Tag Archives: Mário Jardel

parce que le sporting jouè très bien

volta bicho. e traz contigo o jardel, que apesar da idade, da rodagem de coca naquele sangue e da barriga, ainda deve meter mais do que o ricky. pode ser que quando desperdirem o vercauteren, pensem em ti.

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10 anos

Da Weasel — “Entra e representa” — Álbum: Podes Fugir Mas não te podes esconder (2001)

O tempo é uma merda que não perdoa. Hoje lembrei-me que passa uma década desde a primeira edição deste álbum. Parece que foi ontem que ouvi isto pela primeira vez, num walkman da Sony ainda em versão cassette.

Eramos putos, viviamos numa era dourada em que os nossos pais não tinham os problemas financeiros que tem hoje, o Sporting tinha o João Pinto e o Mário Jardel, os Limp Bizkit eram reis e os putos apresentavam-se na escola munidos do seu cap dos Yankees. Maior parte deles falsificados, sempre tive os originais e em várias cores. Sempre tive sorte e agradeço todos os dias aos meus pais a educação e as oportunidades que me deram.

As letras eram agressivas, as guitarras também. O Carlão e o Pac Man apresentavam-se em palco com a corda toda e ainda cheguei a vê-los duas vezes nesse ano. Já havia o Sam, o Boss, os Mind, e outros tantos, mas o que é certo é que nenhum deles tinha batido tanto na juventude do país até então. O Carlão, o Pac, o Quaresma, o Jay e o Glue eram fortíssimos e creio que depois deste álbum perderam-se irremediavelmente. É certo que tiveram mais sucesso nos dois álbuns que se seguiram, mas nunca voltaram a ser os mesmos.

Depois era a verve da cena. Quem imaginaria na altura que os nossos tugas conseguiriam gravar um som com os cubanos Orishas, cena bem apreciada na altura.

Já passaram 10 anos. Sinto saudades desses tempos.

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Cromos da bola #2

“Como os americanos dizem: um artista, an artistre” – estas palavras podiam ter sido ditas por Lauro Dérmio, caricatura do professor Lauro António que Herman José celebrizou no final dos anos 90 na mítica “Herman Enciclopédia”.

Também, poderiam em todo o caso, ser palavras desse grandioso comentador de nome Gabriel Alves.

Pai aos 16 anos, João Pinto apenas se aventurou por uma vez no estrangeiro no Atlético de Madrid, onde foi relegado para a equipa de reservas (já na altura o Atlético era o brilhante destrutor de carreiras que tão bem conhecemos). No Benfica celebrizou o que é ser um diabo vermelho e por uma vez, colocou várias crianças deste país a chorar (inclusive eu) quando foi espetar 6 a Alvalade ao Sporting de Figo, Balakov e companhia, destroçando milhões de almas sportinguistas que viam naquele jogo a brilhante oportunidade de quebrar, na altura, um jejum que já ia em longos 12 anos.

Mestre no mergulho, tanto em mar como no relvado, era um autêntico catedrático na arte de bem ludibriar a arbitragem. No entanto, os seus dotes eram amplos: conduzia a bola como ninguém em autênticas cavalgadas estilo um-contra-todos, o seu 1 para 1 era fenomenal e por mais cachaporras que levasse dos defesas, todos sabíamos que João Pinto se levantava com toda a arte e depois ainda era menino de entrar na área com bola, tropeçar na bola e sacar uma grande penalidade.

Não eram apenas as grandes penalidades que Pinto sacava. Sacava grandes golos de cabeça, e no fim da carreira de dinossauro futebolístico ainda sacou a Marisa Cruz.

Toni venceu o campeonato para o seu Benfica nesse ano e quem diria, que anos mais tarde, João Pinto, idolatrado como “menino de ouro” lá para os lados do Estado da Luz, onde um presidente larápio chegou inclusive a propor um vínculo vitalício para o avançado, seria apelidado de “vaca velha” por um velho alemão de nome Heynckes e dispensado a custo zero para o rival de Alvalade.

Corria o ano de 2000, ano que ficou marcado pelo Euro 2000 e por conseguinte pelo salto de peixe contra a Inglaterra que colocou o mesmo Heynckes afónico num relato para uma televisão alemã.

João Pinto pegou de estaca no sporting e na época de 2001\2002 seria como o “pai” que Jardel nunca teve. Dizia-se que era João Pinto no céu e Jardel nas alturas entre os centrais. Depois veio  o mundial da Coreia e do Japão, e para fazer rima, o adeus à selecção. Expulso contra  a Coreia num jogo de má memória para a alma lusa, culminado no ponto de vista individual do jogador com uma murraçada em cheio no estômago de Angel Sanchez, também ele, um árbitro de má memória.

Seria o adeus à selecção.

João Pinto manteve-se no Sporting mais dois anos, antes de rumar ao seu Boavista. Tanto no Boavista como posteriormente no Sporting de Braga ainda haveria de se mostrar a bom nível. Mas, aos 35 anos, era o fim.

 

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