base de Miami num jogo em que o base da equipa adversária (Isiah Thomas) também quis entrar na brincadeira e lançou 6 em 8.

3. As 10 melhores jogadas da noite:

Destaque para o regresso em cheio do #1 do draft de 2010 John Wall (Washington Wizards)

4. The Nets Association episode 6: as primeiras duas semanas de PJ Carlesimo no comando da equipa, semanas que se tem pautado por algumas vitórias da equipa e pela consequente subida na tabela classificativa no Este.

5. Uma graçola do “barbas” James Harden (Houston Rockets) contra Philadelphia num jogo onde os 76ers viriam a vencer.

6. Insider: Monty Williams e os New Orleans Hornets

7. Notícias:

Rumor que tem circulado que dá conta do interesse dos Cleveland Cavaliers em recapturar LeBron James quando este terminar contrato com Miami em 2014.

O proprietário dos Mavericks Mark Cuban afirma que a sua equipa não irá trocar Dirk Nowitzky.

8. Desta noite:

parker rubio

Fotografia curiosa tirada há minutos no jogo entre San Antonio Spurs e Minnesota Timberwolves. Dois jogadores europeus (Tony Parker e Ricky Rubio), dois bases talentosos (um mais veterano e o outro a dar as primeiras pisadas de uma carreira que se espera muito auspiciosa na Liga), dois jogadores com o mesmo número nas costas.

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NBA Draft 2011

Kyrie Irving. O novo #1 do draft da NBA.

Numa draft lottery em que os Cleveland Cavaliers (na primeira época sem LeBron James) conseguiram uma 1ª e 4ª escolha para equilibrar o seu rooster, apostaram em dois jogadores “semi-estrangeiros” (Irving é australiano naturalizado americano e Tristan Thompson é canadiano mas segue as pisadas do nº1). Irving é um base bastante rápido e pontua muito. Há quem o compare já a LeBron James, se bem que Irving aparece na NBA com piores números que a antiga estrela dos Cavs (muito devido a uma grave lesão que teve na última época de universitário pela prestigiada Duke).

Tristan Thompson é um poste baixo que gosta de se envolver na luta pelos ressaltos.

Na 2ª posição do draft, Minnesota ficou com o poste baixo Derrick Williams. Outro talentoso, segundo o que a comunicação social desportiva Norte-Americana afirma. Excelente para juntar a uma equipa que têm Love, Ricky Rubio e Michael Beasley até ver. Existem rumores que os Lakers estão interessadíssimos no concurso de Kevin Love e estão dispostos a trocar Pau Gasol para a equipa de Minnesota.

Na 3ª posição do draft, Utah (perdeu Deron Williams, Carlos Boozer, Karl Korver e presta-se a perder Andrei Kirilenko que este ano é free-agent falando-se da hipótese Chicago Bulls para o futuro do internacional Russo) ganhou um Turco de nome Enes Kanter. Kanter é um poste muito possante, bom marcador de pontos e bom ressaltador. Kanter, que esteve inicialmente cotado para 9º do draft deste ano realizou bons treinos tanto em Utah, como em Minnesota e em Cleveland, afirmando ser “um pouco de Dwight Howard, um pouco de de Pau Gasol e um pouco de Shaquille O´Neal”. Veremos se o turco corresponde numa equipa que terá que passar nos próximos anos por um enorme processo de reconstrução.

Os Raptores ficaram com o Lituano Jonas Valanciunas mas este ainda ficará na europa mais um ano a evoluir. No lugar 6 aparece outro europeu (um draft recheadíssimo de novos talentos europeus) desta feita Jan Vezely. Para mim, Vezely será uma das grandes revelações da NBA nos próximos anos. O checo jogará nos Detroit Pistons (uma equipa que está em maré baixa mas que têm experientes jogadores na sua equipa) e creio que dentro de 2 a 3 anos será um indiscutível All-Star. Jogava pelo Partizan na Europa, e pelo que vi na Euroliga, é um poste com imensa força e mais calibrado para o ataque do que para a defesa. Para poste, assemelha-se a Chris Bosh porque é um excelente lançador.

Nas restantes posições do draft, destaque para o nº9 Kemba Walker (escolhido pelos Bobcats; poderá ser um bom jogador no futuro pelo que vi nos treinos visto tratar-se de um base muito rápido e bom distribuidor de jogo) para o nº16 o Sérvio naturalizado Americano Nikola Vucevic (escolhido pelos 76ers; teve excelentes números no campeonato universitário por South California), para os drafts do Bulls (Norris Cole tem caminho livre para Miami; Jimmy Buttler veio da Universidade de Marquette em Chicago e é um jogador que pode vir a ser útil pois joga nas duas posições de base e ainda pode ser extremo e Malcolm Lee da UCLA também vai para Minnesota em troca pelo Sérvio Nikola Mirotic, antigo poste do Real Madrid que vem para Chicago e poderá ser um jogador a ter em conta no futuro) para a escolha dos Heat Bojan Bogdanovic (base atirador que vai directinho para Minnesota devido à troca de rookies entre as equipas).

No que toca às primeiras trocas e aos free-agents deste ano também existe algo que escrever:

– No capítulo das trocas e contratações, nada de novo a não ser a troca de rookies no draft entre Minnesota, Chicago e Miami.

– No capítulo das renovações e extensões de contrato, Ray Allen já renovou por Boston por mais uma época. Allen era free-agent e estava nas coagitações de metade das equipas da Liga.

Washington fez extensão de contrato à sua estrela John Wall,  Jordan Crawford, Trevor Booker e Kevin Seraphin por mais 3 anos ou seja, até 2016.

Denver renovou com o base Ty Lawson por 4 épocas.

Os Lakers renovaram com Matt Barnes por mais 1 época enquanto Miami fez o mesmo com o lituano Zydrunas Ilgauskas.

Sacramento extendeu opção de contrato por uma época à sua estrela Tyreke Evans, que no final desta época também se tornava free-agent com restrições (os free-agents podem ser de duas categorias: livres, podendo assinar com qualquer equipa; ou restritos, podem assinar com qualquer equipa mediante compensações por jogadores, drafts futuros ou compensações monetárias). Os Kings também renovaram por uma época com DeMarcus Cousins.

Toronto renovou com uma das suas estrelas por 3 épocas (DeRozan) e com o poste baixo James Johnson.

Indiana renovou com Collison e Tyler Hainsbrough por três 3 épocas.

– Quanto a free-agents ainda disponíveis no mercado:

Nos jogadores que se encontram livres existe uma série bastante interessante de free-agents que podem ser adquiridos pelas equipas sem qualquer custo acrescido:

Jamal Crawford (Atlanta; ainda não recebeu qualquer proposta para renovar)

Carlos Arroyo, Glen Davis, Nenad Krstic, Delonte West e Sasha Pavlovic (Boston; Glen Davis deverá renovar nos próximos dias; West e Pavlovic são jogadores com enorme potencial mas estão descartados das opções de Doc Rivers)

Kurt Thomas (Chicago; será sempre um veterano de classe)

Juan José Barea, Caron Butler, Tyson Chandler, DeShawn Stevenson e Peja Stojakovic em Dallas (duvido que a equipa de Mark Cuban não renove com Barea, Chandler e Stevenson; Caron Butler deverá sair; Peja Stojakovic é carta fora do baralho da equipa de Rick Carlisle e fala-se que poderá assinar pelos Bulls ou pelos Nets na próxima época)

Nenê Hilário e JR Smith (dúvido que ambos saiam de Denver, mas já se falou na possível mudança de JR Smith para Miami e de Nenê para os Nets)

Tracy McGrady e Tayshaun Prince nos Detroit Pistons (Prince será um bom jogador para qualquer equipa da NBA e os Pistons querem a sua saída para poder aliviar a sua folha salarial de modo a poderem reconstruir a sua equipa após estas últimas épocas de desilusão)

Yao Ming é free-agent mas coloca-se dúvidas quanto à possibilidade de voltar a jogar na NBA devido à grave lesão que o Chinês teve na última época que o impediu de jogar por Houston. 

Mike Dunleavy e Josh McRoberts em Indiana (o primeiro é um exímio atirador; o 2º um suplente muito útil a qualquer equipa na NBA. Ambos não foram contemplados com o plano de renovações da equipa)

Jamario Moon (LA Clippers)

Shannon Brown (LA Lakers)

Shane Battier e Leon Powe em Memphis.

Mike Bibby, Erick Dampier, Eddie House, Juwon Howard, James Jones e Jamal Magloire (à excepção de Jones, são todos veteranos e poderão ser úteis em várias equipas que ficaram excluídas dos playoffs nesta época; são todos para sair excepto Bibby cujo futuro ainda é desconhecido).

Earl Boykins e Michael Redd em Milwaukee (Boykins será um base bastante útil em algumas equipas enquanto Redd é uma incógnita porque depois da lesão que sofreu a meio desta época poderá não voltar ao potencial que demonstrava antigamente).

Sasha Vujacic  nos Nets (é credível que saia para a equipa de New Jersey poupar algum dinheiro para atacar uma vedeta da Liga).

Marcus Banks, Aaron Gray, Carl Landry e David West em New Orleans (Gray deverá continuar; Landry e Banks não renovam; David West será um dos nomes quentes deste verão: terá decerto Chicago, Knicks, New Jersey, Lakers, Phoenix, Houston, Detroit e outras equipas na sua cola). 

Jason Richardson também deverá mudar de área em Orlando, mas tal opção só deverá ser exequível se Dwight Howard também mudar.

Tony Battie e Jason Kapono em Philadelphia.

Grant Hill em Phoenix. Acaba carreira?

Samuel Dalembert e Marquis Daniels não deverão ficar em Sacramento.

Leandro Barbosa é uma excelente escolha para o tiro exterior, estando livre em Toronto.

Andrei Kirilenko (Utah; fala-se da hipótese Bulls. Também poderá voltar à Europa)

Josh Howard e Yi Jianlian estão livres em Washington e não foram contemplados com a renovação nos últimos dias. Poderão ser reforços interessantes para as equipas que tentam chegar novamente aos playoffs.

– Quanto aos free-agents restritos temos:

Jeff Green em Boston. Poderá sair por troca directa com qualquer jogador de média dimensão.

Arron Afflalo em Denver. A sua saída já poderá eventualmente indicar troca por troca + compensações monetárias ou escolhas de draft ou então a troca por 2 jogadores de média dimensão.

Rodney Stuckey em Detroit. Poderá ser trocado por 2 ou 3 jogadores de média dimensão  + compensações monetárias e escolhas de draft visto tratar-se de um base com algum talento.

Marc Gasol poderá transferir-se de Memphis para outro lado. Não arrisco a dizer a troca que se poderá efectuar visto que Marc está muito bem cotado no mercado depois do excelente playoff que realizou.

Mario Chalmers em Miami tanto poderá ser trocado como poderá renovar.

Em New Orleans, Marco Bellinelli será moeda de troca por algum jogador de média dimensão.

Thaddeus Young em Philadelphia é um jogador apetecível às equipas grandes e também deverá ser moeda de troca por dois bons jogadores para os 76ers.

Greg Oden em Portland será moeda de troca por 2 ou 3 jogadores de média dimensão ou poderá renovar. A renovação não é um cenário que acho sério, visto o flop que Oden foi para os Trail Blazers (relembro que foi nº1 do draft à uns anos atrás não podendo jogar esse primeiro ano devido a uma lesão na pré-época). 

Post-Scriptum (22:31) – Ao que consta, à mesma hora que escrevia este post, ficou decidida uma mega troca “pós-draft” entre várias equipas: O Espanhol Rudy Fernandez (representava Portland) sai rumo aos Dallas Mavericks que em compensação deram as suas escolhas do draft deste ano (o nº 26 Jordan Hamilton e o nº57). Os Mavs também ficaram com Rudy e Pettri Koponen. Por sua vez, Portland também trocou André Miller e o rookie recebido de Dallas por Raymond Felton (em Fevereiro tinha ído para Denver no pacote Carmelo Anthony). Outras equipas foram metidas ao barulho, Stephen Jackson sai de Washington via Milwaukee Bucks e Corey Maggette sai de Milwaukee para Charlotte. John Salmons sai de Milwaukee para Sacramento e George Hill sai de San Antonio via Indiana.

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